22/11/2009 - 15:32
Nenê Hilário voltou a jogar bem com a camisa 31 do Nuggets. Na vitória de ontem sobre o Chicago por 112-93, o são-carlense fez dez pontos e apanhou nove rebotes.
Mais do que isso: limitou Joakim Noah a apenas oito rebotes, quebrando uma sequência de oito jogos do filho de Yannick com um duplo dígito nos ressaltos.
Aliás, o respeito que jornalistas, torcedores e o povo de Denver — e também do Colorado — têm para com o brasuca é empolgante.
Nenê (foto Reuters em jogada contra Joakim Noah) é sempre focalizado pelas câmeras de tevê, é aplaudido quando surge a oportunidade e respeitado por todos os companheiros. No prélio de ontem, quando saiu para descansar, Scott Hastings, ex-jogador do próprio Denver, comentarista da Altitude Television, falou: “Sem Nenê o Denver perde em intensidade em seu jogo interior”.
E perde mesmo.
Kenyon Martin e Chris Andersen não têm a qualidade de jogo de Nenê. São guerreiros — especialmente Birdman —, mas tecnicamente não se comparam ao são-carlense.
Ao lado de Chauncey Billups e Carmelo Anthony, forma o pilar que sustenta a franquia nesses últimos anos. Basquete vistoso, eficiente e admirado por todos.
A seleção e a torcida brasileira aguardam ansiosamente por sua chegada, Nenê. Ano que vem, na Turquia, você terá a missão de comandar esse time em quadra.
VAREJÃO
Nosso outro brasuca na NBA teve atuação tímida na rodada deste sábado. Ontem, na vitória do Cleveland sobre o Philadelphia por 97-91, foram quatro pontos e sete rebotes; mas houve dois tocos também, que a gente não pode e nem deve desprezar.
Ficou 27 minutos em quadra; J.J. Hickson jogou 32. Hickson, que tomou conta da posição, marcou 14 pontos.
Pontuar é muito importante no Cavs. Tira um pouco da pressão em cima de LeBron James.
Não é fácil ficar o tempo todo tendo a responsabilidade de pontuar. Pontuar, pontuar, pontuar; não deve ser fácil interpretar esse papel.
Por isso, Hickson tomou a vaga de Varejão. Desde que isso aconteceu, a média do ex-pivô de North Carolina State passou de 2.5 pontos para 15.7 pontos por jogo.
Os números justificam a predileção de Mike Brown por Hickson neste momento.
Mas a temporada está apenas começando. Varejão tem ótimos serviços prestados pela franquia.
Aliás, todos reconhecem isso. Não fosse assim, não o Cavs não estaria pagando US$ 6.36 milhões para o capixaba jogar esta temporada.
CONSTRANGEDOR
É de dar pena, é de partir o coração o momento em que vive o New Jersey. É a única franquia que não conseguiu vencer no campeonato.
Foram 13 jogos e 13 derrotas. Perdeu seis jogos em casa e sete fora. O pior início na história da franquia.
Ontem o time foi dobrado pelo New York (isso mesmo, pelo New York!) dentro de casa, por 98-91. É de dar pena, é de partir o coração.
O Nets cai na estrada a partir de terça-feira. Serão quatro jogos longe do Garden State. Na ordem: Denver, Portland, Sacramento e Lakers.
Alguém aposta em vitória do New Jersey?
Se o Nets ganhar um jogo, eu pago a próxima rodada. Já avisei o Labica.
ALELUIA!
JP e a galera que torce pelo San Antonio deve estar de ressaca neste domingo. Tomaram todo o estoque de cerveja do nosso botequim.
O time voltou a vencer depois de três derrotas consecutivas! E a vítima não pode ser desprezada: Washington (106-84).
Colocar 22 pontos em cima do Wizards, com Gilbert Arenas, Antawn Jamison e Caron Butler não é mole não; e foi o que aconteceu.
