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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 19:07

A ARGENTINA NAS OLIMPÍADAS E A LUCIDEZ DE OSCAR SCHMIDT

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A Argentina convocou ontem oito jogadores para os Jogos Olímpicos de Londres, que serão disputados de 27 de julho a 12 de agosto. Os outros quatro nomes restantes serão anunciados com o passar dos meses.

Ao mesmo tempo em que divulgou este octeto, a Confederação Argentina de Basquete revelou os nomes dos profissionais que vão compor a comissão técnica, encabeçada por Julio Lamas.

A novidade ficou por conta da adição de Sergio Hernandez (foto site CBAA, com Lamas à esq. e Hernandez à direita), que dirigiu o time principal até bem pouco tempo. Foi nas mãos de Hernandez que Los Hermanos ficaram em quarto lugar no Mundial do Japão e conquistaram um bronze nos Jogos de Pequim, em 2008.

Hernandez voltou, penso eu, à distância, e cá com meus botões, porque o desempenho da Argentina no Pré-Olímpico de Mal del Plata foi decepcionante. Os argentinos ganharam a competição, é verdade, mas perderam para o Brasil diante de 12 mil incrédulos torcedores na fase de classificação. E na decisão do torneio teve dificuldades para ficar com a medalha de ouro, apesar de apoiada pelos mesmo 12 mil fanáticos torcedores.

Todos imaginavam que a Argentina fosse passear diante dos rivais, mesmo tendo perdido Andrés Nocioni no primeiro jogo e Leonardo Gutierrez, que com uma distensão muscular nem participou da competição. Mas não foi o que se viu.

E é sempre bom lembrar que o Brasil jogou sem Leandrinho Barbosa, Anderson Varejão e Nenê Hilário. E Tiago Splitter atuou lesionado, bem abaixo de sua capacidade.

Nossos desfalques foram em maior quantidade e em qualidade também. Nocioni e Gutierrez não estavam na época — e nem creio que hoje em dia — no mesmo nível de Nenê, Leandrinho e Varejão.

Por isso, Lamas patinou no comando da equipe. Quando procurou um ombro amigo, não tinha com quem contar.

Seu assistente mais próximo, Gonzalo García, técnico do Flamengo, deixa a desejar — pelo menos é o que diz em suas twitadas o competente Fabio Balassiano, dono do blog Bala na Cesta. “Ele não está à altura do time”, costuma dizer Bala em relação a Gonzalo no comando do Flamengo — e eu vou na opinião dele, pois não assisto muito aos jogos do NBB.

Por conta disso, deduzo eu, Hernandez voltou.

Mas vamos ao mais importante dessa história toda: os jogadores argentinos convocados. Como está a Argentina para as Olimpíadas?

ANÁLISE

Olhando os oito convocados por Lamas e tendo na retina o desempenho deles no Pré-Olímpico de Mar del Plata e nos dias de hoje, eu acho que o Brasil, bem treinado e disciplinado, entendendo o que Rubén Magnano quer, é mais time que a Argentina.

Vejamos:

1) Manu Ginobili (San Antonio Spurs) — Com a mão quebrada no momento, ficará no estaleiro até meados do mês que vem. No Pré de Mar del Plata, foi muito bem marcado por Alex Garcia e não conseguiu render. Manu (foto) chegará aos Jogos Olímpicos com 35 anos e trará consigo toda uma temporada na NBA. Pra mim, o gênio argentino dá sinais de cansaço.
2) Luis Scola (Houston Rockets) — Belíssimo atacante. Pode fazer uma média de 25 pontos por jogo. Mas em cima dele o adversário pode construir o mesmo número de pontos. Terá 32 anos em Londres.
3) Carlos Delfino (Milwaukee Bucks) — É uma espécie de desafogo da Argentina com suas bolas certeiras de três. Este é seu cartão de visita. Bem vigiado, é possível subtrair muito de seu jogo. Contará com 29 anos na época dos Jogos.
4) Andrés Nocioni (Philadelphia 76ers) — Qual Nocioni vai às Olimpíadas? Aquele de há quatro anos, que barbarizava em quadra ou o atual, que tem uma média de 5:20 minutos por partida com a camisa 5 do Sixers? Chegará a Londres com 32 anos.
5) Pablo Prigioni (Caja Laboral/ESP) — Nunca foi um jogador de grande nível. Trata-se de um armador correto, que não faz bobagens, mas que também não faz nada fora do convencional. Quando as Olimpíadas começarem estará com 35 anos.
6) Hernán Jasen (Cajasol Sevilla/ESP) — Nem foto dele na internet a gente encontra. E não é que não se encontra por ser um jovem promissor e que agora está despontando para o basquete. Jansen terá 34 anos nas Olimpíadas. Não se encontra foto dele na internet porque Jansen é apenas OK.
7) Leonardo Gutierrez (Peñarol/ARG) — Não participou, como disse, do Pré de Mar del Plata. Pra quem não sabe, é um ala-pivô de apenas 2,00m de altura, de bons recursos técnicos, mas, como se diz por aí, não é nenhuma brastemp, pois sofre por conta da baixa estatura. Estará com 34 anos quando o torneio olímpico começar.
8) Juan Pedro Gutierrez (Obras Sanitárias/ARG) — É outro jogador OK, nada além de OK. É o caçula dos convocados: terá 28 anos em Londres.

A força do jogo argentino está no conjunto da equipe e na genialidade de Ginobili. A Argentina não faz bobagens em quadra. marca muito bem e tem um ataque sincronizado. E quando as arapucas aparecem, surgem Ginobili e Scola para desarmá-las.

Mas eles estarão envelhecidos e o time, num todo, também. A média de idade desses oito jogadores é de 32,3 anos. E, tenha certeza, serão esses oito atletas que estarão em quadra a maior parte do tempo.

Envelhecimento que pode bambear pernas e braços durante uma competição que não dá descanso, pois serão jogos atrás de jogos. E pernas e braços cansados podem significar erros ofensivos e defensivos.

Um olhar, mesmo que à distância, traz-me essas imagens do selecionado argentino. Por isso, numa análise neste momento, entendo que o Brasil, se contar com seus melhores jogadores e estiver focado na competição, grupo unido e tudo o mais, pode se dar melhor do que a Argentina em Londres.

Mas, como costumo dizer, depois que o Dallas ganhou a final da NBA na temporada passada, qualquer coisa pode acontecer, ainda mais em um torneio de tiro curto como são as Olimpíadas.

ANÁLISE 2

Muita gente neste botequim quer saber das possibilidades brasileiras em Londres. Costumo dizer: se o Brasil for completo (e por completo eu quero dizer como Nenê, Leandrinho e Varejão), nosso selecionado briga do quinto ao oitavo lugar. Se estiver iluminado, pode disputar o bronze.

Quais seriam os adversários brasileiros?

EUA, óbvio, e Espanha, claro. Estes dois times são indiscutíveis.

Depois vêm a França, que já está em Londres, além de Grécia, Lituânia e Rússia, que eu acho que vão se classificar no Pré-Olímpico Mundial.

Acho todos esses quatro europeus mais fortes que o Brasil — mas isso não quer dizer que nosso selecionado não possa vencê-los.

Impossível de vencer são os EUA e a Espanha.

Mas para que o Brasil possa vencer os europeus, terá que jogar o seu melhor basquetebol. Caso contrário, esquece; é brigar do quinto ao oitavo lugares.

LUCIDEZ

Em entrevista ao site da Fiba, Oscar Schmidt (foto Fiba) moderou seu discurso em relação a Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa. Ao contrário das outras vezes, o Mão Santa disse o seguinte sobre a participação de ambos nos Jogos Olímpicos de Londres: “Moralmente, os dois não deveriam ir, mas racionalmente com eles nós ficamos mais fortes. Por isso, esta será uma decisão difícil para (Rubén) Magnano. Ele sabe disso”.

