Ersan Ilyasova | Fábio Sormani

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domingo, 29 de janeiro de 2012 NBA | 13:32

LAKERS: UM TIME PATÉTICO

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O Lakers é hoje um time patético. Patético principalmente quando se apresenta fora de seu Staples Center. A derrota de ontem diante do Bucks, em Milwaukee, foi mais uma prova inconteste da debilidade da equipe de Kobe Bryant quando está “on the road”.

A derrota por 100-89 foi mais uma num cartel de fracassos. A campanha do time angelino fora de casa mostra apenas uma vitória e sete derrotas. E a única vitória veio na prorrogação, diante do Utah, em Salt Lake City.

Há, é verdade, que se dar um grande desconto para o Lakers. E não é desculpa, é fato: o time mudou de treinador e não houve pré-temporada decente, de modo a fazer a equipe entender os novos conceitos do técnico Mike Brown, que foi contratado para substituir o aposentado Phil Jackson.

Além disso, o sensível Lamar Odom, um dos principais jogadores da equipe, foi negociado porque ele ficou magoado pelo fato de a franquia envolvê-lo em uma troca que acabou fracassando.

E, finalmente, a cesta de atletas que chegaram a Los Angeles não tinha nenhum que arrancou suspiros nem mesmo do mais fanático torcedor.

O Lakers hoje não é nem sombra mesmo do Lakers da temporada passada, que foi varrido pelo Dallas nas semifinais dos playoffs. O Lakers de hoje é um time sem identidade ofensiva, pois seu treinador parece só rezar na cartilha defensiva.

E o Lakers desta década e meia que ficou para trás, todos nós sabemos, era um time que ganhou cinco campeonatos e perdeu duas outras finais por se caracterizar forte no ataque e não na defesa.

Hoje, como disse, Mr. Brown tenta mudar a identidade da equipe. O Lakers tem a sétima melhor defesa da liga neste campeonato, mas seu ataque é digno de pilhérias, mesmo contando com o melhor jogador de basquete do planeta. O Lakers é apenas o 22º ataque mais competente do torneio!

Nas 20 partidas disputadas até agora, o time ultrapassou a barreira dos cem pontos em apenas uma oportunidade: vitória diante do Houston por 108-99. Nem mesmo na partida frente ao Jazz, que houve uma prorrogação que aumentou a contenda em cinco minutos, o Lakers conseguiu atingir a contagem centenária.

Faz 13 partidas que o Lakers joga abaixo dos cem pontos. Isso nunca havia ocorrido desde que o relógio dos 24 segundos foi introduzido na temporada 1953-54.

E ontem foi mais grave ainda, pois o adversário jogou desfalcado de dois titulares. O pivô Andrew Bogut quebrou o tornozelo e o ala Stephen Jackson estava suspenso.

O “front court” do Bucks foi formado por nanicos. O ala-pivô Drew Gooden, 2,08m, fez o papel de pivô, enquanto que Luc Mbah a Moute, um ala de 2,02m foi um dos alas-pivô ao lado de Ersan Ilyasova, 2,07m.

E o que se esperava? Esperava-se que o Lakers pudesse ganhar o jogo ali, no garrafão, com Pau Gasol (2,13m) e Andrew Bynum (2,13m) atropelando tudo e a todos. Mas ambos negaram fogo.

Gasol (foto AP) anotou apenas 12 pontos, frutos de um ridículo aproveitamento de 6-18 (33,3%), e Bynum ficou em um não menos silencioso 15 pontos (6-10, 60,0%).

Some-se a um técnico débil quando o assunto é a ofensiva e aos dois pivôs (principalmente Gasol) que tiveram uma noite opaca, o fato de que a segunda unidade do Lakers é simplesmente ridícula. Enquanto o banco do Milwaukee adicionou 37 pontos ao placar final, os reservas do Lakers contribuíram com 24.

O Lakers está atualmente na nona posição na Conferência Oeste com um desempenho de 11-9 (55,0%). No geral, cai para a 15ª colocação.

