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sexta-feira, 9 de março de 2012 NBA | 13:00

O CHICAGO ESTÁ EM UMA SINUCA DE BICO

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O Chicago está numa enrascada danada. E ela atende pelo nome de Luol Deng.

Nos últimos dias comentou-se que o Bulls poderia fazer uma troca com o Orlando envolvendo Joakim Noah e ele próprio na qual o time da Flórida mandaria para a Cidade dos Ventos Dwight Howard e Hedo Turkoglu, mais compensações a serem discutidas.

Acontece que Luol não está bem. Sua munheca esquerda, lesionada no começo deste ano, voltou a incomodar o sudanês naturalizado britânico.

Havia a possibilidade de uma cirurgia, mas fosse esta a opção Deng ficaria três meses do lado de fora. Assim como Kobe Bryant, que faz qualquer coisa para não entrar na faca e desfalcar o time, Luol optou por descansar e evitar ser operado.

Acontece que o punho doente não melhora. E aí reside o problema.

Na derrota de ontem para o Orlando em pleno United Center, diante de 22.127 torcedores, Deng foi um desastre. Anotou apenas cinco pontos, fruto de uma cesta de três e dois lances livres convertidos.

Seu desempenho foi o seguinte: arremessou nove bolas (apenas nove) durante a partida e encestou só uma, exatamente a de três mencionada acima. Dessas nove, cinco foram triplas. E os dois lances livres convertidos foram os únicos cobrados durante a partida. Muito pouco.

Importante: dos últimos 41 arremessos, Luol (foto AP) converteu apenas 14, o que dá um aproveitamento modesto de 34,1%.

“Não gosto de falar sobre meu pulso, mas vou ter uma conversa com o staff médico (do Bulls) e com Thibs (Tom Thibodeau)”, disse o ala depois da derrota. E o que ele vai falar com estas duas entidades da franquia? Que ele quer descansar alguns jogos porque… Ora, porque o pulso está doente muito!

Por isso o Chicago está numa enrascada.

Hoje, Luol não passaria em um exame médico rigoroso e seria vetado pelos doutores do Orlando em uma possível troca com D12. E hoje Deng não poderia executar o papel que a ele Thibs impõe durante as partidas, que é o de ser o fiel escudeiro de Derrick Rose.

Por conta disso, do péssimo basquete jogado por D-Rose e do grande basquete jogado por Howard o Orlando venceu a partida de ontem à noite no United Center por 99-94. Com isso, colocou um ponto final em uma sequência de oito vitórias do tricolor de Illinois.

Resta saber o que o futuro reserva a Luol Deng.

Uma troca envolvendo o jogador, creio eu, está descartada. Se eu fosse GM ou dono de uma franquia não pegaria o ala do Chicago nessas condições.

O futuro do time no campeonato não está descartado, pois o descanso desejado por Luol pode ser benéfico e mesmo que funcione como um paliativo, seu efeito pode ter a duração desejada, fazendo com que o jogador suporte as dores até o final da temporada para fazer a cirurgia nas férias.

Mas pode não funcionar. Afinal, o comprometimento dos ligamentos do pulso esquerdo surgiu no começo de janeiro. Luol ficou de fora algumas partidas. Voltou. Suportou um mês e meio de trabalho. Agora abre o bico. Será que vai dar certo?

O Bulls está mesmo numa enrascada.

OPOSTOS

Derrick Rose fez uma de suas piores partidas com a camisa 1 do Chicago Bulls. Marcou apenas 17 pontos, frutos de um aproveitamento de 6-22 (27,3%) de seus arremessos, sendo que foram 2-6 (33,3%) nas bolas triplas. Deu nove assistências, é verdade, mas o papel de D-Rose não é este. Seu papel é pontuar e conduzir o time em quadra. Dar assistências é o papel que cabe, por exemplo, a Rajon Rondo, que não tem aptidão para pontuar.

Rose foi um desastre ainda maior do que Luol Deng, que tinha a desculpa da munheca adoentada.

Não dá para jogar bem todas as noites, já dizia Michael Jordan. E não dá mesmo. Jogar mal faz parte do jogo. Mas o problema é que D-Rose pareceu medrar diante da defesa adversária. Passou-me esta impressão, pois esteve receoso de encontrar-se com o gigante Dwight Howard dentro do garrafão do Orlando Magic.

Por falar em D12, o pivô do Orlando fez de seus marcadores gato-e-sapato. Fiquei com pena de Omer Asik.

D12 terminou a partida com 29 pontos e 18 rebotes. Tocos? Só três. Achou pouco? Eu também. Mas olhando a partida a gente pôde ver que não apenas D-Rose evitou as infiltrações, temeroso de levar um tapão de Howard, os outros jogadores do Chicago também. Por isso, apenas três todos.

Uma observação: aquela jogada em ponte-aérea entre ele e Jameer Nelson (o baixinho bate pra dentro, finge que vai fazer a bandeja e levanta a bola para a enterrada de D12) é espetacular. Dá para fazer muitas e muitas vezes. Não sei por que não é executada com assiduidade.

Se fosse, o Orlando ganharia com ela. E nós também.

