Bobcats | Fábio Sormani

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sábado, 14 de março de 2009 NBA | 12:43

RELAXAMENTO QUE QUASE CUSTOU A VITÓRIA

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O Cleveland quase entregou o jogo no terceiro quarto. Levou uma sova do Sacramento de 15 pontos (39-24) e cometeu seis erros.

Neste período, chegou a ficar atrás no marcador em 16 pontos. Vi a viola em cacos, embora faltasse ainda um quarto pela frente.

Os 12 minutos finais foram de pura recuperação, mas não suficiente para levar o time à vitória. O que o Cavs fez foi igualar a partida em 116 pontos e empurrá-la à prorrogação.

Poderia ter vencido, é bom que se diga, se LeBron James (foto AP) tivesse acertado o segundo lance livre a 24 segundos do final, igualando o marcador. Se o alvo fosse acertado, o time de Ohio teria aberto 117-116 e evitaria o tempo extra.

Mas LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça – e acabou falhando.

Mas não sucumbiu aos erros na prorrogação. Fez seis dos dez pontos do Cleveland no tempo adicional e comandou a vitória em 126-123.

LeBron fez 51 pontos…

FIM

LeBron James não conseguiu marcar novo “triple-double”. O ala do Cleveland havia atingido a marca nos últimos três jogos da equipe.

Ontem, além dos 51 pontos, distribuiu nove assistências, apanhou apenas quatro rebotes e deu três tocos.

LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça.

VAREJÃO

O capixaba fez uma grande partida ontem à noite na capital da Califórnia. Seu aproveitamento nos arremessos de quadra foi perfeito: 8-8 (100%). Bobeou apenas nos lances livres (seu calcanhar de Aquiles): 2-5.

Se tivesse encestado todos seus tiros fatais como fez nos chutes com a bola em movimento, terminaria a partida com 21 pontos. Mas graças aos três erros na linha decisiva, acabou a peleja com 18.

Ótima pontuação; sem dúvida alguma, ótima.

Tão admirável quanto os pontos foi o seu desempenho nos rebotes: 12. Desta dúzia, cinco foram no ataque.

Um “double-double”, portanto.

LIDERANÇA

Com a vitória, o Cleveland igualou a campanha do Lakers com 52 vitórias e apenas 13 derrotas (80%). Mas pelo critério de desempate o time da Califórnia leva a vantagem, pois venceu os dois encontros entre ambos.

Portanto, se o Cavs quiser o primeiro lugar na classificação geral – e quer, como sabemos –, tem que torcer por um tropeço a mais do Lakers até o final da temporada regular.

De qualquer maneira, a vitória de ontem reservou ao Cleveland o título da Divisão Central, fato que não ocorria desde a temporada 1975-76.

E o que isso quer dizer?

Nada.

INACREDITÁVEL!

Só não caí de costas porque estava sentado. Mas vocês repararam no torcedor com a camisa do São Paulo no Arco Arena?

Foi durante o último tempo pedido pelo Sacramento, a cinco segundos do final da partida durante o tempo normal, quando LeBron James fez falta em Kevin Martin.

A tevê local não saiu para o “break” comercial e ficou nos jogadores dos dois times e depois no narrador (lá chamado de play-by-play) e o comentarista (color analyst). No fundo, os torcedores, pois nos EUA os profissionais da imprensa ficam ao nível da quadra.

Os dois falando, quando, no fundo, eu vi o torcedor são-paulino.

Sensacional!

Outro dia, não sei se alguém reparou, no TD Banknorth Garden, em Boston, tinha uma bandeira do Brasil na arquibancada alta atrás da tabela do lado esquerdo da câmera de televisão.

Aliás, se algum brazuca que mora nos EUA tiver uma foto com a camisa de algum time de futebol dentro de uma arena da NBA, entre em contato que a gente publica.

Sensacional!

RODADA

Dois outros jogos chamaram a atenção na rodada de ontem.

O primeiro foi a derrota do Chicago para o Philadelphia fora de casa por 104-101. Ela custou caro ao Bulls; custou a última vaga do G-8 do Leste.

Infelizmente para seus torcedores, o Chicago não é um time pronto, talvez, nem mesmo para caçar uma vaga para os playoffs. O time é indeciso em quadra e mal dirigido por Vinnie Del Negro.

