Carlos Boozer | Fábio Sormani - Part 2

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sexta-feira, 13 de maio de 2011 NBA | 11:54

CHICAGO: COMO UM VERDADEIRO CAMPEÃO

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Chicago está na final do Leste. Eliminou na noite desta quinta-feira o Atlanta ao vencer o oponente, fora de casa, por 93 a 73. Sobrou no jogo; esteve à frente o tempo todo. Jogou como o primeiro colocado da conferência que tem os times mais fortes da NBA.

O Bulls vem crescendo nestes playoffs. Depois de ter tido uma série turbulenta diante do Indiana, que defendeu e bateu muito, este confronto diante do Atlanta foi menos complicado, em que pese ter perdido dois jogos contra apenas um da fase anterior.

Diante do Pacers, o Bulls foi um time nervoso, inseguro, que não conseguiu fazer seu jogo fluir. Além de não ter conseguido fazer a transição da fase de classificação para os playoffs, onde se separa os homens dos meninos, a pressão da mídia e da torcida era grande demais.

Todos olhavam para o melhor time do campeonato naquele momento. Todos esperavam que o Chicago jogasse como o melhor time que era de fato naquele momento. O grupo não suportou.

O resultado é que o jogo vistoso e fluente, que Michael Jordan chegou a indicar como jogo de campeão, desapareceu. Apesar dos 4 a 1, o Chicago sofreu para eliminar o Indiana; mas eliminou.

Começou mal diante do Atlanta, perdendo o primeiro confronto em casa. Ainda havia rescaldo da série anterior. Jogou bem o segundo confronto e venceu. Mas foi a vitória no terceiro embate da série por 99 a 82 o divisor de águas do time nestes playoffs. O Chicago parece ter se encontrado ali.

Voltou a jogar como o melhor time da fase de classificação.

Ontem, aniquilou o Atlanta. Jamais esteve atrás no marcador, chegou a abrir uma diferença de 26 pontos e acabou venceu por uma vantagem de 20.

Jogou como o melhor time da fase de classificação. Time que, nesta fase regular, venceu os três combates diante do Miami Heat.

DIFERENÇAS

O Chicago foi, desta vez, um time diferente do que a gente se acostumou a ver. Ao invés de Derrick Rose sair de quadra como o nome do confronto, quem ficou sob os holofotes foi Carlos Boozer.

Com Booz pontuando e Luol Deng cumprindo bem seu papel de coadjuvante, D-Rose olhou menos para a cesta. Teve um olhar mais horizontal. Ou seja: procurou mais os companheiros.

O resultado é que o armador acabou com 12 assistências. Arremessou apenas 14 bolas contra a cesta do Atlanta.

Nos cinco jogos anteriores, quando menos chutou, chutou 24 bolas. Atirou um total de 127 laranjinhas nas cinco contendas mencionadas, o que deu uma média de 25,4 por partida.

É o que eu sempre digo: se D-Rose tivesse para quem passar a bola, ele a passaria com todo o prazer. Claro que ele também gosta de investir contra a cesta adversária, mas também aprecia fazer passes.

Se o Chicago, por exemplo, contratar Dwight Howard e o Super-Homem assinar um contrato de cinco anos com o Bulls, D-Rose terá um “double-double” de média nos cinco anos em que os dois estiverem juntos. Aposto com quem quiser.

Com companheiros instáveis, não resta alternativa ao armador a não ser tentar “salvar o barco”. Desta vez, no entanto, o barco navegou tranquilamente. Tudo por conta do jogo de Booz.

O ala-pivô fez 23 pontos e pegou dez rebotes. Deu ainda cinco assistências. Nos arremessos, fez 11-16; ou seja: 68,7%. Nos cinco jogos anteriores, acertou apenas 24 de seus 50 tiros, o que deu um aproveitamento de 48,0%. Mostrou uma evolução incrível.

Se Booz jogar com essa intensidade a partir de agora, não apenas D-Rose melhora seus números quanto às assistências, mas o Chicago também melhora como time e suas chances diante do Miami crescem.

Isso foi visto no jogo desta quinta diante do Atlanta.

Todos nós sabemos que um time não se faz com apenas um jogador. Um time tem que ter o seu “franchise player”, mas ele precisa de apoio, de preferência dois jogadores.

D-Rose é o “franchise player” do Chicago. Luol Deng cresceu demais na reta final do campeonato. Está na hora de Booz provar que valeu o investimento que o Bulls fez nele.

SURPRESA

Se previ em meus comentários iniciais desta temporada o sucesso do Miami, não esperava pelo êxito do Chicago. Coloquei, aliás, o Bulls atrás do Atlanta, quinta posição na fase de classificação.

E, na minha ordem, ficou assim a fase regular: 1º) Miami; 2º) Boston; 3º) Orlando; 4º) Atlanta; 5º) Chicago.

O Chicago, no entanto, surpreendeu-me. E o fez por conta de um treinador que mostrou-se extremamente competente e montou um time. Forjou-o a partir de sua defesa.

O Bulls terminou a fase de classificação com a segunda defesa menos vazada, com média de 91,3 pontos contra por jogo, atrás apenas do Boston, que sofreu 91,1.

Nestes playoffs, ocupa igualmente o segundo posto, com média de 87,7 pontos sofridos por contenda disputada. Fica atrás apenas do eliminado Orlando Magic, que tomou 86,8 pontos de média em sua série diante do Atlanta.

Mas o mais importante disso tudo foi que Derrick Rose apresentou-se para esta temporada como um jogador completamente diferente do que o foi no campeonato passado.

No torneio anterior, ele foi muito mal nos arremessos; especialmente os triplos. Naquela competição, D-Rose acertou apenas 16 bolas longas; neste, já foram 128.

Passou as férias do ano passado treinando arremessos com um especialista em Los Angeles. Colhe os frutos de seu investimento, de sua dedicação.

D-Rose acabou merecidamente como o MVP do campeonato. Jogou uma barbaridade a fase de classificação, especialmente a reta final. Sem ele, por mais que a defesa fosse forte, o time não iria a lugar algum; D-Rose tem sido o diferencial do Chicago.

Isso me faz lembrar do Cleveland de Mike Fratello, hoje comentarista da ESPN. Sempre terminava o campeonato como a melhor defesa, mas não ganhava, pois não tinha no time um Derrick Rose.

Thibs foi muito importante para o Chicago, mas quem faz a diferença é Derrick Rose.

ATLANTA

O time melhorou nestes playoffs em relação à temporada passada. Na anterior, dirigido por Mike Woodson, o homem que montou esse time, o Hawks fraquejou.

Foi eliminado na primeira rodada pelo Orlando Magic por um incontestável 4 a 0. Desta vez, deu o troco no oponente da Flórida e fez uma série interessante diante do Chicago, um time melhor.

Mas é importante a gente ressaltar: o Atlanta não pôde contar com seu armador titular: Kirk Hinrich. E quando se perde um armador, num time em que o armador é o regente da orquestra (o que não ocorre no Lakers e no Miami), isso faz uma baita diferença.

O Hawks tem um time interessante. Falta-lhe claramente um ala, pois Marvin Williams não conseguiu explodir na NBA.

A franquia devia passar o verão atrás deste jogador. Se ele chegar, o time fará um “upgrade” tremendo e poderá, na próxima temporada, fazer um papel bem mais interessante do que o fez neste campeonato.

O problema do Atlanta, todavia, é estar em uma conferência que tem não apenas o Chicago, mas o Miami e o Boston, que pode vir forte, quem sabe, com Dwight Howard em seu elenco.

Notas relacionadas:

  1. CHICAGO, UM TIME SEM PANCA DE CAMPEÃO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 NBA | 12:36

A HISTÓRIA DE UM E DE OUTRO

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A matéria enviada pela agência de notícias Associated Press diz o seguinte em seu primeiro parágrafo: “Finalmente o verdadeiro Chicago apareceu nos playoffs”. Eu abriria o texto de maneira diferente: “Finalmente o verdadeiro Derrick Rose apareceu nos playoffs”.

