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segunda-feira, 19 de setembro de 2011 Sem categoria | 18:28

ESPANHA RECEPCIONA SEUS HERÓIS. O BRASIL? ORA, SOMOS BURROS DEMAIS PARA PENSAR NISSO

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Afeito ao futebol, o brasileiro, de um modo geral, está se lixando para outros esportes. Disse de um modo geral; não generalizei.

Felizmente, aqui neste botequim, nós gostamos de futebol, é verdade, mas gostamos (e muito) de basquete. E se eu me propuser a falar da quase classificação do nosso time de tênis em Kazan, na Rússia, pela Copa Davis, sei que muita gente vai falar sobre esse assunto e dar opiniões distintas.

Por isso, aliás, eu gosto deste botequim: somos ecléticos. Nossos horizontes são amplos, não temos visão míope quando o assunto é esporte.

Tim-tim pra nós — esta rodada é por minha conta, Labica!

Bem, digo isso porque estava acompanhando a recepção da seleção espanhola pelas ruas de Madri na tarde desta segunda-feira. A Espanha, todos nós sabemos, mas não custa lembrar, foi bicampeã europeia ontem, na Lituânia, ao bater na final a França. Com o resultado, ao lado dos franceses, garantiu-se nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

Uma recepção de gala, como comprova uma das fotos que eu “surrupiei” do jornal “Marca” e posto aqui em uma das paredes do nosso botequim para que vocês babem com a consciência esportiva dos espanhóis.

Recepção de gala: ruas cheias, torcedores inflamados, os heróis espanhóis sendo festejados com devida justiça. Um povo culto esportivamente falando, que sabe dimensionar o tamanho da conquista do time dos irmãos Gasol, de Juan Carlos “La Bomba” Navarro, de Rudy Fernandez, do novato Serge Ibaka, e dos veteranos José Calderón e Ricky Rubio.

Aí eu me lembro que há uma semana, ou seja, na segunda-feira da semana passada, nossos bravos jogadores chegaram à noite de Mar del Plata com a vaga olímpica na bagagem. Vaga olímpica, diga-se, que não vinha desde 1996.

Festa para nossos heróis? Que nada, eles voltaram separadamente: um tanto desembarcou em São Paulo, outro tanto no Rio de Janeiro.

Nos aeroportos, apenas a mídia, familiares e amigos. Torcedores? Nenhum.

Por que isso aconteceu? Ora, porque a CBB, hum… não programou nada! Nadinha de nada. Não fez nem uma vagabunda homenagem para os nossos heróis de Mar del Plata; homenagens, aliás, que eles mereciam.

Reconheço que o estardalhaço feito pelos espanhóis não teria cabimento aqui no Brasil, pois, como disse, somos um povo burro esportivamente falando. Mas uma homenagem, pequena que fosse, isso a CBB poderia ter feito.

Nem mesmo “cavar” uma visita ao Palácio do Planalto o presidente Carlos Nunes, da CBB, conseguiu. Nem ele e nem seu silencioso departamento de marketing.

Algumas sugestões para o marketing da CBB: 1) A CBB poderia ter marcado a chegada para uma das capitais, São Paulo ou Rio, e lá ter feito a homenagem, conclamando os torcedores para recepcionar nossos jogadores; 2) Ou mesmo para as duas cidades, interligadas, onde os jogadores pudessem interagir no momento da comemoração, como numa teleconferência; 3) Visita a Brasília, como disse, para que o grupo fosse recepcionado pela presidente Dilma Rousseff; 4) Desfile de jogadores, neste domingo, em São Paulo, no Pacaembu, antes do clássico Corinthians x Santos e, no Rio, no Engenhão, antes de Botafogo x Flamengo; 5) E por aí vai.

É só pensar. É só botar a cabeça pra funcionar.

Mas não, a CBB e seu departamento de marketing nada fizeram para capitalizar até este momento, um momento que chega a ser histórico.

O que mais se falou depois da conquista da vaga foi se Nenê e Leandrinho deveriam ser chamados para atuar em Londres, no ano que vem. E a CBB, vendo esta discussão na mídia e em vários fóruns na internet, nada fez para reverter a situação.

Ela está calada, como se nada tivesse acontecido.

Infelizmente, somos mesmo um povo burro quando se trata de esportes.

Notas relacionadas:

  1. MEDALHA QUE TEM SIGNIFICADO GRANDIOSO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 15 de setembro de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 23:16

CONHEÇA OS NOVOS CAPÍTULOS DA NOVELA “LEANDRINHO-NENÊ”

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Conversei nesta quinta-feira com algumas pessoas ligadas à seleção brasileira que conquistou brilhantemente a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Queria saber delas como o grupo vê Leandrinho Barbosa e Nenê Hilário (Fotos CBB/Divulgação).

O que eu apurei foi o seguinte:

Leandrinho está mesmo arrependidíssimo de não ter ido ao Pré-Olímpico de Mar del Plata. Mandava vídeos para alguns jogadores na Argentina, mensagens de felicitações após as vitórias; enfim, tudo o que você imaginar, LB fez para não se queimar com o grupo.

Mas nem precisava: Leandrinho é querido pelo grupo. Esteve quase sempre ao lado dos jogadores, tendo falhado em apenas duas oportunidades. Os jogadores sabem que Leandrinho pisou na bola ao não ir a Mar del Plata, mas ele foi perdoado pelo seu passado e pela sua amizade com todos.

