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quinta-feira, 2 de abril de 2009 NBA | 15:12

ERRO GROTESCO

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Eu me pergunto: do que adiantou tudo o que o Charlotte fez em um tempo normal e em uma prorrogação? Nos segundos finais do segundo tempo extra, a defesa do Bobcats ficou completamente perdida no contra-ataque armado pelo Boston depois de Raymond Felton ter errado um arremesso a 11 segundos do fim.

O erro pior foi do ala Gerald Wallace, que tentou tomar a bola de Paul Pierce e deixou Ray Allen livre. Sabe o que aconteceu? Claro que vocês sabem, é público: Allen derrubou a bola tripla e colocou o Celtics na frente em 111-109 (placar final) e disse não ao adversário, que pretendia – e podia – ganhar a partida.

Eu me pergunto: como alguém pode deixar, segundos que sejam, um jogador como Ray Allen livre no momento decisivo (foto AP)? Ele já havia empatado a partida nos segundos finais da primeira prorrogação (101-101) e – o mundo está careca de saber –, é a principal opção ofensiva do Boston “down the strecht”.

Wallace deveria ter deixado Pierce no mano a mano com Boris Diaw, que contava ainda com uma provável ajuda do pivô Emeka Okafor. Diaw estava bem posicionado na marcação a Pierce e a chance de ele errar não era desprezível.

Mas Wallace optou pela ação do desarme e deu no que deu. A decisão do ala do Cats surpreendeu até mesmo Allen, que, após a partida, se disse surpreso ao se ver livre para o arremesso que destruiu o adversário.

“Eu realmente não esperava que Wallace me deixasse livre”, admitiu Allen depois do embate.

Inconformado, o técnico Larry Brown, do Charlotte, não conseguia entender por que não foi feita a falta em Pierce. “Tínhamos mais uma falta para fazer”, disse Brown.

E com três segundos para o final, depois de um pedido de tempo do Boston, o Cats voltaria com uma defesa mais bem posicionada, o que dificultaria o arremesso final.

A derrota representou um ponto final na sequência de vitórias do Charlotte. O time havia batido Philadelphia, fora, e Knicks e Lakers, em casa.

Estava empatado com o Chicago em número de derrotas. Agora tem 41, uma a mais que Bulls, que agradece Gerald Wallace.

PATINADA

Outro time que pisou na bola foi o Houston. Tudo bem que o jogo contra o Phoenix foi no Arizona; mas o Suns hoje é um time desfalcado no garrafão com a ausência de Amaré Stoudemire.

E os texanos têm um jogo interior forte com Yao Ming e Luis Scola. Por isso, não consigo entender a derrota por 114-109.

A partida foi muito igual; os números mostram isso. Shaquille O’Neal e Ming se anularam.

O problema é que Scola não conseguiu levar vantagem diante de Matt Barnes, seu marcador, na verdade um ala improvisado de ala de força, que mede apenas 2m01 de altura e não está acostumado à posição.

Baixo, como se vê, para a posição, cinco centímetros a menos que Scola, ala/pivô de ofício, acostumado às intempéries do garrafão.

A derrota do Rockets se deu exatamente aí.

DUELO

Dwight Howard e Chris Bosh, os dois pivôs do time dos EUA nos Jogos de Pequim, se encontraram ontem à noite em Orlando. Howard comportou-se como um ótimo anfitrião e estendeu um tapete vermelho para Bosh.

Esperto, o pivô do time canadense aproveitou-se das boas vindas e anotou 24 pontos e apanhou 12 rebotes. O ponto alto da gentileza de Dwight aconteceu quando faltavam 23 segundos para o final da partida.

Com uma marcação bem meia boca para quem é considerado o melhor pivô do mundo, Dwight possibilitou um arremesso para Bosh levar a vantagem do Raptors para três pontos: 98-95.

E o Magic não teve forças – e principalmente tempo – para reverter o marcador e ganhar uma partida que todos na franquia davam como favas contadas.

O prejuízo foi enorme, pois, com a vitória do Celtics diante do Bobcats, o Orlando perdeu a segunda posição no Leste para o Boston, que tem um melhor aproveitamento.

E é aquilo que a gente tem dito: a chance do Orlando num possível embate nas semifinais do Leste é ter a vantagem de quadra. Caso contrário, o Boston decidirá o título da conferência com o Cleveland.

ROTINA

O Lakers fez as pazes com a vitória ao bater o Milwaukee (foto AP) por 104-98. Mas não foi sossegado.

O time californiano esteve atrás no marcador no terceiro quarto, iniciou o último também em desvantagem, para tomar a dianteira quando faltavam 7:52 minutos para a buzinada final.

Dali para frente, não perdeu mais o controle do jogo. Mas voltou a mostrar aquela mesma indolência que tem marcado seus últimos jogos.

O primeiro tempo do Lakers foi preocupante do ponto de vista defensivo. Possibilitou ao adversário um aproveitamento de 56.8% de seus arremessos.

Mas esqueçamos os problemas do jogo de ontem. Vamos nos concentrar na notícia que vem de Los Angeles: Andrew Bynum está se recuperando mais rápido do que esperava de sua contusão no joelho.

E garantiu: volta nos últimos jogos da fase de classificação. Ou seja: daqui a uns dez dias no máximo.

Ele falou em duas semanas ao responder uma pergunta de uma fã que o encontrou na rua, ontem, após posar para uma fotografia.

Perguntou ela: “Quando você volta?”; respondeu Bynum: “Duas semanas”, para acrescentar, em seguida: “Tomara”.

E sorriu; para a fã e para sua boa situação.

APOSENTADORIA

Allen Iverson disse ontem que cogita se aposentar ao final desta temporada. Iverson já não é mais o mesmo, todo mundo sabe disso.

Mas ele ainda pode jogar em alto nível na NBA. Claro que não a ponto de levar nas costas – como fez no Philadelphia – uma equipe para disputar o título.

A decisão se deve ao fato de ele não querer se tornar gerente de banco. Ego inflado, quer ser titular.

Até aí tudo bem. O problema é que ele quer ser titular de um time de ponta.

Não dá mais.

Iverson pode ser “starter” de times que vão, no máximo, brigar pela oitava posição em sua conferência. Mesmo assim, se divertiria em quadra e ganharia mais dinheiro para uma velhice sossegadíssima – não dele, mas da quarta geração a partir dele, óbvio.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 28 de março de 2009 NBA | 11:33

SEM ZEBRA

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A galera do San Antonio, que delirava com a possibilidade de acabar em primeiro lugar no Oeste, deve ter despertado para a realidade neste sábado. Com a vitória do Lakers sobre o New Jersey por 103-95, os angelinos garantiram matematicamente a primeira colocação na conferência.

Portanto, que o San Antonio se preocupe com os times que vêm logo atrás; e que não são poucos. O Spurs vem segurando às duras penas a segunda posição há algum tempo.

Já chegou a perdê-la para Denver e Houston; mas bastaram poucas rodadas para recuperá-la novamente. Além dos dois adversários mencionados, Portland, Utah e New Orleans também ameaçam o alvinegro texano.

Já era sabido que o Lakers ficaria com a primeira colocação no Oeste. O Los Angeles sobra nesta conferência e só encontra adversários de peso no Leste.

Cleveland, Boston e Orlando, na ordem, são as franquias que podem atrapalhar os planos de Kobe Bryant e companhia nesta competição.

Não acredito que o San Antonio possa ser páreo para o Lakers numa provável final de conferência. O time ficou sem Manu Ginobili num total de 31 dos seus 72 confrontos nesta temporada; ou seja, quase que a metade deles.

Isso ocorre em dois momentos. No primeiro, “El Narigón” ausentou-se em 12 contendas (seis vitórias e seis derrotas); no segundo, em 19 (11-8).

No total, a equipe teve o seguinte desempenho: 17 vitórias e 14 derrotas; aproveitamento de 54.5%. O Lakers, por exemplo, tem um aproveitamento de 80.6%.

O que quero mostrar é que se os Três Tenores não estiverem afinados, o time desafina em quadra. Manu voltou, mas pergunto: quanto tempo precisará para entrar em forma?

O argentino não é mais nenhuma criança. Tem 31 anos. Demanda mais tempo a recuperação dos idosos; é a lei da natureza.

Mas tudo bem, vamos considerar que ele recupere aos poucos – até o final da fase de classificação – a sua melhor condição física. Mas a gente tem que considerar também o ritmo de jogo.

Quanto tempo Manu precisa para voltar a ser aquele jogador fantástico que a gente conhece?

Desconheço.

Ontem, na vitória sobre o Clippers por 111-98, ele jogou apenas 17 minutos. Três a mais do que na partida diante do Atlanta, que marcou seu regresso às quadras.

Volta, como vemos, em doses homeopáticas, como se diz por aí. Mais tempo do que isso pode ser uma ameaça e tanto para o seu tornozelo debilitado.

No primeiro combate, em quadras inimigas, que marcou seu retorno, Ginobili marcou apenas dois pontos. Ontem, jogando no familiar AT&T Center, deixou 14 pontos no aro adversário e deu ainda sete assistências.

A diferença entre um jogo e outro é muito grande. Seria um indicativo de que Manu já está quase que recuperado fisicamente e perto de seu ritmo ideal de jogo?

Não acredito. Mas isso, só o tempo dirá.

Vamos, pois, aguardar um pouco mais para conhecermos a resposta correta.

