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domingo, 2 de agosto de 2009 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 23:05

ÓTIMA IDÉIA, MAS MAL EXECUTADA

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Leio no site da CBB que o Rio de Janeiro será sede de um Super 4 brasileiro. Ótimo, a idéia vai ao encontro do que escrevi aqui neste blog.

O evento acontecerá neste próximo final de semana, no Rio de Janeiro. Local: Maracanãzinho (por que não se jogar na Arena HSBC? Muuuuuuito mais bonita do que o veterano Maracanãzinho).

Os jogos serão na sexta-feira e no sábado. E ficarão restritos ao SporTV.

Nada contra o SporTV. Aliás, o SporTV tem nos municiados com eventos e mais eventos e se não fosse ele a gente estaria perdido.

Ou você não acompanhou o Mundial de Esportes Aquáticos de Roma? Não viu César Cielo em ação? Então, não sabe o que perdeu.

O problema é que no Brasil, ao contrário dos EUA, uma pequena parcela da população tem acesso à tevê a cabo. Ou seja: poucas pessoas estarão assistindo a competição.

O ideal seria, como disse no nosso papo anterior, a exibição na Rede Globo, para que todo o país pudesse acompanhar a seleção e se familiarizar com nossos jogadores. Especialmente com talentos como Leandrinho, Anderson Varejão e Tiago Splitter.

Não consigo entender é como é que a CBB não conseguiu vender um jogo do Brasil contra a Argentina no domingo pela manhã para ser exibido dentro do Esporte Espetacular.

Acredito que a emissora abriria suas portas, pois qualquer confronto entre brasileiros e argentinos mobiliza os torcedores, não importa a modalidade, gerando interesse, que é o que interessa para as emissoras de televisão.

Para piorar, como disse, a tabela, ao invés de reservar três dias de competição – ou seja, um contra todos –, ficou restrita a dois dias.

O Brasil estréia contra o Uruguai na sexta-feira, às 19h, e na sequência a Argentina pega a Austrália. No dia seguinte, no mesmo horário, os dois perdedores se enfrentam e em seguida os vencedores decidem a competição.

Isso quer dizer que a seleção vai se confrontar ou contra a Argentina ou contra a Austrália. Com os dois – que é o que interessa –, nem pensar, pois argentinos e australianos se pegam e um elimina o outro.

Uma pena: ótima idéia, mas mal executada – como sempre.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ DEVE DESFALCAR A SELEÇÃO
  2. MÊS DECISIVO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

quarta-feira, 29 de julho de 2009 CBB, basquete brasileiro | 21:52

ABUSO DE PODER

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A CBB desistiu de mandar o time brasileiro para participar do Super 4 na Argentina. Motivo: a gripe suína.

Alguns podem achar que houve exagero, mas creio que não. A entidade acertou em mostrar preocupação com a transmissão do vírus H1N1.

Alguém também pode argumentar que os casos crescem muito por aqui. É verdade também, mas a situação na Argentina é muito pior.

Em percentual, é o país com o maior número de mortes em todo o planeta. Em números absolutos, perde para os EUA.

O Brasil está muito atrás.

Alguém pode igualmente argumentar que o Cruzeiro disputou a final da Libertadores e ninguém se infectou em La Plata. Verdade; mas correu-se um grande risco.

Em termos esportivos, a decisão da CBB teria provocado reação por parte da Fiba. Ao tomar conhecimento da decisão brasileira, a CBB teria sido repreendida pela entidade mundial.

Alberto Garcia, secretário da Fiba no continente americano, teria ameaçado excluir o Brasil da Copa América caso nosso país não mandasse representante para o Super 4.

Coloquei tudo no condicional porque oficialmente a Fiba não se manifestou. Mas ao decidir mandar o Paulistano para participar do torneio na Argentina, fica muito na cara que realmente a CBB foi ameaçada pela Fiba.

Um absurdo. A situação da gripe suína é preocupante e o posicionamento da CBB é bastante compreensível.

Mas diante da ameaça, não havia o que fazer.

Notas relacionadas:

  1. UM NOVO CICLO?
  2. NOVA ERA PARA NOSSAS MENINAS
  3. MORRE UMA ESTRELA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 12 de julho de 2009 CBB, basquete brasileiro | 21:55

MORRE UMA ESTRELA

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Em entrevista ao programa “Esporte Fantástico” da Rede Record, Iziane disse com todas as letras: “Eu e o Paulo [Bassul, treinador da seleção brasileira] não temos condições de trabalhar juntos”.

Em outras palavras, recusou, via televisão, a convocação feita no mês passado. O que mostra, uma vez mais, quem é Iziane.

Ao invés de comunicar oficialmente sua decisão, telefonando ou mandando uma mensagem via e-mail para a CBB, ela pega a todos de calças curtas com seu comportamento. Não teve nem a cortesia de telefonar para Hortência Marcari, responsável pelo departamento feminino da CBB, que tanto vem lutando para sua reintegração ao time nacional.

A mim, no entanto, não me surpreende. Sim, pois quem se posicionou daquela maneira no Pré-Olímpico da Espanha, recusando-se a entrar em quadra num momento em que vestia a camisa da seleção brasileira, pode fazer isso e muito mais.

É chegado o momento de esquecermos Iziane – é isso o que ela pede com seu comportamento. Uma pena, pois ela tem talento e poderia ser muito útil à seleção e também à propagação da modalidade no Brasil.

