Dan Fegan | Fábio Sormani

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 NBA, basquete brasileiro | 11:32

LEANDRINHO TREINA NO FLAMENGO PARA MANTER A FORMA. TALVEZ FIQUE POR LÁ MESMO

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Leandrinho está treinando no Flamengo (foto Site Oficial). O site oficial do clube diz: “De férias após as Olimpíadas de Londres, o jogador não quer perder o ritmo e seguirá a programação de treinamentos dos rubro-negros, na Gávea”. E Leandrinho complementa: “Muito bom voltar ao Flamengo e relembrar os bons momentos que vivi aqui no ano passado. Sou sempre muito bem recebido por aqui e tenho grande amigos no time”.

A situação de LB, como venho abordando aqui, é dramática. O tempo passa e ele não arruma time. Dramática e misteriosa. Toda matéria que lemos sobre ele é elogiosa. LB tem espaço e nome na liga. Mas não assina com ninguém.

Por quê?

A explicação que eu encontro é que Dan Fegan, seu agente, foi com muita sede ao pote. Mais do que isso: não conseguiu costurar acordo para encaixar LB no Lakers, por exemplo.

Fegan, na negociação de Dwight Howard com os amarelinhos, poderia ter condicionado a ida de LB para Los Angeles. Não conseguiu; ou nem tentou.

Como mencionei, talvez Fegan tenha sido guloso demais. Imaginou um contrato semelhante ou maior do que os mais de US$ 7 milhões que o brasileiro ganhou na última temporada. Como se sabe, os agentes ficam com 4% do acordo assinado. Quanto maior o contrato, maior o faturamento.

Não apareceu (até o momento) nenhum clube disposto a pagar isso — e nem vai aparecer. Primeiro porque esse dinheiro não está mais disponível em nenhuma franquia; segundo, porque todos os times têm no momento a faca e o queijo na mão. Ou seja, dirão a Fegan: é pegar ou largar.

Como já disse aqui, não é apenas LB que vive situação dramática. Há outros free-agents desempregados. Derek Fisher, pra mim, é o principal deles. Cinco anéis de campeão, líder nato, Fish (foto) ainda é muito bom de bola; e nada. Tracy McGrady não me comove, pois ele é um ex-jogador em atividade e se arrumar alguma coisa será nessas franquias em desespero, atrás de um sonho que não virá e da venda de tíquetes, pois T-Mac ainda ostenta um bom nome entre os fãs.

Leio que Mehmet Okur deve voltar para a Europa. É outro que também está sem time. Mas se voltar para o Velho Mundo deverá assinar com o Real Madrid, que ofereceu € 3 milhões (cerca de US$ 3,8 milhões) por um contrato de um ano.

Enquanto isso, LB apenas treina no Flamengo. Nem oferta ele recebeu, ao que tudo indica.

Ano passado, na época do locaute, apurei dia desses, LB recebeu R$ 150 mil mensais. E nem foi o clube da Gávea quem pagou o jogador: foi o banco BMG. Se a proposta for reapresentada, LB assinaria um contrato para receber R$ 1,8 milhão, o que daria cerca de US$ 890 mil. Menos do que o US$ 1,35 milhão do mínimo veterano e menos do que o US$ 1,95 milhão que o Lakers poderia oferecer usando a mid level exception.

Conversei por e-mail com Trapizomba, que mora em Los Angeles, para saber o que LB teria como gasto caso fosse para o Lakers. Trapizomba me disse que o leão californiano abocanha 10% do salário. “O maior problema são as taxas federais, em 39%. Isso é o que mata, mas é para todo o país”, completou Trapizomba.

Só de impostos Leandrinho deixaria para os cofres governamentais USS 195 mil para a Califórnia e US$ 760,5 mil para o governo federal, o que totalizaria US$ 955,5 mil. Ou seja: do total de US$ 1,95 milhão, LB receberia, na verdade, US$ 994,5 mil.

