Carlos Boozer | Fábio Sormani

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sexta-feira, 6 de abril de 2012 NBA | 14:38

A SITUAÇÃO DO CHICAGO É BOA, MAS PODE MELHORAR AINDA MAIS

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O Bulls fez um segundo tempo espetacular e dobrou o Boston ontem à noite em Chicago por 93-86. Chegou a estar atrás em 13 pontos na etapa inicial, mas apoiado no jogo ofensivo de Luol Deng, que marcou 18 de seus 26 tentos no período final, e em uma defesa forte, que diminuiu o volume de jogo do adversário e subtraiu 12 pontos nos últimos 24 minutos (49-38 no 1º tempo para o Celtics), o tricolor de Illinois conquistou sua 43ª vitória e manteve-se na liderança não apenas do Leste, mas de toda a NBA também.

O Chicago vinha de duas derrotas consecutivas: a tunda levada em Oklahoma City diante do Thunder por 92-78 e o inesperado revés frente ao Houston, em casa, por 99-93. A agenda mostrava que o próximo compromisso era diante do Boston, um time que cresce nesta segunda metade do campeonato (dos últimos dez jogos tinha uma campanha de 7-3 e enfileirou cinco vitórias seguidas neste trajeto) e que tem uma camisa poderosa e jogadores experientes, que gostam desse tipo de partida. Um time, é verdade, que vinha de uma derrota diante do San Antonio (87-86), doída, pois Paul Pierce poderia ter marcado a cesta no segundo final que daria vitória ao alviverde de Massachusetts, mas que consegue sempre se reagrupar nos momentos mais difíceis — e este era um deles.

Se perdesse para o C’s, o Bulls somaria sua terceira derrota seguida. Mas ela não veio. Aliás, a última vez que o Chicago enfileirou mais de duas derrotas foi na temporada 2009-10, quando perdeu dez jogos seguidos sob a gestão do medíocre Vinnie Del Negro. E naquela época, lembram-se?, Tom Thibodeau era assistente técnico do Boston Celtics.

Aliás, foi exatamente nesta temporada 09-10 que o Boston ganhou do Bulls pela última vez em Chicago. Foi no dia 12 de dezembro, uma surra aplicada pelo Celtics por 106-80. Nesta mesma temporada, no dia 13 de abril, o Chicago bateu o Boston por 101-93 em seu United Center e de lá para cá foram mais quatro vitórias. Ou seja: o C’s não vence o Bulls em Chicago há cinco contendas.

Mas voltando ao jogo de ontem, há que se dar crédito não apenas a Luol, mas também a Carlos Boozer e Joakim Noah (foto AP). Booz deixou a quadra do United Center com 12 pontos e 14 rebotes, enquanto que o franco-americano não ficou atrás: 19 pontos, nove rebotes e três tocos.

Tudo isso sem Derrick Rose, que não atua há 12 partidas consecutivas e que perdeu 22 jogos dos 56 disputados pelo time neste campeonato. Aliás, desses 22 confrontos ausentes, a campanha do time é de 15-7. Ou seja, um aproveitamento de 68,1%. Com D-Rose em quadra, a campanha é de 28-6, aproveitamento de 82,3%.

Quer dizer: há para onde crescer. Quando o atual MVP da liga voltar, o Chicago ficará mais forte ainda. Mas ficará mais forte ainda não apenas por conta da presença marcante de seu armador, mas também pelo fato de que, sem ele, outros jogadores, especialmente Luol Deng, ganharam maturidade e estofo para as grandes partidas. Luol, mas também Boozer, que vem fazendo um campeonato muito superior ao passado, pois tem assumido mais responsabilidades em quadra e tem se tornado marcante em jogos importantes. E Noah também merece destaque pelo trabalho que tem feito.

D-Rose, Luol, Booz e Noah. Quatro jogadores sólidos, sendo que um deles é gênio. Quatro jogadores sólidos e um treinador diferenciado, que é reverenciado e respeitado pelos próprios companheiros de profissão, a ponto de Stan Van Gundy ter dito que Thibs tem que ganhar pelo segundo ano consecutivo o troféu de “Coach of the Year”.

O campeonato está espetacular. O Oklahoma City é fortíssimo, capitaneado pela dupla Kevin Durant/Russell Westbrook; o Miami é invejado por muitos por contar com os Três Magníficos: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh; o San Antonio com seus Três Tenores (Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker), mais um técnico que conhece o caminho das pedras é temido e com razão; e há também times que não podem ser desprezados por conta de suas camisas e por estarem acostumados a decidir, como Boston e Lakers.

O campeonato não está mesmo espetacular?

GOOD NEWS!

Derrick Rose volta a vestir a camisa 1 do Chicago neste domingo diante do New York Knicks. O jogo está marcado para as 14h de Brasília e, por conta disso, torna-se imperdível.

“Estou morrendo de vontade de jogar, mas temos que ser inteligentes”, disse D-Rose após o treino de ontem; treinos, no plural, desculpem-me, pois ele participou dos trabalhos de arremessos pela manhã e do aquecimento antes da partida diante do Boston. “Mais dois dias de descanso farão bem a mim”, completou.

Dois dias; ou seja: sexta e sábado. Como o jogo diante do Knicks é domingo, então D-Rose volta a jogar neste domingo.

Excelente notícia não apenas para o Chicago, mas também para o campeonato, que ganha mais força ainda. Ganha mais força porque os oponentes não vão querer deixar o Bulls escapulir. Miami, OKC e San Antonio perseguem o Bulls porque querem acabar a fase de classificação em primeiro lugar para terem vantagens quando os playoffs chegarem.

Mas o campeonato não está mesmo espetacular?

QUEDA DE BRAÇO

Ontem estourou na mídia norte-americana a surreal entrevista de Stan Van Gundy na qual ele acusa Dwight Howard (ambos em foto AP) de tramar com executivos da franquia sua demissão.

“Minha fonte não são jornalistas, é gente lá de dentro”, disse Van Gundy. Por lá de dentro entenda-se gente dos escritórios da franquia; gente que tem contato com o poder.

Enquanto Van Gundy falava com a mídia, D12 apareceu, deu um abraço no treinador e perguntou se havia algum tipo de preocupação dele em relação a ele, Howard. Disse-o com seu sorriso marcante e cativante, no que Van Gundy, cara amarrada, respondeu na frente de todos: “Nossa única preocupação aqui deveria ser em ganhar partidas”.

O forfé (corruptela do francês “forfait”, cuja pronúncia é exatamente forfé) acabou por aí. À noite, o Orlando entrou em quadra no seu Amway Center e perdeu vergonhosamente para o New York por 96-80. D12 jogou e marcou vergonhosos oito pontos e pegou vergonhosos oito rebotes.

Vergonhosa, aliás, é a postura de Van Gundy, um fraco apegado ao emprego e que parece não ter vergonha na cara. Primeiro, que ele deveria ter resolvido essa questão no escritório dele, conversando, pessoalmente, com o jogador, e não levar o caso para a mídia. Segundo, que se comprovada a história (vamos colocar no condicional porque Van Gundy acusa e não mostra provas), o treinador deveria afastar o jogador pelo resto do campeonato e pedir para a franquia não renovar seu contrato, pois trata-se de um mau caráter, concordam? Terceiro, que se a franquia não atendesse seu pedido, ele deveria pegar o boné e se mandar.

ESTALEIRO

Dois brasucas estão do lado de fora das quadras neste momento: Anderson Varejão e Nenê Hilário. Quem mais preocupa é Varejão.

O capixaba quebrou a munheca direita no dia 2 de fevereiro diante do Milwaukee (foto). Os doutores do Cleveland disseram à época que o jogador iria se recuperar num período de quatro a seis semanas. Atingimos a nona semana e nada de Varejão voltar.

Esta é a segunda temporada consecutiva que Varejão tem problemas sérios. Na passada, ele lesionou o tornozelo no dia 7 de janeiro numa partida contra o Golden State, o que acabou por fazer com que ele perdesse o restante da temporada; ou seja, 47 partidas. Nesta, já são 27 jogos seguidos sem entrar em quadra.

A lesão da temporada passada deixou Varejão de fora do Pré-Olímpico de Mar del Plata. Se continuar assim, sem previsão de volta, começo a ficar preocupado quanto a presença do jogador nas Olimpíadas de Londres, que começam no final de julho.

