28/10/2009 - 11:36
A temporada mal começou, mas não gostei do que vi em Cleveland. Sim, pois o que vi em Cleveland foi o mesmo Cleveland da temporada passada: dependente ao extremo de LeBron James.
Se o que vi não foi a) análise equivocada de minha parte; b) desajuste natural de uma primeira partida de campeonato, seguramente o Cavs não terá chance alguma de conquistar seu primeiro título de campeão.
É impossível um jogador, sozinho, fazer uma equipe conquistar um campeonato. Já disse aqui: nem mesmo Michael Jordan conseguiu isso.
Enquanto LeBron James fazia tudo no Cleveland (38 pontos, oito assistências, quatro rebotes, quatro tocos e dois desarmes), no Boston a tarefa foi dividida. Como sempre.
Ray Allen anotou 16 pontos; Kevin Garnett deixou 13 no aro do Cavs e pegou ainda uma dezena de rebotes; o estreante Rasheed Wallace, que saiu do banco como todos previam, marcou 13 tentos em seu debu; e Paul Pierce cravou 23 pontos e confiscou ainda 11 rebotes.
Enquanto LBJ fazia uma força danada para pontuar, Pierce, calmamente, anotou os últimos oito pontos do Boston e decretou a vitória do Celtics por 95-89.
Pierce joga sem fazer força – o mesmo eu não consigo ver em LeBron.
Foi o primeiro triunfo do alviverde de Massachusetts em Ohio desde 2004. Colocou-se um ponto final neste incômodo tabu que durava oito partidas.
Depois do jogo de ontem fiquei mais convicto ainda: se nenhum jogador do Boston se contundir durante a temporada, não vai ter pra ninguém no Leste.
Enquanto isso, no Oeste, o Lakers fez uma festona dentro do Staples Center.
A cerimônia de entrega do troféu e dos anéis aos campeões da temporada passada foi muito bonita. E com direito a participação de alguns (poucos) veteranos jogadores que ganharam títulos desde que a franquia mudou-se de Minneapolis para Los Angeles.
Magic Johnson, Jerry West, James Worthy, Norm Nixon, Michael Cooper, Jamaal Wilkes, A.C. Green, Rick Fox e Robert Horry estiveram presentes ao evento. Fiquei pensando enquanto via a festa: Shaquille O’Neal não deveria estar de terno e gravata junto com os outros veteranos?
Sei lá, acho que ainda estava contaminado pelo que tinha acabado de ver na Quicken Loans Arena de Cleveland.
Mas voltando a Los Angeles, o jogo foi legal. Dava para ver que o Lakers não iria perder, como não perde, venceu por 99-92, mas o Clippers não fez feio.
Ficou provado, pelo que pude constatar, que o tricolor angelino, com a presença de Blake Griffin, será um time e tanto para se ver e se apostar.
O destaque da partida acabou sendo Kobe Bryant. Ele anotou 33 pontos e fisgou oito ressaltos.
Mas não dá para não falar dos 26 pontos e 13 rebotes de Andrew Bynum. Bem como os 16 pontos e 13 rebotes de Lamar Odom.
Ron Artest teve uma estréia discreta: dez pontos, cinco rebotes e quatro assistências.
Kobe, Bynum, Lamar e Artest. Ah, sim, Pau Gasol não jogou por estar machucado.
Enquanto isso, em Cleveland, tudo nas costas de LeBron James. Se Shaq não tirar o paletó e a gravata, vai mesmo ficar para o ano que vem.
Mas, como disse acima, a temporada mal começou. Vamos, pois, aguardar.
NOTINHAS
Não pude ver as vitórias do Washington diante do Dallas (102-91) e do Portland sobre o Houston (96-87). Se alguém assistiu e quiser nos informar o que aconteceu no Texas e no Oregon, nossos ouvidos estão atentos.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Boston, Celtics, Cleveland, Clippers, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, LeBron James, magic johnson, Paul Pierce, Ron Artest, Shaquille O'Neal
27/10/2009 - 09:20
Bem, galera, finalmente a bola sobe hoje à noite. Foram quatro meses e meio de espera.
Mas estamos todos aqui, firmes e fortes – felizmente. Espero ver todos os parceiros de volta.
Ontem a gente falou sobre os destaques individuais. Hoje, vamos falar sobre as equipes.
Quais vão se destacar neste campeonato?
Vamos, pois aos posicionamentos dos times durante a fase de classificação. Pelo menos é assim que eu vejo antes de a bola subir.
LESTE
1º.) Boston — O time manteve seu núcleo intacto. Muitos torcem o nariz achando que o trio de ouro do Celtics (Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen) está envelhecido. É verdade, mas nada que possa comprometer tanto assim o desempenho do time. Além disso, veio Rasheed Wallace com seu baita coração e uma enorme experiência. E no banco há um treinador diferenciado: Doc Rivers.
2º.) Cleveland — O entrosamento que o Boston tem, o Cavs não tem. Os grandes times são formados muito antes de a primeira conquista aparecer. Por mais que Shaquille O’Neal adicione experiência e qualidade ao time (e Anderson Varejão vai se aproveitar disso), a química ainda não deve ser a ideal para dobrar o Boston; pelo menos durante a fase de classificação. Quem sabe nos playoffs isso ocorra e Shaq e LeBron James (ambos em foto AP) se tornem como Lennon e McCartney.

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics no Leste
3º.) Orlando — A chegada de Vince Carter, que eu, num primeiro momento, achei que não iria ser tão impactante assim, pode lançar o Magic num patamar ainda mais alto que na temporada passada. Pelo menos foi o que se viu na “Pre-Season”. E o time vai mesmo precisar disso, pois Boston e Orlando estão a todo o vapor. Dwight Howard, Jameer Nelson, Rashard Lewis e Vince Carter podem ser a nova versão dos Fab 4.
4º.) Atlanta — O time da Georgia está entrosadinho da silva – o mesmo entrosamento que eu acho que o Cleveland vai sentir falta no início desta temporada. Além disso, mais experiente ainda. Mike Woodson tem o grupo na mão. O ego dos jogadores fica sempre do lado de fora do ginásio. Todos trabalham e pensam em grupo. Há jogadores interessantes no elenco, como os armadores Mike Bibby e Joe Johnson, além dos pivôs Al Horford e Josh Smith. O time ainda ganhou o reforço de Jamal Crawford, que vai aumentar o poder de fogo durante as partidas.
5º.) Chicago —Derrick Rose, Janero Pargo, Luol Deng, Tyrus Thomas e Joakim Noah deve ser o quinteto titular. No banco, boas opções, como John Salmons, Kirk Hinrich, Brad Miller e os novatos Taj Gibson e James Johnson. A saída de Ben Gordon será seguramente sentida, especialmente nos momentos decisivos. Mas não se esqueçam que D-Rose está um ano mais velho e mais experiente. O problema do time está no banco: Vinnie Del Negro, pelo menos para mim, não é confiável.
6º.) Washington — A franquia contratou Flip Saunders, um treinador experiente e que está acostumado a levar suas equipes aos playoffs. O grande ponto de interrogação fica por conta da saúde de seus jogadores. Gilbert Arenas estará 100%? E Antawn Jamison? Se os dois jogarem a maioria das partidas (Jamison, por exemplo, já ficará de fora três semanas), ao lado de Caron Butler esse time pode fazer um barulho legal. Mas eu realmente tenho dúvidas quanto a saúde deles.
7º.) Miami — Os analistas não estão botando muita fé no Heat. Também fico com um pé atrás, mesmo com Dwyane Wade no elenco. Ele não vai levar o time sozinho nas costas. É impossível; nem Michael Jordan fez isso no Chicago. D-Wade vai precisar de um bom apoio. Será que Michael Beasley poderá ser essa ajuda? Não se esqueçam que Beasley é imaturo e apronta quando menos se espera. Jermaine O’Neal tem um histórico preocupante de contusões. Sobre Mario Chalmers, pouco para ajudar Dwyane.
8º.) Detroit — O Pistons chega nesta temporada com um novo treinador: John Kuester. Novato como técnico principal, Kuester vinha trabalhando como assistente. Esteve no Cleveland nos últimos anos ao lado de LeBron James. Trabalhou também no Philadelphia na época de Allen Iverson. Mas o principal é que ele esteve na franquia, ao lado de Larry Brown, quando o time conquistou o título em 2004. Acho que foi a melhor aquisição para esta temporada, em que pese as chegadas de Ben Gordon e Charlie Villanueva. A saída de Rasheed Wallace será sentida, mas quem sabe Ben Wallace não possa compensar.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Boston 4-0 Detroit
Cleveland 4-0 Miami
Orlando 4-2 Washington
Chicago 4-3 Atlanta
Semifinais
Boston 4-2 Chicago
Cleveland 4-3 Orlando
Final
Boston 4-3 Cleveland
Campeão = Boston

Kobe Bryant, líder do melhor time da NBA, é a esperança do Los Angeles Lakers na luta pelo bicampeonato
OESTE
1º.) Lakers — Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum. Tem time melhor neste momento? Duvido; creio que não. Ainda por cima, há no banco de reservas gente do calibre de Lamar Odom, sem contar que Shannon Brown dá sinais de que evoluiu. Adam Morrison fez uma baita “summer-season” e pode ser ótima opção de banco para os tiros longos. Ah, e por falar em banco, lá está Phil Jackson, o mais subestimado treinador da história do basquete nos EUA. E em quadra, claro, Kobe, the Black Mamba (foto AP).
2º.) Denver — O time de Nenê Hilário não aparece bem cotado na bolsa das apostas. Mas eu ponho parte de minhas fichas no time colorado. Manteve a base, pegou um moleque bom de bola como o Ty Lawson, que vai ajudar a dar um refresco para Chauncey Billups, e tem um treinador, George Karl, que consegue controlar egos e não cria atritos desnecessários com o grupo. Sua força de garrafão com o brasuca de São Carlos mais Kenyon Martin, Chris Andersen e Carmelo Anthony não se encontra tão facilmente na praça. É um dos melhores “froncourt” da liga. E Melo é um jogador diferenciado.