Mas não se esqueçam: em Los Angeles LB teria que alugar um imóvel, o que não aconteceria em caso de jogar no Flamengo (ele tem apartamento no Rio) ou mesmo se for jogar em outro time brasileiro, que daria moradia de graça para ele.

Morar na Califórnia é caríssimo. Tenho um amigo, Guto Guimarães, bauruense como eu, que vive em Tucson, pertinho de Phoenix. Não perdia um jogo do Suns na época do Leandrinho. Ele me contou, certa vez, que um amigo americano, brincando, disse: “Vendo minha casa aqui em Tucson e vou morar em um trailer na Califórnia”. Guto contou que o cara tem uma baita casa no Arizona. Fez a brincadeira para dizer ao Guto que morar na Califórnia é para poucos.

Trapizomba não soube me dizer quanto LB gastaria com aluguel de um imóvel em LA. Mas pelo que pesquisei pela internet, ele gastaria algo em torno de US$ 2,5 mil por mês, o que daria US$ 30 mil por ano.

Então, os US$ 994,5 mil cairiam para 964,5 mil, que traduzidos para nossa moeda seria algo em torno de R$ 1,95 milhão. Divididos em 12 parcelas teríamos R$ 162,5 mil.

Ou seja: praticamente a mesma grana para jogar no Flamengo — isso se o time carioca fizer uma oferta semelhante a feita na temporada passada. Ou, quem sabe, de repente em outra equipe de ponta do NBB.

Some-se a tudo isso o fato de que Samara Felippo, mulher de Leandrinho, atriz da Rede Record, em entrevista dada ao iG em 18 de julho passado, disse com todas as letras o seguinte: “Não quero morar nos EUA. Minha rotina lá é chata. Não é minha cultura, não é onde está minha família ou meus amigos. Ás vezes, a questão de não dominar a língua me irrita”.

E se Samara ficar por aqui boa parte da temporada (gravações da novela “Balacobaco”), Alicia, filha de LB, fica também. E o jogador é muito apegado à menina, que tem três anos. E ela, claro, adora o pai, como mostra a  foto (Instagram/Reprodução), onde Alicia tenta abraçar o pai vendo-o em entrevista na televisão.

Vocês querem saber o que eu acho? Se não aparecer nenhuma oferta milionária (e não deve aparecer mesmo, pois este é o cenário atual na NBA), LB tentará um acordo com o Flamengo ou com algum clube brasileiro — ou então tentará a Europa, o que é mais difícil, pois ele jamais atuou por lá. Ele ficaria uma temporada fora da NBA e enquanto isso Dan Fegan trabalharia no sentido de reencaixá-lo em alguma equipe da NBA na outra temporada. Ou assinaria um contrato com uma cláusula liberando-o imediatamente para algum time da liga norte-americana em caso de acerto.

Este é o cenário que eu vejo. Não consigo enxergar outro.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 NBA | 10:20

AINDA SEM TIME, LEANDRINHO DESPENCA NO RANKING DA ESPN GRINGA

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Enquanto Scott Machado acerta sua vida na NBA, Leandrinho Barbosa segue com sua carreira indefinida. É o único dos brasileiros sem contrato, pois seu acordo com o Indiana expirou e até o momento nem o Pacers e nem qualquer outra equipe manifestou desejo em adquiri-lo.

Pra piorar, no levantamento anual que o site da ESPN gringa faz, ranqueando os 500 jogadores da NBA, Leandrinho despencou. Caiu do 150º lugar para o 183º. Leandrinho aparece em uma foto vestindo o uniforme da seleção brasileira (que reproduzo ao lado), pois, como disse, ele está sem clube. Ao lado do retrato, seus números na última temporada: em 64 partidas disputadas, anotou uma média de 11,1 pontos, pegou 2,0 rebotes e deu 1,5 assistência. Os dois últimos quesitos não contam, o que conta é a pontuação (razoável) e o aproveitamento nos arremessos (muito bom): 42,5%.

