Avery Johnson | Fábio Sormani

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quarta-feira, 4 de abril de 2012 NBA | 12:36

LAKERS: PIOR ADVERSÁRIO PODE ESTAR DENTRO DO ELENCO

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Dormi no intervalo do jogo Lakers x Nets. O “jet lag”, aquele bichinho danado que nos faz ficar cansados e meio zureta, deu o ar da graça e me derrubou completamente.

O jogo, é verdade, meio que não ajudava a prender a atenção, pois o Lakers passeava diante do New Jersey. Foi para o vestiário com uma vantagem de 13 pontos: 58-45. E eu, por conta disso, peguei no sono, pois o confronto estava sonolento dada a disparidade entre os dois times.

Acordei nesta quarta-feira e eu abro o laptop para ver o que aconteceu. E para minha surpresa, o New Jersey bagunçou o jogo no segundo tempo ao fazer 42-33 e quase venceu a partida. Só não venceu porque, “down the strecht”, Kobe Bryant mais uma vez foi Kobe Bryant.

KB fez apenas cinco pontos no último quarto, mas foram os cinco últimos pontos do Lakers na partida. Os três últimos uma cesta tripla quase que do meio da quadra (foto AP), que dava a impressão de que não entraria e daria, com isso, a oportunidade ao NJN de vencer, pois faltavam ainda pouco mais de dez segundos e a vantagem californiano era de apenas um ponto.

Impiedoso, como os grandes jogadores costumam ser, Kobe definiu mais uma vitória do Lakers: 91-87. Com ela, o time se mantém na terceira posição no Oeste com 20 derrotas, sete a mais do que o Oklahoma City.

Ficar em primeiro é algo que eu arrisco dizer impossível. Mas o que temos que analisar é o que o Lakers pretende quando os playoffs chegarem.

PIOR ADVERSÁRIO

Ontem o Lakers jogou sem Andrew Bynum, lesionado no tornozelo esquerdo. Bynum, aliás, tem sido um problema para o técnico Mike Brown e para o grupo. O pivô não gosta do treinador e já deixou isso claro com comportamentos inadequados.

Arremessou uma bola de três na partida contra o Golden State que foi uma vergonha. Por conta disso, foi mandado para o banco de reservas. Por conta dela, foi multado ontem pela franquia em quantia não divulgada.

Em Nova York, assistindo ao jogo entre Knicks e Orlando Magic, um jornalista italiano, correspondente da “Gazzetta dello Sport”, residente em Los Angeles, contou-me que Brown está com Bynum atravessado na garganta. Disse-me que sua fonte dentro do time (revelou-me quem é, mas não vou dizer por respeito ao colega) o tem colocado a par do que está ocorrendo.

Mas nem precisa, porque é nítido. Não apenas com o arremesso de três diante do GSW, mesmo jogo em que Bynum se lesionou, mas também com as expressões faciais do jogador quando dos pedidos de tempo feitos por Mike Brown.

OKC, San Antonio, Clippers, Memphis e até mesmo o Dallas, que custa a engrenar, são adversários de respeito que o Lakers terá em quadra. Mas o pior oponente que um time pode ter é ver seu elenco rachado ou contar com um jogador que não quer saber de jogar porque não gosta do treinador.

DECEPÇÃO

Tudo bem que o New Jersey perdeu Brook Lopez, um dos pilares do time. Está contundido no tornozelo e não deve mais jogar esta temporada.

Tudo bem que o New Jersey está sem Brook, mas o time tem um elenco melhor do que a campanha de 19-36 sugere. Deron Williams está seguramente entre os três melhores armadores da NBA. Gerald Wallace e Kris Humphries estão bem acima da média. Do banco vêm Jordan Farmar e o campeão DeShawn Stevenson e esse Gerald Green não é de se jogar fora.

Avery Johnson já foi eleito “Coach of the Year” na temporada 2005-06, quando perdeu o título para o Miami Heat. Sempre disse nesse botequim que Avery não é treinador de time campeão. Pelo menos não tem sido. Mas disse também que ele poderia ser muito útil na reconstrução da franquia que ano que vem muda-se para o Brooklyn, Nova York.

Mas não é isso o que temos visto. Avery Johnson desaponta; uma vez mais.

ESCLARECIMENTO

Como prometido, mandei e-mail para a NBA pedindo aclaramento sobre a questão do título conquistado pelo Seattle SuperSonics na temporada 1978-79. De quem é esse título? Do Oklahoma City Thunder ou ficou com o SuperSonics, apelido mantido pela cidade de Seattle, que briga para colocar novamente uma franquia na NBA?

Como disse, o nome SuperSonics ficou em Seattle (esta foi uma das condições para a mudança da franquia para Oklahoma City) e por isso mesmo fiquei em dúvida sobre o questionamento de um dos nossos parceiros sobre esta questão. Achava que o título era do Sonics.

