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sexta-feira, 6 de março de 2009 NBA | 17:51

DECISÃO ACERTADA

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É uma situação difícil, concordo, mas acredito que o técnico George Karl e o diretor Rex Chapman fizeram o correto.

Carmelo Anthony (foto AP) voltou ontem a vestir a camisa 15 do Denver. E em grande estilo: marcou 38 pontos e liderou o time na importante vitória diante do Portland por 106-90.

Vitória e tanto; e com o carimbo de Melo, como disse.

O ala do Nuggets tinha sido punido pela franquia por mau comportamento. Recusou-se a deixar a quadra quando o treinador Karl, na derrota para o Indiana, resolver fazer uma mudança momentânea – e não definitiva, mas mesmo que fosse, o jogador tem que respeitar a decisão do técnico.

A ausência de Carmelo foi, evidentemente, muito sentida na partida contra o Detroit. O Denver perdeu por 100-95. Com Melo, poderia ter vencido, não sabemos, é verdade, mas as chances seriam maiores.

O fato é que Karl e Chapman abriram mão desta vitória para não perder o controle do grupo. É como diz o velho ditado: um passo atrás para depois dar dois à frente.

Foi o que ambos fizeram; se deu certo, só o tempo dirá.

DISCURSO

“Foi uma lição que eu aprendi”, disse Carmelo Anthony, sorriso nos lábios, após a partida.

A prova maior dada pelo jogador foi quando o relógio do Pepsi Center mostrava que faltavam 10:55 minutos para o final da partida. O Nuggets estava à frente no marcador em 83-71.

O espanhol Rudy Fernandez preparava-se para bater o lance livre, quando Nenê, que estava no banco, levantou-se, esperou a buzina tocar e apontou o dedo em direção a Carmelo, indicando que ele seria substituído.

Melo deu um pique – estava do outro lado da quadra – e foi em direção ao banco de reservas. A maioria dos 16.801 torcedores que estiveram na arena de Denver aplaudiu o capitão do time.

Naquele momento, tudo era festa. O Denver mandava no jogo e Carmelo já tinha anotado 31 pontos.

Quero ver quando a situação for inversa; ou seja: com o time atrás no marcador e o egocêntrico jogador com dificuldades para pontuar.

Como disse acima, só o tempo dirá se ele realmente aprendeu a lição ou não.

EGO

Os grandes artistas são realmente complicados. Normalmente, usando linguajar comum, não batem bem.

São às vezes egocêntricos, deprimidos ou mesmo loucos de pedra.

O caso de Carmelo Anthony, a meu ver, tem mais a ver com ego. Ele comporta-se como uma prima-dona, quando deveria olhar-se mais no espelho e tentar se enxergar.

Melo é bom de bola. Admiti no capítulo anterior deste texto. Mas ele não é, por exemplo, Kobe Bryant, LeBron James ou Paul Pierce.

Deveria ter humildade, reconhecer-se como numa categoria inferior e trabalhar para alcançar o patamar de Kobe, LBJ e Pierce.

DISPUTA

Falei anteriormente que a vitória do Denver foi importante. Subestimei-a; ela foi mais do que importante: foi importantíssima.

Denver e Portland estavam empatados com 22 derrotas. Agora o time colorado deixa o oponente com uma derrota a mais.

Os dois voltam a se enfrentar no dia 15 de abril próximo. Mas desta vez será no Rose Garden do Oregon.

O Nuggets vence o duelo por 2-1 – ganhou exatamente os dois embates travados no Pepsi Center.

Se nova vitória do Denver surgir, ótimo, pois o time abrirá 3-1 no confronto e em caso de ambos terminarem empatados na campanha, o Nuggets levará vantagem.

Mas se o Portland vencer, outros critérios terão que ser observados para saber quem é que ficará na frente. O primeiro deles é a campanha dentro da conferência. Depois, dentro da divisão; e outras mais que de cabeça eu não me lembro.

TITULAR

Nenê voltou a sair como titular. Mas isso pouco importa; interessa, isto sim, é o tempo de permanência em quadra.

O são-carlense (foto AP) tem tido generosos minutos concedidos por George Karl. Não são esmolas, o brazuca faz por merecê-los, pois é importante dentro do esquema armado pelo treinador.

Ontem, chegou aos 16 pontos – não precisou pontuar mais do que isso, pois o show principal, como vimos, ficou mesmo com Carmelo Anthony.

Nos rebotes, os seis apanhados quase que ficam dentro de sua média no campeonato, que é de quase oito.

Mas o que chamou mesmo a atenção foram as cinco assistências que Nenê distribuiu na peleja. Mais do que o triplo de sua média na competição, que era de 1.5 por jogo.

Finalizou seus números com dois tocos.

Gostei do que vi.

PASSADO

O New Orleans voltou a jogar bem. Somou ontem sua sexta vitória consecutiva na competição ao bater o Dallas por 104-88.

O time é outro. Por quê? Não sei se é coincidência ou não, mas desde que Tyson Chandler não foi aprovado nos exames médicos feitos pelo Oklahoma City e acabou sendo vetado e, com isso, retornou ao Hornets, ele parece outro jogador.

Tem jogado dentro de sua média de pontos (10) e rebotes (11), às vezes pontuando mais ou fisgando rebotes extras. Mas o que eu digo é que Chandler voltou a mostrar a garra de antes e, como Anderson Varejão, tem contagiado seus companheiros.

DESFALQUE 1

A notícia não podia ser pior: Amaré Stoudemire não mais jogará nesta temporada. Depois que ele fez uma cirurgia para reparar um problema na retina, havia a esperança de que o ala/pivô do Phoenix pudesse jogar os playoffs caso o time se classificasse.

Hoje pela manhã, o doutor que cuida do caso revelou que isso será impossível. Amaré vai precisar de mais tempo de repouso para que não haja sequelas da cirurgia.

Em outras palavras: a perda da visão.

“É duro ter que explicar o problema para as pessoas”, disse o médico Pravin Dugel, responsável pelo procedimento. “O que ocorre com Amaré é mais sério do que uma cirurgia de joelho ou tornozelo. A recuperação é dolorosa, lenta e delicada”.

Tudo bem, doutor, não se fala mais no assunto. O mais importante, de fato, é a saúde de Amaré.

DESFALQUE 2

Kevin Garnett (foto AP) era aguardado com ansiedade pela franquia do Celtics na semana que vem. Que esperem todos sentados, pois KG vai precisar de uma semana a mais para se recuperar totalmente da contusão no joelho direito.

Se a gente for olhar para o recorde do Boston sem seu capitão, não há muito o que lamentar: 4-2.

Mas ao olharmos para as duas derrotas, constatamos que elas aconteceram diante do Clippers (em Los Angeles) e Detroit (em casa).

Jogos que, provavelmente, teriam sido vencidos pelo Celtics se KG estivesse em quadra.

O resultado é que o time tem 14 derrotas, duas a mais do que o Cleveland, que lidera a Conferência Leste.

Que falta ele faz, não é mesmo?

ENCONTRO 1

Cleveland e Boston se enfrentam esta noite no TD Banknorth Garden de Massachusetts. É a chance do atual campeão da NBA diminuir a diferença de duas para uma derrota em relação ao oponente.

Se depender do retrospecto, dá Celtics. Ele mostra que, nos últimos 14 confrontos, quem jogou em casa ganhou.

Os sete enfrentamentos dos playoffs do ano passado fazem parte desta relação.

Sem Kevin Garnett pela frente, o Cleveland tem grande chance de quebrar esta escrita.

ENCONTRO 2

Para a maioria, Boston x Cleveland é o grande jogo desta rodada. Não é para mim.

Eu ficarei de olho no combate de Salt Lake City, quando o Utah recebe o Denver. O Jazz está de olho em sua décima vitória; o Nuggets quer sustentar a vantagem de uma derrota a menos em relação aos anfitriões.

Como já disse aqui em nosso botequim, o Utah, com o elenco intacto neste momento, é uma das forças do Oeste. Deron Williams recuperou a melhor forma depois de ter perdido um mês machucado. Boozer ficou três do lado de fora, voltou e está se encontrando aos poucos.

Esse time, em ordem, e com o técnico que tem, é páreo duro.

Que Nenê me perdoe se estiver lendo estas mal traçadas linhas, mas o Utah é mais time do que o Denver.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 3 de março de 2009 NBA | 10:35

NOITADA DE GALA EM MIAMI

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Como disse ontem, a bordo do meu carro popular não pude ver os jogos da rodada noturna passada da NBA. Mas os melhores momentos eu pude checar.

E o que me chamou a atenção – e de todos vocês, tenho certeza – foi o show particular de LeBron James e Dwyane Wade na peleja da Flórida. LBJ levou a melhor no duelo individual de pontos e no geral.

King James chegou para o jogo com um cartel que exibia uma média de 30.7 pontos por jogo no mês de fevereiro recém-findado; seu melhor desempenho mensal na atual temporada.

D-Wade apareceu com uma média um pouco superior: 30.9; seu melhor desempenho mensal desde que debutou na NBA.

E os dois, companheiros de seleção nos Jogos Olímpicos de Pequim, foram duelando no impecável parquete da AmericanAirlines Arena de Miami, deixando, por 2h23min, boquiabertos os 19.600 torcedores que foram ao ginásio.

Cesta daqui e cesta dali. 

No final, como disse, LBJ levou a melhor: o Cleveland venceu por 107-100 e ele anotou 42 pontos, com um desempenho chamativo nas bolas de três pontos (6-7) e nos lances livres (10-10).

Ficou em quadra 43:40 minutos, quase quatro a mais do que D-Wade, que atuou por 39:42 minutos.

Mas o camisa 3 do Heat visualizou a cesta bem mais do que o camisa 23 do Cavs. Enquanto LeBron chutou 21 bolas (acertou 13) e bateu uma dezena de lances livres, Dwyane atirou 30 bolas contra a cesta adversária, nove a mais do que o oponente direto e bateu apenas um lance livre a menos.

No final, os números do armador do Miami foram estes: 16-30 no total de tiros (2-6 nos triplos) e 7-9 nas penalidades máximas.

RALLY

Pelo que vi nos “high-lights”, o Miami teve a faca e o queijo nas mãos. No último quarto, quando o cronômetro mostrava que 7:52 minutos semparavam o jogo de seu final, D-Wade interceptou um passe de Sasha Pavlovic para LeBron James e, livre, o armador do Miami cravou de costas, colocando o placar em 91-80 para o time da casa.