Abaixo há um comentário de um internauta cujo apelido é Shadow Goblin. Disse ele: “Leandrinho em 183º no NBArank? Tem realmente muito tempo que ele foi eleito o melhor homem sexto da liga? Ainda um sólido pontuador”.

Dia desses, um parceiro aqui no botequim disse pra todos nós ter visto um fórum no site da NBA sobre Leandrinho no Lakers. E a reação foi muito positiva por parte dos torcedores amarelinhos.

LB tem ainda um bom nome na liga. Por que ele não assinou até agora com ninguém intriga. Será mesmo falta de interesse das equipes ou as equipes só oferecem o mínimo (US$ 1,35 milhão) para ele? E se a segunda alternativa for a correta, será que ele não está assinando com ninguém por iniciativa própria ou será que seu agente, Dan Fegan, está esperando algo melhor? Afinal, é sempre bom lembrar, LB faturou mais de US$ 7 milhões na temporada passada.

Pouco antes de a seleção embarcar para Londres e disputar os Jogos Olímpicos, quebrando um jejum de 16 anos, houve um evento da NBA aqui em São Paulo. Conversei com LB e perguntei sobre seu futuro. Ele me disse que havia uns sete times interessados nele. “Não sabia que tinha tanta gente assim interessada em mim”, disse ele à época.

O que aconteceu com aquele interesse? Adormeceu? Ou será que é mesmo questão de grana curta?

A gente realmente não sabe.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 NBA | 21:46

MUDANÇA DE CENÁRIO: DWIGHT HOWARD CONTINUA LONGE DO LAKERS

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Mudança de rumo na negociação envolvendo Dwight Howard e o Lakers. O que num primeiro momento parecia sacramentado (troca tripla envolvendo o time de Los Angeles, Orlando e Cleveland), agora tem outro cenário.

Isso porque Dan Fegan, agente de D12, afirmou nesta sexta-feira que o jogador não vai assinar extensão com nenhum time. Nem com Orlando (se ficar) e nem com o Lakers (se for trocado). E nem com qualquer outra equipe.

“A posição de Dwight é a mesma desde o final da temporada passada”, disse Fegan. “Ele decidiu testar o mercado ao final da próxima temporada, não importa qual equipe ele esteja negociando, inclusive o Brooklyn”.

Para o Lakers isso é problema. O time californiano só aceita negociar D12 se ele assinar uma extensão de seu contrato. O BK, através de seu presidente, Billy King, disse que essa não é uma condição “sine qua non” para negociar o jogador.

O Lakers está apavorado. Isso porque Andrew Bynum tem apenas mais um ano de contrato. Se o time angelino não conseguir trocá-lo, ele pode perfeitamente se mandar ao final da próxima temporada, desgostoso com o tratamento que tem recebido neste momento (e na temporada passada também) por parte dos executivos. E se isso acontecer, o Lakers ficaria sem Bynum e sem Dwight (foto). E aí, o que fazer? Sem Bynum, sem D12 e com Kobe Bryant com 35 anos e Steve Nash com 39. Situação dramática.

O Brooklyn é um apostador nato. Apostou em Deron Williams e se deu bem. Na segunda metade da temporada retrasada, arriscou uma troca com o Utah Jazz, mandando para Salt Lake City o armador Devin Harris, que ele havia pegado do Dallas Mavericks na troca com Jason Kidd. D-Harris era o jogador em quem o Nets jogava todas suas fichas para reconstruir sua franquia. Os executivos apostaram que convenceriam D-Will a ficar com o time, apegando-se especialmente na mudança de endereço. Deu certo.

