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31/10/2009 - 12:45

MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM

Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.

Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).Cavaliers Timberwolves Basketball

Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.

Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.

Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.

Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.

Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.

SURPRESA

O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.

Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.

Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.

Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

MJREALEZA

Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.

Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.

Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.

Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.

ALARME

Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.

Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.

Estava impossível.

Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.

Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.

Orlando 95-85 New Jersey.

RAJONQUARTETO

Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.

Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.

O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.

E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.

Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.

Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.

Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.

Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?

Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.

Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.

E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!

Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).

Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.

Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.

Jogo, aliás, para ser esquecido.

COMPARAÇÃO

Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?

Pensem nisso.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
03/10/2009 - 16:23

PESO DA IDADE INCOMODA DUNCAN

Tim Duncan está chegando ao fim da linha. Foi ele mesmo que admitiu isso em San Antonio, onde o time se ajeita para a próxima temporada.

“A janela está se fechando para mim”, disse Timmy. “E em direção ao fim de minha carreira”.timmy

Timmy revela que está sentindo o peso da idade. Mas ele não é tão veterano assim, pois completou 33 anos em 26 de abril passado.

Mas a gente sabe como são os grandes atletas: exigentes. Duncan sente que já não é mais o mesmo em quadra.

“E tudo isso é verdade”, completa, referindo-se ao fato de que quanto mais o tempo passa, as coisas ficam mais difíceis.

Pensando mais em não sofrer durante a temporada do que em prolongar sua brilhante carreira, o pivô apresentou-se ao Spurs sete quilos mais magro. Espera, com isso, aliviar o corpo.

Para ajudar nesse processo de se poupar Duncan em quadra, a franquia contratou outro grandalhão: Antonio McDyess. Com McDyess no grupo, Duncan vai sofrer menos.

Os dois poderão jogar juntos, revezando-se nas posições 4 de 5, ou então McDyess pode dar um refresco para Timmy durante as partidas. Theo Ratliff, veteraníssimo (14 temporadas na NBA, 36 anos), é outro que chega para ajudar no revezamento.

BRASUCA

Os olhos de Gregg Popovich brilham quando o nome de Tiago Splitter é pronunciado. O treinador espera poder contar com o catarinense para a temporada 2010/11.

Splitter bem que poderia já estar em San Antonio. Preferiu ganhar uns trocados agora na Europa.

Subtraiu um ano de seu provável convívio com Duncan para amealhar US$ 10 milhões, dinheiro esse que ele recuperaria facilmente jogando na NBA.

Por isso, eu jamais faria a escolha que Tiago fez.

Splitter, pra mim, foi mal orientado. Pensou curto. Não percebeu que a carreira de Timmy encurta a cada ano que passa.

Splitter tem que aproveitar Timmy. Para muitos, o melhor ala/pivô da história da NBA.

Não tem professor melhor, atualmente, para ensinar a Tiago os segredos do garrafão. Era nisso que o brasuca deveria pensar.

sashaSARGENTÃO

Phil Jackson chamou Sasha Vujacic em seu escritório assim que os jogadores do Lakers se apresentaram para essa temporada.

“Sente-se”, disse P-Jax ao esloveno. “Preste atenção no vídeo”.

Acionou a tecla “play” e Sasha se viu em várias cenas da temporada passada. Em todas aparecia o armador correndo com ou sem a bola, mas sempre arrumando o cabelo, onde alguns fios rebeldes teimavam em escapar da fitinha preta que tinha a missão de controlar a todos.

“Você passou a maior parte do tempo em quadra arrumando o cabelo do que pensando no jogo”, disse Phil.

“Verdade”, admitiu Sasha, vendo e revendo as jogadas, completamente batido pelos lances apresentados no vídeo.

“Portanto, assim que acabar o treino de hoje, procure um barbeiro e corte esse cabelo”.

Sasha acatou a ordem do chefe.

EXEMPLOS

Kobe Bryant e Derek Fisher foram os dois jogadores do Lakers que se apresentaram em melhores condições físicas. “São exemplos para o grupo”, disse Phil Jackson.

E são mesmo.

Kobe, aliás, pela primeira vez desde que chegou à NBA, há 13 temporadas, ficou dois meses sem tocar na laranjinha. Descansou com a família (foi a Paris passear) e cumpriu compromissos agendados pela NBA (esteve na China).

Antes de pegar na bola, arrumou a mala e desarrumou-a em Houston. Foi atrás de Hakeem Olajuwon.

Muitos dos frequentadores desse botequim conhecem a história, mas relato para os que não sabem.

Michael Jordan era conhecido (também) por ter um arsenal incontável de jogadas. Sempre que uma temporada começava, MJ vinha com uma novidade. E isso atormentava ainda mais seus marcadores.

Kobe foi até Hakeem (um dos maiores pivôs da história da NBA) atrás de alguns segredos da posição. Mas por que, se ele não é pivô?

Pergunta pertinente. Eis a resposta: Kobe joga muito próximo ao garrafão, quer ter a vida facilitada.

Procurou o professor certo.

ALEGRIAKOBE E RON

Mark Cuban, o desmiolado dono do Dallas, declarou recentemente no Texas que aprovou a contratação de Ron Artest pelo Lakers. “Ele vai destruir o ambiente”.

Com isso, imagina Cuban, o Lakers vai sofrer nesta temporada e não será nem sombra do time que foi no campeonato passado, quando ganhou o título.

Será mesmo que Artest destruirá o ambiente interno do Lakers? Penso que não; Artest não é mais louco do que Dennis Rodman.

Quando “The Worm” quando chegou ao Chicago, muitos apostavam nesse cenário também. Mas Phil Jackson, Michael Jordan e Scottie Pippen domaram o tresloucado jogador.

