Érika | Fábio Sormani

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domingo, 5 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 23:08

COM UMA VITÓRIA NO EMBORNAL, BRASIL DE SAIAS NÃO VOLTA ‘SAPATEIRO’ DE LONDRES

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No interior a gente costuma dizer que um pescador, quando volta pra casa com o embornal vazio depois de um dia de pescaria, a gente costuma dizer no interior que esse pescador voltou pra casa “sapateiro”.

Tinha medo que a nossa seleção feminina voltasse assim para o Brasil: sem nenhuma vitória no embornal. Que voltasse “sapateira”.

Não voltou; menos mal.

Isso, todavia, não atenua em nada a nossa participação em Londres. Esperava-se que pudéssemos estar nesta fase de mata-mata que começa nesta terça-feira. Mas, lamentavelmente, nossas moças conseguiram apenas uma vitória na fase de classificação, a deste domingo, diante do catadão da Grã-Bretanha (78-66). Não conseguiram passar nem mesmo pelo Canadá, que se tornou um freguês de caderneta do nosso basquete feminino, Canadá que só chegou aos Jogos Olímpicos porque passou no vestibular do Pré-Olímpico. Foi para esta seletiva porque não teve competência, no Pré das Américas, de chegar nem mesmo na final do torneio que foi disputado em Neiva (Colômbia) que consagrou o Brasil como campeão em final disputada contra a Argentina (o Canadá foi o terceiro colocado). Título que garantiu nossa vaga para Londres.

Pois é, não conseguimos vencer o Canadá; perdemos por 79-73. E esta derrota da última sexta-feira colocou-nos de fora da fase de mata-mata das Olimpíadas.

Naquele dia, deprimido, triste, tive que escrever e decretar: o melhor para o nosso basquete feminino é a saída de Hortência e a destituição de toda a comissão técnica.

É duro escrever um troço desses de uma personalidade que se tornou uma entidade do nosso basquete feminino. Não é mole pedir a cabeça de uma pessoa que eu passei a vida admirando e com quem jamais penso em trocar uma palavra mais dura; quanto mais escrever, que é o que eu também faço para ganhar a vida.

Mas por falar em vida, ela é assim mesmo. Se a gente admoesta um filho, com o coração apertado, sabendo que aquela admoestação pode significar muito no crescimento dele, por que não fazer o mesmo neste caso? Portanto, Hortência, com o coração apertado, quase que sangrando, eu volto a dizer: o melhor a fazer é você deixar o caminho livre para outro alguém. Não manche seu nome, que está inserido no Basketball Hall of Fame de Springfield, Massachusetts. Mais do que isso: seu nome está marcado em nossas vidas feito ferro em brasa na pele do boi.

Hortência, infelizmente, mostrou-se confusa nesse tempo todo em que esteve à frente do comando do nosso selecionado. Mandou embora Paulo Bassul; contratou o espanhol Carlos Colinas, demitiu-o; chamou Ênio Vecchi, não renovou seu contrato; e resolveu apostar em Luis Claudio Tarallo, um ilustre desconhecido. Tudo isso em menos de um ciclo olímpico, o que dá um técnico e meio por temporada.

Se Hortência tivesse apostado em um projeto e ele tivesse naufragado, seria menos problemático e complicado. O problema é que nesse tempo todo ela esteve completamente perdida.

Além de contratar e demitir treinadores, seu pior ato foi ter legitimado a indisciplina de Iziane Castro. Não vou contar o que aconteceu porque todos nós sabemos o que ocorreu. Mesma Iziane que deu-lhe uma rasteira às portas das Olimpíadas.

Nossas meninas podem não ser as melhores do mundo (e não são mesmo), mas se bem treinadas, se bem comandadas, podem oferecer algo mais. Temos Érika, Clarissa, Damiris, Franciele (mal aproveitada), Karla, Nádia, Tássia, Joice; enfim, temos meninas que se bem treinadas e com boa retaguarda podem fazer mais do que têm feito nesses últimos anos que beiram uma década.

