Publicidade

Posts com a Tag Boston

terça-feira, 4 de novembro de 2008 NBA | 12:43

VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS

Compartilhe: Twitter

Anderson Varejão (foto Reuters) jogou muito ontem na vitória do Cleveland diante do Dallas (100-81). Se a gente for olhar apenas para os números, pode ficar um pouco desconfiado. Afinal, foram apenas dois pontos e seis rebotes. Mas o olhar atento à estatística final vai observar que o capixaba também roubou quatro bolas. E em momentos cruciais da partida.

Mais do que isso: anulou Dirk Nowitzki, a arma do Mavericks. O alemão acertou apenas três de seus 11 arremessos. Arremessou pouco, como podemos ver, pois não encontrou espaços para isso. Quando foi marcado por Varejão errou todos seus chutes. Nowitzki tem 2m13 de altura; o brasileiro tem 2m11. A diferença é mínima. Além disso, o ala do Cavs é rápido o suficiente para recuperar-se de um drible ou de um corta-luz.

Vendo o desempenho de Varejão diante de Nowitzki, é claro que logo me veio à mente o Pré-Olímpico de Atenas, quando o Brasil foi eliminado pela Alemanha. A mim ficou claro que se AV tivesse jogado contra os alemães, nossas chances aumentariam muito. Se Nenê e Leandrinho também, teríamos eliminado os germânicos.

MVP

LeBron James teve atuação ontem digna de um MVP. O lance livre, que é o seu maior problema, funcionou. Foram 13 certos em 15 cobrados (86,6%); excelente. Deixou a quadra com 29 pontos, oito rebotes, três assistências e dois desarmes. Foi decisivo nos momentos certos da partida.

Justiça seja feita: os 14 pontos de Mo Williams foram igualmente importantes. O armador do Cavs comandou em quadra uma corrida de 13-0 em cima do Dallas no instante em que LeBron estava no banco.

Isso ajuda; e muito. “É o que eles esperam de mim”, respondeu Williams quando perguntado sobre sua performance. E é o que ele espera dar em troca ao time que foi buscá-lo no Milwaukee na “offseason”.

ROBOCOP

Pouco antes do jogo do Cleveland, assisti a vitória sofrida do Orlando diante do Chicago por 96-93. Fosse o Bulls um time mais entrosado e com Derrick Rose já mais acostumado com o jogo da NBA e o ex-time de Michael Jordan poderia ter vencido a partida, mesmo jogando na Flórida.

Mais uma vez Dwight Howard sobrou em quadra. Foram 22 pontos, 15 rebotes e cinco tocos em 39 minutos de partida. Por falar nos “blocks”, Howard lidera este fundamento no atual campeonato com uma média de 4,5 por partida.

Dwight, apesar dos seus 2m11 de altura, tem a movimentação e a agilidade de um ala. Pesa 120 quilos; massa pura, não há sobra em seu corpo.

Parece o Robocop.

RABEIRA

Quem é o pior time da NBA no momento? Clippers ou Sacramento?

As duas equipes da Conferência do Oeste não venceram nenhum joguinho sequer até o momento. Foram quatro derrotas.

O Clippers tem potencial de crescimento, pois Baron Davis e Marcus Camby, ao lado de Cutino Mobley, podem tirar o primo pobre de Los Angeles da rabeira. Mas nada de playoff. Quanto ao Sacramento, deve duelar com o Charlotte para ver quem será, de fato, o pior time da NBA nesta temporada.

Além dos dois, quem também ainda não venceu na competição foram Washington e San Antonio, ambos com duas derrotas. O Spurs pode fazer sua primeira vitória esta noite em seu AT&T Center, quando recebe o Dallas, num dos clássicos texanos. Já o Wizards terá de esperar até amanhã, quando vai a Wisconsin enfrentar o Milwaukee, que pode jogar sem Michael Reed, contundido.

JOGAÇO

Esqueça o clássico entre San Antonio e Dallas. O jogo desta noite será também realizado no Texas, mas em Houston, quando o Rockets recebe o Boston. No campeonato passado, quando esse clássico aconteceu no sul dos EUA, o Celtics acabou com uma invencibilidade de 22 partidas dos texanos.

O resultado da partida: 94-74. Um massacre. Mas, é sempre bom lembrar, o Houston jogou sem Yao Ming, que se recuperava de uma fratura por estresse na perna. Hoje, com o chinês e Luis Scola em quadra, Kevin Garnett e Kendrick Perkins terão muita dificuldade.

O embate colocará frente a frente dois dos favoritos ao título. O Celtics mais do que o Houston, mas a equipe de Tracy McGrady entra forte neste campeonato, ainda mais depois da contratação de Ron Artest.

Por falar nele, será um duelo e tanto contra o falastrão do Paul Pierce, que se autodenomina o melhor jogador de basquete da atualidade. Bobagem, todos sabem que o Pelé de hoje é Kobe Bryant

A partida começa às 23h30 de Brasília. E quem tem o NBA League Pass vai dormir depois das 2h da manhã.

TROCA-TROCA

Bem, consumada a troca entre Denver e Detroit – Allen Iverson por Chancey Billups, Antonio McDyess e o “rookie” Cheikh Samb –, algumas observações a fazer.

