Augusto Lima | Fábio Sormani

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sábado, 14 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 13:14

A DEFINIÇÃO DO TIME BRASILEIRO E O FUTURO DA EQUIPE EM LONDRES

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Bem, o técnico Rubén Magnano definiu os 12 jogadores que irão a Londres. Depois do que vimos no torneio de São Carlos e nos dois Super 4, de Buenos Aires e Foz do Iguaçu, não ficou difícil concluir que Augusto Lima seria mesmo o cortado. Com isso, Caio Torres ficou no grupo olímpico.

O time brasileiro ficou assim, com as respectivas numerações:

4 – Marcelinho Machado
5 – Raulzinho Neto
6 – Caio Torres
7 – Larry Taylor
8 – Alex Garcia
9- Marcelinho Huertas
10 – Leandrinho Barbosa
11 – Anderson Varejão
12 – Guilherme Giovannoni
13 – Nenê Hilário
14 – Marquinhos Vieira
15 – Tiago Splitter

A opção por Caio Torres (foto CBB) é facilmente explicada: como não temos jogadores talentosos, do calibre dos norte-americanos, jogadores talentosos e fortes, altos, com boa impulsão, de modo a reunir o que se tem de melhor abrindo mão do aspecto físico, por não sermos assim, vamos dançar conforme a velha música, que manda colocar em quadra armadores, alas e pivôs. Os norte-americanos podem se dar ao luxo de levar apenas um pivô (Tyson Chandler), improvisando jogadores altos, forte e habilidosos na posição, entre eles LeBron James e Carmelo Anthony.

Nós não temos jogadores assim. Desta forma, numa Olimpíada, onde o confronto com escolas europeias vai exigir demais do garrafão, não havia mesmo como Magnano abrir mão de Caio Torres e deixar Augusto Lima, um ala de força, mas não tão corpulento quanto Torres, no grupo olímpico. E num possível embate contra a Argentina, podemos machucá-los exatamente neste setor.

De resto, nenhuma surpresa; ao contrário: alívio. Sim, pois ao entregar a camisa 14 a Marquinhos Vieira, Magnano deixa claro que a contusão do jogador não deverá tirá-lo dos Jogos de Londres.

O time está pronto. A meu ver será este:

9 – Marcelinho Huertas
8 – Alex Garcia
14 – Marquinhos Vieira
11 – Anderson Varejão
13 – Nenê Hilário

A rotação será feita com Raulzinho/Larry, Leandrinho, Machado, Giovannoni e Splitter. Caio, embora no grupo, creio será o jogador menos aproveitado. Isso porque Magnano irá rodiziar Nenê, Varejão, Splitter e Giovannoni no garrafão brasileiro. Se houver problema com as faltas, Caio entrará em ação.

LB (foto CBB) vindo do banco, já disse aqui, é uma ótima opção. Ele funciona melhor assim. Além disso, por não ter na defesa seu forte, não pode entrar como titular. E mais: se titular for, isso significa Marquinhos no banco. E isso, a meu ver, não tem cabimento, pois Marquinhos, além de ser importante nas bolas longas (fará o papel de LB), é alto (2,07m) e ajuda nos rebotes. E marca melhor que Barbosa. Desta forma, quando LB entrar em quadra, vai ser para esparramar o time e bagunçar a defesa adversária com seu jogo veloz (não à toa foi apelidado de “The Blur” pelos norte-americanos) e também com seus arremessos atrás da linha dos três.

O grande problema é o reserva de Huertas. O Brasil, infelizmente, ainda não tem esse jogador. Raulzinho é ainda imaturo e, por isso mesmo, oscila muito numa partida. Larry fez apenas um bom jogo nos três torneios disputados. O fato de ter sido exatamente contra a Argentina, no entanto, nos dá esperança. Se ele reprisar nas Olimpíadas o que fez diante dos gringos, Huertas poderá descansar um pouco mais.

IMPERDÍVEL

O próximo passo do nosso selecionado é o jogo contra os EUA. Será em Washington, casa de Nenê Hilário, nesta segunda-feira, 21h de Brasília. O SporTV anuncia a transmissão da contenda.

Por favor, não vamos nos iludir e achar que nosso selecionado vai ganhar. Temos apenas que torcer para que não seja uma lavada, como aconteceu contra a República Dominicana na última quinta-feira.