Com seu basquete vistoso e eficiente, poderia levar nosso time a vitórias importantes. Com seu basquete vistoso e eficiente, poderia, com a camisa da seleção, seduzir muitas meninas que passariam a praticar a modalidade, aumentando a base desse esporte no Brasil.

Infelizmente, Iziane assim não quer. Como disse Bassul, ao tomar conhecimento da declaração da jogadora, é um direito dela.

Portanto, bola pra frente, rapaziada; Iziane é passado.

 

Notas relacionadas:

  1. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
  2. UM NOVO CICLO?
  3. NOVA ERA PARA NOSSAS MENINAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quarta-feira, 1 de julho de 2009 NBA, basquete brasileiro | 19:40

O CASO DO SEGURO

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Anderson VarejaoComo todos nós estamos carecas de saber, Anderson Varejão optou por testar o mercado. Com isso, não fez valer o seu contrato com o Cleveland para a próxima temporada, que lhe daria algo em torno de US$ 6.2 milhões.

O capixaba pretende ganhar mais e deseja também um contrato maior, pois o atual encerra-se ao final da próxima temporada. Quer dizer, ano que vem, antes do Mundial da Turquia, haverá a mesma ladainha se o acordo for apenas pelo próximo campeonato.

Assinar um novo compromisso com algum time e com um tempo de duração de uns cinco anos, imagino eu, é tudo o que Varejão quer. E ele está mais do que certo; eu faria o mesmo.

Muito bem, dito isso, vamos à página dois desta história. O capítulo chama-se “Seguro”.

A CBB informa que acabou de fazer um seguro para Leandrinho no valor de US$ 18 mil. Chegou-se a esta quantia com base no contrato que o jogador tem com o Suns.

Muito bem, dito isso, vamos à página três desta história. O capítulo chama-se “Seguro do Varejão”.

A CBB informa que não pode fazer um seguro para o ala/pivô capixaba porque ele não tem contrato com nenhum time da NBA no momento, o que é verdade. Por isso, diz o presidente da entidade, Carlos Nunes, o jogador corre o risco de não participar da Copa América de Porto Rico, que começa no final do mês de agosto.

Varejão teria, portanto, pouco mais de um mês para decidir sua vida na NBA. Tempo suficiente, creio eu, para que ele se acerte com algum time – inclusive o próprio Cleveland, por que não?

Muito bem, dito isso, vamos à página quatro desta história. O capítulo chama-se “Se quiser, eu jogo”.

O fato de não ter um contrato com um time da NBA e, consequentemente, impossibilitar a CBB de fazer um seguro, não impede de jeito nenhum Varejão de participar da Copa América. Ele está livre para jogar onde e quando quiser.

O que Varejão não quer é correr riscos. Claro, pois se acontecer uma contusão grave e não houver um seguro, ele ficará completamente desamparado.

Já pensou se acontece o pior? (batamos todos na madeira: toc!toc!toc!). Como é que ele fica?

Portanto, é legítimo da parte do jogador não entrar em quadra se não houver um seguro, fruto de um novo contrato na NBA. Eu faria o mesmo.

Mas vamos deixar claro uma coisa: se quiser, Varejão joga; o que ele não quer é correr risco de espécie alguma.

Eu também não correria.

DEPOIMENTO

A seguir, reproduzo na íntegra, com o devido consentimento, o importante depoimento do nosso parceiro Humberto Alexandre, que mora em Brasília. Caso algum de vocês não tenha lido a mensagem do Humberto, veja o que ele escreveu:

“Sormani, não se iluda com o basquete em Brasília não, este time que temos é formado por interesses políticos e de mídia de empresas e do governo do DF.

O que conta aqui é o descaso e a elitização do esporte. Não existe apoio governamental, pois as quadras públicas estão em estado lastimável e a Federação só existe no Plano piloto ou nos clubes/colégios de classe alta.

Não surgirá um novo basquete no Brasil se ele não emergir das ruas, das pessoas que comecem a praticar por prazer e livremente, para daí então procurarem os clubes e a federação.

Meu filho de nove anos, ao ir comigo ver o jogo no Nilson Nelson, se empolgou e comprou uma bola. Procuramos uma quadra pública aqui em Ceilândia e não existe nenhuma apta para a prática do basquete. Uma vergonha absurda na capital do país.

Portanto não se iluda em pensar que aqui está virando um pólo de basquete, porque é mentira! É só mídia de ocasião de um governador perdulário e muito, mas muito bom de propaganda”.

Muito bem, ontem o Humberto mandou um complemento da primeira mensagem, que eu reproduzo também:

“Destaco que o que afirmei ali é facilmente comprovado por qualquer habitante desta Brasília de meu Deus; inclusive em uma matéria veiculada no “DFTV” (Rede Globo) do dia 26 deste mês, sobre o estado precário das quadras por aqui.

É lamentável ver uma matilha se locupletando do amor dos verdadeiros fãs do esporte, com interesses claramente pessoais, pois fica claro que o objetivo é apenas exposição na mídia e não o desenvolvimento do esporte no tecido social.

E na minha opinião o NBB é um tremendo fracasso, pois não conseguiu nem colocar a transmissão do jogo final na íntegra [na tevê aberta]. O basquete é muito grande pra ser transmitido em flashes e nos contentarmos com isso.

