O final do jogo de ontem em Orlando foi eletrizante. E Michael Beasley quebrou um galhão para Dwyane Wade.
Faltavam oito segundos para o final do encontro. O time praiano tinha revertido um placar desfavorável em 11 pontos; estava pronto para ganhar o jogo.
O telão central da Amway Arena reluzia: Magic 98-97 Heat. Posse de bola para o Miami.
D-Wade assumiu seu papel de herói, pegou a laranjinha e partiu em direção à cesta do arqui-rival. Ao tentar a bandeja, negou fogo.
Foi então que apareceu Beasley. O pivô deu um tapinha na bola e encestou-a, a um segundo do fim. Placar final: Orlando 98-99 Miami.
Com o resultado, o Heat colocou um ponto final numa série invicta de cinco partidas do Orlando.
FOMINHA
Disse ontem aqui nesse botequim que o Orlando joga muito em função de Dwight Howard e que Vince Carter desvia um pouco o foco. Ontem, no último quarto principalmente, aconteceu o contrário.
Carter só tinha olhos para a cesta e seu umbigo. Ignorou os companheiros e comprometeu os planos do técnico Stan Van Gundy em chegar ao sexto triunfo seguido.
Temporada passada, vocês se lembram bem, Howard chutou o pau da barraca porque, no seu entender, não estava sendo tratado como um “franchise player”. Falou em alto e bom som, para que Van Gundy escutasse.
Gostaria de ter estado no vestiário do Orlando depois do jogo de ontem para ver como Howard encarou Carter com a derrota latejando nos ombros de todos.
Se o script de ontem voltar a ser rodado, o Super-Homem vai reclamar. E com razão.
MELO
Dinho Diniz, parceiro velho de guerra deste nosso botequim, ao mostrar sua predileção quanto aos grandes jogadores desta temporada citou Dwyane Wade, LeBron James e Kobe Bryant, discordando de minha opinião de que Carmelo Anthony é candidato ao MVP desta temporada.
E reforçou sua escolha usando o site da NBA, onde apareceu escrito: “Great, greater e greatest”. Referência, na ordem, a D-Wade, LBJ e Kobe.
Não tem jeito: quando as pessoas encarnam em algo, é difícil mudar o foco. Os jornalistas norte-americanos só têm olhos para esse trio.
O que vem de fora soa desafinado.
Negar o momento de Carmelo Anthony (foto AP) é não acompanhar o campeonato.
Ontem, na vitória do Denver sobre o Minnesota, no estado dos lagos, Melo anotou 22 pontos diante do Wolves (124-111). Ficou o último quarto todinho no banco de reservas.
É o único jogador deste campeonato a ter marcado mais de 20 pontos em todos os jogos disputados. Mesmo assim, os holofotes teimam em não incidir sobre ele.
TRIPLE-DOUBLE
Nenê Hilário, assim como Carmelo Anthony, ficou todo o quarto derradeiro no banco de reservas, vendo os menos privilegiados jogarem. Em três deles, o são-carlense anotou 17 pontos, oito rebotes, seis assistências, três tocos e um desarme.
Fico pensando: será que Nenê chegaria ao “triple-double” se tivesse participado do último quarto?
Dois rebotes a mais, com certeza, ele pegaria. E do jeito que estava fácil pontuar, quatro assistências a mais ele faria.
Uma pena.
MEU BRASIL BRASILEIRO
Nenê Hilário, como vimos, brilhou novamente. E como foram nossos dois outros brasucas?
Recorro ao “box score”, pois não vi nem Cleveland e nem Phoenix jogarem. Sei que os dois times venceram.
O Cavs foi ao palácio de Auburn Hills e bateu o Detroit por 98-88. Ótimo resultado, pois, por mais que o Pistons não esteja lá bem das pernas, jogar em Michigan é sempre complicado.
Bom, mas eu falei no Cavs por causa do Anderson Varejão. Nosso capixaba valente anotou… hum… deixe-me ver… quatro pontinhos e fisgou oito rebotes, dois deles no ataque. Deu ainda dois tocos e fez o mesmo número de desarmes.
Analisar apenas pelo “box score” é complicado, mas Varejão precisa pontuar mais. Até porque J.J. Hickson foi mal ontem: sete pontos.
Tanto assim que Varejão ficou em quadra 33 minutos contra 27 do “companheiro” (coloquei entre aspas porque ambos brigam pela vaga).
Vale, claro, mencionar também os números de LeBron James: 34 pontos, oito rebotes e sete assistências.
Já o Phoenix dobrou o Memphis por 126-111. Leandrinho Barbosa (foto AP marcando DeMarre Carroll) foi bem, gostei do que vi: 15 pontos em 25 minutos.
Acertou a quadra de lances livres cobrados, fez 1-3 nas bolas triplas e 4-7 nas duplas. Apanhou também quatro rebotes, deu duas assistências e fez um desarme.
Como disse, foi bem.
Quanto aos demais, Steve Nash cravou 16 assistências. Mas o que chamou mesmo a atenção foram os dez rebotes ofensivos apanhados por Zach Randolph (13 no total), que somados aos 24 pontos anotados fizeram dele um dos destaques da partida.
