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quinta-feira, 19 de março de 2009 NBA | 12:37

CONTUSÃO FORA DE HORA

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Dois momentos importantes ontem à noite em Phoenix. O primeiro deles refere-se à vitória do Suns diante do Philadelphia por 126-116; o segundo, a contusão de Leandrinho Barbosa.

Este é o que mais nos interessa. Faltavam 26 segundos para o final do primeiro quarto…

Leandrinho tinha acabado de entrar no lugar de Shaquille O’Neal (foto AP). Tinha acabado, também, de ter encestado seus únicos dois pontos no jogo.

Quando tentava mais dois, numa infiltração, sentiu uma forte dor no joelho esquerdo. Caiu; levantou-se momentos depois com o auxílio dos companheiros; foi para o vestiário; não voltou mais.

Que coisa!

Leandrinho vivia um ótimo momento com Alvin Gentry. Ao contrário de seu antecessor, Terry Porter, o atual treinador reservou em seu projeto de reerguimento da equipe minutos preciosos ao paulistano.

E Leandrinho retribuía a confiança do novo treinador com cestas e desarmes. Em apenas um dos 16 jogos sob o comando de Gentry não teve duplo dígito na pontuação (derrota para o Miami). Estava com média de 19.1 pontos por jogo.

Agora vem o golpe da contusão.

O bom é que o raio-X feito ontem à noite, dentro mesmo do US Airways Center, nada revelou de importante. Mas para fechar o diagnóstico hoje à tarde o brazuca passará por uma ressonância magnética no joelho combalido.

Tomara que as imagens sejam as mesmas e revelem que o futuro nesta temporada não esteja comprometido.

RECUPERAÇÃO

O outro momento a que me referi na abertura de nossa conversa foi a vitória do Suns. O time do Arizona fez ontem à noite o que o Lakers não conseguiu na última terça-feira.

Fez, aliás, o que um time que tem objetivos no campeonato tem que fazer quando pega esse tipo de oponente: vencer.

“Nós ainda estamos vivos”, decretou o armador Steve Nash. “Nós ainda sentimos que chegaremos lá”.

Chegar lá significa classificar-se para os playoffs. O Phoenix tem 31 derrotas, quatro a mais do que o Dallas, com quem, neste momento, briga pela última vaga para a decisão do Oeste.

Mas o time ainda tem que progredir em quadra. O próprio treinador sabe disso: “Foi uma boa vitória, mas ainda estamos tentando melhorar [o time] para ver se a gente consegue se classificar para os playoffs”.

Progressos foram feitos nos últimos três embates, quando saiu-se vencedor. O problema foram as seis derrotas que o time enfileirou antes desta trinca de sucessos.

A pior delas foi contra o Dallas, com quem briga pela última vaga.

Será que ainda dá?

Acho que sim; mas Leandrinho tem que estar com a saúde em dia para que isso ocorra.

DECISIVO

Carmelo Anthony foi decisivo para a vitória do Denver diante do Memphis, no Tennessee, por 111-109. O Nuggets estava 13 pontos atrás no marcador quando faltavam 8:26 minutos para o final da partida, logo após Hakim Warrick encestar mais dois pontos para o Grizzlies, colocando o placar em 100-87.

Foi então que Melo (foto AP) entrou em ação. Anotou nada menos do que 13 pontos e liderou a corrida que o time fez de 24-9.

O ala colorado terminou a partida com 35 pontos; cestinha do time e do jogo.

IMPORTANTE

Foi a quarta vitória consecutiva do Denver. Recuperou-se dramaticamente na competição, onde ocupa o quarto lugar na Conferência Oeste.

Tem três derrotas a mais do que o San Antonio. Sonha em terminar em segundo.

Acho muito difícil, pois o Denver não tem se mostrado um forte competidor diante dos adversários mais robustos de sua conferência. Amanhã tem mais uma baba pela frente: o Washington, em casa.

Depois vai passar por nova provação. Três partidas fora de casa, diante de Phoenix, New Orleans e Dallas.

Esses três compromissos nos dirão se o time pode requerer um bilhete de primeira classe rumo os playoffs.

NENÊ

O são-carlense terminou a partida com 19 pontos. Apanhou sete rebotes e deu ainda dois tocos.

Manteve sua média – que é muito boa.

Nenê está com desempenho de 14.8 pontos e 7.9 rebotes. Arredondando… 15 pontos e oito rebotes.

Acho muito bom.

Exagera – inclusive eu – quem pede mais a Nenê.

RODADA

Frustrou-se quem foi ontem ao TD Banknorth Garden ver o enfrentamento entre Boston e Miami. Nada menos do que três das grandes estrelas do combate estiveram fora de ação: Kevin Garnett e Ray Allen (Celtics) e Dwyane Wade (Miami) estavam contundidos. Mas emoção não faltou: o jogo só foi decidido na prorrogação e os anfitriões levaram a melhor em 112-108… Já que o assunto é tempo extra, o Houston precisou de dois para bater o Detroit no Texas. O recorde do time no campeonato, depois que Tracy McGrady deixou a equipe por contusão, é de 13-4. O destaque ficou por conta do chinês Yao Ming: 31 pontos, 15 rebotes e quatro tocos. E ainda tem gente que não gosta do chinês… O Chicago somou ontem sua terceira vitória consecutiva ao bater, fora de casa, o Oklahoma City por 103-96. Volta para a cidade dos ventos nesta quinta e amanhã pega o Lakers em seu United Center. Vencer é importante para continuar sua escalada rumo aos playoffs. O Bulls tem uma derrota (37) a menos do que o Charlotte e duas em relação ao Milwaukee, New Jersey e New York.

Notas relacionadas:

  1. FREARAM NENÊ E LEANDRINHO!
  2. UM TIME FORA DO AR
  3. BYNUM PODE FICAR DE FORA ATÉ OS PLAYOFFS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de março de 2009 NBA | 15:48

UM DRAFT DESPREZÍVEL

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Kenyon MartinLeio na internet que a maioria dos “scouteiros” que trabalham para os times da NBA está desapontada com o que tem visto. Segundo eles, o draft deste ano será um dos mais fracos dos últimos tempos.

Comparam-no ao recrutamento de 2000.

Naquela época, Kenyon Martin foi a primeira escolha, escolhido que foi pelo New Jersey. E o que fez Martin em seus quase nove anos de NBA?

Chegou a duas finais da NBA com o Nets – perdeu para Lakers e San Antonio. Além disso, uma aparição no “All-Star Game”.

Aprovado, diria, mas pergunto: vocês se lembram quem foi o “Rookie of the Year” daquela temporada? Mike Miller, draft número cinco, selecionado pelo Orlando. Na Flórida, não ficou mais do que duas temporadas e meia.

Foi parar no Memphis e agora veste a camisa 33 do Minnesota, sem brilho qualquer, com média de apenas 9.9 pontos por jogo.

Chegou a participar do time dos EUA que disputou o Pré-Olímpico de Las Vegas, ano retrasado. Mas acabou de fora do grupo que ganhou o ouro olímpico em Pequim.

Vamos aos dez primeiros recrutados daquele ano.

1) Kenyon Martin (Nets);

2) Stromile Swift (Grizzlies);

3) Darius Miles (Clippers);

4) Marcus Fizer (Bulls);

5) Mike Miller (Magic);

6) DeMarr Johnson (Hawks);

7) Chris Mihn (Bulls);

8) Jamal Crawford (Cleveland);

9) Joel Przybilla (Rockets);

10) Keyon Dooling (Magic).

Sabe quem é o jogador que mais vem se destacando da referida safra? Michael Reed, escolhido na 43ª. posição pelo Milwaukee Bucks!

Um horror de draft, concordam?

NOMES

Os três mais importantes jogadores para o próximo draft, segundo os “scouteiros” são:

1) Blake Griffin – ala/pivô de Oklahoma. É comparado com Carlos Boozer;

2) Hasheem Thabeet – pivô de UConn. Dizem que ele pode ser o próximo Dikembe Mutombo;

3) James Harden – ala/armador de Arizona State. Tem seu equivalente em Brandon Roy;

Na sequência, aparecem:

4) Jordan Hill – ala/pivô de Arizona;

5) Brandon Jennings – Itália (saiu do high school e foi para a Europa nesta temporada);

6) Gerald Henderson – ala/armador de Duke;

7) Earl Clark – ala de Louisville;

8) Chase Budinger – ala e ala/armador de Arizona;

9) Al-Faroug Aminu – ala de Wake Forest;

10) Demar DeRozan – ala/armador USC.

PLAYOFFS

Exatamente por isso, os times têm mais que lutar com todas as forças para chegar à fase decisiva desta temporada. Não tem ninguém tão impactante entre os universitários norte-americanos e nem da Europa; assim, ficar fora dos playoffs significa perder dinheiro.

Isso porque há o dinheiro das bilheterias – a arrecadação de uma partida em playoffs ultrapassa US$ 1 milhão por partida –, de estacionamento, venda de suvenires, alimentação, enfim, dinheiro que não se pode desprezar, especialmente neste momento de crise global.

SONHO

Muitos clubes na NBA sonham com Dwyane Wade ao final da temporada 2010, quando o contrato do jogador com o Miami termina. Mas o Heat já começa a afagar o craque.

O primeiro passo para que D-Wade fique na Flórida foi dado ontem, quando Pat Riley, vice-presidente da franquia, contrariando suas próprias convicções, anunciou que o jogador terá seu próprio “personnal trainer”, algo que Riley jamais permitiu.

Dywane Wade

Tim Grover é o profissional que D-Wade terá a seu lado daqui para frente. “Ele tem me ajudado bastante a manter a forma. E isso é importante para qualquer jogador”, justificou um dos três maiores jogadores desta temporada.

D-Wade agradeceu e levará isso em conta quando for negociar a renovação de seu contrato com o Miami.

Como se vê, de turrão Riley não tem nada.

ARENA

Brett Yormark, executivo chefe do New Jersey, anunciou ontem, na Bloomberg Television, que o Nets vai mesmo mudar de endereço no começo da temporada 2011. A nova arena será construída no bairro do Brooklyn, em Nova York.

Custo? US$ 1 bilhão.

Segundo Yormark, 20% das tribunas da arena já foram vendidas. E mais: dos 14 parceiros projetados, oito já foram encontrados.

“Estamos fechando com o novo”, garantiu Yormark.

Crise? Que crise?

Tomara que realmente tudo dê certo e que esse seja um gesto emblemático sobre o futuro econômico do planeta.

RODADA

O Denver somou sua terceira vitória consecutiva ao bater ontem o New Jersey por tranquilos 121-96. Nets, é bom que se diga, que jogou sem melhor jogador, o armador Devin Harris.

Os dois próximos compromissos serão favas contadas também: Memphis, amanhã, fora de casa, e Washington, na sexta, no Pepsi Center.

O Nuggets tem que se aproveitar da generosidade da tabela para somar mais duas vitórias e fincar pé entre os oito primeiros colocados do Oeste. Isso porque depois o time terá três pedreiras pela frente, todas fora de casa: Phoenix, New Orleans e Dallas.

