06/11/2009 - 11:52
A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.
Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?
Improvável, mas não impossível.
Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.
O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.
Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.
Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.
Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.
Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.
Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.
Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.
E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.
Apenas um jogador é suficiente.
Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?
FELICIDADE
Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.
Mas não é que o time venceu?
O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.
E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.
LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.
O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.
Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.
Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!
IRREGULAR
O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.
Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.
A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.
Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.
Até o jogo de ontem.
Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.
A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Bulls, Carlos Boozer, Chicago, Cleveland, Jazz, Joakim Noah, LeBron James, Luol Deng, San Antonio, Shaquille O'Neal, Tim Duncan, Utah
30/09/2009 - 20:08
LeBron James declarou ontem que não sabe se vai jogar o Mundial da Turquia no ano que vem. Motivo: Hollywood.
King James (foto Reuters) pode participar das filmagens do filme “Fantasy Football”. Pelo nome, nada a ver com basquete; mesmo que tivesse, deixar de disputar o torneio turco por causa de uma aventura cinematográfica é para mim algo sem qualquer cabimento. 
Por outro lado, LBJ, Dwyane Wade, Chris Bosh e Carlos Boozer, jogadores que foram a Pequim e bateram os espanhóis na disputa pelo ouro olímpico, estarão com o passe na mão ao final da próxima temporada. Ou seja: estarão discutindo o futuro deles.
Se este for o motivo para se ausentar da seleção norte-americana, tudo bem; a gente entende. O cara tem que pensar no futuro, ver pra onde vai e quanto vai ganhar. É direito de cada um.
Mas cogitar a possibilidade de não participar do Mundial do ano que vem por causa de algo que me cheira a um filmeco de segunda classe (desculpem o preconceito, mas LeBron James como ator só pode jogada apelativa de um produtor à cata de dólares), já disse, não tem o menor cabimento.
Por outro lado, fico pensando: seria uma tática dos EUA para evitar o confronto contra a Espanha, aguardado por todo o planeta?
Sim, pois se LeBron cair fora, os outros três jogadores mencionados podem seguir o mesmo caminho utilizando o argumento de que precisam cuidar do futuro. E, por tabela, é bem provável que Kobe Bryant, temeroso de segurar o rojão sozinho, diga que está cansando e também caia fora.
Sem contar que Jason Kidd, veterano, poderia fazer o mesmo. Invicto na pele de jogador da seleção, Kidd não colocaria seu histórico em jogo num time reserva.
Assim, os EUA para o Mundial não contariam com Kobe, LBJ, D-Wade, Bosh, Boozer e Kidd. Seis jogadores!
Muita coisa.
Portanto, se os EUA chegarem à final e se defrontarem com a Espanha e perderem, tudo estará justificado. Foi o time reserva que esteve em território eurasiano, dirão os americanos.
Vocês podem me chamar de louco, mas no mundo dos esportes há mais mistérios do que a nossa vã filosofia pode imaginar.
Que Shakespeare me perdoe; não pude resistir.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Carlos Boozer, Chris Bosh, Dwyane Wade, Jason Kidd, Kobe Bryant, LeBron James
30/06/2009 - 20:14
Anderson Varejão está fora do Cleveland. Ele próprio tomou a decisão – quem informa é o site da ESPN.
Se você não sabe, o capixaba tem um contrato com o Cavs que dá a ele o direito de ficar ou não na franquia. Como é forte o comentário de que o Cleveland vai contratar o ala de força Charles Villanueva, do Milwaukee, Varejão, sentindo que vai amargar um banco danado na próxima temporada se isso ocorrer, optou por procurar equipe.
Villanueva é um jogador mais ofensivo do que Varejão. O time quer um atleta que pontue – o que não é o caso do brasileiro.
Além disso, Villanueva elogiou em seu twitter a contratação de Shaquille O´Neal pelo Cavs e disse que o time de Ohio estava precisando agora de um ala/pivô. Ofereceu-se, claramente, para jogar ao lado de LeBron James, o que teria irritado profundamente os executivos do Bucks.
Por isso o time de Wisconsin teria aberto mão do direito de exercer preferência sobre ele na próxima temporada.
Uma pena que tudo isso ocorra, pois o time com LBJ e Shaq ficará forte demais e o brasuca teria grandes chances de ganhar o título da próxima temporada. Mesmo tendo menos minutos em quadra, valeria a pena arriscar, pois a temporada é longa e muita coisa pode acontecer.
Amanhã, de acordo com as regras da NBA, os times poderão conversar com os atletas que têm o passe na mão – vamos usar esta expressão, bem brasileira, para facilitar o entendimento. Muita coisa, portanto, pode ocorrer nesta quarta-feira.
Vamos, pois, aguardar pelo capítulo desta quarta. Ele promete.
SELEÇÃO
Anderson Varejão afirmou ao SporTV, agora há pouco, que sua decisão não vai impedí-lo de aceitar a convocação do técnico Moncho Monsalve para defender o Brasil na Copa América em Porto Rico.
Ótimo; ótima notícia!
E que o capixaba encontre um bom lar para a próxima temporada.
RUA!
Michael Curry foi demitido pelo Detroit Pistons. Segundo o “visionário” Joe Dumars, o técnico perdeu o controle do grupo. O engraçado é que o mesmo Dumars disse, há alguns dias, que Curry ficaria, pois havia feito um bom trabalho na temporada passada.
Onde ele viu isso? Eu não vi, vocês viram? Creio que também não viram.
Mas em se tratando de Dumars, é possível mesmo que ele tenha gostado, pois o gosto dele é bastante discutível.
Comenta-se que Avery Johnson, ex-Dallas, atualmente comentarista da TNT, deve assumir a franquia. Outra opção é Doug Collins, ex-treinador do Chicago e Washington e que também trabalha com a latinha.
Por fora corre Bill Laimbeer, ex-companheiro de time de Dumars na época dos “Bad Boys”. Mas Bill não tem qualquer experiência com times masculinos, pois vinham treinando o Detroit Shock, a versão feminina do Pistons.
Mas não importa: neste momento, até Laimbeer é melhor que Curry.
PERMANÊNCIA 1
Carlos Boozer desarrumou as malas. O ala de força do Utah afirmou que não vai mais testar o mercado: quer jogar outra temporada com o Jazz.
Embora muitos torçam o nariz para Boozer, eu gosto do jogador. Com ele ao lado de Deron Williams o Utah mantém-se forte.
PERMANÊNCIA 2
Outro que não vai testar o mercado é Kobe Bryant. Ele tem, por força contratual, o direito de procurar time, assim como Varejão, mas ele nem pensa nisso.Seu lugar é mesmo Los Angeles.Aliás, se eu fosse Kobe, trocaria o Lakers por apenas dois times: Knicks, para morar em Nova York, e Chicago, para vestir a camisa que um dia Michael Jordan vestiu.De resto, nem pensar – com todo o respeito pelos times do coração dos frequentadores deste botequim.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Avery Johnson, Carlos Boozer, Chicago, Cleveland, Detroit, Jazz, Kobe Bryant, Lakers, LeBron James, Michael Curry, Michael Jordan, Pistons, Shaquille O´Neal, Utah
26/04/2009 - 12:45
A manchete de capa do “LA Times” diz: “Finalmente Kobe deixa sua marca”.
Perfeita.
Kobe, de fato, não vinha se impondo nestes playoffs como o jogador marcante que a gente sabe que ele é.
Depois de um jogo apagado, para dizer o mínimo, contra o Utah, na última quinta-feira, quando marcou apenas 18 pontos e acertou só cinco de seus 24 arremessos, ontem Kobe foi o jogador marcante que a gente sabe que ele é.
Atirou o mesmo número de bolas do encontro de quinta, mas desta vez encestou 16. Nas laranjinhas de três, uma certa em duas tentadas. Nos lances livres, cinco em cinco.
Excelente.
Ao final da partida, depois de 39:37 minutos em quadra, Kobe marcou 38 pontos e foi aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.
Foi impossível contê-lo.
O técnico Jerry Sloan, do Utah, experimentou nada menos do que quatro marcadores em Kobe. Tiveram a missão Ronnie Brewer, C. J. Miles, Paul Millsap e até mesmo o armador Deron Williams (foto Reuters).
Nenhum deles obteve sucesso.
De nada adiantaram a agressividade física desses jogadores na tentativa de abreviar o volume de jogo de Kobe e nem as insistentes e invejosas vaias que vieram da maior parte dos 19.911 torcedores que compareceram à EnergySolutions Arena de Salt Lake City.
