12/11/2009 - 21:10
Byron Scott acabou de ser demitido pelo New Orleans. Parece que não havia mesmo alternativa.
O time decresceu dramaticamente depois da surpreendente campanha feita na temporada 2007/08, quando quase chegou à final da conferência, tendo vendido caro a vitória ao San Antonio, na semifinal, no sétimo jogo da série.
Na temporada passada, voltou aos playoffs. Mas levou um coro do Denver logo de cara: 1-4.
Nesta, trocou seu pivô Tyson Chandler por Emeka Okafor. As expectativas cresceram, tudo indicava que com o grandalhão vindo do Charlotte as coisas iriam andar.
Ao lado de Chris Paul e de David West, puxa vida, daria para reeditar a campanha dos playoffs de 2008. Não deu. O início é fraco: 3-6.
O New Orleans não é uma franquia rica, muito embora esteja gastando US$ 73.656.549,00 nesta temporada. Está em 12º. lugar entre os gastões da NBA.
George Shinn, o dono, depois de se ver envolvido em escândalos de abuso sexual em Charlotte, ser hostilizado por isso mesmo pela comunidade local, exigir financiamentos generosos da prefeitura da cidade para construir uma nova arena e depois brigar com os políticos locais, ameaçou mandar o time para New Orleans; e mandou mesmo.
Na Louisiannia, ele conseguiu construir a arena de seus sonhos e com subsídios locais. Explora tudo o que é possível dentro de sua arena, como a venda dos “skyboxes”, restaurantes, lojas, estacionamentos e talvez algumas coisinhas a mais que me fogem agora.
E a bilheteria, é claro.
Mas não conseguiu até o momento vender o nome da arena para nenhuma empresa de porte. Shinn adoraria colocar a grife de uma empresa aérea, de um banco, de uma indústria cinematográfica ou mesmo de uma confecção de roupas na sua arena; mas não consegue.
Seu lar chama-se New Orleans Arena desde que chegou às margens do Mississippi — e parece que ninguém quer associar sua marca a marca do Hornets. E eu não sei por quê.
Portanto, o time da afluência de seus fãs dentro de sua arena. Mas se o time não ganha, deixa de ser atração para a comunidade, que consequentemente deixa de ir à arena.
Se eles deixam de aparecer, é menos dinheiro que entra para os cofres da franquia. Com menos dinheiro em caixa não há como ser competitivo.
Portanto, vencer é importante para uma franquia dessas. E ela deixou de vencer.
Por isso Shinn ordenou a troca do treinador, que, aliás, foi quem montou esse time e não consegue mais fazê-lo jogar.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Byron Scott, Chris Paul, Hornets, New Orleans
03/11/2009 - 12:38

Iverson em ação pelo time de Memphis
Mais uma rodada sem molho. A NBA deveria prestar mais atenção na elaboração da tabela. Não tem cabimento um sábado e uma segunda-feira (ou seja, dois em três dias seguidos) serem permeados por partidas desinteressantes.
Charlotte x New Jersey: que atrativo(s) tem esse confronto? Comecei a ver o cotejo; mudei rapidamente. Por curiosidade – e dever profissional – busquei o resultado final: vitória dos anfitriões por 79-68.
Importante: o New Jersey está invicto nesta temporada; não ganhou de ninguém até agora.
Escanteei Nets e Cats e passei a ver New York x New Orleans. O Hornets não é nem de longe aquele esquadrão de há duas temporadas.
Dá pena ver Chris Paul jogando neste time. Esperava mais do New Orleans com Emeka Okafor, mas nada mudou em relação ao time que tinha Tyson Chandler.
Sei não, acho até que piorou. Chandler, embora tecnicamente inferior a Okafor, tem garra e não apatia, característica do ex-pivô do Charlotte.
O final foi um tanto emocionante, disputado. Paul, quase que sozinho, fez uma reviravolta na partida e levou o Hornets ao triunfo. Mas não deu: vitória do Knicks por 117-111.
Utah x Houston foi o embate mais atraente da rodada. E com final surpreendente: do jeito que o Jazz vem jogando, acho que vou quebrar a cara, pois o time não chega nos playoffs de jeito nenhum.
O Rockets calou a EnergySolutions Arena com suas bolas de três: 10-19. Em contrapartida, os caseiros estiveram com a mão deformada: 3-11.
Isso realmente fez a diferença.
O “rookie” Chase Budinger veio do banco, jogou 22 minutos e anotou 17 pontos. Foi sua melhor performance como profissional com a camisa texana.
Se mantiver este desempenho, pode ser ótima alternativa para Rick Adelman neste período sem Tracy McGrady. Segundo os doutores do Houston, T-Mac deve retornar no final de dezembro.
Tomara que sim, pois é muito legal vê-lo em quadra; é quase a excelência do jogo. Pena que ele não consiga contagiar seus companheiros.
Clippers x Minnesota confesso que eu nem vi. Nem mesmo a curiosidade em assistir Jonny Flynn me fez sintonizar este confronto.
Bem, fui informado e informo vocês (se é que vocês ainda não sabem) que o primo pobre de Los Angeles conseguiu sua primeira vitória no campeonato: 93-90.
Chris Kaman, 25 pontos e 11 rebotes, levou o moto-rádio pra casa. Destaque também para os 15 rebotes de Marcus Camby.
Finalmente, Sacramento x Memphis. Vi a contenda para ver Allen Iverson pela primeira vez com a camisa do Grizzlies.
AI saiu do banco, jogou apenas 18 minutos. Tem que ser assim mesmo, devagarzinho, respeitando o peso da idade e as dores pelo corpo cansado de tanta labuta.
Seus números: 11 pontos em 18 minutos; 5-9 nos tiros de quadra e nenhum lance livre batido – o que mostra bem como ele foi econômico; uma assistência, mas zerou nos rebotes, desarmes e tocos; cometeu dois erros e fez duas faltas.
Iverson disse não ter tido qualquer problema quanto a contusão; problema foi entender o jogo do técnico Lionel Hollins. “Deem uma olhada nas estatísticas e vejam que eu não fui um sexto homem”, disse o jogador depois da partida.
Calma; o cenário será outro daqui a algumas rodadas. Iverson vai adicionar qualidade ao time do Tennessee.
Mas o destaque do jogo ficou por conta do armador Kevin Martin: 48 pontos!!!
Deveria ter aberto nosso papo com isso, mas confesso que até agora não consigo acreditar que isso aconteceu. É verdade que houve duas prorrogações e que Martin jogou 52 minutos; mesmo assim, é ponto pra dedéu.
O jogo terminou com a vitória do Kings por 127-116. Foi também a primeira do time californiano na competição.
FINALMENTE
Até que enfim uma rodada imperdível. Vejam os jogos desta noite: Cleveland x Washington; Indiana x Denver; Philadelphia x Boston; Detroit x Orlando; Miami x Phoenix; Chicago x Milwaukee; Oklahoma City x Lakers; Dallas x Utah; Portland x Atlanta.
Pergunto: a NBA não poderia ter separado dois desses jogos e tê-los colocado na rodada de ontem?
Como disse, a NBA deveria ter prestado mais atenção na elaboração da tabela.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Allen Iverson, Chase Budinger, Chris Paul, Emeka Okafor, Kevin Martin, NBA, Tracy McGrady, Tyson Chandler
25/09/2009 - 17:08

Ginóbili x Kobe, um dos duelos mais interessantes desse hipotético confronto
Infelizmente, dada a fragilidade da Copa América, os frequentadores deste botequim não se sensibilizam mesmo com a nossa seleção feminina. E não vai aqui nenhuma crítica a vocês, meus grandes parceiros; eu até entendo a situação.
Os jogos, realmente, têm sido de amargar. Hoje à noite o adversário será o Canadá; jogo um pouco melhor.
Mas, isso posto, vamos mudar de assunto, pois sei que ninguém quer falar sobre o Brasil de saias.
Tenho lido e relido as manifestações de vocês sobre a comparação entre EUA e Espanha, um papo pra mais de metro e que rendeu bastante. Quem é melhor? – eu propus.
A maioria optou pelos norte-americanos. Pouquíssimos cravaram nos ibéricos.
O argumento principal de quem optou pelos EUA foi a qualidade dos atletas da terra do Tio Sam; quem escolheu a Espanha, falou do conjunto.
Realmente, não dá para comparar os jogadores. Os craques de ébano, individualmente, são mesmo muito melhores do que os talentosos atletas de marfim.
Vejamos: no quinteto dos EUA, hoje a gente teria Chris Paul, Kobe Bryant, LeBron James, Tim Duncan e Dwight Howard. Esta seria a minha seleção – não sei se vocês concordam.
Do outro lado do Atlântico os cinco espanhóis seriam José Calderón, Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez, Jorge Garbajosa e Pau Gasol.
Num confronto, um contra um, posição por posição, acho que daria pra brigar apenas Gasol contra Howard. Os demais, nem pensar.
Os EUA são melhores.
