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02/11/2009 - 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
12/05/2009 - 11:45

LEBRON E CAVS, NO PONTO

É como eu sempre costumo dizer: quando um time está bem, pega um adversário fraco e atropela; quando está mal, ganha, mas sempre no sufoco – isso quando não se complica.

Isso serve para o Cleveland nestes playoffs. O time pegou duas babas nas duas primeiras etapas decisivas do Leste.

Mas, como eu disse acima, se não estivesse com um time acertadinho, teria se complicado. Venceria apertado, cedendo vitórias ao adversário.

Mas não foi o que aconteceu. O Cavs passeou diante do Detroit e do Atlanta.

Venceu as duas séries por 4-0. Está com um recorde de 8-0, igualando o feito do Miami, em 2005.

O mesmo se aplica a LeBron James?

Neste caso, a situação é um pouco diferente. No primeiro confronto, LBJ foi marcado por um dos melhores defensores da NBA: Tayshaun Prince.

Prince se parece com Shane Battier. Assim como o ala do Houston, o jogador do Pistons tem pouco volume ofensivo.

Mas jogar contra ele é uma tortura danada dada a sua devoção à marcação.

Mesmo diante de um jogador com alto calibre defensivo, LBJ (foto Reuters) teve média de exatos 32 pontos por jogo. Ou seja: atropelou Tayshaun, um dos melhores marcadores da NBA na atualidade, como disse.

Isto é significativo.

No recém-encerrado confronto frente ao Atlanta, a situação volta a ser semelhante ao quadro pintado na abertura de nossa conversa. King James não encontrou um Prince pela frente, pois foi marcado por Marvin Williams e Maurice Evans, dois jogadores comuns quando o assunto é defesa.

Mas não tomou conhecimento da marcação. Sua média: 33.7 pontos por partida.

Caiu seu rendimento se confrontarmos com os números da série diante do Detroit, quando LBJ foi marcado por um dos melhores marcadores da NBA na atualidade?

Negativo, sua permanência em quadra é que diminuiu – e por isso sua pontuação não cresceu.

Nesta série diante do Atlanta, o camisa 23 do Cavs ficou exatos 36:30 minutos em quadra. Diante do Detroit, a permanência foi maior: 40:50.

Penso que isso explica o fato de LBJ não ter tido uma pontuação média tão superior neste enfrentamento.

Bem, mas tudo isso posto, a conclusão que eu chego é: mesmo diante de adversários medianos, o Cleveland dá mostras claríssimas de que está mais do que preparado para a final da Conferência Leste: está preparadíssimo.

Quanto a LeBron, como vimos, pegou um excelente marcador na primeira série e não tomou conhecimento. Na segunda, fez o mesmo.

Assim como o Cavs, LBJ está mais do que preparado para enfrentar seus oponentes na final da Conferência Leste: está preparadíssimo.

SUPORTE

Na vitória de ontem diante do Hawks, em Atlanta, por 84-74, o Cleveland não apenas fez 8-0 nestes playoffs como também ganhou sua oitava partida com dois dígitos de diferença.

LeBron James está gastando a bola; jogando o fino, como se diz. Mas tem um apoio dos mais consideráveis em Delonte West e Mo Williams.

Um dos parágrafos do texto enviado pela agência de notícias “Associated Press” diz o seguinte: “Delonte West and Mo Williams showed Cleveland isn’t just a one-man squad, hitting huge shots down the stretch…”

Em português, algo como: Delonte e Mo mostraram que o Cleveland não é um time de apenas um jogador, acertando arremessos importantes ao final da partida…

Já disse aqui várias vezes e não custa repetir: os dois estão jogando em altíssimo nível, o que possibilita relativo conforto para LeBron em quadra.

Sim, pois se a marcação for dobrada o tempo todo em King James, um dos dois ficará livre. E como ambos são matadores, o adversário será aniquilado.

Se não houver a dobra para não se deixar um deles livre, LeBron tira partido de sua habilidade, de sua impressionante força física e seu instinto matador e aniquila o adversário.

Como se vê, é a velha história do cobertor curto. Ou se você preferir, aquela que diz que se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.

Tudo por causa de Delonte e Mo.

ADIADO

O Denver teve tudo para garantir a classificação ontem à noite. Vencia o Dallas até perto do final da partida, mas possibilitou aos anfitriões a virada que apenas adiou a morte do paciente.

No próximo confronto entre ambos, amanhã à noite, em Denver, o Nuggets liquida a parada. Tem tudo para isso.

O resultado final de 119-117 para o Dallas está ligado ao desempenho de Dirk Nowitzki. O alemão cravou 44 pontos nos 44 minutos em que esteve em quadra, sendo que 19 deles foram no último quarto e deixou a quadra saudado pelos torcedores (foto AP).

Não encontrou quem o segurasse. Foi marcado por Kenyon Martin, que saiu com seis faltas, por Carmelo Anthony e Linas Kleiza.

Seu único momento de inferioridade aconteceu no primeiro quarto, quando fez uma infiltração pela direita, executou a bandeja, mas tomou um toco humilhante de Nenê. Espatifou-se em quadra.

De resto, seus marcadores não viram a cor da bola.

Ah, sim: Chris Andersen, com dores estomacais, não jogou. Seria um a mais a ajudar na marcação. Mas do jeito que o alemão estava, Birdman seria outro jogador a ser levado no bico.

BRAZUCAS

Nenê tem tido dificuldades para jogar fora de casa. Ontem, marcou oito pontos e apanhou nove rebotes.

Seus números são impressionantes de ruins: nos arremessos, tentou apenas cinco e acertou dois deles. Tentou apenas cinco porque não conseguiu sair da marcação nem de Erick Dampier e nem de Brandon Bass.

Nos lances livres, uma tragédia: 5-10. Aproveitamento de 50%.

Tivesse um aproveitamento dentro de sua normalidade (72.3% na fase de classificação), encestaria dois a mais e o Denver teria anotado 119 e não 117 pontos. Com isso, teria a chance de buscar a vitória na prorrogação.

Mas é claro que isso é certo e nem justo, pois outros jogadores também estiveram abaixo do que normalmente podem produzir: Kenyon Martin, por exemplo, fez apenas dois pontos.

Já Anderson Varejão voltou a mostrar sua costumeira raça em quadra. Quase quebrou a mão tentando pegar uma bola perdida, chocando-se com um dos cinegrafistas que estavam atrás da linha de fundo.

Fez só dois pontos, mas apanhou 11 rebotes.

Ninguém reclamou da baixa pontuação; todos agradeceram os 11 rebotes.

É assim que o capixaba é analisado pelo técnico Mike Brown e pelos companheiros.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , ,
10/05/2009 - 11:04

RECLAMAÇÕES QUE PROCEDEM

O Dallas reclama e com razão. Foi como disse o ponderado técnico Rick Carlisle na conferência de imprensa: num jogo em que 61 faltas foram marcadas, talvez a mais evidente delas acabou ignorada.

Se você está pegando o bonde andando, o que aconteceu foi o seguinte: o Mavericks ganhava a partida por 105-103. Dirk Nowitzki – é bom que se diga – tinha acabado de errar um arremesso fácil, na cabeça do garrafão, que poderia ter ampliado a vantagem dos texanos para quatro pontos.

Isso a nove segundos do fim do embate. O jogo estaria liquidado.

