Charles Barkley | Fábio Sormani

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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quarta-feira, 11 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 17:53

KOBE DIZ QUE SELEÇÃO ATUAL DOS EUA GANHARIA DO DREAM TEAM

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O time americano que vai a Londres já treina em Las Vegas. E sempre que um time americano se reúne para representar o país, a pergunta é a mesma: essa esquadra seria capaz de ganhar do time de 1992? O primeiro e único Dream Team? Aquele que recuperou o orgulho americano por seu basquete? Aquele que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird?

Kobe Bryant (foto USA Basketball) foi perguntado sobre isso nesta quarta-feira na capital mundial do jogo. Cheio de dedos, não querendo meio que colocar o dedo na ferida, talvez temendo criar polêmica e não suportar as críticas, Kobe respondeu:

“Eles tinham jogadores mais altos do que nós. Jogadores como (David) Robinson, (Patrick) Ewing e (Karl) Malone, aqueles caras todos. Mas eles estavam também — especialmente os “wing players” [alas-armadores e alas] — estavam também mais velhos, quase que no final de suas carreiras. Nós temos um grupo de jovens “racehorses”, jovens ávidos por competir… Então, eu não sei. Seria muito difícil, mas eu acho que nós levaríamos a melhor”.

Uau.

Será mesmo que esse time, sem Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose; esse time que tem Tyson Chandler, James Harden, Andre Iguodala e Kevin Love conseguiria vencer um selecionado, um verdadeiro time dos sonhos, que tinha Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Charles Barkley, Patrick Ewing, Karl Malone e Scottie Pippen?

Ao contrário do que disse Kobe, velhotes naquele time eram apenas Bird, 35, e Magic, 33. Trintões eram Patrick Ewing, Clyde Drexler e John Stockton. Os demais tinham menos de 30. E em final de carreira estavam Bird (que de fato pouco jogou por causa de um problema crônico nas costas) e Magic (por conta do vírus HIV). Além deles, Stockton, por estar contundido, também pouco entrou em quadra. Os demais estavam a todo o vapor, especialmente Barkley, que além de pontuar e pegar rebotes, deu porrada a três por quatro.

Claro que Kobe foi levado por seu lado competitivo. Ele não entra em quadra para perder. Seu time pode ser o pior do mundo, mas Kobe acredita no grupo, acredita que há chances de vencer. Jamais se sente derrotado; apenas quando a partida termina.

Só assim eu consigo entender a declaração de Kobe. De qualquer outra forma eu caio na risada.

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segunda-feira, 14 de maio de 2012 NBA | 19:35

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO JOGO-TREINO ENTRE O DREAM TEAM E OS UNIVERSITÁRIOS

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Um documentário sobre o Dream Team que ganhou o ouro olímpico em Barcelona-92 será lançado em 13 de junho próximo. A informação é do jornal “The New York Times”. Se você não viu ou não sabe, aquela equipe dos EUA, corretamente apelidada de Time dos Sonhos, foi a maior de todos os tempos na história do basquete mundial.

O documentário vai narrar aquele esquadrão de cabo a rabo. E entre outras passagens, fala sobre um jogo-treino que o Dream Team realizou contra um selecionado de jogadores universitários que acabou saindo vencedor de quadra.

Gente mal informada, inocente, incauta e/ou mal intencionada, saiu dizendo por aí que o documentário desmistifica o Time dos Sonhos. Balela. Somente ingênuos para falar ou escrever isso. Ou mal intencionados. Ou aproveitadores. Aquele foi um jogo-treino, onde os jogadores profissionais não estavam no “time” do jogo (por um motivo ou outro) e quando se deram pela coisa tinham perdido o controle da contenda preparatória.

No livro “Michael Jordan — A História de um Campeão e o Mundo que ele Criou”, há uma passagem sobre esse jogo-treino. Abaixo, reproduzo o texto contido no livro e que faz menção ao tal coletivo e a sua consequência. Isso mesmo: sua consequência — que é a parte mais legal da história.

No início da programação do Pré-Olímpico, antes de eles (jogadores e comissão técnica) embarcarem para a Europa, os treinadores organizaram um jogo contra um time de all-stars do basquete universitário, composto em sua maioria de jogadores à espera de entrarem na NBA no ano seguinte. Era um time cheio de talentos, embora ainda imaturos, que incluía Chris Webber (Michigan), Jamal Mashburn (Kentucky), Penny Hardaway (Memphis), Rodney Rodgers (Wake Forest) e Alan Houston (Tennessee). Os treinadores eram Roy Williams (então em Kansas e hoje North Carolina) e George Raveling (USC, atualmente aposentado). Naquele dia em particular, os profissionais estavam sem inspiração, e os universitários jogaram com muita garra. Eles venceram o coletivo por 58-52, com sete cestas de três pontos de Houston. Aquilo já seria ruim o bastante, mas os jogadores universitários, mais audaciosos do que sábios, e infelizmente ignorantes do orgulho que caracteriza o nível superior do mundo no qual eles estavam prestes a entrar, começaram a comemorar. Eles ficaram pulando por um bom tempo e falaram muita bobagem, um pecado mortal dada sua posição na hierarquia do basquete. Vendo-os brincar e conversar com seus superiores como se fossem seus iguais, Roy Williams sabia que eles estavam cometendo um grande erro.