A lógica manda que assim seja; a menos que o Brasil se vista de Nigéria e surpreenda a tudo e a todos. E mais: atingir o ápice agora não é bom negócio. Temos que bater de frente com os EUA num nível elevado em Londres. E tomara que isso aconteça na semi ou na final olímpica.

Já pensaram?

MOÇAS

Nossas meninas também jogarão na capital dos EUA contra a seleção norte-americana. O jogo será às 18h30 de Brasília. O SporTV também anuncia a transmissão.

Infelizmente, não dá para se esperar muito do nosso time de saias. O feminino brasileiro passa por um processo de transição. E, lamentavelmente, em algumas posições não há peças de reposição, especialmente na armação. Adrianinha Moisés, que havia se retirado da seleção, teve que voltar às pressas.

E, pra piorar, Hortência Marcari, nossa diretora de seleções, fala em naturalizar uma norte-americana para a posição. Triste. O certo seria investir na base e não apelar para esse paliativo.

PROBLEMAS

Luis Scola saiu contundido no confronto contra o Brasil em Foz do Iguaçu. O problema é no joelho direito. Dores internas. Os doutores argentinos disseram que vão esperar alguns dias para fazer o exame de ressonância magnética. Isso, segundo eles, é um bom sinal.

Outro drama para os argentinos é Carlos Delfino. O ala está na Itália acompanhando o nascimento de seu filho. Mas o problema mesmo é com o seguro. Até agora a confederação argentina não resolveu a questão e “El Lancha” não tem participação garantida em Londres. Os dirigentes da entidade, no entanto, garantiram que nesta semana que entra tudo será resolvido.

FELICIDADE

Ontem Pablo Prigioni foi apresentado oficialmente como jogador do New York Knicks. Chegou falando em inglês e, nesse ponto, foi aprovado. Achei muito esquisita a contratação de Prigioni num time que já tem Jason Kidd e deverá renovar com Jeremy Lin. A menos que Prigioni e J-Kidd se rodiziem em quadra e nos ensinamentos a Lin.

Sim, acho que deve ser isso.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO E LEANDRINHO DE FORA: QUAL SERIA A SOLUÇÃO PARA O SELECIONADO BRASILEIRO?
  2. EU CONVOCARIA OS MELHORES PARA OS JOGOS DE LONDRES
  3. NEZINHO E BENITE SÃO CORTADOS. QUEM SERÁ O ÚLTIMO A SER RISCADO DE LONDRES?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

segunda-feira, 2 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 22:14

NEZINHO E BENITE SÃO CORTADOS. QUEM SERÁ O ÚLTIMO A SER RISCADO DE LONDRES?

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O técnico Rubén Magnano anunciou na tarde desta segunda-feira os cortes de Nezinho Santos e Vitor Benite. Agora são 13 os jogadores no grupo. A saber:

ARMADORES
Marcelinho Huertas
Larry Taylor
Raulzinho Neto

ALAS-ARMADORES
Marcelinho Machado
Leandrinho Barbosa
Alex Garcia

ALA
Marquinhos Vieira

ALAS DE FORÇA
Guilherme Giovannoni
Augusto Lima
Anderson Varejão

PIVÔS
Nenê Hilário
Tiago Splitter
Caio Torres

O Brasil parte para a Argentina com esse grupo para o Super 4 de Buenos Aires, que será disputado nos dias 5 e 6 de julho, quinta e sexta desta semana. Na sequência, volta para o Brasil para jogar o mesmo torneio, mas em Foz do Iguaçu (PR) nos dias 11 e 12, quarta e quinta da semana que vem.

Na sequência, Magnano faz o último corte e embarca para os EUA e depois para a Europa. A pergunta que fica é: quem será o jogador a ser cortado?

Num primeiro momento eu pensei em Caio Torres. E explico abaixo…

O Brasil já tem três grandalhões, jogadores peso-pesados, em Nenê, Varejão e Splitter. Pra que mais um? O Miami acabou de mostrar que dá pra ganhar um campeonato sem um jogador dessa estirpe. É certo que Magnano pensa em usar Varejão como ala de força, mas ele pode jogar como “center” se a situação exigir em caso de corte de Caio Torres. Aliás, o capixaba atuou como pivô em toda a temporada passada na NBA. Como ala, Magnano tem o próprio Varejão, como disse, Guilherme Giovannoni e Augusto Lima. Dos três, Giovannoni e Lima são alas de força que sabem jogar aberto. Varejão não tem muita característica para esse tipo de jogo.