Alguém pode torcer o nariz e se perguntar: Phoenix e Dallas são pedreiras? Sim, são, pois do jeito que o Denver está jogando o time pode se enroscar com qualquer oponente.

Com essas três vitórias enfileiradas, o Denver é hoje o quarto colocado do Oeste. Já chegou a ocupar a sétima posição.

Quanto a Nenê, ele estava jogando muito bem. Fazia um duelo intenso contra o pivô Brook Lopez, “rookie” do Nets. Estava com 19 pontos e oito rebotes.

De repente, como tem acontecido com certa frequência nesta temporada, o são-carlense se enrolou com as faltas. Por isso, ficou em quadra apenas 25 minutos; do último quarto, nem participou.

Poderia, do jeito que estava trabalhando, ter feito, tranquilamente, um “double-double” e ultrapassado, com um pé nas costas, a barreira dos 20 pontos.

O brazuca precisa tomar mais cuidado em quadra.

De qualquer maneira, o Denver venceu; já o San Antonio…

O que dizer de uma derrota para o Oklahoma City, mesmo fora de casa?

Kevin Durant, que voltou no revés diante do Phoenix, na rodada passada, no Arizona, mais uma vez fez a diferença em quadra em favor do Thunder, que ganhou a partida por 78-76. Foram 25 pontos sua contribuição neste triunfo.

Fica sendo este o registro dentro de quadra. Fora dela, o destaque vai para Gregg Popovich que completou mil jogos como treinador. Mas não foi como ele queria; a festa teve sabor de bolo estragado com a derrota do Spurs.

Números: o técnico que mais vitórias obteve quando atingiu o milésimo jogo foi Phil Jackson, com 731 jogos vencidos. Em seguida aparece Pat Riley, com 716. O terceiro posto é exatamente de Pop, com 676. Na quarta colocação vem Red Auerbach, 631. E o quinto colocado em aproveitamento é Jerry Sloan, que somou 625 vitórias ao atingir a marca histórica.

Voltando às quadras, em New Orleans o Houston fez importante vitória ao bater o Hornets por 95-84. Mesmo sem Yao Ming, que estava gripadíssimo e viu o jogo do lado de fora.

O sucesso texano faz do Rockets novamente o terceiro colocado do Oeste, com 25 derrotas, mesmo número de Denver, Portland e New Orleans. Mas o Houston realizou mais jogos que seus rivais e venceu-os, tornando o seu desempenho melhor do que o de seus adversários.

O interessante é que, como vimos, o Nuggets tem o mesmo número de derrotas que o Rockets. Ou seja: mesmo cambaleante nesta altura da competição, o time de Nenê Hilário não se torna de jeito nenhum uma ovelha desgarrada.

Se tivesse mantido uma regularidade, poderia estar nos calcanhares do San Antonio e, com isso, brigando pela segunda colocação – ou até mesmo na frente.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 15 de março de 2009 NBA | 14:29

UM BILHETE ECONÔMICO

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Há alguns dias eu declarei toda a minha admiração ao time do Utah. Quem me escutou há de se lembrar que eu falei da competência do técnico Jerry Sloan e do duo Deron Williams e Carlos Boozer.

Cheguei mesmo a dizer que Williams (foto AP), neste momento, estava jogando mais que Chris Paul. Por isso mesmo, era o melhor armador da NBA.

O time vinha de uma invencibilidade de dez partidas e arrumava as malas para uma excursão à costa Leste norte-americana. Disse que aquele era o momento de o Jazz carimbar sua boa fase e o passaporte rumo aos playoffs sentando na primeira classe do avião e não na econômica.

O Utah começou bem a excursão, com vitórias diante do Toronto e Indiana. Depois começou a queda, com duas derrotas enfileiradas.

A primeira delas frente ao Atlanta, uma das forças do Leste, por 100-93. Torci o nariz, pois, por melhor que seja, o Hawks não pode ser páreo, mesmo em casa, para quem quer fazer a final do Oeste contra o Lakers (alguém duvida que o Los Angeles será finalista?)

Tudo bem, pensei, acidente de percurso; não dá para ganhar todas as noites.

Mas ontem o time voltou a perder. Foi para o Miami, por 140-129, em um confronto com três prorrogações.

O pior é que o Utah teve o jogo nas mãos; não soube ganhar. Sim, porque quando faltavam 55 segundos para o final do tempo normal, o time estava na frente em 107-100.

Possibilitou o empate ao Heat, duelou em duas prorrogações, mas caiu na terceira.

Estou com a sensação de que o Utah me enganou. As duas vitórias no Leste foram diante de rivais frágeis. Quando encontrou os mais fortes, tombou.

Hoje o Jazz enfrenta o Orlando, também na Flórida.

Nova derrota confirmaria seu bilhete para os playoffs na classe econômica e não na primeira, como eu imaginava.

NÚMEROS

Dwyane Wade fez 50 pontos. Deron Williams anotou 30.

Esqueça os números desta partida, pois os jogadores tiveram à disposição 63 minutos e não os habituais 48.

Não vale.

Aliás, a NBA deveria encontrar uma fórmula para equilibrar esses números para não contar mentiras.

AGENDA

Como eu disse há alguns dias, o Denver tinha – como ainda tem – uma chance de ouro para se recuperar dentro da Conferência Oeste.

Depois de cair diante dos adversários mais fortes, deixando claro que neste momento não está preparado para enfrentar os oponentes de peso de sua conferência, o time teria uma sequência maravilhosa de quatro jogos pela frente: Oklahoma City, Clippers, New Jersey (todos em casa) e Memphis (fora).

Passou pelos dois primeiros.

Ontem, mesmo com relativa dificuldade, bateu o time angelino por 107-94. (O encontro marcou a volta de Marcus Camby a Denver, ele que deixou a franquia no começo desta temporada.)

Nenê voltou a fazer um “double-double” ao anotar 17 pontos e 10 rebotes. Mas o legal foram os cinco desarmes que o são-carlense fez e os dois tocos dados.

O brazuca não encheu os olhos de ninguém; mas o Denver também não enche.

Há muito ainda a se percorrer para que o time colorado seja apontado como confiável quando os playoffs chegarem.

Seu bilhete, por enquanto, é de classe econômica.

PRIMEIRA

Quem confirmou ontem seu bilhete de primeira classe foi o San Antonio. Sim, pois o time foi a Houston pressionado pela campanha do adversário e principalmente pela humilhante derrota por 19 pontos (103-84) sofrida na última vez que os dois rivais se encontraram, também no Toyota Center.

Mas como este é o momento em que a gente começa a separar os homens dos meninos, o Spurs, mesmo sem Manu Ginobili, deixou bem claro que é adulto.

O jogo foi um dos mais disputados dos últimos tempos entre os dois contendores texanos. A liderança da partida trocou de mãos em 21 oportunidades; 14 foram os empates registrados.

Aaron Brooks teve o arremesso final em mãos, mas acabou pressionado pela marcação alvinegra, que fez uma dobra no ex-armador do Memphis. O tiro saiu no desespero e deu “air-ball”.

Tony Parker (foto AP) voltou a comandar o time em quadra com seus 28 pontos. Distribuiu ainda oito assistências, para orgulho de Eva.

A vitória foi importante para confirmar o time na segunda posição do Oeste. Com ela, deu um bico no Houston e deixou bem claro ao oponente que ele deve é brigar pela terceira posição.

A confirmação da vice-liderança foi possível, também, graças à “façanha” do New Orleans. O Hornets foi a Chicago e se deixou bater pelo Bulls por inacreditáveis 97-79.

Dezoito pontos de vantagem…

Nego-me, terminantemente, a comentar a vitória do rubro-negro de Illinois. Não há lógica que consiga explicar o que se passa com esse time.

Notas relacionadas:

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terça-feira, 10 de março de 2009 NBA | 12:15

BRINCANDO COM A SORTE

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A sorte do Denver é o Phoenix. Não fosse o time do Arizona, e a franquia do Colorado, que já foi vice-líder da Conferência Oeste, poderia ficar de fora dos playoffs.

O time cai dramaticamente no campeonato.

Do “All-Star Game” para cá, foram 12 os jogos disputados pelo Nuggets; quatro as vitórias e oito as derrotas.

Dos últimos 11 jogos, venceu apenas três; dos passados cinco encontros, saiu vitorioso em só um deles.

Não que a distância para o Suns seja confortável; nada disso. São 25 derrotas do time colorado contra 29 do ensolarado.

Mas o Phoenix perdeu um de seus principais jogadores: Amaré Stoudemire. O ala/pivô, que também faz as vezes de pivô, tem um sério problema na retina e não vai mais jogar esta temporada.

E não há substituto à altura para ele. Tanto que o técnico Alvin Gentry improvisa Grant Hill na posição. E não está lá dando muito certo não.

O time de Leandrinho Barbosa, se formos também contar do “All-Star Weekend” para cá, em 12 compromissos, venceu a metade. A campanha é melhor do que a do Nuggets.

Mas esta pequena diferença – embora não seja confortável, como disse –, pode ser significativa no momento de se passar a régua ao final da etapa de classificação para apurar-se os oito classificados para os playoffs.

Denver Nuggets 
Denver Nuggets: sorte do time do técnico George Karl e a má campanha do Phoenix Suns 

CALENDÁRIO

O Nuggets tem uma ótima sequência de jogos. A tabela é extremamente generosa.

Os próximos cinco enfrentamentos são as chamadas babas. O time tem tudo para enfileirar cinco triunfos e dar uma boa respirada no campeonato.

Vejamos: amanhã, em casa, pega o Oklahoma City; no sábado, recebe o Clippers; dia 16, o New Jersey; dois dias depois, viaja para enfrentar o Memphis; e termina este ciclo hospedando o Washington.

Não é o calendário que se pediu a Deus?

JOGO

Mas o time tem que justificar em quadra o que lhe é favorável na teoria.

Ontem, na derrota diante do Houston (97-95), o que se viu no Pepsi Center foi uma equipe insegura e perdida em quadra.

A insegurança crescia à medida que os arremessos não caiam. O time acertou apenas 38.1% de seus tiros. Nenê foi o exemplo mais bem acabado da falta de pontaria do time.

Líder no quesito “percentual de acerto” na competição, o são-carlense foi um desastre ontem à noite. Encestou apenas quatro de suas 15 tentativas de cesta.

Ele que tem mais de 61% de aproveitamento, pelos números de ontem, ficou em 26.6%.

Carmelo Anthony, cestinha do time na competição, deixou a quadra com 21 pontos, mas teve um desempenho igualmente ruim: 8-21 (38.1%).

Chauncey Billups, que foi o artilheiro da equipe e da partida com 28 pontos, acertou uma bola a mais do que Melo numa mesma quantidade de arremessos. Seu percentual foi de 42.8%.

Quanto a Nenê, havia muito tempo que eu não via o brazuca tão perdido em quadra. Deixou o jogo com apenas dez pontos e oito rebotes.

Nene x Yao Ming
Yao Ming levou a melhor contra Nenê no duelo de pivôs de segunda-feira à noite

QUÍMICA

Gostei muito do que vi do Houston na partida. A contusão de Tracy McGrady fez o time se encaixar.