É por isso que eu sou fã declarado e de carteirinha do Oscar: além de ter sido um dos gênios do basquete em todos os tempos, como ser humano ele dá provas de que não é obtuso.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL BATE ARGENTINA, MAS…
  2. BATEMOS A ARGENTINA, SAÚDE!
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 26 de julho de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 11:48

O LOCAUTE, AMAR’E NO EXTERIOR, NOSSAS MENINAS, CORTE NA SELEÇÃO…

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Alguns parceiros deste botequim têm me perguntado a respeito de rumores neste momento na NBA. Nenê vai pra onde? E o Lakers, vai contratar alguém? O Boston vai pegar um novo pivô? O Chicago vai trocar Carlos Boozer?

Resposta: por causa do locaute, nenhum time pode conversar com nenhum jogador e nenhum time pode conversar nem sequer com seus agentes. Se isso ocorrer, a franquia pode ser multada — e a multa, neste caso, é pesada. Existe até a possibilidade de desfiliação da franquia dos quadros da NBA — seria o extremo, mas é possível.

Portanto, está tudo parado. Se alguém ler alguma coisa sobre movimentação do mercado, é pura especulação da mídia. Mas, como vocês devem ter observado, não há nada sendo noticiado sobre o assunto.

PERDULÁRIOS

A NBA divulgou ontem o balanço da temporada 2010/11. Apenas três times usaram a “luxury tax”: Lakers, Orlando e o campeão Dallas.

Se você não sabe o que significa “luxury tax”, eu conto. “Luxury tax” é o excedente em relação ao “cap” da temporada, sem levar em conta os jogadores que renovam o contrato com uma franquia, que pode ultrapassar o “cap” por conta da “Larry Bird Exception”.

Assim, quando um time faz uso da “luxury tax”, ele paga um dólar de multa para cada dólar excedido. Ou seja: se uma equipe estourou em US$ 10 milhões, paga outros US$ 10 milhões para a NBA de multa.

Lakers, Orlando e Dallas foram penalizados em média em torno de US$ 20 milhões. Esse dinheiro a NBA distribui para as franquias que ficaram abaixo do “cap” e nem sequer usaram a “Larry Bird Exception”.

Chicago, Cleveland, Clippers, Minnesota, Oklahoma City e Sacramento foram os times que não ultrapassaram o “salary cap” da última temporada e foram contemplados com o dinheiro que Lakers, Orlando e Dallas pagaram de multa.

Detalhe: o New York não teve de usar a “luxury tax” pela primeira vez desde 1999. Mesmo com a contratação de Amaré Stoudemire e Carmelo Anthony.

MAIS UM?

Por falar em New York, o ala-pivô Amar’e Stoudemire disse que vários times da Europa (mencionou Turquia, Espanha e Israel, que na geografia do esporte é membro europeu) e Ásia (China) estão atrás de seu serviço.

Amar’e afirmou que está considerando a hipótese de jogar no Velho Continente. Seria legal, já disse.

O que me encafifa é o fato de a Europa estar em crise. De onde eles vão tirar tanto dinheiro?

Claro que, como aqui, lá também os parceiros aparecem. Mas e a crise? Sei não…

Lembro-me que Carlos Delfino assinou com o Khimki da Rússia, na temporada 2008/09, e ficou sem receber salários. Voltou correndo para a NBA e assinou com o Milwaukee.

Esse risco existe. Os europeus não estão muito bem das pernas. O calote pode acontecer.

E eu sigo com meu sonho de que a Rede Globo, aqui no Brasil, poderia fazer com nossos times de basquete o que fez com o futebol: pagar a cada um deles uma quantia para transmitir seus jogos do próximo NBB.

O dinheiro que a Globo deu para o Corinthians, no futebol, por exemplo, atingiu a casa dos R$ 150 milhões nesta temporada. Foram R$ 90 milhões pelos jogos e R$ 60 milhões de luvas.

Em dólar americano, cerca de US$ 100 milhões. Com esse dinheiro o Corinthians fez a proposta de € 42 milhões para o Manchester City para contratar Carlitos Tevez. Carlitos não veio, mas creio que em janeiro do ano que vem ele desembarca aqui em São Paulo.

Algum gênio do marketing poderia apresentar um projeto para a Globo mostrando que os 15 times do NBB, se tiverem dinheiro em mãos, poderiam contratar jogadores da NBA e trazê-los para cá para participar do próximo campeonato nacional.

Claro que não dá para trazer os Kobes e Amar’es da vida. Mas algumas estrelas de bom brilho poderiam desfilar seus talentos em nossas quadras.

Quanto aos ginásios, eu já disse aqui que poderíamos continuar usando a Arena HSBC e Maracanãzinho no Rio, Pedrocão de Franca, Nilson Nelson de Brasília, Barueri e São Bernardo da Grande São Paulo, já me falaram de ginásios em Uberlândia, Santos e Joinville ou Floripa, se não estou enganado. Enfim, dá pra transformar o sonho em realidade.

Podem me chamar de louco, não me importo. Um pouco de loucura não faz mal a ninguém.

PASSO CERTO

Nossas meninas venceram mais uma partida no Mundial Sub 19, que está sendo disputado no Chile. A nova vítima foram as anfitriãs.

No cotejo de ontem à noite, lideradas pela excelente Damiris do Amaral, o Brasil fez 79 a 53. Damiris anotou seu segundo “double-double” em quatro partidas disputadas na competição: 22 pontos e 18 rebotes.

Lidera o torneio no fundamento dos ressaltos, com uma média de 12,3 por partida. A paulista, aliás, é a única jogadora da competição a ter um duplo dígito de média, pois, além dos rebotes, Damiris tem 19,3 pontos por jogo e é a terceira maior cestinha da competição.

“Entramos hoje com o objetivo de ficar entre as oito equipes classificadas; e conseguimos”, disse Damiris. “Agora, nosso objetivo é a melhor posição possível do grupo”.

Na rodada desta terça-feira, nossas meninas vão enfrentar a França. O jogo está marcado para as 19h15, horário de Brasília.

Sobre a contenda, Damiris disse: “Fizemos amistoso contra elas e vencemos. Mas sabemos que no Mundial é diferente. Elas possuem um time muito bom, mas acredito no nosso potencial e que podemos jogar de igual para igual e conquistar mais essa vitória”.

O Brasil lidera o Grupo F ao lado da Austrália com quatro vitórias e nenhuma derrota. Amanhã as duas seleções se enfrentam.

O Brasil, historicamente, é um grande freguês de caderneta das australianas. Mas vamos pensar jogo a jogo.

Hoje é a vez da França.

CORTE

O ala Diego da Silva foi cortado da seleção brasileira que se prepara para disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata. Sabe o que isso significa? Com todo o respeito que o Diego merece, e ele que me perdoe, mas não significa nada.

Em que pese todo o esforço e garra de Diego, que eu aprecio, ele é muito bom para o nosso basquete doméstico. Em nível internacional, Diego tem limitações.

Creio que ele seria cortado de um jeito ou de outro pelo técnico Rubén Magnano.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 13 de julho de 2011 NBA | 20:43

E O PATRIOTISMO ARGENTINO, ONDE FOI PARAR?

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O iG acabou de postar uma matéria em que o ala-pivô Luis Scola, da seleção da Argentina, diz o seguinte: “Sem seguro eu não vou treinar”. E mais pra frente o jogador do Houston Rockets afirma: “Manu Ginobili, Carlos Delfino e Andres Nocioni encontram-se na mesma situação”.

O mesmo texto, que foi feito em cima de uma entrevista do jogador ao diário “Olé”, diz ainda: “Scola tenta manter o otimismo, mas reconhece que há o risco de os atletas que atuam na liga norte-americana (NBA) ficarem de fora do Pré-Olímpico. Ele revelou ainda que não pretende pagar o seguro do próprio bolso. ‘Não é justo que eu pague’, afirmou Scola”.

Ué, onde foi parar o patriotismo dos argentinos?

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quarta-feira, 29 de junho de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 14:21

CRÍTICAS MERECIDAS?

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O assunto me cansa, mas vejo que não cansa a maioria. Cansa-me porque a situação pra mim é muito clara — aliás, já comentei isso aqui.

