14/11/2009 - 12:49
O jogo acabou no terceiro quarto quando o Denver fez 29-8 no Lakers. O Nuggets foi uma máquina de jogar basquete, deu uma aula e no final dos quatro períodos o telão central do Pepsi Center reluzia: 105-79 para os colorados.
Vários foram os fatores que fizeram o Denver surrar o Lakers no terceiro período. Vamos a eles:
1) Carmelo Anthony, que ficou praticamente todo o primeiro tempo no banco por causa das três faltas cometidas, voltou mordido para a etapa final e só no terceiro período anotou 12 pontos;

2) Armando Aflalo abafou o jogo de Kobe Bryant e “Black Mamba” não marcou nenhum ponto nesses 12 minutos;
3) A passividade de Phil Jackson no banco quando o Denver fez uma corrida de 10-0 no começo do quarto foi irritante: não pediu tempo e ajudou o time a cair no buraco;
4) Os seis equívocos cometidos pelo Lakers entre erros, passes interceptados e perdas de bola ajudaram o Denver a fazer 12 pontos na moleza.
Some-se a isso o fato de o Lakers não ter sabido aproveitar o fato de Melo ter jogado apenas 1:26 minuto no segundo quarto, freado que foi por causa das faltas. Ao invés de abrir frente ao ver o melhor jogador adversário de fora, perdeu o período por 32-28.
Some-se a isso também a produção dos reservas do Denver. Depois que os 48 minutos se findaram, o placar mostrou que o pessoal do Nuggets deu uma surra no do Lakers por 43-16.
Por tudo isso, a meu ver, o Denver engoliu o Lakers ontem à noite no Colorado.
Vitória emblemática porque a) mostra que o Nuggets continua sendo a segunda força do Oeste; b) a campanha do Lakers nesse início de campeonato tem muito a ver também com o fato de ter jogado seis de seus nove jogos em casa.
Pra encerrar, uma coisa que eu achei legal foi o comportamento do técnico George Karl. P-Jax (como acontece com todos os técnicos da NBA, inclusive Karl), ao ver que o jogo estava perdido, quis bagunçar o quarto derradeiro e colocou em quadra um time reserva, com apenas Andrew Bynum entre eles (Jordan Farmar, Shannon Brown, Adam Morrison [que coisa horrível esse jogador!] e Josh Powell).
Mas Karl não embarcou nessa barca furada. Em respeito aos 19.141 torcedores que lotaram a arena de Denver, o treinador manteve praticamente seu time titular em quadra, com Ty Lawson (que jogo fez o “muleque”: 13 pontos e seis assistências), JR Smith, Carmelo Anthony, Chris Andersen e Kenyon Martin.
Foi descansando seus titulares a partir da metade do último quarto. Parabéns a ele e que outros treinadores comportem-se assim também, pois o torcedor, que paga caro pelo ingresso, não pode ser penalizado quando isso ocorre, nem quem vê a contenda pelo cabo (e pagou por isso) e nem aqueles que assistem pelo League Pass e também desembolsa uma boa grana — inclusive nós.
Ah, sim, Nenê Hilário jogou 24 minutos. Anotou 13 pontos, pegou seis rebotes, deu quatro assistências e um toco.
Não é fácil jogar contra Andrew Bynum. O pivô do Lakers será uma legenda dentro da franquia rapidamente.
Ontem, ele foi o único que se salvou da mediocridade geral. Marcou 19 pontos e apanhou 15 rebotes.
Os demais foram engolidos pelos jogadores do Denver.
Que aula!
RODADA
Minha noitada se resumiu a essa partida. Mas outra que me chamou a atenção foi a vitória do Atlanta dentro do TD Garden de Boston.
O time da Geórgia fez 97-86 e pelo que vejo no “boxscore” os rebotes foram fundamentais para se determinar o vencedor. O Hawks confiscou 47 e o Celtics apenas 29.
Ah, outra coisa: o Golden State bateu o Knicks em Nova York por 121-107. Pergunto-me: o que Donnie Walsh (GM do time nova-iorquino) está esperando para dar um bico nos fundilhos de Mike D’Antoni?
O ex-treinador do Suns é um arremedo de técnico de basquete. Ele é tão horrível no banco quanto Adam Morrison em quadra.
MORAL
Ontem não foi o dia dos dois gigantes da NBA.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Carmelo Anthony, denver nuggets, Los Angeles Lakers, NBA
11/11/2009 - 11:53
Seguramente foi o final mais emocionante desta temporada. Infelizmente, vítima do apagão que vitimou 12 Estados (entre eles São Paulo) da nação mais o Distrito Federal, não assisti ao vivo; vi agora pela manhã.
Valeu ou não valeu? A bola ainda estava nas mãos de Brad Miller ou não?
Creio que ainda estava. Portanto, o trio agiu muito bem ao anular a cesta milagrosa de Miller e “tirar” a vitória do Chicago e passá-la para o Denver.
Mas que foi doído, isso foi.
Quem ainda não conhece a história, vamos a ela.
Faltava 1:55 minuto para o final do jogo quando Kenyon Martin, ao receber um passe de JR Smith (que voltou após suspensão de sete partidas), enterrou e aumentou a vantagem do Denver para quatro pontos: 87-83.
No ataque seguinte, Luol Deng tentou uma bandeja, mas tomou um toco de Nenê, que ainda pegou o rebote. No ataque colorado, o são-carlense cometeu um equívoco ao andar com a bola, isso a 1:19 do fim.
Dez segundos depois, Kirk Hinrich encestou uma bola dupla: 87-85 para o Nuggets.
O mesmo Hinrich desarmou Chauncey Billups quando o cronômetro mostrava que faltavam 56 segundos para o fim da partida. Tempo do Chicago.
O ataque seguinte ao tempo solicitado pelo Bulls foi emocionante: John Salmons errou um chute de três; Hinrich pegou o rebote e entregou a bola para Joakim Noah, que tentou a bandeja, mas tomou um toco de Martin; Derrick Rose ficou com a sobra e empatou o jogo em 87 pontos.
