Brandon Bass | Fábio Sormani

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domingo, 10 de junho de 2012 NBA | 11:30

MIAMI VENCE O BOSTON, VAI À FINAL CONTRA O OKC E UMA NOVA RIVALIDADE PODE SURGIR NA NBA

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Estava dando a impressão de que o Miami iria perder novamente em casa depois de LeBron James ter carregado nas costas o time em Boston, na vitória da última quinta-feira por 98-79. Estava dando esta impressão porque LBJ fez um primeiro tempo muito abaixo do que dele se esperava (havia anotado 45 pontos no jogo passado dentro do TD Garden de Boston) e Dwyane Wade seguia apagado. E o Boston, mesmo sem jogar um grande basquete, mantinha-se na frente do marcador e o jogo ia se encaminhando para o seu final.

Aí veio o quarto decisivo. O Miami, que fazia um jogo de recuperação, conseguiu empatar a partida em 73 pontos quando a buzina estridente soou indicando que o terceiro período havia terminado. LBJ acumulou 20 pontos nestes 36 minutos, mas mostrava um aproveitamento ruim nos arremessos se comparado com o que havia feito em Massachusetts: 41,6% (5-12). É bom dizer que a defesa do C’s teve muito a ver com o desempenho de LeBron. Doc Rivers, como havia prometido, mudou o marcador: ao invés do cansado Paul Pierce (o que fazer com um cara que tem garantido US$ 16,8 milhões na próxima temporada e que na hora de a onça beber água teve média de 18,0 pontos por jogo e aproveitamento de apenas 34,4% nos arremessos?), ao invés de Pierce o ala-pivô Brandon Bass foi designado para marcar LBJ. O fez a maior parte do tempo, tendo contado com auxílio de Mickael Pietrus quando foi preciso descansar. Doc talvez tenha encontrado a fórmula tarde demais; não fosse isso, talvez a derrota de Massachusetts tivesse sido evitada. Talvez; não sabemos.

Mas eu relatava que o quarto decisivo estava por vir. LBJ já somava 20 pontos, o jogo estava empatado em 73 depois de o Miami ter ficado atrás no marcador o tempo todo. O quarto decisivo veio, o Boston sentiu o peso da idade, o Miami não. O Big Three do Boston, quando a partida ia ser decidida, anotou apenas sete pontos e teve um desempenho nos arremessos de 3-10 (30,0%), com 1-5 (20,0%) nos tiros longos. Pior: mostrando fragilidade, não bateu nenhum lance livre. Era praticamente Rajon Rondo contra a rapa. O armador do C’s, que terminou a partida com um “triple-double” (22 pontos, 14 assistências e 10 rebotes), fez seis pontos neste quarto (3-6; 50,0%).

Enquanto isso, os Três Magníficos do Miami anotaram nestes 12 minutos finais, quando a parada foi resolvida, nada menos do que 28 pontos (10-17; 58.8%). O Miami venceu o quarto por 28-15 e fechou a contenda por 101-88 e classificou-se, pelo segundo ano consecutivo às finais da NBA. E sempre é bom lembrar que há dois anos o trio foi reunido no sul da Flórida. Muitos, quando isso aconteceu, apostaram que não iria dar certo porque o time a) não tem técnico; b) não tem armador; c) não tem pivô; d) faltariam bolas para os três em quadra; e) outras coisas mais que eu já não me lembro; f) o ódio por LeBron James era (como ainda é) grande demais.

LeBron James , disparado o melhor jogador do Heat nesta final do Leste, encerrou a partida com 31 pontos e 12 rebotes. Dwyane Wade deu um pouco mais o ar da graça ao apresentar os seguintes números: 23 pontos, seis rebotes e igual número de assistências. E Chris Bosh, mostrou que está definitivamente curado da distensão no abdômen: 19 pontos (3-4 nas bolas de três; 75,0%) e oito rebotes. Quanto as bolas de três, a performance de ontem à noite foi a melhor da carreira. Até então, com a camisa 1 do Miami, tinha feito 13-56 (23,2%).

O Miami ganhou a série por 4-3 porque LeBron James (foto acima Getty Images) jogou como um MVP tem que jogar. Desta vez não houve bloqueio mental. E sem bloqueio mental seu jogo fluiu, pois confiança não era artigo em falta em sua prateleira. Terminou estas finais com médias de 33,6 pontos e 11,0 rebotes. Não fosse LBJ e o Miami teria sucumbido neste enfrentamento diante do Celtics. Repito: King James jogou estas finais o tempo todo com o cetro na mão e a coroa na cabeça.