RODADA
Hoje à noite, apenas dois jogos. O Atlanta recebe o Miami (vale a pena ver o Hawks em quadra, o time está jogando uma bola bem redondinha) e na sequência o Bulls visita o Jazz em Utah.
O Chicago voltou a humilhar seus torcedores. Novo jogo, nova derrota, nova goleada.
A de ontem à noite aconteceu em Portland. O Bulls levou uma tunda de 122-98, 24 pontos de diferença.
Depois de um bom início de campeonato, imaginou-se que quando arrumasse as malas poderia ser um visitante indigesto. Ledo engano.
Pois bem, o time está na estrada. Começou o “tour” no dia 17 passado, quando enfrentou o Sacramento na capital da Califórnia. Venceu por 101-87.
Os torcedores ficaram animados. As previsões se confirmavam. Mas bastaram dois dias para que todos caíssem em depressão.
Na sequência veio o Lakers, em Los Angeles: derrota por 108-93. Só não foi maior porque os amarelinhos tiraram o pé.
Dois dias depois o time desembarcou nas Montanhas Rochosas do Colorado. Voltou a apanhar: 112-93.
Novamente após dois dias, nova sova, agora para o Portland, como disse acima.
Está claro que o time não está preparado; não está pronto. Como sonhar então em receber alguém valoroso ao final desta temporada, quando uma constelação de estrelas estará no mercado, pronta para assinar novos contratos com quem quer que seja?
Fala-se em Chris Bosh, Dwyane Wade e até mesmo em LeBron James. Como seduzir esses jogadores com um time tão incompetente?
Como tenho dito em relação ao New York, LBJ não vai se afundar em outra franquia sem perspectiva de ganhar títulos. O mesmo vale para D-Wade.
Até porque em Cleveland e Miami ambos podem assinar um contrato que não será possível em qualquer outra cidade. As leis da NBA determinam isso, garantindo ao time que recruta a possibilidade de manter seu jogador.
King James já disse que o dinheiro não é o mais importante — e eu acredito. Se for para sair de Ohio, que seja para um time que vai garantir-lhe a possibilidade real de ganhar um anel.
Em Nova York isso é impossível; em Chicago também.
Há algumas semanas, comentei neste botequim que o Bulls era um time pronto para receber uma estrela. Enganei-me, já disse.
O Chicago tem que melhorar muito para que isso seja realmente uma realidade. De quatro jogos “on the road”, ganhar apenas do frágil Sacramento é indicativo de que há muita estrada para ser percorrida.
Tudo bem que dobrar o Lakers na terra do cinema é complicado, mas não impossível. Dallas e Houston já fizeram isso.
Ganhar do Nuggets, em Denver, também não é nada de outro mundo, embora o time esteja invicto em seu Pepsi Center neste campeonato.
Vencer o Portland, no Oregon, é legítima aspiração. Atlanta e Denver já saíram do Rose Garden celebrando triunfos.
Na quinta o time jogará em Salt Lake City diante do Utah. Utah que começou claudicante, perdendo em casa até mesmo para o Sacramento.
Mas firmou a passada. Dos últimos cinco jogos, venceu quatro; vem de uma sequência de três vitórias.
O que esperar deste jogo? Pelo que tenho visto, nova derrota — e por goleada.
Encerra seu “tour” jogando em Wisconsin, diante do Milwaukee. Milwaukee que em casa tem um recorde de 6-1. Milwaukee que ontem contou com o retorno de Michael Redd. Milwaukee do novato Brandon Jennings, a sensação da NBA neste momento.
O que esperar deste jogo? Pelo que tenho visto, nova derrota — e por goleada.
O Bulls tem um retrospecto de 6-7 nesta temporada. Posiciona-se na sétima colocação na Conferência do Leste.
Pouco para quem conta com o “Rookie do the Year” da temporada passada (Derrick Rose). Pouco para quem conta com um jogador que pode ser eleito o “Most Improved Player” desta temporada (Joakim Noah). Pouco para quem tem jogadores com bom potencial, como Luol Deng, John Salmons, Kirk Hinrich e Taj Gibson.
Qual o problema, então, do Bulls?
Já castiguei Vinnie Del Negro neste botequim. Tenho dúvidas no momento se ele é de fato o problema do time.
Falta um líder em quadra para fazer essa molecada crescer, pois não há ninguém no “roster” do Bulls com personalidade forte, pronto para conduzir o time em quadra.
LeBron? Wade? Pode ser; mas eles topariam correr esse risco?
Pode ser; mas duvido muito.
RODADA
O San Antonio somou sua segunda vitória consecutiva ao bater, em casa, o Bucks por 112-98. Vinha de um par de jogos em que foi derrotado (Dallas e Utah).
Está agora na nona posição no Oeste, com um recorde de 6-6. O pior início de campeonato desde que Tim Duncan desembarcou no Texas.
Matt Bonner veio do banco, encestou seis de suas oito bolas de três e terminou o jogo com 23 pontos.
Com um desempenho desses, vindo de quem pouco se espera, era mesmo impossível o Spurs voltar a perder.
Os outros dois jogos da rodada vale apenas o registro: Memphis 116-105 Sacramento e Clippers 91-87 Minnesota.
