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quarta-feira, 30 de junho de 2010 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 23:56

UM VICE COM SABOR DE TÍTULO

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Uma pena: o Brasil acabou de perder para os EUA na decisão da Copa América Sub-18. Mas poderia ter vencido. O resultado final mostra isso: 81-78.

Nosso selecionado passou boa parte do segundo tempo na frente. Virou, aliás, o primeiro na frente em um pontinho: 35-34. Mas não conseguiu fechar um jogo que poderia ter ganhado.

Cometeu um erro que não pode ser chamado de grave até pela nossa cultura e pela precoce idade de nossos jogadores: abusou das bolas longas. Elas caíram em momentos importantes, mas perdemos muitos ataques desta maneira. Fizemos 8-21 (38.1%).

Poderíamos e deveríamos ter usado mais nosso pivô Lucas Nogueira, um gigante em todos os sentidos (2m10 de altura de acordo com o site da CBB). Ele foi disparado o melhor jogador em quadra. Até este momento, não sei se ele foi eleito o MVP do torneio. Não deve ter sido, pois é hábito dar o troféu para um jogador do time campeão.

Mas Lucas bem que poderia deixar a quadra com este laurel. Fez 22 pontos (cestinha da partida), pegou 14 rebotes (reboteiro do jogo), deu três tocos (líder também da contenda neste quesito) e fez dois desarmes (“ladrão” da partida). Mas praticamente assistiu ao jogo no último quarto.

Pouco pegou na bola. Deveríamos e poderíamos ter usado mais o carioca de São Gonçalo e que joga, mesmo com 17 anos, no basquete da Espanha.

Destaque também para o nosso ala Felipe Vezaro. Num momento de carência de jogadores nesta posição, Felipe mostrou jogo e potencial. Anotou 17 pontos, tendo encestado três de suas cinco tentativas triplas. Demonstrou muita personalidade em quadra.

Quanto ao jogo, quando faltavam 3:47 minutos para o final do terceiro período, Gabriel Aguirre, da zona morta direita, empatou o cotejo em 51 pontos. A 2:04 minutos do fim, Raul Togni Neto levou a vantagem para sete pontos: 58-51.

Viramos o terceiro quarto novamente na frente: 63-58.

Durval Cunha, com uma cesta dupla, aumentou a vantagem brasileira para nove pontos com apenas 47 segundos de bola pingando no último quarto: 67-58. Foi a maior diferença a favor do Brasil.

A 4:12 minutos do final, os EUA voltaram a recuperar a liderança com um tiro duplo de Kyrie Irving: 74-72. A partir de então, o máximo que o Brasil conseguiu fazer foi empatar a partida em 78 pontos com um tiro certeiro de Raul Neto a 41 segundos da buzinada final.

No ataque seguinte ao tempo pedido pelo técnico Jeff Capel (Universidade de Oklahoma), Quincy Miller acertou também um arremate triplo e deu números finais ao marcador: 81-78.

O vice-campeonato foi um prêmio e tanto para um basquete que foi jogado no fundo do poço na administração anterior. Agora com Carlos Nunes no comando, estamos recuperando nossa dignidade e também nossa identidade.

A mudança no “staff” técnico das nossas seleções é um começo. Esse time sub-18 foi comandado por Walter Roese. Disse no texto passado que Roese tem ótima formação basqueteira. Passou boa parte de sua vida nos EUA jogando e treinando.

E agora coloca em prática tudo o que aprendeu mesclado com sua inteligência e intuição. Se no final abusamos das bolas de três, durante o jogo pudemos observar um time com jogadas e variações que possibilitaram pontos de todos os cantos da quadra: o Brasil fez 78 tentos; foi o time que mais machucou os EUA no torneio.

Mostramos também uma defesa forte. Limitamos os EUA a apenas 81 pontos. No segundo quarto, os EUA marcaram apenas 12 pontos, a menor produção americana em todo o torneio. Os 81 tentos norte-americanos foram, também, a menor pontuação deles na competição.

Foi uma pena não termos vencido. Mas o segundo lugar, e do jeito que jogamos, tem gosto de medalha de ouro. Afinal de contas, nossa seleção é fruto de um recrutamento feito em menos de duas dezenas, talvez, de clubes, enquanto que nos EUA, um país com mais de 300 milhões de habitantes, seu treinador mal pôde dormir com tantas opções que tinha, uma vez que todos os meninos e meninas daquele país passam sua vida escolar jogando, entre outras modalidades, o basquete.

Assim, até eu, Zé de Abreu. Quero ver ganhar títulos com a estrutura que temos. Quero ver ser vice-campeão, vendendo caro a vitória ao “Brasil do Basquete” com a estrutura que temos.

Quem deveria subir no lugar mais alto do pódio era o Brasil e não os EUA. Nossos meninos do sub-18 estão de parabéns; Walter Roese, nosso treinador, e todo o seu “staff” técnico também.

Vocês nos deixaram orgulhosos.

