Publicidade

Posts com a Tag DeJuan Blair

sexta-feira, 1 de junho de 2012 NBA | 01:53

OKLAHOMA CITY SURRA SAN ANTONIO E QUEBRA INVENCIBILIDADE DE 20 JOGOS DO ADVERSÁRIO

Compartilhe: Twitter

Foi na defesa que o Oklahoma City parou o San Antonio na vitória por 102-82. Limitou os texanos a apenas 39,5% de seus arremessos; induziu-os a incríveis 21 erros; Thabo Sefolosha, que não vinha bem na série, tirou a barriga da miséria ao roubar seis bolas dos adversários, além de ter subtraído muito do jogo de Tony Parker; isso tudo sem falar que o OKC trancou o garrafão e permitiu ao SAS apenas 24 pontos, sendo que nos dois jogos anteriores o Spurs tinha anotado, respectivamente, 50 e 42 pontos. E pra finalizar, nos dez jogos feitos até então pelo SAS nestes playoffs, o time tinha uma média de 104,1 pontos por jogo. Nesta quinta-feira anotou apenas 82, como vimos.

Foi na defesa, como disse, mas é claro que não adianta nada defesa forte e ataque estéril. O próprio Sefolosha (foto Getty Images), que ao roubar seis bolas do adversário igualou o recorde da franquia, foi à frente e anotou 19 pontos. Com uma contribuição valiosa e inesperada dessas, Kevin Durant não precisou fazer mais do que 22 pontos. Isso porque Serge Ibaka também ajudou na pontuação e cravou nada menos do que 14 tentos na cesta adversária. Por conta disso também os dez pontos de Russell Westbrook foram suficientes, bem como os 15 pontos de James Harden.

O fato é que o OKC deu uma aula de basquete. Você esperava por isso? Eu não. Vejam: não estou dizendo que não esperava por uma vitória do Thunder; o que eu disse é que não esperava por uma goleada dessas. O placar final da partida, já vimos,  foi 102-82; 20 pontos de diferença. Mas ela chegou a 27, maior diferença da série, diga-se, pois no segundo jogo deste confronto, no Texas, o SAS abriu 22.

No começo de tudo, cheguei a pensar que o Spurs fosse abrir 3-0 neste confronto. O time fez um ótimo primeiro quarto, vencido 24-22. Tudo estava indo bem até que começou o segundo período. Nele, o Oklahoma City fez 32-17 e nunca mais perdeu a vantagem criada.

Tim Duncan, que no jogo passado teve um baixo aproveitamento nos arremessos (2-11), nesta quinta-feira fez 5-15. Ou seja: nos dois últimos jogos, Timmy teve um pobre desempenho 7-26 (26,9%). Foi controlado por Kendrick Perkins, Ibaka, Nick Collison e pela marcação dobrada. Isso tudo ele já enfrentou na vida e na maioria das vezes conseguiu se livrar. Está sendo mais difícil agora. Timmy precisa acordar, caso contrário ficará complicado eliminar o OKC. Nesta partida ele jogou só 26:01 minutos. Espertamente, vendo que a vaca tinha ido pro brejo, Gregg Popovich mandou-o para o banco. No primeiro tempo, Duncan jogou 18:16 minutos. No segundo 7:45, tudo no terceiro quarto, pois no último nem em quadra entrou. Fez certo Popovich, pois, como disse, Timmy é importantíssimo para o sucesso do SAS.

Mas nem tudo foi ruim para o grandalhão do SAS. O bom da história desta quinta-feira foram os cinco tocos que ele deu na partida. Com eles, Timmy passou a ser o jogador que mais tocos deu em toda a história da NBA considerando-se os jogos de playoffs. Chegou a marca de 477, um toco a mais do que Kareem Abdul-Jabbar, até então o líder neste fundamento nesta fase decisiva do campeonato.

Agora, por falar em pivô, o nosso Tiago Splitter não esteve bem. Apenas um ponto e dois rebotes. Nenhum toco, nenhum desarme; mas dois erros. Cometeu rapidamente três faltas e foi para o banco. Por conta disso, jogou só 5:44 minutos no primeiro tempo. Voltou no terceiro quarto e atuou mais 4:15. No último, não jogou. Quem jogou foi DeJuan Blair, que nem em quadra entrou nos dois primeiros cotejos. Blair marcou dez pontos e pegou seis rebotes. Mas não se impressione: ele jogou o “garbage time”; ou seja, enfrentou a baba do OKC. Além disso, o QI de basquete de Splitter é muito superior ao de Blair. E nas jogadas montadas por Popovich para favorecer principalmente a genialidade de Manu Ginobili, Splitter tem papel importante, como já disse, especialmente no corta-luz e também no “pick’n’roll”. Agora, Splitter precisa abrir os olhos, pois se continuar improdutivo como neste terceiro prélio cai em desgraça com o treinador.

Bem, foi apenas mais um jogo. Jogo excelente para o Oklahoma City e péssimo para o San Antonio. Tem muito mais ainda pela frente. A série já garantiu pelo menos cinco partidas. O time texano chora a derrota e a perda de invencibilidade de 20 jogos. Está mordido, ferido. E cutucar times desse gabarito nunca é bom. Por outro lado eu pergunto: o que deveria fazer o OKC? Perder o jogo? Claro que não; o OKC fez o que tinha que ser feito: surrou o todo-poderoso SAS e deixou claro que se for para entregar esta série, não será de mão-beijada.