Mas permitam-me uma digressão, daqui a pouco a gente volta ao tema…
Acho que o adversário foi uma seleção do planeta. O ano, este sim, eu me recordo: 1969.
Era o jogo de despedida do maior goleiro que esse país já produziu: Gylmar dos Santos Neves. Gylmar era goleiro do Corinthians quando o Brasil conquistou o primeiro título mundial, na Suécia; quatro anos depois, defendia a meta do Santos quando fomos bi no Chile.
Ainda no Santos, foi bicampeão da Libertadores e bi mundial naquele time que tinha Pelé e que foi o maior esquadrão que o mundo viu em ação.
Bem, dizia eu que era o jogo de despedida do maior goleiro brasileiro de todos os tempos. Brasil x Seleção da Terra! Eu tinha apenas 12 anos.
Quarta-feira à noite, eu, menino, estava enrolado em um cobertor na fria Bauru daquele sexto mês do ano. Queria ver Gylmar se despedir.
E a seleção adversária tinha os melhores jogadores do planeta! Que jogo…
O “script” foi perfeito: o Brasil ganhou por 2-1 e Gylmar deixou a meta brasileira carregado nos ombros dos companheiros e da torcida que lotou o Maracanã, naquela época o maior estádio de futebol do mundo.
Jogos desse tipo são muito interessantes. A melhor seleção contra a seleção dos melhores.
Desviei o rumo para imaginar como seria se a gente pudesse colocar frente-a-frente esse timaço norte-americano que eu escalei acima e uma seleção do resto do planeta.
Qual seria o meu time da Terra? Vamos a ele: Steve Nash, Manu Ginobili, Dirk Nowitzki, Pau Gasol e Yao Ming – vocês concordam?
Pergunto: esse time, bem treinado e entrosado, teria condições de bater os EUA numa série melhor de sete?
Regras? Duas séries, é claro. A primeira, com as regras da Fiba (e a seleção da Terra jogaria quatro partidas em solo europeu); a segunda, com a regulamentação da NBA (com vantagem de quadra para os EUA).
Quem venceria?
Nash seria páreo para CP3?
E Manu, conseguiria tomar de Kobe um pouco de seu jogo?
Nowitzki, com seus 2m14, poderia dificultar os passos de King James?
Gasol x Timmy, que venceria?
E, finalmente, no pivô, DH se incomodaria com os 2m21 de Yao?
Fico a imaginar esses jogos, ou melhor, essas duas séries, e às vezes acho que os EUA venceriam com muita facilidade. Em outros momentos, acho que seria no pau e não daria para prever o vencedor. E também já cheguei a achar que a seleção do resto do planeta venceria – especialmente no duelo com as regras da Fiba.
Quem venceria, quem venceria?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Chris Paul, Dirk Nowitzki, Dwight Howard, Kobe Bryant, LeBron James, Manu Ginóbili, Pau Gasol, Steve Nash, Tim Duncan, Yao Ming
17/04/2009 - 11:36
Como sabemos, está tudo definido; no Leste e no Oeste. Então, por que não começarmos a falar sobre os confrontos? E palpitar? Tem exercício mais excitante do que palpitar?
Vamos lá, pois, começando pela conferência que fica do lado do Atlântico.
Penso que é a mais previsível, pois existe grande diferença entre alguns times, especialmente entre os três primeiros colocados: Cleveland, Boston e Orlando.
Atlanta e Miami farão, seguramente, o confronto mais disputado da conferência.
CLEVELAND x DETROIT
O Pistons não é mais aquele time competitivo de temporadas passadas, quando até um título c0nquistou. Enfraqueceu-se com a saída de Chauncey Billups, o que quebrou o núcleo da equipe.
Pra piorar, demitiu – acertadamente, diga-se – o técnico Flip Saunders, mas contratou para o seu lugar o inexperiente Michael Curry. Outra aposta maluca de Joe Dumars, que também trouxe para o lugar de Billups o superado Allen Iverson.
Problemático e fominha, ele acabou interferindo negativamente no grupo e no jogo de Rip Hamilton, que até para o banco foi. Além de Hamilton, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince são remanescentes importantes do time de 2004 que ganhou o título.
Mas não há a mesma química de então. E, além disso, para eliminar o Cleveland, um dos favoritos ao título, tem que ganhar um jogo fora – o que somente o Lakers conseguiu diante dos titulares do Cavs – e ainda manter-se invencível em casa.
Impossível.
Em contrapartida, o Cleveland é um time arrumado, ajeitado e azeitado. Muitos o consideram o melhor desta temporada, fruto do excelente trabalho de Mike Brown, ex-assistente de Gregg Popovich.
Conta com LeBron James (foto Reuters), para a grande maioria o MVP desta temporada. O jogo de LBJ cresceu não apenas pela força natural de seu jogo e amadurecimento em quadra. Cresceu também graças à chegada do armador Mo Williams.
Com ele no time, Brown passou Delonte West para a posição dois. Desta forma, os três jogam ao mesmo tempo e formaram um trio afinadíssimo, para desespero dos rivais.
E no garrafão Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas põem a mão no peito de quem se atreve a entrar.
Previsão: Cleveland 4-0.
BOSTON x CHICAGO
Se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls. Se tudo não passar de um blefe de Doc River, o atual campeão da NBA varre o ex-time de Michael Jordan.
O Boston está um ano mais entrosado e confiante. E maduro – não velho, pois o time não dá sinais de que está com as pernas cansadas.
Pena que KG brigou bastante com as contusões, principalmente depois do ASG. Perdeu 22 dos últimos 26 jogos da equipe.
Mesmo que jogue, a pergunta que fica é: jogará no seu esplendor físico?
Não se esqueça: Garnett é o capitão e o melhor jogador desse time. Tem uma ascendência muito grande em relação ao time.
Paul Pierce pode fazer a diferença junto com Ray Allen. Mas será que ambos conseguirão impor-se sem a presença intimidadora de KG?
Neste primeiro round, penso que sim, pois o Chicago é um time absolutamente irregular que conta com um treinador novato e de qualidades bem discutíveis.
De qualquer maneira, como já disse aqui, Vinnie Del Negro fez um “upgrade” na campanha do time nesta temporada em relação à anterior. Mas será que foi ele ou Derrick Rose?
Ambos, diria, mas com a balança pendendo mais para o garoto.
Rose deve ser eleito o melhor novato desta temporada. Por se tratar de um “rookie”, oscila demais. Talvez isso explique a campanha irregular da equipe nesta temporada.
É a primeira vez que a maioria do elenco atinge os playoffs. E isso tem um peso muito grande.
Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.
ORLANDO x PHILADELPHIA
O Magic caiu muito de produção nos últimos jogos. Dos últimos dez, venceu apenas cinco.
Rafer Alston não foi o substituto ideal para o contundido Jameer Nelson. Falta qualidade na armação do jogo. O veterano Anthony Johnson também não tem estofo suficiente para agregar qualidade criativa ao time em um momento tão delicado com são os playoffs.
É certo também que a queda dos últimos jogos tem a ver com contusões. Especialmente de dois de seus principais jogadores: Dwight Howard e Rashard Lewis. Ambos foram poupados por causa de pequenas lesões.
Com eles em forma, não há como o Sixers conter o Orlando – mesmo sem uma grande armação. O time da Flórida tem uma intensidade de garrafão e um arsenal de bolas triplas que seguramente levarão o adversário a nocaute.
E rapidamente.
Previsão: Orlando 4-1.
ATLANTA x MIAMI
Aqui será o duelo de um time, um conjunto (Hawks), contra uma equipe que direciona todo seu jogo nos ombros de um fora-de-série (Heat).
O técnico Mike Woodson tem o Atlanta nas mãos. Ele forjou essa equipe já na temporada passada com muito cuidado e trabalho de quadra.
Nesta, um ano mais experiente e confiante, o Atlanta é inegavelmente o favorito diante do Miami.
Além do conjunto, há jogadores que podem desequilibrar no momento em que o jogo pedir por isso. Falo de Mike Bibby e Joe Johnson.
Os torcedores do Miami esperam que Dwyane Wade esteja inspirado e carregue o time nas costas nesta série. Mas Wade (foto AFP) não é Michael Jordan.
Será muito difícil que isso ocorra. Sozinho será como uma andorinha.
D-Wade precisa de um suporte, mas o Heat não tem a oferecer. Na próxima temporada, mais experientes, quem sabe Mario Chalmers e Michael Beasley venham a ser esse apoio; não no momento.
Além deste cenário que privilegia o Atlanta, não se esqueça que o time da Georgia tem a vantagem de quadra. A presença de D-Wade dará equilíbrio ao confronto.
Previsão: Atlanta 4-3.
OESTE
Esta conferência vai reservar os melhores jogos destes playoffs. E os mais longos também.
O Utah, em quem eu apostei em determinado momento da competição, caiu dramaticamente no final da temporada regular. É o time mais fraco da conferência do Pacífico.
