CLIPPERS SURPREENDE E ELIMINA MEMPHIS NO TENNESSEE. LEBRON ARREBENTA NO ÚLTIMO QUARTO E MIAMI PASSA PELO INDIANA
Caríssimos.
É preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Eu não sei o que ocorre. Às vezes eu acho que os jogadores são fracos mentalmente. Em outras horas eu acho o oposto: são poderosos e por conta disso não se intimidam com nada e ninguém.
O fato é que ando meio que sem coragem para apostar ou cravar em resultados ou times. Depois que o Memphis foi a Los Angeles e empatou a série em 3-3, não me entrava na cabeça que o time, embalado pela vitória revigorante e salvadora, pudesse, dois dias depois, jogar em casa, no conforto do lar, diante de seu séquito de seguidores e acabasse derrotado. Um vexame. Lembrou-me Portugal diante da Grécia na Euro-2004. Por mais que tenha sido uma façanha Felipão ter levado os nossos irmãos portugueses à final, perder em casa para a Grécia foi imperdoável. O mesmo vale para o Grizz. Depois de tudo o que aconteceu em LA, perder dois dias depois diante de 18.119 torcedores, foi inacreditável. Os fãs ficaram arrasados no Dia das Mães. Os jogadores do Grizz acabaram com o domingo desta pobre gente. Imperdoável.
Imperdoável também foram as performances de Rudy Gay e Zach Randolph no quarto final. Gay jogou 8:59 minutos e saiu zerado de quadra. Z-Bo jogou 56 segundos a menos e fez apenas dois pontos e pegou um mísero rebote. Tony Allen, aquele que é marrento sem poder ser, foi outro que saiu zerado de quadra. Mike Conley, o armador do time, não deu nenhuma assistência nos 12 minutos finais. Não deu porque os caras estavam com a mão fora da forma ou por que seus passes foram óbvios e inconclusivos? Vocês que me digam. O.J. Mayo jogou 8:10 minutos e fez só um desprezível ponto.
Enquanto isso, do outro lado da quadra, a segunda unidade do Clippers teve atuação irretocável. Nada menos do que 25 dos 27 pontos anotados pelo time californiano no período saíram das mãos dessa gente valente. Nick Young fez nove pontos, Kenyon Martin anotou sete, Eric Bledsoe cravou seis e Mo Williams contribuiu com três. Reggie Evans saiu zerado do período, mas pegou sete rebotes. Ah, K-Mart pegou cinco ressaltos também.
Chris Paul, o responsável pelos dois únicos pontos dos titulares neste período final, acabou a partida com 19 pontos, nove rebotes e quatro assistências. Esse é o CP3 que a gente conhece.
Quanto ao jogo como um todo, alguém consegue explicar isso? Memphis: 0-13 nas bolas de três! Ridículo.
Por conta disso tudo, caríssimos, a gente consegue explicar o marcador favorável ao Clips em 82-72. Mas eu pergunto: alguém teria jogador suas fichas no Clips? Acho que apenas os mais fanáticos torcedores alvirrubros. De resto, creio que todos apostaram na classificação do Memphis.
Por isso, eu repito: é preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Não me perguntem mais nada, pois ando sem coragem. Pelo menos neste domingo à noite.
DUREZA
O Miami teve problemas diante do Indiana. Venceu por 95-86, mas o resultado não espelha bem o que ocorreu em quadra. A diferença poderia ter sido menor. O Miami teve problemas diante do Indiana porque um de seus Três Magníficos se contundiu. Chris Bosh teve uma distensão no músculo abdominal e por conta disso jogou apenas o primeiro tempo. Traduzindo em tempo de quadra foram 15:48 minutos. Fez falta.
Agora sabem o que é engraçado? O primeiro tempo, o tempo em que CB1 esteve em quadra, foi exatamente o período em que o Indiana se deu melhor e venceu por 48-42. Alguém se atreve a explicar? Eu ouso: o responsável por tudo isso foi LeBron James. LBJ, se você viu o jogo e não reparou, marcou nada menos do que 26 de seus 32 pontos no segundo tempo, 16 deles no quarto final. Nove de seus 15 rebotes também vieram nesta segunda metade do jogo. Jogou o período embalado pelo troféu de MVP recebido antes de a partida começar (foto Getty Images).
Caríssimos, seguinte: se LBJ jogar essa bola até o final da série e o Miami puder contar com CB1 (é dúvida para o segundo confronto) e Dwayne Wade jogar o seu normal, não tem pra ninguém. E na final da conferência, idem; não importa quem seja o adversário, Boston ou Philadelphia.
Aí o Heat vai para a final. O que acontecerá?
Como eu disse acima, é preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Eu já ousei dizer que se LBJ jogar essa bola que ele jogou no segundo tempo, CB1 se recuperar da lesão e D-Wade jogar o seu normal, o Miami ganha a conferência. Minha audácia termina por aqui.
Agora vamos falar um tiquinho do Indiana: não dá para encarar um time como o Miami com dois de seus melhores pontuadores marcando, juntos, 13 pontos. Sim, foi isso o que fizeram Danny Granger (7) e Paul George (6). Ambos fizeram 2-15. Inacreditável. Granger foi engolido por LBJ (olha ele novamente!) e George foi vítima de alguns zagueiros do Miami, entre eles D-Wade.
Granger disse que se cansou porque teve que marcar LeBron. De fato, LBJ é um “cavalo” de forte. Não é moleza marcá-lo. Que Frank Vogel encontre uma solução para o problema. Se não encontrar, King James sairá coroado de quadra deste confronto.
E ousou dizer: o Miami talvez varrerá o Indiana.
E não me perguntem mais nada, pois meu atrevimento fica por aqui.
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