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terça-feira, 11 de novembro de 2008 NBA | 13:19

O DESPERTAR DE UM GRANDE JOGADOR

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Ah, agora sim; este é o Leandrinho que a gente se acostumou a ver em quadra. Não só na NBA, mas também aqui no Brasil, quando ele vestia a camisa do Bauru/Tilibra.

Sem Leandrinho, ontem, o Phoenix não teria batido o Memphis por 107-102. Ele fez de tudo no momento crucial da partida, num duelo sensacional com o “rookie” O.J. Mayo. Saiu vencedor e mostrou que não goza de prestígio na NBA à toa.

O paulistano deixou o campo de jogo com 27 pontos – seu melhor desempenho nesta temporada. Seus últimos seis pontos foram o ápice de seu show particular no US Airways Center, para frenesi dos 18.422 torcedores que lá estiveram.

O Memphis vencia a partida por 98-97, a 2:58 minutos do final, quando ele mandou um torpedo triplo contra as redes adversárias, colocando o Suns na frente em 100-98. Mayo fez uma bandeja a 2:12 e empatou em 100 pontos.

Aí, não sei o que deu na cabeça de Boris Diaw em querer arremessar uma bola de três, que não entrou, é certo. Mayo pegou o rebote, armou o ataque com Rudy Gay, que perdeu a bandeja, mas ele próprio pegou o rebote e cravou para colocar o Grizzlies na frente em 102-100; isso a 1:30 minuto do final.

Steve Nash foi o vilão do ataque seguinte do Phoenix ao errar uma bola de três. Quinton Ross fez o mesmo no ataque visitante. Diaw pegou o rebote, jogou a bola para Nash, que desta vez esperou Leandrinho abrir na ponta-esquerda do ataque do Suns. Fez o passe. Leandrinho recebeu e arremessou de três. Bingo! 103-102.

Na seqüência foram erros de Marc Gasol (passe) e Mayo (arremessos triplos) e quatro lances livres certos de Nash que levaram o Suns à vitória.

Como se vê, Leandrinho (acima em foto da AP) foi o cara, como gosta de dizer Romário. A gente estava com saudades de momentos assim.

Que não sejam exceção e por isso mesmo fugazes. Que voltem a ser duradouros, como sempre foram.

DEFESA

Leandrinho voltou a fazer o seu jogo ofensivo que todos conhecem. É impressionante a facilidade com que ele se desloca pela quadra. Com isso, cria espaços para os companheiros e para si mesmo.

Com a bola nas mãos, dificilmente comete besteiras. Erra, claro, pois não é perfeito; mas, como disse, é ocasional. Seus passes são certeiros, sendo que o picado é o que mais me chama a atenção, especialmente quando ele infiltra e a marcação dobra para evitar a bandeja.

São qualidades que a gente conhece aos baldes.

Agora, insisto, ele precisa melhorar a defesa. Ontem, ficou em quadra 22 minutos. Só vai aumentar seu tempo de jogo se crescer defensivamente.

Leandrinho, quando está marcando, limita-se a fazer sombra para o seu marcador. Não interfere jamais na ação do oponente. É preciso fazê-lo. Ele tem agilidade e braços longos; tem que tirar proveito disso.

Eu, se fosse ele, pegava o carro nos momentos de folga e ia até Tucson, que fica a 190 quilômetros ou duas horas e meia de Phoenix. Não é tão perto, mas nem tão longe assim. Além disso, as estradas norte-americanas são perfeitas. Por isso não cansam.

Fazer o que lá?,pode você me perguntar. Conversar com Lute Olson. Aos 74 anos, Olson anunciou sua aposentadoria em outubro passado. Teve, ano passado, um AVC isquêmico transitório, que pela definição médica não chega a constituir uma lesão cerebral. Mas foi aconselhado a se aposentar. Obedeceu a orientação média.

Olson está em casa, curtindo a vida e gastando o muito que ganhou em seus 34 anos como técnico do basquete universitário nos EUA. Foi campeão nacional em 1997, ganhando o título numa decisão inesquecível diante de Kentucky (84-79), então dirigido por Rick Pitino. Eu estava lá, vi tudo de perto. RCA Dome de Indianapolis lotado, dividido ao meio entre os fãs das duas escolas.

Nas mãos de Olson, Arizona teve um programa formidável para armadores. De lá saíram Steve Kerr, Damon Stoudamire, Mike Bibby, Jason Terry entre outros.

Uma vez por semana, duas quando puder, Leandrinho deveria ir conversar com Olson. Ele tem ainda muito que ensinar. Mesmo sentado na varanda de sua casa. Com palavras. Como disse Machado de Assis, “palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies”.

ROOKIE OF THE YEAR

Falei em Greg Oden (que não consegue jogar por causa das contusões), outros mencionaram Michael Beasley e/ou Derrick Rose. Mas o novato que vem causando furor neste início de temporada é O.J. Mayo.

Ele foi o cestinha da partida de ontem em Phoenix com 33 pontos. No jogo anterior, em Denver, marcou outros 31. Está com exatos 21 pontos de média depois de oito partidas com a camisa 32 do Memphis.

Tem números muito bons nos arremessos: 45.5% nas bolas duplas (pode melhorar), 43.9% nas triplas e 88% nos lances livres.

É rápido e ainda posiciona-se bem em quadra. Por isso pega rebotes. Nos últimos três embates do Grizzlies, teve uma média de 6.6.

O que mais me chama a atenção é a personalidade dele. Mesmo novato, já tomou conta do pedaço. Esse time é meu, já deixou bem claro a todos.

MVP

Paul Pierce mostrou a todos, ontem, que quer ser reconhecido como o melhor do planeta não apenas pelo barulho de sua garganta, mas por todos. Marcou 22 pontos no último quarto do jogo contra o Toronto e deu um bico na derrota que se edificava em pleno TD Banknorth Garden, para espanto 18.624 fanáticos torcedores do Celtics.

No total, foram 36 pontos de Pierce, importantíssimos para a virada alviverde, que significou o sétimo triunfo nesta competição: 94-87. O Boston chegou a ficar 16 pontos atrás no marcador. Mas no final, PP colocou a camisa para fora do calção e acabou com o sonho do Raptors em bater, fora de casa, o atual campeão da NBA.

Foi difícil tirar os olhos do computador, mesmo com Leandrinho jogando contra o Memphis. Como disse a manchete da edição eletrônica do “Boston Globe”, o grande jornal de Massachusetts, “The Truth Hurts”.

O Toronto que o diga.

DIFERENÇA

Para todos nós que acompanhamos o basquete, fica muito claro que a diferença entre treinadores brasileiros e norte-americanos está no conceito. Os nossos se derretem pelo ataque; os deles, pela defesa.

Basta ouvir as instruções dos nossos treinadores nos pedidos de tempo. Dão ênfase, basicamente, à parte ofensiva. Nos EUA é diferente.

Ontem aconteceu um episódio emblemático na partida Boston x Toronto. A 2:38 minutos do final do primeiro tempo, Sam Mitchell, técnico do Raptors, pediu um tempo, com o placar mostrando 46-32 para os canadenses – aqueles pedidos de tempo que você tem que chamar porque a regra manda.

Doc Rivers reuniu os jogadores do Boston e disse que o importante naquele momento era fazer com que o Toronto não pontuasse mais até o final do primeiro período. Um treinador brasileiro, com certeza, iria pedir mais agressividade ofensiva de seus jogadores: vamos diminuir essa diferença neste final, diria qualquer um dos nossos.

Não foi o que fez o norte-americano. O Boston só não tirou nota dez porque o armador espanhol José Calderón acertou dois lances livres a 13 segundos do final. Mas nesses 2:38 minutos, o Toronto arremessou apenas duas bolas contra a cesta do Celtics, com Chris Bosh, e cometeu quatro erros, fruto da ação defensiva do Boston.

O Celtics fez quatro pontos e descontou em dois a diferença do Raptors, que fechou o primeiro tempo na frente em 48-36. Mas naquele momento, pontuar não era o principal, mas sim defender, pois Rivers sabia que a defesa iria robustecer seus jogadores mental e emocionalmente. Desta forma, os anfitriões pavimentaram a estrada para a vitória.

No ano passado, ela levou-os ao título.

RODADA

Oito jogos compõem a rodada desta noite da NBA. Anderson Varejão e Nenê estarão em ação – e no mesmo horário!

Às 22h de Brasília o Cleveland recebe em sua Quicken Loans Arena o Milwaukee. Jogo sem graça, pois o Bucks é fraco e ainda por cima estará desfalcado de Michael Reed, machucado. LeBron James e companhia vão atropelar o pessoal de Wisconsin.

Chance para Varejão melhorar seus números nesta temporada.

Nenê também terá uma tetinha pela frente: o Charlotte, na Carolina do Norte. Vale para o são-carlense o que eu falei para o capixaba: chance para melhorar seus números nesta temporada.

