Publicidade

Posts com a Tag Andrew Bynum

terça-feira, 19 de janeiro de 2010 NBA | 14:54

DE VOLTA AO PASSADO

Compartilhe: Twitter

Leandrinho Barbosa recuperou a posição de titular no Phoenix. Ontem, na derrota do Suns para o Memphis, no Tennessee, por 125-118, o paulistano saiu jogando na vaga de Jason Richardson, que foi para o banco.

Canto esta bola há um tempão aqui neste botequim. Leandrinho é mais jogador que J-Rich; pelo menos é assim que eu vejo o jogo.

Leandrinho ficou em quadra exatos 23:50 minutos, ele que tem média de quase 20 por partida nesta temporada, mas que nos últimos prélios trabalhou bem menos do que isso.

Aliás, é bom que se diga, Barbosa já tinha atuado 24 minutos na derrota do Suns para o Charlotte. Agora, além do tempo, recuperou também a vaga entre os titulares.

No jogo de ontem ele anotou 14 pontos. Não esteve bem nos arremessos: 6-16 no geral. Pior ainda nos tiros de três: 2-10.

Normal, nada a se estranhar. Afinal, vinha sendo pouco aproveitado e, por isso mesmo, estava completamente descalibrado.

Aos poucos, com moral elevado e sabedor da titularidade e de que voltou aos planos do treinador, vai melhorar, com certeza, seu desempenho.

De volta ao passado, quando tudo era diferente e Leandrinho era um jogador premiadíssimo na mídia, nas quadras e na liga.

QUESTÃO

Fico me perguntando: por que Alvin Gentry, o treinador, tomou essa decisão? Teria sido uma determinação de Steve Kerr, o manager da equipe?

Pode ser; mas, realmente, não sei.

DEPENDÊNCIA

A gente fala muito nesse botequim sobre a Kobedependência, Lebrondependência, Melodependência, D-Wadependência. Enfim, como Lakers, Cleveland, Denver e Miami dependem desses atletas para se dar bem.Magic Lakers Basketball

E dependem mesmo. São craques e todo craque chama o jogo para si.

Porém (e sempre tem um porém, como dizia o finado Plínio Marcos), não é isso o que a gente tem visto nos últimos jogos do Lakers. Kobe não tem sido o cestinha do time.

Foi isso o que ocorreu em quatro dos últimos cinco jogos do time angelino. Ontem, na vitória sobre o Orlando por 98-92, o fato se deu uma vez mais.

Kobe deixou a quadra com modestos 11 pontos. O artilheiro do time na contenda que reviveu a final da temporada passada foi Shannon Brown (foto AP), que saiu do banco e fez 22 pontos.

À exceção do jogo passado, contra o Clippers, quando marcou 30 pontos, Kobe perdeu o status de goleador do Lakers para: 1) Lamar Odom (vitória sobre o Dallas por 100-95); 2) Andrew Bynum (derrota para o San Antonio por 105-85; 3) Shannon Brown (vitória sobre o Milwaukee por 95-77).

Como vemos, desses quatro jogos em que Bryant não foi o cestinha do time, o Lakers perdeu apenas um.

Então, qual a conclusão que a gente chega? Que o Lakers é hoje um time que aprendeu a jogar e olhar menos para Kobe Bryant?

Diria que é cedo para a gente chegar a essa conclusão. Vamos aguardar por mais partidas.

De todo o modo, chama a atenção.

SURPRESA

Belíssima vitória do Dallas sobre o Boston, em Massachusetts. O time texano virou atrás ao final do primeiro tempo: 50-41.

Voltou outro na etapa final. Fez uma corrida de 58-40, deu números finais à partida em 99-90 e impôs ao Celtics sua segunda derrota consecutiva dentro do TD Garden, a terceira nos últimos três prélios diante de seus fãs.

O Boston volta a cair no campeonato. Dos últimos seis jogos, perdeu quatro.

O Dallas, ao contrário, surpreende. Não pelos últimos resultados, mas por sua campanha nesta temporada.

Já disse aqui neste botequim, várias vezes, que não esperava tanto do tricolor texano.

Tricolor texano que vive intensamente uma Nowitzkidependência.

O alemão anotou ontem 37 pontos. Uma máquina de fazer pontos.

Mas a vitória veio também, é bom que se diga, por causa dos problemas com as faltas enfrentado por Rasheed Wallace, que vem substituindo o lesionado Kevin Garnett. Sheed ficou limitado a 35 minutos na partida de ontem.

Sorte do Dallas, azar do Boston.

Por tudo.

Notas relacionadas:

  1. DESCANSO MERECIDO
  2. LAKERS APROVEITA E VOLTA A LIDERAR A NBA
  3. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 NBA | 15:55

CONTUSÕES QUE MACHUCAM

Compartilhe: Twitter

O Lakers perdeu mais uma. Foi a terceira derrota nos últimos quatro jogos.

O que acontece com o time de Los Angeles? Joga desfalcado, simples.

Foi assim no começo do campeonato com o San Antonio. O Boston passou por isso também, idem para o Denver.

Agora, chegou a vez do atual campeão da NBA.

Bucks Lakers BasketballOntem, no revés diante do Spurs, no Texas (105-85, que sova!), o time angelino jogou sem Pau Gasol (quinto jogo seguido) e perdeu Kobe Bryant (foto AP) no último quarto, com dores nas costas.

Disso se aproveitou o San Antonio, completinho da silva, para impor-se sem maiores dificuldades diante de seu maior rival no Oeste. Com a vitória, o alvinegro somou seu oitavo sucesso nos últimos dez prélios.

Posiciona-se muito bem na conferência. É o terceiro colocado com 13 derrotas, uma a mais do que o Dallas e quatro em relação ao Lakers.

INÍCIO

Alguém se lembra do início do San Antonio no campeonato? Perdeu seis de seus primeiros dez jogos. Depois, foi dobrado seguidamente em três oportunidades, no começo de dezembro passado.

Nesses momentos, jogou desfalcado. Ora de Manu Ginobili, ora de Tony Parker e até mesmo Tim Duncan chegou a ficar do lado de fora em algumas partidas.

Agora, como disse, completinho da silva, voltou a mostrar sua força e a calar a boca de quem diz que o time é composto por vovôs. Na idade cronológica pode até ser, mas fisicamente esses vovôs estão tinindo.

PROBLEMA 1

Kobe Bryant poderá entrar em quadra no próximo jogo do Lakers? Esta é a grande pergunta que os torcedores angelinos se fazem neste momento.

O próximo jogo é hoje à noite, diante do Dallas, também no Texas. Dallas que é o segundo colocado da conferência, certo?

Kobe garantiu que joga. Diz que consegue fazer os movimentos sem sentir dor alguma nas costas.

Será?

Tomara que sim — rezam os torcedores amarelinhos; tomara que não — torcem os demais fãs da NBA.

Sem Kobe, a chance de o Lakers ganhar diminui muito. Se o time perder novamente, será o quarto revés nos últimos cinco jogos.

Como disse, os demais fãs da NBA torcem para que isso ocorra, especialmente aqueles que torcem para equipes que brigam pelo título da temporada.

PROBLEMA 2

Tim Duncan marcou 25 pontos e pegou 13 rebotes. Fez um duelo e tanto com Andrew Bynum, que deixou 23 tentos na redinha do Spurs e fisgou oito ressaltos.

Timmy é um craque, um dos maiores jogadores da posição na história da NBA. Nada mais há que se falar sobre ele.

Quanto a Drew, sem a presença intimidadora de Pau Gasol, rende muito mais.

Por quê?

Ora, porque ele passa a ser a referência interior do time. Lamar Odom quebra um galho na posição 4, mas não tem jogo interior.

Não foi talhado para jogar de costas para a cesta. Drew, ao contrário, faz desse jogo seu cartão de visita.