Do lado oposto, como já disse, o peso da idade foi companheiro inseparável da equipe. Enquanto o trio do Miami fez 73 pontos no jogo de ontem, o Big Three do Boston ficou em 48. Enquanto o trio do C’s fez 79 pontos nos dois últimos e decisivos jogos da série, LeBron James, sozinho, marcou 76. Os três juntos, neste duo decisivo de contendas, anotaram nada menos do que 142 pontos. Ou seja, 63 pontos a mais. Muita coisa; muita diferença.

O Boston sucumbiu por conta do peso da idade de seus principais jogadores. O San Antonio provou do mesmo dissabor na série diante do Oklahoma City. O OKC valeu-se da jovialidade e do talento de seu trio avassalador (Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden). O Miami também. Filosofia barata à parte, é importante dizer que a vida é assim mesmo: tudo tem começo meio e fim. É a ordem de tudo, é a lei da vida quando o assunto envolve seres humanos e não baratas, essa praga que ninguém consegue acabar e que habita esse mundo desde que ele é mundo. Não posso afirmar que os trios de Boston e San Antonio estão no fim, mas que estão perto do fim, isso eles estão. Quanto tempo mais eles vão durar eu não sei, mas dure enquanto durar, dificilmente terão condições de suplantar a energia dos trios de Oklahoma e da Flórida. O Boston provocou pelo segundo ano consecutivo esse contratempo. O SAS sentiu na pele pela primeira vez.

Chegou a final que muitos queriam e esperavam: OKC x Miami. Essas duas equipes podem fazer o que Boston e Lakers fizeram por muito tempo e dominar a cena da NBA por mais de meia década. O time do OKC é jovem e terrivelmente espetacular; a equipe do Miami é igualmente sensacional, e embora mais velha demonstra ter energia de sobra em seu tanque de combustível. Boston e SAS, como vimos, envelheceram, enquanto o Lakers apoia-se em Kobe Bryant, um jogador que está igualmente entrando na fase do envelhecimento e que, por conta disso, não sabemos se terá forças para ajudar na reconstrução da franquia. E o Chicago tornou-se um grande ponto de interrogação por conta da contusão de Derrick Rose. OKC e Miami, ao contrário, friso uma vez mais, são times bem mais jovens. Por isso, a tendência é de se ver criar uma rivalidade que vai durar algumas temporadas.

E quem vai levar a melhor nesta primeira final entre eles? O time da terra dos tornados tem a vantagem de quadra por ter feito a melhor campanha, seria favorito por isso? Ou é favorito porque Durant é melhor que LBJ? Ou não é? LBJ é melhor, pois é o MVP? E quem tem o trio mais gabaritado? E a experiência de já ter disputado uma final poderá ter peso importante na balança em favor do Miami? E no banco, quem tem o treinador mais esperto? E o banco melhor, é de quem?

São perguntas que começarão a ser respondidas a partir da próxima terça-feira, 22h de Brasília. Façam suas apostas!

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sábado, 9 de junho de 2012 NBA | 13:33

DOC RIVERS PERDE O SONO PARA TENTAR CONTER LEBRON JAMES

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LeBron James é a preocupação do Boston; LeBron James é a esperança do Miami. Nas mãos e no emocional de King James está a sorte dessas duas equipes, que vão decidir, a partir das 21h30 de Brasília, o título do Leste e, consequentemente, o segundo finalista desta temporada.

Doc Rivers perdeu horas de sono e de repouso. Dormir e repousar agora pra quê? Não faz sentido. O momento é de estudo, de traçar planos, de encontrar a melhor maneira de segurar LBJ (foto Getty Images).

“Vocês verão quando o jogo começar”, disse Rivers em resposta a uma pergunta sobre se algo diferente será feito nesta noite para conter LeBron James. “Não vamos fazer muita coisa (diferente), mas temos que defender melhor. Aliás, não fizemos muito do que tínhamos planejado para marcá-lo (no jogo passado). Essa é a primeira coisa que temos que mudar”.

O maior problema do jogo passado, segundo Doc, não foram os 45 pontos de LeBron, mas sim como ele conseguiu fazer 45 pontos. “Se LeBron fez 45 pontos e perdeu sete, oito arremessos, aí fica difícil vencer”, disse o treinador do Boston. “Mas se ele precisar de 45 arremessos para fazer 45 pontos, aí nós temos uma chance de vencer”.