Os dois invictos do campeonato estarão em ação. O Atlanta (5-0) vai a Chicago enfrentar o Bulls, enquanto que o Lakers – com a mesma campanha – viaja até Dallas para jogar contra o Mavericks.

Dá para continuarem invictos. Ambos jogam no mesmo horário: 23h30 de Brasília.

PERFORMANCE

Muito se diz que os melhores times estão no Oeste. Mas a classificação até agora do campeonato mostra que todos os oito melhores time Leste têm 50% ou mais de aproveitamento, enquanto que no lado do Pacífico o Sacramento está na rabeira dos classificados com uma campanha de 3-4, ou 42.9%.

Afinal, o Oeste é mesmo melhor do que o Leste?

Nos confrontos entre as duas conferências, não é o que se vê: foram 16 vitórias do Leste contra oito do Oeste. Ou seja: o dobro.

E então?

PODE?

A atriz Ashely Judd é mulher do piloto de Formula Indy Dario Franchitti. Ms Judd graduou-se pela Universidade de Kentucky.

Mesmo tendo se formado em 1990, sempre que podia voltava à escola para rever amigos e professores. Dizem as más línguas que, lá, teve um “affair” com o melhor jogador do Wildcats à época. Seu nome? Tony Delk.

O armador foi campeão da NCAA em 1996, quando acabou como o melhor jogador do Final Four e ganhou o prêmio de Most Outstanding Player (MOP). Foi recrutado no mesmo ano pelo Hornets (então em Charlotte) e andou feito um cigano pela NBA, jogando também pelo Golden State, Sacramento, Phoenix, Boston, Dallas, Atlanta e Detroit. Na temporada 2006/07 jogou pelo Panathinaikos da Grécia. Hoje, não sei onde anda (alguém sabe?)

Abaixo, foto dos dois. Comparem e digam-me: seria verdade esse “affair” amoroso?

Eu não acredito.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 10 de novembro de 2008 NBA | 12:14

O TERCEIRO “DOUBLE-DOUBLE” DE NENÊ

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Valeu a pena, uma vez mais, ficar acordado para ver Nenê jogar. O brasileiro não negou fogo novamente e deixou bem claro que é um dos principais pivôs da NBA na atualidade. Entrar no garrafão do Denver só será possível se houver muita negociação; e Nenê não está aberto a ela.

Há alguns posts, fui injusto com o são-carlense dizendo que ele precisava de mais atitude em quadra. Foi depois da derrota para o Lakers, quando ele marcou oito pontos e pegou apenas cinco rebotes. Peguei-o em uma noite ruim. Nenê não se esconde em momento algum, briga pelo seu espaço o tempo todo nos dois garrafões e é um tormento para seus marcadores e para quem ele marca.

Sua atuação na vitória de ontem sobre o Memphis (100-90) foi muito boa, uma vez mais, especialmente no primeiro tempo, quando deixou a quadra com oito pontos e oito rebotes, sendo um deles ofensivo. Deu ainda três assistências e fez um desarme.

Mas seu melhor momento no período primeiro foi o toco humilhante que deu no armador Kyle Lowry, que se atreveu, com seu 1m83, a encarar um “face to face” contra os 2m11 do brasileiro. Foi no final do primeiro quarto. Os 14.359 torcedores que estiveram no Pepsi Center bem que poderiam ter saído do ginásio e comprado outro ingresso. Não seria demais.

Nenê fechou a partida com 18 pontos e 12 rebotes em 38:17 minutos dos 48 possíveis. Foi seu terceiro “double-double” da temporada em seis jogos. Outros virão, com certeza.

PQP, CADÊ O GASOL, NINGUÉM SABE…

Marc Gasol foi o pivô do Memphis. O espanhol debuta na NBA depois de ter vencido um mundial e conquistado uma medalha de prata olímpica. É um dos mais respeitáveis pivôs europeus. Muitos disseram que o verdadeiro Gasol é ele e não Pau, seu irmão.

Pois bem; ontem, diante de Nenê, ele conseguiu fazer apenas uma cesta em todo o jogo! No primeiro tempo, ficou completamente entregue ao brasileiro, pois não conseguiu arremessar nenhuma bola sequer contra o aro do Denver. Sua primeira cesta foi marcada no final do terceiro quarto, quando era marcado por Chris Andersen, no momento em que Nenê descansava.

Terminou o jogo com seis pontos e oito rebotes. A maioria deles feitos quando Nenê, como disse, estava no banco, descansando.

MOTOR SILENCIADO

Antes do jogo do Denver, vi o Boston silenciar os pistões de Detroit. Com uma defesa sólida, consistente, o atual campeão da NBA nada possibilitou aos anfitriões. Perdido em quadra, o Detroit somou sua segunda derrota em seu segundo embate com Allen Iverson em quadra: 88-76.

“De longe, foi a melhor defesa em todos os jogos desta temporada”, empolgou-se Doc Rivers ao final da partida na entrevista coletiva. “A gente tem defendido muito bem, mas esta noite passamos da conta”.

Rivers tem razão; o Celtics limitou o Pistons a um aproveitamento amorfo de 34,7% de seus arremessos. Forçou os caseiros a 17 erros, que redundaram em 23 pontos para os visitantes. O volume defensivo foi tanto que no segundo quarto o Detroit fez apenas 10 pontos e teve um ridículo desempenho de 18.8% de seus chutes.

Rip Hamilton, cestinha do Detroit na temporada, perdeu seus oito primeiros arremessos. AI foi outra decepção: fez só dez pontos e acertou apenas quatro de seus 11 “jumpers” (27.5%); deu quatro assistências em 31 minutos.

Os 22.076 torcedores (lotação completa) que foram ao Palácio de Auburn Hills ficaram boquiabertos com a qualidade do jogo do Celtics, em especial do armador Tony Allen (foto AP), que marcou 23 pontos e foi o cestinha da partida. Muitos deixaram o ginásio certos de que será difícil alguém segurar Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen nesta temporada.

O 18º. título não seria apenas quimera de torcedores fanáticos do Celtics. É mais do que crível.

PINGOS NOS “IS”

Voltando ao assunto da família Gasol e quem é quem, o melhor deles é Pau e não Marc. Ontem, na vitória do Lakers sobre o Houston por 111-82, o primogênito terminou a partida com 20 pontos, 15 rebotes e três tocos. Brilhou mais do que Kobe Bryant, que marcou 23 pontos.

Os amarelinhos estavam sendo surrados pelos texanos até o começo do segundo quarto, quando Aaron Brooks fez uma bandeja e colocou o Houston na frente em 32-16. Daquele instante em diante, o Lakers fez uma corrida de 95-50 e ganhou a partida com categoria.

“A partir do segundo quarto, começamos a trabalhar a bola melhor”, justificou Phil Jackson, na coletiva depois do jogo.

Ele tem razão. No primeiro quarto, o Lakers teve um aproveitamento pífio de seus arremessos: 5-17. Isso significou um percentual de acerto de 29.4%, contra 43.5% dos primeiros quatro jogos desta temporada.

A recuperação é significativa, porque não foi feita diante do Charlotte, por exemplo. Foi feita diante do Houston, um dos favoritos ao título da Conferência do Oeste. É bem verdade que a recuperação se deu dentro de casa, onde tudo é mais fácil. Mas recuperou, o que não aconteceu com o Detroit, por exemplo.

RUIM NA QUADRA, BOM NA…

Marko Jaric é um inexpressivo armador sérvio que perambula pela NBA. Depois de ter jogado na terra natal (Peristeri Nikas) e passar pelo basquete italiano (Virtus Kinder Bologna), desembarcou na NBA na temporada 2002/03 para defender o Clippers.

Lá disputou três campeonatos, tendo se transferido na seqüência para o Minnesota. Jogou outras três temporadas em Minneapolis e nesta foi para o Memphis. Ontem entrou em quadra pela primeira vez no torneio. Nos outros seis prélios, esquentou o banco o tempo todo. Jogo pouco mais de quatro minutos contra o Denver e não fez nada, absolutamente nada. Zerou em tudo!

Por que falo sobre Jaric? Porque o sérvio está noivo da top model brasileira Adriana Lima (foto), a terceira modelo mais requisitada do planeta, atrás apenas da alemã Heid Klum, mulher do cantor Seal, e, obviamente, de Gisele Bundchen.

Em outras palavras: Jaric, um desastre nas quadras, um sucesso fora delas. Adriana que o diga.