Parece inclusive com o que acontece aqui, uma elitização sem lógica, pois só acompanha basquete no Brasil quem tem tevê a cabo (lembra do “SEXTANBA”, na Band?? Fazíamos reuniões de amigos pra assistir!!!)

Hoje, nem quadra pra jogar as pessoas têm. E os menos abastados estão deletando o basquete pouco a pouco das mentes e corações.

E projetos aqui e ali de heróis de nosso basquete não são suficientes, apesar de louváveis, para reacender a paixão do brasileiro pelo esporte.

O que é preciso é respeito do governo e responsabilidade e ações das federações na re-massificação do basquete e não o encastelamento ridículo em que eles vivem, achando que o SporTV é a salvação da lavoura.

Desculpe o desabafo e parabéns pelo ‘botequim’ do qual me torno assíduo frequentador”.

Como disse ao Humberto, o espaço aqui é democrático. Todos podem se manifestar livremente, desde que haja respeito entre a gente. Felizmente, à exceção de um caso aqui, outro ali, nossa freguesia é excelente.

E deixo aberto também esse espaço para que o governo do Distrito Federal se manifeste, bem como a direção da NBB.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
  2. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
  3. NOVA ERA PARA NOSSAS MENINAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 27 de junho de 2009 basquete brasileiro | 12:49

NOVA ERA PARA NOSSAS MENINAS

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Assim que Carlos Nunes foi eleito presidente da CBB, muitos questionaram a mudança. Ex-homem forte de Gerasime Bozikis, o Grego, Nunes seria, no entender dessas pessoas, apenas uma extensão da administração passada.

Eu pedi calma a esses desconfiados torcedores. E contei a história do antecessor de Grego, Renato Britto Cunha, que no final de seu mandato tirou o basquete do lodo com ótimos acordos – entre eles com o SporTV –, todos capitaneados por João Henrique Areias, então responsável pelo marketing da entidade.

Dizia eu que o fato de Nunes um dia ter estado ao lado de Grego não significava que ele não pudesse dar uma guinada em seu comportamento – como fez Britto Cunha.

Os últimos efeitos da administração passada foram sentidos pela seleção brasileira masculina sub-16. Dirigido pelo ex-armador Raul Togni, o time nacional acabou num absurdo quinto lugar no Sul-americano da categoria disputado na cidade de Mendoza, Argentina.

Nossa seleção ficou atrás dos EUA (ouro), Argentina (prata), Canadá (bronze) e Venezuela. Com o resultado, está fora do Mundial da Alemanha Sub-16, que será jogado no ano que vem.

A gente torce para que este tenha sido o último golpe de Grego ao basquete brasileiro.

Disse tudo isso para falar da convocação da seleção feminina adulta que vai disputar a Copa América em Cuiabá (MT) de 23 a 27 de setembro. O torneio vai qualificar os três primeiros colocados para o Mundial do ano que vem na República Tcheca.

Pois bem, comandado por Hortência, nosso time continuará sendo dirigido por Paulo Bassul – o que eu acho muito bom, pois Bassul é competente e experiente. A primeira convocação da era Hortência foi feita ontem; e com duas, talvez três, surpresas.

Alessandra Oliveira, 35, foi convocada novamente depois de um hiato de três anos. Pra quem não se lembra, a pivô jogou pela última vez com a camisa brasileira no Mundial de 2006 disputado em São Paulo.

De lá para cá, nunca mais foi chamada, por ordem de Grego, pois a jogadora movia – como ainda move – uma ação na justiça contra a entidade. Motivo: ela teve uma séria lesão no ombro e a CBB não fez o seguro que tinha prometido.

A jogadora ficou meses afastada das quadras – e desempregada por isso mesmo – e acionou a entidade por perdas e danos. Eu faria o mesmo.

Começa agora a resolver esta pendência com a CBB. Melhor ainda: está de volta ao time brasileiro.

Alguns podem se espantar: aos 35 anos?!?!?! Sim, aos 35 anos; e em forma.

Não tenho visto Alessandra jogar, mas ela está em atividade no basquete francês. Não para nunca.

Sempre foi arrimo de família e não pode abandonar as quadras, pois muitos dependem de seu esforço. Por isso mesmo, não se descuida; está em plena forma garantem quem está próximo a ela.

Além disso, é sempre bom lembrar: Lisa Leslie completa 37 anos em sete de julho próximo e continua em atividade com a camisa 9 do Los Angeles Sparks. Anunciou que vai se aposentar ao final desta temporada, mas ano passado, em Pequim, com 36 anos, ajudou o time dos EUA a faturar o ouro olímpico.

Alessandra continuará sendo útil para a nossa seleção e sua convocação foi uma ótima sacada de Hortência, que ligou para a amiga e pediu para ela voltar.

Alessandra, diante da nova realidade do basquete brasileiro, disse sim.

Outra que chacoalhou a cabeça positivamente foi Helen Luz. A ala/armadora, que também está na Europa, tinha se aposentado, voluntariamente, da seleção também em 2006.

Mas ao receber também uma ligação telefônica de Hortência, Helen balançou com os argumentos da Rainha e resolveu voltar. E ainda usou como argumento para seu retorno a mudança no comando da CBB.

Helen está com 36 anos, um a mais que Alessandra. Vale para ela o que falei anteriormente sobre a Alessandra.