Quanto a Nenê, o grupo realmente não tem a menor identificação com ele. Nenê é uma espécie de estranho no ninho. Era assim que o grupo o via quando do período de treinamento para o Mundial da Turquia, no ano passado.

Afinal de contas, desde 2007, Nenê não participa da seleção brasileira, com exceção do ano passado. Em Las Vegas-07 estavam na seleção Marcelinho Machado, Marcelinho Huertas, Nezinho Santos, Alex Garcia, Leandrinho Barbosa, Marquinhos Vieira e Tiago Splitter. Oito dos 12 jogadores que estiveram em Mar del Plata. Mesmo assim, os jogadores não sentem Nenê próximo deles.

Nenê, ao contrário de Leandrinho, não entrou em contato com o grupo nem durante e nem depois do Pré-Olímpico. O que ele fez foi entrar em contato com a CBB e parabenizar a todos pela conquista da vaga.

Na verdade, quem entrou em contato foi Alex Santos, agente do pivô brasileiro que joga no Denver. Santos conversou por telefone com André Alves, diretor técnico da CBB, na última segunda-feira.

Ou seja: não se mostrou indiferente. Mas seu jeito recluso o impediu de pegar o telefone e ele mesmo conversar com Alves.

Não consegui apurar se Nenê ligou para Rubén Magnano. Nosso treinador, como se sabe, está neste momento em Córdoba, na Argentina, onde vive.

E falar com Nenê é mais difícil do que falar com Barak Obama.

CARLOS NUNES

Conversei também nesta quinta-feira com o presidente da CBB, Carlos Nunes . Perguntei se ele hoje, já no Brasil, com a poeira baixa, mantinha a opinião de que Nenê e Leandrinho não deveriam ser convocados.

“Sim, mantenho”, disse-me ele, “mas, como já disse, esta é a opinião do torcedor Carlos Nunes e não do presidente da CBB. Quem decide a convocação é o técnico. Em momento algum a gente vai tirar essa autonomia do Rubén (Magnano). Ele vai convocar quem ele achar que deve convocar”.

Perguntei se ele não achava inconveniente esta posição, pois é difícil separar as duas figuras: a do torcedor e a do presidente. E mais: se ele não achava que isso poderia criar constrangimentos para os jogadores e para o técnico.

Ele respondeu: “O que eu disse é que, como os meninos se esforçaram pra chegar aonde chegaram, eles deveriam ser convocados. Mas isso não quer dizer que se o Nenê se esforçar ele não vá ter esse direito de voltar, porque as portas não foram fechadas, elas continuam abertas. Nós sempre convocamos e continuaremos a convocar. Mas a decisão de participar é dele. Se houver vontade de participação, nenhuma desculpa serve”.

Notas relacionadas:

  1. VAMOS DAR UM TEMPO COM NENÊ E LEANDRINHO E CONCENTRAR NOSSA ENERGIA EM QUEM ESTÁ NO GRUPO
  2. VOCÊ ACREDITA OU NÃO EM LEANDRINHO BARBOSA?
  3. MAGNANO MANDA RECADO A LEANDRINHO E NENÊ
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

domingo, 11 de setembro de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 23:37

BRASIL PERDE PARA A ARGENTINA… PERDE? PERDE NADA, NOSSO SELECIONADO É CAMPEÃO!

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A Argentina venceu por 80-75, mas se fosse o Brasil que tivesse vencido por 80-75 não haveria erro de digitação da minha parte. Nossa seleção fez novamente uma grande partida. Perdeu a decisão do Torneio Pré-Olímpico de Mar del Plata, mas vendeu caro a vitória aos argentinos.

Perdemos porque:

1) Jogamos mal o primeiro quarto, quando fomos batidos por 21-9;

2) Os lances livres foram novamente nosso calcanhar de Aquiles: 13/21 (61.9%);

3) Não fomos bem defensivamente como nos jogos passados, possibilitando aos argentinos 80 pontos. Foram apenas dois roubos de bola em toda a contenda, enquanto que nosso adversário surrupiou oito de nossas mãos;

4) Vacilamos nos rebotes: 30-29 para a Argentina, sendo que eles pegaram seis ofensivos;

5) Cometemos três erros de passes, no final, que comprometeram o jogo: Guilherme Giovannoni, Marcelinho Machado e Alex Garcia.

Acho que isso explica nossa derrota.

Derrota? Escrevi isso? Agora sim houve um erro de digitação de minha parte: nosso selecionado não foi derrotado, nosso selecionado foi, isto sim, vencedor, pois nos encheu de orgulho, alegria e conquistou uma vaga para os Jogos Olímpicos, o que não acontecia desde Atlanta-96.

Parabéns a todos que lá estiveram!

OS MELHORES

Jornalistas que fizeram a cobertura do evento escolheram o quinteto ideal do campeonato. Marcelinho Huertas, nosso maestro, está na seleção. Ele entrou como armador titular e a seu lado apareceram Carlos Arroyo (Porto Rico), Manu Ginobili (Argentina), Luis Scola (Argentina) e Al Horford (República Dominicana).

Scola foi eleito o melhor jogador da competição e recebeu o troféu de MVP do torneio.

Gostaram? Eu colocaria Alex Garcia (foto Reuters marcando Ginobili) neste quinteto, no lugar de Arroyo.