O basquete masculino foi colocado nos trilhos por conta do destino (surgimento de uma grande geração) e da contratação deste magnífico Rubén Magnano. O feminino vive situação oposta, pois o destino não nos trouxe em sua trouxa de presentes nenhuma Hortência, nenhuma Paula e nenhuma Janeth.

Não podemos, pois, desafiar o destino. Se o fizermos, seremos trouxa.

ADEUS

Adrianinha Moisés disputou quatro Olimpíadas com a camisa 4 do Brasil. A mesma camisa que Hortência vestiu em toda sua vida; em clubes ou seleção.

Adrianinha (foto Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBB) disputou neste domingo sua última partida com a regata 4 brasileira. Despediu-se com vitória, tendo anotado 15 pontos e dado 12 assistências. Um “double-double” que veio coroar sua carreira na seleção.

Adrianinha, essa mesticinha de Franca, interior de São Paulo, começou com o pé direito na nossa seleção. Nos Jogos de Sydney, ganhou uma medalha de bronze. Depois, bem… depois entramos numa decadência da qual ela não tem grande responsabilidade.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL NA FINAL E A UM PASSO DE LONDRES
  2. BRASIL COMEÇA ESTA NOITE SUA PREPARAÇÃO PARA AS OLIMPÍADAS DE LONDRES
  3. NO FEMININO, BRASIL VOLTA A MOSTRAR DIFICULDADES OFENSIVAS E SUCUMBE DIANTE DOS EUA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 22 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 17:30

SEM IZIANE, TIME FEMININO MELHORA DE RENDIMENTO E BATE A CHINA

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Nossas meninas não precisam fazer beicinhos. Cedo agora espaço neste botequim para falar da vitória do nosso selecionado feminino diante da China por 71-62, triunfo este ocorrido na manhã deste domingo. É certo que a China de hoje não é mais a China de ontem, que foi batida na final do Mundial da Austrália de 1994, quando nosso basquete feminino conquistou seu primeiro e único título. Mas vitória é vitória.

E é sempre bom lembrar: um dia antes, vendeu caro a vitória para a Austrália, que teve que correr muito para fazer 78-75 no time dirigido por Luis Cláudio Tarallo.

Às portas da estreia nos Jogos Olímpicos, uma vitória assim é muito bem vinda. O Brasil debuta no campeonato londrino no sábado diante da França, de quem perdeu por 67-57. Depois desta derrota, aconteceu o episódio da dispensa de Iziane e o grupo se uniu de uma maneira que surpreendeu a Austrália e agora a China.

Nesta vitória diante das asiáticas o grande nome foi Clarissa dos Santos.  Nossa a ala de força anotou nada menos do que 20 pontos e pegou incríveis 17 rebotes! Outra que terminou o jogo com um “double-double” foi nossa pivô Érika dos Santos: dez pontos e igual número de rebotes. Destaque também para os 17 pontos e seis rebotes de Adrianinha Moisés, nossa armadora. Ah, sim, não dá para esquecer também dos 14 pontos e quatro rebotes da ala Karla Costa. Clique aqui e veja o “bos score” do jogo.

Parece que as coisas estão se ajustando no feminino. Tudo leva a crer que tem a ver com a saída de Iziane. Como disse, obtive informações de que ela tinha privilégios no grupo e isso estava deixando algumas jogadoras contrariadas. Agora sem Iziane, que em quadra também não adicionava nada, o ambiente melhorou e os resultados começam a aparecer.

Animador!