Em compensação, não vejo fragilidade nos demais contendores. Se Atlanta e Miami vão fazer o confronto mais duro do outro lado do continente, deste lado há dois embates que serão decididos no último jogo: San Antonio x Dallas e Portland x Houston.
Os outros dois serão mais curtos.
LAKERS x UTAH
Ao contrário do que previ, o retorno de Carlos Boozer, após uma cirurgia no joelho, não fez a diferença esperada. Ele não foi o Karl Malone de Deron Williams, que sonhava em ser o novo John Stockton.
E Jerry Sloan, no banco, não pôde, por isso mesmo, dar robustez ao time. Talvez devesse ter previsto essa fragilidade de Boozer.
Entra debilitado para um confronto em que terá pela frente simplesmente um dos melhores times da temporada.
Do lado do Lakers, Andrew Bynum aproveitou os últimos embates da fase regular para recuperar a forma e o entrosamento. E mostrou que está bem, pois afinou-se perfeitamente com Pau Gasol e Lamar Odom.
O que preocupa é a queda de rendimento de Derek Fisher. Neste confronto, suas bolas de três podem não fazer tanta falta, mas nas duas etapas dos playoffs isso pode ser um fator negativo para o Lakers.
E para os que criticam Kobe Bryant (foto Reuters), chegou o momento em que o camisa 24 do Los Angeles mais gosta. Ele sente que está encostado na parede pelos seus desafetos.
Previsão: Lakers 4-0.
DENVER x NEW ORLEANS
O Hornets nem de longe se parece com aquele time da temporada passada. O time desandou neste campeonato, especialmente por causa das contusões de Tyson Chandler (pé) e Peja Stojakovic (costas).
É certo que elas atrapalharam muito. Mas Byron Scott parece que perdeu a receita que fazia desse time uma preocupação para os adversários.
É a equipe do “se”. Se Chris Paul estiver inspirado; se as bolas de três caírem; se James Posey repetir o que fez no Miami e no Boston; se Chandler e Peja estiverem com a saúde em dia…
Muitos “ses” para dobrar um adversário mais forte, mais entrosado e que ainda tem a vantagem de quadra.
O Denver, surpreendentemente para mim, fez uma ótima fase regular. A melhor, diga-se, de sua história, terminando em segundo lugar.
Mas não se esqueça: há momentos em que o quinteto em quadra entra em parafuso e surge o “cada um por si e Deus para todos”. Basquete de rua; basquete competitivo não se joga desta maneira.
George Karl, experiente em playoffs – foi vice-campeão da NBA dirigindo o Seattle na decisão diante do Chicago em 1996 –, não pode perder o controle do grupo – e do time em quadra. Carmelo Anthony tem que se comportar como uma estrela e não como uma prima-dona.
Se isso ocorrer, o time terá dificuldades.
J. R. Smith tem que saber fazer a leitura do jogo em quadra; o mesmo vale para Chauncey Billups, principalmente ele, o armador da equipe, que tem de conjugar o verbo sempre na primeira pessoa do plural.
Será o grande teste de Nenê nesses playoffs. E do jeito que ele mostrou-se maduro na fase regular, deverá adicionar muita qualidade ao time neste momento decisivo.
Previsão: Denver 4-2.
SAN ANTONIO x DALLAS
Como disse anteriormente, este é um confronto para ser decidido na sétima e última partida. O Spurs tem a vantagem de quadra, mas a ausência de Manu Ginobili pesa – e muito.
Roger Mason Jr. fez uma excelente “regular season”, mas sua experiência de playoffs é reduzidíssima: fez apenas dez partidas com a camisa do Washington. Não terá estofo para segurar o rojão e ser o substituto perfeito do argentino.
Além disso, o time está envelhecido. Falo principalmente de Michael Finley e Bruce Bowen. Tim Duncan é veterano, mas é um gigante, que sabe como se dosar em quadra e usar sua presença imponente para conter os adversários.
Mas está mais velho, não há como negar. E mais: terá agilidade para marcar Dirk Nowitzki? Ou será que Gregg Popovich vai dar a Matt Bonner esta espinhosa missão para poupar Timmy?
Já o Dallas cresceu muito no final da competição. Venceu dez de seus últimos 15 jogos.
Para isso contou com a volta de Josh Howard. Com ele o time fica muito mais forte em seu jogo interior e no perímetro também.
Sua presença em quadra acaba por interferir no jogo de Nowitzki. Dos últimos nove jogos da equipe, com Howard jogando, o alemão alcançou 30 pontos ou mais em cinco deles.
Some-se a isso a presença de Jason Kidd. Veterano, é verdade, mas jogador, como Duncan, afeito a esse tipo de situação.
Ainda sabe, muito bem, como conduzir uma equipe em quadra.
Série difícil, como disse, onde houve empate em 2-2 na fase de classificação.
Previsão: Dallas 4-3.
PORTLAND x HOUSTON
O Rockets tem jogadores mais experientes, técnico idem. Tracy McGrady não vai disputar os playoffs – o que é garantia de que o time está na disputa.
Mas…
O Portland é a grande sensação do momento na NBA. Venceu 54 jogos na temporada regular; dos últimos dez embates, ganhou nove – ironicamente, perdeu apenas para o Houston, no Texas.
Conseguiu uma vaga para os playoffs, o que não ocorria desde 2003. Foram seis anos de longa espera para uma torcida que é uma das mais barulhentas da liga e que promete, mais uma vez, fazer a diferença se for necessário.
Creia: ninguém gostaria de enfrentar o Portland neste momento. O time tem se imposto com muita facilidade diante dos oponentes.
Conta com um sistema defensivo dos mais sólidos, fruto do trabalho exaustivo do técnico Nate McMillan, obcecado pela marcação. Aliás, o pouco que LeBron James sabe sobre o assunto ele deve, como disse, a McMillan quando os dois trabalharam juntos no time dos EUA que se preparou para os Jogos Olímpicos de Pequim.
Brincadeiras à parte, T-Mac fará muita falta numa série como essa, onde o oponente, como vimos, prima pela marcação. Shane Battier é um excelente marcador, mas seu arsenal ofensivo é modesto.
Tem média de apenas 7.3 pontos por partida. E tendo que roubar uma vitória em campo alheio, isso é realmente preocupante.
Haverá duelos sensacionais nesta série. A saber: Luis Scola x LaMarcus Aldridge e o que envolverá Battier e Brandon Roy (foto AP) – isso se a missão não couber a Ron Artest também, o que dará mais emoção ainda ao encontro.
Série que vai chegar a sete partidas, não tenha dúvida. E a vantagem de quadra será muito importante para o Blazers seguir adiante na competição.
Previsão: Portland 4-3.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Andrew Bynum, Atlanta, Blazer, Boston, Brandon Roy, Bulls, Carlos Boozer, Celtics, Chicago, Chris Paul, Cleveland, Dallas, Denver, Derrick Rose, Detroit, Dirk Nowitzki, Dwight Howard, Dwyante Wade, Hawks, Heat, Hornets, Houston, Jazz, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, LeBron James, Magic, Mavericks, Miami, NBA, Nenê, New Orleans, Nuggets, Orlando, Philadelphia, Pistons, Portland, Rockets, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Utah
26/03/2009 - 13:01
Confesso que eu não esperava. A vitória do Denver sobre o New Orleans por 101-88 , na Louisiana, fugiu do script que eu tinha imaginado.
E ainda por cima o Nuggets jogou sem Nenê, suspenso por dois jogos por ter dado uma cabeçada em Louis Amundson na partida contra o Phoenix (o são-carlense vai desfalcar o time colorado também contra o Dallas, amanhã à noite, no Texas).

Na manhã de ontem, antes do jogo, o técnico George Karl conversou com jornalistas e se disse confiante em uma vitória. “Nós podemos vencer este jogo”, disse Karl aos representantes da mídia. “Estou confiante de que se a gente fizer as coisas do jeito certo, podemos vencer”.
Segundo Karl, o plano traçado para a vitória visava anular Chris Paul e David West, as duas peças mais importantes da engrenagem do Hornets. Até aí, nenhuma novidade; o mundo está careca de saber que é preciso fazer isso mesmo para vencer o New Orleans.
Agora, como fazer?
Isso ficaria a cargo dos jogadores. E eles mostraram uma intensidade de jogo que, se repetida daqui para frente, o time tem tudo para fazer um playoff de muita qualidade, com possibilidades até mesmo de chegar à final da conferência.
Chauncey Billups e Anthony Carter se revezaram na marcação a CP3. Não deixaram o armador olímpico jogar com folga nem um minuto sequer. Kenyon Martin e Chris Andersen ficaram com a missão de vigiar West.
E o quarteto se deu muito bem.
Embora tenha feito 19 pontos e distribuído 13 assistências, Paul cometeu seis erros. West deixou a quadra com 18 pontos e oito rebotes, mas não conseguiu realizar o “pick-and-roll” com a eficiência costumeira porque K-Mart e Birdman fizeram quase sempre a leitura correta da jogada.