CONCERTO

Desde o final do “All-Star Weekend”, foi a primeira vez que o técnico Gregg Popovich pôde colocar em quadra os Três Tenores. O trio foi econômico em quadra: Tony Parker marcou 18 pontos, Manu Ginobili 14 e Tim Duncan 13.

Juntos, marcaram 45 dos 111 pontos da equipe. Ou seja: 40.5%.

Pouco, com disse. Mas o importante foi que os três voltaram a se reunir.

TUM-TUM

Por falar em argentino, Fabrício Oberto ficou de fora do jogo de ontem diante do Clippers. O coração voltou a bater descompassadamente.

Ficará com trajes civis até terça-feira, quando será examinado por um especialista. Por isso, não vai enfrentar o New Orleans amanhã, fora de casa, e Oklahoma City, no AT&T Center, na terça.

SOLO

Na vitória do Lakers sobre o New Jersey, quem brilhou foi Pau Gasol. O espanhol marcou 36 pontos, apanhou 11 rebotes e deu sete assistências.

Kobe Bryant foi um desastre. Anotou apenas 14 tentos e teve um desempenho paupérrimo nos arremessos: cinco certos em 19 tentados.

Mas o que contou mesmo foi o primeiro lugar, como disse, que o time obteve na Conferência Oeste. “Foi mais um passo em direção ao nosso objetivo”, disse Gasol, depois da partida.

E o objetivo, não é preciso ser Einstein para adivinhar, é o título desta temporada.

A vitória de ontem foi a quarta seguida fora de casa. Restam mais três jogos para a excursão ao Leste americano acabar.

Amanhã o time pega o Atlanta, na Georgia. Será o confronto mais complicado, pois na sequência vêm Charlotte e Milwaukee.

Se passar pelo Hawks, voltará intacto para casa.

AUSÊNCIA

Jê que mencionei o Atlanta, o time foi surpreendido pelo Boston ontem à noite diante de seus torcedores: 99-93. Digo surpreendido porque esperava uma vitória do Hawks, pois Kevin Garnett voltou a sentir dores no joelho e não entrou em quadra.

Sem ele, o Celtics tem se mostrado uma equipe irregular, incapaz, por exemplo, de bater o Clippers e até mesmo o Chicago – feito que o Lakers realizou jogando dentro do United Center.

Glen “Baleinha” Davis ocupou a vaga de KG e igualou sua melhor marca em pontos nesta temporada ao cravar 19 tentos na cesta adversária. Pegou também 12 rebotes.

Como tudo na vida, segundo o dito popular, tem o lado bom e o ruim, o doce sabor desta ausência de Garnett tem sido o desempenho de Davis. Ele tem dado conta do recado e deixado bem claro ao técnico Doc Rivers que é um jogador confiável.

Você esperava por essa? Eu não.

IMPORTÂNCIA

O Denver fez uma importante vitória ontem em Dallas. Mesmo sem Nenê Hilário, o Nuggets bateu o Mavericks por 103-101 e concretizou o plano traçado pelo técnico George Karl, que era vencer dois dos três confrontos fora do Colorado.

Não fosse o tombo diante do Phoenix, três seriam as vitórias.

O Denver ocupa a terceira posição na Conferência Oeste e mostra-se um time maluco.

No dia 1º. deste mês, perdeu para o Indiana, fora de casa. Na sequência, fez mais cinco jogos e venceu apenas um. Quer dizer: de seis embates, um triunfo.

Chegou a perder para o Sacramento!

Agora, em oito jogos disputados fez sete vitórias.

Dá para entender?

Eu não consigo, juro.

No jogo de hoje contra o Golden State, em casa, Nenê tem retorno garantido, pois já cumpriu os dois jogos de suspensão determinado pela NBA pela cabeçada em Louis Amundson, do Suns, e o enfrentamento com o árbitro que o expulsou do jogo referido.

RODADA

O New Orleans deu um mole danado ontem em Nova York ao ser derrotado pelo Knicks por 103-93. “Foi uma derrota terrível”, definiu o técnico Byron Scott. Se foi; com ela, o time deixa escapar uma vitória tida como certa e que o manteria em condições mais adequadas na briga por melhor posição na Conferência Oeste. O tropeço pode custar a perda do mando de quadra nos playoffs… O Charlotte segue sonhando com uma vaga para os playoffs. Fez ontem vitória significativa diante do Philadelphia, fora de casa, por 100-95. Boris Diaw (24 pontos) e Raymond Felton (20) foram os condutores do time… Com dez pontos e nove rebotes de Anderson Varejão, o Cleveland bateu com facilidade o Minnesota por 107-85. Foi a 11ª. vitória consecutiva do Cavs. LeBron James marcou 25 pontos, 12 rebotes e sete assistências.

Notas relacionadas:

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  2. A CULPA DE CADA UM
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de março de 2009 NBA | 11:19

DESTEMPERO FORA DE HORA

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O jogo acabou para mim quando faltavam 7:25 minutos para o final do terceiro quarto. Para minha estupefação, vejo Nenê dar uma cabeçada e um empurrão em Louis Amundson do Phoenix.

O oponente esparramou-se no chão; o pivô brasileiro foi expulso.

Para piorar, ainda confrontou-se, cabeça com cabeça (foto Reuters), com o árbitro Bill Spooner, responsável pela sua exclusão da partida.

Deverá ser punido rigorosamente pela NBA. Alguns jogos de gancho e multa pesada.

Na tentativa de entender o que houve entre eles, a tevê mostrou a jogada anterior, quando os dois se enroscaram e Nenê resolveu a parada usando de violência desnecessária.

Não sei o que aconteceu; o brazuca é boa praça, gente boa, como se costuma dizer popularmente. Mas fiquei estupefato, como disse, com o que vi.

Pra quê, Nenê?

“Nós temos que ser mais maduros emocionalmente”, afirmou, irritado, o treinador George Karl, depois da derrota do Nuggets para o Suns por 118-115.

Ser mais maduro emocionalmente é estar preparado para as provocações dentro de quadra. Nenê deve ter sido cutucado por Amundson.

Leio na edição eletrônica do diário “Arizona Central” declaração do pivô do Phoenix sobre o incidente: “Tenho feito alguns inimigos pela liga. Este é o meu jeito de jogar. Meu jogo é duro, é físico, e eu não me deixo intimidar por ninguém. Um monte desses grandalhões não gosta disso, quando outros jogadores os confrontam fisicamente. Eu não vou me deixar intimidar por ninguém. E isso frustra eles”.

Amundson é um pivô “soft”, pois é pequeno (2m06 e 102 quilos). Quando grandalhões tipo Nenê (2m11 e 114 quilos) se deparam com esse tipo de jogador (valente), sentem-se aviltados.

Mas quando o confronto corporal é entre eles mesmos – os grandalhões –, parece haver um acordo tácito e ninguém reclama do jogo físico. Mas quando vem um cara como Amundson, parece que a honra dos grandalhões está sendo questionada.

É isso, pelo menos, que eu deduzo quando leio o que disse o jogador do Phoenix. Mas é como Karl falou: jogador deste nível não pode ser tão imaturo como Nenê foi ontem à noite.

A ausência dele, com certeza, custou a vitória ao Denver. Quatro míseros pontinhos separaram o time colorado do triunfo.

Vejam o que disse Carmelo Anthony sobre a ausência de Nenê: “Nós sentimos falta dele [Nenê] em quadra. Nós precisávamos dele”.

Karl tinha computado como certa esta vitória nestes três jogos fora de casa. Antes de pegar o avião para o Arizona, o treinador do Nuggets disse aos jornalistas que o objetivo era retornar ao Colorado com dois sucessos.

Ele se referia, claramente, ao jogo de ontem, como disse, e ao encontro diante do Dallas. Aceitava a derrota contra o New Orleans.

Graças à imaturidade de Nenê, o Denver não pode pensar em outro resultado que não sejam vitórias diante de Hornets e Mavericks.

O que eu acho?

Difícil; o Denver não tem se mostrado um time preparado para vencer nenhum dos dois embates, pois faltam-lhe qualidades técnicas e emocionais.

Infelizmente.

(Não encontrei em nenhum lugar qualquer declaração de Nenê sobre o incidente.)

RECORDE

Dwyane Wade (foto AP) segue quebrando recordes. Na vitória de ontem do Miami sobre o Memphis por 94-82, o armador do Heat anotou 27 pontos e chegou a 2.064 nesta temporada,.

Isso significa 24 a mais do que ele próprio cravou no campeonato de 2005-06, até ontem recorde de pontos individuais de um jogador do Miami.

Com o resultado, o time da Flórida se sustenta na quinta colocação do Leste, com uma derrota a menos do que o Philadelphia.

SURPRESA

Pois é, jogando em Portland, o Philadelphia proporcionou a grande surpresa da rodada de ontem: bateu o Blazers por 114-108, com direito a uma prorrogação.

Com o triunfo, o Sixers somou sua terceira vitória nos cinco jogos disputados “on the road”. E neste pacote há um sucesso diante do Lakers por 94-93.

O time retorna hoje para a Filadélfia, onde realizará cinco de seus próximos seis combates. Não está matematicamente classificado para os playoffs, mas virtualmente sim.

E isso sem contar com Elton Brand, fora da temporada, o maior investimento feito pela franquia para este campeonato.