Notas relacionadas:

  1. IZIANE DEVE OU NÃO SER CONVOCADA PARA LONDRES?
  2. NO FEMININO, BRASIL VOLTA A MOSTRAR DIFICULDADES OFENSIVAS E SUCUMBE DIANTE DOS EUA
  3. PARA MAGIC PAULA, DISPENSA DE IZIANE PODE UNIR O GRUPO E ISSO BENEFICIAR A SELEÇÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 16 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 20:33

NO FEMININO, BRASIL VOLTA A MOSTRAR DIFICULDADES OFENSIVAS E SUCUMBE DIANTE DOS EUA

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Não teve mesmo jeito: a diferença é muito grande entre o basquete que nossas meninas praticam e o basquete que as meninas norte-americanas jogam. Elas dominam todos os fundamentos; de ataque e defesa. Enquanto isso, nosso selecionado até que mostrou qualidades defensivas, mas no ataque foi mal. Não temos jogadas e só sabemos atacar com bolas de três (não apenas por opção, mas também por imposição dos adversários) e algumas infiltrações.

Historicamente, nosso basquete sempre teve como característica o ataque. Aliás, não apenas o basquete, mas o futebol, o vôlei etc e tal. Faz parte do nosso caráter. Gostamos de nos divertir, gostamos de ter a bola, gostamos de atacar. Sempre foi assim.

De uns tempos pra cá, com o advento do cabo e depois com a globalização e principalmente porque começamos a ficar para trás (no caso do masculino) por absoluta carência de material humano, mudamos a chavinha e passamos a dar valor à defesa. O mundo estava praticando esse jogo, por que a gente não faria o mesmo? E estava dando certo, pois os EUA foram destronados por conta do jogo defensivo e paciente de europeus e argentinos.

Mas aí aconteceu o que ninguém esperava: do mesmo modo que éramos obsecados pelo ataque, hoje a obsessão é a defesa. Se no passado defendíamos mal e nos apoiávamos no ataque para construir vitórias e conquistar títulos e medalhas — ou mesmo boas colocações em torneios importantes —, hoje fazemos o contrário: buscamos sustentação na defesa que, dizem os entendidos, é por onde se pavimenta o caminho para vitórias e títulos.

O fato é que, como disse Rubén Magnano, nosso treinador no masculino, basquete é 50% ataque e 50% defesa. Hoje temos noções defensivas que não tínhamos no passado, tanto no masculino quanto no feminino. Mas o problema agora é o nosso ataque: não sabemos atacar mais. Quando enfrentamos times que marcam em zona, então, é um problema; quando eles nos apertam individualmente, o drama diminui um pouco, pois possibilitam infiltrações que podem terminar em bandeja ou mesmo em um passe para alguém arremessar de três (outra nossa obsessão).

Foi exatamente isso o que vimos nesta partida perdida diante dos EUA por 99-67. Um Brasil extremamente aplicado na defesa, que comportou-se muito bem em alguns momentos (especialmente no terceiro quarto), mas que não soube o que fazer quando ataca sem ser no contra-ataque. Aliás, nosso ataque também nos comprometeu quando as americanas nos pressionavam. Nossas meninas não sabiam como sair dessa marcação, se atrapalhavam com a bola nas mãos e a perdiam. Os EUA, assim, em dois momentos do jogo, definiram a partida: abriram 13-2 no início do jogo e depois um 11-2 no último quarto.

Além disso, nossas duas melhores jogadoras, Iziane e Erika, são jogadoras que funcionam bem em times onde elas não têm que ser a estrela da companhia. Quando isso ocorre, elas se destacam; quando têm que definir, não apresentam o mesmo desempenham. Magic Paula, dia desses, disse pra mim: “A Erika não define jogo”. E para muitos ela é a nossa melhor jogadora. Se a nossa melhor jogadora não sabe definir uma partida, o que podemos esperar do nosso time?