Kobe não é MJ, mas é o MJ desta geração. Tem moral entre os boleiros e é o cara mais respeitado entre todos na liga.

E P-Jax continua sendo P-Jax – e mais durão ainda, basta ver o caso mencionado acima envolvendo Sasha Vujacic.

Sem contar no poder de persuasão e na fala mansa de Derek Fisher, um cara que é venerado até pelos adversários pelo seu histórico na NBA.

Como disse acima, se Artest (na foto Reuters ao lado de Kobe) tentar colocar as asinhas de fora, elas serão podadas rapidamente pelo trio.

INÍCIO

A “Pre-Season” já começou. Dois jogos já foram realizados.

Na quinta-feira, o Denver foi a Salt Lake City e levou uma sova do Utah: 103-87. Nenê jogou apenas 17 minutos, brigou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.

Fez cinco e ficou boa parte do jogo no banco. Está, também, recuperando-se aos poucos da fratura no braço, que impediu-o de se juntar à seleção brasileira que venceu a Copa América em Porto Rico.

Nos 17 minutos em quadra, anotou quatro pontos, pegou três rebotes e fez uma dupla de assistências e desarmes.

Ontem foi a vez de Indiana e Chicago debutarem nesta temporada. O prélio foi em Indianapolis, mas o Bulls não se intimidou: venceu por 104-95.

O que me impressionou foram os números do novato Taj Gibson, recrutado da USC. Gibson atuou meia hora; marcou 19 pontos (cestinha do Chicago), apanhou nove rebotes (cinco no ataque), deu uma assistência e um toco também.

Fiquei empolgado! Que seja sempre assim durante a temporada (falo agora com os torcedores do Chicago, desculpem-me, pois, os que me conhecem, sabem da minha preferência pelo tricolor de Illinois).

Luol Deng, rapaziada, também jogou bem: 15 tentos, cinco rebotes, três assistências e igual número de desarmes também. Que ótimo; se ele jogar como no início de sua carreira na NBA…

John Salmons também anotou 15 pontos.

Outro que deixou a quadra do Conseco Fieldhouse com um duplo dígito na pontuação foi Derrick Byars, outro “rookie” do Bulls para essa temporada. Marcou 12 pontos.

Que não seja fogo de palha!

PROSSEGUIMENTO

Hoje à noite tem mais um jogo programado. O Denver volta à quadra para enfrentar o Partizan Belgrado, da Sérvia.

Pena que a gente não pode ver os jogos.

NOVIDADE

A TNT vai mostrar os jogos da NBA nesta temporada. Soma-se à ESPN.

É tevê a cabo também, mas é uma opção a mais para a galera.

E quanto ao NBA League Pass, está escrito na capa do site: “Coming Soon”. Ou seja: em breve a liga estará disponibilizando o pacote.

RECADO

Respondi boa parte dos comentários postados no texto de ontem sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Agradeço a todas as mensagens, respeito o ponto de vista de todos, mas não irei mais debater o assunto, pois ele me parece interminável. Cada lado tem seus argumentos; e eles são fortes.

Bola pra frente e que tudo de bom ocorra para o país e para o Rio de Janeiro, em especial, até a abertura da Olimpíada.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
13/08/2009 - 22:47

APOCALYPSE NOW

A NBA segue fazendo “estragos” nas seleções. J. J. Barea, de Porto Rico, foi impedido pelo Dallas de jogar pelo seu país na Copa América que começa no final deste mês.

O armador, de 25 anos, foi submetido a uma artroscopia em seu ombro esquerdo no final do mês de maio. Médicos do Mavs acompanham o caso de perto e disseram que o jogador não está cem por cento para jogar bola.

O jogador, que tem mais dois anos de contrato com a franquia texana, num total de US$ 2.5 milhões, se diz arrasado com a proibição. E lembra que desde os 16 anos ele sempre atendeu a todas as convocações.

Sempre tem a primeira vez. E ela chegou para Barea.

Não tem jeito, o cerco tende a apertar para os jogadores. Pagando verdadeiras fortunas para os atletas, os clubes não querem se ver privados de suas estrelas por causa de competições outras.

Vejam o caso do volante Kléberson, do Flamengo, que teve uma luxação no ombro defendendo a seleção brasileira no amistoso diante da Estônia. José Luís Runco, médico do Brasil, decretou: Kléberson, só no ano que vem.

E como é que fica o Flamengo? Não fica; não poderá mais contar com o jogador no Campeonato Brasileiro e ainda por cima terá que pagar o salário do atleta.

Para evitar situações desse tipo, as franquias norte-americanas e os clubes europeus estão colocando nos contratos dos jogadores cláusula que dá direito a eles de liberar ou não os atletas.

Desse jeito, chegará um tempo em que as seleções ficarão reduzidas a pó. E os Mundiais e, quem sabe, até mesmo as Olimpíadas perderão todo o seu glamour, todo o seu garbo.

Se a Fiba não abrir os olhos, isso de fato vai ocorrer; não é ficção. Se ela quiser evitar que esse dia chegue, tem que fazer como a Fifa: em jogos oficiais, os clubes são obrigados a liberar os jogadores convocados.

E ponto final.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, outras Tags: , , , , , ,
26/07/2009 - 13:41

QUASE UM “DOUBLE-DOUBLE”

Não vi a partida, mas, pelo resultado, deve ter sido uma pelada. Aliás, todo “All-Star Game” é assim; no masculino e/ou no feminino.

Os jogadores extravasam seu lado “globetrotter” e não estão nem aí com a partida. São poucos os embates desse tipo que valem a pena ser visto.