Faltavam 33 segundos para o final.
O Denver bateu o fundo bola e 20 segundos depois de tomar a cesta que empatou o prélio, Carmelo Anthony, da ponta esquerda do ataque colorado, encestou uma bola de dois: 89-87.
Treze segundos para o final da partida; tempo de 20 segundos para o Chicago.
Billups faz falta em D-Rose no ataque tricolor e o “muleque” do Bulls acerta os dois tiros, mostrando uma frieza impressionante para quem está há pouco mais de uma temporada na NBA. Jogo empatado novamente: 89-89.
Dez segundos para o final, o Denver bate o fundo bola e Hinrich faz falta em Billups. O armador do Denver vai para a linha do lance livre com o cronômetro marcando 0.6 segundo para o final.
Billups acerta o primeiro e coloca o Nuggets na frente em 90-89. Erra o segundo propositalmente para que o relógio corresse, certo de que quando Noah segurasse o rebote o tempo estaria zerado.
Não zerou; falta ainda 0.3 segundo para o fim do jogo.
Tempo do Chicago.
Lateral bola no ataque. Hinrich passa para Miller, que pega e arremessa: bingo!
A bola entrou, os jogadores do Bulls e os 21.409 torcedores que lotaram o United Center abraçavam-se como se o time tivesse conquistado o campeonato. Mas o trio de arbitragem, corretamente, recorreu ao monitor para ver se a cesta valeu ou não.
Depois de dez minutos debruçados diante da tela, Matt Boland, Mark Wunderlich e Eric Dalen constataram que a bola ainda estava nas mãos de Miller quando o cronômetro zerou.
Denver 90-89 Chicago.
Foi doído, mas foi o correto.
Por hoje é só.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Bulls, Carmelo Anthony, Chauncey Billups, Chicago, Denver, Derrick Rose, Joakim Noah, Kirk Hinrich, Nenê, Nuggets
02/11/2009 - 12:14
O Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.
O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.
É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.
Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.
Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.
ECO
É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.
Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.
Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.
BRASUCA
Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).
Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.
Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.
DEFESA
Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.
Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.
Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.
E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.
Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.
VITÓRIA
Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.
E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.
A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.
Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.
Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.
Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.
ROTINA

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.
Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.
Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.
Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?
Creio que sim.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Atlanta, Boston, Carmelo Anthony, Celtics, Denver, Jameer Nelson, JJ Reddick, Joe Johnson, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, Magic, NBA, Nenê Hilário, Nuggets, O. J. Mayo, Orlando, Paul Pierce, Ray Allen, Ron Artest, Vince Carter
30/10/2009 - 13:00

Derrick Rose em ação (Reuters)
Foi uma noite de expectativas para os torcedores do Bulls. Na noite de estréia, como o time se comportaria diante de uma das forças da NBA na atualidade? Como se comportaria sua maior estrela, incomodada com uma dor no tornozelo direito que o deixou de fora praticamente de toda a “Pre-Season”?
Duas horas e meia depois de a bola ter subido pela primeira vez, e os 21.412 fãs espalhados pelas confortáveis poltronas do United Center, mais os milhões (milhões? creio que sim, só na China…) esparramados pelo resto do planeta respiraram aliviados; e esperançosos.
O Chicago promete esta temporada. Pelo menos de levarmos em consideração o que vimos ontem à noite.
Sim, pois dobrar o San Antonio do jeito que dobrou é para poucos. Limitou o time texano a cerca de 80 pontos (chegou a 85 por relaxo do tricolor de Illinois nos segundos finais) e se não encontrou antídoto para conter Tim Duncan (o que, convenhamos, poucos conseguem), limitou o jogo dos demais.
Tony Parker anotou míseros oito pontinhos (4-11 nas bolas de dois; nenhum arremesso de três), Richard Jefferson a nove (está devendo neste início de campeonato), Michael Finley a seis (está velho) e fez Roger Mason zerar — o que é muito raro de ocorrer.
Manu Ginobili foi o único, além de Timmy, a ter um duplo dígito nos pontos. Chegou a dez, mas também não foi aquele jogador encantador que a gente conhece: acertou apenas três de seus 11 tiros.
E mais: o Chicago foi melhor nos rebotes (52-44), nas assistências (20-15), nos tocos (9-5) e errou menos (9-13).
Por tudo isso, o resultado final de 92-85 para o Bulls foi absolutamente justo
MULEQUE!
O Daniel Sanchez escreveu “muleque” ao invés de moleque referindo-se a Derrick Rose — ou foi a Ty Lawson? Não importa; o que nosso parceiro de botequim fez foi, como se diz, permitir-se uma licença poética.
Mas gostei do muleque. Daqui para frente, se o Daniel permitir é claro, quando escrever muleque ao invés de moleque ao me referir principalmente a Derrick Rose, por favor, considerem também como uma licença poética.
É carinhoso, pois o termo é muitas vezes pejorativo.
D-ROSE
Derrick Rose jogou muita bola. O muleque anotou apenas 13 pontos, mas recheou sua atuação com sete assistências e igual número de rebotes.
Roubou uma bola e ainda deu um toco!
Em 33 minutos em quadra, mostrou por que foi eleito o melhor novato da temporada passada. Sabe jogar e fazer seus companheiros jogarem.
É hábil, seu “cross-over” faz-me lembrar os de Tim Hardaway (ele quase fez Tony Parker torcer o tornozelo no último quarto), suas investidas são no melhor estilo de Chris Paul e sua inteligência lembra-me a de Magic Johnson… tudo bem, exagerei, exagerei, eu sei. Deve ter sido fruto da empolgação de torcedor.
Mas que Derrick Rose joga muita bola, disso ninguém duvida. O muleque promete mais shows desses durante a temporada.