POPULARIDADE

Há alguns posts, um internauta parceiro deste blog – não me lembro mais que é – perguntou sobre a popularidade dos esportes nos EUA e onde se situava a NBA. Mandei um e-mail para a liga, em Nova York, e a resposta que obtive foi a seguinte, de acordo com uma pesquisa feita no final do ano passado pela ESPN:

1º) Futebol – 34.8%
2º) Futebol universitário – 25.8%
3º) Beisebol – 21.7%
4º) Basquete universitário – 17.7%
5º) NBA – 15.7%
6º) NASCAR – 14.9%
7º) Skate – 12.5%
8º) Esportes radicais – 11.9%
9º) Boxe – 11.4%
10º) Golfe – 9.8%
11º) Luta-livre – 7.9%
12º) Hipismo – 7.1%
13º) Hóquei – 6.9%
14º) Tênis feminino – 6.6%
15º) Soccer (futebol) – 6.5%
16º) WNBA – 6.4%
17º) Tênis masculino – 5.7%

Na época em que Michael Jordan estava em quadra, a NBA situava-se na terceira posição, atrás apenas dos dois futebóis, como diria Vampeta.

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sábado, 8 de novembro de 2008 NBA | 11:43

LEANDRINHO VIVE MOMENTO DIFÍCIL NA NBA

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É preciso ter calma neste momento. A prudência avisa. O campeonato mal começou e o treinador é novo. Mas a situação de Leandrinho (foto, perdento o controle da bola, algo corriqueiro nesta temporada) é preocupante. A gente espera que seja apenas uma nuvem passageira e que ela saia de cima da cabeça do armador do Phoenix o mais rápido possível.

Mas que o momento incomoda, isso ninguém duvida. Leandrinho não é nem de longe aquele jogador que a gente se orgulhava de ver em quadra e estufava o peito para dizer: é brasileiro! O paulistano passa por um período difícil da carreira.

Algumas coisas o atrapalham neste momento. Perdeu metade da pré-temporada em São Paulo ao lado da mãe, que estava doente. Por isso, ficou para trás na preparação. Há um novo treinador no time e novas exigências também.

Leandrinho jogou todos os seus cinco anos na NBA para Mike D’Antoni, um técnico que jamais privilegiou a defesa, indo ao encontro da formação do brasileiro, que sempre manteve os braços abertos para o ataque. Agora, com Terry Porter, defender é preciso.

Leandrinho pouco sabe sobre esta matéria. Não foi um aluno dos mais aplicados no começo da carreira, até porque nunca teve bons professores a exigir determinação do menino. Hoje, sem estofo defensivo, está pagando um preço mais alto do que ele imaginava que um dia pudesse pagar.

Para piorar, seu jogo ofensivo está irregular. Ontem, deu pena vê-lo em quadra. Completamente perdido e sem confiança, entregue à marcação, sem respostas para as armadilhas defensivas que os jogadores do Chicago prepararam para ele.

Marcou apenas dois pontos. Seu aproveitamento foi paupérrimo. Errou todos os arremessos de três pontos e acertou apenas um dos cinco chutes de dois pontos. Não bateu nenhum lance livre sequer. Ficou apenas 17 minutos em quadra. Se lá ficasse mais, o desmoronamento seria maior.

Fosse eu o técnico Porter, estaria preocupado neste momento menos com a derrota para o Bulls (100-83) e mais com o que se passa com Leandrinho. Se nenhum ajuste for feito, rapidamente, ele perde uma importante arma de seu arsenal, arma esta que já se mostrou eficiente no passado.

Há dois caminhos possíveis a se tomar: 1) tentar corrigir os defeitos de Leandrinho dedicando um bom tempo para isso; 2) trocá-lo por outro jogador e deixar que ele reencontre seu jogo em novo lar.

Mas, já disse, que não seja em Nova York.

LUZES QUE BRILHAM

Em compensação, os dois outros brasileiros mataram a pau na rodada de ontem da NBA. Anderson Varejão ganhou mais uma ao lado de LeBron James; Nenê fez o mesmo, tendo agora como parceiro o armador Chancey Billups, que debutou com a camisa 7 do Denver, trocado que foi com Allen Iverson.

ROUBANDO A CENA

Em Cleveland, LeBron James fez sua primeira cesta de três nesta temporada, deu um toco sensacional em cima de T.J. Ford a 39 segundos do final da partida, deixou a quadra com 27 pontos, nove rebotes, oito assistências e quatro tocos, mas o nome do jogo foi Anderson Varejão.

Claro, porque números assim, extraordinários, para King James são quase que corriqueiros. Mas falava eu sobre o capixaba, que jogou meia hora e terminou a partida com 18 pontos (a maior pontuação desde que jogou pela primeira vez na NBA) e oito rebotes, sendo que três deles foram no ataque. E ainda desarmou o adversário em três oportunidades. Nenhum dos 20.562 pagantes que estiveram na Quicken Loans Arena duvidou disso.

Varejão foi peça importante na vitória do Cavs sobre o Indiana por 111-107, que coloca agora o Cleveland na quarta posição da Conferência do Leste com uma campanha de 4-2.

Mas há o que se corrigir no jogo de Varejão, principalmente seu arremesso de curta distância. Ele pontua em bandejas e sobras de rebotes, mas quando tem que arremessar do perímetro, da zona morta, a bola dificilmente cai.

Esse não é o Varejão que a gente conhece. Ele tinha um bom arremesso. Arriscava até mesmo bolas de três – e com sucesso em muitas situações. O brazuca precisa se atrever neste momento a mudar este cenário. Há que se conversar com o técnico Mike Brown e treinar.

ROUBANDO A CENA 2 – A MISSÃO

Em Denver, os holofotes estavam todos direcionados para Chauncey Billups, que estreava no Nuggets. Mas os spots tiveram que ser deslocados para Nenê.

O paulista de São Carlos fez seu melhor jogo nesta temporada com a camisa 31 do Denver. Foram 19 pontos e sete rebotes (quatro deles no ataque) na vitória sobre o Dallas por apertados 108-105.

Seu grande momento foi a 12 segundos do final da partida, quando o Nuggets vencia por apenas dois pontos (104-102) e o Dallas atacava, pronto para mandar um torpedo triplo contra a cesta colorada e liquidar o embate. A bola caiu nas mãos do pivô Brandon Bass e Nenê tomou-a. E o jogo foi decidido em favor dos anfitriões.

Nenê tem levado grande vantagem sobre seus marcadores por saber usar a mão esquerda. Isso ficou nítido na partida de ontem. Quando é empurrando para este lado, sabe o que fazer, o que dificulta a marcação.

Os pivôs, a gente bem sabe, são limitados tecnicamente. São poucos os que têm brilho (é disso o que eu falo sobre o jogo de Varejão no ataque). Por isso, quando marcados, são previsíveis. Fazem do tamanho e da força sua grande arma. Nenê tem mais do que isso; sabe jogar.

Todos os 19.175 pagantes que estiveram no Pepsi Center constataram, mais uma vez, isso que vos falo.

E se Nenê pontua mais hoje em dia é porque, antes do jogo contra o Clippers, em Los Angeles, reuniu os companheiros no vestiário do Staples Center e disse a todos: “Passem-me a bola!”.

Foi atendido. Marcou 22 pontos. Justificou, assim, a reivindicação. Sua média no campeonato é de quase 16 pontos por partida.

E tende a crescer.

UMA ZONA

Dei uma olhada no jogo de estréia de Allen Iverson com a camisa 1 do Detroit. A correria, a zona de sempre. Resultado final: 103-96 para o New Jersey, apesar dos 24 pontos e seis assistências de AI.

Já falei aqui em nosso botequim: o Detroit jogou no lixo, prematuramente, esta temporada. Posso quebrar a cara, mas acho que não vou.

BELEZA

Se o jogo entre New Jersey e Detroit foi opaco, novamente as atenções voltaram-se para a repórter da tevê a cabo do Nets, a YES Network. Seu nome: Michele Beadle (foto).

Esbanja beleza, simpatia e capacidade profissional. É um dos destaques em Nova Jersey, mais do que o Nets, um time que eu não daria um tostão furado por seu desempenho nesta temporada.

Fico com pena do armador Devin Harris, que veio do Dallas na troca por Jason Kidd. Deixou a quadra ontem com 38 pontos e apenas duas assistências. Duas, claro, porque não há para quem passar a bola; o time é fraco.

Vince Carter deveria pegar o telefone e ligar para Dean Smith e pedir conselhos. Ainda é tempo.

Ainda bem que em Nova Jersey há Michele Beadle.

CARTAS À REDAÇÃO

Alguém consegue explicar a derrota do New Orleans para o Charlote?

FIM DA LINHA?

Parece que a temporada está escapando pelos dedos do San Antonio. Ontem foi mais uma derrota – e novamente em casa –, agora para o Miami por 99-83.

O motivo principal de novo revés foi a contusão logo no primeiro quarto do armador Tony Parker. Torceu o tornozelo. Pior de tudo: vai ficar duas semanas de fora, em tratamento.

Os adversários nestes 14 dias esfregam as mãos. Ganhar do Spurs virou obrigação neste momento.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008 NBA | 12:07

SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA

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Cinco pontos em 1.9 segundo. E sem lance livre na jogada. É possível isso para um jogador? Sim; em basquete, tudo é possível, especialmente quando se trata de NBA.