LBJ esteve impecável no primeiro tempo. Anotou 30 pontos e errou apenas dois de seus 14 arremessos. No segundo, marcou outros 15 pontos e acertou sete de seus 12 arremessos. Terminou o confronto com 19-26; ou seja: 73,1% de aproveitamento. Errou apenas sete arremessos durante todo o jogo. Muita coisa.

Na série, LBJ está com média de 34,0 pontos. Apenas em uma oportunidade nesta série o Boston segurou LeBron abaixo dos 30. Foi no jogo quatro, quando o ala do Miami foi excluído da contenda, já na prorrogação, por ter cometido seis faltas. Na ocasião, LBJ marcou 29 pontos. E o Boston venceu. Mas isso também não significa muito, pois na outra vitória, em Miami, no quinto jogo deste embate, LBJ anotou 30 pontos; um a mais. É, apenas um pontinho a mais. Talvez não deixar LBJ superar a marca dos 30 pontos seja decisivo no jogo desta noite.

“Acho que a gente ainda não o marcou como devemos marcá-lo”, finalizou Rivers.

Doc não dá pistas, não sabemos quem ou como será feita a marcação em LeBron James. O que sabemos é que Paul Pierce não tem cacife para isso. “The Truth” tem sido uma mentira até agora na tentativa de conter LBJ. Tanto não tem conseguido que, além dos números mostrarem isso, as faltas que ele comete também são um indicativo de sua falência defensiva. Em três dos seis jogos desta série Pierce foi excluído do jogo com seis faltas.

Portanto, num primeiro momento, esse cara não pode ser Pierce. Ele pode até ajudar, mas não pode ser o único e nem o principal defensor do Boston. E, pra piorar, PP não consegue machucar LBJ ofensivamente falando. O ala do Boston tem sido um fiasco na série, com média de apenas 17,8 pontos e um aproveitamento de 33,6% de seus arremessos.

Alguém sugeriu Brandon Bass. O biotipo de Bass é bem semelhante ao de LBJ. Têm o mesmo tamanho (2,03m), mas o ala-pivô do Celtics é mais leve: 113 quilos contra 116 de LeBron. Essa diferença de peso poderia indicar um ligeiro favorecimento a Bass, mas não é bem assim. Esses três quilos a mais não são de gordura, mas de massa muscular, o que torna LBJ mais forte do que Bass. Mais forte e mais ágil, pois enquanto LeBron é um jogador de múltiplas, que corre por todos os cantos da quadra, o jogo de Bass é limitado ao garrafão basicamente, onde movimenta-se muito pouco e a defesa é feita sem muita necessidade de locomoção. Bass pode ajudar na marcação, claro, mas não pode ser a primeira opção. Pode fazer isso quando LBJ jogar como ala de força, o que ele tem feito muito nesta série.

Rajon Rondo é um tremendo defensor, mas ele leva muita desvantagem em relação a LeBron por causa do seu tamanho. Rajon mede apenas 1,85; tem quase 20 cm a menos. Numa situação dessas (“mismatch”), LBJ levaria Rajon para o “low post” e tiraria proveito disso. Ou pontuando ou fazendo o passe em caso de dobra na marcação. Com esta segunda opção, alguém sobraria livre para um arremesso curto, longo ou mesmo para uma bandeja. E LeBron, todos nós sabemos, tem ótimo passe.

Mickael Pietrus surge, para mim, como a melhor alternativa. Com ele em quadra, Ray Allen passaria para o banco e Pierce marcaria Dwyane Wade. O francês é mais agressivo, tem melhor jogo de pernas e mãos nervosas. Eu começaria o jogo desta maneira. Com o desenrolar, faria as modificações necessárias para: 1) descansar Pietrus; 2) responder a possíveis alterações táticas do Miami, que deverão ocorrer.

Essa marcação a LBJ, claro, não pode ser individualizada o tempo todo. A zona que o Boston tem usado nesta série tem que ser requisitada, especialmente se as bolas de LeBron não caírem e ele procurar o jogo de aproximação com a cesta. Essa marcação a LBJ tem que ser feita sempre me maneira agressiva, de modo a tirá-lo de seu espaço preferido, de seu conforto, empurrando-o para os cantos da quadra de modo a vir a dobra numa situação em que o passe será feito de maneira dificultosa.