CRONÔMETRO

Na capa da seção de esportes da edição eletrônica do diário “Orlando Sentinel” há um cronômetro que faz a contagem regressiva até a 0h do dia 16 de março, horário de Nova York.

E por que esse dia? Porque a NBA não permitirá mais trocas após as 24h de 15 de março.

Desta forma, angustiados com a possibilidade de perder seu maior jogador desde Shaquille O’Neal, todos em Orlando estão de olho no relógio.

A contagem regressiva mostra que faltam seis dias, tantas horas, tantos minutos e tantos segundos para o fim do “deadline” estabelecido pela liga.

D12 fica ou não em Orlando?

Esta é a grande questão a ser respondida neste momento na NBA.

O que eu acho? Não sei; sinceramente, não sei.

DALLAS

No Arizona, o Dallas continuou sua história de altos e baixos na temporada. Perdeu para o Phoenix por 96-94.

A derrota confirmou-se no fim. Depois de Grant Hill ter perdido um par de lances livres, o Mavs teve a chance de empatar e mandar a partida para a prorrogação, mas Rodrigue Beaubois falhou na última bola arremessada.

Escrevo o que li, pois a partida não vi (ops!).

Notas relacionadas:

  1. FINALMENTE O CHICAGO JOGOU
  2. COM AUSÊNCIAS, CHICAGO CAI DE PRODUÇÃO E PREOCUPA
  3. CHICAGO: VITÓRIA PARA ENTUSIASMAR E ASSUSTAR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 25 de dezembro de 2011 NBA | 11:49

É HOJE: COMEÇA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA!

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Rapaziada, espero que a ceia de Natal de vocês tenha sido farta e que a harmonia esteve presente em seus lares. E, claro, que Papai Noel tenha sido generoso também.

Pra mim ele foi: deu-me de presente a temporada 2011-12 da NBA, que começa exatamente neste dia de Natal.

E começa com cinco jogos enfileirados. Por isso, poderemos assistir a todos.

Se vocês ainda não montaram a agenda para este domingo precioso, eu os ajudo. E conto a vocês, inclusive, onde poderão assistir aos confrontos. Os horários são os de Brasília:

New York x Boston (15h) — transmissão ao vivo pelo Canal Space
Dallas x Miami (17h30) — transmissão ao vivo pelo canal 130 da Sky
Lakers x Chicago (20h) — transmissão ao vivo pelo “NBA League Pass”
Oklahoma City x Orlando (23h) — transmissão ao vivo pela ESPN
Golden State x Clippers (1h30) — transmissão ao vivo pelo “NBA League Pass”

Importante: o “NBA League Pass” estará disponível a TODOS até o dia 9 de janeiro. A partir desta data, apenas os assinantes poderão acessar o canal. Outra coisa: o “League Pass” transmite TODOS os jogos do campeonato. Há link para TODAS as partidas. Clique aqui e entre no site do LP para se cadastrar e ver as contendas de hoje.

Se você ainda não leu o post que eu escrevi com minhas previsões para esta temporada, clique aqui. E deixe sua opinião também, pois ela é muito importante para o funcionamento deste botequim.

Sendo assim, bom domingo a todos; e Feliz Natal!

Notas relacionadas:

  1. O JOGO TAMBÉM É HOJE
  2. NBA DIVULGA TABELA DA PRÓXIMA TEMPORADA
  3. ‘INTERNATIONAL NBA LEAGUE PASS’ DEVERÁ SER LANÇADO…
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 31 de outubro de 2009 NBA | 12:45

MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM

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Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.

Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).Cavaliers Timberwolves Basketball

Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.

Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.

Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.

Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.

Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.

SURPRESA

O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.

Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.

Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.

Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

MJREALEZA

Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.

Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.

Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.

Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.

ALARME

Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.

Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.

Estava impossível.

Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.

Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.

Orlando 95-85 New Jersey.

RAJONQUARTETO

Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.

Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.

O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.

E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.

Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.

Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.

Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.

Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?

Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.

Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.

E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!

Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).

Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.

Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.

Jogo, aliás, para ser esquecido.

COMPARAÇÃO

Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?

Pensem nisso.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO FEZ ONTEM O QUE PODERIA FAZER SEMPRE
  2. A HORA DO PALPITE
  3. MENINOS DO CHICAGO CALAM BOSTON
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 3 de outubro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 16:23

PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN

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Tim Duncan está chegando ao fim da linha. Foi ele mesmo que admitiu isso em San Antonio, onde o time se ajeita para a próxima temporada.

“A janela está se fechando para mim”, disse Timmy. “E em direção ao fim de minha carreira”.timmy

Timmy revela que está sentindo o peso da idade. Mas ele não é tão veterano assim, pois completou 33 anos em 26 de abril passado.

Mas a gente sabe como são os grandes atletas: exigentes. Duncan sente que já não é mais o mesmo em quadra.

“E tudo isso é verdade”, completa, referindo-se ao fato de que quanto mais o tempo passa, as coisas ficam mais difíceis.

Pensando mais em não sofrer durante a temporada do que em prolongar sua brilhante carreira, o pivô apresentou-se ao Spurs sete quilos mais magro. Espera, com isso, aliviar o corpo.