Essa história do patriotismo argentino conflitando com o “pouco caso” dos brasileiros em relação ao selecionado nacional precisa ser analisado com mais profundidade. Analisar a situação superficialmente corre-se o risco de se ser superficial e, consequentemente, não atacar o âmago da questão.

Vamos olhar em retrospecto. Ano: 2007. Competição: Pré-Olímpico de Las Vegas (EUA).

O torneio garantia vaga para os Jogos de Pequim. Apenas Luis Scola e Carlos Delfino, jogadores da NBA, apareceram para a competição. Manu Ginobili, Fabrício Oberto e Andres Nocioni não deram as caras.

Nosso selecionado foi completo. Até com Nenê, o que acabou por marcar sua última participação com a camisa do selecionado brasileiro.

Repito: Ginobili, Nocioni e Oberto não foram participar da competição qualificatória no Estado de Nevada. E não me lembro de ter lido qualquer manifestação de repúdio aos jogadores argentinos em seu país. Nem aqui no Brasil.

Os torcedores de lá entenderam a situação, respeitaram a decisão dos jogadores da NBA. E sabiam que se a vaga não viesse (mas veio) haveria a possibilidade do Pré-Olímpico Mundial, que foi disputado na Grécia.

Fosse aqui, logo depois de ter conquistado uma medalha de ouro olímpica (os argentinos eram os campeões olímpicos, lembram-se?), a maioria dos torcedores brasileiros iria dizer: “Bando de mascarados, só porque conquistaram a medalha de ouro fica se achando. Quem esses caras pensam que são?”

Infelizmente, somos assim. Não respeitamos decisões particulares que conflitem com nossas expectativas. Não sabemos nos frustrar. Quando somos frustrados, partimos para a violência física e/ou verbal.

E quando acionamos nossa metralhadora giratória, atingimos a tudo e a todos sem pensar em consequências. E elas existem.

Ou vocês, como disse, acham que os caras não ficam sabendo o que nós dizemos sobre eles? E quando digo nós, refiro-me a TODOS nós: torcedores, jornalistas e cartolas. E quando falo em torcedores, coloco nesse balaio ex-jogadores.

Os que me conhecem sabem o quanto admiro e respeito Oscar Schmidt por tudo o que ele fez para o nosso basquete. Mas eu acho que ele comete um equívoco muito grande quando ele ataca os jogadores brasileiros que atuam na NBA.

E volto a dizer o que o Oscar me disse certa vez: “Se a NBA pagasse mais do que eu ganhava na Itália eu ia para a NBA”. Ele me disse isso! Infelizmente, não tenho a gravação desta fala, para postar aqui nesse blog para que vocês ouvissem.

Ou seja: se a NBA pagasse a ele o que ele queria, ele iria para a NBA e nunca mais teria vestido a camisa da seleção brasileira, pois naquela época os profissionais não podiam jogar nas Olimpíadas e Mundiais.

Oscar estaria cometendo um erro? Estaria traindo a pátria? Claro que não: ele tinha mesmo que cuidar de sua vida.

Eu até entendo quando se critica Nenê. De fato, ele não tem jogado em nossa seleção. Isso provoca frustração em todos nós e quando nos frustramos a gente sabe muito bem o que acontece.

Os motivos dele, para mim, são justificáveis, mas entendo também quem pensa o contrário por entender que ele deveria se esforçar um pouco mais para vestir a nossa camisa.

Leandrinho Barbosa: ele de fato “pisou na bola” uma vez ao não se “proteger” dos torcedores e da mídia ao participar de um jogo de futebol em Nova York logo depois de ter pedido dispensa da seleção que iria disputar o Pré-Olímpico de Atenas por causa de uma contusão no joelho direito. Mas depois disso, que eu me lembro, ele esteve em todas as convocações.

Aí eu leio manifestações de torcedores criticando Anderson Varejão. Varejão??? Caramba, não me lembro de ele ter recusado convocação para torneio importante.

Já vi até críticas a Tiago Splitter. Pode? Tanto pode que criticaram também.

Então, volto a perguntar: vocês acham que os caras não ficam sabendo dessas críticas, a maioria delas, a meu ver, gratuitas? Claro que ficam.

E os caras, a meu ver também, têm todo o direito de se indignar com ataques pra mim muitas vezes gratuitos, digo uma vez mais. E devem pensar: “Pra que vestir a camisa da seleção? Pra correr o risco de perder e ser chamado de mercenário e ‘americano’? Vale a pena?”

Volto a dizer: os argentinos idolatram e reverenciam seus ídolos. Nós, ao contrário, adoramos atacar. Como costumo dizer, o exercício favorito do brasileiro é acordar de criticar o Pelé.

O argentino faz isso com Maradona? Não; ao contrário, tratam o ex-jogador com deus. Aliás, é o apelido dele.

Ah, o Pelé fala muita bobagem, alguém pode dizer. Mais do que o Maradona?

Não estou dizendo que eles estão fazendo isso, mas se um desses atletas der um pé na bunda da seleção, a gente tem que entender. Nós não merecemos que eles vistam nossa camisa.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 29 de abril de 2010 NBA | 11:48

UM TIME SURPREENDENTE

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Antes de o jogo começar, Jamal Crawford recebeu merecidamente o troféu de melhor reserva desta temporada. Votação, aliás, que colocou nosso Anderson Varejão na terceira posição e é claro que nos deixou orgulhosos por isso.

A festa de Jamal, não entanto, não se completou. Quase três horas depois de ter levantado o prêmio para os 19.304 torcedores que lotaram a Philips Arena de Atlanta e de ter posado para fotos para a posteridade, o jogador deixou a quadra derrotado. O Hawks acabou surpreendido pelo Milwaukee por 91-87 e depois de ter feito 2-0 na série, tomou uma virada e agora perde por 3-2.

O próximo jogo está marcado para amanhã, às 20h de Brasília, no Target Center de Milwaukee. Nova vitória do Bucks e o confronto chega ao fim, o que colocaria o time do novato Brandon Jennings (Foto AP) na semifinal diante do Orlando, que bateu o Charlotte por 4-0.

Jennings que eu acho será o “rookie of the year” desta temporada, especialmente por conta do que o Milwaukee faz nestes playoffs. Mas, a meu ver, Tyreke Evans foi mais jogador do que o armador de Wisconsin na temporada regular — e é ela é que tem que contar; os playoffs não podem ser levados em conta, pois é isso o que diz o regulamento. Mas isso sempre acaba ocorrendo.

Jennings que teve sangue frio de veterano ao encestar quatro lances livres e fazer o último quarteto de pontos do Milwaukee, confirmando a vitória dos forasteiros.

Um complemento à juventude de Brandon foi o que fez o veteraníssimo Kurt Thomas a 2:15 minutos do fim do cotejo. O Atlanta vencia por 82-81. Joe Johnson, sabidamente o melhor jogador do Hawks, rumava para a cesta adversária. Foi então que Thomas apareceu com seu corpanzil, impedindo a ação do adversário e provocando a sexta falta do atleta.

Mas o que foi crucial para que o Milwaukee vencesse a peleja foi uma corrida de 14-0 feita a partir dos 4:09 minutos do final do jogo até 31 segundos da buzinada final. Nesse período de 3:42 minutos, essa estiagem do Atlanta foi catastrófica. O time vencia por 82-73 e viu o oponente chegar a 87-82.

E sabem quem liderou essa corrida? John Salmons. O ex-armador do Chicago anotou nada menos do que oito pontos e uma bola de três importantíssima, da meia direita do ataque do Bucks, baixando a vantagem do Atlanta para apenas quatro pontos, enchendo de desejos e fortalecendo ainda mais o moral do grupo.

Outra jogada emblemática foi um rebote que Ersan Ilyasova pegou a 1:21 minuto do fim, após um erro num arremesso de Jennings. O turco fisgou o ressalto, tocou a bola para Carlos Delfino e o argentino, da ponta esquerda, hesitou levemente, mas mandou um certeiro arremesso triplo, colocando o Milwaukee na dianteira em quatro pontos (86-82), fechando a corrida em 14-0.