Gasol também. E como o espanhol é mais jogador do que o norte-americano, instintivamente os jogadores do Lakers procuram Gasol; Bynum fica como segunda opção.

Como Gasol não nega fogo, o jogo com ele ocorre o tempo todo. Assim, Drew fica chupando o dedo e vendo o companheiro grandalhão pontuar.

É muito bom que isso esteja acontecendo, pois Bynum deixa claro para os companheiros que pode, sim senhor, ser melhor aproveitado durante as partidas.

O Lakers perde neste momento jogos importantes, mas ganha uma opção a mais de jogo, até então adormecida dentro do elenco.

ALELUIA!

Finalmente o Detroit voltou a vencer. Sim, depois de 13 partidas só levando couro dos rivais, o Pistons reencontrou o caminho das vitórias.

O bobo da corte foi o Washington. Resultado final: 99-90 para o Detroit, que não vencia desde o dia 12 de dezembro passado, quando o time bateu o Golden State.

Charlie Villanueva, o irregular ala do Pistons, foi o grande nome do jogo: 23 pontos e nove rebotes. Richard Hamilton, que tem um anel de campeão com a camisa tricolor do Detroit, voltou a jogar bem: 19 pontos.

19 pontos foi o que marcou também o armador Rodney Stuckey, que adicionou a esta pontuação 11 assistências, empatando seu recorde de passes certeiros em sua curta carreira na NBA.

Fico com pena de Antawn Jamison, ala do Washington, que fez 31 pontos e pegou 11 rebotes. Jogador acima da média, mas que não dá sorte por onde passa.

RODADA

Os outros resultados da rodada foram:

Charlotte 102-94 Houston (os dois minutos e meio finais do Cats foram arrasadores!)
Memphis 104-102 Clippers
Sacramento 88-109 Orlando

Notas relacionadas:

  1. LAKERS, O DONO DO OESTE
  2. O CAMPEÃO VOLTOU
  3. MR. CLUTCH RIDES AGAIN!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 2 de janeiro de 2010 NBA | 12:19

MR. CLUTCH RIDES AGAIN!

Compartilhe: Twitter

Foi a terceira vez na temporada que o oponente vai para o vestiário querendo chutar tudo e a todos. Foi a terceira vez na temporada que “the new Mr. Clutch” resolveu a parada para o Lakers.

Como ocorreu nas pugnas diante do Miami e Milwaukee, novamente o Lakers se viu pressionado pelo relógio e venceu a partida. E de que maneira: com Kobe Bryant acertando o último arremesso.

Foi uma contenda de pura superação. O Sacramento, o adversário da noite, fazia uma partida primorosa, especialmente seu pivô Spencer Hawes (30 pontos [recorde na carreira] e 11 rebotes) que deu uma aula de basquete pra cima de Pau Gasol (principalmente) e Andrew Bynum.

Kings Lakers BasketballMas de nada adiantou esta atuação magnífica de Hawes. Os holofotes espertamente desviaram seu foco para o outro lado da quadra.

Foram buscar a frieza, a precisão e a movimentação inteligente no momento derradeiro do maior jogador de basquete da atualidade. A soma desses atributos fez com que Kobe aparecesse sozinho para o arremesso preciso (foto AP) que colocou o marcador em definitivos 109-108 para os anfitriões.

A jogada final, no entanto, merece uma observação do ponto de vista do Sacramento: revelou uma ação pueril do armador espanhol Sergio Rodriguez, que resolveu fazer um “double-team” pra cima de Gasol. Pra quê? Na pior das hipóteses, se o espanhol fizesse a cesta, o jogo iria para a prorrogação, pois ficaria empatado em 108 pontos.

Ao largar Black Mamba completamente livre, Rodriguez ajudou a jogar na lata do lixo uma vitória que estava bem encaminhada. De três, Mr. Clutch novamente adicionou mais uma ao caderninho de triunfos dos amarelinhos.

LAMENTAÇÕES

A frase do técnico Paul Westphal ao final da partida, no vestiário choroso do Sacramento, foi emblemática. Disse o treinador: “Eu estou muito orgulhoso desse time, mas ao mesmo tempo desapontado. Nós jogamos bem o suficiente para bater esses caras (Lakers) duas vezes, mas eles têm um talento especial no final das partidas”.

E têm mesmo. Têm porque têm Kobe Bryant, enquanto o Sacramento tem Sergio Rodriguez.

Como diz o velho ditado, um erro não elimina o outro. Além de ter abandonado Kobe, Rodriguez não era o jogador mais apropriado para fazer a marcação.

Por quê?

Kobe responde: “Ele é pequeno demais; não iria jamais impedir o meu arremesso”.

Para refletir, Coach, pra refletir.

NÚMEROS

Andrew Bynum jogou 34 minutos e fez 16 pontos e apanhou quatro rebotes. Há 21 jogos não sabe o que é fazer um “double-double”.

Seus números até o momento na competição: 14.9 pontos e 7.9 rebotes.

SURPRESA

O New York, que muitos não davam um tostão furado (inclusive eu), surpreende algumas vezes na competição. Ontem, foi a Atlanta e bateu o Hawks na prorrogação por 112-108.

Dos últimos oito jogos, venceu cinco.

Ganhar em Atlanta não é fácil não, até porque o time da Geórgia é um dos melhores da competição. Mas o Hawks parece ter perdido o prumo depois das duas derrotas diante do Cleveland.

Não era para tanto, pois perder para o Cavs é absolutamente compreensível, pois trata-se também de um dos favoritos ao título.

Nate Robinson, vindo do banco, fez 41 pontos e foi o cestinha não apenas do Knicks, mas do jogo também. Se você não sabe, ou não se lembra, o catatau armador do New York tinha pedido com veemência para ser trocado e foi até multado pela NBA.

Acabou afastado do time; não jogava desde o dia 1º de dezembro passado.

Como mostra o título deste bloco, uma surpresa — e tanto, complemento agora.

RODADA

No outro jogo da rodada, o Orlando foi a Minneapolis e bateu o Minnesota por 106-94.

Notas relacionadas:

  1. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
  2. MOTIVAR É PRECISO?
  3. RESULTADOS EMBLEMÁTICOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 NBA | 18:44

CHICAGO QUER VDN FORA DO BULLS

Compartilhe: Twitter

Peço desculpas aos parceiros deste botequim que não torcem para o Chicago, mas o momento é do Chicago. Portanto, sigo na mesma toada: falando do Bulls.

Vinnie Del Negro segue treinando o time. Nenhum movimento foi visto pelos lados da franquia que pudesse indicar que o treinador será demitido.

A insatisfação na cidade, no entanto, existe.

A edição eletrônica do jornal “Chicago Tribune” postou uma enquete para os torcedores se manifestarem sobre a situação. A pesquisa pergunta: Quando o Chicago deveria demitir o treinador?

As alternativas são:

1) Já. Pegue o telefone agora;

2) Antes do final do ano;

3) Depois do último jogo da temporada;

4) Antes de o Bulls escolher seu jogador no draft do ano que vem;

5) Jamais. Mantenha-o!

O resultado até o momento é o seguinte:

1) 54%;

2) 10%;

3) 13%;

4) 5%;

5) 18%.

Ou seja, os torcedores querem a saída imediata de VDN do comando técnico do time.

Eu já votei. Cravei, claro, a alternativa 1.

Como diz nosso parceiro Gabriel, fora VDN!

87746142MW104_Los_Angeles_LASG

Fui insensível a algumas vozes neste botequim que me chamaram a atenção para a primeira apuração dos votos dos torcedores que vão escolher os dois quintetos para o “All-Star Game”.

Chamaram-me a atenção porque Nenê Hilário aparece no terceiro posto no Oeste, atrás apenas de Amaré Stoudemire (Phoenix) e Andrew Bynum (Lakers).