Até onde pode chegar esse time na fase decisiva? Semifinais, nada além disso – e olhe lá, pois o confronto deverá ser contra o Miami.

Mesmo com a vantagem da quadra, não acredito que o Sixers dobre o Heat na série melhor de sete. Playoff é o momento escolhido pelos grandes jogadores, como D-Wade.

MANEIRO

Kevin Garnett jogou ontem 18 minutos na vitória do Boston sobre o Clippers por 90-77. Nem precisava ficar mais tempo em quadra.

A menos que ele estivesse olhando para o próprio umbigo; não é o caso.

É óbvio que atuar por tão pouco tempo faz seus números despencar. Na temporada e na carreira.

Ontem, por exemplo, marcou 12 pontos e apanhou apenas dois rebotes. Números tímidos para um jogador de seu calibre.

Mas depois de ter conversado, temporada passada, longamente com Bill Russell – pra mim, e para muitos, o maior jogador depois de Michael Jordan na história da NBA –, KG (foto AP) deve ter entendido o que o veterano pivô do Celtics dizia sobre números, referindo-se aos recordes que Wilt Chamberlain quebrava a todo instante.

“Wilt bate recordes e eu ganho campeonatos”.

Sábias palavras, que hoje devem nortear o capitão do Boston.

KG pouco deve se importar com seus números e nem briga com o técnico Doc Rivers para ficar mais tempo em quadra. Sabe que o que vale são os campeonatos ganhos – e não os recordes quebrados.

Notas relacionadas:

  1. UM TIME FORA DO AR
  2. COISA DE TIME PEQUENO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 22 de março de 2009 NBA | 12:07

BULLS AFINA E LAKERS VENCE

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A afinada que o Chicago deu para o Lakers no último quarto constrangeu seguramente os 23.011 torcedores que ocuparam todos os lugares do United Center; sem contar os milhões de fãs espalhados pelos EUA e em todo o planeta.

Com Kobe Bryant descansando no banco de reservas, o Lakers fez uma corrida de 21-6 e liquidou o Bulls em 117-109. Constrangedor, como eu disse.

Jogadores que eu imaginava estarem preparados para levar a franquia a fazer aquele “upgrade” rumo ao amadurecimento mostraram que ainda são adolescentes. Falo de Derrick Rose (e nem poderia ser diferente, afinal é o primeiro ano dele como profissional), Ben Gordon e John Salmons.

São atletas importantes para jogos em um nível menor. Nas partidas onde o emocional fala tão ou mais alto que o lado técnico, eles mostraram claramente que não têm estofo para suportar a pressão.

Isso ficou visível no último quarto, quando o Chicago, que tinha o controle do jogo até aquele momento (vencia por 87-81, sendo que a última vez que ficou atrás no marcado foi a 4:52 minutos do primeiro quarto, quando o Lakers marcou 18-16), não resistiu ao emocional e sucumbiu diante de um time que tinha em quadra Jordan Farmar, Sasha Vujacic, Luke Walton, Lamar Odom (foto AP) e Josh Powell.

A 6:24 do fim, Kobe voltou ao jogo no lugar de Lamar e Pau Gasol na vaga de Walton, com o marcador em 102-93 para os angelinos. A diferença, que era de nove pontos, pulou para 16, caiu um pouco, mas os californianos não foram ameaçados em momento algum da metade do último quarto até a buzinada final.

EXCURSÃO

O Lakers começa com o pé direito sua excursão de sete pelejas longe de casa – mas não dos fãs, porque não importa onde o time joga, sempre há torcedores. Não foi diferente ontem em Chicago.

Na próxima terça-feira enfrenta o Oklahoma City; na quinta, sobe e vai até Detroit. No dia seguinte, encara o New Jersey. Descansa um dia e no domingo visita o Atlanta – este o jogo mais difícil “on the road”. No dia 31, pega o Charlotte e em primeiro de abril (sem piadinhas, por favor) mede forças com o Milwaukee.

Disse que o enfrentamento diante do Hawks é o mais difícil, mas a gente não pode desprezar o Detroit. A camisa dos “bad boys” ainda assusta.

Não digo que Kobe Bryant e companhia vão se deixar intimidar por ela e nem pelos fanáticos torcedores de Auburn Hills. Mas Kobe sabe muito bem que respeito é bom e todos gostam.

Meu balanço nesta excursão do Lakers: vence todos os jogos.

DESCANSO

Derek Fischer ficou de pernas cruzadas durante o último quarto. Não em quadra, óbvio, mas no banco de reservas.

Sentou-se, aliás, antes disso. Faltavam 4:35 minutos para o final do terceiro quarto quando cedeu seu lugar para Jordan Farmar.

Na vitória diante do Golden State, aconteceu o mesmo. Fish deixou o embate quando o cronômetro indicava que havia ainda 2:50 minutos para o final do penúltimo quarto.

Fish não é mais nenhuma criança. Idoso (34 anos), precisa repousar mais que os outros – principalmente quando está com o pé na estrada; o que é o caso.

Phil Jackson conta com seu jogo e sua experiência nos playoffs. Quando for possível, o armador ficará de pernas cruzadas no banco de reservas.

Quando for necessário, vai descruzá-las e vai para a quadra ajudar os colegas.

Ontem foi o dia em que P-Jax pôde deixá-lo zen, no banco. Jordan Farmar fez um período de jogo excelente e o adversário, ainda por cima, ajudou.

VANTAGEM

Ao final da vitória por 102-96 diante do Atlanta, LeBron James, já dentro do vestiário do Cleveland, declarou: “Nós queremos proteger nossa vantagem de quadra. Fomos capazes de fazer isso [diante do Hawks]. Tivemos muita energia [em quadra]”.

Pois é, ao contrário do que muitos imaginam e defendem, campeonato com playoff não cai no marasmo em sua parte final quando temos times já classificados. Os fanáticos pelos campeonatos de pontos corridos defendem essa tese – que é falsa.

O Cleveland, já classificado para os playoffs, luta com todas as forças para acabar em primeiro lugar na classificação geral. Para ter vantagem em todas as séries decisivas.

O Lakers faz o mesmo, embora às vezes dê a impressão de estar desinteressad0 – o que não é verdade.

O Boston ainda sonha com o primeiro lugar no Leste, mas está mais preocupado, no momento, com o Orlando em sua cola – ambos têm 18 derrotas. Se ficar para trás, jogará em desvantagem diante do Magic numa possível semifinal. E pode ser eliminado.

No Oeste, se o Lakers já se garantiu em primeiro lugar na conferência – embora não matematicamente –, San Antonio, Houston, Denver e New Orleans brigam pela segunda posição na conferência.

Por que isso ocorre na NBA e não ocorre no futebol? Simples, porque playoff é diferente do mata-mata.

No esporte bretão, com apenas dois confrontos, a surpresa pode acontecer. Até porque o primeiro jogo sempre é na casa do time com pior campanha.

Vencendo-o (e a chance de ganhar em casa é sempre maior, certo?) joga-se a segunda partida pelo empate diante de um adversário pressionado pela necessidade da vitória.

Uma estupidez.

Aliás, o futebol é um dos esportes mais estúpidos e incrivelmente o mais popular.

Isso me faz lembrar do genial Nelson Rodrigues, que dizia: “Toda unanimidade é burra”.

ENERGIA

O Cleveland matou o Atlanta no primeiro tempo. Quando o relógio marcava 8:56 minutos para o final do período inicial, o Joe Smith encestou uma bola dupla e levou o placar a 40-16 em favor do Cavs.

Ali, praticamente, acabou o embate.

Sim, pois o Atlanta teve de correr o tempo todo atrás da vitória (por favor, não digam atrás do prejuízo porque nenhum ser humano normal corre atrás do prejuízo, todos correm atrás do lucro) e o desgaste foi muito maior do que seria.

Mike Woodson, técnico dos visitantes, reclamou muito da arbitragem. Tomou duas faltas técnicas e, por isso, acabou expulso.

Ao final, ainda com o sangue quente, temendo falar bobagens e ser punido por isso, mandou seu auxiliar, Larry Drew, conversar com a mídia.

Al Horford, no vestiário, deu uma cutucada, talvez sem querer, no treinador. Disse ele: “Nós não deveríamos ter conversado com os árbitros [Mike Bibby e Josh Smith também foram punidos com faltas técnicas]. Deveríamos ter jogado bola”.

Palavras sábias que saíram da boca de um jovem jogador, mas que deveriam ter sido as primeiras que Woodson deveria ter dito aos seus atletas antes de o time entrar em quadra.

Há muitos treinadores “pilhados” nesta temporada. Isso não ajuda nada; ao contrário, alguns, como Woodson, acabam deixando o time na mão, sozinho em quadra, diante de um adversário faminto, como é o caso do Cleveland.

Isso foi fatal.

DISCRETO

LeBron James (foto AP) foi discreto no jogo de ontem. Marcou apenas 22 pontos, apanhou sete rebotes, deu cinco assistências e roubou três bolas.

Discreto?

Para um jogador comum, claro que não; para LBJ, claro que sim.

(Anderson Varejão contribuiu com seis pontos e oito rebotes)

BALEINHA

E não é que Glen “Baleinha” Davis tem-se mostrado eficiente com a bola nas mãos? Pois é; ontem, na vitória do Boston sobre o Memphis, no Tennessee (105-87), o balofo jogador do Celtics fez 24 pontos, seu melhor desempenho até hoje na NBA.

