Daequan Cook | Fábio Sormani

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011 NBA, basquete brasileiro | 22:51

NBB BOBEIA AO NÃO TENTAR CONTRATAÇÃO DE JOGADORES DA NBA. SPLITTER FOI PARA ESPANHA

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Tiago Splitter assinou contrato com o Valencia, da Espanha. Quer dizer: vai para a Europa ao invés de jogar no Brasil, onde, aliás, nunca jogou.

Nosso pivô do San Antonio Spurs é um ilustre desconhecido para nós em se tratando de clubes. Foi para o país ibérico quando tinha apenas 15 anos e só desfilou pelas quadras brasileiras com a camisa da seleção.

Uma pena: Tiago poderia reforçar uma das equipes do NBB. Recebeu propostas do Flamengo, Pinheiros e Franca, mas não rolou — e não sei por quê.

Esta notícia nos remete ao post passado. O NBB perde uma ótima oportunidade de trazer um grande jogador para deixar o campeonato atraente e tentar, com isso, cativar os torcedores exigentes — leia-se os fanáticos pela NBA.

Além de tudo o que foi dito em nossa conversa passada, o NBB tem que pensar também em rechear o nosso campeonato com jogadores que provocariam alvoroço na mídia. A contratação de Leandrinho Barbosa, que acabou de ser campeão carioca, foi excelente; a vinda de Splitter também seria.

Com o locaute na NBA, nossos times deveriam pensar num jeito de tirar uma lasquinha desta situação. Sabemos que o dinheiro é escasso, mas, como disse, é agora que a gente vê quem é quem.

Os competentes conseguem tornar possível o impossível; os incompetentes não fazem a menor ideia do que fazer neste momento e dormem em berço esplêndido.

Volto a falar do caso Neymar, que é um divisor de águas na história recente do nosso futebol. Alguém poderia imaginar que o Santos conseguiria gerar dinheiro e segurar o jogador no Brasil?

Não, ninguém imaginava que isso pudesse acontecer. Mas o presidente santista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, foi genial: ele e sua equipe conseguiram fazer dinheiro onde ninguém imaginava que pudesse existir.

O mesmo vale para o basquete. Será que ninguém consegue bolar um projeto envolvendo algum jogador da NBA que possa gerar interesse de patrocinadores?

Claro que não dá para contratar o “dream team” norte-americano, mas jogadores medianos a gente poderia tentar amealhar. Se isso ocorrer, haveria a possibilidade de se desperta o interesse de muitos que torcem o nariz para o nosso campeonato.

Já pensaram Leandrinho se juntando a Splitter, Varejão e Nenê, que se juntariam, por exemplo, a Raja Bell, Carlos Arroyo, Rasual Butler, Shelden Williams, Jason Kapono, Anthony Carter, Jannero Pargo, Keith Bogans, Earl Boykins, Daequan Cook, Damien Wilkins, James Johnson, Josh Powell, Mo Peterson, Renaldo Balkman, Antonio Daniels, Erick Dampier, Kwame Brown, Leon Powe, Keyon Dooling?

Esses jogadores despertariam interesse de torcedores, com certeza, pois viriam carimbados com o logo da NBA.

Volto a dizer: se o NBB quer fisgar o coração do torcedor brasileiro afeito à NBA, é preciso fazer algo. Apenas achar que haverá a migração pura e simples, repito, é muita ingenuidade.

Notas relacionadas:

  1. DISTENSÃO MUSCULAR AMEAÇA TIAGO SPLITTER NO PRÉ-OLÍMPICO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de maio de 2011 NBA | 02:16

MIAMI SURPREENDE A MAIORIA E ESTÁ NA FINAL

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Realmente, foi espetacular. O jogo foi espetacular porque o final foi espetacular. O que LeBron James jogou nos minutos derradeiros foi uma enormidade.

Comandou a corrida de 16 a 0 que o Miami fez para selar a série diante do Boston em 4 a 1 após a vitória por 97 a 87. Isto feito, o Heat chega à final da Conferência Leste, fato que não ocorria desde 2006, quando, aliás, o time conquistou seu único título de campeão da NBA.

Sim, o Miami está na final.

Muitos frequentadores deste botequim não acreditavam que isso pudesse acontecer. Aliás, diria eu, a maior parte; acho que a esmagadora maioria.

