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quinta-feira, 5 de março de 2009 NBA | 12:12

CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS

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O Cleveland tornou-se o primeiro time desta temporada classificado matematicamente para os playoffs. A vaga nasceu da vitória diante do Milwaukee, ontem à noite, por 91-73.

Novamente, um passeio do Cavs, mas diferentemente do que vinha ocorrendo, desta vez o técnico Mike Brown não deixou sua maior estrela no banco de reservas durante o último quarto. LBJ (foto AP) partiu definitivamente do jogo quando faltavam apenas 3:42 minutos para ele acabar.

Se Brown quisesse, não teria o menor problema, pois quando o quarto derradeiro começou, o Cleveland estava na frente em 72-58, diferença que o time titular do Bucks não teria condições de tirar nem diante dos reservas de Ohio.

Talvez Brown tenha recebido algum alerta do departamento de marketing do Cavs, s[o pode ser isso. Se você continuar fazendo isso, os confrontos contra os pequenos (a maioria) perderão em atrativo e ficará difícil vender bilhetes futuramente, deve ter alertado o departamento em questão.

Portanto, que Brown encontrasse um jeito de poupar seu melhor e principal jogador, mas deixando-o em quadra em todos os quartos, para alegria dos fãs.

Se verdade ou não, o fato é que o treinador distribuiu a presença de King James em quadra de modo a colocá-lo em jogo também no período final. LeBron jogou 33 dos 48 minutos. Descansou, portanto, 15 minutos.

E todos foram para casa felizes. Brown, que confiscou tempo importante de seu melhor jogador; o marketing, porque LeBron exibiu-se nos quatro períodos da partida; e o torcedor, que não se sentiu lesado.

Simples, não é mesmo?

VAGA

Mas voltemos à classificação do Cleveland – e ao jogo.

LeBron James, uma vez mais, foi o cestinha do time com 23 pontos. Mostrou, como sempre, sua incomum força física e não houve defensor do Milwaukee capaz de contê-lo em quadra.

Pegou ainda oito rebotes e deu quatro assistências.

Dos titulares, o único que não teve dois dígitos na pontuação foi Anderson Varejão. Mo Williams marcou 15, Zydrunas Ilgauskas 14 e Delonte West 13. Do banco veio Wally Szczerbiak que contribuiu com 11 tentos.

O capixaba ficou nos seis. Em compensação, apanhou nove rebotes (dois de ataque), roubou duas bolas e deu um toco.

Tudo em 29 minutos; tudo com a costumeira dedicação e garra que contagiam torcedores e, principalmente, os colegas de profissão.

Mais uma atuação aprovada do brazuca.

FESTA?

Não houve comemoração alguma no vestiário do Cleveland após a confirmação matemática para os playoffs. Por quê?

LeBron James responde: “Já sabíamos que iríamos chegar aos playoffs. Se não chegássemos, isto sim seria um desastre”.

Objetivos; o Cleveland os tem nesta temporada.

O primeiro foi atingido; o segundo é ganhar a Conferência Leste. E o terceiro, o inédito título de campeão da NBA.

INVENCIBILIDADE

O Utah conquistou mais uma vitória na temporada. Ontem, diante do Houston e diante de seus fanáticos torcedores, em Salt Lake City: 101-94.

Foi a nona consecutiva. E talvez a mais complicada de todas, pois o Rockets, sem o “loser” Tracy McGrady, vinha com uma campanha de oito vitórias e apenas uma derrota depois que o suposto craque deixou a temporada, contundido uma vez mais.

Já disse aqui neste botequim: fiquem de olho no Utah, pois o elenco é bom e o técnico diferenciado.

Ontem, Deron Williams (foto Reuters) e Carlos Boozer, a versão moderna (e não genérica, por favor) de Stockton/Malone, novamente fizeram a diferença. O armador, apesar de duas bobagens cometidas no final, quando o jogo ainda estava aberto (perdeu duas posses de bola no ataque), anotou 26 pontos e distribuiu 14 assistências.

Apesar dos dois erros comentados, quando faltavam apenas 21.4 segundo para a partida acabar, Williams fez um “cross over” pra cima de Kyle Lowry, arremessou e colocou o Utah na frente em 97-92.

A cesta colocou uma pressão enorme pra cima do Houston.

E aí entrou em cena Ronnie Drewer.

GIGANTE 1

Ronnie Brewer, ala/armador do Jazz, foi protagonista talvez das duas jogadas mais importantes do Utah “down the strecht”.

Quando o cronômetro indicava que faltava 1:23 minuto para o final e o placar mostrava 93-89 para o time da casa, Brewer cavou uma falta de ataque de Yao Ming e mandou para o banco, definitivamente, o pivô chinês.

Logo depois de Williams ter feito a cesta que possibilitou ao Jazz abrir cinco pontos (cesta mencionada acima), o Houston pediu um tempo e na saída Brewer desarmou Carl Landry.

Com a posse de bola, o Jazz ampliou o marcador para 99-92 com dois lances livres certeiros de Carlos Boozer. O ala/pivô, aliás, fez seu quinto jogo seguido desde que recuperou-se de uma cirurgia no joelho. Terminou a partida com 20 pontos e 17 rebotes.

“DOUBLE-DOUBLE”

Nota-se que as duas estrelas do Utah terminaram a partida com um duplo-dígito. Mas os 19 pontos de Ronnie Brewer somados aos quatro roubos de bola foram igualmente importantíssimos nesta nona vitória consecutiva do time de Salt Lake City.

ENTROSAMENTO

Pela primeira vez desde que voltou, Carlos Boozer ficou em quadra no momento decisivo. Mostrou que está recuperado.

Mais ainda: que a química com Deron Williams não foi para o espaço por causa dos três meses do lado de fora.

Disse Boozer no vestiário festivo da EnergySolutions Arena: “Eu e D-Will recuperamos nosso entrosamento”.

GIGANTE 2

Dwyane Wade (foto AP) foi outro gigante na rodada de ontem da NBA. O armador do Miami marcou 35 pontos e deu 16 assistências, igualando seu recorde neste fundamento. Foi o “key factor” do Heat na vitória diante do Phoenix por 135-129.

Deu um baita de um toco pra cima de Grant Hill ao final do último quarto e, quase na sequência, pagou o preço de sua audácia: levou um tranco de Shaquille O’Neal quando tentava infiltrar-se pelo garrafão ensolarado.

Esparramou-se pelo chão e Shaq, do alto de seus 2m16 apenas olhava para o ex-companheiro de título (2006). Não moveu nem uma palha sequer para levantá-lo; pareciam inimigos figadais.

A jogada, no entanto, não intimidou D-Wade. Teve, a meu ver, efeito contrário: longe de ser um super-homem, Shaq mostrou-se infantil ao tomar aquela atitude.

D-Wade foi um gigante, pois na bola mostrou quem era mais forte.

VISITA

Foi a primeira vez que Shaquille O’Neal retornou a Miami desde que foi trocado, ano passado, com o Phoenix.

Queria ganhar; não conseguiu.

Fez cara feia, tentou usar seus superpoderes, deu porrada em Dwyane Wade, mas seus 22 pontos e oito rebotes foram inexpressivos diante da força de seu ex-companheiro de Heat, que, como falei acima, marcou 35 pontos e distribuiu 16 passes que se transformaram em cestas.

LEANDRINHO

O armador paulista fez apenas nove pontos. Foi um desastre em seus arremessos duplos e triplos: 3-11.

Noite para ser apagada de seu histórico na NBA.

PREOCUPAÇÃO

Os torcedores do Dallas que me perdoem, mas perder para o Mavericks nesta altura do campeonato, quando busca-se um melhor posicionamento dentro da conferência, é realmente preocupante.

Tudo bem que Manu Ginobili mais uma vez ficou de fora. Mas o elenco do San Antonio é suficiente para vencer o Mavs, mesmo jogando fora de casa.

Mas não foi o que aconteceu.

O alvinegro texano foi dobrado pelos anfitriões por 107-102 e atingiu a vigésima derrota na competição. Tem duas a menos do que Denver, Portland e New Orleans; três a menos do que Houston e Utah.

Volto a bater na mesma tecla: se o San Antonio não abrir os olhos, vai perder a segunda posição no Oeste.

E se isso realmente acontecer, o sonho de disputar a final da conferência pode se transformar em pesadelo.

Notas relacionadas:

  1. ACABA FARRA DO CLEVELAND
  2. O CLEVELAND E A DESCONFIANÇA
  3. SÓ DEU LEANDRINHO NA TERRA DE ELVIS PRESLEY
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 NBA | 15:52

AMONTOADO DE BESTEIRAS

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Ben Gordon matou a pau ao final do jogo. Disse ele: “Nós cometemos um monte de estupidez em quadra (…) Arremessos estúpidos, decisões estúpidas e defesa estúpida”.

