Erik Spoelstra | Fábio Sormani

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sexta-feira, 22 de junho de 2012 NBA | 02:26

COM ATRASO DE UM ANO, MIAMI É O CAMPEÃO DA NBA

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Miami é o campeão da NBA. O título veio com um ano de atraso, mas veio. O Heat era para ter sido campeão na temporada passada. Perdeu para o Dallas por N motivos que não vale mais a pena a gente ficar debatendo.

A tunda aplicada em cima do Oklahoma City por 121-106 confirmou que o time do sul da Flórida é de fato o melhor da NBA neste momento. Fechou a série em 4-1; poderia ter varrido o OKC se não tivesse bobeado no primeiro jogo. Rajon Rondo postou em seu Twitter: “A verdadeira final foi entre Miami e Boston”. Concordo com ele. O Thunder não foi páreo para o Heat.

Quando esse time foi montado, no verão de 2010, fui um dos poucos (senão o único) que apostou que ele ganharia não apenas um, mas alguns campeonatos. Falei em três, talvez quatro. Muitos rebateram minhas previsões. Disseram que o time não tinha um técnico, que faltava um armador, que não havia pivôs e que a fogueira das vaidades iria arder até o final do contrato de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh e, consequentemente, iria consumir a todos.

Rebati dizendo que com um time desses, com LBJ, D-Wade e CB1, não era preciso ter exatamente um Phil Jackson para conduzi-lo, que os jogadores, em quadra, resolveriam a parada. Claro que não foi bem assim, pois o trabalho de Erik Spoelstra, o tempo mostrou, é muito bom. Eu mesmo cheguei a duvidar, nesta temporada, acho que na série contra o Boston, da capacidade de Spo, mas o tempo mostrou que a minha primeira impressão era a correta. Muitos criticam o Miami por conta do “isolation” e da falta de “screens” e “pick’n’roll”.  De fato, o Heat não joga do jeito que muitos gostariam. O Heat faz a bola correr de mão em mão no ataque, mas ela sempre acaba nas mãos de quem está bem posicionado para o arremesso. De fato, alguns “picks” seriam importantes para facilitar a vida de LBJ e D-Wade. Quem sabe na próxima temporada?

Quanto a falta de armadores e pivôs, disse que apenas a seleção dos EUA era perfeita de cabo a rabo. Afirmei que D-Wade e principalmente LeBron James dariam conta de armar o jogo e que Mario Chalmers seria de grande valia. Foi a partir de então que eu comecei a defender a tese de que o futuro do basquete não teria lugar para armadores de ofício. O mesmo vale para os pivôs. Lembrei que CB1 seria o dono do garrafão do Miami e que Udonis Haslem lá estava para ajudar e muito. E que mais um grandalhão resolveria a parada.

Sobre a fogueira das vaidades, isso jamais ocorreu. A química, principalmente, entre LBJ e D-Wade sempre foi perfeita. Nunca houve um senão entre eles. Eles convivem como se fossem irmãos. E o discurso de Wade, depois do jogo, no pódio, confirma tudo isso: ele admitiu, uma vez mais, ter aberto mão do status de líder e dono do time, em favor de LeBron, para ganhar outro anel. Simples, sem vaidade alguma, reconhecendo que LBJ é mesmo o cara.

E CB1, o menos brilhante dos Três Magníficos, sempre foi um apoio para os dois. E em muitas situações segurou a onda, especialmente quando LBJ e D-Wade estavam mal.

Hoje, um ano mais velho, um ano mais experiente, com seus ferimentos cicatrizados, o Miami foi conduzido ao topo do pódio. E conduzido por LeBron James, que finalmente ganhou seu primeiro campeonato, depois de ter batido na trave em duas oportunidades, uma delas com o Cleveland. Com seu troféu de MVP das finais na mão, perguntado por Stuart Scott, da ESPN, qual a diferença entre o LeBron do ano passado para o LeBron deste ano, ele foi claro como a água: “Ano passado eu jogava com ódio, tentando provar uma série de coisas para as pessoas. Mas eu percebi que não tenho que provar nada a ninguém. Passei a jogar com amor”.

LBJ de fato sobrou neste campeonato como um todo. Se na fase de classificação Kevin Durant rivalizou com ele, nestas finais não teve pra ninguém. E mostrou na quadra, jogando, ou melhor, calou na quadra, jogando, seus críticos que insistiam que ele sofria de “bloqueio mental” nos finais das partidas. E sofria mesmo. Curou-se; hoje isso é passado. Curou-se; jogando e não vociferando. LBJ Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs, o primeiro nesta temporada, diga-se, ao cravar 26 pontos, 13 assistências e 11 rebotes. Iguala-se a Tim Duncan, James Worthy Larry Bird e Magic Johnson (duas vezes) que anotaram TD no último jogo das finais.

E tem mais: LBJ tornou-se também o terceiro jogador na história da NBA a liderar o time campão no “NBA Finals” em pontos, rebotes e assistências. Juntou-se a Tim Duncan e Magic Johnson.

Tornou-se também o décimo jogador na história da NBA a ganhar o MVP durante a fase de classificação e nas finais. Está agora ao lado de Tim Duncan, Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Magic Johnson, Moses Malone, Kareem Abdul-Jabbar, Willis Reed, Larry Bird (duas vezes) e Michael Jordan (quatro vezes).

Digo uma vez mais: se o futuro vier do jeito que o presente se mostra, LBJ entrará para o rol dos maiores jogadores de todos os tempos da NBA. Digo uma vez mais: coloco-o no meu quinteto favorito na vaga de Larry Bird, ao lado de Magic Johnson, Michael Jordan, Bill Russell e Wilt Chamberlain.

LBJ joga muito. Domina todos os fundamentos do basquete. Por isso mesmo, pode jogar em todas as posições. É forte como um touro; sua saúde é de ferro. Vai ser dominante por alguns anos. Quando a idade começar a cobrar tributos, vamos ver como ele vai se renovar, como ele vai reconstruir seu jogo. Vamos ver se ele será capaz de se reinventar, como Michael Jordan e Kobe Bryant fizeram.

Quanto ao jogo, ele foi na verdade uma clínica. Se você preferir, uma aula de basquete. O Miami dominou o OKC de cabo a rabo. Além de LeBron, há que se destacar os 20 pontos e oito rebotes de D-Wade; os 24 pontos e 11 ressaltos (quatro de ataque) de CB1; os 11 pontos de Shane Battier e os dez de Mario Chalmers, que deu ainda sete assistências. Mas o cara que ajudou a fazer a diferença foi Mike Miller. Vindo do banco, anotou 23 pontos e acertou sete de seus oito tiros de três.