A vitória do Oeste sobre o Leste por 130-118, ontem à tarde em Uncasville (Connecticut), deve ter sido um jogo desses. Deixo-o de lado, pois, para falar da nossa Érika de Souza.

A brasuca (na foto AP de camiseta branca), segunda jogadora a representar o país num Jogo das Estrelas, atuou apenas 14 minutos. Tempo suficiente para mostrar todo o seu talento.

A carioca esteve perfeita nos arremessos: atirou cinco bolas contra a cesta adversária e encestou todas; bateu dois lances livres e foi igualmente feliz.

Deixou a quadra com 12 pontos. Poderia ter sido mais se tivessem disponibilizado a ela mais minutos.

Como poderia ter feito um “double-double” se atuasse mais tempo. Nos 14 minutos (na verdade 13:59) correndo de lá pra cá e de cá pra lá, Érika confiscou nove dos 48 rebotes apanhados pela seleção do Leste.

Tudo bem, foi ótimo, porque, como eu disse, ela deixou bem claro que é boa de bola. Aliás, tem mostrado isso com a camisa do Atlanta Dream; caso contrário não teria sido convocada para o “All-Star Game”.

Bem, vamos ver agora com a seleção brasileira. Há três anos Érika não veste a amarelinha; sempre aparece um probleminha para impedi-la de jogar pelo Brasil.

Ela disse estar saudosa de representar nosso país. Pois bem, ano que vem acontecerá o Mundial na República Tcheca.

Hora, portanto, de matar a saudade.

RUMORES

Leio na internet que Lamar Odom está perto de acertar com o Miami. Duro golpe para o Lakers, porque o time californiano ficará a ver navios.

Não creio que Joe Smith vá resolver o problema se for contratado para a vaga de Lamar. Isso dará uma bela desestruturada nos angelinos.

O outro lado desta moeda diz respeito a Dwyane Wade. Dizem que ele está fazendo a cabeça de Lamar para ele mudar de praia.

Se for verdade e isso ocorrer, a chance de D-Wade sair do Miami e ir para o Chicago desaparece.

Também a internet me informa que Drew Gooden acertou um contrato de um ano com o Dallas. O Mavs tem se reforçado e não pode ser desprezado como uma das forças do Oeste.

Recentemente, acertou com Shawn Marion, não se esqueçam.

Por isso mesmo, o San Antonio foi atrás de Theo Ratliff. O veterano ala/pivô não tem mais o fôlego de antes.

Quanto estava novinho, era um tormento para quem ousasse invadir o seu garrafão; distribuía tocos pra tudo quanto é lado. Hoje não é mais assim.

Vamos esperar por esta segunda-feira e ver no que vai dar esses rumores.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, WNBA, basquete brasileiro Tags: , , , , , , , , , , ,
10/07/2009 - 11:54

UM JEITO DE DRIBLAR O “CAP”

Seguinte: a gente tem que tentar entender algumas negociações que são feitas na NBA. Vamos pegar o caso de Anderson Varejão.

Norte-americanos e brasileiros, em sua grande maioria, estão indignados com a grana que o Cleveland ofereceu para Anderson Varejão. Muitos entendem que ele não vale os US$ 42.5 milhões que a franquia ofereceu a ele por seis anos de acordo.

Conversando com Pedro José, um dos parceiros deste botequim, disse a ele que o novo contrato oferecido pelo Cavs ao capixaba não é uma garantia de que o jogador vá mesmo permanecer em Ohio esse tempo todo.

Tudo indica que sim, mas pode ser também uma maneira de se driblar o “salary cap” no futuro, ainda mais agora com a diminuição do teto salarial.

Um clube pode oferecer quanto quiser para um jogador que faça parte de seu elenco sem ter que se preocupar em estourar o teto e nem ter que pagar nenhum dólar de multa por isso. Desta maneira, você fica com o bolso mais cheio no momento de fazer negócios.

Por exemplo: digamos que o Cleveland tivesse renovado com Varejão por US$ 2 milhões por temporada. Na metade do próximo campeonato o Cavs se interessa por Ron Artest, que assinou com o Lakers por US$ 6 milhões.

E o Lakers, também chateado com o comportamento de Artest, queira trocá-lo e pense em um cara para jogar dentro do garrafão com as características de Varejão.

Para concretizar o negócio, o Cleveland teria que mandar para o Lakers Varejão e mais um jogador de seu elenco que ganhe US$ 4 milhões para totalizar os US$ 6 milhões do salário de Artest.

Ao assinar com o brasuca por US$ 7 milhões nesta temporada, o Cleveland poderia colocar Varejão na troca e ainda pegar um troco.

Vamos até a Flórida agora.

De Orlando vem a notícia de que o Magic está renovando o contrato do medíocre Marcin Gortat (foto) por US$ 34 milhões por cinco anos, o que dá algo em torno de US$ 6.8 milhões por temporada.

Junto com os números vem a informação que o Magic vai renovar para depois trocar.

Vamos pegar o mesmo exemplo citado acima e trocar um dos personagens; no caso, Anderson Varejão. Agora é o Orlando quem se interessa por Artest e o Lakers precisa de um pivô.

A troca seria perfeita: Artest por Gortat e ponto final.

É assim que os clubes fazem para driblar o “cap”. Mas é uma faca de dois gumes, pois não é garantia de se trocar esse jogador futuramente; a menos que você já tenha engatilhado um negócio – que é o que parece estar acontecendo com o Orlando envolvendo o Dallas.