Do lado do Detroit, Joe Dumars, presidente da franquia, disse que o negócio dará força à equipe. Tenho dúvidas, sinceramente. Iverson está com 33 anos e até hoje não compreendeu que o basquete é um jogo coletivo. Ele precisa de uma bola nas mãos e outra para o resto da equipe. É difícil no trato por causa da soberba. Em Denver, nunca foi paparicado como na Philadelphia, onde era o dono do time. No Colorado, o patrão da quadra é Carmelo Anthony. Por isso, nunca sentiu-se confortável.

Como será em Detroit? Bem, em Michigan não há nenhuma prima-dona. Pode ser que lá ele seja bajulado do jeito que gosta. Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rasheed Wallace, as estrelas da franquia, não ligam para isso, o que pode ser bom para AI.

Quanto ao Nuggets, a volta de Billups a Denver, onde nasceu, é um ótimo negócio para a franquia. Trata-se de um grande jogador e de caráter inquestionável. Joga em equipe e, quando preciso, sabe assumir o controle do jogo. Com ele em quadra Carmelo poderá crescer, pois Billups é mestre em encontrar companheiros desmarcados.

Antonio McDyess deverá ser dispensado. O jogador já declarou que em Denver não joga. Tem mais dois anos de contrato, onde está previsto que vai receber US$ 13,5 milhões. Negocia a liberação. Deve aceitar receber uma merreca para poder voltar ao Detroit, onde quer jogar.

Alguns dizem que o que o Detroit fez foi liberar Billups, que cumpria o segundo ano de seu contrato de quatro num total de US$ 46 milhões. E mais: que o time não tinha mais onde crescer. Pode ser, pode ser; mas Dumars poderia ter feito um negócio melhor.

Ah, se não der certo, este é o último ano do contrato de Iverson e no final da temporada abre-se no “cap” da franquia US$ 20,8 milhões, os vencimentos do armador para esta temporada. Também é verdade.

O que fica claro para mim é que o Detroit abre mão desta temporada em nome do futuro – que, como muitos gostam de dizer, a Deus pertence. Na “offseason”, Dumars não foi habilidoso para montar um time competitivo – aos olhos deles, diga-se – e, sem grandes opções, aceitou fazer este negócio.

Aos meus olhos, um péssimo negócio.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
  3. LEANDRINHO, VAREJÃO E O SHOW DE CHRIS PAUL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 3 de novembro de 2008 NBA | 11:33

GARNETT É FÃ DE RONALDINHO GAÚCHO

Compartilhe: Twitter

O futebol está virando moda nos EUA. Entre os jogadores de basquete, quero dizer.

Um dos mais novos amantes do “soccer” é o ala/pivô Kevin Garnett, do Boston. Sabe como ele se deixou contagiar? Vendo vídeos do Ronaldinho Gaúcho pelo Youtube.

Quando o Brasil jogou contra o México em Boston, em setembro do ano passado, Garnett estava entre os 67.584 torcedores que lotaram o Gillette Stadium. Deixou o local feliz da vida, especialmente porque o Brasil bateu o México por 3-1, mas sem direito a gol de Ronaldinho Gaúcho.

Os gols foram marcados por Kleber (Santos) aos 44’1º, Kaká aos 32’2º e Afonso (Middlesbrough, na época jogador do Heerenveen da Holanda) aos 41’2º. O Brasil jogou com Júlio César, Daniel Alves (Maicon), Lúcio, Edu Dracena e Kléber (Gilberto); Gilberto Silva (Josué), Mineiro, Kaká (Júlio Baptista) e Ronaldinho Gaúcho; Vágner Love (Elano) e Robinho (Afonso).

Embora goste de Ronaldinho Gaúcho e da seleção brasileira, KG é torcedor do Chelsea. Tudo por conta da admiração que tem pelo futebol do marfinense Didier Drogba.

O encanto de KG com o futebol é tamanho que ele passou o verão norte-americano jogando bola no campo que mandou fazer no quintal de sua casa, em Wayzata, Minnesota. Segundo Garnett, jogar futebol na “offseason” virou uma febre entre alguns jogadores da NBA por conta de Steve Nash, que para manter a forma nas férias joga o esporte bretão.

Nash, sul-africano naturalizado canadense, é filho de pai inglês. Por isso a paixão pelo futebol.

Lembra daquele jogo beneficente que o armador do Phoenix fez em Nova York e que o Leandrinho participou logo depois de ter pedido dispensa da seleção brasileira alegando contusão? Pois é, KG também foi convidado. Mas disse não. Sabe por quê? Porque queriam que ele jogasse como goleiro.

E no gol eu não jogo, disse KG. “Eu não tenho a habilidade dos atacantes”, reconheceu o jogador do Celtics; mas queria ter. “Não acho legal ficar só passando a bola para os outros, quero ter liberdade para chutar a gol”.

Ora, KG, não há regra nenhuma no futebol dizendo que perna-de-pau não pode chutar a gol. Fosse assim o atacante Marcel, do Grêmio, não teria feito nenhum gol sequer no atual Campeonato Brasileiro.

O esporte é democrático. O basquete entre eles. Houvesse esta lei na NBA, por exemplo, e Ben Wallace não teria feito nenhuma cesta até hoje.

Embora torcedor do Chelsea, Garnett fez uma promessa a si mesmo: assistir a uma partida do Milan ainda nesta temporada, no San Siro de Milão. E mais: jurou que estará entre os torcedores na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

É, parece que virou fanatismo. Pelo futebol e por Ronaldinho Gaúcho.

