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domingo, 22 de janeiro de 2012 Sem categoria | 12:21

NENÊ E SPLITTER SÃO DESTAQUES NA NBA. WADE ATRAPALHA LEBRON?

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O jogo da rodada deste sábado na NBA foi New York x Denver. Não apenas por ter marcado o primeiro embate do agora nova-iorquino Carmelo Anthony contra seu ex-time, mas também porque o prélio precisou de duas prorrogações para definir seu vencedor.

No final, deu Denver, do brasileiro Nenê Hilário: 119-114.

Nenê (na foto AP dando um toco em Amar’e Stoudemire) voltou a fazer uma grande partida. Ficou 44:37 minutos em quadra e anotou 12 pontos, 13 rebotes e cinco assistências.

Nenê ficou em quadra 44:37 minutos, 13:17 minutos a mais do que fica normalmente, pois sua média de permanência no trabalho é de 31:20 minutos.

Acumula um “average” de 13,4 pontos e 9,1 rebotes por partida neste campeonato. Se ficasse os mesmos 38:60 minutos de Dwight Howard, por exemplo, poderia ter médias melhores. Mesmo assim, tem quase um “double-double” na temporada.

Na vitória de ontem sobre o Knicks, em Nova York, Nenê deu cinco assistências. Neste torneio tem uma média de 2,4 por partida e está em quarto lugar no ranking dos pivôs, ao lado de D12, atrás apenas de Marc Gasol (3,1) e Tim Duncan e Greg Monroe (2,9).

A visão de jogo de Nenê impressiona, pois mesmo em dificuldades, dentro do garrafão, ele mantém a calma para encontrar a melhor solução para os apertos da jogada. O passe de Nenê é um dos melhores da NBA na atualidade entre os grandalhões da liga.

Quanto ao jogo, Melo deixou a quadra com 25 pontos, dez rebotes e cinco assistências. Mas fez 10-30 nos arremessos e em muitos momentos mostrou-se perdido. Perdeu o duelo para seu ex-time.

Melo encontra-se em uma posição muito difícil dentro do Knicks. Não consegue se firmar, não é o líder que o time precisa e não adicionou quase nada desde a sua chegada.

Por isso, o que se comenta em Nova York é que o Knicks poderá trocá-lo. Mas a franquia vai esperar um pouco mais. Vai esperar pela estreia de Baron Davis.

Se com Davis o cenário mudar, ótimo. Se com Davis tudo ficar igual, é provável que ao final da temporada o NYK tente trocar Melo por um armador.

SHOW

Outro brasuca que foi muito bem, mas muito bem mesmo, foi Tiago Splitter. O seu San Antonio perdeu para o Houston fora de casa, por 105-102, mas o bom da história é que o catarinense está ganhando mais e mais minutos de jogo.

Tim Duncan, lesionado, não jogou, e Splitter atuou por 31:33 minutos, enquanto que DeJuan Blair, a baleia do SAS que é seu concorrente, jogou 18:04.

E sabem o que aconteceu? Splitter anotou 25 pontos, seu recorde na NBA, e apanhou dez rebotes.

Acho que o milico que dirige o alvinegro texano e que atende pelo nome de Gregg Popovich deve estar se convencendo que: 1) vale gastar mais seu tempo com Tiago do que com DeJuan; 2) por conta disso, vale dar mais minutos em quadra para Tiago do que para DeJuan.

DÚVIDA

O Miami conseguiu mais uma vitória. Bateu ontem o Philadelphia por 113-92. Mais uma vitória sem Dwyane Wade.

Desde que D-Wade foi para o departamento médico, o Miami enfileirou três triunfos. Sem ele, o Heat tem uma campanha de 6-0; com ele, 5-4.

Muitos se perguntam: o Miami fica melhor sem Wade? Outra parcela, considerável, garante: o Miami fica melhor sem Wade.

E mais: sem Wade, LeBron James joga melhor, quase todos afirmam neste momento.

O que dizem os números?

Os números dizem que LBJ (foto AP) sem Wade tem médias de 31,4 pontos, 7,4 rebotes e 9,0 assistências. Com Wade, o desempenho é este: 28,8 pontos, 8,3 rebotes e 6,5 assistências.

Muita diferença? Não muito, eu diria; mas os números de LBJ sem Wade são melhores à exceção dos rebotes.

Mas muito mais importante do que analisar os números, dar importância a eles, é ver que, de fato, LBJ sem D-Wade está mais solto em quadra. Ele parece se sentir o dono do time e do jogo, como era em Cleveland.

A pergunta que todos se fazem no momento é: os dois podem jogar juntos?

Eu respondo: claro que podem; ou vocês se esqueceram que na temporada passada, juntos, eles chegaram à final da NBA?

RAPIDINHAS

O Bulls bateu o Charlotte em Chicago por 95-89. Carlos Boozer, alguém alertou aqui neste botequim, está jogando muito bem. E está mesmo: anotou 23 pontos e pegou nove rebotes… Preocupação que tenho: Luol Deng participou de todos os jogos do Chicago e tem uma permanência em quadra de 38:30 minutos. Ontem, com a partida no bolso (o placar não reflete o confronto), o sudanês naturalizado britânico jogou 39:37 minutos. Tom Thibodeau precisa pensar nisso… Alguém consegue me dizer quem é Mike James? Em nove minutos com a camisa do Chicago, ele fez nove pontos e deu dez assistências… Chris Bosh fez 30 pontos na vitória do Miami sobre o Philadelphia. Seu “mid-range” é o melhor entre os ala-pivôs da liga… Por falar em Miami, alguém consegue explicar a feiúra do uniforme da partida de ontem? Depois daquele preto espetacular do jogo contra o Lakers, o “designer” da Adidas pisou na bola… Um dos destaques do Denver na vitória sobre o New York foi o ala-pivô Al Harrington. Veio do banco e trouxe consigo 24 pontos e 11 rebotes… Não reservei nenhum espaço grandioso para o Philadelphia neste botequim e nem acho que seja o caso. Mas estou de olho em Evan Turner… Pra encerrar: dá pra explicar a derrota do Portland para o Detroit por 94-91? Sim, derrota, pois o Blazers perdeu e não o Pistons ganhou.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 NBA | 11:41

VELOCIDADE PODE SER A MAIOR ARMA DO CHICAGO NESTA TEMPORADA

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Gastei a noite de ontem conversando com vários parceiros através do Twitter (@FRSormani) e assistindo ao jogo entre Chicago e Indiana. A noite foi lucrativa, pois pude trocar ideias com muitos de vocês, o que deu-me um grande prazer.

Vou repetir a dose esta noite durante o jogo entre Orlando e Miami, que começa às 22h de Brasília.

Quanto ao jogo que vi, gostei muito do Chicago na vitória por 93-85. A adição de Richard “Rip” Hamilton (foto “Chicago Tribune”) tem muito a ver com isso. Rip traz duas contribuições importantes para o time: velocidade e pontos.

Com ele em quadra, o Chicago vai poder usufruir mais ainda de sua defesa forte, uma das melhores da liga. Roubando a bola e apanhando rebotes em profusão, o time poderá partir rapidamente para a cesta inimiga e se distribuirá melhor em quadra com a presença de Hamilton, o que dificultará o reposicionamento do oponente.

Mesmo aos 34 anos, Rip ele segue veloz.

Joakim Noah é tido como um dos pivôs mais rápidos entre todos os pivôs da NBA na atualidade. Imagina você: bola nas mãos de Derrick Rose, ele parte em velocidade para o contra-ataque. Rip corre, Noah corre. E o adversário fica pra trás.

A impressão que me dá é que o Bulls vai ganhar muitos jogos desta maneira: com defesa forte e contra-ataque. E o melhor é que D-Rose não vai ter que se desgastar tanto, pois ele pode passar a bola para Rip (principalmente) e com a defesa confusa quanto a marcação, ele terá mais facilidade para infiltrar e pontuar.