A situação é preocupante.

Que o time se classifica para os playoffs eu não tenho dúvidas. O que eu duvido é que esse mesmo time possa fazer algo de proveitoso na fase aguda da competição.

Ao que tudo indica, será um ano pra ser esquecido.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 27 de abril de 2010 NBA | 10:46

UMA VARRIDA E A VAGA

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SÃO PAULO — De volta ao lar, onde vi ontem à noite o Orlando tornar-se o primeiro time a se classificar para as semifinais de um dos playoffs. Sua incontestável vitória diante do Charlotte, na Carolina do Norte, por 99-90, provou uma vez mais que o time da Flórida é um dos mais fortes desta temporada.

O placar final da série comprova: 4-0. Uma varrida, como os americanos gostam de dizer. Foi, diga-se, a segunda vez que o Magic conseguiu varrer alguém em uma série de playoff. A primeira ocorreu diante do Detroit, em 1996.

Uma vez mais Dwight Howard não pôde dar sua cota de contribuição — e ela não é pequena. O Super-Homem do Orlando voltou a ter problemas com as faltas — saiu eliminado da partida com seis no total — e adicionou apenas seis pontos em 23 minutos dos 48 disponíveis em uma partida da NBA.

Parece o bobo da corte. Além de cometer faltas, quando a partida está no pau e próxima do fim o adversário faz o “hack-a-shaq” em cima dele, pois seu aproveitamento nos lances livres é tão constrangedor quanto o de Shaquille O’Neal.

Bate mais palmas no banco, incentivando os companheiros em quadra do que coloca seu basquete eficiente a serviço da equipe.

Mas tudo bem, o Orlando é um time e conta com jogadores de alto calibre. Já falei aqui de Jameer Nelson. Ontem, o baixinho de 1m83 de altura anotou 18 pontos. Brilharam a seu lado Rashard Lewis (17) e Vince Carter (21).

Carter, aliás, começa a provar nestes playoffs que sua vinda para a franquia, no lugar de Hedo Turkoglu, adicionou mais qualidade ao Orlando. VC pode não ter a mesma força defensiva do turco, mas é boa também. E em contrapartida, pontua muito mais e este desequilíbrio é maior que o de Turkoglu.

Outro registro importante: o Magic encestou 13 de suas 33 bolas de três, enquanto que o Charlotte, com a mão descalibrada, derrubou só cinco de suas 19 tentativas. Este desempenho explica também mais uma vitória do Orlando.

Com a classificação, o Orlando espera agora pelo encerramento da série entre Atlanta e Milwaukee, que está emocionante.

IGUALDADE

Mesmo sem o pivô Andrew Bogut, lesionado e fora da temporada, o Milwaukee joga de igual para igual com o Atlanta. Ontem à noite, em Wisconsin, bateu o rival por 111-104, num final emocionante, com a equipe da Geórgia tentando a virada nos últimos segundos.

Mas, ao longo do prélio, sempre que tentava algo mais contundente, aparecia Carlos Delfino e jogava um balde de água fria em suas pretensões. “El Lancha”, anotem aí, por favor, é o melhor jogador argentino da atualidade — excetuando Manu Ginobili, é claro, Manu que ratificou semana passada o que já tinha dito anteriormente: não irá ao Mundial da Turquia.

Mas eu falava em Carlitos, o melhor dos argentinos que estarão no torneio turco. Foram nada menos do que seis bolas triplas que saíram de suas mãos e acertaram o alvo. Ele mandou oito contra o aro adversário, o que dá um excelente aproveitamento de 75%.

Mas não foram apenas bolas de três. Teve até enterrada, para deleite dos 18.717 torcedores que compraram todos os tíquetes disponíveis. Delfino terminou a peleja com 22 pontos.