Controlados os dois principais jogadores adversários, aí foi a vez de Carmelo Anthony entrar em cena. O ala do Denver anotou 29 pontos e arruinou a defesa de um dos times menos vazados nesta temporada.
E Billups, além de vigiar os passos de Paul, ainda encontrou tempo para anotar 26 pontos, seis pontos e seis rebotes. Foi o grande jogador da partida.
Com o plano dando certo, a confiança foi crescendo à medida que o tempo passava e os jogadores, em quadra, sentiam que a vitória viria. Vale citar a frase emblemática de Billups no terceiro quarto, durante um pedido de tempo, quando o Nuggets pulou à frente em nove pontos. Disse ele: “It’s money time!”
E o que quer dizer isso? É hora de faturar.
E o Denver faturou mesmo.
IMPORTÂNCIA
A vitória foi significante porque o Denver não deixou o New Orleans ficar com a vantagem do desempate. Nos quatro jogos entre eles nesta fase de classificação, cada um venceu dois.
O desempate agora será feito pela campanha dos times dentro da conferência. Até o momento o recorde dos times é o seguinte: Denver, 28-15; New Orleans, 26-16.
Ou seja: os dois continuam brigando, cabeça-a-cabeça, pelo melhor lugar dentro da tabela de classificação. E quem levar a melhor pode, também, levar a melhor num possível embate na primeira fase dos playoffs.
Por isso, vencer o Dallas, amanhã à noite, no Texas, é de suma importância.
CUIDADO
Nenê que se cuide, pois do jeito que Kenyon Martin e Chris Andersen jogaram ontem, o brazuca pode ver seus importantes minutos em quadra serem subtraídos. Até porque Birdman mostra um coração que poucos jogadores exibem quando estão trabalhando.
Que Nenê entenda que provocações num campeonato como o da NBA, onde os melhores jogadores do planeta estão reunidos, sempre vão existir. Não se pode cair feito um patinho nessas afrontas – ainda mais quando elas vêm de um jogador como Louis Amundson, inexpressivo e sem experiência.
Inteligente que é, Nenê deve ter aprendido a lição.
AGAIN
O Cleveland venceu mais uma. E LeBron James segue fazendo história.
Com os 22 pontos, 11 assistências e oito rebotes na vitória de ontem diante do New Jersey por 98-87, LBJ igualou o feito do legendário Oscar Robertson como os únicos jogadores a atingirem 2.000 pontos, 500 rebotes e igual número de assistências em pelo menos quatro temporadas.
Larry Bird atingiu a marca em três oportunidades; Michael Jordan, em duas.
A cada noitada deixada para trás, fico cada vez mais convicto de que ele será o MVP desta temporada. E a cada noitada deixada para trás, ele diminui ainda mais a diferença que o separa de Kobe Bryant, ainda o melhor jogador de basquete do planeta – pelo menos para mim.
Quando King James vai superar KB? Se ele continuar assim, ao ganhar dois títulos ele já vai superar o armador do Lakers.
Desde que Kobe, é claro, não coloque novos anéis nos dedos.
AGAIN 2
Anderson Varejão voltou a jogar muita bola. Marcou 16 pontos e fisgou 11 rebotes.
Foi novamente peça importante no “pick-and-roll” que tanto ajuda LeBron a brilhar em quadra. Alguns não veem isso – Mike Brown e o próprio LBJ veem.
Sinceramente, não consigo entender quando algumas pessoas torcem o nariz para o capixaba. Ele é de fundamental importância no esquema de time.
E se o Cleveland ganhar esta temporada – e a chance é muito boa –, tenha certeza que Varejão terá desemepenhado papel importante dentro do feito sonhado.
EMPATE
Ao vencer dramaticamente o Boston em Orlando por dois pontinhos apenas, o Magic empatou o confronto com o Celtics em 2-2 neste campeonato e manteve-se à frente do adversário com uma derrota a menos: 18-19.
Se mantiver a campanha, acabará em segundo lugar e deixará o atual campeão da NBA na posição seguinte. Com isso, numa provável semifinal, jogará com a vantagem de quadra.
E para que isso ocorresse, o pivô Diwght Howard foi extremamente importante. O toco que ele deu em Paul Pierce a quatro segundos do final determinou a vitória do Orlando.
O telão da Amway Arena mostrava 83-82 para os anfitriões e, tivesse sucesso na jogada, Pierce colocaria o Celtics na frente em um ponto: 84-83.
Dwight não deixou. Hedo Turkoglu pegou o rebote, sofreu falta, acertou um dos dois lances livres e decretou os definitivos 84-82.
Pierce ainda tentou um desesperado tiro de três. Mas não era a noite dele.
RETORNO
“El Narigón” jogou apenas 14 minutos e anotou só dois pontos. Foi mal nos tiros de quadra: 1-7. Pegou míseros dois rebotes; nem desarme fez.
Não bateu lance livre e errou seus três arremessos triplos.
Uma tragédia?
Se olharmos isoladamente, sim; mas se o olhar for mais profundo, não. O importante é o contexto.
Manu Ginobili voltou depois de 18 jogos do lado de fora e sua presença no banco e em quadra robusteceu seus companheiros, até mesmo os mais experientes, como Tony Parker e Tim Duncan.
Claro, os dois estavam saudosos da sonoridade do terceiro tenor do alvinegro texano.
Que as contusões abandonem definitivamente este que é o maior jogador da história do basquete argentino.
PS: com Manu em quadra, o San Antonio conseguiu uma vitória que eu considerava muito difícil. Bateu o Hawks, em Atlanta, por 102-92. Com ela, mantem-se com duas derrotas a menos que Houston, Denver e New Orleans e segue mais determinado do que nunca em manter a segunda posição no Oeste.
FRAQUEZA
E o Utah, hein? Fora de casa, definitivamente, parece que o time não consegue mesmo cantar de galo, como se diz popularmente.
Perdeu para o Phoenix, um time cambaleante nesta temporada e que não conta mais com um de seus principais jogadores, Amaré Stoudemire, com um problema no olho.
O Jazz atrapalhou-se no final da partida em seus ataques, disperdiçou-os e viu o Suns pontuar, pontuar e pontuar e fechar a partida em 118-114, com grande atuação de Grant Hill, que deixou a quadra com 26 pontos.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Carmelo Anthony, Chauncey Billups, Chris Anderson, Chris Paul, Cleveland, David West, Denver, George Karl, Hornets, Jazz, Kenyon Martin, LeBron James, Manu Ginóbili, Nenê, New Orleans, Nugetts, San Antonio, Utah
21/03/2009 - 13:10
Acontece também com os grandes jogadores. Ontem Tony Parker foi a bola da vez.
O armador do San Antonio, um dos melhores da NBA, jogou fora uma vitória que seria de extrema importância para a equipe na briga pela segunda vaga do Oeste rumo aos playoffs.
A 49 segundos do final da partida, com o Boston na frente em dois pontos (76-74), o francês foi para a linha do lance livre e desperdiçou ambos. A sorte ainda não havia abandonado o par de Eva Longoria, pois no ataque adversário, Rajon Rondo errou o arremesso e Tim Duncan ficou com o rebote.
Parker, no ataque alvinegro, sofreu falta de Paul Pierce e foi novamente para a linha do lance livre. Errou outra vez os dois arremessos!
Desta vez, custou caro o desperdício. Com a posse de bola, o Celtics foi à frente e Glen “Baleinha” Davis encestou mais dois tentos num lindo passe de Pierce para o rechonchudo pivô do Boston, que estava aberto na ponta esquerda. O marcador saltou para 78-74, a cinco segundos do final da partida.
Parker jogou muito bem; até chegar aos dois lances mencionados, claro. Tinha feito 25 pontos, distribuído oito assistências e confiscado sete rebotes.
Mas quis o destino que Tony chutasse o balde ao final da peleja.
Acontece também com os grandes jogadores.
BRIGA
Com a derrota por 80-77 para o Boston, o San Antonio fica agora com duas a menos do que Houston, Denver e New Orleans. Ou seja: 23-25.
Há um chão razoável pela frente até terminar a temporada regular. Nada está garantido.
Na rodada de ontem, Houston, New Orleans e Denver saíram vencedores.
O Rockets recebeu em seu Toyota Center o raquítico Minnesota e venceu facilmente por 107-88. Mesmo com Yao Ming errando dez de seus 16 arremessos.
Como disse, o Wolves é frágil e não fizeram falta os tiros tortos do chinês.
Mas amanhã… bem, amanhã a história é outra; porque o adversário também será. A viagem é curta, de ônibus mesmo. Um tirinho, logo ali.
Sabe contra quem? San Antonio.
O jogo deste domingo; imperdível. Se Yao falhar como falhou ontem…
Mas dizia eu que o Denver também ganhou. E igualmente com um braço amarrado.
Ah se todos os adversários fossem iguais ao Washington… A vida seria repleta de alegria.
O Nuggets enfiou 116-105 no time da capital dos EUA.
Dois foram os destaques do time colorado: J. R. Smith, que anotou 40 pontos, sua melhor marca nesta temporada, e Chris Andersen, que cravou 18 pontos (seu melhor desempenho na carreira), 11 rebotes e seis tocos.
