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segunda-feira, 24 de novembro de 2008 NBA | 12:43

MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER

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O resultado não diz o que foi a partida. Quem vê Denver 114-101 Chicago, vai achar que foi moleza.

Não foi.

O Bulls deu muito trabalho ao Denver, especialmente no final do terceiro quarto e início do último período. Esteve dois pontos na frente (99-97) a pouco mais de cinco minutos para o encerramento do confronto, quando o Nuggets fez uma corrida de 17-2 e colocou um ponto final na questão.

Carmelo Anthony foi importante para que o jogo terminasse em vitória dos anfitriões. Uma bola de três colocou o time na frente em 100-99 e na seqüência ele deu uma enterrada espetacular – mas nem de longe semelhante às de LeBron James – e jogou o time três pontos à frente.

Chicago pede tempo; os 16.202 torcedores quase derrubam o Pepsi Center contagiados pela reação do time e pela enterrada de Melo.

O tempo dos visitantes foi infrutífero, como se viu.

CLUTCH PLAYER

O termo define jogador que cresce nos momentos decisivos. Se Carmelo Anthony incendiou o Pepsi Center, como vimos, o cara do Denver nesse momento derradeiro foi Kenyon Martin (foto AP).

O maluco ala/pivô do Nuggets marcou oito pontos, apanhou quatro rebotes, deu uma assistência e um toco nos cinco minutos finais. Deixou a quadra como o melhor jogador da partida.

Seus números finais: 26 pontos (sua maior pontuação na temporada), oito rebotes (dois no ataque), dois tocos e um desarme.

Levou o moto-rádio.

TRIPLE-DOUBLE

Carmelo Anthony quase fez seu primeiro “triple-double” da temporada. Deixou a quadra com 21 pontos, 13 rebotes (três de ataque) e oito assistências. Duas a mais e seu sonho seria realizado.

Jogou muito, mas o moto-rádio ficou mesmo com Kenyon Martin pelo final da partida.

NENÊ

O são-carlense também brilhou nesse triunfo dominical. Nenê anotou 21 pontos (um a menos do que na vitória em LA diante do Clippers, sua fartura nesta competição), pegou seis rebotes (nenhum no ataque, isso não é bom), deu duas assistências e fez o mesmo número de desarmes.

E três tocos; o último deles, aliás, um primor, pra cima de Drew Gooden. Faltavam cinco segundos para o final do jogo (placar definitivo em 114-101) e Gooden quis fazer a graça de arremessar, quando todos sabemos que esse “garbage time” é feito para não se fazer nada.

Gooden arremessou e Nenê encarou o desafio. O medonho jogador do Bulls quase caiu no colo dos jogadores do Denver depois do toco recebido.

Foi o momento de Nenê na partida.

MÃO NA FORMA

Nenê, como vimos, terminou o embate com 21 pontos. Acertou sete de suas 13 tentativas, o que dá um aproveitamento de 53.8%.

Pouco para o seu rendimento na temporada. Se você não sabe, Nenê é o líder no fundamento neste campeonato. Estava com 64.7% de acerto, mas viu seu aproveitamento cair para 63.6% pelo desempenho de ontem.

O brazuca 31 do Denver errou bolas incríveis, especialmente uma ao final do primeiro quarto, sozinho, diante do aro. Ao invés de cravar, tentou uma largadinha que o deixou na mão.

REBOTES

Como falei acima, Nenê não foi bem nos rebotes. Seis é pouco para o seu tamanho – vertical e horizontal.

Nenê é grande pra xuxu; é visível. Na ficha da NBA, ele aparece com 2m11 de altura e 118 quilos. Músculo puro; nada de gordura.

Já vimos que ele usa muito de seu tamanho pra tirar os grandalhões oponentes do garrafão e abrir espaços para Kenyon Martin e Carmelo Anthony se fartarem nos rebotes. Mas Nenê precisa dizer para os companheiros: eu também quero pegar rebotes.

Por mais que o técnico George Karl e seus assistentes saibam do trabalho coletivo de Nenê, estatística conta.

E muito.

ZEBRA

O Minnesota entrou em quadra ontem à noite diante do Pistons, em Detroit, com um recorde de 2-9 (18.1%) e 0-5 “on the road”. Tinha pela frente um adversário favorito ao título da Conferência Leste e que conta com jogadores como Allen Iverson, Rip Hamilton e Rasheed Wallace.

E uma torcida feroz. Auburn Hills é o último destino escolhido pelos times da NBA. Dizem que é pior do que Salt Lake City.

E não é que deu Minnesota? 106-80. Isso mesmo, 26 pontos de vantagem.

Depois tem gente que diz que no basquete não tem zebra. Que o melhor sempre vence, isso e aquilo.

O que tem no basquete é que o sistema de playoffs não possibilita zebras. Mas ela pode ocorrer em uma partida ou outra, como vimos.

Os 22.076 torcedores viram-na desfilar ontem pelo impecável parquete do Palace of Auburn Hills. Sim, no basquete também tem zebra.

REGISTRO

Só para não deixar passar em branco: desde que Allen Iverson chegou, o recorde do Detroit é o seguinte: quatro vitórias e cinco derrotas. No revés de ontem ele marcou nove pontos (3-11) e deu apenas duas assistências.

Em contrapartida, seu rival, Randy Foye (foto AP), anotou 23 pontos e deu 14 assistências.

FAB FOUR

Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen são as três estrelas do Boston. São conhecidos como “The Big Three”. Os oponentes tremem diante deles.

Foi assim na temporada passada. Nesta, a história está se repetindo, pois o Celtics tem a segunda melhor campanha da NBA com um recorde de 12-2 (86.7%), atrás apenas do Lakers, que fez até agora 11-1 (91.7%).

Garnett, Pierce e Allen seguem barbarizando, mas um baixinho quer mudar a denominação estelar do Boston de “The Big Three” para “Fab Four”. Já escrevi e não custa repetir: Rajon Rondo será eleito o “Most Improved Player” desta temporada.

Ontem em Toronto ele calou os 19.800 torcedores que foram ao Air Canada Centre imprimindo um ritmo intenso no início da partida, o que possibilitou ao Celtics começar o encontro com um 10-0. Ginásio mudo, o Boston foi, após esse início avassalador, foi deslanchando aos poucos na partida, abriu uma diferença de 24 pontos e se deu ao luxo de poupar suas três estrelas.

Pierce atuou 24 minutos, Garnett 29 e Allen 31. Isso, mesmo jogando em quadra estrangeira e contra um oponente que não é de se desprezar, pois são poucos os times que podem contar com Jermaine O’Neal e Chris Bosh no pivô.

Poupou, é verdade, suas quatro estrelas, pois Rondo aloprou os oponentes apenas durante 26 minutos. Mas o suficiente para escrever a história da partida: Boston 118-103.

DEFESA

Se o Lakers voltou a vencer, sua defesa voltou a preocupar. Nos últimos cinco jogos, o time sofreu mais de 100 pontos em três deles. Detalhe: todos dentro de casa.

Antes de a temporada começar, Phil Jackson e companhia disseram que a defesa seria o diferencial do time nesta temporada. O começo foi muito bom, pois nos 7-0 iniciais em nenhuma partida o adversário atingiu a contagem centenária.

Mas bastou perder para o Detroit, em LA, por 106-95, no jogo que quebrou a invencibilidade da equipe, que a defensiva amarelinha abriu o bico.

Na vitória de ontem diante do Sacramento – nem precisa dizer que foi em Los Angeles, pois já abordamos este assunto –, o fraco adversário conseguiu marcar 108 pontos. Mas o ataque resolveu a questão ao registrar 118.