“Provavelmente, esta é a primeira vez que eu jogo com alguém mais rápido do que eu”, disse Hamilton depois da contenda de ontem, animado com seu desempenho e do time também.

SURPRESA

Carlos Boozer foi eleito o melhor jogador em quadra pela tevê que transmitiu a partida: 24 pontos e sete rebotes. Fez 11-17 nos arremessos. Muito bom.

Em contrapartida, Tyler Hansbrough, a quem ele marcou a maior parte do tempo, acabou com os mesmos 24 pontos, mas apanhou 13 rebotes.

O mundo ideal não existe, claro. Mas vamos ser otimistas, pois na temporada passada Hansbrough teria feito os mesmos 24 pontos e 13 rebotes e Booz não chegaria ao duplo dígito na pontuação.

Já houve progresso.

REFRESCO

Com Richard Hamilton no time, a certeza que fica é que Derrick Rose não vai mais ter que se matar em quadra pra levar o time à vitória.

Ontem, por exemplo, Carlos Boozer foi o cestinha do Chicago com 24 pontos. Depois vieram Luol Deng (14) e o próprio Rip (13). Depois apareceu D-Rose com 12.

Hamilton é uma “Lethal Weapon”. O adversário não pode tirar o olho dele. Por isso o benefício a D-Rose e aos outros também.

Agora, com tanta gente pontuando, o armador do Bulls terminou a partida com nove assistências. Não é de se espantar para um time que encerrou a contenda com 50,6% de aproveitamento nos arremessos.

Creio que nesta temporada a média de assistência do armador vai chegar perto do duplo dígito. Na temporada passada ela foi de 7,7.

RENOVADO

O Chicago anunciou ontem a renovação do contrato de Derrick Rose. Por cinco anos ele vai ganhar algo em torno de US$ 18,8 milhões por temporada.

Digo algo em torno porque como D-Rose assinou pelo máximo, as regras do CBA dizem que os salários são aumentados em cerca de 30% cada temporada. Portanto, o valor total pode exceder os US$ 100 milhões.

Como disse Luís Araújo, parceiro deste botequim e repórter do iG, “vale cada centavo investido”.

RUMOR

O que se comentou em Los Angeles no final da noite de ontem é que o Lakers vai tentar trocar novamente Pau Gasol. Agora com o Chicago.

O negócio seria feito da seguinte maneira: Gasol por Carlos Boozer e Kyle Korver. Os salários batem e a troca pode ser feita se as partes concordarem.

Vale? Pro Chicago sim; pro Lakers claro que não.

A impressão que começa a se transformar em certeza é que Gasol não tem mais ambiente com Kobe Bryant. O que se comentou nas férias é que eles brigaram porque suas mulheres brigaram. E Kobe nem está mais com Vanessa, como vimos.

Que coisa! Se verdade, dá pra acreditar? Coisa de criança, não é mesmo?

O Lakers pode perder um jogador importante por conta de briga de casais…

DESPERDÍCIO

Tyler Hansbrough, como disse acima, anotou 24 pontos e pegou 13 rebotes. Já disse aqui: Tyler é muito bom jogador.

Infelizmente, terá seus minutos “roubados” por David West, a maior contratação do Indiana desde há muito. West joga na mesma posição de Hansbrough.

Um desperdício. Tyler pode ser no Indiana o que Gibson é no Chicago.

FUTURO

O Pacers é um time que ainda vai melhorar muito. Nesta temporada mesmo vai exibir um basquete muito mais competitivo do que o mostrado ontem.

David West fez seu primeiro jogo. Não entrou na contenda passada porque ainda não estava familiarizado com o sistema do técnico Frank Vogel.

George Hill, outra ótima contratação, também está desentrosado. Pode render muito mais do que os quatro pontos (2-6) anotados ontem.

Mas para que o Indiana seja de fato competitivo, Danny Granger precisa jogar mais. Ontem, anotou 12 pontos, mas seu aproveitamento foi ruim: 4-11.

Granger é a alma desse time. Se ele falhar, falha todo o projeto.

SCORES

Os outros resultados de ontem foram:

Detroit 90-89 Cleveland (Varejão: nove pontos e dez rebotes)
Philadelphia 101-94 Washington
OKC 87-83 Dallas
Denver 127-110 Phoenix (Nenê: dez pontos e um rebote)
Sacramento 95-91 GSW

REVANCHE

Além de Orlando x Miami, hoje teremos a segunda e derradeira partida entre Lakers e Clippers. É a chance de os amarelinhos irem à forra diante dos vermelhinhos.

A peleja começa à 1h30 da manhã. Uma pena: tarde demais. Vou, de todo o modo, tentar ver pelo menos o primeiro tempo.

Os outros confrontos de hoje são:

Boston x Toronto (22h30)
NYK x NJN (22h30)
NOH x Memphis (23h)
Milwaukee x Minnesota (23h)
SAS x Houston (23h30)
Utah x Portland (0h)

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 NBA | 18:45

RICHARD HAMILTON NÃO É DWIGHT HOWARD, MAS PODE SER BASTANTE ÚTIL AO CHICAGO

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O Chicago contratou na noite de ontem o ala-armador Richard “Rip” Hamilton. O ex-jogador do Detroit Pistons vai receber US$ 10 milhões por duas temporadas, sendo que o Chicago tem a opção de fazer valer mais uma, pela qual terá de pagar US$ 5,15 milhões.

Não era exatamente o jogador que eu imaginava que o time deveria adquirir para melhorar sua qualidade e tentar chegar novamente à final da NBA. Mas Hamilton (foto) pode ser muito útil para o sistema de Tom Thibodeau e também para o armador Derrick Rose.

“Minhas assistências vão aumentar”, disse um entusiasmado D-Rose, assim que soube da contratação de Hamilton. De fato, o armador do Bulls tem tudo para se ver em melhor posição no ranking das assistências nesta temporada.

Rip é cestinha, mas não é fominha; diga-se. Tanto assim que em suas 12 temporadas na NBA, em apenas duas delas ele igualou ou ultrapassou a barreira dos 20 pontos por jogo.

A primeira vez que isso ocorreu foi no campeonato de 2001-02, com a camisa do Washington, quando anotou exatos 20 tentos de média. No torneio de 2005-06, a média subiu um tiquinho de nada: 20,1 pontos.

Como disse, Rip está há 12 temporadas na NBA. Não é mais uma criança. Completará 34 anos em fevereiro próximo.

Seu biótipo, no entanto, o favorece. Ele é “levezinho”, como o centroavante Liedson, do Corinthians. Por parecer uma folha de papel, jamais judiou de suas articulações, o que ocorre com frequência com os brutamontes.

Portanto, acho que ele ainda pode continuar a ser aquele jogador rápido, ágil, dos tempos de Washington e Detroit, que usava a velocidade e os corta-luzes dos pivôs para se livrar da marcação e fazer seus arremessos. E quando a bola chegava em suas mãos, o arremesso vinha imediatamente, ainda em movimento, para não dar a menor chance de recuperação para o oponente.

Não me lembro de nenhuma contusão grave em sua carreira. Mas vejo que nas duas últimas temporadas ele jogou um total de 101 contendas, assim distribuídas: 46 em 2009-10 e 55 no torneio passado. Nesta última temporada, é bom registrar, viu sua média de pontos cair para apenas 14,1 pontos por cotejo, número esse não inferior apenas à sua primeira temporada, quando anotou 9,0 pontos por jogo.

Como disse anteriormente, Hamilton pode ser muito útil para o sistema de Tom Thibodeau e também para o armador Derrick Rose. Mesmo aos 34 anos.

QUINTETO

Com a contratação de Richard Hamilton, é inegável que o Chicago ganhará em experiência. Nem é preciso falar sobre isso. O que eu quero dizer é que com a contratação de Rip, é inegável também que o Bulls terá mais uma alternativa de ataque.