Muito tempo? Sim, muito tempo; mas se a lesão for mais grave do que se imagina e Varejão tiver que entrar na faca, adeus viola. Ele não joga as Olimpíadas.

Nenê está com um problema no pé e não joga há três partidas. Mas nesta temporada ele já perdeu 20 confrontos. Isso não ocorria desde há quatro temporadas, quando ele ficou de fora por conta do tumor testicular.

Notícias de Washington nos dão conta de que Nenê volta esta noite no embate diante do New Jersey. Vamos cruzar os dedos e torcer para que isso realmente ocorra e que Nenê engate uma sequência de jogos de modo a nos mostrar que está com a saúde em dia.

Caso contrário, do jeito que ele encara a carreira, se houver algum problema, por menor que seja, que o faça a ter dúvidas sobre sua participação em Londres, ele seguramente vai optar por não participar dos Jogos Olímpicos.

E se isso acontecer, se o Brasil não puder contar com Varejão e Nenê nas Olimpíadas, nossa participação poderá ser constrangedora.

Notas relacionadas:

  1. RICHARD HAMILTON NÃO É DWIGHT HOWARD, MAS PODE SER BASTANTE ÚTIL AO CHICAGO
  2. TEIMOSIA DE THIBODEAU PODE CUSTAR A TEMPORADA DO CHICAGO
  3. CHICAGO: UMA AULA DE BASQUETE EM ORLANDO. E O TIME AINDA TEM PRA ONDE CRESCER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 20 de março de 2012 NBA | 12:02

CHICAGO: UMA AULA DE BASQUETE EM ORLANDO. E O TIME AINDA TEM PRA ONDE CRESCER

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Tenho procurado não falar muito sobre jogos para não fazer deste botequim um diário do factual. Procuro por temas para a gente discutir e refletir, de modo a nos fazer entender um pouco mais o jogo.

Por isso, como vocês devem ter reparado, abro um intertítulo batizado “Rodada” e nele dou uma pincelada sobre as partidas. Acho que é o mais adequado.

Abro nesta terça-feira uma exceção, que entendo ser pertinente. Abro para falar da vitória do Chicago sobre o Orlando, na Flórida, por 85-59, um baile. E sem Derrick Rose.

Fiquei impressionado com a qualidade do Bulls. O time foi perfeito defensiva e ofensivamente falando. Impôs ao Orlando sua pior derrota dentro de casa em oito temporadas. A vitória por 26 pontos de diferença foi a pior da gestão Stan Van Gundy em cinco campeonatos. Apenas um jogador do Magic, o pivô Dwight Howard, atingiu o duplo-dígito na pontuação. E por falar em D12, mesmo com ele em quadra, o Chicago venceu o duelo dos rebotes por 48-38.

“O verdadeiro motivo de nossa vitória foi nossa defesa”, afirmou Carlos Boozer. “Foi provavelmente nosso melhor desempenho desde que estamos juntos”.

A competência defensiva fez o Orlando assinalar apenas 59 pontos, recorde de menos pontos sofridos na história da franquia, batendo o anterior, que era de 62, marcados pelo Milwaukee na temporada 1997-98, quando o time estava nas mãos de Phil Jackson.

A força da defesa do tricolor de Illinois fez o Orlando cometer nada menos do que 19 erros na partida. E outro reflexo foi o aproveitamento grotesco do Orlando nas bolas de três: das 20 bolas arremessadas, apenas quatro entraram (20,0%). Ryan Anderson, que tanto brilha nestes arremessos compridos, fez só 2-8 (25,0%).

Além do parco desempenho nos tiros de três, nos lances livres o Orlando também envergonhou seus torcedores. Fez apenas 7-18 (38,9%), mostrando, igualmente, que se a defesa do Chicago foi boa, os jogadores também não estavam em uma noite feliz.

“Eles jogaram sem o MVP da liga e bateram Philly e Miami e nos arrasaram. Vamos dar o crédito pelo que eles estão fazendo e pelo tipo de time que eles são”, afirmou Van Gundy, tentando preservar seus jogadores, que realmente jogaram bolinha, especialmente Hedo Turkoglu, uma lástima, com quem a franquia gasta nada menos do que US$ 11 milhões.

Mas voltando a falar em Boozer, o ala-pivô do Chicago tem correspondido muito nos últimos confrontos e se continuar assim vai justificar o investimento feito nele na temporada passada. Ontem, até de pivô jogou e marcou D12. Ao contrário de Joakim Noah e Omer Asik, que estavam tremendo de medo do grandalhão do Orlando, Bozz foi lá e encarou a fera.

Carlos deixou a quadra sob a mira dos holofotes com um total de 24 pontos e 13 rebotes. Holofotes, é bem verdade, que se voltaram para o ala-pivô depois de ter iluminado intensamente um pixotinho de 1,80m de altura e que atende pelo nome John Lucas III. Vindo do banco, anotou 20 pontos e encestou quatro de suas sete tentativas de três. Ele foi o responsável direto pela goleada que o banco do Bulls impôs ao do Magic por 34-13.

Foi uma festa, como se vê, em pleno Amway Center.

Um amigo e seguidor do meu Twitter, ZecaVedder, assistiu ao vivo a partida e informou que 30% dos 18.998 pagantes eram torcedores do Chicago. Dava para perceber na transmissão que eram muitos, pois a cada cesta do Bulls o estrondo era grande.

De fato, estou impressionado com a atuação do Chicago. O desempenho do time “on the road” é de 19-6, o melhor entre os 30 times que participam do campeonato.

E, é bom frisar, sem D-Rose o Bulls marcou 10-4. Ou seja: o Chicago ainda tem pra onde crescer.

SUCESSOR?

O desempenho do Chicago foi tão encantador que acabou por premiar o técnico Tom Thibodeau (foto Orlando Sentinel), que tornou-se o mais rápido “coach” a atingir a marca de 100 vitórias na NBA. Para isso, ele precisou trabalhar em 130 contendas. O recorde era de Avery Johnson, na época treinador do Dallas, que atingiu a marca após 131 partidas.

Depois da contenda, o técnico Stan Van Gundy declarou o seguinte: “Existem vários grandes treinadores nesta liga e muitos deles fizeram e vêm fazendo ótimos trabalhos na última e nesta temporada. Mas ninguém — ninguém — tem trabalhado melhor do que Tom (Thibodeau). Ele está provavelmente melhor nesta do que na passada temporada”.

Uau, palavra de treinador, de quem entende. Pergunto: será que Thibs vai bisar o troféu de “Coach of the Year”?

O Chicago descobriu Phil Jackson, pra mim o maior treinador na história da NBA. Será que está descobrindo agora o seu sucessor?

ESCLARECIMENTOS

A direção do Chicago informou que não está interessada em contratar Derek Fisher.

Espero que ela cumpra a palavra e que outros times, como o Miami e Oklahoma City, não entrem nessa barca furada.

RODADA

Se alguém quiser comentar algo sobre os outros confrontos, fique à vontade, pois após a clínica do Chicago em Orlando eu me recusei a assistir qualquer outra partida.

Notas relacionadas:

  1. FOI UMA AULA, NINGUÉM DUVIDA
  2. CHICAGO: PÁLIDA IMAGEM DE UM TIME DE BASQUETE
  3. ATLANTA BATE ORLANDO, UM TIME ATRÁS DE ID
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

terça-feira, 13 de março de 2012 NBA, basquete brasileiro, basquete universitário norte-americano | 10:40

‘BRASILEIRO’ SCOTT MACHADO TENTA VAGA PARA O TOURNAMENT DA NCAA

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Há um bom motivo esta noite para a gente deixar a NBA de lado. Scott Machado estará em quadra com sua faculdade, Iona, e diante de BYU luta para conquistar a última vaga para fechar o “bracket” da região West da NCAA. O jogo, que será disputado na University of Dayton Arena, em Ohio, vai ser exibido ao vivo para o Brasil pela ESPN HD às 22h10, horário de Brasília.

Quem é Scott Machado?, você que não o conhece pode perguntar. Então eu conto sua história rapidamente.

