ESPANHA RECEPCIONA SEUS HERÓIS. O BRASIL? ORA, SOMOS BURROS DEMAIS PARA PENSAR NISSO
Afeito ao futebol, o brasileiro, de um modo geral, está se lixando para outros esportes. Disse de um modo geral; não generalizei.
Felizmente, aqui neste botequim, nós gostamos de futebol, é verdade, mas gostamos (e muito) de basquete. E se eu me propuser a falar da quase classificação do nosso time de tênis em Kazan, na Rússia, pela Copa Davis, sei que muita gente vai falar sobre esse assunto e dar opiniões distintas.
Por isso, aliás, eu gosto deste botequim: somos ecléticos. Nossos horizontes são amplos, não temos visão míope quando o assunto é esporte.
Tim-tim pra nós — esta rodada é por minha conta, Labica!
Bem, digo isso porque estava acompanhando a recepção da seleção espanhola pelas ruas de Madri na tarde desta segunda-feira. A Espanha, todos nós sabemos, mas não custa lembrar, foi bicampeã europeia ontem, na Lituânia, ao bater na final a França. Com o resultado, ao lado dos franceses, garantiu-se nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.
Uma recepção de gala, como comprova uma das fotos que eu “surrupiei” do jornal “Marca” e posto aqui em uma das paredes do nosso botequim para que vocês babem com a consciência esportiva dos espanhóis.
Recepção de gala: ruas cheias, torcedores inflamados, os heróis espanhóis sendo festejados com devida justiça. Um povo culto esportivamente falando, que sabe dimensionar o tamanho da conquista do time dos irmãos Gasol, de Juan Carlos “La Bomba” Navarro, de Rudy Fernandez, do novato Serge Ibaka, e dos veteranos José Calderón e Ricky Rubio.
Aí eu me lembro que há uma semana, ou seja, na segunda-feira da semana passada, nossos bravos jogadores chegaram à noite de Mar del Plata com a vaga olímpica na bagagem. Vaga olímpica, diga-se, que não vinha desde 1996.
Festa para nossos heróis? Que nada, eles voltaram separadamente: um tanto desembarcou em São Paulo, outro tanto no Rio de Janeiro.
Nos aeroportos, apenas a mídia, familiares e amigos. Torcedores? Nenhum.
Por que isso aconteceu? Ora, porque a CBB, hum… não programou nada! Nadinha de nada. Não fez nem uma vagabunda homenagem para os nossos heróis de Mar del Plata; homenagens, aliás, que eles mereciam.
Reconheço que o estardalhaço feito pelos espanhóis não teria cabimento aqui no Brasil, pois, como disse, somos um povo burro esportivamente falando. Mas uma homenagem, pequena que fosse, isso a CBB poderia ter feito.
Nem mesmo “cavar” uma visita ao Palácio do Planalto o presidente Carlos Nunes, da CBB, conseguiu. Nem ele e nem seu silencioso departamento de marketing.
Algumas sugestões para o marketing da CBB: 1) A CBB poderia ter marcado a chegada para uma das capitais, São Paulo ou Rio, e lá ter feito a homenagem, conclamando os torcedores para recepcionar nossos jogadores; 2) Ou mesmo para as duas cidades, interligadas, onde os jogadores pudessem interagir no momento da comemoração, como numa teleconferência; 3) Visita a Brasília, como disse, para que o grupo fosse recepcionado pela presidente Dilma Rousseff; 4) Desfile de jogadores, neste domingo, em São Paulo, no Pacaembu, antes do clássico Corinthians x Santos e, no Rio, no Engenhão, antes de Botafogo x Flamengo; 5) E por aí vai.
É só pensar. É só botar a cabeça pra funcionar.
Mas não, a CBB e seu departamento de marketing nada fizeram para capitalizar até este momento, um momento que chega a ser histórico.
O que mais se falou depois da conquista da vaga foi se Nenê e Leandrinho deveriam ser chamados para atuar em Londres, no ano que vem. E a CBB, vendo esta discussão na mídia e em vários fóruns na internet, nada fez para reverter a situação.
Ela está calada, como se nada tivesse acontecido.
Infelizmente, somos mesmo um povo burro quando se trata de esportes.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Carlos Nunes, Gasol, José Calderón, Juan Carlos Navarro, Ricky Rubio, Rudy Fernandez, Serge Ibaka





Foi exatamente a seleção de Magnano que ganhou pela primeira vez de um time profissional dos EUA, no Mundial referido, em Indianápolis. Na ocasião, chegou à decisão do título, mas foi dobrada pela ex-Iugoslávia por 84-77, na prorrogação.

2) A marcação equivocada de uma falta em cima de Kobe Bryant, no ataque seguinte, “feita” por Ilyasova, seguida de um lance livre de bonificação, pesou muito;
