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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 13:56

NBA DIVULGA SELEÇÕES DO LESTE E DO OESTE QUE PARTICIPAM DO ‘ALL-STAR GAME’

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A NBA anunciou na noite de ontem os dois quintetos escolhidos pelos torcedores para o desafio entre o Leste e o Oeste no “All-Star Game” do dia 26 de fevereiro próximo, em Orlando.

No lado Leste, o Miami cedeu dois jogadores; no Oeste, a cidade de Los Angeles foi a base do quinteto.

Os dois times são os seguintes:

LESTE
Derrick Rose (Chicago Bulls)
Dwyane Wade (Miami Heat)
LeBron James (Miami Heat)
Carmelo Anthony (New York Knicks)
Dwight Howard (Orlando Magic)

OESTE
Chris Paul (LA Clippers)
Kobe Bryant (LA Lakers)
Kevin Durant (Oklahoma City Thunder)
Blake Griffin (LA Clippers)
Andrew Bynum (LA Lakers)

O jogador que mais votos recebeu foi o pivô Dwight Howard (foto Getty Images), do time da casa, que foi escolhido por nada menos do que 1.600.390 fãs, numa clara demonstração de afeto por parte deles. Orlando respira e transpira o ASG. Grande parte dos votos partiu da cidade do Mickey Mouse.

Em segundo lugar apareceu Kobe Bryant: 1.555.479 votos. O ala do Lakers ainda goza de grande prestígio entre os torcedores norte-americanos, embora a mídia local faça uma campanha descarada para colocar LeBron James como o número 1 da NBA.

Por falar no ala do Miami, LBJ foi votado por 1.360.680 fãs, ficando atrás não apenas de D12, mas também do armador Derrick Rose, que contou com o carinho de 1.514.723 torcedores. Dwyane Wade recebeu 1.334.223 votos. Carmelo Anthony completa o quinteto. O ala nova-iorquino é um clássico intruso nesta seleção, mas como são os fãs quem escolhem os titulares das duas seleções, não há o que se fazer: ele acumulou 1.041.290 votos.

No Oeste, depois de Kobe, o jogador mais popular foi Kevin Durant: 1.345.566 votos. Depois vieram: Chris Paul, 1.138.743; Andrew Bynum, 1.051.945; e Blake Griffin, 876.451.

Somando-se os votos, o quinteto do Leste recebeu 6.851.306 indicações, enquanto que os titulares do Oeste ficaram com 5.968.184. O que isso quer dizer? Quer dizer que os jogadores do Leste são mais populares.

O ranking geral ficou assim:

1) Dwight Howard: 1.600.390
2) Kobe Bryant: 1.555.479
3) Derrick Rose: 1.514.723
4) LeBron James: 1.360.680
5) Kevin Durant: 1.345.566
6) Dwyane Wade: 1.334.223
7) Chris Paul: 1.138.743
8) Andrew Bynum: 1.051.945
9) Carmelo Anthony: 1.041.290
10) Blake Griffin: 876.451

Ou seja: se formos levar em conta a preferência dos torcedores, o time titular dos EUA para os Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo, seria:

Derrick Rose
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

Acho que seria o meu preferido também, pois LBJ e KD podem perfeitamente se revezar como ala de força, sem contar que um jogar da posição pode vir do banco para ajudar quando preciso.

Mas não é isso o que a gente discute. O que discutimos é a seleção do ASG.

Respeitando os votos dos torcedores, meus dois quintetos, levando-se em consideração bola, apenas bola, seriam:

LESTE
Derrick Rose
Dwyane Wade
Luol Deng
LeBron James
Dwight Howard

Coloco Luol, pois o sudanês naturalizado britânico encontra-se no melhor momento de sua carreira. Está lesionado no pulso no momento e se ausentou nos últimos cinco jogos do Bulls, deixando bem claro que o time sem ele perde muito de sua força.

OESTE
Chris Paul
Kobe Bryant
Danilo Galinari
Kevin Durant
Andrew Bynum

Coloco Gallinari no quinteto, pois o ala italiano do Denver vem fazendo uma grande temporada, transformando-se no melhor jogador do time do Colorado, atualmente o segundo colocado na Conferência Oeste.

RESERVAS

A NBA informa que os reservas de cada time serão anunciados no dia 9 de fevereiro próximo, quinta-feira da semana que vem. Serão anunciados no intervalo da partida entre Boston e Lakers.

Eles serão escolhidos pelos treinadores de suas conferências, lembrando que os técnicos não podem votar em atletas de seus times.

Serão indicados dois armadores, dois alas, um pivô, além de dois jogadores independente de posição.

TREINADORES

Os dois técnicos serão aqueles com melhor campanha em suas respectivas conferências. Se fosse neste momento, seriam Tom Thibodeau (Chicago Bulls) no Leste e Scott Brooks (Oklahoma City Thunder) no Oeste.

Mas a NBA vai levar em consideração a classificação quando a rodada do dia 15 de fevereiro se encerrar.

SOLITÁRIO

Nenê Hilário foi o único dos quatro brasileiros a receber votação expressiva de modo a aparecer entre os mais votados. O paulista de São Carlos foi o preferido entre 207.102 torcedores.

RODADA

O grande jogo da noite de ontem ocorreu em Nova York, onde a equipe da casa voltou a perder, desta vez para o desfalcado Chicago Bulls: 105-102.

O Knicks é um arremedo de time de basquete. Tem um técnico de capacidade discutível e um jogador fominha, que coloca tudo a perder, pois conjuga os verbos na primeira pessoa do singular ao invés de conjugá-los na primeira do plural.

Mike D’Antoni desperta no torcedor a mesma ira e o mesmo desprezo que Isiah Thomas provocou num passado recente. Quando o NYK perde, os torcedores gritam das poltronas do Garden: Fora D’Antoni!

Carmelo Anthony é um atleta que deveria ter optado pelo tênis e não pelo basquete. Recentemente, Amar’e Stoudemire veio a público reclamar do antolho usado por Melo; e com razão.

Amar’e fez 34 pontos diante do Bulls, mas foram insuficientes para levar o time à vitória. Derrick Rose (foto Reuters) anotou dois a menos, mas contou com um time mais solidário, que mesmo desfalcado de duas importantes peças (Luol Deng e Rip Hamilton) sabe o que significa basquete em equipe.

O NYK tem uma campanha de 8-14. Em casa, 4-7. Na estrada, idem. Dos últimos 12 confrontos, venceu apenas dois.

É o décimo colocado do Leste, com um percentual de aproveitamento de ridículos 36,4%. Sonha com uma vaga nos playoffs porque esta conferência é mais frágil se comparada com a outra.