Scott (foto) nasceu no bairro do Queens, em Nova York, há quase 22 anos (8/6/1990). Mas seus pais, Luis e Solenir, são brasileiros de Minas Gerais. Por isso, tem dupla nacionalidade. Luis e Solenir imigraram para os EUA no final dos anos 1980. Embora seja filho de um ex-jogador de futebol amador, Scott nunca gostou de tratar a bola com os pés, ele sempre preferiu manejá-la. Isso porque, com apenas três anos de idade, pisou pela primeira vez em uma quadra de basquete e de lá nunca mais saiu. Scott é armador e excelente nas assistências. Pelo que a gente pode deduzir com base nas estatísticas e nos textos lidos, é um jogador tipo Rajon Rondo, Jason Kidd. Ou seja: primeiro serve, depois tenta a cesta.

Pois bem, Scott tentará, então, conduzir Iona para a 14ª e última vaga para fechar o “bracket” da região West da NCAA, que será disputada no US Airways Center, ginásio do Phoenix. Se conseguir, enfrentará Marquette, a mesma escola que revelou, por exemplo, Dwyane Wade. O confronto pode acontecer na quinta ou sexta-feira próxima.

Não vai ser fácil, pois sua faculdade não tem muita tradição e BYU, ex-colégio de Rafael “Babby” Araújo e Luiz Felipe, armador do Joinville, mas que nos EUA era Luiz Lemes, tenta sua sexta classificação consecutiva para o Tournament da NCAA.

Só nos resta torcer. Eu, pelo menos, vou torcer — e muito. Ver um brasileiro no Tournament não é fato corriqueiro. Por isso, torço e deixo a NBA de lado momentaneamente.

DEADLINE

O Orlando pretende passar o dia de hoje e amanhã, se necessário, fazendo compras. Quer voltar para a Flórida com a sacola cheia de presentes e entregá-los para Dwight Howard.

Esta é a estratégia dos dirigentes da franquia para que D12 renove seu contrato e permaneça na terra de Mickey Mouse por mais um bom tempo. E o presente que eles querem dar a Howard atende pelo nome de Monta Ellis.

Se voltar com a sacola fazia, a estratégia é passar o dia 15, quinta-feira, no telefone tentando fazer um bom negócio envolvendo o melhor pivô da NBA nos últimos anos. Aí o Orlando vai procurar uma série de equipes, sem ter, no entanto, a garantia de que D12 (foto AP) vai estender seu contrato.

Fontes próximas ao jogador disseram ao site da ESPN gringa que o desejo do jogador é mesmo deixar o Orlando. E dois times estão na mira: New Jersey e Dallas. Mas há quem diga que ele pode ir até mesmo para o Miami, o que eu acho muito pouco provável, porque o Heat não tem “cap” e o Orlando jamais faria uma troca com seu maior rival.

Lakers? Esquece; seus torcedores, que tanto sonharam em ver Chris Paul e Dwight Howard ao lado de Kobe Bryant, podem tirar o cavalo da chuva. A menos que haja uma troca (e o Lakers já disse que só coloca Andrew Bynum e não pega Hedo Turkoglu de jeito nenhum, o que praticamente inviabiliza o negócio), é impossível D12 jogar com a amarelinha, pois não há “cap” para isso.

ADIAMENTO

Pelo menos até a semana que vem. Este é o tempo que Anderson Varejão vai continuar de fora do time do Cleveland. Uma pena; o capixaba estava jogando o fino da bola e foi defendido por muitos (inclusive por mim) para participar do “All-Star Game”.

O brasuca, se você não sabe ou não se lembra mais (afinal, ele está de fora     há mais de um mês, pois contundiu-se em 10 de fevereiro passado), fraturou o pulso direito. A previsão de retorno era de quatro a seis semanas. E cumpre-se o prognóstico médico.

Varejão, no entanto (e felizmente), não é problema, é bom frisar, para a seleção brasileira que participará dos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo.

DÚVIDA

O Chicago bateu o New York em seu United Center com todas as poltronas ocupadas (22.863 pagantes) por 104-99. Sinceramente, embora a campanha seja excelente (é o líder da competição com 35-9), não sinto firmeza no Bulls.

Ontem o time teve dificuldades para ganhar de uma equipe confusa. Teve dificuldades porque o Chicago, quando ataca, é igualmente confuso. Sobrevive às custas da genialidade de Derrick Rose.

E quando D-Rose não joga bem ou é bem marcado, o time não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos. Luol Deng não jogou novamente e isso, certamente, teve um peso muito grande, pois o sudanês naturalizado britânico é o braço direito de D-Rose em quadra.

Os demais são jogadores que não são tão confiáveis assim. Kyle Korver, o substituto de Luol, oscila demais. Numa noite faz 23 pontos e noutra, nove. Carlos Boozer, além de ser ruim na defesa, numa jornada sai como cestinha do time, noutra deixa a desejar. Taj Gibson defende muito bem, mas com a bola nas mãos em muitas situações é ele quem deixa a desejar.

O bom da história é que Joakim Noah está jogando bem. E com ele bem o time se fortalece, pois Tom Thibodeau, o treinador da equipe, apostou muito de suas fichas no franco-americano.

Sei lá, posso estar enganado ou sendo guiado pelo coração de torcedor. Mas não vejo como o Chicago possa ultrapassar o Miami em uma provável decisão do Leste.

Isso se o time não trombar com o Orlando, com quem o Bulls tem seríssimas dificuldades para jogar, pois D-Rose é vítima sempre dos tapas de Dwight Howard. Literalmente.

RODADA 1

O Boston, ainda em Los Angeles, venceu o Clippers por 94-85. O Clips, time que o nosso parceiro Reirom disse que faria a final da NBA nesta temporada, cai pelas tabelas. Vem de duas derrotas seguidas e dos últimos sete confrontos perdeu cinco.

Chris Paul não vive um bom momento e a perda de Chauncey Billups (não joga mais esta temporada por causa de uma lesão) não foi ainda assimilada pela equipe. A estratégia (sic) de Vinnie Del Negro de colocar Mo Williams ao lado de CP3 não tem dado muito certo.

Disso se aproveitou o alviverde de Massachusetts para vencer a partida.

Agora, sabem o que eu tenho reparado? Que esse armador Avery Bradley, que cumpre apenas seu segundo ano na NBA, é muito interessante. Não sei por que Doc Rivers não o deixa mais em quadra.

Bradley pode ser uma ótima alternativa para jogar ao lado de Rajon Rondo, dando descanso a Ray Allen, pois o francês Mickael Pietrus tem se revelado um furo n’água.

RODADA 2

Os outros jogos eu não vi. Alguém poderia me contar como Tiago Splitter se saiu na vitória (112-97) diante do Washington? Vi apenas que ele fez 17 pontos e pegou sete rebotes, o que me pareceu muito bom para quem jogou apenas 20 minutos.

Notas relacionadas:

  1. CHRIS PAUL PEDE TYSON CHANDLER PARA IR PARA CLIPPERS OU GOLDEN STATE
  2. ANDERSON VAREJÃO CORRE POR FORA PARA IR AO ‘ALL-STAR GAME’
  3. PARA AUMENTAR DISPUTA DO ‘ALL-STAR’, NBA PODERIA MUDAR O EVENTO PARA EUA x MUNDO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 11 de março de 2012 NBA, outras | 14:39

LEBRON NÃO DÁ SORTE MESMO!

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LeBron James não leva mesmo sorte.

Vinha fazendo tudo certinho. O Miami estava atrás cinco pontos, na prorrogação, diante do Indiana, e o cronômetro mostrava que apenas 1:44 minuto separava o jogo de seu final.

O Pacers meio que esfregava as mãos, contando com a vitória. Foi então que LBJ derrubou uma bola de três e baixou a diferença para dois pontos, para delírio da galera que lotou a American Airlines Arena (20.154 pagantes).

O Pacers falhou em seu ataque e no ataque do Heat LeBron deu uma assistência para Chris Bosh empatar a contenda em 91 pontos. Pedido de tempo pelo Indiana, Gary Glitter estourando os alto-falantes do ginásio com seu “Rock and Roll Part II” e os torcedores empolgados.

Os visitantes voltaram a falhar em seu ataque e no contra-ataque LBJ tentou novo arremesso triplo. A American Airlines Arena parou. Todos torciam para que o tiro fosse certeiro. Não foi.

Havia ainda 24 segundos para o final da prorrogação. A sorte do Miami e o alívio dos torcedores foi que Udonis Haslem pegou o rebote.

E o que aconteceu?

Nada de LeBron James decidir a última bola. Ela foi para as mãos de Dwyane Wade.

E o que aconteceu?