Com ele em quadra, muito da pressão sairá dos ombros de Derrick Rose. A partir de agora, na última bola, por exemplo, dá pra confundir o adversário. Ano passado, o mundo sabia que ela cairia nas mãos de D-Rose e ele teria que decidir, pois seus companheiros não mostravam colhões para ter a última bola nas mãos.

Como ficará o time? Fácil resposta:

Derrick Rose
Richard Hamilton
Luol Deng
Carlos Boozer
Joakim Noah

Esse deve ser o time que sairá jogando. Como eu montaria? Fácil resposta: Taj Gibson no lugar de Carlos Boozer.

Mesmo experiente, forte pra burro, cara de mau, Booz afinou bonito na série diante do Indiana, nos playoffs passados. Em muitos momentos dos confrontos, os jogadores do Pacers partiram pra ignorância na tentativa de igualar o jogo na base da violência. E Booz parecia um vira-lata acuado.

E com a bola nas mãos deixou muito a desejar. Na marcação também foi deficiente, tanto que Thibs, nos momentos cruciais, sempre colocava Taj em quadra.

PROJEÇÃO

Até aonde pode chegar o Chicago? Essa é a pergunta que muitos se fazem.

Bem, o Miami segue intacto em suas principais peças. E ainda adicionou Shane Battier (foto), um Meta World Peace sem grife: marca super bem.

O New York ganhará consistência defensiva com a chegada de Tyson Chandler. Com ele, o garrafão do Knicks será mais respeitado.

Quanto aos demais, o Boston está numa apatia preocupante. Aliás, preocupante parece ser o estado de saúde de Jeff Green. Ele não participou dos quatro treinos que o time fez nesta temporada e a direção do Boston não dá detalhes.

Mas vamos seguir com nossa análise. O Boston, como vimos, segue passivo. O Atlanta não tem estofo para incomodar ninguém além da primeira rodada dos playoffs. O Orlando segue um ponto de interrogação, pois não se sabe o que vai acontecer com Dwight Howard.

Ah, sim, tem o Indiana, que eu acabei de dizer que comportou-se mal nos playoffs passados. Agora reforçado com David West e George Hill, o time está bem mais forte e espero que jogue bola ao invés de dar porradas. E o técnico Frank Vogel foi efetivado merecidamente no cargo (aliás, ele não é a cara do Bassul?).

Portanto, neste momento, creio que os melhores do Leste são, nesta ordem:

1) Miami Heat
2) Chicago Bulls
3) New York Knicks
4) Boston Celtics (em respeito ao Big Three)
5) Indiana Pacers
6) ?
7) ?
8) ?

Rapidinhas

Jamal Crawford assinou um contrato de dois anos com o Portland Trail Blazer e vai receber um total de US$ 10 milhões… Carl Landry renovou com o New Orleans por mais uma temporada; US$ 8,75 milhões… Reggie Williams é jogador do Golden State, que vai usá-lo por uma temporada, pagando um total de US$ 5 milhões.

LEAGUE PASS

Rapaziada, seguinte: eu ainda não assinei o NBA League Pass. Vou esperar pelo final de dezembro, quando o meu cartão de crédito fecha a conta. Assim, a assinatura cairá na fatura de fevereiro. Em tempos bicudos, a gente tem que ser esperto.

Digo isso porque muitos de vocês estão me perguntando o que fazer em caso de dificuldade para assinar o pacote. E eu não sei responder.

O que sugiro é procurar um amigo ou familiar que costuma fazer compras pela internet. Essa pessoa saberá como resolver essa questão.

O que eu me lembro é que nas duas temporadas passadas não houve qualquer dificuldade para assinar o pacote.

A única coisa que eu posso dizer é que uma conexão com dois mega é suficiente para garantir qualidade de transmissão. Menos que isso haverá comprometimento da imagem.

Notas relacionadas:

  1. QUEM É MELHOR, LAKERS OU CHICAGO?
  2. CHICAGO: PÁLIDA IMAGEM DE UM TIME DE BASQUETE
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 26 de julho de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 11:48

O LOCAUTE, AMAR’E NO EXTERIOR, NOSSAS MENINAS, CORTE NA SELEÇÃO…

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Alguns parceiros deste botequim têm me perguntado a respeito de rumores neste momento na NBA. Nenê vai pra onde? E o Lakers, vai contratar alguém? O Boston vai pegar um novo pivô? O Chicago vai trocar Carlos Boozer?

Resposta: por causa do locaute, nenhum time pode conversar com nenhum jogador e nenhum time pode conversar nem sequer com seus agentes. Se isso ocorrer, a franquia pode ser multada — e a multa, neste caso, é pesada. Existe até a possibilidade de desfiliação da franquia dos quadros da NBA — seria o extremo, mas é possível.

Portanto, está tudo parado. Se alguém ler alguma coisa sobre movimentação do mercado, é pura especulação da mídia. Mas, como vocês devem ter observado, não há nada sendo noticiado sobre o assunto.

PERDULÁRIOS

A NBA divulgou ontem o balanço da temporada 2010/11. Apenas três times usaram a “luxury tax”: Lakers, Orlando e o campeão Dallas.

Se você não sabe o que significa “luxury tax”, eu conto. “Luxury tax” é o excedente em relação ao “cap” da temporada, sem levar em conta os jogadores que renovam o contrato com uma franquia, que pode ultrapassar o “cap” por conta da “Larry Bird Exception”.

Assim, quando um time faz uso da “luxury tax”, ele paga um dólar de multa para cada dólar excedido. Ou seja: se uma equipe estourou em US$ 10 milhões, paga outros US$ 10 milhões para a NBA de multa.

Lakers, Orlando e Dallas foram penalizados em média em torno de US$ 20 milhões. Esse dinheiro a NBA distribui para as franquias que ficaram abaixo do “cap” e nem sequer usaram a “Larry Bird Exception”.

Chicago, Cleveland, Clippers, Minnesota, Oklahoma City e Sacramento foram os times que não ultrapassaram o “salary cap” da última temporada e foram contemplados com o dinheiro que Lakers, Orlando e Dallas pagaram de multa.

Detalhe: o New York não teve de usar a “luxury tax” pela primeira vez desde 1999. Mesmo com a contratação de Amaré Stoudemire e Carmelo Anthony.

MAIS UM?

Por falar em New York, o ala-pivô Amar’e Stoudemire disse que vários times da Europa (mencionou Turquia, Espanha e Israel, que na geografia do esporte é membro europeu) e Ásia (China) estão atrás de seu serviço.

Amar’e afirmou que está considerando a hipótese de jogar no Velho Continente. Seria legal, já disse.

O que me encafifa é o fato de a Europa estar em crise. De onde eles vão tirar tanto dinheiro?

Claro que, como aqui, lá também os parceiros aparecem. Mas e a crise? Sei não…

Lembro-me que Carlos Delfino assinou com o Khimki da Rússia, na temporada 2008/09, e ficou sem receber salários. Voltou correndo para a NBA e assinou com o Milwaukee.

Esse risco existe. Os europeus não estão muito bem das pernas. O calote pode acontecer.

E eu sigo com meu sonho de que a Rede Globo, aqui no Brasil, poderia fazer com nossos times de basquete o que fez com o futebol: pagar a cada um deles uma quantia para transmitir seus jogos do próximo NBB.

O dinheiro que a Globo deu para o Corinthians, no futebol, por exemplo, atingiu a casa dos R$ 150 milhões nesta temporada. Foram R$ 90 milhões pelos jogos e R$ 60 milhões de luvas.

Em dólar americano, cerca de US$ 100 milhões. Com esse dinheiro o Corinthians fez a proposta de € 42 milhões para o Manchester City para contratar Carlitos Tevez. Carlitos não veio, mas creio que em janeiro do ano que vem ele desembarca aqui em São Paulo.