É claro que tenho que relativar o jogo desta segunda-feira, pois foi diante dos EUA, a maior seleção do planeta, tetracampeã olímpica e que das últimas sete Olimpíadas ganhou seis. Mas, pelo que vi neste amistoso e pelo que li dos confrontos diante da Austrália, acho difícil que tenhamos sucesso nas Olimpíadas de Londres. Quando digo sucesso falo em disputar medalha. Não acredito nisso. Quero, no entanto, estar errado, pois torço demais por nossas meninas. Mas temo não estar tão equivocado assim.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL VENCE JOGO ABSOLUTAMENTE DESINTERESSANTE
  2. BRASIL VENCE NOVA ZELÂNDIA E DEIXA CLARO QUE MUITO AINDA TEM QUE SER FEITO
  3. BRASIL ARRASA ADVERSÁRIO PRIMITIVO EM JOGO QUE NÃO SERVIU PARA NADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

domingo, 25 de setembro de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 21:13

DAMIRIS E PALMIRA CONDUZEM O BRASIL NA VITÓRIA SOBRE O CANADÁ

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O jogo foi assim: o primeiro quarto não teve dono, pois acabou empatado em 8-8; o segundo foi da Damiris, que anotou sete pontos e quatro rebotes; o terceiro foi da Palmira, que fez duas bolas de três e terminou o período com dez pontos; e o último também não foi de ninguém, uma vez que acabou empatado em dez pontos.

No final, o Brasil venceu o Canadá por 56-39 e está virtualmente classificado em primeiro lugar neste Grupo B. Com isso, evita cruzar prematuramente com Cuba nas semifinais deste Pré-Olímpico; torneio, é bom que se frise, dará apenas uma vaga para os Jogos de Londres do ano que vem. Ou seja: apenas o campeão se garante nas Olimpíadas.

Mas, cá para nós — e eu já disse isso — se por um golpe do destino o Brasil cruzar com Cuba nas semifinais, dane-se! Nosso selecionado é muito melhor e se pegarmos as caribenhas, vamos despachá-las sem muitas delongas.

Mas voltando ao jogo de há pouco, é bom que se frise:

1) Érika tem que se controlar em quadra pra não fazer faltas bobas e deixar o time na mão;

2) Érika tem que ser mais rápida na leitura do jogo, pois, famosa e perigosa que é, a marcação em cima dela será sempre dobrada. Por isso, não pode demorar para tomar decisões sob pena de perder a bola. É preciso ser rápida e ver se tem alguém livre no perímetro, se tem alguém infiltrando desmarcada ou então se há uma companheira em boas condições para o arremesso na cabeça do garrafão ou mesmo na zona morta;

3) Bárbara, a Babi, jogou mal. Em apenas oito minutos cometeu quatro erros. Ela é opção para a armação das jogadas nas ausências de Adrianinha e Palmira. Se uma das duas se enrolar na partida por conta de faltas ou contusão (o que aconteceu com Palmira), Babi será chamada. E ela não pode fazer o que fez nesta partida: errar tanto.

Vamos aos destaques individuais? Pois não:

1) Damiris, única jogadora da partida a fazer um “double-double”: 13 pontos e 11 rebotes;

2) Palmira e Patrícia, a Chuca, dez pontos para cada uma delas;

3) Adrianinha, quatro roubadas de bola.

Agora ao coletivo:

1) O Brasil limitou o Canadá a apenas 32% de seus arremessos duplos (12/37) e 20% nos triplos (2/10);

2) Induziu as norte-americanas a 20 erros;

3) Embora tenha cometido 12 erros, não permitiu que as canadenses tirassem proveito: elas não fizeram ponto algum por conta dos nossos equívocos. Em compensação, fizemos dez pontos frutos das 20 falhas canadenses.

Gostei do que vi. Creio que o nosso selecionado está no caminho certo.

Faltam mais dois jogos para terminar esta fase de classificação. Passaremos por Jamaica e México sem enfrentar qualquer turbulência.

Depois, nas semifinais, deveremos encarar a Argentina. Mas eu não descartaria Porto Rico, que bateu o Canadá na última segunda-feira, em jogo amistoso, por 73-63. Porto-riquenhas e argentinas vão medir forças na rodada de amanhã e será, sem sombra de dúvidas, o grande jogo desta jornada.

Mas elas que se peguem. O Brasil vai muito bem, obrigado.