O Atlanta lutou demais, empurrado pelos torcedores. Foi dono das jogadas mais bonitas da noite, com enterradas espetaculares de Al Horford (cestinha do jogo ao lado de Brandon com 25 pontos cada um) e principalmente de Josh Smith (um dos caras que melhor enterram na NBA, concordam?), mas a eficiência ficou mesmo com o time visitante.

E tudo isso sem Andrew Bogut. O australiano, para quem não sabe, está lesionado e só retorna na próxima temporada. Sem Bogut, confesso, não esperava por isso; com Bogut, já disse, acreditava nesta surpresa.

Vamos ver se ela se confirma amanhã.

QUOTES

“De longe, esta foi a maior vitória desta temporada” — John Salmons

“Foi uma baita jogada” — Scott Skiles, treinador do Bucks, sobre o rebote pego por Ersan Ilyasova e a cesta de três anotada por Carlos “El Lancha” Delfino.

“Foi nosso melhor jogo em toda a temporada, pois trata-se de playoff” — Brandon Jennings.

“Felizmente eu me posicionei corretamente, fora do semicírculo e acabei provocando a falta de ataque [de Joe Johnson]” — Kurt Thomas sobre a penalidade que eliminou o melhor jogador do Atlanta da partida, a 2:15 minutos do final.

VIVO

O Denver bateu o Utah por 116-102. Não foi fácil como o placar sugere. Ou melhor, o primeiro tempo do jogo foi muito igual. No segundo o time da casa deslanchou com um 66-50 e venceu a contenda para se manter vivo na série, que agora marca 3-2 para o Jazz.

O próximo jogo está agendado para amanhã, às 23h de Brasília, em Salt Lake City. Uma vitória do time da casa e ele faz 4-2 e avança para as semifinais do Oeste. Pra você que gosta de estatística, o Utah tem 7-0 nos confrontos em que ele abre 3-1. E é o caso desta série.

A vitória aconteceu, é importante, dizer, porque o Denver não jogou um basquete egoísta. Jogou como um time. E quando eu falo em egoísmo é evidente que eu me refiro a Carmelo Anthony.

Ao contrário das 489 bolas que ele costuma arremessar por partida, ontem Melo chute apenas 19. Encestou só sete (36.8%), mas teve o chamado “semancol”. Visitou 15 vezes a linha do lance livre e embiroscou 12 de seus arremessos. Terminou a partida com 26 pontos e foi o artilheiro do time.

Gostei, que seja assim amanhã à noite se o Denver quiser continuar seu devaneio com os playoffs.

Outro fominha do time, JR Smith, fez só nove arremessos nos 31 minutos em que jogou. Foram suficientes, pois ele acertou cinco, quatro deles de três pontos. Fez, no total, 17 tentos e ajudou demais.

Outro esfomeado, Chauncey Billups, mandou 13 bolas contra o aro do Utah. Esteve bem, acertou seis. Anotou no total 21 pontos.

Kenyon Martin deixou 18 pontos na rede adversária, Aaron Aflalo, 12, e Chris Anderson outros 10. Foram os seis jogadores do Nuggets a terminar a partida com duplo dígito na pontuação. O Nuggets portou-se como um time, já disse e os números estão a meu lado.

Como falei anteriormente, que assim seja amanhã se o Denver quiser continuar sonhando com as semifinais do Oeste.

NENÊ

Você quer saber como foi Nenê Hilário na contenda? Não foi. Infelizmente, o brasuca se contundiu quando faltavam cinco minutos para o final do primeiro tempo. Foi em uma jogada casual, em que Carlos Boozer atingiu o joelho esquerdo do são-carlense, provocando o entorse.

Saiu do jogo e não voltou mais. Até então, tinha anotado dois pontos, duas assistências e um rebote.

Hoje Nenê (Foto Reuters) fará exames detalhados no local para avaliar a extensão da lesão. Mas é certo que nesta série ele não joga mais. Quem sabe, se o Denver se classificar, para a próxima, mas pessoas ligadas ao jogador disseram que nem isso deverá ocorrer.

Foi a primeira contusão do brasuca na temporada.

Que coisa!

(Será que teremos novamente Nenê fora da seleção brasileira?)

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terça-feira, 27 de abril de 2010 NBA | 10:46

UMA VARRIDA E A VAGA

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SÃO PAULO — De volta ao lar, onde vi ontem à noite o Orlando tornar-se o primeiro time a se classificar para as semifinais de um dos playoffs. Sua incontestável vitória diante do Charlotte, na Carolina do Norte, por 99-90, provou uma vez mais que o time da Flórida é um dos mais fortes desta temporada.

O placar final da série comprova: 4-0. Uma varrida, como os americanos gostam de dizer. Foi, diga-se, a segunda vez que o Magic conseguiu varrer alguém em uma série de playoff. A primeira ocorreu diante do Detroit, em 1996.

Uma vez mais Dwight Howard não pôde dar sua cota de contribuição — e ela não é pequena. O Super-Homem do Orlando voltou a ter problemas com as faltas — saiu eliminado da partida com seis no total — e adicionou apenas seis pontos em 23 minutos dos 48 disponíveis em uma partida da NBA.

Parece o bobo da corte. Além de cometer faltas, quando a partida está no pau e próxima do fim o adversário faz o “hack-a-shaq” em cima dele, pois seu aproveitamento nos lances livres é tão constrangedor quanto o de Shaquille O’Neal.

Bate mais palmas no banco, incentivando os companheiros em quadra do que coloca seu basquete eficiente a serviço da equipe.

Mas tudo bem, o Orlando é um time e conta com jogadores de alto calibre. Já falei aqui de Jameer Nelson. Ontem, o baixinho de 1m83 de altura anotou 18 pontos. Brilharam a seu lado Rashard Lewis (17) e Vince Carter (21).

Carter, aliás, começa a provar nestes playoffs que sua vinda para a franquia, no lugar de Hedo Turkoglu, adicionou mais qualidade ao Orlando. VC pode não ter a mesma força defensiva do turco, mas é boa também. E em contrapartida, pontua muito mais e este desequilíbrio é maior que o de Turkoglu.

Outro registro importante: o Magic encestou 13 de suas 33 bolas de três, enquanto que o Charlotte, com a mão descalibrada, derrubou só cinco de suas 19 tentativas. Este desempenho explica também mais uma vitória do Orlando.

Com a classificação, o Orlando espera agora pelo encerramento da série entre Atlanta e Milwaukee, que está emocionante.

IGUALDADE

Mesmo sem o pivô Andrew Bogut, lesionado e fora da temporada, o Milwaukee joga de igual para igual com o Atlanta. Ontem à noite, em Wisconsin, bateu o rival por 111-104, num final emocionante, com a equipe da Geórgia tentando a virada nos últimos segundos.

Mas, ao longo do prélio, sempre que tentava algo mais contundente, aparecia Carlos Delfino e jogava um balde de água fria em suas pretensões. “El Lancha”, anotem aí, por favor, é o melhor jogador argentino da atualidade — excetuando Manu Ginobili, é claro, Manu que ratificou semana passada o que já tinha dito anteriormente: não irá ao Mundial da Turquia.

Mas eu falava em Carlitos, o melhor dos argentinos que estarão no torneio turco. Foram nada menos do que seis bolas triplas que saíram de suas mãos e acertaram o alvo. Ele mandou oito contra o aro adversário, o que dá um excelente aproveitamento de 75%.

Mas não foram apenas bolas de três. Teve até enterrada, para deleite dos 18.717 torcedores que compraram todos os tíquetes disponíveis. Delfino terminou a peleja com 22 pontos.

Quem também brilhou foi o novato Brandon Jennings. Aqui abro um parêntese: as atuações de playoffs não devem contar, mas os jornalistas que vão escolher o “Rookie of the Year” certamente que serão influenciados pelo desempenho de Jennings nesta nova fase da competição. Na minha opinião, Tyreke Evans jogou mais que Brandon na fase regular e, por isso, deve ficar com o R.O.Y. desta temporada, mas…

Mas voltando a Jennings, o novato fez ontem 23 pontos, seis rebotes e quatro assistências.