Notas relacionadas:

  1. DO VINHO PARA A ÁGUA
  2. BRIGA CERTA É NO MASCULINO
  3. DE VOLTA AO FUTURO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

domingo, 17 de janeiro de 2010 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 11:00

DECISÃO INDISCUTÍVEL

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A CBB oficializou ontem a contratação de Rubén Magnano. Excelente!

O selecionado brasileiro será dirigido por um dos melhores treinadores de basquete do planeta. Alguém duvida?

Magnano, se você não sabe, foi vice-campeão Mundial (2002) e campeão Olímpico (2004). Levou a sua Argentina para este patamar que a gente tanto quer chegar.

MAGNANOFoi exatamente a seleção de Magnano que ganhou pela primeira vez de um time profissional dos EUA, no Mundial referido, em Indianápolis. Na ocasião, chegou à decisão do título, mas foi dobrada pela ex-Iugoslávia por 84-77, na prorrogação.

Dois anos depois, atingiu o topo do mundo ao vencer uma competição muito mais importante: a Olimpíada de Atenas. Venceu na final a Itália por 84-69.

Antes disso, na semifinal, voltou a ganhar um jogo oficial dos profissionais dos EUA, ao bater o time dirigido pelo técnico Larry Brown por 89-81. Time que contava com Tim Duncan, LeBron James, Carmelo Anthony, Carlos Boozer, Allen Iverson, Carlos Boozer e Dwayne Wade.

Magnano, como se vê, de bobo não tem nada. Claro que ele teve em suas mãos uma geração de ouro, seguramente a melhor da história do basquete argentino.

Em Atenas estavam Manu Ginobili, Andres Nocioni, Carlos Delfino, Luis Scola, Fabricio Oberto, Pepe Sanchez, Ruben Wolkowski e Walter Hermann, todos jogadores que brilham ou brilharam na NBA.

O contrato do argentino com a CBB vai até o final do Pré-Olímpico de 2012. Terá a difícil missão de levar o time brasileiro a uma Olimpíada, o que não ocorre desde os Jogos de Atlanta, em 1996.

Se obtiver sucesso, renova com a CBB por mais quatro anos, visando os Jogos do Rio, em 2016.

Ao contrário de Moncho Monsalve, o espanhol que tirou o basquete brasileiro do marasmo e tornou-o competitivo novamente, Magnano vai ficar no Brasil praticamente o ano inteiro. Pelo menos é o que informa a CBB.

Por aqui vai estar e terá também a missão de ensinar a nossos jovens treinadores conceitos de basquete. Importante, pois não temos visto mais aparecer jogadores com qualidades a ponto de brigar com as feras internacionais.

Seguramente, fruto do mau ensinamento da base. Mesmo os que brilham no momento, como o trio que joga na NBA, mostram deficiências gritantes em fundamentos importantes.

Quando Nenê Hilário, Anderson Varejão e Leandrinho Barbosa arremessam é nítido o jeito desajeitado do trio. Barbosa já foi até motivo de brincadeiras e matérias especiais nos EUA.

Defensivamente, nossos jogadores não sabem se comportar em quadra. Quando o fazem é por puro instinto e força de vontade — exemplo: Varejão.

Por que isso ocorre? Porque quem os ensinou, quando garotos, na verdade não ensinou coisa nenhuma.

Magnano terá a missão de ajudar, portanto, na formação de técnicos nas categorias de base, pois eles participarão de clínicas ministradas pelo argentino. Muito bom.

Muito bom é pouco; diria ótimo, excelente!

Ontem, sábado, dia 16 de fevereiro, o basquete masculino brasileiro deu um passo importantíssimo. Tem tudo para dar certo.

A menos que o boicote, em todas as áreas (e aqui incluo jornalistas e gente que usa a mídia para se manifestar), seja grande demais e inviabilize o trabalho deste que é, repito, um dos maiores treinadores de basquete do planeta.

MONCHO

Como disse acima, Moncho Monsalve tirou o basquete brasileiro do marasmo. Muitos vão recriminar a atitude do presidente Carlos Nunes por isso.

De fato, o espanhol fez um grande trabalho. Mas não há como criticar a atual administração da CBB pela não renovação de contrato com Moncho.

Como já disse aqui neste botequim, é o mesmo que você ter sido dirigido por Mike Brown e, findado o contrato com o treinador, aparece a oportunidade de contratar Phil Jackson.

Por melhor que tenha sido o trabalho de Brown, P-Jax é o “the best”.

Rubén Magnano pode não ser o “the best”, mas está entre os melhores, como já disse.

Notas relacionadas:

  1. PAPO PRA ESPERAR TREM
  2. A QUEM INTERESSA A QUEDA DE BRAÇO?
  3. A TÁTICA DA CBB
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 15:05

A TÁTICA DA CBB

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Rubén Magnano

Rubén Magnano à frente da seleção argentina

Notícia publicada no jornal “O Globo” dá conta de que a CBB abriu negociação com o técnico argentino Rubén Magnano, campeão olímpico com a Argentina em 2004. Quem informou foi o próprio presidente da entidade, Carlos Nunes.