Agora, o BK topa fazer o mesmo. Perder o que tem (incluindo Brook Lopez) para ver D12 ao menos meia temporada com a camisa 12 da equipe. Seus donos (entre eles o rapper Jay Z) acreditam no charme do bairro nova-iorquino e no glamour da cidade. E apostam em D-Will, que faria o jogo de Dwight crescer, o que está difícil de acontecer em Orlando e a gente não sabe se cresceria em Los Angeles com o time nas mãos de Kobe. E mais: D-Will parece ter o perfil de Dwyane Wade: não se incomodaria em ver D12 sendo o centro as atenções no Brooklyn.

O imbróglio continua. O Lakers sabe que o seu futuro depende de Dwight. O BK também.

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segunda-feira, 2 de julho de 2012 NBA | 17:18

LEANDRINHO DIZ QUE AGENTE APOSTA EM DWIGHT HOWARD NO BROOKLYN NETS

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Como relatei há pouco no Twitter (@FRSormani), estive com Leandrinho Barbosa em evento da NBA com a Netshoes realizado aqui em São Paulo. Papo vai, papo vem, perguntei a ele sobre o futuro. Ele me disse que está nas mãos do agente. Perguntei quem era e ele me disse: “Dan Fegan”. Caiu a ficha rapidamente e lembrei-me que Fegan é também o agente de Dwight Howard (foto). Aí eu perguntei: e D12, vai mesmo pro Nets?, é o que estão dizendo. E LB respondeu: “Acho que sim”. Eu repliquei: você falou com ele? “Não, falei com Fegan e ele me disse que o Dwight deve mesmo se transferir para o Brooklyn”.

Uau, é isso aí, rapaziada. Já pensaram Deron Williams e Dwight Howard juntos? No Brooklyn, onde tudo acontece atualmente em Nova York? O Brooklyn é o lugar da moda. Jay-Z, o rapper # 1 do planeta é dono da franquia. Um dos, é bom que se diga. Está se mexendo pra tentar melhorar o time. Tentou LeBron James, seu grande amigo, mas não obteve sucesso. Agora, pelo que me disse Leandrinho, o final será feliz.

Aproveitei e perguntei se não haveria uma boquinha pra ele também no Nets. “Ora, seria bem legal”, respondeu. “É mais perto de casa. Um voo só para o Brasil. Seria muito legal se desse certo”, dando a entender que o Nets é uma opção. Existem outras, disse-me Leandrinho. “São sete equipes interessadas em mim. fiquei feliz em saber que o meu mercado está bom”, afirmou. Perguntei: quais são os times? “Não posso falar”. De quais conferências?, insisti. “Das duas”. Alguém perguntou: pode voltar ao Phoenix? “Não, pro Phoenix não. Aliás, meu grande parceiro está saindo de lá”. O grande parceiro é Steve Nash, que recebeu uma proposta milionária do Toronto. Contei a LB: US$ 36 milhões por três anos de contrato. “Se ele não pegar… Tá louco, é muito dinheiro!”

Leandrinho afirmou que pro Toronto não volta. Falou que sua preferência é ficar no Indiana. “Não sou um cara de ficar mudando de lugar”, explicou. “Além disso, gostei muito de lá. O time é muito bom, os técnicos são excelentes. É grande a possibilidade de eu ficar no Pacers”. Alguém perguntou se ele está ansioso por conta desta indefinição. “Pra caramba!”, respondeu.

LB é o único brasileiro que está com o futuro ainda incerto. Mas deverá acertar brevemente com alguma franquia. Bola pra isso ele tem. E mais: melhorou na temporada passada sua defesa nas mãos de Frank Vogel e seus assistentes. Na série contra o Miami marcou Dwyane Wade sempre que esteve em quadra. Treinador nenhum coloca um mané para marcar um dos melhores do adversário. E LB foi designado para essa tarefa porque não é um mané. Tem jogo ofensivo forte e melhorou sua defesa.

Como disse, é questão de tempo ele se ajeitar na NBA.