Notas relacionadas:

  1. PRECUPAÇÃO COM AS MENINAS
  2. A MESMA LADAINHA DE SEMPRE
  3. BRASIL VENCE JOGO ABSOLUTAMENTE DESINTERESSANTE
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sábado, 24 de setembro de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 21:36

BRASIL VENCE JOGO ABSOLUTAMENTE DESINTERESSANTE

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A seleção feminina acabou de vencer o Paraguai na estreia do Pré-Olímpico feminino: 117-34. Deu pena das paraguaias, como também deu pena das brasileiras que tiveram que jogar uma partida absolutamente desinteressante.

Fica então a pergunta: será que esse Pré-Olímpico não está inchado? O que faz o Paraguai numa competição ao lado de equipes como Brasil, Cuba e Canadá?

Estou curioso para ver a Jamaica em ação. Será que as jamaicanas são iguais, piores ou melhores do que as paraguaias?

Sinceramente, a Fiba Américas deveria ser mais rigorosa quando seleciona os países que participam da competição.

Quanto ao jogo… Jogo? Que jogo? Não dá para analisar nada. A única coisa que me chamou a atenção e vale ser mencionado foi o trabalho ofensivo do nosso selecionado. Em muitas situações nossas meninas trabalharam com paciência, movimentaram a bola e a deixaram para que Érika e Damiris, enfim, nossas pirulonas, definissem.

Acho que o jogo valeu também para colocar a Érika em contanto com o restante das jogadoras, pois ela não tinha feito nenhum treinamento com a seleção, uma vez que estava nos EUA jogando pelo Atlanta Dream da WNBA.

Individualmente, os destaques brasileiros foram: 1) Érika: 18 pontos e nove rebotes; 2) Adrianinha: 15 pontos e cinco assistências: 3) Gilmara: 11 pontos e sete rebotes; 4) Damiris: 11 tentos também e mais cinco assistências; 5) Franciele: meia dúzia de pontos e rebotes.

Dizer que demos um banho nos rebotes, 55 a 18, não vale a pena dizer, pois era obrigação; dizer que limitamos o Paraguai a 18% (7/39) de seus arremessos, também não, pois era igualmente um dever nosso; dizer que induzimos nossas adversárias a 24 erros também não é tão expressivo assim dada a fragilidade das moças guaranis; dizer que…

Vamos ver como será neste domingo diante do Canadá, um dos times que vão brigar pela vaga. O Brasil é melhor, deve vencer. Mas só vencerá se mostrar empenho do começo ao fim da partida.

Que assim seja.

Ah, sim, a partida também começa às 18h45 de Brasília. E, como neste sábado, será transmitida ao vivo pelo SporTV 2, BandSports, ESPN Brasil e Esporte Interativo.

Até amanhã.

Notas relacionadas:

  1. CHEGOU A VEZ DAS NOSSAS MENINAS
  2. PRECUPAÇÃO COM AS MENINAS
  3. PASSADO, PRESENTE E FUTURO
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sábado, 2 de outubro de 2010 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 12:33

A SITUAÇÃO DO NOSSO BASQUETE

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O Brasil acabou de encerrar a sua participação no Mundial da República Tcheca. Bateu o Japão por 84 a 79 e acabou na nona posição no torneio.

Foi o mesmo posicionamento do masculino. Melhor ou pior? Os dois foram ruins, esta é a verdade.

Alguém pode argumentar dizendo que o masculino saiu de 17º. lugar para um nono, havendo uma melhora de oito posições. Mas não se deixe enganar pelos números; a verdade é que o 17º. lugar era falso.

Uma coisa é Angola sair do 17º. lugar e acabar em nono; outra coisa é o Brasil, com dois campeonatos mundiais conquistados, dois vices, dois terceiros e um quarto lugar. Angola nunca nem sequer chegou perto do pódio.

