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sexta-feira, 3 de abril de 2009 NBA | 23:51

SEM CORAÇÃO DE CAMPEÃO

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Sinceramente, depois de derrotas como esta do Cleveland para o Orlando (foto AP) é que eu fico ainda mais convicto de que o Lakers será campeão desta temporada se o adversário na final da NBA for o time de Ohio.

A campanha do Cavs diante das grandes potências neste campeonato não é nada boa. Foi varrido pelo Lakers; perdeu em Ohio e na Califórnia.

Diante do Orlando, ganhou apenas o jogo disputado na Quicken Loans Arena. Os dois embates travados na Flórida foram vencidos pelo Magic.

No confronto contra o Boston, está em desvantagem de 2-1. Perdeu os dois combates em Massachusetts e venceu o de Ohio.

O próximo enfrentamento entre ambos será em 12 de abril próximo, domingo da outra semana. Pelo retrospecto, deve vencer e empatar a série em 2-2. Mas pode perder, não se sabe ao certo.

Como se vê, o Cleveland não ganhou nenhum jogo na casa do adversário quando trata-se de um dos três principais candidatos ao título.

Ou muda a atitude ou será varrido novamente em uma final – se chegar – como aconteceu em 2005 diante do San Antonio.

E com um desempenho desses, eu pergunto: conseguirá o Cleveland vencer a final da conferência seja contra Celtics ou Magic?

Sinceramente, depois de derrotas como esta do Cleveland para o Orlando eu realmente fico em dúvida.

MVP?

Já disse aqui em nosso botequim que LeBron James deverá ganhar o troféu de melhor jogador da fase de classificação. Em tudo quanto é canto a gente lê e vê jornalistas norte-americanos falando sobre isso.

Só dá LBJ; e são os jornalistas que vão votar.

Mas depois de derrotas como esta do Cleveland para o Orlando é que eu fico ainda mais convicto de que Kobe Bryant é realmente o melhor jogador de basquete do planeta – e consequentemente da NBA.

Salvo engano de minha parte – e eu costumo me enganar, vocês sabem disso –, eu não me lembro de ver Kobe sendo humilhado por um contendor de porte como aconteceu ontem com LeBron diante dos mágicos da Flórida.

Aliás, não foi a primeira vez. Nos jogos contra Kobe, ele foi dominado nas duas ocasiões nesta temporada.

No primeiro confronto entre ambos, em Los Angeles, Kobe segurou LeBron em 9-25 nos arremessos, 36% de aproveitamento, lembrando que o desempenho dele nesta temporada é de 48.7%.

Nas bolas de três o aproveitamento foi ainda pior: 1-5; ou seja, 25%. Seu comportamento nesses tiros longos na temporada é de 34%.

Se vocês não se lembram, Kobe marcou LBJ o tempo todo, enquanto que o oposto não ocorreu. A marcação ao craque do Lakers foi feita pelo inexperiente Sasha Pavlovic.

LeBron terminou a partida com 23 pontos.

No encontro do returno, em Cleveland, o vexame de LeBron foi ainda maior diante de Bryant. Fez apenas 16 pontos.

Kobe voltou a conter LBJ em quadra. O camisa 23 do Cleveland acertou apenas cinco de seus 20 arremessos, com um aproveitamento de 25% (no campeonato é de 48.7%, lembram-se?).

Nas bolas de três LeBron encestou duas das oito arremessadas. Acerto de 25% contra 34% que é sua média nesta temporada, lembram-se?

Desta vez LeBron marcou Kobe, que deixou a quadra com 19 pontos e um desempenho de 8-17 nos arremessos. Em porcentagem, 47%, sendo que o percentual de KB na temporada é de 46.5%.

Quer dizer: LBJ não interferiu em nada no jogo do camisa 24 do Lakers, embora Kobe tenha errado os dois tiros triplos executados na partida.

RESUMO

Se LeBron James e o Cleveland como um todo não mudarem a atitude nos playoffs, será impossível disputar novamente uma final de NBA.

DESEMPENHO

LeBron James foi um fiasco agora há pouco diante do Orlando na derrota de 116-87, que só não foi maior porque o Magic aliviou o acelerador. LBJ deixou a quadra com 26 pontos, mas acertou apenas sete de seus 20 arremessos; percentual de acerto de 35%.

E sua média na temporada é de 48.7%, lembram-se?

Passou todo o quarto derradeiro no banco, vendo de longe a humilhação que o Orlando primeiro impôs a ele e depois aos reservas do Cavs.

VAREJÃO

Foi outro que não jogou nada. Com um aproveitamento ruim nos arremessos (3-8, 37.5%), Anderson Varejão foi ignorado pelos companheiros quando o assunto foi atacar.

Na defesa, como sempre, mostrou a mesma vontade que o tem caracterizado como jogador voluntarioso. Mas o capixaba precisa fazer um “upgrade” em seu jogo ofensivo, pois tem apenas 8.7 pontos de média.

Seus pontos saem de bandeja ou enterrada, basicamente. É difícil vê-lo pontuar da zona morta.

Por isso, Varejão não é usado no pick-and-roll. Faz apenas corta-luz.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

NBA | 11:35

DENTRO DO CONTEXTO

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Não dá para ganhar todas as noites; perde-se até mesmo para os mais fracos.

A segunda parte da frase é um complemento que achei necessário. Realmente, não dá para bater todo mundo num campeonato tão longo como o da NBA, cuja fase de classificação é composta por 82 jogos por equipe.

Se até o Santos de Pelé, o maior time de futebol que este planeta já viu jogar, perdia, e perdia para times menores, pergunto: por que o Cleveland também não pode perder para o Washington?

Pois foi o que aconteceu ontem à noite na capital norte-americana.

O principal morador da cidade não viu o Wizards pregar esta peça no líder do campeonato. Barack Obama estava em Londres, reunido com a cúpula do G-20, rasgando elogios ao presidente Lula, dizendo que o brasileiro “é o cara (…), eu adoro esse cara. É o político mais popular do mundo, pois ele é boa-pinta”etc. e tal.

Mesmo sendo torcedor confesso do Chicago, Obama teria se deixado contagiar pelo que Gilbert Arenas (foto AP), Caron Butler e Antawn Jamison fizeram com LeBron James e companhia.

A vitória por 109-101 não estava no roteiro nem do mais fanático torcedor do Wizards. Mas, é bom que se diga, pela primeira vez nesta temporada o Washington pôde colocar em quadra o seu quinteto titular: Arenas, Butler, Jamison, Dominic McGuire e Brendan Haywood.

Lesões em todos eles, em épocas diferentes ou casadas, impediram, primeiro, o técnico Eddie Jordan de escalar o que ele arquitetou como ideal. Injustamente, acabou demitido por causa da (natural) campanha ruim da equipe.

Veio o novo treinador, Ed Tapscott, e pouca coisa mudou. Para não passar o recibo da incompetência, o dono da franquia, Ernie Grunfeld, sustentou Tapscott.

E ontem, com o quinteto titular, um quinteto que provavelmente levaria o Washington aos playoffs (e entre os quatro primeiros colocados), o time bateu o maior favorito – na opinião da maioria, não na minha – ao título desta temporada.

CURIOSIDADE

A vitória do Washington representou o triunfo do time que mais perdeu nesta temporada (59) contra o que mais venceu (61).

Depois dizem que no basquete não tem zebra.

Bobagens que a gente tem que ouvir de gente que não sabe o que fala, pois não sabe do que fala.

NÚMEROS 1

A derrota de ontem colocou um ponto final na sequência de 13 vitórias consecutivas do Cleveland – recorde da franquia. Nem mesmo os 31 pontos de LeBron James, cestinha da partida, ajudaram o time de Ohio a conseguir mais um triunfo.

LBJ ainda anotou nove rebotes, seis assistências e – olhem só! – seis erros. Muita coisa.

Cansado, assim deve ter estado King James no jogo de ontem. Natural, pois o candidato mais forte a MVP desta temporada jogou todos os 75 embates do Cavs nesta temporada e tem uma média de permanência em quadra de 38 minutos.

NÚMEROS 2

Por falar em números, eles deixam claro que o jogo de ontem foi muito igual. As parciais dos quartos indicam isso.

Os anfitriões venceram os três primeiros: 22-19, 27-22 e 31-29. Os visitantes ganharam apenas o último: 31-29.

O interessante é que mesmo com um aproveitamento desprezível nos arremessos de três (10%, 1-10), o Washington venceu. Como pôde? Tirou a diferença nos lances livres: acertou 26 em 30 cobrados.

O Cleveland, que encestou 11-30 (que exagero!) nos tiros longos, fez apenas 12-17 da linha fatal. E ainda acabou batido no contexto geral nos arremessos de quadra: 39-83 contra 41-81.

IMPACTO

Mesmo completamente fora de forma e de ritmo de jogo, Gilbert Arenas, que entrou ontem em quadra pela segunda vez nesta temporada, anotou 11 pontos, dez assistências e seis rebotes.

Quase um “triple-double”.