Notas relacionadas:

  1. MINHA CONSCIÊNCIA PESA QUANDO O ASSUNTO É OKLAHOMA CITY E KEVIN DURANT
  2. OKLAHOMA CITY JOGA O MELHOR BASQUETE DA NBA NO MOMENTO
  3. SAN ANTONIO ANIQUILA OKLAHOMA CITY NO ÚLTIMO QUARTO E ABRE 1-0 NA FINAL DO OESTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 15 de abril de 2012 NBA | 12:02

OKC TEM DIFICULDADES DIANTE DO FRÁGIL WOLVES, MAS SAS ATROPELA O SUNS

Compartilhe: Twitter

Bem, não vamos perder tempo porque a rodada deste domingo começa daqui a pouco, às 14h de Brasília, com o clássico New York x Miami, na capital do planeta. Logo depois, às 16h30, em Los Angeles, o Lakers recebe o Dallas. São os dois principais jogos do dia. Pena que os cinco subsequentes, todos marcados para o período noturno, são desnivelados ou pouco atraentes, o que nos faz pensar em assistir a um bom filme ou comer uma pizza.

Mas vamos ao mais importante da rodada de ontem.

Disse neste botequim que dois eram os confrontos que chamariam a atenção: Minnesota x Oklahoma City e San Antonio x Phoenix. Acertei em um e errei no outro.

O OKC teve que se esforçar muito para vencer um Wolves desfalcado de seus dois principais jogadores: Ricky Rubio, fora da temporada por conta de uma grave lesão nos ligamentos cruzados do joelho direito, e Kevin Love, que levou uma pancada na cabeça na partida diante do Denver, quarta-feira passada.

Não contava com a ausência do ala-pivô do amor. Esperava que ele pudesse jogar. Sem ele, o Wolves enfraqueceu-se demais. A partir disso, acreditava que o OKC pudesse vencer com tranquilidade. Mas não foi o que aconteceu.

Embora Kevin Durant (foto AP) e Russell Westbrook tivessem barbarizado — os dois combinaram para 78 pontos, sendo que KD anotou 43 e Westbrook 35 —, a contenda só foi definida no final; nos segundos finais. Uma bola de três de J.J. Barea encurtou a diferença do Thunder para dois pontos: 112-110. Faltavam 15,6 segundos para a estridente buzina do Target Center tocar pela última vez. Mas o OKC foi quase perfeito nos lances livres finais, todos em cima de Westbrook, que fez 3-4, levou a pontuação do OKC para 115. O Wolves, ao contrário, não conseguiu pontuar mais. E o confronto acabou.

O Wolves está matematicamente fora dos playoffs. Perdeu sua oitava partida seguida, nove nas últimas dez, mas ofereceu muita resistência. “Não adianta, todo jogo diante do Wolves é complicado”, disse Scott Brooks, técnico do OKC, provavelmente ainda com o confronto do dia 23 de março na memória, quando o Thunder precisou, em casa, de duas prorrogações para vencer por 149-140.

Desta vez não foi para tanto: OKC 115-110 Wolves. Justo.

MOLEZA

Esperava mais do Phoenix em San Antonio. Mas o Suns não deu nem para o cheiro. O Spurs atropelou o pessoal que veio do deserto, com sede de vitória, pois o time de Steve Nash vem brigando com o Denver pelo oitavo posto no Oeste. Mas, como disse, foi inapelável.

O SAS chegou a abrir 28 pontos de vantagem no segundo quarto, quando DeJuan Blair recebeu um passe de Danny Green e fez com facilidade mais dois pontos, levando o marcador para 58-30, isso a 3:50 do final do segundo quarto. Na metade do terceiro, Tim Duncan (foto AP) acertou um “jump-shot” fruto de um passe de Manu Ginobili e levou o marcador para 74-47: 27 pontos de diferença, a 6:12 do final.

Estava muito fácil. O Suns não oferecia qualquer resistência e nem tinha resposta para os vários problemas que os texanos apresentavam. Alvin Gentry, o técnico do Phoenix, mexeu de baciada logo após Timmy ter pontuado: colocou Robin Lopez no lugar de Jared Dudley, Josh Childress na vaga de Marcin Gortat, Michael Redd no posto de Shannon Brown e o rookie Markieff Morris no espaço que estava sendo ocupado em quadra por Channing Frye. Melhorou um pouco, mas nada a ponto de se pensar em uma reviravolta. O terceiro período terminou com o SAS na frente em 84-65.

O quarto final foi como que um “garbage period”. O Phoenix venceu por 26-21, mas a diferença era grande demais para ser tirada em apenas 12 minutos. Aliás, os dois times poderia estar jogando até agora que o Suns não iria mudar o resultado da partida. A diferença é grande demais também entre as duas equipes.

Com o resultado final de 105-91, o SAS conquistou o título da Southwest Division, não podendo mais ser alcançado pelo Memphis, que ontem bateu o Utah, em casa, por 103-98, com outra soberba atuação de Rudy Gay: 26 pontos e 12 rebotes.

PLAYOFF

No período matutino, o Clippers venceu o Golden State por 112-104. Com o triunfo, classificou-se para os playoffs. Isso não acontecia desde a temporada 2005-06. Chris Paul (28 pontos e 13 assistências) foi o grande nome do time californiano.

Notas relacionadas:

  1. SUNS E SPURS SE GARANTEM E SE ENFRENTAM
  2. LEANDRINHO REAGE E FAZ MUITO BOA PARTIDA DIANTE DO WOLVES
  3. O PREÇO DA AUSÊNCIA DE RUBIO NO WOLVES E NA SELEÇÃO DA ESPANHA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 22 de janeiro de 2012 Sem categoria | 12:21

NENÊ E SPLITTER SÃO DESTAQUES NA NBA. WADE ATRAPALHA LEBRON?

Compartilhe: Twitter

O jogo da rodada deste sábado na NBA foi New York x Denver. Não apenas por ter marcado o primeiro embate do agora nova-iorquino Carmelo Anthony contra seu ex-time, mas também porque o prélio precisou de duas prorrogações para definir seu vencedor.