Agora, é evidente que Erik Spoelstra está preparado em caso de o Boston tentar e conseguir subtrair o jogo de LeBron James. Sua melhor alternativa é D-Wade, mas Chris Bosh também será muito usado. Sem falar nos tiros longos de Mario Chalmers, James Jones, Shane Battier e Mike Miller. Lembre-se que LeBron estará sendo marcado com o que o Boston tem de melhor e muitas vezes em dobras. Isso, consequentemente, trará certo alívio na marcação dos demais jogadores do Heat.

Enfim, teremos uma grande partida esta noite. Daquelas imperdíveis, em que a patroa vai esbravejar porque é sábado à noite, mas que ela tem que entender que o embalo será mesmo dentro de casa, com tevê ligada, um tira-gosto ao alcance da mão e uma cerveja geladinha.

Notas relacionadas:

  1. QUEM É LEBRON JAMES?
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 29 de maio de 2012 NBA | 12:55

MIAMI VENCE FÁCIL, MAS NÃO SE DEIXE ENGANAR: O BOSTON JOGA MAIS DO QUE JOGOU ONTEM

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O Miami fez 1-0 na série ao bater o Boston, ontem à noite, no sul da Flórida, por 93-79. Não se deixe levar pelo placar e nem pelo domínio do Heat em ¾ do jogo. A série tem tudo para ser igual — e consequentemente longa. No que eu me pego para afirmar isso? Pelo histórico dos times, pela rivalidade, pela qualidade dos elencos.

É certo que o Miami é um time bem mais jovem e com um vigor muito maior. Mas num confronto desses, tudo se iguala, porque o mental tem uma importância grande demais. Os jogadores do Boston, quando veem pela frente LeBron James e Dwyane Wade se revitalizam e deixam no vestiário o peso da idade.

Mas ontem não foi assim.

LeBron teve uma atuação destacável. Foram 32 pontos (13-22). No primeiro quarto, ele marcou 13 e o Boston 11. E tem mais: ao longo da contenda, ele amealhou 13 rebotes. E em 43:53 minutos em quadra, a maior parte do tempo com a bola nas mãos, LBJ cometeu apenas três erros. Ah, sim, como eu podia esquecer! Deu três tocos no jogo, o último deles em cima de Rajon Rondo, como se estivesse defrontando um juvenil dada a ingenuidade do armador do Boston na jogada.

Por falar nos tocos, o Miami atropelou: 11-1. Isso mesmo, o C’s deu apenas um toco em toda a partida! E estamos falando de playoffs, onde a intensidade do jogo é muito maior. O que aconteceu com o Celtics?

Mas vamos particularizar novamente a conversa. LBJ encontrou em Dwyane o parceiro ideal. O ala-armador do Heat fez 22 pontos no jogo, mas dez deles no último quarto. Mas o melhor no jogo de D-Wade (foto AP) foi o fato de que ele bateu seis lances livres e acertou todos. Ele que vinha claudicante neste fundamento.

Os dois, calculadora em mãos, fizeram 54 dos 93 pontos do time. Ou seja: 58,1%. Encestaram de tudo quanto é canto dentro do arco dos três, pois fora dele LBJ teve 0-3 e Dwyane 0-1. Mas dentro do arco dos três, como dizia, os dois foram um tormento para a zaga alviverde. Em determinado momento do segundo tempo, Doc Rivers mudou a defesa. Passou a marcar zona, tentando evitar os pontos próximos à cesta. Não deu certo. E além de não dar, expôs Kevin Garnett, que chegou a ser humilhado pelos dois, especialmente por D-Wade.

O Miami fez nada menos do que 42 de seus 93 pontos dentro do garrafão. Percentualmente, o Heat marcou 45,1% deles “in the paint”. E olha que o Miami está jogando sem Chris Bosh. Se tivesse, seria muito pior; tudo indica.

E o que isso significa? Significa que o Boston tem que cuidar de seu garrafão nos próximos jogos. Melhorar a defesa. Se quiser marcar zona novamente, que se marque, mas que seja uma zona melhor, mais compactada e agressiva. A zona do Celtics no jogo de ontem lembrou a zona feita por muitos times brasileiros: marcação feita apenas para o descanso dos jogadores.

Além disso, Paul Pierce e Ray Allen precisam jogar mais. Os dois fizeram juntos apenas 18 pontos. Ray-Ray (seis pontos) foi uma catástrofe: 1-7 nos arremessos, sendo que nas bolas de três foi 1-4. Agora atentem para isso: nos lances livres, 3-7. Isso mesmo, 42,8% para um jogador que tem 90% de aproveitamento ao longo da carreira.