É certo que o texto da AP continua e diz: “Naturalmente, Derrick Rose liderou o time”. Mas eu continuaria: “Naturalmente, quem ganhou com isso foi o Chicago, que venceu e recuperou a vantagem de quadra”.

Alguém pode dizer: “Sormani, a ordem dos fatores não altera o produto”. Altera sim; o Chicago depende de D-Rose, como todos os grandes times dependem de um grande jogador. Se ele não joga, por mais que o coletivo funcione, não tem como ser campeão.

D-Rose jogou uma barbaridade ontem em Atlanta. Foi o responsável pela vitória de 99 a 82, que poderia ter sido muito mais acachapante. Poderia ter passado a barreira dos 20 pontos. Aliás, passou, chegou em 22, mas o time aliviou no final e o Hawks tirou um pouco a diferença.

D-Rose mostrou por que foi eleito o MVP da temporada. Anotou 44 pontos — seu recorde não apenas em playoffs, mas em toda a carreira. Teve um ótimo aproveitamento: 16-27 (59,2%). Desse total, foram 4-7 (57,1%) nas bolas de três e 8-9 (88,9%) nos lances livres. Em pontos, foram assim dispostos:

Garrafão — 12 pontos
Meia distância — 12 pontos
Linha dos três — 12 pontos
Lance livre — oito pontos
Total — 44 pontos

Ou seja: não tinha o que fazer. Flutua? Ele acerta de meia e longa distância. Aperta? Ele infiltra. Congestiona o garrafão? Rápido do jeito que ele é, comete-se falta e ele vai para a linha do lance livre.

Foi uma atuação gigantesca.

No primeiro quarto ele fez 17 dos 29 pontos do Chicago. No segundo, apenas quatro, mas atuou 6:53 minutos. No terceiro, foi responsável, em pontos ou assistências, por 20 dos 24 tentos que o time anotou. E no quarto derradeiro fez dez dos 19 pontos que do Bulls.

O jogo de ontem foi o terceiro seguido que D-Rose arremessou 27 bolas contra o aro adversário. Mas nos dois primeiros, ele combinou para 21 acertos, o que deu um aproveitamento de 38,9%. Ontem, como vimos, subiu para 59,2%.

“É duro marcá-lo”, disse Jeff Teague, que vinha tendo sucesso na empreitada. “Quando suas bolas caem, ele é o MVP”, concluiu.

Teague sabe do que fala, pois, dos 44 pontos, 26 foram feitos enquanto ele marcava o armador do Chicago. Aliás, os pontos foram assim dispostos diante de seus marcadores:

Jeff Teague — 26 pontos (11-18)
Jamal Crawford — seis pontos (2-2)
Demais marcadores — 12 pontos (3-7)

Jon Greenberg, que escreve para o site da ESPN, no meio do texto em que exalta D-Rose escreveu algo que eu usarei para fechar o meu texto:

“Rose adicionou (aos seus pontos) sete assistências, cinco rebotes e cinco sorrisos”. Sim, D-Rose voltou a sorrir (Foto AP). E estando feliz é um jogador difícil de ser marcado.

Ele mostrou isso ontem à noite na Philips Arena.

OBSERVAÇÕES

O Chicago venceu a batalha no garrafão: apanhou 47 rebotes contra 34 do Atlanta. Joakim Noah pegou 15 e foi o reboteiro do time, seguido por Taj Gibson com 11. Josh Smith pegou 13 para o Hawks e nenhum outro jogador do time da casa chegou ao duplo dígito nos ressaltos.

Kyle Korver voltou a derrubar suas bolas de três. Foram 3-4. Terminou a partida com 11 pontos. Quando seus tiros acertam o alvo, alivia muito a pressão em cima de Derrick Rose e, consequentemente, do time. E Gibson, que pegou 11 rebotes, como vimos, anotou 13 pontos. Foi o único jogador do Bulls a ter um “double-double” no embate.

A marcação do Chicago foi tão eficiente que o Atlanta conseguiu arremessar apenas seis bolas de três. Encestou só uma, com Joe Johnson, o que deu um aproveitamento de 16,7%. Por falar em J.J. ele anotou apenas dez pontos (4-12). Jamal Crawford, o outro artilheiro do time, fez 7 (3-7).

Os dois combinaram para 17 pontos, com um aproveitamento de 36,8% (7-19). Na vitória do Hawks no jogo 1 da série, em Chicago, por 103 a 95, os dois foram responsáveis por 56 pontos da equipe. Tiveram um aproveitamento de 58,8% (20-34).

Josh Smith foi o melhor jogador do Atlanta. Mas a torcida está no pé dele. Foi vaiado em muitos momentos do jogo quando errava seus tiros. Acabou a partida com 7-14 (50,0%).

No total, nesta série diante do Chicago, atingiu o alvo só em 14 de seus 39 arremessos, o que dá um percentual de acerto de apenas 35,9%. Muito baixo para quem joga como ala-pivô e fica muito tempo perto da cesta.

No jogo de ontem, os lances livres também comprometeram o desempenho do time: 15-25 (60,0%). Josh foi o principal responsável pela debacle: 3-8 (37,5%).

CONCLUSÃO

A série está aberta, mas é evidente que depois da vitória de ontem o Chicago ganha uma força moral muito grande. No confronto diante do Indiana o time só conseguiu jogar bem a última partida, mas ela foi no seu United Center. Ontem o time jogou uma enormidade fora de casa.

FIM DA LINHA

Só um milagre. Sim, só um milagre fará do Lakers um time finalista na Conferência do Oeste.

No confronto de ontem diante do Dallas, teve o jogo nas mãos. No final, voltou a falhar.

Derek Fisher teve grande responsabilidade na derrota. A falta que ele fez em Jason Terry no final do jogo e o passe errado que ele deu para Lamar Odom, longo em seguida, foram lamentáveis. Um jogador com a experiência dele não pode fazer a falta que fez e nem errar um passe como ele errou.

A falta foi cometida com Terry acuado na lateral da quadra e com três segundos para estourar o tempo de posse de bola. O Dallas tinha 93 a 91 e sobrariam 15 segundos para o Lakers atacar para tentar empatar ou vencer com uma bola de três.

O passe mal dado foi um lateral após pedido de tempo (Terry acertou os dois lances livres e levou o placar para 95 a 91). A bola voltou para o Dallas e com 16 segundos para o final da partida.

Um desastre.

VERDADE SEJA DITA

Ok, Fish foi muito mal, mas a atuação de Kobe Bryant foi vergonhosa. Ele não pegou na bola nos minutos finais. Como disse ontem, ele tinha que jogar no seu limite máximo para o Lakers vencer e reverter a série.

Não jogou. Arremessou apenas 16 bolas durante o jogo, 11 a menos do que Derrick Rose na vitória do Chicago diante do Atlanta. Líder do time, melhor jogador da franquia, esperança de todos, atleta que pretende desbancar Michael Jordan e ser o maior de todos os tempos não pode ter uma atuação tão desprovida de alma e coração como Kobe teve ontem à noite.

No primeiro quarto, fez duas faltas e jogou só 6:27 minutos. Anotou dois pontos, frutos de seu único arremesso no período.

No segundo quarto, jogou 11:56 minutos e anotou sete pontos, tendo atirado três bolas contra a cesta do Dallas. Bateu também um lance livre e acertou-o.

Jogou todo o terceiro quarto e arremessou seis bolas, tendo acertado três. Acabou o tempo com seis pontos e não visitou a linha do lance livre nenhuma vez.

Finalmente, no último quarto, jogou 7:35 minutos (por decisão de Phil Jackson, diga-se) e voltou a arremessar seis bolas contra a cesta do Dallas; acertou duas e anotou quatro pontos. Não bateu nenhum lance livre.