Mas o alemão errou o chute. Chauncey Billups pegou o rebote e pediu tempo.

O Dallas ainda tinha uma falta por fazer. E foi decidido por Carlisle que ela seria feita a poucos instantes antes do arremesso do Denver – no caso de Carmelo Anthony.

Isso teria praticamente decidido a partida, pois a dificuldade para se montar uma nova jogada com um tempo exíguo para o arremesso tornaria seguramente o arremesso extremo imperfeito. Com isso, a chance de a bola cair era mínima.

A falta foi feita, mas não foi marcada. Melo arremessou atrás da linha dos três pontos, com pouco mais de dois segundos para o final, e… chuá: 106-105 (na foto AP, Carmelo comemorando o acerto).

Denver venceu a partida e marcou 3-0 na série diante do Dallas. Está praticamente classificado para as finais do Oeste, uma vez que jamais, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem dessas para vencer um confronto de playoffs.

Muita reclamação no final da partida. De Carlisle, jogadores e até do irritadinho Mark Cuban, dono do Dallas.

De nada isso adiantou. Ao contrário: punições poderão advir.

Mas que o Dallas foi prejudicado, isso foi.

IGUAL

Outro time que fez 3-0 em sua série foi o Cleveland, a grande sensação até o momento nos playoffs desta temporada. A vitória diante do Atlanta por 97-82 foi desta vez na casa do inimigo.

E incontestável.

O Cavs, todos sabemos, não perdeu nenhuma partida sequer nesta fase da competição. Tem agora 7-0, computando-se os 4-0 diante do Detroit.

É o primeiro time na história da liga a vencer seus sete primeiros embates e por uma diferença de dez ou mais pontos por partida. Sempre comandado por LeBron James.

Ontem, LBJ beirou a perfeição. Marcou 47 pontos, apanhou 12 rebotes e deu oito assistências.

Quase um “triple-double”, que teima em não vir.

King James ficou em quadra 43 minutos. Mike Brown deve ter pensado: daqui a pouco o cara vai se cansar se tiver que jogar com intensidade mais do que meia hora por jogo – que era o que o treinador estava reservando para LeBron por partida.

Achei correto.

Anderson Varejão fez seis pontos e pegou dez rebotes. Dentro de sua normalidade, o que não ocorreu com Nenê, que fez cinco pontos e oito rebotes na vitória do Denver.

YAO

O chinês quebrou o pé e está fora desses playoffs. Que coisa, hein!

Parece que a sorte não acompanha mesmo Yao Ming e Tracy McGrady.

O Lakers tem tudo para vencer o jogo desta tarde, novamente em Houston, e fazer 3-1 no confronto.

Lakers x Denver, final do Oeste.

Acho que ninguém mais duvida disso.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
06/05/2009 - 11:57

NO CAMINHO CERTO

Nenê fez 25 pontos e o Denver ganhou sua segunda partida consecutiva diante do Dallas: 117-105. Com 2-0 na série, acho muito difícil que os texanos consigam promover uma reviravolta.

Eles têm que vencer os três jogos marcados para Dallas e ainda beliscar uma vitória no Colorado. Quer dizer: ganhar quatro em cinco partidas.

Praticamente impossível; praticamente, eu disse.

O Mavericks conta com seu retrospecto em casa para tentar uma reviravolta. A partir do “All-Star Game” o time jogou 18 vezes no American Airlines Center e venceu 17 vezes e perdeu em apenas uma oportunidade.

Mas sabe para quem? Sim, isso mesmo, para o Denver.

O Nuggets, em contrapartida, também conta com seu Pepsi Center para carimbar o passaporte para os playoffs. Lá não perde desde o dia 11 de março: são 15 vitórias enfileiradas.

Além disso, o time do técnico George Karl tem triturado seus adversários nestes playoffs. Realizou sete partidas até o momento (cinco na série diante do New Orleans e duas diante do Dallas) e nas seis vitórias o fez com uma margem de 21 pontos.

A maior até hoje na história dos playoffs da NBA.

Depois do Denver, o time que teve o melhor desempenho numérico nesta fase foi o Milwaukee, que em 1971 venceu seus embates por 17.7 pontos de diferença. Acabou campeão da NBA.

Na sequência, vieram o Lakers de 1987 (17.6), que também ganhou o campeonato, novamente o Lakers, mas o de 1986 (15.6), que perdeu o título, o Detroit de 2004 (14.3), outro campeão, bem como o Chicago de Michael Jordan de 1991 (14.1).

Ou seja: goleadas credenciam ao título.

Vamos ver se o Denver mantém a escrita.

EXCELÊNCIA

Como escrevi no parágrafo inicial deste texto, Nenê fez 25 pontos. Foi o cestinha do time ao lado de Carmelo Anthony.

Acertou oito de seus 12 arremessos (66.7%) e nove dos 13 lances livres cobrados (69.2%).

No encontro passado diante do Dallas, havia marcado 24 pontos. Na série, tem uma média de 24.5 pontos por jogo.

Carmelo, o artilheiro do time na fase de classificação com 22.8 pontos de média – Nenê foi o reboteiro do Denver na “regular season” com 7.8 por jogo –, neste enfrentamento contra o Mavs tem uma média de 24 tentos.

Nenê (foto AP), felizmente, recuperou seu jogo, que esteve escondido na série diante do New Orleans. Ele mesmo admitiu isso.

Demais, não é meso?

… Ah, claro, vai ter gente dizendo que ele pegou apenas oito rebotes e que pivô com o tamanho dele tem que pegar no mínimo dez rebotes por partida porque Fulano de Tal e Sicrano…

Poupem-me, por favor.

DE NOVO?

Josh Howard parece que é de vidro. Contunde-se com muita facilidade, infelizmente para ele e para o Dallas.

Ontem o script se repetiu. Jogou apenas seis minutos, quando torceu o tornozelo direito.

Howard perdeu 30 partidas na fase de classificação por lesões. Voltou pouco antes do início dos playoffs, ajudou o time a fazer importantes vitórias e posicionar-se melhor dentro da conferência e foi chave na eliminação do San Antonio.

O próximo encontro está marcado para o sábado, às 18h de Brasília. Até lá o DM do Mavericks espera recuperar o jogador.

Será preciso, pois, sem ele, o Dallas corre o risco de ser varrido pelo Denver.

SEM GRAÇA

Enquanto o prélio entre Denver e Dallas foi bem disputado, com o jogo igual até o final do terceiro período (a partida foi definida no último quarto, quando os anfitriões fizeram 31-22), a partida entre Cleveland e Atlanta foi de dar sono.

Resultado: 99-72 para o Cavs.

LeBron James teve novamente uma grande exibição, que desconcertou seus marcadores e seu adversário. Anotou 34 pontos e apanhou 10 rebotes.

Tudo isso em apenas 34 dos 48 minutos que dura uma peleja basqueteira. E se você não reparou, LBJ jogou pouco mais de dois minutos no último quarto dada a facilidade da partida.

Como disse nesse botequim há alguns dias, o Cavs terá, novamente, uma série confortável pela frente. Não só pela qualidade de seu time, mas também pela fragilidade do Atlanta, uma equipe apenas mediana neste campeonato.

Ainda lembrando papo referido, disse que o Cleveland só será testado nas finais da conferência. Antes disso, jogos-treinos.