No final, deu Denver, do brasileiro Nenê Hilário: 119-114.

Nenê (na foto AP dando um toco em Amar’e Stoudemire) voltou a fazer uma grande partida. Ficou 44:37 minutos em quadra e anotou 12 pontos, 13 rebotes e cinco assistências.

Nenê ficou em quadra 44:37 minutos, 13:17 minutos a mais do que fica normalmente, pois sua média de permanência no trabalho é de 31:20 minutos.

Acumula um “average” de 13,4 pontos e 9,1 rebotes por partida neste campeonato. Se ficasse os mesmos 38:60 minutos de Dwight Howard, por exemplo, poderia ter médias melhores. Mesmo assim, tem quase um “double-double” na temporada.

Na vitória de ontem sobre o Knicks, em Nova York, Nenê deu cinco assistências. Neste torneio tem uma média de 2,4 por partida e está em quarto lugar no ranking dos pivôs, ao lado de D12, atrás apenas de Marc Gasol (3,1) e Tim Duncan e Greg Monroe (2,9).

A visão de jogo de Nenê impressiona, pois mesmo em dificuldades, dentro do garrafão, ele mantém a calma para encontrar a melhor solução para os apertos da jogada. O passe de Nenê é um dos melhores da NBA na atualidade entre os grandalhões da liga.

Quanto ao jogo, Melo deixou a quadra com 25 pontos, dez rebotes e cinco assistências. Mas fez 10-30 nos arremessos e em muitos momentos mostrou-se perdido. Perdeu o duelo para seu ex-time.

Melo encontra-se em uma posição muito difícil dentro do Knicks. Não consegue se firmar, não é o líder que o time precisa e não adicionou quase nada desde a sua chegada.

Por isso, o que se comenta em Nova York é que o Knicks poderá trocá-lo. Mas a franquia vai esperar um pouco mais. Vai esperar pela estreia de Baron Davis.

Se com Davis o cenário mudar, ótimo. Se com Davis tudo ficar igual, é provável que ao final da temporada o NYK tente trocar Melo por um armador.

SHOW

Outro brasuca que foi muito bem, mas muito bem mesmo, foi Tiago Splitter. O seu San Antonio perdeu para o Houston fora de casa, por 105-102, mas o bom da história é que o catarinense está ganhando mais e mais minutos de jogo.

Tim Duncan, lesionado, não jogou, e Splitter atuou por 31:33 minutos, enquanto que DeJuan Blair, a baleia do SAS que é seu concorrente, jogou 18:04.

E sabem o que aconteceu? Splitter anotou 25 pontos, seu recorde na NBA, e apanhou dez rebotes.

Acho que o milico que dirige o alvinegro texano e que atende pelo nome de Gregg Popovich deve estar se convencendo que: 1) vale gastar mais seu tempo com Tiago do que com DeJuan; 2) por conta disso, vale dar mais minutos em quadra para Tiago do que para DeJuan.

DÚVIDA

O Miami conseguiu mais uma vitória. Bateu ontem o Philadelphia por 113-92. Mais uma vitória sem Dwyane Wade.

Desde que D-Wade foi para o departamento médico, o Miami enfileirou três triunfos. Sem ele, o Heat tem uma campanha de 6-0; com ele, 5-4.

Muitos se perguntam: o Miami fica melhor sem Wade? Outra parcela, considerável, garante: o Miami fica melhor sem Wade.

E mais: sem Wade, LeBron James joga melhor, quase todos afirmam neste momento.

O que dizem os números?

Os números dizem que LBJ (foto AP) sem Wade tem médias de 31,4 pontos, 7,4 rebotes e 9,0 assistências. Com Wade, o desempenho é este: 28,8 pontos, 8,3 rebotes e 6,5 assistências.

Muita diferença? Não muito, eu diria; mas os números de LBJ sem Wade são melhores à exceção dos rebotes.

Mas muito mais importante do que analisar os números, dar importância a eles, é ver que, de fato, LBJ sem D-Wade está mais solto em quadra. Ele parece se sentir o dono do time e do jogo, como era em Cleveland.

A pergunta que todos se fazem no momento é: os dois podem jogar juntos?

Eu respondo: claro que podem; ou vocês se esqueceram que na temporada passada, juntos, eles chegaram à final da NBA?

RAPIDINHAS

O Bulls bateu o Charlotte em Chicago por 95-89. Carlos Boozer, alguém alertou aqui neste botequim, está jogando muito bem. E está mesmo: anotou 23 pontos e pegou nove rebotes… Preocupação que tenho: Luol Deng participou de todos os jogos do Chicago e tem uma permanência em quadra de 38:30 minutos. Ontem, com a partida no bolso (o placar não reflete o confronto), o sudanês naturalizado britânico jogou 39:37 minutos. Tom Thibodeau precisa pensar nisso… Alguém consegue me dizer quem é Mike James? Em nove minutos com a camisa do Chicago, ele fez nove pontos e deu dez assistências… Chris Bosh fez 30 pontos na vitória do Miami sobre o Philadelphia. Seu “mid-range” é o melhor entre os ala-pivôs da liga… Por falar em Miami, alguém consegue explicar a feiúra do uniforme da partida de ontem? Depois daquele preto espetacular do jogo contra o Lakers, o “designer” da Adidas pisou na bola… Um dos destaques do Denver na vitória sobre o New York foi o ala-pivô Al Harrington. Veio do banco e trouxe consigo 24 pontos e 11 rebotes… Não reservei nenhum espaço grandioso para o Philadelphia neste botequim e nem acho que seja o caso. Mas estou de olho em Evan Turner… Pra encerrar: dá pra explicar a derrota do Portland para o Detroit por 94-91? Sim, derrota, pois o Blazers perdeu e não o Pistons ganhou.