Mais tarde, naquele mesmo dia, Williams jogou golfe com Michael Jordan, Chuck Daly (técnico do Dream Team), Charles Barkley e John Stockton e se desculpou pelo impetuoso comportamento de seus jogadores. “Eu mal pude acreditar que nossos rapazes estavam se vangloriando e falando aquele monte de besteiras”, disse Roy a Jordan, a quem tinha treinado em North Carolina (era assistente técnico de Dean Smith) e de quem sempre fora bastante próximo. “Não se preocupe com isso, coach”, disse MJ. “Nós vamos cuidar deles amanhã”. No coletivo do dia seguinte, quando o árbitro estava para jogar a bola ao alto e começar o jogo-treino, MJ apontou o dedo na cara de Houston e disse: “Você não vai fazer nenhuma cesta de três pontos hoje”. E marcou Houston como se fosse sufocá-lo. Mais tarde, na primeira metade do treino, quando ele teve que sair e dar lugar a Clyde Drexler, Jordan apontou para Houston e disse a Drexler: “Faça tudo para que continue assim”. O que se seguiu foi nada menos que um massacre; ao final do coletivo de 20 minutos, o Dream Team venceu por uma diferença de 38 pontos. Daly queria mais, e decidiu aumentar o trabalho em mais dez minutos. Os profissionais aumentaram então em mais 18 pontos a vantagem, vencendo o jogo-treino por uma diferença de 56 pontos.

Essa é a história do que aconteceu nos dois coletivos entre o Dream Team e o time de universitários. Por conta disso, vamos esclarecer uma coisa:

1) Foram coletivos e não jogos;
2) É possível que a soberba dos profissionais os tenha levado para o buraco no primeiro jogo-treino;
3) O massacre que veio no dia seguinte confirma o que todos sabemos.

E o que sabemos?

Que aquele foi o maior time de basquete de todos os tempos. Somente aproveitadores, gente mal informada, inocente, incauta e/ou mal intencionada pode sair por aí dizendo que o documentário desmistifica o Dream Team.

Ora, façam-me o favor! Que ridículo!

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 NBA | 19:08

ATAQUE OU DEFESA, O QUE É MAIS IMPORTANTE?

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O assunto sempre gera discussão: ataque ou defesa, o que é mais importante num time de basquete?

Claro que os dois são importantes. Mas pergunto: se você fosse um GM de uma nova franquia da NBA e tivesse grana pra contratar apenas um jogador, os dois no auge da forma, quem você contrataria, Dennis Rodman ou Carmelo Anthony?

Claro que o ideal é o híbrido desse jogador. E é por isso que Michael Jordan é tido como o melhor jogador de todos os tempos, embora sua defesa não tivesse o mesmo nível de seu ataque e ele tivesse se destacado pela genialidade de seu jogo ofensivo.

Mas volto a perguntar: quem você contrataria, Dennis Rodman ou Carmelo Anthony?

Rodman, marcando, como o pessoal gosta de dizer, é como ter um pitbull no cangote: ninguém quer ter. E é verdade; era um tormento.

Mas quando Rodman (foto) tomava a bola do adversário, o que ele fazia com ela? Passava o mais rápido que podia, pois ele não conseguia encestá-la. Ele não tinha habilidade com a bola nas mãos, a habilidade dos grandes jogadores, claro.

Melo defendendo é quase que um desastre. Mas com a bola sob poder, é um artilheiro nato, um jogador que sabe destruir defesas adversárias.

Faço agora uma nova pergunta: o que é menos complicado, ensinar Rodman a jogar com a bola nas mãos ou fazer Melo marcar?

Marcação, o próprio Rodman já disse, é questão de “desire”. Isso mesmo: vontade, tesão, empenho, esforço, comprometimento, determinação, interesse. Os adjetivos não passam disso.

Arremessar, dia desses Charles Barkley disse, é a parte mais complicada do jogo. Sem habilidade você não consegue encestar, driblar, encontrar espaços para arremessar, passar.

Então, eu respondo: é mais fácil ensinar Melo a marcar do que Rodman a atacar.

Claro, pois como o próprio Dennis falou, marcar exige do jogador aplicação e força de vontade. Atacar requer do jogador algo que separa os profissionais dos amadores: qualidade técnica.

Vejam meu caso: sempre fui um mão-de-pau na escola. Quando a bola chegava nas minhas mãos era um desastre. Mas eu conseguia marcar, porque eu tinha vontade, eu queria jogar de qualquer maneira. Compensava minha inabilidade com muita correria atrás do meu oponente. Não dava espaço pra ele, fazia o que podia para não deixá-lo jogar. Às vezes eu levava a melhor, às vezes ele saia vencedor.

Mas quando a bola chegava nas minhas mãos…

É disso que eu falo; e concordo com Barkley: o mais difícil é o manejo da bola, é tê-la nas mãos e saber o que fazer com ela. Driblar, conduzir, passar, infiltrar, arremessar.