Quer dizer: o Lakers ganhou graças ao seu poderio ofensivo. Nada menos do que oito jogadores terminaram a partida com dez ou mais pontos. Ou, como eles dizem, com um “double-digit”.

Kobe Bryant foi o cestinha com 24 pontos, depois vieram Pau Gasol (16), Andrew Bynum (15), Lamar Odom (14), Vladimir Radmanovic (12), Trevor Ariza (11) e Derek Fisher e Jordan Farmar (dez pontos cada um).

Os 118 pontos anotados foram a maior pontuação do time nesta temporada, registre-se

Festa no vestiário? Nada disso; veja o que Kobe falou:

– Eu não estou satisfeito com esta vitória. Nós não melhoramos esta noite. Nós poderíamos ter feito uma defesa mais forte.

O Sacramento teve um aproveitamento de 53.4% de seus arremessos. Muito para quem quer recuperar um título que não vem há seis temporadas.

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  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 18 de novembro de 2008 NBA | 12:34

UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS

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Avery Johnson não é um técnico – pelo menos neste momento – talhado para ser campeão da NBA. Mas é um treinador capaz de levar uma franquia a um bom desempenho durante uma temporada.

Ele mostrou isso no Dallas. Em quatro temporadas comandando a equipe, levou-a em todas aos playoffs. Mas na final mais ganha da história da NBA (2005/06), conseguiu entregar o título ao Miami. São águas passadas, no entanto.

Por que falo der AJ? Porque ele está desempregado e poderia ser de grande utilidade ao Clippers. O time de Los Angeles perde um tempo danado com Mike Dunleavy (foto). Este nunca foi um grande treinador. Está em sua 16ª. temporada na NBA e chefia o primo pobre de LA há seis torneios, incluindo o atual.

Dunleavy é fraco. Seu melhor desempenho como treinador foi ter chegado à final da NBA dirigindo o Lakers na temporada 1990/91. Mas o time, que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott, perdeu a decisão para o Chicago Bulls de Michael Jordan por 4-1, que conseguia, na ocasião, seu primeiro anel.

Foi a experiência inicial de Dunleavy como treinador. A expectativa em relação ao seu trabalho cresceu demais. Mas de lá para cá o melhor que conseguiu foi chegar à final da Conferência Oeste em duas temporadas, dirigindo o Portland, perdendo ambas para San Antonio (98/99) e Lakers (99/00).

Com o Clippers, seu melhor papel foi na temporada 2005/06, quando chegou aos playoffs. Bateu o Denver de Nenê – que nem jogou esta série por estar contundido – na primeira rodada, mas caiu diante do Phoenix de Leandrinho – que atuou este confronto e teve média de 14.2 pontos por partida – na etapa seguinte.

Em sua primeira temporada comandando o Clippers (2003/04), Dunleavy teve um desempenho sofrível: 28-54 (34.1%). Na seguinte, melhorou: 37-45 (45.1%). Em 2005/06, como vimos, chegou aos playoffs, fazendo 47-35 (57.3%), mas nas duas seguintes não conseguiu chegar à fase decisiva, tendo marcado 40-42 (48.8%) em 2006/07 e 23-59 (28.0%) no campeonato passado.

Nesta temporada, sua campanha só não é pior do que a do Oklahoma City. O Thunder venceu, como o Clippers, apenas um jogo, mas perdeu dez, o que dá ao debutante da NBA um desempenho de 9.1%, enquanto que os californianos têm exatos 10%.

O que acontece com o Clippers? Como é que um grupo que conta com Baron Davis, Marcus Camby, Cutino Mobley, Ricky Davis e Chris Kaman joga tão mal assim?

Seu ataque, com média de 89.2 pontos por partida, só não é pior do que o Charlotte, que tem um risível aproveitamento de 88.8 pontos. Sua defesa é a quinta mais vazada, com média de 102.0 pontos sofridos.

Está na cara que o problema do Clippers é o seu treinador. Para piorar, Dunleavy entrou em rota de colisão com Baron Davis, a grande contratação da franquia para esta temporada.

Sua demissão, parece-me, é questão de tempo. E curto.

TUDO ERRADO

Falo do Clippers porque o time foi derrotado ontem à noite pelo San Antonio dentro de seu Staples Center por 86-83. E novamente os texanos não puderam contar com Tony Parker e Manu Ginobili.

Era grudar em Tim Duncan e resolvia-se a parada. Mas não, Timmy conseguiu fazer 20 pontos e apanhar 15 rebotes, mesmo diante de um oponente que conta com dois ótimos pivôs, como Marcus Camby e Chris Kaman, e que tem ainda a ajudar o ala/pivô Tim Thomas.

Além de não ter subtraído nada do desempenho de Duncan, os vermelhinhos de Los Angeles ainda conseguiram a façanha de deixar o veteraníssimo Michael Finley, 35, anotar 19 pontos; ele que tinha 9.8 pontos de média. Pior: Roger Mason (quem?) marcou 21 – inclusive a bola de três que deu a vitória ao Spurs a 8.4 segundos do final –, sete a mais do que sua média na competição.

Quer dizer: tudo errado.

ÚLTIMO CHUTE

Como escrevi acima, Roger Mason fez o arremesso derradeiro que deu a vitória ao San Antonio. Faltavam 8.4 segundos para a partida terminar, já foi dito, quando a terceira bola tripla de Mason caiu dentro do aro do Clippers; mas não custa repetir.

Esta foi a terceira vitória consecutiva do Spurs, que manda o time para a zona de classificação para os playoffs, com uma campanha de 50% (5-5). Está na oitava posição e assim que Tony Parker e Manu Ginobili voltarem, voltarão com eles mais vitórias e mais qualidade de jogo, pois, cá entre nós, vencer o Clippers na última bola, mesmo com os desfalques referidos e jogando diante de 14.962 torcedores californianos é dose pra mamute.

ATÉ QUANDO?

Os torcedores do Spurs se perguntam a todo instante: quando Manu Ginobili e Tony Parker vão voltar? Boa pergunta, boa pergunta. Em San Antonio, a franquia responde: em algum momento do mês que vem.

Isso é que é precisão… Ou seja: ninguém sabe ao certo.

Parker deve regressar primeiro, pois sua contusão no tornozelo não foi tão grave quanto a cirurgia que “El Narigón” fez no joelho logo depois dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Mas ninguém mais do que o técnico Gregg Popovic conta nos dedos os dias que faltam para as duas estrelas tornarem às quadras. Pois, com eles, o time terá força de banco, uma vez que os atuais titulares, Roger Mason e o novato George Hill, serão opções para Popovic.

Mason, inclusive, pode dar o descanso que Finley tanto precisa. O veterano ala/armador, aliás, justiça seja feita, melhora a cada partida. Desde a derrota para o Miami, no dia sete passado, quando ele errou todos os oito arremessos executados, em cinco jogos, teve um aproveitamento de 52.5% de seus chutes (31-59).

HUMILHAÇÃO

Shaquille O’Neal foi humilhado ontem em Salt Lake City. Tomou três desconcertantes tocos no último quarto. Mas antes de falarmos deles, convém contar o que aconteceu na partida para que isso ocorresse.

Vamos aos fatos…

Depois de ter sido expulso pela entrada desleal pra cima de Rodney Stuckey do Detroit, no domingo à noite, Shaq tentou repetir a dose com Carlos Boozer. Conseguiu em parte, pois Boozer não é mirrado como Stuckey. O’Neal derrubou o oponente, mas não fez o estrago do jogo passado.