Finalmente, não há como não mencionar Pat Riley. Presidente da franquia, ele foi o mentor desse time e o homem que apostou em Erik Spoelstra. Sofreu um bocado no ano passado quando o Heat perdeu para o Dallas. Teve que ouvir um monte. Que montou mal o time e que apostou no técnico errado. Esta era a questão que mais o incomodava: Spo. O tempo mostrou que ele estava certo. Spo fez um grande trabalho. Liderar um time com três estrelas não é fácil. Ele sofreu no primeiro ano. Amadureceu no segundo e tornou-se melhor. E mais: segundo quem o circunda, Spo está sempre aberto a aprender. E tem que ser assim mesmo, pois tem apenas 42 anos. Phil Jackson ganhou seu primeiro campeonato aos 46 anos.

Veio com um ano de atraso, mas veio. O Miami é o legítimo campeão da NBA. O futuro promete ser promissor. Se ele vai ganhar mais dois ou três campeonatos, como previ, realmente não dá para saber. Até porque do outro lado surgiu um time que quando eu fiz a previsão dos títulos do Heat, esse time ainda não existia. Falo, obviamente, do Oklahoma City Thunder.

FUTURO

O futuro, já disse aqui, tende a colocar esses dois times frente a frente em outras finais. O OKC pagou pela inexperiência. Aliás, o time da terra dos tornados vem dando um passo de cada vez, como nos ensinou Michael Jordan em seu livro “Nunca Deixe de Tentar” (Editora Sextante, traduzido para o português).

Em 2010, em seu primeiro playoff, perdeu na primeira rodada para o Lakers. Ano passado, perdeu a final do Oeste para o Dallas. Este ano, perdeu a final para o Miami. Ano que vem, quem sabe, possa ganhar o título? Não tem ninguém com contrato encerrando. Portanto, o grupo será o mesmo para a próxima temporada. O mesmo, mas mais velho e mais experiente.

E virá com a faca nos dentes, com sangue nos olhos, tentando conquistar o que não conseguiu: o título de campeão.

A entrada dos jogadores no vestiário foi comovente. Kevin Durant, assim que pegou o corredor rumo aos aposentos do time, apareceu com lágrimas nos olhos. Quando viu a mãe e o irmão, abraçou-os e chorou feito criança. Kendrick Perkins, um título de campeão em 2008 com o Boston, veio logo atrás, chorando também. Idem para Serge Ibaka.

Ano passado, foram Chris Bosh, LeBron James e Dwyane Wade que choraram. Hoje eles sorriem. Amanhã, quem sabe, o riso possa ser ouvido no vestiário do OKC.

ESCLARECIMENTO

Depois do jogo, no ótimo debate que a ESPN promove, Jon Barry afirmou que não importa quantos anéis LeBron James venha conquistar, talvez fique nesse apenas, ele disse, para completar: eu o coloco no mesmo nível dos grandes jogadores, no mesmo nível de Michael Jordan.

A seu lado, Magic Johnson quase caiu da cadeira. Falou algo que os demais riram e eu não consegui entender (alguém entendeu?). E completou: “Nós vimos Michael Jordan dominar seis finais, três vezes seguidas em duas oportunidades. LeBron James não está no mesmo território de Michael Jordan. Kevin Durant também não. Nem mesmo Kobe Bryant está no nível de Michael Jordan”.

Desculpem-me os torcedores do Miami. Sei que a festa é de vocês. Mas este final era necessário.

FESTA

Dá-lhe Miami!

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terça-feira, 19 de junho de 2012 NBA | 11:27

LEBRON: ‘ESTOU ME LIXANDO SE VAMOS SER CAMPEÕES JOGANDO UM BASQUETE FEIO’

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Jogadores e o técnico Erik Spoelstra foram bombardeados ontem pelos jornalistas. Motivo: os erros cometidos pelo time e o baixo aproveitamento nos arremessos no terceiro jogo da série. O jogo em questão foi vencido pelo Miami por 91-85, o que colocou o time do sul da Flórida na frente desta disputa pelo título da temporada em 2-1. Mas foram nove equívocos mostrados no último quarto (um deles, de Dwyane Wade, quase complicou a vitória) e um aproveitamento nos arremessos, ao longo de todo o cotejo, de apenas 37,8%.

“Nesta altura do campeonato, nem sempre os jogos vão ser bonitos”, disse o técnico Erik Spoelstra na sessão de mídia de ontem em Miami.

“À medida que a série caminha, fica cada vez mais difícil pra gente fazer as coisas que nós estamos acostumados a fazer”, adicionou Dwyane Wade.

LeBron James (foto AP) foi absolutamente sincero: “Estou me lixando para a maneira com que vamos vencer. Pode ser uma vitória de 32-31. Não importa como vamos chegar a quatro vitórias”.

O fato é que são dois times com os nervos à flor da pele; não apenas o Miami. A série caminha e não sabemos ainda se estamos perto do fim. O Heat ainda tem vivo na memória a debacle do ano passado diante do Dallas. O OKC lida pela primeira vez com o fato de estar disputando um título da NBA.

Exigir jogos de alto nível técnico do começo ao fim da série, penso eu, é exigir demais de seres humanos. Afinal de contas, como tenho dito aqui, não estamos tratando de partidas de videogames, como, aliás, muitos analisam hoje em dia um jogo de basquete. Os que assim o fazem deixam de lado talvez o componente mais importante de uma decisão: o emocional.

Por isso, quando me perguntam por que hoje eu penso assim e ontem eu pensava assado, eu respondo: porque lidamos com seres humanos e não com bonequinhos de videogames.

FALTAS

O problema das faltas em excesso de Kevin Durant tem tirado o sono não apenas do próprio jogador, mas de todo o OKC também. Segundo o técnico Scott Brooks, KD é um jogador muito agressivo. Por muito agressivo entenda-se, creio eu, um jogador que não consegue controlar seus impulsos quando tem que defender LeBron James.

Das 12 faltas cometidas por Durantula nestas finais, seis delas (a metade) foram em cima de LBJ. Será que Brooks vai tirar KD desta missão para evitar que ele volte a ficar boa parte do jogo no banco de reservas? Tirar Durant da marcação de LBJ e deixar a missão para Thabo Sefolosha?

Eu não acho que isso deva ocorrer. Um grande jogador também é conhecido por seu poder defensivo e não apenas ofensivo. Um grande jogador é conhecido por seu poder ofensivo, não apenas defensivo.

É o que eu tenho dito há anos aqui neste botequim: equilíbrio; ataque e defesa equilibrados. Este é o principal componente de um grande jogador. Ele tem que conhecer a arte de atacar e defender.