Notas relacionadas:

  1. CLEVELAND DESCOBRE QUE HÁ VIDA SEM LEBRON
  2. FINALMENTE CHEGOU O DIA DE TIAGO SPLITTER
  3. OS VERDADEIROS NÚMEROS DE NENÊ
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 13 de abril de 2011 NBA | 11:19

O ERRO DE PHIL JACKSON E O ESTRANHO CASO DO DESEMPATE ENTRE SAN ANTONIO E CHICAGO

Compartilhe: Twitter

Rodada danada esta de ontem. Andrew Bynum se machucou na (finalmente) vitória do Lakers sobre o San Antonio. Sabiamente, Gregg Popovich poupou seus melhores jogadores, poupou seus Tenores. Inexplicavelmente, Phil Jackson colocou todo mundo em quadra.

Por quê?

Quando ele viu que os Três Tenores estavam do lado de fora, por que não fez o mesmo com seus principais jogadores, entre eles Bynum, sabidamente um cara que se machuca com extrema facilidade?

Eu sei, eu sei, dois jogadores não puderam jogar porque tinham problemas. Steve Blake está com catapora e Matt Barnes foi poupado por causa de seus joelhos.

Mas eu pergunto: se tivesse que poupar alguém por causa dos joelhos, esse alguém não seria Bynum? Definitivamente, Bynum era um jogador que não deveria ter jogado ontem depois que Pop resolveu preservar seu trio de estrelas.

P-Jax, no entanto, apostou contra o destino e se deu mal. Bynum pisou no pé de DeJuan Blair no começo do segundo quarto e distendeu os ligamentos do joelho (Foto Getty Images). Não voltou mais ao jogo.

Bynum faz nesta quarta-feira uma ressonância no local para saber a extensão da lesão. P-Jax, na entrevista concedida a Cherryl Miller, entre o terceiro e o quarto quartos, disse a ela que Bynum o informou que o joelho estava bem.

Tomara.

Sem Bynum, a chance de o Lakers ganhar a conferência é bem pequena. Joe Smith e Theo Ratliff não seguram a onda no descanso de Pau Gasol e Lamar Odom.

O Chicago também teve seus problemas na vitória sobre o New York. Mas o caso do Bulls é diferente do Lakers. A vida do Los Angeles não mudaria com mais uma derrota (apenas do ponto de vista da confiança; isso sim, pois o time vinha de cinco derrotas seguidas). A vida do Bulls está em jogo, pois ele briga pelo primeiro lugar geral para sempre ter vantagem nas decisões.

Por isso, colocou todo mundo em quadra. Queria vencer o Knicks também porque, como eu disse ontem aqui, era o único time que ele ainda não havia dobrado no campeonato.

Ronnie Brewer e Joakim Noah se machucaram. Brewer jogou apenas oito minutos no segundo quarto. Machucou o dedão da mão esquerda. Noah torceu o tornozelo direito no último quarto e também não voltou mais.

Como eles estão? Esta quarta-feira vai nos dar a resposta. Mas parece que não há grandes problemas com eles.

Hoje à noite teremos a última rodada da fase de classificação. No Leste, tudo definido; no Oeste, há ainda brigas por posições.

Mas o que vai mesmo chamar a atenção são os confrontos de Chicago e San Antonio. Os dois estão empatados neste momento na classificação geral do campeonato: 61 vitórias e 20 derrotas.

O Chicago recebe o New Jersey; o San Antonio hospeda o Phoenix. Se dos dois ganharem, como fica?

Juro, eu não sabia: ao ler o “Chicago Tribune” vi que se isso ocorrer, haverá um sorteio na sede da NBA, em Nova York, para se definir o primeiro colocado.

Será que eu li errado? Creio que não.

Inacreditável. Sim, pois há várias maneiras de se determinar o primeiro colocado. Primeiro critério deveria ser o confronto entre eles (está 1 a 1), depois o saldo nesses confrontos.

Neste caso, vamos analisar os dois embates. O primeiro deles, no Texas, mostrou vitória do San Antonio por 103 a 94. No segundo, em Illinois, triunfo do Chicago por 109 a 99. Somando os pontos teríamos a vitória do Chicago por 203 a 202. Pronto, resolvida a questão.

Mas não, haverá um sorteio.

Será que eu li errado? Belisquem-me, deve ser um sonho.

Notas relacionadas:

  1. BYNUM E PHIL JACKSON NÃO SE ENTENDEM
  2. ERRO GROTESCO
  3. UM TESTE DE FOGO PARA O SAN ANTONIO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 2 de janeiro de 2011 NBA | 20:45

SAN ANTONIO: UM TIME COM CARA DE CAMPEÃO

Compartilhe: Twitter

SÃO PAULO – De volta. De volta pra comentar uma frase dita pelo técnico Scott Brooks ao final do jogo de ontem, sábado, onde seu Oklahoma City foi batido pelo San Antonio. Disse Brooks: “Nós fomos batidos pela melhor equipe de basquete”.

Exagero? Desculpa pela derrota vergonhosa de 101 a 74? Maneira de justificar o pífio aproveitamento de seu melhor jogador, Kevin Durant, que anotou apenas 16 pontos contra os 28,1 de média que tem no campeonato? Tentativa de explicar o pobre desempenho de míseros 33% de seu time na partida?

Nada disso; o San Antonio está realmente jogando o melhor basquete da NBA, Brooks tem razão. A campanha de 29 vitórias e apenas quatro derrotas, aproveitamento de 87,9% revela o potencial do time.

Que Gregg Popovich é um tremendo treinador, ninguém discute. De sua pena foi arquitetado esse time que parece imbatível. De sua pena foi arquitetado este elenco que até o momento se mostra equilibradíssimo. De sua pena saíram determinações para as três estrelas do time: Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker.