Algum gênio do marketing poderia apresentar um projeto para a Globo mostrando que os 15 times do NBB, se tiverem dinheiro em mãos, poderiam contratar jogadores da NBA e trazê-los para cá para participar do próximo campeonato nacional.

Claro que não dá para trazer os Kobes e Amar’es da vida. Mas algumas estrelas de bom brilho poderiam desfilar seus talentos em nossas quadras.

Quanto aos ginásios, eu já disse aqui que poderíamos continuar usando a Arena HSBC e Maracanãzinho no Rio, Pedrocão de Franca, Nilson Nelson de Brasília, Barueri e São Bernardo da Grande São Paulo, já me falaram de ginásios em Uberlândia, Santos e Joinville ou Floripa, se não estou enganado. Enfim, dá pra transformar o sonho em realidade.

Podem me chamar de louco, não me importo. Um pouco de loucura não faz mal a ninguém.

PASSO CERTO

Nossas meninas venceram mais uma partida no Mundial Sub 19, que está sendo disputado no Chile. A nova vítima foram as anfitriãs.

No cotejo de ontem à noite, lideradas pela excelente Damiris do Amaral, o Brasil fez 79 a 53. Damiris anotou seu segundo “double-double” em quatro partidas disputadas na competição: 22 pontos e 18 rebotes.

Lidera o torneio no fundamento dos ressaltos, com uma média de 12,3 por partida. A paulista, aliás, é a única jogadora da competição a ter um duplo dígito de média, pois, além dos rebotes, Damiris tem 19,3 pontos por jogo e é a terceira maior cestinha da competição.

“Entramos hoje com o objetivo de ficar entre as oito equipes classificadas; e conseguimos”, disse Damiris. “Agora, nosso objetivo é a melhor posição possível do grupo”.

Na rodada desta terça-feira, nossas meninas vão enfrentar a França. O jogo está marcado para as 19h15, horário de Brasília.

Sobre a contenda, Damiris disse: “Fizemos amistoso contra elas e vencemos. Mas sabemos que no Mundial é diferente. Elas possuem um time muito bom, mas acredito no nosso potencial e que podemos jogar de igual para igual e conquistar mais essa vitória”.

O Brasil lidera o Grupo F ao lado da Austrália com quatro vitórias e nenhuma derrota. Amanhã as duas seleções se enfrentam.

O Brasil, historicamente, é um grande freguês de caderneta das australianas. Mas vamos pensar jogo a jogo.

Hoje é a vez da França.

CORTE

O ala Diego da Silva foi cortado da seleção brasileira que se prepara para disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata. Sabe o que isso significa? Com todo o respeito que o Diego merece, e ele que me perdoe, mas não significa nada.

Em que pese todo o esforço e garra de Diego, que eu aprecio, ele é muito bom para o nosso basquete doméstico. Em nível internacional, Diego tem limitações.

Creio que ele seria cortado de um jeito ou de outro pelo técnico Rubén Magnano.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ, DENVER E A SELEÇÃO DOS EUA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 13 de maio de 2011 NBA | 11:54

CHICAGO: COMO UM VERDADEIRO CAMPEÃO

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Chicago está na final do Leste. Eliminou na noite desta quinta-feira o Atlanta ao vencer o oponente, fora de casa, por 93 a 73. Sobrou no jogo; esteve à frente o tempo todo. Jogou como o primeiro colocado da conferência que tem os times mais fortes da NBA.

O Bulls vem crescendo nestes playoffs. Depois de ter tido uma série turbulenta diante do Indiana, que defendeu e bateu muito, este confronto diante do Atlanta foi menos complicado, em que pese ter perdido dois jogos contra apenas um da fase anterior.

Diante do Pacers, o Bulls foi um time nervoso, inseguro, que não conseguiu fazer seu jogo fluir. Além de não ter conseguido fazer a transição da fase de classificação para os playoffs, onde se separa os homens dos meninos, a pressão da mídia e da torcida era grande demais.

Todos olhavam para o melhor time do campeonato naquele momento. Todos esperavam que o Chicago jogasse como o melhor time que era de fato naquele momento. O grupo não suportou.

O resultado é que o jogo vistoso e fluente, que Michael Jordan chegou a indicar como jogo de campeão, desapareceu. Apesar dos 4 a 1, o Chicago sofreu para eliminar o Indiana; mas eliminou.

Começou mal diante do Atlanta, perdendo o primeiro confronto em casa. Ainda havia rescaldo da série anterior. Jogou bem o segundo confronto e venceu. Mas foi a vitória no terceiro embate da série por 99 a 82 o divisor de águas do time nestes playoffs. O Chicago parece ter se encontrado ali.

Voltou a jogar como o melhor time da fase de classificação.

Ontem, aniquilou o Atlanta. Jamais esteve atrás no marcador, chegou a abrir uma diferença de 26 pontos e acabou venceu por uma vantagem de 20.

Jogou como o melhor time da fase de classificação. Time que, nesta fase regular, venceu os três combates diante do Miami Heat.

DIFERENÇAS

O Chicago foi, desta vez, um time diferente do que a gente se acostumou a ver. Ao invés de Derrick Rose sair de quadra como o nome do confronto, quem ficou sob os holofotes foi Carlos Boozer.

Com Booz pontuando e Luol Deng cumprindo bem seu papel de coadjuvante, D-Rose olhou menos para a cesta. Teve um olhar mais horizontal. Ou seja: procurou mais os companheiros.

O resultado é que o armador acabou com 12 assistências. Arremessou apenas 14 bolas contra a cesta do Atlanta.

Nos cinco jogos anteriores, quando menos chutou, chutou 24 bolas. Atirou um total de 127 laranjinhas nas cinco contendas mencionadas, o que deu uma média de 25,4 por partida.

É o que eu sempre digo: se D-Rose tivesse para quem passar a bola, ele a passaria com todo o prazer. Claro que ele também gosta de investir contra a cesta adversária, mas também aprecia fazer passes.

Se o Chicago, por exemplo, contratar Dwight Howard e o Super-Homem assinar um contrato de cinco anos com o Bulls, D-Rose terá um “double-double” de média nos cinco anos em que os dois estiverem juntos. Aposto com quem quiser.

Com companheiros instáveis, não resta alternativa ao armador a não ser tentar “salvar o barco”. Desta vez, no entanto, o barco navegou tranquilamente. Tudo por conta do jogo de Booz.

O ala-pivô fez 23 pontos e pegou dez rebotes. Deu ainda cinco assistências. Nos arremessos, fez 11-16; ou seja: 68,7%. Nos cinco jogos anteriores, acertou apenas 24 de seus 50 tiros, o que deu um aproveitamento de 48,0%. Mostrou uma evolução incrível.

Se Booz jogar com essa intensidade a partir de agora, não apenas D-Rose melhora seus números quanto às assistências, mas o Chicago também melhora como time e suas chances diante do Miami crescem.

Isso foi visto no jogo desta quinta diante do Atlanta.

Todos nós sabemos que um time não se faz com apenas um jogador. Um time tem que ter o seu “franchise player”, mas ele precisa de apoio, de preferência dois jogadores.

D-Rose é o “franchise player” do Chicago. Luol Deng cresceu demais na reta final do campeonato. Está na hora de Booz provar que valeu o investimento que o Bulls fez nele.

SURPRESA

Se previ em meus comentários iniciais desta temporada o sucesso do Miami, não esperava pelo êxito do Chicago. Coloquei, aliás, o Bulls atrás do Atlanta, quinta posição na fase de classificação.

E, na minha ordem, ficou assim a fase regular: 1º) Miami; 2º) Boston; 3º) Orlando; 4º) Atlanta; 5º) Chicago.

O Chicago, no entanto, surpreendeu-me. E o fez por conta de um treinador que mostrou-se extremamente competente e montou um time. Forjou-o a partir de sua defesa.

O Bulls terminou a fase de classificação com a segunda defesa menos vazada, com média de 91,3 pontos contra por jogo, atrás apenas do Boston, que sofreu 91,1.