Para ajudar nesse processo de se poupar Duncan em quadra, a franquia contratou outro grandalhão: Antonio McDyess. Com McDyess no grupo, Duncan vai sofrer menos.

Os dois poderão jogar juntos, revezando-se nas posições 4 de 5, ou então McDyess pode dar um refresco para Timmy durante as partidas. Theo Ratliff, veteraníssimo (14 temporadas na NBA, 36 anos), é outro que chega para ajudar no revezamento.

BRASUCA

Os olhos de Gregg Popovich brilham quando o nome de Tiago Splitter é pronunciado. O treinador espera poder contar com o catarinense para a temporada 2010/11.

Splitter bem que poderia já estar em San Antonio. Preferiu ganhar uns trocados agora na Europa.

Subtraiu um ano de seu provável convívio com Duncan para amealhar US$ 10 milhões, dinheiro esse que ele recuperaria facilmente jogando na NBA.

Por isso, eu jamais faria a escolha que Tiago fez.

Splitter, pra mim, foi mal orientado. Pensou curto. Não percebeu que a carreira de Timmy encurta a cada ano que passa.

Splitter tem que aproveitar Timmy. Para muitos, o melhor ala/pivô da história da NBA.

Não tem professor melhor, atualmente, para ensinar a Tiago os segredos do garrafão. Era nisso que o brasuca deveria pensar.

sashaSARGENTÃO

Phil Jackson chamou Sasha Vujacic em seu escritório assim que os jogadores do Lakers se apresentaram para essa temporada.

“Sente-se”, disse P-Jax ao esloveno. “Preste atenção no vídeo”.

Acionou a tecla “play” e Sasha se viu em várias cenas da temporada passada. Em todas aparecia o armador correndo com ou sem a bola, mas sempre arrumando o cabelo, onde alguns fios rebeldes teimavam em escapar da fitinha preta que tinha a missão de controlar a todos.

“Você passou a maior parte do tempo em quadra arrumando o cabelo do que pensando no jogo”, disse Phil.

“Verdade”, admitiu Sasha, vendo e revendo as jogadas, completamente batido pelos lances apresentados no vídeo.

“Portanto, assim que acabar o treino de hoje, procure um barbeiro e corte esse cabelo”.

Sasha acatou a ordem do chefe.

EXEMPLOS

Kobe Bryant e Derek Fisher foram os dois jogadores do Lakers que se apresentaram em melhores condições físicas. “São exemplos para o grupo”, disse Phil Jackson.

E são mesmo.

Kobe, aliás, pela primeira vez desde que chegou à NBA, há 13 temporadas, ficou dois meses sem tocar na laranjinha. Descansou com a família (foi a Paris passear) e cumpriu compromissos agendados pela NBA (esteve na China).

Antes de pegar na bola, arrumou a mala e desarrumou-a em Houston. Foi atrás de Hakeem Olajuwon.

Muitos dos frequentadores desse botequim conhecem a história, mas relato para os que não sabem.

Michael Jordan era conhecido (também) por ter um arsenal incontável de jogadas. Sempre que uma temporada começava, MJ vinha com uma novidade. E isso atormentava ainda mais seus marcadores.

Kobe foi até Hakeem (um dos maiores pivôs da história da NBA) atrás de alguns segredos da posição. Mas por que, se ele não é pivô?

Pergunta pertinente. Eis a resposta: Kobe joga muito próximo ao garrafão, quer ter a vida facilitada.

Procurou o professor certo.

ALEGRIAKOBE E RON

Mark Cuban, o desmiolado dono do Dallas, declarou recentemente no Texas que aprovou a contratação de Ron Artest pelo Lakers. “Ele vai destruir o ambiente”.

Com isso, imagina Cuban, o Lakers vai sofrer nesta temporada e não será nem sombra do time que foi no campeonato passado, quando ganhou o título.

Será mesmo que Artest destruirá o ambiente interno do Lakers? Penso que não; Artest não é mais louco do que Dennis Rodman.

Quando “The Worm” quando chegou ao Chicago, muitos apostavam nesse cenário também. Mas Phil Jackson, Michael Jordan e Scottie Pippen domaram o tresloucado jogador.

Kobe não é MJ, mas é o MJ desta geração. Tem moral entre os boleiros e é o cara mais respeitado entre todos na liga.

E P-Jax continua sendo P-Jax – e mais durão ainda, basta ver o caso mencionado acima envolvendo Sasha Vujacic.

Sem contar no poder de persuasão e na fala mansa de Derek Fisher, um cara que é venerado até pelos adversários pelo seu histórico na NBA.

Como disse acima, se Artest (na foto Reuters ao lado de Kobe) tentar colocar as asinhas de fora, elas serão podadas rapidamente pelo trio.

INÍCIO

A “Pre-Season” já começou. Dois jogos já foram realizados.

Na quinta-feira, o Denver foi a Salt Lake City e levou uma sova do Utah: 103-87. Nenê jogou apenas 17 minutos, brigou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.

Fez cinco e ficou boa parte do jogo no banco. Está, também, recuperando-se aos poucos da fratura no braço, que impediu-o de se juntar à seleção brasileira que venceu a Copa América em Porto Rico.

