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domingo, 1 de novembro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 17:01

PORTLAND, A DECEPÇÃO DO MOMENTO

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A rodada de ontem da NBA poderia ter sido jogada numa segunda-feira. Poucos jogos empolgantes. Rodada de sábado tem que ser atraente aos olhos dos torcedores.

Não foi o que aconteceu.

Na verdade, apenas uma contenda me chamou a atenção: o Houston bateu o Portland, no Texas, por 111-107. Foi o grande jogo da noite.

Trail Blazers Rockets BasketballFoi também um jogo que me deixou decepcionado, pois eu esperava mais do Blazers. Afinal, muitos o colocam na final do Oeste diante do Lakers — não é o meu caso, mas é algo perfeitamente cabível.

Em quadra, o time, todavia, não tem justificado esta predileção. Eu sei, eu sei, foram apenas três partidas, mas se a gente não puder falar agora o que pensa, eu fecho as portas do botequim e reabro-a daqui a um mês.

É isso que vocês querem? Claro que não — e nem é o que eu quero.

Então, vamos lá. Labica, mais uma cerveja pra mim (Labica é o garçom do nosso botequim).

Como gosto de falar pelos cotovelos, digo: o Portland é uma das grandes decepções neste começo de temporada.

Por mais que tenha jogado fora de casa, pegou um Rockets que não arranca suspiros de muitos — eu entre eles. E os texanos, pior ainda, jogaram sem seus dois principais jogadores: Tracy McGrady e Yao Ming.

Mesmo sem eles, vazou a defensiva do Oregon em 111 tentos. Muita coisa.

Tenho certeza de que Nate McMillan, treinador do Blazers, e um fanático por defesas sólidas, deve ter perdido o sono na madrugada deste domingo. 111 pontos do Houston, mesmo sem Yao e T-Mac é coisa de doido.

De seu lado, Brandon Roy (foto AP) anotou 42 pontos. Acertou os 13 lances livres que bateu. Nas bolas de três, fez 5-7. Apanhou ainda seis rebotes, deu quatro assistências e fez um desarme.

O Portland não pode deixar acontecer com ele o que Mike Brown deixou acontecer com o Cleveland. O Cavs sofre de “lebrondependência”; o Blazer tem que evitar uma “roydependência”.

Caso contrário, vai acabar como o Cleveland: o time do “quase”.

AGENTE 0

Gilbert Arenas marcou 32 pontos na vitória do Washington diante do New Jersey por 123-104. Deve ter sido uma pelada.

Está completamente fora de moda jogos com placares dilatados. Isso é coisa do passado, quando se amarrava cachorro com linguiça, como gosta de dizer Luis Felipe Scolari.

De qualquer maneira, o Wizards chama a atenção neste início de temporada. Quando Antawn Jamison voltar, o time ficará mais forte ainda, pois Jamison, todos nós sabemos, é um dos vértices do triângulo do time de Flip Saunders ao lado do Agente 0 e de Caron Butler.

BATMAN

É Manu Ginobili. O argentino pegou um morcego com as mãos no jogo de ontem em San Antonio!

Louco de pedra; não se pega morcegos com as mãos. Está certo que era um “baby bat”, mas era um morcego!

“Ele sempre faz coisas malucas”, garantiu Tony Parker.

Nem precisa dizer, Tony, as imagens falam por si.

Ah, sim, o Spurs bateu o Sacramento por 113-94.

NBB

Começou neste domingo o NBB. Acordei mais cedo e me preparei para assistir Pinheiros x Brasília.

Os dois times entraram em quadra para disputar a contenda mais importante da primeira rodada.

Entraram e jogaram em uma quadra de vôlei…

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 29 de abril de 2009 NBA | 11:29

LÓGICA TEXANA

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Eu já disse aqui neste botequim: não fosse a contusão de Josh Howard, que perdeu 30 partidas da fase de classificação, e o Dallas teria feito uma campanha muito melhor do que seu sexto lugar.

O time é muito melhor do que a posição sugere.

Ganhou em qualidade com a contratação do técnico Rick Carlisle. Inegavelmente superior a Avery Johnson, o treinador de campanhas passadas.

Com Carlisle à frente do time, o Dallas deixou de ser uma equipe dependente de apenas um jogador para se transformar em um time coeso, solidário. Foi assim que o Mavericks eliminou o San Antonio neste confronto texano.