O interessante é que Chauncey Billups deu apenas sete tiros na partida. O fominha do J. R. não deixou ninguém mais arremessar. Estava “on fire”, como vimos.
Nenê jogou pouco: 27 minutos. Deixou a quadra quando faltavam 3:04 para o final do terceiro quarto. Não voltou mais; ficou descansando.
Seus números: 11 pontos, quatro rebotes e dois tocos.
Finalmente, na rodada de ontem, o New Orleans também ganhou e tirou proveito da derrota do San Antonio. Recebeu o fraco Memphis em sua New Orleans Arena e anotou 96-84.
Chris Paul foi uma vez mais o destaque do Hornets com 32 pontos, nove assistências, cinco rebotes e o mesmo número de desarmes.
Partidaço!
CALENDÁRIO
A agenda de jogos do San Antonio é um pouco complicada.
Recebe amanhã o Houston e mais pra frente o Portland e Utah. Vai jogar fora de casa contra New Orleans, Cleveland, Atlanta.
Perigo à vista.
Já o Houston visita o Spurs, como vimos, o Utah, Phoenix, Lakers e Dallas. Recebe Portland, Orlando e New Orleans.
Tabela complicada, bem mais do que a do San Antonio.
Quanto ao Denver, o time terá uma trinca de partidas bem indigestas. Jogará fora contra Phoenix, New Orleans e Dallas, na sequência, e ainda visitará Lakers e New Orleans.
Esquece, não oferecerá perigo ao San Antonio.
Finalmente, o New Orleans receberá, além do Denver, San Antonio, Utah, Phoenix e Dallas. Visitará Miami, Dallas, Houston e San Antonio.
Só trocará de lugar com os texanos se fizer um final de temporada como no ano passado.
Não acredito.
Os quatro tiros livres de Tony Parker não custarão caro ao Spurs.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Boston, Celtics, Chris Paul, Denver, Glen Davis, Nenê, Nuggets, Paul Pierce, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker, Yao Ming
05/02/2009 - 16:14
Na segunda-feira foi Kobe Bryant; ontem, LeBron James.
O fato é que o New York virou o Íbis da NBA.
Qualquer equipe mais qualificada que enfrenta o Knicks – não importa onde – ensaca o time da Big Apple.
Kobe fez 61 pontos na paupérrima zaga nova-iorquina no começo da semana, recorde de pontos de um jogador dentro do Madison Square Garden.
King James não quebrou a marca do armador do Lakers, mas anotou ontem um “triple-double” que vem encabeçado por 52 pontos, 11 assistências e 10 rebotes.

Os 61 pontos de Kobe causaram polêmica neste botequim nos últimos dias. Os torcedores do Lakers, claro, defenderam a marca do jogador – nem todos, é bem verdade –, os outros disseram que esta tonelada de pontos pouco significava por ter sido contra um time que, reconhecidamente, não sabe marcar.
De fato, o New York virou o Íbis da NBA.
As pontuações das duas estrelas maiores da liga mostram isso.
E LBJ, como disse, fez ainda um triplo-duplo.
Foi o 21º. na carreira do jogador.
Como os americanos morrem de paixão por estatísticas, números, a informação que nos chega é que desde que a NBA se juntou com a ABA, em 1976, nunca um jogador, ao anotar um “triple-double”, fez tantos pontos.
Anteriormente a isso, no entanto, Wilt Chamberlain, em 1968, anotou 53 pontos em um “triple-double” vestindo a camisa do Philadelphia.
Mais um recorde para LeBron, que anteontem tornou-se o jogador mais jovem a atingir a marca dos 12 mil pontos na NBA.
Mais números: o Knicks transformou-se no primeiro time da liga, desde 1962, a permitir que um jogador faça 50 pontos ou mais, seguidamente, em sua cesta.
Antes de Kobe e LeBron, Elgin Baylor, do Lakers, tinha atingido o feito quando os amarelinhos de Los Angeles jogaram contra o San Francisco Warriors.
Pobre New York, o time virou mesmo o Íbis da NBA.
COLETIVO
Depois do jogo, vencido pelo Cleveland por 107-102, LeBron James fez questão de mostrar os vários aspectos de seu jogo.
Disse ele o seguinte: “Eu não jogo atrás de números, apenas faço o meu jogo. Vocês viram várias facetas dele esta noite, pontos, rebotes, assistências e defesa agressiva”.
De fato LBJ foi um jogador completo diante do New York.
Os números são claros e não deixam dúvida alguma quanto a isso.
O interessante é que King James só fechou o triplo-duplo a dois segundos do final, quando Chris Duhon arremessou uma bola de três que não atingiu o alvo e esta caiu limpinha nas mãos de LeBron.
DISCRETO
Anderson Varejão correu pra lá e pra cá; brigou pelos rebotes, tentou tomar a bola das mãos dos adversários, agitou o time no seu melhor estilo.
Mas se a gente for olhar para os números do capixaba, cai de costas dada a pobreza produtiva.
Andie anotou apenas um ponto e pegou só quatro rebotes.
Esteve 26 minutos em quadra, dez a menos do que ficava quando Zydrunas Ilgauskas estava machucado.
Naquela época, Varejão produzia mais.
Parece que ele está confuso quanto à limitação de seu tempo de jogo.
NO FIM
Foi no último ataque, mas foi. O Denver pulou miudinho para vencer o Oklahoma City, ontem à noite, fora de casa.
O autor da façanha, ou seja, o cara que marcou a cesta derradeira que deu a vitória ao Denver por 114-113, foi Carmelo Anthony.
E quem mais poderia ser?
Estrela da companhia, todos sabem que em situações como esta o certo é jogar a bola nas mãos de Melo que ele decide.
E decidiu mesmo.
Alguém pode estranhar a dificuldade do Denver diante de um dos piores times da liga – mas que melhorou muito nos últimos embates. A gente não pode se esquecer, porém, que o Nuggets jogou sem Chauncey Billups e Kenyon Martin.
Eles estão dodói.
Melo teve que fazer a função de Kenyon quando o time era atacado, com Renaldo Balkman em sua vaga.
Quando a situação se invertia, as posições também, pois Carmelo tem que ter liberdade de ação em quadra quando o Denver tem a posse de bola.
Por isso mesmo, acabou a partida com 32 pontos, cestinha do jogo, um a mais do que Kevin Durant, o ala do Thunder.
NENÊ
O são-carlense voltou a ter um ótimo desempenho.
Marcou 20 pontos, mas deixou escapar outro “double-double” ao anotar oito rebotes. Finalizou o embate como reboteiro do time.
Se não deu nenhum toco, ao contrário da noite retrasada, diante do Sacramento, quando deu cinco, desta vez fez dois importantes desarmes.
Mais uma atuação sólida do melhor brasileiro na NBA atualmente.
FILEIRA
Foi a terceira vitória consecutiva do Denver. Nos últimos sete jogos, perdeu apenas um.
Levando-se em conta as dez partidas passadas, venceu sete delas.
O Denver, confesso, me surpreende. Não esperava tudo isso da equipe do técnico George Karl.
Às vezes perde o senso coletivo em quadra, mas isso não tem custado tão caro assim para o time do Colorado.
A companhia está com o moral alto.
É bom mesmo, porque agora o time vai fazer uma excursão de duas semanas ao Leste americano. Serão sete confrontos, que somados ao de ontem, totalizam os oito seguidos que o time terá neste mês de fevereiro.
Dá para ganhar quantos?
Por que não todos?
Ora, o Orlando, o oponente mais complicado, está sem Jameer Nelson, que lamentavelmente deslocou o ombro direito e talvez só volte a jogar nos playoffs. Por isso, o time alviceleste tem que pensar em vitória.
Pega também, na ordem, Washington (amanhã), New Jersey, Miami, (Orlando), Philadelphia, Chicago e Milwaukee.
Vocês não acham que dá para ganhar todas?
Eu acho que dá.
REFORÇO
Mas Chauncey Billups e Kenyon Martin precisam voltar.
Billups teve uma entorse no tornozelo direito; Kenyon está com dor de garganta.
Ambos devem entrar em quadra amanhã diante do Wizards.
TRIPLO-DUPLO
Liderado pelo ala Stephen Jackson, que anotou seu primeiro “triple-double” na carreira (30 pontos, 11 rebotes e dez assistências), o Golden State venceu o Phoenix por 124-112.
Quando a gente pensava que o Suns iria enfileirar vitórias, após a bronca que o time levou do dono da franquia, Robert Sarver, e do GM do Suns, Steve Kerr, eis que o Phoenix perde novamente.
O primeiro quarto foi um desastre.
Defesa?
O que é isso? – todos se perguntavam quando a buzina soou forte após 12 minutos de bola quicando.
O Suns perdeu o primeiro quarto por 43-30; dali para frente, foi correr atrás do Golden State, sem jamais encontrar o oponente.
“Eles nocautearam a gente no primeiro quarto”, disse o técnico Terry Porter.