O camisa 24 do Lakers não se importou com isso. Ele sabia que ontem era o momento para dar este bote decisivo, era o momento de ele voltar a ser aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.
O resultado disso não foi apenas a vitória por 108-94, que fez o Lakers abrir 3-1 na série diante do Jazz. O resultado disso foi que Kobe tornou-se o sétimo maior cestinha na história dos playoffs da NBA.
Com seus 38 pontos, chegou aos 3.792 tentos e deixou para trás Hakeem Olajuwon e John Havlicek. Tem 105 a menos do que Larry Bird. Deve deixá-lo comendo poeira também e tornar-se o sexto maior artilheiro dos playoffs.
Tudo porque ele voltou a ser aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.
FIM DA LINHA
Com a vitória de ontem e os 3-1 na série, como eu disse anteriormente, o Lakers pode se considerar nas semifinais da Conferência Oeste.
Para que isso não ocorra, o Utah precisa vencer os três últimos jogos deste confronto. Dois deles em Los Angeles.
Impossível, vocês não acham?
No basquete há zebras, a gente sabe disso, mas deste tamanho eu nunca vi.
FRASE
“Nós nunca estivemos perto de marcá-lo. Ele simplesmente colocou todos [marcadores] no bolso e jogou do jeito que ele queria” – Jerry Sloan, técnico do Utah Jazz, sobre Kobe Bryant, depois da partida.
CONTRIBUIÇÃO
Kobe Bryant não jogou sozinho. Houve contribuições – e das boas.
Lamar Odom voltou a fazer uma partida daquelas com seus dez pontos, 15 rebotes, seis assistências, dois tocos e um desarme.
Pau Gasol anotou um “double-double” também: dez pontos e 13 rebotes.
O bom da história foi que Derek Fisher parece ter começado a encontrar a fórmula do bom arremesso, que estava perdida em algum canto de sua memória. Ontem ele teve um duplo dígito (12 tentos), com quatro acertos em oito arremessos; mas ainda deve nas bolas longas: 1-4.
TRISTEZA
Do outro lado, o Utah lutou com todas suas armas. Mas elas têm se mostrado insuficientes para eliminar o Lakers – a menos que haja uma surpresa do tamanho da história da NBA.
Carlos Boozer foi uma vez mais um monstro em quadra: 23 pontos, 16 rebotes e cinco assistências. Tentou de tudo; até peitada saiu dando em Pau Gasol, na tentativa de intimidar o soft pivô do Lakers.
Não deu certo, os números do espanhol mostram isso.
Mas Boozer tentou.
Deron Williams – meu armador favorito – marcou 23 pontos, deu 13 assistências e resgatou cinco ressaltos. Tentou, como contei, anular Kobe, mas aí já era demais.
Usou do físico para amedrontar seu companheiro de ouro olímpico. Não conseguiu; Kobe nunca se deixou atemorizar por aparências.
Dei o título de “Vestiário Triste” para este tópico, mas penso que estou sendo injusto: a instituição Utah Jazz deveria orgulhar-se de tudo o que fez, tudo na dose certa.
Só não deu certo porque ontem Kobe voltou a ser aquele jogador marcante que a gente sabe que ele é.
PASSO
O Dallas deu um passo gigantesco para se classificar. Ao bater o San Antonio por 99-90 abriu 3-1 na série melhor de sete e só será eliminado se perder as próximas pelejas.
Uma delas, aliás, dentro de casa, no caldeirão do American Airlines Center.
Sinceramente? Assim como o Lakers, o Dallas já passou.
Tivesse o Spurs Manu Ginobili e seria possível sonhar. Sem ele, apenas Tony Parker e Tim Duncan terão muita dificuldades para evitar o pesadelo da eliminação.
POBREZA
O San Antonio se resumiu a dois jogadores nesta derrota para o Dallas – os números mostram isso. Tony Parker, um gigante, anotou 43 pontos; Tim Duncan, outro guerreiro, cravou 25 tentos na cesta do Dallas.
Os demais…. o que eles fizeram? Nada; ou quase nada.
Michael Finley marcou sete pontos, George Hill cravou seis, Bruce Bowen fez cinco, Drew Gooden deixou dois pontinhos para a estatística enquanto que Ime Udoka e Kurt Thomas contribuíram com um mísero ponto; e acabou.
Roger Mason e Matt Bonner? Acreditem, simplesmente saíram zerados de quadra!
Ou seja: enquanto Parker e Timmy anotaram, juntos 68 pontos, os demais jogadores do San Antonio marcaram 22.
É possível vencer um adversário do naipe do Dallas, fora de casa, com uma atuação dessas? Claro que não.
Portanto, vamos esquecer o San Antonio e falar do Mavericks, que foi o ator principal neste filme.
EQUILÍBRIO
Se apenas dois jogadores escaparam do lado alvinegro, cinco atletas do Dallas jogaram muito bem.
Josh Howard (foto AP), mais uma vez, foi o destaque da equipe com seus 28 pontos. Mas não dá para deixar de lado os 12 pontos e os 13 rebotes (todos defensivos) do alemão Dirk Nowitzki.
Além da dupla, foram importantes os 17 pontos de Jason Kidd e os 20 tentos anotados por Erick Dampier e Jason Terry – dez para cada um.
Terry, aliás, gostaria de mencionar, decaiu nestes playoffs em relação à fase de classificação. Na etapa anterior, ele teve média de 19.6 pontos por jogo; nesta série diante do Spurs, caiu para 12.0.
Foi seu jogo que caiu? Penso que não. Isso se deve porque ele, com a volta de Josh Howard, que perdeu nada menos do que 30 jogos na fase de classificação, teve subtraído importantes três minutos de seu tempo em quadra – e isso faz diferença na pontuação final.
Mas voltando ao jogo de ontem, é aquilo que eu sempre digo: é complicado marcar um adversário que sabe variar seu jogo. Quando temos um time onde só um jogador pontua, fica óbvio demais e facilita o trabalho do oponente.
Nowitzki percebeu isso e hoje não fica alucinado em quadra em busca de pontos, pontos e mais pontos. Percebeu que, sozinho, é muito difícil – para não dizer impossível – ganhar um campeonato.
Ele próprio viveu isso em 2006.
PORRADA
O encontro na cidade do jazz foi faltoso – às vezes violento. Os números mostram: foram 58 faltas no total, 29 para cada equipe.
Os quatro vigias titulares dos garrafões de New Orleans e Denver foram excluídos com seis faltas: David West e Tyson Chandler (Hornets) e Kenyon Martin e Nenê Hilário (Nuggets).
Teve mais: Chandler e James Posey, do lado dos anfitriões, e Chauncey Billups, pelos visitantes, foram punidos com falta flagrante, enquanto que J. R. Smith, do Nuggets, tomou uma falta técnica.
O pau comeu, como se vê.
O jogo? Foi emocionante; decidido apenas na última bola.
Carmelo Anthony, cestinha do Denver com 25 pontos, teve a bola nas mãos para evitar a derrota. Faltavam 25.6 segundos para o final da partida e o placar mostrava 94-93 para o Hornets.
Ele próprio roubou a bola num lateral mal cobrado.
No ataque, depois do tempo pedido, atrapalhou-se ao tentar o passe para Martin, recuperou a bola e arremessou completamente desequilibrado. Deu aro.
E o jogo acabou com o placar de 95-93 para o New Orleans.
A série mostra agora 2-1 para o Denver. O próximo encontro será novamente na Louisiannia, amanhã à noite.
Está aberto – ao contrário dos confrontos no Colorado, onde o Nuggets superou completamente o Hornets.
SURPRESA
Confesso que estou surpreso com o desempenho do Miami. A equipe parece ter encontrado o jeito de jogar como um time.
Dwyane Wade está desequilibrando, como sempre acontece, mas aquele equilíbrio que a gente tanto fala há neste momento no Heat.
Ontem, os cinco titulares tiveram duplo dígito na pontuação.
Wade foi o cestinha com 29 pontos. Mas Jermaine O’Neal contribuiu com 22, Mario Chalmers com 15, Udonis Haslem (foto Reuters) com 12 e James Jones com 11.
Aí está o segredo para a vitória esmagadora de ontem por 107-78 e os 2-1 na série em favor do time da Flórida.
