Detroit | Fábio Sormani

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quinta-feira, 16 de julho de 2009 NBA | 21:40

O COMPLICADO MUNDO DO “SALARY CAP”

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Rapaziada, seguinte: essa história do “salary cap” é realmente complicada. Vamos tentar explicá-la usando como exemplo o caso do Lamar Odom.

O jogador, que jogou a temporada passada pelo Lakers, está sem contrato. O Lakers é o único time que pode estourar o “cap” para assinar com ele.

A folha de pagamento dos californianos, no momento, é de US$ 84.613.733,00. E o teto salarial estabelecido pela NBA, incluindo a “Luxury Tax”, é de US$ 69.900.000,00.

Ou seja: o Lakers já estourou — e muito — o “cap”. Em números: US$ 14.713.733,00.

E pagará este mesmo valor em multa para a NBA; e o dinheiro, como eu já disse aqui, a liga rateia entre os times que não estouram o teto para estimular a não se ultrapassar o valor estipulado.

Muito bem: se o Lakers não renovar com Lamar, o time só poderá contratar um jogador que se enquadre na lei dos veteranos, atletas que estejam na NBA há pelo menos três temporadas.

E esta verba é de US$ 1.300.000,00. Ou seja: quase nada.

Portanto, se o Lakers não renovar com Lamar, só tem esta verba para contratar outro jogador. É por isso que torna-se inviável pensar em Glen “Baleinha” Davis, Paul Millsap ou David Lee.

Da mesma forma, há poucas equipes em condições de assinar com Lamar por algo próximo de US$ 10 milhões, por exemplo, ao jogador: Portland, Oklahoma City, Memphis e Sacramento, e os dois últimos não parecem dispostos a investir neste ano, enquanto o primeiro já se comprometeu com Millsap.

Os demais podem oferecer, na melhor das hipóteses, a “Mid-level Exception”, que vale US$ 5.8 milhões. E é o que o Miami está oferecendo ao jogador.

Basicamente é isso. Espero ter sido claro. Se passou algo despercebido ou se alguém quiser falar, o botequim está aberto — como sempre.

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terça-feira, 7 de julho de 2009 NBA | 22:54

A BOLA DENTRO DE DUMARS

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Peço desculpas pelo atraso da hora. Não apareci antes para conversar com vocês por alguns motivos.

Além do trabalho diário – hoje foi por demais puxado –, tive que fazer a tal da inspeção veicular em meu carro (quem mora em São Paulo sabe do que falo) e aproveitei um pouquinho da noite para celebrar.

Hoje, 7 de julho, é o dia do meu aniversário. Como sei que muitos de vocês vão me cumprimentar, eu agradeço de antemão as felicitações.

Bem, indo direto ao nosso assunto diário, estive a varrer a internet e a única notícia concreta que encontrei foi a contratação de John Kuester para ser o treinador do Detroit na próxima temporada. Sei que muitos torcedores do Pistons podem ter torcido o nariz; mas achei uma boa.

Afinal, contratar quem? Avery Johnson? Avery está carimbado pela perda do título diante do Miami e pelas suas últimas campanhas dirigindo o Dallas.

Sam Mitchell poderia ser outra alternativa. Mas seria mesmo?

Renovar é sempre bom; oxigenar um time, melhor ainda. Joe Dumars acertou, a meu ver, na mosca.

Se você está desconfiado, lembre-se que foi o mesmo Detroit, em 2001, que transformou o assistente técnico Rick Carlisle (à época no Indiana), em treinador. Carlisle deu o pontapé inicial naquele time do Pistons que acabou campeão em 2004 sob o comando de Larry Brown.

E sabe quem era um dos assistentes de Brown? Isso mesmo: Kuester.

Pois bem, Dumars repete Carlisle com Kuester, que treinou o Boston University e George Washington antes de chegar à NBA, em 1995.

Mas o que conta mesmo em seu currículo, além de ter trabalhado com Brown, foi ter jogado em North Carolina sob o comando de Dean Smith, o mesmo homem que ensinou os fundamentos do jogo a Michael Jordan.

Kuester jogou para o Tar Heels de 1973 a 1977. Ali ele pavimentou sua estrada.

Com o time que tem em mãos e com a experiência curricular, creio que Dumars deu uma bola dentro. E eu posso falar à vontade sobre isso, pois canso de criticar o trapalhão GM do Pistons.

Palmas para Joe Dumars!

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sábado, 4 de julho de 2009 NBA, outras | 11:21

MUDANÇA DE PLANOS

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O negócio só deve ser anunciado no dia 8 de julho, quarta-feira da próxima semana, mas o acordo entre Hedo Turkoglu e o Toronto já foi sacramentado.

O ala turco abriu mão de jogar no Portland por alguns motivos; entre eles, porque vai receber do Raptors US$ 53 milhões e não US$ 50 milhões por cinco temporadas que o Blazers oferecia.

Três paus a mais; é muita grana – acho que eu faria o mesmo.

Tem mais: Hedo (foto AP) prefere a cosmopolita Toronto à pacata Portland. Na cidade canadense, a colônia turca é muito grande, o que o deixaria bem à vontade, sentindo-se em casa.

Finalmente, depois de ter passado as últimas cinco temporadas na costa Leste, ele decidiu que ficar nesta conferência seria melhor pela familiaridade com as equipes adversárias, o que facilitaria o seu jogo.

Como disse na abertura do nosso papo, o negócio só será anunciado no dia oito porque o Toronto tem até o dia sete para abrir mão dos contratos de Shawn Marion, Anthony Parker e Carlos Delfino, abrindo espaço no “cap” para oferecer US$ 10.1 milhões para Turkoglu no primeiro de seus cinco anos de contrato com os canadenses.

Como já disse, acho muito dinheiro para um jogador que não tem o status de craque e que acabou de completar 30 anos. De todo o modo, o dinheiro não é meu.

E mais: será que Hedo conseguiu a garantia dos canadenses de que a franquia não vai perder Chris Bosh? Sim, pois se o pivô deixar o Raptors, o que Turkoglu vai fazer por lá?

De qualquer maneira, para a próxima temporada, o time se reforça com a presença do vice-campeão da NBA.

SHEED

Rasheed Wallace esteve reunido ontem em Detroit com Wyc Grousbeck, um dos donos do Celtics, Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce. O encontro durou três horas.

Mas não houve decisão alguma. Embora paparicado pelo quarteto, Sheed pediu um tempo para responder ao time de Massachusetts.

Perto de completar 35 anos (17 de setembro), o jogador está aguardando outras ofertas. Elas vêm de Charlotte, Cleveland, Orlando e San Antonio.

Na última temporada com o Detroit, Sheed amealhou US$ 13.7 milhões. O que o Boston consegue oferecer a ele é algo em torno de US$ 5.6 e US$ 5.8 milhões.

O “pouco” dinheiro é fruto da “midlevel exception”, uma vez que o “cap” do Celtics está estouradíssimo da silva. O alviverde não tem como oferecer mais ao jogador.

Esperam seduzi-lo com a possibilidade de ganhar outro anel de campeão e pelo prazer de jogar ao lado de KG, um de seus melhores amigos na liga.

Mas eu acho que quem pagar mais, leva.