Os Três Tenores só não estiveram afinadíssimo porque Manu Ginobili, contundido, ficou com trajes civis vendo a partida do lado de fora. Em compensação, Tony Parker (fotro AP) cravou 17 pontos, oito assistências e seis rebotes, enquanto que Tim Duncan marcou 16 pontos, nove rebotes e sete assistências.
Uma dupla da pesada, que provocou muito barulho no AT&T Center.
Richard Jefferson aos poucos vai se entrosando com o time e com o sistema de jogo de Gregg Popovich. Marcou 15 pontos, mas o mais importante é que anulou Butler, que ficou limitado a míseros oito pontos, ele que tinha 17.7 pontos de média por partida.
Foi a quinta vitória do Spurs na temporada. Todas elas dentro de casa.
Isso preocupa.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Bulls, Chicago, Denver, Joakim Noah, LeBron James, Nenê Hilário, Nuggets, Tim Duncan, Tony Parker
20/11/2009 - 13:28
Foi uma festa em Los Angeles. E nem poderia ser diferente; afinal, pela primeira vez nesta temporada Phil Jackson pôde contar com seu quinteto titular.
Pau Gasol voltou. E voltou em grande estilo.
Depois de ficar sentado os 11 primeiros jogos do Lakers, o espanhol debutou nesta temporada com 24 pontos e 13 rebotes. Disparado, o melhor jogador em quadra na vitória dos amarelinhos diante do Chicago por 108-93.
“Eu estava com saudades [de jogar]”, disse Gasol depois da partida. E veio com fome de bola, como vimos. “É muito legal estar na quadra com a rapaziada e jogar diante de nossa torcida. Não esperava ser tão efetivo como fui, mas meus companheiros me acharam várias vezes durante a partida e tudo ficou mais fácil”.
A festa de Los Angeles não foi celebrada apenas pelo retorno de Gasol. Kobe Bryant, ao bater um par de lances livres no terceiro quarto, ultrapassou Kareem Abdul-Jabbar e transformou-se no segundo maior artilheiro da história do time de Los Angeles.
Tem agora 24.182 pontos. Kareem ficou a ver navios com seus 24.176 tentos; é o terceiro colocado.
O grande artilheiro da franquia segue sendo Jerry West, o único jogador na história da NBA a ser eleito o MVP das finais mesmo com seu time tendo sido derrotado (1972, Boston campeão). West, ao longo de suas 14 temporadas com a camisa do Lakers anotou 25.192 pontos.
Mais uma temporada e Black Mamba ultrapassa West e entra para a história como o maior pontuador da história do Los Angeles Lakers.
No jogo de ontem fez 21 pontos (aproveitamento muito ruim nos arremessos: 7-21), nove rebotes e oito assistências.
Pode tornar-se o maior de todos na história da franquia? Longe disso; o maior de todos jamais será superado: Earvin Magic Johnson.
AUSENTE
Não vi Magic Johnson em sua habitual poltrona no Staples Center — atrás da cesta do lado esquerdo, bem próximo ao banco de reservas do Lakers. Deve ter tido um compromisso e tanto para perder um jogo de seu time do coração.
Ou será que ele achou que a partida era barbada? — como foi. Pode ser.
É, pode ser, pois a vitória de ontem foi a quinta seguida do Lakers diante do Chicago. A última do Bulls diante do Los Angeles foi em 2006.
Rose observou depois da partida que o Chicago se matava em quadra para atacar e defender; o Lakers, ao contrário, fazia tudo com muita tranquilidade. “Eles fazem isso [o jogo] parecer muito fácil”.
Pro Lakers é mesmo, pois o time é o mais forte da NBA. Para os outros… bem, se eles tivessem o que os amarelinhos têm, tudo ficaria muito mais fácil também.
Pelo jogo de ontem, com o quinteto completo, é que eu cravo na bolsa de apostas: o campeão da temporada será o Lakers.
CALIBRE
Qual é o verdadeiro Derrick Rose, o do primeiro tempo ou do segundo?
Na etapa inicial, D-Rose teve o seguinte desempenho: 2-11. Na final, 7-9.