Se você não sabe fazer isso, não tem jeito: você não será ser um grande jogador. Mas defender, se você tem noção do jogo, mesmo sem ser hábil, você consegue, porque o que você tem que fazer é não deixar o adversário jogar.

Destruir, creiam, é muito mais fácil do que construir.

Por que os americanos dizem que a defesa é o alicerce de um time de basquete? Porque parte-se do princípio que todos sabem jogar com a bola nas mãos.

Se todos são hábeis e geniais, a defesa vai fazer a diferença. Se não forem, de nada vai adiantar marcar como Dennis Rodman, pois no ataque não se chega jamais à cesta.

Se todos são hábeis e geniais com a bola nas mãos, a questão seguinte para se fazer um grande time e um grande jogador é: mostre a eles que se não houver defesa, pode-se ficar no meio do caminho se você encontrar um time que tenha mais vontade de marcar do que você.

E o oposto não é verdadeiro: você jamais vai conseguir fazer um grande defensor atacar com maestria se ele não souber tratar a bola com carinho.

Sem deixar de reconhecer a importância das defesas, por isso o ataque é mais importante que a defesa. Porque se você encontrar os jogadores certos, se você encontrar jogadores que quando pegam a bola a chamam de “você” e não de “vossa excelência”, aí você poderá construir uma grande equipe.

Porque é mais fácil ensinar um jogador marcar do que atacar.

É disso que eu falo e sempre falarei — a menos que alguém me faça mudar de ideia.

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domingo, 13 de novembro de 2011 Sem categoria | 12:42

STERN APONTA AGENTES DOS JOGADORES COMO EMPECILHO PARA FIM DO LOCAUTE

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Os jogadores devem dizer não à última e derradeira proposta recebida pelo sindicato na última quinta-feira. Com isso, poderemos ter cancelada toda a temporada. Será uma tragédia.

David Stern, o comissário da NBA, já encontrou um dos vilões da história: os agentes dos jogadores. Segundo ele, talvez o maior de todos, pois eles estariam sabotando o possível acordo.

Claro que os agentes não são o único “culpado” deste imbróglio todo, mas que Stern tem uma boa dose de razão, isso tem. Os agentes, todos nós sabemos são gananciosos, só pensam no dinheiro e, consequentemente, não estão nem aí para o aspecto esportivo, moral e social.

É assim na NBA e no futebol, por exemplo.

Vejam o caso do Neymar, atacante santista que além de driblar botinadas adversárias driblou a empáfia de europeus falidos que ainda insistem em sustentar a realeza na barriga.

Se dependesse de seu agente, Vagner Ribeiro, Neymar teria ido para o Real Madrid. E por um simples motivo: lá, a joia santista iria ganhar muito mais — se é que de fato iria mesmo ganhar muito mais.

Ribeiro (jocosamente chamado de Vagner Dinheiro) não considera o aspecto pessoal, a felicidade de seu cliente. Para ele, a grafia da palavra felicidade poderia ser mudada para feli$$idade.

Neymar, no Brasil, está ao lado da família e dos amigos. Neymar, no Brasil está ao lado do filho, Davi Lucas, por quem ele tem um amor de pai no sentido mais pleno do sentimento. Neymar, no Brasil, passeia de iate pela ilha do Guarujá, ao lado de duas portentosas mulheres, e não é censurado por ninguém.

Isso é viver. Como disse a manchete da “Folha de S.Paulo” da última quarta-feira: “Europa, pra quê?”

Certa vez eu li em um livro do deputado federal Fernando Gabeira (acho até que não é de cunho dele) onde ele dizia: “Trabalho pra viver; não vivo pra trabalhar”.

Perfeito.

Ser humano que pensa ao contrário, a meu ver, é um infeliz. Ser humano que tira férias e depois de dez dias não vê a hora de voltar a trabalhar, a meu ver, é um ser melancólico.

O trabalho é importante, mas não pode ser o único e nem o principal fator de felicidade do ser humano.

Voltando à NBA e ao locaute, os jogadores têm que estar à procura da felicidade. Claro que eles não podem se sujeitar à pressão patronal, mas também não podem se deixar levar pela ganân$ia dos agentes.

Quando Michael Jordan jogava, seu agente era um cara chamado David Falk. Falk tinha em mãos os principais jogadores da NBA na época. Tanto que a mídia dizia que era ele quem montava os times.

Falk (na foto entre MJ e Charles Barkley) agenciava, além de MJ e Barkley, Moses Malone, Allen Iverson, John Stockton, Dominique Wilkins, James Worthy, Patrick Ewing, Alonzo Mourning, Dikembe Mutombo, Glen Rice e Stephon Marbury, por exemplo.

Sua ganân$ia, o derrubou. Hoje, Falk tem em mãos jogadores medianos. Seu melhor cliente é Elton Brand.

Os jogadores podem dar atenção à palavra de seu agente, mas ela não pode ser a definitiva.

No contexto atual, os agentes atuais estão pre$$ionando os jogadores. E estão tramando também. Tanto que alguns deles já deixaram claro: se o locaute terminar, vão endurecer para negociar com os donos dos times que estão brigando por uma fatia maior no bolo do BRI (Basketball Related Income), que é tudo o que a NBA arrecada.