A continuar assim, não perde este confronto de jeito nenhum; se voltar a ser o time de um jogador só, será eliminado.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Carlos Boozer, Dallas, Denver, Deron Williams, Dirk Nowitzki, Dwyane Wade, Heat, Hornets, Jason Terry, Jazz, Josh Howard, Kobe Bryant, Lakers, Lamar Odom, Mavericks, Miami, NBA, New Orleans, Nuggets, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker, Utah
24/04/2009 - 12:54
Foi o jogo da noite; e a jogada também. A recuperação empreendida pelo Utah e o arremesso final de Deron Williams fizeram valer a pena ficar acordado até altas horas.
E o resultado final, vitória do Jazz por 88-86, foi absolutamente justo para um time que não se entregou jamais, pois a partida parecia se encaminhar para mais uma vitória do Lakers.
A 2:46 do final do terceiro quarto, a diferença a favor dos californianos era de 13 pontos: 64-51.
Mas com uma marcação forte, que limitou o aproveitamento ofensivo do Lakers, especialmente de Kobe Bryant, e um jogo de frente intenso, principalmente no garrafão, com Carlos Boozer (Pau Gasol está até agora atordoado), o time da cidade do sal virou o jogo.
Quando começou a fazê-lo, contagiou a maior parte dos 19.911 torcedores que compareceu à EnergySolutions Arena. E eles mostraram por que o ginásio é considerado um dos mais barulhentos e temidos da NBA.
E esse barulho realmente incomoda o Lakers. Em toda a história do confronto entre as duas equipes em playoffs, os angelinos ganharam apenas duas das 12 partidas lá disputadas.
Parece trauma; parece, não, é trauma mesmo.
Mas voltemos ao jogo. Vamos falar de Boozer e Williams, os dois medalhistas olímpicos do time da casa.
Boozer anotou 23 pontos e apanhou 22 rebotes, igualando o recorde da franquia em playoffs, pertencente então apenas a Karl Malone. Mas ao apanhar 16 deles no primeiro tempo, estabeleceu, aí sim, um novo recorde.
Boozer jogou demais. Marcou seis pontos no restante 1:25 minuto. Dois deles, uma enterrada na cara de Gasol (foto Reuters), que humilharam o espanhol e o time do Lakers.
Se você olhar apenas para os números de Deron, verá que eles não foram tão impactantes quanto os de Boozer. Afinal, ele anotou apenas 13 pontos.
Mas não há como se esquecer do arremesso final, digno dos grandes jogadores que fazem desta a maior liga de basquete do planeta.
Vamos a eles…
… faltavam apenas 2.2 segundos para o relógio zerar e a partida estava empatada em 86 pontos. Segundos antes, Deron pegou a bola, saiu da marcação de Derek Fisher, evitou a ajuda de Gasol com um “fade away” e lançou a bola contra o aro inimigo: ela caiu macia, roçando pela redinha, para deleite não só dele, mas dos companheiros, comissão técnica e da maioria dos torcedores presentes à arena de Salt Lake City.
Já disse aqui neste botequim: Chris Paul pode ser o melhor armador da NBA, mas num par ou ímpar ou escolho Deron Williams.
Questão de preferência.
MÉDIAS
Olhem só o desempenho de Carlos Boozer nesta série contra o Lakers: no primeiro jogo, em Los Angeles, foram 27 pontos e nove rebotes; no segundo, no mesmo Staples Center, 20 tentos e dez ressaltos; ontem, em Salt Lake City, 23 pontos e 22 sobras.
Isso dá uma média de 23.3 pontos e 13.6 rebotes.
O cara joga muito.
Por isso mesmo, o Utah não pode deixá-lo escapar ao final desta temporada. Isso porque Boozer já avisou que vai testar o mercado no verão norte-americano.
POBREZA
Kobe Bryant, que tem sido objeto de discussão neste botequim, foi uma tragédia ontem à noite. Anotou apenas 18 pontos e teve um aproveitamento paupérrimo nos arremessos: 5-24 (20.8%).
“Eu simplesmente não consegui arremessar bem”, disse Kobe depois da partida.
Não precisava dizer, meu velho, todo mundo viu.
Lamar Odom foi o melhor do Lakers em quadra: 21 pontos e 14 rebotes.
Gasol, apesar da enterrada humilhante que sofreu de Carlos Boozer, ajudou bastante ofensivamente com seus 20 pontos.
O próximo jogo da série está marcado para amanhã, às 22h de Brasília. Se o Utah ganhar novamente – a tendência é esta dado o pavor do Lakers em enfrentar o Jazz fora de casa –, você pode ter certeza: o fator quadra poderá classificar os angelinos.
A menos que os salinos consigam a façanha de ganhar uma partida em Los Angeles.
ÓBVIO
Depois que o Chicago deixou escapar a vitória no segundo jogo da série, em Boston, eu e vários frequentadores deste botequim dissemos que o Bulls tinha perdido o confronto ali.
Foi demais, pois o time da cidade dos ventos teve a faca e o queijo nas mãos. Ressuscitou o adversário, que estava combalido com a primeira derrota e com a ausência de seu principal jogador, Kevin Garnett, contundido.
E não deu outra: ontem, em Chicago, o Celtics simplesmente massacrou o Bulls. Venceu por 107-86.
Os 19 pontos de diferença não dizem o que foi a partida. Poderia ter sido de muito mais.
Paul Pierce anotou 24 pontos. Foi o cestinha do time e do jogo.
Mas o cara que está fazendo a diferença na série é Rajon Rondo (foto AP com Kevin Garnett ao fundo).
No segundo embate da série – o da virada –, Rajon fez um “triple-double”: 29 pontos, 12 assistências e 16 rebotes. Ontem, marcou 20 pontos, 11 rebotes e seis assistências. E na primeira partida, vitória do Chicago, foi o único que se salvou com seus 29 pontos, sete assistências e nove rebotes.
Suas médias nestes playoffs: 22.6 pontos, 12 rebotes e 8.3 assistências. Quase um triplo duplo!
Não vai levar o “Most Improved Player” pelo que eu tenho lido na imprensa norte-americana (eu já falei, não consigo entender esses caras que votam). Mas que deveria, isso deveria.
LAVADA
Mais uma na rodada de ontem. Esta em Dallas, onde o time da casa enfiou 88-67 no San Antonio.
Já disse: sem Manu Ginobili é muito difícil o Spurs eliminar o Mavs. O que fica de esperança para o torcedor alvinegro é que o time da cidade do Álamo conta com dois jogadores fora de série: Tim Duncan e Tony Parker.
Um dos dois – ou ambos, melhor ainda –, iluminado, pode calar o American Airlines Center.
Mas acho difícil. O Dallas está afinadíssimo.
Dirk Nowitzki não precisa mais ficar se matando em quadra para pontuar, pontuar e pontuar para ver se o time consegue ganhar. O equilíbrio tem sido a tônica da equipe, especialmente com o retorno de Josh Howard.
E ganhar de time equilibrado é complicado, porque, como já disse aqui, você não sabe quem marcar.
Lembra a história do cobertor curto.
NOITADA
Três jogos marcados para esta noite. Vamos a eles…
Detroit hospeda a série entre Pistons e Cleveland. O Cavs está na frente em 2-0.
A partida está marcada para as 20h de Brasília.
Uma hora mais tarde, Filadélfia recebe pela primeira vez no confronto entre Sixers e Magic. Aqui há igualdade: 1-1.
Finalmente, às 22h30, o enfrentamento entre Houston e Portland, empatado também em 1-1, vai ser jogado pela primeira vez no Texas.
Favoritos?
Vamos palpitar, que é muito legal: acho que o Cleveland vence mais uma, o Philadelphia abre 2-1 na série e o Houston faz o mesmo diante de seus torcedores.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Boston, Bulls, Carlos Boozer, Celtics, Chicago, Dallas, Deron Williams, Dirk Nowitzki, Jazz, Josh Howard, Kobe Bryant, Lakers, NBA, Rajon Rondo, San Antonio, Spurs, Utah
22/04/2009 - 16:26
Se Boston e Chicago (à direita, foto AFP) fazem uma série equilibradíssima no Leste, Portland e Houston repetem a dose no Oeste.
Ontem, os dois times protagonizaram, uma vez mais, outra partida repleta de emoções e equilíbrio. Embate definido só no final; desta vez o Portland saiu vencedor: 107-103.
