C.J. Watson | Fábio Sormani

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segunda-feira, 16 de julho de 2012 Sem categoria | 17:07

DIAS SOMBRIOS DEVEM MARCAR O FUTURO DO CHICAGO BULLS

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Uma pausa sobre seleção brasileira e Olimpíadas para falar de NBA. No caso, do Chicago. Muitos parceiros têm me perguntado: Sormani, nada do Bulls? Não veio ninguém até agora?

Nada do Bulls; e não veio ninguém até agora. O Chicago, até este momento, apenas se desfez de jogadores. Está desmontando aquele que era considerado o melhor banco da NBA. Já saíram C. J. Watson (foi para o Brooklyn), Kyle Korver (acertou com o Atlanta), Ronnie Brewer (está ainda sem time) e Omer Asik (deve ir para o Houston, que ofereceu US$ 25 milhões por três anos de contrato, oferta esta que o Chicago não irá igualar).

E por que o Chicago faz isso? Porque não deve estar apostando nem um níquel sequer na próxima temporada. Não aposta nem um níquel sequer porque deve ter escutado dos doutores do time que Derrick Rose vai praticamente perder todo o próximo campeonato por causa da cirurgia no joelho. Desta forma, seria muito difícil para o time brigar por vaga nos playoffs. Sendo assim, a franquia pensa em: a) economizar; b) abrir espaço no “cap” pensando no futuro; c) investir em drafts, o que ocorreu na saída de Korver.

O que se comenta é que o único jogador de relativo peso a ser contratado é Kirk Hinrich (foto). Ele, que começou sua carreira jogando pelo Chicago (2003-04) e lá ficou até o final da temporada 09-10, viria para ser o substituto de D-Rose neste próximo campeonato. Dividiria o “back court” com Jimmy Butler, que foi recrutado na temporada passada e não mostrou nada demais. O quinteto titular do Chicago, ao que tudo indica, será este:

Kirk Hinrich
Jimmy Butler
Luol Deng
Carlos Boozer
Joakim Noah

Dá pra brigar por vaga nos playoffs? Se os jogadores não se cansarem, dá. Mas o fato é que é impossível jogar e não se cansar. É impossível jogar os 48 minutos das 82 partidas. Quando o Bulls tiver que recorrer ao banco, a quem ele vai pedir socorro?

Sobraram Richard Hamilton e Taj Gibson. E o “rookie” Nikola Mirotic, um ala de força nascido em Montenegro de apenas 21, que barbarizou na liga espanhola com a camisa do Real Madri. Isso, no entanto, não é garantia de nada, pois basta ver o que Tiago Splitter, que até MVP da ACB foi, vem fazendo com a camisa do San Antonio.

Claro que outros jogadores devem chegar. Não dá para encarar uma temporada com oito atletas. A NBA determina que sejam 15 por equipe. Outros sete chegarão. Mas não vão causar nenhum impacto e nem arrancar suspiros dos torcedores.

Esta, pois, é a realidade do tricolor de Illinois.

Se esta secura significar dias de prosperidade no futuro, tudo bem. Mas se esta estiagem significar a volta aos tempos sombrios, que Jerry Reinsdorf, dono da franquia faça alguma coisa. Ou demita Gar Forman, o gerente geral, ou venda o time para alguém disposto a explorar esse grande mercado que é Chicago. Cidade rica e franquia com a terceira maior torcida da NBA — isso se não for a segunda.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 11 de maio de 2012 NBA | 12:48

DENVER CAMINHA PARA SER O DALLAS DESTA TEMPORADA?

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O Denver arrebentou o Lakers ontem à noite no Colorado. Os 17 pontos que marcaram a diferença do marcador em 113-96 em favor do Nuggets não revelam o que aconteceu em quadra. O time das montanhas rochosas poderia ter vencido por 30 ou mais pontos. Como disse, o Denver triturou o Lakers.

A pergunta que martela a minha cabeça é: estaremos diante de um novo Dallas?