A rodada de ontem foi repleta de jogos interessantes, disputados, jogadores se destacando e time fincando o pé dentre os melhores da temporada, muito embora eu sei que muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte, já diz o velho ditado.
Em Miami, começando nossa conversa, o Oklahoma City enfiou no bolso Dwyane Wade (22 pontos, 6-19) e companhia e venceu a partida facilmente: 100-87. Quem foi o destaque do Thunder?
Ora, precisa perguntar? Ele, Kevin Durant: 32 pontos (11-23 nos arremessos, 9-9 nos lances livres), nove rebotes e cinco assistências.
Tem a batuta do time nas mãos. É o maestro que rege uma orquestra muitíssimo bem afinada.
Gravitam ao redor de Durant jogadores de muito bom calibre, especialmente o armador Russell Westbrook (27 pontos e sete assistências). Westbrook tem o controle do jogo o tempo todo; ainda carece de mais experiência, mas dá mostras de que será um jogador impactante em pouquíssimo espaço de tempo.
Outro armador que tem os holofotes da mídia é Derrick Rose. Mas o jogador do Chicago tem-se mostrado um trapalhão em quadra nos últimos combates do time da cidade dos ventos.
O Bulls ganha solidez quando D-Rose dá seu lugar a Kirk Hinrich. E isso ocorreu novamente ontem em Sacramento.
O Chicago fez uma corrida de 34-24 no segundo quarto (com Kirk organizando o time) e ali venceu a partida diante do Kings por 101-87.
D-Rose é bom defensor, na linha do lance livre não costuma desperdiçar arremesso, mas precisa urgentemente treinar mais arremessos. Ontem, fez 2-12 e terminou a partida com dez pontos (seis deles na linha do lance livre).
O destaque do Bulls ficou por conta de Janero Pargo e seus 12 pontos, nove exatamente no segundo quarto, quando, como disse, o Bulls venceu a partida.
A decepção ficou por conta do jogo miúdo do armador Tyreke Evans. Pontuou bastante (20 tentos), mas não conseguiu em momento algum ter o controle do time e do jogo e fazer do Sacramento o manda-chuva em quadra.
Precisa melhorar.
Quem não precisa melhorar é Kobe Bryant. Sim, pois já melhorou ontem.
Depois de partidas apagadas diante do Denver e Houston, o carbono de Michael Jordan anotou 40 pontos frente ao Detroit e comandou o Lakers na vitória por 106-93.
Foi a 100ª. vez que Kobe anotou 40 tentos em sua carreira. Jogou muito.
Aliás, depois da partida, perguntado a razão pela qual o time voltou a vencer e evitou a terceira derrota consecutiva, Lamar Odom, cercado de jornalistas, fez um movimento com a cabeça, projetando o queijo para frente em direção ao companheiro e disse: “Kobe Bryant”.
Pra quem gosta de estatística, o jogador que mais vezes chegou às quatro dezenas de pontos foi Wilt Chamberlain: 271. Depois aparece Michael Jordan, 173. Na sequência, Black Mamba.
Andrew Bynum voltou a jogar bem. Anotou ontem 17 pontos e pegou 12 rebotes, cravando seu oitavo “double-double” nas últimas nove partidas.
Quem também marcou um duplo-duplo foi Nenê Hilário. O são-carlense deixou 20 pontos nas redes do Toronto; confiscou também dez rebotes.
Foi seu terceiro “double-double” na temporada.
Mas o destaque da vitória do Denver sobre o Raptors (130-112) foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets, mesmo sofrendo de enxaqueca, foi doloroso aos canadenses: marcou 32 pontos na meia hora em que ficou em quadra.
Encontrou eco em J.R. Smith, que fez 29.
Quer dizer: com Melo, Smith e Nenê marcando juntos 81 pontos, realmente fica difícil perder.
Se Nenê foi bem, novamente Leandrinho Barbosa foi um fiasco. Jogou apenas 16 minutos, tempo suficiente para fazer um monte de bobagens.
Errou seis de suas dez tentativas de arremessos. Tentou encestar apenas uma bola de três (seu carro-chefe, certo?) e só visitou a linha do lance livre uma três vezes (errou duas).
Terminou o jogo com nove pontos, mas não é nem de longe aquele jogador importante para a franquia, que chegou inclusive a ser eleito o melhor reserva da NBA.
O Phoenix ganhou mais uma (111-105 no Houston, fora de casa), mas o paulistano saiu novamente derrotado de quadra, ao contrário de Steve Nash, que se marcou só 12 pontos, deixou 16 assistências registradas na estatística do jogo.
Nash e Leandrinho surpreendem; o canadense positivamente (eu não esperava tanto dele nessa temporada), o brasuca negativamente (eu não esperava tão pouco dele nessa temporada).
E o outro brasuca da NBA, Anderson Varejão, não entrou em quadra. Contundido, viu das poltronas da Q Arena a vitória do Cleveland sobre o Golden State por 114-108.
LeBron James: 31 pontos, 12 assistências e cinco rebotes. Dentro de seu padrão habitual.
