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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 NBA | 19:21

NEGÓCIOS NÃO PARAM ATÉ QUINTA

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LOS ANGELES — Muita coisa ainda vai acontecer na NBA até quinta-feira. Nesta quinta a NBA estipulou o “deadline” das trocas. Horário derradeiro: 18h de Nova York. Depois desta data, nenhuma troca pode mais ocorrer.

E o que se comenta aqui nos EUA é que o Denver não vai ficar com dois jogadores que o New York enviou a ele na troca por Carmelo Anthony e Chauncey Billups. São eles: Danilo Gallinari e Raymond Felton. Gallo (foto AP) estaria indo para o LA Clippers; quanto ao futuro de Felton, não se sabe. O que se sabe é que o armador titular do Denver, agora, é Ty Lawson.

“Fiquei mais triste do que feliz”, disse George Karl sobre a negociação. Karl não participou de nada. Ela foi feita pelos dirigentes das duas franquias. Treinadores não palpitam. Eles são pagos pra trabalhar. Recebem o material e ponto final. Se não estão satisfeitos, que peçam as contas.

Muito diferente do futebol, não é mesmo? No futebol, tem treinador que decide contratação e indica jogador. Se bem que, é verdade também, há treinadores que acumulam a função de GM. Gregg Popovich é um deles. Quando o San Antonio vai fazer negócios, ele participa. Mas são poucos os que têm dupla função.

“Nem tive com Melo”, disse Karl, visivelmente abatido, na manhã desta terça-feira, em Denver. Ou seja: o negócio foi feito, Karl não foi ouvido e nem teve tempo de apertar as mãos de Melo, Billups, Renaldo Balkman e Anthony Carter.

Mas, como dizia, muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte.

O Boston está atrás de Shane Battier. O ala do Houston seria a opção ideal de reserva para Paul Pierce. É o que acha o técnico Doc Rivers. Mas o problema é que o Celtics não tem nada para oferecer para o Rockets. Pode não sair.

Outro negócio engatilhado: troca de Devin Harris por Rudy Fernandez. O espanhol do Portland há muito vem dizendo que quer deixar o Oregon para jogar. E no Nets ele vai jogar. Será titular e terá muitos minutos à disposição.

Essa troca me faz lembrar de Drazen Petrovic. O sérvio não jogava nem a pau no Blazers com Rick Adelman. Foi para o Nets e tornou-se um dos maiores estrangeiros na história da NBA. Pode acontecer com Rudy.

Quanto a Harris, ele tem potencial para jogar em time melhor. No Portland, sob o comando de Nate McMillan, deverá crescer ainda mais e, quem sabe, fazer do Blazers um time competitivo novamente.

Finalmente o Chicago: o que se comenta por aqui, também, é que o Bulls está negociando com Houston e Cleveland. Do Rockets ele quer Courtney Lee; do Cavs, Anthony Parker. Com certeza, Keith Bogans entrará no negócio. Mas não se sabe ainda quem o Bulls vai oferecer a mais às duas franquias para ter esses dois jogadores.

Como eu disse, muita coisa ainda vai acontecer por aqui.

AH, SIM

Antes de eu parar de falar, digo o seguinte: já pensaram um time com Baron Davis, Eric Gordon, Danilo Gallinari, Blake Griffin e qualquer mané no pivô?

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

NBA | 01:22

UMA TROCA QUE MEXE COM A NBA

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LOS ANGELES — O New York acabou de contratar Carmelo Anthony. Este negócio mexe com toda a NBA. Mexe com a Conferência Oeste e a Leste também.

Sem Carmelo, o Denver se torna um time médio. Mas não é apenas isso: além de Melo, o Nuggets perdeu também Chauncey Billups. Sem Melo e Mr. Big Shot, o Denver torna-se um timinho.

Três outros jogadores menores do Denver vão também para o Knicks: Anthony Carter, Shelden Williams e Renaldo Balkman.

E o que ganha o Nuggets? Talvez futuro. Desembarcarão no Colorado Danilo Gallinari, Raymond Felton, Wilson Chandler e Timofey Mozgov.

Disse que o negócio mexe com as duas conferências. E por que mexe? Mexe porque o Denver, agora, tende a despencar na tabela de classificação. Atual sétimo colocado no Oeste, acho difícil que o time consiga se sustentar entre os melhores. Deve ficar fora dos playoffs.

Em contrapartida, o New York vai se tornar uma das forças do Leste. Billups, Melo e Amar’e Stoudemire. Timaço! E ainda tem o Landry Fields, uma baita promessa.

Melo e Billups vão se dar muito bem no New York. Mike D’Antoni, técnico do time nova-iorquino, é apreciador de jogadores com o estilo de Carmelo e Chauncey. Fominha é com ele mesmo.

O Knicks é hoje o sexto colocado do Leste. Pode brigar pra ficar na quarta posição, hoje do Orlando Magic. Afinal são apenas cinco derrotas que os separam; é possível.

E quando os playoffs vierem…

Bem, quando os playoffs vierem, tudo pode começar do zero. Sim, pois um time que tem esse trio pode desbancar os que têm vantagem de quadra. Não digo um Boston, mas os demais, por que não?

Aqui nos EUA, só se fala nisso. Os canais de esporte tratam do assunto exaustivamente.

Começa, a partir desta terça-feira, um novo campeonato.

NENÊ

Em agosto passado, quando estive com Nenê Hilário em Nova York, o pivô do Denver disse-me: “Quero ver o que o Denver vai fazer. Se não tiver um time forte para a próxima temporada, que brigue pelo campeonato, eu vou embora”.