Agora, atentem a isso: Kobe (Foto AP) entrou no último quarto quando faltavam 7:35 minutos para o final. O Lakers vencia por 79 a 71. Acertou um arremesso de dois pontos a 5:46 do final e outro a 4:33. Depois disso, ele ficou 4:18 minutos seu chutar nem uma bola sequer contra a cesta do Dallas!!!

Depois de ter feito dois pontos a 4:33, ele voltou a arremessar a 15 segundos do final e tomou um toco de Jason Kidd. Três segundos depois, mandou uma bola de três que não chegou ao destino desejado.

A 4:33 minutos do final, quando acertou seu último chute, colocou o Lakers na frente em 87 a 81. Depois disso, como relatei, foram 4:18 minutos sem arremessar!!!

E o Dallas tirando a vantagem; e o Dallas tirando a vantagem. E deu no que deu.

Como disse, verdade seja dita, Fish foi mal no final, mas a derrota de ontem tem que ser creditada na conta de Kobe Bryant. Ele foi omisso no jogo quando o time mais precisou dele.

Seus números finais: 17 pontos. Fez 8-16 nos arremessos, mas 0-3 nas bolas de três e bateu apenas um lance livre na partida! Uma vergonha!

GASOL

O espanhol foi outra vergonha do Lakers. Tudo bem que marcar Dirk Nowitzki é tarefa das mais difíceis. Mas pontuar contra o alemão é das tarefas mais fáceis; o germânico parece jogador brasileiro defendendo. Ou seja: não marca ninguém.

Mesmo diante de um adversário desses, Gasol fez apenas 12 pontos, 5-13 nos arremessos. Conseguiu ir à linha do lance livre em apenas três oportunidades.

Até tapa no peito ele tomou de Phil Jackson, mas não adiantou.

“Soft”, realmente, muito “soft”.

PERGUNTA

Quem é mais “soft”? Pau Gasol ou Carlos Boozer?

DALLAS

Vamos ao Dallas, afinal, o time texano é, ao lado do Memphis, a sensação da Conferência Oeste.

Jason Kidd voltou a fazer um grande trabalho defensivo em cima de Kobe Bryant. J-Kidd conhece Kobe, não o teme, gosta de enfrentá-lo. Vem colocando Kobe no bolso nesta série.

Dirk Nowitzki (Foto AP), nem precisa dizer, é o homem deste confronto. Ontem, 32 pontos, sendo que teve um aproveitamento de 12-19 nos arremessos (63,1%). E ainda pegou nove rebotes.

Pegou nove rebotes, fez 32 pontos e botou o dedo na fuça de Pau Gasol e disse pro espanhol: “Você é soft!” Claro que ele não disse isso, é apenas um devaneio de minha parte para ilustrar a defesa que o germânico tem feito em cima de Gasol.

Tyson Chandler, coitado, vara-pau do jeito que é, magrinho e fraquinho, tem feito das tripas coração para conter Andrew Bynum. Obteve sucesso apenas no primeiro jogo. Ontem, Bynum fez 21 pontos e pegou dez rebotes. Foi o melhor jogador do Lakers.

Mas Chandler luta como um guerreiro, é de emocionar o seu esforço. Com ele, tem subtraído alguma coisa do jogo de Bynum, com certeza.

J-Kidd, Dirk e Chandler. Mas o cara do Dallas ontem foi Peja Stojakovic. Alguém em sã consciência podia imaginar que o veterano sérvio, que estava praticamente aposentado, viesse do banco e anotasse 15 pontos em momentos cruciais?

Realmente, não há como perder quando:

1) Seu melhor jogador continua em alta;
2) O melhor jogador do time adversário é omisso;
3) Vem um cara aposentado do banco e faz 15 pontos.

CONCLUSÃO

O Lakers está virtualmente. Mas ainda existe um fio de esperança — porque é o Lakers.

Se o time da Califórnia vencer o próximo jogo e repetir a dose em Los Angeles, a série ficaria em 3 a 2 para o Dallas. E a pressão aumentaria dramaticamente para os texanos.

Sim, pois eles se veriam na obrigação de ganhar o sexto jogo em casa, pois, caso contrário, a decisão voltaria para LA.

É isso que o Lakers tem que fazer; é isso que o Dallas tem que evitar.

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sexta-feira, 6 de maio de 2011 NBA | 12:54

AS CHAVES DOS CONFRONTOS DESTA NOITE

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Depois de um dia de descanso, a NBA está de volta. E dois favoritos ao título entram em quadra para tentar reverter a situação.

Às 20h de Brasília, o Chicago vai a Atlanta disposto a vencer um dos dois próximos jogos marcados para a Geórgia para, com isso, recuperar a vantagem de quadra. Às 22h30, com transmissão ao vivo pela ESPN, o Lakers leva seu drama ao Texas e tenta vencer pelo menos um jogo para não ser eliminado.

Quais são as chaves destes dois confrontos? Vamos a elas:

ATLANTA x CHICAGO

ATLANTA
1) Jeff Teague – Tem que manter o nível de marcação a D-Rose. Sua tática de “flutuar” e exigir do adversário os arremessos tem surtido efeito. Além disso, tem levado o adversário a cometer erros, como no jogo passado, quando D-Rose se equivocou em oito oportunidades;
2) J.J. – Não pode oscilar como nos dois primeiros jogos. Na primeira partida, vencida pelo Atlanta, teve um excelente desempenho nos arremessos: 12-18 (66,7%). Na derrota, sua performance baixou para 46,7% (7-15);
3) Jamal – Eleito o melhor reserva da temporada passada, Crawford foi um desastre na partida derrotada: 2-10 (20,0%). Em contrapartida, na vitória, fez 22 pontos (8-16; 50,0%). Portanto, se ele não aparecer para o jogo, vai ficar difícil para o Atlanta;
4) Josh Smith – Não vem fazendo uma boa série. Nos dois confrontos, acumulou média de 10,5 pontos e seis rebotes. Nos arremessos, 7-25 (28,0%). Muito pouco para quem joga dentro do garrafão. Tem que melhorar;
5) Rebotes – O Atlanta está apanhando do Chicago neste fundamento. Nos dois jogos, pegou uma média de 38,5 e possibilitou ao adversário 43,6. Caiu se comparado com a fase de classificação, quando pegou 45,3 por jogo e limitou o oponente a 43,0. O problema, como se vê, se resume a seus próprios rebotes;
6) Tocos – Vem muito bem neste fundamento, pois tem uma média de nove por jogo, contra 6,1 na fase de classificação. Fundamento que ajuda demais na defesa e no moral do time;
7) Kirk Hinrich – Faz muita falta, pois sem ele Teague fica sobrecarregado e Jamal tem que jogar fora de sua posição em alguns momentos do jogo.

CHICAGO
1) D-Rose – Está com 24,5 pontos de media, mas com 38,8% de aproveitamento nos arremessos. Tem que começar a encestar de média e longa distância até para evitar o desgaste físico das infiltrações. Precisa também diminuir os erros: no jogo passado, cometeu oito, como vimos;
2) Luol – O sudanês naturalizado britânico fez dois ótimos jogos diante do Hawks. Está com 17,5 pontos e 9,0 rebotes de média. Tem que continuar assim para aliviar a pressão em D-Rose;
3) Boozer – O ala-pivô tem que melhorar sua performance. Está com aproveitamento de 43,5% nos arremessos. Muito pouco para quem joga debaixo da cesta. No jogo passado, mesmo com o Bulls vencendo, ele fez 4-12;
4) C.J. Watson – Há que ser mais aproveitado. Para isso, tem que melhorar seu desempenho em quadra. No jogo passado, atuou apenas oito minutos. Se não produzir, não tem como se dar descanso a D-Rose;
5) Kyle Korver – Tem que melhorar seu desempenho nos arremessos. Não está conseguindo se livrar da marcação adversária. No jogo passado, fez 1-9 no total de arremessos, sendo que nas bolas de três teve um desempenho de 1-5;
6) Defesa – No primeiro jogo da série, vencido pelo Atlanta, o time da Geórgia teve um aproveitamento de 51,3% de seus arremessos; no segundo, vencido pelo Bulls, caiu para 33,8%. O Chicago tem que segurar o adversário neste patamar;
7) Garrafão – Este duelo é fundamental no confronto. No jogo passado, o Bulls levou a melhor em 58-39.