Já disse várias vezes neste botequim que a prioridade tem que ser a renovação de Moncho Monsalve. Já disse também que não sinto muita vontade por parte da CBB que o espanhol continue à frente do grupo.

Esta nova notícia merece também nova interpretação. Penso ser legítimo por parte da entidade querer melhorar o nível do treinador.

Se o seu time é treinador por Mike Brown e você tem a oportunidade de contratar Phil Jackson, por que não contratá-lo? Deve-se contratá-lo e não há por que ser criticado por isso.

Não há como comparar a qualidade de do espanhol com o argentino. É certo que não se pode deixar de reconhecer o trabalho de Moncho junto ao grupo e ao basquete brasileiro.

Mas Magnano é campeão olímpico e vice mundial. Montou esse time argentino que vem encantando o planeta há alguns anos.

Suas credenciais são indiscutíveis. É assim que eu o vejo.

Neste caso, não há como condenar o presidente da CBB.

Este é um cenário.

Por outro lado, na mesma entrevista, Nunes diz que não sabe se o argentino vai aceitar o convite.

Que loucura!!! As negociações engatinham e Nunes sai falando aos quatro ventos?

E se não der certo? Como Moncho vai reagir a essa notícia? Vai se sentir traído? Espanhol, sangue quente, pode muito bem chutar o pau da barraca e mandar todo mundo às favas.

Este é o outro cenário.

Fico me perguntando: se o acordo ainda está em fase embrionária e existe uma grande possibilidade de Magnano não aceitar, será que a cúpula da CBB não estaria usando o argentino para irritar o espanhol para que este mande todo mundo às favas?

Se verdade, seria simplesmente desprezível.

Moncho Monsalve em ação no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano

Moncho Monsalve no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano, aqui em jogo contra a Argentina

DE MOLHO

Assim estou. Marcus Vinícius, velho parceiro do nosso botequim, testemunhou minha condição precária quando segunda-feira passada eu comentei pela Rádio Jovem Pan a goleada do Palmeiras sobre o Rio Branco do Acre por 4-1.

“Um caco”, assim ele me definiu. E sinto-me desta maneira mesmo.

Em função dos remédios, tenho sono o dia inteiro. Durmo quando posso, tentando tapeá-lo para estar em forma para ver alguns jogos da NBA.

Mas o sono tem vencido esta peleja. Espero reverter o quadro brevemente.

Por isso, nada vi da rodada passada da maior liga de basquete do planeta. Nada vi é maneira de dizer; claro que vi, pois já dei uma olhada em vários sites e vi highlights de partidas importantes.

Especialmente a cesta derradeira de Rajon Rondo diante do Miami, na Flórida. Que vacilo de Mario Chalmers!

O jogo estava nas mãos do Heat, pois, afinal, faltava menos de um segundo para a buzinada final. Mesmo assim, o Celtics conseguiu empatar e levar a contenda para a prorrogação. E ganhou por 112-106.

Só os grandes conseguem isso; só os campeões desafiam o improvável.

Assim é o Boston, o Cleveland, o Lakers…

Mas o Lakers perdeu para o Clippers! Verdade, perdeu (102-91), mas, como sempre digo, há zebras no basquete e não dá para se vencer todas as noites.

A derrota significou também o fim de um tabu de nove partidas sem perder para o primo pobre angelino. O bom nessa derrota foi que Andrew Bynum voltou a jogar bem: 15 pontos e 14 rebotes.

Voltou a fazer um “double-double” depois de 24 partidas!

Quanto aos brasileiros, Anderson Varejão deixou vitorioso a quadra de sua Q Arena na goleada do Cleveland diante do Washington por 121-98. Wizards que jogou pela primeira vez sem Gilbert Arenas depois que a NBA o suspendeu merecidamente por tempo indeterminado.

Foram 12 pontos, oito rebotes, três assistências, um roubo e um toco do capixaba. Boa atuação, sem dúvida. LeBron James foi o cestinha do time com 23 pontos, mas os míseros sete marcados por Mo Williams chamou a atenção.

Mas voltemos aos brasileiros, pois Leandrinho Barbosa também jogou. Bem, ele gostaria, mas Alvin Gentry deixou-o em quadra por apenas 17 minutos, dez a menos que Varejão.

O paulistano fez apenas nove pontos na vitória do Suns sobre o Houston por 118-110. De restou, zerou em todos os outros fundamentos.

Sobre Leandrinho não há mais o que se falar.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL BATE ARGENTINA, MAS…
  2. DECLARAÇÃO CONFUSA
  3. ZEBRA COM NOME EM DALLAS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 14:26

ZEBRA COM NOME EM DALLAS

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Tim Thomas x Anderson Varejão em Dallas

Varejão x Tim Thomas em Dallas

Dirk Nowitzki tem média de 26 pontos por jogo. Ontem, ao abrir as portas de seu American Airlines Center para o Cleveland, o Dallas apresentou seu elenco para o jogo entre ambos e nele não constava o alemão.