Acertou oito de seus 11 arremessos. Muito bom.

“A career night. Whoop-de-do. I hope I get another one soon”, disse Davis após a partida ao ser informado pelos jornalistas sobre sua pontuação recorde. Humilde, como vimos, ele disse esperar reproduzir, brevemente, esta performance.

Doc Rivers também; e espera ela que seja diante de um adversário mais gabaritado.

CHEERLEADER

Kevin Garnett jogou apenas 15 minutos na vitória do Boston sobre o San Antonio, na sexta-feira. Ontem, ficou em quadra dois minutos mais.

Está voltando aos poucos. Mas não se mostra menos feliz por isso.

Ao contrário; ele sabe que uma contusão no joelho pode trazer consigo sequelas, às vezes irreparáveis num curto espaço de tempo.

Depois da partida contra o Spurs, quando ficou quase que o tempo todo no banco, ele declarou: “Sou o melhor ‘cheerleader’ da liga. Só faltaram os pompons”.

Essa alegria é extremamente positiva num ambiente de trabalho de sucesso.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 21 de março de 2009 Sem categoria | 13:10

OS CRAQUES TAMBÉM ERRAM

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Acontece também com os grandes jogadores. Ontem Tony Parker foi a bola da vez.

O armador do San Antonio, um dos melhores da NBA, jogou fora uma vitória que seria de extrema importância para a equipe na briga pela segunda vaga do Oeste rumo aos playoffs.

A 49 segundos do final da partida, com o Boston na frente em dois pontos (76-74), o francês foi para a linha do lance livre e desperdiçou ambos. A sorte ainda não havia abandonado o par de Eva Longoria, pois no ataque adversário, Rajon Rondo errou o arremesso e Tim Duncan ficou com o rebote.

Parker, no ataque alvinegro, sofreu falta de Paul Pierce e foi novamente para a linha do lance livre. Errou outra vez os dois arremessos!

Desta vez, custou caro o desperdício. Com a posse de bola, o Celtics foi à frente e Glen “Baleinha” Davis encestou mais dois tentos num lindo passe de Pierce para o rechonchudo pivô do Boston, que estava aberto na ponta esquerda. O marcador saltou para 78-74, a cinco segundos do final da partida.

Parker jogou muito bem; até chegar aos dois lances mencionados, claro. Tinha feito 25 pontos, distribuído oito assistências e confiscado sete rebotes.

Mas quis o destino que Tony chutasse o balde ao final da peleja.

Acontece também com os grandes jogadores.

BRIGA

Com a derrota por 80-77 para o Boston, o San Antonio fica agora com duas a menos do que Houston, Denver e New Orleans. Ou seja: 23-25.

Há um chão razoável pela frente até terminar a temporada regular. Nada está garantido.

Na rodada de ontem, Houston, New Orleans e Denver saíram vencedores.

O Rockets recebeu em seu Toyota Center o raquítico Minnesota e venceu facilmente por 107-88. Mesmo com Yao Ming errando dez de seus 16 arremessos.

Como disse, o Wolves é frágil e não fizeram falta os tiros tortos do chinês.

Mas amanhã… bem, amanhã a história é outra; porque o adversário também será. A viagem é curta, de ônibus mesmo. Um tirinho, logo ali.

Sabe contra quem? San Antonio.

O jogo deste domingo; imperdível. Se Yao falhar como falhou ontem…

Mas dizia eu que o Denver também ganhou. E igualmente com um braço amarrado.

Ah se todos os adversários fossem iguais ao Washington… A vida seria repleta de alegria.

O Nuggets enfiou 116-105 no time da capital dos EUA.

Dois foram os destaques do time colorado: J. R. Smith, que anotou 40 pontos, sua melhor marca nesta temporada, e Chris Andersen, que cravou 18 pontos (seu melhor desempenho na carreira), 11 rebotes e seis tocos.

O interessante é que Chauncey Billups deu apenas sete tiros na partida. O fominha do J. R. não deixou ninguém mais arremessar. Estava “on fire”, como vimos.

Nenê jogou pouco: 27 minutos. Deixou a quadra quando faltavam 3:04 para o final do terceiro quarto. Não voltou mais; ficou descansando.

Seus números: 11 pontos, quatro rebotes e dois tocos.

Finalmente, na rodada de ontem, o New Orleans também ganhou e tirou proveito da derrota do San Antonio. Recebeu o fraco Memphis em sua New Orleans Arena e anotou 96-84.

Chris Paul foi uma vez mais o destaque do Hornets com 32 pontos, nove assistências, cinco rebotes e o mesmo número de desarmes.

Partidaço!

CALENDÁRIO

A agenda de jogos do San Antonio é um pouco complicada.

Recebe amanhã o Houston e mais pra frente o Portland e Utah. Vai jogar fora de casa contra New Orleans, Cleveland, Atlanta.

Perigo à vista.

Já o Houston visita o Spurs, como vimos, o Utah, Phoenix, Lakers e Dallas. Recebe Portland, Orlando e New Orleans.

Tabela complicada, bem mais do que a do San Antonio.

Quanto ao Denver, o time terá uma trinca de partidas bem indigestas. Jogará fora contra Phoenix, New Orleans e Dallas, na sequência, e ainda visitará Lakers e New Orleans.

Esquece, não oferecerá perigo ao San Antonio.

Finalmente, o New Orleans receberá, além do Denver, San Antonio, Utah, Phoenix e Dallas. Visitará Miami, Dallas, Houston e San Antonio.

Só trocará de lugar com os texanos se fizer um final de temporada como no ano passado.

Não acredito.

Os quatro tiros livres de Tony Parker não custarão caro ao Spurs.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 18 de março de 2009 NBA | 11:23

QUE TAL UM APERITIVO?

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O que foi aquilo que aconteceu ontem em Cleveland? Um aperitivo da final da Conferência Leste?

Pode ser – até p0rque o Boston, neste momento, está num estágio inferior aos dois times, principalmente ao Cavs.

Enquanto Kevin Garnett não voltar, a gente não vai ter idéia do potencial real do time de Massachusetts.

Ontem, nova derrota, desta vez diante do Bulls, em Chicago, por 127-121. O time despenca neste momento. Dos últimos cinco jogos, venceu apenas um (Memphis).

Foi dobrado por Orlando (em casa), Miami, Milwaukee e Chicago (todos fora), como vimos.

Neste momento, O Boston tem o mesmo número de derrotas do Magic (18) e algumas pedreiras pela frente, como dois enfrentamentos contra o Miami em casa e visitas espinhosas diante de San Antonio, Atlanta, Cleveland e Orlando, com quem o Celtics disputa neste momento a segunda posição do Leste.

A situação do Boston se parece com a do San Antonio. É óbvio que KG faz falta – assim como Manu Ginobili para o Spurs. Mas perder para Milwaukee e Chicago, mesmo sem sua estrela principal, mostra que o time é muito mais depende do jogador do que a gente imagina.

E nos faz questionar se realmente existe um Big Three em Boston. O time, ao que parece, está muito mais para um Big One.

Mas voltemos ao jogo de ontem em Cleveland.

Foi definido apenas no final, no melhor estilo do basquete, talvez o mais emocionante esporte do planeta.

E para a nossa satisfação, com a participação de Anderson Varejão. Sim, pois foi do capixaba o rebote ofensivo, a um minuto do fim, que ajudou a evitar a derrota do Cavs.

Depois que Delonte West falhou em um arremesso de três, com o Orlando na frente em um ponto (93-92), o brazuca foi lá e confiscou o ressalto ofensivo. Com a posse de bola, LeBron James (foto AP), o monstro da noite, assumiu o controle do ataque e acertou um tiro longo de três que, ao contrário de Delonte, atingiu o alvo.

A vitória do Cleveland sobre o Orlando por 97-93 foi a 30ª. dentro de sua Quicken Loans Arena. O time de Ohio só foi dobrado diante dos fãs pelo Lakers; portanto, venceu todos os seus adversários de conferência, creditando um ineditismo em sua campanha doméstica nesta temporada.

LBJ, como disse acima, foi um monstro. Anotou 43 pontos pela nona oportunidade neste campeonato (33ª. vez na sua carreira), apanhou 12 rebotes, deu oito assistências (novamente próximo a um “triple-double”), roubou quatro bolas e deu um toco.

Os seis erros cometidos são perfeitamente aceitáveis. Não apenas pelos números mostrados, mas principalmente porque a um jogador que tem a bola sob controle durante tanto tempo, a chance de errar é muito maior do que os demais.

Um monstro, como disse. Se alguém disser que é por isso que o escolhe como seu MVP da temporada, eu não vou questionar de jeito nenhum.

ARBITRAGEM

O Orlando reclama de duas marcações no momento crucial da partida. A principal delas foi os três segundos marcados contra Dwight Howard logo depois do tiro longo de LeBron James que colocou o Orlando na frente em 93-92.

Faltava meio minuto para o final da partida e o Magic poderia pontuar e voltar a comandar o marcador. Mas a violação foi marcada.

O que eu acho? Um absurdo, porque esse tipo de erro acontece às dezenas em um confronto de basquete e não são anotados regularmente.

O que parece é que a arbitragem escolhe o momento para marcá-lo. E se a minha impressão for verdadeira, o trio que trabalhou ontem em Cleveland fica sob suspeita.