Pois foi exatamente este lance, no início do terceiro quarto, quando o Phoenix vencia por um ponto (60-59), que encheu de brios os jogadores do Jazz e motivou o time mais do que todas as palavras emotivas usadas pelo técnico Jerry Sloan na preleção antes da partida e durante o intervalo.

Fatos relatados, voltemos pois ao tema inicial, que foi a humilhação de Shaquille O’Neal; mas não sem antes dizer que Boozer, a partir de então, anotou 14 de seus 21 pontos e comandou o Utah que fez uma corrida de 50-37 e fechou a partida em 109-97.

Voltando aos tocos, eles em muito ajudaram na conquista do time, não só porque evitaram pontos do oponente, mas principalmente porque desmoralizaram o adversário. O primeiro deles foi do ala Paul Millsap, a 6:03 do final do jogo (foto acima). O segundo e o terceiro vieram num espaço de dois segundos, aos 4:58 e 4:56, ambos executados pelo ala russo Andrei Kirilenko.

Shaq ficou com cara de m…

VITÓRIA IMPORTANTE

O triunfo colocou um ponto final na série de três derrotas consecutivas do Utah, todas sofridas fora de casa. O Jazz, aliás, como aconteceu no campeonato anterior, quando teve o melhor desempenho entre os 30 participantes como mandante, segue neste torneio como um anfitrião de maus modos: venceu todos os cinco jogos realizados na EnergySolutions Arena, que ontem recebeu 19.911 torcedores.

Melhor que o Utah, só o Cleveland, que ganhou sua meia dúzia de partidas jogadas na Q Arena.

VICE LÍDER

Mesmo com a derrota, o Phoenix manteve a segunda colocação no Oeste. Isso graças aos três revezes do Utah mencionados anteriormente.

Leandrinho faz falta neste momento, especialmente num jogo onde a artilharia é necessária. O brazuca vem do banco e pode incendiar a pugna em favor do Suns.

Mas o técnico Terry Porter se vê ainda privado de contar com esta ótima alternativa. Leandrinho segue em São Paulo, ao lado da família, recuperando-se do baque da morte da mãe, ocorrida na semana passada.

E sem data para voltar, segundo me informou Jefferson Yassuda, assessor de imprensa do jogador, com quem eu falei há cerca de meia hora.

OBRIGAÇÃO

O Houston foi a Oklahoma City e bateu o Thunder (pior time da NBA) por 100-89. O argentino Luis Scola marcou 23 pontos, sua maior pontuação nesta temporada, foi o cestinha do Rockets e regeu o time em quadra, contribuindo ainda com mais nove rebotes (três na frente).

Mas, como dizia Plínio Marcos, em toda história sempre há um porém. Tracy McGrady deixou a quadra do Ford Center (18.145 pagantes) a 11:32 minutos do final do terceiro quarto e não mais voltou.

Voltou, isto sim, a sentir dores no joelho direito, operado há seis meses. Motivo: um movimento equivocado no momento de um passe para Scola no começo do segundo quarto. Permaneceu em quadra, mas o técnico Rick Adelman resolveu poupá-lo no início do terceiro quarto; e com razão.

McGrady jogou apenas 18 minutos. Hoje fará um raio-X no local para ver se tudo está bem. Se não for conclusivo, uma ressonância será o segundo passo.

É dúvida para o jogo de amanhã, em casa, diante do Dallas.

Rockets x Thunder

CURIOSIDADE

Mencionei acima a final entre Lakers e Chicago em 1991, a primeira vencida por Michael Jordan. Sabe quanto MJ ganhou naquela temporada para ser campeão e vestir a camisa 23 do Bulls? US$ 2,5 milhões. Você tem idéia de quanto Magic Johnson faturou? US$ 100 mil a menos.

Encostado no New York, Stephon Marbury receberá nesta temporada US$ 21,9 milhões.

Inacreditável.

RESOLVIDO

Analisando as manifestações dos internautas, volto, pois, ao formato com o tema principal seguido de outras notas. Revelou-se o preferido.

E como este blog é uma democracia, a maioria vence.

Quero agradecer a todas as manifestações, o que deixou-me bastante satisfeito.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 14 de novembro de 2008 NBA | 12:08

NENÊ E VAREJÃO, DUELO OPACO

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Quem ganhou o duelo entre Anderson Varejão e Nenê? Varejão; mas apenas porque o seu Cleveland saiu vencedor de quadra por 110-99. Quanto ao desempenho, ambos estiveram aquém do que podem produzir.

Nenê (foto AP) pareceu-me ontem um jogador contido. Dava impressão de estar jogando com uma febre de 40 graus. Limitado nos movimentos, sem atitude e, conseqüentemente, sem brilho.

Jogou 34:42 minutos. Não foi pouco. Mesmo assim, seus números foram modestos se comparados com outros jogos: 12 pontos (3-7) e três rebotes. Compensou nos tocos: dois.

Embora tenha feito 12 pontos – não é bom, mas também não é tão ruim –, sua performance nos arremessos não foi nada legal: 42.8% de acerto. Nenê, se você não sabe, é o líder neste fundamento na atual temporada da NBA com uma média de acerto de 64.8%. Antes do jogo de ontem, seu aproveitamento era de 66.2%.

Foi seu segundo desempenho mais embaraçoso no atual torneio. O pior de todos continua sendo na derrota para o Lakers quando arremessou apenas cinco bolas e acertou só duas (40.0%).

Nos lances livres, teve comportamento impecável: 6-6. Foi a segunda vez nesta temporada que Nenê não desperdiçou arremesso livre; a outra foi na derrota diante do Golden State, quando ele marcou 7-7.

Nos rebotes também deixou a desejar – e muito. A trinca apanhada ontem à noite significa seu pior momento nesta temporada. Antes, os quatro apanhados em Salt Lake City diante do Utah, na abertura do campeonato, representavam sua mais baixa produtividade. Sua média de rebotes caiu de 8.8 para 8.1.

Nenê, todavia, foi bem nos tocos, como falei. É o 11º. colocado neste fundamento na atual temporada, com uma média de exatos dois por partida, 2.38 a menos do que Dwight Howard, o líder, que tem escandalosos 4.38 por jogo. Mas ele não conta; Howard merece o apelido de Super-Homem.

Resumo da ópera: Nenê teve uma noite ruim; nada além disso, não se preocupem.

Varejão também esteve apagado. Jogou 11 minutos menos que Nenê. Fez apenas míseros seis pontinhos. Pegou oito rebotes, sendo que nenhum deles no ataque.

O capixaba precisa melhorar seus números nos rebotes. OK, ele está com uma média de 6.2, dois a menos do que Nenê, mas precisa melhorar. Ao contrário do paulista, que contribui muito na pontuação, Varejão não pode se contentar com meia dúzia de rebotes por partida. Ele tem 2m11; é ágil e coloca-se bem em quadra. Tem que passar sua média para cerca de dez por jogo. Varejão pode conseguir isso.

Seu melhor momento no jogo de ontem foi quando cavou uma falta de Kenyon Martin. O ala do Denver reclamou, tomou a segunda técnica e foi expulso.

Varejão é mestre nesse tipo de jogada. Tem que ser mestre também nos rebotes.

MÁQUIA EMPERRADA?

LeBron James tinha marcado 41 pontos em três dos últimos quatro jogos e sua média na competição era de quase 28 por partida. Ontem, marcou 22, mas arremessou dentro de sua média: 50%.