Pra encerrar nossa conversa, é bom deixar claro que não há sinal algum em Cleveland de que o Cavs vá fazer isso com Varejão. A franquia entende que Varejão é merecedor do que foi-lhe oferecido.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , ,
12/05/2009 - 11:45

LEBRON E CAVS, NO PONTO

É como eu sempre costumo dizer: quando um time está bem, pega um adversário fraco e atropela; quando está mal, ganha, mas sempre no sufoco – isso quando não se complica.

Isso serve para o Cleveland nestes playoffs. O time pegou duas babas nas duas primeiras etapas decisivas do Leste.

Mas, como eu disse acima, se não estivesse com um time acertadinho, teria se complicado. Venceria apertado, cedendo vitórias ao adversário.

Mas não foi o que aconteceu. O Cavs passeou diante do Detroit e do Atlanta.

Venceu as duas séries por 4-0. Está com um recorde de 8-0, igualando o feito do Miami, em 2005.

O mesmo se aplica a LeBron James?

Neste caso, a situação é um pouco diferente. No primeiro confronto, LBJ foi marcado por um dos melhores defensores da NBA: Tayshaun Prince.

Prince se parece com Shane Battier. Assim como o ala do Houston, o jogador do Pistons tem pouco volume ofensivo.

Mas jogar contra ele é uma tortura danada dada a sua devoção à marcação.

Mesmo diante de um jogador com alto calibre defensivo, LBJ (foto Reuters) teve média de exatos 32 pontos por jogo. Ou seja: atropelou Tayshaun, um dos melhores marcadores da NBA na atualidade, como disse.

Isto é significativo.

No recém-encerrado confronto frente ao Atlanta, a situação volta a ser semelhante ao quadro pintado na abertura de nossa conversa. King James não encontrou um Prince pela frente, pois foi marcado por Marvin Williams e Maurice Evans, dois jogadores comuns quando o assunto é defesa.

Mas não tomou conhecimento da marcação. Sua média: 33.7 pontos por partida.

Caiu seu rendimento se confrontarmos com os números da série diante do Detroit, quando LBJ foi marcado por um dos melhores marcadores da NBA na atualidade?

Negativo, sua permanência em quadra é que diminuiu – e por isso sua pontuação não cresceu.

Nesta série diante do Atlanta, o camisa 23 do Cavs ficou exatos 36:30 minutos em quadra. Diante do Detroit, a permanência foi maior: 40:50.

Penso que isso explica o fato de LBJ não ter tido uma pontuação média tão superior neste enfrentamento.

Bem, mas tudo isso posto, a conclusão que eu chego é: mesmo diante de adversários medianos, o Cleveland dá mostras claríssimas de que está mais do que preparado para a final da Conferência Leste: está preparadíssimo.

Quanto a LeBron, como vimos, pegou um excelente marcador na primeira série e não tomou conhecimento. Na segunda, fez o mesmo.

Assim como o Cavs, LBJ está mais do que preparado para enfrentar seus oponentes na final da Conferência Leste: está preparadíssimo.

SUPORTE

Na vitória de ontem diante do Hawks, em Atlanta, por 84-74, o Cleveland não apenas fez 8-0 nestes playoffs como também ganhou sua oitava partida com dois dígitos de diferença.

LeBron James está gastando a bola; jogando o fino, como se diz. Mas tem um apoio dos mais consideráveis em Delonte West e Mo Williams.

Um dos parágrafos do texto enviado pela agência de notícias “Associated Press” diz o seguinte: “Delonte West and Mo Williams showed Cleveland isn’t just a one-man squad, hitting huge shots down the stretch…”

Em português, algo como: Delonte e Mo mostraram que o Cleveland não é um time de apenas um jogador, acertando arremessos importantes ao final da partida…

Já disse aqui várias vezes e não custa repetir: os dois estão jogando em altíssimo nível, o que possibilita relativo conforto para LeBron em quadra.

Sim, pois se a marcação for dobrada o tempo todo em King James, um dos dois ficará livre. E como ambos são matadores, o adversário será aniquilado.

Se não houver a dobra para não se deixar um deles livre, LeBron tira partido de sua habilidade, de sua impressionante força física e seu instinto matador e aniquila o adversário.

Como se vê, é a velha história do cobertor curto. Ou se você preferir, aquela que diz que se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.

Tudo por causa de Delonte e Mo.

ADIADO

O Denver teve tudo para garantir a classificação ontem à noite. Vencia o Dallas até perto do final da partida, mas possibilitou aos anfitriões a virada que apenas adiou a morte do paciente.

No próximo confronto entre ambos, amanhã à noite, em Denver, o Nuggets liquida a parada. Tem tudo para isso.

O resultado final de 119-117 para o Dallas está ligado ao desempenho de Dirk Nowitzki. O alemão cravou 44 pontos nos 44 minutos em que esteve em quadra, sendo que 19 deles foram no último quarto e deixou a quadra saudado pelos torcedores (foto AP).

Não encontrou quem o segurasse. Foi marcado por Kenyon Martin, que saiu com seis faltas, por Carmelo Anthony e Linas Kleiza.

Seu único momento de inferioridade aconteceu no primeiro quarto, quando fez uma infiltração pela direita, executou a bandeja, mas tomou um toco humilhante de Nenê. Espatifou-se em quadra.

De resto, seus marcadores não viram a cor da bola.

Ah, sim: Chris Andersen, com dores estomacais, não jogou. Seria um a mais a ajudar na marcação. Mas do jeito que o alemão estava, Birdman seria outro jogador a ser levado no bico.

BRAZUCAS

Nenê tem tido dificuldades para jogar fora de casa. Ontem, marcou oito pontos e apanhou nove rebotes.

