O EQUILÍBRIO DO OESTE
Se Boston e Chicago (à direita, foto AFP) fazem uma série equilibradíssima no Leste, Portland e Houston repetem a dose no Oeste.
Ontem, os dois times protagonizaram, uma vez mais, outra partida repleta de emoções e equilíbrio. Embate definido só no final; desta vez o Portland saiu vencedor: 107-103.
Brandon Roy foi o nome do jogo. Arrebentou a defesa adversária; e olha que seus marcadores não são “joões”, como Garrincha se referia a quem o marcava e não o achava.
Shane Battier e Ron Artest, dois dos melhores defensores da liga, tiveram a inglória missão de vigiar o armador do Blazers. Não conseguiram.
Roy terminou a partida com 42 pontos, assim construídos: 13-24 nas bolas duplas, 2-3 nas triplas e 10-12 nos lances livres. Tudo isso em 42 minutos.
Agora, sabe o que também chama a atenção? O número de erros por ele cometido: nenhum!
Foi, como disse, o nome do jogo.
O fato triste ficou por conta da contusão do pivô Dikembe Mutombo. D, às portas de completar 43 anos (25 de junho), voltou ao basquete depois de muita insistência de dois times, Boston e Houston, e também da família.
Cedeu aos apelos e voltou ao Texas, onde jogou a temporada passada. Ontem, com dois minutos em quadra, contundiu o joelho esquerdo. E decretou: “Pra mim, o basquete acabou”.
De jeito nenhum, D. Quem acompanha a NBA, e você em particular, não vai esquecê-lo jamais. Seu indicador balançando de um lado para o outro após um “joão” tentar uma cesta e você dar-lhe um merecido toco ficará para sempre registrado em nossas retinas.
Você é um daqueles gênios inesquecíveis, tenha certeza.
FINAL
Agora, pessoal, o que dizer do Aaron Brooks (à esquerda, foto Getty Images) no final da partida? O cara estava maluco!
Houvesse alguns segundos a mais à disposição do Houston e eu ouso dizer que o Rockets teria virado a partida.
Iluminado, Brooks marcou 11 pontos em 27 segundos – os últimos tentos do Houston em quadra, diga-se. Tentou encurtar a diferença que era favorável aos anfitriões. Não conseguiu, mas sua atuação (23 pontos e cinco assistências) ainda pulula em nossa mente, concordam?
Quem não viu o jogo, perdeu um espetáculo e tanto.
SUFOQUINHO
O Lakers voltou a respeitar o script. Venceu o Utah por 119-109.
Jamais esteve atrás no marcador e a diferença, que acabou na casa dos dez pontos, chegou em 20: 66-46 ao final do segundo quarto.
Mas o time passou por um pequeno sufoco ao final da peleja quando o Jazz, comandado por Deron Williams, encurtou a distância para apenas três p0ntos (109-106) a 2:43 minutos do final.
Mas aí os angelinos fizeram uma corrida de 10-3 e colocaram tudo em seus devidos lugares. De nada adiantaram os 35 pontos e nove assistências de Deron e nem os 20 pontos e dez rebotes de Carlos Boozer – único jogador em quadra a ter um “double-double”.
O Lakers foi novamente um time equilibradíssimo. Nada menos que sete de seus jogadores terminaram o confronto com um duplo dígito na pontuação: Kobe Bryant 26, Pau Gasol 22, Lamar Odom 19, Trevor Ariza 13, Shannon Brown 12, Derek Fisher 11 e Andrew Bynum 10.
É difícil você enfrentar um oponente que consegue distribuir os pontos. Sua defesa fica maluca, não sabe quem marcar.
Perdido na defensiva, o Utah permitiu um percentual de acerto dos arremessos do Lakers de exatos 60%, enquanto que ele, quando atacou, sem a mesma imaginação dos californianos, encestou apenas 49.4% de seus tiros contra a cesta inimiga.
Acho que isso explica bem a vitória do Lakers. A segunda em dois jogos.
Má sorte do Jazz, pois a história diz que quando o Los Angeles faz 2-0 em uma série melhor de sete (antigamente o primeiro confronto era melhor de cinco) é praticamente impossível revertê-la. Em 38 situações desse tipo, o Lakers saiu-se vencedor em 37.
Portanto, é melhor Jerry Sloan começar a projetar a próxima temporada.
Esta, já era.
MIXURUCA
Êta partida sem-graça! Não tem jeito, o Detroit não será adversário para o Cleveland, pelo menos jogando em Ohio.
Os ventos do Lago Erie parecem inspirar mais do que os que sopram do Michigan. Não há termos de comparação entre as equipes.
O Cavs chegou ontem à sua segunda vitória, esta por “apenas” 12 pontos: 94-82.
O Pistons bem que lutou. Baixou a diferença, que chegou em 29 pontos no início do quarto derradeiro (79-50), para sete (84-77) quando o cronômetro marcava 3:50 para a buzinada final.
Ao verem a distância ficar bem mais curta, LeBron James, Mo Williams e Delonte West se reuniram e decidiram acabar com a brincadeira. Lideraram a última corrida do jogo favorável ao Cavs em 10-5 e deram números finais ao marcador.
LeBron e Mo anotaram quatro pontos; Delonte, dois.
Terminaram a partida assim: LBJ 29 tentos, Mo 21 e Delonte 20.
Detroit? Ora, o que dizer de um time cujo medalhista olímpico Tayshaun Prince crava apenas dois pontos no aro inimigo?
Nem com a série indo para Detroit dá para imaginar uma vitória do Pistons.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Blazer, Brandon Roy, Carlos Boozer, Cleveland, Delonte West, Deron Williams, Detroit, Dikembe Mutombo, Houston, Jazz, Kobe Bryant, Lakers, LeBron James, Mo Williams, Pistons, Portland, Rockets, Tayshaun Prince, Utah