Terminou a partida com 20 pontos e seis assistências, mas foi um desastre no primeiro tempo, comprometendo os planos do time para a partida. O Bulls virou atrás em 11 pontos (53-42).
Rose entortou o aro com seus arremessos imprecisos. Nem mesmo uma simples bandejinha ele acertou.
Qual é o verdadeiro Derrick Rose?
GUERREIRO
Joakim Noah fez 12 pontos e pegou 15 rebotes. Foi sua décima noite, das últimas onze, que ele teve um duplo dígito nos ressaltos.
Lidera o campeonato neste fundamento, com uma média de 12.6 por prélio disputado.
Um guerreiro. Calou a boca de muitos — inclusive a minha.
Não dava um tostão furado para o filho de Yannick Noah. Mas ele tem provado neste início de temporada que é o melhor jogador do Chicago.
Ou alguém duvida?
TABU
Caiu em San Antonio. O Utah venceu o Spurs, no Texas, pela primeira vez desde 1999!
Havia, portanto, uma década que o time da cidade do lago salgado não conseguia dobrar o alvinegro texano em território inimigo. Traduzindo em partidas: 20 jogos sem ganhar.
O San Antonio, é bom frisar, está em pandarecos. Joga sem Tony Parker e Manu Ginobili.
Por mais que Richard Jefferson se esforce em quadra, ele ainda carece de entrosamento com o resto do time. Fez 16 pontos, ajudou muito, mas, como disse, o San Antonio está em pandarecos neste momento.
Tim Duncan, sozinho, não aguenta a parada. Timmy já é veterano e sente o peso da idade — tanto que até já cogita a aposentadoria.
O San Antonio perdeu sua terceira partida seguida. Dos últimos sete encontros, curvou-se ao oponente em cinco deles.
Do jeito que o barco navega, o Spurs pode comprometer sua temporada. Mesmo ela tendo acabado de começar.
TRIVIA
O Phoenix perdeu para o New Orleans! New Orleans que está de técnico novo (nem sei o nome dele de tão inexperiente que é), sem Chris Paul e que vinha de uma campanha de quatro vitórias e sete derrotas, fora do G-8 do Oeste.
E mais: David West, um dos pilares da equipe, passou parte do jogo no banco por causa das faltas.
Mesmo assim, o Phoenix perdeu.
Pergunto: acidente de percurso ou o time voltou à sua realidade?
ACOMODADO
Assim está Leandrinho Barbosa no Phoenix. Pouco joga, não é mais a primeira alternativa para o treinador resolver seus problemas ou mesmo descansar seus titulares.
Jogou apenas 17 dos 48 minutos disponíveis. Anotou 11 pontos, mas marcou sua presença em quadra pelos três roubos de bola.
Um desperdício; poderia estar em outro lugar.
Ninguém me tira da cabeça: Leandrinho acomodou-se em Phoenix. Vive confortavelmente no deserto, é figura querida na comunidade local, dá-se bem com todos na franquia; enfim, mudar pra quê?
Respondo: pra encontrar seu basquete, que está adormecido no Arizona.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Chicago, Derrick Rose, Kobe Bryant, Lakers, Leandrinho Barbosa, Manu Ginóbili, Pau Gasol, Phil Jackson, Phoenix, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker
11/11/2009 - 11:53
Seguramente foi o final mais emocionante desta temporada. Infelizmente, vítima do apagão que vitimou 12 Estados (entre eles São Paulo) da nação mais o Distrito Federal, não assisti ao vivo; vi agora pela manhã.
Valeu ou não valeu? A bola ainda estava nas mãos de Brad Miller ou não?
Creio que ainda estava. Portanto, o trio agiu muito bem ao anular a cesta milagrosa de Miller e “tirar” a vitória do Chicago e passá-la para o Denver.
Mas que foi doído, isso foi.
Quem ainda não conhece a história, vamos a ela.