O pivô do Suns lidera a votação entre os “centers” com um total de 447.776 votos. Bynum tem 299.484, enquanto Nenê foi o preferido de 90.439 torcedores.

A diferença é grande. Tudo indica que Amaré e Bynum vão brigar pelo primeiro posto.

Mas aparecer entre os Top 3 é muito significativo. E como alguém mesmo disse, sem uma campanha aqui no Brasil para se votar no jogador, como acontece, por exemplo, na China em relação a Yao Ming.

Torcedores e especialistas têm reconhecido o valor de Nenê nesta temporada. Eu também; tanto que postei um texto aqui mesmo neste botequim dizendo ser o são-carlense um dos três maiores pivôs da NBA na atualidade.

Fui maltratado (no bom sentido, é claro) por muitos frequentadores. Mas a prova de que eu estou no caminho certo está aí: a votação popular e algumas manifestações de treinadores.

Se Nenê continuar sendo bem votado (e sem o sufrágio dos brasileiros, é bom frisar novamente), tem tudo para ser escolhido pelos técnicos para figurar no time do Oeste.

Até porque Amaré faz um 4 e os pivôs ficariam Bynum e Nenê.

Quem vem atrás ameaça? Apenas um.

Marc Gasol, Antonio McDyess, Mehmet Okur, Marcus Camby, Andris Biedrins, Emeka Okafor e Spencer Hawes não me preocupam.

Como Greg Oden, infelizmente, se contundiu, o único que ameaça Nenê é Al Jefferson.

RODADA

Por falar em Nenê, o Denver apanhou novamente para o Detroit. Vendo a partida, fui informado pela FSN que o Nuggets não ganha do Pistons em Michigan desde a temporada 1995!

Caramba, muito tempo!

E ontem, como já falei, o time colorado voltou a perder: 101-99. E perdeu porque Chauncey Billups foi uma lástima em quadra.

O que dizer daquela última bola??? Parecia um louco indo em direção à cesta, com o garrafão congestionado.

Todo mundo esperando o passe, que não veio. O que veio foi a derrota, aliás, merecida.

Quanto a Nenê, o brasuca teve dificuldades para jogar. Foi pouco acionado; arremessou apenas cinco bolas à cesta adversária durante toda a partida. Por isso mesmo, anotou só oito pontos.

Mas foi bem nos rebotes: 11. O são-carlense, no entanto, precisa melhorar a produção ofensiva nos rebotes. Desse total, apenas um foi ofensivo.

Nenê está com médias de 13.3 pontos e 8.9 ressaltos por partida. Já teve números melhores.

Mas, jogando fora de casa, é difícil mesmo sustentar-se em um patamar elevado. A queda é natural, vale para a maioria, numa ou noutra escala.

Quem não ligou para o terreno desconhecido foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets anotou 40 pontos.

Foi sua 14ª. partida marcando quatro dezenas de pontos ou mais nesta temporada. O líder nesta estatística.

Depois de Melo vêm LeBron James (10), Kobe Bryant (9) e Kevin Durant (8).

Quanto aos outros dois jogos, não os vi. Por isso, passo apenas os resultados: Washington 102-104 Boston e Utah 120-111 Orlando.

O jogo de Salt Lake City significou um ponto final em uma série de seis vitórias consecutivas do Magic. Foi a primeira derrota “on the road” do time da Flórida, que jogou seis dos últimos sete jogos longe de sua Amway Arena.

ENQUANTO ISSO…

Enquanto isso o Lakers entra em quadra novamente esta noite. Vai enfrentar o Minnesota. Adivinhe onde?

Um doce para quem acertar.

NOITADA

O Cleveland recebe o Portland atrás de uma vitória, o que não ocorreu nos dois últimos jogos. Três partidas sendo derrotado seguidamente é algo que não acontecesse desde a temporada 2007/08.

Se depender de retrospecto, a chance de evitar o terceiro revés é grande. Isso porque nas duas últimas vezes que LeBron James jogou contra o Blazers em casa anotou um “triple-double”.

Por outro lado, LBJ está com uma média de 3.8 erros por partida nesta temporada. Sua maior desde que entrou na NBA.

Não acredito que o Portland irá oferecer resistência ao Cavs. Greg Oden, Travis Outlaw e Rudy Fernandez estão contundidos. Além deles, o técnico Nate McMillan sofreu uma cirurgia no tornozelo e também não estará dirigindo a equipe.

Outro jogo que chama a atenção acontecerá na Filadélfia. O Sixers recebe o Houston tentando colocar um ponto final em uma sequência de 11 derrotas consecutivas.

Duas delas já com Allen Iverson em quadra.

E o adversário é o surpreendente e indigesto Houston, muito bem dirigido por Rick Adelman. O time texano venceu quatro de seus últimos cinco jogos (apenas um deles em casa) e leva a vida muito bem sem Yao Ming e Tracy McGrady.

Se depender de torcida, o Sixers pode ficar na mão, pois o time tem uma média de 12.852 torcedores por partida, colocando-se em 28º. lugar, à frente apenas de Sacramento (12.145) e Memphis (12.117).

LÍDER

Vocês querem saber qual é o time que tem a melhor média de público nesta temporada? Pois anote aí: Chicago.

O Bulls exibe-se em casa para 20.678 torcedores por partida. Mesmo assim, Jerry Reinsdorf, o dono da franquia, não se toca. Poderia montar um grande time, pois, como o corintiano costumava dizer na década de 1960, “a torcida paga”.

Os dois outros times que têm média superior a 20 mil torcedores por partida nesta temporada são Cleveland (20.562) e Portland (20.400).

Os demais, todos abaixo; inclusive o Lakers, atual campeão. Os amarelinhos têm média de 18.997 torcedores por partida em seu Staples Center. Isso significa a sexta colocação.

Será que Jerry Buss não gostaria de vender o Lakers e comprar o Bulls?

Notas relacionadas:

  1. UM TIME FORA DO AR
  2. CONTUSÃO FORA DE HORA
  3. UMA VERGONHA CHAMADA CHICAGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 22 de junho de 2009 NBA | 22:27

PUNIÇÃO PARA OS BONS

Compartilhe: Twitter

Rasheem ThabeetO NBA Draft se aproxima. Será nesta quinta-feira, no WaMu Theater, um dos salões do Madison Square Garden de Nova York.

A expectativa é, como sempre, grande demais. Mas eu fico aqui pensando com meus botões: tenho pena desses moleques bons de bola que arrebentaram no “college” e que agora têm a oportunidade de dar o tão esperado passo rumo ao profissionalismo.

Sim, pois esses caras acabam quase sempre numa franquia de quinta categoria e perdem anos importantes da carreira batendo cabeça em times que não têm qualquer objetivo na liga e eu nem sei por que existem.

Vejam o caso de Hasheem Thabeet (foto à direita). O pivô de Connecticut está cotado para ser a segunda escolha no draft e está na mira do Memphis Grizzlies.

Sabe o que ele fez? Dizem que inventou uma contusão no ombro para não participar dos treinamentos com o time do Tennessee, que está inclinado a selecioná-lo nesta quinta-feira.

Sabe por quê? Porque ele não quer jogar em Memphis – e, cá para nós, com toda a razão do mundo.

A franquia que originou-se em Vancouver, Canadá, foi a que menos investiu na temporada passada. Gastou apenas US$ 55.705.279.

Por isso mesmo, Thabeet não quer jogar no Grizzlies. Sabe que os caras não têm em mente o objetivo de ganhar um campeonato.

Por isso, Thabeet sabe que se for para o Memphis vai perder no mínimo três anos na carreira. É nisso que ele pensa – e, cá para nós, com toda a razão do mundo.

Eu, se fosse ele, também não iria. Mas pode não ter saída, uma vez que o Memphis pode selecioná-lo e depois pagar pra ver o que vai acontecer.