Nos 17 minutos em quadra, anotou quatro pontos, pegou três rebotes e fez uma dupla de assistências e desarmes.

Ontem foi a vez de Indiana e Chicago debutarem nesta temporada. O prélio foi em Indianapolis, mas o Bulls não se intimidou: venceu por 104-95.

O que me impressionou foram os números do novato Taj Gibson, recrutado da USC. Gibson atuou meia hora; marcou 19 pontos (cestinha do Chicago), apanhou nove rebotes (cinco no ataque), deu uma assistência e um toco também.

Fiquei empolgado! Que seja sempre assim durante a temporada (falo agora com os torcedores do Chicago, desculpem-me, pois, os que me conhecem, sabem da minha preferência pelo tricolor de Illinois).

Luol Deng, rapaziada, também jogou bem: 15 tentos, cinco rebotes, três assistências e igual número de desarmes também. Que ótimo; se ele jogar como no início de sua carreira na NBA…

John Salmons também anotou 15 pontos.

Outro que deixou a quadra do Conseco Fieldhouse com um duplo dígito na pontuação foi Derrick Byars, outro “rookie” do Bulls para essa temporada. Marcou 12 pontos.

Que não seja fogo de palha!

PROSSEGUIMENTO

Hoje à noite tem mais um jogo programado. O Denver volta à quadra para enfrentar o Partizan Belgrado, da Sérvia.

Pena que a gente não pode ver os jogos.

NOVIDADE

A TNT vai mostrar os jogos da NBA nesta temporada. Soma-se à ESPN.

É tevê a cabo também, mas é uma opção a mais para a galera.

E quanto ao NBA League Pass, está escrito na capa do site: “Coming Soon”. Ou seja: em breve a liga estará disponibilizando o pacote.

RECADO

Respondi boa parte dos comentários postados no texto de ontem sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Agradeço a todas as mensagens, respeito o ponto de vista de todos, mas não irei mais debater o assunto, pois ele me parece interminável. Cada lado tem seus argumentos; e eles são fortes.

Bola pra frente e que tudo de bom ocorra para o país e para o Rio de Janeiro, em especial, até a abertura da Olimpíada.

Notas relacionadas:

  1. SOZINHO, DUNCAN NÃO FOI PÁREO PARA O DENVER
  2. POR QUE SÓ SE CULPA A ARBITRAGEM?
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de agosto de 2009 NBA, outras | 22:47

APOCALYPSE NOW

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A NBA segue fazendo “estragos” nas seleções. J. J. Barea, de Porto Rico, foi impedido pelo Dallas de jogar pelo seu país na Copa América que começa no final deste mês.

O armador, de 25 anos, foi submetido a uma artroscopia em seu ombro esquerdo no final do mês de maio. Médicos do Mavs acompanham o caso de perto e disseram que o jogador não está cem por cento para jogar bola.

O jogador, que tem mais dois anos de contrato com a franquia texana, num total de US$ 2.5 milhões, se diz arrasado com a proibição. E lembra que desde os 16 anos ele sempre atendeu a todas as convocações.

Sempre tem a primeira vez. E ela chegou para Barea.

Não tem jeito, o cerco tende a apertar para os jogadores. Pagando verdadeiras fortunas para os atletas, os clubes não querem se ver privados de suas estrelas por causa de competições outras.

Vejam o caso do volante Kléberson, do Flamengo, que teve uma luxação no ombro defendendo a seleção brasileira no amistoso diante da Estônia. José Luís Runco, médico do Brasil, decretou: Kléberson, só no ano que vem.

E como é que fica o Flamengo? Não fica; não poderá mais contar com o jogador no Campeonato Brasileiro e ainda por cima terá que pagar o salário do atleta.

Para evitar situações desse tipo, as franquias norte-americanas e os clubes europeus estão colocando nos contratos dos jogadores cláusula que dá direito a eles de liberar ou não os atletas.

Desse jeito, chegará um tempo em que as seleções ficarão reduzidas a pó. E os Mundiais e, quem sabe, até mesmo as Olimpíadas perderão todo o seu glamour, todo o seu garbo.

Se a Fiba não abrir os olhos, isso de fato vai ocorrer; não é ficção. Se ela quiser evitar que esse dia chegue, tem que fazer como a Fifa: em jogos oficiais, os clubes são obrigados a liberar os jogadores convocados.

E ponto final.

Notas relacionadas:

  1. NBA DEFINE “CAP” PARA PRÓXIMA TEMPORADA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 26 de julho de 2009 NBA, Seleção Brasileira, WNBA, basquete brasileiro | 13:41

QUASE UM “DOUBLE-DOUBLE”

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Não vi a partida, mas, pelo resultado, deve ter sido uma pelada. Aliás, todo “All-Star Game” é assim; no masculino e/ou no feminino.

Os jogadores extravasam seu lado “globetrotter” e não estão nem aí com a partida. São poucos os embates desse tipo que valem a pena ser visto.

A vitória do Oeste sobre o Leste por 130-118, ontem à tarde em Uncasville (Connecticut), deve ter sido um jogo desses. Deixo-o de lado, pois, para falar da nossa Érika de Souza.