Estivesse o NYK no Oeste e ocuparia atualmente a 14ª posição.

FACE-TO-FACE

Por falar em comparações, até a rodada de ontem o duelo entre as duas conferências mostra o seguinte: 59 vitórias do Oeste contra 40 do Leste.

Mas ao olharmos a classificação geral do campeonato, temos o Oklahoma City em primeiro, mas os cinco seguintes são do Leste: Chicago, Miami, Philadelphia, Indiana e Atlanta.

O que isso quer dizer? Quer dizer que esses times, por fazerem parte do Leste, enfrentam equipes débeis e dificilmente perdem. No Oeste, como o equilíbrio é maior, a gente vê um perde e ganha, que acaba por interferir muito mais no recorde das equipes.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 NBA | 11:07

LAKERS: É O FIM DA LINHA PARA UM TIME CAMPEÃO?

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É o fim da linha para um time que ganhou dois títulos nos últimos três anos? Kobe Bryant começa a sentir o peso da idade? Ou tudo não passa de uma questão de ajustar a equipe com os novos métodos do técnico Mike Brown?

Eu fico com a terceira opção: o Lakers vive um momento de transição de um estilo de trabalho para outro. Saiu Phil Jackson e seus triângulos ofensivos e entrou Brown, um homem que prefere dar ênfase à parte defensiva.

O fato é que o Lakers perdeu sua força ofensiva, especialmente nos quartos decisivos. Na derrota de ontem diante do Indiana, em seu Staples Center, por 98-96 (a terceira consecutiva), mais uma vez o time ficou devendo ofensivamente falando.

Alguém pode estranhar tal afirmação, pois 96 pontos são muitos pontos. Se acaba na casa dos 70, 80, vá lá, mas 96!

Fui dar uma olhada no relato do “LA Times” sobre a partida. E o jornal angelino apontou o dedo exatamente para este problema.

Segundo o “Times”, há 11 partidas o Lakers não consegue ultrapassar a barreira dos 100 pontos. Pior marca desde a temporada 2003-04, quando o time ficou 12 jogos abaixo da contagem centenária.

Brian Shaw, um dos assistentes de P-Jax, homem cotado para assumir o cargo com a aposentadoria do Mestre Zen, trabalha hoje como um dos auxiliares de Frank Vogel, treinador do Indiana. Ele viu bem de perto a secura do Lakers.

Para ele, Pau Gasol posicionou-se mal ofensivamente. Ficou muito longe da cesta.

“Se você tem dois grandalhões (Gasol e Andrew Bynum) que são uma fortaleza de seu time, você precisa tê-los perto da cesta”, disse Shaw. “Algumas vezes Pau fica posicionado na linha dos três. Então, eu acho que tudo é uma questão de tempo para que todos consigam se ajustar”.

Gasol fez apenas oito pontos, 4-12 (33,3%). Foi a segunda vez em quatro partidas que o espanhol fez míseros oito pontos.

Kobe Bryant (foto AP), que terminou a partida com 33 tentos (precisou de 30 arremessos para chegar à marca), foi um desastre no quarto final: 1-6 (16,7%). Neste período, o Lakers fez 7-23 (30,4%), enquanto que o Indiana cravou 8-17 (47,1%).

E a 1:30 minuto do final, vencendo por 94-93, Gasol, Matt Barnes e Derek Fisher falharam ao tentar a cesta. Muita coisa pra quem pretendia vencer a partida.

O problema do Lakers, no momento, parece mesmo se concentrar no quarto derradeiro, quando o time tem arriado. O Lakers já fez 18 partidas até agora no campeonato. Apenas o Bulls fez tantos jogos quanto o Lakers. Mas o Los Angeles fez 11 dos 18 confrontos em casa, enquanto que o Chicago apresentou-se 11 vezes fora de casa.

E mais: o Chicago tem jogado sem Derrick Rose nos últimos quatro jogos (ele já perdeu cinco no total), enquanto que o Lakers não teve que abrir mão de Kobe Bryant em nenhum momento nesta competição.

E o Chicago é o líder do campeonato (15-3), enquanto que o Lakers é o décimo colocado no Oeste (10-8, fora da zona dos playoffs) e o 16º no geral.

Justifica? Pode ser, mas os números do Chicago mostram que o problema do Lakers não é apenas questão de falta de pernas.

O problema do Lakers, como eu já disse aqui e o “LA Times” também mostra, é a falta de imaginação ofensiva. E isso para um time que tem Kobe Bryant é simplesmente inaceitável.

NÚMEROS

O Lakers tem a sexta melhor defesa do campeonato. Sofreu uma média de apenas 90,5 pontos por jogo. O problema é que seu ataque fez só 92,3 tentos por partida até o momento.

Nos últimos dois títulos conquistados, sob o comando de Phil Jackson, um treinador que sempre privilegiou o ataque, o Lakers fez 106,9 pontos em 2008-09 (sofreu 99,3) e 101,7 no ano seguinte (levou 97,0).

Como eu disse, a questão é de adaptação ao novo esquema do técnico Mike Brown. Quando tudo estiver ajustado, o time vai render mais do que rende no momento.

E certamente deixará esta zona na tabela de classificação que tanto constrange seu torcedor.

DÚVIDA

Não vi o jogo do Miami contra o Milwaukee. Mas vi que o time perdeu, em casa, por 91-82.

Fui correndo olhar o “box score”, certo de que Dwyane Wade tinha jogado e isso explicaria a derrota do Miami. Mas constatei que D-Wade não jogou.

O que aconteceu então? Por que o Heat não venceu?

PLANTANDO

Leandrinho Barbosa segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Fez ontem 19 pontos na derrota de sua equipe para o Clippers, em Los Angeles, por 103-91.

Foi o cestinha do time.

Leandrinho Barbosa (foto Getty Images) segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Pena que é com a camisa do Toronto Raptors.

Mas tudo bem; o paulistano segue plantando para colher no futuro. A continuar assim, ao final desta temporada vai arrumar coisa muito melhor.

E a seleção brasileira, certamente, vai se aproveitar disso nos Jogos Olímpicos de Londres.

Leandrinho, indiscutivelmente, é outro jogador.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 NBA | 17:45

LEBRON JAMES, UM JOGO OU UM CONTO?

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Ontem à noite eu assistia ao jogo entre Miami e San Antonio. O time do Texas dava um passeio pra cima da rapaziada bronzeada, que mais uma vez não mostrava seu valor.

Dezessete foram os pontos que chegaram a separar um time do outro no primeiro tempo. De fato, um passeio dos texanos. E o Miami jogava sem Dwyane Wade, sua maior estrela; ou seja, a chance de recuperação diminuía.