Faltava 1:55 minuto para o final do jogo quando Kenyon Martin, ao receber um passe de JR Smith (que voltou após suspensão de sete partidas), enterrou e aumentou a vantagem do Denver para quatro pontos: 87-83.
No ataque seguinte, Luol Deng tentou uma bandeja, mas tomou um toco de Nenê, que ainda pegou o rebote. No ataque colorado, o são-carlense cometeu um equívoco ao andar com a bola, isso a 1:19 do fim.
Dez segundos depois, Kirk Hinrich encestou uma bola dupla: 87-85 para o Nuggets.
O mesmo Hinrich desarmou Chauncey Billups quando o cronômetro mostrava que faltavam 56 segundos para o fim da partida. Tempo do Chicago.
O ataque seguinte ao tempo solicitado pelo Bulls foi emocionante: John Salmons errou um chute de três; Hinrich pegou o rebote e entregou a bola para Joakim Noah, que tentou a bandeja, mas tomou um toco de Martin; Derrick Rose ficou com a sobra e empatou o jogo em 87 pontos.
Faltavam 33 segundos para o final.
O Denver bateu o fundo bola e 20 segundos depois de tomar a cesta que empatou o prélio, Carmelo Anthony, da ponta esquerda do ataque colorado, encestou uma bola de dois: 89-87.
Treze segundos para o final da partida; tempo de 20 segundos para o Chicago.
Billups faz falta em D-Rose no ataque tricolor e o “muleque” do Bulls acerta os dois tiros, mostrando uma frieza impressionante para quem está há pouco mais de uma temporada na NBA. Jogo empatado novamente: 89-89.
Dez segundos para o final, o Denver bate o fundo bola e Hinrich faz falta em Billups. O armador do Denver vai para a linha do lance livre com o cronômetro marcando 0.6 segundo para o final.
Billups acerta o primeiro e coloca o Nuggets na frente em 90-89. Erra o segundo propositalmente para que o relógio corresse, certo de que quando Noah segurasse o rebote o tempo estaria zerado.
Não zerou; falta ainda 0.3 segundo para o fim do jogo.
Tempo do Chicago.
Lateral bola no ataque. Hinrich passa para Miller, que pega e arremessa: bingo!
A bola entrou, os jogadores do Bulls e os 21.409 torcedores que lotaram o United Center abraçavam-se como se o time tivesse conquistado o campeonato. Mas o trio de arbitragem, corretamente, recorreu ao monitor para ver se a cesta valeu ou não.
Depois de dez minutos debruçados diante da tela, Matt Boland, Mark Wunderlich e Eric Dalen constataram que a bola ainda estava nas mãos de Miller quando o cronômetro zerou.
Denver 90-89 Chicago.
Foi doído, mas foi o correto.
Por hoje é só.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Bulls, Carmelo Anthony, Chauncey Billups, Chicago, Denver, Derrick Rose, Joakim Noah, Kirk Hinrich, Nenê, Nuggets
09/11/2009 - 21:48
Depois de ler a matéria de ontem do Peter Vecsey no “New York Post” (indicação de um dos parceiros deste botequim), eu, como torcedor confesso do Bulls, fiquei todo entusiasmado com a possibilidade de LeBron James ir para o Chicago. Vecsey, para quem não sabe, é um dos jornalistas mais bem informados sobre NBA.
Peguei meu celular e rapidamente mandei uma mensagem para um amigo, torcedor do Lakers, e que sabe quem Vecsey é. Escrevi:
“Peter Vecsey disse que LeBron pode ir para o Bulls!!!”.
Meu amigo rapidamente respondeu:
“Mais dez anos de fila para o Chicago…”
Eu rebati:
“Essa foi boa!!! Mas a diferença é que o Chicago tem camisa e o Cavs não tem”.
Meu amigo não se deu por vencido e replicou:
“Chicago tem camisa? Essa tb foi boa!!!”
Rebati:
“Ué, vc se esqueceu dos 6 títulos da era MJ?”