BANCO

Phil Jackson (foto AP) anunciou ontem que vai continuar trabalhando. Segundo o treinador, seu médico particular liberou-o para mais uma temporada sentado em seu cadeirão.

Mas eu penso que o diagnóstico final do doutor teve um peso menor do que o salário que ele vai ganhar (US$ 13.1 milhões) e a perspectiva de voltar a ser campeão depois da contratação de Ron Artest.

TCHAU!

Ah, sim, esqueci de falar mais um negócio sobre o Boston: Stephon Marbury não aceitou a oferta do Celtics para mais uma temporada. Considerou o US$ 1.3 milhão ofertado pela franquia uma ofensa.

O que ele esperava?

PREFERÊNCIA

Perguntado por um lunático repórter sobre quem era melhor, Michael Jordan ou Kobe Bryant, o presidente norte-americano, Barack Obama, foi rápido na resposta: Oh, Michael”.

Tem cabimento uma pergunta dessas, ainda mais para o presidente e torcedor número um do Chicago Bulls?

IGUAL

Por falar em Bulls, navegando pela internet, dei uma varrida à procura de novidades. Por enquanto, nada.

O Chicago tem que esperar até o dia 8 de julho, data em que Ben Gordon vai oficializar o seu acordo com o Detroit. Depois disso, sairá às compras.

E quem comprar?

Num primeiro momento, acho que ninguém. A franquia quer abrir um bom espaço em seu “cap” para oferecer um caminhão de dinheiro a Dwyane Wade ao final da próxima temporada, quando o contrato do jogador se encerra com o Miami.

Pra quem não sabe, D-Wade nasceu e mora em Chicago – e é torcedor do Bulls.

Portanto, torcida tricolor, esta próxima temporada vamos de Derrick Rose, Kirk Hinrich, John Salmons, Tyrus Thomas e Joakim Noah.

Ah, e Vinnie Del Negro no banco, agora sem Dell Harris, que aposentou-se.

Sei…

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quinta-feira, 2 de julho de 2009 NBA | 18:32

OS CASOS DE GORDON E VILLANUEVA

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Ben GordonBen Gordon (à direita) não é mais do Chicago; Charles Villanueva deixou o Milwaukee.

Vocês, tarados por basquete como eu, já sabem que ambos foram para o Detroit. Quem ainda não sabia, ficou sabendo agora.

Vamos por parte, como diria… não direi, pois este clichê beira o insuportável. Vamos, pois ao que interessa.

Alguns torcedores do Chicago devem estar chorando a saída de Gordon; não deveriam. Ele não estava mesmo a fim de ficar na Windy City. Recebeu pelo menos duas ótimas propostas de John Paxson e disse não.

Então, passar bem; com ferro elétrico.

Se um dia os torcedores do Milwaukee suportaram a saída de Lew Alcindor para o Lakers – Alcindor que mais tarde passou a se chamar Kareem Abdul-Jabbar –, por que não resistiram ao adeus de Villanueva?

Villanueva que ofereceu-se como uma mundana em seu twitter ao Cleveland, elogiando a contratação de Shaquille O’Neal e adicionando que agora só faltava um ala/pivô – ele – para o time se completar.

Portanto, o que disse sobre Gordon, vale para Villanueva: passar bem; com ferro elétrico.

Isso posto, vamos analisar a situação do Detroit. A equipe ficou muito forte com a chegada desses dois jogadores.

Ganha um armador de decisão muito bom em Ben Gordon – do mesmo nível de Richard Hamilton – e um ala de força com um jogo harmonioso em Charles Villanueva.

Aliás, a contratação de Gordon deixa claro que a franquia pretende se desfazer de Rip. Desconfio que o problema do jogador não era apenas com o ex-treinador Michael Curry – tem mais coisa nessa história.

Bem, se o Pistons adicionasse ao time um ala que pontuasse, voltaria a figurar tranquilamente entre os favoritos ao lado Leste. Tayshaun Prince marca muito, mas ataca pouco.

De qualquer maneira, a equipe tem em Rodney Stuckey um armador definidor, estilo Chauncey Billups. Isso tira um pouco a pressão em cima de Tayshaun.

Fica faltando um pivô, alguém pode dizer. Respondo: não acho, pois penso que Kwame Brown pode resolver a questão.

O problema, no entanto, aparecerá quando Kwame não puder estar em quadra. Quem vai ser seu descanso?

Fabricio Oberto? Nem pensar.

O Detroit poderia muito bem pagar a multa de seu contrato e despachá-lo para a Argentina. Na sequência, ir às compras novamente.

Sim, pois Austin Daye e DaJuan Summers, dois de seus drafts, são alas de força que podem muito bem ajudar. Mas não sei até que página, pois eles não têm qualquer experiência entre os profissionais.

O certo é que vem mais coisa por aí. Joe Dumars, por mais tapado que seja, conhece o jogo.

A galera deste botequim que torce para o Pistons esfrega as mãos à espera da próxima temporada. Não sem razão.

VOLTA 1

Josh Childress, que jogou seus primeiros quatro anos no Atlanta, foi para o Olympiakos na temporada passada. Seu contrato com o clube grego previa a possibilidade de o jogador testar o mercado ao final da temporada européia – que coincide com a norte-americana.

E é o que o jogador está fazendo no momento. Ou melhor, Jim Tanner.

O agente de Childress já teve uma reunião com os executivos do Milwaukee. O time de Wisconsin está atrás de um ala desde que negociou Richard Jefferson com o San Antonio.

Se der certo, o Bucks não sairá por baixo nessa história de jeito nenhum.

VOLTA 2

Quentin Richardson, que um dia fez parte de um time interessante do Clippers que tinha Lamar Odom e Darius Miles em grande forma, retornou a Los Angeles. Ele, que havia deixado o New York e ido para o Memphis, nem chegou a desarrumar as malas.

Foi trocado por Zach Randolph.

Ótimo negócio para o Clippers, que dá uma limpada legal em seu cap. Deixará de pagar US$ 16 milhões para Zach; terá compromisso de US$ 9.3 com Quentin. Economia de quase US$ 7 milhões.

Em tempos bicudos, nada melhor; sem contar que resolve um problema para o técnico Mike Dunleavy, que não teria o que fazer com Randolph depois do recrutamento de Blake Griffin, uma vez que a franquia ainda conta com Chris Kaman e Marcus Camby para a posição.

Já o Memphis fortalecerá seu garrafão com o ex-pivô angelino. Como o time da terra de Elvis Presley selecionou Hasheem Thabeet no último draft, pergunto: será que a batata do espanhol Marc Gasol está cozinhando?

Marc é uma espécie de Zoca da família Gasol, vocês não acham?

ESPANHA

Por falar nos iberos, Ricky Rubio decidiu cumprir seus dois últimos anos de contrato com o DKV Joventut. Desta forma, retirou o processo que movia contra o time espanhol.

Rubio pressiona o Minnesota, time pelo qual foi recrutado no último NBA Draft. Não quer jogar em Minneapolis de jeito nenhum.

Dan Fegan, seu agente, um dos mais influentes no mercado da NBA, quer levar o espanholito para a Big Apple. Seu sonho é ver seu cliente jogando com a camisa do New York.