Brandon Roy foi o nome do jogo. Arrebentou a defesa adversária; e olha que seus marcadores não são “joões”, como Garrincha se referia a quem o marcava e não o achava.
Shane Battier e Ron Artest, dois dos melhores defensores da liga, tiveram a inglória missão de vigiar o armador do Blazers. Não conseguiram.
Roy terminou a partida com 42 pontos, assim construídos: 13-24 nas bolas duplas, 2-3 nas triplas e 10-12 nos lances livres. Tudo isso em 42 minutos.
Agora, sabe o que também chama a atenção? O número de erros por ele cometido: nenhum!
Foi, como disse, o nome do jogo.
O fato triste ficou por conta da contusão do pivô Dikembe Mutombo. D, às portas de completar 43 anos (25 de junho), voltou ao basquete depois de muita insistência de dois times, Boston e Houston, e também da família.
Cedeu aos apelos e voltou ao Texas, onde jogou a temporada passada. Ontem, com dois minutos em quadra, contundiu o joelho esquerdo. E decretou: “Pra mim, o basquete acabou”.
De jeito nenhum, D. Quem acompanha a NBA, e você em particular, não vai esquecê-lo jamais. Seu indicador balançando de um lado para o outro após um “joão” tentar uma cesta e você dar-lhe um merecido toco ficará para sempre registrado em nossas retinas.
Você é um daqueles gênios inesquecíveis, tenha certeza.
FINAL
Agora, pessoal, o que dizer do Aaron Brooks (à esquerda, foto Getty Images) no final da partida? O cara estava maluco!
Houvesse alguns segundos a mais à disposição do Houston e eu ouso dizer que o Rockets teria virado a partida.
Iluminado, Brooks marcou 11 pontos em 27 segundos – os últimos tentos do Houston em quadra, diga-se. Tentou encurtar a diferença que era favorável aos anfitriões. Não conseguiu, mas sua atuação (23 pontos e cinco assistências) ainda pulula em nossa mente, concordam?
Quem não viu o jogo, perdeu um espetáculo e tanto.
SUFOQUINHO
O Lakers voltou a respeitar o script. Venceu o Utah por 119-109.
Jamais esteve atrás no marcador e a diferença, que acabou na casa dos dez pontos, chegou em 20: 66-46 ao final do segundo quarto.
Mas o time passou por um pequeno sufoco ao final da peleja quando o Jazz, comandado por Deron Williams, encurtou a distância para apenas três p0ntos (109-106) a 2:43 minutos do final.
Mas aí os angelinos fizeram uma corrida de 10-3 e colocaram tudo em seus devidos lugares. De nada adiantaram os 35 pontos e nove assistências de Deron e nem os 20 pontos e dez rebotes de Carlos Boozer – único jogador em quadra a ter um “double-double”.
O Lakers foi novamente um time equilibradíssimo. Nada menos que sete de seus jogadores terminaram o confronto com um duplo dígito na pontuação: Kobe Bryant 26, Pau Gasol 22, Lamar Odom 19, Trevor Ariza 13, Shannon Brown 12, Derek Fisher 11 e Andrew Bynum 10.
É difícil você enfrentar um oponente que consegue distribuir os pontos. Sua defesa fica maluca, não sabe quem marcar.
Perdido na defensiva, o Utah permitiu um percentual de acerto dos arremessos do Lakers de exatos 60%, enquanto que ele, quando atacou, sem a mesma imaginação dos californianos, encestou apenas 49.4% de seus tiros contra a cesta inimiga.
Acho que isso explica bem a vitória do Lakers. A segunda em dois jogos.
Má sorte do Jazz, pois a história diz que quando o Los Angeles faz 2-0 em uma série melhor de sete (antigamente o primeiro confronto era melhor de cinco) é praticamente impossível revertê-la. Em 38 situações desse tipo, o Lakers saiu-se vencedor em 37.
Portanto, é melhor Jerry Sloan começar a projetar a próxima temporada.
Esta, já era.

MIXURUCA
Êta partida sem-graça! Não tem jeito, o Detroit não será adversário para o Cleveland, pelo menos jogando em Ohio.
Os ventos do Lago Erie parecem inspirar mais do que os que sopram do Michigan. Não há termos de comparação entre as equipes.
O Cavs chegou ontem à sua segunda vitória, esta por “apenas” 12 pontos: 94-82.
O Pistons bem que lutou. Baixou a diferença, que chegou em 29 pontos no início do quarto derradeiro (79-50), para sete (84-77) quando o cronômetro marcava 3:50 para a buzinada final.
Ao verem a distância ficar bem mais curta, LeBron James, Mo Williams e Delonte West se reuniram e decidiram acabar com a brincadeira. Lideraram a última corrida do jogo favorável ao Cavs em 10-5 e deram números finais ao marcador.
LeBron e Mo anotaram quatro pontos; Delonte, dois.
Terminaram a partida assim: LBJ 29 tentos, Mo 21 e Delonte 20.
Detroit? Ora, o que dizer de um time cujo medalhista olímpico Tayshaun Prince crava apenas dois pontos no aro inimigo?
Nem com a série indo para Detroit dá para imaginar uma vitória do Pistons.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria
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17/04/2009 - 11:36
Como sabemos, está tudo definido; no Leste e no Oeste. Então, por que não começarmos a falar sobre os confrontos? E palpitar? Tem exercício mais excitante do que palpitar?
Vamos lá, pois, começando pela conferência que fica do lado do Atlântico.
Penso que é a mais previsível, pois existe grande diferença entre alguns times, especialmente entre os três primeiros colocados: Cleveland, Boston e Orlando.
Atlanta e Miami farão, seguramente, o confronto mais disputado da conferência.
CLEVELAND x DETROIT
O Pistons não é mais aquele time competitivo de temporadas passadas, quando até um título c0nquistou. Enfraqueceu-se com a saída de Chauncey Billups, o que quebrou o núcleo da equipe.
Pra piorar, demitiu – acertadamente, diga-se – o técnico Flip Saunders, mas contratou para o seu lugar o inexperiente Michael Curry. Outra aposta maluca de Joe Dumars, que também trouxe para o lugar de Billups o superado Allen Iverson.
Problemático e fominha, ele acabou interferindo negativamente no grupo e no jogo de Rip Hamilton, que até para o banco foi. Além de Hamilton, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince são remanescentes importantes do time de 2004 que ganhou o título.
Mas não há a mesma química de então. E, além disso, para eliminar o Cleveland, um dos favoritos ao título, tem que ganhar um jogo fora – o que somente o Lakers conseguiu diante dos titulares do Cavs – e ainda manter-se invencível em casa.
Impossível.
Em contrapartida, o Cleveland é um time arrumado, ajeitado e azeitado. Muitos o consideram o melhor desta temporada, fruto do excelente trabalho de Mike Brown, ex-assistente de Gregg Popovich.
Conta com LeBron James (foto Reuters), para a grande maioria o MVP desta temporada. O jogo de LBJ cresceu não apenas pela força natural de seu jogo e amadurecimento em quadra. Cresceu também graças à chegada do armador Mo Williams.
Com ele no time, Brown passou Delonte West para a posição dois. Desta forma, os três jogam ao mesmo tempo e formaram um trio afinadíssimo, para desespero dos rivais.
E no garrafão Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas põem a mão no peito de quem se atreve a entrar.
Previsão: Cleveland 4-0.
BOSTON x CHICAGO
Se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls. Se tudo não passar de um blefe de Doc River, o atual campeão da NBA varre o ex-time de Michael Jordan.
O Boston está um ano mais entrosado e confiante. E maduro – não velho, pois o time não dá sinais de que está com as pernas cansadas.
Pena que KG brigou bastante com as contusões, principalmente depois do ASG. Perdeu 22 dos últimos 26 jogos da equipe.
Mesmo que jogue, a pergunta que fica é: jogará no seu esplendor físico?
Não se esqueça: Garnett é o capitão e o melhor jogador desse time. Tem uma ascendência muito grande em relação ao time.
Paul Pierce pode fazer a diferença junto com Ray Allen. Mas será que ambos conseguirão impor-se sem a presença intimidadora de KG?
Neste primeiro round, penso que sim, pois o Chicago é um time absolutamente irregular que conta com um treinador novato e de qualidades bem discutíveis.