DALLAS x LAKERS

DALLAS
1) Dirk Nowitzki – O alemão faz uma série excelente. Está com uma média de 27,4 pontos por jogo e um desempenho de 46% nos arremessos. Para o sucesso do Dallas, é fundamental que ele continue assim;
2) J-Kidd – O veterano armador do Dallas cometeu nove erros nos dois combates diante do Lakers; média de 4,5 por partida. Tem se atrapalhado com a bola em momentos importantes. Há que se evitar isso. Experiente e ótimo marcador, tem que ser destacado para seguir os passos de Kobe Bryant nos momentos chaves do jogo;
3) J.J. Barea – O armador porto-riquenho surpreende neste confronto diante do Lakers. Está com dez pontos de média por jogo e 4,5 assistências. Tem mostrado um jogo consistente e o resultado é que tem ficado cerca de 16 minutos em quadra por partida, o que ajuda (e muito) no descanso de J-Kidd;
4) Chandler – Tem travado um duelo interessantíssimo com Andrew Bynum. Limitou o jogo do oponente no primeiro embate da série: oito pontos e cinco rebotes. É importante para o Dallas que Chandler controle Bynum;
5) Brendan Haywood – Seus números não impressionam, mas ele tem sido fundamental para o descanso de Tyson Chandler. Quando entra no jogo, tem defendido muito bem;
6) Defesa – O Mavs fez um excelente trabalho defensivo na última vitória. Segurou o Lakers em 81 pontos, quando a média do time na fase de classificação foi de 101,5. Além disso, o time angelino tinha um aproveitamento de 46,3% de seus chutes na fase regular e nesta série caiu para 41,9%;
7) 3 pontos – O rendimento do Lakers caiu nos arremessos principalmente por conta da ótima defesa dos chutes longos que o Mavs vem fazendo. Na fase de classificação, os californianos encestavam em média 35,2% de suas bolas de três; nesta série, caiu para 17,9%;

LAKERS
1) Confiança – É fundamental para o Lakers reverter esta série não perder a confiança. Se deixar de acreditar que é possível reverter, esquece;
2) Conversa – Andrew Bynum disse que o time não tem conversado em quadra. Se não houver comunicação, fica difícil, principalmente na defesa;
3) Ron-Ron – Foi expulso merecidamente no jogo passado depois de dar um tapa no rosto de J.J. Barea. Resultado: acabou suspenso por uma partida pela NBA. Vai fazer muita falta, pois, embora não defenda como na temporada passada, ainda assim pode criar armadilhas para os oponentes;
4) Matt Barnes – Sem Artest, terá papel fundamental na partida desta noite. É a chance de provar que o Lakers fez um bom investimento ao contratá-lo;
5) Defesa – Há que se defender Nowitzki. É difícil? Sim, claro que é, mas não é impossível. Lamar Odom tem se dado melhor do que Pau Gasol. Tem que ganhar mais minutos em quadra para esta missão;
6) Pontaria – Dois reservas desapontam até o momento: Shannon Brown e principalmente Steve Blake. Brown está com média de seis pontos, mas não acertou nenhuma bola de três até o momento. Blake está zerado no confronto embora tenha jogado quase que 19 minutos em média por partida;
7) Kobe – Não tem jeito: se não jogar no limite máximo de seu jogo, vai ficar difícil. Black Mamba é a chave deste confronto para o Lakers. Além disso, se sobrar a bola final, tem que derrubar; não pode falhar. Segundo levantamento do site da ESPN dos EUA, Kobe falhou em suas últimas cinco tentativas nesta temporada.

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sábado, 23 de abril de 2011 NBA | 20:15

CHICAGO: PÁLIDA IMAGEM DE UM TIME DE BASQUETE

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O Conseco Fieldhouse de Indianápolis parecia o United Center de Chicago. A impressão que dava era que tinha mais torcedores do Bulls do que do Pacers. Mas o Chicago não se sentiu em casa; ao contrário.

Foi novamente presa da marcação do Indiana (tem alguém defendendo melhor do que o Pacers nestes playoffs?) e sucumbiu pela primeira vez nesta pós-temporada. Torcedores do Bulls compareceram às pencas no Conseco (fotoAP), certo de que o tricolor de Illinois fosse varrer o adversário.

Mas, como disse, o time foi novamente presa da marcação do Indiana e isso não ocorreu. Derrick Rose, desta vez, não fez milagres no quarto final e nem na última bola. E quando D-Rose não joga bem ou não carrega o time nas costas, o Chicago perde.

O Chicago não tem ninguém capaz de resolver uma partida. Ou o sistema funciona e a vitória vem com tranquilidade, ou é D-Rose quem tem que assumir esse papel.

Neste sábado foi o que aconteceu. D-Rose voltou a jogar mal. E do banco Tom Thibodeau esteve novamente perdido, como ocorreu no jogo passado, quando esqueceu Kyle Korver no banco do Chicago, lembrando-se dele apenas no último quarto.

A jogada final do Chicago foi risível. Carlos Boozer fez o arremesso de três. Pode? Claro que não; deu tudo errado.

Quanto ao desempenho dos jogadores, vejam só: 31-82 (37,8%) na totalidade dos arremessos, sendo que nas bolas de três tivemos 3-20 (15,0%).

Muito deste desempenho pífio tem a ver com a má jornada dos jogadores, mas também tem a ver com a defesa do Indiana (tem alguém defendendo melhor do que o Pacers nestes playoffs?). Uma prova disso é que Korver só conseguiu chutar duas – isso mesmo, duas – bolas de três durante os 22 minutos em que esteve em quadra.

Se esse time do Indiana fosse um pouco melhor com a bola nas mãos, do jeito que defende, poderia engrossar estar série e transformá-la em um confronto de sete jogos. Mas isso dificilmente vai acontecer.

O time está entregue a apenas um jogador que sabe jogar com a bola nas mãos: Danny Granger. E olha que ele não é nenhuma brastemp. Anotou 24 pontos, embora tenha errado seus quatro arremessos triplos; no geral, fez 9-19 (47,3%).

Os demais? Apenas esforçados.

O Indiana defende muito, mas ataca pouco. Como disse, não deve engrossar esta série.

O Chicago joga mal, pois além de não encontrar resposta para as armadilhas defensivas do Indiana, sente a pressão de jogar como favorito. E Derrick Rose praticamente atua sozinho.

Luol Deng não é confiável, Carlos Boozer é uma decepção e os demais são jogadores de esquema. Do jeito que está, passa pelo Indiana, mas tomba diante de Miami ou Boston.

O Chicago destes playoffs é apenas uma pálida imagem daquele time que encantou na fase de classificação e acabou em primeiro lugar no campeonato.

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terça-feira, 19 de abril de 2011 NBA | 15:02

ASCENSÃO E QUEDA NO LESTE DA NBA

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Lamentavelmente não vi os jogos de ontem. Minha internet não estava à disposição. A empresa que cuida do serviço informou-me: manutenção de rede. Das 21h até as 9h desta terça.

Levantei e fui tentar ver o VT. Mesma situação. Liguei novamente para a empresa. Informaram-me: manutenção prossegue; até as 21h30 desta terça.

Lamentável.