A brasuca (na foto AP de camiseta branca), segunda jogadora a representar o país num Jogo das Estrelas, atuou apenas 14 minutos. Tempo suficiente para mostrar todo o seu talento.

A carioca esteve perfeita nos arremessos: atirou cinco bolas contra a cesta adversária e encestou todas; bateu dois lances livres e foi igualmente feliz.

Deixou a quadra com 12 pontos. Poderia ter sido mais se tivessem disponibilizado a ela mais minutos.

Como poderia ter feito um “double-double” se atuasse mais tempo. Nos 14 minutos (na verdade 13:59) correndo de lá pra cá e de cá pra lá, Érika confiscou nove dos 48 rebotes apanhados pela seleção do Leste.

Tudo bem, foi ótimo, porque, como eu disse, ela deixou bem claro que é boa de bola. Aliás, tem mostrado isso com a camisa do Atlanta Dream; caso contrário não teria sido convocada para o “All-Star Game”.

Bem, vamos ver agora com a seleção brasileira. Há três anos Érika não veste a amarelinha; sempre aparece um probleminha para impedi-la de jogar pelo Brasil.

Ela disse estar saudosa de representar nosso país. Pois bem, ano que vem acontecerá o Mundial na República Tcheca.

Hora, portanto, de matar a saudade.

RUMORES

Leio na internet que Lamar Odom está perto de acertar com o Miami. Duro golpe para o Lakers, porque o time californiano ficará a ver navios.

Não creio que Joe Smith vá resolver o problema se for contratado para a vaga de Lamar. Isso dará uma bela desestruturada nos angelinos.

O outro lado desta moeda diz respeito a Dwyane Wade. Dizem que ele está fazendo a cabeça de Lamar para ele mudar de praia.

Se for verdade e isso ocorrer, a chance de D-Wade sair do Miami e ir para o Chicago desaparece.

Também a internet me informa que Drew Gooden acertou um contrato de um ano com o Dallas. O Mavs tem se reforçado e não pode ser desprezado como uma das forças do Oeste.

Recentemente, acertou com Shawn Marion, não se esqueçam.

Por isso mesmo, o San Antonio foi atrás de Theo Ratliff. O veterano ala/pivô não tem mais o fôlego de antes.

Quanto estava novinho, era um tormento para quem ousasse invadir o seu garrafão; distribuía tocos pra tudo quanto é lado. Hoje não é mais assim.

Vamos esperar por esta segunda-feira e ver no que vai dar esses rumores.

Notas relacionadas:

  1. O TERCEIRO “DOUBLE-DOUBLE” DE NENÊ
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sexta-feira, 10 de julho de 2009 NBA | 11:54

UM JEITO DE DRIBLAR O “CAP”

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Seguinte: a gente tem que tentar entender algumas negociações que são feitas na NBA. Vamos pegar o caso de Anderson Varejão.

Norte-americanos e brasileiros, em sua grande maioria, estão indignados com a grana que o Cleveland ofereceu para Anderson Varejão. Muitos entendem que ele não vale os US$ 42.5 milhões que a franquia ofereceu a ele por seis anos de acordo.

Conversando com Pedro José, um dos parceiros deste botequim, disse a ele que o novo contrato oferecido pelo Cavs ao capixaba não é uma garantia de que o jogador vá mesmo permanecer em Ohio esse tempo todo.

Tudo indica que sim, mas pode ser também uma maneira de se driblar o “salary cap” no futuro, ainda mais agora com a diminuição do teto salarial.

Um clube pode oferecer quanto quiser para um jogador que faça parte de seu elenco sem ter que se preocupar em estourar o teto e nem ter que pagar nenhum dólar de multa por isso. Desta maneira, você fica com o bolso mais cheio no momento de fazer negócios.

Por exemplo: digamos que o Cleveland tivesse renovado com Varejão por US$ 2 milhões por temporada. Na metade do próximo campeonato o Cavs se interessa por Ron Artest, que assinou com o Lakers por US$ 6 milhões.

E o Lakers, também chateado com o comportamento de Artest, queira trocá-lo e pense em um cara para jogar dentro do garrafão com as características de Varejão.

Para concretizar o negócio, o Cleveland teria que mandar para o Lakers Varejão e mais um jogador de seu elenco que ganhe US$ 4 milhões para totalizar os US$ 6 milhões do salário de Artest.

Ao assinar com o brasuca por US$ 7 milhões nesta temporada, o Cleveland poderia colocar Varejão na troca e ainda pegar um troco.

Vamos até a Flórida agora.

De Orlando vem a notícia de que o Magic está renovando o contrato do medíocre Marcin Gortat (foto) por US$ 34 milhões por cinco anos, o que dá algo em torno de US$ 6.8 milhões por temporada.

Junto com os números vem a informação que o Magic vai renovar para depois trocar.

Vamos pegar o mesmo exemplo citado acima e trocar um dos personagens; no caso, Anderson Varejão. Agora é o Orlando quem se interessa por Artest e o Lakers precisa de um pivô.

A troca seria perfeita: Artest por Gortat e ponto final.

É assim que os clubes fazem para driblar o “cap”. Mas é uma faca de dois gumes, pois não é garantia de se trocar esse jogador futuramente; a menos que você já tenha engatilhado um negócio – que é o que parece estar acontecendo com o Orlando envolvendo o Dallas.