Onze pontos de diferença. Mas a gente sabe que em basquete isso não é vantagem suficiente para dar sossego a ninguém.

E não deu mesmo.

O Cavs fez uma corrida de 12-0 e pulou na frente em 92-91. Méritos ofensivos para o armador Mo Williams, que dessa dúzia de pontos colaborou com oito.

Depois de um pedido de tempo de 20 segundos, o Miami voltou ao ataque, Jermaine O´Neal fez uma bandeja e colocou o Heat na dianteira em 93-92.

Foi a última vez que o time da casa liderou a partida.

Dali para frente, o Cleveland fez nova corrida, esta de 15-7 (oito pontos de LeBron e sete de Williams) e saiu de quadra vencedor, mantendo, com o triunfo, a liderança na Conferência Leste com um desempenho de 47-12 (79.7%), atrás, no geral, apenas do Lakers, que tem um jogo a mais (vencido) e cuja performance é de 48-12 (80.0%).

LIDERANÇA

O Lakers deve permancer como ponteiro do campeonato. Hoje à noite os amarelinhos recebem o Memphis no Staples Center à meia-noite e meia (horário de Brasília) e se a zebra não aparecer, vence com tranquilidade, o que, aliás, não ocorre há duas partidas.

Os angelinos, se você se esqueceu ou não sabe, foram superados por Denver (90-79) e Phoenix (118-111) nas duas últimas vezes que entrou em quadra.

Está na hora de vencer novamente; e a oportunidade não poderia ser melhor.

FORMIGUINHA

Pelos melhores momentos do jogo de ontem em Miami, vejo que Anderson Varejão foi novamente aquele jogador ativo, importante para o time em momentos que a gente pensa que tudo vai dar errado.

Neste cenário, lá estava o capixaba dando um tapa na bola depois de um erro de arremesso de um companheiro e recuperando a posse de bola; apareceu também fazendo um desarme e armando um contra-ataque; e dando um passe no “back door” da defesa do Miami, transformado em uma assistência graças à enterrada de LeBron James.

Ao final, Varejão deixou a quadra com seis pontos e quatro rebotes; mas distribuiu quatro assistências, roubou três bolas e deu dois tocos.

Os números podem parecer inexpressivos, mas não são. Isso, como eu disse, sem contar sua energia em quadra a contagiar os companheiros, comportamento que não aparece na estatística do jogo.

Cool, Andie!

AFINADO

A platéia não era exigente. Talvez por isso dois tenores foram suficientes.

O San Antonio recuperou-se das derrotas para Cleveland (97-86) e Portland (102-84) e voltou a vencer. O palco foi o Staples Center de Los Angeles e o resultado do encontro contra o Clippers foi 106-78.

Toni Parker, um dos três tenores, anotou 26 pontos; Tim Duncan, o outro, contribuiu com 18. Manu Ginobili, a outra peça do trio, perdeu seu oitavo jogo consecutivo e, como disse ontem aqui neste botequim, deverá ficar de fora mais uma semana, para desespero da bancada texana.

Agora, sabe o mais interessante nisso tudo? É que desde que “El Narigón” estreou na NBA, em 29 de outubro de 2002, o San Antonio deixou de contar com sua presença em 79 partidas. E sabe qual é o retrospecto? 50 vitórias e 29 derrotas – nesta temporada, a marca é de onze vitórias e dez derrotas.

Mas a gente tem que saber interpretar os números. Sabe o que isso significa? Que a NBA está mesmo mais para um campeonato nacional europeu do que para o Campeonato Brasileiro.

São poucos os adversários que realmente podem tirar vitórias das grandes forças da liga norte-americana.

PUNIÇÃO

Rex Chapman, um ala que metia bolas de três pra xuxu na época em que jogava, principalmente com a camisa 3 do Charlotte (atual New Orleans) Hornets, hoje vice-presidente dos jogadores (vocês conseguem entender esse cargo?), puniu Carmelo Anthony com um jogo de suspensão.

Motivo: comportamento inadequado dentro do vestiário do Denver após a derrota do time para o Indiana, domingo passado.

Chapman não disse o que Melo fez, apenas comunicou a suspensão. Mas o jornal “Denver Post”, citando uma fonte anônima (não gosto desse tipo de jornalismo) afirmou que o ala do Nuggets recusou-se a sair de quadra no terceiro quarto quando George Karl quis mudar o cenário da partida.

Melo, portanto, não enfrentará Pistons, esta noite, em Detroit. Já está, inclusive, em Denver, onde foi resolver problemas de ordem pessoal e dar uma atenção maior ao joelho direito, que o tem incomodado nesta temporada.

Rip Hamilton e companhia agradecem.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 NBA | 13:14

A FALTA QUE CARMELO FAZ

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Todo mundo sabe, mas não custa nada a gente falar também: a vida do Denver sem Carmelo Anthony (foto AP) é dura. Foi assim na derrota para o Detroit, semana passada; repetiu-se o filme ontem contra o Dallas.

Mesmo enfrentando uma equipe irregular como o Mavericks, quase que o Nuggets se enrolou no final da partida, como aconteceu com o Pistons. A 2:50 minutos de o cronômetro zerar, Dirk Nowitzki meteu uma bola de três, mandou o placar para 91-88 e passou pela primeira à frente no marcador desde os 6-3 do início da partida.

Repetia-se o cenário do encontro diante do Detroit, quando o Denver comandou o marcador desde o início e no minuto derradeiro perdeu. Ontem, no entanto, o filme teve final feliz: 99-97.

Ficou claro que sem Melo o Denver, “down the stretch”, é uma equipe sem confiança. Até mesmo Chauncey Billups não demonstra a certeza de que vai decidir e tudo vai dar certo.

Não fosse uma falta meio duvidosa marcada em cima do armador do Nuggets e provavelmente o jogo teria ido para a prorrogação. E naquele momento o Dallas tinha a vantagem psicológica.

Carmelo deve ficar mais umas três semanas de fora. Nesse período, o time fará cerca de 12 partidas, a metade delas fora de casa.

A briga no Oeste pelas vagas para os playoffs está pesada. O Dallas é o nono colocado e tem 16 derrotas; o Denver tem 13.

Quer dizer, se o time não conseguir sustentar as vantagens construídas durante uma partida e deixar para decidir na última bola, corre o risco de não segurar o percentual de aproveitamento de 66.7%, e ao invés de fazer oito vitórias, pode somar oito derrotas.

ECONÔMICO

Nenê tem se revelado um jogador de um tempo só. Costuma construir 95% de sua obra no primeiro tempo e passa o tempo final praticamente figurando em quadra.

Ontem foi assim diante do Dallas. O são-carlense marcou 16 tentos no primeiro tempo e apanhou quatro rebotes. No segundo, marcou quatro pontos e pegou apenas dois ressaltos, totalizando 20 pontos e seis rebotes.

Algo deve estar acontecendo. Não é normal um jogador ter uma queda brutal de um tempo para outro.

Seria preparo físico inadequado? Cansaço natural de quem passou pelo que ele passou e talvez ainda haja reflexo em seu condicionamento?

Outro dia, li na edição eletrônica do “Rocky Mountain News”, um dos principais jornais do Colorado, Nenê afirmar que depois da doença e da quimioterapia ele fica constantemente gripado – algo que não ocorria anteriormente.

Talvez esteja aí a resposta para esta questão, que pelo menos a mim, inquieta bastante.

BAM-BAM-BAM

O cara do jogo foi o ala/pivô Chris Andersen. O branquelo tatuado do Denver marcou 15 pontos, apanhou dez rebotes e deu dois tocos.

Esbanjou vigor em quadra. Contagiou seus companheiros.

Os dois tocos foram sensacionais. O primeiro pra cima do pivô Erick Dampier, o segundo em Brandon Bass.

Desta dezena de rebotes, sete foram de ataque.

Levou o motorrádio como o melhor em quadra.

LBJ

O jogo era fácil, mas na agenda de LeBron James não existe esse tipo de partida. Pessoas próximas ao jogador disseram que ele, antes de a temporada se iniciar, confidenciou que disputaria todos os embates deste campeonato como se fosse a decisão do título.

E mostrou isso na vitória de ontem do Cleveland sobre o Memphis por 102-87. Fez seu 22º. “triple-double” – o 17º, na temporada regular – ao anotar 30 pontos, 11 rebotes e dez assistências.

Para se ter uma idéia da concentração de LeBron (foto AP), ele afirmou, ao final da partida, no vestiário do Cavs, que apenas lá, com a estatística em mãos, é que percebeu ter feito o triplo-duplo.

Quer dizer: não tem jogado em busca da vitória pessoal, mas sim da coletiva.

Some-se a esses números um toco sensacional pra cima do armador Kyle Lowry, no comecinho da partida. Os 15.121 torcedores que foram ao FedEx Forum deveriam ter saído do ginásio e comprado novo ingresso.

LBJ, apesar deste “block” magnífico, começou morno o embate em termos de pontos. Fez apenas nove no primeiro tempo.

Mas no segundo…

Bem, no segundo ele arrebentou; ou melhor, no terceiro quarto, quando ele esteve incontrolável: cravou 17 pontos no aro do Grizzlies.

É, disparado, o grande candidato para o MVP desta temporada.

DISCRETO

Anderson Varejão fez uma partida discreta. Estava com médias de 16 pontos e oito rebotes nos quatro jogos em que saiu como titular substituindo Zydrunas Ilgauskas.

Ontem, fez apenas sete pontos e pegou só quatro rebotes.

Já disse aqui que as estatísticas não dizem tudo o que um jogador faz em um enfrentamento. Os mergulhos do capixaba em busca de um rebote, os corta-luzes que ele faz para LBJ pontuar, a maneira contagiante com que ele joga o tempo todo não aparecem nas estatísticas; mas são importantes.

Ontem, nem isso Varejão conseguiu mostrar.

Mas ele tem crédito.

EXPLICAÇÃO

O Phoenix bateu o Atlanta por 107-102, mas poderia ter vencido com mais facilidade. Chegou a abrir uma vantagem de 19 pontos, ainda no primeiro quarto, vantagem esta que foi desmanchando-se à medida que o tempo passava.

De qualquer maneira, o triunfo foi importante, pois mantém o Phoenix no G-8 do Oeste. Ocupa atualmente a quinta posição.

Depois de dois jogos sem ter errado nenhum lance livre, ontem Shaquille O’Neal voltou a ter problemas com os arremessos. Acertou seis em 11. Para o seu nível, até que foi bom.

Deixou a quadra com 26 pontos, 10 rebotes e três tocos. Foi o cestinha da partida.