QUEDA

Que o Chicago e Derrick Rose estão em queda neste momento não há dúvida. Nem é preciso ver os jogos para se constatar isso. Nem a ausência de Darren Collison ajudou o Bulls.

O resultado mostra isso: 96 a 90. A atuação do time, à exceção de Derrick Rose, foi muito ruim. Repito: não vi o jogo. Mas olho para o “box score” e vejo:

1) Luol Deng: 3-13
2) Joakim Noah: 2-10
3) Keith Bogans: 1-5
4) Carlos Boozer: 6-12

Estes são os titulares ao lado de D-Rose. E Booz e Noah jogam com o beiço no aro, pois atuam dentro do garrafão.

Com um desempenho desses, não dá para ter folga no jogo.

Agora, o que me chamou a atenção foi o fato de que o Indiana ter perdido Collison e mesmo assim ter vendido caro a vitória ao Chicago.

O “box score” me sugere que o time voltou a marcar bem apesar de ter tomado 96 pontos. Limitou o adversário a um aproveitamento de apenas 38,6% de seus arremessos.

ASCENSÃO

O Miami é o único time que sobra nestes playoffs. E enfrenta um adversário, o Philadelphia, que cresceu muito de produção na segunda metade do campeonato, com vitórias diante do Boston e do Bulls, em Chicago.

Bateu o Sixers novamente, agora por 94 a 73, e fez 2 a 0 na série. Como o Chicago, mas jogando melhor do que o Bulls e contra um adversário mais forte.
Não vi o jogo, vocês sabem, mas olho para o “box score” e vejo que o único jogador do Heat que teve “double-double” foi Chris Bosh: 21 pontos e 11 rebotes.

Por que algumas pessoas são tão resistentes em relação a CB1?

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segunda-feira, 11 de abril de 2011 NBA | 13:02

ALGO DE ERRADO ACONTECE EM LOS ANGELES

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A situação em Los Angeles não está nada boa. O Lakers voltou a perder; desta vez para o Oklahoma City: 120 a 106. Foi a quinta derrota seguida. Isso não acontecia desde 2007, antes da chegada de Pau Gasol.

O que acontece com o atual bicampeão da NBA?

Na sexta-feira Phil Jackson chamou o time de “preguiçoso”. Ontem, depois da derrota, Kobe Bryant (Foto AP) evitou qualquer contato com os companheiros, contrariando seu ritual tradicional. Está, claramente, irritado com a situação, assim como P-Jax.

O time ainda mantém o segundo lugar no Oeste, atrás apenas do San Antonio. Mas tem o mesmo número de derrotas do Dallas (25) e uma a menos do que o Thunder (26).

Tem mais duas partidas até o final desta temporada regular: San Antonio em casa e Sacramento fora. Do jeito que a equipe está, perde as duas partidas. Aí cairia para 27 derrotas.

O Dallas tem igualmente mais dois jogos: Houston fora e New Orleans em casa. Seria absolutamente normal o time perder para o Rockets, seu tradicional rival, e vencer o Hornets. Ficaria com 26 derrotas.

E finalmente o OKC, que também faz mais dois jogos: Sacramento fora e Milwaukee em casa. Prevejo duas vitórias. Se isso ocorrer, ele fica com as 26 derrotas atuais.

Empataria com o Dallas. Neste caso, o Thunder levaria vantagem, pois foi campeão de sua Divisão Noroeste.

E a classificação final do Oeste ficaria assim:

1º San Antonio
2º OKC
3º Dallas
4º Lakers

Há alguns dias eu estou achando que o Lakers acaba em quarto lugar no Oeste. E acho que isso vai mesmo acontecer.

O que acontece com o atual bicampeão da NBA?

Ainda acho que o time vence o Oeste, mas algo tem de errado na terra do cinema. E precisa ser corrigido rapidamente.

PRA DAR MORAL

O Miami ensacou o Boston no sul da Flórida: 100 a 77. Foi uma vitória com 23 pontos de diferença.

Era o triunfo que o Heat precisava. Afinal de contas, o time tinha perdido os três embates anteriores, um deles em sua American Airlines Arena, palco do jogo de ontem. O grupo estava complexado com o Celtics.

A vitória de ontem mostrou que esta série, na semifinal do Leste, será muito disputada. Creio que só será decidida no jogo 7. E ele acontecerá em Miami…

OBS

O que acontece com Rajon Rondo? Depois de ter sido colocado no bolso por Dwyane Wade, ontem deixou a quadra com pífios sete pontos e cinco assistências. Arremessou apenas oito bolas e visitou apenas duas vezes a linha do lance livre. O que acontece com Rajon Rondo?

CARIMBADA

O Chicago passou no bico do corvo pelo Orlando: 102 a 99. Fez 3 a 1 na série entre eles e mostrou, pelo menos na fase de classificação, superioridade diante do provável oponente nas semifinais do Leste.

Ah, Dwight Howard não jogou, alguém pode dizer. Verdade, não jogou; mas na vitória solitária do Magic sobre o Bulls, em Chicago, o time da casa colocava em quadra pela primeira vez na temporada seu segundo melhor jogador: Carlos Boozer.

Booz jogou apenas 22 minutos e atacou a cesta em apenas cinco oportunidades. Não era, na ocasião, o jogador de hoje.

CONFRONTO

O Orlando fez quatro partidas contra o Atlanta nesta temporada. Venceu uma e perdeu três.

Os dois vão se encontrar na primeira rodada dos playoffs. Será que haverá surpresa?

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quarta-feira, 23 de março de 2011 NBA | 17:56

QUEM É MELHOR, LAKERS OU CHICAGO?

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O Lakers conseguiu uma vitória empolgante ontem à noite dentro de seu Staples Center. Depois de três prorrogações, bateu o Phoenix por 139 a 137.

Kobe Bryant foi visto uma vez mais esmurrando o coração com a mão direita, indicando aos torcedores de todo o planeta que o time é um time vibrante, não é apático e nem aceita qualquer outro resultado que não seja a vitória.

Kobe (Foto Getty Images) também foi visto esmurrando o coração com a mão direita, esticando a regata na vitória diante do Portland, domingo passado, por 84 a 80, também. Foi, igualmente, dramática.

Derrick Rose foi visto sentado no banco de reservas do Chicago na vitória do Bulls sobre o Hawks, ontem, em Atlanta, por 114 a 81. Vitória, vírgula, um massacre.

D-Rose ficou sentado no banco de reservas do Bulls durante todo o último quarto. Quando o período final começou, o Chicago vencia por 98 a 60.

Não foi só ele, diga-se; foi todo o time titular.

Isso ocorreu também no jogo anterior, quando o Bulls bateu o Sacramento, em Chicago, por 132 a 92. Vitória, vírgula, um massacre também.

A pergunta que se faz é: quem está jogando o melhor basquete no momento? Lakers ou Chicago?

O Lakers tem a melhor campanha entre todos os times da NBA no returno do campeonato. Por returno entenda-se os confrontos depois do “All-Star Game”. O time californiano jogou 14 partidas e venceu 13, o que dá um aproveitamento de 92,8%.

A campanha do Chicago é inferior — mas não muito. O Bulls fez 16 partidas e perdeu três, desempenho de 81,2%.

Neste segundo turno, o time angelino enfrentou nove oponentes com aproveitamento superior a 50%. Só foi batido uma vez: Miami — de que, aliás, se tornou freguês nesta temporada, pois também perdeu para o Heat em Los Angeles.

O retrospecto do Chicago em relação a confrontos com equipes com desempenho positivo é o seguinte: oito jogos e apenas uma derrota, para o Atlanta, na Geórgia — de que o Bulls também é freguês quando joga na casa do oponente. A vitória de ontem foi expressiva também por conta disso.

Aliás, abrindo um parêntese aqui, informo que as outras duas derrotas da equipe neste returno foram para Toronto e Indiana.