Fui à internet e encontrei um vídeo com lances do atacante brasileiro. Acho que este foi um dos que fizeram KG se render aos dois.

Notas relacionadas:

  1. OS DEZ MAIORES SALÁRIOS DA NBA
  2. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  3. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 31 de outubro de 2008 NBA | 15:03

LEANDRINHO, VAREJÃO E O SHOW DE CHRIS PAUL

Compartilhe: Twitter

Foi uma tragédia. Leandrinho negou fogo ontem em pleno US Airways Center de Phoenix. Fez apenas dois míseros pontinhos.

Seus números não deixam a menor dúvida: nenhuma bola certeira de três nas cinco tentadas – sua especialidade, diga-se. Apenas um arremesso correto de dois em seis chutados. Não visitou nenhuma vez sequer a linha do lance livre, o que chama a atenção para um atacante como ele. Dois rebotes e nenhuma assistência. Além disso, cometeu três erros. Tudo isso em 21 minutos – o que não é pouco.

Leandrinho joga mais do que jogou ontem; isso ninguém duvida. É preciso encontrar a regularidade, pois a irregularidade poderá subtrair-lhe momentos importantes em quadra.

Seu cartão de visita é sua agressividade ofensiva. Na defesa, é regular, nada além disso. Se Leandrinho deixar de pontuar, perderá pontos importantes com o novo treinador e, como escrevi, minutos preciosos em quadra.

O brazuca está com problemas particulares, todos nós sabemos. Portanto, vamos dar um desconto para ele neste momento.

UM MONSTRO!

Em contrapartida, Chris Paul (foto AP) arrebentou. Double-double em pontos (20) e assistências (10); quase um triple-double, pois apanhou oito rebotes. E ainda fez três desarmes.

O moleque é um monstro. É o coração e a alma do Hornets. Conduziu mais uma vez o time em quadra na vitória sobre o Phoenix por 108-95. Carimbou a estréia do técnico Terry Porter no Arizona.

Já escrevi o óbvio. Todos cantam em prosa e verso: CP3 é hoje o melhor armador não só da NBA, mas do mundo. O melhor da Europa é Ricky Rubio; o espanhol tem que comer muito feijão para se aproximar do jogo de Paul.

NOVO HORRY

Alguém tem dúvida de que James Posey é o novo Robert Horry da NBA? Eu não tenho. Ontem foram três bolas triplas certeiras em cinco tentadas em momentos importantes da partida – como Horry sempre fez. Jogou 21 minutos e veio do banco, como Horry… Não sei como o Boston deixou o cara escapar. E para desespero de Lakers e San Antonio, ele está no New Orleans.

IRREGULARIDADE

Vocês conseguem entender o Anderson Varejão? Depois do partidaço contra o Boston, fora de casa (nove pontos e novo rebotes), foi um fiasco ontem diante do Ipatinga… quer dizer, do Charlotte, em Cleveland. Dois pontos e três rebotes e nenhum toco. Jogou 21 minutos, tempo suficiente para fazer muito mais do que fez.

DE OLHO NO HOUSTON

Já escrevi aqui que o Houston pode surpreender. Agora com Ron Artest ao lado de Luis Scola, Yao Ming e Tracy McGrady, o time texano ficou muito forte. No clássico regional, o Rockets foi a Dallas e bateu o Mavericks por 112-102. Inquestionável.

Artest fez 29 pontos, mas o cara do jogo foi Yao Ming: 30 pontos, 13 rebotes (quatro ofensivos) e dois tocos. Nos lances livres – para dar inveja aos brasileiros –, o chinês fez 8-8. Nos arremessos de quadra, 11-15. Espetacular.

E a partida foi contra o Dallas; e não contra o Charlotte. E fora de casa; e não em casa. Vocês entendem o que estou dizendo, certo?

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO VOLTA A TREINAR COM O SUNS
  2. NENÊ VENCE LEANDRINHO
  3. LEANDRINHO E NENÊ ESTREIAM E PRECISAM MELHORAR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 29 de outubro de 2008 NBA | 13:31

VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA

Compartilhe: Twitter

Varejão tenta sair do toco de Kevin Garnett; brasileiro brilhou ontem (AP)

Vários foram os destaques da rodada de abertura da NBA.

Paul Pierce chorando ao receber o anel de campeão, Leon Powe fazendo a enterrada da noite na vitória do Boston sobre o Cleveland, Derrick Rose debutando em grande estilo no triunfo do Chicago sobre o Milwaukee marcando 11 pontos e dando nove assistências (recorde da rodada), ginásios lotados apesar da crise, LeBron James negando fogo ao final da partida errando uma tonelada de lances livres, Greg Oden (novamente) saindo machucado na derrota do Portland para o Lakers, Michael Reed sendo o cestinha da noite com 30 pontos, Kobe Bryant fazendo 23 pontos, 11 rebotes e cinco assistências, Tyrus Thomas anotando o outro “double-double” da noite com 15 pontos e 11 rebotes; enfim, tem mais, muito mais pra gente destacar.

Mas eu quero falar do Anderson Varejão. Fiquei impressionado com a atuação do brasileiro. Não só pelos números, nove pontos, nove rebotes e três desarmes. Gostei, principalmente, da postura dele em quadra. Da personalidade; da atitude.