São duas jogadoras de alto calibre que voltam ao time nacional. Irão se juntar a muitas meninas que não têm experiência e/ou não estão acostumadas a decisões.

Serão extremamente importantes neste processo de recondução do basquete feminino ao topo do ranking.

E isso acontece porque Carlos Nunes convidou Hortência Marcari para comandar o basquete feminino brasileiro.

Como eu disse há alguns meses, era importante não fazer pré-julgamentos por causa do passado do atual presidente da CBB.

Assim como Britto Cunha, Nunes parece ter mudado de rumo.

Que ele tenha encontrado o caminho certo, pois o nosso basquete feminino merece coisa melhor.

RESPOSTA

Como eu disse acima, a primeira convocação da era Hortência apresentou duas, talvez três, surpresas.

A terceira surpresa foi o recrutamento da ala Iziane Marques.

Todos se lembram do comportamento egoísta da jogadora no Pré-Olímpico da Espanha no ano passado quando, feito garota mimada, teve chiliques porque foi conduzida ao banco de reservas pelo técnico Paulo Bassul.

Chamada a voltar ao jogo, disse não. E criou-se uma situação constrangedora que todos aqui se lembram muito bem.

E mais: disse que não jogaria com a camisa brasileira enquanto Bassul tivesse no comando da equipe.

Pois bem: ela foi chamada novamente; mas ainda não decidiu se aceita a convocação ou não.

Hortência, paciente, tem conversado com a jogadora por telefone e por e-mail. Disse que Iziane pode voltar, mas afirmou também que se sentir que ela vai dizer não, pega um avião e vai até Atlanta (EUA) conversar pessoalmente com a atleta.

Vale tudo isso?

Sinceramente, eu acho que não, pois está claro que Iziane ainda está ressentida com o que aconteceu e guarda rancor do técnico brasileiro.

Com esse espírito, a fogueira pode se acender a qualquer momento se houver uma discordância de trabalho entre eles. Iziane tem personalidade forte e parece-me imatura. Além disso, não é “coachable”, como dizem os americanos.

Que ela joga muito bem a gente não discute. Mas ela não é Hortência, Paula ou Janeth.

Por isso mesmo, não vale tanto esforço assim.

O grupo, para mim, em primeiro lugar.

Notas relacionadas:

  1. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
  2. A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS
  3. UM NOVO CICLO?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 5 de maio de 2009 basquete brasileiro | 19:38

UM NOVO CICLO?

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Grego deu adeus ao basquete brasileiro ao retirar sua furada candidatura para a reeleição à presidência da CBB. Ia perder; para evitar a humilhação das urnas, caiu fora.

Já vai tarde, pois nada fez em prol do basquete brasileiro. Sua passagem foi um desastre.

Em suas mãos o Brasil escreveu uma de suas páginas mais tétricas. Há três edições que não vai à Olimpíada no masculino e no feminino, nos Jogos de Pequim, ficou em penúltimo lugar.

Nas categorias de base, o país tornou-se freguês de caderneta da Argentina no masculino e no feminino passou a perder – o que jamais havia ocorrido.

Um desastre.

Mas falar mal da administração Gerasime Bozikis é como empurrar bêbado em ladeira. Covardia pura, pois ele só errou. Criticá-lo é fácil dada a incompetência de sua administração.

Página virada, mas que não pode ser esquecida para que não repitamos os mesmos erros. Tem que ficar bem guardadinha.

Ontem, segunda-feira, Carlos Nunes foi eleito o novo presidente. Quem é Carlos Nunes?

Eu o conheci na época em que trabalhei no SporTV como comentarista de basquete. Nosso primeiro encontro foi em São Luís (MA), onde foi realizada a eleição de 1997 que tirou Renato Brito Cunha do poder e lá introduziu Grego, a quem ele, como presidente da Federação Gaúcha, apoiou.

Falamos, depois disso, pouquíssimas vezes. Sempre mostrou-se cordial e atencioso – mas não é isso que interessa.

O que interessa é saber se ele tem condições de gerir o basquete brasileiro nos próximos anos.

Se tomarmos a Federação Gaúcha como base, o cenário é preocupante. O basquete do Rio Grande do Sul não vai muito bem das pernas; ao contrário.

O Corinthians de Santa Cruz do Sul, uma das equipes mais fortes e tradicionais do estado, eu acho que nem existe mais. As categorias de base gaúcha também vão de mal a pior.

E pesa contra ele, via internet, várias acusações sobre desmandos na federação local. Coisas como venda de bolas de basquete para clubes quando deveria dá-las graciosamente uma vez que o fornecedor nada cobra da entidade; falta de apoio para os treinamentos das categorias de base, fazendo com que os atletas e treinadores tenham que gastar do próprio bolso para trabalhar, ignorando as verbas recebidas da CBB; e também que ele vive às custas da própria federação sem ter profissão definida.

Realmente eu não sei se é verdade. O que sei é que ele era do grupo do Grego.

Mas isso também não quer dizer muita coisa, pois lembro-me muito bem da última gestão de Renato Brito Cunha: excelente. Até então, ele tinha sido um péssimo dirigente.

Foi Brito Cunha quem fechou contrato com a agência de marketing esportivo de João Henrique Areias. E foi Areias quem fechou contrato com o SporTV, com a Molten (bola dos mundiais e olimpíadas), com a Unisys, informatizando o Campeonato Brasileiro, e com a TAM – e mais alguns pequenos acordos que nem me lembro mais.