Hoje à noite ele visita Boston. E espera rodar o filme dos playoffs passados, principalmente na primeira partida no TD Banknorth Garden, quando destruiu o Celtics.
Um teste e tanto, pois o Boston é um dos melhores (se não o melhor) times da temporada.
A noitada está garantida. Pelo menos para nós, torcedores do Bulls — bem como os do Celtics, é claro.

Nenê, Greg Oden e Brandon Roy (Reuters)
MADURO
Carmelo Anthony destruiu o Blazers ontem à noite em Portland. Creio que foi nosso parceiro Pedro Mota quem reclamou da falta de reconhecimento ao jogo de Melo.
E ele tem razão; pouco se fala do ala do Denver.
Ontem à noite, como eu disse, ele destruiu o Blazers em Portland. Marcou 19 de seus 41 pontos no último quarto e levou o Nuggets à sua segunda vitória na temporada: 97-94.
Coloquei nas minhas previsões o Denver na final do Oeste contra o Lakers. Muitos apostam no San Antonio (ótima aposta também), mas eu acho esse time do Denver bem redondinho.
Nenê Hilário fez sete pontos (2-7, ruim), mas contribuiu com 11 rebotes (três no ataque, muito bom). Mas mais uma vez deixou a quadra com seis faltas.
Nenê precisa se controlar.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Carmelo Anthony, Chicago, Derrick Rose, Manu Ginóbili, Nenê Hilário, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker, Ty Lawson
27/10/2009 - 09:20
Bem, galera, finalmente a bola sobe hoje à noite. Foram quatro meses e meio de espera.
Mas estamos todos aqui, firmes e fortes – felizmente. Espero ver todos os parceiros de volta.
Ontem a gente falou sobre os destaques individuais. Hoje, vamos falar sobre as equipes.
Quais vão se destacar neste campeonato?
Vamos, pois aos posicionamentos dos times durante a fase de classificação. Pelo menos é assim que eu vejo antes de a bola subir.
LESTE
1º.) Boston — O time manteve seu núcleo intacto. Muitos torcem o nariz achando que o trio de ouro do Celtics (Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen) está envelhecido. É verdade, mas nada que possa comprometer tanto assim o desempenho do time. Além disso, veio Rasheed Wallace com seu baita coração e uma enorme experiência. E no banco há um treinador diferenciado: Doc Rivers.
2º.) Cleveland — O entrosamento que o Boston tem, o Cavs não tem. Os grandes times são formados muito antes de a primeira conquista aparecer. Por mais que Shaquille O’Neal adicione experiência e qualidade ao time (e Anderson Varejão vai se aproveitar disso), a química ainda não deve ser a ideal para dobrar o Boston; pelo menos durante a fase de classificação. Quem sabe nos playoffs isso ocorra e Shaq e LeBron James (ambos em foto AP) se tornem como Lennon e McCartney.

LeBron James e Shaquille O'Neal, as armas do Cavs para tentar derrubar o forte Boston Celtics no Leste
3º.) Orlando — A chegada de Vince Carter, que eu, num primeiro momento, achei que não iria ser tão impactante assim, pode lançar o Magic num patamar ainda mais alto que na temporada passada. Pelo menos foi o que se viu na “Pre-Season”. E o time vai mesmo precisar disso, pois Boston e Orlando estão a todo o vapor. Dwight Howard, Jameer Nelson, Rashard Lewis e Vince Carter podem ser a nova versão dos Fab 4.
4º.) Atlanta — O time da Georgia está entrosadinho da silva – o mesmo entrosamento que eu acho que o Cleveland vai sentir falta no início desta temporada. Além disso, mais experiente ainda. Mike Woodson tem o grupo na mão. O ego dos jogadores fica sempre do lado de fora do ginásio. Todos trabalham e pensam em grupo. Há jogadores interessantes no elenco, como os armadores Mike Bibby e Joe Johnson, além dos pivôs Al Horford e Josh Smith. O time ainda ganhou o reforço de Jamal Crawford, que vai aumentar o poder de fogo durante as partidas.
5º.) Chicago —Derrick Rose, Janero Pargo, Luol Deng, Tyrus Thomas e Joakim Noah deve ser o quinteto titular. No banco, boas opções, como John Salmons, Kirk Hinrich, Brad Miller e os novatos Taj Gibson e James Johnson. A saída de Ben Gordon será seguramente sentida, especialmente nos momentos decisivos. Mas não se esqueçam que D-Rose está um ano mais velho e mais experiente. O problema do time está no banco: Vinnie Del Negro, pelo menos para mim, não é confiável.
6º.) Washington — A franquia contratou Flip Saunders, um treinador experiente e que está acostumado a levar suas equipes aos playoffs. O grande ponto de interrogação fica por conta da saúde de seus jogadores. Gilbert Arenas estará 100%? E Antawn Jamison? Se os dois jogarem a maioria das partidas (Jamison, por exemplo, já ficará de fora três semanas), ao lado de Caron Butler esse time pode fazer um barulho legal. Mas eu realmente tenho dúvidas quanto a saúde deles.
7º.) Miami — Os analistas não estão botando muita fé no Heat. Também fico com um pé atrás, mesmo com Dwyane Wade no elenco. Ele não vai levar o time sozinho nas costas. É impossível; nem Michael Jordan fez isso no Chicago. D-Wade vai precisar de um bom apoio. Será que Michael Beasley poderá ser essa ajuda? Não se esqueçam que Beasley é imaturo e apronta quando menos se espera. Jermaine O’Neal tem um histórico preocupante de contusões. Sobre Mario Chalmers, pouco para ajudar Dwyane.