Seus números são impressionantes de ruins: nos arremessos, tentou apenas cinco e acertou dois deles. Tentou apenas cinco porque não conseguiu sair da marcação nem de Erick Dampier e nem de Brandon Bass.

Nos lances livres, uma tragédia: 5-10. Aproveitamento de 50%.

Tivesse um aproveitamento dentro de sua normalidade (72.3% na fase de classificação), encestaria dois a mais e o Denver teria anotado 119 e não 117 pontos. Com isso, teria a chance de buscar a vitória na prorrogação.

Mas é claro que isso é certo e nem justo, pois outros jogadores também estiveram abaixo do que normalmente podem produzir: Kenyon Martin, por exemplo, fez apenas dois pontos.

Já Anderson Varejão voltou a mostrar sua costumeira raça em quadra. Quase quebrou a mão tentando pegar uma bola perdida, chocando-se com um dos cinegrafistas que estavam atrás da linha de fundo.

Fez só dois pontos, mas apanhou 11 rebotes.

Ninguém reclamou da baixa pontuação; todos agradeceram os 11 rebotes.

É assim que o capixaba é analisado pelo técnico Mike Brown e pelos companheiros.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , ,
10/05/2009 - 11:04

RECLAMAÇÕES QUE PROCEDEM

O Dallas reclama e com razão. Foi como disse o ponderado técnico Rick Carlisle na conferência de imprensa: num jogo em que 61 faltas foram marcadas, talvez a mais evidente delas acabou ignorada.

Se você está pegando o bonde andando, o que aconteceu foi o seguinte: o Mavericks ganhava a partida por 105-103. Dirk Nowitzki – é bom que se diga – tinha acabado de errar um arremesso fácil, na cabeça do garrafão, que poderia ter ampliado a vantagem dos texanos para quatro pontos.

Isso a nove segundos do fim do embate. O jogo estaria liquidado.

Mas o alemão errou o chute. Chauncey Billups pegou o rebote e pediu tempo.

O Dallas ainda tinha uma falta por fazer. E foi decidido por Carlisle que ela seria feita a poucos instantes antes do arremesso do Denver – no caso de Carmelo Anthony.

Isso teria praticamente decidido a partida, pois a dificuldade para se montar uma nova jogada com um tempo exíguo para o arremesso tornaria seguramente o arremesso extremo imperfeito. Com isso, a chance de a bola cair era mínima.

A falta foi feita, mas não foi marcada. Melo arremessou atrás da linha dos três pontos, com pouco mais de dois segundos para o final, e… chuá: 106-105 (na foto AP, Carmelo comemorando o acerto).

Denver venceu a partida e marcou 3-0 na série diante do Dallas. Está praticamente classificado para as finais do Oeste, uma vez que jamais, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem dessas para vencer um confronto de playoffs.

Muita reclamação no final da partida. De Carlisle, jogadores e até do irritadinho Mark Cuban, dono do Dallas.

De nada isso adiantou. Ao contrário: punições poderão advir.

Mas que o Dallas foi prejudicado, isso foi.

IGUAL

Outro time que fez 3-0 em sua série foi o Cleveland, a grande sensação até o momento nos playoffs desta temporada. A vitória diante do Atlanta por 97-82 foi desta vez na casa do inimigo.

E incontestável.

O Cavs, todos sabemos, não perdeu nenhuma partida sequer nesta fase da competição. Tem agora 7-0, computando-se os 4-0 diante do Detroit.

É o primeiro time na história da liga a vencer seus sete primeiros embates e por uma diferença de dez ou mais pontos por partida. Sempre comandado por LeBron James.

Ontem, LBJ beirou a perfeição. Marcou 47 pontos, apanhou 12 rebotes e deu oito assistências.

Quase um “triple-double”, que teima em não vir.

King James ficou em quadra 43 minutos. Mike Brown deve ter pensado: daqui a pouco o cara vai se cansar se tiver que jogar com intensidade mais do que meia hora por jogo – que era o que o treinador estava reservando para LeBron por partida.

Achei correto.

Anderson Varejão fez seis pontos e pegou dez rebotes. Dentro de sua normalidade, o que não ocorreu com Nenê, que fez cinco pontos e oito rebotes na vitória do Denver.

YAO

O chinês quebrou o pé e está fora desses playoffs. Que coisa, hein!

Parece que a sorte não acompanha mesmo Yao Ming e Tracy McGrady.

O Lakers tem tudo para vencer o jogo desta tarde, novamente em Houston, e fazer 3-1 no confronto.

Lakers x Denver, final do Oeste.

Acho que ninguém mais duvida disso.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
06/05/2009 - 11:57

NO CAMINHO CERTO

Nenê fez 25 pontos e o Denver ganhou sua segunda partida consecutiva diante do Dallas: 117-105. Com 2-0 na série, acho muito difícil que os texanos consigam promover uma reviravolta.

Eles têm que vencer os três jogos marcados para Dallas e ainda beliscar uma vitória no Colorado. Quer dizer: ganhar quatro em cinco partidas.

Praticamente impossível; praticamente, eu disse.

O Mavericks conta com seu retrospecto em casa para tentar uma reviravolta. A partir do “All-Star Game” o time jogou 18 vezes no American Airlines Center e venceu 17 vezes e perdeu em apenas uma oportunidade.

Mas sabe para quem? Sim, isso mesmo, para o Denver.

O Nuggets, em contrapartida, também conta com seu Pepsi Center para carimbar o passaporte para os playoffs. Lá não perde desde o dia 11 de março: são 15 vitórias enfileiradas.

Além disso, o time do técnico George Karl tem triturado seus adversários nestes playoffs. Realizou sete partidas até o momento (cinco na série diante do New Orleans e duas diante do Dallas) e nas seis vitórias o fez com uma margem de 21 pontos.