Ganhou posição no ataque, defendeu bem, bloqueou (não confundir com toco) Kevin Garnett quando marcou-o – ou a qualquer outro –, posicionou-se bem ofensivamente e foi eficiente quando teve a bola. Arremessou quando teve chance, não se intimidando jamais, e brigou demais pelo rebote, fazendo lembrar Dennis Rodman. Foi premiado, porque quatro dos nove foram no ataque.

Varejão atuou 26:09 minutos. Foi gostoso ver o técnico Mike Brown dando moral e confiando no jogo do brazuca. Varejão, que já tinha atuado quase dez minutos no primeiro tempo, voltou ao jogo quando faltavam 4:27 minutos para o final do terceiro quarto; e não mais saiu.

Foram mais 16:27 minutos de muita intensidade e vibração. Ele é reserva; mas isso pouco importa. O que conta é o tempo de quadra e se você está no jogo quando ele está pegando fogo.

Assim foi, pois Varejão atuou mais do que Bem Wallace (19:03 minutos) e, como falei, quando a partida estava disputada, no pau, lá estava ele.

É preciso manter a regularidade. É claro que não dá para arrebentar todas as noites. Mas é preciso fazer ainda mais, muito mais do que fez ontem, para compensar os momentos ruins e, assim, na média, destacar-se.

Muito apostam no Cleveland na final da NBA – não é o meu caso. Mas isso pode acontecer, por que não? E se assim for, Varejão tem que aproveitar-se da situação e, ao contrário da final de 2007, ter mais intensidade e atitude.

Ele mostrou isso ontem. Como disse, fiquei impressionado.

Que hoje seja a vez do Leandrinho e do Nenê.

Notas relacionadas:

  1. NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO
  2. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
  3. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 NBA | 23:55

NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA

Compartilhe: Twitter

Leia também: Crise econômica mundial deixa NBA em alerta

O maior campeonato de basquete do planeta começa na noite desta terça-feira. Três jogos movimentam a rodada inicial: Boston x Cleveland, Chicago x Milwaukee e Lakers x Portland.

Infelizmente, nenhuma dessas três partidas será exibida ao vivo para o Brasil. A ESPN, que fará a transmissão dos jogos para o país, começa a mostrá-los a partir de amanhã, com o embate entre San Antonio e Phoenix, que na verdade será exibido na ESPN Brasil.

Ala/pivô do Cleveland, o brasileiro Anderson Varejão estará em ação logo mais. Os outros dois brazucas que atuam na mais rica, charmosa e importante liga de basquete do planeta estréiam nesta quarta: Nenê viaja com o seu Denver até Utah e pela tevê a gente poderá acompanhar Leandrinho jogando pelo Phoenix no Texas.

O Boston vai defender o título conquistado na temporada passada, como sabemos. E vem com força. Para isso, manteve seu triunvirato, com Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen, responsável pela ótima campanha que culminou num título que não vinha havia 22 temporadas.

Foi o 17º. da história da franquia, a que mais títulos conquistou na NBA. Em seguida vem o Lakers, com 14.

Por falar em Lakers, o time da Califórnia surge novamente como o grande rival do Boston nesta temporada. Se o Celtics tem sua trinca de ouro, o Lakers também a tem, com Kobe Bryant – o melhor jogador de basquete da atualidade em todo o mundo –, Pau Gasol e Andrew Bynum.

A ausência de Bynum, nas finais contra o Celtics, na temporada passada, foi, sem dúvida alguma, importante na perda do título. Desta vez o Lakers espera que nenhum imprevisto venha atrapalhar seu projeto de ser novamente campeão, o que não acontece há seis temporadas.

O campeonato, no entanto, não ficará restrito a Boston e Lakers. Outras franquias entram para valer na competição buscando conquistar o título. Do lado do Leste, Cleveland, que tenta ser campeão pela primeira vez, e Detroit, que já ganhou três títulos, são fortes concorrentes, enquanto que no Oeste há um concorrente a mais: New Orleans – outro que ainda não sentiu o gostinho de ser campeão –, o bicampeão Houston e o tetra San Antonio.

LeBron é a grande esperança do Cleveland. É uma máquina de pontuar; foi o cestinha da temporada passada com uma média de exatos 30 pontos por partida. O Cavs manteve a base, o que também foi feito pelo Detroit, que não tem uma estrela como o Cleveland, mas conta um conjunto que poucas equipes na NBA têm. E uma defesa de dar inveja a qualquer rival.

É exatamente no conjunto que o New Orleans aposta, além da qualidade de seu armador Chris Paul – o melhor da NBA. David West e Tyson Chandler completam o triângulo de craques do time, que ainda ganhou o reforço do ala James Posey, campeão com o Celtics no campeonato passado, excelente arremessador de três nos momentos chaves, como Robert Horry fez com Lakers e San Antonio.

O Houston vem com o reforço do maluco do Ron Artest. Joga muito, mas pode ter uma recaída durante a temporada e, com isso, comprometer o trabalho. Se tiver com a cabeça boa, ao lado de Tracy McGrady, Luis Scola e Yao Ming com certeza fará do Rockets uma das forças deste campeonato.

O Spurs está envelhecido, é verdade, mas não dá para desprezar a força de Tim Duncan. Tony Parker rivaliza com Paul na primazia da armação das jogadas na NBA, enquanto que Manu Ginóbili, se tiver com o joelho zero bala, com certeza vai decidir muitas partidas em favor do time texano, como fez nos três títulos conquistados.

Zebras?

