03/11/2009 - 12:38

Iverson em ação pelo time de Memphis
Mais uma rodada sem molho. A NBA deveria prestar mais atenção na elaboração da tabela. Não tem cabimento um sábado e uma segunda-feira (ou seja, dois em três dias seguidos) serem permeados por partidas desinteressantes.
Charlotte x New Jersey: que atrativo(s) tem esse confronto? Comecei a ver o cotejo; mudei rapidamente. Por curiosidade – e dever profissional – busquei o resultado final: vitória dos anfitriões por 79-68.
Importante: o New Jersey está invicto nesta temporada; não ganhou de ninguém até agora.
Escanteei Nets e Cats e passei a ver New York x New Orleans. O Hornets não é nem de longe aquele esquadrão de há duas temporadas.
Dá pena ver Chris Paul jogando neste time. Esperava mais do New Orleans com Emeka Okafor, mas nada mudou em relação ao time que tinha Tyson Chandler.
Sei não, acho até que piorou. Chandler, embora tecnicamente inferior a Okafor, tem garra e não apatia, característica do ex-pivô do Charlotte.
O final foi um tanto emocionante, disputado. Paul, quase que sozinho, fez uma reviravolta na partida e levou o Hornets ao triunfo. Mas não deu: vitória do Knicks por 117-111.
Utah x Houston foi o embate mais atraente da rodada. E com final surpreendente: do jeito que o Jazz vem jogando, acho que vou quebrar a cara, pois o time não chega nos playoffs de jeito nenhum.
O Rockets calou a EnergySolutions Arena com suas bolas de três: 10-19. Em contrapartida, os caseiros estiveram com a mão deformada: 3-11.
Isso realmente fez a diferença.
O “rookie” Chase Budinger veio do banco, jogou 22 minutos e anotou 17 pontos. Foi sua melhor performance como profissional com a camisa texana.
Se mantiver este desempenho, pode ser ótima alternativa para Rick Adelman neste período sem Tracy McGrady. Segundo os doutores do Houston, T-Mac deve retornar no final de dezembro.
Tomara que sim, pois é muito legal vê-lo em quadra; é quase a excelência do jogo. Pena que ele não consiga contagiar seus companheiros.
Clippers x Minnesota confesso que eu nem vi. Nem mesmo a curiosidade em assistir Jonny Flynn me fez sintonizar este confronto.
Bem, fui informado e informo vocês (se é que vocês ainda não sabem) que o primo pobre de Los Angeles conseguiu sua primeira vitória no campeonato: 93-90.
Chris Kaman, 25 pontos e 11 rebotes, levou o moto-rádio pra casa. Destaque também para os 15 rebotes de Marcus Camby.
Finalmente, Sacramento x Memphis. Vi a contenda para ver Allen Iverson pela primeira vez com a camisa do Grizzlies.
AI saiu do banco, jogou apenas 18 minutos. Tem que ser assim mesmo, devagarzinho, respeitando o peso da idade e as dores pelo corpo cansado de tanta labuta.
Seus números: 11 pontos em 18 minutos; 5-9 nos tiros de quadra e nenhum lance livre batido – o que mostra bem como ele foi econômico; uma assistência, mas zerou nos rebotes, desarmes e tocos; cometeu dois erros e fez duas faltas.
Iverson disse não ter tido qualquer problema quanto a contusão; problema foi entender o jogo do técnico Lionel Hollins. “Deem uma olhada nas estatísticas e vejam que eu não fui um sexto homem”, disse o jogador depois da partida.
Calma; o cenário será outro daqui a algumas rodadas. Iverson vai adicionar qualidade ao time do Tennessee.
Mas o destaque do jogo ficou por conta do armador Kevin Martin: 48 pontos!!!
Deveria ter aberto nosso papo com isso, mas confesso que até agora não consigo acreditar que isso aconteceu. É verdade que houve duas prorrogações e que Martin jogou 52 minutos; mesmo assim, é ponto pra dedéu.