O Dallas foi campeão na temporada passada mais ou menos assim. Ninguém dava nada por ele. Foi comendo pelas beiradas e acabou campeão. Todos falavam em San Antonio e Lakers. Sem contar o Miami. E no final deu Dallas.

Claro que há diferenças. O Mavs tinha um Dirk Nowitzki e o Denver não tem ninguém que chegue perto dele. O Mavs tinha um armador de talento, rodado e experiente em Jason Kidd. Ty Lawson parece ter um grande futuro, mas ainda é uma promessa, e Andre Miller já rodou muito, mas não é J-Kidd. E não vejo no Denver um cara como Jason Terry, vindo do banco e destruindo defesas, pois não creio que Al Harrington possa fazer isso.

De qualquer maneira, como a ordem das coisas foi subvertida na temporada passada, eu já começo a achar que o Denver pode eliminar o Lakers, depois o Oklahoma City e na final bater, por exemplo, o San Antonio. Afinal de contas, o Dallas não fez isso no torneio passado, contrariando todos os lúcidos prognósticos?

SINTOMA

O Lakers hoje se comporta como time médio — pra não dizer pequeno e ferir suscetibilidades. Se enrosca com um adversário bem mais fraco e Kobe Bryant termina os jogos com montanhas de pontos. Podem olhar: quando os pontos de um time ficam sempre nas costas de um jogador, esse time está desequilibrado.

PERGUNTA

Até onde esse time do Denver pode ir? Do jeito que está, tem grande chance de eliminar o Lakers amanhã à noite em Los Angeles. E depois? Depois eu acho que não passa pelo OKC. E se passar, eu acho que para no SAS. Mas se passar também, não creio que ganhe do Miami, por exemplo, na final, Miami que é o favorito da maioria no Leste. Mas se ganhar do Heat, o Denver será o campeão!!!

Isso pode mesmo acontecer?

Diante dos meus olhos o Denver é apenas um time apenas mediano participando dos playoffs. Mas esse time mediano está engrossando a série diante do poderoso Lakers e, já disse, tem grande chance de eliminá-lo. E se isso acontecer, esse time pode se encorpar, ganhar moral, confiança, e aí, sai debaixo! Pode se tornar o novo Dallas.

ANÁLISE

Quanto ao jogo, Ty Lawson foi a estrela da noite: 32 pontos. George Karl acertou em cheio ao conceder-lhe o status de dono da posição em detrimento do experiente Andre Miller. Kenneth Faried voltou a se destacar com um duplo-duplo: 15 pontos e 11 rebotes.

Por falar em Gasol… O que dizer de seus míseros três pontos? O que dizer de um jogador internacional que faz apenas 1-10 sendo marcado por Faried, um “rookie” que nem está sendo cotado para ganhar o troféu “Rookie of the Year”?

ADIANTE

Abri nossa conversa com o Denver e não com os classificados Boston e Philadelphia porque o Nuggets, repito, pode se tornar o Dallas desta temporada. Mas não posso fechar os olhos para os dois classificados de ontem à noite: Boston e Philadelphia.

C’S

O Boston fez o que dele se esperava: eliminou um adversário mais fraco e que passou parte da série desfalcado. Mas eliminou com dificuldades, o que me deixou assustado. A vitória de ontem por 83-80 foi novamente no final, no bico do corvo. O que eu acho que isso significa? Significa que o Boston não aparenta ter, no momento, time para eliminar o Miami numa final. Digo Miami porque, concordamos, o Heat é o time mais forte do Leste.

Mas a gente bem sabe que o Celtics é um time experiente e tinhoso. Conhece o caminho das pedras, já esteve em outras finais. Vai fazer um jogo mental muito forte numa provável decisão contra o Heat. Desequilibrar emocionalmente LeBron James é a primeira missão do C’s. E isso Paul Pierce sabe fazer. Intimidar Chris Bosh: isso Kevin Garnett (foto AP) o fará sem o menor problema. Acuar Dwyane Wade: deixem a missão para Ray Allen, pois ele é do ramo.