Pra encerrar nossa conversa, é bom deixar claro que não há sinal algum em Cleveland de que o Cavs vá fazer isso com Varejão. A franquia entende que Varejão é merecedor do que foi-lhe oferecido.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 12 de maio de 2009 NBA | 11:45

LEBRON E CAVS, NO PONTO

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É como eu sempre costumo dizer: quando um time está bem, pega um adversário fraco e atropela; quando está mal, ganha, mas sempre no sufoco – isso quando não se complica.

Isso serve para o Cleveland nestes playoffs. O time pegou duas babas nas duas primeiras etapas decisivas do Leste.

Mas, como eu disse acima, se não estivesse com um time acertadinho, teria se complicado. Venceria apertado, cedendo vitórias ao adversário.

Mas não foi o que aconteceu. O Cavs passeou diante do Detroit e do Atlanta.

Venceu as duas séries por 4-0. Está com um recorde de 8-0, igualando o feito do Miami, em 2005.

O mesmo se aplica a LeBron James?

Neste caso, a situação é um pouco diferente. No primeiro confronto, LBJ foi marcado por um dos melhores defensores da NBA: Tayshaun Prince.

Prince se parece com Shane Battier. Assim como o ala do Houston, o jogador do Pistons tem pouco volume ofensivo.

Mas jogar contra ele é uma tortura danada dada a sua devoção à marcação.

Mesmo diante de um jogador com alto calibre defensivo, LBJ (foto Reuters) teve média de exatos 32 pontos por jogo. Ou seja: atropelou Tayshaun, um dos melhores marcadores da NBA na atualidade, como disse.

Isto é significativo.

No recém-encerrado confronto frente ao Atlanta, a situação volta a ser semelhante ao quadro pintado na abertura de nossa conversa. King James não encontrou um Prince pela frente, pois foi marcado por Marvin Williams e Maurice Evans, dois jogadores comuns quando o assunto é defesa.

Mas não tomou conhecimento da marcação. Sua média: 33.7 pontos por partida.

Caiu seu rendimento se confrontarmos com os números da série diante do Detroit, quando LBJ foi marcado por um dos melhores marcadores da NBA na atualidade?

Negativo, sua permanência em quadra é que diminuiu – e por isso sua pontuação não cresceu.

Nesta série diante do Atlanta, o camisa 23 do Cavs ficou exatos 36:30 minutos em quadra. Diante do Detroit, a permanência foi maior: 40:50.

Penso que isso explica o fato de LBJ não ter tido uma pontuação média tão superior neste enfrentamento.

Bem, mas tudo isso posto, a conclusão que eu chego é: mesmo diante de adversários medianos, o Cleveland dá mostras claríssimas de que está mais do que preparado para a final da Conferência Leste: está preparadíssimo.

Quanto a LeBron, como vimos, pegou um excelente marcador na primeira série e não tomou conhecimento. Na segunda, fez o mesmo.

Assim como o Cavs, LBJ está mais do que preparado para enfrentar seus oponentes na final da Conferência Leste: está preparadíssimo.

SUPORTE

Na vitória de ontem diante do Hawks, em Atlanta, por 84-74, o Cleveland não apenas fez 8-0 nestes playoffs como também ganhou sua oitava partida com dois dígitos de diferença.

LeBron James está gastando a bola; jogando o fino, como se diz. Mas tem um apoio dos mais consideráveis em Delonte West e Mo Williams.

Um dos parágrafos do texto enviado pela agência de notícias “Associated Press” diz o seguinte: “Delonte West and Mo Williams showed Cleveland isn’t just a one-man squad, hitting huge shots down the stretch…”

Em português, algo como: Delonte e Mo mostraram que o Cleveland não é um time de apenas um jogador, acertando arremessos importantes ao final da partida…

Já disse aqui várias vezes e não custa repetir: os dois estão jogando em altíssimo nível, o que possibilita relativo conforto para LeBron em quadra.

Sim, pois se a marcação for dobrada o tempo todo em King James, um dos dois ficará livre. E como ambos são matadores, o adversário será aniquilado.

Se não houver a dobra para não se deixar um deles livre, LeBron tira partido de sua habilidade, de sua impressionante força física e seu instinto matador e aniquila o adversário.

Como se vê, é a velha história do cobertor curto. Ou se você preferir, aquela que diz que se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.

Tudo por causa de Delonte e Mo.

ADIADO

O Denver teve tudo para garantir a classificação ontem à noite. Vencia o Dallas até perto do final da partida, mas possibilitou aos anfitriões a virada que apenas adiou a morte do paciente.

No próximo confronto entre ambos, amanhã à noite, em Denver, o Nuggets liquida a parada. Tem tudo para isso.

O resultado final de 119-117 para o Dallas está ligado ao desempenho de Dirk Nowitzki. O alemão cravou 44 pontos nos 44 minutos em que esteve em quadra, sendo que 19 deles foram no último quarto e deixou a quadra saudado pelos torcedores (foto AP).

Não encontrou quem o segurasse. Foi marcado por Kenyon Martin, que saiu com seis faltas, por Carmelo Anthony e Linas Kleiza.