Não deu nem um minuto e o celular apitou novamente, indicando o recebimento de nova mensagem. Era do meu amigo novamente. Dizia ela:
“Tirando a década de 90, não tem mais nada de história. Tem tanta tradição qto o Spurs”.
Devolvi dizendo o seguinte:
“Bem, seguindo sua lógica, só tem dois times na NBA: Lakers e Boston”.
Novo apito do celular:
“Exatamente”.
Pois é, torcedor do Lakers, com todo o respeito, é duro de aguentar. Sim, pois os amarelinhos estão cheio de títulos e sempre chegando.
É por isso que eu digo: o Lakers é o São Paulo da NBA. E o Chicago é o Santos: teve o maior jogador de todos os tempos e depois daquela fase, pouca coisa mais.
Sabe o que é engraçado nessa história? Este meu amigo torcedor do Lakers é torcedor fanático sabe de quem? Do Santos…
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Chicago, Lakers, LeBron James, Michael Jordan
08/11/2009 - 16:10
No caso, americano. Quem assistiu ao jogo Chicago x Charlotte? Quem viu, deve ter constatado.
O ala John Salmons, do Bulls, terminou o primeiro quarto com a mão quente: 14 pontos. Não fosse sua performance e o Cats teria aberto uma grande diferença ao final do período, que terminou em 28-26 para o time da Carolina do Norte.
A 12 segundos do final do quarto em questão, o técnico do Chicago, Vinnie Del Negro, tirou Salmons do jogo, para descansar, claro. Em seu lugar fez entrar Janero Pargo. Deixou Salmons (foto AP) do lado de fora por 5min08seg.
Resultado: o Charlotte abriu uma diferença de nove pontos, 40-31. Salmons voltou correndo para a quadra, mas sem o ritmo do primeiro quarto.
Nos três seguintes, anotou 13 pontos. Terminou a partida com 27, mas se Del Negro não tivesse deixado-o mofando no banco de reservas por mais de cinco minutos, seguramente ele teria feito muito mais.
Por que fazer isso?
É mania de treinador; especialmente americano.
O jogador está bem, com a mão quente, pra que tirá-lo da partida? Pra descansar? Ora, há dois bons minutos disponíveis na troca de um quarto para o outro, suficientes para um refresco para o corpo e mente.
Além disso, Salmons não é um veterano como Shaquille O’Neal, por exemplo. Tem 29 anos e preparo para aguentar um jogo inteiro se possível.
Neste campeonato, seu melhor desempenho foi no cotejo de ontem, quando marcou os já mencionados 27 pontos. Depois desta marca, sua melhor exibição ofensiva foi na derrota diante do Miami, quando anotou 17 tentos.
Então, se o cara está inspirado, por que tirá-lo de quadra?
Mania de treinador; no caso, americano.
Mesmo assim, o Chicago venceu. Foi às duras penas, mas venceu: 93-90.
RODADA
O Denver voltou a decepcionar seus fãs. A sova, agora, foi em Atlanta. O time do brasileiro Nenê Hilário foi derrotado por 125-100. Como disse, uma surra. O são-carlense anotou 12 pontos e pegou sete rebotes. O desempenho do Nuggets nos dois últimos jogos deixa-me com a pulga atrás da orelha quanto ao futuro do time nesta temporada.
O Boston venceu o New Jersey, fora de casa, por uma dezena de pontos de vantagem: 86-76. Mas foi difícil. O jogo foi parelho em sua maior parte e o Nets chegou a liderar o marcado em várias oportunidades. O time perdeu a inspiração ofensiva, mas a defensiva, como os números provam, não.
E o New York? Será que os caras não percebem que Mike D’Antoni é um treinador completamente sem inspiração — pelo menos no momento? O time perdeu ontem, mais uma vez na competição (a sexta, diga-se, contra apenas uma vitória), agora para o Milwaukee, por 102-87. Vocês acham que LeBron James vai trocar o Cleveland por uma franquia tão caída como o New York? Eu não acredito.