E seguiu em seu discurso perfeito, após a derrota de ontem à noite do Chicago para o New Jersey por 111-99. Jogo onde a estrela maior foi o armador Devin Harris (foto AP), do Nets, que anotou 42 pontos, 19 deles no último quarto.

E quais foram essas estupidez?

Vamos a elas:

1) Arremessos estúpidos – como pode um time, no momento decisivo, ficar na mão de um jogador que não está acostumado a decidir uma partida? Tyrus Thomas fez a trinca de arremessos finais do Chicago no momento crucial – o primeiro deles vindo do banco, portanto, frio no jogo – e errou todos. Por que ele?;

2) Decisões estúpidas – como pode um treinador deixar seu armador principal, Derrick Rose, do lado de fora da quadra nos últimos 4:52 minutos, quando o jogo foi definido?;

3) Quem era o responsável pela marcação de Devin Harris?

Antes de virar-se de costas para os jornalistas e colocar um ponto final na entrevista coletiva dentro do vestiário visitante do Izod Center, Gordon encerrou a questão com uma frase lapidar: “Nós nos destruímos”.

Tudo isso, a meu ver, foi fruto da incapacidade de Vinnie Del Negro. Afinal, ele não é o treinador? Não é ele quem manda? Se todas essas bobagens foram cometidas, o culpado é ele.

Um treinador competente não deixaria isso acontecer.

Diria ele: Thomas, você vai para o garrafão atrás dos rebotes, nada de decidir porque você não está acostumado a isso; Derrick, o jogo está em suas mãos, porque DH está enlouquecido, trate de dar um jeito nisso, não dê espaço para ele arremessar, grude nele feito chiclete e depois me diga qual é o sabor; fulano, sicrano e beltrano, vocês vão fazer a ajuda no caso de DH cortar Derrick e tentar a infiltração, ele não pode ver o aro pela frente, quando ele olhar para a cesta não pode enxergá-la, tem que ver, isto sim, uma camisa vermelha diante de si.

Será que Del Negro fez isso?

Ele garante que sim, pelo menos no tocante a Harris. Eis sua justificativa após a partida:

“Nós não pudemos controlar sua penetração. Harris encontrou sempre seu caminho. Tentamos de tudo. Tentamos armadilhas, forçar o erro, [defesa] zona. Mudamos o marcador. Mas ele fez grandes jogadas. Eles vem fazendo isso contra um monte de times [neste campeonato]”.

Do jeito que Del Negro fala, o Chicago esteve diante de Magic Johnson e não de Devin Harris.

DESPERDÍCIO

O Chicago perdeu uma excelente chance de vencer a partida de ontem à noite. Quando o último quarto começou, o Bulls estava na frente em 78-74.

O time da cidade dos ventos dominou praticamente toda a partida. Foi então que Devin Harris entrou em cena para seu ato final e contou a história à sua maneira.

Fez 19 de seus 42 pontos neste tempo derradeiro, como disse, e comandou o time no quarto vencido por 37-21, que decretou o marcador de 111-99.

A derrota em si já é um ruim; ficou pior ainda porque o New Jersey igualou a campanha do Bulls.

Ambos têm 26 vitórias e 32 derrotas e um aproveitamento de 44.8%. Dividem a nona posição na Conferência Leste, mas o Bulls leva vantagem porque ganhou dois dos três confrontos realizados até o momento.

O quarto e último enfrentamento entre ambos ocorrerá no dia 4 de abril, no United Center.

Quem gostou do resultado foi o Milwaukee, que permanece na oitava colocação da conferência com um recorde de 28-32, o que representa um desempenho de 46.7%.

OUTRO LADO

É certo que Devin Harris não é Magic Johnson, mas que o armador do New Jersey vem matando a pau, isso ninguém discorda.

Antes do jogo de ontem diante do Chicago, DH tinha anotado 39 pontos na vitória do Nets sobre o Philadelphia por 98-96, também no Izod Center, com uma cesta no meio da quadra no segundo final.

Vinnie Del Negro tem razão: Devin vem destruindo defesas adversárias. Mais um motivo para debruçar-se sobre a prancheta e tentar conter os avanços do oponente.

Repito: DH não é Magic Johnson. O ex-armador do Lakers, este sim, quando estava em seus dias, era incontrolável.

Mas vamos dar, é claro, os méritos a Harris, um “all-star” que nós, aqui mesmo neste botequim, já dissemos várias vezes ser o futuro da armação na NBA ao lado de Deron Williams e, principalmente, Chris Paul.

E pensar que o Dallas o trocou por Jason Kidd… Só na cabeça de Mark Cuban.

Em 41:24 minutos, Harris acertou 14 de seus 23 arremessos. Mais ainda: atingiu o alvo em todos os 11 lances livres cobrados.

Fechou sua performance com seis assistências e mais quatro rebotes.

ÍCARO

O Detroit não para de perder. A derrota de ontem diante do Hornets, em New Orleans, por 90-87, foi a oitava consecutiva.

Quatro em casa e quatro fora.

Esta campanha pífia do Pistons deixa em aberto mais uma vaga na Conferência Leste. Ou seja: ao invés de uma, temos duas à disposição de Detroit, Milwaukee, Chicago, New Jersey e New York.

O Philadelphia está próximo, com uma derrota a menos que o Detroit (28-29), mas o Sixers tem se mostrado menos instável neste momento da competição, o que me faz a não colocá-lo, pelo menos por enquanto, no rol dos times que estão fazendo uma força terrível para não se classificar para os playoffs.

Mas voltemos ao Detroit, que é o tema deste capítulo.

Em seus últimos 24 combates, o Pistons conseguiu vencer apenas seis deles. Perdeu 18. As oito derrotas enfileiradas representam uma campanha que não era vista desde a longínqua temporada 1994-95.

O que ocorre com o Detroit?

Ora, nada mais nada menos do que fruto da inanição intelectual de seu GM, Joe Dumars. Ex-armador daquele timaço que ainda tinha Isiah Thomas e Dennis Rodman, bicampeão da NBA no final da década de 1980, Dumars revela-se um péssimo administrador.

Não vamos ficar aqui listando todas as suas bobagens. Mas duas delas não podem passar em branco: Michael Curry como treinador e, principalmente, a troca de Chauncey Billups por Allen Iverson.

Não há franquia que resista a tamanha tolice.

AUSÊNCIAS

É claro que a contusão de Allen Iverson, ainda no primeiro quarto (contratura nas costas), que obrigou-o a deixar prematuramente o jogo e a expulsão de Rasheed Wallace (foto AP) quando faltavam 7:55 minutos para a partida acabar tiveram um peso importante na derrota do Pistons.

O jogo estava no pau; o New Orleans vencia por 74-71 quando Sheed foi mandado mais cedo para o chuveiro. Se tivesse ficado em quadra, quem sabe, o resultado poderia ter sido outro.

Mas não foi; como não tem sido desde o dia 8 de fevereiro passado, quando o Detroit acabou derrotado pelo Phoenix por 107-97, dentro do Palácio de Auburn Hills; e nunca mais conseguiu vencer.

Eu não desejo o mal para ninguém, mas tomara que Iverson fique de fora alguns jogos. Com ele ausente, Michael Curry pode retornar Rip Hamilton para o quinteto titular, dar a ele mais minutos em quadra e deixá-lo ao lado de Rodney Stuckey na armação das jogadas.

Quem sabe as vitórias não ressurjam?

Amanhã o time enfrenta o Orlando na Flórida. Ótima oportunidade para se iniciar vida nova.

INCOMPETÊNCIA

O Denver pediu para perder o jogo, mas o Atlanta fraquejou no momento final.

Chauncey Billups anotou 33 pontos, mas quase chutou o balde a seis segundos do final ao errar um arremesso duplo com o marcador do telão central luzindo 110-109 para o Nuggets. Ronald Murray pegou o rebote.

O Atlanta saiu rapidamente para o ataque. Foi uma confusão só e o próprio Murray disparou o tiro final, de chumbinho, eu diria, que quase deu “air ball”.

E o resultado ficou mesmo nos 110-109 para o Denver.

O time colorado abriu 110-102 quando o mesmo Billups acertou dois lances livres a 1:57 minuto para o cronômetro zerar. Como disse acima, os jogadores, em quadra, parece que decidiram perder a partida.

Deixaram o Hawks fazer uma corrida de 7-0. Mas o time da Georgia se atrapalhou na última bola, como vimos, e deixou o Denver colocar um ponto final em uma sequência de três jogos com derrotas, que ajudou a franquia a permanecer na terceira posição da Conferência Oeste.