Anderson Varejão fez quatro pontos e apanhou nove rebotes. Já disse, também, várias vezes: esqueçam os números do capixaba, pois sua importância para o time vai além das estatísticas.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
04/05/2009 - 11:08

NENÊ E DENVER, DOIS VENCEDORES

Foi um jogo de um time só. O Denver atropelou o Dallas ontem no Colorado e venceu por incontestáveis 109-95.

Nenê foi o nome do jogo com seus 24 pontos, sua melhor anotação em playoffs, diga-se. Fez quatro a menos que Dirk Nowitzki, o cestinha da partida, mas foi o “key factor” do Nuggets e do encontro, repito.

O são-carlense (foto Reuters ao lado de Chauncey Billups) apareceu num momento crucial. Carmelo Anthony se enrolou com as faltas e foi para o banco no começo da partida.

O que fazer sem seu artilheiro em quadra?

Simples, jogar a bola para Nenê.

E foi o que o time fez. O brazuca marcou 18 de seus 24 pontos no primeiro tempo. No segundo, com o cestinha de volta ao jogo, Nenê anotou apenas seis pontos, tentos importantes, no entanto, para consolidar a vitória dos anfitriões.

O brazuca pegou apenas cinco rebotes. Muitos vão encasquetar com esse número.

E para esses recalcitrantes eu volto a dizer: o forte do jogo de Nenê não são os rebotes, mas os pontos. Nenê é um pivô goleador, ao contrário, por exemplo, de Joakim Noah, do Chicago, um pivô que é especialista em pegar rebotes, mas pouco produz em termos de pontos.

Então, por favor, vamos olhar mais para os pontos dele do que para os rebotes.

Aceito discutir a baixa pontuação de Nenê na série contra o New Orleans. Mas falar de seus rebotes, realmente, está se tornando uma coisa chata.

INVENCIBILIDADE

O Denver não perde em seu Pepsi Center desde nove de março passado, quando caiu diante do Houston. De lá para cá foram 14 vitórias enfileiradas.

No confronto diante do Dallas, nesta temporada, a vitória de ontem representou a quinta em cinco jogos disputados.

NÚMEROS

Bem próximo ao final do encontro, a tevê que transmitiu a partida mostrou: time que ganha o primeiro embate tem 79% de chance de se classificar para a final da conferência.

E esses números aumentam quando abre-se 2-0. Sim, pois dos cinco possíveis jogos restantes, quem está em desvantagem tem que vencer nada menos do que quatro.

Tarefa árdua; quase impossível. Portanto, mais uma vitória do Nuggets, amanhã à noite, e ouso afirmar que o time estará na final da conferência.

O Denver deu mostras, uma vez mais, que está afinadíssimo para chegar à decisão do título do Oeste. Os números estamparam isso.

Vejam só: 1) Pontos no garrafão – Denver 58-30; 2) Pontos de contra-ataque – Denver 29-4; 3) Pontos do banco – Denver 39-30; 5) Erros – Dallas 20-14.

Agora, vamos nos ater aos números finais envolvendo o banco dos dois times:

Denver: 39 pontos, 12 rebotes, 12 assistências, sete tocos e seis desarmes.

Dallas: 30 pontos, 11 rebotes, duas assistências, um toco e um desarme.

Sem dúvida, uma lavada e tanto. Como se diz, barba e cabelo; titulares e reservas enquadraram o Dallas.

DECEPÇÃO

O jornal “Dallas Morning News” traz uma matéria em sua edição de hoje, segunda-feira, falando a queda de produção de Jason Terry nestes playoffs.

O texto lembra que o jogador, eleito o melhor reserva da temporada, teve média de 19.6 pontos por partida e nesta nova fase do campeonato anotou menos pontos que sua média da fase de classificação em cinco dos seis jogos disputados.

Para sermos mais claros, vamos lá: Terry encestou 12 pontos no primeiro jogo da série contra o San Antonio, 16 no segundo, dez no terceiro e quartos jogos, 19 na partida que encerrou o confronto contra o Spurs e 15 ontem diante do Denver.

Sua média nesses playoffs caiu para 13.7.

Mas, como eu disse, Terry (foto AP discutindo com Nenê), que atuava quase 35 minutos por partida (pode um cara que joga esta quantidade de minutos ser considerado reserva?), teve seu tempo diminuído em quadra com a volta de Josh Howard ao time.

Com quatro minutos a mais, JT poderia aumentar sua média de pontos, certamente.

Mas o que deve estar preocupando o pessoal do Dallas é que o percentual de aproveitamento do jogador decaiu nesta fase aguda. Ou seja: enquanto na “regular season” ele aproveitou 46.3% de seus arremessos, nos playoffs esse número caiu para 39.5%.

Desta forma, mesmo com menos minutos disponíveis em quadra, se tivesse com um desempenho normal, estaria perto de seu rendimento de pontos na fase de classificação.

Convidado a falar sobre o tema, Chauncey Billups, armador do Denver, desviou o assunto para seu time: “Sinto que nós temos o melhor banco da liga. Eles [reservas] venceram um monte de jogos para nós em um monte de noites. Hoje foi um desses dias”.

LÓGICA

Por mais que Dwyane Wade seja genial, sozinho, como eu disse, ele não levaria mesmo o Miami a realizar altos sonhos nesta temporada. Fez, aliás, muito ao empurrar esta série para o sétimo jogo.

Ontem, atuando em território alheio, não teve forças para evitar a eliminação. Marcou 31 pontos, mas não encontrou eco nos companheiros.

A vitória do Atlanta por 91-78 não pôde ser contestada em momento algum.

Joe Johnson (foto Reuters) foi o nome do jogo: 27 pontos, cinco desarmes, cinco rebotes e quatro assistências. Acertou seis de seus oito arremessos de três pontos e desconcertou a defesa adversária.

É a primeira vez, desde 1999, que o time avança para as semifinais do Leste.

Amanhã, começa a série, cansado seguramente, diante do gigante Cleveland, que vem descansado e liderado em quadra por LeBron James, o futuro MVP desta temporada.

Previsão: 4-1 Cavs.

BALANÇO

O parceiro Charles Nisz está com a planilha prontinha. Ela vai revelar como a gente se deu nos palpites desta primeira fase dos playoffs.

Enquanto ele não publica os números, passo a vocês o meu desempenho: errei apenas um vencedor, pois apostei no Portland diante do Houston e deu o contrário.

Os demais sete enfrentamentos eu acertei, alguns deles na mosca, como a varrida do
Cleveland diante do Detroit e a vitória do Atlanta sobre o Miami por 4-3.

NOITADA

Dois jogos esta noite: às 21h de Brasília começa a série entre Boston e Orlando com jogo marcado para Massachusetts.

Às 23h30, outro encontro que se inicia também: Lakers x Houston, na Califórnia, com transmissão ao vivo pela ESPN.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
02/05/2009 - 12:56

A MISSÃO DO MIAMI

A série está completamente aberta. A vitória do Miami sobre o Atlanta, ontem à noite por 98-72 (poderia ter sido de muito mais) leva o confronto para o sétimo e decisivo jogo.

Será amanhã à tarde, na Geórgia, 14h de Brasília. Mesmo atuando em sua Philips Arena, o Hawks não pode dar esse encontro como favas contadas.

O Heat já ganhou uma partida em Atlanta. Pode vencer novamente, por que não?

Claro que pode.