Aqueles dois últimos anos do nosso basquete nas mãos de Brito Cunha foram excelentes. Mas os presidentes de federações estavam saturados da figura arrogante e ditatorial do então presidente e mesmo com um cenário amplamente favorável, acabaram tirando-o do comando da CBB nas eleições de São Luís.

Por isso, o fato de Nunes ter apoiado Grego tem importância relativa, pois ele pode muito bem ter se tocado do momento trágico do nosso basquete. Imagina, a partir de agora, um novo ciclo dentro de sua vida esportiva tentando virar essa página cheia de erros do nosso basquete, páginas escritas, como vimos, por Grego.

Mas suas primeiras entrevistas como presidente deixaram-me preocupado.

Elas dão conta que vai tirar Paulo Bassul do comando da seleção feminina. Motivo: fazer Iziane retornar ao nosso time.

“O Brasil precisa dela”, justificou Nunes.

Não gostei, pois mais do que Iziane o Brasil precisa é de dignidade. E Iziane não mostrou ser digna de trabalhar em grupo depois do que fez no Pré-Olímpico Mundial disputado na Espanha quando recusou-se a entrar em quadra.

Claro que o tempo passa e o que disse sobre Nunes e Brito Cunha pode servir perfeitamente para Iziane. Ela pode estar terrivelmente arrependida do que fez e é claro que merece nova chance.

Mas ela tem que mostrar seu arrependimento. Do jeito que o processo está sendo conduzido, Iziane vai voltar à seleção nos braços de sua arrogância e egocentrismo, certa de que derrubou Bassul e passou por cima de conceitos imprescindíveis num trabalho de equipe como o respeito ao próximo e, no caso, à camisa da seleção brasileira.

Vai se sentir a intocável e a indispensável. Vai se achar mais do que ela é; mais do que Paula, Hortência e Janeth. Vai se sentir o próprio basquete feminino.

No entanto, para o meu conforto, leio também que nossa eterna rainha foi convidada para administrar o feminino. Se Hortência aceitar, com certeza vai enquadrar Iziane, vai colocá-la em seu devido lugar, bem lá embaixo, pois Iziane ainda nada fez de importante para o Brasil quando colocou a camisa da nossa seleção.

Sobre Moncho Monsalve, Nunes disse que ele precisa mostrar resultados. Indício claro de que torce o nariz para o espanhol, descoberta de Grego.

Se verdade, um equívoco, pois Moncho fez um excelente trabalho à frente da nossa seleção no pouco tempo que teve para trabalhar. Lembre-se: ele não pôde contar com nossos jogadores que atuam na NBA – o que não aconteceu com outros treinadores, que tiveram esse privilégio e pouco fizeram de prático para o nosso time.

Temo que, do jeito que o espanhol é sangue quente, ao tomar conhecimento dessas declarações do novo presidente, Moncho peça para sair.

Seria um retrocesso, pois, como disse, o espanhol vem trabalhando muito bem e, mais ainda, prepara José Neto, seu atual auxiliar técnico, para ser o futuro treinador da seleção brasileira.

Finalmente, leio também que o atual presidente da CBB anuncia parceria com a empresa de marketing esportivo de José Carlos Brunoro, que trabalhou com Grego quando este rompeu contrato com Areias.

Há muito que Brunoro não faz um grande trabalho na área. É do ramo, sem dúvida alguma. Conhece teoria como poucos, mas, como disse, resultados faltam-lhe nos últimos tempos em seu currículo.

Seria uma oportunidade a mais para ele e sua agência. Tomara que dê certo, pois, pessoalmente, conheço e gosto de Brunoro.

Dito tudo isso, você pergunta: vai dar certo agora com Carlos Nunes?

Prefiro a cautela neste momento: vamos dar tempo ao tempo e ver o que vai acontecer. Os primeiros meses de Nunes à frente da CBB vão nos dizer qual será o rumo que esta nova administração vai tomar.

Aguardemos, pois.

Notas relacionadas:

  1. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
  2. O BRILHO DE NENÊ
  3. A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 12:46

A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS

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A sina do Utah é cair diante do Chicago em momentos importantes. Depois de ter sido derrotado pelo Bulls em duas decisões da NBA no final dos anos 1990, o Jazz perdeu ontem uma invencibilidade de 14 partidas dentro da sua EnergySolutions Arena por causa de uma bola lançada a 1.2 segundo para o final da partida pelo ala Larry Hughes (foto AP, abaixo, no momento do arremesso). Quando ela escorreu pela cesta, o cronômetro já estava zerado e o Chicago venceu por 101-100.

Apesar do arremesso decisivo, o novato Derrick Rose foi o nome da partida. 19.911 torcedores viram ao vivo Rose, primeiro draft desta temporada, aniquilar com as pretensões do Utah. Jogou muito e deu igual sorte ao final da partida, pois o arremesso derradeiro foi dele, a 5.1 segundos do fim, mas a bola não entrou. Ao bater no aro, sobrou limpinha para Hughes que fez o lançamento final descrito no parágrafo acima.

Os entusiastas de Rose disseram que não foi um erro, mas sim uma assistência. Por isso, teria terminado o confronto com dez e não com nove como mostra o “boxscore”.

Brincadeiras à parte, Rose nasceu em Chicago e é torcedor fanático do Bulls desde criancinha. Fechou o jogo com 25 pontos, sendo que dez deles foram no último quarto. E desses dez, oito nos últimos três minutos.