RETORNO 1

Boa notícia: Nenê, que ficou de fora do jogo de ontem contra o Atlanta e também não jogou diante do Boston, deve vestir a camisa 31 do Nuggets na partida diante do Lakers, amanhã à noite.

Jim Gillen, médico do time, garantiu que esta tarde Nenê treinando normalmente.

Ótimo: o Nuggets vai mesmo precisar da volta do são-carlense, pois o Denver não sabe o que é vencer o Lakers há dez jogos, se não estou enganado.

Se estive equivocado, por favor, corrijam-me.

RETORNO 2

O Utah enfileirou seis vitórias. Tudo começou com o triunfo diante do Lakers, no dia 11 passado, por 113-109, em Salt Lake City.

De lá para cá, diante de seus fãs, na EnergySolutions Arena, despachou Memphis, Boston, New Orleans e Atlanta. Ontem, bateu o Minnesota, no Target Center, por 120-103.

Isso mantém o Jazz na sétima posição do Oeste.

O campeonato da conferência referida está interessantíssimo. A partir do Denver, que tem 20 derrotas, há sete times brigando por seis vagas, pois considero Lakers e San Antonio nos playoffs.

É agora, a partir do fim do “All-Star Weekend”, que começa o segundo turno da competição. Quem for mais regular, não deixará escapar a vaga.

Carlos Boozer (foto AP) está de volta ao Utah depois de ter perdido 46 pelejas. Regressou na vitória diante do Atlanta por 108-89.

Um reforço e tanto.

Ele está entrando aos poucos, ou melhor, tem tido poucos minutos à disposição. A economia é planejada; Boozer tem que devagarzinho recuperar a melhor forma física e técnica e, consequentemente, seu ritmo de jogo.

No embate diante do Hawks, foram 21 minutos em quadra e apenas dois pontos e cinco rebotes, além de dois desarmes.

Ontem, o medalhista de ouro olímpico já pontuou mais: 12 tentos. Mas fisgou menos rebotes: quatro. Mas teve um minuto a mais para se divertir em quadra.

Com Boozer de volta, o Utah vai crescer muito. Dados como: esta foi apenas a décima vitória do time em 28 jogos fora de casa não encontrarão mais espaços nas estatísticas.

Boozer, Deron Williams, Mehmet Okur, Andrei Kirilenko e Paul Millsap são jogadores que Gregg Popovich, Phil Jackson, Mike Brown, Doc Rivers e Stan Van Gundy gostariam muito de ter.

E eles estão reunidos em Salt Lake City, à disposição de Jerry Sloan, um gênio na arquitetura de times de basquete.

O Utah chega aos playoffs; aposto com quem quiser.

Notas relacionadas:

  1. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  2. A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS
  3. NOITE VERDE E AMARELA NA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 3 de janeiro de 2009 NBA | 12:13

NOITE VERDE E AMARELA NA NBA

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Só Leandrinho ficou abaixo; Nenê e Varejão arrebentaram.

A noitada de ontem (sexta-feira) não poderia ter sido melhor para os brazucas da NBA. Os três venceram.

O capixaba do Cleveland fez 26 pontos e bateu seu recorde pessoal de tentos na liga. Tivesse um aproveitamento melhor nos lances livres (8-13, 61.5%) e talvez chegasse aos 30 pontos.

Precisa treinar mais; ele sabe disso.

Varejão (foto AP) apanhou também oito rebotes, quatro deles no ataque, e fez três desarmes.

Jogou uma barbaridade.

Quando faltavam 5:33 minutos para o jogo findar, Mike Brown, técnico do Cavs, tirou-o definitivamente de quadra. Saiu aplaudidíssimo; e abraçado calorosamente pelos companheiros, especialmente Zydrunas Ilgauskas, que, com uma pequena fratura no pé esquerdo, de molho ficará nos próximos 30 dias.

Chance para Varejão crescer ainda mais, pois, como ontem, titular será nos jogos futuros do time neste período.

Como vimos, o capixaba ajudou, demais, o time na vitória diante do frágil Chicago por 117-92. Com ela, o Cavs manteve a invencibilidade em casa nesta temporada: 17-0.

Nenê não ficou atrás. Ao contrário: foi ainda melhor.

Com a camisa 31 do Denver, mesmo sendo generoso com seus companheiros na hora de pegar rebotes, deixando a eles muitas sobras que ele próprio poderia ter catar, o são-carlense marcou 27 pontos e apanhou 14 ressaltos (cinco ofensivos).

Seu aproveitamento nos arremessos beirou a perfeição. Nos chutes com a bola em movimento, acertou dez em 11 tentados (90.9%); nos lances livres, sete em oito (87.5%).

Deu ainda quatro assistências, que poderiam ter sido cinco se Carmelo Anthony não tivesse deixado escapar um passe de costas que o brasileiro deu-lhe após pegar uma sobra de um lance livre desperdiçado pelo próprio ala.

Se Varejão jogou uma barbaridade, Nenê extrapolou.

Foi o melhor jogador do Denver em quadra no dramático triunfo colorado diante do frágil Oklahoma City por 122-120.

Pena que Leandrinho não pôde acompanhar o desempenho de seus dois compatriotas.

Vamos considerar que o retorno de Steve Nash atrapalhou os planos do paulistano, que mostrou números inferiores ao final da vitória do Phoenix por 106-98. Leandrinho deixou o parquete do US Airways Center com 12 pontos e cinco rebotes defensivos.

Roubou ainda duas bolas; poderia ter sido mais, mas acredito que aos poucos ele vai melhorar seu desempenho neste fundamento. Parece estar mais atento.

RELÓGIO

O tempo de permanência em quadra tem muito a ver, também, com o desempenho de cada um. Enquanto Varejão atuou 31:09 minutos e Nenê 40:17, Leandrinho teve a seu dispor apenas 22:53.

Isso nada mais é do que o reflexo da importância de cada um deles dentro de suas respectivas franquias.

Ao contrário dos dois pivôs, que são homens de confiança de seus treinadores, Leandrinho (foto Reuters) nada mais é do que uma opção de banco.

Não era assim nos tempos de Mike D’Antoni.

Ao assumir o Suns no começo desta temporada, Terry Porter escreveu um roteiro para o time e reservou um papel bem secundário ao armador brasileiro. Leandrinho tenta dar mais vida ao seu personagem, mas suas falas são limitadas.

Por isso, sugerimos, várias vezes, a mudança de palco.
EMOÇÃO

E o final do jogo do Denver contra o Oklahoma City, hein? Que não viu, perdeu.

Haja coração, diria o outro.

Faltando apenas 2.9 segundos para o final da partida, o ala Kevin Durant, um jogador espetacular, 33 pontos, estrela solitária da companhia, mandou uma bola de três que lambeu as redes coloradas.

Thunder 120-119 Nuggets.

George Karl pediu tempo e armou a derradeira jogada. Tudo funcionou, especialmente porque a mão de Carmelo Anthony estava calibradíssima.

O fominha ala do Denver mandou também uma bola tripla que igualmente escorreu pela redinha do aro de Oklahoma, para imensa frustração dos 18.613 torcedores que lotaram o Ford Center.

Sinceramente, quando o chute de três de Durant entrou, eu vi a viola em cacos.

HUMOR

De bem com a vida, o técnico George Karl, na entrevista coletiva depois da partida, declarou: “Quero me mandar o mais rápido possível daqui antes que o xerife nos prenda por roubo”.

De fato, a vitória do Denver foi roubada do Oklahoma City.

RECONHECIMENTO

Todo time campeão precisa de três jogadores que desequilibram. Esta é, basicamente, a regra.

O Chicago de Michael Jordan tinha também Scottie Pippen e Dennis Rodman; o Lakers de Magic Johnson contava com Abdul-Jabbar e James Worthy; ao Boston de Larry Bird somavam-se Kevin McHale e Robert Parrish.

Atualmente, o Celtics conta com Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen; o San Antonio tem Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili; o Lakers, Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum.

A mídia colorada cita sem economia os três “factors” do Denver: Chauncey Billups, Carmelo Anthony e Nenê (foto AP).

Finalmente!

Os três, ontem, marcaram 82 dos 122 pontos do time. Ou seja: 67.2% dos tentos anotados pelo Nuggets.

DROGA

A defesa do Denver, ontem, foi um fiasco. O que me dizer de 64 pontos sofridos só no primeiro tempo?

Imperdoável.

Não apenas porque o Thunder é o pior time da liga, mas sofrer 64 pontos num só período, seja lá de quem for, como disse, não tem desculpas.