O segundo foi a vitória do Houston diante do Charlotte, na Carolina do Norte.

A jogada que decidiu a partida foi patética. Três pontos atrás do marcador, Larry Brown, técnico do Bobcats, chamou um tempo e armou um tiro de três.

A bola caiu nas mãos de Vladmir Radmanovic – sim, ele mesmo, aquele que jogava no Lakers. Ele subiu para o arremesso…

Ron Artest veio por trás (foto AP) e tomou a bola do sérvio como um profissional toma de um jogador do infantil – não vou dizer mirim para não humilhar tanto.

No contra-ataque, sozinho, Artest – aquele que provocou Kobe Bryant, lembram-se? – caminhou e fez a bandeja derradeira fechando a partida em 91-86.

Os torcedores do Lakers que viram a partida devem ter se lembrado dos momentos de pavor do europeu com a regata amarelinha. E respiraram aliviados por constatar, uma vez mais, que Rad não está mais na franquia.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009 NBA | 14:09

BOSTON ENTRA EM PARAFUSO

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O Boston começa a preocupar seus torcedores. Depois de um início avassalador, quando esteve na dianteira do campeonato por várias rodadas, faz agora um vôo de Ícaro preocupante.

Tudo estava indo de vento em popa até o dia de Natal. Naquele 25 de dezembro, com um recorde de 27-2, o Celtics foi visitar Los Angeles.

Deveria ter ficado em casa.

Perdeu o jogo e ali começou a embicar.

Chegou pomposo com seu recorde de 10-1 “on the road”. Mas deu-se mal.

Somou naquela tarde californiana sua segunda derrota fora de casa e a terceira no geral. E entrou em parafuso.

De lá para cá o time jogou mais seis jogos. Ganhou dois e perdeu outros quatro.

Do Natal até hoje, foram cinco derrotas em sete partidas.

Ontem para o Charlotte, na Carolina do Norte, com direito a prorrogação. Nela, os anfitriões fizeram 15-9 em cinco minutos e sepultaram de vez o sonho do Celtics em ganhar mais uma.

Perdeu porque no duelo do “backcourt” o Bobcats fez bonito. Seus dois armadores, Raymond Felton (25) e D. J. Augustin (20), deitaram e rolaram com 45 pontos.

Além da pontuação alta, Felton (8) e Augustin (5) distribuíram 13 assistências das 25 da equipe durante a partida, contra 16 do Celtics.

Os dois estiveram em todos os cantos da quadra. Torturaram os oponentes com chutes à meia distância, infiltrações que terminavam em bandeja ou em um passe para um jogador aberto poder pontuar.

Augustin arremessou menos do que Felton (foto Reuters) na partida: oito contra 12. Mas visitou mais vezes a linha do lance livre, invertendo os números: 12-8. Dessa dúzia de arremessos livres, oito foram na prorrogação, sem ter perdido nem um sequer.

Com a derrota de ontem por 114-106, o Boston tem agora uma campanha de 29 vitórias e sete derrotas. Foi líder, como disse, um tempão.

Hoje é apenas o terceiro colocado.

MENTALIZAÇÃO

O preço de ser campeão é alto. Você é o time a ser batido a todo o instante. O adversário – especialmente os times pequenos, como o Charlotte – entram em quadra como se fosse o último dia de suas vidas.

Jogam tudo e mais um pouco.

Hoje, se não tivessem que jogar contra o Cleveland, fora de casa, os jogadores do Cats iriam passear, às compras, ao cinema, ao shopping com a alma lavada. Dariam autógrafos em cada passo completado; acompanhado de uma fotografia, por favor.

Seria o melhor dia, até aqui, na vida desses jogadores nesta temporada.

Tudo porque bateram o campeão da NBA.

Disse Ray Allen sobre isso: “Os treinadores adversários preparam seus times para jogar contra nós. E nós adoramos este desafio. É parte da vida de um campeão. Nós sabemos que cada jogo contra a gente está marcado no calendário adversário e por isso nós temos que jogar sempre num nível mais alto”.

Sábias palavras.

É por isso que muitos dizem: chegar ao topo é mais fácil do que manter-se lá.