Nenê tem mais um ano de contrato com o time do Colorado. Mas a opção de exercer ou não é dele.

Do jeito que está, Nenê vai mesmo embora do Denver. Só fica: a) Se não arrumar quem pague seu contrato; b) Se o Nuggets mexer com o mercado como o Knicks mexe neste momento.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sábado, 22 de janeiro de 2011 NBA | 17:50

QUEM É O VERDADEIRO IDIOTA?

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Kobe Bryant chamou os torcedores do Denver de “idiotas” por eles terem vaiado Carmelo Anthony. Vaiaram porque Melo não está nem aí mais para o Denver. Quer ir embora; quer ir para Nova York, sua cidade natal. Quer jogar no Knicks.

Kobe disse que os torcedores são “idiotas” porque Melo é a estrela da franquia e que muito fez por ela. Verdade até a página nove. Melo já não é mais a estrela da franquia; o firmamento no Colorado está escuro, não reluz astro algum.

E se Melo (foto Getty Images) muito fez pela franquia, recebeu pra isso. Não fez de graça; não foi caridoso. Recebeu – e muito – para trabalhar. Deu algo em troca? Não fez mais do que a obrigação. Deu muito? Recebeu para isso, tanto que era – como ainda é – o maior salário do time.

Os torcedores do Denver vaiaram Kobe porque Kobe mereceu ser vaiado. Mereceu ser vaiado porque: 1) não soube escolher a melhor palavra para definir o comportamento dos torcedores. 2) foi corporativista, o que é lastimável.

Melo mereceu as vaias que recebeu. Kobe também.

MVP

Como vocês bem sabem, eu leio todos os comentários aqui postado. Orgulho-me disso, pois este meu comportamento me difere de muitos blogueiros.

Comporto-me assim porque vocês que compartilham este botequim comigo merecem. Aliás, qualquer pessoa merece consideração e atenção.

Digo isso porque li as tantas manifestações (e eu agradeço) sobre o MVP deste momento. Muitos de vocês, perdoem-me por dizer, não entenderam o propósito do post.

Disse com todas as letras que os cinco candidatos que coloquei como postulantes à honraria de melhor jogador do campeonato foram escolhidos como base neste momento. Como disse, é o MVP deste primeiro turno. O que vai acontecer daqui para frente a gente não tem a menor ideia. Mas a gente sabe o que ocorreu até agora.

E com base nisso eu compus o meu quinteto. Espero que vocês, a partir disso que escrevi, tenham entendido a formação dos meus preferidos.

Escolham o de vocês, mas, por favor, não me digam que estão escolhendo Fulano porque ele joga demais; Beltrano porque nos playoffs ele vai arrebentar; e Sicrano porque…

Escolham com base no que foi feito até o momento. E não se esqueçam: o MVP não é apenas aquele jogador que faz muitas cestas, pega muitos rebotes ou dá muitas assistências. O MVP é aquele jogador que faz mais pelo time do que para ele próprio.

ANIVERSÁRIO

Por falar em Kobe Bryant, hoje faz cinco anos que Black Mamba fez 81 pontos contra o Toronto. 81 pontos e nenhum título conquistado.

Michael Jordan fez 63 contra o Boston (e não contra o Toronto) e naquela época também não ganhava nada. Como Monta Ellis, que hoje enche o picuá de pontos e o Golden State não chega a lugar algum.

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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 NBA | 19:22

DIA DE MUITA ÁGUA, EM SP E NO MIAMI

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Moro na Grande São Paulo. Consegui sair da metrópole. Mas ainda estou ligado a ela. Meu vizinho Paulo costuma dizer: “Essa cidade (SP) parece que tem um imã, a gente não consegue se livrar dela”. Verdade; São Paulo é assim, parece enredo de filme da Máfia: você entra e não consegue sair mais.

Digo isso pra contar que fiquei exatas duas horas parado dentro do carro na rodovia que leva até minha casa. Peguei a rodovia porque embora não more mais em São Paulo, é em São Paulo que eu também ganho a vida. Por isso estava na rodovia, que se transformou em um lago por causa da poderosa chuva da tarde desta sexta-feira na região metropolitana desta cidade que muitos adoram e muitos detestam. São Paulo é assim mesmo, não tem meio-termo.

Quanto ao alagamento, ainda bem que as pessoas trataram tudo com bom humor. Ninguém entrou em pânico; não apareceu nenhum William “D-Fens” Foster, o personagem vivido por Michael Douglas no emblemático “Um Dia de Fúria”. Foi tudo na paz.

Duas horas depois, começou a andar. O cenário era apenas de lama e dois carros que ficaram boiando na água da chuva que veio em grande volume e não tinha pra onde escoar. O solo impermeável, um dos marcos da civilização moderna, nos cobra um alto tributo nestes momentos.

Mas, enfim, cheguei em casa. Começo agora a conversar com vocês…

CREPÚSCULO

O dia está praticamente indo embora. O que ocorreu ontem à noite parece que faz muito tempo que ocorreu. Sinto-me sem muito ânimo pra falar de algo que me parece que pertence ao passado.

Mas eu não posso fugir do meu destino. E o meu destino é sempre apresentar um tema para a nossa conversa. E qual seria este tema? Ora: o Miami.

Muitos frequentadores deste botequim devem estar rindo feito Mutley, o cachorro de Dick Vigarista, que se deliciava com as trapalhadas do pilantrão. Clique aqui e delicie-se com o riso do Mutley… Muito bom, muito bom. Também me divirto com o riso do Mutley.