Seu único momento de inferioridade aconteceu no primeiro quarto, quando fez uma infiltração pela direita, executou a bandeja, mas tomou um toco humilhante de Nenê. Espatifou-se em quadra.

De resto, seus marcadores não viram a cor da bola.

Ah, sim: Chris Andersen, com dores estomacais, não jogou. Seria um a mais a ajudar na marcação. Mas do jeito que o alemão estava, Birdman seria outro jogador a ser levado no bico.

BRAZUCAS

Nenê tem tido dificuldades para jogar fora de casa. Ontem, marcou oito pontos e apanhou nove rebotes.

Seus números são impressionantes de ruins: nos arremessos, tentou apenas cinco e acertou dois deles. Tentou apenas cinco porque não conseguiu sair da marcação nem de Erick Dampier e nem de Brandon Bass.

Nos lances livres, uma tragédia: 5-10. Aproveitamento de 50%.

Tivesse um aproveitamento dentro de sua normalidade (72.3% na fase de classificação), encestaria dois a mais e o Denver teria anotado 119 e não 117 pontos. Com isso, teria a chance de buscar a vitória na prorrogação.

Mas é claro que isso é certo e nem justo, pois outros jogadores também estiveram abaixo do que normalmente podem produzir: Kenyon Martin, por exemplo, fez apenas dois pontos.

Já Anderson Varejão voltou a mostrar sua costumeira raça em quadra. Quase quebrou a mão tentando pegar uma bola perdida, chocando-se com um dos cinegrafistas que estavam atrás da linha de fundo.

Fez só dois pontos, mas apanhou 11 rebotes.

Ninguém reclamou da baixa pontuação; todos agradeceram os 11 rebotes.

É assim que o capixaba é analisado pelo técnico Mike Brown e pelos companheiros.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 10 de maio de 2009 NBA | 11:04

RECLAMAÇÕES QUE PROCEDEM

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O Dallas reclama e com razão. Foi como disse o ponderado técnico Rick Carlisle na conferência de imprensa: num jogo em que 61 faltas foram marcadas, talvez a mais evidente delas acabou ignorada.

Se você está pegando o bonde andando, o que aconteceu foi o seguinte: o Mavericks ganhava a partida por 105-103. Dirk Nowitzki – é bom que se diga – tinha acabado de errar um arremesso fácil, na cabeça do garrafão, que poderia ter ampliado a vantagem dos texanos para quatro pontos.

Isso a nove segundos do fim do embate. O jogo estaria liquidado.

Mas o alemão errou o chute. Chauncey Billups pegou o rebote e pediu tempo.

O Dallas ainda tinha uma falta por fazer. E foi decidido por Carlisle que ela seria feita a poucos instantes antes do arremesso do Denver – no caso de Carmelo Anthony.

Isso teria praticamente decidido a partida, pois a dificuldade para se montar uma nova jogada com um tempo exíguo para o arremesso tornaria seguramente o arremesso extremo imperfeito. Com isso, a chance de a bola cair era mínima.

A falta foi feita, mas não foi marcada. Melo arremessou atrás da linha dos três pontos, com pouco mais de dois segundos para o final, e… chuá: 106-105 (na foto AP, Carmelo comemorando o acerto).

Denver venceu a partida e marcou 3-0 na série diante do Dallas. Está praticamente classificado para as finais do Oeste, uma vez que jamais, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem dessas para vencer um confronto de playoffs.

Muita reclamação no final da partida. De Carlisle, jogadores e até do irritadinho Mark Cuban, dono do Dallas.

De nada isso adiantou. Ao contrário: punições poderão advir.

Mas que o Dallas foi prejudicado, isso foi.

IGUAL

Outro time que fez 3-0 em sua série foi o Cleveland, a grande sensação até o momento nos playoffs desta temporada. A vitória diante do Atlanta por 97-82 foi desta vez na casa do inimigo.

E incontestável.

O Cavs, todos sabemos, não perdeu nenhuma partida sequer nesta fase da competição. Tem agora 7-0, computando-se os 4-0 diante do Detroit.

É o primeiro time na história da liga a vencer seus sete primeiros embates e por uma diferença de dez ou mais pontos por partida. Sempre comandado por LeBron James.

Ontem, LBJ beirou a perfeição. Marcou 47 pontos, apanhou 12 rebotes e deu oito assistências.

Quase um “triple-double”, que teima em não vir.

King James ficou em quadra 43 minutos. Mike Brown deve ter pensado: daqui a pouco o cara vai se cansar se tiver que jogar com intensidade mais do que meia hora por jogo – que era o que o treinador estava reservando para LeBron por partida.

Achei correto.

Anderson Varejão fez seis pontos e pegou dez rebotes. Dentro de sua normalidade, o que não ocorreu com Nenê, que fez cinco pontos e oito rebotes na vitória do Denver.

YAO

O chinês quebrou o pé e está fora desses playoffs. Que coisa, hein!

Parece que a sorte não acompanha mesmo Yao Ming e Tracy McGrady.

O Lakers tem tudo para vencer o jogo desta tarde, novamente em Houston, e fazer 3-1 no confronto.