REALEZA

Michael Jordan (foto Reuters), o Pelé do basquete, esteve ontem na Time Warner Cable Arena de Charlotte. Parecia um torcedor de arquibancada ao final da prorrogação, na vitória do Cats sobre o Celtics.

Torceu feito um maluco.

Foi até lá dar seu apoio aos jogadores e principalmente ao técnico Larry Brown, produto da universidade de North Carolina, como ele.

Ah, que saudades…

FREGUÊS?

Quem disse que o New Orleans não é capaz de ganhar do Lakers? Quem afirmou isso quebrou a cara.

O Hornets foi a Los Angeles e sapecou os amarelinhos por 116-105. Derrota que pode ter um significado importante para o Lakers lá na frente.

É certo que o New Orleans não é o Oklahoma City, mas quem busca a liderança geral para ter conforto nos playoffs tem que ganhar estas partidas, pois elas são embates de seis pontos, como se costuma dizer no futebol.

O time da terra do jazz resume-se, a grosso modo, a dois jogadores: Chris Paul e David West. Por mais que se queira colocar Tyson Chandler para formar um triunvirato, o pivô não tem o nível dos outros dois.

Portanto, o negócio é concentrar a marcação em CP3 (foto Reuters ao lado de Kobe Bryant) e em West e pronto. Pronto?

Pois é, isso, todo mundo sabe, mas a questão é: como marcá-los?

Eles, principalmente Paul, são grandes jogadores e sabem encontrar atalhos para a cesta inimiga e resposta para a marcação adversária. Ontem fizeram isso.

Juntos, marcaram 72 pontos. West fez 40; CP3 anotou 32.

Mais uma vez o melhor armador do mundo deixou a quadra com um “double-double”, o seu 25º. da temporada. Foram 15 assistências.

West, além dos 40 pontos, pegou também 11 rebotes, três no ataque. Foi apenas seus quinto duplo-duplo desta temporada, mostrando como é difícil fazê-lo (por isso mesmo não podemos cobrar tanto do Nenê).

FRÁGIL

Falei no post retrasado sobre a dificuldade de Pau Gasol em conter seu adversário. Na partida contra o Portland, domingo passado, LaMarcus Aldridge deitou e rolou pra cima do espanhol.

Ontem foi a vez de David West.

DUPLA DERROTA

Lamar Odom deixou a quadra com uma contusão no joelho direito. Poderá fazer companhia a Jordan Farmar e Luke Walton no DM do Lakers.

Ou não; hoje fará um exame mais detalhado do local. Se tudo correr bem, pode até estar em quadra contra o Golden State na Oracle Arena da Bay Area.

Odom jogou só 13 minutos. Até por isso David West fez 40 pontos. Lamar é importante para o descanso dos pivôs.

Sua ajuda foi demais sentida. Se a extensão do machucado for maior do que se prevê e ele tiver de ficar de fora alguns jogos, o prejuízo será imenso.

ELE VOLTOU

Bastou Drew Gooden voltar para o Chicago mostrar consistência de jogo. O ala/pivô do Bulls ficou oito partidas do lado de fora por causa de uma lesão no tornozelo direito.

Com Gooden ausente, o Chicago viveu um de seus piores momentos nesta temporada. Ganhou apenas dois dos oitos enfrentamentos. Chegou ao cúmulo de ser dobrado dentro de seu United Center pelo Minnesota, um dos piores times do campeonato.

Gooden jogou ontem 33 minutos. Marcou 18 pontos e apanhou dez rebotes (três de ataque). Foi seu oitavo “double-double” da temporada.

Saiu do banco e jogou com intensidade o tempo todo, sem dar pinta de que o tornozelo o incomodava ainda. Visitou 12 vezes a linha do lance livre. Acertou uma dezena deles.

Foi o destaque da vitória do Bulls sobre o Sacramento por 99-94.

MELHORA

Com Drew Gooden em quadra, o Chicago mudou a personalidade. Tornou-se um time mais confiante. Teve jogo interior, coisa que não acontecia sem ele.

Tyrus Thomas fez 14 pontos; embora os dois pivôs do time, Aaron Gray e Joakim Noah tenham marcado, cada um, um par de pontos. Gray foi uma negação, pois no rebote pegou apenas um. Desconto pra ele: jogou só seis minutos.