Elegeram Michael Jordan como principal vilão. Alguns chegaram a dizer que não vão deixar seus jogadores atuar no Charlotte de MJ.

Como assim não vão deixar? Jogador não tem voz-ativa? E a vontade e a felicidade dos jogadores, não conta?

David Stern tem razão: os agentes estão de fato dificultando o processo todo. Já disse a vocês e relembro, pois é importante relembrar uma vez que esta informação tem papel relevante na história: os agentes ficam com 4% do valor dos contratos assinados.

Ou seja: quanto mais de grande monta for, melhor.

Por que eles iriam incentivar os jogadores a dar voz a sentimentos como os de felicidade se eles podem incentivá-los a pensar em feli$$idade?

David Stern não é santo nessa história. História, aliás, que não tem santo em nenhum dos lados. Mas que os agentes são agentes que disseminam a discórdia, disso eu não tenho a menor dúvida.

Seria muito bom para o esporte que esse tipo de personagem fosse banido. Os jogadores poderiam se fazer representar, por exemplo, por advogados no momento de assinatura de contratos. O escritório de advocacia cobra X pelo trabalho e ponto final.

Infelizmente, o agente surgiu em determinado momento da história. Os olhos arregalado$ e gulo$os dos agentes são, de fato, um estorvo muito grande na NBA, no futebol e em qualquer outra modalidade esportiva.

Se os jogadores querem mesmo colocar um ponto final no locaute, eles devem ouvir a voz que vem do coração.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011 NBA | 19:03

OS MELHORES DA NBA NAS TRÊS ÚLTIMAS DÉCADAS

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Dia desses, um parceiro aqui do nosso botequim (que eu não consigo lembrar quem foi e desde já eu me desculpo com ele), pediu para que eu escalasse o meu quinteto titular da NBA na década de 1980.

Disse a ele que precisava pensar. Pensei e escalei não apenas o quinteto titular, mas fiz uma seleção. E mais: ampliei para as décadas de 1990 e 2000.

Certamente eu deixei de fora alguns nomes. Vamos ver o que vocês têm a dizer.

Ah, sim: não coloquei LeBron James, Dwayne Wade e Carmelo Anthony na seleção da década de 2000 porque vou considerá-los como década de 2010. E mais pra frente a gente fala sobre ela.

Vão lá os meus selecionados e seus respectivos quintetos:

DÉCADA DE 80
Armadores
Magic Johnson
Isiah Thomas
Dennis Johnson

Alas-armadores
Joe Dumars
Dr. J

Alas
Larry Bird
Cedric Maxwell

Alas-pivôs
James Worthy
Kevin McHale

Pivôs
Kareem Abdul-Jabbar
Robert Parish
Moses Malone

Quinteto titular
Magic Johnson
Dr. J
Larry Bird
James Worthy
Kareem Abdul-Jabbar

DÉCADA DE 90
Armadores
John Stockton
Tim Hardaway

Alas-armadores
Michael Jordan
Clyde Drexler

Alas
Scottie Pippen
Reggie Miller

Alas-pivôs
Karl Malone
Charles Barkley
Dennis Rodman

Pivôs
Hakeem Olajuwon
Patrick Ewing
Alonzo Mourning

Quinteto titular
John Stockton
Michael Jordan
Scottie Pippen
Karl Malone
Hakeem Olajuwon

DÉCADA DE 00
Armadores
Jason Kidd
Steve Nash
Allen Iverson

Alas-armadores
Kobe Bryant
Manu Ginobili

Alas
Paul Pierce
Dirk Nowitzki

Alas-pivôs
Tim Duncan
Kevin Garnett
Robert Horry

Pivôs
Shaquille O’Neal
Yao Ming

Quinteto titular
Allen Iverson
Kobe Bryant
Paul Pierce
Tim Duncan
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quinta-feira, 16 de junho de 2011 NBA | 12:33

OS “PÉ-FRIOS” DA NBA

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O canal de basquete do iG postou nesta quinta-feira excelente matéria assinada pelo repórter Luís Araújo sobre grandes jogadores da história da NBA que nunca foram campeões.

A lista não é pequena. Por isso, quando mencionamos neste botequim que Charles Barkley, Reggie Miller, Patrick Ewing, Steve Nash, Karl Malone e John Stockton nunca foram campeões apesar de serem fantásticos, há outros atletas espetaculares que nunca colocaram um anel de campeão no dedo.

Vale a pena ler a matéria com atenção. E olhando com atenção a gente pega jogadores do passado que não imaginava que não tinham sido campeões. Exemplo? Elgin Baylor.

Tivesse ele jogando nos dias de hoje, seria chamado de “amarelão” ou pé-frio. Jogou apenas no Lakers; e no Lakers foi vice-campeão em sete oportunidades. Foram seis derrotas para o Boston e uma para o New York.

Baylor (foto Reprodução) é um dos 50 maiores jogadores da história da NBA. Jogava com a camisa 22 e ela foi retirada pela direção da franquia. Mesmo sem jamais ter sido campeão.