Isso significaria ótima oportunidade para acertos publicitários mais vultosos do que se o armador jogar com a inexpressiva camisa do Wolves – sorry torcedores, mas é verdade, o que eu posso fazer se não falar?

Grana, sempre ela.

AMIGOS?

Depois que Ron Artest e Kobe Bryant quase se esbofetearam na série entre Lakers e Houston, li que os dois jogadores eram amigos fora da quadra, isso e aquilo.

Achei que ambos faziam tipo para segurar a barra.

Agora surge a notícia de que os angelinos – ao lado do Cleveland e do Boston – querem contratar Artest, que está com o passe na mão neste momento.

É, parece que a história era mesmo verdadeira – caso contrário, Kobe, um dos que têm voz ativa na franquia, diria não e ponto final.

Como ficaria esse Lakers com Artest ao lado de Kobe? Imbatível no Oeste – pelo menos.

Portanto, Trevor Ariza que defina logo sua vida, pois o Lakers tem um Plano B dos melhores. Superior, aliás, ao Plano A.

Sons vindos do Texas dão conta de que Ariza está reunido com o pessoal do Houston. É, o Rockets parece mesmo dar como certa a saída de Artest.

Mas vamos continuar imaginando as coisas. Se ele for para o Cleveland, diria o mesmo que disse sobre o Lakers: o Cavs ficaria imbatível no Leste. Idem se ele vestir a camisa alviverde do Celtics.

Quer dizer: o ciclotímico jogador do Houston é poderoso. Mesmo maluco, vale o investimento.

VALE?

O Houston pretende oferecer um contrato de cinco anos no valor de US$ 50 milhões para Hedo Turkoglu.

Vale?

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terça-feira, 30 de junho de 2009 NBA | 20:14

VAREJÃO FORA DO CLEVELAND

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Anderson Varejão está fora do Cleveland. Ele próprio tomou a decisão – quem informa é o site da ESPN.

Se você não sabe, o capixaba tem um contrato com o Cavs que dá a ele o direito de ficar ou não na franquia. Como é forte o comentário de que o Cleveland vai contratar o ala de força Charles Villanueva, do Milwaukee, Varejão, sentindo que vai amargar um banco danado na próxima temporada se isso ocorrer, optou por procurar equipe.

Villanueva é um jogador mais ofensivo do que Varejão. O time quer um atleta que pontue – o que não é o caso do brasileiro.

Além disso, Villanueva elogiou em seu twitter a contratação de Shaquille O´Neal pelo Cavs e disse que o time de Ohio estava precisando agora de um ala/pivô. Ofereceu-se, claramente, para jogar ao lado de LeBron James, o que teria irritado profundamente os executivos do Bucks.

Por isso o time de Wisconsin teria aberto mão do direito de exercer preferência sobre ele na próxima temporada.

Uma pena que tudo isso ocorra, pois o time com LBJ e Shaq ficará forte demais e o brasuca teria grandes chances de ganhar o título da próxima temporada. Mesmo tendo menos minutos em quadra, valeria a pena arriscar, pois a temporada é longa e muita coisa pode acontecer.

Amanhã, de acordo com as regras da NBA, os times poderão conversar com os atletas que têm o passe na mão – vamos usar esta expressão, bem brasileira, para facilitar o entendimento. Muita coisa, portanto, pode ocorrer nesta quarta-feira.

Vamos, pois, aguardar pelo capítulo desta quarta. Ele promete.

SELEÇÃO

Anderson Varejão afirmou ao SporTV, agora há pouco, que sua decisão não vai impedí-lo de aceitar a convocação do técnico Moncho Monsalve para defender o Brasil na Copa América em Porto Rico.

Ótimo; ótima notícia!

E que o capixaba encontre um bom lar para a próxima temporada.

RUA!

Michael Curry foi demitido pelo Detroit Pistons. Segundo o “visionário” Joe Dumars, o técnico perdeu o controle do grupo. O engraçado é que o mesmo Dumars disse, há alguns dias, que Curry ficaria, pois havia feito um bom trabalho na temporada passada.

Onde ele viu isso? Eu não vi, vocês viram? Creio que também não viram.

Mas em se tratando de Dumars, é possível mesmo que ele tenha gostado, pois o gosto dele é bastante discutível.

Comenta-se que Avery Johnson, ex-Dallas, atualmente comentarista da TNT, deve assumir a franquia. Outra opção é Doug Collins, ex-treinador do Chicago e Washington e que também trabalha com a latinha.

Por fora corre Bill Laimbeer, ex-companheiro de time de Dumars na época dos “Bad Boys”. Mas Bill não tem qualquer experiência com times masculinos, pois vinham treinando o Detroit Shock, a versão feminina do Pistons.

Mas não importa: neste momento, até Laimbeer é melhor que Curry.

PERMANÊNCIA 1

Carlos Boozer desarrumou as malas. O ala de força do Utah afirmou que não vai mais testar o mercado: quer jogar outra temporada com o Jazz.

Embora muitos torçam o nariz para Boozer, eu gosto do jogador. Com ele ao lado de Deron Williams o Utah mantém-se forte.

PERMANÊNCIA 2

Outro que não vai testar o mercado é Kobe Bryant. Ele tem, por força contratual, o direito de procurar time, assim como Varejão, mas ele nem pensa nisso.Seu lugar é mesmo Los Angeles.Aliás, se eu fosse Kobe, trocaria o Lakers por apenas dois times: Knicks, para morar em Nova York, e Chicago, para vestir a camisa que um dia Michael Jordan vestiu.De resto, nem pensar – com todo o respeito pelos times do coração dos frequentadores deste botequim.

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segunda-feira, 27 de abril de 2009 NBA | 12:51

GRANDES JOGOS, GRANDES EMOÇÕES

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Chicago e Boston fizeram o grande jogo da rodada de ontem dos playoffs da NBA. Duas prorrogações e emoção pra ninguém botar defeito. E o resultado, 121-118 para o Bulls, poderia ter sido para o Celtics.

O jogo foi muito igual.

Ray Allen quase estragou a festa na cidade dos ventos, como fez na segunda partida no TD Banknorth Garden. Dele foram os três tentos que empataram o jogo em 96 pontos e levou a partida para a primeira prorrogação.

Mas o Boston não esperava ter que provar do mesmo veneno ao final da prorrogação referida.

Ben Gordon foi o responsável pelo dissabor. Devolveu na mesma moeda ao derrubar uma bola de três no fim do primeiro tempo extra e empatar a partida em 110 tentos. Com isso,  conduziu o encontro novamente a mais cinco minutos para se conhecer o vencedor.

Quando o segundo tempo adicional estava prestes a terminar, Paul Pierce resolveu incorporar o personagem de Allen, mas não deu certo. A peleja mostrava vantagem para o Bulls de 121-118. Com o cronômetro zerando,  ele tentou um arremesso triplo que acabou bloqueado por John Salmons.

Foi o último grande momento da partida.

Com disse, emoção do começo ao fim.

BUlls x Celtics

DESTAQUES

O equilíbrio foi a marca do Chicago. Nada menos do que sete jogadores terminaram a partida com um duplo dígito: Derrick Rose (23), Ben Gordon (22),  John Salmons (20), Kirk Hinrich (18), Tyrus Thomas (14) e Joakim Noah (12).