Mas dizia eu que muitos frequentadores deste botequim devem estar rindo feito Mutley. E por quê? Ora, porque o Miami perdeu a segunda consecutiva. Como uma parte dos frequentadores deste botequim torce contra o Miami e outra adora me atormentar, este contingente de “pinguços” (agora eu é que rio feito Mutley) deve estar se deliciando com que o Denver fez ontem à noite.

E não foi pouco. O que o Denver fez foi simplesmente maltratar o Miami. Ou, se vocês me permitem o lugar-comum, foi jogar água no fogo do Heat. O time da Flórida tomou 130 pontos! Foi a maior contagem sofrida nesta temporada. O placar final foi 130 a 102, mas a vantagem bateu na casa dos 32 pontos.

O Miami jogou seu LeBron James. Mesmo assim, a desigualdade foi grande demais. Novamente a defesa não deu o ar da graça. Foram 60 pontos só no primeiro tempo. Quanto o terceiro quarto terminou, o Nuggets já tinha feito 98.

O time abusou dos erros: 16 em toda a partida. Destes erros saíram 14 pontos do Denver.

Mas assim como ocorreu no jogo contra o Clippers o time colorado também teve seus méritos. Especialmente J.R. Smith (ah como eu gostaria de vê-lo com a camisa do Chicago!).  J.R. foi o artilheiro do jogo com 28 pontos.

Aliás, o ala-armador do Denver tem se especializado em fazer cestas belíssimas. Já o tinha feito contra o Dallas, com um giro de 360 graus à frente do marcador terminando em cesta. Ontem fez uma bandeja, passando por baixo da tabela, colocando um efeito incrível na bola, impedindo o toco. J.R. (foto Getty Image) parece Dodô, o artilheiro dos gols maravilhosos.

Carmelo Anthony adicionou 21 pontos. Não saiu vaiado de quadra. Será futuramente, quando visitar Denver com a camisa de outra equipe — acho que o New Jersey. A negociação deve ser definida na semana que vem. Se não for o Nets será o Knicks. Se não for o Knicks será outro time. Em Denver Melo não fica mais. Isto parece ser certo.

E finalmente nosso Nenê Hilário, que consolidou-se como o terceiro pivô mais votado no Oeste, atrás apenas de Yao Ming e Andrew Bynum. Se levarmos em conta que Yao tem atrás de si uma China superpopulosa, cujos chineses têm o maior orgulho dele, e se levarmos em conta que Bynum joga com a camisa do Lakers, o líder de fato é Nenê, que não tem uma nação a apoiá-lo e nem uma camisa poderosa.

Nenê fez 17 pontos. Pegou nove rebotes. Quase um “double-double”. Mas não foi um “double-double” porque Nenê não é fominha. Joga para o time e não para as câmeras de televisão e/ou fotográficas.

O são-carlense é o líder entre todos os jogadores deste campeonato em “field goals”; ou seja, qualquer arremesso que não seja o lance livre. Nenê tem um aproveitamento de 63,4% de seus chutes e quem está mas perto dele é Emeka Okafor, com 58,6%.

(Quer apostar comigo que vai aparecer alguém e dizer: “Também, ele joga na cara da cesta!”, só para diminuir o feito de Nenê?)

Depois de uma sequência espetacular de 13 vitórias fora de casa, o Miami acumula duas derrotas seguidas, este é o saldo do jogo de ontem. Amanhã, sábado, enfrenta o Bulls, em Chicago. Se LBJ não jogar, pode enfileira o terceiro revés. E se isso ocorrer Mutley entrará em ação.

Notas relacionadas:

  1. NOITADA DE GALA EM MIAMI
  2. A VERDADE DE MIAMI
  3. MIAMI PERTO DE ENTRAR PARA A HISTÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 NBA | 18:12

MIAMI PERTO DE ENTRAR PARA A HISTÓRIA

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O jornal “Miami Herald” diz que o Heat parece fadado mesmo a acabar com o recorde do Lakers de 16 vitórias consecutivas fora de casa conquistadas na temporada 1971/72. Lembra o diário em sua edição eletrônica desta segunda-feira que nos dois últimos jogos o time teve que recorrer à prorrogação para bater seus oponentes.

Primeiro foi o Milwaukee (101 a 95); ontem foi o Portland (107 a 100). Jogos em que o time flertou com a derrota.

Tem agora mais três partidas fora de casa: Clippers nesta quarta-feira, Denver na quinta e Chicago no sábado. Se vencer estes três compromissos, iguala o recorde do Lakers; Lakers que foi campeão naquela temporada; Lakers que contava com Wilt Chamberlain, Jerry West, Elgin Baylor e Pat Riley.

Igualado o recorde, o jogo seguinte fora de casa será contra o New York Knicks. Ou seja: se o Miami for quebrar o recorde do Lakers, será em Nova York, a Meca do basquete, a cidade onde o ar cheira a basquete, no Madison Square Garden, o templo do basquete mundial.

Ou seja: não poderia haver lugar melhor para se bater esse recorde. E, claro, sob as vaias dos fanáticos torcedores nova-iorquinos, os corintianos da NBA, que jamais desistirão de pegar no pé de LeBron James.

E já pensaram se a quebra do recorde vier com um chute de três de LBJ, no estouro do cronômetro? O 50º. ponto de King James na partida? Final: New York 95 x 96 Miami Heat.

Enredo de filme; enredo que Hollywood encomendaria e pagaria uma fortuna para quem o escrevesse. No caso, LeBron James.

Mas isso é suposição, é apenas um exercício da minha imaginação.