LeBron James, tido pela mídia norte-americana como o melhor jogador de basquete da atualidade (eu não concordo, acho Kobe Bryant o maior de todos no momento), fazia água em quadra; nada dava certo.

Errava até bandejinha (foto AP), lembrando os jogos de categorias mini e mirim que a gente que tem filho que jogou basquete cansou de assistir. Os lances livres também não caíam. Enfim, LBJ entortou o aro no primeiro tempo. Um horror.

O primeiro tempo, diga-se, terminou 63-49, três pontos a menos em relação à maior vantagem que o SAS conseguiu na etapa inicial.

Neste primeiro tempo, LBJ fez 5-11 nos arremessos, 5-9 nos lances livres e cometeu dois erros. Seu primeiro quarto foi péssimo: 1-5 nos arremessos e 4-8 nos lances livres.

Mas aí veio o segundo tempo. Second half, diferent half, diferent story. Assim os americanos falaram sobre LeBron James e o Miami Heat.

No terceiro quarto, o quarto que mudou a cara do jogo (o Heat fez 39-12), LBJ esteve simplesmente supimpa. Nele fez todos os seus 17 pontos do período final, tendo acertado 7-9 nos arremessos, sendo que foram 3-4 nas bolas de três.

Ao final do terceiro período o Miami vencia por 88-75, 13 pontos de vantagem.

Agora eu adiciono à nossa história outro personagem, pois ele foi muito importante também para que o Miami fizesse a reviravolta no marcador e possibilitasse ao técnico Erik Spoelstra deixar LBJ praticamente todo o último quarto no banco (jogou apenas três minutos). Falo de Mike Miller.

Miller debutou na temporada exatamente no jogo de ontem. Fez 18 pontos, todos frutos de seus arremessos triplos. E o mais incrível é que o estreante anotou 6-6 nesses arremessos longos. Esteve soberbo.

E para aqueles que não vêm graça e nem importância no jogo de Chris Bosh, eu agora vou somá-lo ao relato também. CB1 anotou 30 pontos, muitos deles nas barbas de Tim Duncan, um dos maiores jogadores da posição desde sempre.

No primeiro tempo, quando o jogo de LBJ não fluía, CB1 anotou 18 pontos e deixou um fiapo de esperança de reviravolta na etapa final, o que acabou ocorrendo.

REFLEXÃO

Faço o relato do jogo no final da tarde desta quarta-feira, quase um dia depois, pois quero dizer o seguinte: se LBJ jogar a partir de agora o que ele jogou no terceiro quarto, assumindo o controle do jogo, jamais se omitindo, quando anotou 17 dos 39 pontos do Miami no período, os adversários que se cuidem.

E eu, que ontem à noite assistia ao jogo entre Miami e San Antonio e fui abrir uma nova latinha de cerveja ao final do primeiro tempo, certo de que o Chicago poderia vencer perfeitamente o Miami numa possível final de conferência, fui dormir achando que isso vai ser mesmo muito difícil de acontecer.

A menos que o terceiro quarto de LeBron James tenha sido apenas um conto.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 14 de janeiro de 2012 NBA | 12:45

AS VITÓRIAS ESPETACULARES DE CHICAGO, DENVER E KOBE BRYANT

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Três foram os destaques da noite de ontem na NBA:

1)    A espetacular vitória do Chicago em Boston;
2)    A não menos espetacular vitória do Denver sobre o Miami;
3)    E o genial Kobe Bryant, que pelo terceiro jogo seguido anotou 40 ou mais pontos.

Vamos começar pelo início.

NOVA INGLATERRA

O Chicago não tomou conhecimento do Celtics, mesmo jogando em Boston. Não esteve atrás em nenhum momento no marcador e não se deixou intimidar pela fanática e muitas vezes feroz torcida alviverde.

Venceu a partida com méritos por 79-88, placar, diga-se, que não retrata o que aconteceu em quadra. O Bulls chegou a abrir 20 pontos, vantagem esta que esteve ameaçada com um terceiro quarto muito bom do time da casa, quando apenas um ponto deixou o Chicago na frente do Boston.

Com os nervos no lugar, o Bulls arrefeceu o ânimo adversário e foi se recompondo no jogo. E venceu de maneira incontestável, já disse — e acho que todos que viram a partida concordam.

Vamos aos destaques do tricolor de Illinois:

1)    Luol Deng, com seus 21 pontos e 16 rebotes. Luol (foto AP) vive seu melhor momento com a camisa do Bulls e se continuar assim vai se transformar no jogador de apoio que Derrick Rose tanto precisa;
2)    D-Rose, 25 pontos, mas 12 deles no quarto final, fazendo o que um “clutch player” tem que fazer, mostrando ao adversário que o jogo tinha um dono;
3)    Joakim Noah: 10 pontos, 12 rebotes e quatro tocos, jogo para impulsionar, quem sabe, uma recuperação no torneio, pois o franco-americano vinha jogando muito mal.

Na classificação geral do campeonato, o Chicago aparece em primeiro lugar com uma campanha de 11-2. Este é o melhor início de campeonato do Bulls em 15 anos. Ou seja: desde a época de Michael Jordan isso não acontecia.

Se o Bulls está “on fire” neste início de competição, o Boston vive momento oposto. Vem de três derrotas seguidas — e todas em casa. Anteriormente perdeu para Indiana e Dallas.

Se o campeonato terminasse hoje, o Celts estaria fora dos playoffs, pois encontra-se na nona posição no Leste, com uma campanha de 4-6.

No momento, vive à custa do talento, da inteligência e do esforço de Rajon Rondo. Ontem, o armador novamente foi a estrela solitária da equipe de Massachusetts: 14 pontos, 11 assistências, sete rebotes e quatro desarmes.

O Boston tem pra onde crescer? Claro que tem, pois seu “Big Three” pode produzir muito mais do que vem produzindo. E em produzindo, o time volta a ser um contendor de respeito na conferência, com chances reais de brigar pelo título e disputar o “NBA Finals”.

Mas o time do momento chama-se Chicago Bulls.

E NÃO…

Miami Heat. Isso mesmo: o time da moda, no momento, deveria se chamar Miami Heat, mas chama-se Chicago Bulls.

Antes de a bola subir pela primeira vez na temporada, os prognósticos, de uma grande maneira geral, mostravam o time do sul da Flórida como o grande favorito ao título.

Mas, como aconteceu no campeonato passado, esta gente bronzeada não está mostrando o seu valor.

É bem verdade que o Heat iniciou sua viagem ao Oeste americano como o time com melhor campanha na NBA: 9-1. Enfileirou, no entanto, três derrotas seguidas, que o colocam na sexta posição no Leste e na oitava no geral.