Ao contrário do Denver, o Boston é um time campeão, tem história e uma camisa muito forte. E conta com quatro jogadores que fazem parte da nata do momento: o Big Three e Rajon Rondo. Sendo assim, se esse time passar por cima do Miami, na bola e no mental, não me causaria nenhuma surpresa.

O Denver, sim; se o Denver for campeão do Oeste eu ficaria surpreso. Aliás, quer saber, eu não ficaria surpreso. Afinal, o Dallas não fez o mesmo na temporada passada? Por que eu haveria de me surpreender novamente? Ora, faça-me o favor, Sr. Sormani… Nem parece que o senhor tem a idade que tem!

SIXERS

O Philadelphia aproveitou-se de um adversário desfalcado para seguir adiante na competição. Venceu o Chicago por 79-78 e, repito, só venceu porque o Bulls não pôde contar com Derrick Rose e Joakim Noah. Não creio, por isso, que o Phillies possa seguir surpreendendo. Não creio que passe pelo Boston.

Mas o Dallas não foi campeão assim na temporada passada? É, verdade… Então eu apago o que disse acima e escrevo: tudo pode acontecer.

ERRO

Sobre a eliminação do Chicago:

1) A 12 segundos do final do jogo, como é que C.J. Watson passou a bola para o horroroso do Omer Asik, um jogador medíocre quando o assunto é fazer cesta? Por que C.J. não ficou com a bola nas mãos à espera da falta que o levaria aos lances livres? Ele, e não Omer.

2) Por que Tom Thibodeau não foi econômico nos pedidos de tempo, a ponto de não ter nenhum disponível naqueles 12 segundos derradeiros?

3) Se alguém tiver algo mais a dizer, que diga.

BLOQUEIO

Já disse: Tom Thibodeau é um grande treinador, mas ele comete muitos equívocos. Ele parece ser o LeBron James dos treinadores. Quando os playoffs chegam ele parece sofrer um bloqueio mental.

REFLEXÃO

Será mesmo verdadeira a frase de que em série melhor de sete o melhor sempre vence?

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sábado, 5 de maio de 2012 NBA | 12:20

BOSTON E LAKERS: DUAS DECEPÇÕES DA RODADA DE ONTEM DA NBA

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Houve um tempo, não muito distante dos dias atuais, em que a gente afirmava categoricamente que este é melhor que aquele e ponto final. O fato de este ser melhor que aquele significava que este seria o vencedor diante daquele. Não haveria surpresa alguma.

Hoje esta ordem parece ter sido subvertida. Digo “parece” porque ainda não estou totalmente convencido de que realmente há uma nova tendência no mundo do basquete profissional norte-americano, uma tendência, digamos, importada do futebol, quando vemos, por exemplo, o Guarani disputando a final do Campeonato Paulista.

Vejamos o que aconteceu na rodada de ontem dos playoffs da NBA: de três jogos, dois tiveram resultado surpreendente, contestando o bom senso. Quando digo bom senso, não quero dizer que houve insensatez nos resultados dessas duas partidas que iremos abordar brevemente. Quando falo em falta de bom senso, quero dizer que o placar final dessas duas partidas foi surpreendente. Portanto, nada tem a ver com insensatez.

Quando a gente viu que o Atlanta continuaria sem Al Horford e Zaza Pachulia (seus dois principais pivôs) e que não contaria também com Josh Smith, um dos pilares da franquia, o que o bom senso mandava dizer? Ora, mandava dizer que jogando sem esses três jogadores e no TD Garden de Boston, o time não teria a menor chance diante do Celtics, Celtics que teria de volta Ray Allen, um dos “Big Three”. Isso sem falar no peso da camisa, que é desigual. Tudo conspirava para uma vitória tranquila do time da casa.

Quando a gente viu que o Lakers abriu 2-0 na série diante do Denver e teria que jogar no Colorado, mesmo assim, o bom senso indicava que o time iria somar sua terceira vitória, ou pelo menos jogaria de igual para igual, pois o Nuggets não passa de um time aplicado, carente ainda de identidade e personalidade de vencedor — nem vou falar em personalidade de campeão, porque não me entra na cabeça a possibilidade de o Denver ser campeão ao menos da Conferência Oeste.