Nate Thurmond também faz parte dessa lista. Em 18 de outubro de 1974, jogando com a camisa do Chicago, anotou o primeiro “quadruple-double” da história da NBA na vitória do Bulls diante do Atlanta por 120 a 115. Foram 22 pontos, 14 rebotes, 13 assistências e 12 tocos.

É mais um nome que aparece na lista dos 50 maiores jogadores da história da NBA. Além do Bulls, jogou também no antigo San Francisco Warriors, hoje Golden State.

Na Califórnia, chegou a duas finais, mas foi derrotada em ambas. A primeira deles em 1964 diante do Boston e três anos depois foi batido pelo Philadelphia. Sua camisa 42 foi levantada pela direção do Golden State.

Não vi Baylor e nem Thurmond em ação. Mas vi Dominique Wilkins. Dominique foi vítima de Michael Jordan, assim como Barkley, Ewing, Stockton e Malone.

Dominique tinha muita força física e uma impulsão espetacular. E sabia pontuar. Numa época em que o torneio de enterradas do “All-Star Game” não tinha essas papagaiadas de hoje, que os caras tinham que mostrar criatividade diante da cesta sem nenhuma “muleta”, Wilkins duelava de igual para igual com Michael Jordan.

Deixou MJ para trás em duas oportunidades: em 1985, em Indianápolis, e cinco anos depois, em Miami.

Dominique marcou sua carreira no Atlanta, e lá teve sua camisa 21 levantada pela franquia. Mas jogou também no Clippers, Boston, San Antonio e Orlando. Passou pelo basquete grego (Panathinaikos) e italiano (Bologna).

O máximo que conseguiu na carreira foi chegar a três semifinais. Doc Rivers, hoje técnico do Boston, era seu fiel escudeiro no Hawks.

Por que digo tudo isso? Porque fiquei pensando: será que LeBron James vai fazer parte dessa lista permanente?

Ele ainda tem muito chão pela frente para percorrer. Acho que ele ainda vai ganhar um campeonato. E acredito que no próprio Miami.

Mas, como disse o outro, “o futuro a Deus pertence”.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010 Sem categoria | 21:16

NIKE TENTA LIVRAR A CARA DE LEBRON JAMES

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A Nike está tentando livrar a cara de LeBron James. Contestado e condenado por torcedores em quase todo o planeta por conta da maneira com que decidiu trocar o Cleveland pelo Miami, a empresa de calçados esportivos acaba de lançar uma nova peça publicitária para o lançamento do novo tênis do jogador, batizado “LeBron 8”. Nela, ele questiona a cobrança das pessoas.

‘Bron diz o tempo todo: “Should I be who you want me to be?” Traduzindo: “Eu deveria ser quem vocês querem que eu seja?”

O filme de 1:32 minuto começa com LBJ vestindo a mesma roupa e no mesmo cenário onde, em julho passado, anunciou que trocaria o Cavs pelo Heat. O ocorrido se deu durante um programa da ESPN batizado “The Decision” (“A Decisão”).

Mas ao invés de LBJ ser entrevistado pelo jornalista da ESPN, a peça publicitária começa com LeBron fazendo a pergunta: “Eu deveria ser quem vocês querem que eu seja?” Ela dispara o comercial e ‘Bron responde-a com outras perguntas e algumas vezes na pele de outros personagens. Provoca também Charles Barkley, que o condenou por ter trocado de time.

O filme é muito bem feito, no padrão Nike, como vocês poderão conferir abaixo:

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sábado, 5 de junho de 2010 Basquete europeu, NBA, outras | 13:20

OS FÃS AINDA PREFEREM MICHAEL JORDAN

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O primeiro jogo da final da NBA entre Lakers e Boston (Foto Getty Images), na última quinta-feira, marcou 10.4 pontos de audiência. Foi 17% superior ao confronto inicial da série do ano passado entre o próprio time de Los Angeles diante do Orlando.

Chegou em dois dígitos, algo que não ocorria desde a final de 2004, entre Lakers e Detroit (11.5).

Apesar disso, houve certo abatimento na cúpula da NBA ao tomar conhecimento dos números. David Stern e seus pares esperavam ver audiência semelhante à dos tempos de Michael Jordan.

Nem de longe. Com MJ em ação, a NBA obteve os melhores índices de audiência de todos os tempos.

Na decisão de 1991, diante do Lakers, a primeira do Chicago de Jordan, os índices apontaram 15.8. No ano seguinte, frente ao Portland, caiu para 14.2. Depois veio a série decisiva contra o Phoenix e aumento nos números: 17.9.

É bom lembrar que a decisão Chicago x Phoenix colocou frente a frente MJ e Charles Barkley. Um ingrediente e tanto.

MJ parou por dois anos e os índices caíram: 12 na final entre Houston e New York e 13.9 na decisão Houston x Orlando.

Com a volta de Jordan às finais, os números voltaram a subir.

Na série decisiva frente ao Seattle, 16.7 — e nas duas diante do Utah, 16.8 e 18.7.

Esses 18.7 representam a maior audiência na história de uma final da NBA.