Jogou exatos 39:53 minutos.

Anotou quatro pontos a mais do que Leandrinho, que, portanto, fez 22. Mas o paulistano ficou em quadra 23:32 minutos. O que nos leva a pensar que se ele tivesse jogado um pouco mais, teria pontuado mais ainda.

Mas não tem jeito mesmo. A vida de Leandrinho, em Phoenix, é esta e ponto final.

Ah… estava me esquecendo: o titular da posição, Jason Richardson, jogou 30:39 e anotou “expressivos” sete pontos.

É por isso que a gente tem que cruzar os dedos e torcer para que rapidamente seja concluída uma troca do brazuca com New York, Chicago ou Toronto.

RECORDE

O Orlando massacrou o Sacramento na capital da Califórnia. Fez 139-107 – e não teve prorrogação não.

O destaque para esta partida fica por conta das 23 bolas triplas que o time da Flórida acertou durante os 48 minutos de ação. Novo recorde da NBA.

O anterior pertencia ao Toronto, que em 2005 havia acertado 21 bolas de três em um jogo contra o Philadelphia.

Jameer Nelson foi o comandante desta missão: acertou os cinco tiros de três contra o aro do Kings. Depois dele, Keith Bogans e J. J. Reddick atingiram o alvo em quatro oportunidades, Rashard Lewis e Hedo Turkoglu em três e com um acerto ficaram Courtney Lee, Anthony Johnson, Jeremy Richardson e Brian Cook.

Richardson, aliás, foi o jogador que embiroscou a 22ª., estabelecendo o novo recorde da liga. Bogans acertou a derradeira e ampliou a margem de acerto (na foto AP, os jogadores comemoram o recorde).

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de janeiro de 2009 NBA | 16:09

UM TIME FORA DO AR

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Foi emblemático o que o treinador George Karl disse aos jogadores do Denver durante um pedido de tempo no segundo quarto, quando a diferença que chegou a 20 pontos começou a despencar.

Disse Karl: “Joguem sem olhar para o placar”.

Esse tem sido um dos maiores adversários do Nuggets nesta temporada: a falta de concentração. O time abre uma grande vantagem em relação ao oponente e depois sai do jogo.

Ou seja: perde a concentração, porque acha que a partida já está resolvida.

Isso ainda no segundo quarto. E a gente está cansado de saber que diferenças grandiosas são derrubadas frequentemente no basquete.

O maior e mais recente exemplo foi o jogo três das finais da temporada passada, quando o Lakers vencia, em casa, o Boston por 24 pontos de vantagem e acabou perdendo a partida. E o campeonato.

Mas parece que isso não está muito claro na cabeça dos jogadores do Denver. Quando a vantagem vem e é generosa, aí fica um “cada um por si, Deus pra todos”.

O jogo vira uma pelada e vem o sufoco.

Ontem, até que o time conseguiu contornar o problema e acabou batendo o Indiana com larga sobra: 135-115.

Mas correu riscos, no terceiro quarto, sem a menor necessidade de enfrentá-los.

Que os jogadores memorizem o que Karl falou: quando a vantagem aparecer, joguem sem olhar para o marcador.

O Denver não está preparado mentalmente para a competição.

Isso é claro.

PERÍODO

Nenê voltou a pontuar bem. Mas ficou devendo nos rebotes.

Nos últimos jogos, o são-carlense tem sido um jogador de um período apenas. Ontem, fez um primeiro quarto estrondoso. Depois, murchou.

No segundo, chegou a cometer três faltas.

Fechou o primeiro tempo com 14 pontos, quatro rebotes, três tocos e um desarme. Deixou a partida com 18 pontos e oito rebotes defensivos, três tocos e uma roubada de bola.

Limitou-se, portanto, no segundo tempo, a quatro pontos e quatro rebotes.

Teve problemas com as faltas, já falei, mas poderia ter sido mais eficiente.

Em outras palavras, vale para Nenê, no momento, o que George Karl disse para todos os jogadores no pedido de tempo mencionado acima: apague da memória o que foi feito anteriormente na partida.

Nenê (foto AP) parece ter estipulado metas para ele nesta temporada. Quando ele as atinge, desliga-se do jogo.

Poderia, muito bem, pela qualidade que tem, dobrar o que já foi feito. Mas isso não acontece.

Nenê precisa deletar no intervalo o que fez no primeiro tempo.

No início desta temporada, quando entrevistei-o aqui para o iG, perguntei como ele viu a declaração de Karl, que disse após a eliminação para o Lakers nos playoffs passados, que o time não tinha coração. Disse Nenê: “O que é do passado, ficou no passado”.

Que ele siga, então suas sábias palavras: o que foi feito em um quarto ou em um período já pertence ao passado. Que lá fique.

E que venha o futuro.

Só assim Nenê, um dia, poderá brindar-nos com um jogo de 35 pontos e 20 rebotes, por exemplo.

E por que não um “triple-double”?

Jogo para isso ele tem.

RELAXO

Parece que tirei o dia para pegar no pé de Nenê. Mas não é isso; a gente só dedica a quem se gosta.

Digo isso porque incomoda-me a postura do brazuca em quadra em relação ao uniforme. Todos os jogadores do Denver ficam com a camisa por dentro do calção.

Nenê deixa sua camisa para fora e fica brigando com ela o tempo todo, pois a arbitragem chama sua atenção quando isso acontece.

E sabe o que Nenê faz? Um engana que eu gosto. Em outras palavras: coloca um pouco da camisa para dentro do calção para tapear a arbitragem.

Além de mostrar desmazelo, isso acaba, também, por tirá-lo, mesmo que por frações de segundo, do jogo. Sim, pois Nenê, ao invés de estar atento ao que acontece, fica preocupado em colocar a camisa para dentro do calção.

Tudo porque ele não a coloca completamente. Põe apenas uma parte, como eu disse. E à medida que os movimentos são executados, ela sai do calção.

Por que não colocá-la totalmente para dentro e dar um basta na situação?

Além de esteticamente ser mais bonito, fará com que Nenê não fique ligado em fatos que provoquem distrações durante a partida.

Fica o registro.

RECORDE

Os 135 pontos que o Denver marcou ontem foram a maior pontuação do time nesta temporada.

Foi também a oitava vez nesta década que a franquia chegou a esta pontuação.

Nada menos do que seis jogadores tiveram um duplo dígito nas cestas. Além dos 18 pontos de Nenê, Kenyon Martin anotou 25 (foi o cestinha do time), Chauncey Billups 24, Carmelo Anthony (foto AP) 21, Linas Kleiza 11 e J. R. Smith 10.

PROBLEMAS

Consegui ver apenas o jogo do Denver e parte do embate entre Miami e San Antonio. Tive problemas sérios de conexão com a internet, problemas que persistem, por isso estou postando este texto apenas agora.

Por isso, não pude assistir esta manhã aos VTs das partidas, como sempre faço, para que a gente possa dar prosseguimento à nossa conversa.

Limito-me, pois, ao jogo do Denver contra o Indiana. Não é culpa minha, friso.

Aproveitando o fato, gostaria que vocês me dissessem se estão enfrentando problemas com a conexão. Digam-me nome do provedor e tudo o mais, para que a gente tente resolver esta adversidade com as devidas empresas.

Não é justo que a gente pague por um serviço e não o receba com boa qualidade.

PESQUISA

Um parceiro deste botequim sugeriu que a gente faça uma nova pesquisa. Que tente encontrar o melhor jogador depois de Michael Jordan.

Outro apresentou nova proposta: que a gente vote no melhor quinteto de todos os tempos.

Gostaria que vocês se manifestassem a respeito das duas sugestões. Qual vocês preferem?

Fico no aguardo.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ ARREBENTA EM VITÓRIA DO DENVER EM LA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009 NBA | 15:19

NENÊ, DE NOVO, DESTAQUE NO TRIUNFO DO DENVER

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Depois de ter ficado de fora no tropeço do Denver diante do Atlanta, Nenê voltou ontem a vestir a camisa 31 do Nuggets. E em grande estilo, mesmo não estando no melhor de sua saúde.

O são-carlense ainda sentia dores na coluna cervical, vítima que foi de um tombo no jogo contra o Knicks, em Nova York. Mas ele não negou fogo, como fazem os grandes jogadores.

“Eu precisa jogar, pois nós não temos jogadores altos”, disse Nenê, depois da partida. “Eu tinha que ajudar meus companheiros”.

Ajudou – e como. Até cesta de três ele marcou – aliás, sua primeira na temporada. Deixou a quadra com 21 pontos, tornando-se o cestinha do time na vitória frente ao Toronto, no Canadá, por 114-107.

Nenê mostra, mais uma vez, o quão importante ele é para o time.

Poderia ser mais envolvido nos ataques; já falei sobre isso fartamente. Mas a gente entende que é difícil isso ocorrer, especialmente num time que tem dois fominhas de marca maior, como Carmelo Anthony e JR Smith.

E olha que o time tinha ainda o Allen Iverson; graças a Deus que ele foi embora.

O Denver cresceu com a chegada de Chauncey Billups (foto Reuters ao lado de Carmelo Anthony) – se bem que o armador, em algumas partidas, exagera nos arremessos, esquecendo-se de sua principal função que é engendrar os ataques da equipe.

Com os 21 tentos de ontem, Nenê tem um desempenho agora de 14.3 pontos por partida. Acertou oito de seus 12 chutes (66.7%), aproveitamento superior à sua média no campeonato, que é de 60.9%, que o torna líder em toda a NBA no quesito arremesso.

Pontos à parte, Nenê pegou sete rebotes, dois deles de ataque, e completou seus números com mais três assistências, um roubo de bola e um toco. Cometeu apenas um erro durante os 39 minutos que ficou em quadra, o que é bastante expressivo.

REBOTES

Tenho observado o comportamento de Nenê em relação às sobras. Não me entra na cabeça como um jogador com o tamanho e o porte físico dele não fica perto, pelo menos, dos dois dígitos em média.

Já disse aqui que entendo ser difícil ter dez ou mais rebotes de média por partida. São poucos os grandalhões que conseguem isso.

De todo o modo, penso que Nenê poderia crescer seu número.

O que fazer para isso?

Acredito, pelo que venho observando, que Nenê se precipita no momento que o pivô adversário faz o corta-luz. O brasileiro rapidamente sai na marcação do baixinho favorecido, não dando tempo de recuperação para seu companheiro.

Com isso, está quase sempre fora do garrafão defensivo, na marcação de um armador ou de um ala. Quando vem o arremesso, cadê o Nenê?