Noah apanhou meia dúzia de ressaltos, quatro deles ofensivos.

No total, o Chicago bateu o Sacramento nos rebotes de frente por 17-5. Isso possibilitou 17 oportunidades para o time tentar a cesta novamente.

TEIMOSIA

Andres Nocioni (foto AP) deu nos nervos na partida de ontem. Errou seus dez primeiros arremessos. Acertou apenas o 11º., uma bola tripla. Foram seus únicos pontos durante a partida.

Não visitou nenhuma vez sequer a linha do lance livre. Pegou só um rebote ofensivo e fez um desarme.

Ficou 12 minutos em quadra.

Muito para quem não está jogando nada.

O Chicago tem que dar um jeito de se livrar do argentino. Falou-se muito, ontem, depois do jogo, que Brad Miller, pivô do Kings, poderia voltar.

Uma troca com Noce não seria mau negócio.

MELO

Carmelo Anthony fraturou o dedinho da mão direita na vitória sobre o Indiana. Um mês de fora.

O bom é que não vai ter que passar por cirurgia.

Vai fazer falta, embora, muitas vezes durante o jogo, mostre-se individualista e jogue de olho apenas no umbigo.

Melo tem média de 21.1 pontos por jogo e 7.3 rebotes.

George Karl disse que não sabe ainda quem vai colocar no lugar do Anthony, que vai perder cerca de 14 partidas, oito delas em casa, o que dá um certo alívio, pois ao lado dos torcedores todo time cresce de produção; e não é diferente com o Nuggets.

Duas são as opções: Linas Kleiza e J. R. Smith

Kleiza funciona muito bem vindo do banco. Mostra-se importante com suas cestas de três e nos rebotes.

Tem médias de 9.7 pontos e 3.7 rebotes. Nas bolas de três, seu carro chefe, está com um acerto de 35.7%.

Smith é mais pontuador. Tem 13.5 de média. Nos rebotes, 2.3 por partida.

Kleiza é mais forte e ajudaria no garrafão; Smith é um tormento para o adversário com seus arremessos.

O que eu faria?

Iniciaria com Smith e colocaria Kleiza durante a partida.

MUSA

Olha só quem esteve ontem no Staples Center de Los Angeles. Sim, ela mesma: Maria Sharapova (foto Reuters).

Ao lado de seu novo namorado, Charlie Ebersol, filho de um dos donos da NBC, Maria, musa do tênis feminino, foi ver o jogo do Lakers contra o Hornets. Luta contra uma contusão no ombro para poder voltar cem por cento ao circuito nesta temporada.

Faz muita falta; dentro e fora das quadras.

Dentro, pela qualidade de seu jogo, muito embora os críticos apontem o dedo para ela dizendo que a russa se limita apenas a bater na bola. Não concordo, ela tem qualidades, muito embora não seja tão eficiente quando tem que ir à rede; e “top-spin” e “slice” sejam efeitos dos quais ela nunca ouviu falar.

Fora delas… bem, aí eu nem preciso dizer por que ela faz tanta falta.

Volta, Maria, porque a gente está com saudades. Até mesmo de seus gritinhos.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 2 de dezembro de 2008 NBA | 12:49

DIVIDIDO, LEBRON ATACA BARKLEY

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Charles Barkley – sempre ele – deu uma apimentada no caso LeBron James e seu futuro. Como todos nós sabemos, King James será um “free-agent” em 2010. Ou seja: poderá escolher o seu futuro; ficar no Cleveland ou ir para outras paragens.

Faltam dois anos para isso acontecer, mas todos já comentam o assunto. Até o próprio jogador. Escancaradamente.

Barkley, semana passada, em entrevista ao programa de rádio do jornalista Dan Patrick, declarou seu descontentamento com o caso e o jeito com que LeBron vem conduzindo-o. Garantiu ser um baita fã do 23 do Cavs, mas disse que o jogador deveria escantear a questão e dedicar-se inteiramente ao Cleveland; e nada mais.