Foi uma lavada! Os 19 pontos de diferença a favor do Lakers (121-102) ao final da partida contra o Phoenix foram pouco perto do que os angelinos mostraram.
Foram pouco também porque o técnico Alvin Gentry colocou um time reserva em quadra em todo o último quarto e Phil Jackson, ao perceber a situação, fez sentar no banco de reservas seu quinteto titular.
Se o jogo continuasse no pau durante o quarto derradeiro, a diferença teria sido muito maior.
O que aconteceu com aquele Phoenix que vinha derrubando oponente atrás de oponente? Caiu a máscara ou foi um acidente de percurso?
Há um aspecto importantíssimo que a gente tem que considerar ao fazer a análise do jogo de ontem em Los Angeles: o Suns está “on the road” desde o dia 3 de novembro passado.
Sim, eu sei, o time jogou em casa contra o New Orleans na quarta-feira. É, mas na quinta já estava em Los Angeles para mais uma partida fora de casa.
Não é mole andar de avião o tempo todo. O time começou sua “trip” no dia 3, como disse, saindo de Phoenix e indo até Miami, passando por Orlando, Boston, Washington, Philadelphia, voltou para Phoenix e ontem esteve em Los Angeles.
Cansa, ô se cansa!
Por outro lado, o Lakers estava descansadinho da silva. Vivia em Los Angeles desde o dia 6 passado.
E antes da partida de ontem, os amarelinhos haviam descansado três dias.
Isso pesa, ô se pesa!
Por outro lado, não há como não reconhecer a superioridade do Lakers. Por mais que o Phoenix surpreenda nesse início de temporada, a diferença entre as equipes é grande.
O Suns não tem jogo interior para encarar o Lakers. Prova disso foram os 42 pontos que o Los Angeles fez dentro do garrafão apenas no primeiro tempo.
Mais ainda: o Lakers soube como frear o “run and gun” do Suns. Prova disso foram os míseros 45 pontos que o time marcou no primeiro tempo, pontuação que só não foi mais baixa que os 44 que o Suns fez no Miami.
Ao controlar a correria do Phoenix, o Lakers subtraiu o jogo de Steve Nash. É verdade que o canadense descansou os últimos 15:40 minutos da partida, mas até então tinha feito 13 pontos e dado apenas cinco assistências.
Pelo que ele vinha jogando — e o time também —, dificilmente chegaria ao “double-double”.
Em contrapartida, o Lakers fez fluir seu jogo.
Kobe Bryant praticamente não atuou o último quarto. Mesmo assim, deixou a quadra com 29 pontos.
Andrew Bynum também viu o quarto derradeiro do lado de fora. Mesmo assim, anotou 26 pontos e pegou 15 rebotes.
Lamar Odom confiscou 12 ressaltos.
E por aí vai.
Passando a régua: o Phoenix está cansado, mas não tem jogo, no momento, para encarar o Lakers. E eu pergunto: essa correria toda em quadra vai durar por quanto tempo?
Steve Nash tem 35 anos e Grant Hill, 37. Mesmo que fossem mais jovens, atuar 82 vezes no sistema do “run and gun” acaba com qualquer um.
TRIO DE FERRO
Na Flórida, outro passeio. Mas desta vez não foi dos anfitriões; foi dos visitantes.
O Cleveland venceu por 111-104, mas no final da partida, com o resultado em mãos, aliviou. A diferença poderia ter sido maior.
LeBron James anotou 34 pontos, Mo Williams fez 25 e Shaquille O’Neal cravou 14. O trio de ferro anotou 73 pontos; ou seja, 65.7% dos tentos feitos pelo Cavs.
O bom dessa história é que Williams começou a jogar. Isso tem tirado muito da pressão em cima de LBJ e consequentemente confundindo a marcação adversária.
Nos últimos dois jogos (vitórias sobre Orlando e Miami), o armador marcou 53 pontos. Média de 26.5 por partida.
Ótimo! A continuar assim, o cenário muda de cor.
Quais serão essas cores? Vamos aguardar um pouco mais, mas acredito que o time troca de posição com o Orlando e passa a ser encarado com mais cuidado pelo Boston.
CRAVADA
A enterrada que Dwyane Wade deu em cima de Anderson Varejão foi humilhante para o brasileiro e emocionante para o americano. O capixaba tentou dar um toco em D-Wade, mas, além de não conseguir, viu o adversário dar uma enterrada bem em sua cara.
Pior ainda: Varejão caiu de costas, com as pernas para o ar, chocando-se com a base da tabela.
“O lance foi sensacional; provavelmente vai ser top 10 de todos os tempos. Foi uma jogada inacreditável”, reconheceu LeBron James, depois da partida.
O encontro de LeBron James com a mídia na última sexta-feira aumentou ainda mais o suspense quanto ao futuro do jogador. LBJ falou em letras garrafais que ele estará buscando título e não dinheiro no futuro.
Ou seja: quando seu contrato com o Cleveland terminar, ao final desta temporada, ele vai levar em consideração o potencial técnico e não financeiro de seu futuro time — que pode ser o Cavs também, diga-se.
Mas eu não acredito que King James vá ficar em Ohio. O Cleveland dá mostras de que é franquia que não consegue pensar grande.