O final da prorrogação do jogo de ontem em Portland com certeza jamais sairá da memória dos 20.611 torcedores que estiveram no Rose Garden.

A partida estava empatada em 96 pontos, quando o armador Brandon Roy fez uma cesta a 1.9 segundo do final, colocando o Portland na frente em dois pontos. Yao Ming igualou a 0,8 segundo do fim e ainda teve um lance livre de bonificação. Acertou e deixou o placar em 99-98 para o Houston. Após o pedido de tempo, Roy recebeu o lateral do armador Steve Blake e arremessou imediatamente, atrás da linha dos três. Bingo! O cronômetro zerou com a bola no ar e o Portland venceu a partida por 101-99.

Só no basquete; só na NBA.

ATRÁS DA CORTINA

Brandon Roy (na foto acima celebrando) vinha fazendo uma partida discreta até aquele 1.9 segundo final da prorrogação. A 10.1 segundos para o encerramento do tempo normal, com o embate igualado em 90 pontos, ele foi desarmado infantilmente por Ron Artest e não conseguiu arremessar, levando o jogo para a prorrogação.

Até o histórico momento, seu desempenho era pífio: 4-16 nos arremessos de quadra e tinha acertado seus insignificantes quatro lances livres; pouco para a agressividade e qualidade de seu jogo. Encerrou o tempo normal com apenas 12 pontos.

Continuava apagado até aquele 1.9 segundo. Aí entrou em cena. Importante: poderia ter saído como vilão, porque foi dele a falta que se transformou no lance livre de bonificação para Yao colocar o Houston na frente em 99-98.

Mas a noite era de Brandon Roy. “Eu estava desapontadíssimo comigo mesmo depois de ter feito aquela falta”, disse ele, na entrevista coletiva. “Aí eu disse para Steve me dar a bola para eu compensar [a bobagem feita]”.

E compensou.

Só no basquete; só na NBA.

OITO E NÃO CINCO

Se formos considerar os três pontos do chinês Yao Ming, foram oito, e não cinco, os pontos marcados naquele 1.9 segundo derradeiro da prorrogação.

Só no basquete; só na NBA.

MOLECADA DA PESADA

O Portland é o segundo time mais jovem da NBA. Só fica atrás do Golden State. Tem um futuro imenso pela frente. E olha que Greg Oden ainda não começou a jogar pra valer.

Às voltas com seguidas contusões, ontem Oden ficou do lado de fora, atrás do banco de reservas, vendo o jogo. Deve ter tido comichões com o final da partida.

Embora os holofotes finais tenham se deitado pra cima de Roy, a atuação do ala/pivô LaMarcus Aldridge não pode passar batida. O moleque, 23, fez 27 pontos, apanhou nove rebotes e deu três tocos. Mas precisa melhorar o aproveitamento dos lances livres: 3-7.

LUSCO-FUSCO

Alguém, ao olhar o “boxscore”, pode dizer que à exceção da bola roubada de Brandon Roy nos segundos finais do tempo normal Ron Artest fez uma partida opaca. Afinal, está lá: nove pontos, três rebotes, quatro assistências e dois desarmes.

Certo ou errado?

Analisar a atuação de Artest é um tanto complicado; mas é possível. Ele teve uma difícil missão pela frente, que foi a de marcar Roy, o principal jogador do Portland. Conseguiu durante o tempo normal. Os números do camisa 7 do Blazers já foram destacados acima. Mas no momento agudo da partida, Artest perdeu Roy de vista.

E deu no que deu.

Reprovado, pois.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard teve dificuldades no jogo de ontem do Orlando contra o Philadelphia. Sam Dalembert deu trabalho, especialmente nos rebotes. Howard estava com média de 14.5 rebotes por partida e ontem fisgou apenas oito. Pouco para alguém como ele.

Foi também a primeira vez no campeonato que Dwight pegou menos de dez rebotes. Sua média caiu para 13.2, para desapontamento dos 16.407 torcedores que foram à Amway Arena de Orlando, mas que vibraram com a vitória do time por 98-88.

Dalembert apanhou 14 rebotes, oito deles ofensivos. Interessante, bem interessante.

Diria que foi apenas um acidente de percurso; nada além disso.

A BELA E A FERA

O relógio pouco passava das 13h30 quando cheguei à arena do complexo do Olympic Green Tennis Centre. Os termômetros marcavam desanimadores 30 graus. Em meia hora, Elena Dementieva e Dinara Safina iriam decidir a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Lá estava eu. Cheguei relativamente cedo ao complexo tenístico. Por isso, peguei um bom lugar. Coloquei minha mochila na cadeira ao meu lado direito. À medida que o tempo foi passando, os lugares reservados para a imprensa foram sendo tomados. Até que sobrou apenas a cadeira onde minha mochila descansava.

Cerca de 15 minutos antes de a decisão começar, uma jornalista, procurando por um lugar, perguntou se o assento estava ocupado. Disse que não; e tirei a mochila, colocando-a perto dos meus pés.

Descobri, minutos depois, que ela era de Moscou. Mas não fazia jus à beleza singular das meninas da terra de Dostoiévski. Era feinha, coitadinha. Mas bom papo. Falava um inglês limpo, bem compreensível, ao contrário da maioria dos camaradas, que não consegue dobrar a língua do jeito certo para falar o idioma de Shakespeare.

Conversa vai, conversa vem, perguntei a ela se Andrei Kirilenko, ala do Utah Jazz, tinha algum parentesco com Maria Kirilenko.

– Não, nenhum parentesco – ela respondeu.

Maria, se você não sabe, é uma das beldades russas do circuito profissional da WTA, a associação feminina da categoria. Nunca foi top 10; este ano, em julho passado, chegou ao 18º posto, sua melhor posição no ranking. Atualmente, está na 29ª colocação.

– Kirilenko é um sobrenome um tanto comum em meu país – completou a jornalista.

Eu não sabia, por isso perguntei. Sei lá, na minha cabeça, Andrei poderia ser irmão, primo, tio, qualquer coisa da Maria. Mas não é nada.

Algum tempo depois, comparando fotos dos dois, senti-me um tolo por ter feito a pergunta à jornalista russa. Não há como confrontá-los. As fotos abaixo comprovam isso. Seria como cotejar a bela com a fera; isso pra ser bonzinho com Andrei.

Maria e Andrei

RODADA CHEIA

Nada menos do que 13 partidas movimentam a rodada desta noite pela NBA. E quem tem o NBA League Pass escolhe o jogo. Quem não tem, vai assistir pela ESPN o encontro entre San Antonio e Miami, no Texas, a partir das 23h de Brasília. E quem não tem nem uma coisa e nem outra, eu recomendo acessar o site da StoogeTV para tentar linkar alguma partida. Este é de graça.

Como tenho a possibilidade de escolher o prélio, vou primeiro assistir a Cleveland x Indiana, pois quero ver Varejão em ação – desculpem a rima –, e em seguida vou atrás de outro brazuca, Nenê, que estará em quadra com o seu Denver. A partida do Colorado marcará também a estréia de Chancey Billups com a camisa do Nuggets no embate contra o Dallas.

Haja café!

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008 NBA, Sem categoria | 13:25

A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ

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NenêHá um belíssimo tema do cancioneiro popular norte-americano chamado “What a Diff’rence a Day Makes” (Adams/Grever). Ficou imortalizado na voz de Dinah Washington e eu recomendo para quem gosta de música de qualidade. A tradução do título da canção para o português seria algo como: um dia faz uma baita diferença.

QUE DIFERENÇA…

Nenê (foto AP) fez um partidaço ontem com a camisa 31 do Denver. Marcou 19 pontos e apanhou 15 rebotes (sete deles no ataque) e deu ainda três tocos. Suas médias nestes fundamentos no atual campeonato subiram para exatos 15 pontos, 8.8 rebotes e 1.5 toco. Muito boas.

Com números expressivos, Nenê deixou a Arena Oracle de Oakland (18.194 pagantes) como o nome do jogo; mas derrotado. O Nuggets sucumbiu ao fraco Golden State por 111-101 e viu seu recorde no campeonato passar agora para três derrotas e uma vitória. É o 12º colocado na Conferência do Oeste, fora da zona de classificação para os playoffs.

… UM TIME FAZ

Em contrapartida, Anderson Varejão teve uma exibição morna diante do Chicago, também na noite de ontem. Anotou nove pontos, dois rebotes e um toco. Mas deixou a Quicken Loans Arena (20.562 pagantes) vencedor e viu o recorde de seu time subir na co

mpetição para três vitórias e duas derrotas. É o quinto colocado do Leste – dentro da zona para os playoffs.

Sabe por que Varejão deixou a quadra em triunfo? Porque a seu lado joga LeBron James. O 23 do Cavs marcou 41 pontos (15-16 nos lances livres, 13-23 nos lances duplos), fisgou nove rebotes e deu quatro assistências. Foi o nome do encontro.