LeBron, no entanto, quase fez um “triple-double”. Deu 11 assistências e apanhou oito rebotes. Dois a mais…

Foi, de todo o modo, um desempenho abaixo do que ele pode produzir. Exigência em demasia de minha parte? A gente só cobra de quem pode dar; LeBron pode fazer muito mais do que fez ontem à noite.

ESTIAGEM

E o Dallas, hein? Perdeu ontem novamente, desta vez para o Bulls, em Chicago, por 98-91. Nos últimos quatro jogos, quatro derrotas. É seu pior início de temporada desde 1998/99, quando fez 1-8, exatamente quando Dirk Nowitzki debutava com a camisa 41 do Mavericks. Seu recorde na temporada é horrível: 2-6 (25%). É o 12º. time do Oeste, fora, portanto, dos playoffs se o campeonato agora terminasse.

Nem o retorno do ala Josh Howard, depois de dois embates ausentes por causa de uma contusão no pulso, ajudou. Ele bem fez sua parte (21 pontos e 11 rebotes), mas o germânico negou fogo novamente: 12 pontos (5-17, 29.4%), sendo que não acertou nenhuma de suas três bolas triplas.

Fica difícil reagir quando você olha para o firmamento e vê que a principal estrela dá sinais de que pode desaparecer a qualquer momento. É comum, no entanto, por causa de fenômenos atmosféricos, uma estrela parecer sumir. Quando você pensa que ela sumiu, lá está ela novamente, na noite seguinte, brilhando no lugar de sempre. Estrelas não são eternas, todos nós sabemos. Não acredito que o brilho de Nowitzki esteja perto do fim. Se isso ocorrer, o Dallas some, não apenas a sua estrela mais reluzente.

A ÁRVORE E O MONSTRO

Um dia antes da partida contra o Celtics, o Atlanta tinha enfrentado e vencido o Bulls em Chicago. O time viajou para Boston logo depois da partida e chegou a Massachusetts às 2h30 da manhã. O grupo foi dormir perto de 4h30. Às 17h deixou o hotel e meia hora depois chegou ao TD Banknorth Garden. E entrou em quadra às 19h30 e sem seu ala/pivô Josh Smith, machucado.

Mesmo com todas essas adversidades, o Hawks só foi batido pelo Celtics com um arremesso de Paul Pierce a 0.5 segundo do final. Em Boston, todos apontam o dedo para Doc Rivers e seus comandados: vocês criaram esse monstro!

Sim, pois esse time do Atlanta classificou-se na bacia das almas para os playoffs do ano passado na oitava posição, com um recorde de 37-45. Pegou o primeiro classificado, o Celtics, que vinha com a melhor campanha da NBA, com 66 vitórias e apenas 16 derrotas. Ainda por cima, tinha feito 4-0 em cima do Hawks na fase de classificação. Esperava-se, portanto, que o Celtics varresse o frágil adversário.

Mas não foi o que aconteceu: a série só acabou na última partida, em Boston. O Celtics venceu com facilidade por 99-65, mas a semente foi jogada na terra naquele momento. Passou o verão norte-americano germinando e agora é uma árvore frondosa. Ou, como preferem muitos, um monstro a ser derrotado.

Eu escolho a primeira comparação, pois o basquete que o Atlanta tem jogado é tão encantador como uma sequóia (foto ao lado).

O fato é que o Atlanta é hoje uma realidade. “Graças ao Celtics”, disse o técnico Mike Woodson.

NA TV

Para quem tem o cabo, uma noitada e tanto pela frente: a partir das 23h de Brasília, Nenê e o Denver enfrentam o Celtics, em Boston. Chance para o brazuca se recuperar, pois terá que enfrentar Kendrick Perkins, bom jogador, é verdade, mas pesado e lento, que faz de seu corpanzil sua arma para pegar rebotes. Nenê pode – e deve – se dar muito bem diante dele.

Já na madruga, à 1h, mas pela internet, Leandrinho visita a capital da Califórnia para enfrentar o Sacramento. O paulistano jogou bem suas duas últimas partidas. Tem que carimbar a terceira. Todos nós, mas principalmente Terry Porter, esperamos por isso. Poderá ter mais minutos em quadra porque Matt Barnes está suspenso. Embora não sejam da mesma posição, na rotatividade pode sobrar algo para Leandrinho.

Meia hora mais tarde, um baita jogo: Lakers x Pistons. Repetição da final de há dois anos; repetição de um encontro que marcou época na NBA, especialmente no final dos anos 1980, quando o Showtime de Los Angeles duelava contra os Bad Boys de Detroit. Era o enfrentamento de Magic Johnson e Isiah Thomas, que trocavam beijinhos faciais antes e depois dos embates. Para estarrecimento do stabilishment norte-americano.

É o jogo da noite. Pena que seja tão tarde e muitos sucumbirão ao avançado da hora.

FIM DA NOVELA?

Knicks e Stephon Marbury se reuniram ontem pela manhã por 45 minutos em Nova York. O jogador está afastado e quer jogar em outro lugar.

Sem agente, foi representado por Hal Biagas, um dos advogados da NBA Player Association. Marbury tem para receber nesta temporada a exagerada quantia de US$ 21.9 milhões. Disse que não abre mão de nenhum centavo.

A intransigência do jogador tem dificultado o acordo. O Knicks, no entanto, pode não pagar toda esta quantia, pois, segundo as regras da NBA, a franquia tem o direito de descontar do valor total um percentual dependendo do novo contrato do jogador.

Marbury pediu permissão para Donnie Walsh, presidente do Knicks, para conversar com outras equipes. O cartola autorizou, desde que não sejam equipes da Conferência Leste.

A novela pode chegar ao fim neste final de semana.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 9 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 11:13

MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO

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A edição de ontem do jornal “O Estado de S.Paulo” trouxe uma matéria falando da distribuição dos recursos da Lei Agnelo Piva para o ano que vem. Sabe qual a confederação que perdeu mais dinheiro nesta divisão? A de basquete.

A perda foi substancial. No ano passado, a CBB recebeu R$ 2,278 milhões; ano que vem, cairá para R$ 1,5 milhão. Deixará de embolsar R$ 778 mil. Como escrevi, teve o maior desfalque entre todas as 28 confederações brasileiras.

O basquete brasileiro vai receber menos do que confederações como as de vela e motor (R$ 2,5 milhões), handebol (R$ 2,3 milhões) e tênis de mesa (R$ 1,6 milhão). Receberá o mesmo que as confederações de canoagem, ciclismo, hipismo e remo. E, obviamente, muito menos do que confederações importantes, como as de atletismo, desportes aquáticos, judô (R$ 2,5 milhões) e vôlei (cada uma vai ganhar R$ 2,5 milhões) e ginástica (R$ 2,3 milhões).

Mais uma demonstração da incompetência de Gerasime Bozikis (foto), o presidente da CBB. O basquete definha sob a administração do referido cartola. O masculino não disputa uma Olimpíada há três edições e o feminino despenca a cada edição do Mundial e dos Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, presidentes de federações, responsáveis pela eleição do presidente da confederação, continuam sufragando nas urnas seu apoio em favor da administração de Grego, como é conhecido o presidente da CBB.

Em maio do ano que vem haverá nova eleição, que vai determinar o presidente para os próximos quatro anos. O Brasil estará de olho no comportamento dos presidentes das federações. Claro, porque se eles reelegerem Grego para a presidência da entidade, alguma coisa de errado deve existir neste processo eleitoral.

Vamos ficar por aqui. Mais pra frente a gente volta a tocar no assunto.

DE NOVO; SEM BRILHO

Desta vez o Phoenix ganhou, mas Leandrinho voltou a ter uma atuação bem discreta para os seus padrões. Jogou apenas 19 minutos e quando o jogo estava para ser fechado, voltou para o banco de reservas.