Vejam só o desempenho do quinteto titular do Celtics no jogo:
- Paul Pierce: 5-18
- Brandon Bass: 4-11
- Ray Allen: 1-7
- Rajon Rondo: 8-20
- Kevin Garnett: 9-16

KG foi quem se salvou. Somou 23 pontos e pegou dez rebotes. Mas brigou com as faltas (cometeu cinco) e por isso jogou 30:41 minutos.

Mas, sozinho, KG não foi levar o Celtics à decisão do título. Os outros precisam jogar o seu normal e não se deixar levar pela marcação adversária. Rajon, por exemplo, não fez nem sequer um “double-double”: 16 pontos, nove rebotes e sete assistências. Aparentemente, bons números, mas as sete assistências são poucas para o papel que ele desempenha em quadra.

Amanhã tem mais. Novamente em Miami. 21h30 de Brasília. O que eu disse para o Oklahoma City vale para o Boston: se o Heat vencer novamente, a situação do C’s ficará dramática na série.

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  1. SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 25 de dezembro de 2011 NBA | 18:50

VITÓRIA DO NEW YORK, MAS PODERIA TER SIDO DO BOSTON

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Foi um grande jogo, um presente dos deuses para quem esperou tanto tempo pelo início da temporada. A vitória do New York por apenas dois pontos (106-104) poderia ter sido do Boston, pois o cotejo foi muito igual.

Cada time dominou um tempo. O primeiro foi dos nova-iorquinos; o segundo, dos bostonianos. Estes, no entanto, não conseguiram entregar a bola final das mãos de Ray Allen e, talvez por isso, perderam a partida.

O Boston tem pra onde crescer: Paul Pierce não jogou. Com ele, a chance de vitória do Celtics seria maior. Daria até pra dizer que com “The Truth” o pessoal de Massachusetts teria vencido; não seria exagero algum.

Mas o New York tem igualmente pra onde crescer: Baron Davis foi contratado para pensar o jogo do pessoal da
“Big Apple”. Se recuperar a forma e se mantiver saudável por toda a temporada, o Knicks, seguramente, vai brigar pelo título.

No final da partida, com uma dor de cotovelo daquelas por ter perdido a partida, Kevin Garnett posou como mau perdedor e tentou esganar Bill Walker. A televisão mostrou. Fico agora no aguardo da decisão de Stu Jackson. Suspender KG por no mínimo um jogo torna-se necessário e exemplar. Vamos ver o que a NBA vai fazer.

Destaques do jogo: 1) Carmelo Anthony: 37 pontos (10-17) e oito rebotes; 2) Rajon Rondo: 31 pontos (11-19) e 13 assistências.

Melo = esperado. Rajon = surpresa.

Se o tinhoso armador do Celts mantiver o nível de arremesso do jogo deste domingo, conseguirá o “upgrade” necessário para estar ao lado de Derrick Rose, Chris Paul e Deron Williams no rol dos melhores armadores da NBA. E fará do Boston um time ainda mais forte do que ele já é.

Ah, sim: Brandon Bass veio do banco e contribuiu com 20 pontos e 11 rebotes. Se for sempre assim, o Celts acertou ao trocá-lo por Glen “Baleinha” Davis.

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  1. RASHEED É DO BOSTON
  2. KIDD, MAS PODERIA SER KID
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 Sem categoria | 17:19

A CARTA DE DAN GILBERT, O FUTURO DE NENÊ E TROCAS QUE JÁ FORAM CONCRETIZADAS

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Assim que o negócio envolvendo Los Angeles Lakers, New Orleans Hornets, Houston Rockets, Chris Paul, Pau Gasol, Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic foi concretizado, os donos das pequens franquias ficaram indignados.

A indignação foi tamanha que Dan Gilbert (foto), dono do Cleveland Cavaliers, escreveu e mandou uma carta para o comissário David Stern. A missiva foi reproduzida inicialmente pelo site Yahoo! Sports. Agora, viaja pela internet. O teor eu reproduzo abaixo:

Comissário

Seria uma farsa permitir que o Lakers venha adquirir Chris Paul numa troca que aparentemente foi discutida…

Não me lembro de ter visto uma troca onde uma equipe consegue o melhor jogador e economiza mais de US$ 40 milhões no processo. E não parece que eles iriam desistir de qualquer “draft”, o que poderia permitir que mais tarde façam uma troca por Dwight Howard. Quando o Lakers pegou Pau Gasol (na época considerado uma troca extremamente desigual) eles receberam dezenas de milhões de dólares em salário adicional e em “Luxury Tax” e tiveram que desistir de algumas promessas (uma delas em Marc Gasol, que pode se tornar um jogador de salário máximo).