De qualquer maneira, como já disse aqui, Vinnie Del Negro fez um “upgrade” na campanha do time nesta temporada em relação à anterior. Mas será que foi ele ou Derrick Rose?
Ambos, diria, mas com a balança pendendo mais para o garoto.
Rose deve ser eleito o melhor novato desta temporada. Por se tratar de um “rookie”, oscila demais. Talvez isso explique a campanha irregular da equipe nesta temporada.
É a primeira vez que a maioria do elenco atinge os playoffs. E isso tem um peso muito grande.
Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.
ORLANDO x PHILADELPHIA
O Magic caiu muito de produção nos últimos jogos. Dos últimos dez, venceu apenas cinco.
Rafer Alston não foi o substituto ideal para o contundido Jameer Nelson. Falta qualidade na armação do jogo. O veterano Anthony Johnson também não tem estofo suficiente para agregar qualidade criativa ao time em um momento tão delicado com são os playoffs.
É certo também que a queda dos últimos jogos tem a ver com contusões. Especialmente de dois de seus principais jogadores: Dwight Howard e Rashard Lewis. Ambos foram poupados por causa de pequenas lesões.
Com eles em forma, não há como o Sixers conter o Orlando – mesmo sem uma grande armação. O time da Flórida tem uma intensidade de garrafão e um arsenal de bolas triplas que seguramente levarão o adversário a nocaute.
E rapidamente.
Previsão: Orlando 4-1.
ATLANTA x MIAMI
Aqui será o duelo de um time, um conjunto (Hawks), contra uma equipe que direciona todo seu jogo nos ombros de um fora-de-série (Heat).
O técnico Mike Woodson tem o Atlanta nas mãos. Ele forjou essa equipe já na temporada passada com muito cuidado e trabalho de quadra.
Nesta, um ano mais experiente e confiante, o Atlanta é inegavelmente o favorito diante do Miami.
Além do conjunto, há jogadores que podem desequilibrar no momento em que o jogo pedir por isso. Falo de Mike Bibby e Joe Johnson.
Os torcedores do Miami esperam que Dwyane Wade esteja inspirado e carregue o time nas costas nesta série. Mas Wade (foto AFP) não é Michael Jordan.
Será muito difícil que isso ocorra. Sozinho será como uma andorinha.
D-Wade precisa de um suporte, mas o Heat não tem a oferecer. Na próxima temporada, mais experientes, quem sabe Mario Chalmers e Michael Beasley venham a ser esse apoio; não no momento.
Além deste cenário que privilegia o Atlanta, não se esqueça que o time da Georgia tem a vantagem de quadra. A presença de D-Wade dará equilíbrio ao confronto.
Previsão: Atlanta 4-3.
OESTE
Esta conferência vai reservar os melhores jogos destes playoffs. E os mais longos também.
O Utah, em quem eu apostei em determinado momento da competição, caiu dramaticamente no final da temporada regular. É o time mais fraco da conferência do Pacífico.
Em compensação, não vejo fragilidade nos demais contendores. Se Atlanta e Miami vão fazer o confronto mais duro do outro lado do continente, deste lado há dois embates que serão decididos no último jogo: San Antonio x Dallas e Portland x Houston.
Os outros dois serão mais curtos.
LAKERS x UTAH
Ao contrário do que previ, o retorno de Carlos Boozer, após uma cirurgia no joelho, não fez a diferença esperada. Ele não foi o Karl Malone de Deron Williams, que sonhava em ser o novo John Stockton.
E Jerry Sloan, no banco, não pôde, por isso mesmo, dar robustez ao time. Talvez devesse ter previsto essa fragilidade de Boozer.
Entra debilitado para um confronto em que terá pela frente simplesmente um dos melhores times da temporada.
Do lado do Lakers, Andrew Bynum aproveitou os últimos embates da fase regular para recuperar a forma e o entrosamento. E mostrou que está bem, pois afinou-se perfeitamente com Pau Gasol e Lamar Odom.
O que preocupa é a queda de rendimento de Derek Fisher. Neste confronto, suas bolas de três podem não fazer tanta falta, mas nas duas etapas dos playoffs isso pode ser um fator negativo para o Lakers.
E para os que criticam Kobe Bryant (foto Reuters), chegou o momento em que o camisa 24 do Los Angeles mais gosta. Ele sente que está encostado na parede pelos seus desafetos.
Previsão: Lakers 4-0.
DENVER x NEW ORLEANS
O Hornets nem de longe se parece com aquele time da temporada passada. O time desandou neste campeonato, especialmente por causa das contusões de Tyson Chandler (pé) e Peja Stojakovic (costas).
É certo que elas atrapalharam muito. Mas Byron Scott parece que perdeu a receita que fazia desse time uma preocupação para os adversários.
É a equipe do “se”. Se Chris Paul estiver inspirado; se as bolas de três caírem; se James Posey repetir o que fez no Miami e no Boston; se Chandler e Peja estiverem com a saúde em dia…
Muitos “ses” para dobrar um adversário mais forte, mais entrosado e que ainda tem a vantagem de quadra.
O Denver, surpreendentemente para mim, fez uma ótima fase regular. A melhor, diga-se, de sua história, terminando em segundo lugar.
Mas não se esqueça: há momentos em que o quinteto em quadra entra em parafuso e surge o “cada um por si e Deus para todos”. Basquete de rua; basquete competitivo não se joga desta maneira.
George Karl, experiente em playoffs – foi vice-campeão da NBA dirigindo o Seattle na decisão diante do Chicago em 1996 –, não pode perder o controle do grupo – e do time em quadra. Carmelo Anthony tem que se comportar como uma estrela e não como uma prima-dona.
Se isso ocorrer, o time terá dificuldades.
J. R. Smith tem que saber fazer a leitura do jogo em quadra; o mesmo vale para Chauncey Billups, principalmente ele, o armador da equipe, que tem de conjugar o verbo sempre na primeira pessoa do plural.
Será o grande teste de Nenê nesses playoffs. E do jeito que ele mostrou-se maduro na fase regular, deverá adicionar muita qualidade ao time neste momento decisivo.
Previsão: Denver 4-2.
SAN ANTONIO x DALLAS
Como disse anteriormente, este é um confronto para ser decidido na sétima e última partida. O Spurs tem a vantagem de quadra, mas a ausência de Manu Ginobili pesa – e muito.
Roger Mason Jr. fez uma excelente “regular season”, mas sua experiência de playoffs é reduzidíssima: fez apenas dez partidas com a camisa do Washington. Não terá estofo para segurar o rojão e ser o substituto perfeito do argentino.
Além disso, o time está envelhecido. Falo principalmente de Michael Finley e Bruce Bowen. Tim Duncan é veterano, mas é um gigante, que sabe como se dosar em quadra e usar sua presença imponente para conter os adversários.
Mas está mais velho, não há como negar. E mais: terá agilidade para marcar Dirk Nowitzki? Ou será que Gregg Popovich vai dar a Matt Bonner esta espinhosa missão para poupar Timmy?
Já o Dallas cresceu muito no final da competição. Venceu dez de seus últimos 15 jogos.
Para isso contou com a volta de Josh Howard. Com ele o time fica muito mais forte em seu jogo interior e no perímetro também.
Sua presença em quadra acaba por interferir no jogo de Nowitzki. Dos últimos nove jogos da equipe, com Howard jogando, o alemão alcançou 30 pontos ou mais em cinco deles.
Some-se a isso a presença de Jason Kidd. Veterano, é verdade, mas jogador, como Duncan, afeito a esse tipo de situação.
Ainda sabe, muito bem, como conduzir uma equipe em quadra.
Série difícil, como disse, onde houve empate em 2-2 na fase de classificação.
Previsão: Dallas 4-3.
PORTLAND x HOUSTON
O Rockets tem jogadores mais experientes, técnico idem. Tracy McGrady não vai disputar os playoffs – o que é garantia de que o time está na disputa.
Mas…
O Portland é a grande sensação do momento na NBA. Venceu 54 jogos na temporada regular; dos últimos dez embates, ganhou nove – ironicamente, perdeu apenas para o Houston, no Texas.
Conseguiu uma vaga para os playoffs, o que não ocorria desde 2003. Foram seis anos de longa espera para uma torcida que é uma das mais barulhentas da liga e que promete, mais uma vez, fazer a diferença se for necessário.
Creia: ninguém gostaria de enfrentar o Portland neste momento. O time tem se imposto com muita facilidade diante dos oponentes.