Desta forma, a seleção ficaria:

ALAS DE FORÇA
Guilherme Giovannoni
Augusto Lima

PIVÔS
Nenê Hilário
Tiago Splitter

POLIVALENTE
Anderson Varejão

Ou seja: cinco jogadores para duas posições. Pouco? Não acho. Por outro lado, Augusto Lima jogou apenas 3:45 minutos no torneio de São Carlos (todo esse pequeno tempo na partida contra a Nigéria), enquanto que Caio atuou por 33:26 minutos. Desta forma, não faz muito sentido cortar um jogador que foi aproveitado e deixar outro que mal pisou na quadra. Por isso, há que se ver o que Magnano vai fazer nos dois próximos torneios; ou seja, nos próximos quatro jogos.

Mas digamos que ambos fiquem. Quem seria então o cortado?

Pensei em Raulzinho Neto. O garoto tem apenas 20 anos e é naturalmente imaturo por conta da pouca idade e da tímida experiência internacional. Além disso, mostrou-se indeciso e nervoso no torneio de São Carlos. Quando pressionado pela marcação grega, perdeu bolas bobas.

Pode ser ele o cortado. Se o for, o Brasil ficaria assim em seu “back court”:

ARMADORES
Marcelinho Huertas
Larry Taylor

ALAS-ARMADORES
Leandrinho Barbosa
Marcelinho Machado
Alex Garcia

Ou seja: cinco jogadores para a função, sendo que deles, apenas MM não tem o hábito de levar a bola. Os demais levam numa boa. E, numa emergência, Marquinhos Vieira também pode ser usado para fazer o serviço.

Disse acima que o Miami mostrou que dá para ganhar um campeonato sem pivôs. Os EUA ganharam os Jogos de Pequim apenas com Dwight Howard como pivô de ofício. Quando ele descansava ou estava carregado em faltas, Chris Bosh jogava e fazia o que fez nestas finais da NBA. E quando Coach K queria marcação em zona, usava Carmelo Anthony para fazer a função de pivô.  Em Londres será Tyson Chandler o Carmelo de ontem. E quando os EUA forem marcar individualmente, acho pouco provável que Chandler esteja em quadra.

Não sei o que pensa Magnano. Não sei se ele acha importante ter gente peso-pesado no time por conta dos enfrentamentos contra os europeus, que têm muita gente grande. O Brasil de hoje não é o Brasil de ontem. O Brasil de hoje é um time mais europeu; o Brasil de ontem era uma equipe mais americana.  Se jogamos à la europeia, temos que ter gente grande. Por isso, acho que Caio Torres pode ficar.

Além disso, dá para abrir mão de pivôs de ofício quando se tem alas hábeis e grandes. Não é o caso do Brasil. Nossos alas não podem ser comparados com os alas de força norte-americanos. Por isso, pensando, pensando e pensando, eu acho que a batata do Raulzinho vai assar.

Mas não se esqueça que Larry Taylor, até agora, não jogou absolutamente nada. Se continuar assim, pode sobrar pra ele o corte.

Notas relacionadas:

  1. NO DUELO DE TERÇA QUEM VAI VENCER É…
  2. EU CONVOCARIA OS MELHORES PARA OS JOGOS DE LONDRES
  3. BRASIL COMEÇA ESTA NOITE SUA PREPARAÇÃO PARA AS OLIMPÍADAS DE LONDRES
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 9 de setembro de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 16:05

O QUE O BRASIL TEM QUE FAZER PARA VENCER OS DOMINICANOS

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Neste dia de folga, nada melhor do que pensarmos no jogo de amanhã diante da República Dominicana. Confesso a vocês que sinto um pouquinho de frio na barriga. Afinal de contas, estamos a uma vitória de nos classificarmos novamente para os Jogos Olímpicos.

Os dominicanos foram o único selecionado deste Pré-Olímpico a vencer o Brasil. Mas foi em uma noite atípica da seleção brasileira, lembram-se? O Brasil jogou muito mal e mesmo assim só perdeu por cinco pontos: 79-74.