O Agente Zero joga muito, concordam?

POPULARIDADE

LeBron James (foto Reuters) apareceu no “60 Minutes” da CBS de domingo passado. De acordo com pesquisa da Nielsen Media Research, o programa deu 10.7 pontos de média (17.354.000 telespectadores). Esses números significam um aumento de 26% na audiência normal, que é de 8.5 pontos de média.

Aos poucos, LBJ ocupa o espaço que hoje é de Kobe Bryant. Isso fora da quadra; dentro dela o passo pode ser maior se o título vier ao final desta temporada.

CHAVE

O Denver fez uma vitória importante ontem ao bater o Utah por 114-104 dentro de seu Pepsi Center. Manteve, com ela, a segunda posição na Conferência Oeste.

Vitória que tem que ser atribuída ao pessoal do banco, especialmente a J. R. Smith, que anotou nada menos do que 28 pontos. Smith, que foi mandado embora do New Orleans pelo técnico Byron Scott por não saber defender, tem sido uma importantíssima máquina de fazer pontos para o Nuggets.

Com isso, tem tirado a pressão de cima de Carmelo Anthony; tem desviado o foco da marcação adversária para si. Com isso, Melo tem se aproveitado da razoável folga que tem tido em quadra para pontuar também.

Há 16 consecutivos jogos que Smith tem tido um duplo na pontuação. A última vez que cravou menos de dez na cesta inimiga foi no dia 1º. do mês passado, quando anotou apenas três pontinhos na derrota do Denver para o Indiana por 100-94.

De lá para cá, teve uma média de 19.3 pontos por partida. Até então, sua performance era de 13.4.

Seis pontos que ajudam a fazer a diferença.

Mas o melhor, como disse, é que o crescimento ofensivo de J. R. possibilitou o desenvolvimento da artilharia de Carmelo. Comparando-se o mesmo período, antes de Smith dar este salto de qualidade, a média de pontos de Melo no campeonato era de 21.6. A partir da evolução do companheiro, o desempenho de Anthony subiu para 26.5.

Cinco pontos que ajudam a fazer a diferença; na verdade, 11 pontos que ajudam a fazer a diferença.

Quer dizer: muito do enriquecimento do Denver no campeonato – neste período o recorde do time é de dez vitórias e cinco derrotas – tem a ver com a melhora de J. R. Smith.

RECORDE

O Denver atingiu ontem a sua vitória de número 50 nesta temporada. Igualou-se ao recorde da anterior.

Pela primeira vez a franquia consegue chegar a este número em duas temporadas seguidas.

BRAZUCAS

Nenê fechou a partida diante do Utah com 13 pontos e quatro rebotes. Já Anderson Varejão anotou dez pontos e sete rebotes.

O são-carlense ficou devendo nos rebotes; o capixaba esteve dentro de sua normalidade.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. DESCANSO MERECIDO
  3. A FALTA QUE CARMELO FAZ
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 30 de março de 2009 NBA | 00:11

UM DOMINGO PERFEITO

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Foi um domingo perfeito para o Cleveland.

Primeiro, ele surrou o Dallas por 102-74; depois, um pouco mais tarde, o Lakers perdeu para o Atlanta por 86-76.

Resultado desta matinê dominical: o Los Angeles está com duas derrotas a mais que o Cleveland (15-13) e agora só fica com o primeiro lugar geral se vencer todos os seus nove jogos restantes e o Cavs perder pelo menos dois deles.

E o que a tabela reserva para cada um desses dois gigantes?

O Lakers terá pela frente, na sequência, Charlotte (F), Milwaukee (F), Houston (C), Clippers (C), Sacramento (F), Denver (C), Portland (F), Memphis (C) e Utah (C).

O Cleveland vai jogar, também na ordem, contra Detroit (C), Washington (F), Orlando (F), San Antonio (C), Washington (C), Philadelphia (F), Boston (C), Indiana (F) e Philadelphia (C).

Teoricamente, o único problema do time de Kobe Bryant (foto AP) é o Portland no Rose Garden. Os demais jogos como visitante não me parecem nada de outro mundo; dá para ganhar na boa.

Dos embates caseiros, o Houston é o que mais preocupa. O Denver é freguês de caderneta e o Utah, longe de Salt Lake City, não costuma cantar de galo.

Digamos que o time supere o Rockets em casa e perca apenas para o Portland.

Isso significa que o Cleveland teria que perder três de seus próximos nove enfrentamentos. Ou seja, ter um aproveitamento de apenas 60%, quando seu desempenho é de 82.2%.

Acho difícil…

Então vamos considerar que o Lakers vai vencer também o Portland fora de casa. Neste cenário, o Cavs tem que perder dois confrontos, como falamos anteriormente; ou seja: um aproveitamento de 77.7%.

Não é tão improvável assim.

Mas para quem o Cavs iria perder?

Vamos analisar…

Há um jogo bem complicado: o Orlando, na Flórida. Não acredito que o time vá perder nem para Philadelphia e muito menos para o Indiana fora de casa.

Desta forma, teria que ser batido em uma partida dentro da Quicken Loans Arena, onde ele só foi dobrado uma vez (Lakers) em 36 combates.

Perderia para quem?

Dois são os adversários que podem roubar uma vitória do Cavs: San Antonio e Boston.

Será?

Pode ser, mas acho pouco provável. Dos dois, acho que o Spurs é que tem mais chance.

Isso porque o Boston é freguês de caderneta do Cavs quando joga em Cleveland. Não ganha lá há trocentos jogos.

O San Antonio, com a volta de Manu Ginobili, volta a ser um time respeitável.

Mas a ponto de vencer em Cleveland?

Não creio.

Moral da história: para mim, o Cleveland termina a fase de classificação em primeiro lugar.

SURRA

Como mencionei no começo da nossa conversa, o Cleveland de Mo Williams (foto Reuters) deu uma sova no Dallas. Mas quem olha apenas para o resultado conclui, erroneamente, que o jogo foi “piece of cake”.

Não foi.

No primeiro quarto, o Mavericks chegou a abrir 15 pontos de vantagem, a maior que um adversário impôs ao Cavs dentro da Q Arena nesta temporada. Os texanos fecharam os primeiros 12 minutos com uma vantagem de dez pontos: 30-20.

A reação dos anfitriões começou no segundo quarto com uma vitória de 27-19, o que acabou por deixar o marcador final do primeiro tempo em 49-47 para o Dallas.

No segundo tempo, com uma defesa quase que intransponível, o Cleveland fez 30-11 no terceiro quarto e 24-14 no último, fechando o tempo final em 55-25 e a partida em 102-74.

O segundo tempo sim foi uma moleza para o Cleveland.

RECORDE 1

O Cleveland foi o primeiro time a atingir a marca de 60 vitórias nesta temporada. Junto com ele, o técnico Mike Brown tornou-se o quarto treinador mais jovem na história da NBA a alcançar tal feito.

E mais: o Cavs tem uma campanha de 15-1 neste mês de março, recorde em um mês na vida da franquia.

EQUÍVOCO

Jason Kidd chegou para Rick Carlisle, antes de o jogo começar, e disse para o treinador que seria o marcador ideal para LeBron James. Afinal, segundo Kidd, ele conhece bem o jogador, afinal, foram companheiros de seleção.

Carlisle concordou.

“Ele [LeBron] quase fez um ‘triple-double’ no primeiro tempo. Então, acho que não foi uma boa idéia”.

No segundo tempo a troca de marcação foi feita.

Mas aí a vaca já tinha ido para o brejo.

VAREJÃO

Desta vez o capixaba não foi tão bem nos rebotes. Pegou apenas cinco.

Mas alcançou um duplo dígito nos pontos: 10.

Como eu sempre digo em nosso botequim, esqueça os números quando você for analisar Varejão. O trabalho dele passa quase que invisível nas estatísticas.

Vocês sabem o que estou dizendo; não vou tornar-me repetitivo.

TROMBADA

Vocês viram a trombada que LeBron James (24 pontos, 12 assistências e seis rebotes) deu no árbitro Derek Richardson no terceiro quarto?

Se não viu, eu não posso deixar de contar: LBJ voltava para a defesa quando, sem perceber, atropelou o árbitro feito uma jamanta sem freio. Os dois foram para o chão (Lebron caído na foto AP).

O bizarro da história foi que Richardson levantou-se imediatamente; King James, muito maior, mais forte e mais jovem, ficou no chão, contorcendo-se em dor.

Frescura, pura frescura; queria os holofotes (como se precisasse…) e o afago de todos.

Conseguiu.

Ao final da partida, ainda brincou sobre o assunto: “Ele [árbitro] deveria ter sido expulso”.

Na verdade, quem deveria ter sido excluído era LeBron e não Richardson, pois foi o camisa 23 do Cavs quem fez a falta.

Hilário.

INCOMPREENSÍVEL 1

Quanto ao Dallas, não consegui entender dois erros do treinador Rick Carlisle.