O aproveitamento do Thunder diz bem como passiva foi a zaga colorada: 58.4% (45-77) nos arremessos com a bola em movimento, sendo que, destes, 8-13 foram nas bolas de três (61.5%).

E mais: os jogadores do banco do Denver levaram uma surra do pessoal do Oklahoma City: 41-18.

J. R. Smith, que até ontem tinha 13.7 pontos de média, anotou apenas sete. Ou seja: quase que a metade de sua contribuição.

Mas o problema não foi pontuar pouco. O maior problema foi permitir aos jogadores adversários pontuarem demais.

120 pontos do Oklahoma City, que tem média de 94.38 no campeonato (já computado o jogo de ontem), como já disse, é imperdoável.

CALMARIA

Ao contrário do encontro de Oklahoma, o enfrentamento de Ohio foi absolutamente sossegado. Como previsto, o Chicago não foi páreo para o Cleveland.

O massacre só não foi mais contundente porque o técnico Mike Brown mandou os titulares para o banco.

No mesmo momento (5:33 minutos para o final) em que trocou Anderson Varejão por Sasha Pavlovic, Brown deu descanso permanente para LeBron James (substituído por Wally Szczerbiak) e Mo Williams (Lorenzen Wright).

Anteriormente (8:53), Delonte West, outro titular, já tinha saído para a entrada de Daniel Gibson.

Antes ainda (10:18), Ben Wallace deixou a quadra da Quicken Loans Arena para a entrada de J. J. Hickson.

Uma farra só permitida por um time tão sem vida como o Chicago.

NÚMEROS 1

Nos quatro jogos em que Anderson Varejão saiu como titular, suas médias foram: 16.8 pontos e 8.5 rebotes.

Mike Brown deveria refletir em cima desses números.

RECORDE

LeBron James fez ontem seu 18º. “triple-double”. Marcou 16 pontos, 10 rebotes e 11 assistências.

Disparado, o melhor jogador da NBA no momento – consequentemente, do planeta.

PIOR

A pergunta que fica é: quem é pior no momento, Chicago ou Oklahoma City?

Páreo duro.

Dia 10 próximo, no United Center, os dois estarão medindo forças. Medindo fraqueza, aliás, seria o termo mais apropriado.

PENEIRA

A defesa do Chicago continua uma… ops, quase que eu escrevi; continua frágil, para não baixarmos o nível.

Ontem, pela terceira vez em quadro jogos, sofreu mais de 60 pontos no primeiro tempo.

Uma vergonha.

TEMPO QUENTE

Joakim Noah e Andres Nocioni discutiram duramente dentro de quadra no terceiro período. Apesar de maior no tamanho, apostaria minhas fichas no argentino em caso de os dois terem partida para as vias de fato, como se escrevia antigamente nas crônicas policiais.

Já viu argentino apanhando? Como toda exceção tem regra, eles saem correndo quando um uruguaio bate o pé.

Bem, voltando ao tema, depois do jogo, Noah tentou colocar panos quentes no episódio: “Isso é coisa de jogo, não tenho qualquer problema com Noce”.

O relacionamento entre alguns jogadores não é nada bom. O clima, portanto, é ruim. Vinnie Del Negro, o treinador, está perdendo o controle do grupo.

John Paxson, o GM do time, precisa tomar alguma providência. Ou trocando jogadores ou demitindo o treinador.

Do jeito que está, não dá para ficar.

NÚMEROS 2

Foi a 94ª. vez na carreira que Kobe Bryant (foto AP) marcou 40 pontos ou mais. Ontem, anotou estas quatro dezenas diante de um Utah que joga sem Carlos Boozer, um de seus principais jogadores.

Azar deles – pensou Kobe; não tenho nada com isso.

Kobe agora está em terceiro lugar na lista.

Wilt Chamberlain ultrapassou a barreira dos 40 pontos em 271 oportunidades. Depois dele vem Michael Jordan, que alcançou o feito em 173 oportunidades.

Números individuais são importantes, mas o coletivo fala mais alto.

O que interessa mesmo é que o Lakers venceu mais uma: 113-100.

Com isso, segue com o mesmo número de derrotas que Boston e Cleveland. E mantém, mais do que nunca, acesa a chama de ficar em primeiro lugar na classificação geral do campeonato para ter todas as vantagens possíveis quando os playoffs começarem.

Mas voltando às individualidades, Trevor Ariza foi importante para a vitória, assim como Kobe. O jogo estava ainda aberto (99-93), quando o ala interceptou um passe de C. J. Miles e marcou mais dois pontos e sofreu falta. Aproveitou a bonificação e mandou o placar para 102-93, isso a 2:21 minutos do final.

Dez segundos depois, fez o mesmo em relação a Deron Williams e marcou mais dois pontos: 104-93.

Fim do sonho do Utah em vencer em Los Angeles.

Notas relacionadas:

  1. UMA NOITE PARA OS BRAZUCAS ESQUECEREM
  2. VAREJÃO BRILHA NA NOITE DAS PERUCAS
  3. VERDE É A COR DO PORTLAND
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 12:46

A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS

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A sina do Utah é cair diante do Chicago em momentos importantes. Depois de ter sido derrotado pelo Bulls em duas decisões da NBA no final dos anos 1990, o Jazz perdeu ontem uma invencibilidade de 14 partidas dentro da sua EnergySolutions Arena por causa de uma bola lançada a 1.2 segundo para o final da partida pelo ala Larry Hughes (foto AP, abaixo, no momento do arremesso). Quando ela escorreu pela cesta, o cronômetro já estava zerado e o Chicago venceu por 101-100.

Apesar do arremesso decisivo, o novato Derrick Rose foi o nome da partida. 19.911 torcedores viram ao vivo Rose, primeiro draft desta temporada, aniquilar com as pretensões do Utah. Jogou muito e deu igual sorte ao final da partida, pois o arremesso derradeiro foi dele, a 5.1 segundos do fim, mas a bola não entrou. Ao bater no aro, sobrou limpinha para Hughes que fez o lançamento final descrito no parágrafo acima.

Os entusiastas de Rose disseram que não foi um erro, mas sim uma assistência. Por isso, teria terminado o confronto com dez e não com nove como mostra o “boxscore”.

Brincadeiras à parte, Rose nasceu em Chicago e é torcedor fanático do Bulls desde criancinha. Fechou o jogo com 25 pontos, sendo que dez deles foram no último quarto. E desses dez, oito nos últimos três minutos.

Quem ficou madrugada adentro vendo a partida não se arrependeu. O final foi emocionante. As duas equipes trocaram a liderança em dez oportunidades nos últimos 2:46 minutos.

O Chicago estava com um recorde de 1-6 “on the road” nesta temporada. Sua única vitória tinha sido diante do Golden State, na última sexta-feira, por 115-110. Fez mais uma – e pra ganhar moral, muito embora o Utah tenha jogado mais uma vez sem Deron Williams e Carlos Boozer, seu duo afinado, além de Kyle Korver, todos machucados. Mas ganhar em Salt Lake City é sempre complicado.

O time descansa nesta terça. Mas amanhã entra em quadra novamente, agora para enfrentar o San Antonio, no Texas…

ELE VOLTOU

Depois de ter perdido os 12 primeiros jogos do San Antonio nesta temporada, o argentino Manu Ginobili retornou. E em grande estilo, pois foi na cidade de Elvis Presley. Começou no banco, como sempre acontece, e ficou em quadra exatos 11:16 minutos.

Sete deles, no entanto, foram no terceiro quarto, quando o Spurs abriu uma diferença de dez pontos sobre o Memphis e não mais perdeu o controle do jogo, que estava bem complicado. Fechou a partida no FedEx Forum (12.053 pagantes) por 94-81.

Manu fez 12 pontos e apanhou quatro rebotes defensivos.

Mas, muito mais do que isso, seu tempo em quadra deixou claro aos companheiros que a partir de agora a história será contada de maneira diferente.

MÊS QUE VEM

O Chicago encerra sua turnê de sete jogos fora de casa no próximo domingo, diante do Philadelphia no Walchovia Center. O time deixou a Cidade dos Ventos no dia 14 deste mês. Desembarcará no aeroporto de O’Hare em 1º. de dezembro.

Serão 18 dias e sete partidas longe do seu United Center. Longe do conforto do lar e dos amigos e parentes.

A NBA é assim, pois assim são os EUA, um país com dimensões continentais. Para evitar gastos e sacrifícios desnecessários, faz-se esse tipo de excursão. E não é apenas uma vez que isso acontece. Já que há que se ir para a estrada, que seja por um longo período para não ficar indo e voltando a todo o instante, cansando os jogadores e gastando à toa em tempos de crise.

ESPELHO, ESPELHO MEU…

Existe alguém mais feio do que eu em toda a NBA?