Vitória do Miami por 93-91.

LeBron James não leva mesmo sorte.

RODADA

E não é que o Detroit tomou gosto pela vitória? Ontem bateu o Toronto por 105-96 e enfileirou seu terceiro triunfo. Dos últimos cinco confrontos, ganhou quatro. Tudo bem que foi tudo dentro de casa, mas foi. Antigamente, mesmo dentro de casa o time só perdia… A partir de amanhã, o Pistons fica “on the road”. Fará nada menos do que cinco jogos seguidos em quadra alheia: Utah, Sacramento, Phoenix, Lakers e Denver. Depois joga em casa com o Miami. E nova sequência na estrada: New York, Washington, Cleveland e Chicago. Vai dar pra gente ver se o Detroit está mesmo em evolução… Neste cotejo, Leandrinho Barbosa esteve discreto: nove pontos (4-11; 1-4 nas bolas de três). Jogou 20:34 minutos… Em Chicago, o Bulls passeou diante do Utah: 111-97. E sem Luol Deng, que vai cumprir aquele tempo de descanso que ele pediu para o “staff” médico e também ao técnico Tom Thibodeau. Thibs, aliás, não pôde contar também com Joakim Noah. Deng e Noah uniram-se a Rip Hamilton e CJ Watson, dois outros jogadores que estão lesionados… Sabem quem foi o cestinha do Chicago? Carlos Boozer: 27 pontos. Booz voltou a ter um ótimo desempenho ofensivo. Kyle Korver entrou na vaga de Luol Deng e não decepcionou: 26 pontos (6-11 nas bolas de três). Derrick Rose? 24 pontos e 13 assistências… Se Korver e Boozer jogarem sempre assim, D-Rose faz um “double-double” todos os jogos… Não vi a vitória do Oklahoma City diante do Charlotte por 122-95. Kevin Durant, pelos números, até que foi bem, mas o destaque foi mesmo James Harden, que deve ser escolhido o sexto homem desta temporada. Harden anotou nada menos do que 33 pontos… Notei que minha caixa de mensagem está civilizada. Sabem por quê? O Dallas voltou a perder: 111-87 para o frágil Golden State. Estou com saudades dos tontos e suas mensagens histéricas que me fazem rir e aumentar os “cliques” no relatório mensal de audiência do blog… O Mavs, que já ocupou o terceiro lugar no Oeste, despencou para o oitavo por conta desta sequência de três derrotas consecutivas. Dos últimos dez jogos, venceu só dois… Por falar em entupir a caixa de mensagem, nosso empolgado parceiro Reirom não parava de me amolar (no bom sentido, claro) com sua empolgação com o Memphis. O Grizzlies vinha de cinco vitórias seguidas e ocupava a terceira posição no Oeste. Ontem fui ver o jogo do time da terra de Elvis Presley contra o ciclotímico Phoenix Suns. Sabem o que aconteceu? Vitória do Suns por 98-91. Acho que Reirom ficará um bom tempo sem aparecer por aqui.

Notas relacionadas:

  1. SORTE QUE AJUDA
  2. QUE FALTA DE SORTE!
  3. SITE AMERICANO ELEGE LEBRON JAMES MELHOR JOGADOR DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 NBA | 12:34

O DESESPERO DO LAKERS QUE NÃO SE VÊ NO BOSTON

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O parceiro Russell mandou um texto do site “Hoopsworld” falando de uma possível troca envolvendo Lakers e Minnesota. Pau Gasol (foto Getty Images), uma vez mais, está envolvido no negócio. Mas se você pensa que é por Kevin Love, engana-se: o negócio pode ser feito envolvendo Derrick Williams, mais drafts e grana — para poder igualar o salário de Gasol.

O que fica claro é que o Lakers quer se livrar do espanhol e não esconde isso de ninguém. Quer se livrar por conta de problemas de relacionamento (dizem que é com Kobe Bryant [Kobe já teve problemas com Karl Malone e Shaquille O’Neal, lembram-se?]) e por causa dos US$ 57 milhões que a franquia terá que pagar nos próximos três anos por um jogador que já tem 31 primaveras completadas e quando completar 34 vai ganhar US$ 19,2 milhões.

Além de querer se livrar de Gasol, o Lakers parece ter certeza de que com esse time não dá para ser campeão — o que eu discordo. Está desesperado atrás de reforços.

O problema para o time californiano é que parece que os “bobos da corte” desapareceram e, por conta disso, o time está encontrando dificuldades para fazer negócio.

O que seria “bobo da corte”? Ora, franquias cujos GMs são imbecis (para não dizer outra coisa), como o Memphis, que mandou Gasol, na flor da idade, para Los Angeles a troco de banana e viu seu rival de conferência crescer e ganhar campeonatos por conta disso.

Se o Minnesota der Kevin Love para o Lakers, estará fazendo a mesma coisa que o Grizzlies fez há quatro temporadas. Mas, como disse, parece estar difícil para o Lakers arrumar, hoje em dia, um “bobo da corte”.

Ou melhor, esse “bobo da corte” (para não dizer outra coisa) apareceu, foi o New Orleans, ou melhor, seu GM, Dell Demps. Mas corretamente a NBA vetou a troca de Chris Paul, num negócio que a gente já discutiu aqui e que a maioria de nós (à exceção dos torcedores do Lakers) concluiu que era bom apenas para o time de Los Angeles.

Ainda sobre esse possível acordo com o Wolves, a franquia de Minneapolis avisou que, além de Love, Ricky Rubio não entra no negócio. Teria oferecido Derrick Williams (foto AP), um ala de 2,03m e que o relator da matéria do “Hoopsworld” diz que pode ser um negócio interessante, pois Williams pode jogar com PF. Só na cabeça dele — a menos que DW seja o novo Dennis Rodman, o que parece não ser o caso.

DW, drafts e grana para que o negócio seja aprovado pela NBA.

Se o negócio for feito, o Lakers vai precisar contratar um ala-pivô e um pivô para ajudar na rotação de Bynum — e o relator da matéria diz que Nikola Pekovic pode entrar no negócio, o que seria interessante para o Lakers, pois o montenegrino de 2,11m é grande, forte e joga bem — com o que eu concordo.

Mas o fato é que o Wolves não precisa do Gasol.

O time de Minneapolis é novo, está em franco crescimento e conta com um técnico muito bom em Rick Adelman. Então eu pergunto: por que o Wolves pegaria o Gasol, um cara com 31 anos e que tem, como vimos, mais U$ 57 milhões para receber em três anos?

Não faz sentido.

O Wolves está com o time sendo torneado; rapidamente será burilado; e proximamente vai brigar pelo título da conferência junto contra Oklahoma City e LA Clippers — se CP3 renovar com a franquia, é claro.

O Wolves não precisa de ninguém. Ele precisa apenas de tempo para ser tentar ser campeão.

Se o Wolves estive pronto para ser campeão e precisasse apenas de uma peça, aí faria sentido arriscar abrir mão de algumas jovens promessas por um jogador experiente. Mas eu pergunto: Gasol seria esse jogador? Acho que não.

Então, não faz sentido fazer uma troca por Gasol. A não ser que o Lakers aceite JJ Barea, Wayne Wellington e Wesley Johnson…

O Lakers tem que entender uma coisa: a menos que apareça um “bobo da corte”, o time para este campeonato é o que está aí. Quando esta temporada terminar, aí sim o time poderá se reforçar para voltar a ser campeão, pois haverá a possibilidade de pegar Dwight Howard e Deron Williams, pois ambos serão “free-agents”.

Estou achando o máximo o que está acontecendo: a fiscalização está intensa e todo mundo está de olho nos “bobos da corte”. Se ele aparecer, a grita será geral e talvez ele se recolha a seus aposentos para evitar maiores constrangimentos.

RODADA

O Chicago voltou a vencer sem Derrick Rose. Bateu ontem o Boston, em casa, por 89-80. Foi, diga-se, a nona partida do Bulls nesta temporada sem D-Rose, sua estrela. O retrospecto: 7-2.

Mas, importante dizer, deste noneto de partidas o Bulls teve apenas três confrontos difíceis: dois contra o Boston (um em casa e outro fora) e um diante do Memphis (fora). Deste trio de contendas, ganhou apenas a de ontem. As demais vitórias foram contra adversários medianos.