Os 106-93 de ontem na cidade do Álamo foram incontestáveis.

O temor em San Antonio é que a eliminação, dentro do AT&T Center, não se torne fato corriqueiro. Ou vocês se esqueceram que foi também no ginásio do Spurs que o Dallas eliminou seu rival regional nas semifinais do Oeste nos playoffs de 2006?

“Eles tiveram mais poder de fogo do que nós”, admitiu Tim Duncan, depois da partida. “Eles jogaram mais do que a gente”.

Declaração equilibrada e cavalheira de um jogador equilibrado e cavalheiro.

Foi exatamente isso o que aconteceu: o Dallas sempre foi superior ao San Antonio neste confronto.

E mostrou-se, como disse na abertura do nosso bate papo, um time equilibrado. Vejam o que disse o técnico Carslile: “Penso que Howard foi provavelmente nosso MVP nesta série. Ele jogou muito”.

Apesar do equilíbrio, há sempre alguém a se destacar, isso é normal. Mas, pergunto: seria possível imaginar um cenário desses em temporadas passadas?

Penso que não, pois Dirk Nowitzki sempre foi o centro das atenções do Dallas.

Ontem, o alemão jogou muito, é verdade. Deixou a quadra com 31 pontos e foi o cestinha não só do time, mas da partida também.

Howard fez 17 pontos, mas apanhou oito rebotes e fez três desarmes.  Erick Dampier – chamado jocosamente de “Ericka” por Shaquille O´Neal – foi o único atleta em quadra a fazer um “double-double”: 11 pontos e 12 rebotes. Jason Kidd anotou 12 pontos, J. J. Barea fez 10 e Jason Terry, o melhor reserva desta temporada, veio do banco e adicionou mais 19 pontos.

Como se vê, nada menos do que seis jogadores com um duplo dígito na pontuação.

Equilíbrio; este foi o segredo do Dallas nesta série, repito. Se continuar assim, dará muito trabalho ao Denver, que esta noite deverá eliminar o New Orleans (23h30 de Brasília).

LÓGICA

A eliminação do San Antonio seguiu a lógica. O alvinegro, sem Manu Ginobili, contundido no tornozelo, não era mesmo páreo para uma equipe em franca evolução como o Dallas.

Ontem, o time sofreu uma vez mais da inanição ofensiva de seus atores secundários. Enquanto Tim Duncan (30) e Tony Parker (26) anotaram juntos 56 pontos, os demais jogadores fizeram, somados, 37 tentos.

Dá para ganhar assim? Claro que não.

Roger Mason Jr., por exemplo, foi um jogador na fase de classificação; outro nos playoffs. Não conseguiu ser o “key factor” de momentos decisivos, como aconteceu contra o Phoenix, no dia de Natal, lembram-se?

Gregg Popovich vai ter trabalho nesta “off-season”. Precisa ver se Manu consegue recuperar a saúde e procurar jogadores para dar o suporte necessário para Timmy e Paker.

Caso contrário, pensar em títulos não passará de um sonho distante.

PROBLEMA

Depois de ter recuperado a vantagem de quadra ao bater o Philadelphia fora de casa, o Orlando voltou empavonada para a Flórida e venceu o Sixers com facilidade: 91-78.

Dwight Howard foi o nome do jogo. E por dois motivos: 1) Terminou a partida com 24 pontos e incríveis 24 rebotes (dez de ataque); 2) Deu uma cotovelada em Sam Dalembert no segundo quarto que pode custar-lhe uma suspensão de uma partida.

Esta foi a terceira vez que eu presenciei Howard tendo problemas com seus marcadores. A primeira foi diante de Pau Gasol, em Los Angeles, a segunda contra o nosso Nenê, em Denver; e agora a de ontem.

O que existe em comum entre Gasol, Nenê e Dalembert? Os três são estrangeiros.

Seria xenofobia de Howard ou apenas coincidência?

Espero que a alternativa “b” seja a correta, pois discriminação é algo repugnável, repulsivo, condenável, nojento, enfim, tudo o que de ruim passar pela sua cabeça.

RODADA

O Portland continua vivo na série diante do Houston. Venceu por 88-77 e diminuiu a diferença dos texanos, agora em 3-2. Os dois times voltam a se enfrentar amanhã no Toyota Center, lar do Rockets.