O jogo terminou com a vitória do Kings por 127-116. Foi também a primeira do time californiano na competição.
FINALMENTE
Até que enfim uma rodada imperdível. Vejam os jogos desta noite: Cleveland x Washington; Indiana x Denver; Philadelphia x Boston; Detroit x Orlando; Miami x Phoenix; Chicago x Milwaukee; Oklahoma City x Lakers; Dallas x Utah; Portland x Atlanta.
Pergunto: a NBA não poderia ter separado dois desses jogos e tê-los colocado na rodada de ontem?
Como disse, a NBA deveria ter prestado mais atenção na elaboração da tabela.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Allen Iverson, Chase Budinger, Chris Paul, Emeka Okafor, Kevin Martin, NBA, Tracy McGrady, Tyson Chandler
12/12/2008 - 13:23
O Portland ainda não está pronto. Basta ver seu retrospecto nos últimos quatro jogos: perdeu três deles. Venceu apenas o Toronto, no Canadá, por 98-97.
Ontem, foi derrotado pelo Utah, em Salt Lake City, por 97-88. Anteriormente, havia sido suplantado pelo Celtics, em Boston. E perdeu também para o Orlando, em seu Rose Garden, no único revés até o momento no Oregon.
Jogos difíceis, eu sei. Mas isso mostra que o time ainda não está no ponto.
Precisa amadurecer um pouco mais para ganhar essas partidas. São elas que mostram onde o time está e até onde pode chegar.
Talvez na segunda metade da competição, após o “All-Star Weekend”, o Blazers dê uma arrancada semelhante à que o New Orleans deu na temporada anterior.
Pode ser, por que não?
Afinal, o New Orleans, até chegar o segundo turno do campeonato, era um time até menos badalado do que este Portland. E vejam aonde ele chegou: à semifinal da Conferência Oeste.
O Portland tem jogadores mais do que confiáveis. O time pode crescer perfeitamente.
O que dizer dos 33 pontos marcados por Brandon Roy (foto AP) na derrota de ontem? Ele que já havia anotado 31 no revés diante do Orlando.
Ou então dos 22 pontos feitos por LaMarcus Aldridge?
O time é muito bom, todos nós sabemos. O pivô Greg Oden é cotado para ser o “Rookie of the Year”; o veterano armador Steve Blake é daqueles jogadores rápidos e inteligentes, capazes de uma jogada imprevisível no momento crucial da partida; e o espanhol Rudy Fernandez, que debuta na NBA, tem derrubado algumas bolas importantes em momentos não menos, mostrando uma frieza de impressionar.
Mas o Portland tem oscilado em momentos importantes. Ontem, não cobrou nem um lance livre sequer no primeiro quarto da partida. Era clara a falta de agressividade dos jogadores em quadra.
Passou quase quatro minutos no último quarto sem pontuar. E num jogo tão parelho quanto este diante do Utah, isso teve um preço muito elevado: a derrota.
O Blazers é o sexto colocado no Oeste com uma campanha de 15 vitórias e nove derrotas (62.5%). Já foi o segundo. Sobe e desce na tabela como em quadra nos jogos contra adversários chaves.
Por isso eu digo uma vez mais: o Portland ainda não está pronto – embora agrade tremendamente.
BEM VERDE
Se o Portland ainda não amadureceu, o que dizer do Charlotte? Menos ainda.
Pior: nem vai amadurecer nesta temporada; talvez na próxima, para sermos otimistas.
O fato é que ontem, na derrota para o Dallas por 95-90 (foto AP), o time de Michael Jordan quase venceu. Teria sido o primeiro triunfo diante da franquia texana em toda a história do confronto entre elas. Agora o placar marca 10-0 para o Mavs.
Mas quase o Bobcats ganhou; quase. Esse é o problema das equipes que ainda não estão no ponto.
Mas o Dallas teve de suar dobrado para vencer a partida, é bom que se registre. Aliás, só conseguiu o triunfo nos segundos finais, mais precisamente a 28 de zerar o cronômetro, quando Dirk Nowitzki acertou uma bola de três e abriu uma vantagem de quatro pontos: 93-89.