Michael Jordan era assim; Kobe Bryant é assim. LeBron James caminha para isso; Kevin Durant precisa encontrar esse caminho.

HISTÓRIA

Desde que em 1985 o formato 2-3-2 foi adotado, de 27 séries disputadas, em 13 delas o confronto abriu em 3-1. Dos últimos 12 vencedores, 11 ficaram com o título. O que isso quer dizer? Que o jogo desta noite pode determinar o campeão desta temporada.

Se der Miami, o moral do OKC vai lá pra baixo. O Thunder teria que fazer três vitórias seguidas em um adversário mais experiente e que tem uma das melhores defesas da NBA e um trio, no papel, melhor que o seu. Se der Miami, o moral de seus jogadores vai lá pra cima e, impulsionado também pela empolgação dos torcedores, a chance de vencer o quinto jogo da série, em casa, é grande demais.

Se der OKC, o moral de seus jogadores eleva-se às alturas. Afinal, empata a série em 2-2 e terá recuperado o mando de quadra. E terá recuperado também o psicológico da série. Precisaria fazer duas vitórias para chegar ao título, sendo que dois jogos serão em Oklahoma. Se der OKC, o moral dos jogadores do Miami praticamente desaparece, pois o time se veria pressionado a vencer o quinto jogo em casa e ainda teria que buscar nova vitória em território alheio.

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segunda-feira, 18 de junho de 2012 NBA | 11:43

PERKINS E IBAKA REAGEM E OKC MOSTRA QUE PODE VENCER EM MIAMI

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Não houve necessidade alguma de Scott Brooks sacar Kendrick Perkins do time. A mudança veio com o próprio jogador. Mais ativo e atento no ataque, o pivô do Oklahoma City anotou oito pontos no primeiro tempo (igualou a pontuação dos dois jogos anteriores), pegou sete rebotes (quatro deles no ataque) e, com isso, o Thunder não se viu encaixotado pelo Miami no início da partida (como havia acontecido nos dois jogos anteriores). Levou o jogo no pau até o soar definitivo da buzina.

E mais: Serge Ibaka marcou mais em cima Shane Battier, esquecendo-se um pouco da ajuda a Perkins no garrafão. E o resultado foi que Battier, ao invés dos 17 pontos que fez em cada um dos dois jogos anteriores, anotou nove. No primeiro jogo da final arremessou quatro bolas de três; no segundo, cinco. Ontem, só duas.

A mudança de comportamento desses dois jogadores fez com que o OKC disputasse em pé de igualdade a partida do começo ao fim, ao contrário do que ocorreu nos dois jogos anteriores, quando o Thunder foi um desastre nos dois quartos iniciais. Um pivô que entrou em quadra com o ego machucado depois de ter lido e ouvido críticas a respeito de sua produtividade ofensiva. Um ala de força envergonhado por estar perdendo a batalha diante de um jogador que atua improvisado na posição.

Isso, apenas isso, repito, fez o OKC mudar da água para o vinho. Ontem, finalmente, pudemos ver um Thunder bem mais próximo daquele Thunder que passou por cima de Dallas, Lakers e San Antonio e chegou com méritos a esta final.

Perdeu, é verdade, perdeu por 91-85, mas deixou claro que pode recuperar o mando de quadra em um dos dois próximos jogos em Miami. O Heat vai ter que fazer ajustes para não passar o sufoco que passou ontem à noite, quando chegou a ficar dez pontos atrás no marcador durante o terceiro quarto.

Ótimo! A série estará garantida.

NÚMEROS

Ontem Russell Westbrook não arremessou 25 bolas contra a cesta adversária. Foram 18. Sete a menos. Mesmo assim o OKC perdeu. Kevin Durant arremessou 19 bolas, uma a menos do que no jogo um e três a menos do que no jogo dois. Mesmo assim, o OKC perdeu.

E por que perdeu? Muito pode ser explicado pelo baixo aproveitamento do OKC nos lances livres: 15-254 (62,5%). Enquanto isso, o Miami fez 31-35 (88,6%).

Mas tem mais: Kevin Durant jogou 6:19 minutos no terceiro quarto. Jogou menos do que o habitual porque cometeu sua quarta falta a 5:41 minutos do final. O OKC vencia a partida por 60-54. Daquele momento até o final, o Heat fez uma corrida de 15-7, recuperou-se no jogo, fechou o terceiro período na frente em 69-67 e entrou embalado no último quarto, vencendo-o por 22-18, fechando a partida em 91-85.

Foi o segundo jogo consecutivo que Durantula tem problemas com as faltas. Isso é grave, pois o OKC precisa dele em quadra e não sentado no banco de reservas, carregado de faltas.

COLAPSO

A falência do OKC no jogo se dá exatamente a partir da saída de Kevin Durant do jogo a 5:41 minutos do final do terceiro quarto. Somando esse tempo aos 12 minutos do quarto derradeiro, o Thunder teve um desempenho muito ruim. Além de ter perdido a vantagem de dez pontos no marcador (64-54, atingido logo depois de KD ir para o banco), a equipe anotou apenas 21 pontos em 16:30 minutos, com um aproveitamento de 7-25 nos arremessos (28,0%). Além disso, cometeu sete erros nesse espaço de tempo.

Convenhamos, não dá para vencer com um desempenho desses no momento crucial da partida, por mais que Kendrick Perkins e Serge Ibaka tenham mudado seus comportamentos.

MAGINÍFICOS

Novamente os Três Magníficos do Miami brilharam.

Novamente LeBron James (foto Getty Images) voltou a se destacar. LBJ marcou 29 pontos e foi o cestinha do time e do jogo. Pegou incríveis 14 rebotes, cinco deles de ataque.

Novamente Dwyane Wade jogou num nível que dele se espera. Fez 25 pontos, quatro a menos que LBJ, e ajudou ainda com seus sete rebotes e sete assistências. Nos dois últimos jogos, ou seja, nas duas últimas vitórias do Miami, D-Wade acumula médias de 24,5 pontos, 6,5 rebotes e 6,0 assistências. Números consistentes.

Novamente Chris Bosh voltou a mostrar que a contusão no abdômen é fato que pertence ao passado. Ontem foram dez pontos (3-12, esse foi o problema) e 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Teve ainda dois tocos. Jogou 37:06 minutos. Nos dois últimos cotejos, quando recuperou o status de titular do time, CB1 ficou em quadra uma média de 39:04 minutos.

Os três juntos anotaram 64 dos 91 pontos do Miami. Ou seja, 70,3%.