Ou seja: buscar uma troca com algum time que tenha um veterano e que esteja disposto a dar uma arejada em seu elenco. Se isso acontecer, seria ótimo para ele desde que fosse para um Boston da vida, por exemplo.

Blake GriffinPor outro lado, Blake Griffin (foto à esquerda), cotado para ser a primeira escolha, parece que vai mesmo para o Clippers. Desesperador, não é mesmo? Eu acho.

Jogar no primo pobre de Los Angeles tem apenas um atrativo: morar no sul da Califórnia. Quem conhece a região sabe do que estou falando.

De resto, como disse, é desesperador. Tudo o que o Clippers faz não dá certo.

A franquia contratou Baron Davis e Marcus Camby. O que aconteceu? Nada.

Buscou reforço com Zach Randolph. O que aconteceu? Nada.

Vai recrutar agora Griffin, o super-premiado pivô de Oklahoma. Sabe o que vai acontecer? Nada.

Na terceira posição da escolha aparece o Oklahoma City. OK, a franquia parece ter futuro, especialmente por causa de Kevin Durant.

Mas eu pergunto: você colocaria sua mão no fogo por ela? Eu não colocaria.

Não adianta nada ter bons jogadores se não há gente capaz pensando, planejando. Não adianta nada ter bons jogadores se a estrutura não for confiável. Não adianta nada ter bons jogadores se os treinadores não forem do ramo.

E o “João Ninguém” do Scott Brooks é o técnico do Thunder. Com todo o respeito, dá para confiar em uma franquia que tem Scott Brooks como treinador?

Eu não confiaria – e você, confiaria?

Depois do Oklahoma City aparecem Sacramento, Washington, Minnesota, Golden State e aí sim vem o New York, que, cá para nós, também não é nenhuma brastemp. Tem mídia, está em Nova York, mas é uma franquia nas mãos de medíocres.

Medíocres que gastaram quase US$ 95 milhões, tornando o Knicks o time mais perdulário da NBA na última temporada. Sabe qual foi o resultado? Nenhum.

Jogar no New York é meio que parecido com jogar no Clippers: vale pelo lugar onde você vai morar. Quem conhece a Big Apple sabe do que estou falando.

Depois do New York vêm Toronto, Milwaukee, New Jersey e Charlotte.

Angustiante, não é mesmo?

Desses times, o mais atraente é o Bobcats. Sabe por quê? Pelo fato de você poder estar perto de Michael Jordan.

Respirar o mesmo ar que o Pelé do basquete respira. Se bem que, sejamos justos, ser treinado por Larry Brown é um privilégio e tanto.

Mas você apostaria suas fichas no Charlotte como um time que vai disputar um título num curto espaço de tempo? Eu não apostaria.

E por aí vai.

O que eu quero dizer é que é uma merd* despontar no “college”. Você, invariavelmente, nunca vai para um time bom.

Há exceções, é claro, mas, como disse, de uma maneira geral, jogar bem no universitário é garantia de jamais ganhar um anel de campeão.

Dos dez primeiros jogadores recrutados nesta década, ou seja, 80 atletas, apenas quatro ganharam um anel de campeão: Dwyane Wade, com o Miami em 2006, e Pau Gasol, Andrew Bynum e Adam Morrison, com o Lakers neste ano.

Quatro porque três deles foram parar no Lakers e dos três, apenas Bynum foi realmente recrutado pelo time angelino. Gasol foi trocado com o Memphis e Morrison veio do Charlotte.

Como disse, jogar bem no universitário pode ser garantia de jamais ganhar um anel de campeão.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. LAKERS IGNORA CRISE E DÁ US$ 57,4 MI PARA BYNUM
  3. NOVO DRAMA PARA O LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sábado, 6 de junho de 2009 NBA | 15:55

MUDANÇA DE TIME — E DE RUMO

Compartilhe: Twitter

O Lakers já avisou: a tática continuará sendo a mesma. Ou seja: minar o jogo de Dwight Howard.

Andrew Bynum e Pau Gasol, ambos com 2m13 de altura, e Lamar Odom, 2m08, continuarão atormentando a vida do Super-Homem, dois centímetros mais baixo que os dois grandalhões do time angelino.

No jogo inicial da série decisiva da NBA, os três conseguiram passar a perna em Dwight. O “big man” do Orlando não encontrou espaços para jogar e arremessou apenas seis bolas contra o aro adversário – acertou apenas uma.

Nas outras 16 tentativas, sofreu falta e foi para a linha do lance livre. Converteu uma dezena daqueles arremessos, desempenho nada mais do que regular.

Além disso, os três pivôs do Lakers, no ataque, atingiram o alvo em 15 oportunidades dos 41 acertos do time de Los Angeles. Ou seja, 14 a mais do que DH (foto AP).

Além disso, como eu falei, na briga pelos rebotes os amarelinhos (que vão jogar de branco amanhã, porque amanhã é domingo e domingo os amarelinhos jogam de branco) confiscaram 55 deles, enquanto que o Orlando ficou com 41.

E tem mais: 56 dos 100 pontos do Lakers foram feitos dentro do garrafão, enquanto que o Magic anotou apenas 22.

O que fazer para resolver esse problema? Deixar Dwight sozinho, à procura de uma saída para esta sinuca de bico ou colocar alguém mais para ajudá-lo?

Se Stan Van Gundy optar pela primeira alternativa, pode pagar um preço alto demais, pois, apesar do apelido, Howard não é nenhum super-homem. Se o treinador cravar na segunda alternativa, vai contrariar todo um sistema de jogo que foi utilizado durante a temporada e que foi o responsável por levar o Orlando à final.

Sim, pois se Van Gundy colocar, por exemplo, Tony Battie na equipe, ele vai ter que tirar um dos alas do quinteto que estiver em quadra. Quem sacar? Rashard Lewis, Hedo Turkoglu ou Courtney Lee/Mickael Pietrus?

Se a gente considerar que as bolas longas do Orlando não funcionaram no primeiro jogo da série decisiva, a alternativa “a” (colocar Battie ou mesmo Marcin Gortat na equipe titular) pode ser a que martela a cabeça do treinador neste momento.

Com isso, deve pensar Van Gundy, o time ganharia no jogo interior e poderia não apenas melhorar seu desempenho ofensivo como evitar a eficiência do ataque adversário dentro do garrafão.

E quem tirar do time então? A lógica manda Rashard para o banco, pois ele vem jogando há duas temporadas como ala de força, embora a ala seja a sua posição de origem.

Mas isso também não importa muito, pois o basquete não é como o futebol. No esporte da bola ao cesto o treinador pode modificar o time quantas vezes quiser.

Por isso mesmo, penso que Van Gundy dará mais minutos a Battie e Gortat no jogo de amanhã. Arrisco mais: acho que ele modificará o quinteto titular.

Sairá com a seguinte equipe: Rafer Alston, Courtney Lee, Hedo Turkoglu, Tony Battie e Dwight Howard.

Notas relacionadas:

  1. CRISE QUE PODE CUSTAR A VAGA
  2. JAMEER PERTO DA VOLTA
  3. A MATEMÁTICA DO LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 3 de junho de 2009 NBA | 20:00

A MATEMÁTICA DO LAKERS

Compartilhe: Twitter

Dwight Howard continua tirando o sono do Lakers. Até a calculadora foi requerida para conter o Super-Homem da Flórida.

Phil Jackson – que tenta mostrar nesta série final que não está ultrapassado – já traçou o plano: vai revezar três jogadores na marcação do João Grandão. Fala-se em Andrew Bynum, Pau Gasol e DJ Mbenga, todos com 2m13 de altura, dois centímetros a mais que Howard.

Ou seja: o time terá à disposição 18 faltas por partida. Nem precisava de calculadora; a conta é simples.

Não acredito, todavia, que P-Jax vá arriscar Gasol na marcação de Howard. Até porque o objetivo é evitar que ele enterre ou jogue a bola na tabela para pontuar.