O Dallas venceu, mas o Charlotte é quem merecia. Jogou melhor e numa tonalidade muito mais intensa. Perdeu seguramente porque sentiu o peso da pressão da torcida nos momentos finais, pois ainda é um time em formação.
Mas quando a bola estava nas mãos dos jogadores do Charlotte a gente sabia que algo diferente e belo poderia acontecer. Emeka Okafor cravou bolas sensacionais pra cima dos grandalhões do Dallas; D.J. Augustin fez infiltrações que lembraram Isiah Thomas; Raymond Felton mostrou uma precisão de um John Stockton.
Deu gosto de ver.
Em contrapartida, quando a bola estava com o Dallas, não esperava-se muita coisa. O time está muito engessado a Nowitzki. De suas mãos só saem arremessos de dois e principalmente de três.
Não há muita beleza nisso. O basquete não se resume a isso.
Aliás, é exatamente por isso que nossos campeonatos são feios. Excesso de arremessos longos, alguns curtos e nenhuma jogada de efeito, como Augustin e Okafor cansaram de fazer ontem diante do Dallas.
Mas perderam.
DÚVIDA CRUEL
O que você escolhe: jogar bonito e perder ou jogar feio e ganhar?
Depende; falo por mim. Quando estou na torcida, vibrando e gritando, quero ganhar, nem que o meu time exiba o jogo mais feio de que se tem notícia. Mas quando apenas aprecio, quero ver a beleza do jogo.
Ontem, no embate entre Dallas e Charlotte, deliciava-me com o jogo. Por isso, quando fui dormir, sonhei a noite inteira com as jogadas de Okafor, Augustin e Felton. No mesmo devaneio, quando a bola caía nas mãos de Nowitzki eu quase caía da cama.
Pesadelo puro.
NÃO TEM PRA NINGUÉM
O que falar mais do Boston?
Nova marca foi estabelecida ontem na vitória diante do Washington (122-88) na capital federal: o recorde de 21 triunfos e apenas dois revezes representam o melhor início de uma temporada em toda a história da franquia.
Além disso, o time chegou à sua 13ª. vitória consecutivas e está a uma para igualar a maior seqüência invicta de sua história, que foi estabelecida na temporada 1985/86.
É o líder em toda a competição e o mais forte candidato ao título desta temporada.
Mais uma vez.
TRIÂNGULO
Paul Pierce marcou 22 pontos; Ray Allen também.
Mas foi Kevin Garnett (foto Reuters) quem magnetizou os holofotes do Verizon Center. Terminou a partida com 11 pontos, 12 rebotes (três de ataque) e deu ainda sete assistências. Isso tudo em apenas 26:56 minutos.
Ficasse mais dez minutos em quadra e teria atingido um “triple-double”. Mas, sabiamente, o técnico Doc Rivers deixou-o descansando no quarto final.
Não havia a menor necessidade de se desgastar um de seus principais jogadores. Nos jogos seguintes, Allen e Pierce vão trabalhar meio período.
Tem sido assim nesta temporada. Rivers sabe que vai precisar de seu triângulo intacto na reta final do campeonato, especialmente quando os playoffs chegarem.
RODADA
Onze jogos movimentam a rodada desta noite da NBA.
Às 22h30 de Brasília, três partidas: Cleveland x Philadelphia (chance de ver Anderson Varejão em quadra), Miami x Atlanta e New Jersey x Toronto.
Às 23h, quatro confrontos: Minnesota x San Antonio, Detroit x Indiana, Memphis x Chicago e o melhor jogo da noite, Boston x New Orleans, ao vivo para o Brasil pela ESPN.
À meia-noite tem Phoenix de Leandrinho x Orlando de Dwight Howard – outro grande jogo.
Quando o relógio marcar 1h, Portland e Clippers estarão se enfrentando.
Meia hora depois, os dois últimos combates da noite: Golden State x Houston e Lakers x Sacramento.
