APROVEITANDO O “BOOM”
Isso é que é saber aproveitar uma geração. Com o crescimento brutal do basquete na Espanha, fruto do surgimento dos irmãos Gasol, Garbajosa, Navarro, Fernandez, entre outros, a federação espanhola passou a investir pesadamente na base.
E o resultado veio neste final de semana: a Espanha bateu a Itália na final do Sub 20 europeu por 82 a 70 e conquistou seu primeiro título da categoria em toda sua história.
Nikola Mirotic foi o grande destaque espanhol na decisão: 29 pontos e 11 rebotes. Nome esquisito, não é mesmo?
Mirotic não é espanhol de nascimento. Nasceu na Sérvia e foi descoberto por olheiros do Real Madrid há três anos. Tem 20 anos e 2,09m e ainda pode crescer um pouquinho mais.
Assim como arregalaram os olhos para Serge Ibaka, o congolês que acabou de se naturalizar espanhol, os ibéricos fizeram o mesmo com Mirotic.
Assim como queriam fazer com Messi e o argentino, a meu ver, de maneira equivocada, escolheu a Argentina. Equivocada porque Lionel não tem identificação alguma com o nosso vizinho sul-americano. Apenas nasceu lá. Foi criança para a Espanha, é de fato espanhol. Na Argentina, o sentimento é esse e ficou claro durante a Copa América entre os “hinchas” locais.
Mas voltemos ao basquete.
Mirotic foi eleito o MVP do campeonato. Teve médias de 27 pontos e dez rebotes de média por partida.
Mas esta geração espanhola não se resume a Mirotic. Josep Franch, um armador igualmente de 20 anos, anotou 19 pontos e deu sete assistências, foi outro destaque espanhol.
Alejandro Barrera, ala-armador também com duas dezenas de anos, anotou dez pontos e completou a trinca de jogadores com duplo dígito na marcação.
Mas, leio nos relatos, o coletivo do time espanhol chamou igualmente a atenção em todo o torneio no velho continente.
O Brasil venceu neste sábado o sul-americano Sub 17, realizado em Cúcuta, Colômbia. Parabéns obviamente para Demétrius Ferraciu, que dirigiu o time, e a todos os garotos.
Há jogadores que prometem no grupo, como o pivô Felipe Braga (foto Divulgação), um pirulão de 2,10m de altura e que pode ultrapassar os 2,15m. Assim como a Espanha, foi campeão invicto.
Mas há que se contextualizar a conquista sob pena de cometer-se equívoco. Empolgação nunca é bom, especialmente quando se é jovem demais.
Foi legal vencer a Argentina na decisão por 74 a 48? Claro que foi; até porque foi de goleada e porque o Brasil tornou-se um freguês de caderneta dos argentinos nas últimas décadas. Vencê-los é sempre bom, não importa a modalidade.
Mas não há como comparar as conquistas. Vencer o europeu significou para a Espanha jogar contra Turquia, Grécia, Áustria, Ucrânia, Alemanha, Letônia, Rússia e Itália duas vezes.
O sul-americano, infelizmente, é um torneio que se resume a apenas uma partida: contra a Argentina.
Vamos ver como nossa garotada vai se comportar quando o Mundial chegar. Se subir no pódio ou mesmo chegar entre os cinco primeiros, aí sim dá pra gente dizer que há luz no fim do túnel.
Enquanto isso, vamos ser prudentes e aguardar.
NATURALIZAÇÃO
O Real Madrid descobriu Nikola Mirotic na Sérvia. Nossos clubes não poderiam fazer o mesmo? Será que não valeria a pena procurar garotos fora do nosso país? Trazê-los com 15, 16, 17 anos para cá e, se forem bons de bola, naturalizá-los?
Fica a pergunta.
OITAVAS
O Brasil entra em quadra às 20h45 de Brasília desta segunda-feira para enfrentar o Chile. O jogo é válido pelas oitavas-de-final do Mundial Sub 19, que está sendo disputado exatamente no país andino.
Jogar contra as donas da casa nunca é bom. Mas nossa seleção está jogando o fino da bola, comandada em quadra pela pivô Damiris do Amaral e fora dela pelo técnico Luis Claudio Tarallo.
Nas seis vezes em que o Brasil de saias jogou contra o Chile de saias, venceu todas. Estamos, portanto, invictos.
E creio que esta invencibilidade será mantida esta noite.
KOBE
Rob Pelinka, agente de Kobe Bryant, avisou o Besiktas que em agosto próximo senta-se à mesa para discutir a ida do ala-armador do Lakers para a Turquia.
“Já mostramos como somos sérios com a contratação de Deron Williams”, disse o técnico do time otomano, Ergin Ataman. Ataman quis dizer com isso que o interesse em Kobe não é apenas jogada de marketing.
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Autor: Fábio Sormani Tags: Damiris do Amaral, Felipe Braga, Gasol, Kobe Bryant, Luis Claudio Tarallo, Nikola Mirotic