Quem também brilhou foi o novato Brandon Jennings. Aqui abro um parêntese: as atuações de playoffs não devem contar, mas os jornalistas que vão escolher o “Rookie of the Year” certamente que serão influenciados pelo desempenho de Jennings nesta nova fase da competição. Na minha opinião, Tyreke Evans jogou mais que Brandon na fase regular e, por isso, deve ficar com o R.O.Y. desta temporada, mas…

Mas voltando a Jennings, o novato fez ontem 23 pontos, seis rebotes e quatro assistências.

Como eu disse que o Bucks é um time, cito também os 22 pontos de John Salmons (que coisa!), os 11 de Ersan Ilyasova e os dez de Luc Richard Mbah a Moute, um camaronês que joga feito Anderson Varejão. Seu basquete reluz pouco no “box score”, mas dentro das quatro linhas tem a energia e a disposição do capixaba, aquele vigor que contagia todo o time e não o deixa esmorecer em momento algum e faz o mais sonolentos dos torcedores ver o jogo com a palma da mão suada o tempo todo.

A série está empatada em 2-2. Quarta-feira os dois times voltam a se enfrentar, desta vez em Atlanta, onde os fãs locais esperam que Al Horford peleje mais contra os adversários do que contra as faltas.

VIRADA

O jogo começou e eu fiquei atônito. O Portland dava um chocolate no Phoenix em plena US Airways Arena. Fez 10-0 e chegou a liderar a contenda em 14 pontos — é certo que no primeiro quarto, mas era significativo demais para não ser chocante.

Aos poucos o Suns foi se ajustando em quadra e suas bolas teimosas passaram a descer abraçadas pela redinha adversária. Assim, o time foi aos poucos baixando a diferença, chegou à igualdade, engatou uma sexta marcha e deixou para trás o oponente, que não sentiu mais nem o seu cheiro. Chegou a abrir vantagem de 27 pontos.

Dois jogadores vindo do banco foram o destaque do time do vale do sol: Channing Frye e Jared Dudley. Frye só começa sentado, mas é titular, pois seu tempo de quadra indica isso. Ele anotou 20 pontos e confiscou oito rebotes. Dudley, este sim um reserva, cravou um ponto a menos , sendo que encestou cinco de suas nove tentativas de três.

Frye estive 27 minutos em quadra; Dudley, 25.

Já Leandrinho Barbosa… O paulistano jogou 19 dos 48 minutos disponíveis. Cravou sete pontos, frutos de um aproveitamento ruim nos chutes: 3-11. Fez feio mesmo foi nas bolas de três: 0-4 — e a gente sabe muito bem que esse tipo de lançamento é o carro-chefe de seu jogo.

Paciência; um dia depois do outro, nada melhor do que isso. Leandrinho tem basquete de sobra para colocar uma pedra neste assunto e escrever novo e importante capítulo em sua participação nesses playoffs já nesta quinta-feira, quando a série volta para o Oregon.

Dito tudo isso, apesar do susto inicial, a vitória por 107-88 foi mais do que justa, foi justíssima. E mostrou que o Phoenix, que agora tem 3-2 no confronto, é sim senhor um dos fortes candidatos ao título do Oeste, especialmente porque o Lakers não é nem sombra do time que encantou a todos na temporada passada.

RODADA

Por falar em Lakers, o time angelino entra em quadra esta noite. Os olhos do mundo estarão voltados para o Staples Center de Los Angeles. Afinal, depois de ter aberto 2-0 na série, os amarelinhos foram para Oklahoma e viu o adversário empatar o confronto em 2-2.

O Thunder, novato em playoff com esta certidão, está empolgadíssimo. E os atuais campeões da NBA mostram-se assustados e com a auto-estima em baixa.

Mas antes de Lakers e Thunder entrarem em quadra, o Boston recebe o Miami às 20h de Brasília e deve fechar a série em 4-1. Uma hora mais tarde o Cleveland deve fazer o mesmo com o Chicago em sua Q Arena. Às 22h30 o Dallas tenta manter-se vivo neste embate texano diante do San Antonio, pois perde por 3-1.