GAFE

Carlos Nunes, presidente da CBB, em entrevista ao SporTV, declarou: “Lamentamos a ausência (Nenê Hilário, Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão), mas Varejão estava realmente machucado. A convocação para as Olimpíadas é com o Rubén (Magnano), mas eu acho que esses meninos que conquistaram a vaga deveriam continuar”.

Absolutamente desnecessária a afirmação de Nunes. Uma vez mais ele excede de seu cargo e fala o que não deveria falar. Ele é o presidente da CBB e põe Magnano numa saia-justa.

Pra quê?

Deveria, isto sim, dizer: “Convocação é com o Rubén. Eu sou presidente da CBB e a administro. O time é com ele”.

Cartola, infelizmente, é igual em tudo quanto é canto.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL BATE ARGENTINA, MAS…
  2. UMA COMPARAÇÃO ENTRE BRASIL E ARGENTINA
  3. TIME IMBATÍVEL? SÓ O ‘DREAM TEAM’ DE BARCELONA: BRASIL VENCE ARGENTINA E QUEBRA TABU DE 16 ANOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 31 de julho de 2011 Sem categoria | 23:07

MEDALHA QUE TEM SIGNIFICADO GRANDIOSO

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A freguesia deste botequim não é muito chegada no basquete brasileiro e muito menos no feminino. Mas eu não posso deixar de falar sobre a medalha de bronze que nossas meninas conquistaram no Mundial do Chile.

Chego agora da Jovem Pan, onde divido meu tempo, e vejo que nossa seleção de saias venceu a Austrália por 70 a 67. Não apenas conquistou a inédita medalha de bronze como acabou com aquela história de que as oceânicas entregaram o jogo entre elas na segunda fase do torneio.

Não vi o jogo. No exato momento em que nossas moças faziam história eu estava debruçado sobre o futebol.

Queria muito ter visto a contenda, pois pela primeira vez o Brasil conquistou uma medalha em um Mundial desta categoria. E por falar em categoria, não posso fechar os olhos para o desempenho de Damiris do Amaral.

Um espetáculo de jogadora. Já tínhamos presenciado isso no Mundial da República Tcheca, quando o insensível Carlos Colinas deu poucos minutos de jogo para nossa menina esticada.

Com seus 1,90m, ela capturou 13 rebotes e próxima à cesta fez 26 pontos. Acabou eleita, merecidamente, a MVP da competição.

Damiris terá vida longa no basquete. Fará fortuna e fama. Merece, pois é do ramo.

Aliás, nossas meninas surgem para ser a luz no fim do túnel para o basquete feminino. Depois da geração de Paula, Hortência e Janeth, mergulhamos numa mesmice, e em alguns momentos em mediocridade.

O Brasil conseguiu se classificar para Olimpíadas e Mundiais, mas nunca passou de campanhas regulares e pífias. Com esta nova geração, é chegado o momento de se pensar um pouco mais alto.

Nosso grande problema, parece-me, é que Iziane Castro, nossa melhor jogadora, não tem tutano suficiente para liderar essas meninas e se aproveitar do talento delas. Mas se amadurecer e usar mais a cabeça, ganhará ela e nosso selecionado.

Creio, também, que Luis Claudio Tarallo é nosso futuro treinador. A CBB precisa dar condições financeiras a ele para que ele possa se debruçar no projeto das seleções.

Ele conhece o feminino, ao contrário de Enio Vecchi, que é um bom sujeito, bem intencionado, mas que não é do feminino, mas sim do masculino.

O resultado do Mundial chileno é significativo. Hortência Marcari e Carlos Nunes têm que refletir muito sobre o que aconteceu e traçar planos para o futuro.

E o futuro, se for bem projetado, poderá nos render alegrias e medalhas.

Parabéns a todos que estiveram no Chile!

Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

domingo, 19 de setembro de 2010 Seleção Brasileira, outras | 16:12

NEYMAR E IZIANE, O QUE ELES TÊM EM COMUM?

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Carlos Colinas definiu neste domingo as 12 jogadoras que vão participar do Mundial da República Checa. Adicionou ao grupo a ala Iziane Castro e a pivô Érika de Souza.

As duas brasileiras foram muito bem na recém-encerrada temporada da WNBA. Os números comprovam isso.

Érika teve médias de 12,4 pontos e 8,3 rebotes por partida. Iziane chegou a 16,9 tentos por jogo disputado. Ambas sagraram-se vice-campeãs da liga feminina norte-americana com o Atlanta Dream, que foi derrotado na final pelo Seattle Storm.

Na quadra, justificaram a preferência do treinador espanhol que comanda o selecionado feminino brasileiro. Colinas limou da lista final Tássia e Micaela.

Sempre que falo ou ouço falar sobre Iziane me vem à mente o episódio do Pré-Olímpico da Espanha, em 2008.

MEMÓRIA

Se você não sabe ou não se lembra, conto o que houve.

Paulo Bassul era o treinador brasileiro e sacou Iziane do time num jogo contra a Bielorrússia. Quando pediu que ela voltasse, a maranhense, disse não.

Em função disso, Bassul afastou a jogadora do restante do campeonato. Iziane (foto CBB/Divulgação) jamais derramou nem uma lágrima sequer de arrependimento. Não se desculpou com ninguém: nem com o técnico e nem com suas companheiras – e muito menos com os brasileiros que acompanhavam a competição que daria uma vaga para os Jogos de Pequim.