Ou seja: por mais que o Lakers seja popular, por mais que Kobe Bryant desfrute de grande prestígio, Michael Jordan segue sendo incomparável. Os números, como vimos, provam isso.

Mas, a bem da verdade, é importante que a gente frise que houve apenas um jogo entre Lakers e Boston até o momento. Vamos ver como será daqui para frente.

Mas eu aposto uma rodada neste botequim se esta série se equiparar a qualquer uma envolvendo Michael Jordan e o Chicago Bulls.

ESPANHA

O Caja Laboral segue correndo riscos nesta semifinal diante do Real Madrid. Quem viu o jogo de ontem na capital espanhola há de concordar comigo.

O Madrid vive um momento superior ao do adversário, time que fica no país basco e onde jogam os brasileiros Tiago Splitter e Marcelinho Huertas. Mesmo sem contar com Jorge Garbajosa, lesionado, e em todo o segundo tempo com Sergio Llul, o Real venceu mais uma vez com facilidade o Caja, desta feita por 80-62.
O grande homem do Madrid foi o gigante Ante Tomic. Numa batalha intensa com Splitter, o croata levou a melhor com seus 19 pontos e 14 rebotes, enquanto que o barriga-verde anotou 20 pontos, mas apanhou oito rebotes.

Nos últimos tempos, tinha-se a sensação de que nosso Tiago era imbatível no garrafão. Tinha-se a sensação de que nenhum outro jogador poderia encará-lo de igual para igual.

Engano; Tomic mostrou nesta sexta-feira que passou que isso é possível. Splitter é um belíssimo jogador, talvez o melhor entre todos os que jogam na Europa atualmente, mas ele não é super-homem; precisa de ajuda.

O caminho de Tomic ficou ainda mais aberto no segundo quarto, quando Splitter viu aqueles dez minutos do banco de reservas, impedido que foi de jogar pelo excesso de faltas.

Quanto ao jogo, desde o começo o Real deixou claro suas pretensões: levar a série para o quinto cotejo. Abriu 11-2 e não perdeu o controle da partida no primeiro tempo, tendo ido para o vestiário com uma vantagem de 47-39.

No terceiro quarto, uma corrida de 7-0 aumentou ainda mais a diferença, facilitando a missão dos madrilenhos, que acabaram fechando a contenda, repito, em 80-62.

O quinto e último jogo deste confronto acontece amanhã, às 17h30 de Brasília, agora em Vitória, lar do Caja Laboral. Os torcedores locais vão ter que ajudar — e muito. Se isso não ocorrer, a tarefa dos anfitriões ficará ainda mais difícil.

Já disse e repito: o Real Madrid vive um momento melhor. Não me surpreenderia vitória em favor dos visitantes na contenda de amanhã.

O BandSports promete transmitir a partida. Novamente com a dupla Ivan Zimmermann e Zé Neto.

FOLGA

Enquanto Caja Laboral e Real Madrid se engalfinham, o Barcelona ri à toa, treina e descansa. Afinal, o pessoal da Catalunha fez 3-0 no Unicaja e liquidou sua série sem grandes dificuldades.

Entra como favorito na decisão seja lá contra quem for; Caja ou Real.

Por falar na Barça, a gente se lembra de Ricky Rubio. O armador, quinta escolha do Minnesota no draft do ano passado, declarou ontem que não vai para a NBA na próxima temporada.

Ele tem até a próxima para definir o seu futuro.

O que pega é que ele não quer deixar a belíssima vida que leva na capital catalã, os milhões de dólares que ganha por lá, o brilho que tem por jogar em uma das melhores equipes europeias para se transferir para um país de língua e cultura diferentes, onde ganharia menos num primeiro momento e jogaria em um time sem qualquer expressão.

A saída para todos seria o Wolves envolvê-lo em uma transação, jogando-o para um time de ponta. Ganhariam todos: jogador e clube. E também a NBA

Caso contrário, penso que seria difícil a gente ver Rubio desfilando seu talento por quadras dos EUA.

DRAFT

Por falar em recrutamento, esta pode ser a primeira vez desde 1995 que nenhum jogador europeu seja escolhido na primeira rodada do NBA Draft. Isso porque três dos principais favoritos não estarão presentes na lista dos candidatos.

O checo Jan Veselý (20 anos), que joga no Partizan Belgrado, e o lituano Donatas Motiejunas (19), que atua no Benetton Treviso, retiraram seus nomes, enquanto que o francês Kevin Seraphin (20), do Cholet, lesionado, também deverá ficar de fora.

MORTE

Morreu ontem nos EUA John Wooden (Foto Getty Images), o treinador com o maior número de títulos na história do basquete universitário norte-americano. Tinha 99 anos e foi dez vezes campeão da NCAA com UCLA.

Ensinou basquete para jogadores como Walt Hazzard, Gail Goodrich, Kareem Abdul-Jabbar (à época Lew Alcindor), Jamaal Wilkes, Bill Walton, Artis Gilmore, entre outros.

Morreu de causas naturais, informou o boletim do Ronaldo Reagan UCLA Medical Center, onde ele estava internado desde o dia 26 de maio passado.