Stan Van Gundy, técnico do Orlando, no calor de seu inconformismo, lascou o seguinte no vestiário após a partida: “Este é um dos motivos porque eles [Cleveland] estão com uma campanha de 30-1 quando jogam em casa”.

A outra reclamação ficou por conta de uma falta de Courtney Lee em cima de LeBron a oito segundos do final da partida. Para mim também não houve nada.

LBJ acertou os dois lances livres e colocou o Cleveland nos definitivos 97-93.

A arbitragem, então, definiu o jogo a favor do Cavs? Isso a gente não pode cravar como verdadeiro, pois os anfitriões estavam na frente em dois pontos (95-93) quando os dois equívocos aconteceram.

A gente não sabe se o Orlando iria pontuar novamente. E se isso não ocorresse e o Cavs venceria.

Mas que os dois equívocos ajudaram, isso ninguém, em sã consciência, pode contestar.

Não tem jeito: arbitragem caseira existe em todo o lugar do planeta e em qualquer modalidade esportiva.

QUÍMICA

O entrosamento que existe entre Anderson Varejão e LeBron James é visível. Além de os dois se darem muito bem fora de quadra, dentro dela se afinam sempre que o tempo é transposto.

A ponte-aérea entre os dois que culminou com a enterrada de King James no segundo quarto é um exemplo, que se completou quando LBJ devolveu o passe para o capixaba dar uma enterrada (foto AP), logo na sequência.

Já contei aqui neste botequim que o contrato do brazuca com o Cleveland dura mais uma temporada – além desta –, mas a próxima fica a critério de Varejão. Ele está livre para aceitar qualquer proposta.

Não acredito que o Cavs vá deixá-lo sair. Tenho certeza de que o brasileiro será um dos trunfos para fazer LeBron ficar em Ohio.

E vice-versa.

MÃOZINHA

O Philadelphia deu uma mãozinha – ou mãozona? – para o Cleveland na batalha pelo primeiro lugar geral desta temporada. O Sixers foi a Los Angeles e bateu o Lakers por 94-93 (foto AP) com uma cesta tripla de Andre Iguodala a um segundo do final da partida.

Com o revés, o Lakers tem agora 14 derrotas no geral, contra 13 do Cleveland. Mas a franquia da Califórnia tem a vantagem do desempate, pois venceu os dois confrontos entre ambos nesta fase de classificação.

Portanto, uma derrota a mais do Cavs coloca os dois times em igualdade, mas com o Lakers em vantagem pelo exposto no parágrafo anterior.

O Los Angeles voltou a dar mole. Ontem, estava 14 pontos na frente do Sixers no início do último quarto quando Jordan Farmar acertou uma bola de três e mandou o marcador para 76-62 para o time da casa.

Então, o velho apagão que a gente já cansou de ver nesta temporada voltou a acontecer em Los Angeles. O Sixers, depois desta bola longa de Farmar, fez uma corrida de 32-17 e ganhou a partida.

Isso fora de casa; isso diante de 18.997 torcedores adversários; isso diante do time de melhor campanha na temporada; isso diante de Kobe Bryant.

Se o Boston está superdependente de Kevin Garnett, o Lakers mostra o mesmo em relação a KB, apesar de nesta temporada a equipe estar mais balanceada. O camisa 24 fez apenas 11 pontos e mostrou um basquete de quem entrou em quadra adoecido.

Tudo bem que foi de Kobe a bola de dois, a seis segundos do fim, que deixou o Lakers na frente em 93-91. Mas no resto da partida ele não foi o jogador que eu tanto defendo neste botequim como o melhor do planeta.

Kobe não pode se desligar neste momento da competição. Todo jogo é importante e todo adversário tem que ser encarado como o Cleveland.

Isso vale para todo o time, aliás. Parece que ninguém deu importância para Iguodala no tiro decisivo. O jogador do Sixers estava 0-6 nas bolas de três antes de acertar o chute vencedor.

Trevor Ariza tinha que ser mais agressivo na marcação. Não foi; deu no que deu.

Lakers e Kobe, dois personagens amorfos num momento crucial do campeonato. E que pode custar caro às pretensões da franquia.

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segunda-feira, 16 de março de 2009 NBA | 14:31

AINDA HÁ ESPERANÇA

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Será?

Eu já disse algumas vezes aqui neste botequim que o Phoenix já tinha jogado a toalha.

Playoffs? Ano que vem.

Especialmente porque o time perdeu um de seus melhores jogadores – senão o melhor –, o ala/pivô Amaré Stoudemire. Sem um grandalhão qualificado no banco de reservas, o técnico Alvin Gentry mudou o esquema do time – passou a jogar com quatro abertos.

Com isso, a equipe ganhou em rapidez, pois Matt Barnes e Grant Hill se revezam na marcação interior.

Se não funciona como um relógio suíço, o Suns tem feito alguns bons resultados, como a vitória de ontem diante do Golden State, na Bay Area de São Francisco, por exorbitantes 154-130.

Além disso, o Dallas, o oitavo colocado na Conferência Oeste, oscila como o próprio Phoenix, o nono. O time texano perdeu os dois últimos jogos.

Com isso, a diferença de derrotas entre as duas equipes caiu para quatro. O Mavs tem 27 revezes na competição até o momento; o Suns acumulou 31.

Até o final deste mês, o Dallas terá mais sete jogos. Alguns bem complicados, como Cleveland e Atlanta fora de casa.

Nenhuma moleza, pois os demais confrontos serão contra Detroit, Golden State e Denver, todos em casa, e Indiana e Minnesota, fora.

Quer dizer, pelo calendário, não seria surpresa nenhuma se o Mavs fizesse apenas uma vitória, diante do Golden State.

Já o Phoenix terá igualmente sete pelejas até o final deste mês. Quatro serão em casa: Philadelphia, Washington, Denver e Utah, na sequência; em seguida, três viagens: Portland, Utah e Sacramento.

Desses encontros, o Utah, em Salt Lake City, e o Portland, no Oregon, são os mais complicados.

Quer dizer, pelo calendário, não seria surpresa nenhuma se o Suns computasse apenas duas derrotas.

Se isso acontecer, o Dallas pularia para 33 derrotas e empataria com o Phoenix. E ambos ficariam com 41 vitórias.

Neste momento, o Dallas leva vantagem de 2-1 no confronto direto. Há ainda mais um embate entre eles, marcado para o dia 5 de abril, no Texas.

Portanto, se o Phoenix quiser continuar sonhando com os playoffs, que cumpra o calendário estabelecido acima e vença seu confronto direto contra o Dallas, fora de casa.

Já o Mavs, se quiser deixar vivo o sonho da fase decisiva da competição, que melhore seu desempenho, contrarie o calendário de resultados que imaginei e faça nova vitória diante do rival.

Mas é bom que se diga: qualquer um dos dois que chegar aos playoffs, desembarcará pela classe econômica.

ABSURDO

A pontuação do jogo de ontem em Oakland foi uma exagero. Esteve mais para uma pelada de final de semana do que para uma partida entre profissionais da maior liga de basquete do planeta.

Os 154-130 impostos pelo Phoenix ao Golden State representaram o maior número de pontos somados desta temporada: 284.

Mas não é recorde da NBA.

O recorde pertence ao jogo entre Denver e Detroit, no Colorado, realizado no dia 13 de dezembro de 1983, quando o Nuggets bateu o Pistons por 186-184. Somados, chegamos ao impensável número de 370 pontos.

Mas é bom que se diga: três foram as prorrogações.

Ontem, na Oracle Arena, não houve tempo extra.

O recorde deste jogo ficou por conta dos 56 pontos que o Phoenix fez em contra-ataques. Nunca, desde que a NBA passou a computar essa estatística, em 1997, uma equipe tinha feito tantos tentos na transição ofensiva.

MÉDIA

Leandrinho Barbosa jogou quase 21 minutos. Anotou 22 pontos.

Ficou dentro da média dos últimos jogos.

O ruim é que o paulistano (foto AP) acertou apenas um de seus cinco chutes triplos, seu cartão de visita, como gosto de dizer.

APAGÃO

Alguém viu o jogo do Lakers contra o Dallas? Senão viu, eu conto, mas sem muitos detalhes.

Isso porque o que importa foi a desligada que o time deu no terceiro quarto, quando abriu uma vantagem de 15 pontos (81-66).

Os amarelinhos, que ontem jogaram de branco, pois era domingo, permitiram uma corrida de 29-8 ao Mavericks e ficaram atrás no marcador em 95-89, quando Brandon Bass acertou seu segundo lance livre, isso a 7:09 minutos do final.

Com a água batendo na bunda – e subindo perigosamente –, os jogadores acordaram e aí foi a vez de o Lakers realizar sua corrida. Esta foi de 18-5 e o resultado final foi de 107-100.

Desses 18 pontos, Kobe Bryant colaborou com 10 e terminou a partida com 28.

DEFESA

O mais importante sobre Kobe Bryant foi dito pelo comentarista Jeff Van Gundy, ex-treinador do New York e do Houston.

Disse Van Gundy: “O posicionamento defensivo de Kobe Bryant é um dos melhores de todos os tempos na história do basquete”.

Por essas e por outras ele é o meu MVP.

INACREDITÁVEL

Por mais que Kevin Garnett faça falta – e faz mesmo –, perder para o Milwaukee é o fim da picada. A derrota do Boston por 86-77 para o Bucks teve dois significados:

1) o Cleveland é o virtual campeão do Leste;

2) o Milwaukee segue mais vivo do que nunca pela última vaga da conferência.