Nestes playoffs, ocupa igualmente o segundo posto, com média de 87,7 pontos sofridos por contenda disputada. Fica atrás apenas do eliminado Orlando Magic, que tomou 86,8 pontos de média em sua série diante do Atlanta.

Mas o mais importante disso tudo foi que Derrick Rose apresentou-se para esta temporada como um jogador completamente diferente do que o foi no campeonato passado.

No torneio anterior, ele foi muito mal nos arremessos; especialmente os triplos. Naquela competição, D-Rose acertou apenas 16 bolas longas; neste, já foram 128.

Passou as férias do ano passado treinando arremessos com um especialista em Los Angeles. Colhe os frutos de seu investimento, de sua dedicação.

D-Rose acabou merecidamente como o MVP do campeonato. Jogou uma barbaridade a fase de classificação, especialmente a reta final. Sem ele, por mais que a defesa fosse forte, o time não iria a lugar algum; D-Rose tem sido o diferencial do Chicago.

Isso me faz lembrar do Cleveland de Mike Fratello, hoje comentarista da ESPN. Sempre terminava o campeonato como a melhor defesa, mas não ganhava, pois não tinha no time um Derrick Rose.

Thibs foi muito importante para o Chicago, mas quem faz a diferença é Derrick Rose.

ATLANTA

O time melhorou nestes playoffs em relação à temporada passada. Na anterior, dirigido por Mike Woodson, o homem que montou esse time, o Hawks fraquejou.

Foi eliminado na primeira rodada pelo Orlando Magic por um incontestável 4 a 0. Desta vez, deu o troco no oponente da Flórida e fez uma série interessante diante do Chicago, um time melhor.

Mas é importante a gente ressaltar: o Atlanta não pôde contar com seu armador titular: Kirk Hinrich. E quando se perde um armador, num time em que o armador é o regente da orquestra (o que não ocorre no Lakers e no Miami), isso faz uma baita diferença.

O Hawks tem um time interessante. Falta-lhe claramente um ala, pois Marvin Williams não conseguiu explodir na NBA.

A franquia devia passar o verão atrás deste jogador. Se ele chegar, o time fará um “upgrade” tremendo e poderá, na próxima temporada, fazer um papel bem mais interessante do que o fez neste campeonato.

O problema do Atlanta, todavia, é estar em uma conferência que tem não apenas o Chicago, mas o Miami e o Boston, que pode vir forte, quem sabe, com Dwight Howard em seu elenco.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 NBA | 12:36

A HISTÓRIA DE UM E DE OUTRO

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A matéria enviada pela agência de notícias Associated Press diz o seguinte em seu primeiro parágrafo: “Finalmente o verdadeiro Chicago apareceu nos playoffs”. Eu abriria o texto de maneira diferente: “Finalmente o verdadeiro Derrick Rose apareceu nos playoffs”.

É certo que o texto da AP continua e diz: “Naturalmente, Derrick Rose liderou o time”. Mas eu continuaria: “Naturalmente, quem ganhou com isso foi o Chicago, que venceu e recuperou a vantagem de quadra”.

Alguém pode dizer: “Sormani, a ordem dos fatores não altera o produto”. Altera sim; o Chicago depende de D-Rose, como todos os grandes times dependem de um grande jogador. Se ele não joga, por mais que o coletivo funcione, não tem como ser campeão.

D-Rose jogou uma barbaridade ontem em Atlanta. Foi o responsável pela vitória de 99 a 82, que poderia ter sido muito mais acachapante. Poderia ter passado a barreira dos 20 pontos. Aliás, passou, chegou em 22, mas o time aliviou no final e o Hawks tirou um pouco a diferença.

D-Rose mostrou por que foi eleito o MVP da temporada. Anotou 44 pontos — seu recorde não apenas em playoffs, mas em toda a carreira. Teve um ótimo aproveitamento: 16-27 (59,2%). Desse total, foram 4-7 (57,1%) nas bolas de três e 8-9 (88,9%) nos lances livres. Em pontos, foram assim dispostos:

Garrafão — 12 pontos
Meia distância — 12 pontos
Linha dos três — 12 pontos
Lance livre — oito pontos
Total — 44 pontos

Ou seja: não tinha o que fazer. Flutua? Ele acerta de meia e longa distância. Aperta? Ele infiltra. Congestiona o garrafão? Rápido do jeito que ele é, comete-se falta e ele vai para a linha do lance livre.

Foi uma atuação gigantesca.

No primeiro quarto ele fez 17 dos 29 pontos do Chicago. No segundo, apenas quatro, mas atuou 6:53 minutos. No terceiro, foi responsável, em pontos ou assistências, por 20 dos 24 tentos que o time anotou. E no quarto derradeiro fez dez dos 19 pontos que do Bulls.

O jogo de ontem foi o terceiro seguido que D-Rose arremessou 27 bolas contra o aro adversário. Mas nos dois primeiros, ele combinou para 21 acertos, o que deu um aproveitamento de 38,9%. Ontem, como vimos, subiu para 59,2%.

“É duro marcá-lo”, disse Jeff Teague, que vinha tendo sucesso na empreitada. “Quando suas bolas caem, ele é o MVP”, concluiu.

Teague sabe do que fala, pois, dos 44 pontos, 26 foram feitos enquanto ele marcava o armador do Chicago. Aliás, os pontos foram assim dispostos diante de seus marcadores:

Jeff Teague — 26 pontos (11-18)
Jamal Crawford — seis pontos (2-2)
Demais marcadores — 12 pontos (3-7)

Jon Greenberg, que escreve para o site da ESPN, no meio do texto em que exalta D-Rose escreveu algo que eu usarei para fechar o meu texto:

“Rose adicionou (aos seus pontos) sete assistências, cinco rebotes e cinco sorrisos”. Sim, D-Rose voltou a sorrir (Foto AP). E estando feliz é um jogador difícil de ser marcado.

Ele mostrou isso ontem à noite na Philips Arena.

OBSERVAÇÕES

O Chicago venceu a batalha no garrafão: apanhou 47 rebotes contra 34 do Atlanta. Joakim Noah pegou 15 e foi o reboteiro do time, seguido por Taj Gibson com 11. Josh Smith pegou 13 para o Hawks e nenhum outro jogador do time da casa chegou ao duplo dígito nos ressaltos.

Kyle Korver voltou a derrubar suas bolas de três. Foram 3-4. Terminou a partida com 11 pontos. Quando seus tiros acertam o alvo, alivia muito a pressão em cima de Derrick Rose e, consequentemente, do time. E Gibson, que pegou 11 rebotes, como vimos, anotou 13 pontos. Foi o único jogador do Bulls a ter um “double-double” no embate.

A marcação do Chicago foi tão eficiente que o Atlanta conseguiu arremessar apenas seis bolas de três. Encestou só uma, com Joe Johnson, o que deu um aproveitamento de 16,7%. Por falar em J.J. ele anotou apenas dez pontos (4-12). Jamal Crawford, o outro artilheiro do time, fez 7 (3-7).

Os dois combinaram para 17 pontos, com um aproveitamento de 36,8% (7-19). Na vitória do Hawks no jogo 1 da série, em Chicago, por 103 a 95, os dois foram responsáveis por 56 pontos da equipe. Tiveram um aproveitamento de 58,8% (20-34).

Josh Smith foi o melhor jogador do Atlanta. Mas a torcida está no pé dele. Foi vaiado em muitos momentos do jogo quando errava seus tiros. Acabou a partida com 7-14 (50,0%).

No total, nesta série diante do Chicago, atingiu o alvo só em 14 de seus 39 arremessos, o que dá um percentual de acerto de apenas 35,9%. Muito baixo para quem joga como ala-pivô e fica muito tempo perto da cesta.

No jogo de ontem, os lances livres também comprometeram o desempenho do time: 15-25 (60,0%). Josh foi o principal responsável pela debacle: 3-8 (37,5%).