8º.) Detroit — O Pistons chega nesta temporada com um novo treinador: John Kuester. Novato como técnico principal, Kuester vinha trabalhando como assistente. Esteve no Cleveland nos últimos anos ao lado de LeBron James. Trabalhou também no Philadelphia na época de Allen Iverson. Mas o principal é que ele esteve na franquia, ao lado de Larry Brown, quando o time conquistou o título em 2004. Acho que foi a melhor aquisição para esta temporada, em que pese as chegadas de Ben Gordon e Charlie Villanueva. A saída de Rasheed Wallace será sentida, mas quem sabe Ben Wallace não possa compensar.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Boston 4-0 Detroit
Cleveland 4-0 Miami
Orlando 4-2 Washington
Chicago 4-3 Atlanta
Semifinais
Boston 4-2 Chicago
Cleveland 4-3 Orlando
Final
Boston 4-3 Cleveland
Campeão = Boston

Kobe Bryant, líder do melhor time da NBA, é a esperança do Los Angeles Lakers na luta pelo bicampeonato
OESTE
1º.) Lakers — Derek Fisher, Kobe Bryant, Ron Artest, Pau Gasol e Andrew Bynum. Tem time melhor neste momento? Duvido; creio que não. Ainda por cima, há no banco de reservas gente do calibre de Lamar Odom, sem contar que Shannon Brown dá sinais de que evoluiu. Adam Morrison fez uma baita “summer-season” e pode ser ótima opção de banco para os tiros longos. Ah, e por falar em banco, lá está Phil Jackson, o mais subestimado treinador da história do basquete nos EUA. E em quadra, claro, Kobe, the Black Mamba (foto AP).
2º.) Denver — O time de Nenê Hilário não aparece bem cotado na bolsa das apostas. Mas eu ponho parte de minhas fichas no time colorado. Manteve a base, pegou um moleque bom de bola como o Ty Lawson, que vai ajudar a dar um refresco para Chauncey Billups, e tem um treinador, George Karl, que consegue controlar egos e não cria atritos desnecessários com o grupo. Sua força de garrafão com o brasuca de São Carlos mais Kenyon Martin, Chris Andersen e Carmelo Anthony não se encontra tão facilmente na praça. É um dos melhores “froncourt” da liga. E Melo é um jogador diferenciado.
3º.) San Antonio — Tim Duncan ainda é Tim Duncan. Tony Parker ainda é Tony Parker. Mas e Manu Ginobili, será que ele será nesta temporada o Manu que a gente conhece e admira? Tenho dúvidas – acho que não. Os Três Tenores perdem sua força sem a força do argentino. Quanto as contratações, o time melhora muito com a chegada do veterano Richard Jefferson. Theo Ratliff vai ajudar Timmy a descansar, mas é em DeJuan Blair que a maioria aposta – principalmente Gregg Popovich, um dos melhores treinadores da NBA de todos os tempos.
4º.) Portland — É o time queridinho de todos nos EUA no momento. E não sem merecer. Nate McMillan vem lapidando o grupo com muita paciência há duas temporadas. Espera colher frutos nesta. Perdeu apenas um jogador em relação ao grupo passado: o espanhol Sergio Rodriguez foi para o Sacramento. O Blazers o substituiu por Andre Miller, veterano que quer ser titular. Pode? Brandon Roy será a referência do grupo em quadra. Uma melhora na campanha vai depender também muito da melhora do pivô Greg Oden. Ele se mostrou muito verde na temporada passada.
5º.) Utah — Jerry Sloan segue sendo um dos meus treinadores favoritos na NBA. Costuma tirar leite de pedra. Lógico que para isso precisa ter jogadores com qualidade. E ele os tem em Salt Lake City em Deron Williams, de quem sou fã de carteirinha, e em Paul Millsap. Resta saber qual será o grau de empolgação e comprometimento de Carlos Boozer nesta temporada. Se ele estiver envolvido como projeto, o Jazz poderá seguir mais adiante ainda do que esta quinta colocação. Não se esqueçam que no grupo ainda há Ronnie Brewer, Andrei Kirilenko e Memo Okur. Na temporada passada as contusões mataram o time. Mesmo assim, Coach Sloan não se curvou às adversidades.
6º.) Dallas — Josh Howard, jogador talentoso e de vidro, é o maior problema do time texano. As últimas notícias dão conta de que ele poderá perder as duas primeiras semanas da temporada. Sem ele, Dirk Nowitzki ficará sobrecarregado em quadra, pois Jason Kidd é um belíssimo ator coadjuvante; não tem roteiro para ser o principal. Shaw Marion também não passa de um ótimo ajudante, assim como Drew Gooden. Quer dizer: coadjuvantes há, atores principais faltam.
7º.) Clippers — Blake Griffin (foto AP) deverá causar um grande impacto na equipe. O moleque dá mostras de que chegou preparado para o jogo da NBA. Em apenas 28 minutos de média nos primeiros sete cotejos como profissional, fez 13.7 pontos e apanhou 8.1 rebotes. Levou o time ao primeiro lugar no Oeste na “Pre-Season”. Mas o primo pobre de LA não se resume apenas a Griffin. Há jogadores bons e experientes como Marcus Camby (que será muito importante no aprendizado de Griffin), Ricky Davis e principalmente Baron Davis.
8º.) New Orleans — Não há mais Tyson Chandler; há Emeka Okafor. Muda alguma coisa. O técnico Byron Scott poderá seguir com seu roteiro, baseado num tripé com Chris Paul, David West e um pivô. Muito do sucesso do time nesta temporada vai depender também da saúde de Peja Stojakovic. Seria bom, também, que James Posey jogasse um pouquinho. Ajudaria – e muito.
PLAYOFFS
1ª. Rodada
Lakers 4-0 New Orleans
Denver 4-1 Clippers
San Antonio 4-0 Dallas
Portland 4-3 Utah
Semifinais
Lakers 4-3 Portland
Denver 4-3 San Antonio
Final
Lakers 4-2 Denver
Campeão = Lakers
CAMPEÃO
Boston x Lakers é a minha previsão de final para esta temporada. Será a chance que o time de Los Angeles espera para vingar-se da derrota de há dois anos.
Conseguirá?
Creio que sim.
Pra mim, o Lakers ganha o título novamente – como ocorreu na temporada passada.