Se Howard tiver que arremessar a partir de um metro da cesta a chance de ele errar é grande. Assim como Shaquille O’Neal, Dwight não tem muitos recursos; assim como Shaq, vale-se mais de sua força física do que de seu talento.

Dwight é diferente de Yao Ming, David Robinson e Patrick Ewing. E nem se compara com Hakeem Olajuwon. E nem dá para comparar com Kareem Abdul-Jabbar.

Se este é o plano A, Gasol não cabe nele, pois não tem tamanho para isso. Não falo em altura, falo em força física.

E mais: desgastar o espanhol nesta peleja pra quê? Kobe Bryant vai precisar dos pontos dele quando o Lakers tiver a posse de bola (foto AP dos dois após o treino desta quarta).

Ano passado, o Boston anulou Gasol. Ganhou o campeonato.

Você pode ter certeza que Stan Van Gundy não vai arriscar um plano B e correr o risco de errar o caminho. Vai tentar fazer o mesmo que Doc Rivers.

Então, repito: pra quê desgastar Gasol na marcação de DH?

Não acredito.

Acredito, sim, que P-Jax poderá até usar Josh Powell neste rodízio para ter as 18 faltas necessárias para conter o João Grandão do Orlando. E neste caso usaria Lamar Odom e Luke Walton para marcar Rashard Lewis.

A matemática é simples – nem precisa de calculadora.



Esqueci de contar a vocês.

Domingo passado, fui até a Pizzaria Margherita, do meu amigo Esquerdinha. Lá cheguei e o encontro acompanhado de uma caipirinha de lima da Pérsia, ladeado por Bruno Ferro, seu fiel escudeiro, e de Carlos Alberto Riccelli.

Pra quem não sabe, Riccelli é ator e diretor de cinema. E casado com Bruna Lombardi, que, pouco depois de eu ter me sentado à mesa chegou, vinda do toilette – Bruna vai ao toilette, as outras mulheres vão ao banheiro, concordam?

Conversa vai conversa vem, futebol daqui e futebol dali, Ferro, palmeirense fanático, solicitou a opinião de Riccelli, também esmeraldino, sobre o time, que jogava naquele momento contra o Barueri.

Riccelli lascou, sem piedade: “Eu gosto mesmo é da NBA”.

Ferro ficou desconcertado.

O casal divide-se entre São Paulo e Los Angeles há alguns anos. Em terras angelinas Riccelli aprendeu a gostar de basquete.

Sua casa em Los Angeles fica no bairro de Brentwood, entre Santa Monica e Beverly Hills. É bem ao estilo americano, com tabelinha de basquete no frontão da garagem.

“Sempre que posso vou ao Staples ver o Lakers jogar”, disse-me Riccelli, revelando-se torcedor dos amarelinhos. “Só não vou mais vezes porque o ingresso é muito caro”.

E é mesmo.

“Ele senta perto da quadra e eu já falei pra ele tomar cuidado porque a qualquer momento um daqueles gigantes cai em cima dele”, falou Bruna, do alto de sua beleza inefável.

Todos rimos, imaginando a cena: Riccelli esmagado por Andrew Bynum.

“O Lakers não perde de jeito nenhum estas finais”, cravou o maridão orgulhoso. “Tem mais time e é mais experiente”.

É a análise de muitos – menos de Bruno Ferro, que insistia em falar sobre o jogo do Palmeiras.

PREVISÕES

Os votos não param de chegar. Atingimos a casa das 93 opiniões.

O Lakers segue com o favoritismo entre os frequentadores deste botequim: 52 fregueses do blog apostam na vitória do time californiano.

O resultado, de momento, é o seguinte:

– Lakers 4-2 = 29 votos

– Orlando 4-2 = 22 votos

– Lakers 4-3 = 19 votos

– Orlando 4-1 = 11 votos

– Orlando 4-3 = 7 votos

– Lakers 4-1 = 3 votos

– Lakers 4-0 = 1 voto

– Orlando 4-0 = 1 voto

É sempre bom lembrar, se Chico me permite, que vamos computar os votos até amanhã, momentos antes de a bola subir.

Votem, pois.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS CRESCE E TEM A MAIOR TORCIDA
  2. HOWARD TIRA O SONO DO LAKERS
  3. JAMEER PERTO DA VOLTA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de abril de 2009 NBA | 11:36

A HORA DO PALPITE

Compartilhe: Twitter

Como sabemos, está tudo definido; no Leste e no Oeste. Então, por que não começarmos a falar sobre os confrontos? E palpitar? Tem exercício mais excitante do que palpitar?

Vamos lá, pois, começando pela conferência que fica do lado do Atlântico.

Penso que é a mais previsível, pois existe grande diferença entre alguns times, especialmente entre os três primeiros colocados: Cleveland, Boston e Orlando.

Atlanta e Miami farão, seguramente, o confronto mais disputado da conferência.

CLEVELAND x DETROIT

O Pistons não é mais aquele time competitivo de temporadas passadas, quando até um título c0nquistou. Enfraqueceu-se com a saída de Chauncey Billups, o que quebrou o núcleo da equipe.

Pra piorar, demitiu – acertadamente, diga-se – o técnico Flip Saunders, mas contratou para o seu lugar o inexperiente Michael Curry. Outra aposta maluca de Joe Dumars, que também trouxe para o lugar de Billups o superado Allen Iverson.

Problemático e fominha, ele acabou interferindo negativamente no grupo e no jogo de Rip Hamilton, que até para o banco foi. Além de Hamilton, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince são remanescentes importantes do time de 2004 que ganhou o título.

Mas não há a mesma química de então. E, além disso, para eliminar o Cleveland, um dos favoritos ao título, tem que ganhar um jogo fora – o que somente o Lakers conseguiu diante dos titulares do Cavs – e ainda manter-se invencível em casa.

Impossível.

Em contrapartida, o Cleveland é um time arrumado, ajeitado e azeitado. Muitos o consideram o melhor desta temporada, fruto do excelente trabalho de Mike Brown, ex-assistente de Gregg Popovich.

Conta com LeBron James (foto Reuters), para a grande maioria o MVP desta temporada. O jogo de LBJ cresceu não apenas pela força natural de seu jogo e amadurecimento em quadra. Cresceu também graças à chegada do armador Mo Williams.

Com ele no time, Brown passou Delonte West para a posição dois. Desta forma, os três jogam ao mesmo tempo e formaram um trio afinadíssimo, para desespero dos rivais.

E no garrafão Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas põem a mão no peito de quem se atreve a entrar.

Previsão: Cleveland 4-0.

BOSTON x CHICAGO

Se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls. Se tudo não passar de um blefe de Doc River, o atual campeão da NBA varre o ex-time de Michael Jordan.

O Boston está um ano mais entrosado e confiante. E maduro – não velho, pois o time não dá sinais de que está com as pernas cansadas.

Pena que KG brigou bastante com as contusões, principalmente depois do ASG. Perdeu 22 dos últimos 26 jogos da equipe.

Mesmo que jogue, a pergunta que fica é: jogará no seu esplendor físico?

Não se esqueça: Garnett é o capitão e o melhor jogador desse time. Tem uma ascendência muito grande em relação ao time.

Paul Pierce pode fazer a diferença junto com Ray Allen. Mas será que ambos conseguirão impor-se sem a presença intimidadora de KG?

Neste primeiro round, penso que sim, pois o Chicago é um time absolutamente irregular que conta com um treinador novato e de qualidades bem discutíveis.

De qualquer maneira, como já disse aqui, Vinnie Del Negro fez um “upgrade” na campanha do time nesta temporada em relação à anterior. Mas será que foi ele ou Derrick Rose?

Ambos, diria, mas com a balança pendendo mais para o garoto.