Quem ficou madrugada adentro vendo a partida não se arrependeu. O final foi emocionante. As duas equipes trocaram a liderança em dez oportunidades nos últimos 2:46 minutos.

O Chicago estava com um recorde de 1-6 “on the road” nesta temporada. Sua única vitória tinha sido diante do Golden State, na última sexta-feira, por 115-110. Fez mais uma – e pra ganhar moral, muito embora o Utah tenha jogado mais uma vez sem Deron Williams e Carlos Boozer, seu duo afinado, além de Kyle Korver, todos machucados. Mas ganhar em Salt Lake City é sempre complicado.

O time descansa nesta terça. Mas amanhã entra em quadra novamente, agora para enfrentar o San Antonio, no Texas…

ELE VOLTOU

Depois de ter perdido os 12 primeiros jogos do San Antonio nesta temporada, o argentino Manu Ginobili retornou. E em grande estilo, pois foi na cidade de Elvis Presley. Começou no banco, como sempre acontece, e ficou em quadra exatos 11:16 minutos.

Sete deles, no entanto, foram no terceiro quarto, quando o Spurs abriu uma diferença de dez pontos sobre o Memphis e não mais perdeu o controle do jogo, que estava bem complicado. Fechou a partida no FedEx Forum (12.053 pagantes) por 94-81.

Manu fez 12 pontos e apanhou quatro rebotes defensivos.

Mas, muito mais do que isso, seu tempo em quadra deixou claro aos companheiros que a partir de agora a história será contada de maneira diferente.

MÊS QUE VEM

O Chicago encerra sua turnê de sete jogos fora de casa no próximo domingo, diante do Philadelphia no Walchovia Center. O time deixou a Cidade dos Ventos no dia 14 deste mês. Desembarcará no aeroporto de O’Hare em 1º. de dezembro.

Serão 18 dias e sete partidas longe do seu United Center. Longe do conforto do lar e dos amigos e parentes.

A NBA é assim, pois assim são os EUA, um país com dimensões continentais. Para evitar gastos e sacrifícios desnecessários, faz-se esse tipo de excursão. E não é apenas uma vez que isso acontece. Já que há que se ir para a estrada, que seja por um longo período para não ficar indo e voltando a todo o instante, cansando os jogadores e gastando à toa em tempos de crise.

ESPELHO, ESPELHO MEU…

Existe alguém mais feio do que eu em toda a NBA?

Estas devem ser as primeiras palavras de Drew Gooden (foto AP) assim que acorda e vê sua imagem refletida.

Concordam?

OLHO NELE

D.J. Augustin é outro novato desta temporada. Joga de armador e veste a camisa 14 do Charlotte. Poucos sabem que ele existe, pois quase ninguém olha para o Bobcats.

Produto da universidade do Texas, Augustin foi a nona escolha desta temporada. Justifica, até o momento, o investimento feito pelo time de Michael Jordan.

Ontem, na vitória do Charlotte diante do Philadelphia (93-84), ele fez 25 pontos e teve um aproveitamento espetacular: 6-8 nas bolas de dois, 2-3 nas de três e 7-9 nos lances livres.

No ranking dos “rookies”, está em quinto lugar entre os cestinhas (12.5 pontos) e é o terceiro entre os assistentes (4.3). Mas nos desarmes, aparece no longínquo 25º. lugar, com menos de um roubo de bola por partida (0.46).

Perdoável, pois trata-se de um novato.

Mas fiquem de olho nele.

ÀS MOSCAS

A estatística final da partida mostra que 10.848 torcedores estiveram na Time Warner Cable Arena de Charlotte. Mas não tinha mesmo, pois o ginásio estava às moscas; a tevê mostrou.

O que acontece? Simples: muita gente compra o pacote para a temporada e não aparece em alguns jogos. E quando o Philadelphia é o visitante, com o frio que já abraça os EUA, muitos preferem ficar em casa, ao lado da lareira, lendo um livro e bebericando algo quente. E namorando.

Eu faria o mesmo; e na mesma seqüência, pois o time do Sixers é de doer.

O MIAMI TAMBÉM

Dá pena ver Dwyane Wade jogando no Miami. O time não tem pivô! Como pode alguém entrar num campeonato como o da NBA e não ter pivô?!?!?!

O técnico Erick Spoelstra, que substitui Pat Riley, jogou boa parte do confronto de ontem contra o Houston com uma defesa zona 2-3 para tentar conter Yao Ming e seus 2m26 de altura. Dava pena ver o esforço hercúleo de Udonis Haslem (20 centímetros mais baixo), Shawn Marion (2m01) e Yakhouba Diawara (também 2m01) diante do chinês.

Não adiantou. Yao terminou a partida com 28 pontos e apanhou 12 rebotes, dois no ataque. E ajudou o Houston a vencer a batalha pelas sobras por 51-35, o que foi decisivo para o resultado final: 107-98 para os texanos.

Para desapontamento dos 18.704 pagantes na American Airlines Arena.

DE NOVO ELE

Dwight Howard continua namorando o “triple-double”. Ontem, no triunfo do Orlando sobre o Milwaukee por 108-101 (16.245 pagantes), o Super-Homem da Flórida marcou 24 pontos, fisgou 13 rebotes e deu seis tocos.