3º.) San Antonio — Tim Duncan ainda é Tim Duncan. Tony Parker ainda é Tony Parker. Mas e Manu Ginobili, será que ele será nesta temporada o Manu que a gente conhece e admira? Tenho dúvidas – acho que não. Os Três Tenores perdem sua força sem a força do argentino. Quanto as contratações, o time melhora muito com a chegada do veterano Richard Jefferson. Theo Ratliff vai ajudar Timmy a descansar, mas é em DeJuan Blair que a maioria aposta – principalmente Gregg Popovich, um dos melhores treinadores da NBA de todos os tempos.
4º.) Portland — É o time queridinho de todos nos EUA no momento. E não sem merecer. Nate McMillan vem lapidando o grupo com muita paciência há duas temporadas. Espera colher frutos nesta. Perdeu apenas um jogador em relação ao grupo passado: o espanhol Sergio Rodriguez foi para o Sacramento. O Blazers o substituiu por Andre Miller, veterano que quer ser titular. Pode? Brandon Roy será a referência do grupo em quadra. Uma melhora na campanha vai depender também muito da melhora do pivô Greg Oden. Ele se mostrou muito verde na temporada passada.
5º.) Utah — Jerry Sloan segue sendo um dos meus treinadores favoritos na NBA. Costuma tirar leite de pedra. Lógico que para isso precisa ter jogadores com qualidade. E ele os tem em Salt Lake City em Deron Williams, de quem sou fã de carteirinha, e em Paul Millsap. Resta saber qual será o grau de empolgação e comprometimento de Carlos Boozer nesta temporada. Se ele estiver envolvido como projeto, o Jazz poderá seguir mais adiante ainda do que esta quinta colocação. Não se esqueçam que no grupo ainda há Ronnie Brewer, Andrei Kirilenko e Memo Okur. Na temporada passada as contusões mataram o time. Mesmo assim, Coach Sloan não se curvou às adversidades.
6º.) Dallas — Josh Howard, jogador talentoso e de vidro, é o maior problema do time texano. As últimas notícias dão conta de que ele poderá perder as duas primeiras semanas da temporada. Sem ele, Dirk Nowitzki ficará sobrecarregado em quadra, pois Jason Kidd é um belíssimo ator coadjuvante; não tem roteiro para ser o principal. Shaw Marion também não passa de um ótimo ajudante, assim como Drew Gooden. Quer dizer: coadjuvantes há, atores principais faltam.
7º.) Clippers — Blake Griffin (foto AP) deverá causar um grande impacto na equipe. O moleque dá mostras de que chegou preparado para o jogo da NBA. Em apenas 28 minutos de média nos primeiros sete cotejos como profissional, fez 13.7 pontos e apanhou 8.1 rebotes. Levou o time ao primeiro lugar no Oeste na “Pre-Season”. Mas o primo pobre de LA não se resume apenas a Griffin. Há jogadores bons e experientes como Marcus Camby (que será muito importante no aprendizado de Griffin), Ricky Davis e principalmente Baron Davis.
8º.) New Orleans — Não há mais Tyson Chandler; há Emeka Okafor. Muda alguma coisa. O técnico Byron Scott poderá seguir com seu roteiro, baseado num tripé com Chris Paul, David West e um pivô. Muito do sucesso do time nesta temporada vai depender também da saúde de Peja Stojakovic. Seria bom, também, que James Posey jogasse um pouquinho. Ajudaria – e muito.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Lakers 4-0 New Orleans
Denver 4-1 Clippers
San Antonio 4-0 Dallas
Portland 4-3 Utah
Semifinais
Lakers 4-3 Portland
Denver 4-3 San Antonio
Final
Lakers 4-2 Denver
Campeão = Lakers
CAMPEÃO
Boston x Lakers é a minha previsão de final para esta temporada. Será a chance que o time de Los Angeles espera para vingar-se da derrota de há dois anos.
Conseguirá?
Creio que sim.
Pra mim, o Lakers ganha o título novamente – como ocorreu na temporada passada.
Mas será uma final e tanto, diferentemente do que aconteceu diante do Orlando. Creio que teremos sete jogos.
Pra cardíaco nenhum reclamar.
AUSÊNCIA
Como vocês puderam ver, não coloco o Phoenix nestes playoffs. Faço-o com o coração partido, pois lá está Leandrinho Barbosa.
Gostaria muito que o time chegasse – e bem. Mas não acredito numa equipe dirigida por Alvin Gentry.
É pouco para uma franquia do porte do Suns. O time não funciona como time.
Steve Kerr apostou todas suas fichas em Steve Nash. Tenho dúvidas; acho que não vai dar certo.
Jason Richardson só tem olhos para a cesta, Grant Hill está velho e Amaré Stoudemire marca menos do que devia.
Por tudo isso, não acredito no Phoenix nos playoffs – muito menos em Leandrinho como melhor reserva, como alguns parceiros deste botequim apostam.
Espero estar errado.
NOITADA
A bola sobe logo mais às 21h30 de Brasília. E com um baita jogo: Cleveland x Boston.
Um aperitivo e tanto, talvez uma mostra do que poderá ser a final da Conferência Leste.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Meia hora mais tarde o Dallas recebe o Washington. Vai dar para a gente ter uma idéia do time da capital dos EUA e do que Flip Saunders já fez. Pena que Antawn Jamison estará de fora.
Ah, sim, quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Quando o relógio marcar meia-noite, o Portland enfrenta o Houston na Cidade das Rosas. Será que o Blazers vai jogar tudo o que se espera dele?
Quem tem o pacote NBA League Pass vai conferir.
Finalmente, à meia-noite e meia o clássico angelino entre Lakers e Clippers. Imperdível: o melhor time do campeonato (antes de a bola subir, é claro) diante de Blake Griffin e companhia.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai se deliciar.
CONCLUSÃO
Se você puder, não vacile: compre o pacote; não vai se arrepender.
O que é preciso? US$ 139.95 ou US$ 29.95 por mês pelo pacote da temporada regular. E uma conexão com um mínimo de dois mega de velocidade.
E mais nada.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Blake Griffin, Carmelo Anthony, Clippers, Dwight Howard, kevin garnett, Kobe Bryant, LeBron James, NBA, Nenê Hilário, Pau Gasol, Rasheed Wallace, Shaquille O'Neal, Tim Duncan, Tony Parker, Vince Carter
03/08/2009 - 19:41
Nem Clippers, nem Charlotte e nem Oklahoma City. Muito menos Memphis.
Allen Iverson acaba de receber a única proposta até o momento para jogar basquete na próxima temporada. E ela vem da Europa; ou melhor, da Grécia.
O Olympiakos acaba de oferecer US$ 10 milhões por dois anos de contrato. Traduzindo, US$ 5 milhões por temporada.
Pouco?
Para o Iverson do passado, uma ninharia; para o Iverson de hoje, ótima proposta.
Até porque, como disse, até o momento, nenhum time da NBA ofereceu nem um centavo sequer para o irrequieto armador.
Onde mais ele conseguiria esse dinheiro? Acho que em nenhum lugar.
Iverson está cheio de vontades, como se fosse um garoto mimado – mimado ele sempre foi, mas garoto ele não é mais.
Ele já avisou que não jogará a próxima temporada pelo mínimo oferecido a um veterano, que é US$ 1.9 milhão. Quer algo mais substancioso, em torno de US$ 8 milhões, que é o que ele acha que vale.
Ele já avisou também que não quer sair do banco (como reserva) e quer muitos minutos em quadra.
Vale a pena contratá-lo?
Não vale.
Muito dinheiro para um jogador em declínio e que é conhecido por ser um contumaz criador de casos.
Fosse ele e fecharia correndo esse contrato com o Olympiakos. Moraria dois anos na Grécia, viveria uma nova cultura, pisaria na história a cada esquina dobrada e ainda por cima conheceria, praticamente de graça, toda a Europa.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, NBA
Tags: Allen Iverson, Charlotte, Clippers, Memphis, Oklahoma City, Olympiakos
26/06/2009 - 12:59
Nenhuma grande surpresa no NBA Draft de ontem em Nova York. Blake Griffin (à direita, em foto AP) foi a primeira escolha: vai para o Clippers, todo mundo está careca de saber. Veja aqui a lista dos escolhidos na primeira rodada.
Depois dele, Hasheem Thabeet (Memphis), James Harden (Oklahoma City), Tyreke Evans (Sacramento) e Ricky Rubio (Minnesota). Estes foram os cinco primeiros.
O espanhol ficou na quinta posição, sendo que muitos apostavam que ele poderia ser a segunda escolha, indo para o Memphis no lugar de Thabeet, que deixou claro para o planeta que não quer jogar na terra de Elvis Presley.
Portanto, vamos esperar pelo movimento do mercado nos próximos dias para ver o que acontecerá com Thabeet. Será que ele fica no Grizzlies?
Sei não…
Quanto a Rubio (à esquerda, em foto AP), o que chama atenção no momento é a possibilidade de ele ficar na Espanha. Jogar mais um ou dois anos por lá.
Tanto que o Minnesota, com a escolha seguinte (sexta) recrutou outro armador. Jonny Flynn (Syracuse), numa clara demonstração de que não vai pegar o cabeludinho neste momento.
Sem contar que Rubio tem uma pendência judicial com DKV Joventut, que pede US$ 4.7 milhões para liberá-lo para a NBA. Rubio considerou a quantia abusiva e foi à justiça.
De resto, como disse ontem, este foi um draft pouco empolgante.
O que eu gostei foi da escolha do Denver. O time de Nenê selecionou o armador Ty Lawson, campeão do “college” por North Carolina.
O moleque conhece o jogo, pois aprendeu tudo com Roy Williams, seu treinador em Chapel Hill. Isso vai possibilitar usar ainda mais Chauncey Billups como ala/armador, o que vai aumentar o poder de fogo do time sem perder a qualidade na armação das jogadas.
Anthony Carter, por mais esforçado que seja, não tem qualquer brilho técnico, pois seu jogo é previsível. Como disse, ótima escolha.
Tyler Hansbrough, seu companheiro de escola, foi parar no Indiana. E o Chicago ficou chupando o dedo, pois o Bulls queria-o de qualquer maneira.
Não deu; vai ter que se contentar com James Johnson, um ala/pivô vindo de Wake Forest. Não tem o mesmo brilho de Hansbrough.
Por falar na Carolina do Norte, o Charlotte recrutou Geraldo Henderson, de Duke. Ótima escolha também, pois o armador, assim como Lawson, conhece o jogo.