Está longe da cesta. E longe da cesta fica difícil pegar rebotes.

Nenê deveria assistir com mais atenção os teipes dos jogos e observar seu posicionamento nesses momentos. Discutir com a comissão técnica e ver se existe ou não a precipitação a que eu me referi.

Não custa tentar; mal não vai fazer.

MARCA

George Karl, 57, técnico do Denver, conquistou ontem sua vitória de número 900. Marca e tanto.

Não é fácil chegar a um número desses, mesmo depois de 21 temporadas como treinador. Somente os grandes “coachs” conseguem.

Karl (foto AP) é um deles, muito embora às vezes eu o veja um tanto conformado com algumas situações dentro do grupo. Em alguns momentos eu sinto que falta um pouco de pulso a ele para domar alguns jogadores, especialmente Carmelo Anthony, que sente-se dono do time.

Mas a gente sabe que a perfeição não existe.

Mesmo com esse “defeito”, Karl entra na lista dos treinadores de destaque da NBA na atualidade.

Não está no nível de Phil Jackson, Gregg Popovich, Doc Rivers, Jerry Sloan ou Larry Brown.

Mas tem seus méritos.

No vestiário do time, após a vitória, perguntado se iria celebrar bebendo um champanhe, Karl respondeu: “Não sou chegado em champanhe, gosto é de cerveja. E cerveja, depois de vitórias como esta, tem gosto de champanhe”.

VERGONHA

O Chicago saiu vaiado de quadra, ontem, no seu United Center na derrota de 113-94 diante do Orlando. Motivos ele deu para que seus fanáticos torcedores tivessem tal comportamento.

O time foi um fiasco em quadra diante do Orlando. Time, vírgula, porque o Bulls, hoje, não passa de um arremedo de uma equipe de basquete.

É certo que o grupo não é lá grande coisa. Já chegamos à conclusão neste botequim que Derrick Rose, Ben Gordon e Drew Gooden são os que merecem vestir realmente a camisa do Bulls.

Os demais não passam de coadjuvantes – e alguns deles muito bem pagos, como Andres Nocioni e Luol Deng.

De todo o modo, o time poderia render mais do que vem rendendo. Tem um aproveitamento de apenas 43.8% (14-18) e está fora, no momento, do G-8.

Tivesse, no entanto, um treinador mais gabaritado, experiente, com certeza não envergonharia os seus torcedores como vem fazendo na competição. Não engulo de jeito nenhum Vinnie Del Negro.

Inexperiente, o ex-armador do San Antonio não passa de uma piada de mau gosto de John Paxson, o GM que deveria arquitetar uma equipe vencedora.

Mas o que a gente vê é que Paxson, infelizmente, é ruim de cálculo.

ATÉ TU?

A ruindade é tanta que acabou contagiando Derrick Rose. O armador marcou apenas 11 pontos e não deu nenhuma assistência sequer nos 27:25 minutos que ficou em quadra.

Jogo para ser esquecido.

UFA!

E não é que o Oklahoma City venceu? Sim, ele venceu! O caridoso foi o Golden State.

Dá para entender? O Warriors bate o Boston e perde para o Thunder.

Não importa que a derrota aconteceu fora de casa. A maior parte das equipes tem tirado uma lasquinha na debutante franquia da NBA, mesmo jogando no Ford Center.

Milwaukee, Boston, Atlanta, Orlando, Houston, LA Clippers, New Orleans, Phoenix, Minnesota, Memphis, Cleveland e até mesmo o próprio GSW foram a Oklahoma e venceram.

Então, jogar em casa não é certeza de sucesso para o Thunder.

Dá vergonha perder para o OKT, mesmo atuando em campo inimigo.

Agora, pior do que o Golden State, só mesmo o Memphis, único time a ser derrotado em casa pelo Thunder. Isso mesmo, em casa.

A façanha – de ambos – ocorreu no dia 29 de novembro, um sábado, quando o Grizzlies foi batido pelo Oklahoma City por 111-103.

Com a vitória diante do Golden State, o time quebra uma série de cinco derrotas consecutivas.

Amanhã recebe o Denver. Volta à rotina, com certeza.

FAÇANHA

Scott Brooks, que assumiu o cargo de treinador em substituição a PJ Carlesimo, conquistou sua terceira vitória. Seu recorde à frente do Thunder agora é de três vitórias e 17 derrotas. A média de aproveitamento de Brooks é de 15.0%.

Muito melhor do que o seu antecessor, que venceu apenas um jogo em 14 disputados e teve um desempenho pífio de 7.14%.

Se Brooks mantiver esta performance até o final da competição, ganhará mais sete jogos dos 49 restantes.

Que tragédia.

VOVÔ

Dikembe Mutombo (foto AP) assinou ontem um contrato até o final da temporada com o Houston. O africano está com 42 anos e é o jogador mais velho em atividade na liga.

Um cartão de Natal escrito pelo filho teria sido o combustível para D voltar à ativa. O texto era este: “Pai, só mais um ano, por favor. Nós amamos você”.

Mutombo teria se emocionado e, diante da oferta do Rockets, disse sim. Amigos próximos também teriam influenciado, mas o cartão de Natal foi o empurrão que o jogador precisava para voltar às quadras.

Depois de ler a mensagem, Mutombo disse à família: “OK, o desejo de vocês será realizado”.

Jurou a todos – amigos e familiares – que esta será mesmo sua última temporada.

“Não insistam mais, por favor”, pediu ele a todos.

Será que D agüenta?

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008 NBA | 12:38

O BRILHO DE VAREJÃO NA VITÓRIA DO CAVS

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Anderson Varejão só não brilhou mais porque no time dele joga LeBron James, o maior jogador de basquete no momento. LBJ marcou 33 pontos, alguns deles sensacionais, como uma cesta e falta ao final do segundo quarto, e liderou o Cavs em mais uma vitória dentro da Quicken Loans Arena.

Sua invencibilidade dentro de casa continua intacta. Agora são 16 jogos e igual número de vitórias.

Mas falávamos do capixaba, de seu brilho apesar da grandeza de LeBron. Varejão marcou 12 pontos e pegou 10 rebotes, três deles no ataque.

O último deles revelou-se o momento mais emocionante da partida. Tirou LBJ do eixo. Ele, normalmente contido nas comemorações alheias, foi ao encontro do brazuca e abraçou-o como se envolve a quem mais se gosta neste mundo (foto AP).

Não foi exagero pueril de LBJ. O lance foi realmente de derrubar o ginásio.

Vamos a ele, pois.

Delonte West cobrou seu segundo lance livre; tinha acertado o primeiro. Errou o seguinte. Aí tudo começou…

Foi uma sucessão de tapinhas e rebotes entre ele e Ben Wallace contra Udonis Haslem e Michael Beasley, os pivôs do Miami. Até que no último Varejão mandou a bola para a cesta do Heat e deu números finais ao marcador, isso a três segundos do final da partida: Cleveland 93-86 Miami.

Os 20.562 que superlotaram a Q Arena só não demonstraram o mesmo carinho gestual de LBJ porque era impossível.

Mas os aplausos, em pé, deixaram bem claro o sentimento de todos os torcedores.

PIRULITO

Varejão brilhou não apenas neste instante derradeiro. Quando o cronômetro mostrava 42 minutos de bola em jogo, o capixaba fez um desarme pra cima de Dwyane que merecia fazer os torcedores pagarem ingresso novamente.

Foi como tirar doce da boca de criança. Desculpe o lugar-comum, mas não encontro nesse momento nada melhor.

Wade, também um dos melhores e mais habilidosos jogadores de basquete do planeta, tentava levar a bola para o ataque à procura de mais dois pontos, pois West tinha acabado de enfiar três pontos no aro do Miami, baixando a diferença para apenas um ponto (77-76).

Tentava, mas não conseguiu. Varejão fez o desarme e frustrou D Wade.

Fica para a história.

INVENCIBILIDADE

São 16 jogos e nenhuma derrota. A melhor campanha como mandante no atual campeonato.

Mas não é a melhor marca.

O recorde pertence ao Chicago de Michael Jordan, que na temporada 1995-96 fez 37 jogos seguidos sem perder dentro de seu United Center.

Como se vê, tem muito chão pela frente para o Cavs ultrapassar o Bulls.

NENÊ

O são-carlense foi bem na vitória do Denver sobre o New York na Big Apple por 117-110. Mesmo com um início vacilante, quando errou seus três arremessos e os dois lances livres cobrados e saiu zerado de quadra no primeiro quarto, o brazuca terminou a partida com 13 pontos e nove rebotes, dois deles no ataque. Deu ainda dois tocos, um deles pra cima de David Lee (foto AP).

Como se vê, faltou apenas uma sobrinha a mais para que Nenê terminasse a partida com seu quinto “double-double” seguido. Mas seus números têm sido muito, mas muito bons.

Nas últimas cinco partidas, tem médias de 16.4 pontos e exatos 12 rebotes.

Nenê pode melhorar seu desempenho nas sobras. Deveria olhar o comportamento de Varejão, pois o capixaba tem uma vontade de pegar rebotes que se Nenê também tivesse ele, certamente, com o tamanho e o corpo que tem, teria um duplo dígito de média também neste fundamento.

MELO

Carmelo Anthony voltou ontem ao time do Denver depois de três jogos ausentes. Estava lesionado no cotovelo.

Voltou em grande estilo.

Marcou 32 pontos, apanhou nove rebotes (apenas um no ataque) e deu quatro assistências. Mas foi no quarto derradeiro, quando o Knicks concretizava seu sonho de vitória que Melo entrou em cena.

Acertou todos os seus cinco arremessos (um deles de três) e fechou o período 11 pontos.

Brilhante; pois jogou coletivamente também. Não foi aquele jogador fominha que torra a paciência de qualquer Jó.

REGISTROS

Dois instantes que merecem registro aconteceram na rodada de ontem.

O primeiro deles quando Renaldo Balkman, ex-jogador do New York, entrou em quadra, vindo do banco, no final do primeiro quarto. A torcida do Knicks, a mais fanática da liga (por isso o New York é o Corinthians da NBA), aplaudiu calorosamente o jogador.

Balkman foi draft do Knicks em 2006. O time da Big Apple resolveu não renovar com o jogador e ele acabou no Denver. Mas os torcedores sempre reconheceram a garra dele com a camisa do time.

Seu esforço foi brilhantemente reconhecido pelos torcedores.

O outro momento foi quando um dos árbitros que trabalhavam no embate entre Cleveland e Miami acabou indo ao chão depois de LeBron James chocar-se contra ele.