Para que isso ocorra, o Miami tem que duas missões pela frente…

Mas vamos ao jogo de ontem.

Dwyane Wade (foto AP) carregou o time da Flórida nas costas quando atacar era a missão. Jogou uma barbaridade; sozinho conseguiu a façanha de destruir a defesa adversária, uma equipe muito bem armada, diga-se.

D-Wade marcou 41 pontos (16-17 nos lances livres). Ficou a dois de igualar sua melhor marca em playoffs, mas foi a quinta partida em toda sua trajetória nesta fase decisiva que ele atinge 40 pontos ou mais.

Fica atrás apenas de Kobe Bryant (6), Allen Iverson (10) e Shaquille O’Neal (12).

Tornou-se, também, o 17º. jogador em atividade a superar a casa dos 1.500 pontos em playoffs.

Jogou, como disse, uma barbaridade.

Mas não jogou sozinho.

A defesa do Miami segurou o Atlanta e permitiu apenas 72 pontos ao adversário. Limitou o aproveitamento do Hawks em 37% nos arremessos (27-73), sendo que nas bolas longas o desempenho foi ainda pior: 33.3% (7-21).

Na coletividade, apanhou mais rebotes (47-36) e deu mais assistências (12-8).

Para que o Heat bata o Hawks amanhã, longe de seus torcedores, o Miami terá que cumprir estas duas missões: D-Wade jogar novamente uma barbaridade e a defesa mostrar a mesma eficiência de ontem à noite.

Caso contrário, o Atlanta passa.

DESTAQUE

Dwyane Wade jogou muito, mas não há como não destacar também o trabalho do “rookie” Michael Beasley. O ala de força do Miami terminou a partida com 22 pontos e 15 rebotes.

Tornou-se o terceiro jogador na história da franquia a ter pelo menos 20 pontos e 15 rebotes em uma partida da pós-temporada, juntando-se a Shaquille O’Neal e Caron Butler.

Como disse acima, ele é apenas um ”rookie”.

CONTUSÃO

É bom lembrar: o Miami jogou se Jermaine O’Neal, contundido. Ele será reforço certo para o jogo de amanhã.

Mais um motivo para os torcedores acreditarem.

REVERSO

Do outro lado, pouco a se dizer do Atlanta. Foi uma noite irreconhecível.

Os números mencionados acima mostram isso. Além do mais, Josh Smith e Mo Evans tomaram faltas técnicas por bobagem, mostrando a fragilidade emocional da equipe.

“Nosso time perdeu a compostura [em quadra] em alguns momentos”, admitiu o armador Ronald “Flip” Murray, um dos três jogadores do Atlanta a ter um duplo dígito na pontuação (13); os outros foram Mike Bibby (20) e Joe Johnson (13).

Murray deu a pincelada final quanto à atuação do Hawks: “Nossa defesa nunca esteve em sintonia”.

Exatamente; por isso Dwyane Wade deitou e rolou.

Se a defesa melhorar amanhã à tarde, uma das missões do Miami não será atingida.

A outra, furar a retranca adversária, também é possível de ser atingida pelo Atlanta, uma vez que, em casa, o time tem uma média de 96.3 pontos por jogo, 24 a mais do que fez no prélio da noite passada na Flórida.

AUSÊNCIA

Danny Ainge, presidente do Boston, mandou uma mensagem por escrito para os jornalistas que cobriam o treino da equipe ontem à tarde. Dizia ela que Kevin Garnett (foto AP) só volta a jogar na próxima temporada.

Se não for blefe, a partida desta noite entre Celtics e Bulls, no TD Banknorth Garden de Massachusetts (21h de Brasília), está aberta.

Sim, pois nos três encontros já realizados em Boston nestes playoffs os vencedores não o fizeram por uma margem superior a três pontos.

Como se vê, muita igualdade, pois o Celtics, sem KG, não é a potência que a gente imaginava que fosse. É a tal da diferença que um jogador faz, contrariando teses, como falei no nosso bate papo de ontem.

PUNIÇÃO

A NBA tem sido solidária quanto a violência dentro das quadras. Ontem, Tim Frank, assessor de imprensa da liga, informou que nenhuma punição será dada a Rajon Rondo por seu comportamento agressivo em relação a Kirk Hinrich.

Que mensagem a NBA passa para os jogadores do Boston para o jogo desta noite? Apenas uma: batam à vontade, porque nada vai acontecer.

Nem falta flagrante, nem expulsão e nem suspensão.

Como diz o meu amigo Ricardo Capriotti (aquele que contempla Ilaria D’Amico, lembram-se?), que beleza!

CANSAÇO

Um dos parceiros do nosso botequim disse, sabiamente, que o Boston é um time cansado. Verdade.

Kevin Garnett está de fora; o mesmo para Leon Powe. Sem contar que Mikki Moore, reserva dos dois, não está jogando nada e Doc Rivers tem que recorrer ao pouco talentoso Brian Scalabrine.

O mesmo vale para Stephon Marbury, o que provoca minutos a mais para Rajon, o que não estava nos planos de Rivers.

Não há muitas opções e o jeito é deixar a tropa de elite em quadra o quanto ela aguentar. E isso é problema, pois Ray Allen está com 33 anos e Paul Pierce com 31.

Do lado do Chicago, dos jogadores que Vinnie Del Negro usa pra valer, apenas Brad Miller é veterano: 33 anos.

Os demais têm uma média de idade de 24.8 anos.

Este pode ser um fator decisivo no momento da decisão.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
30/04/2009 - 16:57

O DENVER NÃO É MAIS AQUELE

O jogo foi equilibrado até a metade do terceiro quarto, quando Hilton Armstrong acertou uma bola de dois pontos, sofreu falta e aproveitou o lance de bonificação, a 5:58 minutos do final do referido período. Levou o marcador para uma igualdade em 62 pontos.

Dali para frente, só deu Denver. O time colorado fez uma corrida de 49-24 e derrubou o New Orleans da cama, transformando o sonho de uma vitória em um assustado despertar para a realidade.

O resultado final, 107-86, deixou bem claro a diferença entre as duas equipes. O Hornets não é mais aquele Hornets da temporada passada; nem o Nuggets.

A equipe colorada fez 4-1 na série e ganhou seu primeiro confronto em playoffs desde 1994, quando de maneira inesquecível, liderado por Dikembe Mutombo, eliminou o Seattle, melhor do Oeste, por 3-2 depois de estar perdendo por 2-0.

Mas, de volta ao presente, o time da Louisiannia não foi páreo em momento algum neste enfrentamento, à exceção da terceira partida. O Denver jogou muito mais, tanto que venceu seus prélios por uma média de 24.2 pontos de diferença.

No confronto de ontem, na corrida final, Carmelo Anthony cravou 16 dos 49 tentos do Nuggets. Deixou o parquete do Pepsi Center celebrado pelos 19.744 torcedores, que não pouparam aplausos e elogios para o ala colorado, que anotou no total 34 pontos e foi o cestinha do time e da partida.

Mas não há como não mencionar o trabalho de J. R. Smith (foto AP). Ele anotou 15 de seus 20 pontos exatamente no momento que o Denver jogou um balde de água fria nas pretensões do New Orleans.

Outro que não dá para esquecer: Chauncey Billups. O armador jogou como tal, marcou 13 pontos, mas deu 11 assistências; foi o único jogador do Nuggets a finalizar a partida com um “double-double”.