O primeiro já foi comentado aqui: Jason Kidd marcando LeBron James; o segundo, foi ter esquecido no banco de reservas, durante todo o segundo quarto, o pivô Erick Dampier, que tinha enlouquecido a defesa do Cleveland nos 12 minutos iniciais.

Fez oito pontos e pegou seis rebotes e não encontrava barreira no “pick-and-roll” que realizou em conjunto com Jason Kidd.

Quando voltou ao jogo, a vaca já tinha ido para o brejo.

Moral da história: como dizia o finado e saudoso Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, técnico não ganha jogo; mas perde. Foi o caso de ontem: Carlisle ajudou o Cavs na corrida de 82-44 que o time de Ohio realizou nos três últimos quartos da peleja.

POBREZA

O que aconteceu com o Lakers na derrota diante do Atlanta? Simples: a mão dos jogadores estava completamente descalibrada.

O time de Pau Gasol (foto AP) anotou apenas 76 tentos, a menor pontuação da equipe nesta temporada. O aproveitamento geral dos arremessos foi de exatos 35% (28-80), sendo que nas bolas de três o constrangimento foi ainda maior: 20% (4-20).

Fica difícil vencer um adversário como o Atlanta quando a inspiração inexiste.

Kobe Bryant fez apenas 19 pontos (7-19 nos arremessos; 1-6 nos tiros triplos). Sua ruindade contagiou os demais.

Ou teria sido o contrário?

DOR

Sejamos, no entanto, justos: Kobe Bryant entrou em quadra apesar das dores no tornozelo direito, lesionado na vitória diante do New Jersey, na sexta-feira.

Para piorar, teve contrações estomacais desde o momento que acordou na manhã de domingo.

Num dos jogos finais da decisão do campeonato de 1998, Michael Jordan jogou com 40 graus de febre diante do Utah, em Salt Lake City.

Foi o melhor em quadra e o Chicago venceu.

Kobe não é MJ; definitivamente.

ERRO 1

Com a derrota diante do Atlanta por 86-76, quebrei a cara em minha previsão. Apostava que o Lakers faria 7-0.

Agora, na melhor das hipóteses, um 6-1 – que é o que eu acho que vai acontecer, pois acredito em vitória diante de Charlotte e Milwaukee.

RECORDE 2

O público de 20.148 torcedores foi o maior na história da Philips Arena.

Kobe pode não ser Michael Jordan, mas tem um baita carisma; se bem que a camisa do Lakers é responsável também por esta enorme afluência de público na arena de Atlanta.

INCOMPREENSÍVEL 2

O Chicago levou para a prorrogação um jogo perdido. Fez 42-29 no último quarto (isso mesmo, 42 pontos em um quarto!), empatou a contenda em 119 e quando todos apostavam em vitória no tempo extra, dada a vantagem emocional que o time tinha adquirido, veio a débâcle.

Perdeu por 15-10 na prorrogação e fechou a partida atrás em 134-129.

Ainda não digeri a derrota. Os dois pontos que mandaram o jogo para a prorrogação vieram com o cronômetro zerado, com um arremesso de Ben Gordon, do lado direito do ataque rubro-negro.

Na prorrogação…

Bem, no tempo adicional até que o time começou bem. Abriu 4-0, perdeu a vantagem, depois pulou na frente em um ponto (127-126) com uma cesta de Derrick Rose a 28 segundos do final da partida, mas aí permitiu uma corrida de 8-2 aos canadenses e a vitória foi para o beleléu.

De qualquer maneira, o Bulls mostrou que está evoluindo.

O problema é que o Detroit bateu o Philadelphia por 101-97 e está agora com duas derrotas a menos do que o Chicago.

Se acabar em oitavo lugar, esquece; missão impossível para qualquer um. Se o Chicago ficar em sétimo, até que dá para sonhar um pouquinho, principalmente se o adversário for o Orlando.

(Será que escrevo com o coração apaixonado?)

ERRO 2

O jogo terminou há alguns minutos. Meteram a mão no San Antonio.

A falta de Manu Ginobili em cima de Chris Paul, a sete segundos do final da partida, era para dois e não três lances livres. Vi o lance várias vezes e não mudo de opinião.

CP3 bateu as três penalidades, atingiu o alvo em 100%, e levou o marcador para os definitivos 90-86.

Antes da falta, o Spurs tinha feito seis pontos em sete segundos e encostado no marcador em 87-86. Frutos de dois tiros de três; o primeiro de Ginobili, o segundo de Michael Finley.

O Charlotte, acredite, vencia por 87-80 antes destes seis pontos mencionados. Isso a 29 segundos do final da partida.

Foi então que veio a primeira cesta de três do argentino. No fundo bola, um equívoco na saída e “El Narigón” roubou a pelota e sofreu falta. Depois do lateral bola, Finley enfiou mais três pontos na cesta adversária.

Faltavam sete segundos quando aconteceu o equívoco da arbitragem. Fossem dois e não três os arremessos, e o San Antonio teria sete segundos para armar uma jogada de três e levar o jogo para a prorrogação.

Mas a arbitragem não deixou.

Quem gostou do equívoco foram Denver e Houston, que agora têm 26 derrotas contra 25 do San Antonio.

Estão mais vivos do que nunca na briga pelo segundo lugar no Oeste.

Notas relacionadas:

  1. NÚMEROS QUE ENGANAM
  2. BULLS ENVERGONHA BARACK OBAMA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de março de 2009 NBA | 13:01

SCRIPT CONTRARIADO

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Confesso que eu não esperava. A vitória do Denver sobre o New Orleans por 101-88 , na Louisiana, fugiu do script que eu tinha imaginado.

E ainda por cima o Nuggets jogou sem Nenê, suspenso por dois jogos por ter dado uma cabeçada em Louis Amundson na partida contra o Phoenix (o são-carlense vai desfalcar o time colorado também contra o Dallas, amanhã à noite, no Texas).

Billups

Na manhã de ontem, antes do jogo, o técnico George Karl conversou com jornalistas e se disse confiante em uma vitória. “Nós podemos vencer este jogo”, disse Karl aos representantes da mídia. “Estou confiante de que se a gente fizer as coisas do jeito certo, podemos vencer”.

Segundo Karl, o plano traçado para a vitória visava anular Chris Paul e David West, as duas peças mais importantes da engrenagem do Hornets. Até aí, nenhuma novidade; o mundo está careca de saber que é preciso fazer isso mesmo para vencer o New Orleans.

Agora, como fazer?

Isso ficaria a cargo dos jogadores. E eles mostraram uma intensidade de jogo que, se repetida daqui para frente, o time tem tudo para fazer um playoff de muita qualidade, com possibilidades até mesmo de chegar à final da conferência.

Chauncey Billups e Anthony Carter se revezaram na marcação a CP3. Não deixaram o armador olímpico jogar com folga nem um minuto sequer. Kenyon Martin e Chris Andersen ficaram com a missão de vigiar West.

E o quarteto se deu muito bem.

Embora tenha feito 19 pontos e distribuído 13 assistências, Paul cometeu seis erros. West deixou a quadra com 18 pontos e oito rebotes, mas não conseguiu realizar o “pick-and-roll” com a eficiência costumeira porque K-Mart e Birdman fizeram quase sempre a leitura correta da jogada.

Controlados os dois principais jogadores adversários, aí foi a vez de Carmelo Anthony entrar em cena. O ala do Denver anotou 29 pontos e arruinou a defesa de um dos times menos vazados nesta temporada.

E Billups, além de vigiar os passos de Paul, ainda encontrou tempo para anotar 26 pontos, seis pontos e seis rebotes. Foi o grande jogador da partida.

Com o plano dando certo, a confiança foi crescendo à medida que o tempo passava e os jogadores, em quadra, sentiam que a vitória viria. Vale citar a frase emblemática de Billups no terceiro quarto, durante um pedido de tempo, quando o Nuggets pulou à frente em nove pontos. Disse ele: “It’s money time!”

E o que quer dizer isso? É hora de faturar.

E o Denver faturou mesmo.

IMPORTÂNCIA

A vitória foi significante porque o Denver não deixou o New Orleans ficar com a vantagem do desempate. Nos quatro jogos entre eles nesta fase de classificação, cada um venceu dois.

O desempate agora será feito pela campanha dos times dentro da conferência. Até o momento o recorde dos times é o seguinte: Denver, 28-15; New Orleans, 26-16.

Ou seja: os dois continuam brigando, cabeça-a-cabeça, pelo melhor lugar dentro da tabela de classificação. E quem levar a melhor pode, também, levar a melhor num possível embate na primeira fase dos playoffs.

Por isso, vencer o Dallas, amanhã à noite, no Texas, é de suma importância.

CUIDADO

Nenê que se cuide, pois do jeito que Kenyon Martin e Chris Andersen jogaram ontem, o brazuca pode ver seus importantes minutos em quadra serem subtraídos. Até porque Birdman mostra um coração que poucos jogadores exibem quando estão trabalhando.

Que Nenê entenda que provocações num campeonato como o da NBA, onde os melhores jogadores do planeta estão reunidos, sempre vão existir. Não se pode cair feito um patinho nessas afrontas – ainda mais quando elas vêm de um jogador como Louis Amundson, inexpressivo e sem experiência.