O juiz ficou alguns segundos caído; levantou-se. Foi aplaudido pelos torcedores.

Fosse no Brasil, todos dariam gargalhadas histéricas – inclusive a mídia – e vaiariam o mediador da partida.

ATROPELAMENTO

Aconteceu o que todos esperaram. O Boston fez as pazes com a vitória ao vencer, ou melhor, ao atropelar o Sacramento na capital da Califórnia por 108-63 (na foto Reuters, Kevin Garnett, já no banco, comemorando o triunfo).

45 pontos para não deixar qualquer dúvida de que o Celtics ainda é o Celtics. Ou seja: o atual campeão da NBA.

Quem sintonizou a partida à espera de alguma surpresa, ficou murchinho da silva – especialmente os torcedores de Lakers e San Antonio. E do Cleveland também.

E sabe como o colorido time de Massachusetts venceu? Na defesa, ela que norteou o grupo na conquista do campeonato passado.

O Celtics permitiu apenas 19 arremessos certeiros para o Kings. Deixou-o com um percentual de acerto de ridículos 27.9%.

ILUSTRE

Michael Phelps era um dos 16.029 torcedores que estiveram no Arco Arena de Sacramento.

Ganhou uma camisa de Gavin Maloof, dono do Sacramento (foto AP), com seu nome nas costas. Justa homenagem para este que é um dos maiores fenômenos – senão o maior – de toda a história da natação mundial.

Phelps arriscou alguns arremessos no intervalo da partida. Errou todos.

Mas como cobrar dele acertos se o Sacramento embicou apenas 27.9% de seus chutes?

ARTILHEIRO

Kobe Bryant fez 31 pontos e tornou um jogo complicado em fácil. No início, o Golden State deu certo trabalho ao Lakers; mas no final tudo foi colocado em seus devidos lugares: Lakers 130-113 Warriors.

Foi a maior pontuação dos amarelinhos nesta temporada. Os jogadores sentiam-se à vontade em quadra – mais do que deviam, pois no começo, como disse, o GSW surpreendia, uma vez que a defesa do Lakers não correspondia.

De qualquer maneira, a vitória veio. Foi a 13ª. seguida em casa, onde o time perdeu apenas uma vez, para o Detroit, em 14 de novembro, por 106-95.

CLASSIFICAÇÃO

O Boston segue na dianteira de todo o campeonato com um recorde de 28-4 e aproveitamento de 87.5%. Na seqüência vem o Cleveland com 26-4 (86.7%).

Os dois times são da Conferência Leste. O primeiro do Oeste a aparecer é o Lakers, o terceiro colocado na classificação geral.

O time da terra do cinema tem um desempenho de 25-5 (83.3%).

Como se vê, apenas uma derrota separa os líderes.

Portanto, nada definido.

Os três sonham, legitimamente, com o primeiro lugar geral, o que daria todas as vantagens nos playoffs. Vantagens que ajudaram o Celtics a ganhar o campeonato passado.

RODADA

O Denver entra em quadra novamente nesta segunda-feira. E mais uma vez fora de casa.

Pega o Atlanta, às 22h de Brasília.

Imperdível.

Nenê novamente em ação. E a gente estará ao lado dele, torcendo, evidentemente.

Uma hora depois, o Phoenix de Leandrinho tem o jogo mais fácil da rodada. Pega o frágil Oklahoma City. Mesmo fora de casa, deve vencer.

Tomara que a facilidade signifique mais minutos em quadra para o paulistano.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008 NBA | 15:02

O MAIOR CLÁSSICO DA NBA

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CURITIBA – O Lakers fez um de seus melhores jogos nesta temporada e bateu o Hornets, em New Orleans, por 100-87. O Celtics usou do mesmo expediente diante do Philadelphia, em Boston, venceu por 110-91 e somou sua 19ª. vitória consecutiva.

Mas isso é passado; que lá fique, pois. É assim que as duas franquias pensam no momento. Ou melhor: pensam no futuro.

E o futuro marca um confronto entre ambas amanhã à noite. O palco: Staples Center de Los Angeles.

Será o primeiro embate entre elas depois da final da temporada passada, quando o Celtics bateu o Lakers por 4-2 e conquistou seu 17º. título na NBA.

Todos já estão no clima.

Em Boston, por exemplo, os 18.624 torcedores que lotaram o TD Banknorth Garden, logo após Gabe Pruitt fazer mais dois pontos e colocar o Celtics na frente por 93-71, com 6:57 para o final da partida, passaram a gritar, em uníssono: “Beat LA, beat LA, beat LA”.

O técnico Doc Rivers, do Boston, tentou desconversar depois da partida. “Não senti a magnitude disso [gritos dos torcedores], pois este ainda não é o momento”, disse ele. “Mas eu de fato entendo que as pessoas estejam ansiosas [pelo jogo]”.

Conversa fiada; Rivers sabe muito bem o que significa um Boston x Lakers.

Não tem rivalidade maior do que esta na NBA. É como se a gente estivesse diante de um Fla-Flu, Atle-Tiba, Gre-Nal; ou um Palmeiras x Corinthians ou então Cruzeiro x Atlético.

Os torcedores não podem nem se ver; os jogadores mantêm as aparências.

Amanhã à noite, como disse, mais um capítulo dessa rivalidade será contado.

NÚMEROS

Se você não sabe, Boston e Lakers já se enfrentaram em 268 partidas. O Celtics leva a melhor por 151-117.

O time de Massachusetts anotou 28.537 pontos diante da franquia californiana, que deu o troco com 27.982. O Boston marcou uma média de 106.5 pontos e o Lakers, 104.4.

Vantagem clara do time da costa Leste norte-americana.

Tem mais títulos, mais vitórias, marcou mais pontos e conseqüentemente tem uma média melhor.

RECORDE 1

O atual campeão da NBA quebrou o recorde da franquia de partidas invictas ao vencer o Philadelphia. O anterior pertencia ao time da temporada 1981-82.

Adicione a isso que o Boston tem agora o melhor início em 29 jogos em toda a biografia da NBA. São 27 vitórias e apenas duas derrotas. E deixou também para trás New York e Philadelphia, donos, até ontem, ao lado do próprio Celtics, desta marca histórica.

Muitos dizem que o Boston está gastando munição antes do tempo. Não concordo: o time tem ainda muito que mostrar nesta temporada, muito embora Leon Powe tenha declarado, com todas as letras, que a atual equipe está jogando mais do que a passada.

Como disse dias desses, neste mesmo botequim, o Celtics tem suplantado adversários com certa dificuldade. Pela qualidade do grupo e pelo que mostrou no campeonato anterior, há muito que crescer.

Kevin Garnett, por exemplo, pegou apenas quatro rebotes na partida de ontem, um deles no ataque. Pouco para quem tem pouco mais de 11 por partida em toda a carreira.

Paul Pierce (foto AP ao lado de Garnett) deixou apenas dez pontos na cesta do Sixers. Vocês acham que isso é pontuação para um jogador do calibre do atual MVP das finais? Claro que não.

Ele acertou apenas quatro arremessos de 11 tentados. Percentual de 36.2%. Desprezíveis se cotejarmos com seus números em toda a sua participação na NBA, que é de 44.1%.

Ambos jogaram cerca de meia hora.

Ray Allen não fez tudo o que pode, mas não decepcionou tanto: 16 pontos, 5-8, 62.5% — ótimo percentual; deveria ter arriscado mais durante a partida.

Mas eu pergunto: pra quê? Não precisava, o time estava jogando como um time. As individualidades estiveram adormecidas e deram vida ao coletivo.

RECORDE 2

Com a vitória diante do New Orleans, Phil Jackson conquistou seu triunfo de número 999.

O milésimo, marcante, segundo planeja Phil, tem data para vir.

Amanhã, é claro.

Roteiro perfeito para o treinador do time da terra do cinema.

DEFESA

Ontem, sim, o Lakers defendeu como um time campeão. Possibilitou ao New Orleans apenas 87 pontos.

Chris Paul (foto AP com Kobe Bryant) fez 17 pontos e dez assistências. Um bom jogo, mas pequeno diante do talento do maior armador do planeta no momento.

E David West foi absolutamente controlado por Pau Gasol. Fez só 13 pontos e teve um desprezível aproveitamento de 33.3% de seus arremessos.

É certo que Peja Stojakovic fez falta, especialmente porque seria o desafogo para CP3, que não encontrou eco em West. Mesmo assim, do jeito que o Lakers marcou, o sérvio se enroscaria na trama defensiva californiana.

MAIS UM

O Denver perdeu um jogo (101-92) que poderia ter vencido. Ficou boa parte do confronto na frente do Portland, mas na reta final seus cestinhas fracassaram.

Chauncey Billups, que começou tão bem a temporada com o Nuggets, novamente não brilhou. Fez 17 pontos, mas seu desempenho é para ser esquecido: 4-12 (33.3%); nas assistências, só três.

Foi a quarta derrota do time colorado nos últimos cinco jogos.

É bom o Denver abrir os olhos, pois do jeito que tem jogado, coloca em risco a vaga para os playoffs que parecia mais do que certa.

Carmelo Anthony não jogou novamente. Mas na minha avaliação não fez falta, pois não tem atuado coletivamente, como fazia no início da temporada.

O grupo do Lakers se reuniu, sem a comissão técnica, antes da partida contra o Memphis. Lavou a roupa suja, como se diz por aí.

O resultado foram duas vitórias seguidas.

Os caras do Denver têm que fazer a mesma coisa.

DUPLO-DUPLO

Nenê voltou a escapar da irregularidade do time. Fez seu terceiro “double-double” seguido ao anotar 17 pontos e apanhar 13 rebotes, sendo sete deles na frente.

Dá gosto ficar acordado madrugada a fora vendo o são-carlense jogar. Com ele não tem esse negócio de roteiro com poucas palavras.

Nenê aproveitou a chance para assumir o posto de titular com a saída de Marcus Camby. Soube ocupar seu espaço e hoje é um dos destaques do time.

Ontem, no terceiro quarto, quando parecia ter contundido o joelho, todos entraram em pânico com a possibilidade.

Nenê de fora, hoje, faz mais falta do que Carmelo Anthony.

GREETINGS

Como vocês puderam observar, estou na capital paranaense. Quero aproveitar para desejar um Feliz Natal para todos vocês, freqüentadores deste botequim – e para todos os seus familiares também.

Como não haverá partidas hoje, amanhã estarei descansando também.

Voltamos a nos encontrar na sexta-feira.