O que aconteceu com o Celtics? Faltou desconfiômetro a dois de seus jogadores do “backcourt”, pois o time acertou apenas um de seus 12 arremessos de três pontos.

Ray Allen foi um desastre, não encestou nenhum de seus cinco tiros; Eddie House, outro que é bom de chute, fez 1-4.

Não há equipe que resista, muito embora a gente não possa deixar de ressaltar a boa defesa feita pelo time de Wisconsin.

CAMPEÃO

Já que falei do Cleveland, ontem o time, jogando em sua Quicken Loans Arena, somou sua 29ª. vitória em casa, onde perdeu apenas uma vez, para o Lakers. Ontem fez 98-93 diante do New York.

Mo Williams (foto AP), o melhor apoio de LeBron James, foi o cestinha do time com 23 pontos. LBJ ficou perto de mais um “triple-double”. Marcou 19 pontos, dez assistências e oito rebotes.

Do jeito que o time vem jogando e com a colaboração do Boston, o Cavs, como falei anteriormente, é o virtual campeão do Leste. Com esta vantagem, sinceramente, acho que os torcedores do Celtics verão a final desta temporada pela televisão.

Anderson Varejão mostrou a eficiência de sempre: oito pontos e nove rebotes.

Poderia ter fisgado pelo menos um no ataque.

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sexta-feira, 13 de março de 2009 NBA | 13:12

MARES TRANQUILOS

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Enquanto o San Antonio pena sem Manu Ginobili e o Boston sofre sem Kevin Garnett, o Lakers leva a vida numa boa sem Andrew Bynum.

Ontem à noite, no Texas, o time angelino deu nova demonstração de sua força. Encarou seu (provável) principal rival do Oeste e venceu com relativa tranquilidade por 102-95, apesar do final emocionante.

Kobe Bryant

O Spurs, mais uma vez sem o ala/armador argentino, novamente não foi páreo para o Lakers.

Dezenove são os jogos do Lakers sem Bynum; 15 foram as vitórias e apenas quatro as derrotas. Isso dá um aproveitamento de 78.9% (contra exatos 80% do momento), o que garantiria a segunda posição na classificação geral, uma vez que o Cleveland, o segundo colocado atualmente, tem 79.7%.

Já o San Antonio sofre com a ausência de Ginobili. Ontem completou seu 13º. embate sem seu camisa 20.

Mas esta não é a primeira vez no campeonato que o alvinegro texano se vê privado do jogador. No começo da competição, Gregg Popovich não pôde escalá-lo por 12 partidas.

No total, são 25 os enfrentamentos feitos sem Manu.

Na primeira parte, da dúzia de embates sem Ginobili, o aproveitamento foi de 50%; agora, já são 13 as pelejas, sendo que a derrota de ontem para o Lakers representou a quinta (contra oito vitórias) e desempenho de 61.5%.

Somando-se as duas inatividades, “El Narigón” deixou o San Antonio na mão em 25 jogos. Quatorze foram as vitórias e 11 as derrotas; aproveitamento de 56%.

Com um desempenho desses, estaria hoje fora da zona de classificação do Oeste, pois o Dallas, oitavo colocado, tem um desempenho de 61.5%.

O Boston sofre menos do que Lakers e San Antonio. Garnett ausenta-se do time há apenas nove partidas.

Sorte do Celtics, porque sem ele o time ganhou apenas cinco jogos. Sua performance foi de preocupantes 55.5%.

Se o comportamento fosse este desde o início do torneio, o time de Massachusetts estaria hoje apenas na quinta posição do Leste.

DETALHES

Neste período sem Andrew Bynum, o Lakers somou vitórias importantes. Todas fora de casa.

Num primeiro momento, logo depois de Bynum ter se contundido – portanto, ainda sob o impacto da perda de seu importante pivô –, o Lakers foi a Cleveland e impôs a primeira e única derrota ao Cavs dentro de sua Quicken Loans Arena.

Na sequência, viajou a Boston, onde foi massacrado pelo Celtics na final do ano passado, e bateu os anfitriões também.

Em Salt Lake City já esteve – e ganhou do Utah.

Agora, em sua turnê pelo Texas, passou pelo Houston e San Antonio, duas das principais forças do Oeste.

Já o Spurs, sem Manu Ginobili, sucumbiu diante de adversários como Milwaukee, Toronto e New York…

… enquanto que o Boston conseguiu a façanha de ser derrotado pelo Clippers!!!

DÚVIDA?

Com base nesses números, eu pergunto: alguém ainda duvida do poderio do Lakers? Alguém ainda acredita que o time não é a principal força da competição?

Se duvida, eu respondo: só pode ser preconceito e/ou fanatismo.

DIFERENÇA

É claro que não se pode comparar a temporada regular com os playoffs. Como Michael Jordan dizia, na fase decisiva é que você separa os homens dos meninos.

Mas o Lakers não é nenhum debutante em playoffs, como foi o New Orleans na temporada passada. O Los Angeles é a segunda franquia com mais títulos conquistados (só perde para o Boston) e a que mais vezes chegou à final da NBA.

Portanto, se atingir os playoffs com a melhor campanha da liga e jogando do jeito que está, entra, repito como o maior favorito ao título.

Por mais que o Boston tenha um sistema defensivo de encher os olhos; por mais que o San Antonio seja um time acostumado a decisões.

E por mais que LeBron James esteja jogando o fino da bola.

PLAYOFF

Com a vitória de ontem no Texas, o Lakers garantiu-se matematicamente na fase decisiva do campeonato. Juntou-se a Cleveland, Boston e Orlando, que já haviam atingido o objetivo.

Kobe Bryant voltou a ser o fiel da balança. O que dizer da bola de três que ele meteu logo depois de Tony Parker ter acertado uma tripla que deixou a diferença em dois pontos (95-93) a 2:19 minutos do final?

Foi o chamado “balde de água fria” nas pretensões dos texanos em virar o marcador.

George Hill, que marcava Kobe naquele momento, resignado após a partida, declarou: “Acho que fiz uma boa marcação [em cima de KB]. Mas é o Kobe, e ele faz grandes jogadas… Ele é mortal”.

Anteontem Ron Artest caiu na besteira de provocar verbalmente o camisa 24 do Lakers; ontem, Parker caiu na besteira de provocar esportivamente o camisa 24 do Lakers.

Os dois foram punidos por suas audácias.

O que fazer diante de Kobe Bryant?

PROVAÇÃO

Ano passado, Kobe Bryant foi anulado por Ray Allen na decisão do título. Na época, deixou claro que pode ser marcado. Mas, é bom lembrar, na ocasião o Lakers não tinha a sintonia que tem hoje.

E este conjunto harmônico de hoje, obviamente, facilita os passos de Bryant dentro de uma quadra de basquete.

Ele vai tirar proveito disso nos momentos decisivos.

Outro combustível é a desconfiança das pessoas em cima de seu poder de decisão deve martelar todos os dias a cabeça do melhor jogador de basquete da atualidade.

Sem Shaquille O’Neal você nunca ganhou nada – costumam dizer seus detratores.

Está chegando o momento de convencer os céticos.

CAVS

O Cleveland também teve seus problemas neste campeonato. Delonte West, um de seus principais jogadores, se contundiu e ficou 16 partidas do lado de fora.

Venceu 12 delas e perdeu apenas quatro. Aproveitamento de 75%.

Mostrou força.

Ganhou de gente como Portland e Utah, fora de casa.

Delonte já voltou. Ontem, infelizmente, numa jogada muito parecida quando se lesionou numa partida contra o Chicago, levou um tombaço do segundo andar e não entrou mais na partida.

É dúvida para o embate de hoje contra o Sacramento, na capital californiana.

Vencer é importante para seguir na briga, contra o Lakers, pelo primeiro lugar na classificação geral do campeonato, que daria, como sabemos, a vantagem de jogar mais vezes em casa quando os playoffs chegarem.

TRIPLE-DOUBLE

LeBron James voltou a fazer um triplo-duplo. Foi o terceiro seguido: 34 pontos, 13 assistências e 10 rebotes.

Outra alegria: LBJ venceu pela primeira vez em Phoenix. O time fez 119-111 e só resolveu a parada no último quarto.

Até então, o Suns tinha o controle do jogo.

Leandrinho Barbosa não jogou como de costume nesta nova fase sob o comando de Alvin Gentry. Errou demais.

Acertou apenas quatro de seus 16 arremessos e não encestou nenhuma de suas três tentativas triplas.

Terminou o jogo com 12 pontos.

Acontece.

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segunda-feira, 9 de março de 2009 NBA | 11:40

UM TIME SEM MEDO

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Eu avisei ontem: o Orlando não é o Cleveland e Dwight Howard não é LeBron James.

E não deu outra: o time da Flórida venceu (86-79) pela primeira vez a franquia de Massachusetts nesta temporada e diminuiu a diferença entre eles no campeonato.

O Celtics tem agora 15 derrotas na competição, contra 16 do Magic.

O grande nome do jogo, como previsto por todos, foi realmente Dwight Howard (foto Reuters). Mesmo tendo enfrentado problemas com as faltas – especialmente no primeiro tempo –, Howard fez 15 pontos e apanhou 18 rebotes.

Deu ainda cinco tocos.