Mas será uma final e tanto, diferentemente do que aconteceu diante do Orlando. Creio que teremos sete jogos.
Pra cardíaco nenhum reclamar.
AUSÊNCIA
Como vocês puderam ver, não coloco o Phoenix nestes playoffs. Faço-o com o coração partido, pois lá está Leandrinho Barbosa.
Gostaria muito que o time chegasse – e bem. Mas não acredito numa equipe dirigida por Alvin Gentry.
É pouco para uma franquia do porte do Suns. O time não funciona como time.
Steve Kerr apostou todas suas fichas em Steve Nash. Tenho dúvidas; acho que não vai dar certo.
Jason Richardson só tem olhos para a cesta, Grant Hill está velho e Amaré Stoudemire marca menos do que devia.
Por tudo isso, não acredito no Phoenix nos playoffs – muito menos em Leandrinho como melhor reserva, como alguns parceiros deste botequim apostam.
Espero estar errado.
NOITADA
A bola sobe logo mais às 21h30 de Brasília. E com um baita jogo: Cleveland x Boston.
Um aperitivo e tanto, talvez uma mostra do que poderá ser a final da Conferência Leste.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Meia hora mais tarde o Dallas recebe o Washington. Vai dar para a gente ter uma idéia do time da capital dos EUA e do que Flip Saunders já fez. Pena que Antawn Jamison estará de fora.
Ah, sim, quem tem o pacote NBA League Pass vai assistir.
Quando o relógio marcar meia-noite, o Portland enfrenta o Houston na Cidade das Rosas. Será que o Blazers vai jogar tudo o que se espera dele?
Quem tem o pacote NBA League Pass vai conferir.
Finalmente, à meia-noite e meia o clássico angelino entre Lakers e Clippers. Imperdível: o melhor time do campeonato (antes de a bola subir, é claro) diante de Blake Griffin e companhia.
Quem tem o pacote NBA League Pass vai se deliciar.
CONCLUSÃO
Se você puder, não vacile: compre o pacote; não vai se arrepender.
O que é preciso? US$ 139.95 ou US$ 29.95 por mês pelo pacote da temporada regular. E uma conexão com um mínimo de dois mega de velocidade.
E mais nada.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Blake Griffin, Carmelo Anthony, Clippers, Dwight Howard, kevin garnett, Kobe Bryant, LeBron James, NBA, Nenê Hilário, Pau Gasol, Rasheed Wallace, Shaquille O'Neal, Tim Duncan, Tony Parker, Vince Carter
11/10/2009 - 23:16
A empolgação em Boston cresce como bolo que vai ao forno. Ou seja: a olhos vistos.
Alguns jogadores do Celtics garganteiam, para todos ouvirem, que o time vai quebrar o recorde do Chicago, que na temporada 1995-96 somou 72 vitórias — o melhor desempenho na história da NBA.
Rasheed Wallace (foto AP ao lado de Ray Allen), por exemplo, a mais nova aquisição do alviverde de Massachusetts, declarou seu entusiasmo em relação ao time e à temporada: “Nós temos talento e vontade para isso [bater o recorde do Bulls]. E temos defesa também. Sinceramente, acredito nisso. Aquele foi um bom time [Chicago], eles tinham alguns ‘hall of famers’ por lá, mas acho que nós temos um pouco disso também”.
Sei…
Reggie Miller, comentarista da TNT, acha que outro time é que tem condições de que bater o recorde do Bulls: o Lakers.
“Do jeito que esse time foi arquitetado, eles têm condições para isso [quebrar o recorde do Chicago]”, disse Miller. O ex-ala do Indiana afirmou categoricamente que o Lakers tem hoje a melhor equipe de basquete do planeta.
“O Lakers tem talento e contundência [de jogo]”, disse Miller.
Tudo o que foi dito por Rasheed Wallace e Reggie Miller só não se aproxima (na minha opinião) da verdade por um pequeno detalhe: nem Boston e nem Lakers têm em seu elenco um Michael Jordan.
Pequeno detalhe?
Claro que não — é apenas deboche da minha parte.
FORÇA
De todo o modo, Lakers e Boston são os dois melhores times da NBA no momento. Têm tudo para repetir a final de há duas temporadas.
Para isso, no entanto, os jogadores chaves têm que estar aptos durante toda a temporada. As previsões desabam se Kevin Garnett, por exemplo, não recuperar a velha forma; ou se Ron Artest esmurrar alguém e for suspenso de todo o campeonato.
MOLEQUE
No sentido pejorativo.
É isso o que eu posso dizer do comportamento de Stephen Jackson. O ala do Golden State, no jogo contra o Lakers, sexta-feira à noite, fez cinco faltas e tomou uma técnica com menos de dez minutos em quadra.
Por isso mesmo, foi para o vestiário mais cedo. Resultado: Don Nelson, técnico do Warriors, suspendeu-o por dois jogos — sem pagamento.
O desfalque em seu bolso já é grande, pois o jogador foi multado recentemente pela NBA em US$ 25 mil por ter dado declarações públicas dizendo que não queria mais jogar pelo Golden State.
“Em meus 30 anos como treinador jamais suspendi um jogador”, disse Nelson. “Talvez eu devesse tê-lo feito em algumas ocasiões, mas nunca o fiz. Eu evito mexer no bolso de um jogador”.
Mas não desta vez não houve jeito, finalizou Don Nelson.
NENÊ
O são-carlense fez uma grande partida na maravilhosa Wukesong Arena de Pequim, onde aconteceram os torneios masculino e feminino dos Jogos Olímpicos.
Foram 21 pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois tocos na vitória do Denver sobre o Indiana por 128-112. Parece que Nenê está recuperando a velha forma; tomara.
Carmelo Anthony, que matou saudades do ginásio, foi o cestinha do time e da partida com 45 pontos. Pegou ainda nove rebotes.