Com ele de fora, o técnico Ricky Adelman colocou Shanne Battier e Ron Artest juntos. Não o tempo todo, é verdade, mas em boa parte dos confrontos; especialmente quando a marcação tem que ser apertada.

Os dois jogadores são conhecidos principalmente pela qualidade defensiva que possuem. Ontem, Artest ficou em cima de Carmelo Anthony. Limitou a produtividade do ala do Denver, como vimos.

Mas os dois não são apenas marcadores. Pontuam também – e com qualidade.

Ontem, Battier não teve bom volume e consequente desempenho. Fez só oito pontos. Mas Artest anotou 22.

Outro que esteve bem foi o argentino Luis Scola. Embora tenha deixado o jogo mais cedo por ter estourado o limite de faltas, o argentino apanhou nada menos do que 15 rebotes, tornando-se o reboteiro da partida.

Já disse aqui, várias vezes, que não acredito no Houston. Mas os números não me são favoráveis.

Desde que T-Mac se machucou, o Rockets ganhou 11 de seus 13 compromissos.

É hoje o terceiro colocado do Oeste com 23 derrotas, três a mais do que seu rival estadual, o San Antonio.

Junto com o Utah, vai cutucar o Spurs o resto da fase de classificação brigando pelo segundo lugar da conferência.

REVÉS

A derrota do Lakers para o Portland, no Oregon, por 111-94, deixou o time da terra do cinema junto com o Cleveland. Ambos foram dobrados em 13 oportunidades neste campeonato.

Mas o time angelino, por ter feito uma partida a mais e vencido, aparece com um aproveitamento de 79.4%, enquanto que o Cavs exibe desempenho de exatos 79%.

Mas tem um aspecto importante nessa história: o Lakers varreu o Cleveland nos dois embates desta fase regular. Portanto, se terminarem empatados na campanha, os californianos terminam em primeiro lugar.

VIOLÊNCIA

Alguém viu a entrada que Trevor Ariza deu em Rudy Fernandez? Se não viu, eu conto e mostro.

O “rookie” espanhol, faltavam dois segundos para o final do terceiro quarto, recebeu um passe perfeito de Brandon Roy para, no contra-ataque, encestar mais dois pontos e colocar o Portland na frente em 30 (85-55).

Mas Ariza, irresponsavelmente, tentou dar um toco no adversário, como se fosse limpar o aro. Acertou o braço de Fernandez, que despencou de uma altura de mais de dois metros estatelando-se ao chão.

Bateu o lado direito do peito na quadra e depois de quase 15 minutos deixou o local em uma maca. Foi direto para o hospital. Felizmente, os exames mostraram que nada de grave aconteceu.

Ariza foi corretamente expulso da partida.

Agora, assista!

DESCULPAS

O ala do Lakers garantiu que não teve propósito algum de machucar Rudy Fernandez. Que assim seja; mas ele foi imprudente, isso ninguém pode questionar.

Claro, pois se errasse o movimento – como errou – poderia derrubar perigosamente o adversário – como derrubou.

“Eu não tinha intenção de machucar ele”, afirmou. Acreditamos, OK?

Mas que o senhor seja punido severamente pela NBA, pois lances desse tipo não podem acontecer mais.

Fernandez salvou-se de algo ruim ontem à noite. Será que a sorte abraçará outro jogador em situação semelhante?

É melhor não testá-la.

Por isso, a punição a Ariza torna-se necessária.

PREGUIÇA

O Lakers parecia um time sem qualquer objetivo em quadra. Não dava sinal algum de que se tratava do líder geral do campeonato e com objetivos claros de ganhar a competição.

Perdeu por 111-94, 17 pontos de diferença. Mas a vantagem do Blazers chegou a 30.

Ao final da partida, Lamar Odom disse: “Nós temos que respeitar nossos oponentes e tratá-los sempre como se estivéssemos jogando contra o Boston ou o Cleveland. Eles jogaram contra a gente como um time forte, um dos melhores da liga. Então, por que a gente não joga da mesma maneira?”

Verdade. O Lakers parece realmente ter menosprezado o Portland. Tratou-o como se fosse o Washington ou o Sacramento.

Pagou caro pela sua arrogância.

EMOÇÃO

Miami e Chicago fizeram um jogo repleto de emoções ontem à noite na Flórida. E com direito a duas prorrogações.

No final, deu Heat por 130-127.

O final da segunda prorrogação tem que entrar para a história da liga. Faltavam três segundos para o final e a bola estava nas mãos de John Salmons, que tentava uma infiltração.

Dwyane Wade tomou-a e partiu em disparada em direção à cesta. Não havia tempo hábil para uma bandeja segura. Por isso, D-Wade, antes da linha dos três, arremessou.

E a bola caiu.

Precisou-se de três horas e 17 minutos para apurar-se o vencedor.

DECLARAÇÃO

Empolgadíssimo com a vitória – e não era para menos –, o técnico do Miami, Erik Spoelstra, fez o seguinte discurso assim que entrou na sala de imprensa após a partida:

– Mr. Dwyane Tyrone Wade Jr., se ele não for considerado legitimamente um candidato a MVP, eu não sei o que ele precisa fazer.

Chover, eu diria…

Os maiores adversários de Wade na briga pelo troféu de melhor jogador da fase de classificação não Kobe Bryant e LeBron James. É o time do Miami, que é fraco e não proporciona ao jogador os holofotes da mídia.

De qualquer maneira, vamos destacar a atuação do camisa 3 do Miami: Wade terminou a partida com 48 pontos e 12 assistências em 50 minutos em quadra. Acertou 15 de seus 21 arremessos.

A mesma quantidade que Carmelo Anthony e Chauncey Billups atiraram na derrota do Denver, lembram-se?

ERRO

Quanto ao Bulls, Ben Gordon voltou a jogar muito bem. Terminou a partida com 43 pontos, sua melhor performance nesta temporada. Encestou oito bolas de três.

John Salmons, que foi desarmado por Dwyane Wade, não pode ser responsabilizado pela derrota. Tem se mostrado um jogador eficiente e extremamente ofensivo; ontem marcou 29 pontos.

O grande problema do Bulls foi que o técnico Vinnie Del Negro – sempre ele – não soube poupar os jogadores. Foram três horas e 17 minutos de partida, como eu disse.

Derrick Rose jogou 55 minutos; Salmons, 54; Gordon, 50; e Joakim Noah, 45.

No Miami, Wade atuou também por 50 minutos. Depois dele, Udonis Haslem jogou 46. Os demais, não chegaram a 40.

Quer dizer: o Miami chegou mais inteiro na segunda prorrogação.

Notas relacionadas:

  1. CENA EMBLEMÁTICA EM PHOENIX
  2. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
  3. SUNS ATRÁS DA SORTE DO SPURS
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segunda-feira, 9 de março de 2009 NBA | 11:40

UM TIME SEM MEDO

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Eu avisei ontem: o Orlando não é o Cleveland e Dwight Howard não é LeBron James.

E não deu outra: o time da Flórida venceu (86-79) pela primeira vez a franquia de Massachusetts nesta temporada e diminuiu a diferença entre eles no campeonato.

O Celtics tem agora 15 derrotas na competição, contra 16 do Magic.

O grande nome do jogo, como previsto por todos, foi realmente Dwight Howard (foto Reuters). Mesmo tendo enfrentado problemas com as faltas – especialmente no primeiro tempo –, Howard fez 15 pontos e apanhou 18 rebotes.

Deu ainda cinco tocos.

Sem Kevin Garnett para ameaçá-lo no garrafão, Howard reinou soberano. Nenhum outro jogador do Orlando chegou a um duplo dígito nos rebotes e nem sequer perto dele.

Quem mais perto chegou de DH foi o polonês Marcin Gotart, que fisgou cinco ressaltos na partida.

Do lado do Boston, o técnico Doc Rivers fez um revezamento intenso para ver se controlava Dwight. Seus quatro grandalhões, Glen “Baleinha” Davis, Kendrick Perkins, Leon Powe e Mikki Moore, apanharam 19 rebotes, apenas quatro a mais do que o pivô do Magic.

Mesmo assim, no resultado final do duelo, o Boston levou vantagem por 44-36. Claro, apesar de gigante, Howard é um só.

Não encontrou eco em Rashard Lewis e nem em Tony Battie, que, juntos, apanharam apenas seis rebotes – três cada um.

Sem intensidade no jogo interior e com Paul Pierce numa tarde horrível (marcou apenas 16 pontos com desempenho fraco de 5-15 nos arremessos e 6-10 nos lances livres), o time ficou restrito a Ray Allen, que anotou 32 pontos.

Insuficientes diante do maior equilíbrio de jogo do Orlando.

O resultado, na verdade, engana um pouco, pois o time da Flórida chegou a ficar 22 pontos na dianteira do placar.

Finalizou a partida com sete pontos vantagem, que desmoronou graças à empolgação dos jogadores do Celtics, inflamados com os gritos dos 18.624 torcedores que lotaram o TD Banknorth Garden.

Com a vitória, o Orlando sustenta-se três jogos abaixo do Cavs, que tem 13 derrotas. As duas franquias vão jogar mais duas vezes nesta fase de classificação: dia 17 próximo, em Cleveland, e no dia 3 de abril em Orlando.

Mesmo que o Magic, que venceu o primeiro confronto entre eles por 99-88, em casa, vença os dois embates, o Cavs permanecerá à frente com uma derrota a menos.

Pelo tabela, os jogos mais complicados que faltam ao time de Ohio são: Phoenix (F), San Antonio (C) e Boston (C).

Já o Orlando terá de jogar contra o Detroit (F), Utah (C), Boston (C), Miami (F), Atlanta (F) e Houston (F).

Pela agenda, portanto, dificilmente o Orlando descontará esta diferença.

Cleveland e Boston vão mesmo brigar para ver quem ficará em primeiro lugar na Conferência Leste.

SUFOCO

Olhando apenas para o resultado da partida (109-101), parece que o Utah não teve tantas dificuldades diante do Toronto. Mas não foi o que aconteceu.

O Jazz passou boa parte do encontro atrás no marcador e só assumiu a liderança definitiva quando faltavam 6:31 minutos para o final da partida, com uma bandeja do russo Andrei Kirilenko: 94-93.

Ao contrário do que eu disse ontem, Chris Bosh jogou normalmente – onde eu estava com a cabeça quando “arrumei” uma contusão para o pivô? Quem não jogou foi Carlos Boozer, que torceu o tornozelo na vitória diante do Denver, na última sexta-feira.

Sem um dos dois melhores jogadores do time – o outro é Deron Williams, certo? –, o Utah não conseguiu impor seu jogo diante de uma das piores equipes da atual temporada. Prova disso é que Bosh anotou 30 pontos e apanhou 10 rebotes.

Mas a justificativa encontrada foi outra, segundo Deron (foto Reuters). Ele explica: “Foi muito complicado jogar às 12h30 [horário local] depois de ter deixado para trás dois fusos horários [Sal Lake City está duas horas atrás em relação a Toronto] e termos perdido ainda uma hora de sono por causa do horário de verão”.