Até.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008 NBA | 14:26

DENVER E LAKERS, EM PAZ COM A VITÓRIA

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Os dois times fizeram as pazes com a vitória. Mas a vida do Lakers foi mais difícil; o Denver respirou melhor.

Os amarelinhos de Los Angeles, não ganhavam havia duas partidas; os alvicelestes do colorado jejuavam havia três.

A mídia de Los Angeles, nesta terça-feira, exalta a defesa do Lakers. Diz que finalmente o time ganhou (105-96, foto AFP de Kobe Bryant dando uma enterrada) graças a ela, que ela ditou o ritmo do jogo etc. e tal.

Peraí!, não estou entendendo nada!

O time tomou 57 pontos do frágil Memphis no primeiro tempo. Isso mesmo, no primeiro tempo. Mas o que fica na cabeça de todos é o desempenho do segundo tempo, quando o Lakers permitiu ao Grizzlies 39 pontos.

A última impressão é a que fica – não para mim.

A equipe voltou a demonstrar a mesma ciclotimia que tanto tem atrapalhado a vida do atual vice-campeão da NBA.

Foi assim contra o New York, há uma semana, no Staples Center. No tempo inicial o time sofreu 65 pontos; no derradeiro, melhorou. Fez uma defesa mais agressiva e restringiu o percentual de aproveitamento do Knicks, que marcou 49.

Esta falta de equilíbrio tem sido o maior competidor do Lakers.

O próprio Derek Fisher, ao final da partida, declarou: “Penso que nossa defesa foi realmente ativa no segundo tempo. Esteve trancada”.

Isso mesmo, no segundo tempo, porque no primeiro…

Lamar Odom viajou ao dizer que o time mostra progressos defensivos. “Esta noite [ontem] foi assim”, disse Lamar.

Foi nada; é inadmissível conceder 57 pontos para o Memphis, mesmo no Ford Center do Tennessee.

MELHOR

O Denver, ele sim, mostrou como é que se joga defensivamente. Vocês se lembram que Brandon Roy tinha marcado 52 pontos diante do Phoenix, certo?

Pois é, ontem, Roy (foto AP) cravou apenas oito. Um fiasco.

Isto sim merece ser mencionado, não o que o Lakers fez diante do Memphis.

É certo que Brandon teve problemas com as faltas – cometeu cinco. Ficou em quadra cerca de 32 minutos, quando sua média na competição é de quase 38.

Mas sucumbiu diante da marcação colorada, que foi dobrada o tempo todo. Roy pegava na bola e dois fechavam seu raio de ação.

Isso fez com que o Denver vencesse com mais sossego do que o Lakers, embora o Portland tenha dado trabalho em boa parte do jogo. “Down the strecht” o Nuggets deixou o Blazer para trás e mereceu os 97-89 de ontem no Pepsi Center.

AUSÊNCIA

Carmelo Anthony, a estrela do time, ficou do lado de fora, impedido de jogar por causa de uma contusão no cotovelo. Esteve elegante de terno e gravata, tudo muito bem combinado.

Mas o time precisa dele impecável é dentro das quadras.

Sem Melo, o Denver de ontem foi uma equipe mais solidária. Até mesmo J.R. Smith conjugou o verbo na primeira pessoa do plural e não do singular, como fez nos últimos jogos.

O resultado é que cinco jogadores terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação.

Nenê e Chauncey Billups foram os cestinhas do Nuggets com 19 cada um, Linas Kleiza e J.R. deixaram 15 pontos na cesta do Blazers e Chris Andersen marcou mais 11.

ESTALEIRO 1

Carmelo Anthony vai ficar uma semana do lado de fora. Está com uma tendinite no cotovelo direito. Precisa de repouso pra ver se a dor cede – deve ceder.

Melo vai fazer falta.

Claro que sim, pois é um jogador acima da média, mas isso quando pensa coletivamente. Quando olha apenas para seu próprio umbigo, seu jogo cai.

Deveria ler o extraordinário conto “O Espelho”, de Machado de Assis.

Seria extremamente útil para ele. Faria-o, primeiro, pensar; segundo, refletir.

NENÊ

O são-carlense foi o nome do jogo novamente. Anotou seu segundo “double-double” consecutivo ao marcar 19 pontos e apanhar 11 rebotes, cinco deles no ataque.

Foi o sétimo duplo-duplo de Nenê no campeonato.

Quando o time joga também em função dele, o brazuca não tem negado fogo. Claro que às vezes ele tropeça, o que é natural, já o disse.

Não dá para jogar bem todas as noites. O que Nenê tem que fazer é tornar estas adversidades insignificantes.

E deixar de apenas flertar com o “double-double” para torná-lo, isto sim, um amigo inseparável. E fazer o tal do “upgrade” que eu falei em um de nossos papos anteriores.

Seus números, esmiuçados, foram os seguintes:

Bolas de dois pontos = 7-11 (63.6%)
Lances Livres = 5-6 (83.3%)
Rebotes = 11 (seis na defesa e cinco no ataque)
Assistências = duas
Desarmes = dois
Toco = um
Erros = três
Faltas = quatro
Total de Pontos = 19

Mais uma vez, muito bom.

ESTALEIRO 2

O armador Jordan Farmar, peça importante na engrenagem do Lakers, deve entrar na faca. Está com uma contusão num dos meniscos do joelho esquerdo.

Os médicos estão dando um pequeno tempo para ver se a contusão regride. Caso contrário, cirurgia.

Deve ficar de fora dois meses.

Uma perda e tanto, porque Farmar tem ficando em quadra 20 minutos em média por partida. Ajuda não só a descansar Derek Fisher (pelo segundo jogo consecutivo atuou 41 minutos), mas também a mudar o cenário da partida, pois com ele em quadra Kobe fica menos com a bola e joga mais como ala/armador.

O Lakers tem a opção de adicionar o 15º. jogador ao seu elenco. Vai contratar alguém.

Tyronn Lue, que foi campeão com o próprio Los Angeles em 2000 e 2001, atualmente no Milwaukee, está na mira. Jannero Pargo, que disputou o campeonato passado com o New Orleans, hoje no Dínamo de Moscou, também está sendo cogitado.

Pargo é melhor, mas o problema é o contrato em vigor com o time russo.

BALEIA 2 – A MISSÃO

Glen Davis, a baleinha do Celtics, chama a atenção. Já chorou em quadra depois de tomar um pito de Kevin Garnett, mas o que salta aos olhos são os (muitos) quilos a mais que ele apresenta.

Não vamos ficar, todavia, no pé do “Big Baby”, como é conhecido o ala/pivô do Boston. Há outros jogadores que deveriam se envergonhar das sobras.

Entre eles Marc Gasol, pivô do Memphis, irmão de Pau (foto Reuters).

Há um contraste entre eles. Enquanto Pau está em forma, Marc é outra baleia que rola pelas quadras da NBA.

Uma vergonha.

Não sei como o “staff” do Grizzlies permite isso.

TEMPO

Perguntado sobre quem é melhor, Lakers ou Boston, Mike D’Antoni, técnico do New York, que já enfrentou os dois times, respondeu:

– Estamos em dezembro. Perguntem-me novamente em abril, pois o momento atual realmente pouco importa.

Depois, completou:

– Os dois fizeram a final passada e até que alguém destrone o Boston, eles são os melhores. E de fato eles estão jogando num nível muito alto.

Portanto, vamos esperar por abril – mas que neste momento o Celtics é melhor, isso ninguém duvida.

ROSA BRANCA

Postei um texto há algumas horas sobre o grande Rosa Branca. Peço aos freqüentadores deste botequim que dêem uma olhada nele.

E deixem uma mensagem para este que foi um dos maiores jogadores da história do nosso basquete.

O texto está a seguir.

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sábado, 13 de dezembro de 2008 NBA | 12:50

VAREJÃO MOSTRA A CARA

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É este Anderson Varejão que a gente quer ver em quadra. Ousado, corajoso, determinado a jogar basquete, não apenas taticamente e a serviço dos demais, mas um basquete ofensivo também, a preocupar os adversários.

Na vitória de ontem do Cleveland sobre o Philadelphia por 88-72, o capixaba (foto Reuters) repetiu a dose anterior, contra o mesmo Sixers, quando foi um tormento para o “frontcourt” adversário.

Varejão fez ontem 17 pontos. Arremessou dez bolas contra o aro inimigo e derrubou sete delas 70% (muito bom!). Bateu três lances livres (pouco) e atingiu o alvo sempre.

Na partida anterior, foram 15 pontos. Doze chutes e seis deles certos (50%). Cobrou quatro lances livres (pouco) e acertou três 75%).

No primeiro combate contra o Sixers foram oito rebotes (dois de frente); no de ontem, sete (três no ataque).

Somando os dois jogos, temos as seguintes médias:

Pontos = 16.0
Arremessos executados = 11.0
Convertidos = 6.5
Rebotes = 7.5
Lances livres cobrados = 3.5
Certos = 3.0

Bons números, não é mesmo?

Agora vamos comparar o desempenho do brazuca com os outros 21 jogos disputados na competição.

As médias são estas:

Pontos = 8.2
Arremessos executados = 5.2
Certos = 3.0
Rebotes = 6.4
Lances livres cobrados = 3.2
Certos = 2.2

Poderia ser sempre assim – mas não é.

E eu pergunto: é pedir muito?

CLARO QUE NÃO

A resposta é: óbvio que não.

Quando a gente cobra aqui neste botequim maior participação de Anderson Varejão no jogo é porque a gente sabe muito bem que ele tem potencial para isso. O capixaba que a gente conhece não é esse da NBA.

É outro, que atuava em Franca, Barcelona e seleção brasileira.

Jogador atrevido, com olhos ferozes na cesta inimiga, destemido e que decidia jogos e mais jogos em favor de sua camisa.

O da NBA é outro jogador.

Por mais que Reggie Miller, por exemplo, o elogie, dizendo isso e aquilo, que ele é importante quando vem do banco, que está a serviço da coletividade e blábláblá; OK, a gente entende e concorda que isso é importante.

Mas o que pedimos é que ele possa ter alguns minutos de diversão em quadra.

E nada mais é divertido do que poder jogar pra si também – e não apenas para que os outros possam brilhar.

Varejão é uma peça importante na engrenagem do Cavs. Todo mundo sabe disso.

Quando seu contrato com a franquia acabar, ao final desta temporada, ele vai deitar e rolar. Os “coachs” da NBA conhecem sua inteligência tática; por isso ele se valoriza a cada partida em que coloca o tênis e o uniforme 17 do Cavs.

