PORTLAND, A DECEPÇÃO DO MOMENTO
A rodada de ontem da NBA poderia ter sido jogada numa segunda-feira. Poucos jogos empolgantes. Rodada de sábado tem que ser atraente aos olhos dos torcedores.
Não foi o que aconteceu.
Na verdade, apenas uma contenda me chamou a atenção: o Houston bateu o Portland, no Texas, por 111-107. Foi o grande jogo da noite.
Foi também um jogo que me deixou decepcionado, pois eu esperava mais do Blazers. Afinal, muitos o colocam na final do Oeste diante do Lakers — não é o meu caso, mas é algo perfeitamente cabível.
Em quadra, o time, todavia, não tem justificado esta predileção. Eu sei, eu sei, foram apenas três partidas, mas se a gente não puder falar agora o que pensa, eu fecho as portas do botequim e reabro-a daqui a um mês.
É isso que vocês querem? Claro que não — e nem é o que eu quero.
Então, vamos lá. Labica, mais uma cerveja pra mim (Labica é o garçom do nosso botequim).
Como gosto de falar pelos cotovelos, digo: o Portland é uma das grandes decepções neste começo de temporada.
Por mais que tenha jogado fora de casa, pegou um Rockets que não arranca suspiros de muitos — eu entre eles. E os texanos, pior ainda, jogaram sem seus dois principais jogadores: Tracy McGrady e Yao Ming.
Mesmo sem eles, vazou a defensiva do Oregon em 111 tentos. Muita coisa.
Tenho certeza de que Nate McMillan, treinador do Blazers, e um fanático por defesas sólidas, deve ter perdido o sono na madrugada deste domingo. 111 pontos do Houston, mesmo sem Yao e T-Mac é coisa de doido.
De seu lado, Brandon Roy (foto AP) anotou 42 pontos. Acertou os 13 lances livres que bateu. Nas bolas de três, fez 5-7. Apanhou ainda seis rebotes, deu quatro assistências e fez um desarme.
O Portland não pode deixar acontecer com ele o que Mike Brown deixou acontecer com o Cleveland. O Cavs sofre de “lebrondependência”; o Blazer tem que evitar uma “roydependência”.
Caso contrário, vai acabar como o Cleveland: o time do “quase”.
AGENTE 0
Gilbert Arenas marcou 32 pontos na vitória do Washington diante do New Jersey por 123-104. Deve ter sido uma pelada.
Está completamente fora de moda jogos com placares dilatados. Isso é coisa do passado, quando se amarrava cachorro com linguiça, como gosta de dizer Luis Felipe Scolari.
De qualquer maneira, o Wizards chama a atenção neste início de temporada. Quando Antawn Jamison voltar, o time ficará mais forte ainda, pois Jamison, todos nós sabemos, é um dos vértices do triângulo do time de Flip Saunders ao lado do Agente 0 e de Caron Butler.
BATMAN
É Manu Ginobili. O argentino pegou um morcego com as mãos no jogo de ontem em San Antonio!
Louco de pedra; não se pega morcegos com as mãos. Está certo que era um “baby bat”, mas era um morcego!
“Ele sempre faz coisas malucas”, garantiu Tony Parker.
Nem precisa dizer, Tony, as imagens falam por si.
Ah, sim, o Spurs bateu o Sacramento por 113-94.
NBB
Começou neste domingo o NBB. Acordei mais cedo e me preparei para assistir Pinheiros x Brasília.
Os dois times entraram em quadra para disputar a contenda mais importante da primeira rodada.
Entraram e jogaram em uma quadra de vôlei…
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Autor: Fábio Sormani Tags: Antawn Jamison, Blazers, Brandon Roy, Brasília, Gilbert Arenas, Houston, Manu Ginóbili, NBB, Pinheiros, Portland, Rockets, San Antonio, Spurs, Tony Parker, Tracy McGrady, Washington, Wizards, Yao Ming