E nocautearam mesmo.
A corrida final, no último quarto, quando o time do Arizona marcou 29-20, não foi suficiente para apagar as bobagens defensivas cometidas ao longo dos três quartos anteriores.
Mais uma derrota merecida; mais um golpe que o pavoroso Porter comete contra o time e seus fãs.
SOBRA
Olhando friamente para a estatística do jogo, a gente pode se impressionar com os 20 pontos marcados por Leandrinho.
Mas a metade deles foi realizada no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já está decidida e os dois treinadores colocam em quadra o time reserva.
Lamentável o que Terry Porter faz com Leandrinho.
As humilhações têm sido constantes para o paulistano nesta temporada.
MAIÚSCULA
Não importa que Chris Paul não estava lá. A vitória do Chicago diante do New Orleans por 107-93, na cidade do jazz, foi com “v” maiúsculo.
O time parece estar se encontrando na competição.
Antes desta viagem de seis jogos fora de seu United Center, o Bulls tinha um recorde “on the road” de quatro vitórias e 16 derrotas.
Agora, nesta meia dúzia de embates longe do lar, quatro vitórias e duas derrotas.
E a de ontem, como disse, foi com “v” maiúsculo.
Então, deixe-me dizer: foi uma Vitória e tanto.
NA COLA
O Bulls tem agora 28 derrotas, uma a menos do que o New Jersey, o oitavo colocado da Conferência Leste.
Por que não sonhar com uma vaga para os playoffs?
Não custa nada – se bem que o time é horroroso.
SORRY
Quero me desculpar com vocês pelo avançado da hora. É que a gente está com problemas técnicos aqui no iG que me impossibilitaram de postar este texto com mais antecedência.
Também quero me desculpar por não estar respondendo os comentários.
A razão é a mesma.
Assim que tudo se normalizar, voltamos a bater o nosso papo diário.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Chauncey Billups, Chicago Bulls, Chris Paul, Cleveland Cavaliers, denver nuggets, Kenyon Martin, Kobe Bryant, leandrinho, LeBron James, Los Angeles Lakers, Nenê, New Orleans Hornets, New York Knicks, Oklahoma City Thunder, phoenix suns, Sacramento Kings
29/01/2009 - 16:09
O Denver foi um fiasco ontem à noite. Pegou um adversário desfalcado de dois de seus melhores jogadores e perdeu.
Não importa que o jogo tenha sido em Nova Orleans. Vencer o Hornets, na situação referida, era imperativo.
Mesmo sem Carmelo Anthony.
Mas a vitória acabou não acontecendo.
Ao perder para o New Orleans por 94-81, deixou de encostar no oponente na tabela de classificação. Além disso, possibilitou a chegada do Portland em seus calcanhares, uma vez que o time do Oregon bateu o Charlotte, em casa, por 88-74.
O Hornets, com o triunfo, ficou com um recorde de 28-14 (66.7%) e o Denver com 30-16 (65.2%). Ambos poderiam estar empatados em número de derrotas.
Com os 16 revezes, o Nuggets fica com uma a menos do que o Blazers, que tem uma campanha de 28-17 (62.2%).
E no caso de terminar empatado ao final de classificação com o New Orleans, poderá perder no critério primeiro de desempate: confronto direto.
O Nuggets já fez seus dois jogos contra o Hornets no Pepsi Center. Perdeu um e ganhou outro. Foi derrotado no primeiro dos dois enfrentamentos na New Orleans Arena, ontem à noite.
Mais uma partida entre ambos vai ocorrer. Ela está marcada para o dia 25 de março, uma quarta-feira, novamente na Louisiannia.
O Denver tem que vencer para ao menos terminar o confronto em 2-2 e depois ver como se sai nos outros critérios de desempate.
Já disse aqui neste botequim: acho pouco provável que o Nuggets termine a fase de classificação entre os quatro primeiros.
DESFALQUES
Como disse acima, o New Orleans jogou sem dois de seus principais jogadores: David West e Tyson Chandler. Duas das três peças de seu “frontcourt”.
Mesmo assim, o Denver não conseguiu tirar proveito.
Jogar com Nenê (foto AP) e Kenyon Martin, o tempo todo, era o mais indicado. Foram explorados?
Médio, pois Chauncey Billups, uma vez mais, armou o jogo para si; J. R. Smith, com a posse de bola, enxergou, como sempre, apenas a cesta adversária.
Vejam a diferença entre os dois times no quesito assistências: 23 para o New Orleans, 18 para o Denver.
A diferença não é tão significante, concordo. Mas se a gente considerar que David West estava ausente do jogo, isso tem outro peso, pois só restava a CP3 atirar contra o aro adversário.
Billups não precisa disso, mesmo com a ausência de Carmelo Anthony. Mesmo assim, arremessou 14 bolas e acertou só quatro. Fez 12 pontos e deu apenas duas assistências.
Chris Paul anotou os mesmos 12 pontos (3-12), mas deu dez assistências.
Smith arremessou 17 bolas contra a cesta adversária.
Ou seja: os dois homens do “backcourt” do Nuggets deram 31 tiros contra o aro inimigo.
Somados os arremessos de Nenê e Martin, temos 21 chutes – dez a menos por parte de quem deveria ter dez a mais.
Acontece, também, que o são-carlense voltou a ter uma noite sem muito brilho. Ou melhor: luziu apenas no primeiro tempo, quando marcou todos os seus 11 pontos.
No segundo, deixou a quadra zerado. Produziu apenas dois rebotes e uma assistência.
Enquanto isso, Kenyon cravou 22 pontos. Quer dizer: fez sua parte.
Talvez por essa timidez ofensiva de Nenê que os dois fominhas colocaram definitivamente as manguinhas de fora e saíram arremessando de tudo quanto é lugar.
ANÁLISE
A gente tem visto que Nenê tem tido problemas no segundo tempo.
Por que isso ocorre?
Não sei; só sei que o são-carlense é um no primeiro tempo e outro no período final.
Na NBA todos os treinadores são detalhistas. A comissão técnica é grande. O “staff” médico é atento a tudo.
Alguma coisa está acontecendo, porque não é possível um jogador do nível do Nenê cair tanto de produção de um tempo para o outro.
E o que me intriga é que a mídia local não atentou ainda para o fato.
OBRIGAÇÃO
Ontem falei aqui que alguns jogos o time favorito tem que carimbar. É claro que isso não é regra, porque senão a gente não veria a zebrinha passeando às vezes pelas quadras da NBA.
Digo isso porque o Chicago não deu espaço para a surpresa.
Visitou ontem o Clippers e venceu por 95-75.
Quem gostou foi o Oklahoma City, que galgou mais uma posição na tabela de classificação.
Ao término de rodada retrasada, o Thunder tinha deixado a lanterninha da competição para Washington e Sacramento. 
Com as derrotas do Wizards para o Miami (93-71), na Flórida, e do Sacramento para o Celtics (119-100), em Boston, o Thunder está agora na 26ª. colocação.
Mas é importante ressaltar que o time fez sua parte. Recebeu ontem o Memphis em seu Ford Center e ganhou por 114-102.
Novamente Kevin Durant (foto AP) foi o nome do jogo. Ele anotou 35 pontos, 10 rebotes, seis assistências e quatro tocos.
Está jogando muito.
Sem dúvida que ele tem grande responsabilidade pelo recorde de 8-6 nos últimos 14 jogos.
Anteriormente a essas partidas, a campanha do Thunder era de 3-29.
Méritos também para Scott Brooks, o novo treinador do Oklahoma City, que pegou o time na lata do lixo e deu dignidade a ele e, consequentemente, aos jogadores.
TOURO
Mas e o Chicago, seus torcedores podem perguntar?
Voltemos, pois, ao Bulls.
O time vinha de cinco derrotas enfileiradas. Havia perdido para San Antonio, Atlanta e Toronto em seu United Center e New York e Minnesota fora de casa.
Fez ontem seu segundo jogo de uma excursão de sete partidas longe do lar. Conseguiu bater o Clippers e por um fim a esta série incômoda de derrotas.
E sabe quem é que foi vital para o time?
Luol Deng.
O sudanês naturalizado inglês anotou 23 pontos e apanhou nove rebotes. Aliás, sejamos justos, Deng voltou a jogar bem.
O time precisa muito dele.
Bem como do talento de Derrick Rose, que deu as caras novamente ontem ao marcar 21 pontos e dar seis assistências.
Hoje o time descansa; amanhã pega o cansado Sacramento, que acabou de voltar para casa depois de uma excursão de quatro jogos fora de casa, quando perdeu todos.
O Kings, aliás, não vence há sete embates.
Como ontem, o Chicago não pode perder esta chance de ouro para fazer nova vitória.
RETORNOS
Marcus Camby e Baron Davis voltaram ao time do Clippers no encontro de ontem. 
O armador, que jogou 22 minutos, estava completamente descalibrado: 1-10 em seus arremessos, três pontos ao final da partida e mais quatro assistências. Foram 13 jogos ausentes. Fez muita falta.