Conta com um sistema defensivo dos mais sólidos, fruto do trabalho exaustivo do técnico Nate McMillan, obcecado pela marcação. Aliás, o pouco que LeBron James sabe sobre o assunto ele deve, como disse, a McMillan quando os dois trabalharam juntos no time dos EUA que se preparou para os Jogos Olímpicos de Pequim.
Brincadeiras à parte, T-Mac fará muita falta numa série como essa, onde o oponente, como vimos, prima pela marcação. Shane Battier é um excelente marcador, mas seu arsenal ofensivo é modesto.
Tem média de apenas 7.3 pontos por partida. E tendo que roubar uma vitória em campo alheio, isso é realmente preocupante.
Haverá duelos sensacionais nesta série. A saber: Luis Scola x LaMarcus Aldridge e o que envolverá Battier e Brandon Roy (foto AP) – isso se a missão não couber a Ron Artest também, o que dará mais emoção ainda ao encontro.
Série que vai chegar a sete partidas, não tenha dúvida. E a vantagem de quadra será muito importante para o Blazers seguir adiante na competição.
Previsão: Portland 4-3.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
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15/03/2009 - 14:29
Há alguns dias eu declarei toda a minha admiração ao time do Utah. Quem me escutou há de se lembrar que eu falei da competência do técnico Jerry Sloan e do duo Deron Williams e Carlos Boozer.
Cheguei mesmo a dizer que Williams (foto AP), neste momento, estava jogando mais que Chris Paul. Por isso mesmo, era o melhor armador da NBA.
O time vinha de uma invencibilidade de dez partidas e arrumava as malas para uma excursão à costa Leste norte-americana. Disse que aquele era o momento de o Jazz carimbar sua boa fase e o passaporte rumo aos playoffs sentando na primeira classe do avião e não na econômica.
O Utah começou bem a excursão, com vitórias diante do Toronto e Indiana. Depois começou a queda, com duas derrotas enfileiradas.
A primeira delas frente ao Atlanta, uma das forças do Leste, por 100-93. Torci o nariz, pois, por melhor que seja, o Hawks não pode ser páreo, mesmo em casa, para quem quer fazer a final do Oeste contra o Lakers (alguém duvida que o Los Angeles será finalista?)
Tudo bem, pensei, acidente de percurso; não dá para ganhar todas as noites.
Mas ontem o time voltou a perder. Foi para o Miami, por 140-129, em um confronto com três prorrogações.
O pior é que o Utah teve o jogo nas mãos; não soube ganhar. Sim, porque quando faltavam 55 segundos para o final do tempo normal, o time estava na frente em 107-100.
Possibilitou o empate ao Heat, duelou em duas prorrogações, mas caiu na terceira.
Estou com a sensação de que o Utah me enganou. As duas vitórias no Leste foram diante de rivais frágeis. Quando encontrou os mais fortes, tombou.
Hoje o Jazz enfrenta o Orlando, também na Flórida.
Nova derrota confirmaria seu bilhete para os playoffs na classe econômica e não na primeira, como eu imaginava.
NÚMEROS
Dwyane Wade fez 50 pontos. Deron Williams anotou 30.
Esqueça os números desta partida, pois os jogadores tiveram à disposição 63 minutos e não os habituais 48.
Não vale.
Aliás, a NBA deveria encontrar uma fórmula para equilibrar esses números para não contar mentiras.
AGENDA
Como eu disse há alguns dias, o Denver tinha – como ainda tem – uma chance de ouro para se recuperar dentro da Conferência Oeste.
Depois de cair diante dos adversários mais fortes, deixando claro que neste momento não está preparado para enfrentar os oponentes de peso de sua conferência, o time teria uma sequência maravilhosa de quatro jogos pela frente: Oklahoma City, Clippers, New Jersey (todos em casa) e Memphis (fora).
Passou pelos dois primeiros.
Ontem, mesmo com relativa dificuldade, bateu o time angelino por 107-94. (O encontro marcou a volta de Marcus Camby a Denver, ele que deixou a franquia no começo desta temporada.)
Nenê voltou a fazer um “double-double” ao anotar 17 pontos e 10 rebotes. Mas o legal foram os cinco desarmes que o são-carlense fez e os dois tocos dados.
O brazuca não encheu os olhos de ninguém; mas o Denver também não enche.
Há muito ainda a se percorrer para que o time colorado seja apontado como confiável quando os playoffs chegarem.
Seu bilhete, por enquanto, é de classe econômica.
PRIMEIRA
Quem confirmou ontem seu bilhete de primeira classe foi o San Antonio. Sim, pois o time foi a Houston pressionado pela campanha do adversário e principalmente pela humilhante derrota por 19 pontos (103-84) sofrida na última vez que os dois rivais se encontraram, também no Toyota Center.
Mas como este é o momento em que a gente começa a separar os homens dos meninos, o Spurs, mesmo sem Manu Ginobili, deixou bem claro que é adulto.
O jogo foi um dos mais disputados dos últimos tempos entre os dois contendores texanos. A liderança da partida trocou de mãos em 21 oportunidades; 14 foram os empates registrados.
Aaron Brooks teve o arremesso final em mãos, mas acabou pressionado pela marcação alvinegra, que fez uma dobra no ex-armador do Memphis. O tiro saiu no desespero e deu “air-ball”.
Tony Parker (foto AP) voltou a comandar o time em quadra com seus 28 pontos. Distribuiu ainda oito assistências, para orgulho de Eva.
A vitória foi importante para confirmar o time na segunda posição do Oeste. Com ela, deu um bico no Houston e deixou bem claro ao oponente que ele deve é brigar pela terceira posição.
A confirmação da vice-liderança foi possível, também, graças à “façanha” do New Orleans. O Hornets foi a Chicago e se deixou bater pelo Bulls por inacreditáveis 97-79.
Dezoito pontos de vantagem…
Nego-me, terminantemente, a comentar a vitória do rubro-negro de Illinois. Não há lógica que consiga explicar o que se passa com esse time.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Carlos Boozer, Denver, Deron Williams, Dwyane Wade, Heat, Houston, Jazz, Jerry Sloan, Miami, Nenê, Nuggets, Rockets, San Antonio, Spurs, Tony Parker, Utah
07/03/2009 - 14:06
Já são dez os triunfos seguidos. Desde 2 de fevereiro passado, a campanha é de 13 vitórias e apenas uma derrota.
O Utah ganha corpo no momento mais importante do campeonato: sua segunda metade. Foi assim com o New Orleans na temporada passada.
Penso que será o mesmo com o Jazz neste campeonato.
A vitória de ontem diante do Denver por 97-91 mostrou como o time está sólido neste momento. Deu um grande vacilo no primeiro tempo, quando virou atrás em 47-37; chegou a perder por 19 pontos de diferença. Mas bastou o intervalo chegar para o técnico Jerry Sloan corrigir os defeitos do time e a virada acontecer.
Deron Williams (foto AP) foi o ator principal do novo roteiro escrito no segundo tempo. Fez 12 de seus 25 pontos neste período e com segurança conduziu seus parceiros em quadra.
Terminou a partida com 11 assistências. Foi, aliás, o 11º. jogo seguido que o armador tem um duplo dígito neste fundamento.
Acredito que não é exagero algum dizer que, este exato momento, Deron é o armador que melhor joga na NBA. Deixou Chris Paul para trás.
O panorama é favorável, também, porque Carlos Boozer encontrou seu “time” de jogo. Ontem fez nove pontos – poderia ser mais, concordo –, mas apanhou 16 rebotes, transformando-se no reboteiro do jogo.
Mas o Utah não se limita apenas aos dois medalhistas olímpicos. Tem mais gente da pesada jogando com a camisa alviceleste.
Como na vitória diante do Houston, Ronnie Brewer voltou a ser importante. Deixou a quadra com 16 pontos.
É hoje o melhor apoio que Williams e Boozer precisam.
Os demais também não desapontam de jeito nenhum.
Quando o time estava 17 pontos distante do Denver (bandeja de Nenê seguida de falta que foi convertida; 47-30), foi feita uma corrida de 17-0, entre o final do segundo quarto e o começo do terceiro, onde nada menos do que seis jogadores pontuaram: Andrei Kirilenko e Brewer anotaram quatro pontos cada um, Paul Millsap fez três e Mehmet Okur, C. J. Miles e Williams contribuíram, individualmente, com dois.