Neste caso, o retrospecto se equivale.

Quem joga o melhor basquete da NBA no momento? Chicago ou Lakers?

O Chicago, como disse acima, não enfrentou dificuldades em seus dois últimos jogos. O Lakers, ao contrário, suou para vencer. Mas, é bom dizer, jogou ambas as partidas sem Andrew Bynum, um de seus pilares defensivos, um gigante no garrafão em todos os sentidos que a palavra possa nos contar.

O Chicago está completinho da silva. E isso conta muito. Então, vamos dar um desconto para essas duas vitórias suadas conquistadas pelo Lakers.

Então, eu volto a perguntar: quem joga o melhor basquete no momento? Lakers ou Chicago?

Numa hipotética final, quem venceria? Chicago ou Lakers?

Completos, o Lakers é melhor; não se discute isso.

O quinteto do time californiano é mais harmônico. Joga sem armador porque o sistema dos triângulos assim indica. Mas tem gente do mais alto gabarito para levar a bola, como Derek Fisher, Kobe Bryant e Lamar Odom.

Seu garrafão é poderosíssimo: Bynum, Lamar e Pau Gasol.

E seu banco? À exceção de Lamar (o melhor reserva da NBA há pelo menos três temporadas), os demais são comuns.

O Chicago tem o melhor armador da liga no momento. Derrick Rose (Foto AP) deve ficar com o prêmio de MVP. Seria o equivalente de Kobe no Bulls. Mas ele não é ainda Kobe Bryant. D-Rose tem muito chão para trilhar para chegar próximo de Black Mamba. Mas ele é o cara que desempenha o papel de KB no Bulls.

O “frontcourt” do Chicago é muito bom também. Luol Deng, Carlos Boozer e Joakim Noah podem duelar com seus adversários de igual para igual. Venceriam o duelo? Difícil, mas não impossível.

Quanto ao banco do Bulls, parece-me ele mais forte do que o bando do Lakers. Já disse que Lamar é incomparável, mas também disso que os demais são comuns.

O Lakers vai usar três jogadores de seu banco quando os playoffs chegarem: Lamar, Shannon Brown e Matt Barnes. Os demais, apenas em situações especiais.

O Chicago vai usar Ronnie Brewer, Kyle Korver, Taj Gibson e Omer Asik. Os demais, em poucas oportunidades, a não ser em situações especiais.

Vejo que o Bulls tem mais opções do que o Lakers. Vejo que o Chicago pode rodiziar mais sua equipe do que o Los Angeles. E isso pode ser um handicap para o time da cidade dos ventos.

E os treinadores?

Bem, não há o que se falar de Phil Jackson. Sua história, seu cartel fala por ele. P-Jax é o maior vencedor de títulos da história da NBA: foram 11 no total. E tem experiência, o que conta muito nos momentos decisivos.

Tom Thibodeau é um “rookie” como treinador. Mas ele é um “rookie” no banco como Magic Johnson foi em quadra. Em seu primeiro ano como profissional, Earvin (como os amigos o chamam) foi campeão e simplesmente o MVP das finais.

Mesmo sem experiência, usou todo seu talento para superar o desconhecido. Nas finais contra o Philadelphia (4 a 2), em 1980, no jogo decisivo atuou como pivô, pois Kareem Abdul-Jabbar estava com o tornozelo torcido. Magic anotou 42 pontos, 15 rebotes, sete assistências e três desarmes.

Um monstro, um gigante. Mesmo aos 21 anos e sem qualquer experiência de final.

Thibodeau é um novato como Magic Johnson. Em seu primeiro ano à frente do Chicago montou um time. Um time que peleja de igual para igual com qualquer um dos grandes da NBA na atualidade. Um time que teima em ficar com o primeiro lugar de uma conferência que tem simplesmente o Boston Celtics, um dos gigantes da NBA nos últimos anos.

Thibodeau é esperto demais. Acho que hoje ele é mais esperto do que P-Jax. Enquanto o treinador do Lakers já anunciou a aposentadoria, cansado da rotina estafante de uma temporada, Thibodeau está cheio de energia, de garra, de vontade, de tesão. Tem a faca entre os dentes. Tem vontade de ser no futuro o que P-Jax é no presente.

Por isso, acho que no banco de reservas, o Chicago está mais bem servido no momento do que o Lakers.

Mas, como eu tenho dito aqui neste botequim, treinador não entra em quadra. Quem decide são os jogadores. Claro que se ele monta errado uma estratégia, ele pode jogar o time no buraco. Mas não é o caso: P-Jax e TT estão num nível superior.

E como são os jogadores que decidem, o Lakers, no papel e na quadra é superior ao Chicago. Numa hipotética final, levaria a melhor, creio eu, com um 4 a 2.

Todavia, em 1991, quando o Chicago chegou pela primeira vez à decisão — e justamente contra o Lakers — também não tinha experiência. A experiência do Bulls resumia-se a finais do Leste contra o Detroit, quando perdeu duas seguidas para vencer na sequência.

Mesmo sem experiência e enfrentando um Lakers com Magic Johnson, Byron Scott e James Worthy, venceu a decisão por 4 a 1.

Derrick Rose não é Michael Jordan — assim como Kobe Bryant não é Magic Johnson. O que aproxima D-Rose de MJ é a vontade de vencer; o que aproxima Kobe de Magic é a rodagem de ambos.

Quem está jogando o melhor basquete na NBA no momento? Não dá pra dizer com todas as letras. Eu acho que é o Lakers, mas o futuro vai nos dizer realmente quem está jogando melhor.

Pode nem ser Lakers e Chicago. Pode ser outra equipe. A final pode opor duas outras equipes, como San Antonio e Boston.

Mas, não sei, sinto cheiro no ar de Lakers x Chicago.

E aí vamos pode responder a pergunta: quem é o melhor, Lakers ou Chicago?

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sábado, 12 de março de 2011 NBA | 12:29

BOSTON E CHICAGO, DUELO PARTICULAR NO LESTE

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Na apresentação da rodada de ontem (sexta-feira) da NBA, este iG, ao referir-se ao jogo entre Philadelphia e Boston, postou o seguinte:

“O confronto da Filadélfia tem tudo para ser emocionante. Embora o Celtics tenha um recorde de 12-2 diante do Sixers desde que o “Big Three” (Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce) foi reunido, a equipe da casa vem num progresso neste 2011 que chama a atenção.

“Quando Doug Collins foi contratado para dirigir o time no começo desta temporada, pouco se esperava que ele pudesse fazer logo de cara em uma franquia que teve a terceira pior campanha da temporada passada.

“E isso ficou mais evidente depois de um início com três vitórias e 13 derrotas. Mas o ano novo veio e com ele a equipe começou a engrenar. De 21 de janeiro pra cá, o recorde do Philadelphia é 21-6. No Leste, só não é melhor que o do Chicago, que fez 21 vitórias e perdeu apenas quatro vezes”.

E não deu outra: o jogo entre Sixers e Celtics foi realmente emocionante.

No outro encontro entre Philadelphia e Boston, na Filadélfia, em 9 de dezembro passado, o Celtics venceu por um ponto: 102 a 101. E a vitória veio com uma cesta de Kevin Garnett no estouro do cronômetro.

Treze dias depois, em Boston, novo jogo complicado. O time da casa venceu por apenas quatro pontos: 84 a 80. E foi no sufoco também.

A 14 segundos do final da partida, Andre Iguodala fez um “rush” em direção à cesta do Celtics para tentar empatar a partida e levá-la para a prorrogação. Tomou um toco de Garnett. Paul Pierce pegou o rebote, passou a pelota para Ray Allen que sofreu falta de Tony Battie.

Bem, aí nem precisa dizer o que aconteceu. Mas eu digo, porque gosto de contar histórias: Allen bateu os dois lances livres, a cinco segundos do último soar da corneta, e levou o Celtics à vitória mencionada de 84 a 80.