Ficou claro, após a última temporada, que LeBron (foto AP), sozinho, não vai ganhar títulos. Precisa de apoio — e um treinador competente.
Danny Ferry, gerente geral do Cavs, foi atrás de Shaquille O’Neal para reforçar a equipe. Até agora não funcionou — e eu duvido que vá funcionar, muito embora, antes de a bola subir pela primeira vez nesta temporada, eu acreditava que pudesse dar certo.
Mas não está dando. Basta olhar os números.
Na vitória de ontem diante do Knicks, em Nova York, Shaq, uma vez mais, jogou poucos minutos: 19. Marcou apenas sete pontos e pegou míseros quatro rebotes.
Na temporada, tem médias de 11.1 pontos, 7.4 rebotes e cerca de 26 minutos de permanência em quadra.
Que ajuda é essa que Shaq tem dado ao time e principalmente a LeBron James? Quase nenhuma.
O time patina neste início de competição e, pelo menos por enquanto, não dá esperança alguma a seus torcedores de que pode brigar pelo título.
Quanto a Mike Brown, alguns parceiros deste botequim já haviam me alertado sobre suas limitações. E elas existem mesmo: ele não consegue criar um time em quadra que consiga gravitar ao redor de LeBron James.
Brown aceitou passivamente a oferta de Ferry com a contratação de Shaquille O’Neal como solução dos problemas da falta de apoio a LBJ. Ou, pior ainda, acreditou que Shaq pudesse ser o princípio de dias melhores.
Ele, como treinador, deveria ter detectado que isso (a contratação de Shaq) não seria suficiente. Não conseguiu.
Voltou a apostar em jogadores como Mo Williams e Delonte West. Mo é instável em quadra; Delonte na vida pessoal.
Quem cresceu demais de produção nesta temporada em comparação com a anterior foi Anderson Varejão. Ontem, pela primeira vez no campeonato, veio do banco.
Mas foi o grandalhão do Cavs que mais tempo permaneceu em quadra: 35 minutos. Fez oito pontos, pegou 14 rebotes, deu dois tocos e fez dois desarmes.
No campeonato, tem médias de 8.6 pontos e 9.4 rebotes. Nos últimos cinco jogos, o capixaba está com 11.1 rebotes de média.
Mas a gente sabe muito bem que Varejão vai ajudar o time a ganhar jogos — e quem sabe o campeonato — na defesa. No ataque, pouco pode se esperar dele. Pode funcionar como uma espécie de Dennis Rodman.
Mas quem será o Scottie Pippen de LeBron? Há que se ter um jogador que auxilie LBJ nesta missão; e no momento não há.
Por tudo isso eu acho que ele não fica em Cleveland.
FUTURO
De acordo com as leis da NBA, uma franquia pode oferecer um máximo de US$ 120 milhões em seis anos de contrato para um jogador renovar seu contrato. Apenas o Cleveland tem condições de fazer isso.
Muito bem; depois, apenas New Jersey e New York têm condições de oferecer o máximo que qualquer outra equipe pode oferecer: US$ 90 milhões por cinco anos de acordo.
Ontem, no Garden nova-iorquino, um torcedor com a camisa do Knicks com o número 23, e nela contida a inscrição “King James”, carregava um cartaz com a contagem regressiva para o final da temporada: 236 dias.
Os “new yorkers” sonham com LeBron. Mas eu também acho difícil que isso vá ocorrer.
Nova York daria mais visibilidade a LBJ e derramaria sobre ele todo o seu glamour de maior cidade do planeta ao lado de Paris. E título?
Não acredito. Embora o time seja um dos queridinhos da mídia norte-americana, o Knicks não é uma franquia vencedora; falta-lhe camisa.
Ah, mas o Chicago também não era e Michael Jordan ganhou seis títulos com a 23 tricolor. Sim, mas LeBron não é MJ; se fosse, já teria levado o Cleveland ao título.
Se em Nova York o cenário é este, imagine em New Jersey! Também não acho que LBJ vá para lá.
Fala-se muito na possibilidade de o Miami contratá-lo — bem como a Chris Bosh. O Heat teria espaço em seu “cap” para ofertar um bom dinheiro aos dois, mas não toda esta quantia mencionada acima (confesso que não sei quanto, se alguém souber, por favor, manifeste-se).
Aí o Miami ficaria com um quinteto com Mario Chalmers, Dwyane Wade, LeBron James, Michael Beasley e Chris Bosh. Seria quase que o time titular dos EUA que ganharam a medalha de ouro em Pequim.
É aí que eu aporto o meu barquinho: se LeBron estiver realmente pensando em ganhar um anel — ou melhor, anéis —, ele acabará no Sul da Flórida.
RODADA
Por falar em Miami, o Heat deu uma sova em um dos invictos da competição: bateu o Denver por 96-88. Os oito pontos finais enganam, pois a vantagem do Miami chegou a 28. No final, eles colocaram o pé no freio. Nenê Hilário anotou 11 pontos e pegou oito rebotes; sentiu a falta de Kenyon Martin, que saiu machucado depois de ter atuado apenas 12 minutos.