EXTRA

No jogo passado, vitória em Oklahoma City, o banco do Miami fez oito pontos. Ontem, dobrou a pontuação. O maior responsável por isso foi James Jones, que ajudou com meia dúzia. Jones tem entrado aos poucos no time e tem correspondido. Em OKC foram apenas 5:35 minutos; ontem, 12:14. A continuar assim, merecerá mais minutos no jogo de amanhã, o que possibilitará a LBJ e D-Wade entrarem mais descansados no último quarto, quando tudo se resolve na maioria dos casos. E ontem, descansado, LBJ jogou os 12 minutos finais em cima KD e limitou o ala do OKC a apenas quatro pontos, ele que tinha marcado 17 no primeiro jogo e 16 no segundo.

XADREZ

Esta série final tem sido como um jogo de xadrez. Erik Spoelstra tem sido mais esperto que Scott Brooks, pois mexe melhor suas peças. Ontem, o técnico do OKC deu sinais de que não está derrotado.

Aguardemos, pois, pelos próximos capítulos.

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quinta-feira, 14 de junho de 2012 NBA | 16:52

QUESTÕES QUE O MIAMI (TAMBÉM) PRECISA RESOLVER PARA EVITAR SER VARRIDO PELO OKC

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Hoje à noite, 22h de Brasília, acontece o segundo jogo da série final desta temporada da NBA. Novamente em Oklahoma City, o OKC pega o Miami com o claro objetivo de fazer 2-0 no confronto. E poderá fazê-lo. E por alguns motivos, que trataremos a seguir.

No dia seguinte ao primeiro jogo decisivo, boa parte dos parceiros deste botequim reclamou de Dwyane Wade e reclamou de mim também. Porque poupei D-Wade das críticas e cobrei apenas de LeBron James um desempenho melhor no quarto final, quando Kevin Durant marcou 17 pontos e LBJ apenas sete. Não retiro nem uma palavra sequer do que disse sobre LeBron James, mas concordo que deveria ter abordado o trabalho de Wade e imputado a ele grande parte da culpa pela derrota do Miami.

Claramente D-Wade não correspondeu no primeiro jogo destas finais e nem vem correspondendo nestes playoffs. Tem deixado tudo nos ombros de LeBron. O ala-armador do Miami, que já ganhou um anel e foi MVP das finais de 2006, nem de longe se parece com este jogador relembrado. Nem mesmo com o atleta das finais do ano passado contra o Dallas, quando o Heat foi batido em 4-2 pelos texanos.

Se usarmos o argumento que muitos usam para justificar o trabalho de LeBron James, veremos que o jogo de Wade não é tão comprometedor assim. Em 19 partidas disputadas até este momento nos playoffs, D-Wade tem médias de 22,7 pontos, 4,9 rebotes e 4,3 assistências. Nada mau, concordam? Tem um aproveitamento de 46,5% nos arremessos.

O problema é que os números algumas vezes nos enganam, pois, como disse dia desses, não podemos analisar partidas e jogadores usando o videogame. Eu não consigo ver em quadra o mesmo Dwyane Wade da temporada passada; ou melhor, dos playoffs passados. Ele parece alheio ao jogo. Parece acomodado com a situação. Que situação? De ter se tornado o subchefe do time, o segundo jogador na hierarquia do time. Sim, pois o chefe hoje, claramente, é LBJ. King James é hoje o dono do Miami.

Antes do jogo primeiro desta decisão, em entrevista à ESPN, Wade disse com todas as letras: “LeBron é o melhor jogador de basquete do planeta. Nós jogamos para ele”. Não me pareceu contrariado. Mas, a gente bem sabe, muitas vezes as aparências enganam. Será mesmo que ele não está contrariado com seu novo posto no time?

Se Wade não entrar no jogo e voltar a ser “clutch” como ele sempre foi, LeBron, sozinho, não vai suportar o peso da pressão. O Miami vai vender caro as vitórias, mas vai acabar vendendo-as, como ocorreu no primeiro confronto.

Outra questão importante é a questão do banco de reservas. Magic Johnson, depois do primeiro jogo, observou que o banco do Miami é frágil e isso faz com que os jogadores do Heat cheguem exauridos no último quarto. Consequentemente, caem de produção e disso os adversários tiram proveito. Talvez por aí a gente até consiga explicar a queda de rendimento de LBJ no último quarto do primeiro compromisso. Tudo bem que Thabo Sefolosha é um excelente marcador, mas o principal jogador da liga não se pode curvar a ninguém. Michael Jordan não se curvava a ninguém. Messi não se curva a ninguém. E há algum tempo, Kobe Bryant também não. Portanto, por mais que Sefolosha seja exímio marcador (e é mesmo), tendo a atribuir mais ao cansaço (para não voltar a bater na tecla do bloqueio mental) a queda de rendimento do ala do Miami. Portanto, se o banco do Miami não jogar, vai ser muito complicado para o time do sul da Flórida obter sucesso nestas finais.

A questão mais polêmica, aos meus olhos, eu deixei para o final: é a que envolve o técnico Erik Spoelstra. Odiado na mesma proporção de LeBron James, o treinador do Miami é acusado pelo planeta de não entender nada de basquete. Seu crime maior é o de não saber armar o jogo ofensivo do Heat de modo a poupar LeBron James. É acusado de não saber montar esquema com “screens” (ou “pick”) para que LBJ possa arremessar desmarcado ou em um “mismatch”, como aconteceu com Durant especialmente no último quarto do primeiro confronto. É acusado de não esquematizar um pick’n’roll envolvendo ele e D-Wade ou ele e um dos alas de força, especialmente Chris Bosh. É acusado usar e abusar do “isolation”, o que acaba por desgastar LBJ, pois os jogos acabam virando uma espécie de LeBron contra a rapa.

Tudo isso é verdade. Enquanto a gente vê em outros times jogadas em “screen” ou em “pick’n’roll”, não se vê nada disso no Miami. Tudo isso é verdade, repito. Mas eu pergunto: se nós, aqui neste botequim, meros mortais, conseguimos ver isso, será que Spoelstra não é capaz? Será que seus dois auxiliares diretos, Bob McAdoo e Ron Rothstein, também não veem? Além disso, o presidente da franquia é Pat Riley, dono de cinco anéis de campeão. Será que ele também não vê que o time é um bando em quadra se comparado ao San Antonio, por exemplo? Não me entra na cabeça que nenhuma dessas quatro pessoas não veja que falta tudo isso ao Miami quando ele tem a posse de bola. Então, a pergunta seguinte é: se eles sabem que o time precisa disso, por que não fazem algo para resolver o problema? Boa pergunta; não tenho resposta. Minha convicção é que os treinadores do Miami e seu presidente conhecem o jogo.