Muitos cometeram o exagero de dizer que o Miami nem se classificaria para os playoffs. Outro tanto afirmou que se chegasse, cairia na semifinal, pois não passaria nem por Boston ou Orlando. Alguns chegaram a afirmar que nem mesmo pelo Chicago ou Atlanta.

O time não tem técnico, justificava grande parcela dos céticos. Falta um armador, um cara para organizar o jogo, apontava outra quantia significativa de torcedores. Ah, com esse garrafão não dá, gritava outra ala que frequenta este botequim.

O Miami calou a todos. Está na final do Leste e entra como o grande favorito, não importa o vencedor da série entre Chicago e Atlanta. Creio que todos, neste momento, concordam quanto a isso.

E por que é favorito? Simples: um time que consegue reunir Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh é sempre favorito para ganhar jogos e confrontos.

Eu sempre disse aqui: não precisa de armador, um cara meia-boca resolve; é só passar o meio da quadra e entregar a bola para qualquer um dos três. Sem contar que LeBron James, além de ala, joga também de armador.

E repito o que já disse aqui: um armador nato talvez estragasse o time. Com ele em quadra, a bola teria que estar em suas mãos sempre. Isso talvez tirasse a espontaneidade do trio. E a gente bem sabe que o basquete da NBA é isso: improviso, instinto.

Até comparei: se fosse música, a NBA seria o Jazz.

Sem armador tipo Rajon Rondo e Jason Kidd, a bola não tem o carimbo de ninguém. Ela está nas mãos de um ou de outro. Hora está com LBJ; hora está com D-Wade; ora está com Mario Chalmers; e hora está com Mike Bibby.

O adversário fica perdido. Como marcar isso? Se você tira o volume do jogo de Rajon, você segura o Boston. E foi o que aconteceu nesses últimos jogos da série: marcado e limitado pela contusão, o Celtics parou.

O segredo do jogo de triângulos de Phil Jackson é exatamente esse: o time não tem armador. A armação passa pelas mãos de Kobe Bryant, Derek Fisher e Lamar Odom. Cansei de falar isso aqui neste botequim, mas fui massacrado por muita gente.

Quanto aos pivôs, dizia o mesmo: é só colocar no elenco uns quatro pirulões para pegar rebotes, dar peitadas nos adversários que está resolvido. E citei como exemplo o Chicago de Michael Jordan.

Nos seis títulos conquistados não tinha nenhum pivô ao menos razoável. Eram todos fracos. O melhor deles foi Bill Cartwright, mas quando o time começou a ganhar ele já estava velho e limitado pela idade.

Era muito claro pra mim: se LBJ e D-Wade se entendessem, não tinha como não dar certo. Eles são geniais.

Geniais dentro e fora das quadras. Os dois se entendem perfeitamente. Não há ciúmes entre eles. Cada um sabe o momento do outro. Não são “prima-donas”. Longe disso.

E Bosh, se não está no mesmo nível dos outros dois (e não está mesmo), faz o papel que Pau Gasol fez no Lakers nos dois títulos conquistados. E o Miami, ao contrário do Lakers, tem dois Kobe Bryant.

Então, não tem como dar errado.

O grande adversário era a falta de entrosamento. Ele veio com o tempo. Outro grande oponente foi a pressão da mídia. Os holofotes não se apagavam e isso pesou para o grupo.

À medida que as luzes se voltaram para o Chicago e Boston, que brigavam pela liderança do Leste, o Miami encontrou paz. E em paz pôde corrigir seus erros.

E Erik Spoelstra, que foi ridicularizado por muitos neste botequim, se não é um Phil Jackson, Doc Rivers ou Gregg Popovich, provou que não é nulo como se imaginava. Ele montou a defesa desse time. De posse de bola, deixou que os jogadores se divertissem em quadra, como se estivessem em um playground.

O Heat está na final e é o favorito para ganhar o título. Se vai ganhar eu não sei; acho que sim.

E se ganhar tem tudo para, nos próximos quatro anos, tempo restante da duração do contrato do trio com a franquia, ganhar mais uns dois campeonatos, completando os três títulos que eu imaginei que o time pudesse ganhar quando Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh (foto Getty Images) se reuniram no sul da Flórida.

MASSACRE

O Oklahoma City massacrou o Memphis por 99 a 72. No último quarto, o técnico Scott Brooks se deu ao luxo de poupar todos os titulares. Isso mesmo, todos: nenhum deles entrou em quadra.