ENQUETE

Mas eu pergunto a vocês: o que vai acontecer nessas próximas quatro partidas do Heat fora de casa?

a) Perde para o Clippers, pois Chris Bosh não conseguirá conter Blake Griffin;
b) Ganha do Clippers, mas perde para o Denver, que sem o peso de Carmelo vai se transformar em uma das forças desta temporada;
c) Ganha do Clippers e do Denver, mas não passa pelo Chicago, pois o Miami não tem ninguém para marcar Derrick Rose;
d) Ganha do Clippers, do Denver e do Chicago, mas perde do New York, pois Amar’e não pode nem ver Chris Bosh e vai querer ganhar este jogo custe o que custar;
e) Ganha dos quatro e quebra o recorde do Lakers.

Aguardo mensagens.

MEGA TROCA-TROCA

Por enquanto são rumores, mas pode rolar. Carmelo Anthony finalmente deixaria o Denver Nuggets, o que ele tanto quer. Prova disso é que ontem, na derrota para o New Orleans por 96 a 87 Melo fez apenas oito pontos (3-11) e deixou a impecável parquete do Pepsi Center sob vaias da torcida. Esteve desinteressado pelo jogo.

Não tem mais jeito: Melo não quer mais saber do Denver. Finalmente a direção da franquia se tocou e deve aprovar nas próximas horas a seguinte troca, envolvendo Denver, New Jersey e Detroit:

New Jersey rebece
Carmelo Anthony (Denver)
Chauncey Billups (Denver)
Richard Hamilton (Detroit)

Denver recebe
Devin Harris (New Jersey)
Derrick Favors (New Jersey)
Anthony Morrow (New Jersey)
Quinton Ross (New Jersey)
Ben Uzoh (New Jersey)
Stephen Graham (New Jersey)
Dois futuros drafts do Nets

Detroit recebe
Troy Murphy (New Jersey)
Johan Petro (New Jersey)

Como eu disse, ainda não foi confirmado, mas há que se observar que:

1) Carmelo já afirmou que não quer jogar no New Jersey e que, por isso mesmo, não assinaria uma extensão de seu contrato com o Nets. Sendo assim, ao final desta temporada, iria para outra equipe. Isso o Nets não quer;
2) Rip Hamilton e Melo têm o mesmo agente e ele pode convencer o jogador do Denver a assinar a extensão com o Nets;
3) Billups disse que não quer mais sair de Denver, cidade onde nasceu, cresceu, estudou, casou e reside. Pode ser problema;
4) O Detroit está louquinho da silva para fazer o negócio, pois se livra do contrato de Rip Hamilton, que é de US$ 26 milhões por dois anos;
5) Nets de livra de Petro, o que a franquia mais deseja (quem é que indicou a sua contratação, hein?).

O que eu acho? Acho que o problema pode estar em Mr Big Shot. Aos 34 anos, o atual armador do Nuggets já afirmou que ao final da temporada, pode encerrar a carreira. Já pediu até para se tornar dirigente da franquia.

Mas se Billups pular fora, eu pergunto: será que Carmelo topa assinar uma extensão com o Nets? Acho difícil. Melo assinaria uma extensão com o Nets de três anos (como o Denver propôs) se Billups jogar esta temporada e a próxima, lembrando que ele tem mais US$ 14 milhões para receber na próxima temporada se o Nets desejar. Mas o que se comenta é que ele pedirá rescisão de contrato.

Portanto, para mim, pelo que leio no momento, Billups é o fiel desta balança.

PROJEÇÃO

Se tudo der certo, o que aconteceria?

O New Jersey ficaria com um time muito bom, com Chauncey Billups, Richard Hamilton (com vontade, é claro), Carmelo Anthony, Kris Humphries e Brook Lopez. Do banco viriam Jordan Farmar, Sasha Vujacic e Travis Outlaw. E dirigido por Avery Johnson, que é um bom treinador, com experiência em NBA Finals.

O Denver ficaria com um time com dois bons armadores (Devin Harris e Ty Lawson), mas faltaria um ala de qualidade, para o lugar de Carmelo. Derrick Favors seria um complemento perfeito para Nenê Hilário.

Dos demais jogadores, Anthony Morrow pode se tornar um jogador interessante no futuro, mas ainda não o é. E os outros dois, Quinton Ross e Ben Uzoh, são apenas para complementar o grupo.

E como ficaria o Denver? Harris, Aaron Aflalo, Al Harrington, Favors e Nenê. Acho que seria este o quinteto titular, com opções como Morrow, Chris Andersen, J.R. Smith (o Chicago está de olho nele), Lawson, Gary Forbes… Ou seja, time apenas para conseguir chegar aos playoffs. Cai na primeira rodada.

Quanto ao Detroit, o objetivo da franquia é aliviar a folha de pagamento. E reconstruir a franquia.

Notas relacionadas:

  1. HISTÓRIA DE PESCADOR
  2. NADA AINDA; AMARÉ PERTO DO KNICKS
  3. MIAMI PODE ENTRAR PRA HISTÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 NBA | 18:37

VAREJÃO NO KNICKS. JÁ PENSOU?

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O New York já articula um plano B no caso de não conseguir contratar Carmelo Anthony. Há, na verdade, dos planos, o B e o C. O B fala em Andre Iguodala, ala do Philadelphia, que segundo Mike D’Antoni, técnico do Knicks, cairia como uma luva no sistema “run and gun” que ele tanto gosta de utilizar.