Partidaço.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Boston, Bulls, Carmelo Anthony, Celtics, Chicago, Denver, Don Nelson, Golden State, Lakers, Nenê, Rasheed Wallace, Reggie Miller, Stephen Jackson
08/10/2009 - 00:17
É, minha gente, podemos tirar o cavalinho da chuva. Os EUA devem disputar o Mundial do ano que vem com um time misto.
Depois de LeBron James dizer que possivelmente não irá à Turquia porque pretende curtir uma de astro de cinema, Dwyane Wade acenou nesta quarta-feira com a possibilidade de ficar em casa quando a competição acontecer.
O armador do Miami disse querer esperar pelo final da temporada para saber como estará. A princípio, entende-se fisicamente; mas a preocupação do jogador, para mim, é quanto ao futuro.
Assim como LBJ, D-Wade (foto AP) será “free-agent” ao final da temporada. Chris Bosh é outro que estará na mesma situação e pode não jogar o Mundial.
Em compensação, Dwight Howard afirmou que vai à Turquia. Carmelo Anthony e Deron Williams também já disseram sim.
Como eu disse outro dia, volto a perguntar: será que Kobe Bryant vai embarcar nessa canoa (que me parece furada) sem King James e Wade – e possivelmente sem Bosh também?
Não creio.
Portanto, como disse, podemos tirar o cavalinho da chuva. Os EUA não estarão completos no Mundial e o tão esperado duelo contra a Espanha (no momento a melhor seleção do planeta, uma vez que os norte-americanos estão de folga) não acontecerá.
Em Londres, na Olimpíada, a gente não vai saber como os espanhóis estarão. O que a gente sabe é que os espanhóis, no momento, formam a melhor seleção do planeta.
Um desafio, ano que vem, na Turquia, seria necessário para colocarmos um pingo neste I.
Infelizmente, podemos tirar o cavalinho da chuva; isso não vai acontecer.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Carmelo Anthony, Chris Bosh, Deron Williams, Dwyane Wade, Kobe Bryant, LeBron James
30/05/2009 - 02:24
Pela trigésima vez em sua história o Lakers chega a uma final da NBA. É o time que mais vezes esteve decidindo um título da maior liga profissional de basquete do planeta.
Chega encorpado pela vitória contundente diante do Denver por 119-92. Pra ninguém botar defeito e/ou contestar.
Pela primeira vez nestes playoffs o Lakers jogou como um campeão. Pela primeira vez nestes playoffs o Lakers mostrou que pode ganhar o título.
Até esta partida contra o Denver só havia dúvidas. A boa vitória do jogo passado foi conquistada em Los Angeles; por isso mesmo deixou uma ponta de dúvida em todos nós.
Além disso, à exceção de Kobe Bryant e Pau Gasol – às vezes –, ninguém tinha dado ainda a cara pra bater. Um jogo aqui, outro ali, os outros apareciam – mas não com a eficiência de um candidato ao título.
Nos dois últimos jogos tudo foi diferente. O Lakers jogou como um time, comandado por um grande jogador.
Kobe foi decisivo, letal, como são os jogadores diferenciados. Anotou 35 pontos, deu 10 assistências e apanhou seis rebotes.
Mas não jogou sozinho. O espanhol, como já destaquei, voltou a jogar como um pivô dominante: 20 pontos, 12 rebotes e seis assistências. Apareceu também como o jogador que mais desarmes fez na partida: três.
Foi a companhia que todo craque quer ter – e precisa. Companhia que LeBron James ainda não encontrou nestes playoffs.
Como disse no começo desta nossa conversa, não foram apenas os dois que brilharam. O Lakers jogou como um time.
Lamar Odom veio do banco e adicionou 20 pontos e oito rebotes; Trevor Ariza contribuiu com mais 17 tentos, sendo que dez deles foram produzidos no primeiro quarto; e Luke Walton presenteou o time com uma dezena importante de pontos, ajudando nos momentos chaves da peleja.
Os demais, se não tiveram um duplo dígito na pontuação, não desperdiçaram suas oportunidades. Tanto que o Lakers teve um aproveitamento muito bom nos seus arremessos de quadra: 57.3% (43-75).
Deles, 9-16 foram atrás da linha dos três: 56.3%.
Quer o melhor? Pois não: nos lances livres os angelinos acertaram todos os 24 cobrados!
Com números assim não perde mesmo – como não perdeu.
A vantagem prosseguiu nos rebotes (38-27) e nas assistências (28-14). Neste último fundamento, ficou claro o jogo solidário da equipe californiana.
“A gente sabia que iria vencer, porque usamos todas as nossas armas, evitando concentrar o jogo em Kobe ou em mim”, disse Gasol. “Nós temos realmente um grande time e temos que usar todos os nossos jogadores. E é isso o que estamos fazendo para vencer”.
E foi isso mesmo o que ocorreu. Mas, é bom que se frise, uma vez mais, o que Gasol declarou vale para os dois últimos jogos.
A comemoração, depois da partida, existiu. Mas foi contida (foto AP); afinal, todos sabem que o mais importante está por vir.
A decisão começa na quinta-feira. Em Los Angeles, se o Orlando se classificar; em Cleveland. se der Cavs na final.
De terça, não passa. A partir daí uma nova história começará a ser escrita.
PROGRESSO
O Denver ficou; infelizmente para nós brasileiros. Creio que a maioria torceu para o Nuggets ganhar esta série pela presença de Nenê.
E o brazuca de São Carlos não decepcionou seus torcedores nesta temporada. Foi, ao contrário do que muitos pensavam, um jogador chave na equipe colorada.
Contribuiu e muito para o time se classificar para os playoffs. Na fase decisiva, se voltou a se enrolar com as faltas, quando esteve livre delas mostrou que é um jogador decisivo.
Nenê, como o Denver, aprendeu muito nesses playoffs.
Tenho certeza que esse time, na próxima temporada, com um ajuste aqui, outro ali, voltará a ser força na Conferência Oeste.