Do lado do Boston, Paul Pierce fez 29 pontos, enquanto que Ray Allen anotou um a menos.

Mas o grande nome do Celtics foi, novamente, Rajon Rando, que anotou seu segundo “triple-double” na série: 25 pontos, 11 assistências e igual número de rebotes.

É nome forte para ganhar o MIP desta temporada, se bem que eu não coloco a mão no fogo por quem vota; já disse isso aqui neste botequim.

IGUALDADE

Com a vitória, o Chicago empatou o confronto em 2-2. O próximo jogo será amanhã às 20h de Brasília.

Kevin Garnett continuará de fora. Mas já treina com bola.

Está sendo guardado para as finais contra o Cleveland – é o que se comenta. O problema é que o Orlando ganhou ontem do Philadelphia e empatou a série em 2-2.

Se souber proteger seu mando de quadra, elimina o Sixers e classifica-se para as semifinais. Aí será o adversário do Celtics na próxima fase dos playoffs do Leste.

Neste caso, talvez a franquia tenha que abreviar o retorno de KG.

É DE TRÊS!!!

TurkogluAssim gritaria o competentíssimo Ivan Zimermman no arremesso de Hedo Turkoglu. O turco atirou e a buzina explodiu com a bola no ar (foto à direita, AP).

Os 16.464 torcedores que foram ao Wachovia Center da Filadélfia cruzaram os dedos. Mas não adiantou nada.

A bola caiu limpinha pelo aro caseiro, lambendo a redinha, para desespero dos fãs e do Philadelphia: o Orlando venceu a partida por 84-81 e, como disse acima, empatou a série em 2-2.

Nada como um dia após o outro.

Ou vocês se esqueceram do primeiro e do terceiro embates desta fase, quando o Sixers venceu exatamente com bolas no último segundo?

CENÁRIO

Com a vitória de ontem, basta o Orlando vencer seus dois próximos encontros em sua Amway Arena para eliminar o Philadelphia.

O Sixers, no entanto, deu mostras de que pode roubar uma vez mais a vantagem do Magic.

Acho que o Chicago pode fazer o mesmo em Boston; a menos que Kevin Garnett entre em quadra – o que eu não acredito.

CULATRA

Bem que o Portland tentou pregar peça semelhante no Houston, como fizeram Chicago e Orlando. Não conseguiu.

A chance de ontem no Texas foi grande demais. Não sei se o Rockets vai proporcionar situação semelhante no último enfrentamento entre os dois no Toyota Center, marcado para quinta-feira próxima.

A diferença no jogo de ontem foi Yao Ming. O chinês, que esteve apagado nos dois últimos embates, anotou 21 pontos e confiscou 12 dos 43 rebotes do Houston.

Isso foi importante, porque o duelo, neste quesito, terminou com uma vantagem mínima para os anfitriões, uma vez que os visitantes pegaram apenas dois a menos.

Daí vê-se a importância de Yao na partida. Mas a gente tem que contextualizar o desempenho do chinês: Greg Odem, que tinha feito excelente marcação nos dois últimos jogos, ontem envolveu-se com as faltas e pouco jogou.

Do lado do Blazers, Brandon Roy foi um gigante. Anotou 31 pontos; por pouco não foi ele a figura central da partida.

RESOLVIDO

Cavs x PistonsPonto final na série mais sem graça destes playoffs.

Ao vencer o Detroit, fora de casa, por 99-78, o Cleveland tornou-se o primeiro classificado para as semifinais. Fez o que um grande time teria que fazer numa situação dessas: atropelar o adversário.

Continuará tendo vida fácil nos playoffs do Leste, fruto de sua excelente campanha na fase de classificação. Pegará Miami ou Atlanta nas semifinais; dois times bem inferiores em relação à sua força.

O Cavs será realmente testado na final da conferência. Orlando ou Boston (ao que tudo indica) são times que têm um nível semelhante ao Cleveland.

Até lá, confrontos que representarão mais um jogo-treino do que combates onde tudo pode acontecer.

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  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. A HORA DO PALPITE
  3. MESMO ROTEIRO
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sábado, 25 de abril de 2009 NBA | 16:07

MESMO ROTEIRO

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O Orlando tentou dar o troco; não conseguiu. Pior do que isso, foi golpeado novamente.

Como aconteceu no primeiro jogo da série, na Flórida, quando a partida foi decidida apenas na última bola (tiro certeiro de Andres Iguodala), ontem o filme se repetiu. Mas o cenário foi outro: o Wachovia Center da Filadélfia.

O enredo, conforme informa o parágrafo acima, foi o mesmo.

A sete segundos do final, com o placar marcando igualdade em 94 pontos, Thaddeus Young fez uma infiltração pela esquerda. Livra-se da marcação de Rashard Lewis, evita a cobertura de Dwight Howard, faz um “spin” e com o braço esquerdo completa a bandeja: 96-94 para o Sixers – sofreu falta de Howard, mas a arbitragem ignorou.

Dois segundos para o final. Lewis recebe o fundo bola e, no desespero, lança a bola em direção à cesta do Philadelphia, mas sem precisão.

Os 16.492 torcedores que lotaram a arena da Filadélfia fizeram a festa, não só pela vitória, mas também pela recuperação da vantagem na série. O Sixers volta a liderar o confronto, agora em 2-1.

O próximo enfrentamento está marcado para amanhã, às 19h30 de Brasília. Local: novamente o Wachovia Center.

O Sixers pode abrir 3-1. Se isso acontecer, a chance de eliminar o Orlando é grande demais.

E se acontecer, será a primeira surpresa destes playoffs.

ERRO

O Orlando esqueceu-se de Rashard Lewis no final da partida. Concentrou seu jogo em Dwight Howard e no teimoso Hedo Turkoglu.

Um jogador com Lewis não pode deixar de ser envolvido no momento decisivo. Não sei se isso foi coisa do técnico, Stan Van Gundy, ou dos jogadores em quadra.

De qualquer maneira, foi um erro – e o preço, como se viu, foi caro demais.

EMOÇÃO

Houston e Portland fizeram um embate que também envolveu os torcedores até o último segundo. Para  aqueles que esperavam vitória sossegada do Rockets, roer unhas ao final da partida foi mais do que justificável.

A 16 segundos do final, Rudy Fernandez, da ponta esquerda do ataque o Portland, desfirou um pelotaço triplo que encurtou a vantagem do Houston para apenas um ponto: 81-80.

Acertadamente, Steve Blake fez falta em Aaron Brooks. O armador texano acertou os dois tiros fatais, aumentando a vantagem para três pontos: 83-80.

Inexplicavelmente, Blake pegou o fundo bola e saiu feito um maluco em direção à quadra inimiga.  E com 11 segundos para o final, desferiu um arremesso da meia direita que nem aro deu.

Pra quê? Faltavam 11 segundos! Poderia – e deveria – ter trabalhado melhor a jogada.

Na sequência, Shane Battier acertou dois lances livres, Blake – agora sim – encestou uma de três, deixando o placar em 85-83. Nova falta em Brooks, a dois segundos da buzinada final. O armador do Rockets acertou o primeiro, mas errou o segundo. Só que ele próprio pegou o rebote e derrubou da cama os sonhadores do Oregon: 86-83.