Do lado do Leste, o Orlando, que tenta chegar pela segunda vez a uma final e, agora, ganhar o título. Não que o time não tenha condições de ganhar a competição. Tem, mas são nanicas se comparadas com Boston, Cleveland e Detroit. De qualquer maneira, time que tem um jogador como o pivô Dwight Howard – seguramente o melhor da NBA – não pode ser encarado como carta fora do baralho de jeito nenhum. Além de Dwight, o Magic conta também com Rashard Lewis, um dos novos craques da liga, ótimo pontuador, o que ajuda tirar o peso em cima de Howard.

Vale destacar também o Miami, que tem um título de campeão. Dwyane Wade está em forma e animadíssimo com o ouro olímpico conquistado em Pequim. Terá a seu lado não apenas a força do ala/pivô Shawn Marion, mas também a companhia de Michael Beasley, o segundo escolhido no draft deste ano, que muitos apontam como provável “Rookie of the Year”.

Do lado do Oeste, o Utah pode ser a surpresa. Vale para o time de Salt Lake City o mesmo que eu disse para o Magic: não que o time não tenha condições de ganhar a competição, mas sua força é menor se comparada com Lakers, New Orleans e San Antonio. De todo o modo, a inteligência do técnico Jerry Sloan e a qualidade do armador Deron Williams aliada ao ala Carlos Boozer são importantes trunfos para o Jazz tentar vencer seu primeiro campeonato na NBA depois de duas tentativas fracassadas diante do Chicago de Michael Jordan.

Estas são as principais forças, a meu ver, para ganhar o título desta temporada.

Mas vamos ver como ficam os classificados em cada conferência. Na minha opinião – quero ver a de vocês também – ficará assim:

CONFERÊNCIA DO LESTE

1 – Boston*
2 – Cleveland*
3 – Detroit
4 – Miami
5 – Orlando*
6 – Philadelphia
7 – Chicago
8 – Washington

CONFERÊNCIA DO OESTE

1 – Lakers*
2 – New Orleans*
3 – Houston
4 – Utah*
5 – San Antonio
6 – Dallas
7 – Phoenix
8 – Portland

* campeão de divisão

Nos playoffs, ficaria assim:

LESTE
1ª. rodada
Boston elimina o Washington
Cleveland passa pelo Chicago
Detroit vence o Philadelphia
Orlando ganha do Miami

2ª. rodada
Boston elimina o Orlando
Cleveland passa pelo Detroit

Final da Conferência Leste
Boston ganha do Cleveland

OESTE
1ª. rodada
Lakers atropela o Portland
New Orleans faz o mesmo com o Phoenix
Idem para o Houston com o Dallas
Utah bate o San Antonio

2ª. rodada
Lakers elimina o Utah
New Orleans passa pelo Houston

Final da Conferência Oeste
Lakers ganha do New Orleans

FINAL DA NBA
Lakers vai à forra e vence o Boston em seis partidas

Notas relacionadas:

  1. BRASILEIROS SÃO LEMBRADOS EM PESQUISA DA NBA
  2. NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO
  3. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

NBA | 23:44

OS MELHORES EM CADA CATEGORIA

Compartilhe: Twitter

O MVP é o troféu mais aguardado por todos que acompanham e vivem a NBA. Ano passado, Kobe Bryant levou-o para casa. Terá condições de reprisar?

Claro que sim; afinal de contas, além de ser o melhor jogador de basquete da atualidade, joga em uma equipe forte e com tradição. Mas terá concorrentes sérios pela frente.

Especialmente Chris Paul. O armador do New Orleans deu calor em Kobe no campeonato passado. Tem tudo para fazer o mesmo nesse. E tem tudo para ser o melhor jogador desta temporada.

LeBron James; este é outro que não podemos esquecer de jeito nenhum. O ala do Cavs amadurece a cada temporada, muito embora tenha ficado mais fominha com o passar do tempo. No começo, queria ter um “triple-double” de média, como Oscar Robertson fez na temporada 1961/62. Hoje, o negócio de LeBron é fazer cesta – e de todos os lugares da quadra. É fortíssimo candidato.

Kevin Garnett é outro que já ganhou o troféu de melhor jogador da NBA e que pode repetir a dose. Embora Paul Pierce seja um marqueteiro no melhor estilo Wanderley Luxemburgo, Garnett é o cara do Boston.

Pierce não pode ser desprezado de jeito nenhum. A gente viu o que ele aprontou nas finais do campeonato passado. Encenou uma contusão e jogou para a torcida, mas na quadra não negou fogo de jeito nenhum. Não deverá negá-lo nesta.

Minha previsão: Chris Paul será o MVP.

O melhor novato da temporada é outro galardão aguardado com ansiedade. Quem será o Kevin Durant desta vez?

Três são os nomes fortes: Derrick Rose, Michael Beasley e Greg Oden. Embora tenha sido recrutado na temporada passada, Oden não jogou nenhuma partida sequer, pois contundiu-se no tornozelo.

Este pode ser um ponto a favor do pivô do Portland: ele já está familiarizado com a NBA. Embora não tenha jogado, concentrou e viajou com o time em várias oportunidades. Além disso, é bom de bola.

Beasley tem a seu favor o fato de jogar em um time que conta com Dwyane Wade, o que ajuda – e muito. Wade chama a pressão adversária, desvia o foco dos demais e dá certa liberdade para seus companheiros brilharem. Beasley pode tirar proveito disso.