Procedente? Claro que sim; Deron tem razão, pois, como disse há dois blogs, tudo isso pesa muito quando um time está “on the road”.

E o Jazz conseguiu superar a ausência de Boozer e os problemas com o relógio biológico e o de parede.

Com a vitória, já são 11 as vitórias consecutivas, o maior enfileiramento desde 1999.

Deron Williams foi o grande nome do Utah com 25 pontos e nove assistências. Mas foi importante também a produção de dois jogadores que vieram do banco: Kyle Korver, 20 pontos (seu recorde nesta temporada), e Kirilenko, 18.

Os dois juntos fizeram 38 tentos, contra apenas 17 dos reservas do Toronto.

O Utah pulou agora para a quarta posição no Oeste. Além da importância da sua vitória, contou também com a derrota do Denver para o Sacramento, que não passava pela cabeça de ninguém – nem mesmo do mais fanático torcedor do Jazz.

MEDÍOCRE

O Sacramento era o pior time desta temporada. Juntou-se ao Washington graças à vitória diante do Denver, ontem à noite, por 114-106.

Do Kings ninguém espera mais nada nesta temporada, mas do Denver há algumas expectativas. Diminuíram muito depois do que se viu na capital da Califórnia.

Antes mesmo, eu diria, pois o Nuggets despenca dramaticamente neste momento. Dos últimos dez jogos, perdeu sete e dos passados cinco enfrentamentos, ganhou só um. Não vence fora de casa há seis partidas.

O Denver é um bando correndo em quadra. “Foi uma das nossas piores derrotas nesta temporada”, lamentou Carmelo Anthony.

E foi mesmo; foi medonha.

O Denver jamais esteve à frente no marcador. E chegou a ficar 17 pontos atrás do então único pior time da temporada.

Olhando para Chauncey Billups, seu desempenho ontem foi muito bom. Jogou como um armador, pois terminou a partida com 22 pontos e oito assistências.

O mesmo a gente não pode dizer de Nenê (foto AP). O são-carlense voltou a ser ignorado por seus companheiros especialmente no segundo tempo.

Irrita-me esta indiferença. Falo isso não por Nenê ser brasileiro; falo isso porque o pivô tem qualidades que deveriam ser mais exploradas.

O brazuca, como sempre acontece, é bastante envolvido no jogo durante o primeiro tempo. Tanto que fez dez de seus 14 pontos no período inicial.

No segundo, é quase sempre esquecido.

Mesmo assim, não desiste jamais – afinal, não é ele brasileiro?

NORMALIDADE

Não falei que o San Antonio não iria precisar de um tiro milagroso de Roger Mason nos segundo finais para superar o Phoenix?

É certo que o jogo foi mais difícil do que eu esperava, mas o Spurs, mesmo sem Manu Ginobili – foi o 11º. jogo consecutivo sem o argentino –, venceu por 103-98.

Com a estonteante Eva Longoria (foto AP) nas poltronas do AT&T Center, Tony Parker ganhou combustível a mais e foi o grande nome da partida. Marcou 30 pontos e distribuiu nove assistências.

Foi o quarto jogo dos últimos oito que o francês marcou 30 ou mais pontos. Por isso mesmo, sua média de pontos, desde o “All-Star Weekend”, pulou para 25.6 por partida.

O San Antonio não teve apenas de conviver com a contusão de Ginobili – deve ficar ainda mais uma semana em tratamento. Tim Duncan guerreou contra Shaquille O’Neal e uma contusão no joelho.

Por causa dela, viu seu desempenho desmoronar no segundo tempo. No primeiro, marcou 13 pontos e apanhou 12 rebotes. No final, adicionou apenas mais quatro tentos e três ressaltos.

Do lado do Phoenix, Steve Nash foi o grande nome. Finalmente o canadense naturalizado (nasceu na África do Sul) se tocou que uma de suas funções é criar condições favoráveis para que seus companheiros pontuem.

Deu 11 assistências.

Leandrinho Barbosa também merece ser ressaltado. O paulistano marcou 20 pontos.

Está mais à vontade em quadra; mais confiante também. Afinal, tem sido mais envolvido nos jogos depois que Alvin Gentry assumiu o comando da equipe.

Nos tempos de Terry Porter, Barbosa tinha médias de 12.8 pontos por jogo e uma permanência em quadra de 23 minutos.

Com Gentry, sua pontuação subiu para 19.2 e seus minutos cresceram para 34.

Pena que a contusão de Amaré Stoudemire tenha diminuído barbaramente as chances de classificação da equipe para os playoffs.

Atualmente, o Suns está com 29 derrotas, quatro a mais que o Dallas, o oitavo na Conferência Oeste.

Sinceramente, acho muito difícil o Phoenix reverter o quadro. O time não tem ninguém para o lugar da Amaré e a improvisação de Grant Hill na posição é risível.

Notas relacionadas:

  1. CUIDADO COM O FALCÃO
  2. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  3. DECISÃO ACERTADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 7 de março de 2009 NBA | 14:06

SEQUÊNCIA MANTIDA

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Já são dez os triunfos seguidos. Desde 2 de fevereiro passado, a campanha é de 13 vitórias e apenas uma derrota.

O Utah ganha corpo no momento mais importante do campeonato: sua segunda metade. Foi assim com o New Orleans na temporada passada.

Penso que será o mesmo com o Jazz neste campeonato.

A vitória de ontem diante do Denver por 97-91 mostrou como o time está sólido neste momento. Deu um grande vacilo no primeiro tempo, quando virou atrás em 47-37; chegou a perder por 19 pontos de diferença. Mas bastou o intervalo chegar para o técnico Jerry Sloan corrigir os defeitos do time e a virada acontecer.

Deron Williams (foto AP) foi o ator principal do novo roteiro escrito no segundo tempo. Fez 12 de seus 25 pontos neste período e com segurança conduziu seus parceiros em quadra.

Terminou a partida com 11 assistências. Foi, aliás, o 11º. jogo seguido que o armador tem um duplo dígito neste fundamento.

Acredito que não é exagero algum dizer que, este exato momento, Deron é o armador que melhor joga na NBA. Deixou Chris Paul para trás.

O panorama é favorável, também, porque Carlos Boozer encontrou seu “time” de jogo. Ontem fez nove pontos – poderia ser mais, concordo –, mas apanhou 16 rebotes, transformando-se no reboteiro do jogo.

Mas o Utah não se limita apenas aos dois medalhistas olímpicos. Tem mais gente da pesada jogando com a camisa alviceleste.

Como na vitória diante do Houston, Ronnie Brewer voltou a ser importante. Deixou a quadra com 16 pontos.

É hoje o melhor apoio que Williams e Boozer precisam.

Os demais também não desapontam de jeito nenhum.

Quando o time estava 17 pontos distante do Denver (bandeja de Nenê seguida de falta que foi convertida; 47-30), foi feita uma corrida de 17-0, entre o final do segundo quarto e o começo do terceiro, onde nada menos do que seis jogadores pontuaram: Andrei Kirilenko e Brewer anotaram quatro pontos cada um, Paul Millsap fez três e Mehmet Okur, C. J. Miles e Williams contribuíram, individualmente, com dois.

Isso deixa bem claro que o time não está apenas nas mãos de um ou outro jogador.

Nunca é demais repetir: fiquem de olho no Utah.

DESAFIO

A partir de amanhã o Utah terá um novo desafio pela frente: cinco jogos fora de casa, todos na Costa Leste – e tudo em uma semana.

O Toronto será o primeiro adversário. Depois vêm Indiana, Atlanta, Miami e Orlando.

Isso significa noites mal dormidas, seguidas viagens de avião e ter de enfrentar não apenas o oponente em quadra, mas também seus fanáticos torcedores.

É chegado o momento de o Jazz carimbar sua nova fase. Sim, pois dos 14 encontros desde o dia 2 de fevereiro, apenas quatro foram no campo inimigo.

QUEDA

Se o Utah cresce no momento oportuno, o Denver decresce. Dos últimos nove jogos, perdeu seis.

Não vence fora de casa há cinco partidas. Seu último sucesso longe dos fãs aconteceu no dia 18 de fevereiro quando suplantou o Philadelphia por 101-89.

De lá para cá, tombou diante de Chicago, Milwaukee, Indiana, Detroit e ontem contra o Utah.

Como a gente bem sabe, é depois do “All-Star Game” que o campeonato ferve. A partir de agora os times engatam a quarta marcha para tentar a quinta quando os playoffs chegarem.

O Denver vinha tranquilo. Bruscamente, reduziu para terceira e segurou seu desenvolvimento na competição.

O time joga errado, já disse isso aqui em nosso botequim. Chauncey Billups é o maior responsável pelo atual declínio do Nuggets, pois arma o jogo para ele e não para os companheiros, como sua posição exige.

Ontem, deixou a quadra com ridículas duas assistências. Se ele compensava esse equívoco pontuando, ontem foi uma lástima em seus arremessos: 5-17, sendo que em bolas de três ele anotou 2-6.

Acabou o jogo com apenas 12 pontos.

Nenê também foi de pouca ajuda ofensiva, pois anotou apenas dez pontos. Nos rebotes, pegou quatro. Fez o bloqueio dentro do garrafão defensivo com a mesma eficiência de sempre, tanto que Renaldo Balkman fisgou nada menos do que 15 rebotes, mas precisa ser mais ganancioso atrás das sobras, todos nós já dissemos isso aqui.

Carmelo Anthony fez 20 pontos, mas deixou claro, uma vez mais, que nos grandes jogos ele não faz tanta diferença a favor de seu time. É corajoso, busca a bola o tempo todo, mas sua eficiência não é a dos grandes jogadores, como Kobe Bryant, LeBron James e Paul Pierce.

TABU

Por falar em LeBron James, o Cleveland foi derrotado pelo Boston em Massachusetts. E o adversário jogou sem Kevin Garnett, um dos Big Three.

Foi a oitava derrota consecutiva do Cavs no TD Banknorth Garden. Dos últimos 21 embates, perdeu 17 para seu maior rival dentro da Conferência Leste.

Desde que o Boston contratou KG e Ray Allen, LeBron nunca venceu no parquete batizado como Red Auerbach.

O jogo de ontem e o resultado (105-94) deixaram claro que se o Cleveland não confirmar a liderança da conferência, dificilmente chegará à decisão do título. Falta alguma coisa para o time quando enfrenta o Boston fora de casa.

Parece estar virando trauma. E tem afetado LBJ.

Nos primeiros oito minutos de bola quicando, King James cometeu nada menos do que três erros. Findado o primeiro tempo, ele tinha quatro erros, o mesmo número de assistências e rebotes, e seu aproveitamento nos arremessos era muito ruim: 2-7.

É nítido que LeBron não se sente à vontade no lar do Celtics. Terminou a partida com 21 pontos, mas com um desempenho fraco nos arremessos: 5-15, sendo 2-5 nas bolas de três.

PRODUTIVO

Anderson Varejão foi bem produtivo ofensivamente. Marcou 15 pontos. Três deles em um ataque que começou com uma cesta e terminou com um lance livre de bonificação.