Nenê? Bem, o brazuca declarou recentemente que não está com a cabeça boa – o alerta foi dado por Belan, nosso parceiro neste botequim, ao ler uma entrevista do são-carlense no “Denver Post”.

As coisas, segundo ele, não estão saindo como planejou. Tem estado deprimido por causa disso.

Bobagem, essas coisas acontecem; como diz o outro, fazem parte do jogo.

Ele deveria focar no que fez de proveitoso nesta temporada. No ganho que teve em relação à passada.

Isso deveria nortear seu pensamento – e não o que não deu certo até aqui nesses playoffs.

Mas, infelizmente, não tem sido assim.

Pressionado por ele mesmo, decaiu nesta fase decisiva. Ontem, no momento da corrida final, contribuiu com apenas dois rebotes; não fez ponto algum.

Terminou esta série com nove tentos e 7.8 rebotes. Na fase regular, teve médias de 14.6 pontos e os mesmos 7.8 ressaltos.

Como se vê, perdeu a confiança ofensiva.

Mas, a bem da verdade, a gente nota que não foi apenas nos playoffs que seu jogo caiu. Seu percentual de aproveitamento, que era o melhor da NBA, diminuiu depois do ASG.

Sabe de uma coisa? Acho que uma boa terapia poderia ajudar muito nosso Nenê neste momento.

SEMIFINAL

O Denver está preparadíssimo para as semifinais do Oeste. Tem a convicção de que pode disputar a final da conferência.

Não há deslumbramento algum. Os números do confronto contra o New Orleans e a segunda colocação no Oeste legitimam tal sentimento.

Como vai ser contra o Dallas? Bem, o Mavericks está jogando o fino da bola.

Há diferença gritante entre as duas equipes? Não, não há; elas se equivalem.

Por que o Denver, então?

Creio que o fator quadra poderá determinar o finalista. E o Denver tem esta vantagem.

Talvez por isso, também, a convicção exista.

Mas da série entre Denver e Dallas a gente fala mais para frente.

3-2

O Atlanta recuperou a vantagem neste corpo a corpo com o Miami. Abriu 1-0, cedeu o empate, viu o Heat pular na frente em 2-1, empatou o confronto vencendo em plena Flórida e ontem, no conforto do lar, tornou a ganhar (106-91), voltando a liderar a disputa entre eles.

Uma série e tanto, diga-se. Tanto assim que os ânimos já estão acirrados em quadra; isso é supercomum nesses enfrentamentos.

Ontem, na Geórgia, Dwyane Wade e Solomon Jones quase se engalfinharam, provavelmente porque D-Wade estava irritado com o tombaço que levou ao colidir com Josh Smith (foto Reuters). O jogo de amanhã, novamente em Miami, promete.

Mas se o Heat quiser igualar a série e provocar o sétimo e último encontro, vai precisar mais do que músculos e caras feias. Vai ter que voltar a ser aquele time equilibrado que fez duas vitórias seguidas diante do Hawks.

Ontem, o jogo voltou a ficar concentrado em Dwyane Wade – isso não adianta, a gente já falou.

Em contrapartida, os anfitriões praticaram uma vez mais um basquete solidário. Mas não apenas na pontuação bem distribuída, mas também em outros fundamentos: apanhou mais rebotes (37-29), deu mais assistências (23-17) e cometeu menos erros (5-7).

E por falar em rebotes, dos 37 confiscados, 12 foram de ataque, enquanto que os visitantes não passaram de meia dúzia.

Quando palpitei sobre esta série, falei do equilíbrio do jogo do Atlanta. Repito: se o Miami passar, para mim será uma grande surpresa.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , ,
20/04/2009 - 11:33

SIM, É POSSÍVEL

Eu não falei que dava para eliminar o Orlando? Pois é, o Philadelphia acreditou nisso e roubou a vantagem de quadra do Magic na partida mais espetacular da rodada de ontem.

O jogo da Flórida teve o quarto final repleto de emoções. O Sixers entrou nos últimos 12 minutos com uma desvantagem de 14 pontos: 79-65.

Mas foi tirando, pontinho aqui, pontinho ali, a diferença até que Andre Iguodala (foto AP) fez o arremesso mortal, a pouco mais de três segundos da buzinada final, com a bola caindo limpinha, mansamente: 100-98.

Como eu disse, dá para eliminar o Orlando. E por que dá?

Porque o Magic perdeu sua identidade com a contusão de Jameer Nelson. A franquia bem que tentou resolver o problema contratando Rafer Alston, mas o ex-armador do Houston não consegue conduzir de maneira criativa o time em quadra.

Sem Jameer, o Orlando perdeu não apenas em imaginação, mas também em poder de fogo. Os tiros longos de Nelson eram uma arma mortal; eles, por exemplo, liquidaram o Lakers em Los Angeles.

Vejam os números do jogo de ontem: o Magic encestou apenas cinco de seus 18 chutes de três (27.8%).

Rashard Lewis, um especialista na modalidade, cravou apenas 1-4; Hedo Turkoglu, 0-2; Alston, 2-6; Courtney Lee, 1-4; e Anthony Johnson, 1-2.

Em contrapartida, o Sixers fez desses tiros longos sua arma principal no momento em que o jogo estava sendo definido.

No jogo todo, foram apenas sete bolas certeiras, duas a mais do que o Orlando. Mas o mais importante foi que o Philadelphia embiroscou cinco delas no último quarto, sendo que o terceiro acerto de Donyell Marshall no período aconteceu a 34 segundos do final, empatando a partida em 98 pontos.

Na sequência, Lewis errou um “jumper” da meia direita do ataque, Andre Miller pegou o rebote, pediu tempo e com 12 segundos de posse de bola, o Sixers foi à frente para fazer o que a gente sabia que era possível: ganhar a partida.

Andre Iguodala, um monstro em quadra (20 pontos, oito rebotes e oito assistências), marcado por Turkoglu, fez o mencionado arremesso mortal, a pouco mais de três segundos da buzinada última. A bola caiu limpinha, mansamente: 100-98.

De nada adiantaram o 31 pontos e 16 rebotes de Dwight Howard. Perdoem-me o lugar-comum, mas não há como evitá-lo: uma andorinha realmente não faz verão.

NÃO FAZ MESMO

Dwyane Wade sentiu na pele o mesmo que Dwight Howard. E deve ter constatado: sozinho, não vai conseguir levar o Miami adiante nesses playoffs.

O outro time da Flórida levou uma chacoalhada na Geórgia ao ser derrotado pelo Atlanta por 90-64. Um massacre, que mostra bem a diferença entre as equipes.

O Hawks é um time, um elenco; o Heat é um jogador. Não se ganha campeonatos assim. Ganha-se uma batalha aqui e outra ali, mas a guerra, de jeito nenhum.

Muitíssimo bem marcado, D-Wade não conseguiu ser o “key factor” do time. Deixou a quadra com apenas 19 pontos e um aproveitamento horrível nos arremessos: 8-21, sendo que dos três acertou apenas um tiro dos seis tentados.

Pior ainda: cometeu oito erros– muito em se tratando de playoffs; muito em se tratando de D-Wade.

O armador do Miami não encontrou eco nos companheiros. Dos outros quatro titulares, nenhum conseguiu duplo dígito na pontuação. Apenas Michael Beasley, vindo do banco, chegou aos dez pontos.