MORAL DA HISTÓRIA

Se Nenê jogasse ao lado de LeBron, deixaria a quadra quase sempre vencedor e veria seu time sempre na zona de classificação para os playoffs. Além disso, seu jogo seria mais vistoso e seus números também. E não me venham com essa de que King James não deixaria espaços para o são-carlense brilhar, pois no embate de ontem Zydrunas Ilgauskas marcou 10 pontos e apanhou 15 rebotes. Veterano e com a saúde cambaleante.

CONCEITO DO CRAQUE

Carmelo Anthony é tão bom quanto LeBron? Claro que não.

Os dois entraram para a NBA em 2003. King James foi o primeiro “draft”, enquanto Carmelo foi o terceiro. LeBron foi direto do “high school” para a NBA, enquanto que Carmelo passou pela universidade de Syracuse, onde foi campeão da NCAA em 2003. Na NBA, King James foi eleito o “Rookie of the Year” e já disputou uma final. Carmelo… bem, Carmelo…

Quem é o craque? Os dois? Discordo; craque tem que ser eficiente. Se não for, não é craque. Aguardo pela reação de Carmelo; enquanto isso não ocorrer, ele continua vários degraus abaixo de LeBron.

Isso vale para o futebol também – ou melhor, para todos os esportes.

LEANDRINHO

Não vi o jogo do Phoenix. No mesmo horário, comentava pela Rádio Record de São Paulo o jogo do Palmeiras pela Sul-Americana contra o Argentinos Jrs. Este compromisso profissional privou-me, portanto, de ver o Phoenix vencer o Indiana por 113-103, fora de casa.

Olhando os números do brasileiro pelo “boxscore” – isso é perigoso, eu já alertei –, vejo que ele marcou 11 pontos, pegou quatro rebotes, deu o mesmo número de assistências e fez dois desarmes.

Mas vamos dar uma olhada no “play by play” para não ficarmos com dúvidas.

Leandrinho entrou no jogo quando faltavam 2:05 minutos para o final do primeiro quarto e o time perdia por 25-18. Jogou 8:50 minutos, pois deixou a partida quando o cronômetro assinalava 3:15 minutos para o fim do primeiro tempo, dando lugar a Grant Hill.

Neste período, marcou cinco pontos, pegou um rebote, deu quatro assistências e roubou uma bola. Não conseguiu inverter o resultado, pois qu

ando voltou ao banco o Suns perdia por 59-51.

Voltou logo ao prélio. Ou seja: com apenas 4:49 de bola pingando no terceiro quarto, Terry Porter colocou-o novamente em quadra, desta vez no lugar de Hill. O time perdia por 75-71. Neste novo período, Leandrinho marcou seis pontos, apanhou três rebotes, recuperou uma bola, mas cometeu três erros.

Deixou a partida quando faltavam 7:18 para o final, agora com o time na frente em 98-90. Não voltou mais; mas nem precisava, pois cumpriu – e bem – o seu papel. Todos os 11.660 torcedores que estiveram no Conseco Fieldhouse constataram isso.

Pelo que deduzo, Leandrinho será importante nestes momentos, quando o Phoenix estiver atrás. Neste cenário, Porter chama-o, coloca-o em quadra e o paulistano põe em ação seu arsenal ofensivo.

Às vezes vai dar certo, às vezes não. Se Porter for tolerante a isso, Leandrinho terá vida longa no Phoenix.

Mesmo não sabendo defender.

SURPRISE!

Alguém esperava pela derrota do New Orleans, no berço do jazz, para o Atlanta? Eu não.

Vi parte do jogo, o suficiente para testemunhar um toco humilhante que Chris Paul levou de Al Horford, para espanto das 16.030 pessoas que lotaram a New Orleans Arena e não entenderam a derrota por 87-79.

Horford, para quem não sabe, é filho de Tito, que jogou no Sírio, em São Paulo, e foi recrutado pelo Milwaukee (39ª escolha) em 1988. Na NBA, jogou no Bucks duas temporadas e depois foi para o Washington. O pai, o primeiro dominicano a jogar na liga norte-americana, era bom jogador, mas o filho é muito melhor.

Bicampeão do “college” pela Florida Gators, Al foi a terceira escolha no recrutamento do ano passado. Além do toco em CP3, marcou dez pontos e apanhou oito rebotes.

Para quem não sabe, o Atlanta é um dos invictos do campeonato, com três vitórias. É o segundo colocado da Conferência do Leste, com u

m triunfo a menos do que o líder Detroit.

Baita surpresa.

CRISE

Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, mas o mercado financeiro continua em turbulência. As bolsas nesta quinta-feira despencam no mundo inteiro e a incerteza é a palavra da moda.

Com a crise econômica, o New Jersey pode ver naufragar seu plano de construir uma arena no bairro do Brooklyn, em Nova York, para onde pretende se mudar em 2010.

Há quatro meses, o banco Goldman Sachs tinha garantido aos donos do Nets – entre eles o “rapper” Jay-Z – um empréstimo de US$ 950 milhões para a construção do ginásio.

Hoje, perguntado sobre o assunto, o banco, através de sua assessoria de imprensa, informa: “Sem comentários”. Ou seja: do jeito que está, a chance de o Nets ir para o Brooklyn diminui dramaticamente.

Se isso realmente se confirmar, outro plano que vai naufragar é o de contratar LeBron James. King James, amigo pessoal de Jay-Z – que casou-se em maio passado com a estonteante Beyoncé Knowles –, quer ir para Nova York. É claro que jogando em New Jersey ele pode morar na “Big Apple”, pois é só atravessar um dos túneis Lincoln ou Holland que faz-se a passagem.

Mas o problema é jogar pelo Nets…

Só se a Beyoncé (foto AP) convencer LeBron. Cacife para isso ela tem.

PRIMO POBRE E PRIMO RICO

No clássico de Los Angeles, deu a lógica. Com mando de quadra, o Lakers colocou 18.997 torcedores no Staples Center e passou por cima do Clippers por 106-88. Foi a sexta vitória seguida dos amarelinhos sobre seu rival municipal – o que não quer dizer absolutamente nada.

Afinal, o Clippers ainda não venceu nesta temporada (0-5). Agradece a companhia do Washington (0-3), a outra franquia que cambaleia. Somados os jogos do campeonato passado, o Clippers não vence uma partida na NBA há 12 rodadas.

Com a mão descalibrada (8-21 nos arremessos), Kobe Bryant, mesmo assim, foi o cestinha do time com 27 pontos. Também pudera, com a quantidade de arremessos feitos!

O nome do jogo, no entanto, foi o pivô Andrew Bynum que apanhou 17 rebotes. Pau Gasol amealhou outros 11. Os dois juntos pegaram 28, mais da metade do desempenho do Clippers (44).

Bynum fez ainda nove pontos e deu quatro tocos. O moleque está jogando muito. Se Kobe deixar de ser fominha e distribuir mais o jogo, Bynum pode ter dois dígitos na pontuação também.

FINALMENTE!

O San Antonio precisou de duas prorrogações para vencer sua primeira partida nesta temporada. Foi a Minneapolis e bateu o Minnesota por 129-125.

Apenas 11.112 torcedores viram o armador Tony Parker fazer 55 pontos – a maior pontuação em sua carreira na NBA –, dar dez assistências e pegar sete rebotes. Destruiu o adversário.

Sim, porque foi sua a cesta que empatou o jogo na prorrogação em 116 pontos, a menos de dois segundos para o cronômetro zerar, levando-o para a segunda prorrogação. Neste novo período veio a primeira vitória do time texano na competição.

Quer dizer: o Spurs não perdeu por pouco. Há muito que se fazer ainda para o time melhorar, em que pese a ausência de Manu Ginobili.

A PRIMEIRA

Outra equipe que conseguiu vencer pela primeira vez na temporada foi o Sacramento. Na capital da Califórnia, o Kings bateu o Memphis por 100-95.

Foi do Grizzlies, mas pouco importa. O que conta é que o time venceu, para delírio dos 13.685 torcedores que foram ao Arco Arena.

Quantos jogos mais o Sacramento vai precisar para voltar a vencer?

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terça-feira, 4 de novembro de 2008 NBA | 12:43

VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS

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Anderson Varejão (foto Reuters) jogou muito ontem na vitória do Cleveland diante do Dallas (100-81). Se a gente for olhar apenas para os números, pode ficar um pouco desconfiado. Afinal, foram apenas dois pontos e seis rebotes. Mas o olhar atento à estatística final vai observar que o capixaba também roubou quatro bolas. E em momentos cruciais da partida.

Mais do que isso: anulou Dirk Nowitzki, a arma do Mavericks. O alemão acertou apenas três de seus 11 arremessos. Arremessou pouco, como podemos ver, pois não encontrou espaços para isso. Quando foi marcado por Varejão errou todos seus chutes. Nowitzki tem 2m13 de altura; o brasileiro tem 2m11. A diferença é mínima. Além disso, o ala do Cavs é rápido o suficiente para recuperar-se de um drible ou de um corta-luz.