Iziane não fez nada disso; foi mais longe ainda em sua rebeldia: disse que enquanto Bassul fosse treinador, não jogaria mais com a camisa brasileira. E cumpriu a promessa.

Com a mudança no comando da CBB (Carlos Nunes sucedeu Gerasimi Bozikis, o Grego), Hortência Marcari, nossa eterna rainha, foi chamada para comandar as seleções femininas.

Entre seus primeiros atos, foi atrás de Iziane. Queria saber dela se ela toparia voltar à seleção. Iziane deu a mesma resposta: enquanto Bassul for o treinador, não.

Hortência demitiu Bassul. Contratou Colinas. E Iziane voltou

COMPARAÇÃO 1

Este fato traz um bom paralelo com o que aconteceu com Neymar nesta semana que está se acabando. Na última quarta-feira, o novato atacante santista rebelou-se contra o treinador Dorival Júnior e contra alguns companheiros.

Tudo porque o comandante santista impediu-o de cobrar uma penalidade, conforme o que fora combinado entre eles. Tudo porque Neymar havia desperdiçado cinco delas nesta temporada e estava sendo “queimado” por conta disso.

Neymar fez um escarcéu quando o treinador determinou que outro atleta cobrasse o pênalti. Xingou o treinador e alguns companheiros, entre eles o capitão do time, o zagueiro Edu Dracena. Dentro do vestiário, depois da partida, continuou com seus faniquitos.

No dia seguinte, a direção santista, pela hora do almoço, anunciou que o jogador seria multado em 40% de seu salário. No meio da tarde, o jogador veio a público para pedir “perdão” pelo que fez.

Mas o caso não terminou aí: o treinador, insatisfeito com a punição, exigiu que o jogador fosse afastado. A diretoria aceitou e Neymar nem joga neste domingo diante do Guarani.

Iziane e Neymar; o que eles têm em comum?

COMPARAÇÃO 2

Iziane e Neymar são seres humanos vaidosos que perdem a compostura por se sentir acima do bem e do mal.

Os dois episódios são diferentes, mas semelhantes ao mesmo tempo. Dois fatos aparentemente diferentes e com desfechos diferentes.

Neymar envergonhou-se do que fez e pediu perdão; Iziane não desceu do alto de sua arrogância e conseguiu o seu intuito: derrubou o treinador Paulo Bassul.

Dois fatos diferentes e com desfechos diferentes. Enquanto a direção santista puniu a desobediência e tenta educar seu jogador, Hortência e a CBB legitimaram o erro, a indisciplina, ao ir lamber um ser humano vaidoso, entendendo, talvez, que o fim justifica os meios.

CONCLUSÃO

Deixo claro minha admiração pelo jogo de Iziane. Sem dúvida alguma ela é o que temos de melhor hoje em dia. Não à toa, brilha na WNBA, onde joga entre as melhores do mundo.

Jogaria fácil no meu time. Desde, é claro, que jogasse no lixo toda sua soberba.

Notas relacionadas:

  1. PRECUPAÇÃO COM AS MENINAS
  2. MELHORA QUE ANIMA
  3. UM GESTO, UM ERRO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 30 de junho de 2010 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 23:56

UM VICE COM SABOR DE TÍTULO

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Uma pena: o Brasil acabou de perder para os EUA na decisão da Copa América Sub-18. Mas poderia ter vencido. O resultado final mostra isso: 81-78.

Nosso selecionado passou boa parte do segundo tempo na frente. Virou, aliás, o primeiro na frente em um pontinho: 35-34. Mas não conseguiu fechar um jogo que poderia ter ganhado.

Cometeu um erro que não pode ser chamado de grave até pela nossa cultura e pela precoce idade de nossos jogadores: abusou das bolas longas. Elas caíram em momentos importantes, mas perdemos muitos ataques desta maneira. Fizemos 8-21 (38.1%).

Poderíamos e deveríamos ter usado mais nosso pivô Lucas Nogueira, um gigante em todos os sentidos (2m10 de altura de acordo com o site da CBB). Ele foi disparado o melhor jogador em quadra. Até este momento, não sei se ele foi eleito o MVP do torneio. Não deve ter sido, pois é hábito dar o troféu para um jogador do time campeão.

Mas Lucas bem que poderia deixar a quadra com este laurel. Fez 22 pontos (cestinha da partida), pegou 14 rebotes (reboteiro do jogo), deu três tocos (líder também da contenda neste quesito) e fez dois desarmes (“ladrão” da partida). Mas praticamente assistiu ao jogo no último quarto.

Pouco pegou na bola. Deveríamos e poderíamos ter usado mais o carioca de São Gonçalo e que joga, mesmo com 17 anos, no basquete da Espanha.

Destaque também para o nosso ala Felipe Vezaro. Num momento de carência de jogadores nesta posição, Felipe mostrou jogo e potencial. Anotou 17 pontos, tendo encestado três de suas cinco tentativas triplas. Demonstrou muita personalidade em quadra.

Quanto ao jogo, quando faltavam 3:47 minutos para o final do terceiro período, Gabriel Aguirre, da zona morta direita, empatou o cotejo em 51 pontos. A 2:04 minutos do fim, Raul Togni Neto levou a vantagem para sete pontos: 58-51.