Contundido no cotovelo direito, Dirk foi visto sim, mas em trajes civis, ao lado dos jogadores reservas do Mavs. Desfalque e tanto.

Ainda mais quando o adversário chega capitaneado por LeBron James e com o status de um dos melhores times da liga no momento.

Dá pra vencer sem Nowitzki?

Rick Carslile e todo o grupo, evidentemente, acreditavam na vitória. Afinal, ninguém entra em quadra derrotado.

E essa história de que em basquete não há zebras, e que surpresas não acontecem, é história pra boi dormir e é papo furado de quem fala sem conhecimento de causa.

Pois bem, e a zebra aconteceu ontem no American Airlines Center.

Não só o Dallas venceu o Cleveland (102-95), como Tim Thomas, um veterano ala de força que perambula pela liga há 13 temporadas, tornou-se o nome do jogo, com 22 pontos marcados, quatro a menos do que Nowitzki.

Alguém poderia imaginar que isso fosse acontecer? Eu, sinceramente, esperava por uma vitória do ?Cleveland.

Mas como em basquete também há zebras, ela deu o ar da graça ontem à noite em Dallas.

DEFESA

Algo, por exemplo, que Steve Nash não sabe do que se trata. Mas não é do canadense que eu quero falar — vamos deixá-lo em seu canto.

Falo de defesa para dizer que o Dallas bateu o Cavs na defesa. Sim, pois LeBron James, embora tenha anotado 25 pontos, cravou apenas dois no quarto decisivo, quando tudo se define.

Defesa, talvez o principal alicerce do basquete, que ajudou o Dallas a bater o Cleveland e que Steve Nash não faz a menor idéia do que se trata.

Mas vamos deixá-lo em paz, até porque, com a bola nas mãos e atacando, poucos têm a lucidez e a inteligência do armador do Phoenix.

VAREJÃO

O brasuca foi bem na derrota de ontem. Marcou 13 pontos e pegou oito rebotes.

Mas poderia ter marcado um pouco melhor Tim Thomas nos momentos em que o surpreendente jogador do Dallas esteve sob seus olhares.

De qualquer maneira, desculpa-se isso também, pois, afinal de contas, como vimos, ontem foi o dia da zebra em Dallas.

E contra ela ninguém pode.

DEFINIÇÃO

Leio na internet que a CBB prorrogou uma vez mais a decisão de renovar ou não o contrato de Moncho Monsalve. O treinador abriu as portas de sua casa, em Múrcia, na Espanha, e recebeu André Alves, diretor técnico da CBB, e Vanderlei Mazzuchini, diretor das seleções masculinas.

Falaram sobre o planejamento visando o Mundial do ano que vem na Turquia, discutiram os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 e quando o assunto chegou à Olimpíada do Rio de Janeiro, em 16, a conversa emperrou.

Isso porque a CBB quer traçar um planejamento até a Olimpíada brasileira. Moncho, como se sabe, pretende aposentar-se ao final dos Jogos de Londres.

Por causa disso, Alves e Mazzuchini pegam o avião esta noite, chegam amanhã ao Brasil e dizem ao presidente Carlos Nunes que Moncho não poderá dirigir a equipe nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Eu pergunto: e daí?

Moncho pode muito bem cumprir o ciclo por ele imaginado e preparar José Neto, que é seu auxiliar, para assumir o comando da equipe quando o espanhol se aposentar.

Simples, não é mesmo?

Por que algumas pessoas teimam em procurar pelo em ovo?

TRISTE

Não vi o jogo, mas leio também na internet que o pau quebrou ao final da partida entre Paulistano e Pinheiros, no ginásio do Jardim Europa (Pinheiros).

A briga envolveu dirigentes do Pinheiros e integrantes da comissão técnica do Paulistano.

Que coisa, hein! Sempre a mesma história: ninguém sabe perder. O brasileiro é um povo incapaz de lidar com perdas, frustrações esportivas.

Sinceramente, não tenho a menor vontade ou motivação para assistir a cenas desse tipo.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. NÚMEROS QUE ENGANAM
  3. A ZEBRA DA TEMPORADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 27 de novembro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 17:36

VAREJÃO, O MELHOR DE TODOS

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Anderson Varejão foi eleito o melhor jogador de basquete deste ano de 2009. Como recompensa, levará para casa o Prêmio Brasil Olímpico.

Justa escolha, pois o capixaba foi de fato o melhor basqueteiro neste ano. Foi o líder e a referência da seleção brasileira na Copa América, conquistando não apenas a vaga para o Mundial do ano que vem na Turquia, mas também o título do torneio, calando quase 20 mil porto-riquenhos dentro do Coliseu Roberto Clemente.BRA_Varejao_Anderson202.jpg

Deixou para trás jogadores importantes, como Leandrinho Barbosa e Tiago Splitter. Isso sem falar na raça de Alex Garcia e no jogo envolvente de Marcelinho Huertas.