Naquele momento, (6:56 para o final do terceiro quarto) o Cavs conseguiu empatar a partida em 57 pontos. Crescia no jogo, mas o Boston apertou a defesa e acabou o período na frente em 78-69.

O ritmo foi mantido nos 12 minutos finais, a diferença pulou para 14 pontos, mas acabou em 11.

Ah, o capixaba pegou também cinco rebotes.

PROTETOR

Foi muito legal a atitude de LeBron James quando Glenn Davis foi cafajeste com o brazuca. Varejão tentava uma infiltração buscando a cesta, e a baleinha do Boston deu-lhe uma bela porrada, covarde, é bom que se diga ((foto AP).

LBJ foi em disparada em direção a Davis, empurrou-o e deixou claro que no amigo brasileiro ele não tocaria mais a mão.

A baleinha deu uma afinada legal.

Por essas e por outras que LBJ cresce no meu conceito. Além de extraordinário como atleta, é parceiro.

DEFESA

Depois do jogo, dizendo-se arrependido, a baleinha disse: “Não tive intenção de machucar ninguém”. E não citou o nome de Varejão.

Como disse, cafajeste.

MARCA

O Lakers é o primeiro time desta temporada a atingir a marca de 50 vitórias. Com ela, mantém a liderança em relação a Cleveland e Boston.

Doze são as derrotas do Lakers, contra 13 do Cavs e 14 do Celtics.

A vitória de ontem veio com facilidade: 110-90 diante do Minnesota. Foi tão mole que todos os titulares ficaram no banco de reservas no último quarto, deixando, como tem acontecido com frequência nesta temporada, o jogo completamente sem graça.

A se registrar apenas o duelo nos rebotes: mesmo sem Al Jefferson, o Wolves superou o Lakers amplamente em 54-41. E não me venham dizer que isso aconteceu porque no período final os reservas estavam em quadra, pois nos 12 minutos restantes o duelo foi favorável ao Minnesota em 14-13.

Phil Jackson deve ter ficado P da vida quando viu a estatística.

Eu ficaria.

FORA

O Phoenix navega, a todo o vapor, na direção oposta à dos playoffs. Ontem foi derrotado pelo Houston por 116-112.

Com mais esta derrota – a terceira seguida –, fica a três do Dallas, o oitavo colocado na Conferência Oeste.

O esforço de Leandrinho Barbosa, que anotou 24 pontos, não foi suficiente para evitar outro revés. Também pudera, o armador do time, Steve Nash, teve olhos apenas para a cesta e nem reparou nos companheiros.

Arremessou nada menos do que 27 bolas contra o aro texano, batendo o recorde de tentativas em sua carreira na NBA.

Pode?

ANIVERSÁRIO

Shaquille O’Neal fez ontem 37 anos. Idade cronológica, pois mentalmente deve ter uns 14, 15 anos, no máximo.

Parece criança brigando e batendo boca com meio mundo na NBA. A última que ele aprontou foi chamar Chris Bosh de RuPaul.

Para que não sabe, o referido personagem é um travesti californiano.

Como disse, uma criança de 2m16 de altura e 37 anos de idade.

Uma lástima.

DENTRO

O Chicago fez uma vitória importante diante do Milwaukee: 117-102. Com ela, passou a ocupar a oitava vaga na Conferência Leste.

O “backcourt” titular, formado por Derrick Rose e Ben Gordon, anotou nada menos do que 61 pontos, mais da metade da pontuação da equipe.

Gordon (foto AP) fez 34 pontos e deu sete assistências; Rose marcou 27 e distribuiu um passe certeiro a menos.

A atuação dos dois explica o motivo de John Paxson, GM do Bulls, estar atrás de um grandalhão e não de um baixinho para reforçar a equipe. Como se sabe, o Chicago, ao final da próxima temporada, vai com tudo para cima de Chris Bosh para dar força ao seu jogo interior.

Mas tem que renovar com Gordon, senão de pouca valia será a contratação de Bosh.

Notas relacionadas:

  1. NOITE VERDE E AMARELA NA NBA
  2. AMONTOADO DE BESTEIRAS
  3. DECISÃO ACERTADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de março de 2009 NBA | 17:51

DECISÃO ACERTADA

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É uma situação difícil, concordo, mas acredito que o técnico George Karl e o diretor Rex Chapman fizeram o correto.

Carmelo Anthony (foto AP) voltou ontem a vestir a camisa 15 do Denver. E em grande estilo: marcou 38 pontos e liderou o time na importante vitória diante do Portland por 106-90.

Vitória e tanto; e com o carimbo de Melo, como disse.

O ala do Nuggets tinha sido punido pela franquia por mau comportamento. Recusou-se a deixar a quadra quando o treinador Karl, na derrota para o Indiana, resolver fazer uma mudança momentânea – e não definitiva, mas mesmo que fosse, o jogador tem que respeitar a decisão do técnico.

A ausência de Carmelo foi, evidentemente, muito sentida na partida contra o Detroit. O Denver perdeu por 100-95. Com Melo, poderia ter vencido, não sabemos, é verdade, mas as chances seriam maiores.

O fato é que Karl e Chapman abriram mão desta vitória para não perder o controle do grupo. É como diz o velho ditado: um passo atrás para depois dar dois à frente.

Foi o que ambos fizeram; se deu certo, só o tempo dirá.

DISCURSO

“Foi uma lição que eu aprendi”, disse Carmelo Anthony, sorriso nos lábios, após a partida.

A prova maior dada pelo jogador foi quando o relógio do Pepsi Center mostrava que faltavam 10:55 minutos para o final da partida. O Nuggets estava à frente no marcador em 83-71.

O espanhol Rudy Fernandez preparava-se para bater o lance livre, quando Nenê, que estava no banco, levantou-se, esperou a buzina tocar e apontou o dedo em direção a Carmelo, indicando que ele seria substituído.

Melo deu um pique – estava do outro lado da quadra – e foi em direção ao banco de reservas. A maioria dos 16.801 torcedores que estiveram na arena de Denver aplaudiu o capitão do time.

Naquele momento, tudo era festa. O Denver mandava no jogo e Carmelo já tinha anotado 31 pontos.

Quero ver quando a situação for inversa; ou seja: com o time atrás no marcador e o egocêntrico jogador com dificuldades para pontuar.

Como disse acima, só o tempo dirá se ele realmente aprendeu a lição ou não.

EGO

Os grandes artistas são realmente complicados. Normalmente, usando linguajar comum, não batem bem.

São às vezes egocêntricos, deprimidos ou mesmo loucos de pedra.

O caso de Carmelo Anthony, a meu ver, tem mais a ver com ego. Ele comporta-se como uma prima-dona, quando deveria olhar-se mais no espelho e tentar se enxergar.

Melo é bom de bola. Admiti no capítulo anterior deste texto. Mas ele não é, por exemplo, Kobe Bryant, LeBron James ou Paul Pierce.

Deveria ter humildade, reconhecer-se como numa categoria inferior e trabalhar para alcançar o patamar de Kobe, LBJ e Pierce.

DISPUTA

Falei anteriormente que a vitória do Denver foi importante. Subestimei-a; ela foi mais do que importante: foi importantíssima.

Denver e Portland estavam empatados com 22 derrotas. Agora o time colorado deixa o oponente com uma derrota a mais.

Os dois voltam a se enfrentar no dia 15 de abril próximo. Mas desta vez será no Rose Garden do Oregon.

O Nuggets vence o duelo por 2-1 – ganhou exatamente os dois embates travados no Pepsi Center.

Se nova vitória do Denver surgir, ótimo, pois o time abrirá 3-1 no confronto e em caso de ambos terminarem empatados na campanha, o Nuggets levará vantagem.

Mas se o Portland vencer, outros critérios terão que ser observados para saber quem é que ficará na frente. O primeiro deles é a campanha dentro da conferência. Depois, dentro da divisão; e outras mais que de cabeça eu não me lembro.

TITULAR

Nenê voltou a sair como titular. Mas isso pouco importa; interessa, isto sim, é o tempo de permanência em quadra.

O são-carlense (foto AP) tem tido generosos minutos concedidos por George Karl. Não são esmolas, o brazuca faz por merecê-los, pois é importante dentro do esquema armado pelo treinador.

Ontem, chegou aos 16 pontos – não precisou pontuar mais do que isso, pois o show principal, como vimos, ficou mesmo com Carmelo Anthony.

Nos rebotes, os seis apanhados quase que ficam dentro de sua média no campeonato, que é de quase oito.

Mas o que chamou mesmo a atenção foram as cinco assistências que Nenê distribuiu na peleja. Mais do que o triplo de sua média na competição, que era de 1.5 por jogo.

Finalizou seus números com dois tocos.

Gostei do que vi.

PASSADO

O New Orleans voltou a jogar bem. Somou ontem sua sexta vitória consecutiva na competição ao bater o Dallas por 104-88.

O time é outro. Por quê? Não sei se é coincidência ou não, mas desde que Tyson Chandler não foi aprovado nos exames médicos feitos pelo Oklahoma City e acabou sendo vetado e, com isso, retornou ao Hornets, ele parece outro jogador.

Tem jogado dentro de sua média de pontos (10) e rebotes (11), às vezes pontuando mais ou fisgando rebotes extras. Mas o que eu digo é que Chandler voltou a mostrar a garra de antes e, como Anderson Varejão, tem contagiado seus companheiros.

DESFALQUE 1

A notícia não podia ser pior: Amaré Stoudemire não mais jogará nesta temporada. Depois que ele fez uma cirurgia para reparar um problema na retina, havia a esperança de que o ala/pivô do Phoenix pudesse jogar os playoffs caso o time se classificasse.

Hoje pela manhã, o doutor que cuida do caso revelou que isso será impossível. Amaré vai precisar de mais tempo de repouso para que não haja sequelas da cirurgia.

Em outras palavras: a perda da visão.

“É duro ter que explicar o problema para as pessoas”, disse o médico Pravin Dugel, responsável pelo procedimento. “O que ocorre com Amaré é mais sério do que uma cirurgia de joelho ou tornozelo. A recuperação é dolorosa, lenta e delicada”.

Tudo bem, doutor, não se fala mais no assunto. O mais importante, de fato, é a saúde de Amaré.

DESFALQUE 2

Kevin Garnett (foto AP) era aguardado com ansiedade pela franquia do Celtics na semana que vem. Que esperem todos sentados, pois KG vai precisar de uma semana a mais para se recuperar totalmente da contusão no joelho direito.

Se a gente for olhar para o recorde do Boston sem seu capitão, não há muito o que lamentar: 4-2.

Mas ao olharmos para as duas derrotas, constatamos que elas aconteceram diante do Clippers (em Los Angeles) e Detroit (em casa).

Jogos que, provavelmente, teriam sido vencidos pelo Celtics se KG estivesse em quadra.

O resultado é que o time tem 14 derrotas, duas a mais do que o Cleveland, que lidera a Conferência Leste.

Que falta ele faz, não é mesmo?

ENCONTRO 1

Cleveland e Boston se enfrentam esta noite no TD Banknorth Garden de Massachusetts. É a chance do atual campeão da NBA diminuir a diferença de duas para uma derrota em relação ao oponente.