Quanto ao Memphis… bem, este merece um capítulo à parte.
FIM DA LINHA?
O Memphis foi a Los Angeles e foi derrotado pela sexta vez no torneio — a quinta fora de casa. Tem apenas uma vitória na temporada.
Quem aproveitou para tirar uma lasquinha foi o Clippers: 113-110.
Mas não é apenas a derrota que preocupa. Allen Iverson pediu dispensa para resolver problemas particulares e disse não ter data para retornar.
A pergunta que não quer se calar é: voltará?
Duvido.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Allen Iverson, Bulls, Charlotte, Chicago, Denver, John Salmons, LeBron James, Memphis, Nenê Hilário, Shaquille O'Neal, Vinnie Del Negro
06/11/2009 - 11:52
A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.
Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?
Improvável, mas não impossível.
Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.
O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.
Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.
Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.
Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.
Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.
Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.
Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.
E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.
Apenas um jogador é suficiente.
Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?
FELICIDADE
Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.
Mas não é que o time venceu?
O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.
E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.
LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.
O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.
Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.
Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!
IRREGULAR
O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.
Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.
A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.
Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.
Até o jogo de ontem.
Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.
A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Bulls, Carlos Boozer, Chicago, Cleveland, Jazz, Joakim Noah, LeBron James, Luol Deng, San Antonio, Shaquille O'Neal, Tim Duncan, Utah
31/10/2009 - 12:45
Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.
Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).
Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.
Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.
Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.
Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.
Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.
SURPRESA
O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.
Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.
Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.
Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.
REALEZA
Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.
Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.
Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.
Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.
ALARME
Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.
Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.
Estava impossível.
Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.
Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.
Orlando 95-85 New Jersey.
QUARTETO
Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.
Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.
O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.
E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.
Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.
Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.
Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.
Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?
Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.
Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.
E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!
Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).
Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.
Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.
Jogo, aliás, para ser esquecido.
COMPARAÇÃO
Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?
Pensem nisso.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Boston, Bulls, Celtics, Chicago, Cleveland, Dallas, Derrick Rose, Dirk Nowitzki, Dwight Howard, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, Leandrinho Barbosa, LeBron James, Michael Jordan, Paul Pierce, Phoenix, Rajon Rondo, Ray Allen, Steve Nash, suns, Vince Carter
30/10/2009 - 13:00

Derrick Rose em ação (Reuters)
Foi uma noite de expectativas para os torcedores do Bulls. Na noite de estréia, como o time se comportaria diante de uma das forças da NBA na atualidade? Como se comportaria sua maior estrela, incomodada com uma dor no tornozelo direito que o deixou de fora praticamente de toda a “Pre-Season”?
Duas horas e meia depois de a bola ter subido pela primeira vez, e os 21.412 fãs espalhados pelas confortáveis poltronas do United Center, mais os milhões (milhões? creio que sim, só na China…) esparramados pelo resto do planeta respiraram aliviados; e esperançosos.
O Chicago promete esta temporada. Pelo menos de levarmos em consideração o que vimos ontem à noite.
Sim, pois dobrar o San Antonio do jeito que dobrou é para poucos. Limitou o time texano a cerca de 80 pontos (chegou a 85 por relaxo do tricolor de Illinois nos segundos finais) e se não encontrou antídoto para conter Tim Duncan (o que, convenhamos, poucos conseguem), limitou o jogo dos demais.
Tony Parker anotou míseros oito pontinhos (4-11 nas bolas de dois; nenhum arremesso de três), Richard Jefferson a nove (está devendo neste início de campeonato), Michael Finley a seis (está velho) e fez Roger Mason zerar — o que é muito raro de ocorrer.
Manu Ginobili foi o único, além de Timmy, a ter um duplo dígito nos pontos. Chegou a dez, mas também não foi aquele jogador encantador que a gente conhece: acertou apenas três de seus 11 tiros.
E mais: o Chicago foi melhor nos rebotes (52-44), nas assistências (20-15), nos tocos (9-5) e errou menos (9-13).
Por tudo isso, o resultado final de 92-85 para o Bulls foi absolutamente justo
MULEQUE!