Pouco, muito pouco.

Do outro lado, o Atlanta jogou como dele se esperava: como um time.

Mike Woodson, uma grande revelação como treinador, sedimentou na defesa a força de sua equipe. E o sucesso dela possibilitou contra-ataques; neles, Josh Smith deitou e rolou e fez os torcedores do Hawks se lembrar de Dominique Wilkins com suas enterradas espetaculares.

Smith terminou o encontro com 23 pontos, dez rebotes e três desarmes. Mas foram as três enterradas, no segundo quarto, no melhor estilo Dominique Wilkins que causaram uma nostalgia imensa nos 18.851 torcedores que ocuparam todos os lugares da Philips Arena.

NORMALIDADE

Os outros dois jogos da rodada de ontem cumpriram o script escrito. Denver e Lakers não tomaram conhecimento de seus oponentes, sendo que no caso do Nuggets, o time atropelou o New Orleans: 113-84.

Muitos aqui neste botequim apostaram na vitória do Hornets nesta série. Foi apenas o primeiro jogo, mas ficou bem claro que existe um “gap” difícil de ser transposto pelo time da terra do jazz.

Posso estar enganado – mas acho que não estou.

Chauncey Billups foi um gigante em quadra. Marcou 36 pontos, deu oito assistências e fez dois roubos de bola.

Mas o calibre de sua mão é que merece destaque: Billups encestou oito de seus nove arremessos de três. Quer mais? Pois não, Chauncey atende o pedido: acertou os oito arremessos da linha fatal. No geral, seu desempenho esteve assim: 10-15.

Excelente.

Nenê (foto AP), o brazuca de São Carlos, esteve muito bem. Foram 12 pontos e 14 rebotes, quatro deles ofensivos.

Vocês que pegam no pé de Nenê não fazem idéia da importância dele no sistema arquitetado pelo técnico George Karl. Mesmo não tendo um duplo dígito de média nos rebotes – a reclamação geral –, Nenê ajuda demais na briga do time pelos ressaltos.

Ontem, o Denver deu um baile neste fundamento pra cima do New Orleans: 49-35.

Ah, esqueci de dizer: Nenê foi o reboteiro do jogo e o único jogador em quadra a ter um duplo dígito neste quesito.

Chris Paul? 21 pontos e 11 assistências. Como sabemos, uma andorinha não faz verão.

O Hornets não tem sido nem sombra daquele time ajeitadinho pelo técnico Byron Scott, que causou furor na temporada passada, especialmente na segunda metade da competição – pós ASG – e nos playoffs.

Em Los Angeles, o Lakers também não tomou conhecimento do adversário, mas não com a mesma indiferença do Denver. Foi um pouco mais educado e concedeu ao visitante de Utah anotar 100 pontos. Mas marcou 113 e ganhou a partida.

Não vou me alongar muito no assunto, pois do Lakers gastarei muito de seu tempo, querido frequentador deste botequim, à medida que o tempo for passando.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
17/04/2009 - 11:36

A HORA DO PALPITE

Como sabemos, está tudo definido; no Leste e no Oeste. Então, por que não começarmos a falar sobre os confrontos? E palpitar? Tem exercício mais excitante do que palpitar?

Vamos lá, pois, começando pela conferência que fica do lado do Atlântico.

Penso que é a mais previsível, pois existe grande diferença entre alguns times, especialmente entre os três primeiros colocados: Cleveland, Boston e Orlando.

Atlanta e Miami farão, seguramente, o confronto mais disputado da conferência.

CLEVELAND x DETROIT

O Pistons não é mais aquele time competitivo de temporadas passadas, quando até um título c0nquistou. Enfraqueceu-se com a saída de Chauncey Billups, o que quebrou o núcleo da equipe.

Pra piorar, demitiu – acertadamente, diga-se – o técnico Flip Saunders, mas contratou para o seu lugar o inexperiente Michael Curry. Outra aposta maluca de Joe Dumars, que também trouxe para o lugar de Billups o superado Allen Iverson.

Problemático e fominha, ele acabou interferindo negativamente no grupo e no jogo de Rip Hamilton, que até para o banco foi. Além de Hamilton, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince são remanescentes importantes do time de 2004 que ganhou o título.

Mas não há a mesma química de então. E, além disso, para eliminar o Cleveland, um dos favoritos ao título, tem que ganhar um jogo fora – o que somente o Lakers conseguiu diante dos titulares do Cavs – e ainda manter-se invencível em casa.

Impossível.

Em contrapartida, o Cleveland é um time arrumado, ajeitado e azeitado. Muitos o consideram o melhor desta temporada, fruto do excelente trabalho de Mike Brown, ex-assistente de Gregg Popovich.

Conta com LeBron James (foto Reuters), para a grande maioria o MVP desta temporada. O jogo de LBJ cresceu não apenas pela força natural de seu jogo e amadurecimento em quadra. Cresceu também graças à chegada do armador Mo Williams.

Com ele no time, Brown passou Delonte West para a posição dois. Desta forma, os três jogam ao mesmo tempo e formaram um trio afinadíssimo, para desespero dos rivais.

E no garrafão Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas põem a mão no peito de quem se atreve a entrar.

Previsão: Cleveland 4-0.

BOSTON x CHICAGO

Se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls. Se tudo não passar de um blefe de Doc River, o atual campeão da NBA varre o ex-time de Michael Jordan.

O Boston está um ano mais entrosado e confiante. E maduro – não velho, pois o time não dá sinais de que está com as pernas cansadas.

Pena que KG brigou bastante com as contusões, principalmente depois do ASG. Perdeu 22 dos últimos 26 jogos da equipe.

Mesmo que jogue, a pergunta que fica é: jogará no seu esplendor físico?

Não se esqueça: Garnett é o capitão e o melhor jogador desse time. Tem uma ascendência muito grande em relação ao time.

Paul Pierce pode fazer a diferença junto com Ray Allen. Mas será que ambos conseguirão impor-se sem a presença intimidadora de KG?

Neste primeiro round, penso que sim, pois o Chicago é um time absolutamente irregular que conta com um treinador novato e de qualidades bem discutíveis.

De qualquer maneira, como já disse aqui, Vinnie Del Negro fez um “upgrade” na campanha do time nesta temporada em relação à anterior. Mas será que foi ele ou Derrick Rose?

Ambos, diria, mas com a balança pendendo mais para o garoto.

Rose deve ser eleito o melhor novato desta temporada. Por se tratar de um “rookie”, oscila demais. Talvez isso explique a campanha irregular da equipe nesta temporada.

É a primeira vez que a maioria do elenco atinge os playoffs. E isso tem um peso muito grande.

Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.

ORLANDO x PHILADELPHIA

O Magic caiu muito de produção nos últimos jogos. Dos últimos dez, venceu apenas cinco.

Rafer Alston não foi o substituto ideal para o contundido Jameer Nelson. Falta qualidade na armação do jogo. O veterano Anthony Johnson também não tem estofo suficiente para agregar qualidade criativa ao time em um momento tão delicado com são os playoffs.

É certo também que a queda dos últimos jogos tem a ver com contusões. Especialmente de dois de seus principais jogadores: Dwight Howard e Rashard Lewis. Ambos foram poupados por causa de pequenas lesões.