Dito tudo isso, finalizo o papo, pois o jogo começa logo mais, com a seguinte observação: o Miami precisa resolver rapidamente estas questões (omissão de D-Wade, banco inoperante e falta de jogadas ofensivas); senão, corre o risco de ser varrido pelo OKC. Se duas dessas questões forem resolvidas (não há ordem de importância nelas), o Miami leva a série adiante e a torna longa. Se vai vencer eu não sei.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012 NBA | 00:48

LEBRON JAMES E DWYANE WADE ACABAM COM INDIANA E MIAMI EMPATA A SÉRIE EM 2-2

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O Miami bateu o Indiana fora de casa por 101-93 e empatou a série em 2-2. Com isso, recuperou a vantagem de quadra. Há mais três partidas disponíveis, sendo que duas deles serão no sul da Flórida.

O Miami bateu o Pacers em Indiana neste domingo graças a seus dois principais jogadores: LeBron James e Dwyane Wade (foto AP). Os dois combinaram para 70 pontos e anotaram nada menos do que 69% dos pontos do Heat.

LBJ beirou a perfeição. Só não foi perfeito porque ficou a uma assistência de um “triple-double”. King James justificou o apelido ao anotar 40 pontos, 18 rebotes e nove assistências. Roubou ainda duas bolas e deu igual número de tocos. Creio ter sido a melhor apresentação de um jogador nestes playoffs. Se alguém se lembrar de outra, por favor, conte-nos para que possamos cotejá-las e discutir a questão.

D-Wade teve os seguintes números: 30 pontos, nove rebotes e seis assistências. Seu desempenho no terceiro quarto, quando o Miami iniciou sua corrida rumo à vitória, foi espetacular. Wade fez 14 pontos, tendo acertado todos os seus arremessos, sendo que um deles foi triplo. Sua performance no período só não foi perfeita porque ele fez 1-3 nos lances livres.

Detalhe: LBJ e D-Wade fizeram 38 pontos seguidos. Foi a partir de 2:30 para o final do segundo quarto até 1:50 para o fim do terceiro. Um show.

Mas, como disse acima, nem sempre foi assim. O Miami perdeu o primeiro tempo por 54-46. Chegou a estar 11 pontos atrás. No segundo (terceiro quarto), o Pacers abriu dez pontos (61-51), mas não conseguiu controlar a volúpia do “Big Two”. LBJ marcou 21 pontos e pegou 13 rebotes na etapa final. D-Wade anotou 22 (10-13) e deu cinco assistências. Os dois, é bom que se diga também, contaram com valiosa colaboração de Udonis Haslem, que no último quarto, na hora do aperto, mesmo com o supercílio aberto por conta de uma cotovelada de Louis Amundson, anotou oito importantíssimos pontos.

A série está 2-2. O próximo confronto será na terça-feira, em Miami. A partida seguinte, a sexta, volta a ser jogada no Bankers Life Fieldhouse, na quinta-feira. E a derradeira, se preciso, novamente na Flórida, no sábado.

Acho que a série será mesmo longa. Creio que teremos um sétimo jogo. A menos que este “Big Two” jogue as duas próximas partidas neste elevado nível técnico. Se assim for, por mais que o Indiana se esforce, não terá como controlá-los e, consequentemente, ao Miami.

DECEPÇÃO

Os dois grandalhões do Indiana desapontaram. Se enrolaram com as faltas, é verdade (cada um cometeu cinco), mas quando estiveram em quadra não foram efetivos. David West anotou apenas oito pontos e pegou só seis rebotes. Roy Hibbert fez dez pontos e capturou nove rebotes. Os dois, juntos, marcaram 18 pontos e 15 rebotes. Comprometeram o time.

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quarta-feira, 16 de maio de 2012 NBA | 11:57

MONSTRO DEVORA LEBRON MAIS UMA VEZ E MIAMI PERDE DO INDIANA

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Coitado do LeBron James. Hoje o dia será difícil para ele. O Miami perdeu para o Indiana por 78-75, dentro de casa, viu a série empatar em 1-1 e LBJ terá de carregar o fardo da derrota.

Sabem por quê? Porque ele cometeu o pecado de ter errado seus três últimos lances livres (dois deles a 54 segundos do final, com o placar em 76-75 para o Indiana) e de não ter pontuado nos últimos 4:30 minutos. E mais. De ter feito seu último arremesso a 3:40 minutos do final e de não ter aparecido como opção de chute na última bola, que ficou nas mãos de Mario Chalmers.

Muitos se perguntam: não foi erro do técnico Erik Spoelstra ter desenhado a jogada final para o arremesso de Chalmers? Vamos pensar: sem Chris Bosh, sobraram Dwyane Wade e LBJ dos Três Magníficos. Como LeBron (foto AP) tem bloqueio mental nos finais das partidas, sobra, portanto, apenas D-Wade. O planeta sabe disso. Então, Spo deve ter pensado: os caras vão dobrar, triplicar em cima de Wade. Desenho a jogada para Chalmers decidir, porque LBJ não tem estofo emocional para aguentar a responsabilidade do último lance e, consequentemente, a chance de dar errado é grande demais.

Deu errado de qualquer maneira. O tiro de Chalmers bateu no aro. Mas Chalmers arremessou, a meu ver, por conta deste cenário.

Não é perseguição (como muitos acreditam) e nem má vontade (como outros tantos pensam). São apenas números que desenham a realidade dos fatos. Não tenho culpa; eu e nem ninguém. Quem criou esse monstro foi LeBron James.

RESUMO

E o incrível dessa história toda é que LeBron anotou dez pontos no quarto final. Um a menos do que D-Wade. Poderia, se não sofresse esse bloqueio criativo nos momentos de pressão, ter feito 15, quem sabe 20 pontos e saído nos braços da galera e sob os holofotes da mídia.

DESVIO

Mas quem saiu foi David West, a quem LeBron marcou muito bem. Sem CB1, LBJ fez o papel de ala de força e deu conta do recado, pois é um dos melhores marcadores da NBA na atualidade, tem força e recursos técnicos para tanto. Mesmo assim West encontrou espaço para marcar 16 pontos e apanhar dez rebotes.

Mas seu ponto alto foi a maturidade mostrada no final da partida.

Quando o jogo acabou, Leandrinho Barbosa correu para abraça-lo. O abarcamento foi contido por conta de West (foto Getty Images). Na sequência, ele, vendo os companheiros pulando na quadra da American Airlines Arena, fazia sinal para todos irem para o vestiário. Lá, escondido de tudo e de todos, eles poderiam celebrar. Mas contidamente.