Como eu disse que o Bucks é um time, cito também os 22 pontos de John Salmons (que coisa!), os 11 de Ersan Ilyasova e os dez de Luc Richard Mbah a Moute, um camaronês que joga feito Anderson Varejão. Seu basquete reluz pouco no “box score”, mas dentro das quatro linhas tem a energia e a disposição do capixaba, aquele vigor que contagia todo o time e não o deixa esmorecer em momento algum e faz o mais sonolentos dos torcedores ver o jogo com a palma da mão suada o tempo todo.

A série está empatada em 2-2. Quarta-feira os dois times voltam a se enfrentar, desta vez em Atlanta, onde os fãs locais esperam que Al Horford peleje mais contra os adversários do que contra as faltas.

VIRADA

O jogo começou e eu fiquei atônito. O Portland dava um chocolate no Phoenix em plena US Airways Arena. Fez 10-0 e chegou a liderar a contenda em 14 pontos — é certo que no primeiro quarto, mas era significativo demais para não ser chocante.

Aos poucos o Suns foi se ajustando em quadra e suas bolas teimosas passaram a descer abraçadas pela redinha adversária. Assim, o time foi aos poucos baixando a diferença, chegou à igualdade, engatou uma sexta marcha e deixou para trás o oponente, que não sentiu mais nem o seu cheiro. Chegou a abrir vantagem de 27 pontos.

Dois jogadores vindo do banco foram o destaque do time do vale do sol: Channing Frye e Jared Dudley. Frye só começa sentado, mas é titular, pois seu tempo de quadra indica isso. Ele anotou 20 pontos e confiscou oito rebotes. Dudley, este sim um reserva, cravou um ponto a menos , sendo que encestou cinco de suas nove tentativas de três.

Frye estive 27 minutos em quadra; Dudley, 25.

Já Leandrinho Barbosa… O paulistano jogou 19 dos 48 minutos disponíveis. Cravou sete pontos, frutos de um aproveitamento ruim nos chutes: 3-11. Fez feio mesmo foi nas bolas de três: 0-4 — e a gente sabe muito bem que esse tipo de lançamento é o carro-chefe de seu jogo.

Paciência; um dia depois do outro, nada melhor do que isso. Leandrinho tem basquete de sobra para colocar uma pedra neste assunto e escrever novo e importante capítulo em sua participação nesses playoffs já nesta quinta-feira, quando a série volta para o Oregon.

Dito tudo isso, apesar do susto inicial, a vitória por 107-88 foi mais do que justa, foi justíssima. E mostrou que o Phoenix, que agora tem 3-2 no confronto, é sim senhor um dos fortes candidatos ao título do Oeste, especialmente porque o Lakers não é nem sombra do time que encantou a todos na temporada passada.

RODADA

Por falar em Lakers, o time angelino entra em quadra esta noite. Os olhos do mundo estarão voltados para o Staples Center de Los Angeles. Afinal, depois de ter aberto 2-0 na série, os amarelinhos foram para Oklahoma e viu o adversário empatar o confronto em 2-2.

O Thunder, novato em playoff com esta certidão, está empolgadíssimo. E os atuais campeões da NBA mostram-se assustados e com a auto-estima em baixa.

Mas antes de Lakers e Thunder entrarem em quadra, o Boston recebe o Miami às 20h de Brasília e deve fechar a série em 4-1. Uma hora mais tarde o Cleveland deve fazer o mesmo com o Chicago em sua Q Arena. Às 22h30 o Dallas tenta manter-se vivo neste embate texano diante do San Antonio, pois perde por 3-1.

Será que teremos três 4-1 antes de o Lakers definir o seu futuro?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de abril de 2010 NBA | 11:56

LAKERS DESPENCA NA COMPETIÇÃO

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O Lakers perdeu novamente. Ontem para o Atlanta. E não foi na última bola. O jogo foi mole, mole para o Hawks. O resultado final mostra isso: 109-92.

O Los Angeles perdeu três de seus últimos quatro jogos. Todos fora de casa. Aliás, para sermos justos, dos cinco cotejos em terra estranha, venceu dois e perdeu três.

É, a vida longe de casa é complicada. Por isso, a gente não pode se iludir com os amarelinhos no começo de uma competição olhando apenas a tabela de classificação.

Como a maioria de seus jogos no início de uma temporada é em casa, o Lakers abre uma grande vantagem em relação aos demais. Tenho criticado isso, dizendo que o time acumula gordura e ganha confiança ao longo da competição.

Mas estou sendo desmentido nesta temporada. Fora de casa o Lakers não tem mostrado a eficiência que eu dele esperava.

Ao longo do torneio o time angelino tem um recorde de 54 vitórias e 21 derrotas; aproveitamento de exatos 72%. Fora de casa, seu desempenho é este: 22-16; ou 57.9%.

Vejam a diferença…

Em seu Staples Center — que também é do Clippers, diga-se —, o aproveitamento é o maior de todos: 86.5% (32-5). Só não é melhor do que o Cleveland, que tem 32-4 em sua Q Arena.

Dos últimos sete jogos desta fase de classificação, o Lakers fará quatro diante de seus torcedores. Por isso, não acredito que vá perder a liderança no Oeste.

Tem 21 derrotas contra 25 do Dallas e 26 de Utah e Phoenix. Desta forma, entrará com a vantagem de decidir em casa todas as séries dos playoffs.

Por isso, não acredito em surpresas e aposto no Lakers na final da NBA.

O problema vem depois: se der Cavs na decisão, o Lakers jogará em desvantagem, pois a campanha do time de LeBron James e Anderson Varejão é superior à do time de Kobe Bryant e Pau Gasol.

O Cavs tem apenas 16 derrotas. O Lakers precisa vencer todos os seus últimos sete jogos e torcer para o Cleveland perder seis de seus últimos sete confrontos.

Traduzindo em números: o Cavs, que tem um aproveitamento de 78.7% ao longo desta temporada, teria que despencar para 12.5%.

Impossível.

Assim, o Cleveland termina a fase de classificação como melhor time da NBA. Entrará com vantagem sempre que estiver disputando uma série no Leste e a final, se chegar até lá.

Por isso, se chegar, a meu ver, será campeão.

O Lakers, na reta final do campeonato, dá sinais de cansaço e submissão quando joga fora de casa.

MARÇO NEGRO

Nunca um mês foi tão obscuro para o Lakers como este mês de março. O time perdeu seis partidas; venceu nove. Em percentual: 60% de aproveitamento.

Outubro não conta porque foram apenas dois jogos (1-1). Seguindo em frente temos ao longo da competição o seguinte:

Novembro: 12-2 (85.7%)
Dezembro: 12-3 (80.0%)
Janeiro: 12-5 (70.6%)
Fevereiro: 8-4 (66.7%)
Março: 9-6 (60.0%)

Como se vê, é nítida a queda de rendimento do Lakers. Não apenas em março, mas à medida que o campeonato passa.

ANÁLISE

Kobe Bryant, depois do jogo, declarou: “Não estamos jogando bem defensivamente”. Bidu!

Claro que não, basta ver o resultado final não só deste, mas dos últimos jogos da equipe. No prélio de ontem na Philips Arena de Atlanta, o Los Angeles permitiu ao Hawks acertar 54.2% de seus chutes.

Mais ainda: quatro dos cinco jogadores do Atlanta tiveram aproveitamento superior a 50% de seus arremessos. A saber: Josh Smith, Joe Johnson, Mike Bibby e Al Horford.

Mas não foi só isso: o pessoal que veio do banco definiu o jogo em favor dos anfitriões. E foi uma goleada: 48-22.

E não é que apenas um jogador arrebentou e fez mais de 30 pontos. Nada disso. Moe Evans anotou 18, Jamal Crawford (ao lado de Joe Johnson o melhor jogador “down the strecht” do Atlanta) cravou 14 e Zaza Pachulia (!) fez 10.