Estas devem ser as primeiras palavras de Drew Gooden (foto AP) assim que acorda e vê sua imagem refletida.

Concordam?

OLHO NELE

D.J. Augustin é outro novato desta temporada. Joga de armador e veste a camisa 14 do Charlotte. Poucos sabem que ele existe, pois quase ninguém olha para o Bobcats.

Produto da universidade do Texas, Augustin foi a nona escolha desta temporada. Justifica, até o momento, o investimento feito pelo time de Michael Jordan.

Ontem, na vitória do Charlotte diante do Philadelphia (93-84), ele fez 25 pontos e teve um aproveitamento espetacular: 6-8 nas bolas de dois, 2-3 nas de três e 7-9 nos lances livres.

No ranking dos “rookies”, está em quinto lugar entre os cestinhas (12.5 pontos) e é o terceiro entre os assistentes (4.3). Mas nos desarmes, aparece no longínquo 25º. lugar, com menos de um roubo de bola por partida (0.46).

Perdoável, pois trata-se de um novato.

Mas fiquem de olho nele.

ÀS MOSCAS

A estatística final da partida mostra que 10.848 torcedores estiveram na Time Warner Cable Arena de Charlotte. Mas não tinha mesmo, pois o ginásio estava às moscas; a tevê mostrou.

O que acontece? Simples: muita gente compra o pacote para a temporada e não aparece em alguns jogos. E quando o Philadelphia é o visitante, com o frio que já abraça os EUA, muitos preferem ficar em casa, ao lado da lareira, lendo um livro e bebericando algo quente. E namorando.

Eu faria o mesmo; e na mesma seqüência, pois o time do Sixers é de doer.

O MIAMI TAMBÉM

Dá pena ver Dwyane Wade jogando no Miami. O time não tem pivô! Como pode alguém entrar num campeonato como o da NBA e não ter pivô?!?!?!

O técnico Erick Spoelstra, que substitui Pat Riley, jogou boa parte do confronto de ontem contra o Houston com uma defesa zona 2-3 para tentar conter Yao Ming e seus 2m26 de altura. Dava pena ver o esforço hercúleo de Udonis Haslem (20 centímetros mais baixo), Shawn Marion (2m01) e Yakhouba Diawara (também 2m01) diante do chinês.

Não adiantou. Yao terminou a partida com 28 pontos e apanhou 12 rebotes, dois no ataque. E ajudou o Houston a vencer a batalha pelas sobras por 51-35, o que foi decisivo para o resultado final: 107-98 para os texanos.

Para desapontamento dos 18.704 pagantes na American Airlines Arena.

DE NOVO ELE

Dwight Howard continua namorando o “triple-double”. Ontem, no triunfo do Orlando sobre o Milwaukee por 108-101 (16.245 pagantes), o Super-Homem da Flórida marcou 24 pontos, fisgou 13 rebotes e deu seis tocos.

Não demora muito e o triplo-duplo aparece novamente.

Dwight joga muito.

EM COMPENSAÇÃO…

Se Dwight Howard não conseguiu, Chris Paul sim. CP3 anotou seu sexto “triple-double” da carreira ao marcar 14 pontos, 17 assistências e 10 rebotes na vitória do New Orleans diante do Clippers, em Los Angeles, por 99-87 (14.956 pagantes).

Foi o segundo “triple-double” consecutivo de Paul nesta temporada.

O Hornets começa a se recuperar na temporada. Vem de três vitórias seguidas e agora ocupa a quinta posição no Oeste com um desempenho de 8-5 (61.5%).

Briga com o Houston pela liderança da Divisão Sudoeste.

CBB

Toni Chakmati, presidente da Federação Paulista de Basquete, anunciou ontem que será oposição a Gerasime Bozikis na próxima eleição para a presidência da CBB. A escolha do novo comandante acontecerá em maio do ano que vem.

Chakmati ajudou colocar Grego, como é conhecido o presidente atual da CBB, onde ele se encontra. Esteve ao lado do atual presidente durante muito tempo. Rompeu com ele sei lá por quê.

O paulista diz que sua primeira atitude, se eleito, vai ser mudar os estatutos da entidade e acabar com reeleições a perder de vista. Uma no máximo, diz Chakmati.

Sempre fui contra essa bobagem de dois mandatos e acabou. Como sempre defendi o clube empresa, também entendo que entidades esportivas devam ser profissionalizadas.

A NBA é o maior exemplo. David Stern está à frente da NBA desde 1984. E não há qualquer motivo para se tirá-lo de lá. A liga era uma antes dele; outra depois dele.

Stern é remunerado. US$ 10 milhões por temporada. Merece cada centavo ganho, pois a NBA é sinônimo de sucesso.

Isso aqui no Brasil é impensável. Nossos dirigentes são amadores e, por isso mesmo, não têm visão profissional. São pouco estudados e não têm cultura administrativa.

Não merecem ficar mais do que dois mandatos. E olhe lá.

Por isso aprovo a postura de Chakmati.

Mas não estou dizendo, com isso, que ele será a salvação do nosso basquete. ‘E bom deixar isso bem claro.

TORCIDA

Os votos continuam chegando e o quadro mudou um pouco em relação à contagem anterior. Apareceram novos torcedores, como do Minnesota e Toronto.

E o mais legal é que já conseguimos computar 50 votos. E tem gente que freqüentava este botequim que ainda não apareceu para votar.

Portanto, os números tendem a mudar.

Vamos, pois ao novo posicionamento dos times mais populares aqui no Brasil:

1)    Lakers – 24.0%
2)    Chicago – 14.0%
3)    Phoenix – 14.0%
4)    Boston – 8.0%
5)    San Antonio – 8.0%
6)    Cleveland – 6.0%
7)    Detroit – 6.0%
8)    Denver – 4.0%
9)    Houston – 4.0%
10)    Dallas — 2.0%
11)    Miami — 2.0%
12)    Minnesota — 2.0%
13)    New Jersey — 2.0%
14)    Philadelphia — 2.0%
15)    Toronto– 2.0%

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS
  3. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 22 de novembro de 2008 NBA | 12:57

O TIME É ÓTIMO, MAS A TABELA AJUDA

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Foi um passeio; 104-90. A ponto de o técnico Phil Jackson ter deixado Kobe Bryant no banco durante todo o quarto período.

Nem precisava desgastar o melhor jogador de basquete do planeta. Afinal, quando o derradeiro período começou, o Lakers tinha uma vantagem de 21 pontos (88-67) diante do Denver e o oponente não dava sinal algum de que iria mudar o cenário da partida.

E Kobe já havia marcado 29 pontos; 11 deles no seu terceiro e último quarto. O camisa 24 do Lakers jogou 29:42 minutos. Sua média no campeonato é de 34:20 minutos, 20 segundos a mais do que o treinador gostaria que sua estrela ficasse em quadra.

Todos sabem que Jackson estabelece metas antes de a temporada começar. Entre elas está a permanência de um jogador em quadra. Segundo Phil, ninguém deve jogar mais do que 34 minutos para agüentar a maratona de jogos da fase regular e dos playoffs.

Mas ele pensa isso hoje, pois nos tempos de Chicago Michael Jordan ficava em quadra 38:58 minutos. Ou ele mudou de idéia ou não tinha peito para mandar Jordan para o banco.

Fico com a segunda alternativa.

Phil domina Kobe; nunca dominou MJ. São históricas as cenas e as fotos do camisa 23 do Bulls dando esporros homéricos em Phil durante pedidos de tempo ou mesmo com a bola em jogo.

TABELA 1

Acho que ninguém duvida que o Lakers é o melhor time neste início de temporada. Tem a campanha número um entre as 30 equipes da liga, com um recorde de 10-1 (90.9%).

Dessas 11 partidas, seis foram em casa e cinco fora. Na verdade, quatro, porque a outra foi diante do Clippers, no Staples Center de Los Angeles, onde ele também manda seus jogos.

O fato de os vermelhinhos serem o mandante da partida garante a ele o direito da venda dos bilhetes. Mas como são fraquinhos, coitadinhos, não conseguem vender todos os tíquetes e os fanáticos torcedores do Lakers acabam comprando boa parte deles, o que praticamente divide o ginásio.

Há críticas de que a tabela favorece o Lakers. Olhando os jogos, num primeiro momento, não é o que se vê. O Lakers pegou o avião para enfrentar equipes fortes. Primeiro foi o Denver, depois vieram, na ordem, Dallas, New Orleans e Phoenix.

Não aparecem, nestes jogos no campo alheio, duelos contra Oklahoma City, Minnesota, Memphis, Sacramento ou Golden State. Ou seja, as babas da conferência. Ao contrário, foram pedreiras.