Outro invicto que caiu foi o Celtics (aliás, não há mais invictos no torneio). O alviverde de Massachusetts perdeu para o Phoenix em Boston! Dá para acreditar? Pois acredite: 110-103. Leandrinho Barbosa mais uma vez ficou de fora, contundido. Jason Richardson arrebentou a boca do balão com seus 34 pontos.
Já que o assunto é pontuação, o que dizer dos 41 que Kobe Bryant anotou diante do Memphis em Los Angeles? Foram fundamentais para que o time vencesse, pois seus dois pivôs titulares, Pau Gasol e Andrew Bynum, não jogaram por estarem lesionados. Com 34.5 pontos de média por partida, Kobe é o cestinha do campeonato no momento.
Vamos fechar o nosso papo com as decepções: 1) O San Antonio voltou a perder: 96-84 para o Blazers, em Portland; 2) O Atlanta foi esmagado pelo Charlotte, na Carolina do Norte, por 103-83; 3) O Washington somou mais um revés na competição: 102-86 para o Indiana; 4) O Oklahoma City, que conta com uma enorme simpatia dos torcedores e demonstra pouca eficiência em quadra, perdeu novamente: agora para o Houston, por 105-94.
David Stern e Kobe Bryant na entrega do troféu de MVP da temporada 2007/2008
O mundo aos poucos sai da crise. o Brasil, felizmente, pouco sentiu da crise mundial; como disse nosso presidente, Lula, sentimos apenas uma “marolinha”.
Mas, infelizmente, a crise ainda não acabou.
David Stern, o comissário que preside a NBA, deixou isso bem claro esta semana: a receita da liga para esta temporada cairá entre 2.5% e 5.0%.
E o que isso significa? Redução do teto salarial.
O “cap” já foi reduzido para esta temporada, diga-se. Deve cair ainda mais na próxima..
LeBron James, Dwyane Wade, Chris Bosh, Amaré Stoudemire, Dirk Nowitzki e Manu Ginobili são jogadores que estarão livres ao final desta temporada. Sonham em entupir os bolsos de dinheiro.
Terão que ir com menos sede ao pote. A crise ainda está em pé.
Kobe Bryant é outro que poderá estar “available” ao final desta temporada. O melhor jogador de basquete do planeta na atualidade poderá testar o mercado em 2010, pois seu contrato com o Lakers permite isso.
Mas creio que ele vai extender seu contrato com o Lakers.
Não consigo ver Kobe jogando com outra camisa.
Mas consigo imaginar LBJ com a regata do New York, D-Wade com a do Chicago, o mesmo para Bosh.
Etc. e tal.
Mas não consigo ver Kobe com a “jersey” de outro time.
Eu, no lugar dele, não mudaria de ares. Joga no melhor time da NBA, mora no melhor estado dos EUA e tem um dos melhores salários da liga.
Mudar pra quê?
Puxa vida, comecei com um assunto e terminei com outro.
É, minha gente, podemos tirar o cavalinho da chuva. Os EUA devem disputar o Mundial do ano que vem com um time misto.
Depois de LeBron James dizer que possivelmente não irá à Turquia porque pretende curtir uma de astro de cinema, Dwyane Wade acenou nesta quarta-feira com a possibilidade de ficar em casa quando a competição acontecer.
O armador do Miami disse querer esperar pelo final da temporada para saber como estará. A princípio, entende-se fisicamente; mas a preocupação do jogador, para mim, é quanto ao futuro.
Assim como LBJ, D-Wade (foto AP) será “free-agent” ao final da temporada. Chris Bosh é outro que estará na mesma situação e pode não jogar o Mundial.
Em compensação, Dwight Howard afirmou que vai à Turquia. Carmelo Anthony e Deron Williams também já disseram sim.
Como eu disse outro dia, volto a perguntar: será que Kobe Bryant vai embarcar nessa canoa (que me parece furada) sem King James e Wade – e possivelmente sem Bosh também?
Não creio.
Portanto, como disse, podemos tirar o cavalinho da chuva. Os EUA não estarão completos no Mundial e o tão esperado duelo contra a Espanha (no momento a melhor seleção do planeta, uma vez que os norte-americanos estão de folga) não acontecerá.
Em Londres, na Olimpíada, a gente não vai saber como os espanhóis estarão. O que a gente sabe é que os espanhóis, no momento, formam a melhor seleção do planeta.
Um desafio, ano que vem, na Turquia, seria necessário para colocarmos um pingo neste I.
Infelizmente, podemos tirar o cavalinho da chuva; isso não vai acontecer.
LeBron James declarou ontem que não sabe se vai jogar o Mundial da Turquia no ano que vem. Motivo: Hollywood.
King James (foto Reuters) pode participar das filmagens do filme “Fantasy Football”. Pelo nome, nada a ver com basquete; mesmo que tivesse, deixar de disputar o torneio turco por causa de uma aventura cinematográfica é para mim algo sem qualquer cabimento.
Por outro lado, LBJ, Dwyane Wade, Chris Bosh e Carlos Boozer, jogadores que foram a Pequim e bateram os espanhóis na disputa pelo ouro olímpico, estarão com o passe na mão ao final da próxima temporada. Ou seja: estarão discutindo o futuro deles.