Marcelinho Huertas, nosso maestro (foto EFE), cometeu dez dos 15 erros brasileiros. Nesta segunda fase, quando o Brasil mudou da água para o vinho, Huertas cometeu uma média de dois erros por partida.

Fizemos 5/22 nas bolas de três (22,7%). Nesta nova fase, nosso desempenho foi de 43/92 (45,6%).

Nos lances livres, nosso desempenho foi 9/16 (56,2%). Na atual etapa do torneio, marcamos 41/53 (77,3%).

Na derrota para os dominicanos, os pivôs Al Horford e Jack Martinez fizeram juntos 32 dos 79 pontos da República Dominicana (40,5%), sendo 22 deles de Horford. E juntos capturaram 15 dos 35 rebotes (42,8%) de seu time, dez deles de Martinez.

Horford, que joga no Atlanta Hawks da NBA, foi o cestinha do jogo com 22 pontos. Francisco Garcia, do Sacramento Kings, anotou 14, tendo acertado 4/5 nas bolas de três (80,0%).

A chave do jogo está em: 1) Congestionar nosso garrafão e dificultar a movimentação da dupla Horford/Martinez e impedi-los de pegar rebotes também; 2) Seguir os passos de Garcia o tempo todo.

No jogo passado, Guilherme Giovannoni marcou Horford. Teve dificuldades, especialmente porque o dominicano tem 2,08m contra 2,04m do brasileiro. Mesmo assim, não dá para dizer que o ala-pivô do Brasília fracassou em sua missão: Horford, embora jogue com o beiço no aro, fez 9/21 nos arremessos (42,8%).

Tiago Splitter ficou com Martinez. Travou um ótimo duelo com o adversário e embora Martinez tenha anotado um “double-double” (10 pontos e 10 rebotes), o catarinense foi melhor: 16 pontos e os mesmos 10 rebotes. Deveria, contudo, ter subtraído um pouco do jogo do adversário.

Claro que o duelo contra a dupla Horford/Martinez não se resumiu apenas a Giovannoni/Splitter. Rafael Hettsheimer foi envolvido também: jogou 11 minutos. Mas Augusto Lima atuou por apenas dois minutos e Caio Torres nem em quadra entrou.

Neste sábado, o ideal é envolver mais Hettsheimer neste confronto. Com os mesmos 2,08m de Horford, o paulista poderia ser uma alternativa a mais para vigiar os dois e não deixar Giovannoni e Splitter se cansarem demasiadamente. E, por que não?, usar Caio Torres também, especialmente para cansar Martinez. Caio tem 2,11m. Augusto será importante também para conter Horford — e eu confio no carioca, que a cada jogo que passa encorpa mais e mais. Lima tem 2,07m.

E, claro, o “box out” tem que funcionar, especialmente em cima de Martinez, o melhor reboteiro dominicano. Numa hora dessas que a gente sente falta de Nenê Hilário, pois ele é o nosso pivô que melhor sabe fazer o bloqueio, deixando fora de ação o melhor reboteiro adversário.

Quanto a Francisco Garcia, no jogo passado Rubén Magnano colocou Alex Garcia e Marquinhos Vieira na marcação do ala dominicano. Eu sairia com Marquinhos e deixaria Alex em cima de Luis Flores.

Com a contusão de Edgar Sosa, a armação do jogo da Dominicana está praticamente nas mãos de Flores. E uma marcação intensa, de modo a cansá-lo, como só Alex (foto AP) sabe fazer, seria muito bem-vinda.

E nesse caso a gente deixaria Marquinhos marcando Chico Garcia.

Claro que há mais alternativas: Alex em Garcia e Huertas em Flores; Giovannoni como ala marcando Garcia e neste caso Hettsheimer/Augusto e Splitter nos pivôs (Rafael/Augusto marcando Al); Vitor Benite também pode ser envolvido na partida (na anterior ele jogou apenas sete minutos) e ajudar na marcação a Flores; enfim, há muitas alternativas.

Nosso treinador é de ponta; nosso treinador é competente. Dormirei tranquilo esta noite, pois tenho certeza que Magnano vai saber encontrar antídotos para o veneno inimigo.

Caramba! Nosso treinador é porreta! E nossos jogadores têm um coração do tamanho do nosso país!