Neste campeonato, chegou comendo pelas beiradas. Poucos acreditavam que o time pudesse chegar aonde chegou – eu mesmo não apostava nem um níquel sequer na equipe.
Quebrei a cara. Mas livro-me da condenação porque a adição de Chauncey Billups foi fundamental para o time mudar a cara nesta temporada. E ela ocorreu com o torneio em andamento.
Billups, Carmelo Anthony, Kenyon Martin e Nenê estão garantindo para o próximo campeonato. O Denver precisa arrumar um “shooting guard” – esse jogador não é Dahntay Jones e nem J. R. Smith.
Ir às compras, no verão norte-americano, é preciso. Encontrar a porta certa para bater é mais importante ainda.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Carmelo Anthony, Chaunceuy Billups, Denver, Kobe Bryant, Lakers, Lamar Odom, NBA, Nenê, Nuggets, Pau Gasol
22/05/2009 - 11:59
De heróis a vilões.
Trevor Ariza, que deixou a quadra do Staples Center, terça-feira passada, celebrado pela roubada de bola final diante de Chauncey Billups, ontem foi desarmado por Nenê a 15 segundos da última buzinada e perdeu a chance do ataque. O Lakers perdia por 103-101.
Derek Fisher, que no primeiro confronto da série acertou três bolas triplas e anotou um total de 13 pontos, ontem fez só três, fruto da única bola tripla que atingiu o alvo das cinco tentadas. Fish ainda arremessou mais quatro vezes, estes de dois pontos, todos equivocados.
Este foi o sentimento da torcida ontem ao deixar o Staples com o telão central do belíssimo ginásio de Los Angeles estampando a vitória do Denver por 106-103. Com ela, o Nuggets quebrou um tabu de 11 triunfos consecutivos do Lakers em playoffs e empata a série decisiva do Oeste em 1-1.
O próximo jogo está marcado para amanhã à noite, em Denver, às 21h30 de Brasília. O Nuggets não perde em seu ginásio desde o dia nove de março passado, tendo enfileirado um total de 16 vitórias.
Como o time colorado venceu? Alguns fatores foram importantes, entre eles a defesa em cima de Kobe Bryant (acima, em foto Getty Images).
O camisa 24 do Lakers anotou 40 pontos no primeiro jogo; ontem, marcou 32. O volume de jogo de Bryant na partida inaugural da série foi também muito maior.
Kobe arremessou um total de 28 bolas na terça-feira; ontem, caiu para 20. Isso foi fruto da ótima defesa exercida pelo Denver especialmente no último quarto.
É certo que Kobe fez nove pontos no período referido, mas eles foram frutos de duas bolas de três e uma de dois. Sabe quantas vezes ele visitou a linha do lance livre no quarto final?
Isso mesmo, nenhuma.
O Denver soube trancar a porta de seu garrafão, afastou Kobe do lance livre, o que foi uma esperteza e tanto, pois o jogador tinha acertado todos os dez arremessos da linha fatal.
Kobe é um gigante quando o jogo está para se encerrar. Na primeira partida, marcou 18 pontos no último quarto. Teve um volume muito grande; bateu nove lances livres e acertou todos.
Ontem, como vimos, isso não aconteceu.
Foi o que eu disse: se o Denver quiser vencer a série, precisa tirar um pouco do volume de jogo de Kobe Bryant. Especialmente no final das partidas.
Ontem, como vimos, isso aconteceu.
GIGANTES

Carmelo Anthony foi grande novamente. No primeiro jogo, anotou 39 pontos; ontem, 34.
Ao contrário do primeiro jogo, quando teve de levar o time nas costas, ontem Melo encontrou eco em Chauncey Billups. O armador, que tinha feito 18 tentos no embate de terça, anotou 27 na noite passada.
Ajuda e tanto.
Além dos dois, não há como não mencionar o trabalho de Nenê (acima, em foto Getty Images). O são-carlense foi igualmente um gigante em quadra.
Se não pontuou como o habitual, foi muito bem nos rebotes. Além disso, fez o desarme final que foi muito significativo também.
Nenê terminou a partida com seis pontos, nove rebotes, seis assistências (o líder do time na partida de ontem), três tocos e um desarme.
Palmas para o nosso brazuca!
Finalmente, Linas Kleiza surge do nada e acrescenta 16 pontos e oito rebotes. Esse tipo de surpresa, quando acontece, o adversário vai a nocaute.
Foi o que aconteceu com o Lakers ontem.
MOEDA
O que o Lakers tem que fazer para ganhar em Denver? Ora, aplica-se ao time de Los Angeles o mesmo que tenho dito sobre Kobe Bryant: é preciso diminuir o volume de jogo de Carmelo Anthony.
Mas aí pode surgir Chauncey Billups.
O que fazer?
Este é o problema: Kobe tem se desdobrado na marcação dos dois. Ontem Ariza ficou mais em Melo e Bryant em Billups.
Derek Fisher está velho e não consegue marcar o armador do Denver. Se Kobe gruda em Billups, Ariza tem que fazer o mesmo em Melo.
Enfim, seja quem for o parceiro de Kobe na marcação, este precisa ser mais eficiente e, como disse, diminuir o volume de um ou de outro.
Não vai ser fácil vencer em Denver – mas não é impossível de jeito nenhum. Como disse o técnico George Karl depois da partida, esta será uma série longa.
Não tem nada definido – assim como na série do Leste.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Carmelo Anthony, Chauncey Billups, Denver, Kobe Bryant, Lakers, NBA, Nenê, Nuggets, Trevor Ariza
20/05/2009 - 12:24
Já disse aqui neste botequim: se o Denver não diminuir o volume de jogo de Kobe Bryant, por mais que se anule Pau Gasol, Lamar Odom e companhia, não vai dar para ganhar esta série.
Ontem, tudo funcionou bem até quase o final do livro.