O Daniel Sanchez escreveu “muleque” ao invés de moleque referindo-se a Derrick Rose — ou foi a Ty Lawson? Não importa; o que nosso parceiro de botequim fez foi, como se diz, permitir-se uma licença poética.
Mas gostei do muleque. Daqui para frente, se o Daniel permitir é claro, quando escrever muleque ao invés de moleque ao me referir principalmente a Derrick Rose, por favor, considerem também como uma licença poética.
É carinhoso, pois o termo é muitas vezes pejorativo.
D-ROSE
Derrick Rose jogou muita bola. O muleque anotou apenas 13 pontos, mas recheou sua atuação com sete assistências e igual número de rebotes.
Roubou uma bola e ainda deu um toco!
Em 33 minutos em quadra, mostrou por que foi eleito o melhor novato da temporada passada. Sabe jogar e fazer seus companheiros jogarem.
É hábil, seu “cross-over” faz-me lembrar os de Tim Hardaway (ele quase fez Tony Parker torcer o tornozelo no último quarto), suas investidas são no melhor estilo de Chris Paul e sua inteligência lembra-me a de Magic Johnson… tudo bem, exagerei, exagerei, eu sei. Deve ter sido fruto da empolgação de torcedor.
Mas que Derrick Rose joga muita bola, disso ninguém duvida. O muleque promete mais shows desses durante a temporada.
Hoje à noite ele visita Boston. E espera rodar o filme dos playoffs passados, principalmente na primeira partida no TD Banknorth Garden, quando destruiu o Celtics.
Um teste e tanto, pois o Boston é um dos melhores (se não o melhor) times da temporada.
A noitada está garantida. Pelo menos para nós, torcedores do Bulls — bem como os do Celtics, é claro.

Nenê, Greg Oden e Brandon Roy (Reuters)
MADURO
Carmelo Anthony destruiu o Blazers ontem à noite em Portland. Creio que foi nosso parceiro Pedro Mota quem reclamou da falta de reconhecimento ao jogo de Melo.
E ele tem razão; pouco se fala do ala do Denver.
Ontem à noite, como eu disse, ele destruiu o Blazers em Portland. Marcou 19 de seus 41 pontos no último quarto e levou o Nuggets à sua segunda vitória na temporada: 97-94.
Coloquei nas minhas previsões o Denver na final do Oeste contra o Lakers. Muitos apostam no San Antonio (ótima aposta também), mas eu acho esse time do Denver bem redondinho.
Nenê Hilário fez sete pontos (2-7, ruim), mas contribuiu com 11 rebotes (três no ataque, muito bom). Mas mais uma vez deixou a quadra com seis faltas.
Nenê precisa se controlar.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Carmelo Anthony, Chicago, Derrick Rose, Manu Ginóbili, Nenê Hilário, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker, Ty Lawson
11/10/2009 - 23:16
A empolgação em Boston cresce como bolo que vai ao forno. Ou seja: a olhos vistos.
Alguns jogadores do Celtics garganteiam, para todos ouvirem, que o time vai quebrar o recorde do Chicago, que na temporada 1995-96 somou 72 vitórias — o melhor desempenho na história da NBA.
Rasheed Wallace (foto AP ao lado de Ray Allen), por exemplo, a mais nova aquisição do alviverde de Massachusetts, declarou seu entusiasmo em relação ao time e à temporada: “Nós temos talento e vontade para isso [bater o recorde do Bulls]. E temos defesa também. Sinceramente, acredito nisso. Aquele foi um bom time [Chicago], eles tinham alguns ‘hall of famers’ por lá, mas acho que nós temos um pouco disso também”.
Sei…
Reggie Miller, comentarista da TNT, acha que outro time é que tem condições de que bater o recorde do Bulls: o Lakers.
“Do jeito que esse time foi arquitetado, eles têm condições para isso [quebrar o recorde do Chicago]”, disse Miller. O ex-ala do Indiana afirmou categoricamente que o Lakers tem hoje a melhor equipe de basquete do planeta.