Será que teremos três 4-1 antes de o Lakers definir o seu futuro?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 31 de março de 2010 Sem categoria | 11:54

GALHOFA OU FATO?

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Ontem pela manhã, algumas horas antes de o Chicago entrar em quadra para enfrentar o Phoenix, o armador Derrick Rose afirmou para os jornalistas: “A gente vai se classificar para os playoffs”.

Muito bonito; os torcedores gostaram. Mas entre falar e fazer há uma diferença muito grande.

Como disse, isso foi dito horas antes de o Chicago entrar em quadra para enfrentar o Phoenix, em seu United Center. Quando o jogo chegou e a bola pingou, o que se viu em quadra foi um Chicago sem personalidade e sem força para fechar uma partida ganha.

Deu mole e perdeu a contenda por 111-105.

Fechou o primeiro quarto atrás (36-25), mas passou à dianteira no final do segundo e fechou o primeiro tempo na frente (60-57). Liderou a partida até quando o cronômetro indicava que faltavam 1:36 minuto para a corneta soar pela última vez e o telão central mostrava Chicago 101-100 Phoenix.

Como disse, o Bulls não teve forças para vencer um adversário que jogou um basquete comum, sem imaginação ofensiva e, por isso mesmo, fácil de ser batido.

Não sei se o Chicago vai se classificar para os playoffs como garante D-Rose, só o tempo dirá. Mas se depender do que foi visto ontem à noite e do que o time tem mostrado ao longo da temporada, o que o armador disse na manhã de ontem soa mais como galhofa do que como algo a se levar em conta.

DEFESA

O Chicago fez um bom jogo defensivo. Segurou o Phoenix dentro de sua média de pontos nesta temporada, que é de 110.5. Esperava-se que o Bulls levasse uma ensacada, que perdesse, mesmo jogando em casa, por uma diferença de uns 30 pontos e que o Suns ultrapassasse a barreira dos 130.

O histórico do time da cidade dos ventos neste torneio mostra isso em algumas oportunidades. Não é exagero algum de minha parte, embora a equipe sofra uma média de 99.6 pontos por partida.

Mas, como eu disse, o Bulls fez uma defesa surpreendente. Segurou, por exemplo, Amaré Stoudemire em 40% de seus arremessos: 6-15. Fez o mesmo com Steve Nash: 8-20 (40%).

Mas de nada adiantou essa dedicação defensiva, pois quando foi preciso definir, o time fraquejou. Como eu disse.

PREOCUPA

Sim, preocupa a situação de Leandrinho Barbosa no Phoenix. OK, eu sei que ele está voltando de uma cirurgia na mão, que ainda não está no seu melhor ritmo, mas o paulistano mostrou-se ontem completamente alheio ao jogo e ao time.

Entrou pela primeira vez na partida no início do segundo quarto. Ficou em quadra seis minutos e fez cinco pontos. Voltou no terceiro quarto, quando faltavam 5:07 para o final. Tentou dois arremessos, um duplo e um triplo; errou ambos.

Continuou em quadra no último período. Jogou 2:04 minutos. Não voltou mais.

Como disse, preocupa a situação de Leandrinho no Phoenix, pois ele se mostrou completamente alheio ao jogo e ao time. Parecia um jogador comum — e a gente sabe que ele não é um jogador comum.

Mas do jeito que ele tem jogado essa temporada, Barbosa caminha a passos largos para se tornar um jogador comum.

ARRASO

É assim que tem que ser: time que quer fazer bonito nos playoffs, quando pega adversário fraco, tem que golear. O Milwaukee recebeu o Clippers ontem em Wisconsin e enfiou 107-89.

O destaque ficou por conta de Ersan Ilyasova. O turco, já disse aqui, é muito bom jogador. Daqueles por quem o adversário não dá nada e quando percebe, foi completamente envolvido por ele.

Vindo do banco, Ersan anotou 20 pontos e foi o cestinha do time e do jogo (ao lado de Drew Gooden). Pegou ainda oito rebotes.