Como se vê, temos hoje quase que um time titular que nos agrada. E tudo isso graça a Moncho Monsalve, que deu padrão para nosso selecionado, ensinou nossos jogadores a defender e no ataque não ficarem apavorados, sabendo esperar pelo momento certo para decidir.

Com isso, reluziu o jogo desses atletas mencionados acima. E quem brilhou mais foi realmente Anderson Varejão (Foto Divulgação/CBB).

Como disse, escolha justa.

REFORÇO

Anderson Varejão foi escolhido por jornalistas, cartolas, atletas e ex-atletas. Eles levaram em consideração uma lista de três nomes indicados pela CBB. Que no ano que vem essa galera quebre ainda mais a cabeça na hora de escolher o melhor da temporada 2010, pois torço para que o Brasil faça uma grande campanha no Mundial turco e que jogue reforçado de seu melhor jogador: Nenê Hilário.

RODADA 1

O jogo de Atlanta entre Hawks e Magic foi eletrizante. Não como Orlando x Miami, pois não foi decidido no fim.

Foi empolgante porque o Orlando tirou uma diferença de 14 pontos, quando tudo caminhava para um triunfo dos anfitriões.

Mas eis que o Super-Homem surgiu de alguma cabine telefônica da Philips Arena e com seus 22 pontos e 17 rebotes liderou o time da Flórida em quadra e mostrou aos georgianos que eles ainda têm muito o que fazer se quiserem levar vantagem quando os playoffs chegarem.

Howard contou que tomou um corretivo do técnico Stan Van Gundy no intervalo da partida. Havia finalizado o primeiro tempo com apenas seis pontos.

Anotou 16 no segundo, sendo que dez deles foram no terceiro quarto, quando tudo se resolveu: 28-14 para o Magic.

No outro jogo da noite… bem, no outro jogo da noite novamente o Chicago perdeu. Perdeu vírgula, foi uma vez mais massacrado: o Utah enfiou 105-86 sem piedade, com Carlos Boozer anotando 28 pontos.

Do jogo, nada a falar; do Bulls, apenas uma palavra: ninguém vai fazer nada para mudar este cenário tétrico?

RODADA 2

Dois jogos me chamam a atenção esta noite: Houston x San Antonio, o clássico texano, e Denver x New York.

Na sede da Nasa o Rockets recebe um empolgado Spurs. O alvinegro vem de três vitórias consecutivas e luta para não se tornar o Grêmio da NBA.

Ou seja: quer vencer fora de casa. Até agora, quatro jogos, quatro derrotas.

A chance até que não é pequena, pois o Houston, em seu Toyota Center, tem um recorde de 4-3.

O jogo do Colorado é atraente porque teremos a oportunidade de ver o melhor jogador do campeonato até agora, Carmelo Anthony, e um dos três melhores pivôs da NBA na atualidade: Nenê Hilário.

Destaque, claro, também para:

1) Cleveland, do premiado Anderson Varejão, que vai até Charlotte ver de perto Michael Jordan sentado em sua poltrona ao lado do banco do Cats;

2) Phoenix, do outro brasuca da NBA, Leandrinho Barbosa, que visita o Minnesota que tem um recorde de 1-14 na temporada (apanhou sete vezes diante de seus fãs).

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  1. LEANDRINHO E SUA MELHOR NOITE NA NBA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quinta-feira, 5 de novembro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 13:03

DECLARAÇÃO CONFUSA

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Lendrinho e Thiago Splitter

Lendrinho e Thiago Splitter na seleção brasileira

Li em “O Estado de S.Paulo” desta quinta-feira entrevista com Leandrinho Barbosa. Nela, ele diz que vai fazer de tudo para que Nenê Hilário esteja no Mundial do ano que vem na Turquia.

Disse Leandrinho: “Nenê seria uma grande ajuda e ele sabe. É um dos pontos fortes do basquete brasileiro. Nós estamos tentando convencê-lo a participar do Mundial”.

Confesso que não consigo entender o que Leandrinho quis dizer. Afinal, Nenê não atendeu as duas últimas convocações do técnico Moncho Monsalve por estar doente.

Na primeira oportunidade, retirou um tumor testicular; na segunda, quebrou o braço.

Ao fazer uma afirmação dessas, Leandrinho dá a entender que Nenê não esteve na seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Pior: deixa Nenê em uma situação difícil junto aos torcedores, pois muita gente realmente acredita que Nenê não vestiu a camisa 13 da seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Creio que Leandrinho não quis dizer o que disse.

Seguramente, ele quis dizer algo do tipo: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente ao grupo, pois precisamos dele demais.

Sim, acho que foi isso o que Leandrinho quis dizer.

MONCHO

O presidente da CBB, Carlos Nunes, estará na Europa acompanhando o sorteio dos Mundiais masculino e feminino que ocorrerão ano que vem na Turquia e República Tcheca, respectivamente.