TORCIDA
Apenas mais um voto chegou: e novamente para o Milwaukee.
Como disse anteriormente, hoje encerra-se a nossa votação. Atingimos a marca de 154 votos. Confesso que não esperava por tantos torcedores assim.
Quero agradecer a participação de todos vocês. E principalmente ao Lucas Scussel que teve a brilhante idéia de se fazer esta eleição.
O quadro definitivo é este:
1) Lakers – 23.3%
2) Chicago – 14.3%
3) Boston – 8.4%
4) Detroit – 8.4%
5) New York – 6.5%
6) Milwaukee – 6.5%
7) Phoenix – 5.2%
8) San Antonio – 4.5%
9) Cleveland – 2.6%
10) Utah – 2.6%
11) Denver – 1.9%
12) Houston – 1.9%
13) Indiana – 1.9%
14) Miami – 1.9%
15) Portland – 1.9%
16) Dallas – 1.3%
17) Orlando – 1.3%
18) Philadelphia – 1.3%
19) Toronto – 1.3%
20) Golden State – 0.6%
21) Minnesota – 0.6%
22) New Jersey – 0.6%
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: All-Star Weekend, Anderson Varejão, Brandon Roy, Charlotte, Cleveland, D.J. Augustin, Emeka Okafor, Greg Oden, LaMarcus Aldridge, leandrinho, Phoenix, Portland, Raymond Felton, Steve Blake, Utah
09/12/2008 - 14:46
Dwyane Wade. Ele de novo.
O moleque está jogando muito. Seus 41 pontos de ontem diante do Charlotte são prova cabal disso. O camisa 3 do Miami trucidou o Bobcats na vitória por 100-96 – e com requintes de crueldade.
Roteiro perfeito para Guy de Maupassant não botar defeito. Morte lenta de um adversário que alimentou esperanças de vida até o momento derradeiro.
Mas não deu.
VOANDO
D Wade está jogando num nível muito acima de vários jogadores mimados. Carmelo Anthony, por exemplo.
Não há como compará-los.
A enterrada que ele deu em cima de Emeka Okafor a quatro minutos do final da partida foi sensacional (foto AFP). Valeu o ingresso – especialmente os mais caros.
Okafor tem 2m08 de altura; Wade, 1m93. O armador do Heat simplesmente voou pra cima do pivô do Cats.
O aro tem 3m05 de altura. Se você não viu o lance ainda, dê uma olhada no site da NBA. O braço de Wade passa em uns 30 cm a altura do aro.
Não dava mesmo para Emeka fazer nada. A não ser o que fez: nada.
A enterrada foi apelidada de “tomahawk dunk”. Bem sacado.
Com ela, o Miami empatou o jogo em 86 pontos e fez uma corrida de 14-10 para ganhar a partida.
Ontem ele foi eleito pela NBA o “Player of the Week”. A continuar assim, bisa na semana que vem.
EMPATE
Com os 41 pontos feitos ontem à noite, Dwyane Wade se iguala a LeBron James. Assim como o ala do Cleveland, D Wade chegou ao seu terceiro jogo nesta temporada alcançando 40 pontos ou mais.
Chris Bosh, do Toronto, atingiu o feito em duas ocasiões.
Dos 41 pontos, dez foram anotados no último quarto, quando Wade ajudou o time a descontar um déficit de sete pontos – tentos que deram esperança de vitória para o Charlotte.
NÃO DIGA!
Ao final da partida, Jason Richardson afirmou: “Ele [Wade] tomou conta da partida”.
Não precisava estar em quadra para perceber isso. Nem sem um expert no assunto. Todos os 15.024 torcedores que estiveram na AmericanAirlines Arena viram isso.
NÚMEROS – 1
O desempenho de Dwyane Wade em 38:37 minutos de jogo foi o seguinte:
Bolas de dois = 10-18 (55.5%)
Bolas de três = 2-4 (50.0%)
Lances livres = 15-19 (78.9%)
Oito rebotes, sendo dois deles no ataque, e três assistências. Cometeu cinco erros – muito equívoco. Mas também pudera, quem toma o controle do jogo como ele tomou, fica muito tempo com a bola nas mãos.