Pachulia, aliás, anotou seu segundo “double-double” desde o dia 29 de março do ano passado. Sabem contra quem foi o “double-double” referido? Lakers.

RODADA

Não vi os demais jogos da rodada de ontem. Mas chama a atenção a vitória do Oklahoma City sobre o Celtics, em Boston, por 109-104. Chama também a atenção a pontuação de Kevin Durant: 37 tentos.

Vocês que me conhecem sabem muito bem que eu não acredito nesse negócio de pé-frio, mas eu começo a ficar com a pulga atrás da orelha. Quando eu me arrumo no sofá para ver o Thunder jogar, o time invariavelmente perde e KD não joga nada; quando eu me dedico a outro confronto, o OKC detona e Durant arrebenta.

Como disse, começo a ficar com a pulga atrás da orelha.

Mudando de jogo, pergunto: alguém viu o jogo do Phoenix em Nova Jérsei? Pergunto porque é escandalizante olhar para o “box score” e ver que Leandrinho Barbosa fez apenas dois pontos em 16 minutos em quadra.

Alguém tem mais detalhes?

(Vitória do Phoenix por 116-105.)

Por falar em brasuca, Anderson Varejão segue de fora do time do Cleveland por causa de uma lesão. Deve voltar diante do Atlanta, amanhã à noite.

E é bom que volte, pois o time tem sentido falta de sua energia em quadra. Ontem, suou, pelo que vejo nos relatos, para vencer o Milwaukee (fiquem de olho no Bucks, já disse) em sua Q Arena por 101-98.

O “high light” da contenda mostrou um final emocionante. E quase o Cavs foi para o beleléu.

É bom frisar: se o Cleveland jogou sem Varejão, o Milwaukee não pôde contar com Carlos Delfino. “Down the strecht” o argentino é poderoso.

Fez falta ontem.

Os outros resultados da quarta-feira foram:

Toronto 114-92 Clippers
Charlotte 103-84 Philadelphia
Detroit 81-98 Miami
New Orleans 91-96 Washington
Minnesota 108-99 Sacramento
Memphis 102-106 Dallas (OT)
San Antonio 119-102 Houston
Portland 118-90 New York
Utah 128-104 Golden State

DESFALQUE

O primeiro já surgiu: LeBron James não irá participar do Mundial da Turquia entre agosto e setembro próximos. ‘Bron disse que estará “muito, muito, muito, muito, muito ocupado”.

Com o quê?

Provavelmente decidindo seu futuro: Cleveland ou outra equipe.

Essa é a justificativa. Mas, creiam: Mundial de basquete é como a Copa do Brasil; Olimpíada é como o Campeonato Brasileiro.

Compreenderam?

A importância de um é muito pequena perto de outro. Então, deve ter pensando LBJ, por que me desgastar e perder tempo disputando uma competição menor se eu tenho um monte de coisas pra fazer?

Outras dispensas deverão surgir. Acredito que o próximo a pular fora do barco é Dwyane Wade. Depois Chris Bosh — jogadores que como ‘Bron também estarão tratando do futuro.

MVP

A NBA anunciou ontem que os torcedores vão votar para o MVP da temporada. A escolha dos fãs, no entanto, significará apenas um voto. Os outros 124 virão de jornalistas especializados.

Sábia decisão da NBA, pois, com isso, evita-se criar equívocos. Sim, pois os torcedores, em sua esmagadora maioria, votam com o coração e não com a razão.

Yao Ming, por exemplo, poderia ser eleito o MVP de uma temporada. Já pensou?

De maneira burra, a Fifa, há uma década, não me lembro ao certo, abriu para os torcedores escolherem o melhor jogador do século passado. Maradona deu de goleada em cima de Pelé.

Por quê? Simples: esmagadora maioria de quem usou a internet para votar era de jovens que não tinham visto Pelé em ação. Escandalizada com o resultado, a Fifa criou uma nova categoria para não perpetuar um dos maiores equívocos da história: Maradona ser considerado melhor do que Pelé.

O que fez a entidade? Escolheu uma comissão de notáveis (ex-técnicos e ex-jogadores) e pediu para eles votarem. Como esses especialistas tinham visto os dois em ação, é claro que deu Pelé — e sempre dará quando a eleição envolver especialistas que viram os dois em campo.

Isso teria sido evitado se a Fifa tivesse feito como a NBA. Não fez porque o futebol é comandado por pessoas de intelecto menor; infelizmente.

Não adianta, podem falar o que quiserem, os americanos dão de 10 a 0 no resto do planeta; queiram ou não.

Não à toa eles são a nação mais poderosa e influente do mundo há um século.

Notas relacionadas:

  1. KOBE E LAKERS PROVAM QUE SÃO MELHORES
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 18 de março de 2010 NBA | 18:11

A VITÓRIA DE MR. WHO?

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Frustrou-me tremendamente o resultado de ontem em Los Angeles. Estava empolgado — vocês mesmos viram minha eloquência aqui neste botequim — com o Milwaukee, mas noite passada provei do veneno ciclotímico.

O Bucks foi até a terra do cinema enfrentar o primo pobre da cidade dos anjos e acabou derrotado. Pelo Clippers!

Realmente, não há como não se indignar com o “score” final, com todo o respeito que o Clippers merece. Com todo o respeito que jogadores como Chris Kaman, Baron Davis, Drew Gooden e Travis Outlaw mereçam.

O Clippers — tem algo errado em sua história — não funciona como time. Se você reunir o melhor do elenco do Lakers, pegar o técnico Phil Jackson e ainda adicionar ao grupo LeBron James, eles vão se classificar para os playoffs, mas será na oitava posição e a equipe cairá na primeira rodada.

Como disse, não funciona como time — e sei lá por que.

O Clippers de sempre parece o Real Madrid de dos últimos tempos. Pode contratar quem quiser que não vinga; não dá liga; não há química.

Perdoem-me seus torcedores, mas é o que eu penso — e em um blog que se preze há que se ter transparência. Em um botequim não se pode blefar — a menos que se esteja jogando truco.

E não é o caso — até porque eu não jogo e nem gosto de jogar truco.

Mas voltando ao que interessa, disse que frustrou-me tremendamente o resultado de ontem em Los Angeles. E explico por quê.

O Milwaukee desembarcou no Los Angeles International Airport trazendo na bagagem seis vitórias consecutivas e uma derrota que se misturava com outros seis triunfos, totalizando 12 sapecadas contra apenas uma invertida.

Esperava pela 13ª. Ainda mais porque o adversário era o Clippers, o Real Madrid da NBA, oponente que vinha de oito derrotas consecutivas.

Mas a sétima vitória consecutiva não veio. O Bucks perdeu por 101-93.

Tudo bem que jogou sem Carlitos “El Lancha” Delfino. Mas para bater o Clippers pode-se abrir mão de um grande jogador de seu elenco; qualquer time pode fazer isso.

Mas o Los Angeles surpreendeu. Seu treinador (um doce para quem disser o nome dele agora!) mesclou a defesa, saindo com uma individual, passando para a zona e com isso confundiu os pupilos de Scott Skiles.

Foi exatamente com uma zona 2-3, no início do último quarto, quando perdia por 74-72, que o Clippers fez uma corrida de 14-2, deixou o Bucks para trás, abriu esta folga de uma dezena de pontos (86-76) e ganhou o jogo.

É certo que atuações individuais de destaque contaram muito, como as de Kaman, 20 pontos (na Foto AP marcando Andrew Bogut), e Gooden, 16 tentos e 11 rebotes. Isso sem falar nos 14 pontos individuais que anotaram Davis e Eric Gordon.

Mas a vitória de ontem tem que ser creditada a Kim Hughes.

MAGIC

Já disse aqui: LeBron James é o Magic Johnson da atual geração. Ontem ele fez 32 pontos, nove rebotes e nove assistências.

Como americano adora números, valho-me deles para dizer que ‘Bron, com esses algarismos citados, ultrapassou Magic para tornar-se o terceiro jogador na história da NBA a ter 49 ou mais jogos com 30 ou mais pontos, oito ou mais rebotes e oito ou mais assistências.