Inteligente que é, Nenê deve ter aprendido a lição.

AGAIN

Varejao, Lebron James e Yi JianlianO Cleveland venceu mais uma. E LeBron James segue fazendo história.

Com os 22 pontos, 11 assistências e oito rebotes na vitória de ontem diante do New Jersey por 98-87, LBJ igualou o feito do legendário Oscar Robertson como os únicos jogadores a atingirem 2.000 pontos, 500 rebotes e igual número de assistências em pelo menos quatro temporadas.

Larry Bird atingiu a marca em três oportunidades; Michael Jordan, em duas.

A cada noitada deixada para trás, fico cada vez mais convicto de que ele será o MVP desta temporada. E a cada noitada deixada para trás, ele diminui ainda mais a diferença que o separa de Kobe Bryant, ainda o melhor jogador de basquete do planeta – pelo menos para mim.

Quando King James vai superar KB? Se ele continuar assim, ao ganhar dois títulos ele já vai superar o armador do Lakers.

Desde que Kobe, é claro, não coloque novos anéis nos dedos.

AGAIN 2

Anderson Varejão voltou a jogar muita bola. Marcou 16 pontos e fisgou 11 rebotes.

Foi novamente peça importante no “pick-and-roll” que tanto ajuda LeBron a brilhar em quadra. Alguns não veem isso – Mike Brown e o próprio LBJ veem.

Sinceramente, não consigo entender quando algumas pessoas torcem o nariz para o capixaba. Ele é de fundamental importância no esquema de time.

E se o Cleveland ganhar esta temporada – e a chance é muito boa –, tenha certeza que Varejão terá desemepenhado papel importante dentro do feito sonhado.

EMPATE

Rafer Alston e Kendrick Perkins Ao vencer dramaticamente o Boston em Orlando por dois pontinhos apenas, o Magic empatou o confronto com o Celtics em 2-2 neste campeonato e manteve-se à frente do adversário com uma derrota a menos: 18-19.

Se mantiver a campanha, acabará em segundo lugar e deixará o atual campeão da NBA na posição seguinte. Com isso, numa provável semifinal, jogará com a vantagem de quadra.

E para que isso ocorresse, o pivô Diwght Howard foi extremamente importante. O toco que ele deu em Paul Pierce a quatro segundos do final determinou a vitória do Orlando.

O telão da Amway Arena mostrava 83-82 para os anfitriões e, tivesse sucesso na jogada, Pierce colocaria o Celtics na frente em um ponto: 84-83.

Dwight não deixou. Hedo Turkoglu pegou o rebote, sofreu falta, acertou um dos dois lances livres e decretou os definitivos 84-82.

Pierce ainda tentou um desesperado tiro de três. Mas não era a noite dele.

RETORNO

Manu Ginobili“El Narigón” jogou apenas 14 minutos e anotou só dois pontos. Foi mal nos tiros de quadra: 1-7. Pegou míseros dois rebotes; nem desarme fez.

Não bateu lance livre e errou seus três arremessos triplos.

Uma tragédia?

Se olharmos isoladamente, sim; mas se o olhar for mais profundo, não. O importante é o contexto.

Manu Ginobili voltou depois de 18 jogos do lado de fora e sua presença no banco e em quadra robusteceu seus companheiros, até mesmo os mais experientes, como Tony Parker e Tim Duncan.

Claro, os dois estavam saudosos da sonoridade do terceiro tenor do alvinegro texano.

Que as contusões abandonem definitivamente este que é o maior jogador da  história do basquete argentino.

PS: com Manu em quadra, o San Antonio conseguiu uma vitória que eu considerava muito difícil. Bateu o Hawks, em Atlanta, por 102-92. Com ela, mantem-se com duas derrotas a menos que Houston, Denver e New Orleans e segue mais determinado do que nunca em manter a segunda posição no Oeste.

FRAQUEZA

E o Utah, hein? Fora de casa, definitivamente, parece que o time não consegue mesmo cantar de galo, como se diz popularmente.

Perdeu para o Phoenix, um time cambaleante nesta temporada e que não conta mais com um de seus principais jogadores, Amaré Stoudemire, com um problema no olho.

O Jazz atrapalhou-se no final da partida em seus ataques, disperdiçou-os e viu o Suns pontuar, pontuar e pontuar e fechar a partida em 118-114, com grande atuação de Grant Hill, que deixou a quadra com 26 pontos.

Jason Richardson

Notas relacionadas:

  1. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  2. DESCANSO MERECIDO
  3. SOZINHO, DUNCAN NÃO FOI PÁREO PARA O DENVER
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segunda-feira, 23 de março de 2009 NBA | 11:23

A DOR DE UMA DERROTA

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Os torcedores do San Antonio coçam a cabeça – e com razão. Afinal, a derrota de ontem na cidade do Álamo foi diante do Houston.

A dor da perda não se deve apenas pela rivalidade regional – que machuca –, mas também, e principalmente, porque, com ela, o alvinegro fica agora separado por apenas uma derrota dos vermelhinhos da cidade da Nasa.

No aproveitamento, o Rockets já aparece à frente do Spurs com 65.3% (47-25) contra 65.2% (45-24) do adversário estadual.

A tabela, no entanto, como já mencionei outro dia, é mais doce para o San Antonio do que para o Houston. Por isso, a menos que o time do técnico Gregg Popovich se abale demais com a derrota de ontem por 87-85, a tendência é de recuperação e confirmação do primeiro lugar na Divisão Southwest e o segundo na Conferência Oeste.

Por tudo relatado acima, a derrota foi dolorida. Pra piorar, ela aconteceu nos segundos derradeiros – e dentro do AT&T Center, com 18.797 torcedores nas confortáveis poltronas do ginásio.

Tony Parker tinha colocado os anfitriões na frente em um ponto (85-84) com uma bandeja a 20.1 segundos do final da partida. Com a posse de bola, o Houston vai ao ataque e aí acontece o que a mim pareceu um absurdo: o pivô Kurt Thomas, responsável pela marcação de Yao Ming, corre para fazer uma cobra no armador Aaron Brooks – a troco!?!?!?

O resultado foi que o chinês ficou livre. O passe foi feito e Tim Duncan, que marcava Luis Scola, correu para evitar o arremesso folgado de Yao. O pivô do Houston, atento, viu que o argentino ficou livre: meteu-lhe a bola.

Sozinho, já dentro do garrafão, Scola fez a bandeja e colocou o Rockets na frente em um ponto: 86-85.

A ação ofensiva final do San Antonio novamente ficou a cargo de Parker. Outro erro; está óbvio demais que o francês define quase sempre quando o jogo encontra-se nesta situação.

A defesa congestionou o caminho de Parker que, bem marcado, não conseguiu encestar a bola que colocaria o Spurs novamente à frente.

E veio a derrota.

Scola x Bowen
Luis Scola aproveita bobeira da defesa do Spurs, recebe livre e decide o jogo a favor do Rockets

FELICIDADE

No vestiário festivo, o ala/pivô Luis Scola, que além da bandeja certeira ainda pegou o rebote do arremesso de Tony Parker – sofreu falta e derrubou um dos dois lances livres –, dizia em alto e bom som: “Isto [a vitória] significa muito para nós. Nós precisamos desse tipo de jogo para nos prepararmos para os playoffs”.

O argentino anotou 19 pontos e apanhou 17 rebotes. E marcado quase sempre por Tim Duncan.

Este é um dos motivos que me fazem admirar os atletas argentinos: eles são destemidos.

TRISTEZA

No vestiário fúnebre, o ala/armador Roger Mason Jr., que poderia ter sido envolvido na jogada decisiva, como aconteceu, por exemplo, em Phoenix, dizia em alto e bom som: “Nós tivemos alguns vacilos defensivos no final da partida. E nós sabemos que é neste momento que um jogo se define”.

Time experiente e campeoníssimo como o San Antonio não pode hesitar desta maneira quando um jogo importante está para ser decidido.

Manu Ginobili deve voltar amanhã, contra o Golden State, no mesmo AT&T Center, depois de 18 partidas do lado de fora da quadra.

Muita coisa vai mudar com a volta deste outro argentino talentosíssimo.

BRAZUCA

VarejaoMas não são apenas os argentinos que brilham na NBA. Os brasileiros também.

Ontem, por exemplo, o Cleveland visitou o New Jersey e obteve importante vitória por 96-88. Importante porque, como sabemos, o Cavs briga com o Lakers pelo primeiro lugar na classificação geral do campeonato.

Mas falava eu que brasileiro também cintila na liga norte-americana. Nesta significativa vitória, Anderson Varejão anotou 16 pontos e apanhou 11 rebotes.

Com seu jeitão espalhafatoso, mais uma vez ajudou LeBron James, a grande estrela da companhia.

LBJ fez 30 pontos, muitos deles ajudado pelos corta-luzes que o capixaba fez para possibilitar conforto no momento do arremesso.