Campeonato passado, dizia eu, o Miami em cinco jogos disputados em uma semana (20 a 27 de novembro) passou por um momento desses: perdeu quatro e ganhou apenas um. O mundo desabou.

O time, no entanto, soube recolher os cacos e se reconstruir. Somou, a partir da derrota para o Dallas, uma sequência de 12 vitórias, perdeu novamente para o Mavs (sua asa-negra na competição) e enfileirou mais nove vitórias.

Ou seja: depois daquela semana negra no final de novembro, o Miami fez uma corrida de 21 vitórias em 22 jogos. E se aprumou no campeonato. Quase quebrou o recorde de vitórias consecutivas fora de casa, que está em poder do Lakers.

Mas, importante dizer, naquela ocasião LeBron James não estava no foco das lentes atentas da mídia, dos oponentes e dos torcedores que têm bom senso. Ninguém falava sobre a instabilidade emocional de LBJ, instabilidade esta que hoje o faz tremer nos finais das partidas.

Agora este é o tema do momento: o que acontece com LeBron James?

Ontem o assunto foi tratado pelos comentaristas da ESPN (entre eles Magic Johnson) nos programas que antecederam, intermediaram e finalizaram as duas transmissões. Foi tratado também durante a partida entre Boston e Chicago.

O universo da NBA quer saber: o que acontece com LeBron James? Onde está aquele LeBron James do Cleveland, que não recusava a missão de ser o “clutch player” do time?

O Miami e principalmente LBJ vão ter que encontrar resposta para este problema se quiserem aplausos e não vaias nesta temporada. E têm que encontrar rapidamente, sob pena de o time continuar perdendo, pois Dwyane Wade, seu melhor jogador, contundiu-se na derrota de ontem diante do Denver por 117-104.

“Eu já torci o tornozelo muitas vezes, mas deste jeito, nunca”, disse D-Wade depois da partida. “Mas o importante é que o exame de raio-X não mostrou fratura”.

Quanto tempo Dwyane (foto AP) vai ficar fora? Ninguém sabe ainda. Mas, do jeito que está, LeBron deve rezar nesta e nas próximas noites uma “Ave Maria” para si e um “Pai Nosso” para D-Wade, para que seu parceiro se recuperar o mais rápido possível.

ARTILHARIA…

Pesada; sim, artilharia pesada por parte de Kobe Bryant. Na vitória de ontem do Lakers sobre o Cleveland por 97-92, Kobe anotou nada menos do que 42 pontos. Foi o terceiro jogo seguido, como disse, onde KB marcou 40 ou mais pontos.

Tudo começou na vitória sobre o Phoenix, em casa, no dia 10 de janeiro passado: 48 pontos. No dia seguinte, Kobe foi até Salt Lake City e cravou mais 40 pontos em novo triunfo californiano. E ontem (foto AP) repetiu a dose.

Foram 130 pontos em três contendas. Média de 43,3.

Mas se você que pega este bonde andando não está familiarizado com o assunto, saiba que esta não é a melhor sequência de Kobe barbarizando defesas adversárias.

Corria o ano de 2007; março para sermos exatos; 16 de março para sermos mais precisos ainda. Em 16 de março de 2007, Kobe anotou nada menos do que 65 pontos na vitória diante do Portland. Dois dias depois, em outro triunfo, desta vez frente ao Minnesota, foram 50 pontos. Quatro dias se passaram e KB voltou a não ter piedade do inimigo: 60 pontos contra o batido Memphis. No dia seguinte, a vítima foi o New Orleans: 50 pontos e novo “W”. E pra fechar este inesquecível quinteto de partidas vitoriosas e com pontuações históricas, Kobe cravou mais 43 pontos diante do Golden State, no dia 25 de março.

Foram 268 pontos em cinco pelejas. Média de 53,6.

Kobe, na época, tinha 28 anos. Hoje, tem 33. Está quatro anos e meio mais velho.

Mas ele ainda conhece muito bem o caminho do gol; ou melhor, da cesta.

BRASILEIROS

Os brasileiros tiveram uma sexta-feira muito profícua, embora dois tenham vencido e dois tenham perdido.

Na incrível derrota do Toronto para o Indiana (jogando em casa, o time chegou a abrir 18 pontos de vantagem no segundo quarto) por 95-90, LB anotou 20 pontos em 20 minutos em quadra. Pegou ainda cinco rebotes. Vamos dar a César o que é de César: desde que eu critiquei a postura e o desempenho do paulistano, ele reagiu espetacularmente. Em quatro jogos disputados, marcou 69 pontos, o que deu uma média de 17,2 por partida. Que assim seja até o final da competição.

Anderson Varejão voltou a brilhar também, mas seu Cleveland, assim como o Toronto de LB, perdeu. O capixaba marcou 11 pontos e pegou 14 rebotes, seis deles ofensivos. Foi o quinto “double-double” em 11 partidas. Varejão é o quarto melhor reboteiro do campeonato (11,2 por partida) e o segundo melhor nos ressaltos ofensivos: 4,8.

Nenê Hilário também fez bonito na vitória diante do Miami: 17 pontos e 12 rebotes, três deles ofensivos. Jogou 39 minutos, boa parte como pivô, sua verdadeira posição.

Finalmente, Tiago Splitter. Na vitória do seu San Antonio diante do Portland por 99-83, o barriga-verde veio do banco, assim como Leandrinho, e marcou 14 pontos. Mas ficou com apenas quatro rebotes. Não vi o jogo, por isso não tenho como dizer mais do que isso.

CLÁSSICO

Pena que o horário não ajuda, mas nesta madrugada, 1h30 da manhã, Lakers e Clippers se enfrentam no Staples Center. O clássico da Califórnia terá o primo pobre como mandante. Por isso, haverá mais gente simples no ginásio do que gente rica e famosa.

É bom lembrar: nos dois jogos amistosos entre ambos no começo desta temporada, o Clips venceu ambos. O segundo, é verdade, Kobe Bryant não jogou, alegando uma contusão na munheca.

Vamos ver como será esta noite. Aconselho a não tomar cerveja, pois esta danadinha ajuda a precipitar o sono.

O que eu aconselho é uma bela cochilada à tarde para enfrentar uma madrugada que promete ser longa e, muito provavelmente, inesquecível.

Quem vai marcar Kobe? Quero dizer: se é que dá para marcá-lo no momento.

Notas relacionadas:

  1. UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 NBA | 21:43

NBA DIVULGA PRIMEIRA PARCIAL DO ‘ALL-STAR GAME’ E DWIGHT HOWARD É O JOGADOR MAIS VOTADO

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A NBA anunciou na tarde desta quinta-feira a primeira parcial com a votação para o “All-Star Game” que será realizado em Orlando no dia 26 de fevereiro próximo.

