NBB BOBEIA AO NÃO TENTAR CONTRATAÇÃO DE JOGADORES DA NBA. SPLITTER FOI PARA ESPANHA
Tiago Splitter assinou contrato com o Valencia, da Espanha. Quer dizer: vai para a Europa ao invés de jogar no Brasil, onde, aliás, nunca jogou.
Nosso pivô do San Antonio Spurs é um ilustre desconhecido para nós em se tratando de clubes. Foi para o país ibérico quando tinha apenas 15 anos e só desfilou pelas quadras brasileiras com a camisa da seleção.
Uma pena: Tiago poderia reforçar uma das equipes do NBB. Recebeu propostas do Flamengo, Pinheiros e Franca, mas não rolou — e não sei por quê.
Esta notícia nos remete ao post passado. O NBB perde uma ótima oportunidade de trazer um grande jogador para deixar o campeonato atraente e tentar, com isso, cativar os torcedores exigentes — leia-se os fanáticos pela NBA.
Além de tudo o que foi dito em nossa conversa passada, o NBB tem que pensar também em rechear o nosso campeonato com jogadores que provocariam alvoroço na mídia. A contratação de Leandrinho Barbosa, que acabou de ser campeão carioca, foi excelente; a vinda de Splitter também seria.
Com o locaute na NBA, nossos times deveriam pensar num jeito de tirar uma lasquinha desta situação. Sabemos que o dinheiro é escasso, mas, como disse, é agora que a gente vê quem é quem.
Os competentes conseguem tornar possível o impossível; os incompetentes não fazem a menor ideia do que fazer neste momento e dormem em berço esplêndido.
Volto a falar do caso Neymar, que é um divisor de águas na história recente do nosso futebol. Alguém poderia imaginar que o Santos conseguiria gerar dinheiro e segurar o jogador no Brasil?
Não, ninguém imaginava que isso pudesse acontecer. Mas o presidente santista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, foi genial: ele e sua equipe conseguiram fazer dinheiro onde ninguém imaginava que pudesse existir.
O mesmo vale para o basquete. Será que ninguém consegue bolar um projeto envolvendo algum jogador da NBA que possa gerar interesse de patrocinadores?
Claro que não dá para contratar o “dream team” norte-americano, mas jogadores medianos a gente poderia tentar amealhar. Se isso ocorrer, haveria a possibilidade de se desperta o interesse de muitos que torcem o nariz para o nosso campeonato.
Já pensaram Leandrinho se juntando a Splitter, Varejão e Nenê, que se juntariam, por exemplo, a Raja Bell, Carlos Arroyo, Rasual Butler, Shelden Williams, Jason Kapono, Anthony Carter, Jannero Pargo, Keith Bogans, Earl Boykins, Daequan Cook, Damien Wilkins, James Johnson, Josh Powell, Mo Peterson, Renaldo Balkman, Antonio Daniels, Erick Dampier, Kwame Brown, Leon Powe, Keyon Dooling?
Esses jogadores despertariam interesse de torcedores, com certeza, pois viriam carimbados com o logo da NBA.
Volto a dizer: se o NBB quer fisgar o coração do torcedor brasileiro afeito à NBA, é preciso fazer algo. Apenas achar que haverá a migração pura e simples, repito, é muita ingenuidade.
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