Viramos o terceiro quarto novamente na frente: 63-58.

Durval Cunha, com uma cesta dupla, aumentou a vantagem brasileira para nove pontos com apenas 47 segundos de bola pingando no último quarto: 67-58. Foi a maior diferença a favor do Brasil.

A 4:12 minutos do final, os EUA voltaram a recuperar a liderança com um tiro duplo de Kyrie Irving: 74-72. A partir de então, o máximo que o Brasil conseguiu fazer foi empatar a partida em 78 pontos com um tiro certeiro de Raul Neto a 41 segundos da buzinada final.

No ataque seguinte ao tempo pedido pelo técnico Jeff Capel (Universidade de Oklahoma), Quincy Miller acertou também um arremate triplo e deu números finais ao marcador: 81-78.

O vice-campeonato foi um prêmio e tanto para um basquete que foi jogado no fundo do poço na administração anterior. Agora com Carlos Nunes no comando, estamos recuperando nossa dignidade e também nossa identidade.

A mudança no “staff” técnico das nossas seleções é um começo. Esse time sub-18 foi comandado por Walter Roese. Disse no texto passado que Roese tem ótima formação basqueteira. Passou boa parte de sua vida nos EUA jogando e treinando.

E agora coloca em prática tudo o que aprendeu mesclado com sua inteligência e intuição. Se no final abusamos das bolas de três, durante o jogo pudemos observar um time com jogadas e variações que possibilitaram pontos de todos os cantos da quadra: o Brasil fez 78 tentos; foi o time que mais machucou os EUA no torneio.

Mostramos também uma defesa forte. Limitamos os EUA a apenas 81 pontos. No segundo quarto, os EUA marcaram apenas 12 pontos, a menor produção americana em todo o torneio. Os 81 tentos norte-americanos foram, também, a menor pontuação deles na competição.

Foi uma pena não termos vencido. Mas o segundo lugar, e do jeito que jogamos, tem gosto de medalha de ouro. Afinal de contas, nossa seleção é fruto de um recrutamento feito em menos de duas dezenas, talvez, de clubes, enquanto que nos EUA, um país com mais de 300 milhões de habitantes, seu treinador mal pôde dormir com tantas opções que tinha, uma vez que todos os meninos e meninas daquele país passam sua vida escolar jogando, entre outras modalidades, o basquete.

Assim, até eu, Zé de Abreu. Quero ver ganhar títulos com a estrutura que temos. Quero ver ser vice-campeão, vendendo caro a vitória ao “Brasil do Basquete” com a estrutura que temos.

Quem deveria subir no lugar mais alto do pódio era o Brasil e não os EUA. Nossos meninos do sub-18 estão de parabéns; Walter Roese, nosso treinador, e todo o seu “staff” técnico também.

Vocês nos deixaram orgulhosos.

Notas relacionadas:

  1. DO VINHO PARA A ÁGUA
  2. BRIGA CERTA É NO MASCULINO
  3. DE VOLTA AO FUTURO
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domingo, 17 de janeiro de 2010 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 11:00

DECISÃO INDISCUTÍVEL

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A CBB oficializou ontem a contratação de Rubén Magnano. Excelente!

O selecionado brasileiro será dirigido por um dos melhores treinadores de basquete do planeta. Alguém duvida?

Magnano, se você não sabe, foi vice-campeão Mundial (2002) e campeão Olímpico (2004). Levou a sua Argentina para este patamar que a gente tanto quer chegar.

MAGNANOFoi exatamente a seleção de Magnano que ganhou pela primeira vez de um time profissional dos EUA, no Mundial referido, em Indianápolis. Na ocasião, chegou à decisão do título, mas foi dobrada pela ex-Iugoslávia por 84-77, na prorrogação.

Dois anos depois, atingiu o topo do mundo ao vencer uma competição muito mais importante: a Olimpíada de Atenas. Venceu na final a Itália por 84-69.

Antes disso, na semifinal, voltou a ganhar um jogo oficial dos profissionais dos EUA, ao bater o time dirigido pelo técnico Larry Brown por 89-81. Time que contava com Tim Duncan, LeBron James, Carmelo Anthony, Carlos Boozer, Allen Iverson, Carlos Boozer e Dwayne Wade.

Magnano, como se vê, de bobo não tem nada. Claro que ele teve em suas mãos uma geração de ouro, seguramente a melhor da história do basquete argentino.

Em Atenas estavam Manu Ginobili, Andres Nocioni, Carlos Delfino, Luis Scola, Fabricio Oberto, Pepe Sanchez, Ruben Wolkowski e Walter Hermann, todos jogadores que brilham ou brilharam na NBA.

O contrato do argentino com a CBB vai até o final do Pré-Olímpico de 2012. Terá a difícil missão de levar o time brasileiro a uma Olimpíada, o que não ocorre desde os Jogos de Atlanta, em 1996.

Se obtiver sucesso, renova com a CBB por mais quatro anos, visando os Jogos do Rio, em 2016.

Ao contrário de Moncho Monsalve, o espanhol que tirou o basquete brasileiro do marasmo e tornou-o competitivo novamente, Magnano vai ficar no Brasil praticamente o ano inteiro. Pelo menos é o que informa a CBB.

Por aqui vai estar e terá também a missão de ensinar a nossos jovens treinadores conceitos de basquete. Importante, pois não temos visto mais aparecer jogadores com qualidades a ponto de brigar com as feras internacionais.