Foi substituído por Raja Bell quando faltavam 5:26 minutos para o final da partida, porque ela estava aberta, com o Phoenix vencendo por apenas seis pontos (88-82). Naquele momento o time precisava de defesa. E todos nós sabemos que, além de o brazuca ser frágil na marcação, Bell é o cara que sempre marca o principal jogador do “backcourt” adversário. Leandrinho não voltou mais.

O jogo foi fechado em 104-96 para o Suns e o brasileiro limitou-se a sete pontos, tendo acertado apenas um de seus cinco arremessos triplos tentados, e uma bandeja bonita num “reverse” vindo de Amaré Stoudemire. Apanhou três rebotes defensivos e deu igual número de assistência.

Mesmo com toda a sua agilidade de braços e rapidez com as pernas, não roubou nenhuma bola do adversário. Mostrou, mais uma vez, toda a sua fragilidade defensiva. Por isso foi para o banco no momento crucial da partida.

DIESEL

Shaquille O’Neal estava com média de exatos 12 pontos por partida nesta temporada antes do jogo de ontem. Arrebentou: marcou 29 pontos. Foi sua melhor performance ofensiva nesta temporada. E ainda adicionou 11 rebotes ao seu desempenho final.

Shaq Diesel, se você não sabe, é o maior cestinha entre os jogadores que disputam a atual temporada da NBA. Contando os pontos desta temporada, o grandalhão tem exatos 26.375 pontos, bem abaixo dos 38.387 marcados por Kareem Abdul-Jabbar, o maior artilheiro da história da NBA.

MJ

Alguém perguntou por Michael Jordan? Ele é o líder em toda a história da NBA em média de pontos, com 30.1 por partida. Foram 32.292 ao longo da carreira, mas em 1.072 partidas.

Kareem disputou 1.560 jogos, 488 a mais do que MJ. Encerrou a profissão com média de 24.6 pontos.

Se Jordan tivesse jogado o mesmo número de partidas de Kareem, levando-se em conta sua média de pontos, poderia ter adicionado mais 14.640 ao seu desempenho. E teria encerrado a carreira como o maior pontuador de toda a história da NBA, com 46.932 pontos.

Mas isso fica por conta da imaginação; a gente nunca vai saber se de fato iria acontecer. Até porque em seu último ano de NBA, sua média caiu para exatos 20 pontos por partida.

DE NOVO; COM BRILHO

Anderson Varejão (foto AP) voltou à quadra ontem à noite. E mais uma vez deixou-a vitorioso. Foi peça importante no triunfo do Cleveland sobre o Chicago – que havia batido o Phoenix na sexta à noite, lembram-se? – por 106-97. O jogo foi na Cidade dos Ventos e 21.965 torcedores estiveram no United Center.

O capixaba fechou a partida com 13 pontos, três tocos, mas apanhou poucos rebotes: quatro (um deles ofensivo). No entanto, Varejão tem sido importante no trabalho de bloqueio dos adversários dentro do garrafão defensivo, o que possibilita a sobra das bolas podres para jogadores como LeBron James, que ontem fisgou 13 no total, nove deles na defesa.

Na noite de sexta-feira, ficou em quadra meia hora; ontem, esteve um minuto a menos. É jogador chave no esquema do técnico Mike Brown – o meu favorito para ganhar o troféu “Coach of the Year”.

King James foi novamente o grande nome do Cavs. Marcou 41 pontos. Foi o maior pontuador da rodada deste sábado. É o cestinha da atual temporada com média de 28.1 por partida.

NORMALIDADE

Parece que tudo voltou à normalidade em New Orleans. Ontem o time bateu o Miami, em casa, por 100-89, recuperando-se da surpreendente derrota para o Charlotte, na noite de sexta.

A arena de New Orleans não esteve completamente cheia, mas os 17.701 torcedores que lá estiveram gostaram do que viram, principalmente dos 21 pontos e 13 assistências do armador Chris Paul.

NÚMEROS

Se LeBron James é o cestinha da atual temporada, o melhor passador de bola é Chris Paul com 11.7. É o único que tem dois dígitos de média. CP3 é também o mão leve da NBA, com 3.33 desarmes por partida, o grande ladrão da liga. Nos rebotes, sem surpresa também: Dwight Howard, o super-homem do Orlando, tem 13.7 de média e é o mais forte de todos. Como Paul, Dwight quer mais. É o líder também nos tocos, com exatos quatro por jogo.

Esta estatística é de corar: sabe quem é o jogador que mais erros comete por partida? Stephen Jackson, do Golden State, com 4.2 equívocos por embate disputado.

OS LÍDERES

Se o campeonato terminasse hoje, os 16 classificados para os playoffs seriam os seguintes:

LESTE – 1) Atlanta [4-0] 2) Boston [5-1] 3) Detroit [4-1] 4) Cleveland [5-2] 5) Orlando [4-2] 6) Toronto [3-2] 7) New York [3-2] e 8) Miami [3-3].

OESTE – 1) Lakers [4-0] 2) Utah [5-0] 3) Houston [4-2] 4) Phoenix [5-2] 5) New Orleans [4-2] 6) Memphis [3-3] 7) Portland [3-3] e 8) Denver [2-3].

Como se vê, apenas um time com desempenho inferior a 50%: o Denver.

Como se vê, os três brasileiros estariam nos playoffs.

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sábado, 8 de novembro de 2008 NBA | 11:43

LEANDRINHO VIVE MOMENTO DIFÍCIL NA NBA

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É preciso ter calma neste momento. A prudência avisa. O campeonato mal começou e o treinador é novo. Mas a situação de Leandrinho (foto, perdento o controle da bola, algo corriqueiro nesta temporada) é preocupante. A gente espera que seja apenas uma nuvem passageira e que ela saia de cima da cabeça do armador do Phoenix o mais rápido possível.

Mas que o momento incomoda, isso ninguém duvida. Leandrinho não é nem de longe aquele jogador que a gente se orgulhava de ver em quadra e estufava o peito para dizer: é brasileiro! O paulistano passa por um período difícil da carreira.

Algumas coisas o atrapalham neste momento. Perdeu metade da pré-temporada em São Paulo ao lado da mãe, que estava doente. Por isso, ficou para trás na preparação. Há um novo treinador no time e novas exigências também.

Leandrinho jogou todos os seus cinco anos na NBA para Mike D’Antoni, um técnico que jamais privilegiou a defesa, indo ao encontro da formação do brasileiro, que sempre manteve os braços abertos para o ataque. Agora, com Terry Porter, defender é preciso.

Leandrinho pouco sabe sobre esta matéria. Não foi um aluno dos mais aplicados no começo da carreira, até porque nunca teve bons professores a exigir determinação do menino. Hoje, sem estofo defensivo, está pagando um preço mais alto do que ele imaginava que um dia pudesse pagar.

Para piorar, seu jogo ofensivo está irregular. Ontem, deu pena vê-lo em quadra. Completamente perdido e sem confiança, entregue à marcação, sem respostas para as armadilhas defensivas que os jogadores do Chicago prepararam para ele.

Marcou apenas dois pontos. Seu aproveitamento foi paupérrimo. Errou todos os arremessos de três pontos e acertou apenas um dos cinco chutes de dois pontos. Não bateu nenhum lance livre sequer. Ficou apenas 17 minutos em quadra. Se lá ficasse mais, o desmoronamento seria maior.