No bilhetinho dado a cada um, no final da temporada passada, Pop disse: “Cuidem-se; quero-os no melhor de suas formas quando voltarmos a nos ver”.

Cuidar significava privações. Privações dentro e fora da quadra. Timmy voltou magrinho. “Nunca o vi tão em forma como agora”, disse Pop ao vê-lo assim que as férias se findaram. E Manu e Tony abriram mão de disputar o Mundial da Turquia para se prepararem para este campeonato

E com um elenco bem montado, Pop está preservando suas joias. Timmy está jogando cerca de meia hora por partida; idem para “El Narigón”. Tony, mais novo, tem ficado três minutos a mais em quadra.

Só para compararmos, Kobe Bryant tem jogado 33 minutos em média; Dwight Howard e Dirk Nowitzki cerca de 36; Dwyane Wade mais de 36; LeBron James pouco mais de 38; Durant quase 39; e por aí vai.

Mesmo poupando suas três joias, o San Antonio não perde sua força. Não perde porque o time está equilibrado e bem desenhado. Há substitutos para cada uma dessas estrelas.

George Hill é perfeito para ajudar Parker; o mesmo para o novato Gary Neal. Eles também entram no revezamento de Manu. E quando eles fazem isso, Chris Quinn também tem seus minutos. E pra descansar Timmy, Pop tem se valido de DeJuan Blair, Antonio McDyess, Matt Bonner e às vezes de Tiago Splitter.

E poupando suas joias, o Spurs não corre riscos. Enquanto os oponentes brigam com contusões de suas estrelas, os astros texanos estão brilhando no máximo de sua força (batamos na madeira para que nada ocorra com eles, tóc-tóc-tóc). Brilham porque chegaram em forma; não se lesionam porque se cuidaram.

Tudo certinho, tudo bonitinho, tudo bem arquitetado. Abro a página do San Antonio na internet e ela me mostra o quê? Que esse time tem cara de campeão.

Scott Brooks disse: “Nós fomos batidos pela melhor equipe de basquete”.

Do planeta, acrescento eu.

Notas relacionadas:

  1. OS DRAMAS DE CLEVELAND E SAN ANTONIO
  2. O CAMPEÃO VOLTOU
  3. AEROPORTO, LESÕES, CLÁSSICO E O CAMPEÃO VOLTOU?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 NBA | 15:25

FOI UMA AULA, NINGUÉM DUVIDA

Compartilhe: Twitter

Não vi todos os jogos desta temporada, até porque isso é impossível, mas de todos os que assisti até o momento nenhum time jogou o que o San Antonio jogou ontem diante do Lakers. Tudo bem, eu sei, os amarelinhos não vivem um bom momento, mas o Spurs ganhou com propriedade, mostrando a qualidade de seu time.

Poderia ter sido um massacre. No final, como sempre acontece, Gregg Popovich colocou a galera do banco em quadra e a diferença diminuiu um pouco. Mas os 97 a 82 dão bem a medida do que foi o jogo.

O time texano fez-me lembrar, em alguns momentos, o “Dream Team II”, aquele que foi campeão olímpico em Atlanta, em 1996. Time que tinha Shaquille O’Neal em seu esplendor, Charles Barkley ainda a todo o vapor, assim como David Robinson. Tinha também Reggie Miller, John Stockton e Karl Malone. Enfim, um “dream team”, mas não o DREAM TEAM, pois o DREAM TEAM era o de Barcelona, quatro anos antes.

Mas eu dizia que o San Antonio me fez lembrar o time norte-americano que ganhou o ouro olímpico em 1996. E por que lembrou? Lembrou porque em determinado momento do jogo foi muito superior ao adversário, encurralou-o, nocauteou-o, menosprezou-o, jogou-o à lona.

Kobe Bryant foi completamente dominado pelos marcadores. Primeiro, por Manu Ginobili. O argentino fez três desarmes pra cima de Kobe que eu costumava ver na época dos jogos de mini e mirim. Kobe esteve tão mal que até mesmo DeJuan Blair, com seu corpanzil todo, foi ágil o suficiente para também tomar uma bola do camisa 24 do Lakers.

Mas de Kobe eu falo logo mais. Quero continuar minha dissertação falando do San Antonio. Falava de Manu, que tem ido à linha do lance livre ao som de “MVP!”. Justa cantiga entoada pelos torcedores texanos. Manu está jogando para ser um dos indicados ao Oscar de melhor jogador do campeonato.

George Hill saiu do banco e continuou a desempenhar o papel de Manu. Dominou Kobe completamente. E não se deixou intimidar pelo atual Pelé do basquete quando este tentou espertamente “tirá-lo do jogo”, partindo dedo em riste pra cima do menino texano (foto AP). Hill retribuiu na mesma moeda e enfiou o indicador direito na cara de Kobe. Encarou-o; e depois continuou a marcá-lo com a eficiência que o tem caracterizado nos duelos contra o jogador do Lakers.

Blair, disse há pouco, tomou uma bola de Kobe. Mas não se limitou a isso para entrar no rol dos destaques da partida de ontem no AT&T Center. Durante os 32 minutos em que ficou em quadra, fez 17 pontos (um deles, um “reverse angle”, aparentemente impossível para um jogador com todo aquele peso) e 15 rebotes. Peitou todo mundo que apareceu na sua frente.

Tony Parker foi econômico nas assistências, apenas três, mas fez 23 pontos que foram muito importantes no cômputo geral. Êta francês bom de bola!

E, finalmente, o jogo coletivo.