Dwight Howard, pivô do time da casa, foi o jogador que mais mais indicações recebeu até o momento entre todos os atletas votados. D12 teve nada menos do que 754.737 votos.

Depois de D12 (foto AP), o segundo jogador mais votado foi Kobe Bryant, com um total de 690.613 indicações.

Se esta fosse a votação definitiva, os dois quintetos seriam os seguintes:

LESTE

Derrick Rose (Chicago Bulls) — 640.476
Dwyane Wade (Miami Heat) — 637.912
LeBron James (Miami Heat) — 640.789
Carmelo Anthony (New York Knicks) — 496.351
Dwight Howard (Orlando Magic) — 754.737

OESTE

Chris Paul (Los Angeles Clippers) — 540.173
Kobe Bryant (Los Angeles Lakers) — 690.613
Kevin Durant (Oklahoma City Thunder) — 633.538
Blake Griffin (Los Angeles Clippers) — 394.264
Andrew Bynum (Los Angeles Lakers) — 496.597

SOLITÁRIO

O único brasileiro que aparece com votação expressiva é Nenê Hilário, pivô do Denver Nuggets. O são-carlense recebeu até o momento 94.167 indicações, numa prova incontestável de que é o nosso jogador mais representativo na maior liga de basquete do planeta.

DIFERENÇA

No Leste, a distância dos jogadores titulares para seus reservas é grande demais. Isso significa que o quinteto inicial deve ser este mesmo.

Entre os armadores, depois de D-Rose e D-Wade, quem aparece mais bem votado é Rajon Rondo (Boston Celtics), com 253.969 votos. Nas alas, Amar’e Stoudemire (New York Knicks) vem a seguir com 178.797 indicações. E no pivô, depois do Super-Homem quem mais votos computou foi Joakim Noah (Chicago): 75.038.

No Oeste, Griffin briga com Dirk Nowitzki por uma vaga no quinteto titular. O ala do Dallas Mavericks ganhou a preferência entre 231.832 eleitores. Na armação, deve mesmo dar CP3 e Kobe, pois o “rookie” Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves), a surpresa nesta primeira parcial, recebeu 133.520 votos. E no pivô, Bynum deve ser o titular, pois a seguir aparece DeAndre Jordan (Clippers) com 134.961 indicações.

Abaixo, a relação total divulgada pela NBA:

LESTE

Armadores: Derrick Rose (Chi) 640.476; Dwyane Wade (Mia) 637.912; Rajon Rondo (Bos) 253.969; Ray Allen (Bos) 174.934; Deron Williams (NJN) 89.128; Jose Calderon (Tor) 42.929; John Wall (Was) 38.025; Richard Hamilton (Chi) 36.418; Kyrie Irving (Cle) 27.713; Joe Johnson (Atl) 23.384.

Alas: LeBron James (Mia) 640.789; Carmelo Anthony (NYK) 496.351; Amar’e Stoudemire (NYK) 178.797; Kevin Garnett (Bos) 173.161; Chris Bosh (Mia) 140.601; Paul Pierce (Bos) 94.071; Luol Deng (Chi) 85.086; Andrea Bargnani (Tor) 54.739; Carlos Boozer (Chi) 53.477; Hedo Turkoglu (Orl) 43.154.

Pivôs: Dwight Howard (Orl) 754.737; Joakim Noah (Chi) 75.038; Tyson Chandler (NYK) 61.774; Joel Anthony (Mia) 41.832; JaVale McGee (Was) 24.713; Al Horford (Atl) 23.546.

OESTE

Armadores
: Kobe Bryant (LAL) 690.613; Chris Paul (LAC) 540.173; Ricky Rubio (Min) 133.520; Steve Nash (Pho) 118.922; Russell Westbrook (OKC) 107.197; Kyle Lowry (Hou) 90.725; Monta Ellis (GS) 63.696; Manu Ginobili (SA) 50.765; Jason Kidd (Dal) 49.596; Chauncey Billups (LAC) 42.657.

Alas: Kevin Durant (OKC) 633.538; Blake Griffin (LAC) 394.264; Dirk Nowitzki (Dal) 231.832; Pau Gasol (LAL) 185.428; Kevin Love (Min) 143.814; LaMarcus Aldridge (Por) 118.268; Tim Duncan (SA) 81.783; Lamar Odom (Dal) 59.686; Metta World Peace (LAL) 39.006; Danilo Gallinari (Den) 34.438.

Pivôs: Andrew Bynum (LAL) 496.597; DeAndre Jordan (LAC) 134.961; Marc Gasol (Mem) 102.116; Nenê (Den) 94.167; Marcin Gortat (Pho) 62.631; Kendrick Perkins (OKC) 41.579.

Notas relacionadas:

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  3. DWIGHT HOWARD É MAIS UM EXEMPLO DESTA SAFRA DE JOGADORES SEM PERSONALIDADE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 NBA | 18:54

LEBRON FALHOU, MAS NÃO SE OMITIU

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Há pouco dei uma olhada no final do tempo normal e no final da prorrogação do jogo entre Golden State e Miami. Tinha prometido, cumpro a promessa.

Quem lê com atenção o que eu escrevo e deixa o fanatismo de lado e não se deixa levar por ataques de histerismos, sabe muito bem que eu considero LeBron James um jogador muito, mas muito acima da média. Creio mesmo que ele vai entrar para o rol dos gênios do basquete e colocará alguns anéis nos dedos.

Eu ainda não o equiparo a Kobe Bryant, por exemplo, por conta de seu emocional, especialmente nos finais das partidas, que não é grande coisa. É comum ver LBJ com os nervos em frangalhos quando o final da contenda se aproxima e ela está para ser decidida.

Afora esta situação, no decorrer das partidas, LeBron faz coisas que nos deixam boquiabertos. É um espetáculo belíssimo de ser visto.

Volto a repetir: considero Kobe superior a LBJ no momento. Mas já disse também acreditar que LBJ tem possibilidades de superar Kobe e se tornar o melhor jogador depois da era Michael Jordan.

LeBron é mais alto e mais forte que Kobe. Não tem a mesma habilidade, mas é habilidoso também. É melhor na distribuição do jogo e pega rebotes em maior quantidade por conta de seu tamanho e de sua força física.

LBJ consegue jogar em várias posições, o que não ocorre com Kobe. Se bobear, nas cinco, como Magic Johnson.

Aliás, por falar nisso, sempre disse que LBJ, num comparativo, seria Magic e Kobe seria MJ.