O Houston recuperou a vantagem (2-1) e entra em quadra novamente amanhã à noite, 22 horas de Brasília, para tentar ampliar o marcador em 3-1.

Se conseguir… sei não, o Blazers vai para o beleléu.

NÚMEROS

Interessantes, vejam só: quando Brandon Roy e LaMarcus Aldridge jogam mal, o Portland perde; quando jogam bem, vence.

Nas duas derrotas do Blazers para o Houston os dois, juntos, fizeram uma média de 30 pontos por jogo; na vitória, ambos somaram 69 tentos.

Na vitória, o percentual de aproveitamento deles foi de 56.5%; no revés, 36.8%.

Não precisa ser especialista para chegar à conclusão que o segredo no confronto está em conter a dupla do Oregon.

COMPENSAÇÃO

Yao Ming fez uma péssima partida com a bola nas mãos. Sem confiança, foi dominado por Greg Odem; sinceramente, não compreendi, pois o chinês é mais experiente e melhor que o novato do Portland.

É certo que ele teve problemas com as faltas, mas quando esteve em quadra, não gostei do que vi. Em números, Yao marcou míseros sete pontos, ele que teve 19.7 pontos de média durante a fase regular.

Em contrapartida, Luis Scola voltou a jogar muito bem. Marcou 19 pontos.

DEPRESSÃO

Quando Will Bynum acertou um arremesso duplo e empatou o jogo em 58 pontos, o Cleveland fez uma corrida de 21-10 e marcou 3-0 na série diante do Detroit vencendo a partida por 79-68.

É o confronto mais sem graça desses playoffs, pois a diferença entre as equipes é gritante.

LeBron James fez 25 pontos, 11 rebotes e nove assistências. Flertou, uma vez mais, com o “triple-double”. Jogou muito.

Anderson Varejão, o brazuca do Cavs, realizou mais uma vez um jogo tático. Deu tudo de si para o time, mas foi econômico para si próprio: sete pontos, quatro rebotes, dois desarmes e um toco.

O próximo jogo está marcado para amanhã às 16h30 de Brasília.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009 Sem categoria | 16:26

O EQUILÍBRIO DO OESTE

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Bulls x CelticsSe Boston e Chicago (à direita, foto AFP) fazem uma série equilibradíssima no Leste, Portland e Houston repetem a dose no Oeste.

Ontem, os dois times protagonizaram, uma vez mais, outra partida repleta de emoções e equilíbrio. Embate definido só no final; desta vez o Portland saiu vencedor: 107-103.

Brandon Roy foi o nome do jogo. Arrebentou a defesa adversária; e olha que seus marcadores não são “joões”, como Garrincha se referia a quem o marcava e não o achava.

Shane Battier e Ron Artest, dois dos melhores defensores da liga, tiveram a inglória missão de vigiar o armador do Blazers. Não conseguiram.

Roy terminou a partida com 42 pontos, assim construídos: 13-24 nas bolas duplas, 2-3 nas triplas e 10-12 nos lances livres. Tudo isso em 42 minutos.

Agora, sabe o que também chama a atenção? O número de erros por ele cometido: nenhum!

Foi, como disse, o nome do jogo.

O fato triste ficou por conta da contusão do pivô Dikembe Mutombo. D, às portas de completar 43 anos (25 de junho), voltou ao basquete depois de muita insistência de dois times, Boston e Houston, e também da família.

Cedeu aos apelos e voltou ao Texas, onde jogou a temporada passada. Ontem, com dois minutos em quadra, contundiu o joelho esquerdo. E decretou: “Pra mim, o basquete acabou”.

De jeito nenhum, D. Quem acompanha a NBA, e você em particular, não vai esquecê-lo jamais. Seu indicador balançando de um lado para o outro após um “joão” tentar uma cesta e você dar-lhe um merecido toco ficará para sempre registrado em nossas retinas.

Você é um daqueles gênios inesquecíveis, tenha certeza.

FINAL

Aaron brooksAgora, pessoal, o que dizer do Aaron Brooks (à esquerda, foto Getty Images) no final da partida? O cara estava maluco!

Houvesse alguns segundos a mais à disposição do Houston e eu ouso dizer que o Rockets teria virado a partida.

Iluminado, Brooks marcou 11 pontos em 27 segundos – os últimos tentos do Houston em quadra, diga-se. Tentou encurtar a diferença que era favorável aos anfitriões. Não conseguiu, mas sua atuação (23 pontos e cinco assistências) ainda pulula em nossa mente, concordam?

Quem não viu o jogo, perdeu um espetáculo e tanto.

SUFOQUINHO

O Lakers voltou a respeitar o script. Venceu o Utah por 119-109.

Jamais esteve atrás no marcador e a diferença, que acabou na casa dos dez pontos, chegou em 20: 66-46 ao final do segundo quarto.

Mas o time passou por um pequeno sufoco ao final da peleja quando o Jazz, comandado por Deron Williams, encurtou a distância para apenas três p0ntos (109-106) a 2:43 minutos do final.

Mas aí os angelinos fizeram uma corrida de 10-3 e colocaram tudo em seus devidos lugares. De nada adiantaram os 35 pontos e nove assistências de Deron e nem os 20 pontos e dez rebotes de Carlos Boozer – único jogador em quadra a ter um “double-double”.

O Lakers foi novamente um time equilibradíssimo. Nada menos que sete de seus jogadores terminaram o confronto com um duplo dígito na pontuação: Kobe Bryant 26, Pau Gasol 22, Lamar Odom 19, Trevor Ariza 13, Shannon Brown 12, Derek Fisher 11 e Andrew Bynum 10.

É difícil você enfrentar um oponente que consegue distribuir os pontos. Sua defesa fica maluca, não sabe quem marcar.

Perdido na defensiva, o Utah permitiu um percentual de acerto dos arremessos do Lakers de exatos 60%, enquanto que ele, quando atacou, sem a mesma imaginação dos californianos, encestou apenas 49.4% de seus tiros contra a cesta inimiga.

Acho que isso explica bem a vitória do Lakers. A segunda em dois jogos.

Má sorte do Jazz, pois a história diz que quando o Los Angeles faz 2-0 em uma série melhor de sete (antigamente o primeiro confronto era melhor de cinco) é praticamente impossível revertê-la. Em 38 situações desse tipo, o Lakers saiu-se vencedor em 37.

Portanto, é melhor Jerry Sloan começar a projetar a próxima temporada.

Esta, já era.

Lakers x Jazz

MIXURUCA

Êta partida sem-graça! Não tem jeito, o Detroit não será adversário para o Cleveland, pelo menos jogando em Ohio.

Os ventos do Lago Erie parecem inspirar mais do que os que sopram do Michigan. Não há termos de comparação entre as equipes.

O Cavs chegou ontem à sua segunda vitória, esta por “apenas” 12 pontos: 94-82.

O Pistons bem que lutou. Baixou a diferença, que chegou em 29 pontos no início do quarto derradeiro (79-50), para sete (84-77) quando o cronômetro marcava 3:50 para a buzinada final.