Se os anfitriões confirmarem o favoritismo, avançam para as semifinais do Oeste e serão adversários do Lakers, que sovou o Utah. Alcançará a classificação mesmo sem poder contar com seu principal jogador: Tracy McGrady.

Ou será que vai se qualificar exatamente porque T-Mac está de fora? Como se sabe, o jogador jamais conseguiu passar da primeira rodada dos playoffs.

Os supersticiosos de plantão rezam para que McGrady não consiga uma recuperação milagrosa.

É a vida.

Enquanto isso, novamente o Chicago deixou escapar em Boston mais uma vitória. Se tivesse obtido-a, teria pulado ele, e não o Celtics, na frente em 3-2 nesta que é a série mais emocionante até o momento nestes playoffs.

Nada menos do que três dos cinco jogos precisaram de prorrogações. Ontem foi mais um deles.

Como disse, o Bulls deixou a vitória escorregar por entre os dedos. Além de Kevin Garnett, ausente por contusão, Ray Allen foi eliminado do jogo com seis faltas a 5:26 minutos do final.

Naquele momento o Chicago estava na frente em 83-80. Chegou a vencer por 89-84, mas não sustentou a vantagem e bater um advesário debilitado.

Na prorrogação, uma bola dupla de Paul Pierce a dois segundos do fim do jogo colocou o Celtics na frente em 106-104 e o Bulls não conseguiu provocar a segunda prorrogação.

Time jovem, com potencial, mas inexperiente e com treinador jovem, inexperiente e sem potencial.

 

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 27 de abril de 2009 NBA | 12:51

GRANDES JOGOS, GRANDES EMOÇÕES

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Chicago e Boston fizeram o grande jogo da rodada de ontem dos playoffs da NBA. Duas prorrogações e emoção pra ninguém botar defeito. E o resultado, 121-118 para o Bulls, poderia ter sido para o Celtics.

O jogo foi muito igual.

Ray Allen quase estragou a festa na cidade dos ventos, como fez na segunda partida no TD Banknorth Garden. Dele foram os três tentos que empataram o jogo em 96 pontos e levou a partida para a primeira prorrogação.

Mas o Boston não esperava ter que provar do mesmo veneno ao final da prorrogação referida.

Ben Gordon foi o responsável pelo dissabor. Devolveu na mesma moeda ao derrubar uma bola de três no fim do primeiro tempo extra e empatar a partida em 110 tentos. Com isso,  conduziu o encontro novamente a mais cinco minutos para se conhecer o vencedor.

Quando o segundo tempo adicional estava prestes a terminar, Paul Pierce resolveu incorporar o personagem de Allen, mas não deu certo. A peleja mostrava vantagem para o Bulls de 121-118. Com o cronômetro zerando,  ele tentou um arremesso triplo que acabou bloqueado por John Salmons.

Foi o último grande momento da partida.

Com disse, emoção do começo ao fim.

BUlls x Celtics

DESTAQUES

O equilíbrio foi a marca do Chicago. Nada menos do que sete jogadores terminaram a partida com um duplo dígito: Derrick Rose (23), Ben Gordon (22),  John Salmons (20), Kirk Hinrich (18), Tyrus Thomas (14) e Joakim Noah (12).

Do lado do Boston, Paul Pierce fez 29 pontos, enquanto que Ray Allen anotou um a menos.

Mas o grande nome do Celtics foi, novamente, Rajon Rando, que anotou seu segundo “triple-double” na série: 25 pontos, 11 assistências e igual número de rebotes.

É nome forte para ganhar o MIP desta temporada, se bem que eu não coloco a mão no fogo por quem vota; já disse isso aqui neste botequim.

IGUALDADE

Com a vitória, o Chicago empatou o confronto em 2-2. O próximo jogo será amanhã às 20h de Brasília.

Kevin Garnett continuará de fora. Mas já treina com bola.

Está sendo guardado para as finais contra o Cleveland – é o que se comenta. O problema é que o Orlando ganhou ontem do Philadelphia e empatou a série em 2-2.

Se souber proteger seu mando de quadra, elimina o Sixers e classifica-se para as semifinais. Aí será o adversário do Celtics na próxima fase dos playoffs do Leste.