Seus números impressionam e pressionam — que o diga o Indiana. O Cavs venceu por 99-94 o Pacers graças a LBJ.

Com o resultado, tornou-se o primeiro campeão de divisão nesta temporada. Ninguém mais ultrapassa o Cleveland na Divisão Central. E acho que dificilmente alguém vá ultrapassá-lo na briga pelo título da Conferência do Leste.

Como acho que dificilmente alguém vá deixá-lo para trás na disputa pelo título desta temporada.

BRASUCA

Anderson Varejão voltou a ratear nos rebotes. Quatro ontem contra o Indiana.

Claro que me empolgam os 13 pontos que ele fez, mas quando o assunto é o capixaba, eu logo volto os olhos para os ressaltos.

O que ocorre com nosso brasuca? No jogo passado, contra o Detroit, foram seis.

Acho que estou mal acostumado.

DESEMPENHO

Não vi a partida, mas o “box score” delata que Tim Duncan foi um fracasso ontem na derrota do San Antonio diante do Orlando, na Flórida, por 110-84.

Será que ele foi vítima da selvageria de Dwight Howard? Não sei, pois, como disse, não vi a contenda.

O fato é que o time já não pode contar com Tony Parker, um de seus três tenores; e quando outro deles desafina, não há como não sair do ritmo. Nem mesmo quando Manu Ginobili, que completa o trio, tenta segurar a onda da moçada.

Vince Carter, que neste campeonato substitui Hedo Turkoglu, anotou 24 pontos, deu oito assistências e pegou quatro rebotes. Foi, sem dúvida alguma, a grande aquisição nesta temporada.

Acho mesmo que de todos os times que disputam a competição. Quem é — digam-me! — que contratou um jogador melhor que Carter neste 2009/10?

Não encontro ninguém.

Carter x LBJ; tudo indica que este será um dos grandes duelos dos playoffs da Conferência Leste nesta temporada.

Paul Pierce, o garganteador, está velho e sua verborragia parece não funcionar mais.

ZICA

Este jogo eu vi: Charlotte 100-92 Oklahoma City. Eu, um punhado de gente nos EUA e Michael Jordan, o mais novo dono majoritário do Bobcats.

MJ (Foto AP com o técnico Larry Brown), elegante como sempre (calça jeans, tênis brancos [nele, até tênis branco e calça jeans ficam bem], camiseta branca por baixo de um suéter cinza), vibrou a valer com a atuação de seus empregados.

O Cats jogou muito bem. Especialmente o quinteto titular, que à exceção de Theo Ratliff teve um duplo dígito na pontuação.

Mas Tyrus Thomas veio do banco e compensou, anotando 11 tentos. E ainda pegou nove rebotes.

Agora, vocês que torcem para o Thunder vão me xingar: ziquei novamente Kevin Durant. O Neymar da NBA não jogou bem.

Como disse, não dou sorte; toda vez que vejo KD em ação ele deixa a desejar. Verdade, eu juro que é verdade!

Aos que quiserem me contestar, eu digo: não se deixem levar pelos 26 pontos que Durant marcou. Seu desempenho nos arremessos foi muito ruim: 9-26.

Pegou dez rebotes, é verdade, mas contou para isso com a ausência de Gerald Wallace, lesionado, que ficou no banco do Cats assistindo ao jogo. Contou também com a vantagem de ser um magricela de 2m06 de altura, o que ajuda bastante.

A 3:56 minutos do final da partida, quando o placar da Time Warner Cable Arena marcava 91-85 para o Charlotte, Durante fez uma infiltração pela meia esquerda, meio que fez um “spin moviment” e soltou a bola para uma bandeja. De repente, apareceu a mãozona de Tyson Chandler e um dos mais humilhantes tocos desta temporada foi visto.

KD teve o mérito de não pedir para sair, pois muitos, depois do que se viu, teriam feito isso.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Philadelphia 108-97 New Jersey
Toronto 106-105 Atlanta
Boston 109-97 New York
Dallas 113-106 Chicago
Houston 107-94 Memphis
Utah 122-100 Minnesota
Golden State 131-121 New Orleans

Notas relacionadas:

  1. AH, OS BRASILEIROS…
  2. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  3. O QUE ACONTECE COM O BOSTON?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 10 de março de 2010 NBA | 14:55

SITUAÇÃO PREOCUPANTE

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Não foi fácil; mais uma vez não foi fácil. Mas agora com apenas uma diferença: o time ganhou.

O Lakers ganhou do Toronto, mas aqueles que esperavam uma vitória reabilitadora depois de três derrotas consecutivas no Leste, enganaram-se. O Los Angeles venceu novamente na última bola.

E novamente com Kobe Bryant.

O cronômetro mostrava que apenas dois segundos separavam o jogo de seu final. O placar, que dividia o espaço com o relógio no telão central, indicava empate em 107 pontos, fruto de uma bola de três mandada pelo ala/pivô Chris Bosh a 9.5 segundos da buzinada derradeira.

Bola que calou o Staples Center. Calou por momento abreviado, pois logo após o pedido de tempo, o Lakers foi para o ataque e a nova versão do Mr. Clutch entrou novamente em ação.

Como disse, o cronômetro mostrava que apenas dois segundos separavam o jogo de seu final; 1.9 para ser exato. Da ponta direita, marcado em cima por Antoine Wright e Hedo Turkoglu, Black Mamba arremessou e a bola caiu, a 1,9 segundo do fim.

Não havia mais nada a ser feito.

Não foi fácil, mas o Lakers ganhou. Não foi uma vitória reabilitadora, mas ela veio.

E desta vez, ao contrário do que ocorreu em Orlando, a bola de Kobe caiu no lugar certo.

SURPRESA

A bola de Kobe Bryant caiu e levou o Lakers à vitória, mas a bola de Paul Pierce não teve o mesmo endereço e o Boston perdeu. A derrota do Celtics, ontem, para o Milwaukee por 86-84 interrompeu uma sequência de quatro vitórias seguidas.

Mas o time de Massachusetts não perdeu para qualquer adversário. O Bucks é uma das sensações do “segundo turno” da NBA.

Você sabia que depois do “break” do “All-Star Weekend” o time com a melhor campanha é o Dallas com 12 vitórias e apenas uma derrota? Você sabia que depois do Mavs vem o Milwaukee, com 10 vitórias e apenas duas derrotas?

Pois é, foi para esse time que o Boston perdeu. Está dando gosto ver o Milwaukee jogar; o time está redondinho.

Destaque? Pois não: Andrew Bogut. Ontem ele marcou 25 pontos e apanhou 17 rebotes.

O toco que ele deu em cima de Pierce no final da partida foi espetacular. Murchou a bola do ala alviverde.

Outro jogador de realce é o argentino Carlos Delfino. Suas bolas de três têm desconcertado muitos adversários.

Ontem, das oito que ele arremessou, cinco ele encestou. O Boston ameaçava reagir, mas Delfino não deixava.

Incrível, mas até mesmo o mão de pau do John Salmons está jogando bem. Ontem ele acertou uma bola de três, ao final da partida, que também amansou o Celtics.

Não, você não leu errado e nem eu escrevi errado: Salmons acertou mesmo uma bola de três!

E não dá para não falar também de Brandon Jennings. Novato e oscilante, é verdade, mas corajoso; não se esconde do jogo.

Errou a última bola do Bucks (de três) a nove segundos do final, o que possibilitou uma última oportunidade para o Boston. Mas ele não temeu, foi corajoso, como disse, procurou o jogo, pediu a laranjinha e definiu.

Isso conta muito para uma criança (marrenta, é verdade) que dá seus primeiros passos na liga.

Enfim, este é o Milwaukee, um time que dá gosto de se ver. Como também é divertido ver sua torcida: parece de time de futebol.

Os caras levam cornetas, buzinas, fazem barulho, cantam como os torcedores de futebol, enfim, parece torcida de time de futebol. Não são todos, é verdade, é um grupo que torce feito torcedor de time de futebol.