Foi treinador durante 27 anos e conquistou 620 vitórias. Foram 88 seguidas ao vencer os dez campeonatos por UCLA.

Wooden é a única personalidade presente no Salão da Fama do Basquete de Springfield (Massachusetts) como jogador e treinador.

Como disse, Wooden ganhou uma dezena de títulos na NCAA. Depois dele aparecem Mike Krzyzewski (Duke) e Adolph Rupp (Kentucky) com 4, Bob Knight (Indiana) com 3, Dean Smith (North Carolina), Roy Williams (North Carolina), Jim Calhoun (UConn), Denny Crum (Louisville), Billy Donovan (Florida), Henry Iba (Oklahoma A&M), Edu Jucker (Cincinnati), Branch McCracken (Indiana) e Phil Woolpert (San Francisco), todos com dois títulos cada um.

Como diz meu amigo Daniel Piza, uma lágrima para John Wooden.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 2 de dezembro de 2008 NBA | 12:49

DIVIDIDO, LEBRON ATACA BARKLEY

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Charles Barkley – sempre ele – deu uma apimentada no caso LeBron James e seu futuro. Como todos nós sabemos, King James será um “free-agent” em 2010. Ou seja: poderá escolher o seu futuro; ficar no Cleveland ou ir para outras paragens.

Faltam dois anos para isso acontecer, mas todos já comentam o assunto. Até o próprio jogador. Escancaradamente.

Barkley, semana passada, em entrevista ao programa de rádio do jornalista Dan Patrick, declarou seu descontentamento com o caso e o jeito com que LeBron vem conduzindo-o. Garantiu ser um baita fã do 23 do Cavs, mas disse que o jogador deveria escantear a questão e dedicar-se inteiramente ao Cleveland; e nada mais.

“Estou ficando incomodado pelo fato de ele [LeBron] estar falando sobre algo que vai acontecer daqui a dois anos”, disse Barkley. “Eu penso que isso é um desrespeito ao jogo e ao Cleveland”.

Informado sobre as palavras de Sir Charles, LeBron (foto AP) não se preocupou em dobrar a língua. Ao contrário, do tamanho de seus longos braços, ele desferiu: “Ele [Barkley] é um estúpido. É isso o que eu tenho a dizer sobre esse assunto”.

É mole? King James chamou Barkley de estúpido. Gente, o ex-jogador não falou nada demais e nem foi ofensivo.

Freud explica.

Penso que, no íntimo, lá nas entranhas do inconsciente, LeBron deve estar sentindo-se dividido e, por isso mesmo, desconfortável com a situação. Deve haver uma dicotomia interior: uma vê apenas dinheiro, títulos e fama; outra diz que ele não pode virar as costas para suas raízes e nem para o clube que o acolhe tão bem – bem como a cidade de Cleveland.

É errado querer dinheiro, títulos e fama?

Não, de jeito nenhum.

Mas penso como Barkley: este não é o momento para discutir a questão. Tem muito tempo até ela ser jogada na mesa de negociação. LeBron deveria mesmo estar pensando no Cleveland e no que ele pode fazer por nesta e na outra temporada com a camisa do Cavs.

Ganhar dois títulos, por que não?

Dwyane Wade, Amaré Stoudemire e Chris Bosh são jogadores que estarão na mesma situação de LeBron daqui a dois anos. Mas eles não abrem a boca. Estão na deles, jogando, treinando, viajando; enfim, dedicando-se às suas respectivas franquias, que dão suporte a eles neste momento.

LeBron, ao contrário, já deixou claro: está aberto a propostas. Quem oferecer um bom salário e um time competitivo, vai levá-lo. Pode ser até o Cleveland.

Mas não precisava discutir o assunto com tanta antecedência.

Barkley tem razão.

CLÁSSICO

No embate entre dois dos melhores times do Leste, o Boston não tomou conhecimento do Orlando e sapecou 107-88 no time de Dwight Howard. Para não haver discussão.

Paul Pierce voltou a ser o nome do jogo. O ala falastrão está jogando muito. É candidatíssimo ao MVP desta temporada.

Como fez em Charlotte, voltou a decidir o jogo para o Celtics. Deixou 24 pontos na cesta do Magic, sendo que 17 deles foram no terceiro quarto, quando o alviverde de Massachusetts decidiu a parada.

Pierce está a 35 pontos de empatar com Kevin McHale na quarta posição entre os maiores cestinhas da história do Celtics. McHale, hoje gerente geral do Minnesota, anotou 17.335 pontos em suas 12 temporadas com a camisa verde e branca – a única que ele vestiu em sua espetacular carreira na NBA.

NA GARGANTA

O Boston estava com o Orlando entalado na garganta. Na temporada passada, o tricolor da Flórida venceu o confronto entre ambos na fase de classificação por 2-1, com duas vitórias na Flórida e uma derrota em Boston.

Quer dizer: ainda está, pois este foi o primeiro confronto entre eles. Mais dois acontecerão, agora com vantagem para o Celtics, que receberá o Magic mais uma vez em seu TD Banknorth Garden.