Mostrou fraqueza nas bolas de três (1-5), mas fez 7-9 nas duplas, o que deu um aproveitamento de 77.7%.

Olho no turco, olho na Turquia. EUA e Espanha, já disse, que se cuidem, pois um deles pode ser surpreendido nas semifinais do Mundial de agosto próximo.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Indiana 102-95 Sacramento
Philadelphia 93-111 Oklahoma City
Houston 98-94 Washington

AH, SIM

Alguém reparou no desempenho do Indiana nos últimos jogos? Ontem, como foi dito acima, o time bateu o Sacramento por 102-95. Com Tyreke Evans e companhia bela.

O Pacers venceu seis de seus últimos sete jogos ou sete das nove recentes partidas, como queiram. Mostra reação tardia. Está na 10ª. posição no Leste com 49 derrotas, matematicamente fora dos playoffs.

A esperança que fica para seus torcedores é que Jim O’Brien (fraquíssimo) possa estar encontrando um caminho diferente para a próxima temporada.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 13 de março de 2010 NBA | 11:33

MILWAUKEE, O TIME DA MODA

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John Salmons (15), do Milwaukee, na vitória sobre Utah

Esqueçam a ótima vitória do Lakers em Phoenix, o retorno retumbante de LeBron James, a ótima atuação do New Jersey diante do Oklahoma City ou o sétimo jogo seguido do Chicago sem vitória.

O destaque da rodada de ontem foi mais uma vitória do Milwaukee. A 11ª. dos últimos 12 prélios disputados.

A vítima? O Utah. O Utah que vinha de uma excursão até então positiva no Leste americano, com vitórias diante de Chicago e Detroit. Utah que tinha vencido 23 de seus últimos 28 jogos.

Resultado final: 95-87 para o Bucks.

Se puxarmos pela memória, veremos que esta foi a terceira vitória seguida do time diante de adversários poderosos. No sábado passado bateu o Cleveland por 92-85, na terça a vítima foi o Boston por 86-84 e ontem o Jazz, como já foi dito.

A torcida mais futebolística da NBA comemorou a valer mais uma vitória do time de Wisconsin. Mas o técnico Scott Skiles apareceu no vestiário, após a partida, com um imenso balde de água fria para jogar em cima de quem entrasse no clima de euforia dos torcedores.

“Temos que manter os pés no chão”, disse o treinador depois da contenda. “Temos que manter os pés no chão, manter os pés no chão”, frisou duas vezes mais antes de prosseguir seu discurso diante de jogadores atentos.

“Estamos tendo uma arrancada muito boa nesta reta final”, prosseguiu Skiles. “Não quero com isso minimizar nossos feitos, de jeito nenhum, mas nossa campanha mostra 35-29. Nós não estamos com 55 e alguma coisa. Nós estamos com 35-29 e batalhando por uma vaga nos playoffs”.

Sábias palavras; é assim mesmo que um treinador tem que se portar. Não pode entrar jamais na empolgação de torcida e em muitos casos da própria mídia.

Nem deve deixar que seus jogadores se empolguem com os números. Até porque o que vem vindo não chega com facilidade.

O Bucks tem pulado miudinho para vencer seus adversários.

Ontem, diante do Utah o time penou no final. Chegou a estar na frente em 12 pontos.

Mas passou um sufoco e tanto quando a contenda se aproximava da estridente buzinada derradeira. A 1:40 minuto do fim da história, vencia por 87-82, mas permitiu uma pequena corrida de 5-0 do Jazz, que empatou o prélio em 87 tentos a 36 segundos do final.

Mas foi então que o turco Ersan Ilyasova entrou em ação: fisgou um importante rebote depois de um erro de arremesso do pivô Andrew Bogut e fechou a jogada com mais dois pontos.

Um rebote e uma cesta.

Nas poltronas do Bradley Center, patrícios e descendentes quase racharam o ginásio de tanto barulho que fizeram. Foram acompanhados pelos contidos torcedores norte-americanos.