Portanto, o que houve no Japão foi grande equívoco. O que nos faz analisar o nono lugar em si. Foi ruim; nosso basquete masculino não pode acabar em nono lugar em uma competição internacional.

O que consola é que parece que a casa está sendo arrumada. Rubén Magnano, o argentino que assumiu nosso selecionado, teve pouquíssimo tempo para trabalhar. Mesmo assim, deu uma cara ao nosso time e tornou-o competitivo.

O Brasil foi o único time no Mundial da Turquia que ameaçou os EUA. Os demais foram atropelados – inclusive os turcos na grande decisão.

Já o feminino despenca a olhos vistos. A armadora Helen Luz, ao final de uma das derrotas brasileiras no torneio tcheco, disse: “Estamos colhendo os frutos da administração passada”.

Verdade: tanto o masculino como o feminino foram vítimas de uma administração estaferma comandada por Gerasime Bozikis, o Grego. Mais especialmente o feminino.

Nosso basquete de saias, que outrora atemorizava, hoje tranquiliza o adversário. Como disse, o feminino cai pelas tabelas.

De campeão do mundo em 1994, passou para quarto colocado em 1998 (Alemanha), sétimo em 2002 (China), quarto em 2006 (Brasil) e agora o nono lugar na República Tcheca.

Ao contrário do masculino, que tem um treinador de ponta, o feminino fez uma escolha errada. Pegou um ilustre desconhecido para dirigir seu time.

O espanhol Carlos Colinas nunca comandou uma equipe adulta em uma competição importante como o Mundial. Mostrou-se completamente perdido durante o torneio.

No jogo contra o Japão, Alessandra foi o grande destaque do nosso selecionado. Alê, como é chamada pelas companheiras, fez 21 pontos e apanhou dez rebotes.

Na partida anterior contra o Japão, Alessandra nem sequer entrou em quadra. Era jogo pra ela e pra Érika. Pirulonas que não encontrariam adversárias nas baixinhas japonesas.

Mas ao deixar Alessandra (foto CBB/Divulação) no banco, quase o Brasil perdeu. Uma cesta milagrosa de Silvia no estouro do relógio empatou o jogo e levou-o à prorrogação.

Este é um dos exemplos. Tem mais, vocês sabem. Mais um? Pois não: Colinas nunca deve ter ouvido falar em Franciele. A paranaense ficou esquecida no banco de reservas neste Mundial, depois de ter sido um dos destaques brasileiros na apagada participação nos Jogos Olímpicos de Pequim há dois anos.

E por aí vai.

Enquanto o masculino nos dá esperança, o feminino nos deixa com a pulga atrás da orelha.

A situação, no entanto, é bizarra. Embora mais organizado e preparado, o masculino corre mais riscos de não ir à Londres do que o feminino. Por quê? Porque se os EUA de saias confirmarem o prognóstico e ganharem o Mundial tcheco, já estarão nas Olimpíadas, como ocorreu com o time masculino norte-americano.

Mas enquanto no feminino, sem os EUA, não há concorrência no continente americano, no masculino há a Argentina que briga por uma vaga e hospedará o Pré-Olímpico e Porto Rico, nossa eterna pedra no sapato.

Esta é a situação.

Mesmo correndo riscos, nosso basquete masculino dá pinta de que pode voltar aos dias de conquistas. O feminino, que pode garantir uma vez mais uma vaga olímpica, dá pinta de que, se isso ocorrer, vai ser novamente apenas um figurante nos Jogos de Londres.

Notas relacionadas:

  1. O MELHOR PARA O NOSSO BASQUETE É…
  2. UMA AULA DE BASQUETE DA LITUÂNIA
  3. OS CULPADOS DO NOSSO FRACASSO
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terça-feira, 28 de setembro de 2010 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 16:39

A MESMA LADAINHA DE SEMPRE

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Jogador é igual em tudo quanto é lugar, não importa a modalidade. Após a vitória sobre o Japão por 93 a 91, com direito a uma prorrogação, a pivô Érika, o grande destaque da partida vociferou: “Isso (a vitória) é pra calar a boca de muita gente no Brasil que tem nos criticado”.