Assim como Lawson, teve um grande professor. No caso dele, Mike Krzyzewski, aliás, o treinador dos EUA na conquista do ouro nos Jogos de Pequim.
Com Henderson no time, o Cats pode empurrá-lo também para a posição dois, substituindo Raja Bell quando for preciso, sem deixar cair o nível do time em quadra. Deve se revezar com Raymond Felton na armação do time.
O que chamou um pouco a atenção foram as três escolhas do Detroit: Austin Daye, DaJuan Summers e Jonas Jerebko. Por quê? Os três jogam de ala e ala/pivô.
Joe Dumars, manager do Pistons, provou mais uma vez que é um trapalhão. Entrou num rodízio e comeu picanha o tempo todo.
Outra escolha que merece destaque foi a feita pelo Milwaukee: Brandon Jennings, o moleque que saiu do ensino médio norte-americano e foi ganhar dinheiro no basquete italiano.
Por isso o time mandou Richard Jefferson para o San Antonio: Jennings, embora seja armador, pontua feito LeBron James. E como LBJ, pulou a etapa do basquete universitário.
O que mais… ah, sim, o Portland draftou mais um espanhol: Victor Claver. Junta-se a Rudy Fernandez, que estava sozinho no Oregon depois que Sergio Rodriguez foi para o Sacramento.
Os caras em Portland gostam mesmos dos espanhóis, não é mesmo? Será que eles estão de olho nos irmãos Gasol?
Acho que é isso. Se alguém tiver outras considerações, o palanque deste botequim está à disposição.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Blake Griffin, Clippers, Denver, Hasheem Thabeet, James Harden, Jonny Flynn, LeBron James, Minnesota, NBA, Nenê, Ricky Rubio, Ty Lawson, Tyreke Evans
29/01/2009 - 16:09
O Denver foi um fiasco ontem à noite. Pegou um adversário desfalcado de dois de seus melhores jogadores e perdeu.
Não importa que o jogo tenha sido em Nova Orleans. Vencer o Hornets, na situação referida, era imperativo.
Mesmo sem Carmelo Anthony.
Mas a vitória acabou não acontecendo.
Ao perder para o New Orleans por 94-81, deixou de encostar no oponente na tabela de classificação. Além disso, possibilitou a chegada do Portland em seus calcanhares, uma vez que o time do Oregon bateu o Charlotte, em casa, por 88-74.
O Hornets, com o triunfo, ficou com um recorde de 28-14 (66.7%) e o Denver com 30-16 (65.2%). Ambos poderiam estar empatados em número de derrotas.
Com os 16 revezes, o Nuggets fica com uma a menos do que o Blazers, que tem uma campanha de 28-17 (62.2%).
E no caso de terminar empatado ao final de classificação com o New Orleans, poderá perder no critério primeiro de desempate: confronto direto.
O Nuggets já fez seus dois jogos contra o Hornets no Pepsi Center. Perdeu um e ganhou outro. Foi derrotado no primeiro dos dois enfrentamentos na New Orleans Arena, ontem à noite.
Mais uma partida entre ambos vai ocorrer. Ela está marcada para o dia 25 de março, uma quarta-feira, novamente na Louisiannia.
O Denver tem que vencer para ao menos terminar o confronto em 2-2 e depois ver como se sai nos outros critérios de desempate.
Já disse aqui neste botequim: acho pouco provável que o Nuggets termine a fase de classificação entre os quatro primeiros.
DESFALQUES
Como disse acima, o New Orleans jogou sem dois de seus principais jogadores: David West e Tyson Chandler. Duas das três peças de seu “frontcourt”.
Mesmo assim, o Denver não conseguiu tirar proveito.
Jogar com Nenê (foto AP) e Kenyon Martin, o tempo todo, era o mais indicado. Foram explorados?
Médio, pois Chauncey Billups, uma vez mais, armou o jogo para si; J. R. Smith, com a posse de bola, enxergou, como sempre, apenas a cesta adversária.
Vejam a diferença entre os dois times no quesito assistências: 23 para o New Orleans, 18 para o Denver.
A diferença não é tão significante, concordo. Mas se a gente considerar que David West estava ausente do jogo, isso tem outro peso, pois só restava a CP3 atirar contra o aro adversário.
Billups não precisa disso, mesmo com a ausência de Carmelo Anthony. Mesmo assim, arremessou 14 bolas e acertou só quatro. Fez 12 pontos e deu apenas duas assistências.
Chris Paul anotou os mesmos 12 pontos (3-12), mas deu dez assistências.
Smith arremessou 17 bolas contra a cesta adversária.
Ou seja: os dois homens do “backcourt” do Nuggets deram 31 tiros contra o aro inimigo.
Somados os arremessos de Nenê e Martin, temos 21 chutes – dez a menos por parte de quem deveria ter dez a mais.
Acontece, também, que o são-carlense voltou a ter uma noite sem muito brilho. Ou melhor: luziu apenas no primeiro tempo, quando marcou todos os seus 11 pontos.
No segundo, deixou a quadra zerado. Produziu apenas dois rebotes e uma assistência.
Enquanto isso, Kenyon cravou 22 pontos. Quer dizer: fez sua parte.
Talvez por essa timidez ofensiva de Nenê que os dois fominhas colocaram definitivamente as manguinhas de fora e saíram arremessando de tudo quanto é lugar.
ANÁLISE
A gente tem visto que Nenê tem tido problemas no segundo tempo.
Por que isso ocorre?
Não sei; só sei que o são-carlense é um no primeiro tempo e outro no período final.
Na NBA todos os treinadores são detalhistas. A comissão técnica é grande. O “staff” médico é atento a tudo.
Alguma coisa está acontecendo, porque não é possível um jogador do nível do Nenê cair tanto de produção de um tempo para o outro.
E o que me intriga é que a mídia local não atentou ainda para o fato.
OBRIGAÇÃO
Ontem falei aqui que alguns jogos o time favorito tem que carimbar. É claro que isso não é regra, porque senão a gente não veria a zebrinha passeando às vezes pelas quadras da NBA.
Digo isso porque o Chicago não deu espaço para a surpresa.
Visitou ontem o Clippers e venceu por 95-75.
Quem gostou foi o Oklahoma City, que galgou mais uma posição na tabela de classificação.
Ao término de rodada retrasada, o Thunder tinha deixado a lanterninha da competição para Washington e Sacramento. 
Com as derrotas do Wizards para o Miami (93-71), na Flórida, e do Sacramento para o Celtics (119-100), em Boston, o Thunder está agora na 26ª. colocação.
Mas é importante ressaltar que o time fez sua parte. Recebeu ontem o Memphis em seu Ford Center e ganhou por 114-102.
Novamente Kevin Durant (foto AP) foi o nome do jogo. Ele anotou 35 pontos, 10 rebotes, seis assistências e quatro tocos.
Está jogando muito.
Sem dúvida que ele tem grande responsabilidade pelo recorde de 8-6 nos últimos 14 jogos.
Anteriormente a essas partidas, a campanha do Thunder era de 3-29.
Méritos também para Scott Brooks, o novo treinador do Oklahoma City, que pegou o time na lata do lixo e deu dignidade a ele e, consequentemente, aos jogadores.
TOURO
Mas e o Chicago, seus torcedores podem perguntar?
Voltemos, pois, ao Bulls.
O time vinha de cinco derrotas enfileiradas. Havia perdido para San Antonio, Atlanta e Toronto em seu United Center e New York e Minnesota fora de casa.
Fez ontem seu segundo jogo de uma excursão de sete partidas longe do lar. Conseguiu bater o Clippers e por um fim a esta série incômoda de derrotas.
E sabe quem é que foi vital para o time?
Luol Deng.
O sudanês naturalizado inglês anotou 23 pontos e apanhou nove rebotes. Aliás, sejamos justos, Deng voltou a jogar bem.
O time precisa muito dele.
Bem como do talento de Derrick Rose, que deu as caras novamente ontem ao marcar 21 pontos e dar seis assistências.
Hoje o time descansa; amanhã pega o cansado Sacramento, que acabou de voltar para casa depois de uma excursão de quatro jogos fora de casa, quando perdeu todos.
O Kings, aliás, não vence há sete embates.
Como ontem, o Chicago não pode perder esta chance de ouro para fazer nova vitória.
RETORNOS
Marcus Camby e Baron Davis voltaram ao time do Clippers no encontro de ontem. 
O armador, que jogou 22 minutos, estava completamente descalibrado: 1-10 em seus arremessos, três pontos ao final da partida e mais quatro assistências. Foram 13 jogos ausentes. Fez muita falta.
O pivô (foto AP) ausentou-se menos: cinco jogos. Ontem, ficou em quadra o mesmo tempo que Davis e marcou apenas seis pontos e pegou igual número de rebotes.
Pouco ainda, mas é um fiozinho de esperança que surge no horizonte de um time que parece ter sido criado para perder.
ÍDOLOS
A NBA divulgou ontem a relação das camisas mais vendidas. Kobe Bryant segue sendo o mais popular jogador de basquete da atualidade.
Mais do que LeBron James.
O armador do Lakers ficou em primeiro lugar na relação das camisas mais vendidas. Depois dele aparece a camiseta de Kevin Garnett.
Na terceira posição é que vem LBJ.
Anote aí os outros “top ten”:
4º. Chris Paul;
5º. Allen Iverson;
6º. Pau Gasol;
7º. Paul Pierce;
8º. Dwyane Wade;
9º. Derrick Rose;
10º. Nate Robinson.
No ano passado, nesta mesma época do ano, a NBA também divulgou esses números e havia uma inversão dos dois primeiros colocados. Kobe recupera o posto, que foi dele em 2007 também.
Como é feita a pesquisa?
Com base das vendas da megastore da Quinta Avenida em Nova York e também pela internet.
São computadas desde que a temporada se iniciou até quase este final de janeiro.
IDÉIA MALUCA
Tenham paciência; acho que amanhã eu conto o que tenho em mente.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Baron Davis, Bulls, Chauncey Billups, Chicago, Chris Paul, Clippers, Denver, Derrick Rose, Hornets, Kenyon Martin, kevin garnett, Kobe Bryant, Luol Deng, Marcus Camby, Nenê, New Orleans, Nuggets
27/11/2008 - 13:44
Carmelo Anthony tem feito a diferença em favor do Denver. Na vitória de ontem diante do Clippers, em Los Angeles, por 106-105, ele teve novamente o pincel, o óleo e a tela nas mãos.