RETROSPECTO

Se depender do retrospecto, o Boston pode contar com vitória neste enfrentamento. O Celtics venceu 17 dos últimos 20 confrontos contra o Orlando quando o palco foi a arena bostoniana.

DIFICULDADE

Dwight Howard teve dificuldades diante dos robustos pivôs do Boston. Kendrick Perkins e Glen Davis seguraram bem o Super-Homem da Flórida, que anotou apenas 14 pontos, só 15 rebotes (seis no ataque) e deu quatro tocos. E cometeu três erros.

Afinal de que cor é mesmo a kriptonita?

NO MESMO LUGAR

Pelo segundo jogo consecutivo, depois de uma ausência de duas semanas, Michael Jordan esteve sentado na sua cadeira ao lado dos reservas do Charlotte. Desta vez, com paletó e gravata. E vibrando muito. Valeu a torcida, pois o Bobcats bateu o Minnesota por 100-90.

Deve ser um combustível e tanto para os jogadores. Além de um dos proprietários da franquia, MJ é o maior jogador da história do basquete.

Quem está em quadra quer fazer bonito. Para o patrão e para sua majestade.

Jordan, nos pedidos de tempo, não participa de nada. Continua sentado no mesmo lugar. Não palpita e nem diz nada ao pé do ouvido de ninguém.

Respeita o trabalho do técnico Larry Brown que, aliás, foi levado para o Bobcats exatamente por ele. Portanto, nada de interferência.

Sua intromissão dá-se com a bola em jogo. Torcendo; como se fosse um simples mortal.

Que ele não é.

ERRO DE CONTA

Falei outro dia aqui em nosso botequim que o Charlotte precisa de um jogador para completar uma trinca decisiva. O time com dois bons armadores que se revezam no jogo: Raymond Felton e D.J. Augustin; tem um ala muito bom em Gerald Wallace; e um pivô que já esteve na seleção dos EUA: Emeka Okafor.

Erro de conta? Não são quatro jogadores? Sim, erro de conta; pior, Jason Richardson está voltando à velha forma. Portanto, há cinco bons jogadores à disposição de Larry Brown.

Richardson, nos últimos três jogos, teve uma média de 22.6 pontos. Três embates onde o time somou duas vitórias, uma delas, contra o Indiana, fora de casa. Perdeu para o Boston em sua Time Warner Cable Arena, mas isso é normal, pois o Celtics é o melhor time do Leste.

O que falta então ao Charlotte?

Tempo.

Larry Brown chegou à franquia nesta temporada. Está, aos poucos, impondo sua filosofia de trabalho e de jogo. Arruma, parece-me que em velocidade homeopática, uma franquia que nunca incomodou ninguém desde que foi criada.

Vejo, de fato, crescimento no jogo do Bobcats. Volto a dizer: à exceção de Boston, Cleveland e um pouco abaixo o Orlando, os demais times se equivalem dentro da Conferência.

Portanto, o Charlotte, que está na penúltima colocação com um recorde de 7-12 (36.8%), pode muito bem engrenar uma sequência de vitórias e se intrometer entre os oito melhores. O “schedulle”, no entanto, não ajuda. Estes são os seus próximos sete compromissos: Oklahoma City amanhã, em casa, depois vai a Milwaukee, hospeda o Cleveland, viaja a Miami, New Orleans e Dallas e volta a jogar diante de seus torcedores na partida contra o Detroit.

Ufa, muita pedreira!

Mas quem quer mudar o ritmo da história tem que passar por isso. Vamos ver se o Bobcats está ou não preparado para o “upgrade” que ele precisa fazer para sonhar com os playoffs.

SACOLA

Mais um jogo com grande quantidade de pontos. Desta vez na Bay Area de São Francisco. O Golden State abrigou o Miami e não conseguiu se impor. Perdeu a partida por 130-129. Mas houve uma prorrogação.

A ressaltar apenas a má sorte de Jamal Crawford (foto AP). Apesar de ter feito 40 pontos, não conseguiu vencer novamente. Aliás, ganhar é um verbo que Jamal ainda não encontrou em qualquer dicionário consultado na Califórnia.

Desde que estreou com a camisa 6 do Warriors – foi trocado com Al Harrington, lembram-se? –, ele ainda não conseguiu vencer nem uma partida sequer. Foram cinco confrontos e cinco derrotas.

TORCIDA

Passamos dos cem! Isso mesmo, já computamos 102 votos. E o Lakers continua nadando de braçada, deixando os outros a comer poeira. Recebeu mais três das sete novas preferências que aqui aportaram.

O quadro agora está assim:

1)    Lakers – 28.4%
2)    Chicago – 16.6%
3)    Boston – 7.8%
4)    Detroit – 6.8%
5)    New York – 6.8%
6)    Phoenix – 6.8%
7)    San Antonio – 5.8%
8)    Cleveland – 3.9%
9)    Denver – 1.9%
10)    Houston – 1.9%
11)    Indiana – 1.9%
12)    Miami – 1.9%
13)    Toronto – 1.9%
14)    Dallas – 0.9%
15)    New Jersey – 0.9%
16)    Philadelphia – 0.9%
17)    Portland – 0.9%

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,