Mas o bom dessa história é que o time está ganhando sem D-Rose. Poderia ocorrer o contrário e a equipe se complicar diante de oponentes duvidosos por conta da ausência de seu esteio.

Mas não é o que ocorre.

E ontem diante do Boston o Chicago fez uma grande partida. Venceu apoiado em seu “front court” titular. Luol Deng: 23 pontos e dez assistências; Carlos Boozer (foto Getty Images): 23 pontos e 15 rebotes; Joakim Noah: 15 pontos e 16 rebotes.

Ou seja: os três, juntos, marcaram 61 dos 89 pontos da equipe (68,5%), pegaram 35 dos 52 rebotes do time (67,3%) e deram 17 das 27 assistências (62,9%).

“Estamos confiantes quanto ao nosso jogo, mas sabemos que não chegaremos aonde queremos sem aquele rapaz (D-Rose)”, disse Noah.

Verdade; sem Derrick o Chicago não tem a menor chance de ganhar o título. Pode até chegar novamente à decisão da conferência, mas não passa pelo Miami de jeito nenhum.

Não se sabe ainda quando Rose vai voltar. Imagina-se que seja em breve. Antes do jogo de ontem contra o Boston ele fez arremessos e nada sentiu.

Boa notícia.

Sobre o Boston, a irregularidade do time chama a atenção. O “Big Three” não consegue jogar tudo o que pode ao mesmo tempo. Há momentos de Kevin Garnett, há momentos de Paul Pierce e há momentos de Ray Allen.

Somando tudo isso não há o suficiente para a equipe ganhar jogos como o de ontem, mesmo diante de um adversário desfalcado de seu principal jogador.

O Lakers, como vimos, está desesperado atrás de uma troca para que possa brigar por esse título. A situação do Boston é muito pior e a gente não vê Danny Ainge desesperado como Mitch Kupchak.

Em Portland, o Clippers bateu o Blazers (74-71). Não vi o jogo, mas o que me chama a atenção é que mesmo sem Chauncey Billups o Clips não deixa a peteca cair.

Foram seis jogos sem Mr. Big Shot e um retrospecto de 4-2, com vitórias sobre o Philadelphia e PTB fora de casa.

Dá pra brigar sem Billups? Dá, ora, por que não? Com Chris Paul e Blake Griffin dá pra brigar. São duas estrelas de enorme grandeza e que ainda contam com o apoio de Caron Butler. Se DeAndre Jordan jogar mais do que vem jogando, aí melhora ainda mais.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 12 de fevereiro de 2012 NBA | 22:45

UM GÊNIO, UM CRAQUE E UM ERRO GROTESCO

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Ótima jornada dominical na NBA até o momento. Duas grandes partidas. Primeiro, o Lakers bateu com as calças nas mãos o fraquinho Toronto; depois, o Boston passou pelo Chicago por conta da atuação de gala de um de seus jogadores.

Vamos lá.

No Canadá, tudo indicava que o Lakers iria triturar o Toronto. Chegou a abrir 18 pontos de vantagem. Mas, como tem acontecido, o time parece perder a concentração e entra em pane.

O Raptors não só encostou como abriu quatro pontos de vantagem.

Foi aí que entrou em ação Kobe Bryant.

A 1:07 minuto do fim e com o Lakers atrás em 90-86, Kobe acertou uma bola de três: 90-89. Na sequência, roubou uma bola de Linas Kleiza e tocou-a para Metta World Peace fazer a bandeja e colocar o Lakers na frente: 91-90. Depois de ter visto José Calderón recolocar os canadenses na frente uma vez mais (92-91), a 16 segundos do final, Kobe acertou mais um “mid-range” (foto AP) e devolveu a liderança ao Lakers: 93-92.

Restavam quatro segundos para o cronômetro zerar, mas o Toronto não pôde atacar (e disso eu falo abaixo). Na sequência, falta em Kobe, que perdeu um lance livre, é verdade, mas fez o outro e deu números finais ao marcador: Lakers 94-92 Toronto.

Desempenho de Kobe no minuto final: seis pontos, um desarme e uma assistência. Digno dos gênios.

Sua performance final foi a seguinte: 27 pontos (9-23; 39,1%). Como se vê, no geral, KB não foi bem, mas quando precisou ele não negou fogo.

ERRO

Vocês que me acompanham sabem muito bem que eu não gosto de falar de arbitragem. O erro é do jogo. Assim como um atleta, no calor da partida, erra um arremesso ou perde um jogador de vista; assim como um treinador, no calor do jogo, pode mudar mal sua equipe; assim também um árbitro, no calor do jogo, pode errar uma marcação por conta da rapidez de uma jogada.

Mas o que o árbitro Scott Foster fez em Toronto foi um absurdo. No entender dele, Rasual Butler demorou mais de cinco segundos para repor a bola em jogo ou pedir novo tempo. O Lakers vencia por apenas um ponto (93-92) e uma nova cesta poderia levar o Raptors à vitória.

Foster, no entanto, contou rápido demais e passou a bola para o Lakers. Uma vergonha.

Não havia pressão alguma por conta da rapidez do lance ou pelo fato de Foster ter a visão encoberta por causa da jogada, por exemplo. Era apenas uma questão de contar: um mil, dois mil, três mil, quatro mil, cinco mil. Devagar, como manda o figurino.

Butler não demorou cinco segundos para pedir o tempo. Foi uma infâmia, uma decisão equivocada que prejudicou o Toronto e beneficiou o Lakers naquele momento.

Um desrespeito a todos que estavam no Air Canada Center, trabalhando e contemplando a partida. Um desrespeito a todos que assistiam a contenda pela TV ou pela internet e afins.

HISTÓRICA

O Celtics, como vimos, bateu o Chicago em Boston: 95-91. E só bateu por causa de um jogador: Rajon Rondo.

Enquanto o “Big Three” negava fogo (Paul Pierce, nove pontos; Ray Allen, 11; Kevin Garnett, 13), Rajon colocou a bola debaixo do braço e fez o seguinte: 32 pontos (11-22; 50,0%), 15 assistências e 10 rebotes. E ainda roubou duas bolas. Ah, sim, acertou 10-13 nos lances livres (76,9%).

Com se vê, Rajon (foto AP) anotou um “triple-double”. Foi o nono de sua carreira.

Uma atuação de gala. Para calar os críticos que querem imputar a ele a fase ruim de um time cujo alicerce está se deteriorando por conta do tempo — e Rajon não tem nada com isso.

Rajon é o futuro do C’s, creiam. E em torno dele será edificada uma nova equipe.

QI

Vocês viram o pedido de tempo que Carlos Boozer chamou quando o Boston vencia por 91-88 a 28 segundos do final? Booz roubou uma bola de Paul Pierce e CJ Watson disparou, sozinho, à espera do passe para fazer mais dois pontos, de bandeja ou enterrando, tanto faz. O placar iria para 91-90, a, sei lá, 20 segundos do final.

Mas Boozer (que rima com loser), não viu CJ disparar.

Sempre os mesmos, sempre os mesmos…

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domingo, 22 de janeiro de 2012 Sem categoria | 12:21

NENÊ E SPLITTER SÃO DESTAQUES NA NBA. WADE ATRAPALHA LEBRON?

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O jogo da rodada deste sábado na NBA foi New York x Denver. Não apenas por ter marcado o primeiro embate do agora nova-iorquino Carmelo Anthony contra seu ex-time, mas também porque o prélio precisou de duas prorrogações para definir seu vencedor.

No final, deu Denver, do brasileiro Nenê Hilário: 119-114.

Nenê (na foto AP dando um toco em Amar’e Stoudemire) voltou a fazer uma grande partida. Ficou 44:37 minutos em quadra e anotou 12 pontos, 13 rebotes e cinco assistências.

Nenê ficou em quadra 44:37 minutos, 13:17 minutos a mais do que fica normalmente, pois sua média de permanência no trabalho é de 31:20 minutos.

Acumula um “average” de 13,4 pontos e 9,1 rebotes por partida neste campeonato. Se ficasse os mesmos 38:60 minutos de Dwight Howard, por exemplo, poderia ter médias melhores. Mesmo assim, tem quase um “double-double” na temporada.

Na vitória de ontem sobre o Knicks, em Nova York, Nenê deu cinco assistências. Neste torneio tem uma média de 2,4 por partida e está em quarto lugar no ranking dos pivôs, ao lado de D12, atrás apenas de Marc Gasol (3,1) e Tim Duncan e Greg Monroe (2,9).