Com eles em forma, não há como o Sixers conter o Orlando – mesmo sem uma grande armação. O time da Flórida tem uma intensidade de garrafão e um arsenal de bolas triplas que seguramente levarão o adversário a nocaute.

E rapidamente.

Previsão: Orlando 4-1.

ATLANTA x MIAMI

Aqui será o duelo de um time, um conjunto (Hawks), contra uma equipe que direciona todo seu jogo nos ombros de um fora-de-série (Heat).

O técnico Mike Woodson tem o Atlanta nas mãos. Ele forjou essa equipe já na temporada passada com muito cuidado e trabalho de quadra.

Nesta, um ano mais experiente e confiante, o Atlanta é inegavelmente o favorito diante do Miami.

Além do conjunto, há jogadores que podem desequilibrar no momento em que o jogo pedir por isso. Falo de Mike Bibby e Joe Johnson.

Os torcedores do Miami esperam que Dwyane Wade esteja inspirado e carregue o time nas costas nesta série. Mas Wade (foto AFP) não é Michael Jordan.

Será muito difícil que isso ocorra. Sozinho será como uma andorinha.

D-Wade precisa de um suporte, mas o Heat não tem a oferecer. Na próxima temporada, mais experientes, quem sabe Mario Chalmers e Michael Beasley venham a ser esse apoio; não no momento.

Além deste cenário que privilegia o Atlanta, não se esqueça que o time da Georgia tem a vantagem de quadra. A presença de D-Wade dará equilíbrio ao confronto.

Previsão: Atlanta 4-3.

OESTE

Esta conferência vai reservar os melhores jogos destes playoffs. E os mais longos também.

O Utah, em quem eu apostei em determinado momento da competição, caiu dramaticamente no final da temporada regular. É o time mais fraco da conferência do Pacífico.

Em compensação, não vejo fragilidade nos demais contendores. Se Atlanta e Miami vão fazer o confronto mais duro do outro lado do continente, deste lado há dois embates que serão decididos no último jogo: San Antonio x Dallas e Portland x Houston.

Os outros dois serão mais curtos.

LAKERS x UTAH

Ao contrário do que previ, o retorno de Carlos Boozer, após uma cirurgia no joelho, não fez a diferença esperada. Ele não foi o Karl Malone de Deron Williams, que sonhava em ser o novo John Stockton.

E Jerry Sloan, no banco, não pôde, por isso mesmo, dar robustez ao time. Talvez devesse ter previsto essa fragilidade de Boozer.

Entra debilitado para um confronto em que terá pela frente simplesmente um dos melhores times da temporada.

Do lado do Lakers, Andrew Bynum aproveitou os últimos embates da fase regular para recuperar a forma e o entrosamento. E mostrou que está bem, pois afinou-se perfeitamente com Pau Gasol e Lamar Odom.

O que preocupa é a queda de rendimento de Derek Fisher. Neste confronto, suas bolas de três podem não fazer tanta falta, mas nas duas etapas dos playoffs isso pode ser um fator negativo para o Lakers.

E para os que criticam Kobe Bryant (foto Reuters), chegou o momento em que o camisa 24 do Los Angeles mais gosta. Ele sente que está encostado na parede pelos seus desafetos.

Previsão: Lakers 4-0.

DENVER x NEW ORLEANS

O Hornets nem de longe se parece com aquele time da temporada passada. O time desandou neste campeonato, especialmente por causa das contusões de Tyson Chandler (pé) e Peja Stojakovic (costas).

É certo que elas atrapalharam muito. Mas Byron Scott parece que perdeu a receita que fazia desse time uma preocupação para os adversários.

É a equipe do “se”. Se Chris Paul estiver inspirado; se as bolas de três caírem; se James Posey repetir o que fez no Miami e no Boston; se Chandler e Peja estiverem com a saúde em dia…

Muitos “ses” para dobrar um adversário mais forte, mais entrosado e que ainda tem a vantagem de quadra.

O Denver, surpreendentemente para mim, fez uma ótima fase regular. A melhor, diga-se, de sua história, terminando em segundo lugar.

Mas não se esqueça: há momentos em que o quinteto em quadra entra em parafuso e surge o “cada um por si e Deus para todos”. Basquete de rua; basquete competitivo não se joga desta maneira.

George Karl, experiente em playoffs – foi vice-campeão da NBA dirigindo o Seattle na decisão diante do Chicago em 1996 –, não pode perder o controle do grupo – e do time em quadra. Carmelo Anthony tem que se comportar como uma estrela e não como uma prima-dona.

Se isso ocorrer, o time terá dificuldades.

J. R. Smith tem que saber fazer a leitura do jogo em quadra; o mesmo vale para Chauncey Billups, principalmente ele, o armador da equipe, que tem de conjugar o verbo sempre na primeira pessoa do plural.

Será o grande teste de Nenê nesses playoffs. E do jeito que ele mostrou-se maduro na fase regular, deverá adicionar muita qualidade ao time neste momento decisivo.

Previsão: Denver 4-2.

SAN ANTONIO x DALLAS

Como disse anteriormente, este é um confronto para ser decidido na sétima e última partida. O Spurs tem a vantagem de quadra, mas a ausência de Manu Ginobili pesa – e muito.

Roger Mason Jr. fez uma excelente “regular season”, mas sua experiência de playoffs é reduzidíssima: fez apenas dez partidas com a camisa do Washington. Não terá estofo para segurar o rojão e ser o substituto perfeito do argentino.

Além disso, o time está envelhecido. Falo principalmente de Michael Finley e Bruce Bowen. Tim Duncan é veterano, mas é um gigante, que sabe como se dosar em quadra e usar sua presença imponente para conter os adversários.

Mas está mais velho, não há como negar. E mais: terá agilidade para marcar Dirk Nowitzki? Ou será que Gregg Popovich vai dar a Matt Bonner esta espinhosa missão para poupar Timmy?

Já o Dallas cresceu muito no final da competição. Venceu dez de seus últimos 15 jogos.

Para isso contou com a volta de Josh Howard. Com ele o time fica muito mais forte em seu jogo interior e no perímetro também.

Sua presença em quadra acaba por interferir no jogo de Nowitzki. Dos últimos nove jogos da equipe, com Howard jogando, o alemão alcançou 30 pontos ou mais em cinco deles.

Some-se a isso a presença de Jason Kidd. Veterano, é verdade, mas jogador, como Duncan, afeito a esse tipo de situação.

Ainda sabe, muito bem, como conduzir uma equipe em quadra.

Série difícil, como disse, onde houve empate em 2-2 na fase de classificação.

Previsão: Dallas 4-3.

PORTLAND x HOUSTON

O Rockets tem jogadores mais experientes, técnico idem. Tracy McGrady não vai disputar os playoffs – o que é garantia de que o time está na disputa.

Mas…

O Portland é a grande sensação do momento na NBA. Venceu 54 jogos na temporada regular; dos últimos dez embates, ganhou nove – ironicamente, perdeu apenas para o Houston, no Texas.

Conseguiu uma vaga para os playoffs, o que não ocorria desde 2003. Foram seis anos de longa espera para uma torcida que é uma das mais barulhentas da liga e que promete, mais uma vez, fazer a diferença se for necessário.

Creia: ninguém gostaria de enfrentar o Portland neste momento. O time tem se imposto com muita facilidade diante dos oponentes.