Rose, o primeiro draft desta temporada, será o responsável pela armação das jogadas de um time que procura sua identidade, perdida desde que Michael Jordan se aposentou. Para piorar, Vinnie Del Negro debuta como treinador, muito embora Dell Harris vá dirigir de fato o time.

Minha previsão: Greg Oden será o “Rookie of the Year”.

E o melhor treinador, quem será? Esqueçamos Phil Jackson, os norte-americanos não o levam a sério, apesar de seus nove títulos de campeão.

Com um currículo desses, ganhou o troféu de melhor treinador apenas uma vez, na temporada 1995/96. Seria o meu escolhido, pois acho que o Lakers fará a melhor campanha do Oeste e deverá ganhar a competição. Mas, como disse, esqueçamos Phil.

Quem ganhará então? Bem, o New Orleans voltará a brilhar. Byron Scott ganhou o troféu passado; pode repetir a dose.

Doc Rivers, do Boston, também agrada aos jornalistas norte-americanos. Com uma campanha regular com o Orlando foi eleito “Coach of the Year” na temporada 1999/00, imagine agora com o Boston! É outro candidato forte.

Mike Brown, do Cleveland, também entra na lista. O Cavs vai cintilar nesta competição, tenha certeza, pois LeBron vai arrebentar e Brown terá seus méritos.

Minha previsão: Mike Brown levará o troféu para casa.

O melhor reserva é também um prêmio aguardado; este, especialmente por nós, uma vez que Leandrinho já ganhou-o uma vez e pode repetir o feito nesta temporada. Mas tem um porém: Terry Porter, o novo treinador do Phoenix, já disse que tem intenção de colocá-lo como titular. Se isso acontecer, babau.

Manu Ginóbili foi o escolhido na temporada passada. Os norte-americanos valorizam demais – e não sem razão – o trabalho do argentino. Acontece que, na minha opinião, pelo tempo que Manu fica em quadra, ele não pode ser considerado um reserva.

Reserva são Jason Maxiell, do Detroit, e James Posey, agora no New Orleans. Anderson Varejão é outro reserva. Nenê não é mais. Mas chega de enrolar…

Minha previsão: James Posey ficará com o troféu desta vez.

Defesa é palavra que o basquete mais aprecia, certo? Então vamos falar dos candidatos ao troféu “Defensive Player of the Year”.

Quase sempre a honraria vai para um grandalhão. Foram poucas as vezes em que um baixinho levou o prêmio. Os norte-americanos se arrepiam mais com um toco do que com uma roubada de bola.

Só para se ter uma idéia, desde Michael Jordan, na temporada 1987/88, apenas Gary Payton (1995/96) e Ron Artest (2003/04) foram escolhidos como melhor defensor da liga. Os outros 18 troféus ficarão com gente que joga dentro do garrafão.

Então vamos pensar nos caras altos: Kevin Garnett (que levou o último prêmio), Dwight Howard e Marcus Camby.

Já falei aqui muito sobre Howard. Acho que ele está no esplendor de sua forma. Toma conta do garrafão como poucos. Nesta pre-season teve média de 3,14 tocos por jogo. Muita coisa.

Minha previsão: Dwight Howard leva o troféu pela primeira vez.

Finalmente, o Most Improved Player; o jogador que mais crescerá nesta temporada em relação à passada.

Aqui vai o que eu quero, e não o que acontecerá: Nenê fará uma temporada maravilhosa e deveria ser o escolhido. O são-carlense está maluco para provar a todos que ele tem valor – e nós sabemos que ele tem – e arrebentar em agradecimento a todo o apoio que teve durante a sua convalescença.

Quem ganhará de fato?

Minha previsão: Rajon Rondo fica com o laurel.

E o quinteto titular da próxima temporada? Se não acontecer nada, será este:

Chris Paul
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Garnett
Dwight Howard.

Deles, apenas Garnett não esteve em Pequim. Porque não quis.

Notas relacionadas:

  1. OS DEZ MAIORES SALÁRIOS DA NBA
  2. BRASILEIROS SÃO LEMBRADOS EM PESQUISA DA NBA
  3. NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 26 de outubro de 2008 NBA | 20:22

NEW ORLEANS TERMINA PRE-SEASON INVICTO

Compartilhe: Twitter

Chris Paul, candidato ao título de MVP desta temporada, comanda o New Orleans em quadra

A pre-season terminou na última sexta-feira. Já escrevi aqui que os resultados desta fase não importam muito.

Alguns, no entanto, merecem registro.

Por exemplo: o New Orleans foi o único time a vencer todos os seus jogos. Como fechar os olhos a isso? O Hornets – que deveria ser Jazz – não é uma equipe qualquer que se aproveitou de um momento para fazer o que não será capaz na temporada regular.

Ao contrário, é favorito ao título. Já mostrou isso no campeonato passado.

Chris Paul, depois de ter feito um espetacular campeonato em 2007/08 e conquistar o ouro olímpico em Pequim, continua tinindo. Teve médias de 12.4 pontos por partida e 9.3 assistências.

Com certeza será o diferencial a favor do New Orleans nesta temporada que começa a partir de terça-feira. Suas bolas serão melhor aproveitadas agora que o time contratou James Posey, ex-Boston.

Outro time que deixou boa impressão foi o Denver, em quem muitos críticos não depositam grandes expectativas. Fez uma campanha com cinco vitórias e apenas uma derrota.