Lakers x Denver, final do Oeste.

Acho que ninguém mais duvida disso.

Notas relacionadas:

  1. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  2. A HORA DO PALPITE
  3. NO CAMINHO CERTO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 6 de maio de 2009 NBA | 11:57

NO CAMINHO CERTO

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Nenê fez 25 pontos e o Denver ganhou sua segunda partida consecutiva diante do Dallas: 117-105. Com 2-0 na série, acho muito difícil que os texanos consigam promover uma reviravolta.

Eles têm que vencer os três jogos marcados para Dallas e ainda beliscar uma vitória no Colorado. Quer dizer: ganhar quatro em cinco partidas.

Praticamente impossível; praticamente, eu disse.

O Mavericks conta com seu retrospecto em casa para tentar uma reviravolta. A partir do “All-Star Game” o time jogou 18 vezes no American Airlines Center e venceu 17 vezes e perdeu em apenas uma oportunidade.

Mas sabe para quem? Sim, isso mesmo, para o Denver.

O Nuggets, em contrapartida, também conta com seu Pepsi Center para carimbar o passaporte para os playoffs. Lá não perde desde o dia 11 de março: são 15 vitórias enfileiradas.

Além disso, o time do técnico George Karl tem triturado seus adversários nestes playoffs. Realizou sete partidas até o momento (cinco na série diante do New Orleans e duas diante do Dallas) e nas seis vitórias o fez com uma margem de 21 pontos.

A maior até hoje na história dos playoffs da NBA.

Depois do Denver, o time que teve o melhor desempenho numérico nesta fase foi o Milwaukee, que em 1971 venceu seus embates por 17.7 pontos de diferença. Acabou campeão da NBA.

Na sequência, vieram o Lakers de 1987 (17.6), que também ganhou o campeonato, novamente o Lakers, mas o de 1986 (15.6), que perdeu o título, o Detroit de 2004 (14.3), outro campeão, bem como o Chicago de Michael Jordan de 1991 (14.1).

Ou seja: goleadas credenciam ao título.

Vamos ver se o Denver mantém a escrita.

EXCELÊNCIA

Como escrevi no parágrafo inicial deste texto, Nenê fez 25 pontos. Foi o cestinha do time ao lado de Carmelo Anthony.

Acertou oito de seus 12 arremessos (66.7%) e nove dos 13 lances livres cobrados (69.2%).

No encontro passado diante do Dallas, havia marcado 24 pontos. Na série, tem uma média de 24.5 pontos por jogo.

Carmelo, o artilheiro do time na fase de classificação com 22.8 pontos de média – Nenê foi o reboteiro do Denver na “regular season” com 7.8 por jogo –, neste enfrentamento contra o Mavs tem uma média de 24 tentos.

Nenê (foto AP), felizmente, recuperou seu jogo, que esteve escondido na série diante do New Orleans. Ele mesmo admitiu isso.

Demais, não é meso?

… Ah, claro, vai ter gente dizendo que ele pegou apenas oito rebotes e que pivô com o tamanho dele tem que pegar no mínimo dez rebotes por partida porque Fulano de Tal e Sicrano…

Poupem-me, por favor.

DE NOVO?

Josh Howard parece que é de vidro. Contunde-se com muita facilidade, infelizmente para ele e para o Dallas.

Ontem o script se repetiu. Jogou apenas seis minutos, quando torceu o tornozelo direito.

Howard perdeu 30 partidas na fase de classificação por lesões. Voltou pouco antes do início dos playoffs, ajudou o time a fazer importantes vitórias e posicionar-se melhor dentro da conferência e foi chave na eliminação do San Antonio.

O próximo encontro está marcado para o sábado, às 18h de Brasília. Até lá o DM do Mavericks espera recuperar o jogador.

Será preciso, pois, sem ele, o Dallas corre o risco de ser varrido pelo Denver.

SEM GRAÇA

Enquanto o prélio entre Denver e Dallas foi bem disputado, com o jogo igual até o final do terceiro período (a partida foi definida no último quarto, quando os anfitriões fizeram 31-22), a partida entre Cleveland e Atlanta foi de dar sono.

Resultado: 99-72 para o Cavs.

LeBron James teve novamente uma grande exibição, que desconcertou seus marcadores e seu adversário. Anotou 34 pontos e apanhou 10 rebotes.

Tudo isso em apenas 34 dos 48 minutos que dura uma peleja basqueteira. E se você não reparou, LBJ jogou pouco mais de dois minutos no último quarto dada a facilidade da partida.

Como disse nesse botequim há alguns dias, o Cavs terá, novamente, uma série confortável pela frente. Não só pela qualidade de seu time, mas também pela fragilidade do Atlanta, uma equipe apenas mediana neste campeonato.

Ainda lembrando papo referido, disse que o Cleveland só será testado nas finais da conferência. Antes disso, jogos-treinos.

Anderson Varejão fez quatro pontos e apanhou nove rebotes. Já disse, também, várias vezes: esqueçam os números do capixaba, pois sua importância para o time vai além das estatísticas.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ E O DENVER NO RUMO CERTO
  2. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  3. A HORA DO PALPITE
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