Vendo o desempenho de Varejão diante de Nowitzki, é claro que logo me veio à mente o Pré-Olímpico de Atenas, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha. A mim ficou claro que se AV tivesse jogado contra os alemães, nossas chances aumentariam muito. Se Nenê e Leandrinho também, teríamos eliminado os germânicos.

MVP

LeBron James teve atuação ontem digna de um MVP. O lance livre, que é o seu maior problema, funcionou. Foram 13 certos em 15 cobrados (86,6%); excelente. Deixou a quadra com 29 pontos, oito rebotes, três assistências e dois desarmes. Foi decisivo nos momentos certos da partida.

Justiça seja feita: os 14 pontos de Mo Williams foram igualmente importantes. O armador do Cavs comandou em quadra uma corrida de 13-0 em cima do Dallas no instante em que LeBron estava no banco.

Isso ajuda; e muito. “É o que eles esperam de mim”, respondeu Williams quando perguntado sobre sua performance. E é o que ele espera dar em troca ao time que foi buscá-lo no Milwaukee na “offseason”.

ROBOCOP

Pouco antes do jogo do Cleveland, assisti a vitória sofrida do Orlando diante do Chicago por 96-93. Fosse o Bulls um time mais entrosado e com Derrick Rose já mais acostumado com o jogo da NBA e o ex-time de Michael Jordan poderia ter vencido a partida, mesmo jogando na Flórida.

Mais uma vez Dwight Howard sobrou em quadra. Foram 22 pontos, 15 rebotes e cinco tocos em 39 minutos de partida. Por falar nos “blocks”, Howard lidera este fundamento no atual campeonato com uma média de 4,5 por partida.

Dwight, apesar dos seus 2m11 de altura, tem a movimentação e a agilidade de um ala. Pesa 120 quilos; massa pura, não há sobra em seu corpo.

Parece o Robocop.

RABEIRA

Quem é o pior time da NBA no momento? Clippers ou Sacramento?

As duas equipes da Conferência do Oeste não venceram nenhum joguinho sequer até o momento. Foram quatro derrotas.

O Clippers tem potencial de crescimento, pois Baron Davis e Marcus Camby, ao lado de Cutino Mobley, podem tirar o primo pobre de Los Angeles da rabeira. Mas nada de playoff. Quanto ao Sacramento, deve duelar com o Charlotte para ver quem será, de fato, o pior time da NBA nesta temporada.

Além dos dois, quem também ainda não venceu na competição foram Washington e San Antonio, ambos com duas derrotas. O Spurs pode fazer sua primeira vitória esta noite em seu AT&T Center, quando recebe o Dallas, num dos clássicos texanos. Já o Wizards terá de esperar até amanhã, quando vai a Wisconsin enfrentar o Milwaukee, que pode jogar sem Michael Reed, contundido.

JOGAÇO

Esqueça o clássico entre San Antonio e Dallas. O jogo desta noite será também realizado no Texas, mas em Houston, quando o Rockets recebe o Boston. No campeonato passado, quando esse clássico aconteceu no sul dos EUA, o Celtics acabou com uma invencibilidade de 22 partidas dos texanos.

O resultado da partida: 94-74. Um massacre. Mas, é sempre bom lembrar, o Houston jogou sem Yao Ming, que se recuperava de uma fratura por estresse na perna. Hoje, com o chinês e Luis Scola em quadra, Kevin Garnett e Kendrick Perkins terão muita dificuldade.

O embate colocará frente a frente dois dos favoritos ao título. O Celtics mais do que o Houston, mas a equipe de Tracy McGrady entra forte neste campeonato, ainda mais depois da contratação de Ron Artest.

Por falar nele, será um duelo e tanto contra o falastrão do Paul Pierce, que se autodenomina o melhor jogador de basquete da atualidade. Bobagem, todos sabem que o Pelé de hoje é Kobe Bryant

A partida começa às 23h30 de Brasília. E quem tem o NBA League Pass vai dormir depois das 2h da manhã.

TROCA-TROCA

Bem, consumada a troca entre Denver e Detroit – Allen Iverson por Chancey Billups, Antonio McDyess e o “rookie” Cheikh Samb –, algumas observações a fazer.

Do lado do Detroit, Joe Dumars, presidente da franquia, disse que o negócio dará força à equipe. Tenho dúvidas, sinceramente. Iverson está com 33 anos e até hoje não compreendeu que o basquete é um jogo coletivo. Ele precisa de uma bola nas mãos e outra para o resto da equipe. É difícil no trato por causa da soberba. Em Denver, nunca foi paparicado como na Philadelphia, onde era o dono do time. No Colorado, o patrão da quadra é Carmelo Anthony. Por isso, nunca sentiu-se confortável.

Como será em Detroit? Bem, em Michigan não há nenhuma prima-dona. Pode ser que lá ele seja bajulado do jeito que gosta. Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rasheed Wallace, as estrelas da franquia, não ligam para isso, o que pode ser bom para AI.

Quanto ao Nuggets, a volta de Billups a Denver, onde nasceu, é um ótimo negócio para a franquia. Trata-se de um grande jogador e de caráter inquestionável. Joga em equipe e, quando preciso, sabe assumir o controle do jogo. Com ele em quadra Carmelo poderá crescer, pois Billups é mestre em encontrar companheiros desmarcados.

Antonio McDyess deverá ser dispensado. O jogador já declarou que em Denver não joga. Tem mais dois anos de contrato, onde está previsto que vai receber US$ 13,5 milhões. Negocia a liberação. Deve aceitar receber uma merreca para poder voltar ao Detroit, onde quer jogar.

Alguns dizem que o que o Detroit fez foi liberar Billups, que cumpria o segundo ano de seu contrato de quatro num total de US$ 46 milhões. E mais: que o time não tinha mais onde crescer. Pode ser, pode ser; mas Dumars poderia ter feito um negócio melhor.

Ah, se não der certo, este é o último ano do contrato de Iverson e no final da temporada abre-se no “cap” da franquia US$ 20,8 milhões, os vencimentos do armador para esta temporada. Também é verdade.

O que fica claro para mim é que o Detroit abre mão desta temporada em nome do futuro – que, como muitos gostam de dizer, a Deus pertence. Na “offseason”, Dumars não foi habilidoso para montar um time competitivo – aos olhos deles, diga-se – e, sem grandes opções, aceitou fazer este negócio.

Aos meus olhos, um péssimo negócio.

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008 NBA | 15:15

DENVER PODE TROCAR IVERSON POR BILLUPS

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David Aldridge, um dos mais bem informados jornalistas norte-americanos para assuntos da NBA, informou agora há pouco que Denver e Detroit estão finalizando um troca-troca envolvendo seus dois armadores. Segundo o repórter da TNT, o Pistons vai mandar para o Colorado Chancey Billups e Antonio McDyess e em troca vai receber Allen Iverson.

A transação só não foi oficializada porque McDyess disse que para o Denver não vai. Se isso acontecer, encerra a carreira – ninguém iria notar, cá para nós. O que ele quer – malandro – é receber os US$ 13,6 milhões que o Detroit terá de pagar pelos seus préstimos nesta e na próxima temporada. Depois, com o “passe” na mão, sair à cata de um novo time.

Isso não vai acontecer, claro.

Formou-se o impasse.

Se resolvido, fico pensando: o que os caras do Detroit têm na cabeça? Não, não diga o que você está pensando e nem eu vou escrever, por motivos óbvios.

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domingo, 2 de novembro de 2008 NBA | 13:47

AH, OS BRASILEIROS…

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Talvez tenha sido a pior atuação de Leandrinho (foto) desde que entrou em quadra pela primeira vez na NBA na temporada 2003/04. Ontem, na vitória do Phoenix sobre o Portland por 107-96, Barbosa marcou apenas um ponto! Isso mesmo, um miserável pontinho.

Com uma atuação desastrosa, o técnico Terry Porter escondeu o brasileiro no banco de reservas. Deixou-o em quadra apenas 18 minutos, tempo suficiente para ele mostrar que estava completamente sem inspiração.

Erro seus três chutes triplos e não se atreveu a dar nenhum de dois. Seu único ponto surgiu de um lance livre – o outro ele errou.

Um desastre.

A noite brasileira na NBA foi igualmente calamitosa. Nenê e Anderson Varejão foram um pouco melhor; mas também nada muito mais vistoso.

Depois de ter arrebentado na vitória sobre o Clippers um dia antes, ontem Nenê teve uma atuação apagada diante do Lakers, em Denver. Anotou apenas oito pontos e apanhou cinco rebotes na derrota por 104-87.

Foi o quinto revés seguido do time diante do Los Angeles, contando os embates dos playoffs passados. Três deles dentro de seu Pepsi Center, que esteve “sold out” ontem: 19.651 pagantes.