ANIMADO

Outro que estava bem animado era Nenê Hilário (foto) . Contou que está feliz em Washington e com o Washington. “O time é do John Wall”, respondeu a uma pergunta que fiz sobre sua importância na remontagem da franquia. Ele disse isso, mas a gente sabe que ele terá papel preponderante na reconstrução da franquia. “Pegamos o Bradley Beal”, analisou, “um jogador muito bom. Estaremos fortes para a próxima temporada”.

Aliás, por falar nela, perguntei por e-mail a Sharon Lima, brasileira que trabalha no escritório da NBA em Nova York, quando sai a tabela da próxima temporada. E ela respondeu: “Provavelmente no fim de julho ou em agosto. Abs. Sharon”.

Voltando a falar do Washington, perguntei a Nenê se o time está forte a ponto de voltar aos playoffs e ele respondeu: “Estamos sonhando, estamos indo devagarzinho. Deixa quieto, não gosto de falar muito. Vocês vão ter uma surpresa”. Nenê não conseguiu conter a euforia por conta da equipe, que deverá começar os jogos com o seguinte quinteto: John Wall, Bradley Beal, Trevor Ariza, Emeka Okafor e ele, Nenê.

Perguntei se ele prefere jogar como ala de força ou pivô. “Disseram que eu ia jogar com ala-pivô na temporada passada e eu voltei para o pivô, pra mim tanto faz”, disse. Apertei: mas você sempre jogou de pivô, não é esta a sua preferência? “Sim, fiz minha carreira na NBA como pivô, se puder escolher, prefiro”.

Aí eu aproveitei e perguntei a ele sobre qual conferência tem os melhores pivôs. A resposta veio sem rodeios: “A Oeste. Ainda bem que eu saí de lá (risos). Foram nove anos. Meu corpo está todo marcado”.

RESSENTIMENTO

Não há nenhum entre Tiago Splitter e Gregg Popovich. Foi o que me disse o catarinense quando perguntei a ele sobre o episódio no jogo final contra o Oklahoma City, quando o brasileiro foi tratado, ou melhor, foi destratado pelo treinador do San Antonio em público. “Não foi a primeira e nem será a última vez que eu serei repreendido por um treinador”, afirmou Splitter, muito consciente de sua profissão. “Aliás, o Tony recebeu uma bronca parecida com a minha e ninguém falou nada”.

Ok, não se fala mais nisso então. Página virada, a seguinte apareceu com um questionamento: e o futuro? “Tenho mais uma temporada de contrato com o San Antonio”, respondeu. “Depois o time tem o direito de exercer mais um ano e eu tenho o direito de dizer sim ou não. Se eu disser não, vou ao mercado e se aparecer um time que me dê US$ 100 milhões, por exemplo, o San Antonio tem o direito de igualar”.

Splitter, pelo que me falou, não tem intenção de deixar o Texas. Falou que está muito bem adaptado à cidade, tanto que sua mulher trouxe ao mundo Benjamin, seu primeiro filho, exatamente em San Antonio, onde se encontra no momento (“Ele é muito pequenininho para viajar”.). Por isso, tudo fará para permanecer no Spurs. O que eu acho? Vocês sabem o que eu acho.

Perguntei a ele se ele pretende conversar com Popovich para ter mais minutos em quadra na próxima temporada e ele respondeu, rindo: “Não existe essa de conversar com o Popovich sobre esse assunto. Nem eu e nem ninguém fala com ele sobre isso. Ele é quem manda e ninguém questiona nada”. E aproveitou para emendar: “Estou lá para ajudar no descanso do Tim Duncan. Ele é um ícone no time e na cidade. Respeito muito ele. Estou feliz com os meus minutos”.

Ok, não se fala mais nisso então.

ALEGRE

Anderson Varejão é a alegria em pessoa. Tanto que foi o orador dos quatro no evento (foto Wander Roberto/Inovafoto). Falou pouco, é verdade, quase nada para ser mais preciso, mas ele foi o escolhido para dizer algo. Sempre com um sorriso, brincando, atendeu a todos no mesmo tom.