E o quadro que ele desenhou tem contornos bem definidos, que impressionaram os 14.934 torcedores que foram ao Staples Center, downtown LA. Melo terminou a partida com 30 pontos e 11 rebotes e exibiu um novo caráter em quadra. 
Alguém pode argumentar que ele gastou muita tinta, pois seu aproveitamento nos arremessos foi ruim: 8-21 (38%). De fato, mas Carmelo foi um jogador agressivo o jogo todo, prova disso é que bateu 16 lances livres e acertou 14, um grande aproveitamento de 87.5%
E dos 11 rebotes, havia me esquecido, quatro foram de ataque. É o que eu tenho dito aqui nesse nosso botequim: time que tem dois pivôs eficientes (Kenyon Martin e Nenê) e um ala com força e gana para pegar rebotes, tem um “frontcourt” poderoso.
E o Denver o tem.
Melo tem média de 8.8 rebotes por partida. Nenê tem 7.4 e Martin 7.2. Melo aproveita-se do trabalho corporal dos dois pivôs titulares do Nuggets para pegar as sobras num jogo de basquete – e que não são poucas.
FOMINHA
Estou, confesso, mudando meu conceito a respeito do comportamento de Carmelo Anthony (foto AP) em quadra. Não que eu o olhasse de maneira vesga, longe disso. Mudo porque Carmelo está mudando. Como escrevi, ele exibe, há alguns jogos, um novo caráter.
Parece-me que daquele jogador mimado e fominha pouco – ou quase nada – existe em sua personalidade. Melo não tem mais se comportado como uma prima-dona. Ao contrário, tem ajudado muito no trabalho de equipe.
E se é o cestinha do time na temporada com média de 20.5 pontos por embate disputado, é porque ele nasceu para pontuar. Uma de suas funções – a principal, eu diria – é definir os jogos em favor do time onde ele atua.
No caso, o Denver.
Mudo meu conceito a respeito de Carmelo Anthony porque ele amadureceu. Até prove em contrário.
FUNDAMENTOS
Penso que parte importante do processo de amadurecimento do jogador foi ele ter disputado os Jogos Olímpicos de Pequim. Carmelo Anthony fez parte de um grupo onde ele era mais um. Ao lado de Kobe Bryant, talvez o jogador que melhor entenda o jogo atualmente na NBA, ele assimilou lições importantes.
Além disso, voltou a trabalhar com seu antigo treinador de universidade. Jim Boeheim dirigiu Melo apenas um ano na Syracuse University. Tempo suficiente para eles ganharem um título do “college”, em 2003.
Ainda freshman, Anthony empolgou-se com a possibilidade de transformar-se em mais um milionário do basquete profissional norte-americano, largou a escola e foi parar na NBA. Perdeu importantes lições do jogo em equipe.
Reencontrou Boeheim e, tão importante quanto, foi dirigido por Mike Krzyzewski, “head coach” dos EUA nos Jogos de Pequim, treinador da Universidade de Duke, uma das que têm excelente programa de basquete entre todas as faculdades norte-americanas. Aprendeu nesse ano e pouquinho que esteve com o grupo o que dificilmente aprenderia em 20 temporadas na NBA.
Como se diz nos EUA, o universitário é um basquete de treinadores; a NBA é dos jogadores. No “college” o jogador aprende os fundamentos do basquete em equipe, na NBA ele se exibe.
CRESCIMENTO
Com o amadurecimento de Carmelo Anthony, cresce o Denver. Antes de a competição começar, a maioria dos analistas não colocava o time colorado entre os prováveis classificados para os playoffs desta temporada. Hoje, eles começam a mudar de opinião.
E o caso do Denver é semelhante ao de Carmelo. Muda-se de lado porque os elementos analíticos do momento são outros.
O Nuggets é hoje o terceiro colocado na Conferência Oeste, atrás apenas de Lakers e Phoenix. Venceu oito de seus últimos dez embates. Uma vitória nesta madrugada (1h30 de Brasília) diante do New Orleans, em casa, equipara sua campanha com a do Suns e o coloca na segunda posição no Oeste.
Mas não vai ser fácil; enfrentar Chris Paul é parada dura, mesmo dentro de casa e diante de sua torcida.
RESERVA
Alguém disse aqui em nosso botequim que Anthony Carter é fraco. Compactuo com a opinião.
Quando Chauncey Billups precisa descansar ou está carregado em faltas ou mesmo numa noite de pouca inspiração, recorrer a Carter é um perigo. Ontem ele quase colocou tudo a perder ao ser desarmado no meio da quadra e proporcionar um tiro de três de Baron Davis que inflamou o adormecido Staples Center.
George Karl precisa conversar urgentemente com Mark Warkentien, vice-presidente de basquete da franquia, para encontrar no mercado um jogador que possa resolver a questão.
Esse cara, definitivamente, não é Anthony Carter.
BILLUPS
Desde que a troca entre Chauncey Billups foi realizada, o Denver tem a seguinte campanha: nove vitórias e apenas duas derrotas. Alguém duvida que foi um baita de um negócio para o Nuggets?
Ontem Billups não foi bem na pontuação. Fez apenas sete pontos (2-10, 20%). Em compensação, deu 11 assistências, numa clara demonstração de sua maturidade em quadra.
Ou seja: já que as bolas não caem, que sejam entregues para quem está pontuando.
Carmelo Anthony recebeu a maioria dessas assistências.
NENÊ
O brazuca voltou a jogar bem. Pena que no último quarto abusou do direito de fazer faltas e deixou a partida mais cedo. Nenê poderia ter feito mais do que os 17 pontos anotados e os nove rebotes apanhados.
Ele cometeu nada menos do que três faltas no quarto derradeiro. A última coisa que passou pela minha cabeça, vendo a partida, é que isso pudesse ocorrer.
Coisas do jogo.
Tenho ouvido críticas a respeito dos números de Nenê. Elas vão direto à sua média de rebotes. Jogador com o tamanho dele tem que ter um double-double de média, dizem.
Pergunto: vocês sabem quantos pivôs têm um double-double de média na atual temporada? Três. A saber: Dwight Howard, Andris Biedrins e Al Jefferson.
Fora desta lista estão Shaquille O’Neal, Yao Ming, Rasheed Wallace, Jermaine O’Neal e Andrew Bynum, por exemplo.
Claro que se a gente colocar os alas/pivôs a lista do pessoal com duplo dígito em pontos e rebotes aumenta. Mas eu penso que existe uma cobrança muito grande por parte de muitos pra cima do Nenê.
A gente não pode se esquecer que ele ficou praticamente uma temporada do lado de fora. E travou uma árdua batalha contra o câncer.
Está retomando os trabalhos. E em grande estilo.
AH QUE BOM SERIA…
O Chicago endureceu o jogo ontem. Desta vez foi diante do San Antonio, no Texas. Poderia ter vencido; mas não venceu. Perdeu por 98-88.
Falta ao Chicago outro jogador decisivo. O time tem Derrick Rose e Ben Gordon. E quem mais? Mais ninguém.
A franquia acabou de assinar um contrato de seis anos com Luol Deng. Fez bobagem – e gastou os tubos. US$ 71 milhões serão dados ao jogador nesta meia-dúzia de anos.
Antes de a temporada 2010/11 começar, quando muitos jogadores estarão no mercado, disponíveis, entre eles LeBron James, Dwyane Wade, Amaré Stoudemire e Chris Bosh, o Bulls estará com US$ 27.2 milhões de sua folha de pagamento comprometidos. Além de Deng (US$ 11.3 milhões), gente como Andres Nocioni, que não decolou na NBA, e Kirk Hinrich estarão ganhando, juntos, US$ 15.8 milhões.
Um desperdício.
John Paxson precisa dar um jeito nisso, pois o Chicago é o time onde Michael Jordan tornou-se o maior jogador de basquete de todos os tempos.
Quem não gostaria de vestir esta camisa tricolor? Dá para pensar em um desses caras que estarão disponíveis, como disse, em 2010.
QUEM É PIOR?
Responda rápido: quem é pior, o Oklahoma City ou o Ipatinga?
SONOLENTO
Alguém conseguiu assistir todo o jogo entre Cleveland e Oklahoma City? Eu não consegui. Fiz um esforço hercúleo, mas não foi possível.
Dei umas olhadas na partida, atentei-me ao jogo de Anderson Varejão e quando a diferença passou da casa dos 30 pontos, mudei para o enfrentamento do Boston com o Golden State.
Mesmo com LeBron James atuando apenas 17 minutos – desgastar o cara pra quê? –, o Cavs venceu por 35 pontos de diferença: 117-82. King James anotou só 14 pontos.
“É sempre bom descansar, pois vocês [jornalistas] sabem como é longa a temporada”, disse LBJ depois da partida, nenhum pouco contrariado com a decisão do técnico Mike Brown.
Varejão fez o de sempre: sete pontos e igual número de rebotes.
E todos foram felizes para casa.
RESPOSTA
O Oklahoma City, claro, pois a franquia vai gastar US$ 58.3 milhões nesta temporada, dinheiro que o Ipatinga jamais terá a seu dispor não em uma, mas em dez temporadas juntas. Dez? Ouvi alguém falar em 15, mas que sabe 20 não seria mais preciso.
O Thunder tem a pior campanha da NBA: uma vitória e 15 derrotas. Até de técnico já trocou.
DIGRESSÃO
Não acho que seja uma digressão, mas voltemos ao jogo do Chicago para falar do San Antonio. Com o triunfo diante do Bulls, o Spurs conseguiu sair do negativo em seus embates caseiros. Agora são quatro vitórias e quatro derrotas.
Isso acontece pela primeira vez nesta temporada.
Para isso, muito contribuiu o pivô Tim Duncan, que marcou 21 pontos e apanhou oito rebotes defensivos. O argentino Manu Ginobili fez 15 pontos, três rebotes e quatro assistências, uma delas para um chute longo de três de George Hill para entrar nos anais da NBA.
Jogou só 18 minutos. No banco, muitas foram as ocasiões em que a tevê o mostrou fazendo caretas desenhadas pelas dores que ainda sente no tornozelo esquerdo.