Brooks mandou à quadra Eric Maynor, Daequan Cook, James Harden, Nick Collison e Nazr Mohamed. E a eles juntaram-se Nate Robinson e até mesmo Royal Ivey.

O Memphis, ao contrário, utilizou seus titulares em pouco mais da metade do tempo. Nem assim conseguiu vencer o período. O time do Tennessee entrou atrás no marcador em 71 a 52. E apanhou no quarto derradeiro por 28 a 20, com show particular de Cook (foto AP), que encestou três de suas quatro bolas triplas atiradas contra a cesta adversária.

Os reservas do Thunder, aliás, deram um show. Anotaram 43 dos 99 pontos, enquanto que os titulares marcaram 46. Com uma intensidade dessas, não tem mesmo como perder.

Tudo funcionou como um relógio suíço — perdoem-me, por favor, o trocadilho, mas achei melhor dizer que o time funcionou como um relógio suíço ao invés de escrever que o time funcionou como uma máquina bem azeitada.

Mas não importa, o fato é que funcionou. Marcou muito, especialmente os dois grandalhões do Grizzlies, Marc Gasol e Zach Randolph. O espanhol ainda teve um duplo dígito na pontuação, 15, mas pegou apenas cinco rebotes. Z-Bo esteve irreconhecível: nove pontos e sete rebotes.

O OKC abre 3 a 2 na série. Pela primeira vez lidera o confronto. O Memphis está atrás pela primeira vez neste embate. Está atrás, aliás, pela primeira vez nestes playoffs.

Como será que o time vai reagir?

Notas relacionadas:

  1. BOSH NO MIAMI COM D-WADE. E LBJ?
  2. MIAMI PODE ENTRAR PRA HISTÓRIA
  3. MIAMI PEGA MAIS UM!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 30 de março de 2011 NBA | 10:41

FALTA ALGUMA COISA AO OKLAHOMA CITY

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O Oklahoma City venceu mais uma. Foi a quarta consecutiva. Das últimas 15 partidas, ganhou 13.

Pouco tenho falado sobre o Thunder neste botequim. Abro meu coração a vocês e digo que o time de Kevin Durant não me empolga. Não deixo de ver um jogo do Chicago, Boston, Miami, San Antonio, Lakers, Dallas e Denver para ver o Oklahoma City.

Pra mim, falta alguma coisa ao time. Ele não tem “appeal”.

Derreti-me de paixão por Durant logo após o Mundial da Turquia. Antes do evento turco, nunca tinha tido a oportunidade de ver KD (Foto AP) acabar com uma partida de basquete. No Mundial turco eu vi; e várias delas.

Mas começou a NBA e tudo voltou a ser o que era. Durant segue fazendo seus pontos (é novamente o cestinha do torneio com 27,9 tentos por jogos), mas o time não me parece meter medo em nenhum dos grandes que vão brigar pelo título.

Num retrospecto contra as fortalezas desta temporada, San Antonio, Lakers, Dallas, Chicago, Boston e Miami, temos o seguintes:

San Antonio (0-3)
Lakers (0-2)
Dallas (1-2)
Chicago (1-1)
Boston (1-1)
Miami (1-1)

Como se vê, o Oklahoma City não tem vantagem sobre nenhum dos “top teams”. Tem um retrospecto de quatro vitórias e dez derrotas, aproveitamento de 28,5%. Apenas equilibra os confrontos contra os times do Leste. Mas eu coloco um asterisco em dois desses embates:

Chicago – sua vitória em casa sobre o Bulls foi na primeira partida do campeonato. O Chicago estava em formação, tentando entender o sistema do novo treinador, Tom Thibodeau. Pergunto: será que venceria hoje?

Miami – Perdeu para o Heat, em casa, num momento em que o time do sul da Flórida vinha de uma campanha cambaleante com cinco derrotas nos últimos sete jogos. Não conseguiu tirar uma casquinha do adversário naquele momento.

Mas contra os times do Oeste, contra quem ele vai digladiar, o retrospecto é negativo, péssimo eu diria. Ou seja: uma vitória e sete derrotas, desempenho de 14,2%.

O Oklahoma City está hoje em quarto lugar no Oeste. Se passar pelo Denver, o quinto, o que eu acho que pode não ocorrer pela bola que o Nuggets vem jogando, o Thunder pega o vencedor de San Antonio e Memphis, que deve ser o Spurs. E, como vimos, o time de Kevin Durant tem um retrospecto de 0-3 diante do time texano.