Seguramente, fruto do mau ensinamento da base. Mesmo os que brilham no momento, como o trio que joga na NBA, mostram deficiências gritantes em fundamentos importantes.

Quando Nenê Hilário, Anderson Varejão e Leandrinho Barbosa arremessam é nítido o jeito desajeitado do trio. Barbosa já foi até motivo de brincadeiras e matérias especiais nos EUA.

Defensivamente, nossos jogadores não sabem se comportar em quadra. Quando o fazem é por puro instinto e força de vontade — exemplo: Varejão.

Por que isso ocorre? Porque quem os ensinou, quando garotos, na verdade não ensinou coisa nenhuma.

Magnano terá a missão de ajudar, portanto, na formação de técnicos nas categorias de base, pois eles participarão de clínicas ministradas pelo argentino. Muito bom.

Muito bom é pouco; diria ótimo, excelente!

Ontem, sábado, dia 16 de fevereiro, o basquete masculino brasileiro deu um passo importantíssimo. Tem tudo para dar certo.

A menos que o boicote, em todas as áreas (e aqui incluo jornalistas e gente que usa a mídia para se manifestar), seja grande demais e inviabilize o trabalho deste que é, repito, um dos maiores treinadores de basquete do planeta.

MONCHO

Como disse acima, Moncho Monsalve tirou o basquete brasileiro do marasmo. Muitos vão recriminar a atitude do presidente Carlos Nunes por isso.

De fato, o espanhol fez um grande trabalho. Mas não há como criticar a atual administração da CBB pela não renovação de contrato com Moncho.

Como já disse aqui neste botequim, é o mesmo que você ter sido dirigido por Mike Brown e, findado o contrato com o treinador, aparece a oportunidade de contratar Phil Jackson.

Por melhor que tenha sido o trabalho de Brown, P-Jax é o “the best”.

Rubén Magnano pode não ser o “the best”, mas está entre os melhores, como já disse.

Notas relacionadas:

  1. PAPO PRA ESPERAR TREM
  2. A QUEM INTERESSA A QUEDA DE BRAÇO?
  3. A TÁTICA DA CBB
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 15:05

A TÁTICA DA CBB

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Rubén Magnano

Rubén Magnano à frente da seleção argentina

Notícia publicada no jornal “O Globo” dá conta de que a CBB abriu negociação com o técnico argentino Rubén Magnano, campeão olímpico com a Argentina em 2004. Quem informou foi o próprio presidente da entidade, Carlos Nunes.

Já disse várias vezes neste botequim que a prioridade tem que ser a renovação de Moncho Monsalve. Já disse também que não sinto muita vontade por parte da CBB que o espanhol continue à frente do grupo.

Esta nova notícia merece também nova interpretação. Penso ser legítimo por parte da entidade querer melhorar o nível do treinador.

Se o seu time é treinador por Mike Brown e você tem a oportunidade de contratar Phil Jackson, por que não contratá-lo? Deve-se contratá-lo e não há por que ser criticado por isso.

Não há como comparar a qualidade de do espanhol com o argentino. É certo que não se pode deixar de reconhecer o trabalho de Moncho junto ao grupo e ao basquete brasileiro.

Mas Magnano é campeão olímpico e vice mundial. Montou esse time argentino que vem encantando o planeta há alguns anos.

Suas credenciais são indiscutíveis. É assim que eu o vejo.

Neste caso, não há como condenar o presidente da CBB.

Este é um cenário.

Por outro lado, na mesma entrevista, Nunes diz que não sabe se o argentino vai aceitar o convite.

Que loucura!!! As negociações engatinham e Nunes sai falando aos quatro ventos?

E se não der certo? Como Moncho vai reagir a essa notícia? Vai se sentir traído? Espanhol, sangue quente, pode muito bem chutar o pau da barraca e mandar todo mundo às favas.

Este é o outro cenário.

Fico me perguntando: se o acordo ainda está em fase embrionária e existe uma grande possibilidade de Magnano não aceitar, será que a cúpula da CBB não estaria usando o argentino para irritar o espanhol para que este mande todo mundo às favas?

Se verdade, seria simplesmente desprezível.

Moncho Monsalve em ação no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano

Moncho Monsalve no comando da seleção brasileira na Copa América deste ano, aqui em jogo contra a Argentina

DE MOLHO

Assim estou. Marcus Vinícius, velho parceiro do nosso botequim, testemunhou minha condição precária quando segunda-feira passada eu comentei pela Rádio Jovem Pan a goleada do Palmeiras sobre o Rio Branco do Acre por 4-1.

“Um caco”, assim ele me definiu. E sinto-me desta maneira mesmo.

Em função dos remédios, tenho sono o dia inteiro. Durmo quando posso, tentando tapeá-lo para estar em forma para ver alguns jogos da NBA.

Mas o sono tem vencido esta peleja. Espero reverter o quadro brevemente.

Por isso, nada vi da rodada passada da maior liga de basquete do planeta. Nada vi é maneira de dizer; claro que vi, pois já dei uma olhada em vários sites e vi highlights de partidas importantes.

Especialmente a cesta derradeira de Rajon Rondo diante do Miami, na Flórida. Que vacilo de Mario Chalmers!