Nenê mostrou bom desempenho nessas seis partidas. Jogou uma média de 22.5 minutos – tende a aumentar, com certeza, quando o campeonato começar –, anotou 10.8 pontos e apanhou 5.3 rebotes – números que vão melhorar também à medida que a competição se desenvolver e ele ficar mais tempo em quadra.

Agora, o que chama a atenção nos números do Denver é o baixo aproveitamento de Allen Iverson, em quem a franquia deposita grande confiança e esperança. AI ficou em média 27.3 minutos em quadra; seu aproveitamento nos arremessos foi horroroso! 18.2% nos chutes de campo, 61.5% nos lances livres. Poderia ter compensado nas assistências, mas ao contrário de CP3, Iverson teve aproveitamento baixo: 5.3 por jogo.

Sei lá, posso – e quero – estar enganado, mas não levo muita fé no Denver. Seus jogadores não me passam confiança. São atletas mais preocupados com estatísticas individuais do que com o jogo em equipe.

Quero quebrar a cara, pois torço muito para o Nenê.

Por falar num brazuca, a gente se lembra de outro: Anderson Varejão. O Cleveland, em quem muitos apostam estar nas finais desta temporada, não andou bem em suas partidas.

A campanha indica isso: três vitórias e cinco derrotas. Foi o 11º. colocado na Conferência do Oeste, atrás de equipes fracas como New York, New Jersey e Indiana.

Varejão não cumpre ainda seu papel dentro do que o técnico Mike Brown espera dele: pegar mais rebotes do que ele fisgou nesta fase de amistosos. Foram apenas 4.3 de média. Foi tímido também na pontuação: 7.4

Já disse aqui neste espaço: o capixaba precisa se impor mais em quadra. Só assim vai ganhar mais ainda a confiança da comissão técnica e dos companheiros.  E olha que ele não ficou pouco tempo em quadra não: 20.4 minutos.

O baixo rendimento do Cavs pode ser explicado pelo aproveitamento modesto de LeBron James, tido por muitos como o grande favorito para ganhar o troféu de MVP desta temporada. King James teve média de apenas 13.7 pontos, menos de 50% de seu aproveitamento no campeonato passado, quando terminou como artilheiro da competição com 30.0 pontos por partida.

Por falar em MVP, o Lakers de Kobe Bryant teve bom desempenho em seus oito amistosos: venceu seis e perdeu só dois. Kobe, é sempre bom lembrar, contundiu o joelho – não é nada grave, felizmente – e ausentou-se de um amistoso.

Em quadra, pouco ficou: 21 minutos. Teve média de apenas 11.4 pontos, mas seu aproveitamento foi de razoável para bom: 52.8% nos arremessos duplos, 44.4% nos triplos e 87.0% nos lances livres.

As atenções em Los Angeles ficaram em cima do pivô Andrew Bynum, que contundiu-se em janeiro passado e perdeu o resto da temporada porque não conseguiu curar a lesão do joelho num primeiro momento. Bynum fez 12.1 pontos e apanhou 6.9 rebotes. Jogou 23.4 minutos por partida, como os demais. Muito bom; Bynum está recuperado.

Se o Lakers começa a se acertar, o mesmo não acontece com o Phoenix, um dos candidatos do Oeste. Leandrinho passou parte da preparação em São Paulo ao lado da mãe, adoentada que estava; Steve Nash e Amaré Stoudemire se contundiram. Resultado: o novo treinador, Terry Porter, mal pôde ver seu time em ação.

Das oito partidas que o time realizou, venceu seis e perdeu duas, mesmo com esses desfalques. Amaré jogou só três amistosos, Leandrinho quatro e Nash cinco. Isso pode ter reflexo na campanha inicial do Suns.

Mas vamos falar um pouco dos times do Leste; sim, vamos.

O Orlando foi muito bem. Das sete partidas, perdeu só uma; venceu seis. O pivô Dwight Howard abusou do direito de jogar bem. Suas médias: 20.9 pontos e 9.4 rebotes. Quer mais? Pois não: 3.1 tocos. Demais.

Poucos falam de Howard, mas acho ele um concorrente sério para ganhar o troféu de MVP desta temporada. O Magic é um time ajeitado, pois é bem treinado por Stan Van Gundy. Rashard Lewis mostrou-se novamente eficiente; terminou essa pre-season com 21.1 pontos. Hedo Turkoglu é ótima opção para os arremessos e Jameer Nelson arma o jogo com correção.

Boston e Detroit, com uma campanha de 6-2 nesses amistosos preparatórios, fizeram o que deles se esperava. São favoritos novamente ao título da Conferência e, por tabela, da NBA.

O Celtics perdeu Posey para o New Orleans, como vimos, mas Eddie House pode ser a força nas bolas longas que o time precisa em momentos chaves de algumas partidas e que tanto foram importantes nos playoffs passado com Posey. House teve o melhor aproveitamento no elenco nos arremessos de três.

O Detroit manteve o time das últimas temporadas, cantando em prosa e verso pelos torcedores: Chauncey Billups, Richard Hamilton, Tayshaun Prince, Rasheed Wallace e Antonio McDyess. Não surpreendeu-me também seu desempenho nesta pre-season.

As negações desta fase preparatória: Milwaukee – mesmo com Richard Jefferson, ao lado de Michael Reed, o time não deslanchou –, Sacramento, Oklahoma City – ex-Seattle – e Charlotte. Bucks, Thunder e Kings ainda conseguiram vencer uma partida, mas o Bobcats não venceu nem uma sequer!