“O Lakers tem talento e contundência [de jogo]”, disse Miller.
Tudo o que foi dito por Rasheed Wallace e Reggie Miller só não se aproxima (na minha opinião) da verdade por um pequeno detalhe: nem Boston e nem Lakers têm em seu elenco um Michael Jordan.
Pequeno detalhe?
Claro que não — é apenas deboche da minha parte.
FORÇA
De todo o modo, Lakers e Boston são os dois melhores times da NBA no momento. Têm tudo para repetir a final de há duas temporadas.
Para isso, no entanto, os jogadores chaves têm que estar aptos durante toda a temporada. As previsões desabam se Kevin Garnett, por exemplo, não recuperar a velha forma; ou se Ron Artest esmurrar alguém e for suspenso de todo o campeonato.
MOLEQUE
No sentido pejorativo.
É isso o que eu posso dizer do comportamento de Stephen Jackson. O ala do Golden State, no jogo contra o Lakers, sexta-feira à noite, fez cinco faltas e tomou uma técnica com menos de dez minutos em quadra.
Por isso mesmo, foi para o vestiário mais cedo. Resultado: Don Nelson, técnico do Warriors, suspendeu-o por dois jogos — sem pagamento.
O desfalque em seu bolso já é grande, pois o jogador foi multado recentemente pela NBA em US$ 25 mil por ter dado declarações públicas dizendo que não queria mais jogar pelo Golden State.
“Em meus 30 anos como treinador jamais suspendi um jogador”, disse Nelson. “Talvez eu devesse tê-lo feito em algumas ocasiões, mas nunca o fiz. Eu evito mexer no bolso de um jogador”.
Mas não desta vez não houve jeito, finalizou Don Nelson.
NENÊ
O são-carlense fez uma grande partida na maravilhosa Wukesong Arena de Pequim, onde aconteceram os torneios masculino e feminino dos Jogos Olímpicos.
Foram 21 pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois tocos na vitória do Denver sobre o Indiana por 128-112. Parece que Nenê está recuperando a velha forma; tomara.
Carmelo Anthony, que matou saudades do ginásio, foi o cestinha do time e da partida com 45 pontos. Pegou ainda nove rebotes.
Partidaço.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Boston, Bulls, Carmelo Anthony, Celtics, Chicago, Denver, Don Nelson, Golden State, Lakers, Nenê, Rasheed Wallace, Reggie Miller, Stephen Jackson
10/10/2009 - 20:32
O Lakers voltou ontem ao Forum de Inglewood. Lá esteve durante 32 temporadas; de 1967 a 1999.
Nesse período, foram seis títulos conquistados; e muitas memórias. A principal: a época do “showtime”, cujo time encantou o planeta na década de 1980 com um esquadrão comandado por Magic Johnson, o maior armador da história do basquete mundial.
A volta não foi das melhores: o time atual, comandado por Kobe Bryant, foi batido pelo Golden State por 110-91. Mas isso pouco importou para os 17.505 fãs que retornaram ao antigo lar dos amarelinhos.
O ambiente não era de disputa; mas sim de recordações.
O cantor Jeffrey Osborne, por exemplo, que entoou o hino americano pela primeira vez no Forum em um jogo do Lakers, repetiu a dose ontem. Nas poltronas, os torcedores iam relembrando isso e aquilo; um título aqui, outro ali; um craque, outro craque, vários craques.
Vocês querem saber qual é a minha recordação do Forum de Inglewood? Pois não: foi lá que o Chicago conquistou seu primeiro título na NBA.
Foi em 1991, quando Michael Jordan entrou na maioridade. Comandou o tricolor de Illionois diante dos favoritos angelinos e fechou a série em 4-1. Foram três vitórias consecutivas dentro do Forum.
Inesquecível, que me perdoem os torcedores do Lakers.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Chicago, Golden State, Kobe Bryant, Lakers, magic johnson, Michael Jordan, NBA
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