O pivô (foto AP) ausentou-se menos: cinco jogos. Ontem, ficou em quadra o mesmo tempo que Davis e marcou apenas seis pontos e pegou igual número de rebotes.
Pouco ainda, mas é um fiozinho de esperança que surge no horizonte de um time que parece ter sido criado para perder.
ÍDOLOS
A NBA divulgou ontem a relação das camisas mais vendidas. Kobe Bryant segue sendo o mais popular jogador de basquete da atualidade.
Mais do que LeBron James.
O armador do Lakers ficou em primeiro lugar na relação das camisas mais vendidas. Depois dele aparece a camiseta de Kevin Garnett.
Na terceira posição é que vem LBJ.
Anote aí os outros “top ten”:
4º. Chris Paul;
5º. Allen Iverson;
6º. Pau Gasol;
7º. Paul Pierce;
8º. Dwyane Wade;
9º. Derrick Rose;
10º. Nate Robinson.
No ano passado, nesta mesma época do ano, a NBA também divulgou esses números e havia uma inversão dos dois primeiros colocados. Kobe recupera o posto, que foi dele em 2007 também.
Como é feita a pesquisa?
Com base das vendas da megastore da Quinta Avenida em Nova York e também pela internet.
São computadas desde que a temporada se iniciou até quase este final de janeiro.
IDÉIA MALUCA
Tenham paciência; acho que amanhã eu conto o que tenho em mente.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Baron Davis, Bulls, Chauncey Billups, Chicago, Chris Paul, Clippers, Denver, Derrick Rose, Hornets, Kenyon Martin, kevin garnett, Kobe Bryant, Luol Deng, Marcus Camby, Nenê, New Orleans, Nuggets
27/01/2009 - 10:14
Terry Porter encontrou um jeito de dar mais minutos para Leandrinho. Ao invés de subtraí-los de Jason Richardson – que seria o correto –, tomou-os de Grant Hill.
Basta ver os dois últimos jogos do Phoenix.
Na vitória de domingo diante do Hawks, em Atlanta, Hill, que tinha uma média de permanência numa partida de 29 minutos, ficou em quadra 24. Leandrinho (foto AP), que jogava 24 minutos, jogou seis a mais: 30.
No fácil triunfo de ontem contra o Wizards, em Washington (103-87), Hill esteve em ação por 20 minutos, contra 27 do paulistano.
Na média, Hill passou de 29 minutos por partida para 22; Leandrinho saltou de 24 para 29.
O resultado disso é expressivo: antes de ter seus minutos ampliados, Leandrinho fazia 12 pontos por jogo. Agora, atuando mais, pulou para 21.5!
Evidentemente, Hill testemunhou o decréscimo de seu desempenho: antes da mudança, ele pontuava em média 10.6 por jogo; agora só contribui com exatos cinco por partida.
A melhora não se deu apenas para Leandrinho. O Suns, que vinha de três derrotas seguidas em seus enfrentamentos “on the road” (derrotas para Boston, New York e Charlotte), venceu os dois últimos da série de cinco partidas fora de casa: Atlanta domingo e Washington ontem.
O resultado é que o Phoenix, que estava na nona posição e, portanto, fora do G-8, posiciona-se agora na sexta colocação na Conferência Oeste.
Ao render-se ao óbvio, Porter vê o time melhorar.
A teimosia é um dos piores defeitos do ser humano.
DESCRENÇA
Sinceramente, por mais que o nosso parceiro de botequim Pedro Motta acredite, não dá para jogar nem um centavo sequer no Houston.
O time é irregular demais.
Aliás, acerta mais a ferradura do que o cravo.
Ontem, visitou Nova York e perdeu para o Knicks por 104-98 (foto AP).
A desculpa, provavelmente, que o Pedro, lá do Porto (Portugal), vai nos dar é que o time jogou sem Yao Ming.
Verdade; mas mesmo sem o chinês, um time que quer chegar aos playoffs, surpreender e fazer a final da conferência contra o Lakers, não pode perder para o New York.
Mesmo o jogo sendo na Big Apple.
Os texanos estavam com a mão completamente descalibrada quando o assunto foram os tiros de três pontos: 10 certos em 33 tentativas (30.3%).
O pior arremessador foi Ron Artest: 1-10; depois dele, Rafer Alston: 1-7.
Como disse acima, a teimosia é um dos piores defeitos do ser humano.
Se as bolas não caem, muda-se a tática. Mas não, metidos, continuaram arremessando e jogaram na lata do lixo uma importante vitória para a caminhada aos playoffs.
Como disse, não consigo enxergar no Rockets um time capaz de chegar às finais do Oeste. Talvez nem mesmo de passar na primeira rodada da fase decisiva.
E não se esqueçam: esta tem sido a história de Tracy McGrady nos playoffs.
Pedro que me desculpe.
TRIPLO-DUPLO
O New Orleans sofreu com o Philadelphia na primeira metade do confronto de ontem à noite na cidade do jazz. Fo para o vestiário, após dois períodos, perdendo por 47-40.
O técnico Byron Scott fez ajustes importantes na 0fensiva do Hornets, Chris Paul desfilou todo o seu talento em quadra e pronto: vitória na segunda metade do confronto (61-39) e triunfo ao final da partida por moles 101-86.
CP3 (foto AP) fez seu quinto “triple-double” da temporada ao cravar 27 pontos, 15 assistências e 10 rebotes.
Paul, depois de um início fulminante, tem mesclado partidas como a de ontem com jogos sem muito equilíbrio, onde pontua muito e distribui poucos passes que resultam em cesta.
É certo que muitos de seus companheiros jogam como Ron Artest jogou ontem diante do Knicks. Mas, mesmo assim, notei nele algum abatimento quando as coisas não estão saindo do jeito que ele planejou.
Ao invés de emburrar, Paul deveria buscar soluções para os problemas.
Como fez ontem, por exemplo.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Chris Paul, Grant Hill, Hornets, Houston, leandrinho, New Orleans, Phoenix, Rafer Alston, Rockets, Ron Artest, suns, Terry Porter
17/01/2009 - 12:50
Era para ter sido a noite de Kobe Bryant. Mas foi de Jameer Nelson.
O baixinho do Orlando (1m83) – desculpem o lugar comum novamente, mas nada melhor me ocorre agora – jogou basquete de gente grande. Marcou 15 de seus 28 pontos no quarto e decisivo período e definiu a partida em favor do Magic em 109-103.
Triunfou diante de um Kobe Bryant que, uma vez mais, falhou no momento final. Tido por muitos como o melhor jogador de basquete da atualidade, Kobe não tem justificado esta preferência.
Não consegue pensar o jogo de maneira correta quando ele está para se definir.
Quer fazer como Michael Jordan, que pegava a bola, colocava-a debaixo de braço e partia para a decisão. Mas MJ, além de ser melhor do que Kobe, em muitos momentos empurrava a bola decisiva para um companheiro, iludindo a marcação.
Kobe não aprendeu isso ainda – já estava na hora, não é mesmo?
Ele quer decidir. Sempre.
Parece que necessita dos holofotes todas as noites. Equivoca-se por isso.
Mas deixemos Kobe de lado e vamos correndo até Jameer (foto AP), pois o armador do Orlando, ele sim, está sob as luzes dos holofotes do Staples Center.
Eu mesmo, aqui neste botequim, disse algumas vezes que não coloco o Orlando como um dos favoritos ao título porque Nelson não me convence ainda de que pode alçar o Magic a vôos mais altos.
Mas ontem à noite ele provou a mim – e a outros incrédulos – que ele está no ponto. Não se intimidou com a camisa amarela vencedora e nem com os 18.997 torcedores que lotaram o ginásio de Los Angeles que o pressionavam na reta final.
Foi frio nos momentos decisivos, especialmente na linha do lance livre. Acertou os quatro derradeiros. Pegou rebote e deu até um toco em Kobe Bryant.
Poucos davam importância a esse catatau nascido em Chester, Pensilvânia. Talvez nem ele próprio.
Fez os quatro anos de faculdade em Saint Joseph’s. Não se atreveu a inscrever-se antes disse no “NBA Draft”.
Quem iria escolhê-lo?
Jogou, por isso, os quatro anos no basquete universitário. Acabada a faculdade, como não restava outra alternativa, tentou a liga.
Conseguiu.
Mas foi recrutado na 20ª. posição da primeira rodada do draft de 2004. Sabem por quem? Pelo Denver.
Na mesma noite, no entanto, certo de que aquele tico de gente não teria muito futuro na NBA, o Nuggets mandou-o para o Orlando em troca de um futuro draft da primeira rodada.
Errou o Denver; acertou o Orlando.
Jameer pode não ser hoje um jogador como Chauncey Billups, o atual armador do Nuggets, mas tem tudo para ser. Sem contar que tem só 26 anos e Billups está com 32.
Jameer destruiu o Lakers ontem à noite.