CONCLUSÃO

A série está aberta, mas é evidente que depois da vitória de ontem o Chicago ganha uma força moral muito grande. No confronto diante do Indiana o time só conseguiu jogar bem a última partida, mas ela foi no seu United Center. Ontem o time jogou uma enormidade fora de casa.

FIM DA LINHA

Só um milagre. Sim, só um milagre fará do Lakers um time finalista na Conferência do Oeste.

No confronto de ontem diante do Dallas, teve o jogo nas mãos. No final, voltou a falhar.

Derek Fisher teve grande responsabilidade na derrota. A falta que ele fez em Jason Terry no final do jogo e o passe errado que ele deu para Lamar Odom, longo em seguida, foram lamentáveis. Um jogador com a experiência dele não pode fazer a falta que fez e nem errar um passe como ele errou.

A falta foi cometida com Terry acuado na lateral da quadra e com três segundos para estourar o tempo de posse de bola. O Dallas tinha 93 a 91 e sobrariam 15 segundos para o Lakers atacar para tentar empatar ou vencer com uma bola de três.

O passe mal dado foi um lateral após pedido de tempo (Terry acertou os dois lances livres e levou o placar para 95 a 91). A bola voltou para o Dallas e com 16 segundos para o final da partida.

Um desastre.

VERDADE SEJA DITA

Ok, Fish foi muito mal, mas a atuação de Kobe Bryant foi vergonhosa. Ele não pegou na bola nos minutos finais. Como disse ontem, ele tinha que jogar no seu limite máximo para o Lakers vencer e reverter a série.

Não jogou. Arremessou apenas 16 bolas durante o jogo, 11 a menos do que Derrick Rose na vitória do Chicago diante do Atlanta. Líder do time, melhor jogador da franquia, esperança de todos, atleta que pretende desbancar Michael Jordan e ser o maior de todos os tempos não pode ter uma atuação tão desprovida de alma e coração como Kobe teve ontem à noite.

No primeiro quarto, fez duas faltas e jogou só 6:27 minutos. Anotou dois pontos, frutos de seu único arremesso no período.

No segundo quarto, jogou 11:56 minutos e anotou sete pontos, tendo atirado três bolas contra a cesta do Dallas. Bateu também um lance livre e acertou-o.

Jogou todo o terceiro quarto e arremessou seis bolas, tendo acertado três. Acabou o tempo com seis pontos e não visitou a linha do lance livre nenhuma vez.

Finalmente, no último quarto, jogou 7:35 minutos (por decisão de Phil Jackson, diga-se) e voltou a arremessar seis bolas contra a cesta do Dallas; acertou duas e anotou quatro pontos. Não bateu nenhum lance livre.

Agora, atentem a isso: Kobe (Foto AP) entrou no último quarto quando faltavam 7:35 minutos para o final. O Lakers vencia por 79 a 71. Acertou um arremesso de dois pontos a 5:46 do final e outro a 4:33. Depois disso, ele ficou 4:18 minutos seu chutar nem uma bola sequer contra a cesta do Dallas!!!

Depois de ter feito dois pontos a 4:33, ele voltou a arremessar a 15 segundos do final e tomou um toco de Jason Kidd. Três segundos depois, mandou uma bola de três que não chegou ao destino desejado.

A 4:33 minutos do final, quando acertou seu último chute, colocou o Lakers na frente em 87 a 81. Depois disso, como relatei, foram 4:18 minutos sem arremessar!!!

E o Dallas tirando a vantagem; e o Dallas tirando a vantagem. E deu no que deu.

Como disse, verdade seja dita, Fish foi mal no final, mas a derrota de ontem tem que ser creditada na conta de Kobe Bryant. Ele foi omisso no jogo quando o time mais precisou dele.

Seus números finais: 17 pontos. Fez 8-16 nos arremessos, mas 0-3 nas bolas de três e bateu apenas um lance livre na partida! Uma vergonha!

GASOL

O espanhol foi outra vergonha do Lakers. Tudo bem que marcar Dirk Nowitzki é tarefa das mais difíceis. Mas pontuar contra o alemão é das tarefas mais fáceis; o germânico parece jogador brasileiro defendendo. Ou seja: não marca ninguém.

Mesmo diante de um adversário desses, Gasol fez apenas 12 pontos, 5-13 nos arremessos. Conseguiu ir à linha do lance livre em apenas três oportunidades.

Até tapa no peito ele tomou de Phil Jackson, mas não adiantou.

“Soft”, realmente, muito “soft”.

PERGUNTA

Quem é mais “soft”? Pau Gasol ou Carlos Boozer?

DALLAS

Vamos ao Dallas, afinal, o time texano é, ao lado do Memphis, a sensação da Conferência Oeste.

Jason Kidd voltou a fazer um grande trabalho defensivo em cima de Kobe Bryant. J-Kidd conhece Kobe, não o teme, gosta de enfrentá-lo. Vem colocando Kobe no bolso nesta série.

Dirk Nowitzki (Foto AP), nem precisa dizer, é o homem deste confronto. Ontem, 32 pontos, sendo que teve um aproveitamento de 12-19 nos arremessos (63,1%). E ainda pegou nove rebotes.

Pegou nove rebotes, fez 32 pontos e botou o dedo na fuça de Pau Gasol e disse pro espanhol: “Você é soft!” Claro que ele não disse isso, é apenas um devaneio de minha parte para ilustrar a defesa que o germânico tem feito em cima de Gasol.

Tyson Chandler, coitado, vara-pau do jeito que é, magrinho e fraquinho, tem feito das tripas coração para conter Andrew Bynum. Obteve sucesso apenas no primeiro jogo. Ontem, Bynum fez 21 pontos e pegou dez rebotes. Foi o melhor jogador do Lakers.

Mas Chandler luta como um guerreiro, é de emocionar o seu esforço. Com ele, tem subtraído alguma coisa do jogo de Bynum, com certeza.

J-Kidd, Dirk e Chandler. Mas o cara do Dallas ontem foi Peja Stojakovic. Alguém em sã consciência podia imaginar que o veterano sérvio, que estava praticamente aposentado, viesse do banco e anotasse 15 pontos em momentos cruciais?

Realmente, não há como perder quando:

1) Seu melhor jogador continua em alta;
2) O melhor jogador do time adversário é omisso;
3) Vem um cara aposentado do banco e faz 15 pontos.

CONCLUSÃO

O Lakers está virtualmente. Mas ainda existe um fio de esperança — porque é o Lakers.

Se o time da Califórnia vencer o próximo jogo e repetir a dose em Los Angeles, a série ficaria em 3 a 2 para o Dallas. E a pressão aumentaria dramaticamente para os texanos.

Sim, pois eles se veriam na obrigação de ganhar o sexto jogo em casa, pois, caso contrário, a decisão voltaria para LA.

É isso que o Lakers tem que fazer; é isso que o Dallas tem que evitar.

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sexta-feira, 6 de maio de 2011 NBA | 12:54

AS CHAVES DOS CONFRONTOS DESTA NOITE

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Depois de um dia de descanso, a NBA está de volta. E dois favoritos ao título entram em quadra para tentar reverter a situação.

Às 20h de Brasília, o Chicago vai a Atlanta disposto a vencer um dos dois próximos jogos marcados para a Geórgia para, com isso, recuperar a vantagem de quadra. Às 22h30, com transmissão ao vivo pela ESPN, o Lakers leva seu drama ao Texas e tenta vencer pelo menos um jogo para não ser eliminado.