Rose deve ser eleito o melhor novato desta temporada. Por se tratar de um “rookie”, oscila demais. Talvez isso explique a campanha irregular da equipe nesta temporada.

É a primeira vez que a maioria do elenco atinge os playoffs. E isso tem um peso muito grande.

Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.

ORLANDO x PHILADELPHIA

O Magic caiu muito de produção nos últimos jogos. Dos últimos dez, venceu apenas cinco.

Rafer Alston não foi o substituto ideal para o contundido Jameer Nelson. Falta qualidade na armação do jogo. O veterano Anthony Johnson também não tem estofo suficiente para agregar qualidade criativa ao time em um momento tão delicado com são os playoffs.

É certo também que a queda dos últimos jogos tem a ver com contusões. Especialmente de dois de seus principais jogadores: Dwight Howard e Rashard Lewis. Ambos foram poupados por causa de pequenas lesões.

Com eles em forma, não há como o Sixers conter o Orlando – mesmo sem uma grande armação. O time da Flórida tem uma intensidade de garrafão e um arsenal de bolas triplas que seguramente levarão o adversário a nocaute.

E rapidamente.

Previsão: Orlando 4-1.

ATLANTA x MIAMI

Aqui será o duelo de um time, um conjunto (Hawks), contra uma equipe que direciona todo seu jogo nos ombros de um fora-de-série (Heat).

O técnico Mike Woodson tem o Atlanta nas mãos. Ele forjou essa equipe já na temporada passada com muito cuidado e trabalho de quadra.

Nesta, um ano mais experiente e confiante, o Atlanta é inegavelmente o favorito diante do Miami.

Além do conjunto, há jogadores que podem desequilibrar no momento em que o jogo pedir por isso. Falo de Mike Bibby e Joe Johnson.

Os torcedores do Miami esperam que Dwyane Wade esteja inspirado e carregue o time nas costas nesta série. Mas Wade (foto AFP) não é Michael Jordan.

Será muito difícil que isso ocorra. Sozinho será como uma andorinha.

D-Wade precisa de um suporte, mas o Heat não tem a oferecer. Na próxima temporada, mais experientes, quem sabe Mario Chalmers e Michael Beasley venham a ser esse apoio; não no momento.

Além deste cenário que privilegia o Atlanta, não se esqueça que o time da Georgia tem a vantagem de quadra. A presença de D-Wade dará equilíbrio ao confronto.

Previsão: Atlanta 4-3.

OESTE

Esta conferência vai reservar os melhores jogos destes playoffs. E os mais longos também.

O Utah, em quem eu apostei em determinado momento da competição, caiu dramaticamente no final da temporada regular. É o time mais fraco da conferência do Pacífico.

Em compensação, não vejo fragilidade nos demais contendores. Se Atlanta e Miami vão fazer o confronto mais duro do outro lado do continente, deste lado há dois embates que serão decididos no último jogo: San Antonio x Dallas e Portland x Houston.

Os outros dois serão mais curtos.

LAKERS x UTAH

Ao contrário do que previ, o retorno de Carlos Boozer, após uma cirurgia no joelho, não fez a diferença esperada. Ele não foi o Karl Malone de Deron Williams, que sonhava em ser o novo John Stockton.

E Jerry Sloan, no banco, não pôde, por isso mesmo, dar robustez ao time. Talvez devesse ter previsto essa fragilidade de Boozer.

Entra debilitado para um confronto em que terá pela frente simplesmente um dos melhores times da temporada.

Do lado do Lakers, Andrew Bynum aproveitou os últimos embates da fase regular para recuperar a forma e o entrosamento. E mostrou que está bem, pois afinou-se perfeitamente com Pau Gasol e Lamar Odom.

O que preocupa é a queda de rendimento de Derek Fisher. Neste confronto, suas bolas de três podem não fazer tanta falta, mas nas duas etapas dos playoffs isso pode ser um fator negativo para o Lakers.

E para os que criticam Kobe Bryant (foto Reuters), chegou o momento em que o camisa 24 do Los Angeles mais gosta. Ele sente que está encostado na parede pelos seus desafetos.

Previsão: Lakers 4-0.

DENVER x NEW ORLEANS

O Hornets nem de longe se parece com aquele time da temporada passada. O time desandou neste campeonato, especialmente por causa das contusões de Tyson Chandler (pé) e Peja Stojakovic (costas).

É certo que elas atrapalharam muito. Mas Byron Scott parece que perdeu a receita que fazia desse time uma preocupação para os adversários.

É a equipe do “se”. Se Chris Paul estiver inspirado; se as bolas de três caírem; se James Posey repetir o que fez no Miami e no Boston; se Chandler e Peja estiverem com a saúde em dia…

Muitos “ses” para dobrar um adversário mais forte, mais entrosado e que ainda tem a vantagem de quadra.

O Denver, surpreendentemente para mim, fez uma ótima fase regular. A melhor, diga-se, de sua história, terminando em segundo lugar.

Mas não se esqueça: há momentos em que o quinteto em quadra entra em parafuso e surge o “cada um por si e Deus para todos”. Basquete de rua; basquete competitivo não se joga desta maneira.

George Karl, experiente em playoffs – foi vice-campeão da NBA dirigindo o Seattle na decisão diante do Chicago em 1996 –, não pode perder o controle do grupo – e do time em quadra. Carmelo Anthony tem que se comportar como uma estrela e não como uma prima-dona.

Se isso ocorrer, o time terá dificuldades.

J. R. Smith tem que saber fazer a leitura do jogo em quadra; o mesmo vale para Chauncey Billups, principalmente ele, o armador da equipe, que tem de conjugar o verbo sempre na primeira pessoa do plural.

Será o grande teste de Nenê nesses playoffs. E do jeito que ele mostrou-se maduro na fase regular, deverá adicionar muita qualidade ao time neste momento decisivo.

Previsão: Denver 4-2.

SAN ANTONIO x DALLAS

Como disse anteriormente, este é um confronto para ser decidido na sétima e última partida. O Spurs tem a vantagem de quadra, mas a ausência de Manu Ginobili pesa – e muito.

Roger Mason Jr. fez uma excelente “regular season”, mas sua experiência de playoffs é reduzidíssima: fez apenas dez partidas com a camisa do Washington. Não terá estofo para segurar o rojão e ser o substituto perfeito do argentino.

Além disso, o time está envelhecido. Falo principalmente de Michael Finley e Bruce Bowen. Tim Duncan é veterano, mas é um gigante, que sabe como se dosar em quadra e usar sua presença imponente para conter os adversários.

Mas está mais velho, não há como negar. E mais: terá agilidade para marcar Dirk Nowitzki? Ou será que Gregg Popovich vai dar a Matt Bonner esta espinhosa missão para poupar Timmy?

Já o Dallas cresceu muito no final da competição. Venceu dez de seus últimos 15 jogos.

Para isso contou com a volta de Josh Howard. Com ele o time fica muito mais forte em seu jogo interior e no perímetro também.

Sua presença em quadra acaba por interferir no jogo de Nowitzki. Dos últimos nove jogos da equipe, com Howard jogando, o alemão alcançou 30 pontos ou mais em cinco deles.

Some-se a isso a presença de Jason Kidd. Veterano, é verdade, mas jogador, como Duncan, afeito a esse tipo de situação.

Ainda sabe, muito bem, como conduzir uma equipe em quadra.

Série difícil, como disse, onde houve empate em 2-2 na fase de classificação.

Previsão: Dallas 4-3.

PORTLAND x HOUSTON

O Rockets tem jogadores mais experientes, técnico idem. Tracy McGrady não vai disputar os playoffs – o que é garantia de que o time está na disputa.

Mas…

O Portland é a grande sensação do momento na NBA. Venceu 54 jogos na temporada regular; dos últimos dez embates, ganhou nove – ironicamente, perdeu apenas para o Houston, no Texas.