Gasol foi bem marcado pelo “front line” do Denver e anotou apenas 13 pontos. Odom encontrou a mesma barreira pela frente e deixou só sete tentos na cesta colorada. Trevor Ariza também não conseguiu sair da marcação e fez apenas seis.
É certo também que Derek Fisher, que estava com um desempenho miserável nestes playoffs, ontem cravou 13 pontos. Seis a mais que sua média nesta fase da competição, que era de 7.2 por partida.
Mas os 40 pontos de Kobe são um exagero.
Nestes playoffs, em apenas uma ocasião o camisa 24 do Lakers deixou igual número na cesta alheia: no segundo jogo da série contra o Houston. Sua média, nesta fase, é bom frisar, é de 28.4 tentos por partida.
Eu sei; eu vi. O trabalho hercúleo de Dahntay Jones, Anthony Carter, J. R. Smith e Carmelo Anthony na marcação a Kobe foi comovedor. Até mesmo Kenyon Martin apareceu à frente de Kobe.
Mas foi insuficiente.
Muitos dizem que o Denver perdeu sua chance ontem, pois esteve 13 pontos na frente. Que Gasol e Lamar tendem a melhorar e que, por isso mesmo, o Lakers vai crescer.
Tenho dúvidas. Penso que o “frontcourt” do Nuggets pode repetir a excelente marcação em cima dos dois e limitar o jogo de ambos.
Vigiar Ariza não é tarefa das mais complicadas. O mesmo vale para jogadores como Luke Walton, Sasha Vujacic, Jordan Farmar, Shannon Brown e Josh Powell.
Dá para repetir a dose perfeitamente.
O que o Denver tem que fazer, como disse, é diminuir o volume de jogo de Kobe e não deixar Fisher tão livre como ele ficou ontem. Mesmo veterano e desregulado na calibragem dos arremessos, se ele conseguir derrubar três bolinhas, como fez ontem, põe o time no jogo, incendeia o ginásio e mete pressão no adversário.
O Denver está vivíssimo da silva na série. O resultado de ontem, 105-103 para o Lakers, mostra isso.
Como falei, o confronto será apertado. E mesmo que o Nuggets ganhe amanhã, nada impede o Lakers de fazer o mesmo no Colorado.
IRREGULAR
O que dizer da atuação de Nenê? O primeiro tempo foi um primor, daqueles que quando acaba você levanta do sofá, vai até a geladeira, pega uma cerveja e celebra.
Foram 14 pontos, três rebotes um toco e um desarme. O são-carlense esteve ativo o tempo todo.
Mas no segundo… Simplesmente sumiu.
É certo que enrolou-se com as faltas – foram cinco na etapa final –, o que limitou sua atuação. Mas o brazuca jogou 13:47 no segundo tempo e não fez ponto algum!
O carro-chefe de seu jogo são as cestas; todos nós sabemos. Ele ajuda bastante no trabalho coletivo dos rebotes, fazendo bloqueio nos pivôs inimigos, mas apanhar rebotes não é com ele.
Ontem Nenê nos deu mais um exemplo de como encara os rebotes ao fazer falta em Pau Gasol e ser excluído do jogo. Se tivesse ido no ressalto – como faz a maioria dos pivôs –, não teria cometido a infração que veio na sequência do lance mencionado.
Não sei quem incutiu esse comportamento na cabeça de Nenê. Mas, já disse aqui, me parece um equívoco.
Mas tudo bem, não se discute isso; Nenê é assim quanto aos rebotes e ponto final. Então, que compense nos tentos, como ele tem feito.
Ah, mas 14 tentos é uma boa pontuação, pois está dentro da média dele nesta temporada, alguém pode dizer. Verdade, mas se a chance de se anotar 25, 30 pontos aparece, não se pode desperdiçá-la.
Ontem era jogo para Nenê ter o mesmo aproveitamento das duas primeiras pelejas diante do Dallas na série passada, quando anotou 24 e 25 pontos respectivamente. Mas ele simplesmente sumiu no segundo tempo.
Essa irregularidade dentro de uma mesma partida tem sido a tônica no jogo de Nenê neste campeonato em muitas partidas. É preciso encontrar o equilíbrio.
Qualidade, inteligência e dedicação ele tem. Então, o que falta?
DUELO
Kobe Bryant fez 40 pontos e acabou como cestinha da partida. Carmelo Anthony anotou 39 e ficou com a medalha de prata.
Quem jogou melhor?
Se olharmos o desempenho numérico dos dois, Melo teve um aproveitamento superior. Afinal, atirou 20 bolas na cesta do Lakers durante o jogo e encestou 14: 70% de acerto.
Kobe chutou 28 e embiroscou 13: 46.4%.
Nas bolas de três, Melo fez 4-5 (80%); Kobe, 2-3 (66.7%).
Nos lances livres, Kobe levou a melhor: acertou 12-13 (92.3%). Melo lá esteve menos vezes, oito, e acertou sete (87.5%).
Mas esqueçam os números. O diferencial foi o desempenho de cada um no momento final, no momento de se fechar e ganhar a partida. No momento de se separar os homens dos meninos.
No último quarto, Carmelo anotou nove pontos enquanto que Kobe marcou o dobro: 18.
Quem jogou melhor?
Kobe, é claro.
DEBU
Hoje o Cleveland do brazuca Anderson Varejão e LeBron James estreia na final da Conferência Leste. Deste jogo a gente vai falar muito amanhã.
Da série, já disse aqui, será igualmente apertada. Tudo porque o Cleveland mostrou desempenho preocupante fora de casa nos grandes combates desta temporada.
Mesmo que não consiga vencer em Orlando, se mantiver o desempenho em casa fecha a série em 4-3.
Suficiente para chegar à decisão da NBA.
E é o que eu acho que vai acontecer.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Anderson Varejão, Carmelo Anthony, Cleveland, Denver, Kobe Bryant, Lakers, LeBron James, Nenê, Nuggets
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