Conta com um sistema defensivo dos mais sólidos, fruto do trabalho exaustivo do técnico Nate McMillan, obcecado pela marcação. Aliás, o pouco que LeBron James sabe sobre o assunto ele deve, como disse, a McMillan quando os dois trabalharam juntos no time dos EUA que se preparou para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Brincadeiras à parte, T-Mac fará muita falta numa série como essa, onde o oponente, como vimos, prima pela marcação. Shane Battier é um excelente marcador, mas seu arsenal ofensivo é modesto.

Tem média de apenas 7.3 pontos por partida. E tendo que roubar uma vitória em campo alheio, isso é realmente preocupante.

Haverá duelos sensacionais nesta série. A saber: Luis Scola x LaMarcus Aldridge e o que envolverá Battier e Brandon Roy (foto AP) – isso se a missão não couber a Ron Artest também, o que dará mais emoção ainda ao encontro.

Série que vai chegar a sete partidas, não tenha dúvida. E a vantagem de quadra será muito importante para o Blazers seguir adiante na competição.

Previsão: Portland 4-3.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
08/03/2009 - 13:26

DUPLA DA PESADA

LeBron James fez seu quarto “triple-double” da temporada – o 21º. da carreira –, com 14 pontos, 12 assistências e 10 rebotes. Mas o destaque da vitória do Cleveland sobre o Miami por 99-89 foi Mo Williams.

O armador do Cavs acabou o jogo como o cestinha do time e da partida com 29 pontos. Acertou seis em sete tentativas de três pontos e foi o desafogo para LBJ quando as coisas não davam certo.

Todos nós aqui neste botequim já cansamos de dizer que Williams significou a grande contratação do Cleveland para esta temporada. Com quase 20 pontos de média por jogo, é em quem King James se apoia.

Ainda mais agora que Delonte West voltou para o DM da franquia.

Ontem, LeBron foi esperto. Jogou toda a pressão de decidir em cima de Williams (foto AP), mas sem ser omisso.

Ou seja: manteve seu volume de jogo, mas não fez dele um abuso nos arremessos. Serviu – e muito – o companheiro, que estava com a mão quente.

Tanto que LBJ distribuiu 12 assistências.

Williams tem sido envolvido nos jogos, mas o técnico Mike Brown deveria usá-lo ainda mais. E LeBron tem que continuar sensível em quadra, como fez ontem, e envolver seu companheiro sempre.

O resultado disso é que LBJ não se desgastaria à toa, Williams ganharia mais ritmo de jogo ainda e os adversários ficariam feito loucos em quadra correndo atrás de um e de outro.

E o desgaste dos oponentes seria ainda maior, pois o cansaço aumenta quando tem que se correr atrás de dois jogadores e não apenas de um.

SOLIDEZ

Anderson Varejão fez uma grande partida ontem à noite. Não à toa mereceu 37 minutos de permanência em quadra.

Com seu jeitão bem brasileiro – não desiste jamais –, o capixaba é um tormento para o adversário o tempo todo. Corre, pula, briga pelos rebotes, tenta tomar a bola do adversário, faz corta-luz e ainda por cima pontua.

Ontem anotou 12 tentos.

E nos rebotes apanhou sete dos 40 que o Cleveland pegou durante a partida.

Varejão é isso mesmo: um guerreiro. Tecnicamente não é nenhuma maravilha, mas há grandes jogadores na história do basquete que se destacaram do jeito que o brazuca se destaca hoje.

Dennis Rodman é o maior exemplo disso.

EXPULSÃO

Dwyane Wade foi expulso de quadra quando faltavam 50 segundos para o final do jogo. O placar da Q Arena mostrava: Cleveland 91-85 Miami.

Nada estava decidido. Havia muito tempo de jogo.

Num ataque pela direita, D-Wade foi em direção à cesta do Cavs e tomou um tranco de Anderson Varejão; falta.

Nenhum dos três árbitros, todavia, assoprou o apito.

Wade foi à loucura; Erik Spoelstra, no banco do Heat, também.

D-Wade acabou expulso.

E tudo ficou mais fácil para o Cleveland.

Um crime: meteram a mão no Miami.

Sim, pois se a falta fosse marcada, Wade iria para a linha do lance livre para cobrar dois arremessos. Estava com 100% de aproveitamento no jogo (5-5) e poderia ter diminuído a diferença de seis para quatro pontos.

E Varejão teria cometido sua sexta falta e teria sido desqualificado do jogo.

O cenário seria bem favorável ao time da Flórida. Mas nenhum dos três árbitros assoprou o apito.

Um crime: meteram a mão no Miami.

QUEDA

Depois de um recorde negativo de oito derrotas consecutivas, o Detroit enfileirou quatro vitórias. Ontem, voltou a tombar, desta vez diante do Atlanta, na Georgia, por 87-83.

Foi o primeiro revés desde que Allen Iverson foi para o estaleiro. Normal, faz parte do jogo.

O bom fica por conta do Atlanta, que varreu o Detroit nesta fase regular, o que não acontecia desde a temporada 1993-94, quando o Pistons ficou fora dos playoffs por causa de uma ridícula campanha de 20 vitórias e 62 derrotas.

Nesta temporada, o Hawks bateu o Pistons por 78-75 no primeiro encontro entre ambos, na Georgia; voltou a vencer, desta vez em Detroit, por 99-95, e o jogo de ontem, que marcou o último entre eles nesta temporada regular.

Os dois times ainda podem se encontra nos playoffs. O Atlanta é o quarto colocado e o Detroit o sexto. Mas o Pistons pode trocar de posição com o Miami, que é o quinto atualmente e, neste caso teríamos uma série entre as duas franquias em questão.

Seria o cenário dos sonhos para o técnico Mike Woodson e seus comandados. É muito mais confortável jogar contra o Detroit de Iverson do que enfrentar o Miami de Dwyane Wade.

RODADA

Boston x Orlando, às 15h de Brasília é o grande jogo desta rodada. É a chance de o Magic iniciar seu trajeto para tomar a segunda posição do Celtics.

O time de Massachusetts tem 14 derrotas; o Magic, 16.

Uma vitória da franquia da Flórida e a diferença cai para apenas uma derrota. E no dia 25 de março os dois times voltam a se enfrentar novamente, mas no Sul dos EUA.

O retrospecto nesta temporada mostra duas vitórias para o Boston; uma em casa e outra fora.

Kevin Garnett não joga novamente. Sem ele, o Celtics bateu o Cleveland.

Mas o Orlando não é o Cleveland – e Dwight Howard não é LeBron James.

Acho que o Orlando pode vencer.

Meia hora antes, o Utah, a quem não consigo mais desgrudar os olhos, jogará em solo canadense. Tem que ganhar, pois o Toronto, sem Chris Bosh, é quase um timeco.

Está na penúltima colocação da Conferência Leste, à frente apenas do Washington, o saco de pancadas desta temporada ao lado de Sacramento e Clippers.

Os principais jornais norte-americanos, em seus cadernos de esportes, dão destaque para o confronto entre San Antonio e Phoenix, marcado para as 17h30 (sempre de Brasília, OK?). O embate será no Texas.

Não vejo tantos atrativos assim.

O Suns é freguês do Spurs e ainda por cima jogará fora de casa.

Roger Mason não precisará ser acionado para garantir a vitória ao alvinegro do Álamo.

Tudo será resolvido bem antes disso – a menos que haja uma grande surpresa.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , ,
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