Dali para frente foi o Bucks que fez uma corrida e com os 8-0 impostos ao Utah fechou a partida em 95-87.

O momento é radiante. Motivos para se comemorar existem — e sobram.

O Milwaukee é o quinto colocado do Leste e se mantiver esse padrão de intensidade e de jogo, pode ameaçar Boston e Atlanta, terceiro e quarto colocados respectivamente. Ambos têm 23 derrotas; o Bucks tem 29.

Seis é um número considerável, até porque faltam 19 jogos para Celtics e Hawks. A dupla tem um aproveitamento de 64% de suas contendas.

Ambos teriam que perder oito desses 19 jogos e o Milwaukee não perder mais nenhum para que a equipe vizinha ao Canadá pudesse terminar a fase de classificação no terceiro posto.

Acho difícil, praticamente impossível. Mas não custa tentar — ou sonhar.

Mas sempre com os pés no chão, como determinou Skiles, depois da partida. Aliás, é com os pés no chão que o Milwaukee vem construindo esse patrimônio invejável de vitórias nesta reta final do campeonato.

O time da moda, neste momento. Mais do que o Dallas, que tem um orçamento e um roster muito superior ao do Milwaukee.

FESTEJO

Pode, claro que pode festejar. Mas com comedimento.

Quem dá a fórmula é o pivô Andres Bogut: “Temos que aproveitar a noite [ontem] com um belo jantar. Nos últimos anos a gente não tem feito boas campanhas, a gente reconhece isso. Nós temos que estar confiantes, mas não vaidosos”.

Sábias palavras também do australiano.

SURPREENDENTE

Sabem que foi o destaque do Milwaukee? John Salmons; isso mesmo, John Salmons.

Inacreditável, não é mesmo? Aquele mão de pau que jogava no Chicago e que enterrou o time em diversas ocasiões teve um segundo tempo e tanto; fechou o prélio com 24 pontos.

Acredite se quiser — diria o saudoso Walter Jack Palance no programa que aqui no Brasil era exibido na também saudosa TV Manchete.

BRASUCAS

Não posso deixar passar em branco as atuações de Anderson Varejão e Nenê Hilário.

O capixaba foi figura contundente e expressiva na vitória do Cleveland sobre o Philadelphia por 100-95. Seus números: 12 pontos, 10 rebotes e três assistências.

Já o são-carlense cravou 17 pontos, 12 rebotes, duas assistências e um desarme na vitória do Denver diante do New Orleans por 102-95.

Os dois atingiram o “double-double”, como se vê. Congrats, pois, a ambos.

Notas relacionadas:

  1. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
  2. MANIA DE TREINADOR
  3. SITUAÇÃO PREOCUPANTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 17:43

A VITÓRIA DO LAKERS E A INDECISÃO DA CBB

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Algumas considerações sobre a vitória do Lakers sobre o Milwaukee, na prorrogação, por 107-106.

1) Os lances livres perdidos pelo turco Ersan Ilyasova, a 58 segundos do final, com o Bucks na frente em 106-102, pesaram muito;

APTOPIX Lakers Bucks Basketball2) A marcação equivocada de uma falta em cima de Kobe Bryant, no ataque seguinte, “feita” por Ilyasova, seguida de um lance livre de bonificação, pesou muito;

3) A inteligente decisão de Phil Jackson em mandar cobrar o lateral no campo do Lakers e consequentemente dar mais espaço para Kobe articular o ataque que culminou com a cesta decisiva (foto AP) pesou muito;

4) A falta de inteligência tática do técnico Scott Skiles em não fazer uma dobra na marcação de Kobe pesou muito;

5) A falta de inteligência no técnico Scott Skiles em deixar um jogador baixo (Charlie Bell) marcando Kobe e facilitando o arremesso do jogador do Lakers, pesou muito.

Cinco itens — entre eles, um erro da arbitragem. Pergunto: o Lakers ganhou por causa de um erro da arbitragem ou foram vários os fatores que levaram o Milwaukee à derrota?