Mas acontece que em Nova York ninguém acredita que o Sixers vai aceitar a proposta da franquia. E qual seria? Eddy Curry e outro jogador a ser escolhido. Mas acontece que o contrato de Curry (US$ 11,27 milhões) expira ao final desta temporada. E como o pivô nova-iorquino vive mais no DM do que em quadra, dificilmente o Sixers renovaria com ele.

Em outras palavras: trocar Iguodala com o New York seria apenas “limpar o cap”. E em Nova York ninguém acredita que isso vá ocorrer.

Por isso, foi arquitetado um plano C. E no que consistiria ele? Mudança completa de rumo. Ou seja: o time não iria mais atrás de um ala, como Melo e Iguodala. Iria atrás de um companheiro de garrafão para Amar’e Stoudemire.

E quem seria esse jogador? Anderson Varejão. E por que essa mudança de rumo? Pela leitura que faço, é o seguinte: o Knicks quer desafogar Amar’e, pois ele é o único homem grande do time que sabe jogar basquete. Os outros tentam, se esforçam, mas esbarram numa série de barreiras.

Segundo o técnico Mike D’Antoni, o Knicks não tem oferecido muita resistência aos adversários exatamente porque Stoudemire luta sozinho contra a rapa. “Nós precisamos de mais tenacidade no garrafão e Andy (como Varejão é conhecido) pode nos dar isso”, teria dito D’Antoni à direção da franquia.

Se Varejão (foto GettyImage) for mesmo contratado, seria um alívio para Amar’e. Ele não teria que se desgastar tanto como ocorre no momento. Teria alguém ao lado dele para ajudar nos rebotes defensivos e ofensivos; teria alguém ao lado dele para ajudar a defender; teria alguém ao lado dele para dar trombadas nos adversários; e algumas coisas mais.

E o resultado disso é que teríamos um Amar’e mais descansado, mais inteiro, para fazer exatamente o que ele mais sabe fazer: pontuar. Consequentemente, o rendimento do ala-pivô do Knicks tenderia a aumentar.

De qualquer maneira, apenas com Amar’e e Raymond Felton, ainda assim ficaria faltando um ala para aliviar um pouco a pressão em cima de Stoudemire. Mas com a vinda de Varejão, não haveria a necessidade de um Carmelo ou de um Iguodala. Um ala de menor nível poderia resolver a questão.

CONVERSA

Batendo um bom papo de basquete com um amigo, ele me disse: “Sormani, você está falando, com razão, sobre a belíssima temporada do Nenê. Mas eu acho que a temporada do Varejão é do mesmo nível”.

O capixaba tem boas médias neste campeonato: 9,4 pontos e 9,6 rebotes. Quase um “double-double”. Já fez oito duplo-duplos na temporada. Mas não é apenas isso o que conta. O principal do jogo de Varejão não aparece nas estatísticas. É sua tenacidade, como disse Mike D’Antoni. Tenacidade, obstinação, desejo, luta, garra, paixão, coração, alma. É anímico.

E isso não se ensina na escola, nem no “high school”, nem no “college”, nem nos clubes e nem em lugar algum. Isso está dentro de cada um de nós. Há os têm em maior e os que têm em menor grau.

E o grau de Varejão é altíssimo.

RODADA

O Dallas sapecou mais uma. E outra vez diante de um time da Flórida. Passou ontem à noite pelo Orlando por 105 a 99.

O Magic perdeu uma grande chance de ganhar a partida. Mesmo contando com apenas um pivô, pegou mais rebotes (40-38). Dirk Nowitzki e Jason Kidd entortaram o aro. O alemão fez 4-13 nos arremessos (8-8 nos lances livres, que salvou sua atuação), enquanto que J-Kidd anotou (4-12). Jason Terry veio do banco e não foi espetacular como no jogo contra o Miami: 13 pontos (5-10). E Tyson Chandler (16 pontos, quatro rebotes e nenhum toco) perdeu o controle sobre Dwight Howard (26 pontos, 23 rebotes e dois tocos).

Mesmo com tudo isso conspirando a favor, o Orlando perdeu. E perdeu por quê?

Aguardo respostas de vocês.

SURPRESA

Por falar em derrota, a surpresa da rodada de ontem ficou por conta da vitória do Milwaukee Bucks sobre o Lakers, em Los Angeles: 98 a 79. E não foi uma vitória qualquer, foi uma VITÓRIA!

Foram 19 pontos de diferença.

Os erros nos arremessos de três machucaram o Lakers: 2-13 (15,4%). Dos titulares, nenhum acertou nem uma bola sequer. Derek Fisher: 0-1; Kobe Bryant: 0-2; Ron Artest: 0-1; Lamar Odom: 0-2; Pau Gasol: 0-0.

Mesmo já podendo contar com Andrew Bynum (18 minutos, seis pontos, três rebotes), o Lakers perdeu o duelo dos rebotes: 39 a 35. Bynum está nitidamente fora de forma — o que é compreensível. Possivelmente, ainda inseguro — o que também é compreensível.

O Lakers não vive um bom momento. Se continuar assim, não ficará em boa posição nem na semifinal e muito menos na final da conferência.

Isso significa perda do campeonato? Claro que não. Como disse certa vez Rudy Tomjanovic, “jamais subestime o coração de um campeão”.

PERGUNTA

Ontem eu perguntei: será que o San Antonio pode igualar ou mesmo bater o recorde do Chicago? Na temporada 1995/96, o Bulls perdeu apenas dez partidas durante a fase de classificação.

Hoje, com um terço do campeonato disputado, o Spurs perdeu apenas três partidas. Mas terá uma sequência complicada pela frente neste mês e meio que vem pela frente.