Recebi há pouco e-mail da NBA com a resposta: o título é do Thunder. Portanto, se o OKC ganhar essa temporada, estará faturando o segundo campeonato de sua história.

A franquia mudou de cidade e de nome, mas a origem é o que vale.

RODADA

Não vi o jogo do San Antonio contra o Cleveland por causa do cansaço, vocês já estão por dentro, pois contei alguns parágrafos acima. Esta manhã, fui ver o “box score” da partida preparado para me surpreender e constatar que num jogo fácil como este Tiago Splitter teria tido mais minutos do que o habitual e feito muitos pontos e amealhado muito mais rebotes do que o corriqueiro. Mas não houve surpresa alguma: Splitter atuou por ridículos 17:21 minutos. Por isso, marcou apenas 11 pontos e pegou só cinco rebotes… Alguém sabe me dizer se o barriga-verde está lesionado ou se lesionou? Se está se recuperando de contusão e por isso Gregg Popovich, o treinador, está poupando-o nos jogos? Ou se ele se machucou durante a partida vencida por 125-90? Isso mesmo: o Spurs bateu o Cavs por 35 pontos, na casa do adversário, e nem assim Tiago conseguiu ficar em quadra por 20 ou mais minutos… Consegui ver um pedacinho da vitória do Indiana diante do New York por 112-104. Suficiente para ver que Leandrinho Barbosa (foto AP) ainda não está completamente adaptado ao sistema do time. Pra piorar, no final do primeiro tempo, arremessou uma bola de três, completamente desequilibrado, a seis segundos do final, quando poderia ter gastado o tempo e arremessar no estouro do cronômetro. Essa precipitação custou um contra-ataque que culminou com uma cesta de três de Steve Novak, que igualou a partida… Danny Granger, o dono do Pacers, deu uma dura em LB. A tevê mostrou. Aliás, com razão… Leandrinho, de todo o modo, terminou a partida com seus habituais 12 pontos… Quanto a Jeremy Lin, li nos jornais nova-iorquinos que ele pode voltar nos playoffs… Sem Dwyane Wade o Miami venceu o Philadelphia, em casa, por 99-93. Ouso dizer que talvez não tivesse vencido se Andre Iguodala não tivesse deixado a partida quando faltavam 4:42 minutos para o final do terceiro quarto e com o Heat na frente em 68-64. Iguodala foi vítima de uma “dedada” involuntária de Mario Chalmers em seu olho esquerdo… LeBron James deixou o jogo com 41 pontos. Assumiu o time como todo grande jogador tem que fazer… O Memphis voltou a vencer. Desta vez a vítima foi o Golden State, time fraco, é verdade, mas o fato é que o Grizzlies ganhou: 98-94. A equipe do Tennessee vem de três vitórias consecutivas e dos últimos seis embates ganhou cinco. Está em sexto lugar no Oeste, mas a apenas duas derrotas do Lakers, o terceiro colocado. Até onde esse time pode chegar? Semifinal do Oeste. Se decidir o título, pago uma caixa de cerveja pro Reirom.

Notas relacionadas:

  1. ADVERSÁRIO DOS SONHOS
  2. UM ADVERSÁRIO NA MEDIDA
  3. KOBE RECLAMA DO LAKERS, DIZ QUE PODE SAIR, MAS DEVERÁ SER SURPREENDIDO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 NBA | 19:03

AVERY JOHNSON: “KOBE E JORDAN SÃO IGUAIS”

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Avery Johnson jogou um pouco de lenha em uma fogueira que tão cedo não vai apagar. Disse o treinador do New Jersey Nets que Kobe Bryant está no mesmo patamar de Michael Jordan.

A declaração foi dada depois da partida de seu time contra o Lakers, neste domingo, em Nova Jérsei. O time californiano teve dificuldades para bater uma das equipes mais fracas do Leste. Mas no final da partida, Kobe colocou a bola debaixo do braço e resolveu a parada.

Disse Avery sobre a polêmica questão:  “Eu tive a chance de jogar contra os dois e agora também já treinei contra Bryant. Meu Deus, às vezes olho Kobe em quadra e vejo como ele e Jordan parecem exatamente o mesmo jogador”.

Instado a dizer quem é o melhor, o treinador de voz esganiçada disse:  “Em algumas (pesquisas) Kobe será primeiro, em outras Jordan. Bryant é atualmente, sem dúvida, o melhor jogador do planeta. Não me surpreendo se colocarem Jordan como 1-A e ele como 1-B”.

Ah, bom; Avery se redimiu no final. MJ é melhor — isso é fato. Só os fanáticos não veem assim. Foi mais líder, mais inteligente, tinha mais personalidade e seus números são superiores aos de Kobe. Eu já disse isso várias vezes aqui neste botequim e fui apedrejado. Serei novamente, com certeza.