E por que eu acho que LBJ pode superar Kobe? Porque acredito que ele pode se aproximar mais de Magic do que Kobe de MJ. Por isso, LBJ tornaria-se melhor que KB.

Isso, claro, fica apenas no campo da imaginação.

O fato concreto é que, hoje, Kobe é muito mais jogador que LeBron. É decisivo, tem liderança e um arsenal de jogadas que LBJ também não tem. Além disso, o jogador do Lakers tem os nervos no lugar. Ao contrário do ala do Miami, o ala-armador do Lakers parece apreciar os momentos decisivos.

Dito isto, vamos ao jogo de ontem contra o Golden State.

Minha crítica a LBJ é que ele se omite nos finais das partidas. Isso não ocorreu ontem. LeBron falhou nos momentos decisivos, mas não se omitiu; são coisas diferentes.

Dois foram os erros de LBJ. Vamos a eles:

1) A 1:44 minuto do final do tempo regulamentar, com o Miami na frente em 93-90, James fez uma marcação de juvenil (pra não dizer outra coisa) em cima de Nate Robinson (foto AP) e o baixinho armador do Golden State fez uma bandeja nas barbas (literalmente) de LBJ deixando o Warriors um ponto (93-92) atrás do oponente, o que incendiou a Oracle Arena.

2) No final da prorrogação, com 12 segundos para o cronômetro zerar, e com o GSW na frente em 109-106, LeBron se precipitou e mandou um “pombo sem asa” contra a cesta do time californiano que, evidentemente, não entrou. Com o rebote nas mãos do time da casa, o jogo acabou.

Volto a dizer: LeBron falhou, LeBron errou, mas não se omitiu.

Gostei, pois, do comportamento LBJ. Ele tem que se aventurar novamente nos finais dos jogos e não deixar tudo nas costas de Dwyane Wade, como ele tem feito e não fez ontem.

Tomara que LBJ aceite esses desafios mais vezes neste campeonato. Se tiver que errar novamente, que erre.

O mais importante é encarar o monstro. Quando LBJ perceber que ele não é tão feio assim, ganhará maturidade e dará, certamente, o passo mais aguardado de sua carreira. E passo dado, terá tudo para entrar no rol dos gênios da história do basquete.

Vamos aguardar, então, pelas cenas dos próximos capítulos desta novela que tem tudo para ser líder de audiência.

Notas relacionadas:

  1. TORCEDORES ODEIAM LEBRON E KOBE
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

NBA | 10:20

O MELHOR JOGADOR DO MUNDO VOLTA A MOSTRAR POR QUE É O MELHOR JOGADOR DO MUNDO

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Kobe Bryant anotou 48 pontos na vitória do Lakers sobre o Phoenix, ontem à noite, em Los Angeles. E não foi daqueles jogos com 140, 150 pontos para o vencedor; nada disso.

O time californiano ganhou da rapaziada que veio do deserto do Arizona por 99-83. E Kobe fez nada menos do que 48,4% dos pontos de seu time, quase que a metade.

Nos arremessos, fez 18-31 (58,0%); nos lances livres, 12-13 (92,3%). Embora tenha errado suas três tentativas de três pontos, sua atuação ofensiva foi realmente um espetáculo.

Pra quem gosta de dados, anote: foi a 108ª vez que KB anotou 40 ou mais pontos em sua carreira, a primeira nesta temporada, contra três na passada.

Aliás, coincidência, a última vez que Bryant (foto AP) havia atingido marca tão expressiva foi exatamente contra o Suns, no dia 1º de março de 2009, quando deixou 49 pontos na cesta do Phoenix.

“Ele é o melhor jogador de basquete do planeta”, disse Steve Nash após a partida. “Ele é de fato fenomenal”.

Depois do jogo, amparado por números extraordinários, Kobe aproveitou para responder as críticas sobre um possível declínio na carreira, tudo por conta da miserável atuação na derrota diante do Denver.

“Não tenho que arrumar desculpas, tenho que ir lá e jogar”, disse Kobe. “Se eu jogo mal, as pessoas não querem saber se foi uma noite ruim ou se o meu pulso doeu. Eu sei que eu tenho que entrar em quadra e jogar”.

É assim mesmo que funciona. A tolerância dos fãs e de boa parte da mídia, de fato, é rasa. Todos esperam de um gênio como Kobe atuações desse tipo o tempo todo.

Esse é um dos tributos mais caros que esses fora-de-série pagam. Muitas vezes nos esquecemos que eles são de carne e osso e que podem estar com o corpo dolorido, que o cara está enfrentando um processo de divórcio, que abala o emocional, que um dia você acorda com o pé esquerdo, que isso e aquilo.

Como disse, eles são de carne e osso como nós, muito embora não pareçam.

Portanto, Kobe tem que entender o sentimento dos fãs e da maioria da mídia. Se ele compreender isso (e parece que compreende), fica mais fácil suportar uma carga de críticas depois de uma partida mal jogada. A cobrança só é feita em cima de quem pode dar algo em troca.

E o nosso sentimento é que Kobe pode fazer isso quase tantas vezes ele quiser.

Afinal, como disse Nash, KB é fenomenal e o melhor jogador de basquete do planeta.

LINHAS

Depois do que Kobe Bryant fez em Los Angeles, alguns dos demais confrontos merecem apenas menções.

Na derrota de seu Cleveland para o Utah (113-105), Anderson Varejão voltou a mostrar que é o melhor brasileiro em atividade na NBA: 12 pontos e 11 rebotes. Foi seu quarto “double-double” da temporada.

Em contrapartida, Tiago Splitter tornou a jogar mal: dois pontos e três rebotes. Apenas 15 minutos em quadra na derrota do San Antonio para o Milwaukee por 106-103.

O Toronto acertou novamente a ferradura: depois de vencer o Minnesota, possibilitou ontem ao Washington sua primeira vitória na temporada: 93-78. Leandrinho Barbosa: 12 pontos em 21 minutos.

Dwyane Wade retornou depois de três jogos de molho. Anotou 34 pontos (sua melhor pontuação na temporada), mas o Miami perdeu para o Golden State, na Califórnia, por 111-106 depois de uma prorrogação.

Não vi o jogo, confesso. Prometo que vou dar uma olhada no final do tempo normal e em toda a prorrogação. Se for o caso, volto a falar sobre a partida mais tarde.

E finalmente o Chicago: vitória diante do Wolves, em Minnesota, por 111-100. O Bulls terminou a partida com D-Rose, Ronnie Brewer, Kyle Korver, Luol Deng (como PF) e Omer Asik. Carlos Boozer e Joakim Noah estavam realmente de dar nos nervos e ficaram merecidamente no banco “down the strecht”. D-Rose foi o destaque com seus 31 pontos e 11 assistências. Mas Luol não pode ser esquecido por conta de seus 21 pontos e 11 rebotes. Muitos desses pontos vieram em momentos ruins de Rose no jogo.