Isso deixa bem claro que o time não está apenas nas mãos de um ou outro jogador.
Nunca é demais repetir: fiquem de olho no Utah.
DESAFIO
A partir de amanhã o Utah terá um novo desafio pela frente: cinco jogos fora de casa, todos na Costa Leste – e tudo em uma semana.
O Toronto será o primeiro adversário. Depois vêm Indiana, Atlanta, Miami e Orlando.
Isso significa noites mal dormidas, seguidas viagens de avião e ter de enfrentar não apenas o oponente em quadra, mas também seus fanáticos torcedores.
É chegado o momento de o Jazz carimbar sua nova fase. Sim, pois dos 14 encontros desde o dia 2 de fevereiro, apenas quatro foram no campo inimigo.
QUEDA
Se o Utah cresce no momento oportuno, o Denver decresce. Dos últimos nove jogos, perdeu seis.
Não vence fora de casa há cinco partidas. Seu último sucesso longe dos fãs aconteceu no dia 18 de fevereiro quando suplantou o Philadelphia por 101-89.
De lá para cá, tombou diante de Chicago, Milwaukee, Indiana, Detroit e ontem contra o Utah.
Como a gente bem sabe, é depois do “All-Star Game” que o campeonato ferve. A partir de agora os times engatam a quarta marcha para tentar a quinta quando os playoffs chegarem.
O Denver vinha tranquilo. Bruscamente, reduziu para terceira e segurou seu desenvolvimento na competição.
O time joga errado, já disse isso aqui em nosso botequim. Chauncey Billups é o maior responsável pelo atual declínio do Nuggets, pois arma o jogo para ele e não para os companheiros, como sua posição exige.
Ontem, deixou a quadra com ridículas duas assistências. Se ele compensava esse equívoco pontuando, ontem foi uma lástima em seus arremessos: 5-17, sendo que em bolas de três ele anotou 2-6.
Acabou o jogo com apenas 12 pontos.
Nenê também foi de pouca ajuda ofensiva, pois anotou apenas dez pontos. Nos rebotes, pegou quatro. Fez o bloqueio dentro do garrafão defensivo com a mesma eficiência de sempre, tanto que Renaldo Balkman fisgou nada menos do que 15 rebotes, mas precisa ser mais ganancioso atrás das sobras, todos nós já dissemos isso aqui.
Carmelo Anthony fez 20 pontos, mas deixou claro, uma vez mais, que nos grandes jogos ele não faz tanta diferença a favor de seu time. É corajoso, busca a bola o tempo todo, mas sua eficiência não é a dos grandes jogadores, como Kobe Bryant, LeBron James e Paul Pierce.
TABU
Por falar em LeBron James, o Cleveland foi derrotado pelo Boston em Massachusetts. E o adversário jogou sem Kevin Garnett, um dos Big Three.
Foi a oitava derrota consecutiva do Cavs no TD Banknorth Garden. Dos últimos 21 embates, perdeu 17 para seu maior rival dentro da Conferência Leste.
Desde que o Boston contratou KG e Ray Allen, LeBron nunca venceu no parquete batizado como Red Auerbach.
O jogo de ontem e o resultado (105-94) deixaram claro que se o Cleveland não confirmar a liderança da conferência, dificilmente chegará à decisão do título. Falta alguma coisa para o time quando enfrenta o Boston fora de casa.
Parece estar virando trauma. E tem afetado LBJ.
Nos primeiros oito minutos de bola quicando, King James cometeu nada menos do que três erros. Findado o primeiro tempo, ele tinha quatro erros, o mesmo número de assistências e rebotes, e seu aproveitamento nos arremessos era muito ruim: 2-7.
É nítido que LeBron não se sente à vontade no lar do Celtics. Terminou a partida com 21 pontos, mas com um desempenho fraco nos arremessos: 5-15, sendo 2-5 nas bolas de três.
PRODUTIVO
Anderson Varejão foi bem produtivo ofensivamente. Marcou 15 pontos. Três deles em um ataque que começou com uma cesta e terminou com um lance livre de bonificação.
Naquele momento, (6:56 para o final do terceiro quarto) o Cavs conseguiu empatar a partida em 57 pontos. Crescia no jogo, mas o Boston apertou a defesa e acabou o período na frente em 78-69.
O ritmo foi mantido nos 12 minutos finais, a diferença pulou para 14 pontos, mas acabou em 11.
Ah, o capixaba pegou também cinco rebotes.
PROTETOR
Foi muito legal a atitude de LeBron James quando Glenn Davis foi cafajeste com o brazuca. Varejão tentava uma infiltração buscando a cesta, e a baleinha do Boston deu-lhe uma bela porrada, covarde, é bom que se diga ((foto AP).
LBJ foi em disparada em direção a Davis, empurrou-o e deixou claro que no amigo brasileiro ele não tocaria mais a mão.
A baleinha deu uma afinada legal.
Por essas e por outras que LBJ cresce no meu conceito. Além de extraordinário como atleta, é parceiro.
DEFESA
Depois do jogo, dizendo-se arrependido, a baleinha disse: “Não tive intenção de machucar ninguém”. E não citou o nome de Varejão.
Como disse, cafajeste.
MARCA
O Lakers é o primeiro time desta temporada a atingir a marca de 50 vitórias. Com ela, mantém a liderança em relação a Cleveland e Boston.
Doze são as derrotas do Lakers, contra 13 do Cavs e 14 do Celtics.
A vitória de ontem veio com facilidade: 110-90 diante do Minnesota. Foi tão mole que todos os titulares ficaram no banco de reservas no último quarto, deixando, como tem acontecido com frequência nesta temporada, o jogo completamente sem graça.
A se registrar apenas o duelo nos rebotes: mesmo sem Al Jefferson, o Wolves superou o Lakers amplamente em 54-41. E não me venham dizer que isso aconteceu porque no período final os reservas estavam em quadra, pois nos 12 minutos restantes o duelo foi favorável ao Minnesota em 14-13.
Phil Jackson deve ter ficado P da vida quando viu a estatística.
Eu ficaria.
FORA
O Phoenix navega, a todo o vapor, na direção oposta à dos playoffs. Ontem foi derrotado pelo Houston por 116-112.
Com mais esta derrota – a terceira seguida –, fica a três do Dallas, o oitavo colocado na Conferência Oeste.
O esforço de Leandrinho Barbosa, que anotou 24 pontos, não foi suficiente para evitar outro revés. Também pudera, o armador do time, Steve Nash, teve olhos apenas para a cesta e nem reparou nos companheiros.
Arremessou nada menos do que 27 bolas contra o aro texano, batendo o recorde de tentativas em sua carreira na NBA.
Pode?
ANIVERSÁRIO
Shaquille O’Neal fez ontem 37 anos. Idade cronológica, pois mentalmente deve ter uns 14, 15 anos, no máximo.
Parece criança brigando e batendo boca com meio mundo na NBA. A última que ele aprontou foi chamar Chris Bosh de RuPaul.
Para que não sabe, o referido personagem é um travesti californiano.
Como disse, uma criança de 2m16 de altura e 37 anos de idade.
Uma lástima.
DENTRO
O Chicago fez uma vitória importante diante do Milwaukee: 117-102. Com ela, passou a ocupar a oitava vaga na Conferência Leste.
O “backcourt” titular, formado por Derrick Rose e Ben Gordon, anotou nada menos do que 61 pontos, mais da metade da pontuação da equipe.
Gordon (foto AP) fez 34 pontos e deu sete assistências; Rose marcou 27 e distribuiu um passe certeiro a menos.
A atuação dos dois explica o motivo de John Paxson, GM do Bulls, estar atrás de um grandalhão e não de um baixinho para reforçar a equipe. Como se sabe, o Chicago, ao final da próxima temporada, vai com tudo para cima de Chris Bosh para dar força ao seu jogo interior.
Mas tem que renovar com Gordon, senão de pouca valia será a contratação de Bosh.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Ben Gordon, Boston, Bulls, Carlos Boozer, Carmelo Anthony, Celtics, Chauncy Billups, Chicago, Clevelan, Denver, Deron Williams, Derrick Rose, Jazz, Lakers, Leandrinho Barbosa, LeBron James, NBA, Nenê, Nuggets, Ronnie Brewer, Utah
06/03/2009 - 17:51
É uma situação difícil, concordo, mas acredito que o técnico George Karl e o diretor Rex Chapman fizeram o correto.