O jogo estava nas mãos do Heat, pois, afinal, faltava menos de um segundo para a buzinada final. Mesmo assim, o Celtics conseguiu empatar e levar a contenda para a prorrogação. E ganhou por 112-106.

Só os grandes conseguem isso; só os campeões desafiam o improvável.

Assim é o Boston, o Cleveland, o Lakers…

Mas o Lakers perdeu para o Clippers! Verdade, perdeu (102-91), mas, como sempre digo, há zebras no basquete e não dá para se vencer todas as noites.

A derrota significou também o fim de um tabu de nove partidas sem perder para o primo pobre angelino. O bom nessa derrota foi que Andrew Bynum voltou a jogar bem: 15 pontos e 14 rebotes.

Voltou a fazer um “double-double” depois de 24 partidas!

Quanto aos brasileiros, Anderson Varejão deixou vitorioso a quadra de sua Q Arena na goleada do Cleveland diante do Washington por 121-98. Wizards que jogou pela primeira vez sem Gilbert Arenas depois que a NBA o suspendeu merecidamente por tempo indeterminado.

Foram 12 pontos, oito rebotes, três assistências, um roubo e um toco do capixaba. Boa atuação, sem dúvida. LeBron James foi o cestinha do time com 23 pontos, mas os míseros sete marcados por Mo Williams chamou a atenção.

Mas voltemos aos brasileiros, pois Leandrinho Barbosa também jogou. Bem, ele gostaria, mas Alvin Gentry deixou-o em quadra por apenas 17 minutos, dez a menos que Varejão.

O paulistano fez apenas nove pontos na vitória do Suns sobre o Houston por 118-110. De restou, zerou em todos os outros fundamentos.

Sobre Leandrinho não há mais o que se falar.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 NBA, Seleção Brasileira | 17:43

A VITÓRIA DO LAKERS E A INDECISÃO DA CBB

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Algumas considerações sobre a vitória do Lakers sobre o Milwaukee, na prorrogação, por 107-106.

1) Os lances livres perdidos pelo turco Ersan Ilyasova, a 58 segundos do final, com o Bucks na frente em 106-102, pesaram muito;

APTOPIX Lakers Bucks Basketball2) A marcação equivocada de uma falta em cima de Kobe Bryant, no ataque seguinte, “feita” por Ilyasova, seguida de um lance livre de bonificação, pesou muito;

3) A inteligente decisão de Phil Jackson em mandar cobrar o lateral no campo do Lakers e consequentemente dar mais espaço para Kobe articular o ataque que culminou com a cesta decisiva (foto AP) pesou muito;

4) A falta de inteligência tática do técnico Scott Skiles em não fazer uma dobra na marcação de Kobe pesou muito;

5) A falta de inteligência no técnico Scott Skiles em deixar um jogador baixo (Charlie Bell) marcando Kobe e facilitando o arremesso do jogador do Lakers, pesou muito.

Cinco itens — entre eles, um erro da arbitragem. Pergunto: o Lakers ganhou por causa de um erro da arbitragem ou foram vários os fatores que levaram o Milwaukee à derrota?

Cartas à redação.

MONCHO

Leio na mídia que o presidente Carlos Nunes ainda não definiu o futuro do técnico Moncho Monsalve. Realmente, a situação é incompreensível.

Por que Nunes, presidente da CBB, demora tanto para tomar uma decisão que, aparentemente, parece óbvia? Por que ele reluta em assinar um novo contrato com Moncho?

Seria porque o espanhol foi um achado de seu antecessor, Gerasime Bozikis? Se verdade, seria um grande absurdo, pois Nunes estaria se colocando à frente dos interesses do nosso basquete.

Não acredito que possa ser isso, pois é de uma falta de inteligência desgastante. E não creio que o atual presidente da CBB tenha esse tipo de limitação.

Então, alguma coisa acontece; o que é então?

Dizem que Moncho tem um temperamento difícil. E daí? Os jogadores não aprovam o trabalho dele? Os jogadores não se dão bem com ele?

Quem é que vai ter que conviver diuturnamente com Moncho, Carlos Nunes ou os atletas? Os atletas, é claro.

Então, se Nunes não gosta do jeitão de Moncho, paciência. Engula-se o homem em prol do crescimento do nosso basquete. Como disse os interesses da modalidade se sobrepõem aos interesses do presidente da entidade.

Quantos não são os exemplos de pessoas que não se davam bem, mas que se suportavam por causa do objetivo comum? Vários.

E eu sempre gosto de citar o caso envolvendo Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Em 1994, Kareem esteve no Brasil para um “camp” patrocinado por uma fábrica de materiais esportivos.

Na entrevista à imprensa, um jornalista perguntou ao ex-pivô do Lakers sobre Magic Johnson, que tinha acabado de anunciar ao mundo ser portador do vírus HIV. Kareem respondeu: “Nunca fui amigo do Magic, a gente jogava juntos, só isso. Não sei como ele está”.

Apesar dessa distância, eles se deram superbem em quadra e ganharam quatro anéis.

Então, por que o presidente Carlos Nunes reluta em assinar com Moncho Monsalve?

Não consigo encontrar outro motivo, pois o trabalho do treinador espanhol é inquestionável. Nenhuma mente sã há de vir a público dizer que nosso selecionado está no caminho errado.

Só louco diria uma coisa dessas.