E erra mesmo, pois Dwyane Wade não é Michael Jordan.
NÚMEROS – 2
Dwyane Wade é o cestinha da atual temporada da NBA com média de 29.5 pontos por embate disputado. Seu aproveitamento é de 49.9%.
LeBron James vem logo atrás com 26.5 de média e aproveitamento de 48.5%. Poderia ser o cestinha da competição se ficasse mais tempo em quadra, alguém pode argumentar – eu entre os questionadores.
Mas olhando o tempo de um e de outro, a diferença é ínfima. D Wade joga em média 37:20 minutos por jogo, enquanto que King James fica em quadra exatos 35 minutos.
Daria para tirar a diferença?
CAMPANHA
Com a vitória de ontem, o Miami chegou ao seu quarto triunfo consecutivo. Dos dez últimos, venceu seis.
Ocupa a sétima posição no Leste com uma campanha de 12 vitórias e nove derrotas (57.1%).
Doze vitórias – e pensar que na temporada passada o Heat venceu 15 jogos em todo o campeonato.
AUSÊNCIA
O Charlotte jogou ontem sem Gerald Wallace. O talentoso ala do Cats ficou de fora porque acompanhou o enterro da avó, em Childersburg (Alabama).
Sobrou tudo nas mãos de Jason Richardson, que marcou 24 pontos. Mas negou fogo nos lances livres finais.
Faltavam 32 segundos para acabar o jogo e Richardson foi à linha fatal. O Cats perdia por dois pontos apenas: 93-91.
Errou os dois. Isso foi determinante para o resultado final da partida.
Não é a primeira vez que isso acontece. Na pressão, Richardson, ao invés de pensar na tabelinha no fundo do quintal da casa, deixa-se levar pela aporrinhação da torcida adversária.
Pior: dentro de casa também tem errado nessas horas.
Nesses momentos é que Wallace faz falta. Ele é peitudo e não se abate em situação de pressão.
Ao contrário, gosta delas.
PAPO
Jason Richardson bem que poderia trocar um dedinho de prosa com Michael Jordan. O deus do basquete é um dos donos do Cats e está sempre por perto.
Nos jogos e nos treinos.
MJ nunca negou fogo nesses momentos.
Por isso é o deus supremo das quadras de basquete. Ou melhor, também por isso.
FAMOSO QUEM?
Você sabe quem é Andris Biedrins? Responda rápido; isso, rápido.
Não sabe, não é mesmo?
Biedrins (foto AP) é um letão de 2m11 de altura que joga com a camisa 15 do Golden State. Está em sua quinta temporada na NBA.
Brilha ao ser o vice-líder entre os reboteiros desta temporada com uma média de 12.3 por partida. Fica atrás apenas de Dwight Howard, o Super-Homem do Orlando, que tem 14.8
Ontem, na vitória de 112-102 do Golden State sobre o Oklahoma City, Biedrins pegou 21 rebotes, seis deles no ataque. Marcou ainda 17 pontos.
Foi seu 13º. “double-double” da temporada.
Ajudou – e muito – no triunfo, o sexto da temporada. Muito pouco, todavia, para colocar o time da Bay Area no G-8.
O LADO DA MANTEIGA
Kevin Durant fez 41 pontos. Mas deixou a quadra cabisbaixo. Seu Thunder perdeu pela 20ª. vez na competição.
É a franquia com pior aproveitamento entre as 30 que participam da competição, com apenas duas vitórias em 22 compromissos. Aproveitamento de 9.1%.
De dar dó.
TORCIDA
Chegaram mais oito votos. Atingimos a marca de 139 votantes. O Milwaukee, para minha surpresa, tem muitos adeptos aqui no Brasil. Ontem chegaram dois votos.