TRIPLE-DOUBLE
Parece incoerência de minha parte dizer que Kobe Bryant falhou na partida de ontem. Afinal, o 24 do Lakers terminou o jogo com um triplo-duplo: 28 pontos, 13 rebotes e 11 rebotes.
E nem é aquela história de que a última impressão é a que fica.
Nada disso.
Bato na mesma tecla: Kobe falhou quando tinha que ser decisivo. Escolheu ele decidir – e não conseguiu.
Talvez pudesse ter envolvido seus companheiros no final. Pau Gasol e Lamar Odom estavam quente ofensivamente no final da partida.
Entregar a um deles a responsabilidade final talvez tivesse evitado a derrota.
VARRIDA
Com o resultado de ontem, o Orlando venceu os dois jogos diante do Lakers nesta temporada regular. Já havia batido o time de Los Angeles na Flórida por 106-103 em 20 de dezembro do ano passado.
Repetiu a dose ontem.
Caso os dois times terminem a fase de classificação com a mesma campanha, a vantagem, por isso, será do Magic.
A vitória de ontem foi importante também porque coloca o Orlando na segunda posição na classificação geral da NBA.
O posicionamento dos cinco primeiros é este:
1º. Cleveland, 31-7 (81.6%);
2º. Orlando, 32-8 (80.0%);
3º. Lakers, 31-8 (79.5%);
4º. Boston, 32-9 (78.0%);
5º. Denver, 27-13 (67.5%)
O campeonato está sensacional, pontuado de grandes partidas, como a de ontem em Orlando; como foi a de San Antonio do Spurs contra o Lakers; a de Phoenix, entre Suns e o time texano; a de Los Angeles no dia de Natal que colocou frente a frente os dois líderes (naquela ocasião), Lakers e Celtics; como foi também o enfrentamento entre Cleveland e Boston há alguns dias.
E como será quando o Orlando pegar o Cleveland; quando o San Antonio visitar o Cavs, quando o Lakers jogar em Boston…
Tenho dormido pouco.
Mas está valendo a pena.
MAIS UMA
Na temporada regular do campeonato 1985-86, o Celtics perdeu apenas um jogo dentro do defunto Boston Garden. Venceu os outros 40.
É a melhor performance na história da NBA.
O Cleveland não traçou objetivos neste sentido; sua meta principal é ganhar pela primeira vez o título de campeão da NBA. Mas caminha, a passos regulares, para estabelecer novo recorde na liga: o de passar toda a fase de classificação sem perder nenhum jogo sequer como mandante.
Ontem a vítima foi o New Orleans: 92-78. O recorde agora na Quicken Loans Arena é de 20-0.
O triunfo só não foi mais amplo porque o Cavs teve sérios problemas no encontro de ontem diante do Hornets.
O time continua jogando desfalcado. Zydrunas Ilgauskas e Delonte West ficaram de fora, sendo que West estará ausente das quadras nas próximas seis semanas.
Some-se a isso o fato de que Ben Wallace, se voltou, suportou apenas 15 minutos. Anderson Varejão, além de ter jogador muito mal mais uma vez (quatro pontos e um rebote), foi eliminado na partida com seis faltas. E o outro grandalhão do time, J. J. Hickson… não jogou absolutamente nada.
Os acontecimentos negativos obrigaram o técnico Mike Brown a usar a bizarra formação com LeBron James (foto AP) no pivô e Daniel Gibson como ala/pivô em alguns momentos da partida. Bizarra porque foi saltou aos olhos o esforço do baixinho Gibson (1m88) diante de David West (2m06).
Mas não havia o que fazer dada a circunstância.
Ah, estava me esquecendo: LBJ ainda pelejou contra uma contusão no ombro, adquirida no final do primeiro tempo. Mesmo assim, marcou 29 pontos, 14 rebotes, sete assistências e três desarmes.
Mostrou, uma vez mais, que é o melhor jogador de basquete da atualidade. Supera Kobe Bryant.
Mesmo com tudo isso, o time suportou a partida e venceu um dos melhores esquadrões da NBA. Foi importante, todavia, não apenas a atuação de LBJ, mas também o desempenho do ala/armador Sasha Pavlovic.
O sérvio, que tinha média de 3.3 pontos por jogo, anotou ontem 19. E ainda apanhou seis rebotes para ajudar no esforço coletivo.
Outro fator decisivo para o Cavs foi a atuação apagada do armador Chris Paul (18 pontos e seis assistências, sem “double-double”, portanto), que fechou sua noitada fúnebre como uma expulsão já ao final do enfrentamento. Além dele, James Posey (quatro pontos) não lembra nem de longe aquele jogador decisivo das finais do ano passado.
Teve atuação desprezível e, como CP3, acabou expulso ao final da contenda.
Vitória importante também porque melhora o desempenho do Cleveland nos últimos jogos. Depois de ter iniciado o campeonato com um 30-4, estava com um desempenho de 4-3, que agora é de 5-3.
O OUTRO
A irregularidade ponteia a campanha do New Orleans nesta temporada. O mesmo time que bateu Lakers e Portland, fora de casa, neste mesmo janeiro, foi um arremedo de equipe de basquete ontem à noite na Quicken Loans Arena.
Já falei aqui em nosso botequim, mas não custa nada dizer uma vez mais: falta ao time da cidade do jazz um jogador a mais para ajudar Chris Paul e David West. O técnico Byron Scott quer transformar Tyson Chandler no outro vértice deste triângulo, mas o pivô é muito fraco.
Enquanto o Hornets não arrumar este “factor”, continuará sendo uma equipe que vai nadar bastante, mas acabará sempre morrendo na praia.
RECORDE
Como falei acima, o Celtics é dono da façanha de ter perdido apenas um jogo em casa durante um campeonato da NBA. O único time a derrotar em Massachusetts aquele time que tinha Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parrish no elenco foi o Portland.
O jogo aconteceu em 6 de dezembro de 1985. Resultado: 121-103 para o Blazers.
Mas o desempenho do Celtics, naquela temporada, como mandante, não parou por aí. Nos playoffs, venceu todos os seus jogos como mandante. Ou seja: o time só foi derrotado em casa uma vez durante a competição.
Recorde difícil de ser superado.
QUE PASSA, HOMB
RE?
O Phoenix perdeu em casa para o Minnesota!
E, desta vez, não há qualquer desculpa. Shaquille O’Neal, que não havia enfrentado o Denver, ontem este em quadra.
E bem: marcou 22 pontos e pegou 11 rebotes.
Mas Grant Hill foi mal (seis pontos), Jason Richardson outra vez não jogou nada (oito pontos) e Steve Nash também: meia dúzia de pontos e igual número de assistências.
Enquanto isso, Leandrinho (foto AP) recuperou-se da péssima partida contra o Nuggets. Marcou 22 tentos, mas ficou em quadra apenas 23 minutos, nove a menos do que Richardson.
É como o pessoal disse aqui neste botequim: quando Leandrinho joga bem, vai para o banco; quando está mal, fica em quadra.
Este, senhores, é Terry Porter…
Do lado do Wolves, o pivô Al Jefferson anotou 22 pontos e 12 rebotes, marcando assim o seu 21º. “double-double” em 38 partidas nesta temporada.
Seria o futuro do Boston na posição, mas o Celtics envolveu-o na troca que mandou o veterano Kevin Garnett para Massachusetts. Mas, cá pra nós, valeu a pena – o título do ano passado avaliza o negócio.
Com a vitória de ontem por 105-103, o Wolves tem um recorde de 6-1 neste ano, depois de ter marcado 6-25 no ano passado.
É difícil, mas não impossível, intrometer-se no G-8 do Oeste. O time apresenta nove derrotas a mais do que o oitavo colocado, exatamente o Suns.
Mas se continuar com esta performance, por que não?
RODADA
Alguns jogos merecem destaque…
Por exemplo: a vitória do Philadelphia sobre o San Antonio por 109-87. Vitória, vírgula, massacre mesmo. O Sixers tem um moleque que tem me chamado demais a atenção: o ala Lou Williams, joga muito bem e tem tudo para jogar muito mais no futuro.
Foi a sétima vitória seguida do Philadelphia no campeonato. Bastou trocar de técnico que as coisas começaram a se ajeitar. Tony DiLeo, alguém já tinha ouvido falar nele?
Eu, nunca.
Outro jogo que teve realce nesta sexta que passou foi o triunfo do Oklahoma City sobre o Detroit por 89-79. Kevin Durant fez 32 pontos e acabou como cestinha da partida.
O Thunder cresce neste momento. Vem de duas vitórias consecutivas e dos últimos sete jogos venceu quatro. Bastou trocar de técnico que as coisas começaram a se ajeitar. Scott Brooks, alguém já tinha ouvido falar nele?
Eu, sim; lembro-me bem dele como armador.
Baixinho e atrevido, mas sem a competência de Jameer Nelson.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Cavaliers, Chris Paul, Cleveland, Hornets, Jameer Nelson, Kobe Bryant, Lakers, leandrinho, LeBron James, Magic, New Orleans, Orlando, Phoenix, suns
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