A VITÓRIA DO LAKERS E A INDECISÃO DA CBB
Algumas considerações sobre a vitória do Lakers sobre o Milwaukee, na prorrogação, por 107-106.
1) Os lances livres perdidos pelo turco Ersan Ilyasova, a 58 segundos do final, com o Bucks na frente em 106-102, pesaram muito;
2) A marcação equivocada de uma falta em cima de Kobe Bryant, no ataque seguinte, “feita” por Ilyasova, seguida de um lance livre de bonificação, pesou muito;
3) A inteligente decisão de Phil Jackson em mandar cobrar o lateral no campo do Lakers e consequentemente dar mais espaço para Kobe articular o ataque que culminou com a cesta decisiva (foto AP) pesou muito;
4) A falta de inteligência tática do técnico Scott Skiles em não fazer uma dobra na marcação de Kobe pesou muito;
5) A falta de inteligência no técnico Scott Skiles em deixar um jogador baixo (Charlie Bell) marcando Kobe e facilitando o arremesso do jogador do Lakers, pesou muito.
Cinco itens — entre eles, um erro da arbitragem. Pergunto: o Lakers ganhou por causa de um erro da arbitragem ou foram vários os fatores que levaram o Milwaukee à derrota?
Cartas à redação.
MONCHO
Leio na mídia que o presidente Carlos Nunes ainda não definiu o futuro do técnico Moncho Monsalve. Realmente, a situação é incompreensível.
Por que Nunes, presidente da CBB, demora tanto para tomar uma decisão que, aparentemente, parece óbvia? Por que ele reluta em assinar um novo contrato com Moncho?
Seria porque o espanhol foi um achado de seu antecessor, Gerasime Bozikis? Se verdade, seria um grande absurdo, pois Nunes estaria se colocando à frente dos interesses do nosso basquete.
Não acredito que possa ser isso, pois é de uma falta de inteligência desgastante. E não creio que o atual presidente da CBB tenha esse tipo de limitação.
Então, alguma coisa acontece; o que é então?
Dizem que Moncho tem um temperamento difícil. E daí? Os jogadores não aprovam o trabalho dele? Os jogadores não se dão bem com ele?
Quem é que vai ter que conviver diuturnamente com Moncho, Carlos Nunes ou os atletas? Os atletas, é claro.
Então, se Nunes não gosta do jeitão de Moncho, paciência. Engula-se o homem em prol do crescimento do nosso basquete. Como disse os interesses da modalidade se sobrepõem aos interesses do presidente da entidade.
Quantos não são os exemplos de pessoas que não se davam bem, mas que se suportavam por causa do objetivo comum? Vários.
E eu sempre gosto de citar o caso envolvendo Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Em 1994, Kareem esteve no Brasil para um “camp” patrocinado por uma fábrica de materiais esportivos.
Na entrevista à imprensa, um jornalista perguntou ao ex-pivô do Lakers sobre Magic Johnson, que tinha acabado de anunciar ao mundo ser portador do vírus HIV. Kareem respondeu: “Nunca fui amigo do Magic, a gente jogava juntos, só isso. Não sei como ele está”.
Apesar dessa distância, eles se deram superbem em quadra e ganharam quatro anéis.
Então, por que o presidente Carlos Nunes reluta em assinar com Moncho Monsalve?
Não consigo encontrar outro motivo, pois o trabalho do treinador espanhol é inquestionável. Nenhuma mente sã há de vir a público dizer que nosso selecionado está no caminho errado.
Só louco diria uma coisa dessas.
Já se falou em “lobby” dos nossos treinadores, pressionando Nunes para a saída de Moncho. Não creio, pois Nunes já adiantou, também, que se Moncho não renovar o novo treinador será um europeu.
Então, volto a perguntar: qual é o problema? Por que esse contrato não é assinado?
Cartas à redação.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Carlos Nunes, Ersan Ilyasova, Kareem Abdul-Jabbar, Kobe Bryant, magic johnson, Moncho Monsalve