Em dezembro o time pega em casa Denver e Lakers; sai para enfrentar Orlando e Dallas. Em janeiro, encara o Oklahoma City, Dallas, Denver e Houston em casa; viaja para pelejar contra New York, Boston, New Orleans e Utah.

Em fevereiro o bicho vai pegar. O time fará nada menos do que nove partidas seguidas fora de casa! Na sequência: Portland, Lakers, Sacramento, Detroit, Toronto, Philadelphia, Washington, New Jersey e Chicago. Ufa! Muito jogo, muito aeroporto, muito hotel, muito hot-dog, muito hambúrguer. Rapaziada, não é mole não.

Em março e abril… Bem não quero nem ver.

A conclusão que eu chego é: não, o San Antonio não deve bater o recorde do Chicago.  Aliás, acho que dificilmente algum time, um dia, conseguirá ao menos igualar esta façanha de Michael Jordan e companhia.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 NBA | 14:16

MANU GINOBILI — É HISTÓRIA SENDO ESCRITA

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Bem, o que dizer de Manu Ginobili? Pra quem torce contra, ainda tem o fato de ele ser argentino! Que raiva — devem dizer os adversários. Que raiva!

Mas para quem acompanha e aprecia o jogo, para quem quer ver a história ser contada, não tem sentimento de cólera, zanga. Nada disso. Quem aprecia o jogo saboreia Manu em quadra como se saboreia um malte bem envelhecido.

Manu joga muito — muito e mais um pouco.

O que ele fez nos dois últimos jogos foi sacanagem.

Contra o Milwaukee derrubou a bola derradeira que deu a vitória ao San Antonio por 92 a 90. E não houve violação alguma, como chegaram a sugerir. Aquela passada, com queda com os dois pés, é permitida na NBA.

Ontem, diante do Denver, Manu quase saiu pela porta dos fundos. A oito segundos do final, perdeu o controle da bola num fundo-bola dado por Antonio McDyess. Disseram que um passe ruim, mas não achei. Não importa, pois mesmo com a cesta de Al Harrington, “El Narigón” sacudiu a poeira e deu a volta por cima.

Depois do pedido de tempo de Gregg Popovich, a jogada foi armada para quem decidir? Quem? Ora, quem mais poderia decidir? Manu, claro.

Foram apenas três segundos, um drible no ar em J.R. Smith e Harrington e a bandeja: San Antonio na frente em 113 a 112.

Os anfitriões alimentavam esperança de conseguir a vitória, pois faltavam quatro segundo para o final. E os torcedores lançaram mão de um dos clichês mais usados no basquete: quatro segundos é uma eternidade no basquete.

Bola pra Carmelo Anthony, a finta no marcador e o “rush” em direção à cesta. De repente, um corpo raquítico apareceu em sua frente; surgiu quase do nada. E estragou a festa dos 16.190 torcedores que foram ao Pepsi Center do Colorado.

Quem foi esta figura? Ora, quem poderia ser: Manu Ginobili.

Carmelo fez a cesta, mas antes de derrubar a bola fez falta de ataque no argentino (foto AP), que espertamente interpôs-se entre Melo e a cesta. De maneira correta, no momento exato, não restando outra opção para o ala do Denver a não ser fazer a falta.

Um show, um espetáculo de primeira grandeza. É história sendo escrita. E nós, felizmente, estamos vendo tudo isso.

CLUTCH PLAYER

Neste momento, pra quem você entregaria a última bola?

a)    Kobe Bryant
b)    LeBron James
c)    Paul Pierce
d)    Ray Allen
e)    Manu Ginobili

Minha reposta? Manu Ginobili.

“ALL-STAR GAME”

Ontem defendi a presença de Nenê Hilário no ASG de fevereiro próximo em Los Angeles. Hoje defendo a presença de Manu Ginobili.

E não me importa quem são os alas-armadores do Oeste. É Manu e mais alguém — e é claro que este alguém é Kobe. Mas eu tinha que escrever assim, para dar ênfase ao que “El Narigón” está fazendo no momento.

Eduardo Agra, comentarista dos canais ESPN, diz que Kevin Love tem o maior QI de basquete entre todos os jogadores da NBA na atualidade.

Eu colocaria Manu Ginobili acima dele.

NENÊ

Mais uma vez ele teve dificuldades diante de Tim Duncan. Timmy talvez seja o jogador que mais trabalho dá a Nenê.

O jogo do são-carlense não se encaixe com o dele. Não tem jeito. Toda vez é a mesma coisa: Timmy deita e rola. Ontem foram 28 pontos e 16 rebotes.

Eu sei que Nenê não marcou Timmy o tempo todo. Mas quando marcou foi superado com facilidade. E teve dificuldades em atacar Timmy. A maioria de seus 19 pontos foi feita diante de outro marcador.

Esse pesadelo já se foi. Por hora, no entanto: no dia 22 próximo, quarta-feira da semana que vem Nenê volta a se encontrar com Timmy. Local: AT&T Center de San Antonio. Se no Colorado foi assim, como será no Texas?

Eu só posso dizer uma coisa: força, Nenê!

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

terça-feira, 14 de dezembro de 2010 NBA | 18:04

POR QUE O DALLAS SUCUMBE

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E depois dizem que não tem zebra no basquete. Algumas já aconteceram nesta temporada, mas a de ontem em Dallas foi demais. Alguém, em sã consciência, podia imaginar que o Milwaukee pudesse ganhar do Mavs? Alguém podia imaginar os 103 a 99 em favor do pessoal de Wisconsin, ainda mais porque no segundo quarto o time chegou estar 20 pontos atrás?