Mas como há uma subversão da ordem esportiva, subversão essa que teve seu apogeu no campeonato passado, quando o Dallas bateu o Miami na final e levantou o troféu, como há uma subversão da ordem esportiva, de repente o Denver ganha o campeonato e ninguém vai conseguir explicar coisa alguma. Claro que muitas pessoas vão se apegar nos números e nas estatísticas para tentar explicar o Denver campeão. Vão analisar a série como se estivessem analisando um jogo de vídeo game, aproveitando-se de números que dizem respeito apenas a jogos de vídeo game e que nada têm a ver com o que acontece em quadra, quando seres humanos estão competindo.

Ontem em Boston, o Celtics penou para ganhar de um Atlanta desfalcado de seus principais jogadores. De um Atlanta que não passa de um time mediano e que é dirigido por um técnico que cumpre apenas seu segundo ano de trabalho e que ainda é um “rookie”. Larry Drew pode vir a ser um dos maiores desde sempre, mas ainda não é. O Boston, como disse, penou para ganhar de um adversário fracote. Teve que levar o jogo para a prorrogação contra um adversário que improvisou um ala-armador (Joe Johnson) para marcar o principal jogador do oponente (Paul Pierce, um ala maior e mais forte).

O Celtics venceu por 90-84, mas a mim não convenceu. A mim apenas decepcionou. Claro que eu esperava mais. Esperava pelo deslanchar dessa equipe, de modo a imaginarmos um esquadrão que venha causar algum estrago no Miami numa provável final de conferência. Mas não foi o que vimos.

O Boston abriu 2-1 na série. Mas decepcionou.

Em Denver, o Lakers também decepcionou. Passou o jogo todo atrás, correndo feito criança perdida pela mão da mãe. Correu, correu, correu, mas não encontrou nada. O aproveitamento do time nos arremessos foi uma desgraça: 29-78 (37,2%). Kobe Bryant (foto AP), o principal jogador do time, estava, uma vez mais, com a mão descalibrada: 7-23 (30,4%). Ainda por cima, cometeu seis erros. Além disso, o banco contribuiu com apenas nove pontos. Um vexame. A humilhação torna-se ainda maior ao constatarmos que os reservas do Denver ajudaram com 39!

A fragilidade do Lakers foi tamanha e incontestável a ponto do trapalhão JaVale McGee, talvez impulsionado pelos gritos de Pam, a mãe, do lado de fora da quadra, essa fragilidade californiana foi tamanha que McGee fez nada menos do que 16 pontos e 15 rebotes.

O Denver venceu a partida por 99-84.

E o Lakers também decepcionou. E a série agora está 2-1 a seu favor.

INSENSATEZ

Na Filadélfia, o Sixers também penou para ganhar do Chicago por 79-74. Achei que não conseguiria. No quarto final o Bulls chegou a abrir 14 pontos de vantagem. Mas o tempo foi passando, passando e o Philadelphia foi encostando, encostando e o Chicago não tinha a quem recorrer, pois Derrick Rose, seu melhor jogador e um dos melhores da atualidade, não jogará mais esta temporada e, por isso, não estava em quadra.

Pressionado, foi fraquejando, fraquejando e cedeu a vitória ao Sixers. O time ficou desorientado nos minutos finais ao ver sua vantagem escapar pelos dedos, a ponto de Luol Deng, um dos mais experientes do time, tentar um arremesso de três a 20 segundos do estouro do cronômetro, num lance sem o menor cabimento. O Sixers, com isso, abriu 2-1 na série e se mantiver o mando, vence o confronto por 4-2.