Até aqui, portanto, tabela normal.

TABELA 2

Até aqui, porque a seqüência de jogos do Lakers é extremamente favorável. Depois de ter confrontado o Denver ontem à noite, o time, acreditem!, fará mais quatro jogos em Los Angeles. Na ordem: Sacramento, New Jersey, Dallas e Toronto.

Ou seja: se contarmos a partida de ontem diante do Nuggets, são cinco embates seguidos dentro do Staples Center. E dos 15 primeiros jogos, apenas quatro foram marcados fora de Los Angeles.

Um absurdo! A tabela é altamente favorável ao Lakers.

A equipe tem tudo para fazer cinco vitórias seguidas, passar o recorde para 14-1 (93.3%) e, depois, viajar tranqüilo para uma seqüência de três partidas fora da conferência. Os adversários: Indiana, Philadelphia e Washington, três babas do Leste.

Quando digo viajar tranqüilo, refiro-me ao fato de que o Lakers poderá ter aberto uma boa vantagem em relação ao seu mais direto perseguidor no geral (o Boston). E com um recorde desses a confiança aumenta, o ambiente interno torna-se o paraíso e trabalhar assim é o cenário que toda empresa idealiza.

TABELA 3

Vamos dar uma olhada na tabela do Boston? Por quê? Ora, porque o Celtics é o grande adversário do Lakers. Todo mundo sabe isso, principalmente a NBA.

Vamos ver como a liga montou a tabela para o alviverde da Nova Inglaterra.

Ao contrário do Lakers, o Boston faz sete de seus primeiros 15 jogos fora de casa. Indiana, Houston, Oklahoma City, Detroit, Milwaukee, Minnesota e Toronto. E entre eles, uma pequena viagem fora da conferência, quando enfrentou – e venceu – Rockets e Thunder.

TABELA 4

Que tal a gente passar os olhos nos 15 primeiros jogos do New Orleans? O Hornets foi o grande oponente do Lakers na temporada passada dentro da Conferência Oeste.

Pois bem, nesta seqüência inicial, o time de Chris Paul fará oito partidas fora de New Orleans. Isso mesmo: oito. Apenas, portanto, sete em casa.

E o Detroit, o rival do Boston no Leste? Vamos dar ver o “schedule” dele?

A NBA marcou o seguinte encadeamento para o Pistons: oito jogos fora e sete em casa. Semelhante à tabela do New Orleans.

CONCLUSÃO

É certo que todos os times farão 41 jogos em casa e 41 fora, mas o fato de você sair com uma campanha de mais de 90% de aproveitamento de suas partidas, dá a confiança para desenvolver tudo o que foi planejado.

Uma vergonha.

PRA QUÊ?

O Lakers não precisa desta proteção da NBA. Tem time, estrutura e camisa para ganhar qualquer campeonato que venha participar. Dona NBA, isso pega mal, muito mal.

Segunda-feira vou entrar em contato com a liga e pedir explicações. Vamos esperar pelo que eles vão dizer.

NENÊ

Nosso brazuca teve um desempenho dentro do que vem apresentando nesta temporada. Ou melhor, até que pontuou bastante; foram 18 no total.

Isso representou a artilharia máxima do Denver no confronto de ontem em Los Angeles. Mesmo sem ter participado do último quarto, como aconteceu com Kobe.

Ah, sim: J.R. Smith também anotou 18 pontos, quase me esqueci.

MAS OS MEUS CABELOS…

Se Nenê (foto Reuters) vem pontuando bem – está com média de 14.9 –, ele tem que melhorar seu reboteamento. Ontem foram apenas cinco, sendo um deles no ataque.

Alguém pode dizer – e com razão – que enfrentar Pau Gasol e Andrew Bynum é dose pra mamute. Verdade, mas Nenê tem que mostrar mais gana para pegar as sobras.

Ele faz muito bem o trabalho de bloqueio, melhor do que Kenyon Martin. Isso facilita o desempenho não apenas de KM, mas, principalmente, de Carmelo Anthony.

Claro, porque quando você tem um homem alto no “backcourt”—caso de Melo –, ele tem tudo para ser um dos melhores reboteiros do time, tirando proveito do bloqueio que os caras do “frontcourt” fazem.

Isso acontece também com LeBron James. Anderson Varejão e companhia tiram os pivôs adversários da jogada e aparece LBJ para pegar os rebotes.

Melo tem 8.3 rebotes de média por partida, enquanto que LeBron tem 7.8. Ambos são líderes de seus times neste fundamento.


CONTÁGIO

Talvez contagiado pelo retorno de Manu Ginobili, que deve acontecer na segunda-feira diante do Memphis, no Tennessee, o San Antonio venceu – e bem – o Utah por 119-84. Venceu, vírgula, massacrou, pois foram 35 pontos de vantagem: 119-94

O Jazz, como vimos, segunda melhor campanha do Oeste. Jazz que há 22 jogos não sabe o que é ganhar do Spurs em San Antonio.

E olha que todo mundo tem tirado uma lasquinha do alvinegro texano, que mais uma vez jogou sem o argentinho e sem o francês Tony Parker, as duas outras estrelas da companhia.

Mas, verdade, seja dita: o Utah também jogou desfalcado – e como. Deron Williams e Carlos Boozer, a versão genérica de John Stockton e Karl Malone, não entraram em quadra. Estão contundidos.

VOCÊ SABIA?

A última vez que o Utah bateu o San Antonio no Texas seu pivô novato Kosta Koufos tinha apenas dez anos?

RETORNO

Bastou Yao Ming colocar novamente a vestir a camisa 11 do Houston para a equipe voltar a vencer. Mesmo num confronto intrincado, a equipe passou por um combalido Washington Wizards por 103-91, com 18 pontos, cinco rebotes e três tocos do chinês. O placar não diz o que foi o jogo; o Rockets ficou atrás boa parte dos 48 minutos.

Após a derrota para o Dallas, em casa, na última quarta, o Rockets arrumou as malas para uma viagem de três jogos na Conferência Leste. Além do Washington, ontem, a equipe do técnico Rick Adelman vai pegar Orlando (hoje) e Miami (segunda).

MAIS UMA

Outro que venceu novamente foi o Atlanta. Penou, assim como o Houston, mas ganhou do Charlotte por 88-83.

Josh Smith continua de fora, mas Al Horford está jogando. O cara do Hawks, no entanto, tem sido seu ala/pivô Marvin Williams.

Produto da universidade de North Carolina, Williams fez ontem 22 pontos e fisgou 10 rebotes (um na frente). Tem um percentual de aproveitamento de seus arremessos de 48.3%, mas se pegarmos apenas as bolas triplas, ele pula para 53.6%.

O arremesso de Williams é uma das coisas mais bonitas da NBA na atualidade. Sua mecânica é perfeita. Dá gosto de ver.

AZAR NO JOGO…

Marko Jaric jogou apenas um minuto ontem na derrota do Memphis para o Dallas por 91-76. Será que ele ligou?

Acho que até a página nove, pois seu salário anual de US$ 7 milhões será pago religiosamente em dia e após os jogos cai nos braços da brasileira Adriana Lima, de quem é noivo, namorado, não sei bem ao certo, mas o fato é que estão juntos e ela usa um anel de US$ 150 mil, um presente do sérvio.

TROCAS

Aconteceu ontem a primeira das grandes trocas que tendem a acontecer nesta temporada. Os times grandes querem se livrar dos seus abacaxis, limpar seu “cap” para em 2010 irem às compras.

O que tem de tão atraente assim daqui a dois anos? LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, por exemplo, estarão disponíveis no mercado. Querem mais? Amaré Stoudemire.

Bem, quanto as trocas, o New York livrou-se trocou Jamal Crawford por Al Harrington, do Golden State. Esse negócio até que interessava, porque Donnie Walsh, gerente geral do Knicks, foi quem recrutou o jogador na época em que estava no Indiana. Walsh tem grande apreço pelo estilo do atleta.

Mas a outra troca, foi realmente para limpara a folha de pagamento para 2010. Zack Randolph (US$ 17.3 milhões na ocasião) foi trocado com Cutino Mobley e Tim Thomas, do Clippers, ambos com contrato encerrados em 2010.

Mardy Collins também foi para Los Angeles, mas apenas para ajudar a fechar a matemática do negócio, conforme determina a NBA.

Mais trocas virão por aí. Escrevam.

TORCIDA

Há alguns textos, o internauta Lucas Scussel propôs a gente tentar quantificar qual o time que tem mais torcida neste nosso botequim. E perguntou para quem eu torço. Resposta: Chicago; claro, vi Michael Jordan em ação e não resisti.

E vocês, torcem pra quem? Será que a gente consegue quantificar, como propôs o Lucas?