Sem Kevin Garnett para ameaçá-lo no garrafão, Howard reinou soberano. Nenhum outro jogador do Orlando chegou a um duplo dígito nos rebotes e nem sequer perto dele.

Quem mais perto chegou de DH foi o polonês Marcin Gotart, que fisgou cinco ressaltos na partida.

Do lado do Boston, o técnico Doc Rivers fez um revezamento intenso para ver se controlava Dwight. Seus quatro grandalhões, Glen “Baleinha” Davis, Kendrick Perkins, Leon Powe e Mikki Moore, apanharam 19 rebotes, apenas quatro a mais do que o pivô do Magic.

Mesmo assim, no resultado final do duelo, o Boston levou vantagem por 44-36. Claro, apesar de gigante, Howard é um só.

Não encontrou eco em Rashard Lewis e nem em Tony Battie, que, juntos, apanharam apenas seis rebotes – três cada um.

Sem intensidade no jogo interior e com Paul Pierce numa tarde horrível (marcou apenas 16 pontos com desempenho fraco de 5-15 nos arremessos e 6-10 nos lances livres), o time ficou restrito a Ray Allen, que anotou 32 pontos.

Insuficientes diante do maior equilíbrio de jogo do Orlando.

O resultado, na verdade, engana um pouco, pois o time da Flórida chegou a ficar 22 pontos na dianteira do placar.

Finalizou a partida com sete pontos vantagem, que desmoronou graças à empolgação dos jogadores do Celtics, inflamados com os gritos dos 18.624 torcedores que lotaram o TD Banknorth Garden.

Com a vitória, o Orlando sustenta-se três jogos abaixo do Cavs, que tem 13 derrotas. As duas franquias vão jogar mais duas vezes nesta fase de classificação: dia 17 próximo, em Cleveland, e no dia 3 de abril em Orlando.

Mesmo que o Magic, que venceu o primeiro confronto entre eles por 99-88, em casa, vença os dois embates, o Cavs permanecerá à frente com uma derrota a menos.

Pelo tabela, os jogos mais complicados que faltam ao time de Ohio são: Phoenix (F), San Antonio (C) e Boston (C).

Já o Orlando terá de jogar contra o Detroit (F), Utah (C), Boston (C), Miami (F), Atlanta (F) e Houston (F).

Pela agenda, portanto, dificilmente o Orlando descontará esta diferença.

Cleveland e Boston vão mesmo brigar para ver quem ficará em primeiro lugar na Conferência Leste.

SUFOCO

Olhando apenas para o resultado da partida (109-101), parece que o Utah não teve tantas dificuldades diante do Toronto. Mas não foi o que aconteceu.

O Jazz passou boa parte do encontro atrás no marcador e só assumiu a liderança definitiva quando faltavam 6:31 minutos para o final da partida, com uma bandeja do russo Andrei Kirilenko: 94-93.

Ao contrário do que eu disse ontem, Chris Bosh jogou normalmente – onde eu estava com a cabeça quando “arrumei” uma contusão para o pivô? Quem não jogou foi Carlos Boozer, que torceu o tornozelo na vitória diante do Denver, na última sexta-feira.

Sem um dos dois melhores jogadores do time – o outro é Deron Williams, certo? –, o Utah não conseguiu impor seu jogo diante de uma das piores equipes da atual temporada. Prova disso é que Bosh anotou 30 pontos e apanhou 10 rebotes.

Mas a justificativa encontrada foi outra, segundo Deron (foto Reuters). Ele explica: “Foi muito complicado jogar às 12h30 [horário local] depois de ter deixado para trás dois fusos horários [Sal Lake City está duas horas atrás em relação a Toronto] e termos perdido ainda uma hora de sono por causa do horário de verão”.

Procedente? Claro que sim; Deron tem razão, pois, como disse há dois blogs, tudo isso pesa muito quando um time está “on the road”.

E o Jazz conseguiu superar a ausência de Boozer e os problemas com o relógio biológico e o de parede.

Com a vitória, já são 11 as vitórias consecutivas, o maior enfileiramento desde 1999.

Deron Williams foi o grande nome do Utah com 25 pontos e nove assistências. Mas foi importante também a produção de dois jogadores que vieram do banco: Kyle Korver, 20 pontos (seu recorde nesta temporada), e Kirilenko, 18.

Os dois juntos fizeram 38 tentos, contra apenas 17 dos reservas do Toronto.

O Utah pulou agora para a quarta posição no Oeste. Além da importância da sua vitória, contou também com a derrota do Denver para o Sacramento, que não passava pela cabeça de ninguém – nem mesmo do mais fanático torcedor do Jazz.

MEDÍOCRE

O Sacramento era o pior time desta temporada. Juntou-se ao Washington graças à vitória diante do Denver, ontem à noite, por 114-106.

Do Kings ninguém espera mais nada nesta temporada, mas do Denver há algumas expectativas. Diminuíram muito depois do que se viu na capital da Califórnia.

Antes mesmo, eu diria, pois o Nuggets despenca dramaticamente neste momento. Dos últimos dez jogos, perdeu sete e dos passados cinco enfrentamentos, ganhou só um. Não vence fora de casa há seis partidas.

O Denver é um bando correndo em quadra. “Foi uma das nossas piores derrotas nesta temporada”, lamentou Carmelo Anthony.

E foi mesmo; foi medonha.

O Denver jamais esteve à frente no marcador. E chegou a ficar 17 pontos atrás do então único pior time da temporada.

Olhando para Chauncey Billups, seu desempenho ontem foi muito bom. Jogou como um armador, pois terminou a partida com 22 pontos e oito assistências.

O mesmo a gente não pode dizer de Nenê (foto AP). O são-carlense voltou a ser ignorado por seus companheiros especialmente no segundo tempo.

Irrita-me esta indiferença. Falo isso não por Nenê ser brasileiro; falo isso porque o pivô tem qualidades que deveriam ser mais exploradas.

O brazuca, como sempre acontece, é bastante envolvido no jogo durante o primeiro tempo. Tanto que fez dez de seus 14 pontos no período inicial.

No segundo, é quase sempre esquecido.

Mesmo assim, não desiste jamais – afinal, não é ele brasileiro?

NORMALIDADE

Não falei que o San Antonio não iria precisar de um tiro milagroso de Roger Mason nos segundo finais para superar o Phoenix?

É certo que o jogo foi mais difícil do que eu esperava, mas o Spurs, mesmo sem Manu Ginobili – foi o 11º. jogo consecutivo sem o argentino –, venceu por 103-98.

Com a estonteante Eva Longoria (foto AP) nas poltronas do AT&T Center, Tony Parker ganhou combustível a mais e foi o grande nome da partida. Marcou 30 pontos e distribuiu nove assistências.

Foi o quarto jogo dos últimos oito que o francês marcou 30 ou mais pontos. Por isso mesmo, sua média de pontos, desde o “All-Star Weekend”, pulou para 25.6 por partida.

O San Antonio não teve apenas de conviver com a contusão de Ginobili – deve ficar ainda mais uma semana em tratamento. Tim Duncan guerreou contra Shaquille O’Neal e uma contusão no joelho.

Por causa dela, viu seu desempenho desmoronar no segundo tempo. No primeiro, marcou 13 pontos e apanhou 12 rebotes. No final, adicionou apenas mais quatro tentos e três ressaltos.

Do lado do Phoenix, Steve Nash foi o grande nome. Finalmente o canadense naturalizado (nasceu na África do Sul) se tocou que uma de suas funções é criar condições favoráveis para que seus companheiros pontuem.

Deu 11 assistências.

Leandrinho Barbosa também merece ser ressaltado. O paulistano marcou 20 pontos.

Está mais à vontade em quadra; mais confiante também. Afinal, tem sido mais envolvido nos jogos depois que Alvin Gentry assumiu o comando da equipe.

Nos tempos de Terry Porter, Barbosa tinha médias de 12.8 pontos por jogo e uma permanência em quadra de 23 minutos.

Com Gentry, sua pontuação subiu para 19.2 e seus minutos cresceram para 34.

Pena que a contusão de Amaré Stoudemire tenha diminuído barbaramente as chances de classificação da equipe para os playoffs.

Atualmente, o Suns está com 29 derrotas, quatro a mais que o Dallas, o oitavo na Conferência Oeste.

Sinceramente, acho muito difícil o Phoenix reverter o quadro. O time não tem ninguém para o lugar da Amaré e a improvisação de Grant Hill na posição é risível.

Notas relacionadas:

  1. CUIDADO COM O FALCÃO
  2. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  3. DECISÃO ACERTADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 7 de março de 2009 NBA | 14:06

SEQUÊNCIA MANTIDA

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Já são dez os triunfos seguidos. Desde 2 de fevereiro passado, a campanha é de 13 vitórias e apenas uma derrota.

O Utah ganha corpo no momento mais importante do campeonato: sua segunda metade. Foi assim com o New Orleans na temporada passada.

Penso que será o mesmo com o Jazz neste campeonato.

A vitória de ontem diante do Denver por 97-91 mostrou como o time está sólido neste momento. Deu um grande vacilo no primeiro tempo, quando virou atrás em 47-37; chegou a perder por 19 pontos de diferença. Mas bastou o intervalo chegar para o técnico Jerry Sloan corrigir os defeitos do time e a virada acontecer.

Deron Williams (foto AP) foi o ator principal do novo roteiro escrito no segundo tempo. Fez 12 de seus 25 pontos neste período e com segurança conduziu seus parceiros em quadra.