Se este for o motivo para se ausentar da seleção norte-americana, tudo bem; a gente entende. O cara tem que pensar no futuro, ver pra onde vai e quanto vai ganhar. É direito de cada um.
Mas cogitar a possibilidade de não participar do Mundial do ano que vem por causa de algo que me cheira a um filmeco de segunda classe (desculpem o preconceito, mas LeBron James como ator só pode jogada apelativa de um produtor à cata de dólares), já disse, não tem o menor cabimento.
Por outro lado, fico pensando: seria uma tática dos EUA para evitar o confronto contra a Espanha, aguardado por todo o planeta?
Sim, pois se LeBron cair fora, os outros três jogadores mencionados podem seguir o mesmo caminho utilizando o argumento de que precisam cuidar do futuro. E, por tabela, é bem provável que Kobe Bryant, temeroso de segurar o rojão sozinho, diga que está cansando e também caia fora.
Sem contar que Jason Kidd, veterano, poderia fazer o mesmo. Invicto na pele de jogador da seleção, Kidd não colocaria seu histórico em jogo num time reserva.
Assim, os EUA para o Mundial não contariam com Kobe, LBJ, D-Wade, Bosh, Boozer e Kidd. Seis jogadores!
Muita coisa.
Portanto, se os EUA chegarem à final e se defrontarem com a Espanha e perderem, tudo estará justificado. Foi o time reserva que esteve em território eurasiano, dirão os americanos.
Vocês podem me chamar de louco, mas no mundo dos esportes há mais mistérios do que a nossa vã filosofia pode imaginar.
Não vi a partida, mas, pelo resultado, deve ter sido uma pelada. Aliás, todo “All-Star Game” é assim; no masculino e/ou no feminino.
Os jogadores extravasam seu lado “globetrotter” e não estão nem aí com a partida. São poucos os embates desse tipo que valem a pena ser visto.
A vitória do Oeste sobre o Leste por 130-118, ontem à tarde em Uncasville (Connecticut), deve ter sido um jogo desses. Deixo-o de lado, pois, para falar da nossa Érika de Souza.
A brasuca (na foto AP de camiseta branca), segunda jogadora a representar o país num Jogo das Estrelas, atuou apenas 14 minutos. Tempo suficiente para mostrar todo o seu talento.
A carioca esteve perfeita nos arremessos: atirou cinco bolas contra a cesta adversária e encestou todas; bateu dois lances livres e foi igualmente feliz.
Deixou a quadra com 12 pontos. Poderia ter sido mais se tivessem disponibilizado a ela mais minutos.
Como poderia ter feito um “double-double” se atuasse mais tempo. Nos 14 minutos (na verdade 13:59) correndo de lá pra cá e de cá pra lá, Érika confiscou nove dos 48 rebotes apanhados pela seleção do Leste.
Tudo bem, foi ótimo, porque, como eu disse, ela deixou bem claro que é boa de bola. Aliás, tem mostrado isso com a camisa do Atlanta Dream; caso contrário não teria sido convocada para o “All-Star Game”.
Bem, vamos ver agora com a seleção brasileira. Há três anos Érika não veste a amarelinha; sempre aparece um probleminha para impedi-la de jogar pelo Brasil.
Ela disse estar saudosa de representar nosso país. Pois bem, ano que vem acontecerá o Mundial na República Tcheca.
Hora, portanto, de matar a saudade.
RUMORES
Leio na internet que Lamar Odom está perto de acertar com o Miami. Duro golpe para o Lakers, porque o time californiano ficará a ver navios.
Não creio que Joe Smith vá resolver o problema se for contratado para a vaga de Lamar. Isso dará uma bela desestruturada nos angelinos.
O outro lado desta moeda diz respeito a Dwyane Wade. Dizem que ele está fazendo a cabeça de Lamar para ele mudar de praia.
Se for verdade e isso ocorrer, a chance de D-Wade sair do Miami e ir para o Chicago desaparece.
Também a internet me informa que Drew Gooden acertou um contrato de um ano com o Dallas. O Mavs tem se reforçado e não pode ser desprezado como uma das forças do Oeste.
Recentemente, acertou com Shawn Marion, não se esqueçam.
Por isso mesmo, o San Antonio foi atrás de Theo Ratliff. O veterano ala/pivô não tem mais o fôlego de antes.
Quanto estava novinho, era um tormento para quem ousasse invadir o seu garrafão; distribuía tocos pra tudo quanto é lado. Hoje não é mais assim.
Vamos esperar por esta segunda-feira e ver no que vai dar esses rumores.
O negócio só deve ser anunciado no dia 8 de julho, quarta-feira da próxima semana, mas o acordo entre Hedo Turkoglu e o Toronto já foi sacramentado.
O ala turco abriu mão de jogar no Portland por alguns motivos; entre eles, porque vai receber do Raptors US$ 53 milhões e não US$ 50 milhões por cinco temporadas que o Blazers oferecia.
Três paus a mais; é muita grana – acho que eu faria o mesmo.
Tem mais: Hedo (foto AP) prefere a cosmopolita Toronto à pacata Portland. Na cidade canadense, a colônia turca é muito grande, o que o deixaria bem à vontade, sentindo-se em casa.
