NOITE RUIM DOS BRASUCAS

Nenê, destaque do desfalcado Nuggets na derrota para o Sixers dentro de casa
A noite de ontem não foi dos brasucas. Cleveland e Denver perderam seus jogos — ambos em casa — e deixaram de somar importante vitória da tabela de classificação.
O Cavs perdeu surpreendentemente para o Charlotte (91-88) em sua Q Arena; o Nuggets foi batido pelo Philadelphia (108-105).
A derrota do Denver tem desculpas — e das boas. Dois de seus principais jogadores, Chauncey Billups e Carmelo Anthony, lesionados, não puderam jogar. Some-se a isso a contusão que Chris Andersen sobre no segundo quarto da contenda de ontem e teremos três desfalques.
Nenê Hilário bem que tentou evitar o colapso. Não conseguiu apesar de seus 24 pontos e 15 rebotes.
Esses números são emblemáticos, pois mostram bem quem é o são-carlense. Sem Billups e Melo, o jogo teve de gravitar ao seu redor; e ele fez 24 pontos e apanhou 15 rebotes.
Ou seja: fosse mais explorado pelos companheiros e seus números seriam superiores aos atuais14.2 pontos e 8.4 rebotes. Nas três partidas que o Denver fez sem o duo referido, Nenê teve médias de 23.6 pontos e 9.3 rebotes por jogo.
Será que alguém ainda consegue criticar Nenê? Será que alguém ainda tem dúvidas quanto ao seu potencial?
Ah, havia me esquecido: Nenê está em primeiro lugar no ranking de roubos de bola entre os pivôs com 1.62 desarmes por partida.
Espero que as críticas diminuam, pois o cenário atual deixa claro de que temos um representante que nos orgulha na NBA.
Alguém pode argumentar: por que ele não faz isso também com Billups e Melo em quadra? É preciso responder?
Quanto a Varejão, ele pelejou com as faltas e, por isso mesmo, jogou apenas 22 minutos. Fez só dois pontos e pegou surpreendentes quatro rebotes.
Mas o jogo de ontem deixou bem claro que os coadjuvantes não seriam mais do que coadjuvantes ontem à noite em Ohio. LeBron James e Mo Williams fizeram, juntos, 56 pontos. Os demais anotaram 32 pontos.
A bola, como se vê, ficou mesmo nas mãos dos dois melhores jogadores do time. Assim, só restou aos demais ver a partida — e em posição privilegiada: dentro da quadra.
ENTENDIMENTO

Farmar encara Humphries
Alguém consegue entender o Lakers? Pena para vencer equipes frágeis, quando pega o Dallas, segundo colocado no Oeste, aplica-lhe uma goleada estonteante: 131-96.
E o time, uma vez mais, não pôde contar com Ron Artest. Mas contou com Jordan Farmar, que (talvez contagiado pelo prenome) anotou 24 pontos e encerrou o jogo como cestinha do Lakers e do prélio.
Se alguém for perguntar, eu já respondo: Kobe Bryant fez modestos 15 pontos. Mas Kobe está nos calcanhares de Jerry West na briga pela artilharia suprema do Lakers em todos os tempos.
West fez 25.192 pontos; Kobe está com 24.815. O cálculo mostra que, se mantiver suas médias da atual temporada, KB ultrapassa JW em 13 partidas.
RODADA
Os demais resultados da rodada de ontem mostraram os seguintes resultados:
New York 132-89 Indiana
Toronto 91-86 San Antonio
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FELICIDADE
REALEZA
QUARTETO
Depois de ser derrotado em casa pelo Boston no primeiro jogo da temporada (95-89), o Cavs voltou a se curvar diante do oponente. Ontem, cruzou a fronteira canadense e tombou no Air Canada Centre frente ao Raptors: 101-91.
A temporada mal começou, mas não gostei do que vi em Cleveland. Sim, pois o que vi em Cleveland foi o mesmo Cleveland da temporada passada: dependente ao extremo de LeBron James.
Magic Johnson, Jerry West, James Worthy, Norm Nixon, Michael Cooper, Jamaal Wilkes, A.C. Green, Rick Fox e Robert Horry estiveram presentes ao evento. Fiquei pensando enquanto via a festa: Shaquille O’Neal não deveria estar de terno e gravata junto com os outros veteranos?
LeBron James viveu momentos de apreensão no começo deste ano. Tudo por conta de um tumor detectado no lado direito de seu maxilar.