Eu só não vejo como podemos permitir que esse negócio aconteça.

Eu sei que a grande maioria dos proprietários se sente da mesma forma que eu.

Quando é que vamos mudar o nome de 25 das 30 equipes para Washington Generals?

Por favor, avise.

Dan G.

QUESTIONAMENTO

Confesso que estou estudando a carta e não consigo ver onde o Lakers economizaria US$ 40 milhões por temporada nessa troca. Afinal, ele não estaria contratando Chris Paul pela mesma quantia?

Se o Lakers estivesse abrindo mão de um jogador com contrato longo e pegando um que na próxima temporada desse ao time a decisão de prosseguir o acordo ou não; ou então, que o contrato expirasse ao final desta temporada, aí sim haveria a economia deste montante.

Não é o caso, pois o time californiano assinaria um longo contrato com CP3 e estaria pagando a ele os mesmos (ou até mais) US$ 19 milhões anuais que ele gasta com Gasol e outros US$ 19 milhões em multa por conta do “Luxury Tax”.

Então, não consegui detectar. Confesso, todavia, que dormi apenas três horas esta noite e pareço um zumbi neste momento.

Mas se eu estiver comendo mosca, alguém, por favor, clareie minha mente.

APELO

Lakers e Houston vão apelar à NBA para que o acordo não seja desfeito. A apelação será apresentada ainda nesta sexta-feira.

David Stern, entretanto, não dá sinais de que vai ceder.

Há pouco a liga soltou uma declaração assinada por Stern. Ela diz o seguinte:

“Todas as decisões são tomadas com base no que é melhor para o Hornets. No caso da proposta de troca que foi feita por Chris Paul, decidimos, livre da influência de outros proprietários da NBA, que a equipe será melhor servida com Chris em um uniforme do Hornets do que pelo resultado mostrado nos termos daquela troca”.

Será? Claro que não: a troca foi muito boa para o New Orleans. Houve pressão, claro que houve.

PSICOLÓGICO

Alguns parceiros deste botequim, acho que todos torcedores do Lakers, argumentam que Pau Gasol e Lamar Odom não terão cabeça para jogar em Los Angeles. Bobagem, digo eu, sem ofensa, é claro.

Pior do que isso é o jogador deixar o deserto do Arizona e desembarcar na gélida Toronto sem ser consultado. Tem que ir e ponto final.

Foi o que aconteceu com Leandrinho Barbosa.

Esse tipo de situação sempre existiu, existe e existirá na NBA. Com pouquíssimas exceções, jogador não tem direito a opinar.

MUDANÇA DE RUMO

Com o veto de ontem, Dwight Howard (foto) pode assinar com o New Jersey Nets. O jogador se reuniu com Mikhail Prokhorov, dono do Nets, e Billy King, gerente geral da franquia, ontem à noite em Miami.

Se bem que esse encontro aconteceu antes do “affair” Lakers/CP3/NBA. E mais: segundo as regras da NBA, ele foi ilegal, pois o Orlando não sabia do encontro e, por isso mesmo, não deu permissão.

De todo o modo, com o ocorrido, D12 deve estar pensando: é melhor eu desistir da ideia de ir para Los Angeles jogar no Lakers.

Se Howard acertar com o Nets, formará dupla da pesada com Deron Williams.

NENÊ

D12 conversou com os dirigentes do New Jersey ontem à noite, mas Adrian Wojnarowski, o cara mais bem informado sobre NBA na atualidade, acabou de postar em seu Twitter que o Nets deve oferecer um contrato milionário para Nenê nesta sexta-feira.

É aguardar pra ver. Mas em se tratando de Wojnarowski, a chance de ser um “chute” não existe.

RAPIDINHAS

Os times poderão usar a cláusula de anistia para dispensar apenas um jogador de seu elenco a partir de hoje. Data de encerramento: 16 de dezembro. As trocas poderão ser feitas até 15 de março… O ala-armador Brandon Roy vai anunciar sua aposentadoria, segundo o site da ESPN dos EUA. Motivo: seus joelhos não suportam mais a carga de treinos e nem suportará a de jogos. Uma pena… A ida de Tyson Chandler para o New York confirmou-se nesta sexta-feira oficialmente. O pivô campeão da NBA assinou um contrato de quatro anos e ganhará cerca de US$ 60 milhões… O Miami renovou com Mario Chalmers e James Jones. Os valores não foram disponibilizados… O Philadelphia 76ers está próximo de renovar o contrato de Thaddeus Young… Troca que não deverá ser vetada pela NBA: Glen Davis deixa o Boston e vai para o Orlando, que mandará ao Celtics Brandon Bass… Gilbert Arenas acaba de ser dispensado pelo Orlando, que usou a cláusula de anistia. Chauncey Billups deverá ser o próximo.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sábado, 25 de dezembro de 2010 NBA | 21:52

UM PRESENTE E TANTO DE NATAL

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E o Orlando, hein? Tudo bem que jogou em casa, mas fez duas vitórias pra encher de moral o time na busca da reconciliação com as vitórias.