Finalmente, depois de ter passado as últimas cinco temporadas na costa Leste, ele decidiu que ficar nesta conferência seria melhor pela familiaridade com as equipes adversárias, o que facilitaria o seu jogo.
Como disse na abertura do nosso papo, o negócio só será anunciado no dia oito porque o Toronto tem até o dia sete para abrir mão dos contratos de Shawn Marion, Anthony Parker e Carlos Delfino, abrindo espaço no “cap” para oferecer US$ 10.1 milhões para Turkoglu no primeiro de seus cinco anos de contrato com os canadenses.
Como já disse, acho muito dinheiro para um jogador que não tem o status de craque e que acabou de completar 30 anos. De todo o modo, o dinheiro não é meu.
E mais: será que Hedo conseguiu a garantia dos canadenses de que a franquia não vai perder Chris Bosh? Sim, pois se o pivô deixar o Raptors, o que Turkoglu vai fazer por lá?
De qualquer maneira, para a próxima temporada, o time se reforça com a presença do vice-campeão da NBA.
SHEED
Rasheed Wallace esteve reunido ontem em Detroit com Wyc Grousbeck, um dos donos do Celtics, Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce. O encontro durou três horas.
Mas não houve decisão alguma. Embora paparicado pelo quarteto, Sheed pediu um tempo para responder ao time de Massachusetts.
Perto de completar 35 anos (17 de setembro), o jogador está aguardando outras ofertas. Elas vêm de Charlotte, Cleveland, Orlando e San Antonio.
Na última temporada com o Detroit, Sheed amealhou US$ 13.7 milhões. O que o Boston consegue oferecer a ele é algo em torno de US$ 5.6 e US$ 5.8 milhões.
O “pouco” dinheiro é fruto da “midlevel exception”, uma vez que o “cap” do Celtics está estouradíssimo da silva. O alviverde não tem como oferecer mais ao jogador.
Esperam seduzi-lo com a possibilidade de ganhar outro anel de campeão e pelo prazer de jogar ao lado de KG, um de seus melhores amigos na liga.
Mas eu acho que quem pagar mais, leva.
BANCO
Phil Jackson (foto AP) anunciou ontem que vai continuar trabalhando. Segundo o treinador, seu médico particular liberou-o para mais uma temporada sentado em seu cadeirão.
Mas eu penso que o diagnóstico final do doutor teve um peso menor do que o salário que ele vai ganhar (US$ 13.1 milhões) e a perspectiva de voltar a ser campeão depois da contratação de Ron Artest.
TCHAU!
Ah, sim, esqueci de falar mais um negócio sobre o Boston: Stephon Marbury não aceitou a oferta do Celtics para mais uma temporada. Considerou o US$ 1.3 milhão ofertado pela franquia uma ofensa.
O que ele esperava?
PREFERÊNCIA
Perguntado por um lunático repórter sobre quem era melhor, Michael Jordan ou Kobe Bryant, o presidente norte-americano, Barack Obama, foi rápido na resposta: Oh, Michael”.
Tem cabimento uma pergunta dessas, ainda mais para o presidente e torcedor número um do Chicago Bulls?
IGUAL
Por falar em Bulls, navegando pela internet, dei uma varrida à procura de novidades. Por enquanto, nada.
O Chicago tem que esperar até o dia 8 de julho, data em que Ben Gordon vai oficializar o seu acordo com o Detroit. Depois disso, sairá às compras.
E quem comprar?
Num primeiro momento, acho que ninguém. A franquia quer abrir um bom espaço em seu “cap” para oferecer um caminhão de dinheiro a Dwyane Wade ao final da próxima temporada, quando o contrato do jogador se encerra com o Miami.
Pra quem não sabe, D-Wade nasceu e mora em Chicago – e é torcedor do Bulls.
Portanto, torcida tricolor, esta próxima temporada vamos de Derrick Rose, Kirk Hinrich, John Salmons, Tyrus Thomas e Joakim Noah.
Ah, e Vinnie Del Negro no banco, agora sem Dell Harris, que aposentou-se.
Paulista de Araraquara, e agudense e bauruense de coração, trabalha há 30 anos como jornalista, formado que é pela Fundação Cásper Líbero. Direcionou sua carreira para o esporte, embora tenha atuado em outras editorias. Fez parte de importantes veículos de comunicação, como a revista “Placar”, o jornal “Folha de S.Paulo”, TVs Record e Bandeirantes, os canais a cabo ESPN Brasil, SporTV e Bandsports, Rádio Bandeirantes, Rádio Record e Jovem Pan, onde trabalha atualmente. Criou a coluna “Basquete no Mundo”, na “Folha de S.Paulo”, e os programas “Por Dentro do Basquete”, na ESPN Brasil, e “Basketmania”, no SporTV. Cobriu três finais da NBA, quatro “All-Star Weekend”, três “Final Four”, as Olimpíadas de Atlanta, Sydney e Pequim e a Copa do Mundo de Futebol na Alemanha. Viu Michael Jordan, ao vivo, em 16 ocasiões. Volta ao iG depois de aqui ter passado no começo desta década.