Creio que não.

Eu também não esperava pela derrota. Pelos meus cálculos e observações, o Dallas chegará aos playoffs. Deve fazer boa campanha na primeira rodada e cai na semifinal ou para o Lakers ou para o San Antonio. Os motivos eu já expus, de maneira enfática e veemente, o que acabou por desagradar a esmagadora maioria dos frequentadores deste botequim, que talvez esperassem uma análise mais branda e doce do time texano.

Aliás, acho que vale a pena mais um pitaco nessa história da qualidade do time do Dallas. É a questão Dirk Nowitzki.

Disse que falta alguma coisa pra ele. Fiquei pensando cá com meus botões, olhando o jogo de ontem diante do Bucks, puxando pela memória, buscando estatísticas, lendo. O que falta para o jogo do alemão?

Puxa vida, o cara é grande pra chuchu (2,13m), tem boa velocidade pro tamanho dele, arremessa como poucos na liga (de perto, de meia e de longa distância), tem experiência. Então, o que falta para o jogo dele?

Nowitzki (foto AP) padece de um mal que mata alguns jogadores: a indefinição de posicionamento. Ele é ala-pivô, mas na verdade não é. Não é porque não tem jogo de ala-pivô. Não atua tão bem de costas para a cesta como os jogadores da posição. Posiciona-se mais como um ala. Busca as beiradas da quadra, abandona seu companheiro de garrafão.

Seus pontos, por conta deste posicionamento, saem de arremessos de média e longa distância. Dificilmente a gente vê o alemão fazendo cestas usando o corpo do adversário como alicerce, buscando o contado, brigando no corpo a corpo, trombando. Não; como disse, seus pontos saem de arremessos de média e longa distância.

Se formos posicioná-lo como um ala, aí Nowitzki mostra outros defeitos: não tem velocidade, agilidade e nem habilidade para a função. Pra atacar e defender. Na defesa, seria facilmente batido — aliás, a defesa é a maior deficiência do jogo do germânico.

No ataque, iria se valer de sua altura, é claro, mas teria dificuldades para encontrar espaços, pois não tem velocidade para a posição. Quando tivesse que recorrer ao drible para sair da marcação e rumar para a cesta, mostraria deficiências quanto à habilidade e novamente sentiria a falta da velocidade.

Não se engane quanto aos dribles e as fintas que ele aplica nos seus adversários hoje em dia. Uma coisa é fintar e deixar para trás um ala-pivô; outra é fazer tudo isso pra cima de um ala, mais ágil e mais rápido do que um ala-pivô.

Assim, quando chegam os playoffs — e um novo campeonato começa —, ele não encontra repertório para evitar a marcação adversária. Nos playoffs, o jogo é outro, diferente, é mais de contato, é físico. A arbitragem é mais permissiva quanto às faltas. E tudo isso dificulta o jogo de Nowitzki. Ele é grande, mas não é forte.

Sem respostas para estes problemas, o time sucumbe nos playoffs. Sim, sucumbe, pois está todinho nas mãos do alemão.

Tem sido assim, a história não mente.

PSICOLÓGICO

Analisei Nowitzki apenas do ponto de vista técnico e tático. Não falei da parte psicológica.

Para muitos, mais do que esses defeitos que eu exibi acima, o grande problema do alemão é sua falta de estofo emocional nos momentos de grande pressão, nos momentos decisivos.

E eu também concordo com isso. O jogo nos playoffs é muito mental também.

DUELO 1

Jason Kidd teve muitas dificuldades diante de Brandon Jennings. Atrevido, habilidoso, veloz, Jennings maltratou J-Kidd. Não que o veterano armador não tivesse jogado bem. Claro que jogou. Mas faltaram-lhe pernas para acompanhar o atrevido, habilidoso e veloz Brandon Jennings.

“Ele estava determinado, você poderia ver isso em seus olhos”, disse o técnico Rick Carlisle sobre Jennings (foto AP).

Agora, esta é boa: domingo à noite, Jennings e Kidd foram jantar juntos. A conversa versou sobre a posição de armador. Jennings ouviu o tempo todo; J-Kidd falou o tempo todo.

Deveria ter ficado de boca fechada. Ensinou demais, pagou caro no dia seguinte.

DUELO 2

Tyson Chandler procura até agora por Andrew Bogut. Embora tenha dado um toco espetacular em cima de Ersan Ilyasova a 50 segundos do final da partida, dando esperanças ao Dallas de conseguir a vitória, o fato é que Chandler não conseguiu marcar o australiano—e o australiano foi um dos jogadores decisivos para a vitória do Bucks.

Bogut acabou a partida com 21 pontos e 14 rebotes. Fez 1-6 nos lances livres; fosse mais competente e sua pontuação teria sido maior. Bogut tem um ganchinho ambidestro que dificulta muito a marcação.

Fosse mais forte e seria “unstopable”.

RECORDE

O Miami enfileirou sua nona vitória, agora diante do New Orleans (96 a 84). Tão importante quanto, foi que ela veio novamente por duplo dígito. Se repetir a dose contra o Cleveland, nesta quarta-feira, iguala o recorde de Washington Capitols (1946/47), New Jersey Nets (2003/04) e Houston Rockets (2007/08), que fizeram 11 vitórias seguidas com duplo dígito de vantagem para os oponentes.

Alguém viu o jogo? Se viu, viu também que ele foi de Dwyane Wade: 32 pontos. E LeBron James, vendo que o companheiro estava “on fire”, entregava-lhe a bola sem remorso ou dor alguma.

