LAKERS: PIOR ADVERSÁRIO PODE ESTAR DENTRO DO ELENCO
Dormi no intervalo do jogo Lakers x Nets. O “jet lag”, aquele bichinho danado que nos faz ficar cansados e meio zureta, deu o ar da graça e me derrubou completamente.
O jogo, é verdade, meio que não ajudava a prender a atenção, pois o Lakers passeava diante do New Jersey. Foi para o vestiário com uma vantagem de 13 pontos: 58-45. E eu, por conta disso, peguei no sono, pois o confronto estava sonolento dada a disparidade entre os dois times.
Acordei nesta quarta-feira e eu abro o laptop para ver o que aconteceu. E para minha surpresa, o New Jersey bagunçou o jogo no segundo tempo ao fazer 42-33 e quase venceu a partida. Só não venceu porque, “down the strecht”, Kobe Bryant mais uma vez foi Kobe Bryant.
KB fez apenas cinco pontos no último quarto, mas foram os cinco últimos pontos do Lakers na partida. Os três últimos uma cesta tripla quase que do meio da quadra (foto AP), que dava a impressão de que não entraria e daria, com isso, a oportunidade ao NJN de vencer, pois faltavam ainda pouco mais de dez segundos e a vantagem californiano era de apenas um ponto.
Impiedoso, como os grandes jogadores costumam ser, Kobe definiu mais uma vitória do Lakers: 91-87. Com ela, o time se mantém na terceira posição no Oeste com 20 derrotas, sete a mais do que o Oklahoma City.
Ficar em primeiro é algo que eu arrisco dizer impossível. Mas o que temos que analisar é o que o Lakers pretende quando os playoffs chegarem.
PIOR ADVERSÁRIO
Ontem o Lakers jogou sem Andrew Bynum, lesionado no tornozelo esquerdo. Bynum, aliás, tem sido um problema para o técnico Mike Brown e para o grupo. O pivô não gosta do treinador e já deixou isso claro com comportamentos inadequados.
Arremessou uma bola de três na partida contra o Golden State que foi uma vergonha. Por conta disso, foi mandado para o banco de reservas. Por conta dela, foi multado ontem pela franquia em quantia não divulgada.
Em Nova York, assistindo ao jogo entre Knicks e Orlando Magic, um jornalista italiano, correspondente da “Gazzetta dello Sport”, residente em Los Angeles, contou-me que Brown está com Bynum atravessado na garganta. Disse-me que sua fonte dentro do time (revelou-me quem é, mas não vou dizer por respeito ao colega) o tem colocado a par do que está ocorrendo.
Mas nem precisa, porque é nítido. Não apenas com o arremesso de três diante do GSW, mesmo jogo em que Bynum se lesionou, mas também com as expressões faciais do jogador quando dos pedidos de tempo feitos por Mike Brown.
OKC, San Antonio, Clippers, Memphis e até mesmo o Dallas, que custa a engrenar, são adversários de respeito que o Lakers terá em quadra. Mas o pior oponente que um time pode ter é ver seu elenco rachado ou contar com um jogador que não quer saber de jogar porque não gosta do treinador.
DECEPÇÃO
Tudo bem que o New Jersey perdeu Brook Lopez, um dos pilares do time. Está contundido no tornozelo e não deve mais jogar esta temporada.
Tudo bem que o New Jersey está sem Brook, mas o time tem um elenco melhor do que a campanha de 19-36 sugere. Deron Williams está seguramente entre os três melhores armadores da NBA. Gerald Wallace e Kris Humphries estão bem acima da média. Do banco vêm Jordan Farmar e o campeão DeShawn Stevenson e esse Gerald Green não é de se jogar fora.
Avery Johnson já foi eleito “Coach of the Year” na temporada 2005-06, quando perdeu o título para o Miami Heat. Sempre disse nesse botequim que Avery não é treinador de time campeão. Pelo menos não tem sido. Mas disse também que ele poderia ser muito útil na reconstrução da franquia que ano que vem muda-se para o Brooklyn, Nova York.