Aproveitará a viagem para visitar Moncho Monsalve. O espanhol passou por uma cirurgia na coluna e recupera-se bem — felizmente.

Ainda segundo “O Estado de S.Paulo”, Nunes disse que Moncho tem um “gênio impossível” e que isso pode pesar no momento da renovação do contrato do ibérico, que encerra-se no final deste mês.

O que Nunes quer dizer com isso? — pergunto novamente.

É certo que Nunes é o patrão (por ser o presidente da CBB) e Moncho o empregado. Mas o relacionamento entre eles é pouco e não deve ser decisivo no momento de se decidir o futuro.

O relacionamento de Moncho é intenso com os jogadores, isto sim. São eles é que têm que avaliar a convivência com o treinador.

Se Moncho é bom para os jogadores, é bom para a seleção. Consequentemente, é bom para o basquete brasileiro.

E a avaliação dos atletas quanto ao espanhol é excelente: nota 10. Os basqueteiros querem a permanência dele à frente do grupo.

É isso o que conta — o resto é perfumaria.

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House

NBA

A rodada de ontem da maior liga de basquete do planeta confirmou que: 1) O Boston continua “on fire”; 2) O Denver também; 3) O Lakers está um pouco abaixo de ambos.

O melhor de tudo, pelo menos para nós, brasileiros, é a bola que Nenê Hilário vem jogando. No triunfo de ontem diante do New Jersey, do outro lado do Rio Hudson, por 122-94, o são-carlense marcou 16 pontos, pegou nove rebotes, deu quatro assistências e três tocos.

E mais: 5-6 nos arremessos de quadra.

Suas médias no campeonato: 14.6 pontos e 9.6 rebotes. Seu percentual de aproveitamento nos arremessos é de 60%: 24-40. Muito bom.

Nenê confirma o que todos nós sabemos: é o melhor jogador brasileiro de basquete na atualidade.

Leandrinho tem razão: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente à seleção, pois precisamos dele demais.

CANSAÇO

O primeiro parágrafo do texto do site da NBA que relata a vitória do Boston sobre Wolves, em Minneapolis, é muito bom. Traduzo-o para vocês:

“Suas pernas foram a razão pela qual o Celtics quase perdeu pela primeira vez. Suas cabeças foram a razão pela qual isso não aconteceu”.

Ou seja: o Boston teve dificuldades para defender porque faltaram pernas para seus principais jogadores, pois, todos sabemos, Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e Rasheed Wallace não são mais crianças.

Mas a inteligência tática do quarteto e a compreensão que eles têm do jogo acabou evitando o primeiro revés da temporada.

Depois de 48 minutos de bola pingando aqui e ali, lá e acolá, o Celtics somou sua sexta vitória na competição: 92-90.

REENCONTRO

Ron Artest e Trevor Ariza reencontraram pela primeira vez suas ex-equipes. 18.291 torcedores lotaram o Toyota Center em Houston.

Estavam curiosos para ver como os dois se sairiam. No final, viram o óbvio: o desfile de Kobe Bryant em quadra.

O melhor jogador de basquete do planeta marcou 41 pontos e liderou o Lakers em mais uma vitória no torneio: 103-102. Mas não foi fácil; uma prorrogação foi necessária para se definir o vencedor.

E quem foi o “key factor” para que o Lakers vencesse o tempo extra por apenas um pontinho (11-10)? Sim, ele, “Black Mamba”.

Kobe marcou oito pontos e evitou a segunda derrota dos angelinos na temporada. Sua performance possibilitou, isto sim, o quarto triunfo na competição.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 16 de outubro de 2009 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro, outras | 17:27

BRIGA CERTA É NO MASCULINO

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A briga vai ser boa; vamos ver se o Brasil leva essa também, depois de ter sido escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Falo do Pré-Olímpico de basquete masculino e feminino para os Jogos de Londres, em 2012. A CBB quer sediar os dois. A informação, fresquinha, é da Fiba Américas.

Penso que a CBB comete um erro. Deveria concentrar suas atenções e brigar para abrigar apenas o masculino, pois o fator quadra pode ser determinante para conseguirmos uma vaga.

No feminino, mesmo com um time que não é lá grande coisa, penso que dá para a gente se classificar mesmo que o torneio aconteça na Conchinchina – que hoje já não existe mais, diga-se.

pre de las vegasMas, falava eu, sediar o torneio masculino pode ser o diferencial que o nosso selecionado precisa para garantir a vaga para os Jogos londrinos. Agora, é claro que vai depender muito do que vai acontecer no Mundial da Turquia, no ano que vem.

Vamos torcer para que os EUA ganhem – assim, garantem automaticamente a vaga para a Olimpíada de Londres. Vamos torcer também para que a Argentina fique entre os cinco primeiros para abrir mais uma vaga para o nosso continente.

Se isso ocorrer, mais a vaga que é garantida para as Américas, teremos três disponíveis no Pré-Olímpico continental. Ganhando o Mundial, os EUA nem participam da competição.