Perguntei a ele sobre sair do Cleveland, pois isso foi cogitado na época do draft. “Ninguém (da franquia) me falou nada, apenas os amigos me ligavam perguntando”, afirmou. Perguntei se ele se surpreendeu com o boato. “Não; tudo pode acontecer na NBA”. Exatamente, jogador tem que estar preparado para isso: ser trocado a qualquer momento.

Isso ocorreu com Nenê na temporada passada e pode acontecer com qualquer um. Nenê me falou, por exemplo, que não irá comprar uma casa na capital dos EUA. “Minha casa é eu Denver”, explicou. “Em Washington eu vou alugar uma”. Mas contou-me que ficou entusiasmado com a cidade: “Foram apenas três meses, mas foi surpreendente, porque eu esperava algo como LA ou Nova York. Mas Washington é tranquila. Tem uma vida cultural muito boa, parques. Enfim, gostei”.

Anderson Varejão e Nenê, nossa dupla de garrafão para Londres. Disse ao capixaba: você jogou toda a temporada da NBA como pivô e na seleção Rubén Magnano está usando-o como ala de força, isso o incomoda? “Se eu pegar menos rebotes, sim”, respondeu, zombando, como sempre. Depois, sério, respondeu: “Como ala-pivô eu defendo mais fora do garrafão, jogo mais aberto. Isso vai me deixar mais longe da cesta. No ataque isso também pode acontecer, mas não como na defesa. Mas tudo bem, não tem problema algum. Estou aqui (na seleção) pra ajudar”.

E ele, assim como Leandrinho e Splitter (Nenê não quis falar sobre a seleção porque, segundo ele, o evento era da NBA e não se devia desviar o foco), entendem que o Brasil tem grande chance em Londres. “Acho que dá medalha”.

Que passe um anjo e diga amém.

SERVIÇO

O evento, como disse acima, foi para marcar a parceria entre a NBA com a Netshoes. Segundo Roni Bueno (foto Wander Roberto/Inovafoto), diretor de marketing da empresa brasileira, esta é a terceira parceria da NBA no gênero, a segunda fora dos EUA. “Antes da gente, eles foram à China”.

Perguntei a Phillipe Moggio, vice-presidente da NBA para a América Latina, por que o Brasil foi escolhido, se isso tem a ver com a venda de produtos da NBA por aqui e se a venda do pacote NBA League Pass teve também interferência na decisão. Ele respondeu que o Brasil é um grande mercado e todo grande mercado interessa para a NBA. Pedi números. “Nossa política é de não falar sobre números”.

O que significa a parceria entre a NBA e a Netshoes? “Facilidade para se comprar produtos da NBA”, respondeu Bueno. “Pretendemos trazer para o Brasil mais de mil itens”. Ou seja: mochilas, bolsas, bonés, bolas da Spalding, camisas, calções, meias; enfim, toda a linha de alta performance da NBA, além do que eles chamam de moda casual (polos, jaquetas, t-shirts etc.).

Ou seja: acabou a tortura. Quem quiser comprar algo da NBA não precisa mais ficar esperando alguém ir para lá ou ficar apreensivo para saber se a encomenda feita pela internet diretamente dos EUA vai chegar ou não. Agora é tudo feito por aqui.

Negócios à parte, finalmente alguém perguntou sobre um jogo da NBA no Brasil. Moggio respondeu: “Antes dos Jogos do Rio vamos fazer uma partida no Brasil”. Onde? Não se sabe ainda. Mas essa conversa eu já ouço há muito tempo.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Sem categoria | 16:28

NENÊ RENOVA COM O DENVER E FRUSTRA EXPECTATIVAS

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Nenê Hilário renovou com o Denver. Assinou ontem à noite um contrato de cinco anos num valor total de US$ 67 milhões, o que dá algo em torno de US$ 13,4 milhões por temporada.