Cartas à redação.

MONCHO

Leio na mídia que o presidente Carlos Nunes ainda não definiu o futuro do técnico Moncho Monsalve. Realmente, a situação é incompreensível.

Por que Nunes, presidente da CBB, demora tanto para tomar uma decisão que, aparentemente, parece óbvia? Por que ele reluta em assinar um novo contrato com Moncho?

Seria porque o espanhol foi um achado de seu antecessor, Gerasime Bozikis? Se verdade, seria um grande absurdo, pois Nunes estaria se colocando à frente dos interesses do nosso basquete.

Não acredito que possa ser isso, pois é de uma falta de inteligência desgastante. E não creio que o atual presidente da CBB tenha esse tipo de limitação.

Então, alguma coisa acontece; o que é então?

Dizem que Moncho tem um temperamento difícil. E daí? Os jogadores não aprovam o trabalho dele? Os jogadores não se dão bem com ele?

Quem é que vai ter que conviver diuturnamente com Moncho, Carlos Nunes ou os atletas? Os atletas, é claro.

Então, se Nunes não gosta do jeitão de Moncho, paciência. Engula-se o homem em prol do crescimento do nosso basquete. Como disse os interesses da modalidade se sobrepõem aos interesses do presidente da entidade.

Quantos não são os exemplos de pessoas que não se davam bem, mas que se suportavam por causa do objetivo comum? Vários.

E eu sempre gosto de citar o caso envolvendo Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Em 1994, Kareem esteve no Brasil para um “camp” patrocinado por uma fábrica de materiais esportivos.

Na entrevista à imprensa, um jornalista perguntou ao ex-pivô do Lakers sobre Magic Johnson, que tinha acabado de anunciar ao mundo ser portador do vírus HIV. Kareem respondeu: “Nunca fui amigo do Magic, a gente jogava juntos, só isso. Não sei como ele está”.

Apesar dessa distância, eles se deram superbem em quadra e ganharam quatro anéis.

Então, por que o presidente Carlos Nunes reluta em assinar com Moncho Monsalve?

Não consigo encontrar outro motivo, pois o trabalho do treinador espanhol é inquestionável. Nenhuma mente sã há de vir a público dizer que nosso selecionado está no caminho errado.

Só louco diria uma coisa dessas.

Já se falou em “lobby” dos nossos treinadores, pressionando Nunes para a saída de Moncho. Não creio, pois Nunes já adiantou, também, que se Moncho não renovar o novo treinador será um europeu.

Então, volto a perguntar: qual é o problema? Por que esse contrato não é assinado?

Cartas à redação.

Notas relacionadas:

  1. A QUEM INTERESSA A QUEDA DE BRAÇO?
  2. MONCHO ESTÁ DE MOLHO
  3. DECLARAÇÃO CONFUSA
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terça-feira, 17 de novembro de 2009 NBA | 12:13

O MULEKE É APENAS UM MENINO

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O muleke é peitudo, não tem medo de cara feia, não sente pressão, gosta de se arriscar, já é líder do time, mas… ainda carece amadurecer.

Falo de Brandon Jennings. Quem viu o jogo de ontem diante do Dallas há de concordar comigo.

Jennings (foto Reuters) teve a bola do jogo em duas oportunidades: ao final do tempo normal e ao final da prorrogação. Falhou nos dois momentos.JENNINGS

Resultado: o Bucks perdeu uma partida (115-113) que poderia ter vencido.

Do outro lado, Dirk Nowitzki, o alemão matador do Mavs, quando teve sua chance, não negou fogo. Esta é uma das diferenças entre homens e meninos.

Dirk = homem.

Jennings = menino.

ERRO

Onde foi que Brandon Jennings errou?

Foram dois erros.

O primeiro, perdoável. A um segundo do final do tempo normal, com o placar igual em 104 pontos, o muleke tentou matar o jogo com uma bola de três pontos, mas falhou.