Ué, mas a seleção não merecia críticas? Estava jogando bem? Vinha invicta no torneio? Bateu as favoritas Espanha e Rússia?

Não, nada disso aconteceu. O Brasil vinha mal e sua única vitória no Mundial da República Tcheca aconteceu diante da eliminada Mali por 80 a 73.

As próprias jogadoras reconheciam em entrevistas após as partidas, a debilidade do selecionado brasileiro. Iziane, por exemplo, disse que o Brasil precisava aflorar seu jogo. E admitiu: “Temos que mostrar mais raça”. E outras declarações desse tipo vieram a reboque.

Então, eu pergunto: por que essa ira de Érika com os críticos? A resposta que eu dou à nossa pivô é: Érika, por favor, não nos tome pelo seu espelho.

Notas relacionadas:

  1. MORRE UMA ESTRELA
  2. MISSÃO IMPOSSÍVEL
  3. PASSADO, PRESENTE E FUTURO
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

terça-feira, 21 de setembro de 2010 Sem categoria | 22:18

NOSSO TIME É UM MISTÉRIO

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Érika de Souza, uma de nossas pivôs, disse que espera trazer da República Tcheca uma medalha neste Mundial. Ou seja: pelo menos uma de bronze.

Possível? Pouco provável.

Um parceiro deste botequim perguntou pra mim se o feminino pode fazer um papel melhor do que o masculino. E eu respondi: fica entre os dez, mas não entre os cinco.

Estou com um pé atrás em relação ao time brasileiro. Entrará em quadra, provavelmente, com duas jogadoras entre as titulares sem ter feito nem sequer cinco treinos juntas com as demais. Iziane Castro e Érika acabaram de se unir ao grupo, pois participaram das finais da WNBA.

É 40% de um time. Muita coisa. Pode ser que Carlos Colinas, nosso desconhecido treinador, opte por deixar Érika (foto) no banco. Pode ser; mas ele não fará isso com Iziane.

Iziane é nossa melhor jogadora e mesmo desentrosada pode, com seu talento, compensar esta falta de familiaridade com o time. Iziane nunca trabalhou com Colinas. Érika também não.

Mas também não creio que Colinas vá deixar Érika de fora. Ela fez um ótimo campeonato na WNBA. E está acostumada a jogar contra as melhores do planeta, pois elas jogam na WNBA.

Adrianinha, Helen, Iziane, Érika e Alessandra. Deve ser esse o nosso time titular. Eu deixaria Alessandra no banco. Veterana, ele pode se cansar desnecessariamente.

Franciele e Érika dariam conta do recado dentro do garrafão no começo dos jogos. Especialmente na estreia contra a Coreia, um time que não prima pela altura, mas sim pela velocidade. Franciele seria mais útil.

Alessandra entraria com a bola em movimento. Teria seus minutos contados para nos ser útil mais pra frente, nos grandes jogos, pois Alessandra, experiente e vivida, não tem medo de cara feia; ao contrário.

Nosso time é um mistério. Os jogos feitos aqui no Brasil foram contra adversários frágeis. Foi pra Europa e fez três partidas em um torneio na França: ganhou só da Argentina, perdendo de Japão (!) e das francesas.

Nosso time é um mistério. Mesmo sendo misterioso, acho que fica entre os dez, mas não entre os cinco.

Palpite, puro palpite; e espero estar equivocado.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 18:50

CHEGOU A VEZ DAS NOSSAS MENINAS

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Depois que os marmanjos garantiram vaga para o Mundial da Turquia, agora é a vez das moças brigarem para colocar o Brasil no torneio da República Tcheca.

O torneio será disputado em Cuiabá de 23 a 27 de setembro. Mas a partir de amanhã nosso selecionado vai fazer dois amistosos contra a Argentina. Local: Barueri (SP).