King James deu oito assistências, muitas delas fruto dos corta-luzes que o capixaba fez no marcador de LeBron e, quando vinha a ajuda, alguém ficava livre e recebia a bola decisiva da estrela da companhia.

LeBron pegou 11 rebotes, muitos deles fruto dos bloqueios que o capixaba fez no pivô adversário, tirando-o da jogada e deixando a bola cair limpinha nas mãos de LBJ.

Como se vê, brasileiro também brilha na NBA.

TABU

O Miami quebrou um incômodo tabu de três jogos sem vencer. Todos fora de casa.

Novamente longe dos fãs, o time visitou ontem o Detroit, no Palácio de Auburn Hills e venceu por 101-96, com o auxílio de uma prorrogação.

E quem foi o responsável pelo triunfo? Ora, Dwyane Wade – e quem mais seria?

D-Wade marcou 39 pontos. Tornou-se, o quinto jogador diferente, na história da NBA, a alcançar 2.000 pontos, 500 assistências e 150 desarmes em apenas uma temporada.

Os outros quatro foram: Larry Bird (1985-86), Michael Jordan (1988-89 e 89-90), LeBron James (2004-05) e Allen Iverson (2004-05 e 2007-08).

Entre outras coisas, é também por isso que muitos defendem D-Wade como o MVP desta temporada.

Notas relacionadas:

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  2. UMA DERROTA QUE PODE CUSTAR CARO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 22 de março de 2009 NBA | 12:07

BULLS AFINA E LAKERS VENCE

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A afinada que o Chicago deu para o Lakers no último quarto constrangeu seguramente os 23.011 torcedores que ocuparam todos os lugares do United Center; sem contar os milhões de fãs espalhados pelos EUA e em todo o planeta.

Com Kobe Bryant descansando no banco de reservas, o Lakers fez uma corrida de 21-6 e liquidou o Bulls em 117-109. Constrangedor, como eu disse.

Jogadores que eu imaginava estarem preparados para levar a franquia a fazer aquele “upgrade” rumo ao amadurecimento mostraram que ainda são adolescentes. Falo de Derrick Rose (e nem poderia ser diferente, afinal é o primeiro ano dele como profissional), Ben Gordon e John Salmons.

São atletas importantes para jogos em um nível menor. Nas partidas onde o emocional fala tão ou mais alto que o lado técnico, eles mostraram claramente que não têm estofo para suportar a pressão.

Isso ficou visível no último quarto, quando o Chicago, que tinha o controle do jogo até aquele momento (vencia por 87-81, sendo que a última vez que ficou atrás no marcado foi a 4:52 minutos do primeiro quarto, quando o Lakers marcou 18-16), não resistiu ao emocional e sucumbiu diante de um time que tinha em quadra Jordan Farmar, Sasha Vujacic, Luke Walton, Lamar Odom (foto AP) e Josh Powell.

A 6:24 do fim, Kobe voltou ao jogo no lugar de Lamar e Pau Gasol na vaga de Walton, com o marcador em 102-93 para os angelinos. A diferença, que era de nove pontos, pulou para 16, caiu um pouco, mas os californianos não foram ameaçados em momento algum da metade do último quarto até a buzinada final.

EXCURSÃO

O Lakers começa com o pé direito sua excursão de sete pelejas longe de casa – mas não dos fãs, porque não importa onde o time joga, sempre há torcedores. Não foi diferente ontem em Chicago.

Na próxima terça-feira enfrenta o Oklahoma City; na quinta, sobe e vai até Detroit. No dia seguinte, encara o New Jersey. Descansa um dia e no domingo visita o Atlanta – este o jogo mais difícil “on the road”. No dia 31, pega o Charlotte e em primeiro de abril (sem piadinhas, por favor) mede forças com o Milwaukee.

Disse que o enfrentamento diante do Hawks é o mais difícil, mas a gente não pode desprezar o Detroit. A camisa dos “bad boys” ainda assusta.

Não digo que Kobe Bryant e companhia vão se deixar intimidar por ela e nem pelos fanáticos torcedores de Auburn Hills. Mas Kobe sabe muito bem que respeito é bom e todos gostam.

Meu balanço nesta excursão do Lakers: vence todos os jogos.

DESCANSO

Derek Fischer ficou de pernas cruzadas durante o último quarto. Não em quadra, óbvio, mas no banco de reservas.

Sentou-se, aliás, antes disso. Faltavam 4:35 minutos para o final do terceiro quarto quando cedeu seu lugar para Jordan Farmar.

Na vitória diante do Golden State, aconteceu o mesmo. Fish deixou o embate quando o cronômetro indicava que havia ainda 2:50 minutos para o final do penúltimo quarto.

Fish não é mais nenhuma criança. Idoso (34 anos), precisa repousar mais que os outros – principalmente quando está com o pé na estrada; o que é o caso.

Phil Jackson conta com seu jogo e sua experiência nos playoffs. Quando for possível, o armador ficará de pernas cruzadas no banco de reservas.

Quando for necessário, vai descruzá-las e vai para a quadra ajudar os colegas.

Ontem foi o dia em que P-Jax pôde deixá-lo zen, no banco. Jordan Farmar fez um período de jogo excelente e o adversário, ainda por cima, ajudou.

VANTAGEM

Ao final da vitória por 102-96 diante do Atlanta, LeBron James, já dentro do vestiário do Cleveland, declarou: “Nós queremos proteger nossa vantagem de quadra. Fomos capazes de fazer isso [diante do Hawks]. Tivemos muita energia [em quadra]”.

Pois é, ao contrário do que muitos imaginam e defendem, campeonato com playoff não cai no marasmo em sua parte final quando temos times já classificados. Os fanáticos pelos campeonatos de pontos corridos defendem essa tese – que é falsa.

O Cleveland, já classificado para os playoffs, luta com todas as forças para acabar em primeiro lugar na classificação geral. Para ter vantagem em todas as séries decisivas.

O Lakers faz o mesmo, embora às vezes dê a impressão de estar desinteressad0 – o que não é verdade.

O Boston ainda sonha com o primeiro lugar no Leste, mas está mais preocupado, no momento, com o Orlando em sua cola – ambos têm 18 derrotas. Se ficar para trás, jogará em desvantagem diante do Magic numa possível semifinal. E pode ser eliminado.

No Oeste, se o Lakers já se garantiu em primeiro lugar na conferência – embora não matematicamente –, San Antonio, Houston, Denver e New Orleans brigam pela segunda posição na conferência.

Por que isso ocorre na NBA e não ocorre no futebol? Simples, porque playoff é diferente do mata-mata.

No esporte bretão, com apenas dois confrontos, a surpresa pode acontecer. Até porque o primeiro jogo sempre é na casa do time com pior campanha.

Vencendo-o (e a chance de ganhar em casa é sempre maior, certo?) joga-se a segunda partida pelo empate diante de um adversário pressionado pela necessidade da vitória.

Uma estupidez.

Aliás, o futebol é um dos esportes mais estúpidos e incrivelmente o mais popular.

Isso me faz lembrar do genial Nelson Rodrigues, que dizia: “Toda unanimidade é burra”.

ENERGIA

O Cleveland matou o Atlanta no primeiro tempo. Quando o relógio marcava 8:56 minutos para o final do período inicial, o Joe Smith encestou uma bola dupla e levou o placar a 40-16 em favor do Cavs.

Ali, praticamente, acabou o embate.

Sim, pois o Atlanta teve de correr o tempo todo atrás da vitória (por favor, não digam atrás do prejuízo porque nenhum ser humano normal corre atrás do prejuízo, todos correm atrás do lucro) e o desgaste foi muito maior do que seria.

Mike Woodson, técnico dos visitantes, reclamou muito da arbitragem. Tomou duas faltas técnicas e, por isso, acabou expulso.

Ao final, ainda com o sangue quente, temendo falar bobagens e ser punido por isso, mandou seu auxiliar, Larry Drew, conversar com a mídia.

Al Horford, no vestiário, deu uma cutucada, talvez sem querer, no treinador. Disse ele: “Nós não deveríamos ter conversado com os árbitros [Mike Bibby e Josh Smith também foram punidos com faltas técnicas]. Deveríamos ter jogado bola”.

Palavras sábias que saíram da boca de um jovem jogador, mas que deveriam ter sido as primeiras que Woodson deveria ter dito aos seus atletas antes de o time entrar em quadra.

Há muitos treinadores “pilhados” nesta temporada. Isso não ajuda nada; ao contrário, alguns, como Woodson, acabam deixando o time na mão, sozinho em quadra, diante de um adversário faminto, como é o caso do Cleveland.

Isso foi fatal.

DISCRETO

LeBron James (foto AP) foi discreto no jogo de ontem. Marcou apenas 22 pontos, apanhou sete rebotes, deu cinco assistências e roubou três bolas.

Discreto?

Para um jogador comum, claro que não; para LBJ, claro que sim.