O que sobra desta declaração, pra mim, é o posicionamento que Avery dá a Black Mamba. Ou seja: Jordan 1-A; Kobe 1-B. É a primeira vez que eu vejo gente do ramo posicionar Kobe tão perto de MJ.

O que eu acho?

Avery surtou — com todo o respeito.

Notas relacionadas:

  1. COMPARAR LEBRON A JORDAN É PIADA
  2. DOIS TIMES IGUAIS
  3. MICHAEL JORDAN É INCOMPARÁVEL
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

terça-feira, 30 de junho de 2009 NBA | 20:14

VAREJÃO FORA DO CLEVELAND

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Anderson Varejão está fora do Cleveland. Ele próprio tomou a decisão – quem informa é o site da ESPN.

Se você não sabe, o capixaba tem um contrato com o Cavs que dá a ele o direito de ficar ou não na franquia. Como é forte o comentário de que o Cleveland vai contratar o ala de força Charles Villanueva, do Milwaukee, Varejão, sentindo que vai amargar um banco danado na próxima temporada se isso ocorrer, optou por procurar equipe.

Villanueva é um jogador mais ofensivo do que Varejão. O time quer um atleta que pontue – o que não é o caso do brasileiro.

Além disso, Villanueva elogiou em seu twitter a contratação de Shaquille O´Neal pelo Cavs e disse que o time de Ohio estava precisando agora de um ala/pivô. Ofereceu-se, claramente, para jogar ao lado de LeBron James, o que teria irritado profundamente os executivos do Bucks.

Por isso o time de Wisconsin teria aberto mão do direito de exercer preferência sobre ele na próxima temporada.

Uma pena que tudo isso ocorra, pois o time com LBJ e Shaq ficará forte demais e o brasuca teria grandes chances de ganhar o título da próxima temporada. Mesmo tendo menos minutos em quadra, valeria a pena arriscar, pois a temporada é longa e muita coisa pode acontecer.

Amanhã, de acordo com as regras da NBA, os times poderão conversar com os atletas que têm o passe na mão – vamos usar esta expressão, bem brasileira, para facilitar o entendimento. Muita coisa, portanto, pode ocorrer nesta quarta-feira.

Vamos, pois, aguardar pelo capítulo desta quarta. Ele promete.

SELEÇÃO

Anderson Varejão afirmou ao SporTV, agora há pouco, que sua decisão não vai impedí-lo de aceitar a convocação do técnico Moncho Monsalve para defender o Brasil na Copa América em Porto Rico.

Ótimo; ótima notícia!

E que o capixaba encontre um bom lar para a próxima temporada.

RUA!

Michael Curry foi demitido pelo Detroit Pistons. Segundo o “visionário” Joe Dumars, o técnico perdeu o controle do grupo. O engraçado é que o mesmo Dumars disse, há alguns dias, que Curry ficaria, pois havia feito um bom trabalho na temporada passada.

Onde ele viu isso? Eu não vi, vocês viram? Creio que também não viram.

Mas em se tratando de Dumars, é possível mesmo que ele tenha gostado, pois o gosto dele é bastante discutível.

Comenta-se que Avery Johnson, ex-Dallas, atualmente comentarista da TNT, deve assumir a franquia. Outra opção é Doug Collins, ex-treinador do Chicago e Washington e que também trabalha com a latinha.

Por fora corre Bill Laimbeer, ex-companheiro de time de Dumars na época dos “Bad Boys”. Mas Bill não tem qualquer experiência com times masculinos, pois vinham treinando o Detroit Shock, a versão feminina do Pistons.

Mas não importa: neste momento, até Laimbeer é melhor que Curry.

PERMANÊNCIA 1

Carlos Boozer desarrumou as malas. O ala de força do Utah afirmou que não vai mais testar o mercado: quer jogar outra temporada com o Jazz.

Embora muitos torçam o nariz para Boozer, eu gosto do jogador. Com ele ao lado de Deron Williams o Utah mantém-se forte.

PERMANÊNCIA 2

Outro que não vai testar o mercado é Kobe Bryant. Ele tem, por força contratual, o direito de procurar time, assim como Varejão, mas ele nem pensa nisso.Seu lugar é mesmo Los Angeles.Aliás, se eu fosse Kobe, trocaria o Lakers por apenas dois times: Knicks, para morar em Nova York, e Chicago, para vestir a camisa que um dia Michael Jordan vestiu.De resto, nem pensar – com todo o respeito pelos times do coração dos frequentadores deste botequim.

Notas relacionadas:

  1. O CLEVELAND E A DESCONFIANÇA
  2. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
  3. FORA DE SINTONIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,