Ao verem a distância ficar bem mais curta, LeBron James, Mo Williams e Delonte West se reuniram e decidiram acabar com a brincadeira. Lideraram a última corrida do jogo favorável ao Cavs em 10-5 e deram números finais ao marcador.

LeBron e Mo anotaram quatro pontos; Delonte, dois.

Terminaram a partida assim: LBJ 29 tentos, Mo 21 e Delonte 20.

Detroit? Ora, o que dizer de um time cujo medalhista olímpico Tayshaun Prince crava apenas dois pontos no aro inimigo?

Nem com a série indo para Detroit dá para imaginar uma vitória do Pistons.

Notas relacionadas:

  1. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  2. LEBRON, UM ESPETÁCULO À PARTE
  3. LAKERS, UM TIME SEM ALMA E SEM CORAÇÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de abril de 2009 NBA | 11:36

A HORA DO PALPITE

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Como sabemos, está tudo definido; no Leste e no Oeste. Então, por que não começarmos a falar sobre os confrontos? E palpitar? Tem exercício mais excitante do que palpitar?

Vamos lá, pois, começando pela conferência que fica do lado do Atlântico.

Penso que é a mais previsível, pois existe grande diferença entre alguns times, especialmente entre os três primeiros colocados: Cleveland, Boston e Orlando.

Atlanta e Miami farão, seguramente, o confronto mais disputado da conferência.

CLEVELAND x DETROIT

O Pistons não é mais aquele time competitivo de temporadas passadas, quando até um título c0nquistou. Enfraqueceu-se com a saída de Chauncey Billups, o que quebrou o núcleo da equipe.

Pra piorar, demitiu – acertadamente, diga-se – o técnico Flip Saunders, mas contratou para o seu lugar o inexperiente Michael Curry. Outra aposta maluca de Joe Dumars, que também trouxe para o lugar de Billups o superado Allen Iverson.

Problemático e fominha, ele acabou interferindo negativamente no grupo e no jogo de Rip Hamilton, que até para o banco foi. Além de Hamilton, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince são remanescentes importantes do time de 2004 que ganhou o título.

Mas não há a mesma química de então. E, além disso, para eliminar o Cleveland, um dos favoritos ao título, tem que ganhar um jogo fora – o que somente o Lakers conseguiu diante dos titulares do Cavs – e ainda manter-se invencível em casa.

Impossível.

Em contrapartida, o Cleveland é um time arrumado, ajeitado e azeitado. Muitos o consideram o melhor desta temporada, fruto do excelente trabalho de Mike Brown, ex-assistente de Gregg Popovich.

Conta com LeBron James (foto Reuters), para a grande maioria o MVP desta temporada. O jogo de LBJ cresceu não apenas pela força natural de seu jogo e amadurecimento em quadra. Cresceu também graças à chegada do armador Mo Williams.

Com ele no time, Brown passou Delonte West para a posição dois. Desta forma, os três jogam ao mesmo tempo e formaram um trio afinadíssimo, para desespero dos rivais.

E no garrafão Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas põem a mão no peito de quem se atreve a entrar.

Previsão: Cleveland 4-0.

BOSTON x CHICAGO

Se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls. Se tudo não passar de um blefe de Doc River, o atual campeão da NBA varre o ex-time de Michael Jordan.

O Boston está um ano mais entrosado e confiante. E maduro – não velho, pois o time não dá sinais de que está com as pernas cansadas.

Pena que KG brigou bastante com as contusões, principalmente depois do ASG. Perdeu 22 dos últimos 26 jogos da equipe.

Mesmo que jogue, a pergunta que fica é: jogará no seu esplendor físico?

Não se esqueça: Garnett é o capitão e o melhor jogador desse time. Tem uma ascendência muito grande em relação ao time.

Paul Pierce pode fazer a diferença junto com Ray Allen. Mas será que ambos conseguirão impor-se sem a presença intimidadora de KG?

Neste primeiro round, penso que sim, pois o Chicago é um time absolutamente irregular que conta com um treinador novato e de qualidades bem discutíveis.

De qualquer maneira, como já disse aqui, Vinnie Del Negro fez um “upgrade” na campanha do time nesta temporada em relação à anterior. Mas será que foi ele ou Derrick Rose?

Ambos, diria, mas com a balança pendendo mais para o garoto.

Rose deve ser eleito o melhor novato desta temporada. Por se tratar de um “rookie”, oscila demais. Talvez isso explique a campanha irregular da equipe nesta temporada.

É a primeira vez que a maioria do elenco atinge os playoffs. E isso tem um peso muito grande.

Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.

ORLANDO x PHILADELPHIA

O Magic caiu muito de produção nos últimos jogos. Dos últimos dez, venceu apenas cinco.

Rafer Alston não foi o substituto ideal para o contundido Jameer Nelson. Falta qualidade na armação do jogo. O veterano Anthony Johnson também não tem estofo suficiente para agregar qualidade criativa ao time em um momento tão delicado com são os playoffs.

É certo também que a queda dos últimos jogos tem a ver com contusões. Especialmente de dois de seus principais jogadores: Dwight Howard e Rashard Lewis. Ambos foram poupados por causa de pequenas lesões.

Com eles em forma, não há como o Sixers conter o Orlando – mesmo sem uma grande armação. O time da Flórida tem uma intensidade de garrafão e um arsenal de bolas triplas que seguramente levarão o adversário a nocaute.

E rapidamente.

Previsão: Orlando 4-1.

ATLANTA x MIAMI

Aqui será o duelo de um time, um conjunto (Hawks), contra uma equipe que direciona todo seu jogo nos ombros de um fora-de-série (Heat).

O técnico Mike Woodson tem o Atlanta nas mãos. Ele forjou essa equipe já na temporada passada com muito cuidado e trabalho de quadra.

Nesta, um ano mais experiente e confiante, o Atlanta é inegavelmente o favorito diante do Miami.

Além do conjunto, há jogadores que podem desequilibrar no momento em que o jogo pedir por isso. Falo de Mike Bibby e Joe Johnson.

Os torcedores do Miami esperam que Dwyane Wade esteja inspirado e carregue o time nas costas nesta série. Mas Wade (foto AFP) não é Michael Jordan.

Será muito difícil que isso ocorra. Sozinho será como uma andorinha.

D-Wade precisa de um suporte, mas o Heat não tem a oferecer. Na próxima temporada, mais experientes, quem sabe Mario Chalmers e Michael Beasley venham a ser esse apoio; não no momento.

Além deste cenário que privilegia o Atlanta, não se esqueça que o time da Georgia tem a vantagem de quadra. A presença de D-Wade dará equilíbrio ao confronto.

Previsão: Atlanta 4-3.

OESTE

Esta conferência vai reservar os melhores jogos destes playoffs. E os mais longos também.

O Utah, em quem eu apostei em determinado momento da competição, caiu dramaticamente no final da temporada regular. É o time mais fraco da conferência do Pacífico.

Em compensação, não vejo fragilidade nos demais contendores. Se Atlanta e Miami vão fazer o confronto mais duro do outro lado do continente, deste lado há dois embates que serão decididos no último jogo: San Antonio x Dallas e Portland x Houston.

Os outros dois serão mais curtos.