“Estou ficando incomodado pelo fato de ele [LeBron] estar falando sobre algo que vai acontecer daqui a dois anos”, disse Barkley. “Eu penso que isso é um desrespeito ao jogo e ao Cleveland”.

Informado sobre as palavras de Sir Charles, LeBron (foto AP) não se preocupou em dobrar a língua. Ao contrário, do tamanho de seus longos braços, ele desferiu: “Ele [Barkley] é um estúpido. É isso o que eu tenho a dizer sobre esse assunto”.

É mole? King James chamou Barkley de estúpido. Gente, o ex-jogador não falou nada demais e nem foi ofensivo.

Freud explica.

Penso que, no íntimo, lá nas entranhas do inconsciente, LeBron deve estar sentindo-se dividido e, por isso mesmo, desconfortável com a situação. Deve haver uma dicotomia interior: uma vê apenas dinheiro, títulos e fama; outra diz que ele não pode virar as costas para suas raízes e nem para o clube que o acolhe tão bem – bem como a cidade de Cleveland.

É errado querer dinheiro, títulos e fama?

Não, de jeito nenhum.

Mas penso como Barkley: este não é o momento para discutir a questão. Tem muito tempo até ela ser jogada na mesa de negociação. LeBron deveria mesmo estar pensando no Cleveland e no que ele pode fazer por nesta e na outra temporada com a camisa do Cavs.

Ganhar dois títulos, por que não?

Dwyane Wade, Amaré Stoudemire e Chris Bosh são jogadores que estarão na mesma situação de LeBron daqui a dois anos. Mas eles não abrem a boca. Estão na deles, jogando, treinando, viajando; enfim, dedicando-se às suas respectivas franquias, que dão suporte a eles neste momento.

LeBron, ao contrário, já deixou claro: está aberto a propostas. Quem oferecer um bom salário e um time competitivo, vai levá-lo. Pode ser até o Cleveland.

Mas não precisava discutir o assunto com tanta antecedência.

Barkley tem razão.

CLÁSSICO

No embate entre dois dos melhores times do Leste, o Boston não tomou conhecimento do Orlando e sapecou 107-88 no time de Dwight Howard. Para não haver discussão.

Paul Pierce voltou a ser o nome do jogo. O ala falastrão está jogando muito. É candidatíssimo ao MVP desta temporada.

Como fez em Charlotte, voltou a decidir o jogo para o Celtics. Deixou 24 pontos na cesta do Magic, sendo que 17 deles foram no terceiro quarto, quando o alviverde de Massachusetts decidiu a parada.

Pierce está a 35 pontos de empatar com Kevin McHale na quarta posição entre os maiores cestinhas da história do Celtics. McHale, hoje gerente geral do Minnesota, anotou 17.335 pontos em suas 12 temporadas com a camisa verde e branca – a única que ele vestiu em sua espetacular carreira na NBA.

NA GARGANTA

O Boston estava com o Orlando entalado na garganta. Na temporada passada, o tricolor da Flórida venceu o confronto entre ambos na fase de classificação por 2-1, com duas vitórias na Flórida e uma derrota em Boston.

Quer dizer: ainda está, pois este foi o primeiro confronto entre eles. Mais dois acontecerão, agora com vantagem para o Celtics, que receberá o Magic mais uma vez em seu TD Banknorth Garden.

RETROSPECTO

Se depender do retrospecto, o Boston pode contar com vitória neste enfrentamento. O Celtics venceu 17 dos últimos 20 confrontos contra o Orlando quando o palco foi a arena bostoniana.

DIFICULDADE

Dwight Howard teve dificuldades diante dos robustos pivôs do Boston. Kendrick Perkins e Glen Davis seguraram bem o Super-Homem da Flórida, que anotou apenas 14 pontos, só 15 rebotes (seis no ataque) e deu quatro tocos. E cometeu três erros.

Afinal de que cor é mesmo a kriptonita?

NO MESMO LUGAR

Pelo segundo jogo consecutivo, depois de uma ausência de duas semanas, Michael Jordan esteve sentado na sua cadeira ao lado dos reservas do Charlotte. Desta vez, com paletó e gravata. E vibrando muito. Valeu a torcida, pois o Bobcats bateu o Minnesota por 100-90.

Deve ser um combustível e tanto para os jogadores. Além de um dos proprietários da franquia, MJ é o maior jogador da história do basquete.