Notas relacionadas:

  1. NO DUELO DE TERÇA QUEM VAI VENCER É…
  2. TIAGO SPLITTER JOGA PELA PRIMEIRA VEZ E BRASIL VENCE DOMINICANA
  3. BRASIL VENCE PORTO RICO E TERMINA PREPARAÇÃO PARA MAR DEL PLATA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Seleção Brasileira, Sem categoria, basquete brasileiro | 22:34

BRASIL ARRASA PORTO RICO E ESTÁ A UMA VITÓRIA DOS JOGOS OLÍMPICOS

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Uma vitória; isso é o que o Brasil precisa para voltar a disputar os Jogos Olímpicos. Voltar a disputar a competição mais importante depois de ter passado em branco em Sydney-00, Atenas-04 e Pequim-08.

Nossa seleção tem tudo para colocar um ponto final neste desagradável jejum, pois joga, nesta fase decisiva, o melhor basquete entre todos os participantes deste Pré-Olímpico das Américas. Mais do que a Argentina, anfitriã e considerada, até ontem, o bicho-papão do torneio.

Mas o bicho-papão, de fato, é o Brasil. Até o momento. A gente espera que tudo o que foi edificado até agora seja consolidado neste sábado, quando nosso selecionado pega a República Dominicana em uma das semifinais da competição.

Uma vitória; não é pedir demais para um time que, repito, tem jogado o melhor basquete da competição. Assim como os argentinos, que torcem desesperadamente contra o Brasil, nossa equipe tem apenas uma derrota.

E sabem pra quem o Brasil perdeu? Exatamente para a República Dominicana, na primeira fase. Mas, creia, aquela foi uma noite irreconhecível especialmente do nosso armador Marcelinho Huertas. E mesmo numa jornada atípica, o Brasil perdeu por apenas cinco pontos.

Tenho dito aqui neste botequim que zebras existem no basquete. Mas, ao contrário do futebol, o vencedor tem que fazer por merecer a vitória. No futebol, um time faz um gol e pode passar o resto da partida dando bico pra tudo quanto é lado e assim sustentar a vitória.

No basquete isso não existe. Pra Dominicana vencer o Brasil terá que jogar mais que o Brasil. E isso, cá pra nós, parece-me difícil de acontecer.

O Brasil é mais time. Mas não pode achar que por ser mais time a vitória vai surgir a qualquer momento. Não existe isso no basquete, como vimos.

Se o Brasil quiser comprovar que é mais time e merecedor de uma vaga para Londres-12, terá apenas que jogar o que vem jogando até o momento neste Pré-Olímpico.

Se o fizer, a vitória será nossa. Se o fizer, estaremos em Londres no ano que vem acabando com este jejum que a todos nos incomoda.

O JOGO

O Brasil massacrou Porto Rico. Os 94-72 não espelham o que foi de fato a partida.

Nosso selecionado poderia ter vencido por 30, 35 ou quem sabe 40 pontos de diferença. A diferença entre os dois times é esta mesmo.

Uma vez mais nosso time marcou muito. Não deu espaços para os porto-riquenhos jogarem atrás do arco dos três pontos, sua única alternativa de jogo, especialmente porque o time estava sem seus dois pivôs: Peter Ramos, que nem à Argentina foi porque fez uma cirurgia na coluna, e Daniel Santiago, que torceu o tornozelo na competição.

Os porto-riquenhos fizeram apenas 5/16 nas bolas de três, o que deu um percentual de 31%.

Nosso time, ao contrário, uma vez mais mostrou consistência nos arremessos longos: 15/25, um percentual espetacular de 60%.

E fruto também desta marcação foi o fato de termos limitado Porto Rico a apenas 40% de aproveitamento de seus tiros duplos: 22/50.

Demos um banho nos rebotes: 32-18. Com isso, não possibilitamos aos porto-riquenhos a segunda chance. O “box out” funcionou desta vez; ou seja: antes de ir na direção da bola, que se busque o posicionamento e tire do garrafão o adversário.