Fosse eu o técnico Porter, estaria preocupado neste momento menos com a derrota para o Bulls (100-83) e mais com o que se passa com Leandrinho. Se nenhum ajuste for feito, rapidamente, ele perde uma importante arma de seu arsenal, arma esta que já se mostrou eficiente no passado.

Há dois caminhos possíveis a se tomar: 1) tentar corrigir os defeitos de Leandrinho dedicando um bom tempo para isso; 2) trocá-lo por outro jogador e deixar que ele reencontre seu jogo em novo lar.

Mas, já disse, que não seja em Nova York.

LUZES QUE BRILHAM

Em compensação, os dois outros brasileiros mataram a pau na rodada de ontem da NBA. Anderson Varejão ganhou mais uma ao lado de LeBron James; Nenê fez o mesmo, tendo agora como parceiro o armador Chancey Billups, que debutou com a camisa 7 do Denver, trocado que foi com Allen Iverson.

ROUBANDO A CENA

Em Cleveland, LeBron James fez sua primeira cesta de três nesta temporada, deu um toco sensacional em cima de T.J. Ford a 39 segundos do final da partida, deixou a quadra com 27 pontos, nove rebotes, oito assistências e quatro tocos, mas o nome do jogo foi Anderson Varejão.

Claro, porque números assim, extraordinários, para King James são quase que corriqueiros. Mas falava eu sobre o capixaba, que jogou meia hora e terminou a partida com 18 pontos (a maior pontuação desde que jogou pela primeira vez na NBA) e oito rebotes, sendo que três deles foram no ataque. E ainda desarmou o adversário em três oportunidades. Nenhum dos 20.562 pagantes que estiveram na Quicken Loans Arena duvidou disso.

Varejão foi peça importante na vitória do Cavs sobre o Indiana por 111-107, que coloca agora o Cleveland na quarta posição da Conferência do Leste com uma campanha de 4-2.

Mas há o que se corrigir no jogo de Varejão, principalmente seu arremesso de curta distância. Ele pontua em bandejas e sobras de rebotes, mas quando tem que arremessar do perímetro, da zona morta, a bola dificilmente cai.

Esse não é o Varejão que a gente conhece. Ele tinha um bom arremesso. Arriscava até mesmo bolas de três – e com sucesso em muitas situações. O brazuca precisa se atrever neste momento a mudar este cenário. Há que se conversar com o técnico Mike Brown e treinar.

ROUBANDO A CENA 2 – A MISSÃO

Em Denver, os holofotes estavam todos direcionados para Chauncey Billups, que estreava no Nuggets. Mas os spots tiveram que ser deslocados para Nenê.

O paulista de São Carlos fez seu melhor jogo nesta temporada com a camisa 31 do Denver. Foram 19 pontos e sete rebotes (quatro deles no ataque) na vitória sobre o Dallas por apertados 108-105.

Seu grande momento foi a 12 segundos do final da partida, quando o Nuggets vencia por apenas dois pontos (104-102) e o Dallas atacava, pronto para mandar um torpedo triplo contra a cesta colorada e liquidar o embate. A bola caiu nas mãos do pivô Brandon Bass e Nenê tomou-a. E o jogo foi decidido em favor dos anfitriões.

Nenê tem levado grande vantagem sobre seus marcadores por saber usar a mão esquerda. Isso ficou nítido na partida de ontem. Quando é empurrando para este lado, sabe o que fazer, o que dificulta a marcação.

Os pivôs, a gente bem sabe, são limitados tecnicamente. São poucos os que têm brilho (é disso o que eu falo sobre o jogo de Varejão no ataque). Por isso, quando marcados, são previsíveis. Fazem do tamanho e da força sua grande arma. Nenê tem mais do que isso; sabe jogar.

Todos os 19.175 pagantes que estiveram no Pepsi Center constataram, mais uma vez, isso que vos falo.

E se Nenê pontua mais hoje em dia é porque, antes do jogo contra o Clippers, em Los Angeles, reuniu os companheiros no vestiário do Staples Center e disse a todos: “Passem-me a bola!”.

Foi atendido. Marcou 22 pontos. Justificou, assim, a reivindicação. Sua média no campeonato é de quase 16 pontos por partida.

E tende a crescer.

UMA ZONA

Dei uma olhada no jogo de estréia de Allen Iverson com a camisa 1 do Detroit. A correria, a zona de sempre. Resultado final: 103-96 para o New Jersey, apesar dos 24 pontos e seis assistências de AI.

Já falei aqui em nosso botequim: o Detroit jogou no lixo, prematuramente, esta temporada. Posso quebrar a cara, mas acho que não vou.

BELEZA

Se o jogo entre New Jersey e Detroit foi opaco, novamente as atenções voltaram-se para a repórter da tevê a cabo do Nets, a YES Network. Seu nome: Michele Beadle (foto).

Esbanja beleza, simpatia e capacidade profissional. É um dos destaques em Nova Jersey, mais do que o Nets, um time que eu não daria um tostão furado por seu desempenho nesta temporada.

Fico com pena do armador Devin Harris, que veio do Dallas na troca por Jason Kidd. Deixou a quadra ontem com 38 pontos e apenas duas assistências. Duas, claro, porque não há para quem passar a bola; o time é fraco.

Vince Carter deveria pegar o telefone e ligar para Dean Smith e pedir conselhos. Ainda é tempo.

Ainda bem que em Nova Jersey há Michele Beadle.

CARTAS À REDAÇÃO

Alguém consegue explicar a derrota do New Orleans para o Charlote?

FIM DA LINHA?

Parece que a temporada está escapando pelos dedos do San Antonio. Ontem foi mais uma derrota – e novamente em casa –, agora para o Miami por 99-83.

O motivo principal de novo revés foi a contusão logo no primeiro quarto do armador Tony Parker. Torceu o tornozelo. Pior de tudo: vai ficar duas semanas de fora, em tratamento.

Os adversários nestes 14 dias esfregam as mãos. Ganhar do Spurs virou obrigação neste momento.

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terça-feira, 4 de novembro de 2008 NBA | 12:43

VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS

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Anderson Varejão (foto Reuters) jogou muito ontem na vitória do Cleveland diante do Dallas (100-81). Se a gente for olhar apenas para os números, pode ficar um pouco desconfiado. Afinal, foram apenas dois pontos e seis rebotes. Mas o olhar atento à estatística final vai observar que o capixaba também roubou quatro bolas. E em momentos cruciais da partida.

Mais do que isso: anulou Dirk Nowitzki, a arma do Mavericks. O alemão acertou apenas três de seus 11 arremessos. Arremessou pouco, como podemos ver, pois não encontrou espaços para isso. Quando foi marcado por Varejão errou todos seus chutes. Nowitzki tem 2m13 de altura; o brasileiro tem 2m11. A diferença é mínima. Além disso, o ala do Cavs é rápido o suficiente para recuperar-se de um drible ou de um corta-luz.

Vendo o desempenho de Varejão diante de Nowitzki, é claro que logo me veio à mente o Pré-Olímpico de Atenas, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha. A mim ficou claro que se AV tivesse jogado contra os alemães, nossas chances aumentariam muito. Se Nenê e Leandrinho também, teríamos eliminado os germânicos.

MVP

LeBron James teve atuação ontem digna de um MVP. O lance livre, que é o seu maior problema, funcionou. Foram 13 certos em 15 cobrados (86,6%); excelente. Deixou a quadra com 29 pontos, oito rebotes, três assistências e dois desarmes. Foi decisivo nos momentos certos da partida.

Justiça seja feita: os 14 pontos de Mo Williams foram igualmente importantes. O armador do Cavs comandou em quadra uma corrida de 13-0 em cima do Dallas no instante em que LeBron estava no banco.