Assim, brigariam por três vagas Brasil, Argentina, Porto Rico, Canadá e República Dominicana. Os demais figurariam no torneio.

Quer dizer, cinco postulantes a três vagas. E jogando no Maracanãzinho, por exemplo (gostaria muito que fosse na Arena HSBC, mas o pessoal do Rio diz que é longe de tudo e de todos e isso acaba por inviabilizar o uso do local), o Brasil vê suas chances crescerem demais.

Argentina, México, Venezuela e EUA (se o país não for campeão na Turquia) pleiteiam sediar também o Pré-Olímpico. Como o passado foi em Las Vegas (na foto AP, Alex Garcia observado por Guilherme Giovannoni e Pablo Prigioni no torneio de Nevada), talvez a Fiba Américas não escolha a terra do Tio Sam.

Se isso ocorrer, os americanos vão brigar para que a competição seja em Porto Rico ou no México, pois os jogadores da NBA não gostam de longas viagens. Na pior das hipóteses, Venezuela.

Nesse caso (de os EUA participarem do Pré-Olímpico), creio que Brasil e Argentina estão fora da disputa, pois, como disse, os norte-americanos vão vetar, creio eu.

O argentino Alberto García, secretário geral da Fiba Américas, informou que as federações têm até o dia 4 de dezembro próximo para apresentar suas candidaturas. Depois, em 25 de junho do ano que vem, a Fiba anuncia o país escolhido.

Que seja o Brasil – mas tem dado tanto Brasil ultimamente que eu estou achando que a gente vai dançar nessa.

Tomara que eu esteja errado.

Notas relacionadas:

  1. O SIM DE LEANDRINHO
  2. ABUSO DE PODER
  3. DO VINHO PARA A ÁGUA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 5 de outubro de 2009 CBB, basquete brasileiro | 21:38

MASSA GROSSA OU MASSA FINA?

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Leio no site “Basket Brasil” o desenrolar do episódio de ontem envolvendo o ala Marcelinho Machado. Está lá:

1) Carlos Eduardo Maya, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, disse ter ficado contrariado com a atitude do jogador, mas garantiu que ele não será punido;

2) Maya disse ter entendido a reação do atleta rubro-negro, pois ele foi “visivelmente perseguido pelo Joinville, levou duas faltas violentas e ficou de cabeça quente”;

3) Maya prosseguiu e disse que “os árbitros estão muito mal preparados e atrapalham o espetáculo”;

4) A decisão do técnico Paulo Chupeta em não se envolver no episódio, segundo informa o site, será resolvida na base da conversa;

5) Concluiu Maya: “Muitas coisas são ditas de cabeça quente, e reitero que não pretendo punir ninguém porque foi um torneio amistoso, e achei que não foi culpa nem do meu jogador, nem do técnico e nem do supervisor”;

6) Kouros Monadjemi, presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB), garantiu que os jogadores serão vigiados com muita atenção no próximo NBB e as punições serão severas;

7) E declarou: “Lamentei a atitude do Flamengo e de seu jogador. O Marcelinho é um líder, um ídolo do basquete, e isso não condiz com seu comportamento no jogo. Fatos assim não poderão ocorrer no campeonato da LNB, não serão tolerados. Isso não pode se repetir no NBB. O jogador expôs seu clube, o time e o anfitrião, em um torneio amistoso”;

8) Monadjemi não falou em punição, pois o torneio é amistoso;

9) O presidente da CBB, Carlos Nunes, está viajando, mas a entidade soltou uma nota dizendo que a punição a Marcelinho Machado e ao Flamengo só ocorrerão se o Joinville levar o caso à Federação Catarinense de Basquetebol, que encaminha ou à CBB ou ao TJD.

Este iG publica matéria em que o Joinville afirma que não vai deixar tudo acabar em pizza. O documento diz o seguinte: “O ato de indisciplina não pode ficar impune. Os dirigentes do basquete de Joinville acionarão a Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), representando contra este ato, que não só deslustrou a decisão, mas investiu contra os mais elementares princípios do esporte. Pedimos escusas ao grande público presente, que pretendia assistir ao jogo, que foi organizado com todos os requisitos exigíveis”.

Na mesma matéria, o supervisor técnico do Flamengo, André Guimarães, também em comunicado oficial, pediu desculpas pelo ocorrido e afirmou que o atleta será punido por seus atos. “Foi um ato isolado, que não foi apoiado pelos demais companheiros de equipe. Comunico que Marcelinho vai ser chamado pela diretoria e cobrado por suas atitudes”.

Mas isso significa punir? Sei não. Além do mais, Guimarães apita menos do que Maya, que é vice-presidente, e garantiu ao site “Basket Brasil” que não vai punir o atleta.

Resumindo: punição, se houver, vai ser por parte do TJD, na representação que será feita pelo Joinville. O Flamengo, a mim pelo menos ficou muito claro, não pretende punir o atleta; e a CBB também não vai tomar posição alguma.