Tivesse rebaixamento e esses quatro times seriam os mais fortes candidatos para irem à NBDL.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ VENCE LEANDRINHO
  2. SHAQ E HILL QUEREM COMPRAR O ORLANDO
  3. BRASILEIROS SÃO LEMBRADOS EM PESQUISA DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 NBA | 13:54

BRASILEIROS SÃO LEMBRADOS EM PESQUISA DA NBA

Compartilhe: Twitter

A NBA procurou os gerentes gerais das 30 franquias da liga e sabatinou-os. Mas foram perguntas nada espinhosas; ao contrário, questões gostosas de responder. Coisas do tipo: quem vai ser o campeão? E o MVP? Qual a melhor contratação? A seleção da NBA qual é? E o melhor defensor? Qual o treinador que se destaca?

E por aí vai.

Entre as tantas perguntas, algumas tinham a ver com os estrangeiros que atuam ou não na NBA. Ou seja: temas que englobavam os brasileiros.

O primeiro deles argüia os cartolas sobre quem é o melhor jogador estrangeiro da NBA. Os GMs responderam: Dirk Nowitzki. O alemão recebeu 66,7% dos votos, seguido de Manu Ginobili (18,5%), Steve Nash (11,1%) e Yao Ming (3,7%). Nenê, Leandrinho e Varejão? Não, não receberam nenhum voto sequer.

Em compensação, quando foram perguntados sobre o melhor estrangeiro que não atua na NBA, os dirigentes disseram que o espanhol Ricky Rubio é o mais perfeito jogador para se integrar à liga neste momento: obteve 57,7% dos votos. Na seqüência vieram o brasileiro Tiago Splitter e o também espanhol Juan Carlos Navarro, com 7,7%.

Nas outras questões que não tinham a ver especificamente com estrangeiro, Leandrinho foi o quarto mais votado quando os GMs foram perguntados sobre qual é o jogador mais rápido com a bola nas mãos. Recebeu 11,1% dos votos. O melhor, segundo os cartolas, é Chris Paul (37,0%); na seqüência vieram: Tony Parker (18,5%) e T.J. Ford (14,8%).

Leandrinho foi também lembrado quando da pergunta sobre quem é o melhor defensor em linhas de passe, enquanto que Nenê foi igualmente mencionado sobre qual jogador vai ter uma grande temporada.

E mais nada.

Mas vamos ver um pouco mais da pesquisa. De acordo com a previsão dos gerentes gerais dos 30 times da liga, o Lakers (em foto acima da AP) será o campeão desta temporada.

O time californiano foi escolhido por 46,2% dos cartolas, seguido do atual campeão, Boston, com apenas 19,2%. Depois aparecem New Orleans, com 11,5% dos votos, perseguidos pelos texanos San Antonio e Houston com 7,7% cada um.

Ainda de acordo com os cartolas, 74,1% apostam que o Boston ganha a Conferência do Leste, seguido do Cleveland e Detroit, com apenas 11,1%. O Orlando foi escolhido por apenas 3,7% dos votantes.

Do outro lado, na Conferência do Oeste, o Lakers surge com o campeão com 66,7% dos votos. Em segundo lugar vem o New Orleans, com 18,5%. Houston e San Antonio estão empatados com 7,4%.

Quanto ao MVP da temporada, os gerentes gerais apostam que LeBron James ganhará a briga que travará com Kobe Bryant: 55,6% x 37,0%. Chris Paul obteve míseros 7,4% dos votos.

O melhor treinador? Gregg Popovic foi eleito com 53,8% da preferência dos dirigentes, seguido de Phil Jackson (23,1%) e Jerry Sloan (7,7%).

Esta é interessante, porque fala dos assistentes técnicos. Quem é o melhor? Deu Tom Thibodeau, do Boston, com 41,7%, seguido de Del Harris, do Chicago, 20,8%, e Tim Grgurich, do Denver, 12,5%.

Outra pergunta interessante: se você fosse começar uma franquia, que jogador escolheria? Novamente LeBron ficou na frente de Kobe: 66,7% x 18,5%.

Mas o interessante é que os cartolas, a meu ver, caem em contradição ao responder a pergunta seguinte: qual jogador obriga o time adversário a fazer mais ajustes quando vai enfrentá-lo? Deu Kobe: 63%. LeBron? A seguir, com apenas 25,9%.

A seleção da NBA, para os cartolas, é a seguinte: Chris Paul (88,9%), Kobe Bryant (92,6%), LeBron James (92,6%), Tim Duncan (51,9%) e Dwight Howard (55,6%).

Outras perguntas que chamaram-me a atenção: qual foi a melhor contratação? Resposta: Elton Brand (66,7%), seguido de Ron Artes (22,2%).

Qual o time que mais vai crescer nesta temporada em comparação com a anterior? Resposta: Miami e Portland, com 25,9%.

E quem terá a melhor performance em casa? Deu Utah, com 44,4%, seguido de Boston (25,9%) e Lakers (7,4%).

Tem muito mais. Se você quiser se divertir, acesse o site da NBA. Depois, manifeste-se aqui.

Estou à espera.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO VOLTA A TREINAR COM O SUNS
  2. NENÊ VENCE LEANDRINHO
  3. SHAQ E HILL QUEREM COMPRAR O ORLANDO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 6
  3. 7
  4. 8
  5. 9
  6. 10
  7. Última