Isso ajuda; e muito. “É o que eles esperam de mim”, respondeu Williams quando perguntado sobre sua performance. E é o que ele espera dar em troca ao time que foi buscá-lo no Milwaukee na “offseason”.

ROBOCOP

Pouco antes do jogo do Cleveland, assisti a vitória sofrida do Orlando diante do Chicago por 96-93. Fosse o Bulls um time mais entrosado e com Derrick Rose já mais acostumado com o jogo da NBA e o ex-time de Michael Jordan poderia ter vencido a partida, mesmo jogando na Flórida.

Mais uma vez Dwight Howard sobrou em quadra. Foram 22 pontos, 15 rebotes e cinco tocos em 39 minutos de partida. Por falar nos “blocks”, Howard lidera este fundamento no atual campeonato com uma média de 4,5 por partida.

Dwight, apesar dos seus 2m11 de altura, tem a movimentação e a agilidade de um ala. Pesa 120 quilos; massa pura, não há sobra em seu corpo.

Parece o Robocop.

RABEIRA

Quem é o pior time da NBA no momento? Clippers ou Sacramento?

As duas equipes da Conferência do Oeste não venceram nenhum joguinho sequer até o momento. Foram quatro derrotas.

O Clippers tem potencial de crescimento, pois Baron Davis e Marcus Camby, ao lado de Cutino Mobley, podem tirar o primo pobre de Los Angeles da rabeira. Mas nada de playoff. Quanto ao Sacramento, deve duelar com o Charlotte para ver quem será, de fato, o pior time da NBA nesta temporada.

Além dos dois, quem também ainda não venceu na competição foram Washington e San Antonio, ambos com duas derrotas. O Spurs pode fazer sua primeira vitória esta noite em seu AT&T Center, quando recebe o Dallas, num dos clássicos texanos. Já o Wizards terá de esperar até amanhã, quando vai a Wisconsin enfrentar o Milwaukee, que pode jogar sem Michael Reed, contundido.

JOGAÇO

Esqueça o clássico entre San Antonio e Dallas. O jogo desta noite será também realizado no Texas, mas em Houston, quando o Rockets recebe o Boston. No campeonato passado, quando esse clássico aconteceu no sul dos EUA, o Celtics acabou com uma invencibilidade de 22 partidas dos texanos.

O resultado da partida: 94-74. Um massacre. Mas, é sempre bom lembrar, o Houston jogou sem Yao Ming, que se recuperava de uma fratura por estresse na perna. Hoje, com o chinês e Luis Scola em quadra, Kevin Garnett e Kendrick Perkins terão muita dificuldade.

O embate colocará frente a frente dois dos favoritos ao título. O Celtics mais do que o Houston, mas a equipe de Tracy McGrady entra forte neste campeonato, ainda mais depois da contratação de Ron Artest.

Por falar nele, será um duelo e tanto contra o falastrão do Paul Pierce, que se autodenomina o melhor jogador de basquete da atualidade. Bobagem, todos sabem que o Pelé de hoje é Kobe Bryant

A partida começa às 23h30 de Brasília. E quem tem o NBA League Pass vai dormir depois das 2h da manhã.

TROCA-TROCA

Bem, consumada a troca entre Denver e Detroit – Allen Iverson por Chancey Billups, Antonio McDyess e o “rookie” Cheikh Samb –, algumas observações a fazer.

Do lado do Detroit, Joe Dumars, presidente da franquia, disse que o negócio dará força à equipe. Tenho dúvidas, sinceramente. Iverson está com 33 anos e até hoje não compreendeu que o basquete é um jogo coletivo. Ele precisa de uma bola nas mãos e outra para o resto da equipe. É difícil no trato por causa da soberba. Em Denver, nunca foi paparicado como na Philadelphia, onde era o dono do time. No Colorado, o patrão da quadra é Carmelo Anthony. Por isso, nunca sentiu-se confortável.

Como será em Detroit? Bem, em Michigan não há nenhuma prima-dona. Pode ser que lá ele seja bajulado do jeito que gosta. Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rasheed Wallace, as estrelas da franquia, não ligam para isso, o que pode ser bom para AI.

Quanto ao Nuggets, a volta de Billups a Denver, onde nasceu, é um ótimo negócio para a franquia. Trata-se de um grande jogador e de caráter inquestionável. Joga em equipe e, quando preciso, sabe assumir o controle do jogo. Com ele em quadra Carmelo poderá crescer, pois Billups é mestre em encontrar companheiros desmarcados.

Antonio McDyess deverá ser dispensado. O jogador já declarou que em Denver não joga. Tem mais dois anos de contrato, onde está previsto que vai receber US$ 13,5 milhões. Negocia a liberação. Deve aceitar receber uma merreca para poder voltar ao Detroit, onde quer jogar.

Alguns dizem que o que o Detroit fez foi liberar Billups, que cumpria o segundo ano de seu contrato de quatro num total de US$ 46 milhões. E mais: que o time não tinha mais onde crescer. Pode ser, pode ser; mas Dumars poderia ter feito um negócio melhor.

Ah, se não der certo, este é o último ano do contrato de Iverson e no final da temporada abre-se no “cap” da franquia US$ 20,8 milhões, os vencimentos do armador para esta temporada. Também é verdade.

O que fica claro para mim é que o Detroit abre mão desta temporada em nome do futuro – que, como muitos gostam de dizer, a Deus pertence. Na “offseason”, Dumars não foi habilidoso para montar um time competitivo – aos olhos deles, diga-se – e, sem grandes opções, aceitou fazer este negócio.

Aos meus olhos, um péssimo negócio.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2008 NBA | 13:31

VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA

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Varejão tenta sair do toco de Kevin Garnett; brasileiro brilhou ontem (AP)

Vários foram os destaques da rodada de abertura da NBA.

Paul Pierce chorando ao receber o anel de campeão, Leon Powe fazendo a enterrada da noite na vitória do Boston sobre o Cleveland, Derrick Rose debutando em grande estilo no triunfo do Chicago sobre o Milwaukee marcando 11 pontos e dando nove assistências (recorde da rodada), ginásios lotados apesar da crise, LeBron James negando fogo ao final da partida errando uma tonelada de lances livres, Greg Oden (novamente) saindo machucado na derrota do Portland para o Lakers, Michael Reed sendo o cestinha da noite com 30 pontos, Kobe Bryant fazendo 23 pontos, 11 rebotes e cinco assistências, Tyrus Thomas anotando o outro “double-double” da noite com 15 pontos e 11 rebotes; enfim, tem mais, muito mais pra gente destacar.

Mas eu quero falar do Anderson Varejão. Fiquei impressionado com a atuação do brasileiro. Não só pelos números, nove pontos, nove rebotes e três desarmes. Gostei, principalmente, da postura dele em quadra. Da personalidade; da atitude.

Ganhou posição no ataque, defendeu bem, bloqueou (não confundir com toco) Kevin Garnett quando marcou-o – ou a qualquer outro –, posicionou-se bem ofensivamente e foi eficiente quando teve a bola. Arremessou quando teve chance, não se intimidando jamais, e brigou demais pelo rebote, fazendo lembrar Dennis Rodman. Foi premiado, porque quatro dos nove foram no ataque.

Varejão atuou 26:09 minutos. Foi gostoso ver o técnico Mike Brown dando moral e confiando no jogo do brazuca. Varejão, que já tinha atuado quase dez minutos no primeiro tempo, voltou ao jogo quando faltavam 4:27 minutos para o final do terceiro quarto; e não mais saiu.