Só espero que não dê zebra na cirurgia e na recuperação. A mim ficou bem claro que Manu mancou o tempo todo que esteve em quadra.
GOOD NEWS
Tony Parker vai ficar mais duas semanas fora de ação, mas já corre. O tornozelo não o incomoda mais como antes.
A tevê exibiu cenas do francês correndo pelo belíssimo parquete do AT&T Center antes do confronto contra o Chicago começar. Trabalho feito, Parker tomou banho, colocou um de seus ternos favoritos – seria presente de Eva Longoria? – e assistiu à partida.
Em 15 dias, como disse, os três tenores do Texas estarão soltando a voz, juntos, novamente. E pela primeira vez nesta temporada.
Azar de quem não tirou uma lasquinha pra cima deles.
ELE VOLTOU
Leandrinho, o outro brazuca da NBA, voltou aos trabalhos. Foi na segunda-feira, quando fez alguns arremessos ao lado dos companheiros e do técnico Terry Porter.
Do lado de fora da quadra, Artur, seu irmão mais velho, e dois sobrinhos, a dar um suporte ao jogador. E a eles mesmos, pois todos, neste momento, ainda sentem o passar de D. Ivete, a mãe do jogador, que morreu no dia 13 passado.
Ontem Leandrinho voltou a jogar. E bem.
Foram apenas 18 minutos na vitória do Phoenix sobre o Minnesota por 110-102. Registrou, nesse curto espaço de tempo, nove pontos, um rebote e também um desarme.
Foram nove arremessos tentados e quatro no alvo, sendo um deles de três. Mas, ainda desfocado, bateu dois lances livres e errou ambos. Cometeu dois erros, que vamos desconsiderar.
A vida recomeça para Leandrinho.
WORKMAN
Vendo o jogo do Denver, lá pelas tantas, o locutor referiu-se a um dos árbitros do trio que apitou a partida. E falou em Haywoode Workman.
Pensei comigo mesmo: seria o ex-armador do Indiana Pacers? Esperei uma das câmeras de tevê dar um close. Quando deu, não tive dúvidas: era ele mesmo.
Quem acompanha a NBA lembra-se muito bem de Workman. Ele era um dos armadores do time do Indiana de Reggie Miller que tanto trabalho deu a Chicago e New York na época em que Michael Jordan estava em ação.
Workman jogou oito temporadas na NBA. Foram 359 jogos, deixando a seguinte marca: 5.5 pontos, 3.9 assistências, 2.3 rebotes e um desarme em 20.1 minutos de média. Ganhou quase US$ 7 milhões neste tempo todo.
Para não ficar no ócio e perder a forma e ser um atrativo para doenças decorrentes, Workman começou a apitar jogos de basquete. Claro que também para trabalhar, porque tem gente que tem horror à vagabundagem – felizmente.
Foi encorajado por Bob Delaney, um dos mais experientes árbitros da liga. Começou arbitrando jogos sem grande importância na Flórida. Depois fez o mesmo em ligas menores em Venice Beach, Califórnia. Na seqüência, pulou para a CBA, arbitrou jogos das liga de verão da NBA, foi para a NBDL, trabalhou em jogos da pré-season da NBA, até que debutou esta temporada.
Fiquei feliz com o que vi. Boa sorte, Haywoode!
TORCIDA
Os votos não param de chegar – e isso me deixa muito feliz. Já computamos 70! Apareceu, finalmente, um torcedor do New York, o Rogério Freire, e outro do Indiana, o Hugle (não deixou sobrenome).
O novo quadro é este:
1) Lakers – 25.7%
2) Chicago – 15.7%
3) Phoenix – 10.0%
4) Boston – 8.6%
5) Detroit – 7.1%
6) San Antonio – 7.1%
7) Cleveland – 5.7%
8) Denver – 2.8%
9) Houston – 2.8%
10) Miami – 2.8%
11) Toronto – 2.8%
12) Dallas – 1.4%
13) Indiana – 1.4%
14) Minnesota – 1.4%
15) New Jersey – 1.4%
16) New York – 1.4%
17) Philadelphia – 1.4%
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Amaré Stoudemire, Anderson Varejão, Bulls, CarmeloAnthony, Chicago, Cleveland, Clippers, Denver, leandrinho, LeBron James, Michael Jordan, NBA, Nenê, Nuggets, Phoenix
18/11/2008 - 12:34
Avery Johnson não é um técnico – pelo menos neste momento – talhado para ser campeão da NBA. Mas é um treinador capaz de levar uma franquia a um bom desempenho durante uma temporada.
Ele mostrou isso no Dallas. Em quatro temporadas comandando a equipe, levou-a em todas aos playoffs. Mas na final mais ganha da história da NBA (2005/06), conseguiu entregar o título ao Miami. São águas passadas, no entanto.
Por que falo der AJ? Porque ele está desempregado e poderia ser de grande utilidade ao Clippers. O time de Los Angeles perde um tempo danado com Mike Dunleavy (foto). Este nunca foi um grande treinador. Está em sua 16ª. temporada na NBA e chefia o primo pobre de LA há seis torneios, incluindo o atual.
Dunleavy é fraco. Seu melhor desempenho como treinador foi ter chegado à final da NBA dirigindo o Lakers na temporada 1990/91. Mas o time, que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott, perdeu a decisão para o Chicago Bulls de Michael Jordan por 4-1, que conseguia, na ocasião, seu primeiro anel.
Foi a experiência inicial de Dunleavy como treinador. A expectativa em relação ao seu trabalho cresceu demais. Mas de lá para cá o melhor que conseguiu foi chegar à final da Conferência Oeste em duas temporadas, dirigindo o Portland, perdendo ambas para San Antonio (98/99) e Lakers (99/00).
Com o Clippers, seu melhor papel foi na temporada 2005/06, quando chegou aos playoffs. Bateu o Denver de Nenê – que nem jogou esta série por estar contundido – na primeira rodada, mas caiu diante do Phoenix de Leandrinho – que atuou este confronto e teve média de 14.2 pontos por partida – na etapa seguinte.
Em sua primeira temporada comandando o Clippers (2003/04), Dunleavy teve um desempenho sofrível: 28-54 (34.1%). Na seguinte, melhorou: 37-45 (45.1%). Em 2005/06, como vimos, chegou aos playoffs, fazendo 47-35 (57.3%), mas nas duas seguintes não conseguiu chegar à fase decisiva, tendo marcado 40-42 (48.8%) em 2006/07 e 23-59 (28.0%) no campeonato passado.
Nesta temporada, sua campanha só não é pior do que a do Oklahoma City. O Thunder venceu, como o Clippers, apenas um jogo, mas perdeu dez, o que dá ao debutante da NBA um desempenho de 9.1%, enquanto que os californianos têm exatos 10%.
O que acontece com o Clippers? Como é que um grupo que conta com Baron Davis, Marcus Camby, Cutino Mobley, Ricky Davis e Chris Kaman joga tão mal assim?
Seu ataque, com média de 89.2 pontos por partida, só não é pior do que o Charlotte, que tem um risível aproveitamento de 88.8 pontos. Sua defesa é a quinta mais vazada, com média de 102.0 pontos sofridos.
Está na cara que o problema do Clippers é o seu treinador. Para piorar, Dunleavy entrou em rota de colisão com Baron Davis, a grande contratação da franquia para esta temporada.
Sua demissão, parece-me, é questão de tempo. E curto.
TUDO ERRADO
Falo do Clippers porque o time foi derrotado ontem à noite pelo San Antonio dentro de seu Staples Center por 86-83. E novamente os texanos não puderam contar com Tony Parker e Manu Ginobili.
Era grudar em Tim Duncan e resolvia-se a parada. Mas não, Timmy conseguiu fazer 20 pontos e apanhar 15 rebotes, mesmo diante de um oponente que conta com dois ótimos pivôs, como Marcus Camby e Chris Kaman, e que tem ainda a ajudar o ala/pivô Tim Thomas.
Além de não ter subtraído nada do desempenho de Duncan, os vermelhinhos de Los Angeles ainda conseguiram a façanha de deixar o veteraníssimo Michael Finley, 35, anotar 19 pontos; ele que tinha 9.8 pontos de média. Pior: Roger Mason (quem?) marcou 21 – inclusive a bola de três que deu a vitória ao Spurs a 8.4 segundos do final –, sete a mais do que sua média na competição.
Quer dizer: tudo errado.
ÚLTIMO CHUTE
Como escrevi acima, Roger Mason fez o arremesso derradeiro que deu a vitória ao San Antonio. Faltavam 8.4 segundos para a partida terminar, já foi dito, quando a terceira bola tripla de Mason caiu dentro do aro do Clippers; mas não custa repetir.
Esta foi a terceira vitória consecutiva do Spurs, que manda o time para a zona de classificação para os playoffs, com uma campanha de 50% (5-5). Está na oitava posição e assim que Tony Parker e Manu Ginobili voltarem, voltarão com eles mais vitórias e mais qualidade de jogo, pois, cá entre nós, vencer o Clippers na última bola, mesmo com os desfalques referidos e jogando diante de 14.962 torcedores californianos é dose pra mamute.
ATÉ QUANDO?
Os torcedores do Spurs se perguntam a todo instante: quando Manu Ginobili e Tony Parker vão voltar? Boa pergunta, boa pergunta. Em San Antonio, a franquia responde: em algum momento do mês que vem.
Isso é que é precisão… Ou seja: ninguém sabe ao certo.
Parker deve regressar primeiro, pois sua contusão no tornozelo não foi tão grave quanto a cirurgia que “El Narigón” fez no joelho logo depois dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Mas ninguém mais do que o técnico Gregg Popovic conta nos dedos os dias que faltam para as duas estrelas tornarem às quadras. Pois, com eles, o time terá força de banco, uma vez que os atuais titulares, Roger Mason e o novato George Hill, serão opções para Popovic.
Mason, inclusive, pode dar o descanso que Finley tanto precisa. O veterano ala/armador, aliás, justiça seja feita, melhora a cada partida. Desde a derrota para o Miami, no dia sete passado, quando ele errou todos os oito arremessos executados, em cinco jogos, teve um aproveitamento de 52.5% de seus chutes (31-59).