Quem está em quadra quer fazer bonito. Para o patrão e para sua majestade.

Jordan, nos pedidos de tempo, não participa de nada. Continua sentado no mesmo lugar. Não palpita e nem diz nada ao pé do ouvido de ninguém.

Respeita o trabalho do técnico Larry Brown que, aliás, foi levado para o Bobcats exatamente por ele. Portanto, nada de interferência.

Sua intromissão dá-se com a bola em jogo. Torcendo; como se fosse um simples mortal.

Que ele não é.

ERRO DE CONTA

Falei outro dia aqui em nosso botequim que o Charlotte precisa de um jogador para completar uma trinca decisiva. O time com dois bons armadores que se revezam no jogo: Raymond Felton e D.J. Augustin; tem um ala muito bom em Gerald Wallace; e um pivô que já esteve na seleção dos EUA: Emeka Okafor.

Erro de conta? Não são quatro jogadores? Sim, erro de conta; pior, Jason Richardson está voltando à velha forma. Portanto, há cinco bons jogadores à disposição de Larry Brown.

Richardson, nos últimos três jogos, teve uma média de 22.6 pontos. Três embates onde o time somou duas vitórias, uma delas, contra o Indiana, fora de casa. Perdeu para o Boston em sua Time Warner Cable Arena, mas isso é normal, pois o Celtics é o melhor time do Leste.

O que falta então ao Charlotte?

Tempo.

Larry Brown chegou à franquia nesta temporada. Está, aos poucos, impondo sua filosofia de trabalho e de jogo. Arruma, parece-me que em velocidade homeopática, uma franquia que nunca incomodou ninguém desde que foi criada.

Vejo, de fato, crescimento no jogo do Bobcats. Volto a dizer: à exceção de Boston, Cleveland e um pouco abaixo o Orlando, os demais times se equivalem dentro da Conferência.

Portanto, o Charlotte, que está na penúltima colocação com um recorde de 7-12 (36.8%), pode muito bem engrenar uma sequência de vitórias e se intrometer entre os oito melhores. O “schedulle”, no entanto, não ajuda. Estes são os seus próximos sete compromissos: Oklahoma City amanhã, em casa, depois vai a Milwaukee, hospeda o Cleveland, viaja a Miami, New Orleans e Dallas e volta a jogar diante de seus torcedores na partida contra o Detroit.

Ufa, muita pedreira!

Mas quem quer mudar o ritmo da história tem que passar por isso. Vamos ver se o Bobcats está ou não preparado para o “upgrade” que ele precisa fazer para sonhar com os playoffs.

SACOLA

Mais um jogo com grande quantidade de pontos. Desta vez na Bay Area de São Francisco. O Golden State abrigou o Miami e não conseguiu se impor. Perdeu a partida por 130-129. Mas houve uma prorrogação.

A ressaltar apenas a má sorte de Jamal Crawford (foto AP). Apesar de ter feito 40 pontos, não conseguiu vencer novamente. Aliás, ganhar é um verbo que Jamal ainda não encontrou em qualquer dicionário consultado na Califórnia.

Desde que estreou com a camisa 6 do Warriors – foi trocado com Al Harrington, lembram-se? –, ele ainda não conseguiu vencer nem uma partida sequer. Foram cinco confrontos e cinco derrotas.

TORCIDA

Passamos dos cem! Isso mesmo, já computamos 102 votos. E o Lakers continua nadando de braçada, deixando os outros a comer poeira. Recebeu mais três das sete novas preferências que aqui aportaram.

O quadro agora está assim:

1)    Lakers – 28.4%
2)    Chicago – 16.6%
3)    Boston – 7.8%
4)    Detroit – 6.8%
5)    New York – 6.8%
6)    Phoenix – 6.8%
7)    San Antonio – 5.8%
8)    Cleveland – 3.9%
9)    Denver – 1.9%
10)    Houston – 1.9%
11)    Indiana – 1.9%
12)    Miami – 1.9%
13)    Toronto – 1.9%
14)    Dallas – 0.9%
15)    New Jersey – 0.9%
16)    Philadelphia – 0.9%
17)    Portland – 0.9%

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,