Com a posse de bola, a rotação foi perfeita; a paciência idem. Não houve afobação em momento algum. O time soube encontrar o jogador mais bem posicionado para que ele arremessasse. Não houve chute forçado, não houve precipitação, repito.

Defendendo, o time soube se posicionar muito bem também. E os jogadores souberam defender. Pop é conhecido por não fazer “double team”. Pra quem não sabe, “double team” é o mesmo que deixar um jogador na sobra no futebol. Ou seja: a marcação está sempre em vantagem numérica.

Pop exige que seus jogadores marquem individualmente e saibam ajudar o lado fraco, aquele oposto à bola. Fazendo isso, não há mesmo muita necessidade de se dobrar o tempo todo em determinado jogador, o que acaba por deixar um atleta do adversário desmarcado.

“It’s a clinic!”, gritou um torcedor do San Antonio numa das poltronas do ginásio texano. Foi mesmo.

DECLÍNIO

O que acontece com o Lakers? Está jogando mal, todos veem, mas, sinceramente, não me preocupa; já disse isso.

Não estou com isso dizendo que o time será campeão. Estou dizendo que o time vai se recuperar brevemente e jogar o que pode, pois, no momento, não faz o que sabe fazer.

Kobe (foto AP) está uma tragédia. No jogo de ontem fez mais arremessos do que pontos. Arremessou 27 bolas e fez 21 pontos. Cometeu cinco erros. Foi humilhado em quadra por Manu Ginobili, George Hill e até por DeJuan Blair. Nos últimos cinco jogos, acumula médias de 17,6 pontos. Tem 39% de aproveitamento nos arremessos, sendo que nas bolas de três é de 23,5%.

Ontem, depois da partida, admitiu a culpa pelo mau momento do time. Disse Kobe: “Eu não consigo colocar a bola na cesta. É minha responsabilidade fazer isso. Este é o meu trabalho”.

Mas Kobe não pode assumir sozinho a culpa pela ruína do time. Pau Gasol tem grande responsabilidade também. Há muito falo que o espanhol não está jogando bem. Ontem, fez apenas oito arremessos durante os 34 minutos em que jogou. Não mostrou (e nem mostra) agressividade e tem sido presa fácil dos seus marcadores. Por tudo isso, voltou a ser chamado de “Gasoft”. Ele que abra os olhos.

E o que falar de Derek Fisher? O que ele faz em quadra? Nulo, completamente nulo. E, pra piorar, destemperado também. Ontem, foi bater boca com Richard Jefferson porque levou um tranco num rebote, ignorado pela arbitragem. Foi atrás do oponente para tirar satisfação. Patético.

O Lakers vai sair deste buraco. Não sei se hoje diante do New Orleans, mas que vai sair, isso vai. Afinal, um time que conta com Kobe, Gasol e Phil Jackson no banco de reservas não pode ser subestimado em momento algum da competição.

Como disse há pouco, se vai ser campeão, isso são outros quinhentos.

RODADA

Deixo pra vocês comentarem, se necessário, outras partidas. Aprofundei-me apenas no jogo de ontem no Texas. Depois dele, não há mais o que falar.

Mas como eu não sou o dono da verdade, deixo o espaço aberto para vocês falarem, por exemplo, das 19 cestas de três do Orlando diante do Cleveland ou da recuperação do New York em Miami que quase levou o Knicks a uma virada espetacular, pois o time perdia por 22 pontos na metade do segundo quarto.

Se alguém quiser falar da derrota do Dallas em casa para o Toronto, que fique à vontade. Aliás, o Mavs perdeu seis vezes no torneio: cinco em casa e quatro fora. Sabe o que eu sugiro? Que o Dallas se classifique em oitavo lugar para jogar sempre mais vezes na quadra inimiga. Quem sabe ganhe o campeonato.

Notas relacionadas:

  1. CAROLINA, SEM DÚVIDA
  2. UMA AULA DEFENSIVA
  3. A AULA DE KOBE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 2 de novembro de 2010 Sem categoria | 11:21

ESTREIA FORA DO SCRIPT

Compartilhe: Twitter

A estreia de Tiago Splitter foi uma decepção pra nós brasileiros. Por tudo. Era pra ter sido na pré-temporada, mas não foi. Era pra ter sido em grande estilo, mas não foi. Era pra ter sido recheada de números, mas não foi.

Não foi porque, infelizmente, o catarinense lesionou-se. Primeiro na coxa, depois na sola do pé. Não conseguiu treinar com os companheiros, não conseguiu familiarizar-se com o jogo e teve a bola nas mãos pouquíssimas vezes.

Entrou pela primeira vez em quadra em uma partida da NBA ontem, segunda-feira, contra o Clippers em Los Angeles. E ao contrário que se planejou, não foi em um jogo de pré-temporada, para se soltar e se adaptar; o jogo era oficial. E, uma vez mais, o script não pôde ser seguido, pois o projetado era Splitter entrar no cotejo com ele em desenvolvimento há um bom tempo, tempo pra ele fazer a leitura do confronto e entender melhor o posicionamento do adversário.

Não deu; que coisa! Não deu porque o estabanado DeJuan Blair cometeu duas faltas logo de cara e o técnico Gregg Popovich chamou Tiago. Apenas 3:03 minutos tinham sido jogado. Tiago, com certeza, não esperava por isso.

Entrou nervoso em quadra, a bola parecia queimar em suas mãos – o que é compreensível. Aos poucos, foi relaxando. Deu uma enterrada – e o resultado dela foram seus dois únicos pontos no jogo (tentou outra cesta, de canhota, mas a bola deu aro e caiu para fora). Apanhou um rebote ofensivo, um defensivo, fez um desarme, cometeu um erro e uma falta. Tudo isso em apenas 10:24 minutos.