Mas o que os treinadores da NBA não sabem é que Anderson Varejão é capaz de ter 16 pontos em média por partida e 7.5 de rebotes.

Mas nós, brasileiros, sabemos disso.

VALORIZADO

O acordo de Anderson Varejão com o Cleveland, como escrevi acima, termina ao final desta temporada. Mas há uma cláusula que diz que ele tem a opção de jogar mais um ano em Ohio, se ele quiser, e receber mais US$ 17.1 milhões.

A opção é dele, friso.

O que isso significa?

Que ele pode ouvir propostas de outras franquias – ou mesmo renovar com o Cleveland em outros valores.

Mas para que ele possa mais do que deitar e rolar, ele tem que fazer mais vezes o que ele fez nestes últimos dois embates contra o Philadelphia.

E olha que ele teve pela frente dois grandalhões da pesada: Elton Brand e Sam Dalembert.

Que assim seja, Varejão!

MAIS UMA

O Cleveland ganhou novamente. Foi a 11ª. vitória consecutiva nesta competição. Igualou o recorde anterior da franquia.

O triunfo diante do Sixers significou também o 13º. jogo invicto dentro de sua Quicken Loans Arena, outro recorde. Apenas o Cavs ainda não foi derrotado em casa neste campeonato.

O Cavs tem agora 19 vitórias em seus últimos 20 jogos. É o segundo colocado no cômputo geral, atrás apenas do Boston – e à frente do Lakers.

Muitos ainda duvidam do potencial desse time. Querem vê-lo em ação “on the road”, no Oeste, diante de equipes como o próprio Los Angeles, além de San Antonio, Houston, Dallas, Utah, Denver e Portland.

Enquanto isso não ocorrer e o time se der bem, a desconfiança continuará.

O que eu acho?

Que o Cavs trará na bagagem, depois de uma excursão dessas, mais vitórias do que derrotas.

Pra mim o time está no ponto – ao contrário do Portland, como vimos ontem, e falaremos mais adiante.

EMOÇÃO

Quem foi dormir tarde e ficou vendo o embate entre Phoenix e Orlando não se arrependeu. Emoção foi o que não faltou ontem à noite no US Airways Center do Arizona.

Quem ganharia?

Não dava para saber.

A seis segundos do final o turco Hedo Turkoglu colocou o Magic na frente em 112-111. Pouco mais de três segundos depois, Grant Hill mudou a história: 113-112 para os anfitriões (foto AP).

Restavam ainda 2.7 segundos para o cronômetro zerar, mas a jogada armada pelo Orlando não funcionou e Rashard Lewis errou o alvo.

Uma vitória e tanto, justificando que um jogo de basquete tem emoção do começo, meio e fim – ao contrário do futebol, por exemplo, que é sonolento em sua maior parte do tempo e das partidas.

Mas que mesmo assim tem a preferência mundial.

Juro que não consigo entender.

COMO UMA LUVA

A frase é surrada, mas cai muito bem no contexto: Jason Richardson caiu como uma luva nesse time do Phoenix. Parece fazer parte do time há muito tempo. Bem entrosado, foi o que vimos em quadra ontem.

É jogador diferenciado, inteligente. Sabe encontrar os espaços e isso favorece o jogo dos armadores. Basta ver que ele encestou oito de seus 16 arremessos.

Ou seja: das 21 assistências dadas pelo Phoenix ontem, 38% delas foram frutos das mãos hábeis de Richardson.

O time perde em marcação, mas ganha em ofensividade com JR. Ele resgata a essência do jogo do Suns: o ataque.

Como se diz na NBA, “ataque vende ingressos e defesa ganha campeonatos”.

Você pode ter certeza que as confortáveis poltronas do US Airways Center estarão sempre lotadas. Em Phoenix, basquete significa jogar bola na cesta.

Mas não é esse o nome do jogo?

EQUILÍBRIO

Sim, é este, mas um time campeão é equilibrado. Defende e ataque com a mesma qualidade.

O Phoenix não tem esse equilíbrio – como não tinha a seleção brasileira de Telê Santana.

Mas um não foi e este não será campeão.

Falta equilíbrio.

LEANDRINHO

O paulistano fez o de sempre – e bem. Anotou 15 pontos (6-9, muito bom) em 20:41 minutos – sua média com Terry Porter.

Faltaram desarmes – nenhum. Volto a bater na mesma tecla: Leandrinho tem que ser um jogador mais eficiente neste fundamento; tem habilidade, rapidez e inteligência.

Aja, rapaz!

Seu grande momento foi a ponte-aérea feita com Jason Richardson, no segundo quarto. A bola de Leandrinho foi milimétrica, na medida para JR dar a enterrada da noite.

MAIS UMA

Segue o roteiro; o Boston ganhou mais uma. E não me venham com essa ladainha de que foi contra um time qualquer.

Foi diante do New Orleans.

O primeiro tempo mostrou equilíbrio. Terminou em 40-39 para o Hornets.

Dava a impressão de que ficaríamos com o coração na mão até o final.

Simples impressão, nada mais do que isso.

No segundo tempo, o Celtics imprimiu seu ritmo, fez 55-42 e somou sua 14ª. vitória consecutiva, igualando feito da equipe de 1986, que tinha Larry Bird, Kevin McHale e Robert Parrish.

Tem agora, no geral, 22-2 – o melhor início de campeonato de toda a história da franquia. Está a uma vitória de igualar o desempenho do Chicago de Michael Jordan, que na temporada 1995/96 fez 23-2.

O Celtics parece imbatível dentro de seu TD Banknorth Garden. Computando-se as partidas de playoffs e finais da temporada passada, mais as deste campeonato, o Celtics tem um recorde de 32-2.

Do jeito que a carruagem caminha, acho que não tem pra ninguém. Deve dar Boston novamente.

O time que ficava nas mãos de Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen, tem agora um outro fator de desequilíbrio: seu armador Rajon Rondo (foto Reuters). Portanto, é um quadrade e não mais um triângulo.

REBOTE

O New Orleans não pôde contar com o pivô Tyson Chandler, que no treino da manhã sentiu dores no pescoço. Pra piorar, Peja Stojacovic, outro do “frontcourt” do Hornets, apanhou apenas um rebote durante os 29:43 minutos que ficou em quadra.

O sérvio tem apenas 3.4 rebotes de média na competição. Muito pouco. Tem que ajudar mais.

Outros jogadores importantes da posição – que completa o tal do “frontcourt” –, são mais eficientes. Carmelo Anthony tem 8.2 de média; LeBron James, 6.8; Paul Pierce, 6.0.

É como todos dizem na NBA: rebotes ganham campeonatos. Acho um pouco exagerado. Diria que eles ajudam – e como.

Se o New Orleans não melhorar este fundamento, vai ficar difícil repetir o feito da temporada passada. O Hornets ocupa a modesta 27ª. posição entre os 30 participantes quando o assunto são as sobras de uma partida.

Ele pega em média 39.05, atrás dos 43.25 que o Celtics fisga.

Se tecnicamente o Boston é melhor do que o New Orleans, o time da terra do jazz tem que desequilibrar o jogo usando outro argumento. Por exemplo, os rebotes.

Mas neste quesito a equipe também é suplantada pelo alviverde de Massachusetts.

Então…

OUTROS JOGOS

Lakers ganhou, San Antonio também. Tudo dentro da normalidade.

O único jogo que me chamou a atenção foi a vitória do Clippers sobre o Portland, no Oregon. Confronto que teve até prorrogação.

Como escrevi ontem, o Portland ainda não está maduro.

Se alguém discordou do que escrevi, acho que começa a mudar de opinião. O time perdeu quatro de seus últimos cinco jogos – dois deles em casa.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 NBA | 13:28

LAKERS VENCE MAS CONTINUA MAL

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O Lakers mostrou ontem à noite, que não é mais um time confiável. Confiável no sentido de que pode ganhar o título desta temporada.

Pelo menos neste momento.

Venceu o Phoenix (115-110) ontem à noite no Staples Center, é verdade, mas bateu um adversário que contou com apenas oito jogadores, pois o Suns foi vitimado pela troca feita com o Charlotte ontem à tarde. Ela envolveu cinco jogadores, entre eles Raja Bell e Boris Diaw.

Se formos olhar apenas para os números, pode parecer uma grande ingratidão de minha parte para com o Lakers. Afinal de contas, o time de Los Angeles tem a terceira melhor campanha da competição (18-3) e exibe um retrospecto excelente sob seu domínio: perdeu apenas uma partida das 12 disputadas.

Os números mostram isso. E para quem diz que os números não mentem jamais eu digo que eles mentem sim senhor.

O Lakers não é esse time que a estatística apresenta. Ela considera o início do campeonato, quando o time da terra do cinema vencia e convencia; quando o time da terra do cinema fez apenas quatro de seus primeiros 15 confrontos fora de Los Angeles, o que ajudou muito.

Os números mascaram bem a realidade.

O Lakers tem vencido, é fato, mas tem suplantado seus rivais com muita dificuldade. Dos últimos seis embates, foi suplantado duas vezes por oponentes que têm campanha inferior a 50%: Indiana (33.3%) e Sacramento (27.3%).

O time mostra uma defesa risível. Dos últimos oito enfrentamentos, tomou mais de cem pontos em meia dúzia deles.

Sua média na competição é de 98.2 pontos contra por partida. Mas ela sobre para 106.5 quando a gente computa os oito jogos mencionados.

A zaga mais vazada é a do Sacramento, que sofre em média 109.9 pontos por jogo. Pouco mais de três em relação às últimas performances do time de Los Angeles.

???

Além disso, o que é muito mais preocupante, seu melhor jogador, Kobe Bryant (foto Reuters), não tem mostrado nem a metade do seu potencial.

Findou a partida diante do Phoenix com apenas 18 pontos e com um aproveitamento novamente muito ruim nos arremessos: 6-16 (37.5%). Dos últimos quatro jogos, arremessou 71 bolas e acertou apenas 26: (36.6%).

Mas não são apenas os arremessos que andam de mal com Kobe. O problema é que ele tem andado de mãos dados com os erros. Sua média na competição é de três por partida; na de ontem, cinco.

Se formos considerar as últimas três, ela sobe para 3.6 – muita coisa para quem, como disse ontem, desfruta, merecidamente, do status de melhor jogador de basquete do planeta.

Perguntado se o momento de Kobe o inquieta, Phil Jackson, com um mau humor incrível depois da partida, respondeu: “Não é que me inquieta, me aborrece”.