LÍDERES

Chicago e Oklahoma City têm a mesma campanha até o momento: nove vitórias e apenas duas derrotas.

Lideram suas respectivas conferências.

Notas relacionadas:

  1. JOGADOR MARCANTE
  2. DE VOLTA; E AGRADECIDO
  3. SITE AMERICANO ELEGE LEBRON JAMES MELHOR JOGADOR DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 10 de janeiro de 2012 NBA | 19:10

LAMARCUS ALDRIDGE DEVE SER A SURPRESA NO TIME DOS EUA PARA OS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES

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Até o final deste mês de janeiro a USA Basketball vai anunciar o nome dos 19 jogadores que serão convocados para disputar os Jogos Olímpicos de Londres, em agosto próximo.

Serão 19, mas sete acabarão cortados para que os 12 definitivos sejam inscritos para a competição de basquete mais importante do planeta.

A novidade na lista da entidade deverá ser LaMarcus Aldridge. Se isso se confirmar, nada mais justo, pois o ala-pivô do Portland Trail Blazers está se superando a cada jogo que disputa.

Disse outro dia que não considero LaMarcus um “franchise player”. De fato, não o considero, mas num time com astros como Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade, vestindo a camisa dos EUA, Aldridge (foto AP) tem tudo para brilhar intensamente nas Olimpíadas.

A presença de Aldridge surpreenderia a bolsa de apostas que apontava apenas Blake Griffin como o único convocado que não participou ou dos Jogos de Pequim-08 ou do Mundial da Turquia-10.

O que se comenta é que os 19 convocados serão:

Derrick Rose
Chris Paul
Deron Williams
Chauncey Billups
Russell Westbrook
Kobe Bryant
Dwyane Wade
Eric Gordon
LeBron James
Kevin Durant
Carmelo Anthony
Andre Iguodala
Lamar Odom
Chris Bosh
LaMarcus Aldridge
Blake Griffin
Kevin Love
Dwight Howard
Tyson Chandler

Ficou alguém de fora?

Do time que foi a Pequim não deverão ser chamados Jason Kidd, Carlos Boozer, Tayshaun Prince e Michael Redd. E da equipe que esteve na Turquia, Rudy Gay, Danny Granger e Stephen Curry.

Olhando para os 19 convocados, creio que sobrarão estes 12 para Londres:

Derrick Rose
Chris Paul
Chauncey Billups
Kobe Bryant
Dwayne Wade
LeBron James
Kevin Durant
Carmelo Anthony
Chris Bosh
Kevin Love
Blake Griffin
Dwight Howard

O único que me deu um pouco de dúvida é Billups. Talvez entre D-Will. Ou então pode ser que um ala, como Iguodala, faça parte dos 12 finais.

Esta, no entanto, é minha única dúvida.

Notas relacionadas:

  1. ALDRIDGE, OUTRO INJUSTIÇADO
  2. EU CONVOCARIA OS MELHORES PARA OS JOGOS DE LONDRES
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

domingo, 8 de janeiro de 2012 NBA | 10:35

“ZEBRAS” GALOPAM À VONTADE NESTE INCÍO DE CAMPEONATO NA NBA

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Esse campeonato anda um tanto quanto maluco. Alguns resultados neste início de competição chamam a atenção.

Ontem, por exemplo, o Atlanta trucidou o Chicago dentro de sua Philips Arena (na foto Getty Images, Luol Deng marcando Joe Johnson). Não se deixe enganar pelos 109-94 final, uma vez que durante o confronto o Hawks chegou a abrir 29 pontos de diferença! O mesmo Atlanta que havia sido humilhado pelo misto do Miami, também dentro de casa, há alguns dias, ao perder por 116-109 depois de três prorrogações. Isso mesmo, eu disse misto do Miami, que não pôde colocar em quadra nem Dwyane Wade e nem LeBron James.

Anteontem, o pobre Phoenix, resumido apenas ao talento do veterano Steve Nash (prestes a completar 38 anos), ganhou do temido Portland por 25 pontos de diferença (102-77), Portland que havia goleado o Lakers na noite anterior por 107-96.

Há alguns dias ou semanas, outros resultados surpreendentes aconteceram. Lembro-me de alguns, mas se vocês se lembrarem de outros, por favor, entrem na conversa e compartilhem estas memórias com os demais parceiros deste botequim.

O que eu me lembro, puxando rapidamente pela tal da memória, que no meu caso anda um pouco falha nos últimos tempos, foi a vitória do Toronto diante do Knicks, em plena Nova York, por 90-85, no dia 2 de janeiro. Um par de dias depois, o mesmo New York encarregou-se de promover outra surpresa na competição ao ser derrotado novamente dentro de seu Madison Square Garden pelo raquítico Charlotte Bobcats, por 118-110. Saiu de quadra vaiado.

O Indiana é outro exemplo que encontro para citar. O time se reforçou, é verdade. Chegaram George Hill e David West e entrou embalado pela boa série de playoffs feita diante do Chicago na ano passado. Mas vencer o Celtics, em Boston, por 13 pontos de diferença (87-74), chama a atenção, pois o Celts jogou completinho da silva. Ganhar na última bola, no estouro do cronômetro, tudo bem, mas por 13 pontos, dentro do TD Garden, repito saltou aos olhos.

No primeiro dia deste 2012 o Minnesota quebrou um tabu de 18 jogos (quase 300 dias) sem vencer. Ganhou do Dallas por 99-82. Eu sei, eu sei, o Wolves está com um time interessante e tem um técnico muito competente em Rick Adelman, mas vencer o Mavs chamou a atenção, pois trata-se do atual campeão da NBA.

Eu sei, eu também sei, o Dallas desta temporada não é mais o mesmo. Nem de longe lembra aquele timaço das finais do ano passado, timaço que fez o poderoso Miami Heat curvar-se a seus pés.

Mas é o Dallas!

O Mavs desta temporada é o responsável pelas maiores surpresas até o momento. Perdeu na estreia para o Miami, no prélio que reviveu a final da temporada passada, por 105-94. A surpresa não está na derrota, mas sim em como ela ocorreu. Durante a partida o Mavs chegou a ficar atrás em 35 pontos!

No dia seguinte, novamente o Dallas se encarregou de surpreender a tabela de resultados ao perdeu uma vez mais em casa. Mas não foi diante de um time forte, daqueles talhados para ser campeão. O Dallas perdeu para um Denver em reconstrução por 115-93: 22 pontos de diferença, diferença esta que chegou a 33.