Conseguiu uma vaga para os playoffs, o que não ocorria desde 2003. Foram seis anos de longa espera para uma torcida que é uma das mais barulhentas da liga e que promete, mais uma vez, fazer a diferença se for necessário.

Creia: ninguém gostaria de enfrentar o Portland neste momento. O time tem se imposto com muita facilidade diante dos oponentes.

Conta com um sistema defensivo dos mais sólidos, fruto do trabalho exaustivo do técnico Nate McMillan, obcecado pela marcação. Aliás, o pouco que LeBron James sabe sobre o assunto ele deve, como disse, a McMillan quando os dois trabalharam juntos no time dos EUA que se preparou para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Brincadeiras à parte, T-Mac fará muita falta numa série como essa, onde o oponente, como vimos, prima pela marcação. Shane Battier é um excelente marcador, mas seu arsenal ofensivo é modesto.

Tem média de apenas 7.3 pontos por partida. E tendo que roubar uma vitória em campo alheio, isso é realmente preocupante.

Haverá duelos sensacionais nesta série. A saber: Luis Scola x LaMarcus Aldridge e o que envolverá Battier e Brandon Roy (foto AP) – isso se a missão não couber a Ron Artest também, o que dará mais emoção ainda ao encontro.

Série que vai chegar a sete partidas, não tenha dúvida. E a vantagem de quadra será muito importante para o Blazers seguir adiante na competição.

Previsão: Portland 4-3.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. CONTUSÃO FORA DE HORA
  3. DESTEMPERO FORA DE HORA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 8 de abril de 2009 NBA | 14:16

MOTIVAR É PRECISO?

Compartilhe: Twitter

Phil Jackson já começou seu trabalho motivacional junto aos jogadores. Em todos os treinos, o treinador zen aparece usando uma das camisetas alusivas a um dos três títulos que o Lakers conquistou, no começo desta década, sob o seu comando.

Ao tomar conhecimento da notícia, me perguntei: e precisa?

Parece que sim, pois não é apenas P-Jax que usa deste expediente – e nem o basquete é o único esporte a fazer uso desta bengala. O futebol também adota, especialmente o brasileiro.

Luis Felipe Scolari e Wanderley Luxemburgo são dois dos maiores treinadores do futebol mundial a mexer com o psicológico de seus atletas. Na própria NBA, Pat Riley foi outro que nunca deixou de considerar esse importante aliado nos momentos decisivos.

Virou moda, eu diria, de um bom tempo para cá.

Há profissionais que se dedicam à feitura de vídeos motivacionais e há até palestrantes especializados no assunto. Muitos deles, nem técnicos ou ex-jogadores de futebol foram.

Evandro Motta é um deles; precursor. Engenheiro de formação, Motta foi lançado ao mercado brasileiro por Bernardinho Rezende, o maior treinador de vôlei da atualidade. Isso quando Bernardinho dirigia a seleção feminina, no começo da década passada.

E Motta está aí, vivendo desse trabalho, até hoje.

E eu volto a me perguntar: e precisa?

P-Jax precisa usar essas camisetas? Pat Riley precisou mergulhar a cabeça em um cooler com água e gelo, cheio de bebida energética, dentro do vestiário do New York, e lá permanecer por preocupantes segundos, para contaminar positivamente seus jogadores?

Jogadores de futebol precisam ouvir o “Tema da Vitória”, aquela música da Fórmula 1 da Rede Globo, para se motivarem antes de uma partida decisiva? Os atletas precisam ouvir depoimentos de incentivo de familiares antes de entrarem em campo atrás de um título?

Precisa?

Acho que não. Se um atleta não consegue enxergar a importância de um jogo, de um campeonato, de um evento, não é de motivador que ele precisa, é de um divã.

O psicanalista seria um motivador?

Longe disso; quem confundir também precisa deitar-se.

FÁCIL

A sapecada que o Lakers deu no Sacramento ontem à noite na capital da Califórnia lembrou a decisão do “college” do dia anterior. Não teve nem graça tamanha a diferença entre um time e outro.

Apenas o primeiro quarto mostrou equilíbrio. O Kings venceu por 37-31. A partir do segundo, a coisa não teve mais emoção alguma.

Tanto assim que Kobe Bryant ficou do lado de fora todo o último quarto (foto AP), que começou com uma vantagem de apenas dez pontos em favor dos angelinos: 96-86. Phil Jackson tinha detectado com facilidade os contornos definitivos da partida e poupou sabiamente seu melhor jogador.

O resultado final, 122-104, mostrou que P-Jax estava certo.

GASOL

O espanhol, às vezes, passa-me a impressão de ser ingênuo demais quando está no garrafão ofensivo. Tenta jogadas que até o mais pueril dos atletas percebe que não vai dar certo.

Por isso mesmo, acaba tomando uns tocos que humilham. Isso aconteceu ontem diante o Sacramento ao ser bloqueado em duas oportunidades.

De qualquer maneira, Pau Gasol foi o melhor jogador do Lakers na vitória diante do Sacramento. Anotou 26 pontos e apanhou 12 rebotes.

Mas acho que ele precisa melhorar a leitura do jogo ofensivo, como disse, em alguns (poucos) momentos. Se houver esse crescimento, vai ficar mais difícil ainda marcá-lo.

RETORNO

Os torcedores do Lakers estão eufóricos. E não é para menos: Andrew Bynum deve voltar a vestir a camisa 17 amanhã na partida contra o Denver, no Staples Center.

Bynum foi vítima de um acidente com Kobe Bryant, quando o armador despencou, após uma cesta, em sua perna direita, provocando a contusão nos ligamentos. Foi em 31 de janeiro passado.

De lá para cá Bynum já ficou 32 jogos do lado de fora. Mas está recuperado, segundo avaliação do DM do Lakers.

Tem treinado regularmente e antes dos jogos ele bate bola com assistentes técnicos do time, especialmente com Brian Shaw.

IMPORTANTE

O San Antonio fez importante vitória ontem em Oklahoma ao bater o City por 99-89. Foi o primeiro jogo sem Manu Ginobili.

Impacto? Só dentro da quadra, pois o psicológico está mais do que resolvido. “El Narigón” desfalcou demais o time nesta temporada e o grupo está acostumado a jogar sem ele.

Mas, como disse, não resolveu seu problema. O Spurs sem Manu é um time frágil; que dizer, bom para vencer os Thunders da vida, mas insuficiente para encarar os Houstons, Denvers e Lakers.

Sem Manu, a equipe, nesta temporada, tem um recorde positivo: 17-15. Exatamente porque a NBA está cheia de Thunders – assim como os campeonatos de futebol pela Europa.

No embate de ontem, Tim Duncan (foto AP) estabeleceu novo recorde de rebotes da franquia. Com os 15 que ele confiscou, chegou à marca de 10.501, ultrapassando David Robinson.

Mais ainda: o triunfo foi a 50º. Esta é a décima temporada consecutiva que a franquia ultrapassou a marca.

Igualou-se ao Boston, que de 1959 a 68 enfileirou dez campeonatos com 50 ou mais vitórias.

Mas o time que mais torneios seguidos ganhou esta quantidade de jogos ou mais foi o Lakers. De 1980 a 1991 os amarelinhos estabeleceram a marca em 12 temporadas.

FÃS

Desde que foi batido pelo Lakers em 21 de março passado, o Chicago fez mais cinco jogos diante de seus torcedores. Venceu todos.

Mais ainda: dos últimos 13 confrontos em seu United Center, ganhou 12. A vítima de ontem foi o New York: 110-103.

O Bulls não vai ter a vantagem de quadra nos playoffs. Mas, como disse John Salmons, estas vitórias têm aumentado a confiança dos jogadores.

E completou: “Nós queremos, rapidamente, conseguir a vaga para os playoffs”.