Neste caso, talvez a franquia tenha que abreviar o retorno de KG.

É DE TRÊS!!!

TurkogluAssim gritaria o competentíssimo Ivan Zimermman no arremesso de Hedo Turkoglu. O turco atirou e a buzina explodiu com a bola no ar (foto à direita, AP).

Os 16.464 torcedores que foram ao Wachovia Center da Filadélfia cruzaram os dedos. Mas não adiantou nada.

A bola caiu limpinha pelo aro caseiro, lambendo a redinha, para desespero dos fãs e do Philadelphia: o Orlando venceu a partida por 84-81 e, como disse acima, empatou a série em 2-2.

Nada como um dia após o outro.

Ou vocês se esqueceram do primeiro e do terceiro embates desta fase, quando o Sixers venceu exatamente com bolas no último segundo?

CENÁRIO

Com a vitória de ontem, basta o Orlando vencer seus dois próximos encontros em sua Amway Arena para eliminar o Philadelphia.

O Sixers, no entanto, deu mostras de que pode roubar uma vez mais a vantagem do Magic.

Acho que o Chicago pode fazer o mesmo em Boston; a menos que Kevin Garnett entre em quadra – o que eu não acredito.

CULATRA

Bem que o Portland tentou pregar peça semelhante no Houston, como fizeram Chicago e Orlando. Não conseguiu.

A chance de ontem no Texas foi grande demais. Não sei se o Rockets vai proporcionar situação semelhante no último enfrentamento entre os dois no Toyota Center, marcado para quinta-feira próxima.

A diferença no jogo de ontem foi Yao Ming. O chinês, que esteve apagado nos dois últimos embates, anotou 21 pontos e confiscou 12 dos 43 rebotes do Houston.

Isso foi importante, porque o duelo, neste quesito, terminou com uma vantagem mínima para os anfitriões, uma vez que os visitantes pegaram apenas dois a menos.

Daí vê-se a importância de Yao na partida. Mas a gente tem que contextualizar o desempenho do chinês: Greg Odem, que tinha feito excelente marcação nos dois últimos jogos, ontem envolveu-se com as faltas e pouco jogou.

Do lado do Blazers, Brandon Roy foi um gigante. Anotou 31 pontos; por pouco não foi ele a figura central da partida.

RESOLVIDO

Cavs x PistonsPonto final na série mais sem graça destes playoffs.

Ao vencer o Detroit, fora de casa, por 99-78, o Cleveland tornou-se o primeiro classificado para as semifinais. Fez o que um grande time teria que fazer numa situação dessas: atropelar o adversário.

Continuará tendo vida fácil nos playoffs do Leste, fruto de sua excelente campanha na fase de classificação. Pegará Miami ou Atlanta nas semifinais; dois times bem inferiores em relação à sua força.

O Cavs será realmente testado na final da conferência. Orlando ou Boston (ao que tudo indica) são times que têm um nível semelhante ao Cleveland.

Até lá, confrontos que representarão mais um jogo-treino do que combates onde tudo pode acontecer.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. A HORA DO PALPITE
  3. MESMO ROTEIRO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 25 de abril de 2009 NBA | 16:07

MESMO ROTEIRO

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O Orlando tentou dar o troco; não conseguiu. Pior do que isso, foi golpeado novamente.

Como aconteceu no primeiro jogo da série, na Flórida, quando a partida foi decidida apenas na última bola (tiro certeiro de Andres Iguodala), ontem o filme se repetiu. Mas o cenário foi outro: o Wachovia Center da Filadélfia.

O enredo, conforme informa o parágrafo acima, foi o mesmo.

A sete segundos do final, com o placar marcando igualdade em 94 pontos, Thaddeus Young fez uma infiltração pela esquerda. Livra-se da marcação de Rashard Lewis, evita a cobertura de Dwight Howard, faz um “spin” e com o braço esquerdo completa a bandeja: 96-94 para o Sixers – sofreu falta de Howard, mas a arbitragem ignorou.

Dois segundos para o final. Lewis recebe o fundo bola e, no desespero, lança a bola em direção à cesta do Philadelphia, mas sem precisão.

Os 16.492 torcedores que lotaram a arena da Filadélfia fizeram a festa, não só pela vitória, mas também pela recuperação da vantagem na série. O Sixers volta a liderar o confronto, agora em 2-1.