Mas não é isso o que temos visto. Avery Johnson desaponta; uma vez mais.
ESCLARECIMENTO
Como prometido, mandei e-mail para a NBA pedindo aclaramento sobre a questão do título conquistado pelo Seattle SuperSonics na temporada 1978-79. De quem é esse título? Do Oklahoma City Thunder ou ficou com o SuperSonics, apelido mantido pela cidade de Seattle, que briga para colocar novamente uma franquia na NBA?
Como disse, o nome SuperSonics ficou em Seattle (esta foi uma das condições para a mudança da franquia para Oklahoma City) e por isso mesmo fiquei em dúvida sobre o questionamento de um dos nossos parceiros sobre esta questão. Achava que o título era do Sonics.
Recebi há pouco e-mail da NBA com a resposta: o título é do Thunder. Portanto, se o OKC ganhar essa temporada, estará faturando o segundo campeonato de sua história.
A franquia mudou de cidade e de nome, mas a origem é o que vale.
RODADA
Não vi o jogo do San Antonio contra o Cleveland por causa do cansaço, vocês já estão por dentro, pois contei alguns parágrafos acima. Esta manhã, fui ver o “box score” da partida preparado para me surpreender e constatar que num jogo fácil como este Tiago Splitter teria tido mais minutos do que o habitual e feito muitos pontos e amealhado muito mais rebotes do que o corriqueiro. Mas não houve surpresa alguma: Splitter atuou por ridículos 17:21 minutos. Por isso, marcou apenas 11 pontos e pegou só cinco rebotes… Alguém sabe me dizer se o barriga-verde está lesionado ou se lesionou? Se está se recuperando de contusão e por isso Gregg Popovich, o treinador, está poupando-o nos jogos? Ou se ele se machucou durante a partida vencida por 125-90? Isso mesmo: o Spurs bateu o Cavs por 35 pontos, na casa do adversário, e nem assim Tiago conseguiu ficar em quadra por 20 ou mais minutos… Consegui ver um pedacinho da vitória do Indiana diante do New York por 112-104. Suficiente para ver que Leandrinho Barbosa (foto AP) ainda não está completamente adaptado ao sistema do time. Pra piorar, no final do primeiro tempo, arremessou uma bola de três, completamente desequilibrado, a seis segundos do final, quando poderia ter gastado o tempo e arremessar no estouro do cronômetro. Essa precipitação custou um contra-ataque que culminou com uma cesta de três de Steve Novak, que igualou a partida… Danny Granger, o dono do Pacers, deu uma dura em LB. A tevê mostrou. Aliás, com razão… Leandrinho, de todo o modo, terminou a partida com seus habituais 12 pontos… Quanto a Jeremy Lin, li nos jornais nova-iorquinos que ele pode voltar nos playoffs… Sem Dwyane Wade o Miami venceu o Philadelphia, em casa, por 99-93. Ouso dizer que talvez não tivesse vencido se Andre Iguodala não tivesse deixado a partida quando faltavam 4:42 minutos para o final do terceiro quarto e com o Heat na frente em 68-64. Iguodala foi vítima de uma “dedada” involuntária de Mario Chalmers em seu olho esquerdo… LeBron James deixou o jogo com 41 pontos. Assumiu o time como todo grande jogador tem que fazer… O Memphis voltou a vencer. Desta vez a vítima foi o Golden State, time fraco, é verdade, mas o fato é que o Grizzlies ganhou: 98-94. A equipe do Tennessee vem de três vitórias consecutivas e dos últimos seis embates ganhou cinco. Está em sexto lugar no Oeste, mas a apenas duas derrotas do Lakers, o terceiro colocado. Até onde esse time pode chegar? Semifinal do Oeste. Se decidir o título, pago uma caixa de cerveja pro Reirom.
Notas relacionadas:
- ADVERSÁRIO DOS SONHOS
- UM ADVERSÁRIO NA MEDIDA
- KOBE RECLAMA DO LAKERS, DIZ QUE PODE SAIR, MAS DEVERÁ SER SURPREENDIDO