Se depender do retrospecto, dá Celtics. Ele mostra que, nos últimos 14 confrontos, quem jogou em casa ganhou.

Os sete enfrentamentos dos playoffs do ano passado fazem parte desta relação.

Sem Kevin Garnett pela frente, o Cleveland tem grande chance de quebrar esta escrita.

ENCONTRO 2

Para a maioria, Boston x Cleveland é o grande jogo desta rodada. Não é para mim.

Eu ficarei de olho no combate de Salt Lake City, quando o Utah recebe o Denver. O Jazz está de olho em sua décima vitória; o Nuggets quer sustentar a vantagem de uma derrota a menos em relação aos anfitriões.

Como já disse aqui em nosso botequim, o Utah, com o elenco intacto neste momento, é uma das forças do Oeste. Deron Williams recuperou a melhor forma depois de ter perdido um mês machucado. Boozer ficou três do lado de fora, voltou e está se encontrando aos poucos.

Esse time, em ordem, e com o técnico que tem, é páreo duro.

Que Nenê me perdoe se estiver lendo estas mal traçadas linhas, mas o Utah é mais time do que o Denver.

Notas relacionadas:

  1. O TIME É ÓTIMO, MAS A TABELA AJUDA
  2. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  3. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
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quarta-feira, 4 de março de 2009 NBA | 16:52

ADVERSÁRIO DOS SONHOS

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Disse ontem aqui: o adversário não poderia ser melhor.

Depois de duas derrotas consecutivas, “Los Lakers” voltaram a vencer: 99-89 diante do Memphis Grizzlies. Com ela, aquela pontinha de dúvida a respeito do time nesta temporada evaporou-se.

O time havia perdido para Denver e Phoenix seguidamente, como disse. Dos dois jogos, o que mais preocupou foi contra o Suns. Afinal de contas, o time do Arizona atuou sem dois de seus titulares, Steve Nash e Amaré Stoudemire; é conhecido por ser um adversário que “joga e deixa jogar”, como se diz no futebol.

Trocando em miúdos, adversário frágil na marcação e limitado ofensivamente considerando-se a ausência dos dois criativos titulares.

E “Los Lakers” perderam.

Ontem, na primeira “Noite Latina”, evento que vai durar uma semana (por isso o time usou a inscrição “Los Lakers” na camiseta), o time da cidade do cinema fez as pazes com a vitória e confirmou sua supremacia, até o momento, na NBA. Tem agora um recorde de 47 vitórias e 12 derrotas, duas vitórias a mais que o Cleveland, que tem o mesmo número de derrotas dos angelinos.

Os 12 tropeços de Lakers e Cleveland estão dois degraus abaixo do Boston, terceiro colocado, que perdeu 14 e venceu o mesmo número de partidas do time californiano.

Mas, digo hoje, o adversário não podia ser mesmo melhor: o Memphis, pior time como visitante na atual temporada (3-23).

Méritos na vitória? O adversário serve de parâmetro?

“Depois de duas derrotas, uma vitória é uma vitória”, disse Lamar Odom (foto AP), findado o encontro.

Verdade; é como eu sempre digo: é mais fácil corrigir os erros com vitórias do que com derrotas. E o Lakers tem o que corrigir.

A defesa não causa suspiros em ninguém no momento. Voltou a cometer equívocos primários, como cair na cilada do “passing game” proposto pelo adversário.

Deem só uma olhada no aproveitamento das bolas de três do time do Tennessee: 7-14 (50%) contra 4-16 (25%) do Lakers. Tivesse o Memphis insistido mais nesses arremessos longos e poderia ter complicado o jogo.

Jogo que foi levado no pau até o início do quarto final, quando o Lakers fez uma corrida de 12-2, pulou na frente em 21 pontos (90-69) e a diferença que ficava na casa dos dez pontos e caiu várias vezes para cinco, quatro pontos, ficou no passado.

O grande momento desta corrida foi quando pivô congolês D.J. Mbenga deu um toco no armador Rudy Gay, quando este tentava uma bandeja, e no contra-ataque finalizou a jogada com uma cesta na cabeça do garrafão colocando o time na sua maior dianteira: 90-69 – a 8:08 do final.

Esta diferença caiu – o resultado final mostra isso –, mas nunca a ponto de preocupar os angelinos.

E, é importante frisar, o quinteto do Lakers naquele momento era formando por Jordan Farmar, Sasha Vujacic, Trevor Ariza, Josh Powell e Mbenga.

Ou seja: nenhum titular em quadra.

Se a turma do banco for efetiva nos jogos mais difíceis – afinal, como eu disse, o adversário não poderia ser melhor –, certamente o Lakers voltará a ser aquele time consistente que bateu, seguidamente, Boston e Cleveland fora de casa, deixando claro, naquele momento, que é a franquia a ser batida nesta temporada.

IRRECONHECÍVEL

Kobe Bryant foi o cestinha do time e do jogo com 31 pontos. Até aí, nada de anormal.

A anomalia ficou por conta dos modestos dois pontos marcados por Lamar Odom. O ala/pivô tinha média de 16.5 pontos por embate disputado.

“Foi uma noite atípica para Lamar”, explicou Phil Jackson, que em muitos momentos da partida foi visto bufando em seu cadeirão, utilizado por causa da cirurgia feita na bacia e dos problemas de coluna que tanta o incomodam.

Verdade; Lamar acertou apenas um de seus oito tiros, sendo que zerou nas duas tentativas de três.

BALANÇO

Se Lamar foi praticamente nulo nos arremessos, manteve o nível nos rebotes. Fisgou 13 dos 44 confiscados pelo Lakers, ficando dentro de sua média atual que é de 13.2.

Foi eficientíssimo também nos tocos: seis ao longo da meia hora que ficou em quadra.

Lamar, disse várias vezes, não conseguiria segurar o rojão com a contusão de Andrew Bynum. Sugeri até mesmo a troca do jogador com Jermaine O’Neal, que foi do Toronto para o Miami.

Mas errei – admito.

SUPER-HOMEM

Shaquille O’Neal está incomodado com essa história de que Dwight Howard é o Super-Homem da NBA.

“Eu sou o verdadeiro Super-Homem”, disse Shaq, ontem, antes do jogo.

Será mesmo?

Na noite passada, os dois (foto Reuters) se enfrentaram na Amway Arena de Orlando, na Flórida. Magic e Suns duelaram; e o que aconteceu?

Howard venceu o duelo de pontos: anotou 21 contra 19 do grandalhão do Phoenix.

Perdeu nos rebotes (11-8 para Shaq), tocos (2-1), desarmes (3-2) e cometeu mais erros: 5-4.

Quem é o verdadeiro Super-Homem?

RESPOSTA

Shaquille O’Neal é o verdadeiro Super-Homem.

CURIOSIDADE

O interessante é que os dois jogadores foram selecionados pelo Orlando; e ambos como primeiro draft em suas respectivas temporadas.

Mas Shaq, mais velho, é bom que se diga, tem quatro anéis; Howard ainda não tem nenhum. E nem sabemos se um dia vai colocar um no dedo.

Shaq é campeão olímpico; Howard também. Shaq é campeão mundial; Howard deve conquistar seu título no campeonato do ano que vem, no Mundial da Turquia.

Shaq já mostrou que é poderoso. Howard ainda tem o que provar – e é bom a gente se lembrar que quando DH foi desafiado por Lex “Nate Robinson” Luthor, ele foi derrotado.

ENCONTRO

Se Shaquille O’Neal confirmou ser o Super-Homem verdadeiro, o Orlando bateu o Phoenix por 111-99. Mas quem desequilibrou foi Rashard Lewis.

O ala/pivô do Magic anotou 29 pontos, 12 rebotes, três assistências, dois desarmes e um toco.

Foi o nome do jogo.

De seu lado, Leandrinho Barbosa mostrou que estava com a mão descalibrada. Anotou apenas 14 pontos.

A pontuação baixa é fruto do mau desempenho nos arremessos, obviamente. E a estatística final mostrou: 1-5 nas bolas de três (seu carro-chefe) e 5-11 nas de dois.

Em compensação, o paulistano foi novamente eficiente nas roubadas de bola: quatro.

Fico feliz em ver o progresso do brazuca neste fundamento. Vocês são testemunhas das inúmeras vezes que eu falei aqui neste botequim que Leandrinho poderia ser uma espécie de John Stockton dos dias de hoje no quesito desarme.

PUNIÇÃO

O Denver não pôde contar com Carmelo Anthony, que foi punido pela própria franquia com um jogo de suspensão por ter se negado a deixar a quadra quando o técnico George Karl resolveu tirá-lo.

O resultado é que o time deixou uma importante vitória escapar. Perdeu para o Detroit, ontem, em Michigan, por 100-95.

Perde-se esta luta, mas ganha-se a batalha. Era importante para Karl deixar bem claro para todos no grupo que nenhum jogador vai tomar conta do vestiário.

A mensagem custou uma vitória, mas, lá na frente, quem sabe, poderá significar muita coisa.

Eu faria o mesmo.

JORNADA

Nenê (foto AP) ficou em quadra mais tempo do que provavelmente George Karl gostaria. Mas sem Carmelo Anthony, o são-carlense era uma das armas ofensivas do time colorado.

Nenê não desapontou: fez 20 pontos. Cumpriu bem seu papel.

O problema é que Kenyon Martin anotou apenas meia dúzia de pontos – ele que tem uma média de 12.2 por partida.

Seis pontos a mais e a vitória estaria assegurada.

TRINCA

Foi a terceira vitória consecutiva do Detroit. E o terceiro jogo sem Allen Iverson, lesionado.

Coincidência?

Ora, claro que não.

FERRADURA

Ontem foi a vez de o Chicago acertar a ferradura – e não o cravo.

O que dizer da derrota por 16 pontos (96-80) para o Charlotte?

Tudo bem que o jogo foi fora de casa, mas 16 pontos! Era o Charlotte, minha gente, o Charlotte!

Abro um parêntese, todavia, para não ser injusto com Tyrus Thomas: o jogador, que eu tanto tenho criticado, fez um “double-double” ao anotar 14 pontos e 12 rebotes.

Os demais? Pavorosos.

O time teve um aproveitamento de apenas 30% de seus arremessos (30-77) e o destaque negativo foi Derrick Rose: 3-11.

Mas o que dizer também dos 4-10 de Kirk Heinrich e os 5-10 de Brad Miller?

Um show de horror.

REFORÇO

O jornal “Sacramento Bee”, um dos mais bem informados sobre a NBA, publica em sua edição de hoje que o ala/pivô Drew Gooden está praticamente acertado com o San Antonio.

Isso graças à desistência do Cleveland em repatriar o jogador, que por lá jogou durante três temporadas.

O interesse do Cavs é em Joe Smith, um veterano atleta da posição, draft primeiro da temporada de 1995, e que é um mágico de fato e não um jogador de basquete.

Em quase 14 anos de NBA, nunca fez nada, mas está sempre bem posicionado.

Gooden está apenas esperando completar o prazo de 48 horas após a dispensa do Sacramento (de acordo com as regras da NBA) para bater o martelo com o Spurs.