Não demora muito e o triplo-duplo aparece novamente.

Dwight joga muito.

EM COMPENSAÇÃO…

Se Dwight Howard não conseguiu, Chris Paul sim. CP3 anotou seu sexto “triple-double” da carreira ao marcar 14 pontos, 17 assistências e 10 rebotes na vitória do New Orleans diante do Clippers, em Los Angeles, por 99-87 (14.956 pagantes).

Foi o segundo “triple-double” consecutivo de Paul nesta temporada.

O Hornets começa a se recuperar na temporada. Vem de três vitórias seguidas e agora ocupa a quinta posição no Oeste com um desempenho de 8-5 (61.5%).

Briga com o Houston pela liderança da Divisão Sudoeste.

CBB

Toni Chakmati, presidente da Federação Paulista de Basquete, anunciou ontem que será oposição a Gerasime Bozikis na próxima eleição para a presidência da CBB. A escolha do novo comandante acontecerá em maio do ano que vem.

Chakmati ajudou colocar Grego, como é conhecido o presidente atual da CBB, onde ele se encontra. Esteve ao lado do atual presidente durante muito tempo. Rompeu com ele sei lá por quê.

O paulista diz que sua primeira atitude, se eleito, vai ser mudar os estatutos da entidade e acabar com reeleições a perder de vista. Uma no máximo, diz Chakmati.

Sempre fui contra essa bobagem de dois mandatos e acabou. Como sempre defendi o clube empresa, também entendo que entidades esportivas devam ser profissionalizadas.

A NBA é o maior exemplo. David Stern está à frente da NBA desde 1984. E não há qualquer motivo para se tirá-lo de lá. A liga era uma antes dele; outra depois dele.

Stern é remunerado. US$ 10 milhões por temporada. Merece cada centavo ganho, pois a NBA é sinônimo de sucesso.

Isso aqui no Brasil é impensável. Nossos dirigentes são amadores e, por isso mesmo, não têm visão profissional. São pouco estudados e não têm cultura administrativa.

Não merecem ficar mais do que dois mandatos. E olhe lá.

Por isso aprovo a postura de Chakmati.

Mas não estou dizendo, com isso, que ele será a salvação do nosso basquete. ‘E bom deixar isso bem claro.

TORCIDA

Os votos continuam chegando e o quadro mudou um pouco em relação à contagem anterior. Apareceram novos torcedores, como do Minnesota e Toronto.

E o mais legal é que já conseguimos computar 50 votos. E tem gente que freqüentava este botequim que ainda não apareceu para votar.

Portanto, os números tendem a mudar.

Vamos, pois ao novo posicionamento dos times mais populares aqui no Brasil:

1)    Lakers – 24.0%
2)    Chicago – 14.0%
3)    Phoenix – 14.0%
4)    Boston – 8.0%
5)    San Antonio – 8.0%
6)    Cleveland – 6.0%
7)    Detroit – 6.0%
8)    Denver – 4.0%
9)    Houston – 4.0%
10)    Dallas — 2.0%
11)    Miami — 2.0%
12)    Minnesota — 2.0%
13)    New Jersey — 2.0%
14)    Philadelphia — 2.0%
15)    Toronto– 2.0%

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 9 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 11:13

MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO

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A edição de ontem do jornal “O Estado de S.Paulo” trouxe uma matéria falando da distribuição dos recursos da Lei Agnelo Piva para o ano que vem. Sabe qual a confederação que perdeu mais dinheiro nesta divisão? A de basquete.

A perda foi substancial. No ano passado, a CBB recebeu R$ 2,278 milhões; ano que vem, cairá para R$ 1,5 milhão. Deixará de embolsar R$ 778 mil. Como escrevi, teve o maior desfalque entre todas as 28 confederações brasileiras.

O basquete brasileiro vai receber menos do que confederações como as de vela e motor (R$ 2,5 milhões), handebol (R$ 2,3 milhões) e tênis de mesa (R$ 1,6 milhão). Receberá o mesmo que as confederações de canoagem, ciclismo, hipismo e remo. E, obviamente, muito menos do que confederações importantes, como as de atletismo, desportes aquáticos, judô (R$ 2,5 milhões) e vôlei (cada uma vai ganhar R$ 2,5 milhões) e ginástica (R$ 2,3 milhões).

Mais uma demonstração da incompetência de Gerasime Bozikis (foto), o presidente da CBB. O basquete definha sob a administração do referido cartola. O masculino não disputa uma Olimpíada há três edições e o feminino despenca a cada edição do Mundial e dos Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, presidentes de federações, responsáveis pela eleição do presidente da confederação, continuam sufragando nas urnas seu apoio em favor da administração de Grego, como é conhecido o presidente da CBB.

Em maio do ano que vem haverá nova eleição, que vai determinar o presidente para os próximos quatro anos. O Brasil estará de olho no comportamento dos presidentes das federações. Claro, porque se eles reelegerem Grego para a presidência da entidade, alguma coisa de errado deve existir neste processo eleitoral.

Vamos ficar por aqui. Mais pra frente a gente volta a tocar no assunto.

DE NOVO; SEM BRILHO

Desta vez o Phoenix ganhou, mas Leandrinho voltou a ter uma atuação bem discreta para os seus padrões. Jogou apenas 19 minutos e quando o jogo estava para ser fechado, voltou para o banco de reservas.