DESTAQUES

1) Nezinho Santos, finalmente, pontuou no torneio: anotou quatro pontos;

2) Guilherme Giovannoni: 12 pontos e sete rebotes;

3) Marquinhos Vieira: 18 pontos, 4/6 nas bolas triplas;

4) Tiago Splitter: 17 pontos e cinco rebotes;

5) Vitor Benite: 11 pontos; êta muleke bom nos tiros longos: 3/5;

6) Fomos novamente bem nos lances livres: 11/14 (79%);

7) Alex Garcia (foto AP): anulou Carlos Arroyo, que fez apenas quatro pontos;

8) Augusto Lima: devolveu ao sujo J.J. Barea a cabeçada que levou em Foz do Iguaçu.

VIBREI

Com a cotovelada de Augusto Lima em Barea. Esses caras são folgados. Se nosso time abaixa a cabeça, poderia ter perdido o jogo.

Notas relacionadas:

  1. VOCÊS TÊM RAZÃO: O BRASIL ESTÁ PREPARADO
  2. BRASIL VENCE PORTO RICO E TERMINA PREPARAÇÃO PARA MAR DEL PLATA
  3. FOI DIFÍCIL, MAS O BRASIL ESTREOU COM VITÓRIA NO PRÉ-OLÍMPICO DE MAR DEL PLATA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 23:00

NO EMBALO DE OUTRO GRANDE JOGO, VAMOS ACREDITAR: A ARGENTINA NÃO É O “DREAM TEAM”

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Mais uma grande atuação do Brasil. Tudo bem que os panamenhos formam um time de sete jogadores e que também não são lá grande coisa. Mas, como eu costumo dizer, quando você está bem e pega um time desses, atropela; se está mal, se complica.

Como o Brasil está bem, atropelou o Panamá: 90-65.

Isso não ocorreu nos jogos da primeira fase contra Canadá e Venezuela. Dois adversários frágeis contra quem o Brasil se complicou.

Coloco a República Dominicana neste exemplo também: não que os dominicanos sejam fracos como os adversários mencionados acima. Os caribenhos são bem melhores, mas são inferiores aos brasileiros. E o Brasil, naquela terceira rodada, ainda indeciso e tentando se encontrar na competição, acabou perdendo por cinco pontos (79-74).

Nesta nova fase do Pré-Olímpico de Mar del Plata, o Brasil jogou como a gente gostaria que tivesse jogado desde o início. Foi um time confiante durante os 40 minutos; confiante porque foi uma equipe equilibrada, com boa defesa e bom ataque.

Nesta quarta-feira, 18h de Brasília, tem a Argentina. Impossível vencer? Claro que não, até porque os argentinos não estão jogando o que eu, por exemplo, imaginava que eles pudessem jogar.

Estão vencendo e o placar final dos confrontos mostra folga. Mas “Los Hermanos” têm passado por alguns maus bocados em quase todas as partidas.

Portanto, como disse Marcelinho Machado ao final da partida, em entrevista ao SporTV, “não existe time imbatível”. Que o Brasil acredite, porque foi acreditando que dava para vencer que o Brasil bateu os EUA dentro de Indianápolis na final do Pan-Americano de 1987.

CORREÇÃO

Marcelinho Machado (foto José Jiménéz/Fiba) se equivocou ao dizer que não tem time imbatível. Tem sim: o Dream Team de Barcelona-92 era um time impossível de ser batido.

DESTAQUES

Por falar em Marcelinho Machado, o ala-armador do Flamengo terminou o jogo com nove pontos. Todos construídos nas últimas três bolas triplas que ele arremessou na partida, pois as quatro primeiras não entraram.

Rubén Magnano, nosso treinador, fez bem em deixar Marcelinho “bagunçar” a partida naquele momento com sua insistência nas bolas de três. A seleção precisa de seu jogo e de sua experiência.

Já pensaram se ele termina o segundo confronto consecutivo zerado? Não seria legal.

Vamos aos outros destaques da contenda:

1) Guilherme Giovannoni, nosso melhor jogador em quadra. O ala-pivô do Brasília (foto José Jiménéz/Fiba) atuou apenas 18 minutos, mas anotou 17 pontos. Vejam seu aproveitamento: 1/1 nas bolas de dois, 4/4 nas de três e 3/4 nos lances livres. Excelente;

2) Caio Torres veio do banco e pegou seis rebotes, transformando-se no reboteiro do Brasil. O pivô do Flamengo contribuiu ainda com 11 pontos;

3) Vale destacar também as seis assistências de Marcelinho Huertas, o incansável armador brasileiro (foto EFE) que atua no Barcelona da Espanha;