O jogo de ontem foi, na verdade, como se fosse o primeiro jogo da pré-temporada para o nosso Tiago (na foto AP, ele tenta evitar uma cesta de Blake Griffin). Ele mostrou-se enferrujado. Mas pelo potencial que ele tem, pela personalidade que ele tem, pela experiência que ele tem, pelo caráter que ele tem, seus números, daqui pra frente serão outros.

Maiores e repletos de dígitos. Eu ainda acho que ele será o “Rookie of the Year”.  Ou seja: o melhor novato da temporada.

Notas relacionadas:

  1. A DECADÊNCIA DE UMA ESTRELA
  2. SHAQ TENTA CONVENCER O BOSTON
  3. HUERTAS APROVA EM SEU DEBUTE NA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

terça-feira, 4 de maio de 2010 NBA | 11:38

NASH, OUTRO BAIXINHO, ACABA COM SPURS

Compartilhe: Twitter

O segundo jogo da noite de ontem foi mais espetacular do que o primeiro. Houve muito mais competitividade. Não ocorreram fugas dramáticas no marcador e um praticamente sempre acompanhou o outro.

É certo também que o San Antonio foi quem ficou quase que todo o tempo atrás no marcador. Mas em nenhum momento deixou claro que iria jogar a toalha, como ocorreu em Cleveland. Aliás, a maior vantagem dos texanos no jogo foi de três pontos, quando, no terceiro período, Manu Ginobili mandou uma bola de três que entrou e levou o marcador em 67-64.

De resto, só deu Phoenix. Portanto, o placar final em 111-102 foi justíssimo.

BAIXINHOS

A noite foi dos baixinhos. No primeiro jogo, Rajon Rondo acabou com o Cleveland. No segundo, foi a vez de Steve Nash detonar o San Antonio. O canadense não perdoou os oponentes e deixou 33 pontos nas redes texanas. Deu ainda dez assistências. Pegou três rebotes e assim como Rajon, cometeu seis erros.

Vale para Nash (Foto AP) o que disse sobre Rondo: esqueçam os seis erros, pois o camisa 13 de Arizona manipula a bola o tempo todo e imprime uma velocidade ao jogo que o expõe ao erro. É isso; nada demais.

Se você ainda quiser encontrar um atenuante, pode usar o fato de que Nash passou três dias inativos, repousando, pois fortes dores na bacia o impediam até mesmo de treinar. Sabiamente, ficou no estaleiro. Recompensou ontem com um basquete de altíssima qualidade.

Vamos ver até onde isso vai, pois, não se esqueçam, Steve Nash e Dirk Nowitzki foram feitos pelo mesmo fabricante.

TEM MAIS

Sim, tem mais, pois não foi apenas Steve Nash que brilhou. Amaré Stoudemire também. O pivô do Phoenix está realmente jogando num nível de excelência. Mostrou isso diante de Antonio McDyess, Tim Duncan e DeJuan Blair que tiveram muito trabalho com ele.

Amaré fez 23 pontos e pegou 13 rebotes, quatro deles ofensivos. Chamou-me apenas a atenção o fato de ele não ter dado nenhum toco sequer.

Outro que fez bonito foi Jason Richardson. Foram 27 pontos (3-6 nas bolas de três) e um aproveitamento no geral de 10-16. Muito bom. Além da ótima pontuação, J-Rich pegou ainda seis rebotes defensivos.

Nash, Amaré e J-Rich foram os únicos jogadores do Phoenix que tiveram um duplo dígito na pontuação. Mas eu pergunto: e precisava de mais alguém? Os três juntos anotaram nada menos do que 83 pontos do Phoenix. Ou seja: 74.7% dos tentos do time do Vale do Sol.

Está muito na cara que os três são a base de sustentação do Suns. Anulá-los é a missão dos oponentes. E como fazer isso? Eis a questão.

TÍMIDO

Mais uma vez Leandrinho Barbosa não passou de um coadjuvante menor. Foram apenas 14 minutos em quadra e com tão pouco tem ele depositou só cinco pontos nas redes do San Antonio.

Bolas de três? Nenhuma.

Risco no calendário os dias que passam à espera do final da temporada para ver o que Leandrinho vai fazer. Estou curioso, confesso que estou.

HISTÓRIA

Foi a primeira vez nos últimos três confrontos que o Phoenix bateu o San Antonio no jogo inicial de uma série de playoff. Nas três oportunidades anteriores, o Spurs saiu na frente e acabou vencendo o embate.

Em 2005, o time sentiu a ausência de Joe Johnson (hoje no Atlanta). Em 2007, Steve Nash fraturou o nariz. E em 2008 uma bola de três (!) de Tim Duncan definiu a partida.

Importante: todos esses três cotejos, como o de ontem, foram reallizados em Phoenix. O que se espera, agora, é que esse triunfo mude o enredo.

E mais: a história diz que o 78% dos vencedores da primeira partida de uma série melhor de sete acabam ganhando o confronto.

CANSAÇO

Embora o jogo tenha sido muito disputado, o San Antonio ficou atrás praticamente o tempo todo. O time tem idade avançada e isso pesa muito.

Quando digo time, refiro-me, obviamente, aos Três Tenores. Tony Parker, 27, é o caçula; Manu Ginobili, 32, é o filho do meio; e Tim Duncan, 34, o primogênito.

Sem falar que Antonio McDyess, outro dos titulares, tem 35 anos.

Creio que isso teve um peso grande no momento de se fechar a partida. Mesmo assim, Parker fez 26 pontos, Manu contribuiu com 27 e Timmy com 20 e 11 rebotes. Os três únicos com duplo dígito.

Como não houve boa ajuda dos demais, o time perdeu. Simples, não é mesmo?