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  3. CUIDADO COM O FALCÃO
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terça-feira, 18 de novembro de 2008 NBA | 12:34

UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS

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Avery Johnson não é um técnico – pelo menos neste momento – talhado para ser campeão da NBA. Mas é um treinador capaz de levar uma franquia a um bom desempenho durante uma temporada.

Ele mostrou isso no Dallas. Em quatro temporadas comandando a equipe, levou-a em todas aos playoffs. Mas na final mais ganha da história da NBA (2005/06), conseguiu entregar o título ao Miami. São águas passadas, no entanto.

Por que falo der AJ? Porque ele está desempregado e poderia ser de grande utilidade ao Clippers. O time de Los Angeles perde um tempo danado com Mike Dunleavy (foto). Este nunca foi um grande treinador. Está em sua 16ª. temporada na NBA e chefia o primo pobre de LA há seis torneios, incluindo o atual.

Dunleavy é fraco. Seu melhor desempenho como treinador foi ter chegado à final da NBA dirigindo o Lakers na temporada 1990/91. Mas o time, que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott, perdeu a decisão para o Chicago Bulls de Michael Jordan por 4-1, que conseguia, na ocasião, seu primeiro anel.

Foi a experiência inicial de Dunleavy como treinador. A expectativa em relação ao seu trabalho cresceu demais. Mas de lá para cá o melhor que conseguiu foi chegar à final da Conferência Oeste em duas temporadas, dirigindo o Portland, perdendo ambas para San Antonio (98/99) e Lakers (99/00).

Com o Clippers, seu melhor papel foi na temporada 2005/06, quando chegou aos playoffs. Bateu o Denver de Nenê – que nem jogou esta série por estar contundido – na primeira rodada, mas caiu diante do Phoenix de Leandrinho – que atuou este confronto e teve média de 14.2 pontos por partida – na etapa seguinte.

Em sua primeira temporada comandando o Clippers (2003/04), Dunleavy teve um desempenho sofrível: 28-54 (34.1%). Na seguinte, melhorou: 37-45 (45.1%). Em 2005/06, como vimos, chegou aos playoffs, fazendo 47-35 (57.3%), mas nas duas seguintes não conseguiu chegar à fase decisiva, tendo marcado 40-42 (48.8%) em 2006/07 e 23-59 (28.0%) no campeonato passado.

Nesta temporada, sua campanha só não é pior do que a do Oklahoma City. O Thunder venceu, como o Clippers, apenas um jogo, mas perdeu dez, o que dá ao debutante da NBA um desempenho de 9.1%, enquanto que os californianos têm exatos 10%.

O que acontece com o Clippers? Como é que um grupo que conta com Baron Davis, Marcus Camby, Cutino Mobley, Ricky Davis e Chris Kaman joga tão mal assim?

Seu ataque, com média de 89.2 pontos por partida, só não é pior do que o Charlotte, que tem um risível aproveitamento de 88.8 pontos. Sua defesa é a quinta mais vazada, com média de 102.0 pontos sofridos.

Está na cara que o problema do Clippers é o seu treinador. Para piorar, Dunleavy entrou em rota de colisão com Baron Davis, a grande contratação da franquia para esta temporada.

Sua demissão, parece-me, é questão de tempo. E curto.

TUDO ERRADO

Falo do Clippers porque o time foi derrotado ontem à noite pelo San Antonio dentro de seu Staples Center por 86-83. E novamente os texanos não puderam contar com Tony Parker e Manu Ginobili.

Era grudar em Tim Duncan e resolvia-se a parada. Mas não, Timmy conseguiu fazer 20 pontos e apanhar 15 rebotes, mesmo diante de um oponente que conta com dois ótimos pivôs, como Marcus Camby e Chris Kaman, e que tem ainda a ajudar o ala/pivô Tim Thomas.

Além de não ter subtraído nada do desempenho de Duncan, os vermelhinhos de Los Angeles ainda conseguiram a façanha de deixar o veteraníssimo Michael Finley, 35, anotar 19 pontos; ele que tinha 9.8 pontos de média. Pior: Roger Mason (quem?) marcou 21 – inclusive a bola de três que deu a vitória ao Spurs a 8.4 segundos do final –, sete a mais do que sua média na competição.

Quer dizer: tudo errado.

ÚLTIMO CHUTE

Como escrevi acima, Roger Mason fez o arremesso derradeiro que deu a vitória ao San Antonio. Faltavam 8.4 segundos para a partida terminar, já foi dito, quando a terceira bola tripla de Mason caiu dentro do aro do Clippers; mas não custa repetir.

Esta foi a terceira vitória consecutiva do Spurs, que manda o time para a zona de classificação para os playoffs, com uma campanha de 50% (5-5). Está na oitava posição e assim que Tony Parker e Manu Ginobili voltarem, voltarão com eles mais vitórias e mais qualidade de jogo, pois, cá entre nós, vencer o Clippers na última bola, mesmo com os desfalques referidos e jogando diante de 14.962 torcedores californianos é dose pra mamute.

ATÉ QUANDO?

Os torcedores do Spurs se perguntam a todo instante: quando Manu Ginobili e Tony Parker vão voltar? Boa pergunta, boa pergunta. Em San Antonio, a franquia responde: em algum momento do mês que vem.

Isso é que é precisão… Ou seja: ninguém sabe ao certo.

Parker deve regressar primeiro, pois sua contusão no tornozelo não foi tão grave quanto a cirurgia que “El Narigón” fez no joelho logo depois dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Mas ninguém mais do que o técnico Gregg Popovic conta nos dedos os dias que faltam para as duas estrelas tornarem às quadras. Pois, com eles, o time terá força de banco, uma vez que os atuais titulares, Roger Mason e o novato George Hill, serão opções para Popovic.

Mason, inclusive, pode dar o descanso que Finley tanto precisa. O veterano ala/armador, aliás, justiça seja feita, melhora a cada partida. Desde a derrota para o Miami, no dia sete passado, quando ele errou todos os oito arremessos executados, em cinco jogos, teve um aproveitamento de 52.5% de seus chutes (31-59).

HUMILHAÇÃO

Shaquille O’Neal foi humilhado ontem em Salt Lake City. Tomou três desconcertantes tocos no último quarto. Mas antes de falarmos deles, convém contar o que aconteceu na partida para que isso ocorresse.

Vamos aos fatos…

Depois de ter sido expulso pela entrada desleal pra cima de Rodney Stuckey do Detroit, no domingo à noite, Shaq tentou repetir a dose com Carlos Boozer. Conseguiu em parte, pois Boozer não é mirrado como Stuckey. O’Neal derrubou o oponente, mas não fez o estrago do jogo passado.

Pois foi exatamente este lance, no início do terceiro quarto, quando o Phoenix vencia por um ponto (60-59), que encheu de brios os jogadores do Jazz e motivou o time mais do que todas as palavras emotivas usadas pelo técnico Jerry Sloan na preleção antes da partida e durante o intervalo.

Fatos relatados, voltemos pois ao tema inicial, que foi a humilhação de Shaquille O’Neal; mas não sem antes dizer que Boozer, a partir de então, anotou 14 de seus 21 pontos e comandou o Utah que fez uma corrida de 50-37 e fechou a partida em 109-97.

Voltando aos tocos, eles em muito ajudaram na conquista do time, não só porque evitaram pontos do oponente, mas principalmente porque desmoralizaram o adversário. O primeiro deles foi do ala Paul Millsap, a 6:03 do final do jogo (foto acima). O segundo e o terceiro vieram num espaço de dois segundos, aos 4:58 e 4:56, ambos executados pelo ala russo Andrei Kirilenko.

Shaq ficou com cara de m…

VITÓRIA IMPORTANTE

O triunfo colocou um ponto final na série de três derrotas consecutivas do Utah, todas sofridas fora de casa. O Jazz, aliás, como aconteceu no campeonato anterior, quando teve o melhor desempenho entre os 30 participantes como mandante, segue neste torneio como um anfitrião de maus modos: venceu todos os cinco jogos realizados na EnergySolutions Arena, que ontem recebeu 19.911 torcedores.

Melhor que o Utah, só o Cleveland, que ganhou sua meia dúzia de partidas jogadas na Q Arena.

VICE LÍDER

Mesmo com a derrota, o Phoenix manteve a segunda colocação no Oeste. Isso graças aos três revezes do Utah mencionados anteriormente.

Leandrinho faz falta neste momento, especialmente num jogo onde a artilharia é necessária. O brazuca vem do banco e pode incendiar a pugna em favor do Suns.