4) Impressiona-me cada vez mais o jogo de Augusto Lima. O ala-pivô do Unicaja da Espanha tem bom arremesso, sabe enterrar e tem um “time” de bola muito bom, o que o favorece nos tocos e rebotes. Tem apenas 19 anos e um baita futuro pela frente. Quem sabe pode crescer um pouco mais para superar os 2,07m que em nível internacional podem ser um pequeno complicador. Ah, sim, também veio do banco e contribuiu com 12 pontos;

5) Vitor Benite novamente teve um duplo dígito na pontuação. O ala-armador de Limeira fez dez pontos. Nos três últimos jogos foi o cestinha do Brasil com média de exatos 16,7 pontos. Aos poucos ocupa o espaço que hoje ainda é de Marcelinho Machado. Benite fez 2/4 nas bolas de três. Nos últimos três compromissos, foram 12/19, o que dá um excelente aproveitamento de 63,1%;

6) O incansável Alex Garcia merece novamente destaque. O ala do Brasília é um tormento para aquele a quem ele marca. Uma vontade de defender que se assemelha à vontade que Dennis Rodman tinha de pegar rebotes. Um espetáculo;

7) Dos 90 pontos assinalados pelo Brasil, 60 vieram do banco de reservas!

CONFIANÇA

Nesta quarta-feira, 18h, horário de Brasília. Como dizem os americanos “Yes, We Can”.

Vamos acreditar, porque não é impossível.

Notas relacionadas:

  1. BATEMOS A ARGENTINA, SAÚDE!
  2. VAMOS DAR UM TEMPO COM NENÊ E LEANDRINHO E CONCENTRAR NOSSA ENERGIA EM QUEM ESTÁ NO GRUPO
  3. ESTÁ TUDO PRONTO; E QUE PAPAI DO CÉU ABENÇOE ESTE GRUPO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 30 de agosto de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 10:02

ESTÁ TUDO PRONTO; E QUE PAPAI DO CÉU ABENÇOE ESTE GRUPO

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Logo mais, 14h de Brasília, o Brasil estreia diante da Venezuela no Pré-Olímpico de Mar del Plata. Vai tentar conseguir o que não consegue desde o Pré-Olímpico de Neuquén: a vaga para os Jogos Olímpicos.

O que une as duas missões é que, assim como a primeira, esta também será disputada na Argentina.

Está tudo pronto e agora só nos resta torcer. Rubén Magnano, um dos mais competentes treinadores do planeta, medalha de ouro com a Argentina nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, é o nosso comandante e parece ter deixado afinado o nosso grupo.

Ele não está levando quem gostaria de levar. Certamente, levaria Leandrinho Barbosa, Anderson Varejão e Nenê Hilário. Infelizmente, por um motivo ou outro, que não cabe mais ficarmos discutindo, os três estarão do lado de fora.

Marcelinho Huertas, Nezinho Santos, Rafael Luz, Marcelinho Machado, Vitor Benite, Alex Garcia, Marquinhos Souza, Guilherme Giovannoni, Augusto Lima, Tiago Splitter, Caio Torres e Rafael Hettsheimer.

Este é o nosso grupo. A esses brasucas que resolveram encarar este desafio, toda a sorte do mundo. E que Papai do Céu os recompense pelo sacrifício, dedicação e caráter que vocês têm mostrado neste momento tão importante para o nosso basquetebol.

Notas relacionadas:

  1. COMEÇAMOS BEM; DENTRO E FORA DA QUADRA
  2. MAGNANO TEVE SEUS MOTIVOS PARA CORTAR RAULZINHO
  3. FORA DE FORMA, PAULÃO PRESTES É CORTADO DO GRUPO QUE VAI A MAR DEL PLATA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 27 de agosto de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 00:29

BRASIL VENCE PORTO RICO E TERMINA PREPARAÇÃO PARA MAR DEL PLATA

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O Brasil venceu há pouco Porto Rico por 89-79. Conquistou o título da Copa Tuto Marchand, que pela primeira vez foi disputada no Brasil e teve como palco a cidade paranaense de Foz do Iguaçu.

Nosso selecionado não perdeu nenhum confronto desde que começou sua preparação para o Pré-Olímpico de Mar del Plata. Ganhou o Super 4 da Venezuela, vencendo os anfitriões, Cuba e Panamá. Depois, bateu duas vezes o México. E agora passou por Canadá, República Dominicana e Porto Rico.

