Ben Wallce | Fábio Sormani

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quinta-feira, 25 de junho de 2009 NBA | 18:17

REFORÇO DE PESO

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Já vi que muitos de vocês tomaram conhecimento e alguns já comentaram o negócio desta quinta-feira: Shaquille O’Neal deixou o Phoenix e foi para o Cleveland.

Em troca, o Cavs mandou para o Suns Sasha Pavlovic, Ben Wallace, US$ 500 mil e o primeiro “draft” do ano que vem, desde que não esteja entre os 40 primeiros. Se isso ocorrer, o Suns fica com a segunda escolha do Cleveland.

O que isso quer dizer?

Que o Cleveland não mediu esforços para continuar sonhando com o título na próxima temporada. Enfiou a mão no bolso e pegou Shaq.

Sim, pois o superpivô tem garantido para esta próxima temporada US$ 20 milhões. De outra parte, Sasha antecipou US$ 3.450 milhões deste último ano de seu contrato, o que lhe garante para a próxima temporada apenas US$ 1.5 milhão – que serão pagos pelo Suns – e não os US$ 4.950 milhões a que ele teria direito.

Além disso, como o time do Arizona estava com o “cap” estourado, outros US$ 3.450 milhões serão adicionados à economia da franquia, que não terá de pagar de multa à NBA por ter estourado o teto da “Luxury Tax”.

Isso sem contar que Big Ben pode se aposentar, o que, se ocorrer, desobriga o Phoenix de pagar os US$ 14 milhões a que ele tem direito na próxima temporada. E a possibilidade é grande, apesar da vultosa quantia em questão.

Mas esqueçamos as cifras e vamos falar de basquete.

Com Shaq no time, o Cleveland ganha muita força em seu jogo interior. Mesmo com 37 anos, o grandalhão teve médias de 17.8 pontos e 8.4 rebotes por partida na última temporada.

Se não empolgou tanto foi porque ele jamais casou com o estilo de jogo do Phoenix. No começo, Terry Porter até que tentou, mas depois que foi demitido e Alvin Gentry assumiu o comando da equipe, ela voltou à correria dos tempos de Mike D’Antoni.

Agora ao lado de LeBron James (foto AP), sobrará espaços para Shaq atacar, o que é o forte de seu jogo. Isso porque a marcação adversária dobra o tempo todo pra cima de LBJ, pois, se não o fizer, o craque enche o picuá adversário de cesta.

Dobrando em King James, Shaq vai ter, como disse, folga ofensiva. E se ele encontrá-la, vai também encher o picuá adversário de cesta.

Além disso, defensivamente, ele vai ajudar na briga contra os grandalhões adversários. E quando falo em grandalhões adversários me refiro ao pessoal do Boston e do Orlando – principalmente Dwight Howard.

Shaq não tem um histórico de contusões graves, é experiente e ainda tem amor pelo jogo. Além disso, é boa praça e não bagunça vestiário; ao contrário, ajuda a melhorar o ambiente do grupo.

Ainda por cima, vai adicionar a experiência que o time tanto precisou nos momentos decisivos da última temporada. Afinal de contas, ele tem quatro anéis de campeão.

Quanto ao Phoenix, bem, o Suns pensou apenas no dinheiro. Vê-se que a franquia não tem projeto de alçar grandes voos no próximo campeonato.

Se o tivesse, teria procurado algum jogador útil para o time – e não um atleta que só pensa em se aposentar e um estrangeiro que até hoje não entendeu direito como é que funciona o jogo na NBA.

DRAFT

Hoje à noite, 20h de Brasília, acontece em Nova York o “NBA Draft”. Não me emociona nenhum pouco, pois não teremos neste recrutamento nenhum Kobe Bryant, LeBron James ou Tim Duncan.

Dizem os especialistas que é uma das mais fracas seleções dos últimos tempos.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,