A visão de jogo de Nenê impressiona, pois mesmo em dificuldades, dentro do garrafão, ele mantém a calma para encontrar a melhor solução para os apertos da jogada. O passe de Nenê é um dos melhores da NBA na atualidade entre os grandalhões da liga.

Quanto ao jogo, Melo deixou a quadra com 25 pontos, dez rebotes e cinco assistências. Mas fez 10-30 nos arremessos e em muitos momentos mostrou-se perdido. Perdeu o duelo para seu ex-time.

Melo encontra-se em uma posição muito difícil dentro do Knicks. Não consegue se firmar, não é o líder que o time precisa e não adicionou quase nada desde a sua chegada.

Por isso, o que se comenta em Nova York é que o Knicks poderá trocá-lo. Mas a franquia vai esperar um pouco mais. Vai esperar pela estreia de Baron Davis.

Se com Davis o cenário mudar, ótimo. Se com Davis tudo ficar igual, é provável que ao final da temporada o NYK tente trocar Melo por um armador.

SHOW

Outro brasuca que foi muito bem, mas muito bem mesmo, foi Tiago Splitter. O seu San Antonio perdeu para o Houston fora de casa, por 105-102, mas o bom da história é que o catarinense está ganhando mais e mais minutos de jogo.

Tim Duncan, lesionado, não jogou, e Splitter atuou por 31:33 minutos, enquanto que DeJuan Blair, a baleia do SAS que é seu concorrente, jogou 18:04.

E sabem o que aconteceu? Splitter anotou 25 pontos, seu recorde na NBA, e apanhou dez rebotes.

Acho que o milico que dirige o alvinegro texano e que atende pelo nome de Gregg Popovich deve estar se convencendo que: 1) vale gastar mais seu tempo com Tiago do que com DeJuan; 2) por conta disso, vale dar mais minutos em quadra para Tiago do que para DeJuan.

DÚVIDA

O Miami conseguiu mais uma vitória. Bateu ontem o Philadelphia por 113-92. Mais uma vitória sem Dwyane Wade.

Desde que D-Wade foi para o departamento médico, o Miami enfileirou três triunfos. Sem ele, o Heat tem uma campanha de 6-0; com ele, 5-4.

Muitos se perguntam: o Miami fica melhor sem Wade? Outra parcela, considerável, garante: o Miami fica melhor sem Wade.

E mais: sem Wade, LeBron James joga melhor, quase todos afirmam neste momento.

O que dizem os números?

Os números dizem que LBJ (foto AP) sem Wade tem médias de 31,4 pontos, 7,4 rebotes e 9,0 assistências. Com Wade, o desempenho é este: 28,8 pontos, 8,3 rebotes e 6,5 assistências.

Muita diferença? Não muito, eu diria; mas os números de LBJ sem Wade são melhores à exceção dos rebotes.

Mas muito mais importante do que analisar os números, dar importância a eles, é ver que, de fato, LBJ sem D-Wade está mais solto em quadra. Ele parece se sentir o dono do time e do jogo, como era em Cleveland.

A pergunta que todos se fazem no momento é: os dois podem jogar juntos?

Eu respondo: claro que podem; ou vocês se esqueceram que na temporada passada, juntos, eles chegaram à final da NBA?

RAPIDINHAS

O Bulls bateu o Charlotte em Chicago por 95-89. Carlos Boozer, alguém alertou aqui neste botequim, está jogando muito bem. E está mesmo: anotou 23 pontos e pegou nove rebotes… Preocupação que tenho: Luol Deng participou de todos os jogos do Chicago e tem uma permanência em quadra de 38:30 minutos. Ontem, com a partida no bolso (o placar não reflete o confronto), o sudanês naturalizado britânico jogou 39:37 minutos. Tom Thibodeau precisa pensar nisso… Alguém consegue me dizer quem é Mike James? Em nove minutos com a camisa do Chicago, ele fez nove pontos e deu dez assistências… Chris Bosh fez 30 pontos na vitória do Miami sobre o Philadelphia. Seu “mid-range” é o melhor entre os ala-pivôs da liga… Por falar em Miami, alguém consegue explicar a feiúra do uniforme da partida de ontem? Depois daquele preto espetacular do jogo contra o Lakers, o “designer” da Adidas pisou na bola… Um dos destaques do Denver na vitória sobre o New York foi o ala-pivô Al Harrington. Veio do banco e trouxe consigo 24 pontos e 11 rebotes… Não reservei nenhum espaço grandioso para o Philadelphia neste botequim e nem acho que seja o caso. Mas estou de olho em Evan Turner… Pra encerrar: dá pra explicar a derrota do Portland para o Detroit por 94-91? Sim, derrota, pois o Blazers perdeu e não o Pistons ganhou.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 NBA | 11:41

VELOCIDADE PODE SER A MAIOR ARMA DO CHICAGO NESTA TEMPORADA

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Gastei a noite de ontem conversando com vários parceiros através do Twitter (@FRSormani) e assistindo ao jogo entre Chicago e Indiana. A noite foi lucrativa, pois pude trocar ideias com muitos de vocês, o que deu-me um grande prazer.

Vou repetir a dose esta noite durante o jogo entre Orlando e Miami, que começa às 22h de Brasília.

Quanto ao jogo que vi, gostei muito do Chicago na vitória por 93-85. A adição de Richard “Rip” Hamilton (foto “Chicago Tribune”) tem muito a ver com isso. Rip traz duas contribuições importantes para o time: velocidade e pontos.

Com ele em quadra, o Chicago vai poder usufruir mais ainda de sua defesa forte, uma das melhores da liga. Roubando a bola e apanhando rebotes em profusão, o time poderá partir rapidamente para a cesta inimiga e se distribuirá melhor em quadra com a presença de Hamilton, o que dificultará o reposicionamento do oponente.

Mesmo aos 34 anos, Rip ele segue veloz.

Joakim Noah é tido como um dos pivôs mais rápidos entre todos os pivôs da NBA na atualidade. Imagina você: bola nas mãos de Derrick Rose, ele parte em velocidade para o contra-ataque. Rip corre, Noah corre. E o adversário fica pra trás.

A impressão que me dá é que o Bulls vai ganhar muitos jogos desta maneira: com defesa forte e contra-ataque. E o melhor é que D-Rose não vai ter que se desgastar tanto, pois ele pode passar a bola para Rip (principalmente) e com a defesa confusa quanto a marcação, ele terá mais facilidade para infiltrar e pontuar.

“Provavelmente, esta é a primeira vez que eu jogo com alguém mais rápido do que eu”, disse Hamilton depois da contenda de ontem, animado com seu desempenho e do time também.

SURPRESA

Carlos Boozer foi eleito o melhor jogador em quadra pela tevê que transmitiu a partida: 24 pontos e sete rebotes. Fez 11-17 nos arremessos. Muito bom.

Em contrapartida, Tyler Hansbrough, a quem ele marcou a maior parte do tempo, acabou com os mesmos 24 pontos, mas apanhou 13 rebotes.

O mundo ideal não existe, claro. Mas vamos ser otimistas, pois na temporada passada Hansbrough teria feito os mesmos 24 pontos e 13 rebotes e Booz não chegaria ao duplo dígito na pontuação.

Já houve progresso.

REFRESCO

Com Richard Hamilton no time, a certeza que fica é que Derrick Rose não vai mais ter que se matar em quadra pra levar o time à vitória.

Ontem, por exemplo, Carlos Boozer foi o cestinha do Chicago com 24 pontos. Depois vieram Luol Deng (14) e o próprio Rip (13). Depois apareceu D-Rose com 12.

Hamilton é uma “Lethal Weapon”. O adversário não pode tirar o olho dele. Por isso o benefício a D-Rose e aos outros também.

Agora, com tanta gente pontuando, o armador do Bulls terminou a partida com nove assistências. Não é de se espantar para um time que encerrou a contenda com 50,6% de aproveitamento nos arremessos.

Creio que nesta temporada a média de assistência do armador vai chegar perto do duplo dígito. Na temporada passada ela foi de 7,7.

RENOVADO

O Chicago anunciou ontem a renovação do contrato de Derrick Rose. Por cinco anos ele vai ganhar algo em torno de US$ 18,8 milhões por temporada.