LAKERS x UTAH

Ao contrário do que previ, o retorno de Carlos Boozer, após uma cirurgia no joelho, não fez a diferença esperada. Ele não foi o Karl Malone de Deron Williams, que sonhava em ser o novo John Stockton.

E Jerry Sloan, no banco, não pôde, por isso mesmo, dar robustez ao time. Talvez devesse ter previsto essa fragilidade de Boozer.

Entra debilitado para um confronto em que terá pela frente simplesmente um dos melhores times da temporada.

Do lado do Lakers, Andrew Bynum aproveitou os últimos embates da fase regular para recuperar a forma e o entrosamento. E mostrou que está bem, pois afinou-se perfeitamente com Pau Gasol e Lamar Odom.

O que preocupa é a queda de rendimento de Derek Fisher. Neste confronto, suas bolas de três podem não fazer tanta falta, mas nas duas etapas dos playoffs isso pode ser um fator negativo para o Lakers.

E para os que criticam Kobe Bryant (foto Reuters), chegou o momento em que o camisa 24 do Los Angeles mais gosta. Ele sente que está encostado na parede pelos seus desafetos.

Previsão: Lakers 4-0.

DENVER x NEW ORLEANS

O Hornets nem de longe se parece com aquele time da temporada passada. O time desandou neste campeonato, especialmente por causa das contusões de Tyson Chandler (pé) e Peja Stojakovic (costas).

É certo que elas atrapalharam muito. Mas Byron Scott parece que perdeu a receita que fazia desse time uma preocupação para os adversários.

É a equipe do “se”. Se Chris Paul estiver inspirado; se as bolas de três caírem; se James Posey repetir o que fez no Miami e no Boston; se Chandler e Peja estiverem com a saúde em dia…

Muitos “ses” para dobrar um adversário mais forte, mais entrosado e que ainda tem a vantagem de quadra.

O Denver, surpreendentemente para mim, fez uma ótima fase regular. A melhor, diga-se, de sua história, terminando em segundo lugar.

Mas não se esqueça: há momentos em que o quinteto em quadra entra em parafuso e surge o “cada um por si e Deus para todos”. Basquete de rua; basquete competitivo não se joga desta maneira.

George Karl, experiente em playoffs – foi vice-campeão da NBA dirigindo o Seattle na decisão diante do Chicago em 1996 –, não pode perder o controle do grupo – e do time em quadra. Carmelo Anthony tem que se comportar como uma estrela e não como uma prima-dona.

Se isso ocorrer, o time terá dificuldades.

J. R. Smith tem que saber fazer a leitura do jogo em quadra; o mesmo vale para Chauncey Billups, principalmente ele, o armador da equipe, que tem de conjugar o verbo sempre na primeira pessoa do plural.

Será o grande teste de Nenê nesses playoffs. E do jeito que ele mostrou-se maduro na fase regular, deverá adicionar muita qualidade ao time neste momento decisivo.

Previsão: Denver 4-2.

SAN ANTONIO x DALLAS

Como disse anteriormente, este é um confronto para ser decidido na sétima e última partida. O Spurs tem a vantagem de quadra, mas a ausência de Manu Ginobili pesa – e muito.

Roger Mason Jr. fez uma excelente “regular season”, mas sua experiência de playoffs é reduzidíssima: fez apenas dez partidas com a camisa do Washington. Não terá estofo para segurar o rojão e ser o substituto perfeito do argentino.

Além disso, o time está envelhecido. Falo principalmente de Michael Finley e Bruce Bowen. Tim Duncan é veterano, mas é um gigante, que sabe como se dosar em quadra e usar sua presença imponente para conter os adversários.

Mas está mais velho, não há como negar. E mais: terá agilidade para marcar Dirk Nowitzki? Ou será que Gregg Popovich vai dar a Matt Bonner esta espinhosa missão para poupar Timmy?

Já o Dallas cresceu muito no final da competição. Venceu dez de seus últimos 15 jogos.

Para isso contou com a volta de Josh Howard. Com ele o time fica muito mais forte em seu jogo interior e no perímetro também.

Sua presença em quadra acaba por interferir no jogo de Nowitzki. Dos últimos nove jogos da equipe, com Howard jogando, o alemão alcançou 30 pontos ou mais em cinco deles.

Some-se a isso a presença de Jason Kidd. Veterano, é verdade, mas jogador, como Duncan, afeito a esse tipo de situação.

Ainda sabe, muito bem, como conduzir uma equipe em quadra.

Série difícil, como disse, onde houve empate em 2-2 na fase de classificação.

Previsão: Dallas 4-3.

PORTLAND x HOUSTON

O Rockets tem jogadores mais experientes, técnico idem. Tracy McGrady não vai disputar os playoffs – o que é garantia de que o time está na disputa.

Mas…

O Portland é a grande sensação do momento na NBA. Venceu 54 jogos na temporada regular; dos últimos dez embates, ganhou nove – ironicamente, perdeu apenas para o Houston, no Texas.

Conseguiu uma vaga para os playoffs, o que não ocorria desde 2003. Foram seis anos de longa espera para uma torcida que é uma das mais barulhentas da liga e que promete, mais uma vez, fazer a diferença se for necessário.

Creia: ninguém gostaria de enfrentar o Portland neste momento. O time tem se imposto com muita facilidade diante dos oponentes.

Conta com um sistema defensivo dos mais sólidos, fruto do trabalho exaustivo do técnico Nate McMillan, obcecado pela marcação. Aliás, o pouco que LeBron James sabe sobre o assunto ele deve, como disse, a McMillan quando os dois trabalharam juntos no time dos EUA que se preparou para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Brincadeiras à parte, T-Mac fará muita falta numa série como essa, onde o oponente, como vimos, prima pela marcação. Shane Battier é um excelente marcador, mas seu arsenal ofensivo é modesto.

Tem média de apenas 7.3 pontos por partida. E tendo que roubar uma vitória em campo alheio, isso é realmente preocupante.

Haverá duelos sensacionais nesta série. A saber: Luis Scola x LaMarcus Aldridge e o que envolverá Battier e Brandon Roy (foto AP) – isso se a missão não couber a Ron Artest também, o que dará mais emoção ainda ao encontro.

Série que vai chegar a sete partidas, não tenha dúvida. E a vantagem de quadra será muito importante para o Blazers seguir adiante na competição.

Previsão: Portland 4-3.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. CONTUSÃO FORA DE HORA
  3. DESTEMPERO FORA DE HORA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 25 de março de 2009 NBA | 11:47

UTAH ATRÁS DA MAIORIDADE

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O Utah que enfrentou ontem o Houston chega fácil à final do Oeste contra o Lakers. O Jazz jogou uma barbaridade e venceu por 99-86.

Foi na defesa que o time do técnico Jerry Sloan (foto AP) matou os texanos. Os anfitriões deram nada menos do que 12 tocos (maior marca na temporada), fizeram seis desarmes e provocaram 12 erros por parte dos jogadores do Rockets.

É assim que a mídia norte-americana relata o embate de ontem na EnergySolutions Arena, presenciado por 19.911 torcedores. E não tenho nada a contestar.

A não ser me alongar um pouco mais no relato do confronto em que o Utah tomou mais uma vitória do Houston e anulou a diferença entre ambos. Agora os dois times têm 26 derrotas.