(Anderson Varejão contribuiu com seis pontos e oito rebotes)

BALEINHA

E não é que Glen “Baleinha” Davis tem-se mostrado eficiente com a bola nas mãos? Pois é; ontem, na vitória do Boston sobre o Memphis, no Tennessee (105-87), o balofo jogador do Celtics fez 24 pontos, seu melhor desempenho até hoje na NBA.

Acertou oito de seus 11 arremessos. Muito bom.

“A career night. Whoop-de-do. I hope I get another one soon”, disse Davis após a partida ao ser informado pelos jornalistas sobre sua pontuação recorde. Humilde, como vimos, ele disse esperar reproduzir, brevemente, esta performance.

Doc Rivers também; e espera ela que seja diante de um adversário mais gabaritado.

CHEERLEADER

Kevin Garnett jogou apenas 15 minutos na vitória do Boston sobre o San Antonio, na sexta-feira. Ontem, ficou em quadra dois minutos mais.

Está voltando aos poucos. Mas não se mostra menos feliz por isso.

Ao contrário; ele sabe que uma contusão no joelho pode trazer consigo sequelas, às vezes irreparáveis num curto espaço de tempo.

Depois da partida contra o Spurs, quando ficou quase que o tempo todo no banco, ele declarou: “Sou o melhor ‘cheerleader’ da liga. Só faltaram os pompons”.

Essa alegria é extremamente positiva num ambiente de trabalho de sucesso.

Notas relacionadas:

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  2. LAKERS VENCE O JOGO DO ANO
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sexta-feira, 20 de março de 2009 NBA | 12:32

FORA DE SINTONIA

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De fato o Lakers, neste momento, não dá pinta de que pode ganhar o título.

Eu sei, eu sei que quando o playoff começar, tudo muda. É a velha história de separar os homens dos meninos. E o Lakers já mostrou que é homem pra burro.

Sua história comprova isso.

A motivação na fase decisiva é outra, claro, e, consequentemente, o desempenho tende a crescer, pois o nível das partidas é elevado. A pressão nos jogadores aumenta; vem da torcida, da mídia, da comissão técnica e deles mesmos. E só os mais fortes sobrevivem a ela.

E o Lakers está acostumado a este cenário. Sua história comprova isso.

Não acredito que o grupo perdeu a motivação com o primeiro lugar garantido no Oeste. Afinal, o Lakers não teria que estar determinado neste momento para buscar o primeiro lugar na classificação geral do campeonato?

Sim, pois com ela a franquia terá a vantagem de jogar mais vezes em casa em todas as fases do playoff – inclusive na decisão do título. E então, por que esta apatia toda?

Ontem a história se repetiu diante do Golden State. O time, todavia, conseguiu evitar a derrota – o que não foi possível diante do Philadelphia.

Com uma marcação frágil no segundo tempo, os amarelinhos permitiram duas corridas ao Warriors e por pouco não perderam o jogo.

A primeira delas foi quase que ao final do terceiro período, que começou apertado, fruto do mau desempenho do Lakers no primeiro tempo, que terminou com a vantagem de apenas um ponto para os anfitriões: 52-51.

A bem da verdade, os angelinos fizeram primeiro uma corrida de 25-8 e abriram 18 pontos com uma cesta de três de Derek Fisher, que levou o marcador a 77-59 a 3:33 minutos do final.

Foi então que veio a primeira corrida do pessoal de Frisco. O Warriors marcou 12-0 em 2:08 minutos e cortou a diferença para 77-71.

O Lakers se recuperou e fechou o quarto em 82-73.

Voltou a abrir uma boa diferença e pulou com folga à frente em 16 pontos. Sasha Vujacic acertou os dois primeiros lances livres batidos pelo time no segundo tempo e jogou a vantagem para 95-79, isso a 7:43 minutos para o final da peleja.

Com uma marcação frágil, novamente o Lakers permitiu ao rival do norte tirar a diferença.

O Golden State fez a segunda corrida mencionada, que encurtou a vantagem dos caseiros para apenas três pontos. Stephen Jackson fez uma bandeja colocando o placar em 105-102 para o Los Angeles, a 2:39 minutos do buzinaço final.

O Lakers só não foi surpreendido novamente porque o GSW não soube tirar proveito da vantagem psicológica que tinha naquele momento – assim como ocorreu ao final dos terceiro quarto.

Sorte do pessoal da terra do cinema que o adversário é fraco e ainda por cima jogou desfalcado. Andris Biedrins, machucado, e Jamal Crawford, por decisão do técnico Don Nelson, ficaram de fora.

Fosse alguém mais competente e o Lakers teria perdido novamente. Por isso o jogo acabou em 114-106 para os angelinos.

CORREÇÕES

Ou correção?

Diria no singular. O principal problema do Lakers, neste momento, é sua falta de concentração.

Ela gera apatia, que produz erros.

Trevor Ariza foi um desastre – apesar de sua cesta de três ao final do jogo, que aumentou a diferença de três para seis pontos (110-104).

De resto foi um horror.

Mas Kobe Bryant (foto AP) foi imbatível. Cometeu cinco erros e acertou apenas nove de seus 25 arremessos.

Um desastre.

EMOÇÃO

A gente pode falar isso e aquilo do Lakers, mas ninguém pode dizer que não há emoção em seus jogos. Longe disso.

Ao contrário dos outros times grandes, que quando abrem uma boa vantagem tornam a partida um “jogo-treino”, o Lakers sai de sintonia e possibilita ao adversário entrar em sintonia novamente.

Não dá para desligar o computador quando o time abre 20 pontos, por exemplo, no último quarto.

Não é garantia de nada.

O cara pode ir dormir certo de que o time ganhou e no dia seguinte descobre que ele perdeu.

DIFERENÇA

O Cleveland precisou de uma prorrogação para construir sua 31ª. vitória dentro de casa. Mas foi diante do Portland, uma das forças desta competição: 97-92.

Justificado o tempo extra, portanto.

O jogo foi sensacional, como sensacional é a bola de Brandon Roy.

O ala/armador do Blazers parece um veterano, quando, na verdade, está apenas em sua terceira temporada na NBA. Dificilmente se equivoca nos momentos de pressão.

Ao contrário, torce para que eles surjam o tempo todo. Parece ser a fonte de energia que o jogador precisa para aumentar seu nível de jogo.

Como LeBron James ((foto AP ao lado de Roy).

LBJ fez seu sétimo “triple-double” na temporada – este, é verdade, com o auxílio da prorrogação – ou o 24º. de sua carreira. Foi um gigante em quadra.

26 pontos, 11 rebotes (todos defensivos) e 10 assistências.

Roy fez 24 pontos e acertou todos os 11 lances livres cobrados. Deu ainda sete assistências e apanhou igual número de rebotes.

O Cavs venceu ontem sua sétima partida consecutiva. Da última dúzia de confrontos, perdeu apenas um.

Do jeito que joga, sempre focado, dificilmente entregará novamente ao Lakers a vantagem na classificação geral. Até porque, se um tropeço ocorrer, a chance de o oponente também tropicar é muito maior.

Penso que o Cleveland fechará a fase de classificação em primeiro lugar. E, com isso, terá todas as vantagens possíveis e imagináveis quando o playoff chegar.

(Varejão terminou a partida com oito pontos e nove rebotes)

Notas relacionadas:

  1. BYNUM PODE FICAR DE FORA ATÉ OS PLAYOFFS
  2. PÉSSIMO EXEMPLO
  3. CONTUSÃO FORA DE HORA
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quarta-feira, 18 de março de 2009 NBA | 11:23

QUE TAL UM APERITIVO?

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O que foi aquilo que aconteceu ontem em Cleveland? Um aperitivo da final da Conferência Leste?

Pode ser – até p0rque o Boston, neste momento, está num estágio inferior aos dois times, principalmente ao Cavs.

Enquanto Kevin Garnett não voltar, a gente não vai ter idéia do potencial real do time de Massachusetts.

Ontem, nova derrota, desta vez diante do Bulls, em Chicago, por 127-121. O time despenca neste momento. Dos últimos cinco jogos, venceu apenas um (Memphis).

Foi dobrado por Orlando (em casa), Miami, Milwaukee e Chicago (todos fora), como vimos.

Neste momento, O Boston tem o mesmo número de derrotas do Magic (18) e algumas pedreiras pela frente, como dois enfrentamentos contra o Miami em casa e visitas espinhosas diante de San Antonio, Atlanta, Cleveland e Orlando, com quem o Celtics disputa neste momento a segunda posição do Leste.

A situação do Boston se parece com a do San Antonio. É óbvio que KG faz falta – assim como Manu Ginobili para o Spurs. Mas perder para Milwaukee e Chicago, mesmo sem sua estrela principal, mostra que o time é muito mais depende do jogador do que a gente imagina.

E nos faz questionar se realmente existe um Big Three em Boston. O time, ao que parece, está muito mais para um Big One.

Mas voltemos ao jogo de ontem em Cleveland.

Foi definido apenas no final, no melhor estilo do basquete, talvez o mais emocionante esporte do planeta.

E para a nossa satisfação, com a participação de Anderson Varejão. Sim, pois foi do capixaba o rebote ofensivo, a um minuto do fim, que ajudou a evitar a derrota do Cavs.