Digo algo em torno porque como D-Rose assinou pelo máximo, as regras do CBA dizem que os salários são aumentados em cerca de 30% cada temporada. Portanto, o valor total pode exceder os US$ 100 milhões.

Como disse Luís Araújo, parceiro deste botequim e repórter do iG, “vale cada centavo investido”.

RUMOR

O que se comentou em Los Angeles no final da noite de ontem é que o Lakers vai tentar trocar novamente Pau Gasol. Agora com o Chicago.

O negócio seria feito da seguinte maneira: Gasol por Carlos Boozer e Kyle Korver. Os salários batem e a troca pode ser feita se as partes concordarem.

Vale? Pro Chicago sim; pro Lakers claro que não.

A impressão que começa a se transformar em certeza é que Gasol não tem mais ambiente com Kobe Bryant. O que se comentou nas férias é que eles brigaram porque suas mulheres brigaram. E Kobe nem está mais com Vanessa, como vimos.

Que coisa! Se verdade, dá pra acreditar? Coisa de criança, não é mesmo?

O Lakers pode perder um jogador importante por conta de briga de casais…

DESPERDÍCIO

Tyler Hansbrough, como disse acima, anotou 24 pontos e pegou 13 rebotes. Já disse aqui: Tyler é muito bom jogador.

Infelizmente, terá seus minutos “roubados” por David West, a maior contratação do Indiana desde há muito. West joga na mesma posição de Hansbrough.

Um desperdício. Tyler pode ser no Indiana o que Gibson é no Chicago.

FUTURO

O Pacers é um time que ainda vai melhorar muito. Nesta temporada mesmo vai exibir um basquete muito mais competitivo do que o mostrado ontem.

David West fez seu primeiro jogo. Não entrou na contenda passada porque ainda não estava familiarizado com o sistema do técnico Frank Vogel.

George Hill, outra ótima contratação, também está desentrosado. Pode render muito mais do que os quatro pontos (2-6) anotados ontem.

Mas para que o Indiana seja de fato competitivo, Danny Granger precisa jogar mais. Ontem, anotou 12 pontos, mas seu aproveitamento foi ruim: 4-11.

Granger é a alma desse time. Se ele falhar, falha todo o projeto.

SCORES

Os outros resultados de ontem foram:

Detroit 90-89 Cleveland (Varejão: nove pontos e dez rebotes)
Philadelphia 101-94 Washington
OKC 87-83 Dallas
Denver 127-110 Phoenix (Nenê: dez pontos e um rebote)
Sacramento 95-91 GSW

REVANCHE

Além de Orlando x Miami, hoje teremos a segunda e derradeira partida entre Lakers e Clippers. É a chance de os amarelinhos irem à forra diante dos vermelhinhos.

A peleja começa à 1h30 da manhã. Uma pena: tarde demais. Vou, de todo o modo, tentar ver pelo menos o primeiro tempo.

Os outros confrontos de hoje são:

Boston x Toronto (22h30)
NYK x NJN (22h30)
NOH x Memphis (23h)
Milwaukee x Minnesota (23h)
SAS x Houston (23h30)
Utah x Portland (0h)

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 NBA | 18:45

RICHARD HAMILTON NÃO É DWIGHT HOWARD, MAS PODE SER BASTANTE ÚTIL AO CHICAGO

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O Chicago contratou na noite de ontem o ala-armador Richard “Rip” Hamilton. O ex-jogador do Detroit Pistons vai receber US$ 10 milhões por duas temporadas, sendo que o Chicago tem a opção de fazer valer mais uma, pela qual terá de pagar US$ 5,15 milhões.

Não era exatamente o jogador que eu imaginava que o time deveria adquirir para melhorar sua qualidade e tentar chegar novamente à final da NBA. Mas Hamilton (foto) pode ser muito útil para o sistema de Tom Thibodeau e também para o armador Derrick Rose.

“Minhas assistências vão aumentar”, disse um entusiasmado D-Rose, assim que soube da contratação de Hamilton. De fato, o armador do Bulls tem tudo para se ver em melhor posição no ranking das assistências nesta temporada.

Rip é cestinha, mas não é fominha; diga-se. Tanto assim que em suas 12 temporadas na NBA, em apenas duas delas ele igualou ou ultrapassou a barreira dos 20 pontos por jogo.

A primeira vez que isso ocorreu foi no campeonato de 2001-02, com a camisa do Washington, quando anotou exatos 20 tentos de média. No torneio de 2005-06, a média subiu um tiquinho de nada: 20,1 pontos.

Como disse, Rip está há 12 temporadas na NBA. Não é mais uma criança. Completará 34 anos em fevereiro próximo.

Seu biótipo, no entanto, o favorece. Ele é “levezinho”, como o centroavante Liedson, do Corinthians. Por parecer uma folha de papel, jamais judiou de suas articulações, o que ocorre com frequência com os brutamontes.

Portanto, acho que ele ainda pode continuar a ser aquele jogador rápido, ágil, dos tempos de Washington e Detroit, que usava a velocidade e os corta-luzes dos pivôs para se livrar da marcação e fazer seus arremessos. E quando a bola chegava em suas mãos, o arremesso vinha imediatamente, ainda em movimento, para não dar a menor chance de recuperação para o oponente.

Não me lembro de nenhuma contusão grave em sua carreira. Mas vejo que nas duas últimas temporadas ele jogou um total de 101 contendas, assim distribuídas: 46 em 2009-10 e 55 no torneio passado. Nesta última temporada, é bom registrar, viu sua média de pontos cair para apenas 14,1 pontos por cotejo, número esse não inferior apenas à sua primeira temporada, quando anotou 9,0 pontos por jogo.

Como disse anteriormente, Hamilton pode ser muito útil para o sistema de Tom Thibodeau e também para o armador Derrick Rose. Mesmo aos 34 anos.

QUINTETO

Com a contratação de Richard Hamilton, é inegável que o Chicago ganhará em experiência. Nem é preciso falar sobre isso. O que eu quero dizer é que com a contratação de Rip, é inegável também que o Bulls terá mais uma alternativa de ataque.

Com ele em quadra, muito da pressão sairá dos ombros de Derrick Rose. A partir de agora, na última bola, por exemplo, dá pra confundir o adversário. Ano passado, o mundo sabia que ela cairia nas mãos de D-Rose e ele teria que decidir, pois seus companheiros não mostravam colhões para ter a última bola nas mãos.

Como ficará o time? Fácil resposta:

Derrick Rose
Richard Hamilton
Luol Deng
Carlos Boozer
Joakim Noah

Esse deve ser o time que sairá jogando. Como eu montaria? Fácil resposta: Taj Gibson no lugar de Carlos Boozer.

Mesmo experiente, forte pra burro, cara de mau, Booz afinou bonito na série diante do Indiana, nos playoffs passados. Em muitos momentos dos confrontos, os jogadores do Pacers partiram pra ignorância na tentativa de igualar o jogo na base da violência. E Booz parecia um vira-lata acuado.

E com a bola nas mãos deixou muito a desejar. Na marcação também foi deficiente, tanto que Thibs, nos momentos cruciais, sempre colocava Taj em quadra.

PROJEÇÃO

Até aonde pode chegar o Chicago? Essa é a pergunta que muitos se fazem.

Bem, o Miami segue intacto em suas principais peças. E ainda adicionou Shane Battier (foto), um Meta World Peace sem grife: marca super bem.

O New York ganhará consistência defensiva com a chegada de Tyson Chandler. Com ele, o garrafão do Knicks será mais respeitado.

Quanto aos demais, o Boston está numa apatia preocupante. Aliás, preocupante parece ser o estado de saúde de Jeff Green. Ele não participou dos quatro treinos que o time fez nesta temporada e a direção do Boston não dá detalhes.

Mas vamos seguir com nossa análise. O Boston, como vimos, segue passivo. O Atlanta não tem estofo para incomodar ninguém além da primeira rodada dos playoffs. O Orlando segue um ponto de interrogação, pois não se sabe o que vai acontecer com Dwight Howard.

Ah, sim, tem o Indiana, que eu acabei de dizer que comportou-se mal nos playoffs passados. Agora reforçado com David West e George Hill, o time está bem mais forte e espero que jogue bola ao invés de dar porradas. E o técnico Frank Vogel foi efetivado merecidamente no cargo (aliás, ele não é a cara do Bassul?).