Carmelo Anthony (foto AP) voltou ontem a vestir a camisa 15 do Denver. E em grande estilo: marcou 38 pontos e liderou o time na importante vitória diante do Portland por 106-90.
Vitória e tanto; e com o carimbo de Melo, como disse.
O ala do Nuggets tinha sido punido pela franquia por mau comportamento. Recusou-se a deixar a quadra quando o treinador Karl, na derrota para o Indiana, resolver fazer uma mudança momentânea – e não definitiva, mas mesmo que fosse, o jogador tem que respeitar a decisão do técnico.
A ausência de Carmelo foi, evidentemente, muito sentida na partida contra o Detroit. O Denver perdeu por 100-95. Com Melo, poderia ter vencido, não sabemos, é verdade, mas as chances seriam maiores.
O fato é que Karl e Chapman abriram mão desta vitória para não perder o controle do grupo. É como diz o velho ditado: um passo atrás para depois dar dois à frente.
Foi o que ambos fizeram; se deu certo, só o tempo dirá.
DISCURSO
“Foi uma lição que eu aprendi”, disse Carmelo Anthony, sorriso nos lábios, após a partida.
A prova maior dada pelo jogador foi quando o relógio do Pepsi Center mostrava que faltavam 10:55 minutos para o final da partida. O Nuggets estava à frente no marcador em 83-71.
O espanhol Rudy Fernandez preparava-se para bater o lance livre, quando Nenê, que estava no banco, levantou-se, esperou a buzina tocar e apontou o dedo em direção a Carmelo, indicando que ele seria substituído.
Melo deu um pique – estava do outro lado da quadra – e foi em direção ao banco de reservas. A maioria dos 16.801 torcedores que estiveram na arena de Denver aplaudiu o capitão do time.
Naquele momento, tudo era festa. O Denver mandava no jogo e Carmelo já tinha anotado 31 pontos.
Quero ver quando a situação for inversa; ou seja: com o time atrás no marcador e o egocêntrico jogador com dificuldades para pontuar.
Como disse acima, só o tempo dirá se ele realmente aprendeu a lição ou não.
EGO
Os grandes artistas são realmente complicados. Normalmente, usando linguajar comum, não batem bem.
São às vezes egocêntricos, deprimidos ou mesmo loucos de pedra.
O caso de Carmelo Anthony, a meu ver, tem mais a ver com ego. Ele comporta-se como uma prima-dona, quando deveria olhar-se mais no espelho e tentar se enxergar.
Melo é bom de bola. Admiti no capítulo anterior deste texto. Mas ele não é, por exemplo, Kobe Bryant, LeBron James ou Paul Pierce.
Deveria ter humildade, reconhecer-se como numa categoria inferior e trabalhar para alcançar o patamar de Kobe, LBJ e Pierce.
DISPUTA
Falei anteriormente que a vitória do Denver foi importante. Subestimei-a; ela foi mais do que importante: foi importantíssima.
Denver e Portland estavam empatados com 22 derrotas. Agora o time colorado deixa o oponente com uma derrota a mais.
Os dois voltam a se enfrentar no dia 15 de abril próximo. Mas desta vez será no Rose Garden do Oregon.
O Nuggets vence o duelo por 2-1 – ganhou exatamente os dois embates travados no Pepsi Center.
Se nova vitória do Denver surgir, ótimo, pois o time abrirá 3-1 no confronto e em caso de ambos terminarem empatados na campanha, o Nuggets levará vantagem.
Mas se o Portland vencer, outros critérios terão que ser observados para saber quem é que ficará na frente. O primeiro deles é a campanha dentro da conferência. Depois, dentro da divisão; e outras mais que de cabeça eu não me lembro.
TITULAR
Nenê voltou a sair como titular. Mas isso pouco importa; interessa, isto sim, é o tempo de permanência em quadra.
O são-carlense (foto AP) tem tido generosos minutos concedidos por George Karl. Não são esmolas, o brazuca faz por merecê-los, pois é importante dentro do esquema armado pelo treinador.
Ontem, chegou aos 16 pontos – não precisou pontuar mais do que isso, pois o show principal, como vimos, ficou mesmo com Carmelo Anthony.
Nos rebotes, os seis apanhados quase que ficam dentro de sua média no campeonato, que é de quase oito.
Mas o que chamou mesmo a atenção foram as cinco assistências que Nenê distribuiu na peleja. Mais do que o triplo de sua média na competição, que era de 1.5 por jogo.
Finalizou seus números com dois tocos.
Gostei do que vi.
PASSADO
O New Orleans voltou a jogar bem. Somou ontem sua sexta vitória consecutiva na competição ao bater o Dallas por 104-88.
O time é outro. Por quê? Não sei se é coincidência ou não, mas desde que Tyson Chandler não foi aprovado nos exames médicos feitos pelo Oklahoma City e acabou sendo vetado e, com isso, retornou ao Hornets, ele parece outro jogador.
Tem jogado dentro de sua média de pontos (10) e rebotes (11), às vezes pontuando mais ou fisgando rebotes extras. Mas o que eu digo é que Chandler voltou a mostrar a garra de antes e, como Anderson Varejão, tem contagiado seus companheiros.
DESFALQUE 1
A notícia não podia ser pior: Amaré Stoudemire não mais jogará nesta temporada. Depois que ele fez uma cirurgia para reparar um problema na retina, havia a esperança de que o ala/pivô do Phoenix pudesse jogar os playoffs caso o time se classificasse.
Hoje pela manhã, o doutor que cuida do caso revelou que isso será impossível. Amaré vai precisar de mais tempo de repouso para que não haja sequelas da cirurgia.
Em outras palavras: a perda da visão.
“É duro ter que explicar o problema para as pessoas”, disse o médico Pravin Dugel, responsável pelo procedimento. “O que ocorre com Amaré é mais sério do que uma cirurgia de joelho ou tornozelo. A recuperação é dolorosa, lenta e delicada”.
Tudo bem, doutor, não se fala mais no assunto. O mais importante, de fato, é a saúde de Amaré.
DESFALQUE 2
Kevin Garnett (foto AP) era aguardado com ansiedade pela franquia do Celtics na semana que vem. Que esperem todos sentados, pois KG vai precisar de uma semana a mais para se recuperar totalmente da contusão no joelho direito.
Se a gente for olhar para o recorde do Boston sem seu capitão, não há muito o que lamentar: 4-2.
Mas ao olharmos para as duas derrotas, constatamos que elas aconteceram diante do Clippers (em Los Angeles) e Detroit (em casa).
Jogos que, provavelmente, teriam sido vencidos pelo Celtics se KG estivesse em quadra.
O resultado é que o time tem 14 derrotas, duas a mais do que o Cleveland, que lidera a Conferência Leste.
Que falta ele faz, não é mesmo?
ENCONTRO 1
Cleveland e Boston se enfrentam esta noite no TD Banknorth Garden de Massachusetts. É a chance do atual campeão da NBA diminuir a diferença de duas para uma derrota em relação ao oponente.
Se depender do retrospecto, dá Celtics. Ele mostra que, nos últimos 14 confrontos, quem jogou em casa ganhou.
Os sete enfrentamentos dos playoffs do ano passado fazem parte desta relação.
Sem Kevin Garnett pela frente, o Cleveland tem grande chance de quebrar esta escrita.
ENCONTRO 2
Para a maioria, Boston x Cleveland é o grande jogo desta rodada. Não é para mim.
Eu ficarei de olho no combate de Salt Lake City, quando o Utah recebe o Denver. O Jazz está de olho em sua décima vitória; o Nuggets quer sustentar a vantagem de uma derrota a menos em relação aos anfitriões.
Como já disse aqui em nosso botequim, o Utah, com o elenco intacto neste momento, é uma das forças do Oeste. Deron Williams recuperou a melhor forma depois de ter perdido um mês machucado. Boozer ficou três do lado de fora, voltou e está se encontrando aos poucos.
Esse time, em ordem, e com o técnico que tem, é páreo duro.
Que Nenê me perdoe se estiver lendo estas mal traçadas linhas, mas o Utah é mais time do que o Denver.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Boston, Carlos Boozer, Carmelo Anthony, Celtics, Cleveland, Denver, Deron Williams, George Karl, Jazz, kevin garnett, Kobe Bryant, LeBron James, NBA, Nenê, Nuggets, Paul Pierce, Utah
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