Primeiro foi o San Antonio, uma goleada de 123 a 101 que humilhou o adversário. Colocou, nesta partida, um ponto final em uma invencibilidade de dez jogos do time texano, o melhor não só do Oeste, mas de toda a NBA também.

Agora, neste domingo, fez uma virada espetacular pra cima do Boston, o primeiro do Leste e o segundo de toda a NBA. Ganhou o jogo por 86 a 78 e deu um basta em uma série de 14 triunfos consecutivos do time de Massachusetts. Um baita presente de Natal para os torcedores do time da terra do Mickey Mouse.

Presente que continha em seu interior defesa forte e ataque realizador. Sim, pois quando faltavam 3:20 minutos para o final da partida, uma cesta de dois pontos de Kevin Garnett, da meia esquerda do ataque do Celtics, colocou o time alviverde na frente em 77 a 71. A partir daí o Orlando fez uma corrida de 15 a 1 venceu a partida por 86 a 78.

Jameer Nelson (foto AP) foi o cara do final do jogo, embora Brandon Bass tenha sido mais consistente durante toda a partida. Nestes 3:20 minutos para a buzinada final, Nelson anotou dez dos 15 pontos do time da casa, sendo que seis deles vieram em duas cestas de três, a segunda delas colocando o time na frente em 80 a 77. Incendiou a maravilhosa Amway Arena da Flórida e embalou o time à vitória.

Mas eu disse que Brandon também jogou um bolão: 21 pontos e nove rebotes. Se você apenas olhar para os números, não vai se assustar. Por que 21 pontos e nove rebotes significam uma grande partida? Afinal de contas, outros tantos jogadores já fizeram isso e não deixaram a quadra nos braços de torcida e no foco da mídia. Eu respondo: eles são significativos porque vieram das mãos de Bass, um jogador mediano a quem muitos (inclusive eu) não dão nada.

Quando ao Boston, Nate Robinson no final foi um desastre. Rajon Rondo fez muita falta. Mas o time não perdeu por causa do baixinho campeão de enterradas. O time perdeu porque Ray Allen negou fogo: nove pontos. Perdeu também porque teve um aproveitamento pífio de 23,5% nas bolas de três: 4-17. E nos arremessos, de uma maneira geral, fez apenas 34,6%: 28-81. Perdeu porque nenhum jogador teve duplo dígito nos rebotes diante de um time que só tem um cara que sabe das coisas quando o assunto são as sobras, fundamento em que o Orlando bateu o Boston por 45 a 39.

O Orlando, até esses dois jogos contra San Antonio e Boston, vinha de uma sequência de quatro derrotas. E dos últimos nove jogos tinha vencido apenas um. Será que vai dar química?

Notas relacionadas:

  1. SEM VARRIDA
  2. A NOITE DE ORLANDO E BOSTON
  3. O GRUPO RACHOU, SÓ PODE SER ISSO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 NBA | 20:49

O GRUPO RACHOU, SÓ PODE SER ISSO

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As trocas que o Orlando fez ainda continuam me encafifando. Continuo sem entender. O time estava montado. Precisava apenas de um ala de força, pois, definitivamente, Rashard Lewis não rendia o mesmo de outras temporadas.

Envolvê-lo em uma troca era necessário, claro que sim. Mas não desmontar o time. Muita gente diz que a equipe vai se entrosar à medida que o campeonato for passando. Mas até isso acontecer o time pode perder um número elevado de partidas, comprometendo seu posicionamento nos playoffs.

O Orlando não é o Boston, um time que mesmo sem o mando de quadra pode surpreender. Se o Orlando jogar uma série de playoff em desvantagem diante do próprio Boston, Miami e até mesmo do Chicago, acho que dificilmente vencerá.

Por que isso ocorreu? A única explicação que eu encontro é: problemas de relacionamento. Nada além disso. Acho que o grupo rachou e perdeu o encanto — e com isso a química foi para o espaço.