A maior até hoje na história dos playoffs da NBA.

Depois do Denver, o time que teve o melhor desempenho numérico nesta fase foi o Milwaukee, que em 1971 venceu seus embates por 17.7 pontos de diferença. Acabou campeão da NBA.

Na sequência, vieram o Lakers de 1987 (17.6), que também ganhou o campeonato, novamente o Lakers, mas o de 1986 (15.6), que perdeu o título, o Detroit de 2004 (14.3), outro campeão, bem como o Chicago de Michael Jordan de 1991 (14.1).

Ou seja: goleadas credenciam ao título.

Vamos ver se o Denver mantém a escrita.

EXCELÊNCIA

Como escrevi no parágrafo inicial deste texto, Nenê fez 25 pontos. Foi o cestinha do time ao lado de Carmelo Anthony.

Acertou oito de seus 12 arremessos (66.7%) e nove dos 13 lances livres cobrados (69.2%).

No encontro passado diante do Dallas, havia marcado 24 pontos. Na série, tem uma média de 24.5 pontos por jogo.

Carmelo, o artilheiro do time na fase de classificação com 22.8 pontos de média – Nenê foi o reboteiro do Denver na “regular season” com 7.8 por jogo –, neste enfrentamento contra o Mavs tem uma média de 24 tentos.

Nenê (foto AP), felizmente, recuperou seu jogo, que esteve escondido na série diante do New Orleans. Ele mesmo admitiu isso.

Demais, não é meso?

… Ah, claro, vai ter gente dizendo que ele pegou apenas oito rebotes e que pivô com o tamanho dele tem que pegar no mínimo dez rebotes por partida porque Fulano de Tal e Sicrano…

Poupem-me, por favor.

DE NOVO?

Josh Howard parece que é de vidro. Contunde-se com muita facilidade, infelizmente para ele e para o Dallas.

Ontem o script se repetiu. Jogou apenas seis minutos, quando torceu o tornozelo direito.

Howard perdeu 30 partidas na fase de classificação por lesões. Voltou pouco antes do início dos playoffs, ajudou o time a fazer importantes vitórias e posicionar-se melhor dentro da conferência e foi chave na eliminação do San Antonio.

O próximo encontro está marcado para o sábado, às 18h de Brasília. Até lá o DM do Mavericks espera recuperar o jogador.

Será preciso, pois, sem ele, o Dallas corre o risco de ser varrido pelo Denver.

SEM GRAÇA

Enquanto o prélio entre Denver e Dallas foi bem disputado, com o jogo igual até o final do terceiro período (a partida foi definida no último quarto, quando os anfitriões fizeram 31-22), a partida entre Cleveland e Atlanta foi de dar sono.

Resultado: 99-72 para o Cavs.

LeBron James teve novamente uma grande exibição, que desconcertou seus marcadores e seu adversário. Anotou 34 pontos e apanhou 10 rebotes.

Tudo isso em apenas 34 dos 48 minutos que dura uma peleja basqueteira. E se você não reparou, LBJ jogou pouco mais de dois minutos no último quarto dada a facilidade da partida.

Como disse nesse botequim há alguns dias, o Cavs terá, novamente, uma série confortável pela frente. Não só pela qualidade de seu time, mas também pela fragilidade do Atlanta, uma equipe apenas mediana neste campeonato.

Ainda lembrando papo referido, disse que o Cleveland só será testado nas finais da conferência. Antes disso, jogos-treinos.

Anderson Varejão fez quatro pontos e apanhou nove rebotes. Já disse, também, várias vezes: esqueçam os números do capixaba, pois sua importância para o time vai além das estatísticas.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
04/05/2009 - 11:08

NENÊ E DENVER, DOIS VENCEDORES

Foi um jogo de um time só. O Denver atropelou o Dallas ontem no Colorado e venceu por incontestáveis 109-95.

Nenê foi o nome do jogo com seus 24 pontos, sua melhor anotação em playoffs, diga-se. Fez quatro a menos que Dirk Nowitzki, o cestinha da partida, mas foi o “key factor” do Nuggets e do encontro, repito.

O são-carlense (foto Reuters ao lado de Chauncey Billups) apareceu num momento crucial. Carmelo Anthony se enrolou com as faltas e foi para o banco no começo da partida.

O que fazer sem seu artilheiro em quadra?

Simples, jogar a bola para Nenê.

E foi o que o time fez. O brazuca marcou 18 de seus 24 pontos no primeiro tempo. No segundo, com o cestinha de volta ao jogo, Nenê anotou apenas seis pontos, tentos importantes, no entanto, para consolidar a vitória dos anfitriões.

O brazuca pegou apenas cinco rebotes. Muitos vão encasquetar com esse número.

E para esses recalcitrantes eu volto a dizer: o forte do jogo de Nenê não são os rebotes, mas os pontos. Nenê é um pivô goleador, ao contrário, por exemplo, de Joakim Noah, do Chicago, um pivô que é especialista em pegar rebotes, mas pouco produz em termos de pontos.

Então, por favor, vamos olhar mais para os pontos dele do que para os rebotes.

Aceito discutir a baixa pontuação de Nenê na série contra o New Orleans. Mas falar de seus rebotes, realmente, está se tornando uma coisa chata.

INVENCIBILIDADE

O Denver não perde em seu Pepsi Center desde nove de março passado, quando caiu diante do Houston. De lá para cá foram 14 vitórias enfileiradas.

No confronto diante do Dallas, nesta temporada, a vitória de ontem representou a quinta em cinco jogos disputados.