Depois que Delonte West falhou em um arremesso de três, com o Orlando na frente em um ponto (93-92), o brazuca foi lá e confiscou o ressalto ofensivo. Com a posse de bola, LeBron James (foto AP), o monstro da noite, assumiu o controle do ataque e acertou um tiro longo de três que, ao contrário de Delonte, atingiu o alvo.

A vitória do Cleveland sobre o Orlando por 97-93 foi a 30ª. dentro de sua Quicken Loans Arena. O time de Ohio só foi dobrado diante dos fãs pelo Lakers; portanto, venceu todos os seus adversários de conferência, creditando um ineditismo em sua campanha doméstica nesta temporada.

LBJ, como disse acima, foi um monstro. Anotou 43 pontos pela nona oportunidade neste campeonato (33ª. vez na sua carreira), apanhou 12 rebotes, deu oito assistências (novamente próximo a um “triple-double”), roubou quatro bolas e deu um toco.

Os seis erros cometidos são perfeitamente aceitáveis. Não apenas pelos números mostrados, mas principalmente porque a um jogador que tem a bola sob controle durante tanto tempo, a chance de errar é muito maior do que os demais.

Um monstro, como disse. Se alguém disser que é por isso que o escolhe como seu MVP da temporada, eu não vou questionar de jeito nenhum.

ARBITRAGEM

O Orlando reclama de duas marcações no momento crucial da partida. A principal delas foi os três segundos marcados contra Dwight Howard logo depois do tiro longo de LeBron James que colocou o Orlando na frente em 93-92.

Faltava meio minuto para o final da partida e o Magic poderia pontuar e voltar a comandar o marcador. Mas a violação foi marcada.

O que eu acho? Um absurdo, porque esse tipo de erro acontece às dezenas em um confronto de basquete e não são anotados regularmente.

O que parece é que a arbitragem escolhe o momento para marcá-lo. E se a minha impressão for verdadeira, o trio que trabalhou ontem em Cleveland fica sob suspeita.

Stan Van Gundy, técnico do Orlando, no calor de seu inconformismo, lascou o seguinte no vestiário após a partida: “Este é um dos motivos porque eles [Cleveland] estão com uma campanha de 30-1 quando jogam em casa”.

A outra reclamação ficou por conta de uma falta de Courtney Lee em cima de LeBron a oito segundos do final da partida. Para mim também não houve nada.

LBJ acertou os dois lances livres e colocou o Cleveland nos definitivos 97-93.

A arbitragem, então, definiu o jogo a favor do Cavs? Isso a gente não pode cravar como verdadeiro, pois os anfitriões estavam na frente em dois pontos (95-93) quando os dois equívocos aconteceram.

A gente não sabe se o Orlando iria pontuar novamente. E se isso não ocorresse e o Cavs venceria.

Mas que os dois equívocos ajudaram, isso ninguém, em sã consciência, pode contestar.

Não tem jeito: arbitragem caseira existe em todo o lugar do planeta e em qualquer modalidade esportiva.

QUÍMICA

O entrosamento que existe entre Anderson Varejão e LeBron James é visível. Além de os dois se darem muito bem fora de quadra, dentro dela se afinam sempre que o tempo é transposto.

A ponte-aérea entre os dois que culminou com a enterrada de King James no segundo quarto é um exemplo, que se completou quando LBJ devolveu o passe para o capixaba dar uma enterrada (foto AP), logo na sequência.

Já contei aqui neste botequim que o contrato do brazuca com o Cleveland dura mais uma temporada – além desta –, mas a próxima fica a critério de Varejão. Ele está livre para aceitar qualquer proposta.

Não acredito que o Cavs vá deixá-lo sair. Tenho certeza de que o brasileiro será um dos trunfos para fazer LeBron ficar em Ohio.

E vice-versa.

MÃOZINHA

O Philadelphia deu uma mãozinha – ou mãozona? – para o Cleveland na batalha pelo primeiro lugar geral desta temporada. O Sixers foi a Los Angeles e bateu o Lakers por 94-93 (foto AP) com uma cesta tripla de Andre Iguodala a um segundo do final da partida.

Com o revés, o Lakers tem agora 14 derrotas no geral, contra 13 do Cleveland. Mas a franquia da Califórnia tem a vantagem do desempate, pois venceu os dois confrontos entre ambos nesta fase de classificação.

Portanto, uma derrota a mais do Cavs coloca os dois times em igualdade, mas com o Lakers em vantagem pelo exposto no parágrafo anterior.

O Los Angeles voltou a dar mole. Ontem, estava 14 pontos na frente do Sixers no início do último quarto quando Jordan Farmar acertou uma bola de três e mandou o marcador para 76-62 para o time da casa.

Então, o velho apagão que a gente já cansou de ver nesta temporada voltou a acontecer em Los Angeles. O Sixers, depois desta bola longa de Farmar, fez uma corrida de 32-17 e ganhou a partida.

Isso fora de casa; isso diante de 18.997 torcedores adversários; isso diante do time de melhor campanha na temporada; isso diante de Kobe Bryant.

Se o Boston está superdependente de Kevin Garnett, o Lakers mostra o mesmo em relação a KB, apesar de nesta temporada a equipe estar mais balanceada. O camisa 24 fez apenas 11 pontos e mostrou um basquete de quem entrou em quadra adoecido.

Tudo bem que foi de Kobe a bola de dois, a seis segundos do fim, que deixou o Lakers na frente em 93-91. Mas no resto da partida ele não foi o jogador que eu tanto defendo neste botequim como o melhor do planeta.

Kobe não pode se desligar neste momento da competição. Todo jogo é importante e todo adversário tem que ser encarado como o Cleveland.

Isso vale para todo o time, aliás. Parece que ninguém deu importância para Iguodala no tiro decisivo. O jogador do Sixers estava 0-6 nas bolas de três antes de acertar o chute vencedor.

Trevor Ariza tinha que ser mais agressivo na marcação. Não foi; deu no que deu.

Lakers e Kobe, dois personagens amorfos num momento crucial do campeonato. E que pode custar caro às pretensões da franquia.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
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  3. ORLANDO, UMA NOITE PARA SER ESQUECIDA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 16 de março de 2009 NBA | 14:31

AINDA HÁ ESPERANÇA

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Será?

Eu já disse algumas vezes aqui neste botequim que o Phoenix já tinha jogado a toalha.

Playoffs? Ano que vem.

Especialmente porque o time perdeu um de seus melhores jogadores – senão o melhor –, o ala/pivô Amaré Stoudemire. Sem um grandalhão qualificado no banco de reservas, o técnico Alvin Gentry mudou o esquema do time – passou a jogar com quatro abertos.

Com isso, a equipe ganhou em rapidez, pois Matt Barnes e Grant Hill se revezam na marcação interior.

Se não funciona como um relógio suíço, o Suns tem feito alguns bons resultados, como a vitória de ontem diante do Golden State, na Bay Area de São Francisco, por exorbitantes 154-130.

Além disso, o Dallas, o oitavo colocado na Conferência Oeste, oscila como o próprio Phoenix, o nono. O time texano perdeu os dois últimos jogos.

Com isso, a diferença de derrotas entre as duas equipes caiu para quatro. O Mavs tem 27 revezes na competição até o momento; o Suns acumulou 31.

Até o final deste mês, o Dallas terá mais sete jogos. Alguns bem complicados, como Cleveland e Atlanta fora de casa.

Nenhuma moleza, pois os demais confrontos serão contra Detroit, Golden State e Denver, todos em casa, e Indiana e Minnesota, fora.

Quer dizer, pelo calendário, não seria surpresa nenhuma se o Mavs fizesse apenas uma vitória, diante do Golden State.

Já o Phoenix terá igualmente sete pelejas até o final deste mês. Quatro serão em casa: Philadelphia, Washington, Denver e Utah, na sequência; em seguida, três viagens: Portland, Utah e Sacramento.

Desses encontros, o Utah, em Salt Lake City, e o Portland, no Oregon, são os mais complicados.

Quer dizer, pelo calendário, não seria surpresa nenhuma se o Suns computasse apenas duas derrotas.

Se isso acontecer, o Dallas pularia para 33 derrotas e empataria com o Phoenix. E ambos ficariam com 41 vitórias.

Neste momento, o Dallas leva vantagem de 2-1 no confronto direto. Há ainda mais um embate entre eles, marcado para o dia 5 de abril, no Texas.

Portanto, se o Phoenix quiser continuar sonhando com os playoffs, que cumpra o calendário estabelecido acima e vença seu confronto direto contra o Dallas, fora de casa.

Já o Mavs, se quiser deixar vivo o sonho da fase decisiva da competição, que melhore seu desempenho, contrarie o calendário de resultados que imaginei e faça nova vitória diante do rival.

Mas é bom que se diga: qualquer um dos dois que chegar aos playoffs, desembarcará pela classe econômica.