O Thunder deu trabalho para o Lakers nos playoffs do ano passado. Estava em Los Angeles quando do primeiro jogo. Vi tudo de perto. Depois, já no Brasil, acompanhei o restante do confronto, vencido pelo Lakers por 4 a 2 e com muita dificuldade.

Esperava-se muito do time nesta temporada. Achava que fosse ter a segunda melhor campanha da conferência, atrás apenas do Lakers. Foi a minha aposta; quebrei a cara.

O OKC é apenas o quarto colocado no Oeste. Não conseguiu passar a perna nem mesmo no Dallas, um time que não tem coração de campeão.

Ontem precisou de uma prorrogação para vencer o frágil Golden State (115 a 114). Deixou a vitória escapar no tempo normal feito time mirim. Vencia por 106 a 100    a 13 segundos do final, jogando em casa, quando Russell Westbrook acertou dois lances livres.

Lembrem-se, a 13 segundos do final e jogando em casa.

Sofreu uma bola de três a 11 segundos do fim (106 a 103) e tinha a posse de bola. Mas um fundo-bola mal dado por Daequan Cook fez com que a pelota fosse recuperada pelo adversário e terminasse com uma cesta de três de Monta Ellis, da ponta esquerda do ataque californiano.

Na prorrogação, quase viu a vitória ir para o espaço. Ellis errou o arremesso final que, se cai, daria a vitória aos visitantes.

Foi emocionante; mas foi contra o Golden State — e não contra o San Antonio, Lakers, Dallas, Chicago, Boston, Miami…

Como disse acima, falta alguma coisa ao Oklahoma City. O time realmente parece não ter “appeal” de campeão.

REVANCHE?

“Doce Revanche”. Este é o título da capa da home da NBA no site da ESPN norte-americana refletindo a vitória do Cleveland sobre o Miami de LeBron James por 102 a 90. Exagero, concordam? Que revanche foi essa? Por que perdeu o primeiro jogo?

Bobagem.

Revanche seria se o Cleveland tivesse disputando vaga com o Miami de LeBron James (Foto AP), seu desafeto, e tivesse vencido o rival e deixado-o de fora dos playoffs. Isto sim, a meu ver, seria revanche.

O gostinho doce na boca dos torcedores do Cavs pode ser sentido apenas pelo fato de o time ter freado a ascensão do Miami rumo ao segundo (ou mesmo primeiro) posto da Conferência Leste. Afinal, na segunda-feira, Chicago e Boston (líder e vice-líder) haviam perdido.

E a gente sabe que se o Heat acabar mesmo em terceiro (sua atual posição) vai pegar o Boston (muito provavelmente). E jogar contra o Celtics (de quem ele ainda não venceu nesta temporada), sem o mando de quadra, dificilmente o Miami obterá sucesso.

Até porque LeBron (“triple-double” ontem com 27 pontos, 12 assistências e dez rebotes), a gente bem sabe, não é conhecido por sua superação em jogos decisivos dos playoffs.

Notas relacionadas:

  1. COISA DE TIME PEQUENO
  2. KEVIN DURANT COMANDA O OKLAHMA CITY NA CONQUISTA DE SEU PRIMEIRO TÍTULO NA NBA
  3. OKLAHOMA CITY E KEVIN DURANT, QUEM SÃO ELES?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 15 de fevereiro de 2009 NBA | 14:12

O DIA EM QUE LEX VENCEU O SUPER-HOMEM

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Como disse ontem, a noite de sábado do “All-Star Weekend” é a minha favorita. Supera o domingo, quando acontece o Jogo das Estrelas.

Este, muito mais uma farra do que uma partida de basquete.

No sábado não, no sábado quem entra em quadra compete pra valer. E foi assim novamente em Phoenix, como tem ocorrido desde 1984, quando o evento deixou de ser apenas a partida dominical para ramificar-se com atrações na sexta e no sábado.

O ponto alto de ontem?

Ora, o torneio de enterradas. Contrariando a lógica, Nate Robinson bateu Dwight Howard, o meu favorito.

O Super-Homem, a meu ver, cometeu um grande pecado: a enterrada com a cesta mais alta, precedida da troca de identidade na cabine telefônica, deveria ter sido a tacada final.