De time que não perdeu nenhum jogo na “pre-season” e que começou a competição a todo o vapor (dos 12 primeiros jogos ganhou nove), o Magic hoje é um time normal, que só amedronta por causa de Dwight Howard. Perdeu seis de seus últimos sete confrontos.

Como disse ontem: ficou interessante em seu “backcourt”, mas o “frontcourt” é fraco. Só tem DH. Brandon Bass, por mais que esteja fazendo uma temporada interessante, não completa nenhum time que pretende ser campeão.

Continuo esperando pelos próximos passos do Orlando. As peças, como disse ontem, foram mal mexidas. O time ainda precisa de um ala de força e de um reserva para Howard.

Se esses reforços não chegarem o Orlando acaba atrás do Chicago. Aposto com quem quiser.

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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 Sem categoria | 16:49

ORLANDO: UM TIME PRONTO PRA SER CAMPEÃO

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Falta praticamente uma semana para começar a temporada. O canal de basquete deste iG vai postar nesta terça e quarta especiais com as duas conferências. Na quinta, vamos palpitar sobre individualidades: MVP, MOP, ROY, sexto homem, COY etc.

Estarei abrindo espaço neste botequim pra gente trocar ideia – como, aliás, sempre fizemos. Estou curioso pra saber o que vocês acham também.

Mas como ainda um dia nos separa deste calendário, vou gastar saliva da boa com o Orlando Magic. Luís Araújo, repórter do canal de basquete deste iG, postou nesta segunda-feira matéria mostrando que o Orlando está invicto em pré-temporadas desde 6 de outubro de 2008. Naquela data, o time foi batido em casa pelo Atlanta Hawks por 118 a 101.

De lá pra cá foram 19 partidas; 19 vitórias. Como este iG afirmou, neste momento, o Orlando é o melhor time da NBA.

Alguém pode desconsiderar o feito e dizer que pré-temporada não conta, pois os jogadores não dão tudo o que podem dar e os treinadores costumam deixar suas principais estrelas do lado de fora dos jogos a maior parte do tempo. Verdade; mas esta verdade também vale para o Magic.

Se todo mundo poupa seus principais jogadores, o Orlando também faz o mesmo. E isso o que quer dizer? Que os reservas do time da Flórida são competentes.

E como isso é verdade, fica muito claro que o Orlando é uma equipe equilibrada. Tem um quinteto muito, mas muito bom, com Jameer Nelson, Vince Carter, Brandon Bass, Rashard Lewis e Dwight Howard (foto Getty Images). Do banco vêm jogadores de muita qualidade, como J.J. Redick, Mickael Pietrus, Quentin Richardson, Marcin Gortat e Chris Duhon. Eles entram, os titulares descansam ou são poupados e o nível não cai de jeito nenhum.

Some-se a eles a mão firme e sempre competente do técnico Stan Van Gundy, homem que já conseguiu levar o Orlando a uma final de NBA, quando, há duas temporadas, o time foi batido pelo Lakers na decisão do título. Na passada, o time caiu diante do Boston na semifinal da Conferência Leste.

É claro que muitos times estão sendo montados para a próxima temporada e que o entrosamento, neste momento, não existe.

O Lakers, por exemplo, pegou Steve Blake, Matt Barnes, Theo Ratliff e os novatos Derrick Caracter e Devin Ebanks.

O San Antonio pegou nosso Tiago Splitter, Gary Neal, Marcus Cousins, James Gist e o “rookie” James Anderson.

O Boston trouxe Shaquille O’Neal, Jermaine O’Neal, Von Wafer e o novato Avery Bradley.

E o perdulário Miami, que foi às compras e não se preocupou em gastar, praticamente montou um time inteiro, capitaneado por LeBron James e Chris Bosh.

É certo que quando esses times estiverem afinados, vão crescer demais de produção. Mas a gente também sabe que entrosamento não se compra na farmácia; vem com o tempo – e às vezes nem vem, pois a química entre o grupo e o jeito de cada um jogar pode não aparecer.

Então, esta é mais uma vantagem do Orlando em relação a seus concorrentes: entrosamento já existente.

Longe de mim, no entanto, afirmar que o Magic é o grande favorito ao título desta temporada. Jamais faria uma afirmação dessas. O que digo, e com todas as letras, é que o Orlando começa na frente dos demais. Tem grupo forte, técnico competente, entrosamento e um elenco bem experiente.

Portanto, olho nele! É disso que eu falo.

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