Bem, a resposta pode ser um indicativo de que algo de errado acontece dentro da intimidade do time. Se Phil não está preocupado com o desempenho de seu jogador, mas aborrecido, é porque alguma coisa de errado ele tem feito.

Talvez descobrir o que é seja o primeiro passo para o time voltar a vencer; ou melhor, a convencer.

SURPRESA

O Phoenix fez muito pelo pouco que tinha para enfrentar o Lakers. Mesmo perdendo por 115-110, levou o jogo no pau até os segundos finais.

E, como disse acima, com apenas oito jogadores à disposição do técnico Terry Porter.

Shaquille O’Neal foi ao enterro da bisavó, em Newark, Nova Jersey, e não na Carolina do Norte, como escrevi ontem. Além dele, Raja Bell, Boris Diaw e o “rookie” Sean Singletary foram envolvidos na troca com o Charlotte e ontem mesmo foram ao encontro do novo time.

O ala Alando Tucker, apesar de ter se trocado, não entrou em quadra, pois ainda se recupera de uma cirurgia no joelho. Fez apenas figuração.

Porter se virou com o quinteto titular (Steve Nash, Grant Hill, Matt Barnes, Amaré Stoudemire e Robin Lopez) e aproveitou um pouquinho mais Leandrinho.

Tivesse completo, penso que o Phoenix poderia ter levado esta vitória para o Arizona. Deixou-a na Califórnia, mas na bagagem levou a certeza de que o time pode encarar este Lakers de igual para igual em qualquer quadra.

LEANDRINHO

O paulistano foi bem usado pelo técnico Terry Porter no último quarto da partida. Anotou 13 de seus 18 pontos neste período.

Teve um bom aproveitamento nas bolas duplas: 5-8 (62.5%). Em compensação, nas de três, seu carro-chefe, corou: 2-8 (25%).

Mas Leandrinho chamou a atenção mesmo foi nos desarmes: três (na foto Reuters um desarme sobre Kobe Bryant). Fundamento este que eu vivo pegando no pé do jogador, pois, como tenho dito, ele é rápido e inteligente; poderia aproveitar-se mais desta qualidade e surrupiar mais bolas dos adversários.

Jogou 27:38 minutos, sendo que 13:49 deles do finalzinho do terceiro quarto até o fechamento da partida.

Foi muito bem.

Penso que ele ainda não está no melhor de sua forma física em função dos problemas pessoais que o impediram de fazer a pré-temporada completa.

Quando estiver tininho fisicamente, acredito que Porter irá disponibilizar mais minutos para o brazuca mostrar em quadra toda sua fúria ofensiva.

TROCA

Steve Kerr deixa bem claro que errou ao demitir Mike D’Antoni e ao querer mudar a filosofia de uma equipe que sempre primou pela ofensiva e pela beleza do jogo.

Tenta corrigir o equívoco.

Isso, pelo menos, ficou claro para mim depois da troca feita ontem com o Charlotte.

Kerr abriu mão de seu melhor marcador, Raja Bell, em quem o novo Suns de Terry Porter iria gravitar, para receber um artilheiro nato: Jason Richardson.

Kerr percebeu que não se faz omeletes se os ovos não forem adequados. Os que estão em Phoenix não são apropriados para a omelete que Porter queria fazer.

Muda-se novamente a receita.

A velha, que estava no começo do livro, voltou a fazer parceria com o marcador de páginas.

Se bem que nem era preciso. Todos a têm na ponta da língua.

BEST FRIEND

Raja Bell era o melhor amigo de Steve Nash dentro do grupo do Suns. O canadense deixou bem claro para seu xará, gerente da franquia, que não aprovou a troca.

Nada contra Jason Richardson, é claro; tudo contra perder o íntimo parceiro.

Isso já havia acontecido uma vez, quando Mark Cuban, dono do Dallas, o trocou com o Phoenix. Nash arrumou as malas e desembarcou no Arizona choroso pela separação com Dirk Nowitzki.

Antes que alguém pense algo errado, Nash é casado com uma paraguaia de fechar o comércio.

FIM DA MOLEZA

Desta vez LeBron James teve que correr. Ao contrário do que aconteceu em seis dos últimos sete jogos, quando ficou no banco todo o quarto definitivo, King James teve de suar um pouco mais.

Ficasse no banco e a décima vitória consecutiva da equipe, ontem diante do Philadelphia, talvez não tivesse vindo. Veio: 101-93.

Veio porque LBJ voltou a trabalhar no último quarto, quando faltavam 9:38 minutos para acabar a partida. O telão central mostrava vitória do Cavs por 86-70.

Por que tanta preocupação?

Porque a diferença, que chegou em 21 pontos e lá se mantinha, começou a desmoronar e os 15.550 torcedores do Sixers que lotaram o Walchovia Center passaram a fazer um barulho que poderia contagiar os anfitriões e deprimir os visitantes.

Mike Brown, o técnico, não quis pagar para ver. Colocou em quadra seu melhor jogador.

E a vitória veio.

RECORDES

Com esta dezena de sucessos seguidos, mencionada acima, o Cleveland fica a uma partida de igualar o recorde de invencibilidade da franquia, obtido na temporada 1988/89.

Enquanto ele não vem, vamos saborear o que está sobre a mesa: o Cavs venceu 18 de seus últimos 19 compromissos e passou seu recorde geral na competição para 19-3, mantendo-se na segunda posição entre todos os 30 participantes do campeonato, atrás apenas do Boston, o grande líder da nação norte-americana.

VAREJÃO

Ontem o capixaba pontuou mais do que de costume. Veio do banco e adicionou 15 na soma geral do Cleveland. O dobro de sua média na competição.

Anderson Varejão (foto AP) pegou ainda oito rebotes (dois de ataque), deu três assistências, um toco e fez um desarme.

Melhor de tudo: ficou em quadra 33:46 minutos e não cometeu nem um erro sequer.

Jogo para servir de modelo para os que vêm pela frente.

DE VOLTA PARA O FUTURO

Carmelo Anthony fez 45 pontos ontem na vitória do Denver sobre o Minnesota por 116-105. Pegou ainda dez rebotes.

Foi sua melhor pontuação nesta temporada.

O incrível deu-se no terceiro quarto, quando Melo marcou 33 pontos, acertando 12 de seus 15 arremessos (80%), sendo que quatro deles foram das cinco tentativas de três pontos (80%).

Recorde não apenas do Nuggets, mas da NBA também quando o assunto é o terceiro quarto.

Igualou-se a George Gervin, do San Antonio, que também anotou 33 pontos num quarto, mas no segundo, contra o New Orleans Jazz em abril de 1978.

É difícil manter uma produção dessas todas as noites, mas se Melo ficar próximo disso até o final da competição, dá para dizer com segurança que o Denver é candidato a alguma coisa – e não apenas mais um competidor que vive um bom momento.

DIFICULDADE

O jogo foi complicado, apesar de o placar final mostrar uma vantagem de 11 pontos em favor do Denver. O Minnesota virou o primeiro tempo na frente em 56-44.

Viu sua vantagem de 12 pontos desmoronar no terceiro quarto, quando Carmelo Anthony esteve num de seus mais inspirados dias com a camisa 15 do Denver Nuggets.

Os colorados venceram este quarto por 40-22 e entraram no decisivo com uma vantagem de 84-78.

Os seis pontos à frente foram bem administrados até o final e com muito esforço físico o time ainda conseguiu chegar aos 11 pontos definitivos que separaram os dois times. A vitória fez a equipe permanecer na segunda posição na Conferência Oeste com uma campanha de 15-7 (68.2%), atrás apenas do Lakers, que tem 18-3 (85.7%).

NENÊ

Desta vez o são-carlense não foi bem na pontuação: apenas cinco, número igual de bolas arremessadas contra a cesta do Wolves, sendo que duas delas atingiram o alvo.

40% de acerto, contra sua média que era de 63.3%. Ruim.

Nos rebotes, Nenê foi bem. Por um não chegou a dez. Quatro deles, é bom que se diga, foram fisgados na frente.

Jogo morno, abaixo do que o brazuca pode produzir.

AH QUE BOM SERIA

Os norte-americanos são campeões mundiais de marketing. Estão anos à frente de seu mais direto perseguidor, que na verdade nem sei que país é.

Feito o prelúdio, pergunto: você sabe o que a NBA e a Turner Sports arquitetaram para divulgar o “All-Star Game” e aumentar a sua audiência? O evento será exibido ao vivo, em HD e em três dimensões, em 80 cinemas equipados digitalmente espalhados pelas principais cidades de 35 estados dos EUA.

São estes os cinemas: Carmike Cinemas, Celebration Cinemas, Cinema West, Emagine, Galaxy Theatres, Marquee Cinemas, MJR, NCG, Rave Motion Pictures, Showcase e UltraStar Cinema.

Haverá 160 telões exibindo a 24ª. edição do evento das estrelas.

Dá pra imaginar? Em HD e em três dimensões. É como se você estivesse no US Airways Center, palco da festa, que acontecerá no final de semana do dia 15 de fevereiro, em Phoenix.

Enquanto isso, por aqui… Bem, deixa pra lá, não quero me irritar.

FRIEZA

O espanhol José Calderón, armador do Toronto, é o líder em percentual de acertos nos lances livres na atual temporada. Arremessou 52 em toda a competição e jamais errou o alvo.

100% de aproveitamento – o que ninguém tem.

TORCIDA

Chegamos a 153 votos. O Lakers segue soberano à frente na preferência dos brazucas que freqüentam este botequim. O Milwaukee cresce, repito, para minha surpresa.

O Chicago segue bem na segunda posição, mas o Boston e o Detroit começam a ameaçar.

O novo quadro é este:

1)    Lakers – 23.5%
2)    Chicago – 14.4%
3)    Boston – 8.5%
4)    Detroit – 8.5%
5)    New York – 6.5%
6)    Milwaukee – 5.9%
7)    Phoenix – 5.2%
8)    San Antonio – 4.6%
9)    Cleveland – 2.6%
10)    Utah – 2.6%
11)    Denver – 2.0%
12)    Houston – 2.0%
13)    Indiana – 2.0%
14)    Miami – 2.0%
15)    Portland – 2.0%
16)    Dallas – 1.3%
17)    Orlando – 1.3%
18)    Philadelphia – 1.3%
19)    Toronto – 1.3%
20)    Golden State – 0.6%
21)    Minnesota – 0.6%
22)    New Jersey – 0.6%

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  1. NENÊ VENCE LEANDRINHO
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  3. LAKERS CRESCE E TEM A MAIOR TORCIDA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

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