O ginásio viria abaixo e os fãs que decidiram o vencedor talvez tivessem cravado seu voto no gigante do Orlando de 2m11 de altura.

Mas o desempenho final de Robinson foi espetacular. Não há como não reconhecer isso.

A misancene do atleta do New York foi espetacular. Entrou de verde, simbolizando a kriptonita, tentando neutralizar a força do Super-Homem. Entrando na brincadeira, Reggie Miller, comentarista da TNT, lascou: “Lex Luthor está em quadra neste momento”.

Até a bola da enterrada final (foto AP), usando como leve apoio exatamente o pivô do Orlando, era verde, como o meteorito que mina as forças do super-herói.

Ao final, o baixinho de apenas 1m75 de altura agradeceu e elogiou o espírito esportivo do Super-Homem, que possibilitou a lance extremo que rendeu-lhe o campeonato.

Detalhe: o próprio Howard, instantes antes de Sherryl Miller ler o nome vencedor, apontou o armador do Knicks, num claro reconhecimento do feito de Robinson.

Justo prêmio.

TRIPLO

Alguém dava um tostão furado a Daequan Cook? Pra falar a verdade, eu mal me lembro dele em quadra jogando com a camisa 14 do Miami.

Mas o ala/armador do Heat mostrou frieza e precisão e tornou-se, por isso, o legítimo vencedor.

A decepção, para mim, ficou por conta do desempenho de Roger Mason Jr., em quem eu apostava minhas fichas. Esperava muito mais do ala do San Antonio, que tem sido mortal nesta temporada nas bolas de três nos momentos decisivos de algumas partidas.

Ontem, pipocou.

HABILIDADE

Derrick Rose foi o vencedor. A enterrada final fechou com chave de ouro – perdoem o lugar-comum – o desempenho do armador do Chicago, o mais forte candidato ao prêmio “Rookie of the Year” desta temporada.

Mo Williams, meu escolhido, foi atrapalhado por um pegador de bola. Perdeu precioso segundo naquele momento que custaram-lhe a passagem para a decisão do torneio.

Mas o troféu de Rose foi merecido.

ARREMESSOS

Arron Afflalo foi um fiasco, mas Bill Laimbeer e Katie Smith jogaram pelo ala/armador do Detroit e garantiram o título do torneio dos arremessos de vários pontos da quadra.

Leandrinho, o segundo brasileiro a participar de um “All-Star Weekend”, deu-se mal ao lado de Dan Majerle e Tangela Smith. Ficou no meio do caminho.

Observação: respondi ontem uma mensagem do parceiro deste botequim Henrique Suzuki de maneira equivocada. Dizia ele que Nenê participou por dois anos seguidos do “Rookie Game” e eu disse que não.

Mas Suzuki está correto: o são-carlense atuou no primeiro torneio como rookie e o segundo como sophomore.

ASG

Se o jogo desta noite não estiver no pau da metade do último quarto para o fim, vai ser um porre. Isso porque os jogadores querem apenas se exibir; como se fossem um globethrotter.

E o público que se dane.

Os atletas só encaram pra valer a partida, como disse, se ela estiver em aberto ao seu final.

A atração do jogo desta noite será o reencontro de Shaquille O’Neal com Phil Jackson e Kobe Bryant, pela primeira vez desde que Shaq deixou o Lakers, em 2004.

Como será? Nostálgico?

DEMISSÃO

O jornal “Arizona Republic”, de Phoenix, anunciou em sua edição eletrônica deste domingo que o técnico Terry Porter (foto Reuter) deve ser demitido amanhã, segunda-feira. O dono da franquia, Robert Sarver, não desmentiu a notícia.

Ao contrário, disse que nada tinha sido definido. Portanto, o assunto está em pauta.

Ótimo, que se confirme mesmo a saída de Porter, um técnico de conhecimento limitado, indeciso e sem convicção alguma. A campanha do time justifica tal atitude.

O Suns é apenas o nono colocado da Conferência Oeste com um recorde de 28-23 e fora do G-8 neste momento.

Segundo o jornal informou, Porter deverá ser substituído por Alvin Gentry, um de seus assistentes. O motivo para uma solução doméstica é financeira; as franquias estão medrosas neste momento em razão da crise financeira mundial.

Que a notícia tenha o sabor de novos tempos para Leandrinho Barbosa.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,