Quais são as chaves destes dois confrontos? Vamos a elas:

ATLANTA x CHICAGO

ATLANTA
1) Jeff Teague – Tem que manter o nível de marcação a D-Rose. Sua tática de “flutuar” e exigir do adversário os arremessos tem surtido efeito. Além disso, tem levado o adversário a cometer erros, como no jogo passado, quando D-Rose se equivocou em oito oportunidades;
2) J.J. – Não pode oscilar como nos dois primeiros jogos. Na primeira partida, vencida pelo Atlanta, teve um excelente desempenho nos arremessos: 12-18 (66,7%). Na derrota, sua performance baixou para 46,7% (7-15);
3) Jamal – Eleito o melhor reserva da temporada passada, Crawford foi um desastre na partida derrotada: 2-10 (20,0%). Em contrapartida, na vitória, fez 22 pontos (8-16; 50,0%). Portanto, se ele não aparecer para o jogo, vai ficar difícil para o Atlanta;
4) Josh Smith – Não vem fazendo uma boa série. Nos dois confrontos, acumulou média de 10,5 pontos e seis rebotes. Nos arremessos, 7-25 (28,0%). Muito pouco para quem joga dentro do garrafão. Tem que melhorar;
5) Rebotes – O Atlanta está apanhando do Chicago neste fundamento. Nos dois jogos, pegou uma média de 38,5 e possibilitou ao adversário 43,6. Caiu se comparado com a fase de classificação, quando pegou 45,3 por jogo e limitou o oponente a 43,0. O problema, como se vê, se resume a seus próprios rebotes;
6) Tocos – Vem muito bem neste fundamento, pois tem uma média de nove por jogo, contra 6,1 na fase de classificação. Fundamento que ajuda demais na defesa e no moral do time;
7) Kirk Hinrich – Faz muita falta, pois sem ele Teague fica sobrecarregado e Jamal tem que jogar fora de sua posição em alguns momentos do jogo.

CHICAGO
1) D-Rose – Está com 24,5 pontos de media, mas com 38,8% de aproveitamento nos arremessos. Tem que começar a encestar de média e longa distância até para evitar o desgaste físico das infiltrações. Precisa também diminuir os erros: no jogo passado, cometeu oito, como vimos;
2) Luol – O sudanês naturalizado britânico fez dois ótimos jogos diante do Hawks. Está com 17,5 pontos e 9,0 rebotes de média. Tem que continuar assim para aliviar a pressão em D-Rose;
3) Boozer – O ala-pivô tem que melhorar sua performance. Está com aproveitamento de 43,5% nos arremessos. Muito pouco para quem joga debaixo da cesta. No jogo passado, mesmo com o Bulls vencendo, ele fez 4-12;
4) C.J. Watson – Há que ser mais aproveitado. Para isso, tem que melhorar seu desempenho em quadra. No jogo passado, atuou apenas oito minutos. Se não produzir, não tem como se dar descanso a D-Rose;
5) Kyle Korver – Tem que melhorar seu desempenho nos arremessos. Não está conseguindo se livrar da marcação adversária. No jogo passado, fez 1-9 no total de arremessos, sendo que nas bolas de três teve um desempenho de 1-5;
6) Defesa – No primeiro jogo da série, vencido pelo Atlanta, o time da Geórgia teve um aproveitamento de 51,3% de seus arremessos; no segundo, vencido pelo Bulls, caiu para 33,8%. O Chicago tem que segurar o adversário neste patamar;
7) Garrafão – Este duelo é fundamental no confronto. No jogo passado, o Bulls levou a melhor em 58-39.

DALLAS x LAKERS

DALLAS
1) Dirk Nowitzki – O alemão faz uma série excelente. Está com uma média de 27,4 pontos por jogo e um desempenho de 46% nos arremessos. Para o sucesso do Dallas, é fundamental que ele continue assim;
2) J-Kidd – O veterano armador do Dallas cometeu nove erros nos dois combates diante do Lakers; média de 4,5 por partida. Tem se atrapalhado com a bola em momentos importantes. Há que se evitar isso. Experiente e ótimo marcador, tem que ser destacado para seguir os passos de Kobe Bryant nos momentos chaves do jogo;
3) J.J. Barea – O armador porto-riquenho surpreende neste confronto diante do Lakers. Está com dez pontos de média por jogo e 4,5 assistências. Tem mostrado um jogo consistente e o resultado é que tem ficado cerca de 16 minutos em quadra por partida, o que ajuda (e muito) no descanso de J-Kidd;
4) Chandler – Tem travado um duelo interessantíssimo com Andrew Bynum. Limitou o jogo do oponente no primeiro embate da série: oito pontos e cinco rebotes. É importante para o Dallas que Chandler controle Bynum;
5) Brendan Haywood – Seus números não impressionam, mas ele tem sido fundamental para o descanso de Tyson Chandler. Quando entra no jogo, tem defendido muito bem;
6) Defesa – O Mavs fez um excelente trabalho defensivo na última vitória. Segurou o Lakers em 81 pontos, quando a média do time na fase de classificação foi de 101,5. Além disso, o time angelino tinha um aproveitamento de 46,3% de seus chutes na fase regular e nesta série caiu para 41,9%;
7) 3 pontos – O rendimento do Lakers caiu nos arremessos principalmente por conta da ótima defesa dos chutes longos que o Mavs vem fazendo. Na fase de classificação, os californianos encestavam em média 35,2% de suas bolas de três; nesta série, caiu para 17,9%;

LAKERS
1) Confiança – É fundamental para o Lakers reverter esta série não perder a confiança. Se deixar de acreditar que é possível reverter, esquece;
2) Conversa – Andrew Bynum disse que o time não tem conversado em quadra. Se não houver comunicação, fica difícil, principalmente na defesa;
3) Ron-Ron – Foi expulso merecidamente no jogo passado depois de dar um tapa no rosto de J.J. Barea. Resultado: acabou suspenso por uma partida pela NBA. Vai fazer muita falta, pois, embora não defenda como na temporada passada, ainda assim pode criar armadilhas para os oponentes;
4) Matt Barnes – Sem Artest, terá papel fundamental na partida desta noite. É a chance de provar que o Lakers fez um bom investimento ao contratá-lo;
5) Defesa – Há que se defender Nowitzki. É difícil? Sim, claro que é, mas não é impossível. Lamar Odom tem se dado melhor do que Pau Gasol. Tem que ganhar mais minutos em quadra para esta missão;
6) Pontaria – Dois reservas desapontam até o momento: Shannon Brown e principalmente Steve Blake. Brown está com média de seis pontos, mas não acertou nenhuma bola de três até o momento. Blake está zerado no confronto embora tenha jogado quase que 19 minutos em média por partida;
7) Kobe – Não tem jeito: se não jogar no limite máximo de seu jogo, vai ficar difícil. Black Mamba é a chave deste confronto para o Lakers. Além disso, se sobrar a bola final, tem que derrubar; não pode falhar. Segundo levantamento do site da ESPN dos EUA, Kobe falhou em suas últimas cinco tentativas nesta temporada.

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sábado, 23 de abril de 2011 NBA | 20:15

CHICAGO: PÁLIDA IMAGEM DE UM TIME DE BASQUETE

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O Conseco Fieldhouse de Indianápolis parecia o United Center de Chicago. A impressão que dava era que tinha mais torcedores do Bulls do que do Pacers. Mas o Chicago não se sentiu em casa; ao contrário.

Foi novamente presa da marcação do Indiana (tem alguém defendendo melhor do que o Pacers nestes playoffs?) e sucumbiu pela primeira vez nesta pós-temporada. Torcedores do Bulls compareceram às pencas no Conseco (fotoAP), certo de que o tricolor de Illinois fosse varrer o adversário.

Mas, como disse, o time foi novamente presa da marcação do Indiana e isso não ocorreu. Derrick Rose, desta vez, não fez milagres no quarto final e nem na última bola. E quando D-Rose não joga bem ou não carrega o time nas costas, o Chicago perde.

O Chicago não tem ninguém capaz de resolver uma partida. Ou o sistema funciona e a vitória vem com tranquilidade, ou é D-Rose quem tem que assumir esse papel.