HUMILHAÇÃO
Shaquille O’Neal f
oi humilhado ontem em Salt Lake City. Tomou três desconcertantes tocos no último quarto. Mas antes de falarmos deles, convém contar o que aconteceu na partida para que isso ocorresse.
Vamos aos fatos…
Depois de ter sido expulso pela entrada desleal pra cima de Rodney Stuckey do Detroit, no domingo à noite, Shaq tentou repetir a dose com Carlos Boozer. Conseguiu em parte, pois Boozer não é mirrado como Stuckey. O’Neal derrubou o oponente, mas não fez o estrago do jogo passado.
Pois foi exatamente este lance, no início do terceiro quarto, quando o Phoenix vencia por um ponto (60-59), que encheu de brios os jogadores do Jazz e motivou o time mais do que todas as palavras emotivas usadas pelo técnico Jerry Sloan na preleção antes da partida e durante o intervalo.
Fatos relatados, voltemos pois ao tema inicial, que foi a humilhação de Shaquille O’Neal; mas não sem antes dizer que Boozer, a partir de então, anotou 14 de seus 21 pontos e comandou o Utah que fez uma corrida de 50-37 e fechou a partida em 109-97.
Voltando aos tocos, eles em muito ajudaram na conquista do time, não só porque evitaram pontos do oponente, mas principalmente porque desmoralizaram o adversário. O primeiro deles foi do ala Paul Millsap, a 6:03 do final do jogo (foto acima). O segundo e o terceiro vieram num espaço de dois segundos, aos 4:58 e 4:56, ambos executados pelo ala russo Andrei Kirilenko.
Shaq ficou com cara de m…
VITÓRIA IMPORTANTE
O triunfo colocou um ponto final na série de três derrotas consecutivas do Utah, todas sofridas fora de casa. O Jazz, aliás, como aconteceu no campeonato anterior, quando teve o melhor desempenho entre os 30 participantes como mandante, segue neste torneio como um anfitrião de maus modos: venceu todos os cinco jogos realizados na EnergySolutions Arena, que ontem recebeu 19.911 torcedores.
Melhor que o Utah, só o Cleveland, que ganhou sua meia dúzia de partidas jogadas na Q Arena.
VICE LÍDER
Mesmo com a derrota, o Phoenix manteve a segunda colocação no Oeste. Isso graças aos três revezes do Utah mencionados anteriormente.
Leandrinho faz falta neste momento, especialmente num jogo onde a artilharia é necessária. O brazuca vem do banco e pode incendiar a pugna em favor do Suns.
Mas o técnico Terry Porter se vê ainda privado de contar com esta ótima alternativa. Leandrinho segue em São Paulo, ao lado da família, recuperando-se do baque da morte da mãe, ocorrida na semana passada.
E sem data para voltar, segundo me informou Jefferson Yassuda, assessor de imprensa do jogador, com quem eu falei há cerca de meia hora.
OBRIGAÇÃO
O Houston foi a Oklahoma City e bateu o Thunder (pior time da NBA) por 100-89. O argentino Luis Scola marcou 23 pontos, sua maior pontuação nesta temporada, foi o cestinha do Rockets e regeu o time em quadra, contribuindo ainda com mais nove rebotes (três na frente).
Mas, como dizia Plínio Marcos, em toda história sempre há um porém. Tracy McGrady deixou a quadra do Ford Center (18.145 pagantes) a 11:32 minutos do final do terceiro quarto e não mais voltou.
Voltou, isto sim, a sentir dores no joelho direito, operado há seis meses. Motivo: um movimento equivocado no momento de um passe para Scola no começo do segundo quarto. Permaneceu em quadra, mas o técnico Rick Adelman resolveu poupá-lo no início do terceiro quarto; e com razão.
McGrady jogou apenas 18 minutos. Hoje fará um raio-X no local para ver se tudo está bem. Se não for conclusivo, uma ressonância será o segundo passo.
É dúvida para o jogo de amanhã, em casa, diante do Dallas.

CURIOSIDADE
Mencionei acima a final entre Lakers e Chicago em 1991, a primeira vencida por Michael Jordan. Sabe quanto MJ ganhou naquela temporada para ser campeão e vestir a camisa 23 do Bulls? US$ 2,5 milhões. Você tem idéia de quanto Magic Johnson faturou? US$ 100 mil a menos.
Encostado no New York, Stephon Marbury receberá nesta temporada US$ 21,9 milhões.
Inacreditável.
RESOLVIDO
Analisando as manifestações dos internautas, volto, pois, ao formato com o tema principal seguido de outras notas. Revelou-se o preferido.
E como este blog é uma democracia, a maioria vence.
Quero agradecer a todas as manifestações, o que deixou-me bastante satisfeito.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Andrei Kirilenko, Baron Davis, Bulls, Carlos Boozer, Chicago, Chris Kaman, Clippers, Cutino Mobley, Houston, Jerry Sloan, Lakers, leandrinho, Luis Scola, magic johnson, Manu Ginóbili, Marcus Camby, Michael Jordan, Mike Dunleavy, Oklahoma City, Paul Millsap, Phoenix, Ricky Davis, Rockets, San Antonio, Shaq, Spurs, Thunder, Tim Duncan, Tony Parker, Tracy McGrady, Utah
06/11/2008 - 13:25
Há um belíssimo tema do cancioneiro popular norte-americano chamado “What a Diff’rence a Day Makes” (Adams/Grever). Ficou imortalizado na voz de Dinah Washington e eu recomendo para quem gosta de música de qualidade. A tradução do título da canção para o português seria algo como: um dia faz uma baita diferença.
QUE DIFERENÇA…
Nenê (foto AP) fez um partidaço ontem com a camisa 31 do Denver. Marcou 19 pontos e apanhou 15 rebotes (sete deles no ataque) e deu ainda três tocos. Suas médias nestes fundamentos no atual campeonato subiram para exatos 15 pontos, 8.8 rebotes e 1.5 toco. Muito boas.
Com números expressivos, Nenê deixou a Arena Oracle de Oakland (18.194 pagantes) como o nome do jogo; mas derrotado. O Nuggets sucumbiu ao fraco Golden State por 111-101 e viu seu recorde no campeonato passar agora para três derrotas e uma vitória. É o 12º colocado na Conferência do Oeste, fora da zona de classificação para os playoffs.
… UM TIME FAZ
Em contrapartida, Anderson Varejão teve uma exibição morna diante do Chicago, também na noite de ontem. Anotou nove pontos, dois rebotes e um toco. Mas deixou a Quicken Loans Arena (20.562 pagantes) vencedor e viu o recorde de seu time subir na co
mpetição para três vitórias e duas derrotas. É o quinto colocado do Leste – dentro da zona para os playoffs.
Sabe por que Varejão deixou a quadra em triunfo? Porque a seu lado joga LeBron James. O 23 do Cavs marcou 41 pontos (15-16 nos lances livres, 13-23 nos lances duplos), fisgou nove rebotes e deu quatro assistências. Foi o nome do encontro.
MORAL DA HISTÓRIA
Se Nenê jogasse ao lado de LeBron, deixaria a quadra quase sempre vencedor e veria seu time sempre na zona de classificação para os playoffs. Além disso, seu jogo seria mais vistoso e seus números também. E não me venham com essa de que King James não deixaria espaços para o são-carlense brilhar, pois no embate de ontem Zydrunas Ilgauskas marcou 10 pontos e apanhou 15 rebotes. Veterano e com a saúde cambaleante.
CONCEITO DO CRAQUE
Carmelo Anthony é tão bom quanto LeBron? Claro que não.
Os dois entraram para a NBA em 2003. King James foi o primeiro “draft”, enquanto Carmelo foi o terceiro. LeBron foi direto do “high school” para a NBA, enquanto que Carmelo passou pela universidade de Syracuse, onde foi campeão da NCAA em 2003. Na NBA, King James foi eleito o “Rookie of the Year” e já disputou uma final. Carmelo… bem, Carmelo…
Quem é o craque? Os dois? Discordo; craque tem que ser eficiente. Se não for, não é craque. Aguardo pela reação de Carmelo; enquanto isso não ocorrer, ele continua vários degraus abaixo de LeBron.
Isso vale para o futebol também – ou melhor, para todos os esportes.
LEANDRINHO
Não vi o jogo do Phoenix. No mesmo horário, comentava pela Rádio Record de São Paulo o jogo do Palmeiras pela Sul-Americana contra o Argentinos Jrs. Este compromisso profissional privou-me, portanto, de ver o Phoenix vencer o Indiana por 113-103, fora de casa.
Olhando os números do brasileiro pelo “boxscore” – isso é perigoso, eu já alertei –, vejo que ele marcou 11 pontos, pegou quatro rebotes, deu o mesmo número de assistências e fez dois desarmes.
Mas vamos dar uma olhada no “play by play” para não ficarmos com dúvidas.
Leandrinho entrou no jogo quando faltavam 2:05 minutos para o final do primeiro quarto e o time perdia por 25-18. Jogou 8:50 minutos, pois deixou a partida quando o cronômetro assinalava 3:15 minutos para o fim do primeiro tempo, dando lugar a Grant Hill.
Neste período, marcou cinco pontos, pegou um rebote, deu quatro assistências e roubou uma bola. Não conseguiu inverter o resultado, pois qu
ando voltou ao banco o Suns perdia por 59-51.
Voltou logo ao prélio. Ou seja: com apenas 4:49 de bola pingando no terceiro quarto, Terry Porter colocou-o novamente em quadra, desta vez no lugar de Hill. O time perdia por 75-71. Neste novo período, Leandrinho marcou seis pontos, apanhou três rebotes, recuperou uma bola, mas cometeu três erros.
Deixou a partida quando faltavam 7:18 para o final, agora com o time na frente em 98-90. Não voltou mais; mas nem precisava, pois cumpriu – e bem – o seu papel. Todos os 11.660 torcedores que estiveram no Conseco Fieldhouse constataram isso.
Pelo que deduzo, Leandrinho será importante nestes momentos, quando o Phoenix estiver atrás. Neste cenário, Porter chama-o, coloca-o em quadra e o paulistano põe em ação seu arsenal ofensivo.
Às vezes vai dar certo, às vezes não. Se Porter for tolerante a isso, Leandrinho terá vida longa no Phoenix.
Mesmo não sabendo defender.
SURPRISE!