Alguém disse aqui que o Chicago passaria pelo Philadelphia nesta série mesmo sem D-Rose. Duvidei. O Bulls é um time sem identidade, um time completamente diferente daquele time da fase de classificação, que mesmo sem D-Rose vencia. Mas vencia porque sabia que quando os playoffs chegassem, Rose estaria ao lado de todos, pegaria um a um pela mão e os guiaria para as vitórias. Agora, sem esta liderança, os jogadores não estão suportando a pressão e estão desnorteados. C.J. Watson e Kyle Korver saíram zerados de quadra e são o melhor exemplo deste cenário de conturbação. E conturbada também estava a cabeça de Tom Thibodeau. O técnico deixou em quadra um Joakim Noah que não tinha a menor condição de jogar e, pior do que isso, correndo o risco de ver agravada a sua situação. Depois de torcer violentamente o tornozelo esquerdo, Noah deveria ter ido para o vestiário iniciar naquele momento o tratamento do tornozelo lesionado. Mas Thibs deu provas, uma vez mais, que não tem bom senso. Neste caso, falo de insensatez.

RECORDE

O Boston decepcionou, mas Rajon Rondo não. O armador alviverde (foto Getty Images) tornou-se ontem o primeiro jogador na história dos playoffs da NBA a marcar 17 pontos, 14 rebotes, 12 assistências e quatro desarmes. Foi o sétimo jogo de playoff de Rajon que ele cravou um “triple-double”.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 NBA | 10:32

LEBRON SEGUE EM SEU PROCESSO DE RECUPERAÇÃO

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LeBron James voltou a falhar — mas não se omitiu na derrota de ontem à noite do Miami para o Clippers, em Los Angeles, por 95-89. Foi, isto sim, um festival de equívocos deste que a mídia americana considera o melhor jogador de basquete do planeta da atualidade, enganos esses que impediram o Miami de vencer o Clippers ontem à noite em Los Angeles. Enganos que também impediram o Miami de vencer o Golden State um dia antes.

Na partida de ontem no Staples Center, LBJ (foto AP) errou dois lances livres no final do tempo regulamentar que poderiam ter dado a vitória ao Heat. Na prorrogação, foi mal novamente: falhou nos dois arremessos tentados, bem próximos à cesta.

Erros — e não omissões.

A omissão é a doença que o médico tenta primeiro curar. Depois tem a outra — os erros. Mas esta é a etapa seguinte do processo de cura.

Como dizia Michael Jordan, um passo de cada vez.

JUSTIÇA

Sejamos justos: LBJ não pode assumir a culpa sozinho. Miami ficou sete minutos sem acertar nenhum arremesso sequer. Dwayne Wade voltou a falhar e Chris Bosh foi uma estrela completamente sem brilho.

COMPARAÇÃO

Os fãs de Chris Paul que me perdoem, mas não dá para compará-lo a Derrick Rose. No final do tempo normal e da prorrogação, ele sumiu.

No último quarto CP3 fez 1-5 (dois pontos) e uma assistência. Na prorrogação, 0-1 nos arremessos, uma assistência e um erro. O rebote apanhado foi no zerar do cronômetro.

Como disse, os fãs de CP3 que me perdoem: não dá para compará-lo a D-Rose.

O armador do Bulls é um “clutch player”, um terror para os adversários. É uma espécie de Kobe Bryant da armação.

CP3 está mais para LeBron James. Constrói seu patrimônio durante a partida, mas nos finais ele não é tão decisivo assim.

Terminou o jogo com 27 pontos e 11 assistências. Mas, como vimos, no quarto decisivo e na prorrogação…

POR FALAR…

Por falar em Kobe Bryant: 40 pontos, oito rebotes e quatro assistências. Aliás, segunda noite seguida que KB faz 40 ou mais pontos.

Assim como na vitória de seu primo pobre, os milionários de LA precisaram de uma prorrogação.

KB foi decisivo no final da partida: dois lances cobrados e acertados; e um toco que impediu o arremesso de Devin Harris que se tivesse entrado teria provocado a segunda prorrogação.

Mas Kobe não deixou. Final: Lakers 90-87 Utah. Foi a primeira derrota do Utah em casa nesta temporada, depois de cinco vitórias seguidas.

SHOW

Em Chicago, Derrick Rose não enfrentou o Washington na vitória do Bulls por 78-64. Foi poupado pelo técnico Tom Thibodeau.