Mas o técnico Terry Porter se vê ainda privado de contar com esta ótima alternativa. Leandrinho segue em São Paulo, ao lado da família, recuperando-se do baque da morte da mãe, ocorrida na semana passada.

E sem data para voltar, segundo me informou Jefferson Yassuda, assessor de imprensa do jogador, com quem eu falei há cerca de meia hora.

OBRIGAÇÃO

O Houston foi a Oklahoma City e bateu o Thunder (pior time da NBA) por 100-89. O argentino Luis Scola marcou 23 pontos, sua maior pontuação nesta temporada, foi o cestinha do Rockets e regeu o time em quadra, contribuindo ainda com mais nove rebotes (três na frente).

Mas, como dizia Plínio Marcos, em toda história sempre há um porém. Tracy McGrady deixou a quadra do Ford Center (18.145 pagantes) a 11:32 minutos do final do terceiro quarto e não mais voltou.

Voltou, isto sim, a sentir dores no joelho direito, operado há seis meses. Motivo: um movimento equivocado no momento de um passe para Scola no começo do segundo quarto. Permaneceu em quadra, mas o técnico Rick Adelman resolveu poupá-lo no início do terceiro quarto; e com razão.

McGrady jogou apenas 18 minutos. Hoje fará um raio-X no local para ver se tudo está bem. Se não for conclusivo, uma ressonância será o segundo passo.

É dúvida para o jogo de amanhã, em casa, diante do Dallas.

Rockets x Thunder

CURIOSIDADE

Mencionei acima a final entre Lakers e Chicago em 1991, a primeira vencida por Michael Jordan. Sabe quanto MJ ganhou naquela temporada para ser campeão e vestir a camisa 23 do Bulls? US$ 2,5 milhões. Você tem idéia de quanto Magic Johnson faturou? US$ 100 mil a menos.

Encostado no New York, Stephon Marbury receberá nesta temporada US$ 21,9 milhões.

Inacreditável.

RESOLVIDO

Analisando as manifestações dos internautas, volto, pois, ao formato com o tema principal seguido de outras notas. Revelou-se o preferido.

E como este blog é uma democracia, a maioria vence.

Quero agradecer a todas as manifestações, o que deixou-me bastante satisfeito.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008 NBA | 23:55

NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA

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Leia também: Crise econômica mundial deixa NBA em alerta

O maior campeonato de basquete do planeta começa na noite desta terça-feira. Três jogos movimentam a rodada inicial: Boston x Cleveland, Chicago x Milwaukee e Lakers x Portland.

Infelizmente, nenhuma dessas três partidas será exibida ao vivo para o Brasil. A ESPN, que fará a transmissão dos jogos para o país, começa a mostrá-los a partir de amanhã, com o embate entre San Antonio e Phoenix, que na verdade será exibido na ESPN Brasil.

Ala/pivô do Cleveland, o brasileiro Anderson Varejão estará em ação logo mais. Os outros dois brazucas que atuam na mais rica, charmosa e importante liga de basquete do planeta estréiam nesta quarta: Nenê viaja com o seu Denver até Utah e pela tevê a gente poderá acompanhar Leandrinho jogando pelo Phoenix no Texas.

O Boston vai defender o título conquistado na temporada passada, como sabemos. E vem com força. Para isso, manteve seu triunvirato, com Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen, responsável pela ótima campanha que culminou num título que não vinha havia 22 temporadas.

Foi o 17º. da história da franquia, a que mais títulos conquistou na NBA. Em seguida vem o Lakers, com 14.

Por falar em Lakers, o time da Califórnia surge novamente como o grande rival do Boston nesta temporada. Se o Celtics tem sua trinca de ouro, o Lakers também a tem, com Kobe Bryant – o melhor jogador de basquete da atualidade em todo o mundo –, Pau Gasol e Andrew Bynum.

A ausência de Bynum, nas finais contra o Celtics, na temporada passada, foi, sem dúvida alguma, importante na perda do título. Desta vez o Lakers espera que nenhum imprevisto venha atrapalhar seu projeto de ser novamente campeão, o que não acontece há seis temporadas.

O campeonato, no entanto, não ficará restrito a Boston e Lakers. Outras franquias entram para valer na competição buscando conquistar o título. Do lado do Leste, Cleveland, que tenta ser campeão pela primeira vez, e Detroit, que já ganhou três títulos, são fortes concorrentes, enquanto que no Oeste há um concorrente a mais: New Orleans – outro que ainda não sentiu o gostinho de ser campeão –, o bicampeão Houston e o tetra San Antonio.

LeBron é a grande esperança do Cleveland. É uma máquina de pontuar; foi o cestinha da temporada passada com uma média de exatos 30 pontos por partida. O Cavs manteve a base, o que também foi feito pelo Detroit, que não tem uma estrela como o Cleveland, mas conta um conjunto que poucas equipes na NBA têm. E uma defesa de dar inveja a qualquer rival.

É exatamente no conjunto que o New Orleans aposta, além da qualidade de seu armador Chris Paul – o melhor da NBA. David West e Tyson Chandler completam o triângulo de craques do time, que ainda ganhou o reforço do ala James Posey, campeão com o Celtics no campeonato passado, excelente arremessador de três nos momentos chaves, como Robert Horry fez com Lakers e San Antonio.

O Houston vem com o reforço do maluco do Ron Artest. Joga muito, mas pode ter uma recaída durante a temporada e, com isso, comprometer o trabalho. Se tiver com a cabeça boa, ao lado de Tracy McGrady, Luis Scola e Yao Ming com certeza fará do Rockets uma das forças deste campeonato.

O Spurs está envelhecido, é verdade, mas não dá para desprezar a força de Tim Duncan. Tony Parker rivaliza com Paul na primazia da armação das jogadas na NBA, enquanto que Manu Ginóbili, se tiver com o joelho zero bala, com certeza vai decidir muitas partidas em favor do time texano, como fez nos três títulos conquistados.

Zebras?

Do lado do Leste, o Orlando, que tenta chegar pela segunda vez a uma final e, agora, ganhar o título. Não que o time não tenha condições de ganhar a competição. Tem, mas são nanicas se comparadas com Boston, Cleveland e Detroit. De qualquer maneira, time que tem um jogador como o pivô Dwight Howard – seguramente o melhor da NBA – não pode ser encarado como carta fora do baralho de jeito nenhum. Além de Dwight, o Magic conta também com Rashard Lewis, um dos novos craques da liga, ótimo pontuador, o que ajuda tirar o peso em cima de Howard.

Vale destacar também o Miami, que tem um título de campeão. Dwyane Wade está em forma e animadíssimo com o ouro olímpico conquistado em Pequim. Terá a seu lado não apenas a força do ala/pivô Shawn Marion, mas também a companhia de Michael Beasley, o segundo escolhido no draft deste ano, que muitos apontam como provável “Rookie of the Year”.

Do lado do Oeste, o Utah pode ser a surpresa. Vale para o time de Salt Lake City o mesmo que eu disse para o Magic: não que o time não tenha condições de ganhar a competição, mas sua força é menor se comparada com Lakers, New Orleans e San Antonio. De todo o modo, a inteligência do técnico Jerry Sloan e a qualidade do armador Deron Williams aliada ao ala Carlos Boozer são importantes trunfos para o Jazz tentar vencer seu primeiro campeonato na NBA depois de duas tentativas fracassadas diante do Chicago de Michael Jordan.

Estas são as principais forças, a meu ver, para ganhar o título desta temporada.

Mas vamos ver como ficam os classificados em cada conferência. Na minha opinião – quero ver a de vocês também – ficará assim:

CONFERÊNCIA DO LESTE

1 – Boston*
2 – Cleveland*
3 – Detroit
4 – Miami
5 – Orlando*
6 – Philadelphia
7 – Chicago
8 – Washington

CONFERÊNCIA DO OESTE

1 – Lakers*
2 – New Orleans*
3 – Houston
4 – Utah*
5 – San Antonio
6 – Dallas
7 – Phoenix
8 – Portland

* campeão de divisão

Nos playoffs, ficaria assim:

LESTE
1ª. rodada
Boston elimina o Washington
Cleveland passa pelo Chicago
Detroit vence o Philadelphia
Orlando ganha do Miami

2ª. rodada
Boston elimina o Orlando
Cleveland passa pelo Detroit

Final da Conferência Leste
Boston ganha do Cleveland

OESTE
1ª. rodada
Lakers atropela o Portland
New Orleans faz o mesmo com o Phoenix
Idem para o Houston com o Dallas
Utah bate o San Antonio

2ª. rodada
Lakers elimina o Utah
New Orleans passa pelo Houston

Final da Conferência Oeste
Lakers ganha do New Orleans

FINAL DA NBA
Lakers vai à forra e vence o Boston em seis partidas

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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