“Não ganhamos nada ainda”, disse West depois da contenda. “A série é longa e tem muita coisa pela frente. Foi apenas uma vitória”.

CONCORDÂNCIA

Estou de acordo com David West. A série é longa e o Miami tem todas as condições de beliscar uma vitória em Indianápolis. Este confronto deve terminar em sete partidas. Se não for em sete, em menos de seis não será.

BOLA CHEIA

Leandrinho Barbosa fez uma excelente partida. Ficou em quadra o quarto final e foi designado por Frank Vogel para marcar D-Wade. E ainda anotou quatro pontos (lembrem que LeBron fez dez e D-Wade 11). Mas foi no terceiro quarto seu grande momento, quando roubou uma bola de LBJ, correu para a bandeja, protegeu o arremesso do toco de LeBron e fez mais dois pontos para os visitantes.

Leandrinho terminou a partida com oito pontos. Mais do que isso: deixou claro que quando o bicho pega, ele está pronto para estar em quadra, sendo opção de arremesso, de armador e marcador.

LB nos deixou orgulhosos!

FÁCIL

No outro jogo da noitada, o San Antonio confirmou o que dele se esperava: venceu o Los Angeles Clippers por 108-92. O time texano precisou de dois quartos para liquidar a fatura: o segundo e o terceiro. Nesses dois períodos, fez uma corrida de 58-43 e deixou claro para os visitantes que “boi em terra estranha é vaca”.

PLANEJAMENTO

Gregg Popovich usou e abusou de Tim Duncan. Os 34:51 minutos em que ele esteve em quadra parecem, num primeiro momento, um exagero para quem 36 anos. Mas alguém pode retrucar: mas o planejamento não previa exatamente isso? Poupar os “vovôs” do San Antonio na fase regular para que eles estivessem com a saúde em dia nos playoffs?

Sim, exatamente isso. Ontem Popovich precisou de Timmy (foto AP) mais tempo em quadra. E ele não negou fogo: 26 pontos e dez rebotes. Desses 26 tentos, 14 deles saíram nos segundo e terceiros quartos, os dois períodos, como vimos, que o SAS nocauteou o Clips.

Esses 26 pontos de Timmy significaram, também, a maior pontuação de um jogador na partida. Tim Duncan, 36 anos, como vinho, cada vez melhor.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 13 de abril de 2012 NBA | 11:33

O GRANDE PECADO DO MIAMI QUE POSSIBILITOU A VITÓRIA DO CHICAGO

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O Chicago ganhou o jogo de ontem ou foi o Miami quem perdeu? Vale a discussão, pois o final do tempo normal indicava que o time do sul da Flórida sairia vencedor de quadra. Não saiu. Não saiu por um motivo muito simples: o time falhou na marcação da bola derradeira do Chicago no tempo regulamentar.

Sei que muita gente hoje vai criticar LeBron James pelo lance livre errado a 11 segundos do final, o que possibilitou a bola de três lançada por CJ Watson. Sei que muita gente vai criticar LBJ por ele ter zerado na prorrogação. Mas não foi apenas ele quem saiu de quadra sem pontuar no tempo extra. Aliás, os dois únicos pontos do Miami no tempo adicional foram frutos de lance livre: um de Chris Bosh e outro de Dwyane Wade, que falharam no outro que completaria o par.

Vocês bem sabem que eu critico a postura de LeBron. Aliás, sou um dos primeiros (se não for o primeiro) a ver esse “bloqueio mental” de King James nos finais dos jogos. Mas ontem ele não teve nada a ver com a derrota. Os quatro últimos pontos do Heat no tempo regulamentar saíram de suas mãos.

O problema foi o erro de marcação na última bola do Chicago. Vamos relembrar? Vejam o vídeo abaixo e depois a gente discute a questão:

Vamos lá, então, aos erros:

1) Três jogadores marcando Kyle Korver: exagero. Dois teriam imposto dificuldade ao ala do Chicago;

2) Com três em cima de Korver, dois jogadores do Bulls ficaram livres. Aí a gente tem que dar os parabéns a Kyle, que fez o passe correto, para Carlos Boozer. Sim, pois se ele jogasse para Luol Deng, Chris Bosh já estava pronto da dar o bote e dificultar o arremesso Luol. O outro erro do Miami aparece agora: Shane Battier passou ao lado de Booz e não fez a falta! Com ela, Boozer teria dois lances livres e a vantagem do Miami era de três pontos;

3) D-Wade flutuou mal na jogada. Ficou muito em cima de Richard Hamilton (1-2 nas bolas de três). Deveria ficado a uma distância maior, de modo a dar um bote mais bem dado em cima de CJ Watson (2-3 nas bolas triplas), que estava quente no jogo ao contrário de Rip. Com isso, Wade teria dificultado o movimento de CJ, que não teve dificuldade alguma em dar um drible para em seguida arremessar.

Três erros. Três erros cometidos pelos jogadores, a princípio. Não creio que o técnico Erik Spoelstra tenha mandado fazer uma marcação tripla em cima de Korver. Foram os jogadores, creio eu, que decidiram isso, no calor do jogo, na rapidez do lance. Mas decidiram mal. Tanto decidiram mal que o Chicago empatou a partida em 84 pontos e levou o jogo para a prorrogação.

TEMPO EXTRA

Sobre a prorrogação, não há muito que se falar: só deu Chicago. O time da cidade dos ventos venceu por 12-2. Os dois pontos do Heat vieram em dois lances livres, um convertido por D-Wade, que errou o primeiro e acertou o segundo, o outro por CB1, que acertou o primeiro e errou o segundo.

O Miami foi um fiasco em seus tiros de quadra: fez 0-5. LBJ errou dois, CB1 também e D-Wade falhou em um.

Em contrapartida, o Chicago, embalado pelo momento vivido, embalado pelo fato de ter conseguido levar para a prorrogação uma partida que parecia perdida, deitou e rolou em quadra. O Miami, abatido pelo momento vivido, deprimido pelo fato de não ter conseguido vencer uma partida praticamente ganha, não foi nem cheiro daquele time que deu uma aula defensiva no primeiro tempo da partida.

Nesse período, o Heat limitou o adversário a um aproveitamento de apenas 37,5% de seus arremessos (15-40), deixando-o fazer apenas 36 pontos. Nesse período, o Miami deu cinco tocos que bloquearam a feitura de pontos do adversário. Nesse período, o time da Flórida forçou o Bulls a cometer nove erros (o Chicago é um dos que menos erram no campeonato, com uma média de 14 por partida). Foi um período perfeito.