Fiquei decepcionado. Esperava por Nenê em outro time, em uma equipe forte, que brigasse pelo título.

Imaginei muitas vezes Nenê (foto) com a camisa do Miami ou do Boston. Cheguei até a cogitar vê-lo com a regata 31 do New Jersey Nets ao lado de Dwight Howard.

Infelizmente, ficou tudo na fantasia.

Nenê continuará no Denver. E em Denver deverá encerrar sua carreira sem jamais colocar um anel de campeão no dedo.

GRANA

Durante o locaute, Nenê declarou que dinheiro não era problema pra ele. O que ele queria, na verdade, era ser campeão.

Agora, ao vê-lo assinando com o Nuggets, fico pensando: por que ele fez isso?

Há algumas possibilidades:

1) Não apareceu nada de concreto e Nenê foi superestimado ao ser colocado com o melhor “free-agent” deste mercado;
2) O dinheiro falou mais alto pro são-carlense, que, na verdade, está mais preocupado em cuidar do futuro dele e da família do que em colocar um anel no dedo;
3) Seu empresário, Dan Fegan, guloso como todos os empresários, pressionou-o a assinar com o Nuggets por conta do montante financeiro, o que dará uma comissão maior a ele;
4) Sua mulher é de Denver e deve tê-lo pressionado para assinar com o Nuggets e, com isso, continuar na cidade, ao lado dos familiares.

Não consigo imaginar outra justificativa para a renovação de contrato de Nenê com o Denver além dessas. Não acredito que Nenê tenha carimbado um novo acordo com o Nuggets achando que vai ser campeão.

Como disse, esse time não tem chance nenhuma de ganhar um título, pois além de mediano, o Denver não tem vocação para ganhar campeonatos. Carmelo Anthony percebeu isso na temporada passada e se mandou.

POSICIONAMENTO

Nenê deverá jogar a maior parte do tempo como ala-pivô. Quem garantiu isso foi o técnico George Karl.

Nenê será o ala de força do time, enquanto que Timofey Mozgov jogará como pivô titular. O russo, disse Karl, melhorou muito e foi muito bem no Europeu de seleções.

Não vi; nada posso dizer.

REFORÇOS

Antes de fechar com Nenê, o Denver acertou a contratação de dois jogadores que vieram do Dallas: o polivalente Rudy Fernandez e o ala Corey Brewer. Em troca, o Denver cedeu ao Mavs um futuro draft de segunda rodada!

Muito esquisito; especialmente em se tratando de Fernandez (foto), um jogador muito interessante. Por que o Dallas estaria soltando um jogador que nem sequer vestiu sua camisa e que é visto como um “swingman”?

Tem coisa aí.

FOCO

O próximo jogador que o Denver pretende colocar em suas fileiras é o ala-armador Aaron Aflalo. Segundo o gerente geral do Nuggets, Masai Ujiri, o acordo está próximo de acontecer e Aflalo, como Nenê, deverá renovar com o Nuggets.

TIME

Se Aflalo renovar mesmo, o time ficará ajeitadinho. Mas ajeitadinho para brigar por uma vaga nos playoffs. Ganhar a conferência? Acho muito pouco provável.

O Denver não tem mais time que Dallas, Oklahoma City, Lakers, Memphis e San Antonio.

Só se der zebra — como deu na final do ano passado.

NA QUADRA

Andre Miller
Aaron Aflalo
Rudy Fernandez
Nenê
Mozgov

Esse deve ser o quinteto titular do Denver.

Do banco vêm Ty Lawson, Corey Brewer, Danilo Galinari, Al Harrington, Chris Andersen e outros menos expressivos que tentarão ajudar George Karl a deixar o time competitivo.

Não acredito.

EPÍLOGO

Como disse acima, fiquei decepcionado. Esperava coisa melhor para Nenê a partir desta temporada.

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