Notas relacionadas:

  1. NASH EMPURRA DENVER PARA O BURACO
  2. SUNS ATRÁS DA SORTE DO SPURS
  3. SUNS E SPURS SE GARANTEM E SE ENFRENTAM
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 22 de outubro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 21:07

O PODER DE FOGO DO AMERICANO

Compartilhe: Twitter

Leio que os institutos Ibope e DataFolha fizeram pesquisa em setembro passado sobre a venda dos pacotes de pay-per-view referentes ao Campeonato Brasileiro deste ano. A matéria informa que foram negociados 600 mil pacotes.

Isso significa um aumento de 300% em relação há três anos.

Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Internacional, nesta ordem, são os cinco times que mais venderam. Ou seja: 12.6% dos 600 mil pacotes foram negociados com a nação rubro-negra, 11.8% com a corintiana, 8.9% com a palmeirense e 8.0% com a são-paulina e mesmo número com os colorados.

Pois bem: a NBA informa hoje, quinta-feira (22), que seu NBA League Pass atingiu a marca de 45 milhões de pacotes vendidos para esta temporada.

Podemos, ao que tudo indica, ser mesmo o país do futuro — e torcemos para isso —, mas falta muito ainda para que o nosso povo tenha o mesmo poder de fogo do norte-americano.

ACORDO

A greve dos árbitros da NBA pode chegar ao fim amanhã. Pelo menos é o que diz o presidente da liga, o comissário David Stern.

Se isso ocorrer, os homens do apito vão entrar em uma academia, treinar 24 horas por dia para recuperar a forma e estar aptos para quando a bola subir pela primeira vez oficialmente nesta temporada, já na próxima terça-feira.

E tomara que isso aconteça, pois os árbitros substitutos já fizeram muita trapalhada nesses jogos amistosos.

LIVRO

Magic Johnson acaba de lançar um novo livro nos EUA. Nele, ele desce a lenha em Isiah Thomas, até então considerado seu melhor amigo dentro da NBA.

Voltando ao passado, Magic fez grandes gestões junto a Michael Jordan e Scottie Pippen para que o nome de Isiah fosse aprovado e ele fizesse parte do Dream Team de Barcelona. Como MJ e Pip disseram não, a USA Basketball acabou convocando John Stockton para os Jogos Olímpicos de Barcelona-92

2968033VB056_magicPois não é que Magic, como disse, atacou veementemente seu antigo afeto? Sabe por quê?

O ex-armador do Lakers (para mim o maior de todos os tempos) acusa Isiah de ter espalhado rumores sobre a sexualidade de Magic depois que este anunciou ser portador do vírus HIV.

O livro, na verdade escrito em conjunto com Larry Bird (ironicamente desafeto de Magic na época em que jogavam), será lançado nos EUA no mês que vem.

Num dos trechos, Magic diz: “Isiah questionava as pessoas sobre isso [sexualidade de Magic], e eu não acreditava no que ouvia. O único cara que eu achava que poderia estar a meu lado tinha dúvidas. Foi como se ele tivesse me chutado no estômago”.

Magic diz que seu ex-agente Lon Rosen foi quem o alertou para o falatório de Isiah, pois o ex-armador do Detroit teria dito a Rosen que estava ouvindo rumores de que Magic era gay.

No que Rosen respondeu, com veemência: “Isiah, você conhece o Earvin melhor do que ninguém!”. Resposta de Isiah: “É, mas eu não sei o que ele faz em Los Angeles”.

Com um amigo desses, quem precisa de inimigos?

O livro foi batizado “When the Game Was Ours”. Em bom português, “Quando o Jogo era Nosso”.

Vamos ver se alguma boa alma o traduz para o português para que todos tenham acesso ao livro.

ROOKIE

Marcelino, um dos parceiros mais frequentes deste nosso botequim, perguntou-me sobre qual novato estaria se destacando nesta temporada de amistosos. Respondi: DeJuan Blair.

O ala/pivô de Pittsburgh, 37ª. escolha desta temporada, foi recrutado pelo San Antonio. Tem apenas 2m01 de altura, mas um atleticismo que compensa a baixa estatura.

Em apenas seis jogos com a camisa 45 do Spurs, tem médias de 14.7 pontos e 8.2 rebotes. Tem se encaixado muito bem no garrafão do time texano e formado boa dupla com Tim Duncan.

Acabou de completar 20 anos. Tem, no entanto, um histórico de contusões, que pode atrapalhar um pouco a sua carreira no profissionalismo; tomara que não.

Ah, sim, por que eu destaco DeJuan? Porque ele está ocupando uma vaga que deveria ser ocupada por Tiago Splitter.

O catarinense, de olho apenas no dinheiro, ao que tudo indica, preferiu ficar dois anos a mais na Europa ao invés de ir para a NBA, onde iria ganhar menos num primeiro momento, mas muito mais no momento seguinte.

Splitter corre o risco de, ano que vem, ao aportar no alvinegro texano, ver sua cadeira ocupada por um jogador por quem ninguém dava nada.

AUSÊNCIA

Leio neste iG que a ala/pivô Chuca, que joga no Ourinhos, vai ficar quatro meses longe das quadras. Motivo: tratar de uma tuberculose ganglionar.

Confesso minha ignorância no assunto: nunca tinha ouvido falar na doença.

O lado bom da história é que o mal tem cura.

Chuca está com 30 anos, mas sempre primou por ótimo condicionamento físico. Já esteve na seleção brasileira.

Que faça o tratamento adequado para ano que vem voltar com todas as forças.

Boa sorte, menina!

Notas relacionadas:

  1. ISIAH THOMAS É INTERNADO COM OVERDOSE
  2. ROY, 52 PONTOS, DESTRÓI O PHOENIX
  3. MINHAS MEMÓRIAS DO FORUM DE INGLEWOOD
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,