RELAXAMENTO QUE QUASE CUSTOU A VITÓRIA
O Cleveland quase entregou o jogo no terceiro quarto. Levou uma sova do Sacramento de 15 pontos (39-24) e cometeu seis erros.
Neste período, chegou a ficar atrás no marcador em 16 pontos. Vi a viola em cacos, embora faltasse ainda um quarto pela frente.
Os 12 minutos finais foram de pura recuperação, mas não suficiente para levar o time à vitória. O que o Cavs fez foi igualar a partida em 116 pontos e empurrá-la à prorrogação.
Poderia ter vencido, é bom que se diga, se LeBron James (foto AP) tivesse acertado o segundo lance livre a 24 segundos do final, igualando o marcador. Se o alvo fosse acertado, o time de Ohio teria aberto 117-116 e evitaria o tempo extra.
Mas LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça – e acabou falhando.
Mas não sucumbiu aos erros na prorrogação. Fez seis dos dez pontos do Cleveland no tempo adicional e comandou a vitória em 126-123.
LeBron fez 51 pontos…
FIM
LeBron James não conseguiu marcar novo “triple-double”. O ala do Cleveland havia atingido a marca nos últimos três jogos da equipe.
Ontem, além dos 51 pontos, distribuiu nove assistências, apanhou apenas quatro rebotes e deu três tocos.
LBJ é de carne e osso – embora às vezes não pareça.
VAREJÃO
O capixaba fez uma grande partida ontem à noite na capital da Califórnia. Seu aproveitamento nos arremessos de quadra foi perfeito: 8-8 (100%). Bobeou apenas nos lances livres (seu calcanhar de Aquiles): 2-5.
Se tivesse encestado todos seus tiros fatais como fez nos chutes com a bola em movimento, terminaria a partida com 21 pontos. Mas graças aos três erros na linha decisiva, acabou a peleja com 18.
Ótima pontuação; sem dúvida alguma, ótima.
Tão admirável quanto os pontos foi o seu desempenho nos rebotes: 12. Desta dúzia, cinco foram no ataque.
Um “double-double”, portanto.
LIDERANÇA
Com a vitória, o Cleveland igualou a campanha do Lakers com 52 vitórias e apenas 13 derrotas (80%). Mas pelo critério de desempate o time da Califórnia leva a vantagem, pois venceu os dois encontros entre ambos.
Portanto, se o Cavs quiser o primeiro lugar na classificação geral – e quer, como sabemos –, tem que torcer por um tropeço a mais do Lakers até o final da temporada regular.
De qualquer maneira, a vitória de ontem reservou ao Cleveland o título da Divisão Central, fato que não ocorria desde a temporada 1975-76.
E o que isso quer dizer?
Nada.
INACREDITÁVEL!
Só não caí de costas porque estava sentado. Mas vocês repararam no torcedor com a camisa do São Paulo no Arco Arena?
Foi durante o último tempo pedido pelo Sacramento, a cinco segundos do final da partida durante o tempo normal, quando LeBron James fez falta em Kevin Martin.
A tevê local não saiu para o “break” comercial e ficou nos jogadores dos dois times e depois no narrador (lá chamado de play-by-play) e o comentarista (color analyst). No fundo, os torcedores, pois nos EUA os profissionais da imprensa ficam ao nível da quadra.
Os dois falando, quando, no fundo, eu vi o torcedor são-paulino.
Sensacional!
Outro dia, não sei se alguém reparou, no TD Banknorth Garden, em Boston, tinha uma bandeira do Brasil na arquibancada alta atrás da tabela do lado esquerdo da câmera de televisão.
Aliás, se algum brazuca que mora nos EUA tiver uma foto com a camisa de algum time de futebol dentro de uma arena da NBA, entre em contato que a gente publica.
Sensacional!
RODADA
Dois outros jogos chamaram a atenção na rodada de ontem.
O primeiro foi a derrota do Chicago para o Philadelphia fora de casa por 104-101. Ela custou caro ao Bulls; custou a última vaga do G-8 do Leste.
Infelizmente para seus torcedores, o Chicago não é um time pronto, talvez, nem mesmo para caçar uma vaga para os playoffs. O time é indeciso em quadra e mal dirigido por Vinnie Del Negro.
O segundo foi a vitória do Houston diante do Charlotte, na Carolina do Norte.
A jogada que decidiu a partida foi patética. Três pontos atrás do marcador, Larry Brown, técnico do Bobcats, chamou um tempo e armou um tiro de três.
A bola caiu nas mãos de Vladmir Radmanovic – sim, ele mesmo, aquele que jogava no Lakers. Ele subiu para o arremesso…
Ron Artest veio por trás (foto AP) e tomou a bola do sérvio como um profissional toma de um jogador do infantil – não vou dizer mirim para não humilhar tanto.
No contra-ataque, sozinho, Artest – aquele que provocou Kobe Bryant, lembram-se? – caminhou e fez a bandeja derradeira fechando a partida em 91-86.
Os torcedores do Lakers que viram a partida devem ter se lembrado dos momentos de pavor do europeu com a regata amarelinha. E respiraram aliviados por constatar, uma vez mais, que Rad não está mais na franquia.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Anderson Varejão, Bobcats, Bulls, Charlotte, Chicago, Cleveland, Houston, LeBron James, Philadelphia, Ron Artest, Sacramento, Vinnie Del Negro, Vladmir Radmanovic