Foi substituído por Raja Bell quando faltavam 5:26 minutos para o final da partida, porque ela estava aberta, com o Phoenix vencendo por apenas seis pontos (88-82). Naquele momento o time precisava de defesa. E todos nós sabemos que, além de o brazuca ser frágil na marcação, Bell é o cara que sempre marca o principal jogador do “backcourt” adversário. Leandrinho não voltou mais.

O jogo foi fechado em 104-96 para o Suns e o brasileiro limitou-se a sete pontos, tendo acertado apenas um de seus cinco arremessos triplos tentados, e uma bandeja bonita num “reverse” vindo de Amaré Stoudemire. Apanhou três rebotes defensivos e deu igual número de assistência.

Mesmo com toda a sua agilidade de braços e rapidez com as pernas, não roubou nenhuma bola do adversário. Mostrou, mais uma vez, toda a sua fragilidade defensiva. Por isso foi para o banco no momento crucial da partida.

DIESEL

Shaquille O’Neal estava com média de exatos 12 pontos por partida nesta temporada antes do jogo de ontem. Arrebentou: marcou 29 pontos. Foi sua melhor performance ofensiva nesta temporada. E ainda adicionou 11 rebotes ao seu desempenho final.

Shaq Diesel, se você não sabe, é o maior cestinha entre os jogadores que disputam a atual temporada da NBA. Contando os pontos desta temporada, o grandalhão tem exatos 26.375 pontos, bem abaixo dos 38.387 marcados por Kareem Abdul-Jabbar, o maior artilheiro da história da NBA.

MJ

Alguém perguntou por Michael Jordan? Ele é o líder em toda a história da NBA em média de pontos, com 30.1 por partida. Foram 32.292 ao longo da carreira, mas em 1.072 partidas.

Kareem disputou 1.560 jogos, 488 a mais do que MJ. Encerrou a profissão com média de 24.6 pontos.

Se Jordan tivesse jogado o mesmo número de partidas de Kareem, levando-se em conta sua média de pontos, poderia ter adicionado mais 14.640 ao seu desempenho. E teria encerrado a carreira como o maior pontuador de toda a história da NBA, com 46.932 pontos.

Mas isso fica por conta da imaginação; a gente nunca vai saber se de fato iria acontecer. Até porque em seu último ano de NBA, sua média caiu para exatos 20 pontos por partida.

DE NOVO; COM BRILHO

Anderson Varejão (foto AP) voltou à quadra ontem à noite. E mais uma vez deixou-a vitorioso. Foi peça importante no triunfo do Cleveland sobre o Chicago – que havia batido o Phoenix na sexta à noite, lembram-se? – por 106-97. O jogo foi na Cidade dos Ventos e 21.965 torcedores estiveram no United Center.

O capixaba fechou a partida com 13 pontos, três tocos, mas apanhou poucos rebotes: quatro (um deles ofensivo). No entanto, Varejão tem sido importante no trabalho de bloqueio dos adversários dentro do garrafão defensivo, o que possibilita a sobra das bolas podres para jogadores como LeBron James, que ontem fisgou 13 no total, nove deles na defesa.

Na noite de sexta-feira, ficou em quadra meia hora; ontem, esteve um minuto a menos. É jogador chave no esquema do técnico Mike Brown – o meu favorito para ganhar o troféu “Coach of the Year”.

King James foi novamente o grande nome do Cavs. Marcou 41 pontos. Foi o maior pontuador da rodada deste sábado. É o cestinha da atual temporada com média de 28.1 por partida.

NORMALIDADE

Parece que tudo voltou à normalidade em New Orleans. Ontem o time bateu o Miami, em casa, por 100-89, recuperando-se da surpreendente derrota para o Charlotte, na noite de sexta.

A arena de New Orleans não esteve completamente cheia, mas os 17.701 torcedores que lá estiveram gostaram do que viram, principalmente dos 21 pontos e 13 assistências do armador Chris Paul.

NÚMEROS

Se LeBron James é o cestinha da atual temporada, o melhor passador de bola é Chris Paul com 11.7. É o único que tem dois dígitos de média. CP3 é também o mão leve da NBA, com 3.33 desarmes por partida, o grande ladrão da liga. Nos rebotes, sem surpresa também: Dwight Howard, o super-homem do Orlando, tem 13.7 de média e é o mais forte de todos. Como Paul, Dwight quer mais. É o líder também nos tocos, com exatos quatro por jogo.

Esta estatística é de corar: sabe quem é o jogador que mais erros comete por partida? Stephen Jackson, do Golden State, com 4.2 equívocos por embate disputado.

OS LÍDERES

Se o campeonato terminasse hoje, os 16 classificados para os playoffs seriam os seguintes:

LESTE – 1) Atlanta [4-0] 2) Boston [5-1] 3) Detroit [4-1] 4) Cleveland [5-2] 5) Orlando [4-2] 6) Toronto [3-2] 7) New York [3-2] e 8) Miami [3-3].

OESTE – 1) Lakers [4-0] 2) Utah [5-0] 3) Houston [4-2] 4) Phoenix [5-2] 5) New Orleans [4-2] 6) Memphis [3-3] 7) Portland [3-3] e 8) Denver [2-3].

Como se vê, apenas um time com desempenho inferior a 50%: o Denver.

Como se vê, os três brasileiros estariam nos playoffs.

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  2. AH, OS BRASILEIROS…
  3. SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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