Desprezo ao adversário? Pode ser, mas não é disso que eu quero falar.

Eu quero falar é dos números de seu substituto, John Lucas III: 25 pontos, oito assistências e oito rebotes. Quase um “triple-double”.

Levou o motorrádio para casa e deixou o Thibs aliviado. Afinal, C.J. Watson, reserva imediato de D-Rose, está contundido, o que aumentou o tempo de permanência em quadra do melhor armador da NBA na atualidade e talvez por isso Thibs tenha dado um descanso pra ele.

Com a bola que Lucas III (foto AP) mostrou ontem, Thibs pode dar mais refrescos a D-Rose.

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sábado, 27 de novembro de 2010 NBA | 13:27

POR FAVOR, NÃO SEJAM TEIMOSOS…

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O final da partida entre Utah Jazz e Los Angeles Lakers, ontem à noite, em Salt Lake City, entrará para a história como um dos melhores jogos desta temporada. Deron Williams do lado do Jazz carregava o time nas costas; Kobe Bryant, do lado do Lakers, fazia o mesmo.

No final, deu D-Will. O armador do Utah voltou a mostrar, uma vez mais que é realmente o melhor da posição na atualidade na NBA.

Uma cesta de três, uma roubada de bola e uma assistência, as três ações a 1:15 minuto para o final da partida mostraram a forma em que se encontra o jogador, que não precisa ser espalhafatoso para ser sensacional.

A cesta de três veio para empatar a partida em 96 pontos. Na saída de bola, a laranjinha sobrou para Kobe, que tentou um passe, mas se atrapalhou e acabou desarmado por D-Will (foto AP). Com a posse de bola, a assistência para Raja Bell fazer, sozinho, mais dois pontos para o Utah, levando o marcador a 98 a 96.

O Lakers não pontuou mais. Faltava ainda 1:02 minuto para a buzinada final. Mas o Lakers não pontuou mais. Foi um baque e tanto.

Uma cesta de três, um desarme e uma assistência; 29 pontos e 12 assistências. Por favor, não sejam teimosos: não há melhor armador do que Deron Williams atualmente na NBA.

MARCADO

Kobe Bryant, como disse acima, vinha fazendo um duelo e tanto com Deron Williams no último quarto.

Empatou o jogo em 85 pontos com uma cesta de três (4:56 minutos do final). Deron fez mais dois pontos, colocando o Jazz novamente na frente: 87 a 85 (4:37). Black Mamba respondeu com nova cesta de três: 88 a 87 para o Lakers (4:18). Aí Deron fez uma assistência para Raja Bell colocar o Jazz novamente na frente: 89 a 88 (3:58). KB enganou Bell, que o marcava, na sequência: ao invés de outro arremesso triplo, desta vez andou um pouco mais e arremessou da cabeça do garrafão: 90 a 89 para o Lakers (3:32). Depois, Al Jefferson sofreu falta de Ron Artest e derrubou os dois lances livres: 91 a 90 para o Jazz (3:21). Bola novamente nas mãos de Kobe; novamente um arremesso de três: Lakers 93 a 91 (3:10). Bell tentou responder com uma bola de três, mas amassou o aro. Rebote do Lakers; Kobe tenta novo tiro triplo, mas sofre falta de Andrei Kirilenso: derruba os três arremessos e põe o Lakers na frente em cinco pontos: 96 a 91 (2:31).

Aí, acabou a munição de Black Mamba. Aí, Deron Williams entrou em cena, com uma assistência para Paul Millsap fazer dois pontos, uma cesta de três, roubada de bola em cima de Kobe…

Bem, isso já foi relatado.

Deron duelou nesta semana com Chris Paul e venceu o oponente. Kobe foi o adversário da vez: foi batido também.

Por favor, não sejam teimosos: Deron Williams é um dos melhores jogadores da NBA na atualidade.

ERRO

Ontem eu disse aqui neste botequim que Kobe Bryant deveria marcar Deron Williams. Isso não ocorreu; deu no que deu.