Alguém esperava pela derrota do New Orleans, no berço do jazz, para o Atlanta? Eu não.
Vi parte do jogo, o suficiente para testemunhar um toco humilhante que Chris Paul levou de Al Horford, para espanto das 16.030 pessoas que lotaram a New Orleans Arena e não entenderam a derrota por 87-79.
Horford, para quem não sabe, é filho de Tito, que jogou no Sírio, em São Paulo, e foi recrutado pelo Milwaukee (39ª escolha) em 1988. Na NBA, jogou no Bucks duas temporadas e depois foi para o Washington. O pai, o primeiro dominicano a jogar na liga norte-americana, era bom jogador, mas o filho é muito melhor.
Bicampeão do “college” pela Florida Gators, Al foi a terceira escolha no recrutamento do ano passado. Além do toco em CP3, marcou dez pontos e apanhou oito rebotes.
Para quem não sabe, o Atlanta é um dos invictos do campeonato, com três vitórias. É o segundo colocado da Conferência do Leste, com u
m triunfo a menos do que o líder Detroit.
Baita surpresa.
CRISE

Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, mas o mercado financeiro continua em turbulência. As bolsas nesta quinta-feira despencam no mundo inteiro e a incerteza é a palavra da moda.
Com a crise econômica, o New Jersey pode ver naufragar seu plano de construir uma arena no bairro do Brooklyn, em Nova York, para onde pretende se mudar em 2010.
Há quatro meses, o banco Goldman Sachs tinha garantido aos donos do Nets – entre eles o “rapper” Jay-Z – um empréstimo de US$ 950 milhões para a construção do ginásio.
Hoje, perguntado sobre o assunto, o banco, através de sua assessoria de imprensa, informa: “Sem comentários”. Ou seja: do jeito que está, a chance de o Nets ir para o Brooklyn diminui dramaticamente.
Se isso realmente se confirmar, outro plano que vai naufragar é o de contratar LeBron James. King James, amigo pessoal de Jay-Z – que casou-se em maio passado com a estonteante Beyoncé Knowles –, quer ir para Nova York. É claro que jogando em New Jersey ele pode morar na “Big Apple”, pois é só atravessar um dos túneis Lincoln ou Holland que faz-se a passagem.
Mas o problema é jogar pelo Nets…
Só se a Beyoncé (foto AP) convencer LeBron. Cacife para isso ela tem.
PRIMO POBRE E PRIMO RICO
No clássico de Los Angeles, deu a lógica. Com mando de quadra, o Lakers colocou 18.997 torcedores no Staples Center e passou por cima do Clippers por 106-88. Foi a sexta vitória seguida dos amarelinhos sobre seu rival municipal – o que não quer dizer absolutamente nada.
Afinal, o Clippers ainda não venceu nesta temporada (0-5). Agradece a companhia do Washington (0-3), a outra franquia que cambaleia. Somados os jogos do campeonato passado, o Clippers não vence uma partida na NBA há 12 rodadas.
Com a mão descalibrada (8-21 nos arremessos), Kobe Bryant, mesmo assim, foi o cestinha do time com 27 pontos. Também pudera, com a quantidade de arremessos feitos!
O nome do jogo, no entanto, foi o pivô Andrew Bynum que apanhou 17 rebotes. Pau Gasol amealhou outros 11. Os dois juntos pegaram 28, mais da metade do desempenho do Clippers (44).
Bynum fez ainda nove pontos e deu quatro tocos. O moleque está jogando muito. Se Kobe deixar de ser fominha e distribuir mais o jogo, Bynum pode ter dois dígitos na pontuação também.
FINALMENTE!
O San Antonio precisou de duas prorrogações para vencer sua primeira partida nesta temporada. Foi a Minneapolis e bateu o Minnesota por 129-125.
Apenas 11.112 torcedores viram o armador Tony Parker fazer 55 pontos – a maior pontuação em sua carreira na NBA –, dar dez assistências e pegar sete rebotes. Destruiu o adversário.
Sim, porque foi sua a cesta que empatou o jogo na prorrogação em 116 pontos, a menos de dois segundos para o cronômetro zerar, levando-o para a segunda prorrogação. Neste novo período veio a primeira vitória do time texano na competição.
Quer dizer: o Spurs não perdeu por pouco. Há muito que se fazer ainda para o time melhorar, em que pese a ausência de Manu Ginobili.
A PRIMEIRA
Outra equipe que conseguiu vencer pela primeira vez na temporada foi o Sacramento. Na capital da Califórnia, o Kings bateu o Memphis por 100-95.
Foi do Grizzlies, mas pouco importa. O que conta é que o time venceu, para delírio dos 13.685 torcedores que foram ao Arco Arena.
Quantos jogos mais o Sacramento vai precisar para voltar a vencer?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Sem categoria
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05/11/2008 - 12:32

Olhar apenas os números de um jogador no “boxscore” é muito perigoso. Ao destacar a atuação de Anderson Varejão na vitória do Cleveland sobre o Dallas, ontem, eu mostrei isso.
O exemplo hoje vale para o Leandrinho (foto).
Quem pegar a estatística da partida de ontem na vitória do Phoenix sobre o New Jersey por 114-86, vai ver que o brasileiro marcou 12 pontos, apanhou seis rebotes, deu quatro assistências e roubou duas bolas. Bons números, sem dúvida alguma.
Mas sabe como ele os conseguiu? Praticamente no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já estava definida.
Vejamos…
Leandrinho entrou em quadra quando faltava 1:58 minuto para acabar o primeiro quarto. Substituiu Raja Bell, o titular de sua posição. Jogou exatos 8:05 minutos, pois voltou para o banco quando o cronômetro mostrava que faltavam 5:53 minutos para o final do segundo quarto.
Quando entrou, o placar do Izod Center mostrava 30-23 para o Phoenix. O jogo estava disputado. Ao sair, a vantagem subiu em dois pontos: 47-38. A partida continuava disputada.
Nesses 8:05 minutos, Leandrinho teve o seguinte desempenho: três pontos, um rebote, duas assistências e dois erros.
Voltou ao embate no início do último quarto. O placar mostrava 92-77. O jogo ainda não estava definido, afinal, havia um quarto pela frente. Mas estava bem encaminhado, ainda mais sendo o Nets o adversário. Nesse último quarto, com as favas praticamente contadas, Leandrinho teve a seguinte performance: nove pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois desarmes.
Pergunto: os números de Leandrinho enganam ou não?
PERDENDO ESPAÇO
O que fica claro para mim é que, neste início de temporada, Leandrinho está perdendo espaço no time. O novo treinador, Terry Porter, valoriza a defesa.
Ainda não conseguiu acertá-la, é verdade, pois o Suns continua sofrendo muitos pontos de times fracos. Ontem, por exemplo, foram 55 no primeiro tempo.
Leandrinho nunca foi um bom marcador. É o protótipo do jogador brasileiro, não importa a modalidade: preocupa-se apenas em pontuar.
Seu negócio é arremessar bolas de três pontos. Poderia usar sua principal arma, a velocidade, para interferir na linha de passe do adversário e roubar bolas, muitas bolas, e – por que não? – ser o líder em “steals” da NBA.
Porter já conhece Leandrinho. Agora mais íntimo, deve ter visto muito mais de seu defeito defensivo. Poderia ajudá-lo a corrigir essa deformidade em seu jogo. Mas não sei se esta é uma meta estabelecida pelo treinador.
Portanto, não seria surpresa para mim se Leandrinho, logo mais, for trocado por alguém. E se isso realmente acontecer, tomara que não vá para o New York, pois Mike D’Antoni, seu antigo treinador no Arizona, gosta de esconder e não corrigir defeitos.
A FORÇA DO BOSTON
Acho que ninguém duvida da força do Boston. A derrota para o Indiana surpreendeu, mas isso acontece. O time mostrou novamente sua força ontem em Houston. Visitou um dos favoritos do Oeste e venceu por 103-99.
A partida foi de Ray Allen, não apenas pelos seus 29 pontos, sua maior pontuação nesta temporada. Allen foi grande na marcação também. Deixou a quadra quando faltavam apenas 33:9 segundos para o final e o placar mostrava 101-95 para o Celtics.
Fez uma falta para impedir Tracy McGrady pontuar. Foi a derradeira.
A defesa de Allen é subestimada por quase todo mundo na NBA. Vêem nele uma máquina de pontuar, mas não enxergam seu hercúleo esforço para diminuir os espaços dos adversários.
Ontem teve de controlar McGrady. Não dá para dizer que ele obteve sucesso pleno, pois T-Mac deixou o Toyota Center com 26 pontos e 50% de aproveitamento de seus tiros de quadra (9-18). Mas o armador do Rockets teve que suar mais do que o habitual para conseguir pontuar.
ENGAJADO
Ao tomar conhecimento que Barack Obama tinha praticamente garantido a vitória na eleição presidencial nos EUA, Ray Allen, ao final da partida, já no vestiário verde e branco, declarou: “Este é um momento histórico, mais do que a gente pode perceber. Nosso país será muito melhor. [Barack Obama] mostrou que não importa de onde você venha, quem são seus parentes, se você der duro; Obama tornou-se presidente e isso é o que ela [a vitória] significa”.

QUEDA LIVRE?
Não, não acredito que o San Antonio esteja em queda. O time está desfalcado de Manu Ginobili, ainda contundido, e por isso não está jogando o que pode.
A campanha é ridícula neste começo de temporada: três jogos e três derrotas. Só não é pior do que Clippers e Sacramento.
Mas mesmo sem Manu, o basquete do Spurs tem sido pobre. Tudo porque se resume a apenas dois jogadores: Tim Duncan e Tony Parker.
Isso ficou claro na derrota de ontem (98-81) para o Dallas, dentro de seu AT&T Center. Timmy fez 19 pontos e pegou 15 rebotes, enquanto que o marido de Eva Longoria (maravilhosa na foto acima com a camisa do Spurs) desespera-se em quadra para que seus companheiros – à exceção de Duncan – consigam pontuar. Não conseguiu; tanto assim que o francês terminou a partida com envergonhadas três assistências.
Também pudera, olha só o desempenho de alguns jogadores nas bolas de dois: Michael Finley, 1-6; Matt Bonner, 0-5; Ime Udoka, 0-4; Bruce Bowen, só três arremessos durante o jogo, dois certeiros. Bonner conseguiu ainda a proeza de errar também seus três arremessos triplos, enquanto que Finley, um especialista, acertou apenas um em três tentados.