Foram mais 16:27 minutos de muita intensidade e vibração. Ele é reserva; mas isso pouco importa. O que conta é o tempo de quadra e se você está no jogo quando ele está pegando fogo.

Assim foi, pois Varejão atuou mais do que Bem Wallace (19:03 minutos) e, como falei, quando a partida estava disputada, no pau, lá estava ele.

É preciso manter a regularidade. É claro que não dá para arrebentar todas as noites. Mas é preciso fazer ainda mais, muito mais do que fez ontem, para compensar os momentos ruins e, assim, na média, destacar-se.

Muito apostam no Cleveland na final da NBA – não é o meu caso. Mas isso pode acontecer, por que não? E se assim for, Varejão tem que aproveitar-se da situação e, ao contrário da final de 2007, ter mais intensidade e atitude.

Ele mostrou isso ontem. Como disse, fiquei impressionado.

Que hoje seja a vez do Leandrinho e do Nenê.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008 NBA | 23:55

NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA

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Leia também: Crise econômica mundial deixa NBA em alerta

O maior campeonato de basquete do planeta começa na noite desta terça-feira. Três jogos movimentam a rodada inicial: Boston x Cleveland, Chicago x Milwaukee e Lakers x Portland.

Infelizmente, nenhuma dessas três partidas será exibida ao vivo para o Brasil. A ESPN, que fará a transmissão dos jogos para o país, começa a mostrá-los a partir de amanhã, com o embate entre San Antonio e Phoenix, que na verdade será exibido na ESPN Brasil.

Ala/pivô do Cleveland, o brasileiro Anderson Varejão estará em ação logo mais. Os outros dois brazucas que atuam na mais rica, charmosa e importante liga de basquete do planeta estréiam nesta quarta: Nenê viaja com o seu Denver até Utah e pela tevê a gente poderá acompanhar Leandrinho jogando pelo Phoenix no Texas.

O Boston vai defender o título conquistado na temporada passada, como sabemos. E vem com força. Para isso, manteve seu triunvirato, com Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen, responsável pela ótima campanha que culminou num título que não vinha havia 22 temporadas.

Foi o 17º. da história da franquia, a que mais títulos conquistou na NBA. Em seguida vem o Lakers, com 14.

Por falar em Lakers, o time da Califórnia surge novamente como o grande rival do Boston nesta temporada. Se o Celtics tem sua trinca de ouro, o Lakers também a tem, com Kobe Bryant – o melhor jogador de basquete da atualidade em todo o mundo –, Pau Gasol e Andrew Bynum.

A ausência de Bynum, nas finais contra o Celtics, na temporada passada, foi, sem dúvida alguma, importante na perda do título. Desta vez o Lakers espera que nenhum imprevisto venha atrapalhar seu projeto de ser novamente campeão, o que não acontece há seis temporadas.

O campeonato, no entanto, não ficará restrito a Boston e Lakers. Outras franquias entram para valer na competição buscando conquistar o título. Do lado do Leste, Cleveland, que tenta ser campeão pela primeira vez, e Detroit, que já ganhou três títulos, são fortes concorrentes, enquanto que no Oeste há um concorrente a mais: New Orleans – outro que ainda não sentiu o gostinho de ser campeão –, o bicampeão Houston e o tetra San Antonio.

LeBron é a grande esperança do Cleveland. É uma máquina de pontuar; foi o cestinha da temporada passada com uma média de exatos 30 pontos por partida. O Cavs manteve a base, o que também foi feito pelo Detroit, que não tem uma estrela como o Cleveland, mas conta um conjunto que poucas equipes na NBA têm. E uma defesa de dar inveja a qualquer rival.

É exatamente no conjunto que o New Orleans aposta, além da qualidade de seu armador Chris Paul – o melhor da NBA. David West e Tyson Chandler completam o triângulo de craques do time, que ainda ganhou o reforço do ala James Posey, campeão com o Celtics no campeonato passado, excelente arremessador de três nos momentos chaves, como Robert Horry fez com Lakers e San Antonio.

O Houston vem com o reforço do maluco do Ron Artest. Joga muito, mas pode ter uma recaída durante a temporada e, com isso, comprometer o trabalho. Se tiver com a cabeça boa, ao lado de Tracy McGrady, Luis Scola e Yao Ming com certeza fará do Rockets uma das forças deste campeonato.

O Spurs está envelhecido, é verdade, mas não dá para desprezar a força de Tim Duncan. Tony Parker rivaliza com Paul na primazia da armação das jogadas na NBA, enquanto que Manu Ginóbili, se tiver com o joelho zero bala, com certeza vai decidir muitas partidas em favor do time texano, como fez nos três títulos conquistados.

Zebras?

Do lado do Leste, o Orlando, que tenta chegar pela segunda vez a uma final e, agora, ganhar o título. Não que o time não tenha condições de ganhar a competição. Tem, mas são nanicas se comparadas com Boston, Cleveland e Detroit. De qualquer maneira, time que tem um jogador como o pivô Dwight Howard – seguramente o melhor da NBA – não pode ser encarado como carta fora do baralho de jeito nenhum. Além de Dwight, o Magic conta também com Rashard Lewis, um dos novos craques da liga, ótimo pontuador, o que ajuda tirar o peso em cima de Howard.

Vale destacar também o Miami, que tem um título de campeão. Dwyane Wade está em forma e animadíssimo com o ouro olímpico conquistado em Pequim. Terá a seu lado não apenas a força do ala/pivô Shawn Marion, mas também a companhia de Michael Beasley, o segundo escolhido no draft deste ano, que muitos apontam como provável “Rookie of the Year”.

Do lado do Oeste, o Utah pode ser a surpresa. Vale para o time de Salt Lake City o mesmo que eu disse para o Magic: não que o time não tenha condições de ganhar a competição, mas sua força é menor se comparada com Lakers, New Orleans e San Antonio. De todo o modo, a inteligência do técnico Jerry Sloan e a qualidade do armador Deron Williams aliada ao ala Carlos Boozer são importantes trunfos para o Jazz tentar vencer seu primeiro campeonato na NBA depois de duas tentativas fracassadas diante do Chicago de Michael Jordan.

Estas são as principais forças, a meu ver, para ganhar o título desta temporada.

Mas vamos ver como ficam os classificados em cada conferência. Na minha opinião – quero ver a de vocês também – ficará assim:

CONFERÊNCIA DO LESTE

1 – Boston*
2 – Cleveland*
3 – Detroit
4 – Miami
5 – Orlando*
6 – Philadelphia
7 – Chicago
8 – Washington

CONFERÊNCIA DO OESTE

1 – Lakers*
2 – New Orleans*
3 – Houston
4 – Utah*
5 – San Antonio
6 – Dallas
7 – Phoenix
8 – Portland

* campeão de divisão

Nos playoffs, ficaria assim:

LESTE
1ª. rodada
Boston elimina o Washington
Cleveland passa pelo Chicago
Detroit vence o Philadelphia
Orlando ganha do Miami

2ª. rodada
Boston elimina o Orlando
Cleveland passa pelo Detroit

Final da Conferência Leste
Boston ganha do Cleveland

OESTE
1ª. rodada
Lakers atropela o Portland
New Orleans faz o mesmo com o Phoenix
Idem para o Houston com o Dallas
Utah bate o San Antonio

2ª. rodada
Lakers elimina o Utah
New Orleans passa pelo Houston

Final da Conferência Oeste
Lakers ganha do New Orleans

FINAL DA NBA
Lakers vai à forra e vence o Boston em seis partidas

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