Neste sábado foi o que aconteceu. D-Rose voltou a jogar mal. E do banco Tom Thibodeau esteve novamente perdido, como ocorreu no jogo passado, quando esqueceu Kyle Korver no banco do Chicago, lembrando-se dele apenas no último quarto.

A jogada final do Chicago foi risível. Carlos Boozer fez o arremesso de três. Pode? Claro que não; deu tudo errado.

Quanto ao desempenho dos jogadores, vejam só: 31-82 (37,8%) na totalidade dos arremessos, sendo que nas bolas de três tivemos 3-20 (15,0%).

Muito deste desempenho pífio tem a ver com a má jornada dos jogadores, mas também tem a ver com a defesa do Indiana (tem alguém defendendo melhor do que o Pacers nestes playoffs?). Uma prova disso é que Korver só conseguiu chutar duas – isso mesmo, duas – bolas de três durante os 22 minutos em que esteve em quadra.

Se esse time do Indiana fosse um pouco melhor com a bola nas mãos, do jeito que defende, poderia engrossar estar série e transformá-la em um confronto de sete jogos. Mas isso dificilmente vai acontecer.

O time está entregue a apenas um jogador que sabe jogar com a bola nas mãos: Danny Granger. E olha que ele não é nenhuma brastemp. Anotou 24 pontos, embora tenha errado seus quatro arremessos triplos; no geral, fez 9-19 (47,3%).

Os demais? Apenas esforçados.

O Indiana defende muito, mas ataca pouco. Como disse, não deve engrossar esta série.

O Chicago joga mal, pois além de não encontrar resposta para as armadilhas defensivas do Indiana, sente a pressão de jogar como favorito. E Derrick Rose praticamente atua sozinho.

Luol Deng não é confiável, Carlos Boozer é uma decepção e os demais são jogadores de esquema. Do jeito que está, passa pelo Indiana, mas tomba diante de Miami ou Boston.

O Chicago destes playoffs é apenas uma pálida imagem daquele time que encantou na fase de classificação e acabou em primeiro lugar no campeonato.

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terça-feira, 19 de abril de 2011 NBA | 15:02

ASCENSÃO E QUEDA NO LESTE DA NBA

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Lamentavelmente não vi os jogos de ontem. Minha internet não estava à disposição. A empresa que cuida do serviço informou-me: manutenção de rede. Das 21h até as 9h desta terça.

Levantei e fui tentar ver o VT. Mesma situação. Liguei novamente para a empresa. Informaram-me: manutenção prossegue; até as 21h30 desta terça.

Lamentável.

QUEDA

Que o Chicago e Derrick Rose estão em queda neste momento não há dúvida. Nem é preciso ver os jogos para se constatar isso. Nem a ausência de Darren Collison ajudou o Bulls.

O resultado mostra isso: 96 a 90. A atuação do time, à exceção de Derrick Rose, foi muito ruim. Repito: não vi o jogo. Mas olho para o “box score” e vejo:

1) Luol Deng: 3-13
2) Joakim Noah: 2-10
3) Keith Bogans: 1-5
4) Carlos Boozer: 6-12

Estes são os titulares ao lado de D-Rose. E Booz e Noah jogam com o beiço no aro, pois atuam dentro do garrafão.

Com um desempenho desses, não dá para ter folga no jogo.

Agora, o que me chamou a atenção foi o fato de que o Indiana ter perdido Collison e mesmo assim ter vendido caro a vitória ao Chicago.

O “box score” me sugere que o time voltou a marcar bem apesar de ter tomado 96 pontos. Limitou o adversário a um aproveitamento de apenas 38,6% de seus arremessos.

ASCENSÃO

O Miami é o único time que sobra nestes playoffs. E enfrenta um adversário, o Philadelphia, que cresceu muito de produção na segunda metade do campeonato, com vitórias diante do Boston e do Bulls, em Chicago.

Bateu o Sixers novamente, agora por 94 a 73, e fez 2 a 0 na série. Como o Chicago, mas jogando melhor do que o Bulls e contra um adversário mais forte.
Não vi o jogo, vocês sabem, mas olho para o “box score” e vejo que o único jogador do Heat que teve “double-double” foi Chris Bosh: 21 pontos e 11 rebotes.

Por que algumas pessoas são tão resistentes em relação a CB1?

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segunda-feira, 11 de abril de 2011 NBA | 13:02

ALGO DE ERRADO ACONTECE EM LOS ANGELES

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A situação em Los Angeles não está nada boa. O Lakers voltou a perder; desta vez para o Oklahoma City: 120 a 106. Foi a quinta derrota seguida. Isso não acontecia desde 2007, antes da chegada de Pau Gasol.

O que acontece com o atual bicampeão da NBA?

Na sexta-feira Phil Jackson chamou o time de “preguiçoso”. Ontem, depois da derrota, Kobe Bryant (Foto AP) evitou qualquer contato com os companheiros, contrariando seu ritual tradicional. Está, claramente, irritado com a situação, assim como P-Jax.

O time ainda mantém o segundo lugar no Oeste, atrás apenas do San Antonio. Mas tem o mesmo número de derrotas do Dallas (25) e uma a menos do que o Thunder (26).

Tem mais duas partidas até o final desta temporada regular: San Antonio em casa e Sacramento fora. Do jeito que a equipe está, perde as duas partidas. Aí cairia para 27 derrotas.

O Dallas tem igualmente mais dois jogos: Houston fora e New Orleans em casa. Seria absolutamente normal o time perder para o Rockets, seu tradicional rival, e vencer o Hornets. Ficaria com 26 derrotas.

E finalmente o OKC, que também faz mais dois jogos: Sacramento fora e Milwaukee em casa. Prevejo duas vitórias. Se isso ocorrer, ele fica com as 26 derrotas atuais.

Empataria com o Dallas. Neste caso, o Thunder levaria vantagem, pois foi campeão de sua Divisão Noroeste.

E a classificação final do Oeste ficaria assim:

1º San Antonio
2º OKC
3º Dallas
4º Lakers

Há alguns dias eu estou achando que o Lakers acaba em quarto lugar no Oeste. E acho que isso vai mesmo acontecer.

O que acontece com o atual bicampeão da NBA?

Ainda acho que o time vence o Oeste, mas algo tem de errado na terra do cinema. E precisa ser corrigido rapidamente.

PRA DAR MORAL

O Miami ensacou o Boston no sul da Flórida: 100 a 77. Foi uma vitória com 23 pontos de diferença.

Era o triunfo que o Heat precisava. Afinal de contas, o time tinha perdido os três embates anteriores, um deles em sua American Airlines Arena, palco do jogo de ontem. O grupo estava complexado com o Celtics.

A vitória de ontem mostrou que esta série, na semifinal do Leste, será muito disputada. Creio que só será decidida no jogo 7. E ele acontecerá em Miami…

OBS

O que acontece com Rajon Rondo? Depois de ter sido colocado no bolso por Dwyane Wade, ontem deixou a quadra com pífios sete pontos e cinco assistências. Arremessou apenas oito bolas e visitou apenas duas vezes a linha do lance livre. O que acontece com Rajon Rondo?

CARIMBADA

O Chicago passou no bico do corvo pelo Orlando: 102 a 99. Fez 3 a 1 na série entre eles e mostrou, pelo menos na fase de classificação, superioridade diante do provável oponente nas semifinais do Leste.

Ah, Dwight Howard não jogou, alguém pode dizer. Verdade, não jogou; mas na vitória solitária do Magic sobre o Bulls, em Chicago, o time da casa colocava em quadra pela primeira vez na temporada seu segundo melhor jogador: Carlos Boozer.

Booz jogou apenas 22 minutos e atacou a cesta em apenas cinco oportunidades. Não era, na ocasião, o jogador de hoje.

CONFRONTO

O Orlando fez quatro partidas contra o Atlanta nesta temporada. Venceu uma e perdeu três.

Os dois vão se encontrar na primeira rodada dos playoffs. Será que haverá surpresa?

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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última