O novo quadro é este:
1) Lakers – 25.1%
2) Chicago – 14.3%
3) Detroit – 7.9%
4) Boston – 7.1%
5) New York – 7.1%
6) Phoenix – 5.7%
7) Milwaukee – 5.0%
8) San Antonio – 4.3%
9) Cleveland – 2.8%
10) Denver – 2.1%
11) Houston – 2.1%
12) Indiana – 2.1%
13) Utah – 2.1%
14) Dallas – 1.4%
15) Miami – 1.4%
16) Portland – 0.7%
17) Toronto – 1.4%
18) Golden State – 0.7%
19) Minnesota – 0.7%
20) New Jersey – 0.7%
21) Orlando – 0.7%
22) Philadelphia – 0.7%
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Andris Biedrins, Charlotte, Dwight Howard, Dwyane Wade, Emeka Okafor, Golden State, Heat, Miami, Michael Jordan, NBA
12/11/2008 - 13:57
O Lakers aparecer com a melhor campanha da NBA – não importa o momento ou o campeonato –, não surpreende ninguém. O time tem história e camisa. E contou sempre com os melhores jogadores em toda a história da liga norte-americana. É o que acontece nesse início de torneio, quando a equipe amarelinha da terra do cinema tem um recorde de seis vitórias e nenhuma derrota.
Agora, o que surpreende é o Atlanta também aparecer com a mesma campanha do Lakers nesta temporada. O Hawks não tem muita história e nem contou com tantos bons jogadores em toda a narrativa da NBA.
Os 6-0 nesse início de competição é um feito que o Atlanta não conseguia desde a temporada 1997/98, quando a franquia conseguiu um recorde de 11-0. Impressiona também o fato de que quatro dessas seis vitórias foram obtidas em quadra estrangeira.
E foi o que aconteceu ontem à noite, quando o time da Georgia visitou o Chicago e sapecou 113-108 nos anfitriões. A equipe não tem os holofotes da mídia e nem dos torcedores de uma maneira geral. Responda rápido: quem é o técnico do Atlanta? Quem mesmo? Não se lembra, certo?
Pois é, o Hawks é assim mesmo. Está comendo pelas beiradas; mas não se sabe até onde o time pode chegar. Hoje à noite tem um teste e tanto pela frente: enfrenta o Celtics, em Boston.
Vai precisar contar com todos os jogadores atuando quase que em seu limite máximo; caso contrário, conquistar o sétimo triunfo consecutivo será difícil; ou melhor, quase impossível.
Ontem, diante do Bulls, o Hawks pôde se dar ao luxo de ver Joe Johnson, seu artilheiro no campeonato, acertar só quatro de seus 16 chutes, fazer apenas 17 pontos – oito a menos do que sua média – e mesmo assim vencer a partida.
Tudo porque Al Horford – filho do Tito, que jogou no Sírio, lembram-se? – fez o jogo de sua vida na NBA. Onipresente, foi uma tormenta na vida dos jogadores oponentes. Horford deixou a quadra do United Center com números que impressionaram os 21.738 torcedores: 27 pontos, 17 rebotes (seis no ataque) e seis tocos! Sua melhor performance nesta temporada em todos estes fundamentos.
Com o triunfo, o Atlanta não apenas manteve sua série invicta, mas também acabou com uma incômoda seqüência de sete jogos sem vencer em Chicago. A última vez que isso tinha acontecido foi em abril de 2004, quando Horford (foto AP) estava no último ano do ensino médio na Grand Ledge High School (Michigan).
As conquistas não estão vindo por acaso. Ano passado, mesmo com um recorde negativo (37-45), o Atlanta chegou aos playoffs e vendeu caro a vitória ao Celtics numa série que precisou ser disputada por completo. O triunfo do Boston por 4-3, muitos disseram, aconteceu porque o time de Massachusetts teve a vantagem do mando de quadra. Fosse o contrário, o Atlanta teria avançado para as semifinais da Conferência Leste.