Terminou a partida com 11 assistências. Foi, aliás, o 11º. jogo seguido que o armador tem um duplo dígito neste fundamento.

Acredito que não é exagero algum dizer que, este exato momento, Deron é o armador que melhor joga na NBA. Deixou Chris Paul para trás.

O panorama é favorável, também, porque Carlos Boozer encontrou seu “time” de jogo. Ontem fez nove pontos – poderia ser mais, concordo –, mas apanhou 16 rebotes, transformando-se no reboteiro do jogo.

Mas o Utah não se limita apenas aos dois medalhistas olímpicos. Tem mais gente da pesada jogando com a camisa alviceleste.

Como na vitória diante do Houston, Ronnie Brewer voltou a ser importante. Deixou a quadra com 16 pontos.

É hoje o melhor apoio que Williams e Boozer precisam.

Os demais também não desapontam de jeito nenhum.

Quando o time estava 17 pontos distante do Denver (bandeja de Nenê seguida de falta que foi convertida; 47-30), foi feita uma corrida de 17-0, entre o final do segundo quarto e o começo do terceiro, onde nada menos do que seis jogadores pontuaram: Andrei Kirilenko e Brewer anotaram quatro pontos cada um, Paul Millsap fez três e Mehmet Okur, C. J. Miles e Williams contribuíram, individualmente, com dois.

Isso deixa bem claro que o time não está apenas nas mãos de um ou outro jogador.

Nunca é demais repetir: fiquem de olho no Utah.

DESAFIO

A partir de amanhã o Utah terá um novo desafio pela frente: cinco jogos fora de casa, todos na Costa Leste – e tudo em uma semana.

O Toronto será o primeiro adversário. Depois vêm Indiana, Atlanta, Miami e Orlando.

Isso significa noites mal dormidas, seguidas viagens de avião e ter de enfrentar não apenas o oponente em quadra, mas também seus fanáticos torcedores.

É chegado o momento de o Jazz carimbar sua nova fase. Sim, pois dos 14 encontros desde o dia 2 de fevereiro, apenas quatro foram no campo inimigo.

QUEDA

Se o Utah cresce no momento oportuno, o Denver decresce. Dos últimos nove jogos, perdeu seis.

Não vence fora de casa há cinco partidas. Seu último sucesso longe dos fãs aconteceu no dia 18 de fevereiro quando suplantou o Philadelphia por 101-89.

De lá para cá, tombou diante de Chicago, Milwaukee, Indiana, Detroit e ontem contra o Utah.

Como a gente bem sabe, é depois do “All-Star Game” que o campeonato ferve. A partir de agora os times engatam a quarta marcha para tentar a quinta quando os playoffs chegarem.

O Denver vinha tranquilo. Bruscamente, reduziu para terceira e segurou seu desenvolvimento na competição.

O time joga errado, já disse isso aqui em nosso botequim. Chauncey Billups é o maior responsável pelo atual declínio do Nuggets, pois arma o jogo para ele e não para os companheiros, como sua posição exige.

Ontem, deixou a quadra com ridículas duas assistências. Se ele compensava esse equívoco pontuando, ontem foi uma lástima em seus arremessos: 5-17, sendo que em bolas de três ele anotou 2-6.

Acabou o jogo com apenas 12 pontos.

Nenê também foi de pouca ajuda ofensiva, pois anotou apenas dez pontos. Nos rebotes, pegou quatro. Fez o bloqueio dentro do garrafão defensivo com a mesma eficiência de sempre, tanto que Renaldo Balkman fisgou nada menos do que 15 rebotes, mas precisa ser mais ganancioso atrás das sobras, todos nós já dissemos isso aqui.

Carmelo Anthony fez 20 pontos, mas deixou claro, uma vez mais, que nos grandes jogos ele não faz tanta diferença a favor de seu time. É corajoso, busca a bola o tempo todo, mas sua eficiência não é a dos grandes jogadores, como Kobe Bryant, LeBron James e Paul Pierce.

TABU

Por falar em LeBron James, o Cleveland foi derrotado pelo Boston em Massachusetts. E o adversário jogou sem Kevin Garnett, um dos Big Three.

Foi a oitava derrota consecutiva do Cavs no TD Banknorth Garden. Dos últimos 21 embates, perdeu 17 para seu maior rival dentro da Conferência Leste.

Desde que o Boston contratou KG e Ray Allen, LeBron nunca venceu no parquete batizado como Red Auerbach.

O jogo de ontem e o resultado (105-94) deixaram claro que se o Cleveland não confirmar a liderança da conferência, dificilmente chegará à decisão do título. Falta alguma coisa para o time quando enfrenta o Boston fora de casa.

Parece estar virando trauma. E tem afetado LBJ.

Nos primeiros oito minutos de bola quicando, King James cometeu nada menos do que três erros. Findado o primeiro tempo, ele tinha quatro erros, o mesmo número de assistências e rebotes, e seu aproveitamento nos arremessos era muito ruim: 2-7.

É nítido que LeBron não se sente à vontade no lar do Celtics. Terminou a partida com 21 pontos, mas com um desempenho fraco nos arremessos: 5-15, sendo 2-5 nas bolas de três.

PRODUTIVO

Anderson Varejão foi bem produtivo ofensivamente. Marcou 15 pontos. Três deles em um ataque que começou com uma cesta e terminou com um lance livre de bonificação.

Naquele momento, (6:56 para o final do terceiro quarto) o Cavs conseguiu empatar a partida em 57 pontos. Crescia no jogo, mas o Boston apertou a defesa e acabou o período na frente em 78-69.

O ritmo foi mantido nos 12 minutos finais, a diferença pulou para 14 pontos, mas acabou em 11.

Ah, o capixaba pegou também cinco rebotes.

PROTETOR

Foi muito legal a atitude de LeBron James quando Glenn Davis foi cafajeste com o brazuca. Varejão tentava uma infiltração buscando a cesta, e a baleinha do Boston deu-lhe uma bela porrada, covarde, é bom que se diga ((foto AP).

LBJ foi em disparada em direção a Davis, empurrou-o e deixou claro que no amigo brasileiro ele não tocaria mais a mão.

A baleinha deu uma afinada legal.

Por essas e por outras que LBJ cresce no meu conceito. Além de extraordinário como atleta, é parceiro.

DEFESA

Depois do jogo, dizendo-se arrependido, a baleinha disse: “Não tive intenção de machucar ninguém”. E não citou o nome de Varejão.

Como disse, cafajeste.

MARCA

O Lakers é o primeiro time desta temporada a atingir a marca de 50 vitórias. Com ela, mantém a liderança em relação a Cleveland e Boston.

Doze são as derrotas do Lakers, contra 13 do Cavs e 14 do Celtics.

A vitória de ontem veio com facilidade: 110-90 diante do Minnesota. Foi tão mole que todos os titulares ficaram no banco de reservas no último quarto, deixando, como tem acontecido com frequência nesta temporada, o jogo completamente sem graça.

A se registrar apenas o duelo nos rebotes: mesmo sem Al Jefferson, o Wolves superou o Lakers amplamente em 54-41. E não me venham dizer que isso aconteceu porque no período final os reservas estavam em quadra, pois nos 12 minutos restantes o duelo foi favorável ao Minnesota em 14-13.

Phil Jackson deve ter ficado P da vida quando viu a estatística.

Eu ficaria.

FORA

O Phoenix navega, a todo o vapor, na direção oposta à dos playoffs. Ontem foi derrotado pelo Houston por 116-112.

Com mais esta derrota – a terceira seguida –, fica a três do Dallas, o oitavo colocado na Conferência Oeste.

O esforço de Leandrinho Barbosa, que anotou 24 pontos, não foi suficiente para evitar outro revés. Também pudera, o armador do time, Steve Nash, teve olhos apenas para a cesta e nem reparou nos companheiros.

Arremessou nada menos do que 27 bolas contra o aro texano, batendo o recorde de tentativas em sua carreira na NBA.

Pode?

ANIVERSÁRIO

Shaquille O’Neal fez ontem 37 anos. Idade cronológica, pois mentalmente deve ter uns 14, 15 anos, no máximo.

Parece criança brigando e batendo boca com meio mundo na NBA. A última que ele aprontou foi chamar Chris Bosh de RuPaul.

Para que não sabe, o referido personagem é um travesti californiano.

Como disse, uma criança de 2m16 de altura e 37 anos de idade.

Uma lástima.

DENTRO

O Chicago fez uma vitória importante diante do Milwaukee: 117-102. Com ela, passou a ocupar a oitava vaga na Conferência Leste.

O “backcourt” titular, formado por Derrick Rose e Ben Gordon, anotou nada menos do que 61 pontos, mais da metade da pontuação da equipe.

Gordon (foto AP) fez 34 pontos e deu sete assistências; Rose marcou 27 e distribuiu um passe certeiro a menos.

A atuação dos dois explica o motivo de John Paxson, GM do Bulls, estar atrás de um grandalhão e não de um baixinho para reforçar a equipe. Como se sabe, o Chicago, ao final da próxima temporada, vai com tudo para cima de Chris Bosh para dar força ao seu jogo interior.

Mas tem que renovar com Gordon, senão de pouca valia será a contratação de Bosh.

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  1. NOITE VERDE E AMARELA NA NBA
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  3. DECISÃO ACERTADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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