Chega com moral para o Pré-Olímpico, mas é bom lembrar que os porto-riquenhos não puderam contar com Carlos Arroyo, que estava contundido. Com ele em quadra seria muito mais difícil.

O que podemos concluir dessa trajetória de preparação?

Que o time continua jogando ofensivamente do mesmo jeito que jogava nos tempos de Lula Ferreira, Hélio Rubens e outros técnicos brasileiros. Só pontua com arremessos de três e infiltração. Ou, claro, nos lances livres. Não tem arremesso da cabeça do garrafão e nem da zona morta. Não há corta-luz e o pick’n’roll praticamente não existe.

Defensivamente, o time melhora cada vez mais. Gostei muito da postura do nosso time: agressiva, marcando na linha da bola, dobrando quando necessário; enfim, com atitude.

Os rebotes preocupam, muito embora neste jogo final o Brasil tenha dominado Porto Rico por 43-37. Vamos ver como será em Mar del Plata.

Como tenho dito, não há como o Brasil abrir mão de Nenê Hilário e Anderson Varejão — desde que Nenê queira jogar, é claro. Em competição aqui nas Américas, dá pra levar sem os dois, mas em nível mundial é complicadíssimo. Se o Brasil não obtiver a vaga em Mar del Plata e tiver de partir para um Pré-Mundial, não dá para não contar com os dois.

Sinceramente, não acho Leandrinho Barbosa imprescindível. Dá para tocar o barco sem ele, especialmente com Marquinhos Santos crescendo de produção do jeito que cresce nas mãos de Rubén Magnano.

Quanto às individualidades, falar bem de Marcelinho Huertas e Tiago Splitter é falar do óbvio.

Quero aproveitar para destacar o papel importante de Alex Garcia, nosso melhor marcador. Como era de se esperar, Alex marcou J.J. Barea. No Mundial da Turquia, no ano passado, Rubén Magnano destacou-o na marcação dos melhores armadores adversários.

Marquinhos (foto), como disse, finalmente está jogando o que dele sempre se esperou. Foi eleito merecidamente o MVP desta Copa Tuto Marchand. Ele deveria, no entanto, tirar proveito de seus 2,07m, mas não apenas nos rebotes, mas também nos arremessos dentro do arco dos três pontos. Com esse tamanho, torna-se difícil de ser marcado, pois são poucas as seleções que têm jogadores com esta estatura.

Arremessos de três são sempre feitos desmarcados. Marquinhos tem que tirar proveito de seu tamanho nos arremessos de dois da cabeça do garrafão e da zona morta. Lá é mais fácil de sofrer a falta, pois esse tipo de chute quase sempre vem com o oponente mais próximo.

Guilherme Giovannoni, embora tenha caído de produção no segundo tempo, fez um torneio bem interessante. O ala-pivô de 31 anos vive o melhor momento de sua carreira.

Quanto aos novatos, gostei do Augusto Lima. Apenas 19 anos e muita personalidade e segurança em quadra. O toco que ele deu em cima de Barea foi espetacular. Aquilo mostrou “time” de bola e não apenas proveito de seus 2,07m. Além disso, ele tem o tal do arremesso de dois pontos que eu vivo pedindo.

Destaque negativo ficou por conta do Nezinho Santos. Ele parece completamente despreparado para o torneio. Perdeu três posses de bola ao final do primeiro tempo que não pode ocorrer em jogos internacionais.

Isso preocupa, pois, com sua experiência, Nezinho poderia ser muito mais útil. Qualquer problema com Huertas, jogar o pepino nas mãos de Rafael é um risco muito grande.

Agora só nos resta aguardar o Pré-Olímpico. O que tinha que ser feito, foi feito. Terça-feira começa a competição: o Brasil estreia diante da Venezuela, às 14h de Brasília.

Dá para começar com o pé direito.

RECADO

Falar da seleção brasileira neste momento é um dever. Por isso, não podia deixar de postar esse texto. Mas sei que a freguesia deste botequim gosta mesmo é de NBA.

Por isso, não deixem de ler o texto abaixo e vejam se vocês concordam com as seleções que eu montei das décadas de 80, 90 e 00 da NBA.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,