O encontro de amanhã será às 18h; na segunda, o jogo acontecerá uma hora mais tarde. Ambas contendas serão transmitidas ao vivo pelo SporTV.

Um bom aperitivo para a Copa América, uma vez que a gente está se transformando em freguês de caderneta dos argentinos também no feminino. Vamos ver como é que o time, agora reforçado com Kelly, Érika e Alessandra, por exemplo, vai se comportar.

Acho que o Brasil irá se impor nos dois prélios, pois, por mais que as meninas argentinas tenham melhorado, nosso time ainda é melhor e muito mais experiente.

E mais forte fisicamente também. Vejam o que disse a pivô Kelly: “Dentro do garrafão elas não vão passar por nós”. Também pudera, como os reforços de Érika e Alessandra, realmente vai ficar muito difícil para as argentinas.

Kelly complementou: “Como perdem no físico e na estatura, elas tentam compensar de outra maneira. É um time que joga com muita raça, que não se deixa abater pela diferença de pontos no placar quando estão perdendo. Temos que respeitar qualquer adversário, mas sabemos que a vitória pode ser nossa. O grupo vem treinando bem e está entrosado. Estamos prontas para encarar a Argentina”.

Tomara.

Janete contribui com sua experiência para as meninas

Janete contribui com sua experiência para as meninas

Quanto a Copa América, não vai ser difícil o Brasil se classificar para o Mundial. Diria até que vai ser moleza, pois três são as vagas à disposição.

Dois são os grupos. No A estão Brasil, Canadá, Porto Rico e República Dominicana; no B enfileiram-se Argentina, Chile, Cuba e Venezuela.

Brasil e Canadá passam no A; Argentina e Cuba avançam no B.

Nossas meninas são melhores do que as canadenses e as argentinas. Por isso não vejo problemas para se classificar.

Confio no trabalho das moças e também do técnico Paulo Bassul.

Vamos começar a conferir tudo isso a partir de amanhã.

Notas relacionadas:

  1. UM NOVO CICLO?
  2. NOVA ERA PARA NOSSAS MENINAS
  3. MORRE UMA ESTRELA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

terça-feira, 21 de julho de 2009 WNBA | 22:52

NINGUÉM SABE, NINGUÉM VIU

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A pivô Érika foi convocada para participar do “All-Star Game” da WNBA desta temporada. Como reserva, é certo, mas está entre as melhores.

Muito legal.

A carioca – outro atleta que há muito não veste a camisa da seleção sempre por um probleminha aqui, outro ali – é a principal reboteira da NBA de saias. Sua média: 8.6 ressaltos por partida.

O embate festivo ocorrerá neste sábado na cidade de Uncasville no estado de Connecticut. A brasuca espera se destacar não apenas pegando rebotes, mas pontuando também: sua média é de expressivos 11.5 tentos por partida.

Jogadora do Atlanta Dream, Érika participará da Conferência Leste. Estará no banco, assim que a partida começar, ao lado de Katie Smith (Detroit), Jia Perkins (Chicago), Sancho Lyttle (Atlanta), Shameka Christon (New York) e Ashja Jones (Connecticut).

As titulares serão Katie Douglas (Indiana), Tamika Catchings (Indiana), Sylvia Fowles (Chicago), Candice Dupree (Chicago) e Alana Beard (Washington).

Do lado Oeste, Diana Taurasi (Phoenix) foi escolhida para sentar no banco ao lado de Cappie Pondexter (Phoenix), Nicky Anosike (Minnesota Lynx), Tina Thompson (Los Angeles), Charde Houston (Minnesota) e Sophia Young (San Antonio).

As titulares serão Sue Bird Seattle), Lauren Jackson (Seattle), Swin Cash (Seattle), Lisa Leslie (Los Angeles) e Becky Hammon (San Antonio).

Como se vê, 22 jogadoras estarão participando da partida; onze de cada lado.

Pergunto: alguém viu a Iziane por aí?

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