Já se falou em “lobby” dos nossos treinadores, pressionando Nunes para a saída de Moncho. Não creio, pois Nunes já adiantou, também, que se Moncho não renovar o novo treinador será um europeu.

Então, volto a perguntar: qual é o problema? Por que esse contrato não é assinado?

Cartas à redação.

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  3. DECLARAÇÃO CONFUSA
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 13:03

DECLARAÇÃO CONFUSA

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Lendrinho e Thiago Splitter

Lendrinho e Thiago Splitter na seleção brasileira

Li em “O Estado de S.Paulo” desta quinta-feira entrevista com Leandrinho Barbosa. Nela, ele diz que vai fazer de tudo para que Nenê Hilário esteja no Mundial do ano que vem na Turquia.

Disse Leandrinho: “Nenê seria uma grande ajuda e ele sabe. É um dos pontos fortes do basquete brasileiro. Nós estamos tentando convencê-lo a participar do Mundial”.

Confesso que não consigo entender o que Leandrinho quis dizer. Afinal, Nenê não atendeu as duas últimas convocações do técnico Moncho Monsalve por estar doente.

Na primeira oportunidade, retirou um tumor testicular; na segunda, quebrou o braço.

Ao fazer uma afirmação dessas, Leandrinho dá a entender que Nenê não esteve na seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Pior: deixa Nenê em uma situação difícil junto aos torcedores, pois muita gente realmente acredita que Nenê não vestiu a camisa 13 da seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Creio que Leandrinho não quis dizer o que disse.

Seguramente, ele quis dizer algo do tipo: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente ao grupo, pois precisamos dele demais.

Sim, acho que foi isso o que Leandrinho quis dizer.

MONCHO

O presidente da CBB, Carlos Nunes, estará na Europa acompanhando o sorteio dos Mundiais masculino e feminino que ocorrerão ano que vem na Turquia e República Tcheca, respectivamente.

Aproveitará a viagem para visitar Moncho Monsalve. O espanhol passou por uma cirurgia na coluna e recupera-se bem — felizmente.

Ainda segundo “O Estado de S.Paulo”, Nunes disse que Moncho tem um “gênio impossível” e que isso pode pesar no momento da renovação do contrato do ibérico, que encerra-se no final deste mês.

O que Nunes quer dizer com isso? — pergunto novamente.

É certo que Nunes é o patrão (por ser o presidente da CBB) e Moncho o empregado. Mas o relacionamento entre eles é pouco e não deve ser decisivo no momento de se decidir o futuro.

O relacionamento de Moncho é intenso com os jogadores, isto sim. São eles é que têm que avaliar a convivência com o treinador.

Se Moncho é bom para os jogadores, é bom para a seleção. Consequentemente, é bom para o basquete brasileiro.

E a avaliação dos atletas quanto ao espanhol é excelente: nota 10. Os basqueteiros querem a permanência dele à frente do grupo.

É isso o que conta — o resto é perfumaria.

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House

NBA

A rodada de ontem da maior liga de basquete do planeta confirmou que: 1) O Boston continua “on fire”; 2) O Denver também; 3) O Lakers está um pouco abaixo de ambos.

O melhor de tudo, pelo menos para nós, brasileiros, é a bola que Nenê Hilário vem jogando. No triunfo de ontem diante do New Jersey, do outro lado do Rio Hudson, por 122-94, o são-carlense marcou 16 pontos, pegou nove rebotes, deu quatro assistências e três tocos.

E mais: 5-6 nos arremessos de quadra.

Suas médias no campeonato: 14.6 pontos e 9.6 rebotes. Seu percentual de aproveitamento nos arremessos é de 60%: 24-40. Muito bom.

Nenê confirma o que todos nós sabemos: é o melhor jogador brasileiro de basquete na atualidade.

Leandrinho tem razão: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente à seleção, pois precisamos dele demais.

CANSAÇO

O primeiro parágrafo do texto do site da NBA que relata a vitória do Boston sobre Wolves, em Minneapolis, é muito bom. Traduzo-o para vocês:

“Suas pernas foram a razão pela qual o Celtics quase perdeu pela primeira vez. Suas cabeças foram a razão pela qual isso não aconteceu”.

Ou seja: o Boston teve dificuldades para defender porque faltaram pernas para seus principais jogadores, pois, todos sabemos, Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e Rasheed Wallace não são mais crianças.

Mas a inteligência tática do quarteto e a compreensão que eles têm do jogo acabou evitando o primeiro revés da temporada.

Depois de 48 minutos de bola pingando aqui e ali, lá e acolá, o Celtics somou sua sexta vitória na competição: 92-90.

REENCONTRO

Ron Artest e Trevor Ariza reencontraram pela primeira vez suas ex-equipes. 18.291 torcedores lotaram o Toyota Center em Houston.

Estavam curiosos para ver como os dois se sairiam. No final, viram o óbvio: o desfile de Kobe Bryant em quadra.

O melhor jogador de basquete do planeta marcou 41 pontos e liderou o Lakers em mais uma vitória no torneio: 103-102. Mas não foi fácil; uma prorrogação foi necessária para se definir o vencedor.

E quem foi o “key factor” para que o Lakers vencesse o tempo extra por apenas um pontinho (11-10)? Sim, ele, “Black Mamba”.

Kobe marcou oito pontos e evitou a segunda derrota dos angelinos na temporada. Sua performance possibilitou, isto sim, o quarto triunfo na competição.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
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