Um reforço e tanto.

Que a gente fique de olho no alvinegro texano; agora mais do que nunca.

Notas relacionadas:

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sábado, 28 de fevereiro de 2009 NBA, outras | 13:59

BULLS ENVERGONHA BARACK OBAMA

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Meu mau humor continua. O responsável agora é o Chicago. Vocês viram a pobreza do time no jogo de ontem contra o Washington?

Enfrentou um dos piores times da liga e perdeu!!!

Os jogadores não conseguiram se motivar nem mesmo com a presença do presidente Barack Obama numa das poltronas do Verizon Center. Obama, que construiu sua vida política em Chicago, já declarou seu amor pelo Bulls várias vezes.

Se eu fosse jogador e visse meu presidente, torcendo pelo meu time e consequentemente por mim, eu me encheria de vontade, minhas forças triplicariam, quadruplicariam, quintuplicariam, sei lá, aumentariam barbaramente e nenhum jogador oponente iria conseguir me deter.

Mas não foi o que se viu. O Chicago foi um time apático e descalibrado.  Em momento algum da partida ameaçou o adversário.

Ao contrário, foi presa fácil do oponente. Este à frente no marcador apenas uma vez, quando Joakim Noah ganhou o pulo-bola diante de Dominic McGuire em jogada finalizada por Ben Gordon: 2-0.

A partir daí, só deu Washington.

O time da capital dos EUA chegou a abrir, várias vezes, diferenças com dois dígitos. A maior delas chegou em 25 pontos!

Isso mesmo, o Chicago ficou 25 pontos atrás de um dos piores times da NBA na atualidade.

Por tudo isso, a vitória do Wizards por 113-90 foi incontestável. Wizards que jogou, como sempre, sem Gilbert Arenas e Brendan Haywood; e ontem, mais uma vez, ficou sem Deshawn Stevenson.

Um time que se resume, hoje em dia, basicamente, a dois jogadores: Antawn Jamison e Caron Butler. Isso mesmo, o Chicago perdeu para um time de apenas dois jogadores.

Por jogar bolinha, deu voz a atletas medíocres, como McGuire, Darius Songalia e Mike James.

O Chicago precisa rapidamente resolver o caso de alguns jogadores, especialmente Tyrus Thomas. O cara não sabe jogar basquete – ou então eu não tenho dado sorte nos jogos que eu assisti.

Ele não arremessa; joga pedras contra a cesta. É medíocre.

Luol Deng é outro do time de Thomas: não sabe nada, fraquíssimo.

Mas o pior é que o Chicago não existe como time: é um bando em quadra.

Jogadores, o técnico Vinnie Del Negro, seus assistentes, Bernie Bickerstaff e Dell Harris, e o GM, John Paxson, todos, eu disse todos, são responsáveis por este momento constrangedor.

ATRASO

O ala Caron Butler foi até o trio de arbitragem, antes de o jogo se iniciar, e disse: “Não comecem a partida, o Presidente não chegou ainda”.

Todos no Verizon Center sabiam que Barack Obama iria assistir ao encontro entre Washington e Chicago. Os motivos eu já os apresentei acima.

E Obama, jogador de basquete na época do ensino médio e da faculdade, estava atrasado. Seria a primeira visita de um presidente ao ginásio do Wizards desde que Bill Clinton deixou a Casa Branca.

George W. Bush nunca foi ao Verizon Center.

Bem, mas alguns minutos se passaram quando o presidente norte-americano adentrou ao ginásio e foi aplaudidíssimo pelos 18.114 torcedores.

Foi então que a bola foi lançada ao ar pela primeira vez e o jogo começou.

Atraso mais do que justificado; pelo menos na minha opinião – não sei a de vocês.

VIRA-CASACA

Caron Butler, depois do jogo, contou a história descrita acima. E adicionou o seguinte: “Ele [Barack Obama] é um torcedor apaixonado do Bulls. Espero que a gente tenha conseguido convertê-lo um pouquinho”.

Butler, o esforço do Washington – que deveria ter sido também do Chicago – foi louvável, mas Obama não será convertido.

Ninguém muda de time – nem mesmo nos EUA, onde a paixão pelo esporte tem limites. Mas que Obama (foto AP) ficou envergonhado com que o time fez em quadra, isso foi notório.

RETORNO

Nenê voltou ao time do Denver depois de dois jogos do lado de fora, contundido que esteve no joelho direito. E voltou bem.

Seus números ficaram abaixo de sua média, mas os oito pontos anotados e os sete rebotes fisgados são expressivos, dada a inatividade do jogador e os 20 minutos que foram reservados ao são-carlense.

Tivesse atuado sem os resquícios inerentes de uma inatividade provocada por contusão e fosse-lhe permitido mais 13 minutos em quadra, atingindo sua média na competição, talvez o brazuca pudesse ter chegado aos 15 pontos e pego um rebote a mais, igualando seu desempenho na atual temporada.

Mas o que valeu mesmo foi que o Denver venceu: 90-79.

TABU

Ontem eu disse aqui que havia dez jogos que o Denver não dobrava o Lakers. Errei por um; na verdade eram nove e não uma dezena.

O Nuggets não sabia o que era vencer o time angelino desde abril de 2007. O tabu iria completar dois anos.

Incômodo demais.

Ele caiu, mas foi em Denver. Faz um montão de tempo que o time colorado não vence em Los Angeles; e nem sei se vai conseguir tão rapidamente, pois a diferença entre ambos não é pequena não.

GUERREIRO

Sou fã de carteirinha de Chris Andersen. Já disse-o aqui e encontrei eco em alguns (vários, eu diria) parceiros do nosso botequim.

Ontem, Birdman voltou a arrepiar. Distribuiu tocos pra tudo quanto é lado: sete para ser preciso.

Três a mais e teria atingido o primeiro “triple-double” de sua carreira, pois o tatuadíssimo jogador do Denver marcou 11 pontos e pegou 12 rebotes.

Inflamou os 19.920 torcedores que foram ao Pepsi Center; e estes, por extensão, contagiaram os jogadores em quadra.

Com Andersen não tem tempo quente – e nem bola perdida.

Tim Duncan nada mais é do que um homem sem identidade. O mesmo vale para Dwight Howard ou Kevin Garnett.

Jogador desse tipo todo time precisa ter.

Seu contrato com o Denver termina ao final desta temporada. Ele ganha apenas US$ 797.581,00.

Será disputado a tapa, tenho certeza, por vários times da NBA quando o verão chegar e as negociações forem abertas.

LÍDER

Mesmo com a derrota, o Lakers permanece em primeiro lugar na classificação geral do campeonato. Tem 11 derrotas, contra 12 do Cleveland, seu mais direto perseguidor.

Noite ruim dos amarelinhos, que ontem jogaram de roxo. Roxo de vergonha eles devem ter ficado quando o primeiro tempo acabou e o time tinha anotado apenas 40 pontos, a mais baixa produção da equipe nesta temporada.

Ficaram mais embaraçados ainda quando viram os números, após a partida, que mostraram um aproveitamento de apenas 29.8% de seus arremessos, o pior desde que a franquia saiu de Minneapolis e foi para Los Angeles.

Nas bolas de três, um vergonhoso desempenho de 9.5%. O time encaixou só dois de seus 21 torpedos.

Uma vergonha.

Kobe Bryant (foto AP) acertou apenas 10 de seus 31 arremessos e mesmo assim acabou como cestinha do time – e da partida – com 29 pontos.

Dessa mediocridade toda eu deixaria de lado Lamar Odom: 12 pontos e 19 rebotes. Mesmo assim, errou 12 de seus 17 arremessos. Mas compensou nos rebotes, convenhamos.

INIGUALÁVEL

Com a derrota de ontem em Denver, o recorde do Chicago, de 72 vitórias e apenas dez derrotas, obtido na temporada 1995-96, não será mais igualado pelo Lakers.

E imaginar que tinha gente que apostava na quebra do recorde.

SOSSEGO

O Cleveland visitou o San Antonio e venceu o time texano sem grandes dificuldades: 97-86.

Mas jogou com o pé no freio – e não no acelerador – no último quarto, quando o técnico Mike Brown deixou LeBron James no banco de reservas durante todo o período.

É lógico que eu sei por que isso aconteceu: o Spurs jogou novamente dois de seus tenores. Contundidos, Tim Duncan e Manu Ginobili apenas assistiram e nada puderam fazer para evitar a derrota.

Sozinho em quadra, Tony Parker não teve como levar o time a um importante triunfo. Digo importante do ponto de vista moral, pois é sempre bom ganhar de um time forte, porque em termos de competição, Gregg Popovich e companhia sabem muito bem que não há mais como ficar entre os primeiros.

VAREJÃO

Novo desempenho discreto do capixaba: seis pontos e cinco rebotes. E olha que Anderson Varejão ficou em quadra meia hora.

Confesso que estou preocupado com o brazuca. Nos últimos seis jogos, suas médias são de 4.2 pontos e 6.5 rebotes.

Muito pouco.

Andie, come on!

FIM

O Detroit conseguiu colocar um ponto final em sua embaraçosa carreira de oito derrotas seguidas. E ganhou uma partida que eu, particularmente, não acreditava que pudesse ocorrer.

O time visitou o Orlando e venceu por 93-85 com uma atuação de gala do ala/armador Rip Hamilton (foto AP). Sem Allen Iverson para torrar sua paciência, Hamilton fez 31 pontos e deixou a quadra como o máximo pontuador da partida.

Hamilton não olhou apenas para a cesta, pois distribuiu ainda seis assistências.

Outro que se sentiu mais confortável em quadra sem a presença de AI foi o armador Rodney Stuckey, que marcou 22 pontos e estava visivelmente curtindo a partida.

Foi o que eu falei outro dia desses aqui em nosso botequim: sem Iverson o Detroit tinha tudo para melhorar.

Não deu outra; foi só ele não jogar que o time voltou a vencer.

DEBU

Stephon Marbury (foto AP) atuou pela primeira vez depois de pouco mais de um ano de inatividade. Entrou em quadra com a camisa 8 do Boston Celtics e jogou pouco menos do que 13 minutos.

Marcou oito pontos e deu duas assistências. Apesar dos três erros cometidos, ajudou o time na vitória apertada diante do Indiana por 104-99.

Muito bom para quem ficou tanto tempo inativo.

“Minha maior satisfação foi que o time ganhou”, disse Marbury depois do jogo.

Vamos ver como será daqui para frente.

ENSACADA

O Phoenix voltou a fazer correria. Agora diante do Toronto: 133-113.

Jogo descartável para quem gosta de basquete. O único registro importante fica por conta dos 45 pontos que Shaquille O’Neal marcou, sua maior pontuação nos últimos seis anos.

Shaq vai completou 37 anos semana que vem.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 NBA | 15:52

AMONTOADO DE BESTEIRAS

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Ben Gordon matou a pau ao final do jogo. Disse ele: “Nós cometemos um monte de estupidez em quadra (…) Arremessos estúpidos, decisões estúpidas e defesa estúpida”.