BUZINADA

Foi de partir o coração. O jeito que o Chicago perdeu do Denver foi de partir  o coração.

O time da cidade dos ventos tinha feito uma reação espetacular. Esteve atrás no marcador a maior parte do tempo e chegou a perder de vista o adversário, quando este abriu uma vantagem de 19 pontos.

Mas, como disse, fez uma reação espetacular e passou à frente na metade do último quarto. Isso sem poder contar com Derrick Rose, que, com torcicolo, ficou do lado de fora – bem como Taj Gibson, que, com uma entorse no tornozelo, também não jogou.

C.J. Watson, que substituiu D-Rose, comandava o time em quadra. Fez 13 de seus 33 pontos no quarto final. A 30 segundos da buzinada final, colocou o Bulls na frente em 97 a 94.

Depois, bem, depois Carmelo Anthony entrou em cena: derrubou dois lances livres e encostou no marcador: 97 a 96 para o Chicago.

Depois, bem, depois Tom Thibodeau, que está com o time na mão e transformou este Bulls em um time extremamente competitivo, justificando a fama de arquiteto de defesas, bem, Thibodeau mostrou que é um ser humano: errou ao colocar John Lucas III em quadra, um jogador que havia sido contratado pela manhã e que havia jogado pouco mais de três minutos e que estava completamente frio em quadra.

E por que Thibodeau fez isso? Porque quando Melo derrubou os dois lances livres, faltavam 24 segundos para o jogo acabar. Ou seja: o Chicago poderia morrer com a bola nas mãos que não perderia.

Thibodeau, então, tratou de colocar gente habilidosa em quadra, pra não se atrapalhar com a bola. Mas Lucas entrou no lugar de Ronnie Brewer, que tem bom controle de bola.

Por que fez isso? Lucas sofreu falta e foi para a linha do lance livre apavorado. Dava pra ver em sua fisionomia. E, claro, frio do jeito que estava, apavorado do jeito que estava e novato do jeito que é, errou os dois lances livres.

Na sequência… Bem, nem gosto de lembrar, porque o que veio a seguir partiu o meu coração. Mas eu conto: primeiro, Luol Deng fez uma ótima marcação pra cima de Melo e este arremessou desequilibrado. A bola não entrou, mas o Bulls não conseguiu dominar a laranjinha. Posse de bola do Denver: Melo arremessou, a corneta explodiu com a bola no ar e a bola, maldita, entrou!

Foi de partir o coração – o meu, claro, que torço para o Chicago.

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terça-feira, 27 de julho de 2010 NBA | 11:44

CHANCE DE T-MAC NO BULLS DIMINUI

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A chance de Tracy McGrady assinar com o Chicago diminuiu. O problema não é a saúde do jogador, que parece estar boa. O problema é que T-Mac não parece disposto a sair do banco e ser o que os americanos chamam de “role player”.

Ou seja: jogador com papel específico.

Ontem, depois do teste-treino que fez no Berto Center, o CT do Bulls, T-Mac disse, da boca pra fora, que não teria problema em ser esse personagem. Mas agregou ao seu discurso o seguinte: “Mas não é para isso que eu estou treinando. Penso que se eu fosse aquele jogador que vestiu o uniforme do Knicks na temporada passada, não haveria qualquer problema em eu vir do banco. Mas eu tenho treinado pra valer e não sou mais aquele jogador. Acreditem em mim”.

Com 31 anos, bem mais velho do que os principais jogadores do “roster” do Chicago, entre eles Derrick Rose, Joakim Noah, Ronnie Brewer, Taj Gibson e C.J. Watson, por exemplo, T-Mac teria sua importância no time, mas desde que resolvesse desempenhar esse papel de “role player”.

Mas parece que ele não está disposto a isso. E esta indisposição deixou indisposto Tom Thibodeau, treinador do Bulls, que pretende formar seu novo time com os garotos e mais Carlos Boozer.

T-Mac disse que seu principal objetivo neste momento é assinar com o Bulls. Não parece, pois se parecesse, sua fala seria outra.

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