Poderia ter buscado a infiltração ou o arremesso mais curto, próximo à redinha adversária, mais seguro, portanto, e com mais chances de a bola cair. Mas não: optou pelo tiro longo, mais arriscado; falhou, mas é do jogo.

O segundo… Bem, no segundo faltou-lhe tutano e maturidade para ludibriar a defesa adversária e deixar para que um companheiro decidisse.

Faltavam três segundos para o final da prorrogação e o jogo empatado novamente, agora em 113 tentos. Foi então que Jennings lascou outra pedrada tripla contra o aro texano; falhou novamente.

Poderia ter deixado para um companheiro decidir. Estava muito na cara que ele seria o responsável pelo ato derradeiro.

O turco Ersan Ilyasova estava muito bem no jogo. A bola deveria ter sido dada a ele, mas não foi.

ATENUANTE

Pode ser que o técnico Scott Skiles tenha armado a jogada para que Brandon Jennings decidisse. Mas o muleke poderia ter observado ao treinador: “Coach, ta na cara que a jogada será armada para eu decidir. Não seria melhor o Ersan definir?

Mas para fazer isso ele precisaria de mais maturidade. E isso ele ainda não tem.

O que é normal e compreensível.

Portanto, vamos devagar com o andor. Jennings mostra que tem muito potencial, é peitudo não tem medo de cara feia, não sente pressão, gosta de se arriscar, já é líder do time, mas… ainda carece amadurecer.

É fortíssimo candidato ao ROY desta temporada — se não for o mais forte de todos.

Mas ainda é um menino.

OTTrail Blazers Hawks Basketball

Não foi apenas o jogo de Wisconsin que terminou necessitando de um tempo adicional. O mesmo aconteceu na Georgia; e lá também foi emocionante.

O armador Joe Johnson tinha acabado de acertar seus dois lances livres e levado o marcador a 85-82 em favor do Atlanta. Mas o Blazers tinha Rudy Fernandez.

Com muita frieza, o espanhol bateu o lateral bola, recebeu a pelota de volta, saiu da marcação e mandou um balaço certeiro: bingo!

Jogo igual em 85 pontos; prorrogação.

No tempo extra, Johnson (foto AP) anotou oito de seus 35 pontos e marcou a vitória com o carimbo do Atlanta: 99-95.

CONCLUSÃO

Rudy Fernandez = homem

Joe Johnson = homem

Brandon Jennings = menino

ESTRÉIAS

No último jogo da noitada de ontem, o Charlotte estreou Stephen Jackson, que foi trocado com o Golden State por Raja Bell e Vladimir Radmanovic — Rad talvez seja o maior mico da NBA na atualidade.

Jackson foi muito mal: 4-14 nos arremessos; 1-4 nas bolas de três. Anotou 13 pontos.

Ajudou, no entanto, nos rebotes: nove.

A troca foi boa para o Cats. Jackson tem lenha da boa para queimar.

A derrota de ontem para o Orlando por 97-91 é perfeitamente aceitável, dada a diferença entre as duas equipes.

AIAh, sim: o Magic estreou na temporada Rashard Lewis, que estava suspenso por doping. Lewis atuou por 34 minutos; seus números: 10 pontos (0-6 nas bolas de três, seu cartão de visita), dois rebotes, uma assistência, um desarme, nenhum toco, três erros e cinco faltas.

Normal.

FIM

Aconteceu o que todos esperavam: Allen Iverson, 34, divorciou-se do Memphis. Depois de três partidas com a camisa 3 do time do Tennessee, acabou o idílio — se é que um dia existiu.

Triste fim deste que foi um dos maiores jogadores de basquete que vi jogar. Ao vivo e pela televisão.

(Acima, uma de suas poucas imagens com a camisa do Memphis em foto AFP)

Notas relacionadas:

  1. A BOLA DO JOGO
  2. A NOITADA DE MELO E NENÊ
  3. VITÓRIA NO GARRAFÃO
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