O próximo enfrentamento está marcado para amanhã, às 19h30 de Brasília. Local: novamente o Wachovia Center.

O Sixers pode abrir 3-1. Se isso acontecer, a chance de eliminar o Orlando é grande demais.

E se acontecer, será a primeira surpresa destes playoffs.

ERRO

O Orlando esqueceu-se de Rashard Lewis no final da partida. Concentrou seu jogo em Dwight Howard e no teimoso Hedo Turkoglu.

Um jogador com Lewis não pode deixar de ser envolvido no momento decisivo. Não sei se isso foi coisa do técnico, Stan Van Gundy, ou dos jogadores em quadra.

De qualquer maneira, foi um erro – e o preço, como se viu, foi caro demais.

EMOÇÃO

Houston e Portland fizeram um embate que também envolveu os torcedores até o último segundo. Para  aqueles que esperavam vitória sossegada do Rockets, roer unhas ao final da partida foi mais do que justificável.

A 16 segundos do final, Rudy Fernandez, da ponta esquerda do ataque o Portland, desfirou um pelotaço triplo que encurtou a vantagem do Houston para apenas um ponto: 81-80.

Acertadamente, Steve Blake fez falta em Aaron Brooks. O armador texano acertou os dois tiros fatais, aumentando a vantagem para três pontos: 83-80.

Inexplicavelmente, Blake pegou o fundo bola e saiu feito um maluco em direção à quadra inimiga.  E com 11 segundos para o final, desferiu um arremesso da meia direita que nem aro deu.

Pra quê? Faltavam 11 segundos! Poderia – e deveria – ter trabalhado melhor a jogada.

Na sequência, Shane Battier acertou dois lances livres, Blake – agora sim – encestou uma de três, deixando o placar em 85-83. Nova falta em Brooks, a dois segundos da buzinada final. O armador do Rockets acertou o primeiro, mas errou o segundo. Só que ele próprio pegou o rebote e derrubou da cama os sonhadores do Oregon: 86-83.

O Houston recuperou a vantagem (2-1) e entra em quadra novamente amanhã à noite, 22 horas de Brasília, para tentar ampliar o marcador em 3-1.

Se conseguir… sei não, o Blazers vai para o beleléu.

NÚMEROS

Interessantes, vejam só: quando Brandon Roy e LaMarcus Aldridge jogam mal, o Portland perde; quando jogam bem, vence.

Nas duas derrotas do Blazers para o Houston os dois, juntos, fizeram uma média de 30 pontos por jogo; na vitória, ambos somaram 69 tentos.

Na vitória, o percentual de aproveitamento deles foi de 56.5%; no revés, 36.8%.

Não precisa ser especialista para chegar à conclusão que o segredo no confronto está em conter a dupla do Oregon.

COMPENSAÇÃO

Yao Ming fez uma péssima partida com a bola nas mãos. Sem confiança, foi dominado por Greg Odem; sinceramente, não compreendi, pois o chinês é mais experiente e melhor que o novato do Portland.

É certo que ele teve problemas com as faltas, mas quando esteve em quadra, não gostei do que vi. Em números, Yao marcou míseros sete pontos, ele que teve 19.7 pontos de média durante a fase regular.

Em contrapartida, Luis Scola voltou a jogar muito bem. Marcou 19 pontos.

DEPRESSÃO

Quando Will Bynum acertou um arremesso duplo e empatou o jogo em 58 pontos, o Cleveland fez uma corrida de 21-10 e marcou 3-0 na série diante do Detroit vencendo a partida por 79-68.

É o confronto mais sem graça desses playoffs, pois a diferença entre as equipes é gritante.

LeBron James fez 25 pontos, 11 rebotes e nove assistências. Flertou, uma vez mais, com o “triple-double”. Jogou muito.

Anderson Varejão, o brazuca do Cavs, realizou mais uma vez um jogo tático. Deu tudo de si para o time, mas foi econômico para si próprio: sete pontos, quatro rebotes, dois desarmes e um toco.

O próximo jogo está marcado para amanhã às 16h30 de Brasília.

Notas relacionadas:

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  2. A HORA DO PALPITE
  3. A BATALHA DO ÁLAMO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,