E seguiu em seu discurso perfeito, após a derrota de ontem à noite do Chicago para o New Jersey por 111-99. Jogo onde a estrela maior foi o armador Devin Harris (foto AP), do Nets, que anotou 42 pontos, 19 deles no último quarto.

E quais foram essas estupidez?

Vamos a elas:

1) Arremessos estúpidos – como pode um time, no momento decisivo, ficar na mão de um jogador que não está acostumado a decidir uma partida? Tyrus Thomas fez a trinca de arremessos finais do Chicago no momento crucial – o primeiro deles vindo do banco, portanto, frio no jogo – e errou todos. Por que ele?;

2) Decisões estúpidas – como pode um treinador deixar seu armador principal, Derrick Rose, do lado de fora da quadra nos últimos 4:52 minutos, quando o jogo foi definido?;

3) Quem era o responsável pela marcação de Devin Harris?

Antes de virar-se de costas para os jornalistas e colocar um ponto final na entrevista coletiva dentro do vestiário visitante do Izod Center, Gordon encerrou a questão com uma frase lapidar: “Nós nos destruímos”.

Tudo isso, a meu ver, foi fruto da incapacidade de Vinnie Del Negro. Afinal, ele não é o treinador? Não é ele quem manda? Se todas essas bobagens foram cometidas, o culpado é ele.

Um treinador competente não deixaria isso acontecer.

Diria ele: Thomas, você vai para o garrafão atrás dos rebotes, nada de decidir porque você não está acostumado a isso; Derrick, o jogo está em suas mãos, porque DH está enlouquecido, trate de dar um jeito nisso, não dê espaço para ele arremessar, grude nele feito chiclete e depois me diga qual é o sabor; fulano, sicrano e beltrano, vocês vão fazer a ajuda no caso de DH cortar Derrick e tentar a infiltração, ele não pode ver o aro pela frente, quando ele olhar para a cesta não pode enxergá-la, tem que ver, isto sim, uma camisa vermelha diante de si.

Será que Del Negro fez isso?

Ele garante que sim, pelo menos no tocante a Harris. Eis sua justificativa após a partida:

“Nós não pudemos controlar sua penetração. Harris encontrou sempre seu caminho. Tentamos de tudo. Tentamos armadilhas, forçar o erro, [defesa] zona. Mudamos o marcador. Mas ele fez grandes jogadas. Eles vem fazendo isso contra um monte de times [neste campeonato]”.

Do jeito que Del Negro fala, o Chicago esteve diante de Magic Johnson e não de Devin Harris.

DESPERDÍCIO

O Chicago perdeu uma excelente chance de vencer a partida de ontem à noite. Quando o último quarto começou, o Bulls estava na frente em 78-74.

O time da cidade dos ventos dominou praticamente toda a partida. Foi então que Devin Harris entrou em cena para seu ato final e contou a história à sua maneira.

Fez 19 de seus 42 pontos neste tempo derradeiro, como disse, e comandou o time no quarto vencido por 37-21, que decretou o marcador de 111-99.

A derrota em si já é um ruim; ficou pior ainda porque o New Jersey igualou a campanha do Bulls.

Ambos têm 26 vitórias e 32 derrotas e um aproveitamento de 44.8%. Dividem a nona posição na Conferência Leste, mas o Bulls leva vantagem porque ganhou dois dos três confrontos realizados até o momento.

O quarto e último enfrentamento entre ambos ocorrerá no dia 4 de abril, no United Center.

Quem gostou do resultado foi o Milwaukee, que permanece na oitava colocação da conferência com um recorde de 28-32, o que representa um desempenho de 46.7%.

OUTRO LADO

É certo que Devin Harris não é Magic Johnson, mas que o armador do New Jersey vem matando a pau, isso ninguém discorda.

Antes do jogo de ontem diante do Chicago, DH tinha anotado 39 pontos na vitória do Nets sobre o Philadelphia por 98-96, também no Izod Center, com uma cesta no meio da quadra no segundo final.

Vinnie Del Negro tem razão: Devin vem destruindo defesas adversárias. Mais um motivo para debruçar-se sobre a prancheta e tentar conter os avanços do oponente.

Repito: DH não é Magic Johnson. O ex-armador do Lakers, este sim, quando estava em seus dias, era incontrolável.

Mas vamos dar, é claro, os méritos a Harris, um “all-star” que nós, aqui mesmo neste botequim, já dissemos várias vezes ser o futuro da armação na NBA ao lado de Deron Williams e, principalmente, Chris Paul.

E pensar que o Dallas o trocou por Jason Kidd… Só na cabeça de Mark Cuban.

Em 41:24 minutos, Harris acertou 14 de seus 23 arremessos. Mais ainda: atingiu o alvo em todos os 11 lances livres cobrados.

Fechou sua performance com seis assistências e mais quatro rebotes.

ÍCARO

O Detroit não para de perder. A derrota de ontem diante do Hornets, em New Orleans, por 90-87, foi a oitava consecutiva.

Quatro em casa e quatro fora.

Esta campanha pífia do Pistons deixa em aberto mais uma vaga na Conferência Leste. Ou seja: ao invés de uma, temos duas à disposição de Detroit, Milwaukee, Chicago, New Jersey e New York.

O Philadelphia está próximo, com uma derrota a menos que o Detroit (28-29), mas o Sixers tem se mostrado menos instável neste momento da competição, o que me faz a não colocá-lo, pelo menos por enquanto, no rol dos times que estão fazendo uma força terrível para não se classificar para os playoffs.

Mas voltemos ao Detroit, que é o tema deste capítulo.

Em seus últimos 24 combates, o Pistons conseguiu vencer apenas seis deles. Perdeu 18. As oito derrotas enfileiradas representam uma campanha que não era vista desde a longínqua temporada 1994-95.

O que ocorre com o Detroit?

Ora, nada mais nada menos do que fruto da inanição intelectual de seu GM, Joe Dumars. Ex-armador daquele timaço que ainda tinha Isiah Thomas e Dennis Rodman, bicampeão da NBA no final da década de 1980, Dumars revela-se um péssimo administrador.

Não vamos ficar aqui listando todas as suas bobagens. Mas duas delas não podem passar em branco: Michael Curry como treinador e, principalmente, a troca de Chauncey Billups por Allen Iverson.

Não há franquia que resista a tamanha tolice.

AUSÊNCIAS

É claro que a contusão de Allen Iverson, ainda no primeiro quarto (contratura nas costas), que obrigou-o a deixar prematuramente o jogo e a expulsão de Rasheed Wallace (foto AP) quando faltavam 7:55 minutos para a partida acabar tiveram um peso importante na derrota do Pistons.

O jogo estava no pau; o New Orleans vencia por 74-71 quando Sheed foi mandado mais cedo para o chuveiro. Se tivesse ficado em quadra, quem sabe, o resultado poderia ter sido outro.

Mas não foi; como não tem sido desde o dia 8 de fevereiro passado, quando o Detroit acabou derrotado pelo Phoenix por 107-97, dentro do Palácio de Auburn Hills; e nunca mais conseguiu vencer.

Eu não desejo o mal para ninguém, mas tomara que Iverson fique de fora alguns jogos. Com ele ausente, Michael Curry pode retornar Rip Hamilton para o quinteto titular, dar a ele mais minutos em quadra e deixá-lo ao lado de Rodney Stuckey na armação das jogadas.

Quem sabe as vitórias não ressurjam?

Amanhã o time enfrenta o Orlando na Flórida. Ótima oportunidade para se iniciar vida nova.

INCOMPETÊNCIA

O Denver pediu para perder o jogo, mas o Atlanta fraquejou no momento final.

Chauncey Billups anotou 33 pontos, mas quase chutou o balde a seis segundos do final ao errar um arremesso duplo com o marcador do telão central luzindo 110-109 para o Nuggets. Ronald Murray pegou o rebote.

O Atlanta saiu rapidamente para o ataque. Foi uma confusão só e o próprio Murray disparou o tiro final, de chumbinho, eu diria, que quase deu “air ball”.

E o resultado ficou mesmo nos 110-109 para o Denver.

O time colorado abriu 110-102 quando o mesmo Billups acertou dois lances livres a 1:57 minuto para o cronômetro zerar. Como disse acima, os jogadores, em quadra, parece que decidiram perder a partida.

Deixaram o Hawks fazer uma corrida de 7-0. Mas o time da Georgia se atrapalhou na última bola, como vimos, e deixou o Denver colocar um ponto final em uma sequência de três jogos com derrotas, que ajudou a franquia a permanecer na terceira posição da Conferência Oeste.

RETORNO 1

Boa notícia: Nenê, que ficou de fora do jogo de ontem contra o Atlanta e também não jogou diante do Boston, deve vestir a camisa 31 do Nuggets na partida diante do Lakers, amanhã à noite.

Jim Gillen, médico do time, garantiu que esta tarde Nenê treinando normalmente.

Ótimo: o Nuggets vai mesmo precisar da volta do são-carlense, pois o Denver não sabe o que é vencer o Lakers há dez jogos, se não estou enganado.

Se estive equivocado, por favor, corrijam-me.

RETORNO 2

O Utah enfileirou seis vitórias. Tudo começou com o triunfo diante do Lakers, no dia 11 passado, por 113-109, em Salt Lake City.

De lá para cá, diante de seus fãs, na EnergySolutions Arena, despachou Memphis, Boston, New Orleans e Atlanta. Ontem, bateu o Minnesota, no Target Center, por 120-103.

Isso mantém o Jazz na sétima posição do Oeste.

O campeonato da conferência referida está interessantíssimo. A partir do Denver, que tem 20 derrotas, há sete times brigando por seis vagas, pois considero Lakers e San Antonio nos playoffs.

É agora, a partir do fim do “All-Star Weekend”, que começa o segundo turno da competição. Quem for mais regular, não deixará escapar a vaga.

Carlos Boozer (foto AP) está de volta ao Utah depois de ter perdido 46 pelejas. Regressou na vitória diante do Atlanta por 108-89.

Um reforço e tanto.

Ele está entrando aos poucos, ou melhor, tem tido poucos minutos à disposição. A economia é planejada; Boozer tem que devagarzinho recuperar a melhor forma física e técnica e, consequentemente, seu ritmo de jogo.

No embate diante do Hawks, foram 21 minutos em quadra e apenas dois pontos e cinco rebotes, além de dois desarmes.

Ontem, o medalhista de ouro olímpico já pontuou mais: 12 tentos. Mas fisgou menos rebotes: quatro. Mas teve um minuto a mais para se divertir em quadra.

Com Boozer de volta, o Utah vai crescer muito. Dados como: esta foi apenas a décima vitória do time em 28 jogos fora de casa não encontrarão mais espaços nas estatísticas.

Boozer, Deron Williams, Mehmet Okur, Andrei Kirilenko e Paul Millsap são jogadores que Gregg Popovich, Phil Jackson, Mike Brown, Doc Rivers e Stan Van Gundy gostariam muito de ter.

E eles estão reunidos em Salt Lake City, à disposição de Jerry Sloan, um gênio na arquitetura de times de basquete.

O Utah chega aos playoffs; aposto com quem quiser.

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