Os dois times voltam a se enfrentar no dia 5 de abril próximo. Local: Boston. Já abri a minha agenda e coloquei: não seja tolo de perder esta partida – Boston x Philadelphia!

Vocês já devem ter ouvido falar em jogos que se encaixam. O jogo do Sixers se encaixa contra o do Celtics. O contrário não é verdadeiro.

Na classificação do Leste, o Boston aparece em primeiro lugar e o Philadelphia em sétimo. Se terminar assim, os dois não se enfrentam na primeira rodada dos playoffs.

A vantagem do Sixers em relação ao Indiana é grande; o time da Filadélfia não cai para a oitava posição, provocando, assim, um duelo entre ambos nos playoffs.

A única chance de isso acontecer é o Sixers permanecer nesta sétima colocação e o Boston cair para a segunda. Se isso ocorrer, então, teremos Boston x Philadelphia na primeira ronda dos playoffs.

Aí eu quero ver o que vai acontecer. O Boston é favorito, mas eu não descartaria uma surpresa. E sabem por quê? Por causa daquela questão do jogo de um se encaixar com o jogo do outro e o oposto não ser verdadeiro.

PERGUNTA

Mas o Boston pode perder a liderança do Leste?

RESPOSTA

Claro que pode. E já perdeu duas vezes para o Miami. Num curto espaço de tempo; mas perdeu.

ATROPELANDO

E quem poderia roubar esta posição do Boston? O Chicago.

Neste momento, a classificação está assim:

1º Boston: 46-17 (73,0%)
2º Chicago: 46-18 (71,9%)

Enquanto o Boston vem de duas derrotas seguidas e diante de equipes médias (perdeu também para o Clippers, este em casa), o Chicago acumula cinco vitórias consecutivas.

Desse quinteto de triunfos, quatro foram contra equipes com aproveitamento superior a 50%. A saber: Orlando, Miami, New Orleans e Atlanta, ontem, em Chicago. Deste quarteto de compromissos vencidos, dois foram fora e dois em casa.

E o de ontem, diante o Hawks, foi sem Carlos Boozer, que está contundido no tornozelo esquerdo por causa de uma entrada criminosa de Kwame Brown, que até falta técnica levou.

Derrick Rose, que está cotadíssimo para ser o MVP da temporada, fez 34 pontos. Num jogo em que o time não atingiu a contagem centenária (94 a 76) ele fez 34 pontos, deu cinco assistências e pegou seis rebotes. Partidaço!

A facilidade com que D-Rose (foto Getty Images) manuseia a bola chama a atenção. A facilidade com que ele infiltra chama a atenção. E sua melhora nos arremessos de média e longa distância nesta temporada em relação a passada também chama a atenção.

D-Rose é um líder calado. Impressiona seus companheiros pelo seu jogo e por sua atitude em quadra. Não enche o saco da arbitragem, não arruma confusão com o adversário e por onde passa é aplaudido ao invés de ser vaiado pela massa adversária.

Com ele em quadra, o time sente-se seguro; protegido. Com ele em quadra o Chicago por enfileirar vitórias e destronar o Boston da primeira colocação no Leste.

Os dois time ainda têm que se encontrar mais uma vez nesta fase de classificação. Será no dia 7 de abril, em Chicago. Dois dias antes, lembram-se?, o Boston enfrenta o Sixers, na Filadélfia.

Se o Philadelphia encaixar novamente seu jogo diante do Celtics, o alviverde pode desembarcar no O’Hare com uma derrota na bagagem. E jogaria pressionado pela vitória, quem sabe, para não perder a liderança da conferência.

Alguém pode dizer: ah, o Boston foi quarto colocado na temporada passada e chegou a final da NBA. Verdade, isso de fato ocorreu. Mas na temporada passada o Boston não tinha um adversário forte para enfrentar como este Chicago.

E com desvantagem de quadra será difícil o duelo contra o Bulls.

Mas, eu também concordo, temporada regular é uma coisa, playoffs são outra.

REGISTRO

A vitória do Chicago sobre o Atlanta foi a décima seguida no United Center. Fato que não ocorria desde 1998, quando um tal de Michael Jordan usava a camisa 23 do time e levou-o à conquista do título.

POSIÇÃO

Começo a achar que o Chicago tem panca de campeão.

QUEDA

O San Antonio teve muita dificuldade para vencer o Sacramento (108 a 103), lanterninha do Oeste, dentro de casa. Depois de ter sido humilhado pelo Lakers, venceu com as calças nas mãos o Detroit (outro time fraco do campeonato) e ontem aconteceu isso.

O Spurs está em queda. Isso é fato. Não dá, como a gente costuma dizer, para jogar bem todas as noites, e, consequentemente, todo o campeonato. Estas oscilações são normais. Só nos resta saber até quando vai isso.

De todo o modo, o San Antonio, mesmo jogando mal, vence. Boston e Lakers, quando jogam mal, perdem.

ENSINAMENTO

Tiago Splitter jogou 40 segundos contra o Detroit. Ontem nem entrou em quadra.

Mas isso faz parte do ensinamento. Faz parte da adaptação. Isso é o que me dizem.

Então eu pergunto: como é que se adapta sem jogar? Como é que se aprende se você não pode praticar o que estudou?

Troquei de laptop recentemente. O novo tinha um teclado diferente. Eu precisava me adaptar a ele. E o que eu fiz? Digitei, digitei e digitei. Quanto mais eu digitava, mais eu me adaptava. Apenas olhando para o teclado eu não iria conseguir me adaptar a ele.

Não precisa ser gênio para se concluir isso.

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quinta-feira, 10 de março de 2011 NBA | 17:50

PRIMO POBRE QUERENDO SER RICO

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Antes tarde do que nunca. O dia já se vai, mas não me esqueci de vocês e nem do botequim. Falei sobre Kevin Love, mas não há como não falar sobre o Los Angeles Clippers; e do Chicago também.

Alguns torcedores do Boston sumiram deste botequim nesta quinta-feira de muito calor aqui em São Paulo. Mas propício para uma boa cervejinha… Labica! Labica! Por favor, a primeira rodada é por minha conta. Sirva a rapaziada.

E o Clippers, hein? Vocês já pensaram se lá houvesse um treinador que não fizesse bobagens e não atrapalhasse os jogadores? O time ficaria ainda mais atraente. E encantador, seduziria jogadores.

Muitos gostariam de vestir a camisa do primo pobre de Los Angeles. Afinal, lá está Blake Griffin, uma das maiores revelações desta geração. Bem como Eric Gordon (que ele se recupere de uma vez desta lesão!). E ainda tem o Mo Williams que bem dirigido dirige bem o time em quadra.

E tem Los Angeles… Ah, Los Angeles. Trapizomba, nosso grande parceiro, mora por lá. Falamo-nos por telefone. Infelizmente, não foi possível o nosso encontro.

Mas acho, amigão Trapizomba, que a gente vai se ver em junho próximo. Estamos planejando a cobertura “in-loco” das finais, e está com um cheiro de Lakers na decisão, não está?

Vocês não sentem o cheiro? Ou é impressão minha?

Mas voltemos ao Clippers. O time venceu o Celtics, em Boston, mesmo com Griffin jogando uma partida sem lustro. Foram apenas 12 pontos e sete rebotes.

Em compensação, Williams (Foto AP) jogou por ele e por Griffin. O armador, ex-Cavs, detonou: 28 pontos e quatro assistências.

Foi impressão minha ou Mo deixou a quadra com um sorriso maroto, de canto de boca, com a sensação de ter se vingado dos últimos confrontos entre Boston e ele?

Boston? Bem, essas coisas acontecem. Mas é bom não acontecer sempre porque o Chicago vem logo atrás, babando, louquinho da silva para pegar este primeiro lugar.