E a briga pela segunda colocação na conferência segue mais acirrada do que nunca – e dela trataremos depois.

Não fossem três derrotas na excursão de cinco jogos ao Leste, quando foi derrotado por Atlanta, Miami e Orlando, hoje o Utah teria uma sequência de 18 jogos sem ser dobrado por ninguém. Por causa dos três reveses, a campanha fica em 15-3.

De qualquer maneira, excelente.

Como excelente tem sido o desempenho do time dentro de casa. Ganhou nada menos do que seus últimos 13 embates.

Até onde pode chegar esse Utah? Como disse no começo de nossa conversa, se jogar sempre assim, atinge a decisão da conferência diante do Lakers.

O problema é que o time não tem se comportado sempre assim – aliás, é impossível; nem o Chicago de Michael Jordan jogava bem todas as noites.

O Jazz precisa mostrar em jogos importantes feitos fora de casa a mesma força quando atua diante de seus fãs. Só assim ele atingirá o status de favorito, como hoje têm Lakers, Cleveland e Boston.

Daqueles 13 jogos vencidos num total de 18, apenas cinco foram no estrangeiro. E esses cinco triunfos foram diante de adversários comuns: Minnesota, Golden State, Toronto, Indiana e Oklahoma City.

Nos dois mais complicados (Miami e Orlando), o Jazz se curvou.

E isso nos deixa com uma pontinha de desconfiança.

O time da cidade do sal terá mais 12 jogos até o final da temporada regular. Dessa dúzia de combates, sete serão fora. E todos adversários complicados.

Vamos esperar pela performance do time nesta sequência final. Se ela for positiva como ontem diante do Houston, acho que poderemos colocar, definitivamente, o Utah entre os favoritos do Oeste.

PREFERÊNCIA

Tem coisas que a gente não consegue explicar, mas que o coração nos faz sentir. O duelo contra um sentimento parece-me ser luta inglória.

Digo isso porque meu coração pulsa mais forte quando vejo Deron Williams jogando. Pra mim ele é o melhor armador da liga – mais do que Chris Paul.

Tudo bem, tudo bem, sei que vocês vão me chamar de louco. Eu mesmo posso olhar-me no espelho e chegar a essa conclusão.

Mas é o que eu sinto; talvez mude de opinião no futuro, mas, como dizia o outro, o futuro a Deus pertence e dele nada sei.

O que sei no momento é que simplesmente fico encantando quando vejo Deron (foto AP) deslizar pelos parquetes impecáveis da NBA.

Ontem, o armador do Utah fez 19 pontos e distribuiu 12 assistências. Na temporada, ele tem 34 “double-doubles”, contra 43 de CP3.

Mas jogou menos partidas: 56 contra 65.

Na média, o armador do New Orleans tem um aproveitamento melhor de “double-doubles”: 66.1% contra 60.7%.

E nas médias, CP3 também está na dianteira: tem 22,2 pontos e 10.9 assistências por partida contra 18.8 tentos e 10.6 passes certeiros de Deron.

Convenhamos, a diferença numérica entre eles não é grande; ao contrário, é bem pequena.

Números à parte, os dois parecem bailarinos em quadras norte-americanas. Entram nas defesas adversárias sem tocar em ninguém e nem a pedir por favor. Fazem ao ritmo da jogada pensada.

Têm ótimo arremesso, enxergam o jogo, não são fominhas e esbanjam habilidade.

O “crossover” de ambos é preciso; o “fade-away” com a ponta do pé direito à frente como base para o impulso para trás é sublime.

Os dois são fantásticos.

Mas eu prefiro Deron, pois tem coisas que a gente não consegue explicar, mas que o coração nos faz sentir.

IMPORTÂNCIA

Além da vitória do Utah sobre o Houston, outro resultado que chamou a atenção foi o triunfo do Chicago diante do Detroit na cidade dos ventos.

O Bulls jogou o tempo todo à frente e fechou a partida em 99-91, fincando pé na oitava colocação do Leste, com 38 derrotas, uma a menos do que o Charlotte e duas em relação a Milwaukee e New Jersey.

A vitória de ontem à noite foi conseguida mesmo sem a presença do armador Derrick Rose – talvez o melhor jogador do time –, que estava contundido. Kirk Heinrich tomou as rédeas do jogo e não deixou os 20.502 torcedores que lotaram o United Center se lembrar do provável “Rookie of the Year” desta temporada.

Heinrich marcou 24 pontos e deu oito assistências. Foi o cestinha do time e da partida.

Mostrou uma precisão que deveria ser mais presente em suas atuações. Se o fosse, com certeza o time estaria mais bem posicionado na conferência e praticamente garantido nos playoffs.

Agora, muito da vitória do Chicago tem a ver com os desfalques do Pistons. Rip Hamilton, Rasheed Wallace e Allen Iverson, todos lesionados, não puderam jogar.

Iverson, pra esse tipo de partida, faz falta – contra adversários mais difíceis, com defesas sólidas, é desperdício tê-lo em quadra. E Hamilton e Sheed são dois dos sustentáculos do time da cidade do motor.

O técnico Michael Curry disse que Rip deve voltar contra o Lakers, amanhã à noite, em Detroit. Sheed é dúvida, enquanto que AI deverá ficar de fora mais uma semana.

SUFOCO

O San Antonio mostrou uma vez mais que enfrenta problemas com seu jogo. Venceu o Golden State por 107-106 num jogo aflitivo para seus fãs.

A 30 segundos do final da partida (foto AP Tim Duncan marcando Ronnie Turiaf), estava um ponto atrás: 106-105. Isso ocorreu logo depois que Kelenna Azubuike acertou um arremesso duplo.

Na sequência, após um pedido de tempo, Roger Mason Jr colocou o Spurs na dianteira ao acertar também uma bola de dois: 107-106.

Foi então que começou a tortura.

Monta Ellis desperdiçou seu arremesso, que ficou nas mãos de Kurt Thomas. O pivô texano sofreu falta e foi para o lance livre. Mas perdeu ambos.

Com quatro segundos por se jogar, o Warriors lançou-se novamente ao ataque, desesperado, mas Ellis voltou a errar o alvo, desta vez com um tiro triplo.

Ufa!, disseram 18.797 torcedores que foram ao AT&T Center.

Não era para ser assim; mas foi. Como foi emblemático o jogo mostrado pelo San Antonio.

Em outras palavras: enquanto Manu Ginobili não voltar, o time continuará flertando com o imponderável. Já são 18 partidas sem o argentino.

Quando ele volta? A franquia diz “brevemente”.

Impreciso – como impreciso tem sido o time em quadra sem Manu.

MIXURUCA

A vitória do Lakers sobre o Oklahoma City deu-se num dos jogos mais mixurucas desta temporada: 107-89.

Kobe Bryant, ao lado de LeBron James os dois grandes jogadores deste campeonato, jogou com a mão no bolso. Anotou apenas 19 pontos e passou todo o quarto final no banco de reservas.

Esta pugna não merece mais do que este breve relato, que me perdoem os fãs angelinos.

Notas relacionadas:

  1. UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS
  2. A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS
  3. AMONTOADO DE BESTEIRAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última