ABSURDO

A pontuação do jogo de ontem em Oakland foi uma exagero. Esteve mais para uma pelada de final de semana do que para uma partida entre profissionais da maior liga de basquete do planeta.

Os 154-130 impostos pelo Phoenix ao Golden State representaram o maior número de pontos somados desta temporada: 284.

Mas não é recorde da NBA.

O recorde pertence ao jogo entre Denver e Detroit, no Colorado, realizado no dia 13 de dezembro de 1983, quando o Nuggets bateu o Pistons por 186-184. Somados, chegamos ao impensável número de 370 pontos.

Mas é bom que se diga: três foram as prorrogações.

Ontem, na Oracle Arena, não houve tempo extra.

O recorde deste jogo ficou por conta dos 56 pontos que o Phoenix fez em contra-ataques. Nunca, desde que a NBA passou a computar essa estatística, em 1997, uma equipe tinha feito tantos tentos na transição ofensiva.

MÉDIA

Leandrinho Barbosa jogou quase 21 minutos. Anotou 22 pontos.

Ficou dentro da média dos últimos jogos.

O ruim é que o paulistano (foto AP) acertou apenas um de seus cinco chutes triplos, seu cartão de visita, como gosto de dizer.

APAGÃO

Alguém viu o jogo do Lakers contra o Dallas? Senão viu, eu conto, mas sem muitos detalhes.

Isso porque o que importa foi a desligada que o time deu no terceiro quarto, quando abriu uma vantagem de 15 pontos (81-66).

Os amarelinhos, que ontem jogaram de branco, pois era domingo, permitiram uma corrida de 29-8 ao Mavericks e ficaram atrás no marcador em 95-89, quando Brandon Bass acertou seu segundo lance livre, isso a 7:09 minutos do final.

Com a água batendo na bunda – e subindo perigosamente –, os jogadores acordaram e aí foi a vez de o Lakers realizar sua corrida. Esta foi de 18-5 e o resultado final foi de 107-100.

Desses 18 pontos, Kobe Bryant colaborou com 10 e terminou a partida com 28.

DEFESA

O mais importante sobre Kobe Bryant foi dito pelo comentarista Jeff Van Gundy, ex-treinador do New York e do Houston.

Disse Van Gundy: “O posicionamento defensivo de Kobe Bryant é um dos melhores de todos os tempos na história do basquete”.

Por essas e por outras ele é o meu MVP.

INACREDITÁVEL

Por mais que Kevin Garnett faça falta – e faz mesmo –, perder para o Milwaukee é o fim da picada. A derrota do Boston por 86-77 para o Bucks teve dois significados:

1) o Cleveland é o virtual campeão do Leste;

2) o Milwaukee segue mais vivo do que nunca pela última vaga da conferência.

O que aconteceu com o Celtics? Faltou desconfiômetro a dois de seus jogadores do “backcourt”, pois o time acertou apenas um de seus 12 arremessos de três pontos.

Ray Allen foi um desastre, não encestou nenhum de seus cinco tiros; Eddie House, outro que é bom de chute, fez 1-4.

Não há equipe que resista, muito embora a gente não possa deixar de ressaltar a boa defesa feita pelo time de Wisconsin.

CAMPEÃO

Já que falei do Cleveland, ontem o time, jogando em sua Quicken Loans Arena, somou sua 29ª. vitória em casa, onde perdeu apenas uma vez, para o Lakers. Ontem fez 98-93 diante do New York.

Mo Williams (foto AP), o melhor apoio de LeBron James, foi o cestinha do time com 23 pontos. LBJ ficou perto de mais um “triple-double”. Marcou 19 pontos, dez assistências e oito rebotes.

Do jeito que o time vem jogando e com a colaboração do Boston, o Cavs, como falei anteriormente, é o virtual campeão do Leste. Com esta vantagem, sinceramente, acho que os torcedores do Celtics verão a final desta temporada pela televisão.

Anderson Varejão mostrou a eficiência de sempre: oito pontos e nove rebotes.

Poderia ter fisgado pelo menos um no ataque.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 14 de março de 2009 NBA | 12:43

RELAXAMENTO QUE QUASE CUSTOU A VITÓRIA

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O Cleveland quase entregou o jogo no terceiro quarto. Levou uma sova do Sacramento de 15 pontos (39-24) e cometeu seis erros.

Neste período, chegou a ficar atrás no marcador em 16 pontos. Vi a viola em cacos, embora faltasse ainda um quarto pela frente.

Os 12 minutos finais foram de pura recuperação, mas não suficiente para levar o time à vitória. O que o Cavs fez foi igualar a partida em 116 pontos e empurrá-la à prorrogação.

Poderia ter vencido, é bom que se diga, se LeBron James (foto AP) tivesse acertado o segundo lance livre a 24 segundos do final, igualando o marcador. Se o alvo fosse acertado, o time de Ohio teria aberto 117-116 e evitaria o tempo extra.

Mas LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça – e acabou falhando.

Mas não sucumbiu aos erros na prorrogação. Fez seis dos dez pontos do Cleveland no tempo adicional e comandou a vitória em 126-123.

LeBron fez 51 pontos…

FIM

LeBron James não conseguiu marcar novo “triple-double”. O ala do Cleveland havia atingido a marca nos últimos três jogos da equipe.

Ontem, além dos 51 pontos, distribuiu nove assistências, apanhou apenas quatro rebotes e deu três tocos.

LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça.

VAREJÃO

O capixaba fez uma grande partida ontem à noite na capital da Califórnia. Seu aproveitamento nos arremessos de quadra foi perfeito: 8-8 (100%). Bobeou apenas nos lances livres (seu calcanhar de Aquiles): 2-5.

Se tivesse encestado todos seus tiros fatais como fez nos chutes com a bola em movimento, terminaria a partida com 21 pontos. Mas graças aos três erros na linha decisiva, acabou a peleja com 18.

Ótima pontuação; sem dúvida alguma, ótima.

Tão admirável quanto os pontos foi o seu desempenho nos rebotes: 12. Desta dúzia, cinco foram no ataque.

Um “double-double”, portanto.

LIDERANÇA

Com a vitória, o Cleveland igualou a campanha do Lakers com 52 vitórias e apenas 13 derrotas (80%). Mas pelo critério de desempate o time da Califórnia leva a vantagem, pois venceu os dois encontros entre ambos.

Portanto, se o Cavs quiser o primeiro lugar na classificação geral – e quer, como sabemos –, tem que torcer por um tropeço a mais do Lakers até o final da temporada regular.

De qualquer maneira, a vitória de ontem reservou ao Cleveland o título da Divisão Central, fato que não ocorria desde a temporada 1975-76.

E o que isso quer dizer?

Nada.

INACREDITÁVEL!

Só não caí de costas porque estava sentado. Mas vocês repararam no torcedor com a camisa do São Paulo no Arco Arena?

Foi durante o último tempo pedido pelo Sacramento, a cinco segundos do final da partida durante o tempo normal, quando LeBron James fez falta em Kevin Martin.

A tevê local não saiu para o “break” comercial e ficou nos jogadores dos dois times e depois no narrador (lá chamado de play-by-play) e o comentarista (color analyst). No fundo, os torcedores, pois nos EUA os profissionais da imprensa ficam ao nível da quadra.

Os dois falando, quando, no fundo, eu vi o torcedor são-paulino.

Sensacional!

Outro dia, não sei se alguém reparou, no TD Banknorth Garden, em Boston, tinha uma bandeira do Brasil na arquibancada alta atrás da tabela do lado esquerdo da câmera de televisão.

Aliás, se algum brazuca que mora nos EUA tiver uma foto com a camisa de algum time de futebol dentro de uma arena da NBA, entre em contato que a gente publica.

Sensacional!

RODADA

Dois outros jogos chamaram a atenção na rodada de ontem.

O primeiro foi a derrota do Chicago para o Philadelphia fora de casa por 104-101. Ela custou caro ao Bulls; custou a última vaga do G-8 do Leste.

Infelizmente para seus torcedores, o Chicago não é um time pronto, talvez, nem mesmo para caçar uma vaga para os playoffs. O time é indeciso em quadra e mal dirigido por Vinnie Del Negro.

O segundo foi a vitória do Houston diante do Charlotte, na Carolina do Norte.

A jogada que decidiu a partida foi patética. Três pontos atrás do marcador, Larry Brown, técnico do Bobcats, chamou um tempo e armou um tiro de três.

A bola caiu nas mãos de Vladmir Radmanovic – sim, ele mesmo, aquele que jogava no Lakers. Ele subiu para o arremesso…

Ron Artest veio por trás (foto AP) e tomou a bola do sérvio como um profissional toma de um jogador do infantil – não vou dizer mirim para não humilhar tanto.

No contra-ataque, sozinho, Artest – aquele que provocou Kobe Bryant, lembram-se? – caminhou e fez a bandeja derradeira fechando a partida em 91-86.

Os torcedores do Lakers que viram a partida devem ter se lembrado dos momentos de pavor do europeu com a regata amarelinha. E respiraram aliviados por constatar, uma vez mais, que Rad não está mais na franquia.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

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