Assim, de cabeça, num rápido puxar pela memória, lembro-me destes resultados surpreendentes. Outros devem ter acontecido, mas eu deixo pra vocês falarem sobre eles.

O que vale destacar é que a surpresa tem sido a marca registrada deste campeonato até o momento. Por que isso acontece? Seguramente por falta de preparação.

Por conta do locaute, os times não puderam treinar e nem fazer os amistosos necessários para os ajustes não menos. Montaram suas esquadras e foram à luta; e muitos estão se dando mal.

Com o passar do tempo, as casas desarrumadas serão colocadas em ordem. E essas “zebras” tenderão a diminuir.

Mas continuarão acontecendo, pois nós, entendedores da matéria que somos, sabemos muito bem que “zebras” acontecem no basquete.

DESTAQUE

Ontem eu postei depoimento do meu amigo e jornalista Thiago Simões sobre seu amor pelo New York Knicks e a emoção de assistir ao vivo pela primeira vez uma partida da NBA. E no caso dele foi no templo sagrado do basquete mundial, o Madison Square Garden.

Por conta disso, deixei de registrar a ótima atuação do brasileiro Anderson Varejão (foto) na vitória de seu Cleveland diante do Minnesota por 98-87. O capixaba marcou 13 pontos e pegou 12 rebotes, cinco deles no ataque.

Varejão tem um duplo dígito de média nos rebotes: 10,1 por partida. Coloca-se em oitavo lugar entre os melhores. Quando o assunto são os rebotes ofensivos, Anderson tem média de 4,1 por contenda disputada e ocupa o sexto lugar.

Anderson Varejão, o melhor brasileiro na NBA no momento.

Notas relacionadas:

  1. FIQUEM À VONTADE
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sábado, 31 de dezembro de 2011 NBA | 12:45

DERRICK ROSE, A RAZÃO DAS VITÓRIAS DO CHICAGO BULLS

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A defesa não é a mesma da temporada passada. Richard Hamilton ainda não se entrosou com o time e não rende o que dele se espera. Taj Gibson é uma pálida imagem do jogador vibrante e competente da temporada passada. E Carlos Boozer continua soft.

Mesmo com todos esses problemas, o Chicago segue vencendo seus jogos. E sabem por que vence? Resposta: porque tem Derrick Rose.

O armador do Bulls (foto Reuters) deu um show na noite de ontem no Staples Center de Los Angeles na vitória do Chicago diante do Clippers por 114-101. Só não fez chover em quadra porque o ginásio é coberto. Não fosse isso, os deuses da chuva teriam se curvado a D-Rose e feito uma chuva fina, suave, de reverência descer e se espalhar educadamente sobre piso e poltronas do belíssimo ginásio angelino.

Derrick anotou 29 pontos, deu 16 assistências e apanhou oito rebotes. Quase um “triple-double”.

E uma vez mais em sua carreira diante de Chris Paul, colocou o adversário no bolso. Valho-me de uma rápida pesquisa na internet e vejo que em sete embates entre eles, CP3 nunca conseguiu levar a melhor sobre D-Rose.

A defesa não é a mesma, Rip não está entrosado, Taj joga mal e Booz continua soft. Mesmo assim o Chicago segue entre os melhores e exibe uma campanha de 3-1 em quatro jogos realizados fora de casa.

E o motivo pelo qual isso acontece tem um nome: Derrick Rose.

PRESSÃO

LeBron James continua com o mesmo defeito da temporada passada: o jogo aperta, tem que ser decidido no fim e ele desaparece.

Isso aconteceu ontem em mais uma vitória apertada do Miami, desta vez sobre o Minnesota, fora de casa, por 103-101, o que manteve a invencibilidade do time na temporada. Ele passou praticamente todo o quarto final jogando como armador, porque, definitivamente, não dá para contar com Mario Chalmers nos momentos decisivos e Norris Cole, à exceção da partida contra o Boston, nas demais jogou um basquete de “rookie”.

Cônscio de sua função, o que fez LBJ? Armou o jogo; mas armou vagabundamente.

O que LBJ fez nos minutos finais do jogo de ontem em Minneapolis e no anterior em Charlotte foi simplesmente ter a bola nas mãos e procurar desesperadamente Dwyane Wade. Quando D-Wade (foto AP) aparecia em condições de receber a bola (longe da cesta, é bom que se diga), LBJ entregava-a imediatamente ao companheiro.

Um armador que se preza tem que ser atrevido. Tem que procurar a cesta e no meio do caminho tem que iludir a marcação adversária de diversas maneiras de modo a deixar alguém em excelentes condições para pontuar ou ele próprio definir a jogada.

LeBron não fez nem uma coisa e nem outra. Como disse, até a intermediária defensiva adversária ele tem a bola nas mãos e a partir daí ele fica feito um maluco procurando D-Wade.

Isso não é armar o jogo; isso não é ser decisivo; isso não justifica tanta fama amealhada através dos anos.

Contra o Charlotte, D-Wade fez a cesta que decidiu o jogo; ontem, contra o Wolves, também. Em ambos os confrontos, LBJ sumiu nos minutos decisivos.

Quem pega o “box score” sem ter visto o jogo, vai dizer que eu sou maluco e pega o motorrádio e entrega-o a LBJ: melhor jogador em quadra. Afinal, foram 34 pontos, dez assistências e oito rebotes. Quase um “triple-double”.

D-Wade, por seu turno, anotou 19 pontos apenas. Deu cinco assistências e pegou míseros três rebotes. Mas definiu a partida, como definiu em Charlotte, pois nos momentos decisivos D-Wade mostra-se um “clutch player” e LeBron não.

Aliás, se você não viu ou se esqueceu, eu lembro: este foi o maior pecado do Miami na série decisiva diante do Dallas, na temporada passada: LBJ sumiu em quadra nas finais, pois a pressão era demais para sua pobre cabeça.

TÁTICA?

Na maioria dos jogos tem sido assim: LeBron James faz uma montanha de pontos nos três primeiros quartos e desaparece no último quando o jogo está apertado. Se a contenda está tranquila, livre da pressão decisiva, ele produz. Caso contrário…

No jogo de ontem, LBJ anotou 29 de seus 34 pontos nos três primeiros quartos da partida. No decisivo, quando o bicho pegou, marcou apenas cinco.

Notas relacionadas:

  1. CHICAGO QUER VDN FORA DO BULLS
  2. SHANNON BROWN FOGE DO “SCRIPT”; E LOS ANGELES LAKERS BATE O CHICAGO BULLS
  3. SIMPLESMENTE DERRICK ROSE
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. Última