NÚMEROS

Bem próximo ao final do encontro, a tevê que transmitiu a partida mostrou: time que ganha o primeiro embate tem 79% de chance de se classificar para a final da conferência.

E esses números aumentam quando abre-se 2-0. Sim, pois dos cinco possíveis jogos restantes, quem está em desvantagem tem que vencer nada menos do que quatro.

Tarefa árdua; quase impossível. Portanto, mais uma vitória do Nuggets, amanhã à noite, e ouso afirmar que o time estará na final da conferência.

O Denver deu mostras, uma vez mais, que está afinadíssimo para chegar à decisão do título do Oeste. Os números estamparam isso.

Vejam só: 1) Pontos no garrafão – Denver 58-30; 2) Pontos de contra-ataque – Denver 29-4; 3) Pontos do banco – Denver 39-30; 5) Erros – Dallas 20-14.

Agora, vamos nos ater aos números finais envolvendo o banco dos dois times:

Denver: 39 pontos, 12 rebotes, 12 assistências, sete tocos e seis desarmes.

Dallas: 30 pontos, 11 rebotes, duas assistências, um toco e um desarme.

Sem dúvida, uma lavada e tanto. Como se diz, barba e cabelo; titulares e reservas enquadraram o Dallas.

DECEPÇÃO

O jornal “Dallas Morning News” traz uma matéria em sua edição de hoje, segunda-feira, falando a queda de produção de Jason Terry nestes playoffs.

O texto lembra que o jogador, eleito o melhor reserva da temporada, teve média de 19.6 pontos por partida e nesta nova fase do campeonato anotou menos pontos que sua média da fase de classificação em cinco dos seis jogos disputados.

Para sermos mais claros, vamos lá: Terry encestou 12 pontos no primeiro jogo da série contra o San Antonio, 16 no segundo, dez no terceiro e quartos jogos, 19 na partida que encerrou o confronto contra o Spurs e 15 ontem diante do Denver.

Sua média nesses playoffs caiu para 13.7.

Mas, como eu disse, Terry (foto AP discutindo com Nenê), que atuava quase 35 minutos por partida (pode um cara que joga esta quantidade de minutos ser considerado reserva?), teve seu tempo diminuído em quadra com a volta de Josh Howard ao time.

Com quatro minutos a mais, JT poderia aumentar sua média de pontos, certamente.

Mas o que deve estar preocupando o pessoal do Dallas é que o percentual de aproveitamento do jogador decaiu nesta fase aguda. Ou seja: enquanto na “regular season” ele aproveitou 46.3% de seus arremessos, nos playoffs esse número caiu para 39.5%.

Desta forma, mesmo com menos minutos disponíveis em quadra, se tivesse com um desempenho normal, estaria perto de seu rendimento de pontos na fase de classificação.

Convidado a falar sobre o tema, Chauncey Billups, armador do Denver, desviou o assunto para seu time: “Sinto que nós temos o melhor banco da liga. Eles [reservas] venceram um monte de jogos para nós em um monte de noites. Hoje foi um desses dias”.

LÓGICA

Por mais que Dwyane Wade seja genial, sozinho, como eu disse, ele não levaria mesmo o Miami a realizar altos sonhos nesta temporada. Fez, aliás, muito ao empurrar esta série para o sétimo jogo.

Ontem, atuando em território alheio, não teve forças para evitar a eliminação. Marcou 31 pontos, mas não encontrou eco nos companheiros.

A vitória do Atlanta por 91-78 não pôde ser contestada em momento algum.

Joe Johnson (foto Reuters) foi o nome do jogo: 27 pontos, cinco desarmes, cinco rebotes e quatro assistências. Acertou seis de seus oito arremessos de três pontos e desconcertou a defesa adversária.

É a primeira vez, desde 1999, que o time avança para as semifinais do Leste.

Amanhã, começa a série, cansado seguramente, diante do gigante Cleveland, que vem descansado e liderado em quadra por LeBron James, o futuro MVP desta temporada.

Previsão: 4-1 Cavs.

BALANÇO

O parceiro Charles Nisz está com a planilha prontinha. Ela vai revelar como a gente se deu nos palpites desta primeira fase dos playoffs.

Enquanto ele não publica os números, passo a vocês o meu desempenho: errei apenas um vencedor, pois apostei no Portland diante do Houston e deu o contrário.

Os demais sete enfrentamentos eu acertei, alguns deles na mosca, como a varrida do
Cleveland diante do Detroit e a vitória do Atlanta sobre o Miami por 4-3.

NOITADA

Dois jogos esta noite: às 21h de Brasília começa a série entre Boston e Orlando com jogo marcado para Massachusetts.

Às 23h30, outro encontro que se inicia também: Lakers x Houston, na Califórnia, com transmissão ao vivo pela ESPN.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
29/04/2009 - 11:29

LÓGICA TEXANA

Eu já disse aqui neste botequim: não fosse a contusão de Josh Howard, que perdeu 30 partidas da fase de classificação, e o Dallas teria feito uma campanha muito melhor do que seu sexto lugar.

O time é muito melhor do que a posição sugere.

Ganhou em qualidade com a contratação do técnico Rick Carlisle. Inegavelmente superior a Avery Johnson, o treinador de campanhas passadas.

Com Carlisle à frente do time, o Dallas deixou de ser uma equipe dependente de apenas um jogador para se transformar em um time coeso, solidário. Foi assim que o Mavericks eliminou o San Antonio neste confronto texano.

Os 106-93 de ontem na cidade do Álamo foram incontestáveis.