E sabem quem são eles: imigrantes turcos e seus descendentes, que vibram feito uns loucos com a equipe e com o ala turco Ersan Ilyasova, outro destaque desse time que se destaca neste momento na NBA.

RODADA

Os outros resultados da rodada de ontem foram:

Indiana 107-96 Philadelphia
Orlando 113-87 Clippers
Washington 88-96 Houston
Charlotte 83-78 Miami
Chicago 108-132 Utah
Portland 88-81 Sacramento

Notas relacionadas:

  1. POR QUÊ?
  2. FAZENDO HISTÓRIA
  3. ELE VOLTOU!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 NBA | 17:44

FAZENDO HISTÓRIA

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Kobe Bryant tornou-se ontem o maior artilheiro da história do Lakers. Quando ele anotou seu 29º. ponto, ultrapassou Jerry West, o Mr. Clutch, que ficou para trás com seus 25.192 tentos.

Kobe terminou a partida com 44 tentos e encerrou a noite com um total de 25.208 em toda a sua história com a camisa do Lakers. Virá muito mais por aí.

KOBEA comemoração, no entanto, foi menor do que ele gostaria. Competitivo que é, a derrota diante do Memphis por 95-93 ofuscou um pouco o brilho da festa.

Mas como perder faz parte do jogo e experiente que é, Kobe logo afastou da mente a debacle, pensou nos 44 pontos por ele anotados contra o Memphis e na marca atingida. Depois do jogo, escanteou a carranca, e lembrou-se que foi exatamente Jerry West quem o trouxe para Los Angeles.

Foi, para quem se esqueceu ou não sabe, numa troca envolvendo o pivô Vlade Divac. O então iugoslavo foi mandado para o Charlotte Hornets (hoje New Orleans), que em troca cedeu Kobe (Foto AFP/Getty Images) ao Lakers.

“Ele (West) me ensinou muitas coisas quando eu tinha 17 anos. Ele me mostrou muitas coisas sobre o jogo, como arremessar, driblar e outras coisas mais”.

Justa homenagem. É muito legal quando as pessoas reconhecem o valor de um semelhante, especialmente quando esse semelhante teve participação decisiva em sua vida.

E Mr. Clutch teve muita influência na vida de Black Mamba.

Kobe foi além. Disse ele: “Embora eu o tenha ultrapassado no livro dos recordes, tudo isso tem a ver com a gente, tem a ver com Magic [Johnson] e outros grandes jogadores”.

A marca de Kobe acabou acobertando a vitória do Memphis. Mas não vamos deixar isso ocorrer em nosso botequim.

GAY

Rudy Gay, ala do Memphis, arrebentou no jogo de ontem. Ron Artest, um dos melhores marcadores da NBA na atualidade, não conseguiu encontrá-lo em quadra.

Gay anotou 25 pontos, sendo que os três últimos, frutos de um arremesso longo, a 29.5 segundos do final, selou o destino da partida.

Poderia não ter selado se a jogada final do Los Angeles tivesse sido melhor elaborada. E sabe por quem? Kobe Bryant.

O armador do Lakers se atrapalhou com a bola, permitiu que a marcação dobrasse, buscou o passe muito em cima da hora e o arremesso de Artest não teve o mesmo destino do chute de Gay.

Vitória justa de um time que liderou praticamente toda a partida.

ZACH

Jogou muito bem, os números mostram isso: 22 pontos e 17 rebotes. Foi seu 32º “double-double” da temporada.

O que ocorreu no jogo de ontem fez eu me lembrar de uma história que ocorreu em 2004. Peço licença a vocês para contá-la.

Estava em São Francisco (Califórnia) em férias. Era uma terça-feira e à noite eu iria até a Oracle Arena (que na época não tinha esse nome) assistir Golden State x Denver.Lakers Grizzlies Basketball

Credenciei-me junto à NBA e aproveitaria para fazer uma entrevista com Nenê Hilário. Ironicamente, encontrei-o atravessando uma das ruas do centro da cidade.

Eu buscava uma loja da Virgin para comprar alguns CDs de jazz quando topei com o são-carlense. Ele, quando me viu, exclamou: “O cara do SporTV!”.

Eu já não trabalhava mais no SporTV, mas quando Nenê jogava no Brasil, no caso no Vasco, eu ainda era comentarista de basquete do SporTV. Abraçamo-nos e ele me apresentou o preparador físico do Nuggets, que eu não lembro o nome — e nem vem ao caso.

Lá pelas tantas, ele perguntou: “Você sabe onde tem um McDonald’s?” E eu respondi que não sabia, pois conhecia menos a cidade do que ele.

Incrível, não é mesmo? Nenê iria almoçar no McDonald’s no dia do jogo contra o Warriors.

Se vocês não sabem os jogadores têm diárias e comem onde bem entendem. Vão onde bem entendem. Fazem o que bem entendem.

Têm apenas que estar no hotel no horário certo para dormir e pegar o ônibus rumo à arena ou ao aeroporto.

À noite fui ao jogo e conversamos antes do jogo. Quando este começou, já me encontrava no reservado para a imprensa, atrás da tabela do lado esquerdo tomando como referência a televisão.

A bola subiu pela primeira vez e eu comecei a fazer minhas anotações sobre Nenê na partida. Pontos, rebotes, tocos, assistências, desarmes, erros, arremessos. E outras coisas mais que pudessem me ajudar na elaboração da matéria.

Anotava por hábito, pois na NBA ao final de cada quarto vem um funcionário da liga e te entrega o “box score”. Assim, você tem o “box score” de todos os quartos mais o do intervalo e do final da partida.

Logo quando recebi o “box score” do primeiro quarto vi que meus números não batiam com os da NBA. Nenê tinha menos assistências e rebotes pelas anotações da liga.

Não me lembro exatamente quantos foram ao final da partida, mas assim que entrei no vestiário (o Denver perdeu, mas não me lembro de quanto), comentei com Nenê o fato. E ele me disse: “É, você não é o primeiro que me diz isso”.

Será que a NBA estava surrupiando o desempenho de Nenê? Acho que não, o erro devia ser meu e também dos amigos do Nenê que também tinham por hábito anotar os números do brasuca quando ele estava em quadra.

Conto tudo isso porque ontem, acompanhando o jogo do Memphis contra o Denver, peguei meu caderninho de anotações para marcar o desempenho de Zach Randolph (Foto AP), como faço com outros jogadores. Seria, agora, o acompanhamento do craque do começo ao fim do jogo.

Faltavam poucos minutos para acabar o primeiro quarto e eu olhei para as minhas anotações: sete pontos e quatro rebotes para Zach; nada mal. Coincidentemente, apareceu na tela da tevê o desempenho do jogador: sete pontos e sete rebotes!

Conclusão: vá ser ruim de matemática assim na casa do chapéu! Ainda bem que eu escrevo e não construo pontes.

RODADA

Chamou-me a atenção a vitória do Milwaukee sobre o Miami. Chamou-me a atenção porque foi o segundo tropeço seguido do Heat para o Bucks num espaço de três noites.

No último sábado, em Wisconsin, o time da casa venceu por 95-84. Ontem, na Flórida, por 97-81.

Não vi o jogo, mas relatos me disseram que Andrew Bogut anotou 22 pontos e pegou 11 rebotes, enquanto que Carlos Delfino fez 16.

Estou intrigado com esse time do Milwaukee. Foi a terceira vitória consecutiva e a quinta nos últimos sete jogos.

Já em Denver o Nuggets penou para ganhar do Sacramento. Esteve atrás em quase toda a partida e necessitou de um tempo extra para vencer.

Nenê Hilário anotou 14 pontos e pegou seis rebotes. Fez ainda duas assistências, deu um par de tocos e roubou uma vez a bola do adversário.

Deixou a desejar, como vemos, nos rebotes e nos desarmes. Poderia ter sido mais intenso.

Os outros resultados foram:

Washington 88-99 Boston
New Orleans 100-109 Phoenix
Utah 104-92 Dallas
Portland 98-79 Charlotte

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

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