O time está bem equilibrado. Conta com um armador do ramo, Mike Bibby, produto da Universidade do Arizona, cria de Lute Olson, a quem Leandrinho deveria visitar e pedir conselhos, disse-o ontem. Seu artilheiro, JJ, que ontem não foi bem, é um “All-Star”. E no garrafão, uma dupla quente, formada por Horford e Josh Smith, que não tem jogado há duas partidas por ter se contundido diante do Toronto no dia sete passado. Mas um georgiano de Tbilisi de 2m11 de altura, de nome esquisito, Zaza Pachulia, que se não tem números impressionantes (5.5 pontos e 5.7 rebotes e zero toco), tem feito muito bem o trabalho de bloqueio dentro do garrafão para Horford brilhar.
O jogo desta noite no TD Banknorth Garden é imperdível. Os holofotes que estavam direcionados apenas para o Boston terão de ser repartidos. Afinal, os comandados de Mike Woodson – o técnico que a gente não se lembrou do nome de imediato – merecem.
OUTRA MÁQUINA
Na temporada 2001/02 o Lakers começou o campeonato da mesma maneira que agora: sem perder. Naquela ocasião, o recorde inicial foi de 7-0. Resultado daquele bom princípio: ganhou o campeonato. Último título, aliás, que a franquia conquistou.
Mas ontem não foi fácil vencer a sexta partida consecutiva. O time teve que se desdobrar em quadra e defender muito, especialmente no segundo tempo, pois a defesa, no primeiro, foi uma peneira. Levou 60 pontos de uma equipe que vinha de uma derrota para o Clippers.
Com intensidade defensiva, o Lakers permitiu ao Mavs apenas 39 pontos em todo o tempo derradeiro. O grande destaque do time tem um nome que não soa familiar à maioria: Trevor Ariza. Ele foi o “key factor” para que a equipe do técnico Phil Jackson pudesse reverter um jogo que a muitos parecia perdido.
Ariza – que no “NBA Register” (o livro com o perfil dos jogadores) do ano passado aparecia como “Aziza” – jogou os 12 minutos finais da partida. Neste último quarto, pegou uma bola perdida na ponta-direita do ataque, livrou-se feito uma minhoca de Brandon Bass e Dirk Nowitzki e deu uma enterrada espetacular, colocando o Lakers na frente em 83-81.
Mas seu grande momento foi o toco desconcertante que deu em cima de Jerry Stackhouse quando o placar marcava 99-97 para o Lakers, a 45 segundos do final. Marcou 13 pontos, pegou seis rebotes (a metade no ataque), roubou três bolas e deu o toco mencionado. Tudo em 29 minutos.
O Lakers é assim: quando todos esperam mais um show de Kobe Bryant – como LeBron James tem feito com a camisa 23 do Cleveland –, aparece um sujeito não se sabe de onde e ele rouba a cena.
Coisas de um time campeão, diria o outro. Tem jeito mesmo, eu completo.
NA DESCENDENTE?
O Dallas perdeu quatro de seus últimos cinco jogos. Está com recorde de 0-3 em casa, o que não acontecia desde a temporada 1993/94. Na época, encerrou o campeonato com uma campanha medíocre: 13-69.
A torcida já pega no pé de Dirk Nowitzki, que feito o goleiro Marcos, do Palmeiras, saiu criticando seus companheiros depois da derrota para o Clippers. Ontem marcou apenas 14 pontos, com um aproveitamento amorfo de seus arremessos: 5-17. Pior: no último quarto, errou todos os seus cinco chutes.
Jason Kidd, que fez um “triple-double” ao anotar 16 pontos, 11 rebotes e 10 assistências, também não tem sido poupado.
O técnico Rick Carlisle saiu em defesa dos dois ao final da partida. Disse Rick: “Dirk Nowitzki e Jason Kidd são jogadores especiais e se tornaram grandes porque eles pedem a bola quando o jogo está sendo decidido. Dirk teve algumas oportunidades no final da partida, mas não foi feliz. Mas num todo, ele foi bem”. Foi nada, a gente viu os números.
Mark Cuban, dono da franquia, está sendo acusado de estar com as atenções divididas no momento, pois fala-se que ele está para comprar o time de beisebol do Chicago Cubs. Ele desmente categoricamente.