Prova clara de que o trio está afinado. Prova clara de que a fogueira das vaidades, que muitos imaginavam que pudesse crepitar em Miami por conta da reunião de tantas estrelas, não está acesa — e nem sabemos se será; ao que tudo indica, não.

O New York procura um ala para juntá-lo a Amaré Stoudemire e Raymond Felton e fazer do Knicks um time para brigar novamente por títulos. O New York fala em Carmelo Anthony.

Sinceramente, não sei se seria uma boa. Tem momentos que eu acho que sim; tem momentos que eu acho que não. Melo não parece ser parceiro, não tem a humildade e o desprendimento de LBJ.

Melo quer a bola o tempo todo. Quer a bola para jogá-la em direção à cesta. Não sabe assistir. Não é humilde. Parece-me jogar mais para as câmeras do que para o time.

Será que um cara desses vai agregar ou subtrair?

Por isso que eu acho que LBJ seria a melhor adição que o New York poderia ter feito. Infelizmente para os torcedores nova-iorquinos, King James preferiu os mares do sul à agitação e efervescência da metrópole.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 NBA | 18:57

FELTON E UMA CONVERSA SOBRE POP

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Raymond Felton. Guardem bem este nome. O armador, produto de North Carolina — a mesma escola de Michael Jordan —, chegou a Nova York apenas para preencher o “roster” do Knicks para esta temporada — e quem sabe a próxima.

O sonho de consumo do time nova-iorquino, todos sabem, é Chris Paul. Seria também Tony Parker, mas o francês renovou com o San Antonio Spurs. Felton, portanto, viria apenas para preencher uma lacuna momentânea.

Felton, no entanto, está surpreendendo. Tem jogado muito bem. Tem se entendido com Amaré Stoudemire como se fossem velhos amigos de escola.

Amaré pontuava demais no Phoenix, todos se lembram. Teve média de 21,4 pontos por jogo em seus oito anos no Arizona. Pontuava, pois se entendia de olhos fechados com Steve Nash. O “pick-and-roll” que ambos faziam no Suns funcionava como relógio suíço.

E não é que no New York a jogada está tão boa quanto? “Não importa o que os adversários façam (para impedi-la), nós vamos seguir com ela”, disse Felton. “Eles não vão conseguir nos conter o tempo todo”.

Em outras palavras o “pick-and-roll” de ontem é o “pick-and-roll” de hoje. Em outras palavras, Raymond Felton (na foto AP ao lado de Amaré) pode não ser Chris Paul (e não é mesmo), mas é muito mais barato e o resultado final pode ser o mesmo, especialmente se Carmelo Anthony for contratado.

Aí eu pergunto: o New York precisa mesmo de CP3? Com Amaré e Melo juntos, mais Felton, eu acho que funciona. Claro que ficaria perfeito se Paul fosse adicionado.

Mas eu volto a perguntar: pela bola que Felton joga — e que a gente sabe que ele pode jogar — valeria mesmo a pena um investimento desses em CP3?

Em tempos bicudos — e a NBA vive tempos bicudos, vocês bem sabem —, a ordem é economizar e encontrar soluções para resolver problemas de “budget”. Felton, me parece, é a solução ideal para o time nova-iorquino.

Mão de obra boa e barata — se comparada a CP3, é claro.

CONVERSA

Bati um longo papo por telefone esta manhã com Marcelo Maffia. Maffia, pra quem não sabe, é assessor de imprensa de Tiago Splitter.

Fui atrás do jundiaiense porque estou intrigado — como muitos de vocês — com a situação do catarinense no time texano. Mas Maffia tranquilizou-me.

“Não se preocupe, Sormani, está tudo sendo feito de acordo com o que foi projetado para o Tiago”, afirmou Maffia. “Pop é assim mesmo. Foi assim com todos os jogadores que chegaram à franquia. Foi assim com Ginobili também, você não se lembra?”.

Maffia tem uma grande admiração por Pop. Contou-me ele que certa vez, em um restaurante de San Antonio, estava jantando e avistou o treinador. Trocaram acenos. De repente, chegou uma garrafa do melhor vinho da casa à mesa de Maffia. “Cortesia do Sr. Popovich”, disse o garçom. “Numa outra vez, quando fui pagar a conta, Pop já tinha pagado tudo”, disse Maffia.

Pop é assim, garantiu-me o assessor de imprensa de Tiago. Todos gostam muito dele. “Pop tem formação militar, é linha dura, sabe se impor. Mas é um doce de pessoa”, garantiu.

Tiago está afinado com o projeto, seguiu falando-me, ao telefone. Mas ele não gostaria de estar jogando mais?, perguntei a ele. “Sim, gostaria, mas ele sabe que é assim mesmo”, respondeu.

E o restante de nosso colóquio seguiu nesta direção, com Maffia garantindo-me que tudo que Pop faz é pelo bem do jogador.

Então, como diz meu amigo Freddy Jr., vamos aguardar.

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sábado, 27 de novembro de 2010 NBA | 20:18

ANDOU; E QUEM TERIA CORAGEM DE MARCAR?

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Luiz Veiga, parceiro deste botequim, postou o seguinte: “Injustiça com os Bulls!! Vi algumas vezes o vídeo do último arremesso do Carmelo no jogo de ontem (contra o Chicago), e vou te dizer: ele andou!!! O Carmelo Anthony andou antes do arremesso. Mas que árbitro teria coragem de marcar uma caminhada naquele momento?”.

Veiga tem razão: Melo caminhou, como prova o vídeo abaixo.

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