Mas a bonança não teve vida eterna; veio a tempestade. E ela veio devastadora na prorrogação: Chicago 12-2. Taj Gibson (cinco pontos e três rebotes), CJ Watson (dois pontos e três assistências) e Kyle Korver (três pontos fruto de sua única bola de três) se destacaram no tempo extra. Final: Chicago 96-86 Miami.

Venceu o Chicago ou perdeu o Miami?

OPOSTOS

CJ Watson era para jogar pouco, mas jogou muito. Quando falo que CJ jogou muito, não me refiro aos 27:17 minutos em que ele permaneceu em quadra. Falo da bola que o armador do Bulls jogou. CJ excedeu.

Não falo apenas da bola de três que ele encestou e levou o jogo à prorrogação. Falo principalmente do fato de ele ter se transformado ontem na resposta para o grande problema do time: o péssimo jogo de Derrick Rose.

CJ jogaria seus habituais 10, 15 minutos, que é o que ele joga quando D-Rose está em quadra. Em quadra e em forma. Mas Derrick não estava em forma. Como Tom Thibodeau disse, Derrick está “enferrujado”.

D-Rose fez uma partida para se jogar no lixo. Apenas dois pontos (seu recorde de menos pontos na carreira). Dois pontos vindos de um aproveitamento de patéticos 1-13 (7,7%). Errou todos os três arremessos triplos tentados e não bateu nenhum lance livre. Em 25:28 minutos, cometeu três erros. Uma atuação para se jogar no lixo, como disse. Mas, como falou Thibs, Derrick está “enferrujado” por conta da inatividade.

O Chicago precisa lubrificar rápida e novamente Derrick Rose. O armador é o atual MVP da liga e o principal jogador do time. Se o Bulls quiser o título desta temporada, vai precisar de D-Rose em forma. CJ jogou muito ontem, mas ontem foi uma noite atípica. CJ não joga tudo isso. O ordinário de CJ é o trivial, é o arroz com feijão. Com o trivial de CJ, o Chicago não tem condições de ganhar o título. A menos que CJ incorpore D-Rose. Como isso me parece quase que impossível, é bom o Chicago lubrificar Derrick o mais rápido possível. Caso contrário, teremos surpresa quanto ao vencedor da Conferência Leste.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 NBA | 15:44

LIN SENTE A FORÇA DO MIAMI; LAKERS SENTE O PODERIO DO OKLAHOMA CITY

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Jeremy Lin não viu a cor da bola. Mas é desculpável. Afinal, trata-se de um “rookie” que disputa apenas sua segunda temporada e que pela primeira vez encontrou uma defesa de verdade pela frente.

O Miami tem a melhor zaga da NBA. Acho que poucos duvidam disso. (E tem gente que duvida do trabalho de Erik Spoelstra; go figure.)

Lin não viu a cor da bola ontem na derrota de ontem de seu New York diante do Miami 102-88. Lin não viu a cor da bola assim como Derrick Rose não viu a cor da bola nas finais da Conferência Leste por causa exatamente da extraordinária capacidade individual e coletiva da defesa do Miami.

Essa é uma das razões por que eu coloco o Heat como grande favorito ao título: sua defesa. Sua defesa e a formidável capacidade ofensiva de seus jogadores; ou melhor, dos Três Magníficos. E às vezes aparece um Mario Chalmers do nada e arrebenta com qualquer planificação adversária.

Aliás, os mesmos que não vêm capacidade em Spo não vêm qualidades em Chris Bosh (foto AP); que coisa, não é mesmo? Bosh é como Kevin Durant e Tim Duncan: joga sem fazer alarde. Não alardeia e por isso não tem carisma. Além disso, quando CB1 perde, abre sua torneira de emoções e chora, o que causa indignação em “macho men” aposentados que viraram comentarista, como Shaquille O’Neal.

Bosh fez 25 pontos ontem com um aproveitamento de 11-17 (64,7%). Pegou ainda oito rebotes, deu um toco e roubou uma bola. “Macho man” no que faz, embora subestimado.

“Soft”, na verdade, é Amar’e Stoudemire. Alguns parceiros deste botequim demonstraram indignação com a não-convocação de Stoudemire para a seleção dos EUA que vai disputar os Jogos de Londres. Eu, na época, não soube como responder esta indignação, pois não acompanhava muito de perto do Knicks.

Agora, com a “Linsanity” virei fã de carteirinha do time da Big Apple. E estou vendo Amar’e jogar: uma vergonha. Ele chega a ser mais “soft” do que Carlos Boozer.

E ninguém fala mal do cara! Será que ninguém vê? Por que esse protecionismo a ele e a perseguição a Chris Bosh?

Falo de Bosh porque não preciso falar de Dwyane Wade e LeBron James. Eu estou procurando palavras adequadas para falar de D-Wade. Ele é preciso, low profile, dedicado e centrado. E não é egoísta. Será que estas são palavras que podem defini-lo bem? Acho que não. Às vezes, acho que seu jogo é inefável.

Por falar em egoísmo, o que dizer do comportamento de LBJ? Quando ele embarcou de Cleveland para Miami, pouco antes de entrar no avião, pegou o ego e jogou-o na lata de lixo mais próxima da sala de embarque. Não se incomoda em ser menos do que ninguém. Está maduro porque sabe que o mais importante é o que ele acha de seu jogo; o mais importante é o que o time acha de seu jogo; o mais importante é finalmente ganhar um anel.

Três Magníficos que enquadraram o New York. Três magníficos que fazem do Miami o grande time da NBA na atualidade. Três Magníficos que fazem do Miami o líder do campeonato.

E diante de um esquadrão como este, Jeremy Lin sucumbiu ontem à noite. Lin saiu indignado de quadra. Não cumprimentou ninguém. Saiu empertigado, pisando duro. Sentiu o jogo e a derrota. Errou ao não cumprimentar os adversários, mas mostrou que tem vergonha na cara.

Com certeza envergonhou-se de seu jogo, especialmente de seu desempenho ofensivo: oito pontos, frutos de um aproveitamento miserável de 1-11 (9%).

Lin não deve se deprimir. Afinal de contas, como vimos, enfrentou simplesmente o melhor time da NBA, que tem igualmente a melhor defesa da NBA. E ele é um “rookie”.

SEGUNDO

O campeonato ainda não acabou. Nos playoffs é que se separam os homens dos meninos, como dizia Michael Jordan. Mas no momento o Oklahoma City é o segundo melhor time da NBA.

Comprovou isso, uma vez mais, ao vencer o Lakers em sua Chesapeake Energy Arena por 100-85. Não deixou o Lakers tomar gosto pelo jogo. Quando isso ameaçava acontecer, lá vinham Kevin Durant, Russell Westbrook e/ou James Harden.