Mesmo fora de época, Dallas parece estar sendo varrida por um furacão.
BRAZUCAS
Os dois brazucas que entraram em quadra ontem foram bem; especialmente Anderson Varejão. Nenê até que não foi mal, mas produziu menos do que vinha produzindo.
Mas é sempre bom dizer: home sweet home. Ou seja: em casa tudo fica mais fácil, no aconchego do lar, com o calor e o carinho dos torcedores, com tudo familiar.
Talvez isso explique o desempenho melhor de um do que de outro.
Varejão jogou 23 minutos na vitória do Cavs sobre o Milwaukee por 99-93 (19.842 pagantes) e fez seu primeiro “double-double” da temporada, ao anotar 13 pontos e apanhar 10 rebotes (três deles no ataque). Melhor do que isso é ver que nos últimos três jogos Varejão soma 14.7 pontos e 7.3 rebotes de média por embate disputado.
Mas o mais legal é ver a química que existe entre o capixaba e o resto do grupo. Todos gostam dele. LeBron James também? Tenha certeza que sim. King James, aliás, parece ser o melhor amigo de Varejão – e vice-versa.
Trabalhar assim, sendo amado pelo “dono” do time, fica fácil, muito fácil. Mas isso não veio de graça, é importante ressaltar. É fruto do trabalho árduo do brasileiro.
Nenê jogou num ritmo mais lento do que nas últimas partidas. Teve a marcá-lo, é certo, um jogador diferenciado: Emeka Okafor. Foi, talvez por isso, menos eficiente no ataque, tendo terminado o embate com 12 pontos, sete a menos do que sua média nos três jogos anteriores. Nos rebotes, foram oito (um no ataque). Em compensação, deu quatro tocos, sua melhor marca nesta temporada.
De um modo geral, Nenê, que ontem completou 300 jogos na NBA (Leandrinho tem 360 e Varejão 239), foi bem e importante na não menos importante vitória do Denver diante do Charlotte (88-80, 10.753 pagantes), a terceira consecutiva da equipe, que agora tem um aproveitamento de 57.1% de seus jogos (4-3) e a sétima posição na Conferência Oeste.
UNSTOPPABLE
O que dizer de LeBron James (foto AP)? Ele parece incontrolável em quadra. Ontem marcou 41 pontos pela terceira vez nos últimos quatro jogos. É o cestinha da NBA com média de 29.8 pontos por partida.
Disparado, o melhor atacante da competição.
Mas não é só isso. Sua média nos rebotes, 8.4, é de irritar muitos pivôs e as 6.9 assistências por partida inveja muitos armadores.
Faz um início de temporada quase que impecável. O time vem de cinco vitórias consecutivas (duas delas fora de casa) e cresce a cada rodada.
Como crescem as chances de LeBron ser o MVP da temporada, embora seja muito cedo para a gente cravar nisso, reconheço.
ALL-STAR GAME
Começa amanhã a votação para o “All-Star Game” que será jogado em fevereiro do ano que vem em Phoenix. Qualquer um pode votar pela internet, através do site da NBA. A data limite é 19 de janeiro do ano que vem.
Um total de 120 jogadores (60 de cada conferência) foram selecionados para a cédula de votação. Brasileiros? Brasileiro, digo, pois apenas Leandrinho aparece. Uma injustiça com Nenê e Anderson Varejão.
Mas você pode corrigi-la votando em outro jogador que não aparece na cédula. É o que eu vou fazer: no Leste, um de meus pivôs será o Varejão; no Oeste, Nenê. E Leandrinho também receberá o meu voto.
Afinal, é uma festa.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Al Horford, all-star game, Anderson Varejão, Atlanta, Cleveland, Denver, Dirk Nowitzki, Emeka Okafor, Hawks, Jason Kidd, Joe Johnson, Kobe Bryant, Lakers, leandrinho, LeBron James, Mike Bibby, Mike Woodson, NBA, Nenê, Phoenix, Trevor Ariza
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