Portanto, neste momento, creio que os melhores do Leste são, nesta ordem:

1) Miami Heat
2) Chicago Bulls
3) New York Knicks
4) Boston Celtics (em respeito ao Big Three)
5) Indiana Pacers
6) ?
7) ?
8) ?

Rapidinhas

Jamal Crawford assinou um contrato de dois anos com o Portland Trail Blazer e vai receber um total de US$ 10 milhões… Carl Landry renovou com o New Orleans por mais uma temporada; US$ 8,75 milhões… Reggie Williams é jogador do Golden State, que vai usá-lo por uma temporada, pagando um total de US$ 5 milhões.

LEAGUE PASS

Rapaziada, seguinte: eu ainda não assinei o NBA League Pass. Vou esperar pelo final de dezembro, quando o meu cartão de crédito fecha a conta. Assim, a assinatura cairá na fatura de fevereiro. Em tempos bicudos, a gente tem que ser esperto.

Digo isso porque muitos de vocês estão me perguntando o que fazer em caso de dificuldade para assinar o pacote. E eu não sei responder.

O que sugiro é procurar um amigo ou familiar que costuma fazer compras pela internet. Essa pessoa saberá como resolver essa questão.

O que eu me lembro é que nas duas temporadas passadas não houve qualquer dificuldade para assinar o pacote.

A única coisa que eu posso dizer é que uma conexão com dois mega é suficiente para garantir qualidade de transmissão. Menos que isso haverá comprometimento da imagem.

Notas relacionadas:

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  2. CHICAGO: PÁLIDA IMAGEM DE UM TIME DE BASQUETE
  3. CHICAGO: COMO UM VERDADEIRO CAMPEÃO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 26 de julho de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 11:48

O LOCAUTE, AMAR’E NO EXTERIOR, NOSSAS MENINAS, CORTE NA SELEÇÃO…

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Alguns parceiros deste botequim têm me perguntado a respeito de rumores neste momento na NBA. Nenê vai pra onde? E o Lakers, vai contratar alguém? O Boston vai pegar um novo pivô? O Chicago vai trocar Carlos Boozer?

Resposta: por causa do locaute, nenhum time pode conversar com nenhum jogador e nenhum time pode conversar nem sequer com seus agentes. Se isso ocorrer, a franquia pode ser multada — e a multa, neste caso, é pesada. Existe até a possibilidade de desfiliação da franquia dos quadros da NBA — seria o extremo, mas é possível.

Portanto, está tudo parado. Se alguém ler alguma coisa sobre movimentação do mercado, é pura especulação da mídia. Mas, como vocês devem ter observado, não há nada sendo noticiado sobre o assunto.

PERDULÁRIOS

A NBA divulgou ontem o balanço da temporada 2010/11. Apenas três times usaram a “luxury tax”: Lakers, Orlando e o campeão Dallas.

Se você não sabe o que significa “luxury tax”, eu conto. “Luxury tax” é o excedente em relação ao “cap” da temporada, sem levar em conta os jogadores que renovam o contrato com uma franquia, que pode ultrapassar o “cap” por conta da “Larry Bird Exception”.

Assim, quando um time faz uso da “luxury tax”, ele paga um dólar de multa para cada dólar excedido. Ou seja: se uma equipe estourou em US$ 10 milhões, paga outros US$ 10 milhões para a NBA de multa.

Lakers, Orlando e Dallas foram penalizados em média em torno de US$ 20 milhões. Esse dinheiro a NBA distribui para as franquias que ficaram abaixo do “cap” e nem sequer usaram a “Larry Bird Exception”.

Chicago, Cleveland, Clippers, Minnesota, Oklahoma City e Sacramento foram os times que não ultrapassaram o “salary cap” da última temporada e foram contemplados com o dinheiro que Lakers, Orlando e Dallas pagaram de multa.

Detalhe: o New York não teve de usar a “luxury tax” pela primeira vez desde 1999. Mesmo com a contratação de Amaré Stoudemire e Carmelo Anthony.

MAIS UM?

Por falar em New York, o ala-pivô Amar’e Stoudemire disse que vários times da Europa (mencionou Turquia, Espanha e Israel, que na geografia do esporte é membro europeu) e Ásia (China) estão atrás de seu serviço.

Amar’e afirmou que está considerando a hipótese de jogar no Velho Continente. Seria legal, já disse.

O que me encafifa é o fato de a Europa estar em crise. De onde eles vão tirar tanto dinheiro?

Claro que, como aqui, lá também os parceiros aparecem. Mas e a crise? Sei não…

Lembro-me que Carlos Delfino assinou com o Khimki da Rússia, na temporada 2008/09, e ficou sem receber salários. Voltou correndo para a NBA e assinou com o Milwaukee.

Esse risco existe. Os europeus não estão muito bem das pernas. O calote pode acontecer.

E eu sigo com meu sonho de que a Rede Globo, aqui no Brasil, poderia fazer com nossos times de basquete o que fez com o futebol: pagar a cada um deles uma quantia para transmitir seus jogos do próximo NBB.

O dinheiro que a Globo deu para o Corinthians, no futebol, por exemplo, atingiu a casa dos R$ 150 milhões nesta temporada. Foram R$ 90 milhões pelos jogos e R$ 60 milhões de luvas.

Em dólar americano, cerca de US$ 100 milhões. Com esse dinheiro o Corinthians fez a proposta de € 42 milhões para o Manchester City para contratar Carlitos Tevez. Carlitos não veio, mas creio que em janeiro do ano que vem ele desembarca aqui em São Paulo.

Algum gênio do marketing poderia apresentar um projeto para a Globo mostrando que os 15 times do NBB, se tiverem dinheiro em mãos, poderiam contratar jogadores da NBA e trazê-los para cá para participar do próximo campeonato nacional.

Claro que não dá para trazer os Kobes e Amar’es da vida. Mas algumas estrelas de bom brilho poderiam desfilar seus talentos em nossas quadras.

Quanto aos ginásios, eu já disse aqui que poderíamos continuar usando a Arena HSBC e Maracanãzinho no Rio, Pedrocão de Franca, Nilson Nelson de Brasília, Barueri e São Bernardo da Grande São Paulo, já me falaram de ginásios em Uberlândia, Santos e Joinville ou Floripa, se não estou enganado. Enfim, dá pra transformar o sonho em realidade.

Podem me chamar de louco, não me importo. Um pouco de loucura não faz mal a ninguém.

PASSO CERTO

Nossas meninas venceram mais uma partida no Mundial Sub 19, que está sendo disputado no Chile. A nova vítima foram as anfitriãs.

No cotejo de ontem à noite, lideradas pela excelente Damiris do Amaral, o Brasil fez 79 a 53. Damiris anotou seu segundo “double-double” em quatro partidas disputadas na competição: 22 pontos e 18 rebotes.

Lidera o torneio no fundamento dos ressaltos, com uma média de 12,3 por partida. A paulista, aliás, é a única jogadora da competição a ter um duplo dígito de média, pois, além dos rebotes, Damiris tem 19,3 pontos por jogo e é a terceira maior cestinha da competição.

“Entramos hoje com o objetivo de ficar entre as oito equipes classificadas; e conseguimos”, disse Damiris. “Agora, nosso objetivo é a melhor posição possível do grupo”.

Na rodada desta terça-feira, nossas meninas vão enfrentar a França. O jogo está marcado para as 19h15, horário de Brasília.

Sobre a contenda, Damiris disse: “Fizemos amistoso contra elas e vencemos. Mas sabemos que no Mundial é diferente. Elas possuem um time muito bom, mas acredito no nosso potencial e que podemos jogar de igual para igual e conquistar mais essa vitória”.

O Brasil lidera o Grupo F ao lado da Austrália com quatro vitórias e nenhuma derrota. Amanhã as duas seleções se enfrentam.

O Brasil, historicamente, é um grande freguês de caderneta das australianas. Mas vamos pensar jogo a jogo.

Hoje é a vez da França.

CORTE

O ala Diego da Silva foi cortado da seleção brasileira que se prepara para disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata. Sabe o que isso significa? Com todo o respeito que o Diego merece, e ele que me perdoe, mas não significa nada.

Em que pese todo o esforço e garra de Diego, que eu aprecio, ele é muito bom para o nosso basquete doméstico. Em nível internacional, Diego tem limitações.

Creio que ele seria cortado de um jeito ou de outro pelo técnico Rubén Magnano.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

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