Disse aqui em algumas ocasiões que o Bulls não tem panca de campeão. Na quadra, e não nos microfones, o time respondeu que tem. Venceu Orlando e Miami fora de casa. Ótimos resultados, principalmente diante do Orlando.

Se o Chicago terminar a fase de classificação em primeiro lugar e entrar nos playoffs com vantagem de quadra… Sei não!

CAVALO!

Sim, o que Kwame Brown fez com Carlos Boozer foi um crime. Como se dizia no meu tempo no interior paulista, o cara foi um cavalo! Deu uma porrada bem no meio de Booz, sem necessidade alguma.

Booz saiu do jogo. Nesta quinta-feira, o tornozelo esquerdo será avaliado novamente. Ao que tudo indica, não foi nada grave. Mas poderia ter sido da maneira estabanada com que Brown “agrediu” Boozer.

Tomara que não tenha sido nada. O time está montadinho. Se Booz ficar um tempo de fora, o time pode ter seu rendimento comprometido.

O Chicago funciona como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Ou, como os antigos gostavam de dizer, funciona como um relógio suíço.

DALLAS

Ricardo Camilo, outro grande parceiro deste botequim, perdeu o sono nesta noite. Foi, disse ele, dormir de mau humor.

E não é pra menos: o time perdeu um jogo ganho. A 1:13 minuto do final, o time vencia por 92 a 85. E conseguiu perder a partida.

Tyson Chandler, que eu acho fraquíssimo, perdeu dois lances livres a 17 segundos do fim do confronto, com o Mavs na frente em 92 a 90. Tivesse acertado e os texanos pulariam na frente em quatro pontos.

Mas não foi só isso: Jason Kidd fez 0-7 nos arremessos (0-5 nas bolas de três). Contribuiu com apenas três pontos, frutos de três lances livres certeiros.

Não tem jeito: jogador importante que não pontua, não resolve. Como sempre diz meu amigo Ivan Zimmermann, um dos melhores (senão o melhor) narrador de basquete brasileiro, “relógio que atrasa, não adianta”.

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domingo, 6 de março de 2011 NBA | 18:27

O QUE MUDOU NO MIAMI?

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O Miami acabou de perder para o Chicago. Num primeiro momento, vamos esquecer o resultado. Neste primeiro momento, eu quero falar da maneira com que o Miami jogou.

O resultado final foi 87 a 86 para o Bulls. O Heat, como se vê, tomou 87 pontos do adversário. No jogo passado, que a gente pode batizar como “A Vergonha do Álamo”, o time do sul da Flórida sofreu 125 pontos do San Antonio. Ou seja: neste domingo, subtraiu do adversário 38 pontos. No confronto contra o Spurs, permitiu ao adversário aproveitar 56,1% de seus arremessos. No enfrentamento diante do Bulls, limitou o adversário a 45,9%.

No jogo diante do San Antonio, o Heat fez apenas três desarmes e deu só dois tocos. E induziu o oponente a apenas oito erros durante a partida. Na partida contra o Chicago, os jogadores do Miami levaram os jogadores do Chicago a cometer 15 erros. Além disso, fizeram oito desarmes e deram quatro tocos.

Isso a estatística mostra. Agora vamos ao que a estatística não mostra: o comportamento dos jogadores do Miami na partida diante do San Antonio foi vergonhoso; o comportamento dos jogadores do Miami na partida diante do Chicago foi comovente. No final do confronto, era dobra praticamente que o tempo todo. Jogador do Chicago que pegasse na bola, em segundos vinha a ajuda e eram dois a marcá-lo.

O esforço foi outro, a vontade foi outra, a atitude foi outra. E a energia foi outra.

O Miami perdeu o jogo, mas isso, neste momento, é o que menos conta. O que mais conta foi a atitude dos jogadores em quadra. Se o Miami jogar desta maneira a partir de hoje até o final da competição, tem grande chance de chegar à decisão do título.

TREINADOR 1

E qual foi o papel de Erik Spoelstra nisso tudo? Nenhum. Tudo o que se viu em quadra coube aos jogadores. Eles resolveram jogar com vontade, eles resolveram mostrar atitude, eles colocaram no jogo uma energia que não colocaram na partida contra o San Antonio.

Por isso o Miami vendeu caríssimo a vitória ao Chicago.

TREINADOR 2

Vamos agora falar do resultado: que vitória do Chicago! E muito dela (talvez a maior parte) tenha a ver com o treinador. O trabalho de Tom Thibodeau foi espetacular. Sua estratégia de final de jogo foi de deixar qualquer Alexandre o Grande embasbacado.

Ao colocar Joakim Noah em cima de LeBron James no lance final foi inacreditável. Com isso, ele limitou a tentativa de bandeja de LBJ, pois Noah é oito centímetros mais alto e tem uma envergadura muito maior.

No momento em que Luol Deng ia cobrar o segundo lance livre, ele rapidamente tirou de quadra Carlos Boozer e Kyle Korver e colocou Taj Gibson e Ronnie Brewer, que marcam melhor que Booz e Korver. Pensou tudo isso em frações de segundo.

Além disso, a maneira com que ele rodizia o time e usa o que os americanos gostam de chamar de “segunda unidade”, e que a gente chama de “reserva”, é um negócio de chamar a atenção. Ele vai trocando os jogadores, às vezes em duplas, trios ou mesmo individualmente e o nível não cai.

Um show de Thibodeau, que pode ser eleito o “Coach o the Year” desta temporada tranquilamente. O que ele faz em sua primeira temporada como treinador chama a atenção. Não sei se é inédito, mas se não for é de um ineditismo raro.

CONCLUSÃO

Douglas Carrizo, parceiro ativo deste botequim, tem discutido comigo a importância do treinador num time. Disse ele que se todos os jogadores forem disciplinados e dedicados, os treinadores têm papel importante. Ele tem razão; mas este mundo não existe.

Talvez exista em Chicago. Lá, todos parecem acreditar no que Tom Thibodeau fala. Por isso, cumprem à risca o que ele manda e o que ele pede. Talvez porque ele fale coisa com coisa, o que faz com que os jogadores creiam nele.

Em Miami isso parece não existir. O que parece existir em Miami é uma desconfiança por parte dos jogadores em relação ao treinador. Eu não sei se é isso mesmo, apenas estou conjecturando. Se verdade, talvez isso explique a maneira com que o Miami joga, pois os jogadores não creem em Erik Spoelstra e, ainda por cima, jogam quando querem, e assim o time envergonha a si próprio e aos seus torcedores também.

Por tudo isso que eu disse, fica uma vez mais bem claro para mim que a importância do treinador tem muitos limites em um time de basquete. A partir do momento que o mundo ideal não existe, são os jogadores que resolvem, pois são eles quem jogam. Se acreditam no treinador e este é competente (caso do Thibodeau), tudo vai bem. Se acreditam no treinador e este não é competente, o time cambaleia e perde, pois eles fazem o que o treinador pede. Se não acreditam no treinador e jogam o que acham que devem jogar e tentam resolver em quadra, podem até ganhar campeonatos, ou mesmo perder, mas perdem de maneira digna. Mas se não acreditam no treinador e jogam sem vontade, sem atitude, sem energia, tombam vergonhosamente na competição.

MVP

Derrick Rose voltou a encantar. Foram 27 pontos. Em Miami, neste domingo ensolarado, todos ficaram mais convictos ainda de que D-Rose é fortíssimo candidato ao laurel de MVP, ou seja, do melhor jogador do campeonato.

Foi um show em quadra, a completar o show que Tom Thibodeau dava do lado de fora da quadra.

Que dupla!

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  1. BOSH NO MIAMI COM D-WADE. E LBJ?
  2. O QUE FOI AQUILO EM MIAMI?!?!?!
  3. EM MIAMI NINGUÉM QUER NADA COM NADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última