Nenê esteve em quadra por 34 minutos. Mas quem viu a partida viu também um jogador contido, econômico nos movimentos e nos desejos. Chris Andersen, um obscuro reserva do “frontcourt” colorado, foi o destaque do Denver com cinco pontos, sete rebotes e três tocos.

Esteve em quadra a metade do tempo de Nenê. Mas multiplicou seu momento com uma vontade e uma atitude de se tirar o chapéu. Só não jogou mais e melhorou sua performance porque esteve envolvido com excesso de faltas, o que obrigou o técnico George Karl a deixá-lo no banco mais tempo do que ele provavelmente gostaria.

Por falar em faltas, este foi o único aspecto do jogo de Nenê que a gente pode elogiar: ao contrário das duas partidas anteriores, quando saiu mais cedo do embate por ter atingido o limite de penalidades, desta vez Nenê conseguiu manter-se no jogo, tendo feito três.

Mas, eu pergunto: o que é melhor, deixar a quadra mais cedo com um desempenho como o que ele teve diante do Clippers ou ficar no jogo com uma atuação fosca? Cravo na primeira alternativa.

Ao mesmo tempo, analisando os dois confrontos, fica também claro para qualquer mente inocente que jogar contra Chris Kaman e sua gang é uma coisa, enfrentar Andrew Bynum e Pau Gasol é outra completamente diferente.

Nenê já mostrou que tem qualidades. O que ele precisa mostrar é mais determinação, como a que Andersen exibiu em seus 17 minutos na partida de ontem.

O que acontece com nossos jogadores? Sim, porque não foi privilégio de Leandrinho e Nenê terem uma atuação opaca. Anderson Varejão completou a noitada com seus quatro pontinhos e seis rebotes na derrota do Cleveland para o New Orleans, fora de casa, por 104-92.

Varejão jogou 25 minutos. Seus números a gente já viu. Vale para o capixaba o mesmo que eu falei do paulista. É preciso ter mais gana em quadra, ser mais audacioso, mais cara de pau. Como sempre foi Oscar Schmidt.

Varejão, como Nenê e Leandrinho, também tem qualidades. Elas são visíveis. Bom reboteiro, sabe proteger bem o garrafão, vira-se bem diante da marcação, é aplicado taticamente, mas… mas tem que ter gana, audácia, coragem, atitude – e confiança.

Stan Van Gundy, técnico do Orlando, ontem na Flórida, declarou o seguinte sobre confiança: “As pessoas não percebem quão frágil a confiança pode ser. Elas acham que quando você atinge esse nível [jogar na NBA], confiança é inerente porque você tem muito sucesso, mas bastam duas noites ruins e de repente você está pressionado”. E sem confiança.

Vocês já viram jogador argentino sem confiança? Eu nunca vi. Esse papo pra mim não cola.

Nossos jogadores têm que ser mais argentinos. Isso mesmo, mais argentinos.

SOLD OUT

Não foi apenas o Pepsi Center que teve lotação completa na rodada deste sábado da NBA. A New Orleans Arena também no encontro do Hornets com o Cavs.

Aliás, foi o 14º. jogo seguido que o ginásio do New Orleans teve todas as suas poltronas tomadas. Estou contando, claro, com os embates dos playoffs da temporada passada.

18.150 torcedores viram Chris Paul e companhia debutar na Lousianna e vencer o Cleveland, repito, por 104-92.

JAMES HORRY OU ROBERT POSEY?

James Posey jogou pela primeira vez diante de seus fãs. Foi a estréia do ala campeão pelo Boston na temporada passada na New Orleans Arena. “Foi excitante”, disse ele depois da partida.

Posey voltou a barbarizar a defesa adversária com a eficiência de seus arremessos triplos. Foram quatro em cinco tentativas. Confronto encerrado, seus números reluziam no “final stats”: 15 pontos, seis rebotes e quatro desarmes.

Vindo do banco. Como fazia Robert Horry.

MVP?

Se LeBron James quer ser o MVP desta temporada, tem que melhorar seu desempenho ofensivo. Ontem marcou apenas 15 pontos, mas com um aproveitamento ruim das bolas de dois: 6-15.

Na temporada passada, foi o cestinha da competição com exatos 30 pontos de média. Nesta, em três partidas, está com um 19,7.

King James compensou sua fraca atuação no ataque nas assistências: foram 13 no total. Sete rebotes também é um bom número para quem joga na ala; se bem que ele tem tamanho e força para isso mesmo.

MVP

Se LeBron, do jeito que está, é dúvida na corrida pelo título de melhor jogador da temporada, o mesmo não vale para Chris Paul. CP3 foi o nome do jogo de ontem. É o nome, ninguém duvida, neste começo de temporada.

Dizer que ele é o melhor jogador da NBA neste momento é o mesmo que dizer que Gisele Bundchen (foto) é a mulher mais estonteante do planeta. CP3 anotou 24 pontos e deu mais 15 assistências.

Suas médias não deixam dúvidas: 21,7 pontos e exatas 12 assistências por jogo, líder neste fundamento até agora na competição.

É mole?

FOR FALAR NISSO…
Dwight Howard corre por fora, mas corre. E se jogasse em um time de ponta, poderia ser um concorrente de peso para ser o MVP desta temporada.

Na partida de ontem contra o Sacramento (vitória por 121-103), Howard marcou 29 pontos, apanhou 14 rebotes e deu cinco tocos. Na vitória da última quarta-feira diante do Atlanta (99-85), Dwight já tinha tido uma atuação estrondosa: 22 pontos, 15 rebotes, cinco tocos e cinco desarmes.

Seus números são excelentes depois de três partidas nesta temporada: 21,7 pontos, 14,3 rebotes e 4,3 tocos – é o líder neste fundamento.

Já escrevi, mas nunca é demais lembrar: se Chris Paul é o melhor armador da NBA, Howard é o melhor pivô.

QUE SAUDADES
O Boston começou a temporada passada arrebentando. Fez uma corrida de 12 vitórias em sua dúzia inicial de partidas, ganhou a tal da confiança e terminou a fase de classificação com a melhor campanha entre todos os 30 participantes.

Isso foi fundamental na conquista do título, pois, nos momentos de sufoco, usou o seu TD Banknorth Garden e assim conseguiu despachar Atlanta e Cleveland nos playoffs.

A história inicial do Celtics agora é outra. Na terceira rodada deu seu primeiro tropicão. Apanhou do Indiana (96-75), fora de casa, e mostra que esta temporada pode ser diferente da anterior.

O time errou demais na partida de ontem no Conseco Fieldhouse. Foram 24 equívocos contra apenas 12 do Pacers. Kevin Garnett, embora tenha feito 18 pontos e fisgado 14 rebotes, cometeu seis deles. Foi o mais indeciso jogador da partida.

Na temporada passada…

JÁ O TORONTO…
Se o Boston tombou na terceira rodada, o Toronto, em quem eu não boto muita fé, fez ontem importante vitória diante do Milwaukee, em Wisconsin. Venceu o Bucks por 91-87 e abriu 3-0 na classificação da Divisão do Atlântico. A mesma do Boston, o segundo colocado.

E é bom frisar que Jermaine O’Neal ainda não está totalmente solto no Canadá. Seus números ainda são um tico do que ele pode fazer: 11,0 pontos e 7,3 rebotes. Mais solto e mais entrosado, especialmente com Chris Bosh, os canadenses devem crescer ainda mais.

Justiça seja feita: o espanhol Jose Calderon foi muito bem na vitória de ontem: 25 pontos e nove assistências. Seu desempenho nesses três primeiros prélios do Raptors é muito, mas muito bom: 18,0 pontos e 9,7 assistências por jogo.

DECEPÇÃO
Tudo bem, o campeonato mal começou, mas o Philadelphia decepciona. Seu record: 1-2.

Perdeu ontem para o Atlanta, na Georgia, por 95-88.

O quarteto formado por Elton Brand, Sam Dalembert, Andre Iguodala e seu xará Miller ainda não deu liga, se bem que Brand vem fazendo o seu papel. Tem um “double-double” de média em pontos (18,3) e rebotes (14,3).

E O MIAMI?

Se o Sixers desaponta, o que dizer do Miami? O time conseguiu a façanha de perder para o Charlotte. Por 100-87. Sim, é o time de Dwyane Wade e de Michael Beasley, tido por muitos – não por mim – como o “rookie of the year” desta temporada.

Não vou dizer mais nada.

NEW LOOK

De penteado novo e sem barba, mosca ou bigode, Phil Jackson (foto) comanda este que é um dos melhores – senão o melhor – times da NBA no momento.

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sábado, 1 de novembro de 2008 NBA | 12:59

NENÊ ARREBENTA EM VITÓRIA DO DENVER EM LA

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Os números são dignos de um grande jogador. Nenê (foto AP) arrebentou ontem na vitória do Denver sobre o Clippers (113-103), na prorrogação. O brasileiro marcou 22 pontos, apanhou 11 rebotes e deu três tocos. Tudo isso em 34:45 minutos. Só não ficou mais tempo em quadra porque deixou o jogo com seis faltas.