Assim não dá. Com o econômico desempenho dos companheiros, Parker foi ao ataque e deixou 22 pontos na cesta do Dallas.
Se os outros jogadores não melhorarem e Manu ficar de fora, o Spurs pode continuar nesta estiagem de vitória.
Estou curioso para ver a partida desta noite contra o Minnesota, em San Antonio. Ganha ou não?
ALEMÃO
Se alguém imaginou que Dirk Nowitzki foi dominado por Anderson Varejão porque está em decadência, mostro seus números no triunfo do Dallas diante do San Antonio, no clássico texano: 30 pontos, sendo que arremessou 24 bolas, contra apenas 11 na partida contra o Cleveland.
Gente, vamos dar crédito ao Varejão. Ele merece.
E Nowitzki não está, de jeito nenhum, dobrando o fio. Ele ainda é o núcleo desse do Mavericks. Nele todo o jogo está concentrado.
CASO IVERSON/BILLUPS
Alguns internautas têm me chamado a atenção para o fato de que o Detroit, ao trocar Chauncey Billups por Allen Iverson, limpou seu “cap” para investir em LeBron James ao final da próxima temporada, quando o ala do Cleveland terá a opção de escolher o seu caminho.
Verdade; dei uma olhada no “payroll” do Pistons no começo da temporada 2010/2011 e o único jogador com contrato garantido era Tayshaun Prince, com US$ 11,1 milhões. Chauncey Billups estaria lá com vencimentos de US$ 13,1 milhões.
Escrevi acima “era” porque ontem a franquia renovou por mais três anos o contrato do ala/armador Rip Hamilton, que vai receber, anualmente, o que Billups iria ganhar se ficasse na “Motor Town” – daí Motown, corruptela do apelido da cidade.
Quer dizer: foi uma escolha do presidente Joe Dumars; preferiu Hamilton a Billups. Na comparação entre idades, Billups tem 32 anos; Hamilton, 30. Diferença pouca.
Eu teria optado por Billups, pois em caso de contratação de LeBron, o jogo dos dois se encaixaria. Tudo o que King James não precisa é de um companheiro a rivalizar com ele na pontuação. Tudo o que LeBron precisa é de um armador que entenda o jogo e de um pivô para protegê-lo.
Realmente, não consigo entender esse negócio.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, outras
Tags: Allen Iverson, Anderson Varejão, Boston, Bruce Bowen, Celtics, Chauncey Billups, Cleveland, Clippers, Dallas, Dirk Nowitzki, Eva Longoria, Houston, Izod Center, Joe Dumars, leandrinho, LeBron James, Manu Ginóbili, Michael Finley, Minnesota, NBA, Nets, New Jersey, Phoenix, Raja Bell, Ray Allen, Rip Hamilton, Rockets, Sacramento, San Antonio, Spurs, T-Mac, Tayshaun Prince, Terry Porter, Tim Duncan, Tony Parker, Tracy McGrady
04/11/2008 - 12:43

Anderson Varejão (foto Reuters) jogou muito ontem na vitória do Cleveland diante do Dallas (100-81). Se a gente for olhar apenas para os números, pode ficar um pouco desconfiado. Afinal, foram apenas dois pontos e seis rebotes. Mas o olhar atento à estatística final vai observar que o capixaba também roubou quatro bolas. E em momentos cruciais da partida.
Mais do que isso: anulou Dirk Nowitzki, a arma do Mavericks. O alemão acertou apenas três de seus 11 arremessos. Arremessou pouco, como podemos ver, pois não encontrou espaços para isso. Quando foi marcado por Varejão errou todos seus chutes. Nowitzki tem 2m13 de altura; o brasileiro tem 2m11. A diferença é mínima. Além disso, o ala do Cavs é rápido o suficiente para recuperar-se de um drible ou de um corta-luz.
Vendo o desempenho de Varejão diante de Nowitzki, é claro que logo me veio à mente o Pré-Olímpico de Atenas, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha. A mim ficou claro que se AV tivesse jogado contra os alemães, nossas chances aumentariam muito. Se Nenê e Leandrinho também, teríamos eliminado os germânicos.
MVP
LeBron James teve atuação ontem digna de um MVP. O lance livre, que é o seu maior problema, funcionou. Foram 13 certos em 15 cobrados (86,6%); excelente. Deixou a quadra com 29 pontos, oito rebotes, três assistências e dois desarmes. Foi decisivo nos momentos certos da partida.
Justiça seja feita: os 14 pontos de Mo Williams foram igualmente importantes. O armador do Cavs comandou em quadra uma corrida de 13-0 em cima do Dallas no instante em que LeBron estava no banco.
Isso ajuda; e muito. “É o que eles esperam de mim”, respondeu Williams quando perguntado sobre sua performance. E é o que ele espera dar em troca ao time que foi buscá-lo no Milwaukee na “offseason”.
ROBOCOP
Pouco antes do jogo do Cleveland, assisti a vitória sofrida do Orlando diante do Chicago por 96-93. Fosse o Bulls um time mais entrosado e com Derrick Rose já mais acostumado com o jogo da NBA e o ex-time de Michael Jordan poderia ter vencido a partida, mesmo jogando na Flórida.
Mais uma vez Dwight Howard sobrou em quadra. Foram 22 pontos, 15 rebotes e cinco tocos em 39 minutos de partida. Por falar nos “blocks”, Howard lidera este fundamento no atual campeonato com uma média de 4,5 por partida.
Dwight, apesar dos seus 2m11 de altura, tem a movimentação e a agilidade de um ala. Pesa 120 quilos; massa pura, não há sobra em seu corpo.
Parece o Robocop.
RABEIRA
Quem é o pior time da NBA no momento? Clippers ou Sacramento?
As duas equipes da Conferência do Oeste não venceram nenhum joguinho sequer até o momento. Foram quatro derrotas.
O Clippers tem potencial de crescimento, pois Baron Davis e Marcus Camby, ao lado de Cutino Mobley, podem tirar o primo pobre de Los Angeles da rabeira. Mas nada de playoff. Quanto ao Sacramento, deve duelar com o Charlotte para ver quem será, de fato, o pior time da NBA nesta temporada.
Além dos dois, quem também ainda não venceu na competição foram Washington e San Antonio, ambos com duas derrotas. O Spurs pode fazer sua primeira vitória esta noite em seu AT&T Center, quando recebe o Dallas, num dos clássicos texanos. Já o Wizards terá de esperar até amanhã, quando vai a Wisconsin enfrentar o Milwaukee, que pode jogar sem Michael Reed, contundido.
JOGAÇO
Esqueça o clássico entre San Antonio e Dallas. O jogo desta noite será também realizado no Texas, mas em Houston, quando o Rockets recebe o Boston. No campeonato passado, quando esse clássico aconteceu no sul dos EUA, o Celtics acabou com uma invencibilidade de 22 partidas dos texanos.
O resultado da partida: 94-74. Um massacre. Mas, é sempre bom lembrar, o Houston jogou sem Yao Ming, que se recuperava de uma fratura por estresse na perna. Hoje, com o chinês e Luis Scola em quadra, Kevin Garnett e Kendrick Perkins terão muita dificuldade.
O embate colocará frente a frente dois dos favoritos ao título. O Celtics mais do que o Houston, mas a equipe de Tracy McGrady entra forte neste campeonato, ainda mais depois da contratação de Ron Artest.
Por falar nele, será um duelo e tanto contra o falastrão do Paul Pierce, que se autodenomina o melhor jogador de basquete da atualidade. Bobagem, todos sabem que o Pelé de hoje é Kobe Bryant
A partida começa às 23h30 de Brasília. E quem tem o NBA League Pass vai dormir depois das 2h da manhã.
TROCA-TROCA
Bem, consumada a troca entre Denver e Detroit – Allen Iverson por Chancey Billups, Antonio McDyess e o “rookie” Cheikh Samb –, algumas observações a fazer.
Do lado do Detroit, Joe Dumars, presidente da franquia, disse que o negócio dará força à equipe. Tenho dúvidas, sinceramente. Iverson está com 33 anos e até hoje não compreendeu que o basquete é um jogo coletivo. Ele precisa de uma bola nas mãos e outra para o resto da equipe. É difícil no trato por causa da soberba. Em Denver, nunca foi paparicado como na Philadelphia, onde era o dono do time. No Colorado, o patrão da quadra é Carmelo Anthony. Por isso, nunca sentiu-se confortável.
Como será em Detroit? Bem, em Michigan não há nenhuma prima-dona. Pode ser que lá ele seja bajulado do jeito que gosta. Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rasheed Wallace, as estrelas da franquia, não ligam para isso, o que pode ser bom para AI.
Quanto ao Nuggets, a volta de Billups a Denver, onde nasceu, é um ótimo negócio para a franquia. Trata-se de um grande jogador e de caráter inquestionável. Joga em equipe e, quando preciso, sabe assumir o controle do jogo. Com ele em quadra Carmelo poderá crescer, pois Billups é mestre em encontrar companheiros desmarcados.
Antonio McDyess deverá ser dispensado. O jogador já declarou que em Denver não joga. Tem mais dois anos de contrato, onde está previsto que vai receber US$ 13,5 milhões. Negocia a liberação. Deve aceitar receber uma merreca para poder voltar ao Detroit, onde quer jogar.
Alguns dizem que o que o Detroit fez foi liberar Billups, que cumpria o segundo ano de seu contrato de quatro num total de US$ 46 milhões. E mais: que o time não tinha mais onde crescer. Pode ser, pode ser; mas Dumars poderia ter feito um negócio melhor.
Ah, se não der certo, este é o último ano do contrato de Iverson e no final da temporada abre-se no “cap” da franquia US$ 20,8 milhões, os vencimentos do armador para esta temporada. Também é verdade.
O que fica claro para mim é que o Detroit abre mão desta temporada em nome do futuro – que, como muitos gostam de dizer, a Deus pertence. Na “offseason”, Dumars não foi habilidoso para montar um time competitivo – aos olhos deles, diga-se – e, sem grandes opções, aceitou fazer este negócio.
Aos meus olhos, um péssimo negócio.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
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