Se houvesse profissionalismo, o Flamengo puniria o jogador e a CBB também, pois ela é a entidade maior do basquete brasileiro.

Mas vamos aguardar um pouco mais pelo desenrolar final dos fatos.

(Mas sabe o que eu acho mesmo? Vai tudo acabar em pizza, pra não contrariar a vocação deste país, que adora uma impunidade.)

Notas relacionadas:

  1. AH QUE BOM SERIA SE FOSSE VERDADE
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 15 de setembro de 2009 CBB, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 00:21

DO VINHO PARA A ÁGUA

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É, desta vez tudo foi diferente. Aquele Brasil arrasador do primeiro amistoso contra a Argentina deu lugar a um Brasil confuso e por isso mesmo perdido em quadra.

Foi dominado grande parte da contenda e só conseguiu vencer por 77-71 este segundo amistoso diante das portenhas depois de terminada a primeira prorrogação. No tempo normal não teve competência para dobrar as rivais sul-americanas, deixando o prélio terminar empatado em 66 tentos.

O time do técnico Paulo Bassul foi um manancial inesgotável de equívocos.

A quantidade de erros apresentados chamou a atenção (infelizmente, o site da CBB não disponibiliza o “boxscore” da partida; deveria, mas não o faz); o time sucumbiu na maioria das vezes à marcação pressão; esteve perdido na armação das jogadas; arremessou pouco do perímetro; teve um aproveitamento ruim nos arremessos de três.

E tudo isso diante da Argentina!

Mas nem tudo foram problemas; houve uma coisa boa nisso tudo. A atuação da ala/pivô Franciele Nascimento foi o oásis na secura de virtudes que foi o nosso selecionado.

A paulista anotou 24 pontos e fisgou 12 rebotes. Foi a única atleta em quadra a anotar um “double-double”.

Fran, como é chamada pelas companheiras, tem apenas 21 anos. É da nova geração e representa um pouco de luz no fim do túnel deste confuso basquete feminino brasileiro.

Joga pelo Cáceres da Espanha. Tem na altura seu maior adversário, pois mede 1m87.

Dez centímetros a mais e com a qualidade de jogo que dispõe, seria uma jogadora dominante. Que compense a mediana estatura com garra e posicionamento.

O futuro está à sua disposição, Franciele. Cabe a você aproveitá-lo ou não.

PROTESTO

Chegou a vez das nossas meninas. O post da manhã desta segunda-feira foi sobre a partida de sábado da nossa seleção diante da Argentina.

Foram postados, até o momento que escrevo este texto, apenas quatro comentários, sendo que apenas um deles se referia à nossa seleção de saias.

Pergunto: vocês não querem saber da seleção feminina?

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  1. NOVA ERA PARA NOSSAS MENINAS
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  3. MISTURA SABOROSA
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

terça-feira, 11 de agosto de 2009 CBB, NBA, basquete brasileiro | 20:04

ATESTADO DE BOA CONDUTA

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A CBB informa em seu site oficial que a Assembléia Geral Extraordinária realizada ontem no Rio em um hotel em Ipanema aprovou um novo estatuto. Participaram 24 dos 27 presidentes das federações filiadas.

A principal mudança, segundo o informativo, é que está definido que só poderá haver uma reeleição. Ou seja: Carlos Nunes, o atual presidente, tem direito a ficar no máximo quatro anos.

O que eu acho?

Acho que se o cara é competente ele tem o direito de ficar. Já pensou se o David Stern tivesse que deixar a NBA em 1988, quatro anos depois de ter assumido a liga?

Tenho dúvidas se a liga seria a potência que ela é hoje. Stern, definitivamente, foi o cara que profissionalizou a entidade e tirou-a das trevas.

Naquela época, se você não sabe, a NBA era associada a jogadores drogados e a times falidos.

Precisou de tempo para Stern mudar esse cenário. Em quatro anos seria impossível.

Mas ele só ficou – como ainda está – porque é competente. Por isso fica; por isso é remunerado – e muito bem.

O que se comenta é que ele ganha US$ 10 milhões por temporada. Mais do que Lamar Odom, por exemplo.

Bem, mas isso funciona lá, onde tudo é preto no branco e a NBA é uma empresa, controlada pelas franquias. Tem que dar lucro; se não der, cai fora. Se der, por que mudar?

Não há motivos.

Aqui no Brasil, no entanto, onde o que impera é o amadorismo, essa alternância de poder é salutar e importante. De repente a gente encontra um David Stern, já pensou?

E se encontrar, ele terá de sair daqui a quatro anos? Sim, infelizmente, pois neste país muitos pagam pelo que outros tantos fazem de errado, pois não há punição.

Se os velhacos fossem enjaulados, isso não aconteceria. A alternância é importante para que pessoas não se locupletem.

Sou obrigado a dizer: nem todos, nem todos, mas a maioria sim.

Infelizmente.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

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