Este foi o lado ruim da história escrita ontem à noite em Los Angeles: pela segunda vez em dois jogos Nenê saiu mais cedo da partida. Tudo bem que ontem ele cometeu sua falta derradeira a 30 segundos do final da prorrogação com o Denver na frente em 110-100; mas é preciso tomar cuidado.

O fato indica, no entanto, duas coisas: 1) Nenê não está se poupando em quadra, numa demonstração inequívoca de que tem a saúde 100% boa e não teme cara feia; 2) É preciso saber dosar essa agressividade para não deixar o time na mão no futuro em momento delicado do embate.

A vitória foi suada; o time precisou do tempo extra para realizá-la, como vimos. O Nuggets teve que tirar uma desvantagem de 18 pontos ao final do primeiro tempo. Houve defeitos, especialmente defensivos durante todo o período inicial, mas é mais fácil fazer os ajustes com vitórias do que com derrotas.

Importante dizer: Carmelo Anthony completou ontem seu segundo jogo da punição por dirigir embriagado no final de abril. Mas se o Denver não pôde contar com seu ala fominha e talentoso, o time californiano praticamente jogou sem seus dois principais jogadores, o armador Baron Davis e o pivô Marcus Camby. Davis, na verdade, atuou 13 dos 53 minutos que durou a partida, pois contundiu-se no início do segundo quarto, enquanto que Camby, também lesionado, nem em quadra entrou.

Com números apagados (9-19 nas bolas duplas, 1-5 nas triplas e 6-10 nos lances livres), Allen Iverson deixou a partida como herói. Tudo porque fez nove de seus 25 pontos na prorrogação. Ou melhor: nos últimos 3:35 minutos.

Como sempre diz Oscar Schmidt: cestinha tem que ser cara de pau, mesmo com a mão descalibrada, tem que continuar tentando. E foi o que Iverson fez.

Para quem a gente vai dar o motorrádio como melhor jogador em quadra? Como um dia disse Dadá Maravilha, o rádio vai para Iverson e a moto para Nenê.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 26 de outubro de 2008 NBA | 20:22

NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO

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Chris Paul, candidato ao título de MVP desta temporada, comanda o New Orleans em quadra

A pre-season terminou na última sexta-feira. Já escrevi aqui que os resultados desta fase não importam muito.

Alguns, no entanto, merecem registro.

Por exemplo: o New Orleans foi o único time a vencer todos os seus jogos. Como fechar os olhos a isso? O Hornets – que deveria ser Jazz – não é uma equipe qualquer que se aproveitou de um momento para fazer o que não será capaz na temporada regular.

Ao contrário, é favorito ao título. Já mostrou isso no campeonato passado.

Chris Paul, depois de ter feito um espetacular campeonato em 2007/08 e conquistar o ouro olímpico em Pequim, continua tinindo. Teve médias de 12.4 pontos por partida e 9.3 assistências.

Com certeza será o diferencial a favor do New Orleans nesta temporada que começa a partir de terça-feira. Suas bolas serão melhor aproveitadas agora que o time contratou James Posey, ex-Boston.

Outro time que deixou boa impressão foi o Denver, em quem muitos críticos não depositam grandes expectativas. Fez uma campanha com cinco vitórias e apenas uma derrota.

Nenê mostrou bom desempenho nessas seis partidas. Jogou uma média de 22.5 minutos – tende a aumentar, com certeza, quando o campeonato começar –, anotou 10.8 pontos e apanhou 5.3 rebotes – números que vão melhorar também à medida que a competição se desenvolver e ele ficar mais tempo em quadra.

Agora, o que chama a atenção nos números do Denver é o baixo aproveitamento de Allen Iverson, em quem a franquia deposita grande confiança e esperança. AI ficou em média 27.3 minutos em quadra; seu aproveitamento nos arremessos foi horroroso! 18.2% nos chutes de campo, 61.5% nos lances livres. Poderia ter compensado nas assistências, mas ao contrário de CP3, Iverson teve aproveitamento baixo: 5.3 por jogo.

Sei lá, posso – e quero – estar enganado, mas não levo muita fé no Denver. Seus jogadores não me passam confiança. São atletas mais preocupados com estatísticas individuais do que com o jogo em equipe.

Quero quebrar a cara, pois torço muito para o Nenê.

Por falar num brazuca, a gente se lembra de outro: Anderson Varejão. O Cleveland, em quem muitos apostam estar nas finais desta temporada, não andou bem em suas partidas.

A campanha indica isso: três vitórias e cinco derrotas. Foi o 11º. colocado na Conferência do Oeste, atrás de equipes fracas como New York, New Jersey e Indiana.

Varejão não cumpre ainda seu papel dentro do que o técnico Mike Brown espera dele: pegar mais rebotes do que ele fisgou nesta fase de amistosos. Foram apenas 4.3 de média. Foi tímido também na pontuação: 7.4

Já disse aqui neste espaço: o capixaba precisa se impor mais em quadra. Só assim vai ganhar mais ainda a confiança da comissão técnica e dos companheiros.  E olha que ele não ficou pouco tempo em quadra não: 20.4 minutos.

O baixo rendimento do Cavs pode ser explicado pelo aproveitamento modesto de LeBron James, tido por muitos como o grande favorito para ganhar o troféu de MVP desta temporada. King James teve média de apenas 13.7 pontos, menos de 50% de seu aproveitamento no campeonato passado, quando terminou como artilheiro da competição com 30.0 pontos por partida.

Por falar em MVP, o Lakers de Kobe Bryant teve bom desempenho em seus oito amistosos: venceu seis e perdeu só dois. Kobe, é sempre bom lembrar, contundiu o joelho – não é nada grave, felizmente – e ausentou-se de um amistoso.

Em quadra, pouco ficou: 21 minutos. Teve média de apenas 11.4 pontos, mas seu aproveitamento foi de razoável para bom: 52.8% nos arremessos duplos, 44.4% nos triplos e 87.0% nos lances livres.

As atenções em Los Angeles ficaram em cima do pivô Andrew Bynum, que contundiu-se em janeiro passado e perdeu o resto da temporada porque não conseguiu curar a lesão do joelho num primeiro momento. Bynum fez 12.1 pontos e apanhou 6.9 rebotes. Jogou 23.4 minutos por partida, como os demais. Muito bom; Bynum está recuperado.

Se o Lakers começa a se acertar, o mesmo não acontece com o Phoenix, um dos candidatos do Oeste. Leandrinho passou parte da preparação em São Paulo ao lado da mãe, adoentada que estava; Steve Nash e Amaré Stoudemire se contundiram. Resultado: o novo treinador, Terry Porter, mal pôde ver seu time em ação.

Das oito partidas que o time realizou, venceu seis e perdeu duas, mesmo com esses desfalques. Amaré jogou só três amistosos, Leandrinho quatro e Nash cinco. Isso pode ter reflexo na campanha inicial do Suns.

Mas vamos falar um pouco dos times do Leste; sim, vamos.

O Orlando foi muito bem. Das sete partidas, perdeu só uma; venceu seis. O pivô Dwight Howard abusou do direito de jogar bem. Suas médias: 20.9 pontos e 9.4 rebotes. Quer mais? Pois não: 3.1 tocos. Demais.

Poucos falam de Howard, mas acho ele um concorrente sério para ganhar o troféu de MVP desta temporada. O Magic é um time ajeitado, pois é bem treinado por Stan Van Gundy. Rashard Lewis mostrou-se novamente eficiente; terminou essa pre-season com 21.1 pontos. Hedo Turkoglu é ótima opção para os arremessos e Jameer Nelson arma o jogo com correção.

Boston e Detroit, com uma campanha de 6-2 nesses amistosos preparatórios, fizeram o que deles se esperava. São favoritos novamente ao título da Conferência e, por tabela, da NBA.

O Celtics perdeu Posey para o New Orleans, como vimos, mas Eddie House pode ser a força nas bolas longas que o time precisa em momentos chaves de algumas partidas e que tanto foram importantes nos playoffs passado com Posey. House teve o melhor aproveitamento no elenco nos arremessos de três.

O Detroit manteve o time das últimas temporadas, cantando em prosa e verso pelos torcedores: Chauncey Billups, Richard Hamilton, Tayshaun Prince, Rasheed Wallace e Antonio McDyess. Não surpreendeu-me também seu desempenho nesta pre-season.

As negações desta fase preparatória: Milwaukee – mesmo com Richard Jefferson, ao lado de Michael Reed, o time não deslanchou –, Sacramento, Oklahoma City – ex-Seattle – e Charlotte. Bucks, Thunder e Kings ainda conseguiram vencer uma partida, mas o Bobcats não venceu nem uma sequer!

Tivesse rebaixamento e esses quatro times seriam os mais fortes candidatos para irem à NBDL.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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