Durant fez 33 pontos; Westbrook, 19; Harden 16. Harden, aliás, tem tudo para ser eleito o melhor sexto homem desta temporada. Continua, é bom dizer, com o bom desempenho de outras campanhas. Mas, desta vez, acho que o galardão não lhe escapa.

Durant, Westbrook e Harden. Isso sem falar de Serge Ibaka: 11 pontos, 13 rebotes e três tocos. Baita defensor, daqueles que atemorizam o adversário a ponto e não deixá-lo dormir tranquilamente a noite que antecede a partida.

O OKC lembra muito o San Antonio no que diz respeito a holofotes da mídia. Quieto, vem abrindo caminho. Os adversários que abram o olho.

QUEDA-DE-BRAÇO

Miami e OKC ainda não se enfrentaram na temporada. Farão dois embates. O primeiro está marcado para o dia 25 de março próximo, um domingo, em Oklahoma City. O Thunder retribui a visita em 4 de abril, uma quarta-feira.

Para muitos, aperitivos do que será a final desta temporada.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 NBA | 17:45

LEBRON JAMES, UM JOGO OU UM CONTO?

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Ontem à noite eu assistia ao jogo entre Miami e San Antonio. O time do Texas dava um passeio pra cima da rapaziada bronzeada, que mais uma vez não mostrava seu valor.

Dezessete foram os pontos que chegaram a separar um time do outro no primeiro tempo. De fato, um passeio dos texanos. E o Miami jogava sem Dwyane Wade, sua maior estrela; ou seja, a chance de recuperação diminuía.

LeBron James, tido pela mídia norte-americana como o melhor jogador de basquete da atualidade (eu não concordo, acho Kobe Bryant o maior de todos no momento), fazia água em quadra; nada dava certo.

Errava até bandejinha (foto AP), lembrando os jogos de categorias mini e mirim que a gente que tem filho que jogou basquete cansou de assistir. Os lances livres também não caíam. Enfim, LBJ entortou o aro no primeiro tempo. Um horror.

O primeiro tempo, diga-se, terminou 63-49, três pontos a menos em relação à maior vantagem que o SAS conseguiu na etapa inicial.

Neste primeiro tempo, LBJ fez 5-11 nos arremessos, 5-9 nos lances livres e cometeu dois erros. Seu primeiro quarto foi péssimo: 1-5 nos arremessos e 4-8 nos lances livres.

Mas aí veio o segundo tempo. Second half, diferent half, diferent story. Assim os americanos falaram sobre LeBron James e o Miami Heat.

No terceiro quarto, o quarto que mudou a cara do jogo (o Heat fez 39-12), LBJ esteve simplesmente supimpa. Nele fez todos os seus 17 pontos do período final, tendo acertado 7-9 nos arremessos, sendo que foram 3-4 nas bolas de três.

Ao final do terceiro período o Miami vencia por 88-75, 13 pontos de vantagem.

Agora eu adiciono à nossa história outro personagem, pois ele foi muito importante também para que o Miami fizesse a reviravolta no marcador e possibilitasse ao técnico Erik Spoelstra deixar LBJ praticamente todo o último quarto no banco (jogou apenas três minutos). Falo de Mike Miller.

Miller debutou na temporada exatamente no jogo de ontem. Fez 18 pontos, todos frutos de seus arremessos triplos. E o mais incrível é que o estreante anotou 6-6 nesses arremessos longos. Esteve soberbo.

E para aqueles que não vêm graça e nem importância no jogo de Chris Bosh, eu agora vou somá-lo ao relato também. CB1 anotou 30 pontos, muitos deles nas barbas de Tim Duncan, um dos maiores jogadores da posição desde sempre.

No primeiro tempo, quando o jogo de LBJ não fluía, CB1 anotou 18 pontos e deixou um fiapo de esperança de reviravolta na etapa final, o que acabou ocorrendo.

REFLEXÃO

Faço o relato do jogo no final da tarde desta quarta-feira, quase um dia depois, pois quero dizer o seguinte: se LBJ jogar a partir de agora o que ele jogou no terceiro quarto, assumindo o controle do jogo, jamais se omitindo, quando anotou 17 dos 39 pontos do Miami no período, os adversários que se cuidem.

E eu, que ontem à noite assistia ao jogo entre Miami e San Antonio e fui abrir uma nova latinha de cerveja ao final do primeiro tempo, certo de que o Chicago poderia vencer perfeitamente o Miami numa possível final de conferência, fui dormir achando que isso vai ser mesmo muito difícil de acontecer.

A menos que o terceiro quarto de LeBron James tenha sido apenas um conto.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 25 de dezembro de 2011 NBA | 20:39

SE O MIAMI TIVESSE A GANA DO BARCELONA TERIA TRITURADO O DALLAS

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O jogo valeu pelo primeiro tempo. No segundo, o Miami fez o que time de futebol do Brasil gosta de fazer e a partida perdeu todo o interesse. Se tivesse se comportado como o Barcelona, teria enfiado 50 pontos de diferença no Dallas e feito desta partida uma das mais impressionantes da história da NBA num duelo envolvendo os dois últimos finalistas.

Na verdade, o Miami levou a sério a partida até a metade do terceiro quarto, quando abriu 35 pontos. Depois, como disse, resolveu se poupar para o restante do campeonato, como times de futebol costumam fazer no Brasil.

A diferença de 35 poderia ter pulado para 50, como disse, se Pep Guardiola e não Erik Spoelstra fosse o técnico do Heat. Como Spo é o treinador, não há no time do sul da Flórida a gana do Barcelona;

Por isso, a partida terminou com um placar de 105-94 para o Miami. Quem não viu a peleja e olha apenas para o placar final, vai achar que foi um jogo disputado — e não foi.

Foi, isto sim, um saco de se acompanhar até o seu final e que serviu apenas para atrasar a partida entre Lakers e Chicago.

Duas observações:

1) LeBron James (foto) poderia ter terminado a partida com um “triple-double” se o Miami tivesse a gana do Barcelona. Encerrou o cotejo com 37 pontos, 10 rebotes e seis assistências;

2) Magic Johnson, no intervalo da contenda, declarou: “Com uma defesa dessas, dois caras como LeBron James e Dwayne Wade e se jogar sempre como jogou este primeiro tempo, o Miami será o campeão desta temporada”.

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  2. DALLAS: UMA VITÓRIA PARA NOCAUTEAR O ADVERSÁRIO
  3. DALLAS, NADA A TEMER
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

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