O temor em San Antonio é que a eliminação, dentro do AT&T Center, não se torne fato corriqueiro. Ou vocês se esqueceram que foi também no ginásio do Spurs que o Dallas eliminou seu rival regional nas semifinais do Oeste nos playoffs de 2006?

“Eles tiveram mais poder de fogo do que nós”, admitiu Tim Duncan, depois da partida. “Eles jogaram mais do que a gente”.

Declaração equilibrada e cavalheira de um jogador equilibrado e cavalheiro.

Foi exatamente isso o que aconteceu: o Dallas sempre foi superior ao San Antonio neste confronto.

E mostrou-se, como disse na abertura do nosso bate papo, um time equilibrado. Vejam o que disse o técnico Carslile: “Penso que Howard foi provavelmente nosso MVP nesta série. Ele jogou muito”.

Apesar do equilíbrio, há sempre alguém a se destacar, isso é normal. Mas, pergunto: seria possível imaginar um cenário desses em temporadas passadas?

Penso que não, pois Dirk Nowitzki sempre foi o centro das atenções do Dallas.

Ontem, o alemão jogou muito, é verdade. Deixou a quadra com 31 pontos e foi o cestinha não só do time, mas da partida também.

Howard fez 17 pontos, mas apanhou oito rebotes e fez três desarmes.  Erick Dampier – chamado jocosamente de “Ericka” por Shaquille O´Neal – foi o único atleta em quadra a fazer um “double-double”: 11 pontos e 12 rebotes. Jason Kidd anotou 12 pontos, J. J. Barea fez 10 e Jason Terry, o melhor reserva desta temporada, veio do banco e adicionou mais 19 pontos.

Como se vê, nada menos do que seis jogadores com um duplo dígito na pontuação.

Equilíbrio; este foi o segredo do Dallas nesta série, repito. Se continuar assim, dará muito trabalho ao Denver, que esta noite deverá eliminar o New Orleans (23h30 de Brasília).

LÓGICA

A eliminação do San Antonio seguiu a lógica. O alvinegro, sem Manu Ginobili, contundido no tornozelo, não era mesmo páreo para uma equipe em franca evolução como o Dallas.

Ontem, o time sofreu uma vez mais da inanição ofensiva de seus atores secundários. Enquanto Tim Duncan (30) e Tony Parker (26) anotaram juntos 56 pontos, os demais jogadores fizeram, somados, 37 tentos.

Dá para ganhar assim? Claro que não.

Roger Mason Jr., por exemplo, foi um jogador na fase de classificação; outro nos playoffs. Não conseguiu ser o “key factor” de momentos decisivos, como aconteceu contra o Phoenix, no dia de Natal, lembram-se?

Gregg Popovich vai ter trabalho nesta “off-season”. Precisa ver se Manu consegue recuperar a saúde e procurar jogadores para dar o suporte necessário para Timmy e Paker.

Caso contrário, pensar em títulos não passará de um sonho distante.

PROBLEMA

Depois de ter recuperado a vantagem de quadra ao bater o Philadelphia fora de casa, o Orlando voltou empavonada para a Flórida e venceu o Sixers com facilidade: 91-78.

Dwight Howard foi o nome do jogo. E por dois motivos: 1) Terminou a partida com 24 pontos e incríveis 24 rebotes (dez de ataque); 2) Deu uma cotovelada em Sam Dalembert no segundo quarto que pode custar-lhe uma suspensão de uma partida.

Esta foi a terceira vez que eu presenciei Howard tendo problemas com seus marcadores. A primeira foi diante de Pau Gasol, em Los Angeles, a segunda contra o nosso Nenê, em Denver; e agora a de ontem.

O que existe em comum entre Gasol, Nenê e Dalembert? Os três são estrangeiros.

Seria xenofobia de Howard ou apenas coincidência?

Espero que a alternativa “b” seja a correta, pois discriminação é algo repugnável, repulsivo, condenável, nojento, enfim, tudo o que de ruim passar pela sua cabeça.

RODADA

O Portland continua vivo na série diante do Houston. Venceu por 88-77 e diminuiu a diferença dos texanos, agora em 3-2. Os dois times voltam a se enfrentar amanhã no Toyota Center, lar do Rockets.

Se os anfitriões confirmarem o favoritismo, avançam para as semifinais do Oeste e serão adversários do Lakers, que sovou o Utah. Alcançará a classificação mesmo sem poder contar com seu principal jogador: Tracy McGrady.

Ou será que vai se qualificar exatamente porque T-Mac está de fora? Como se sabe, o jogador jamais conseguiu passar da primeira rodada dos playoffs.

Os supersticiosos de plantão rezam para que McGrady não consiga uma recuperação milagrosa.

É a vida.

Enquanto isso, novamente o Chicago deixou escapar em Boston mais uma vitória. Se tivesse obtido-a, teria pulado ele, e não o Celtics, na frente em 3-2 nesta que é a série mais emocionante até o momento nestes playoffs.

Nada menos do que três dos cinco jogos precisaram de prorrogações. Ontem foi mais um deles.

Como disse, o Bulls deixou a vitória escorregar por entre os dedos. Além de Kevin Garnett, ausente por contusão, Ray Allen foi eliminado do jogo com seis faltas a 5:26 minutos do final.

Naquele momento o Chicago estava na frente em 83-80. Chegou a vencer por 89-84, mas não sustentou a vantagem e bater um advesário debilitado.

Na prorrogação, uma bola dupla de Paul Pierce a dois segundos do fim do jogo colocou o Celtics na frente em 106-104 e o Bulls não conseguiu provocar a segunda prorrogação.

Time jovem, com potencial, mas inexperiente e com treinador jovem, inexperiente e sem potencial.

 

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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