Creio que ela virá. Faltam quatro jogos para terminar a fase de classificação, sendo que três deles serão na cidade dos ventos: Philadelphia, Charlotte e Toronto.

Se vencer o Bobcats estará matematicamente classificado.

Bulls nos playoffs!

RETROVISOR

O Charlotte segue no encalço do Chicago e do Detroit. Venceu ontem o Philadelphia, em casa, por 101-98 e mantem-se com 43 derrotas, três a mais que os dois adversários.

Mas o calendário será perverso com o Cats nesta reta final: o time de Michael Jordan (proprietário, não jogador, infelizmente) fará seus últimos quatro jogos fora de casa. Enfrentará Oklahoma City, Chicago, New Jersey e Orlando.

Larry Brown e companhia têm mais é que começar a pensar no NBA Draft e na próxima temporada. Esta passou raspando.

O time mostrou progressos em relação à passada. E isso é um combustível e tanto para o campeonato que vem.

FUTURO

A desculpa é sempre a mesma; lá e cá. Pensando no futuro seu e da família, o pivô Blake Griffin (foto AP) anunciou ontem que vai abandonar os estudos (faltam dois anos para se formar em Oklahoma) e entrar no NBA Draft deste ano.

Por que subtrair dois anos de faturamento para ficar jogando no “college”? O raciocínio é lógico e cabível.

Não há motivo.

Tem gente na NBA que nem à faculdade foi. Exemplos não faltam: Kobe Bryant, LeBron James, Dwight Howard e Kevin Garnett.

Ou seja: os maiores jogadores da liga na atualidade não passaram pelo basquete universitário.

É preciso estar lá para aprender os fundamentos do jogo? Seria interessante, mas a prática mostra que não é indispensável.

Esses jogadores, no entanto, terão um vazio em suas carreiras que jamais será preenchido.

Notas relacionadas:

  1. A CULPA DE CADA UM
  2. LAKERS, O DONO DO OESTE
  3. SEM ZEBRA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 2 de abril de 2009 NBA | 15:12

ERRO GROTESCO

Compartilhe: Twitter

Eu me pergunto: do que adiantou tudo o que o Charlotte fez em um tempo normal e em uma prorrogação? Nos segundos finais do segundo tempo extra, a defesa do Bobcats ficou completamente perdida no contra-ataque armado pelo Boston depois de Raymond Felton ter errado um arremesso a 11 segundos do fim.

O erro pior foi do ala Gerald Wallace, que tentou tomar a bola de Paul Pierce e deixou Ray Allen livre. Sabe o que aconteceu? Claro que vocês sabem, é público: Allen derrubou a bola tripla e colocou o Celtics na frente em 111-109 (placar final) e disse não ao adversário, que pretendia – e podia – ganhar a partida.

Eu me pergunto: como alguém pode deixar, segundos que sejam, um jogador como Ray Allen livre no momento decisivo (foto AP)? Ele já havia empatado a partida nos segundos finais da primeira prorrogação (101-101) e – o mundo está careca de saber –, é a principal opção ofensiva do Boston “down the strecht”.

Wallace deveria ter deixado Pierce no mano a mano com Boris Diaw, que contava ainda com uma provável ajuda do pivô Emeka Okafor. Diaw estava bem posicionado na marcação a Pierce e a chance de ele errar não era desprezível.

Mas Wallace optou pela ação do desarme e deu no que deu. A decisão do ala do Cats surpreendeu até mesmo Allen, que, após a partida, se disse surpreso ao se ver livre para o arremesso que destruiu o adversário.

“Eu realmente não esperava que Wallace me deixasse livre”, admitiu Allen depois do embate.

Inconformado, o técnico Larry Brown, do Charlotte, não conseguia entender por que não foi feita a falta em Pierce. “Tínhamos mais uma falta para fazer”, disse Brown.

E com três segundos para o final, depois de um pedido de tempo do Boston, o Cats voltaria com uma defesa mais bem posicionada, o que dificultaria o arremesso final.

A derrota representou um ponto final na sequência de vitórias do Charlotte. O time havia batido Philadelphia, fora, e Knicks e Lakers, em casa.

Estava empatado com o Chicago em número de derrotas. Agora tem 41, uma a mais que Bulls, que agradece Gerald Wallace.

PATINADA

Outro time que pisou na bola foi o Houston. Tudo bem que o jogo contra o Phoenix foi no Arizona; mas o Suns hoje é um time desfalcado no garrafão com a ausência de Amaré Stoudemire.

E os texanos têm um jogo interior forte com Yao Ming e Luis Scola. Por isso, não consigo entender a derrota por 114-109.

A partida foi muito igual; os números mostram isso. Shaquille O’Neal e Ming se anularam.

O problema é que Scola não conseguiu levar vantagem diante de Matt Barnes, seu marcador, na verdade um ala improvisado de ala de força, que mede apenas 2m01 de altura e não está acostumado à posição.

Baixo, como se vê, para a posição, cinco centímetros a menos que Scola, ala/pivô de ofício, acostumado às intempéries do garrafão.

A derrota do Rockets se deu exatamente aí.

DUELO

Dwight Howard e Chris Bosh, os dois pivôs do time dos EUA nos Jogos de Pequim, se encontraram ontem à noite em Orlando. Howard comportou-se como um ótimo anfitrião e estendeu um tapete vermelho para Bosh.

Esperto, o pivô do time canadense aproveitou-se das boas vindas e anotou 24 pontos e apanhou 12 rebotes. O ponto alto da gentileza de Dwight aconteceu quando faltavam 23 segundos para o final da partida.

Com uma marcação bem meia boca para quem é considerado o melhor pivô do mundo, Dwight possibilitou um arremesso para Bosh levar a vantagem do Raptors para três pontos: 98-95.

E o Magic não teve forças – e principalmente tempo – para reverter o marcador e ganhar uma partida que todos na franquia davam como favas contadas.

O prejuízo foi enorme, pois, com a vitória do Celtics diante do Bobcats, o Orlando perdeu a segunda posição no Leste para o Boston, que tem um melhor aproveitamento.

E é aquilo que a gente tem dito: a chance do Orlando num possível embate nas semifinais do Leste é ter a vantagem de quadra. Caso contrário, o Boston decidirá o título da conferência com o Cleveland.

ROTINA

O Lakers fez as pazes com a vitória ao bater o Milwaukee (foto AP) por 104-98. Mas não foi sossegado.

O time californiano esteve atrás no marcador no terceiro quarto, iniciou o último também em desvantagem, para tomar a dianteira quando faltavam 7:52 minutos para a buzinada final.

Dali para frente, não perdeu mais o controle do jogo. Mas voltou a mostrar aquela mesma indolência que tem marcado seus últimos jogos.

O primeiro tempo do Lakers foi preocupante do ponto de vista defensivo. Possibilitou ao adversário um aproveitamento de 56.8% de seus arremessos.

Mas esqueçamos os problemas do jogo de ontem. Vamos nos concentrar na notícia que vem de Los Angeles: Andrew Bynum está se recuperando mais rápido do que esperava de sua contusão no joelho.

E garantiu: volta nos últimos jogos da fase de classificação. Ou seja: daqui a uns dez dias no máximo.

Ele falou em duas semanas ao responder uma pergunta de uma fã que o encontrou na rua, ontem, após posar para uma fotografia.

Perguntou ela: “Quando você volta?”; respondeu Bynum: “Duas semanas”, para acrescentar, em seguida: “Tomara”.

E sorriu; para a fã e para sua boa situação.

APOSENTADORIA

Allen Iverson disse ontem que cogita se aposentar ao final desta temporada. Iverson já não é mais o mesmo, todo mundo sabe disso.

Mas ele ainda pode jogar em alto nível na NBA. Claro que não a ponto de levar nas costas – como fez no Philadelphia – uma equipe para disputar o título.

A decisão se deve ao fato de ele não querer se tornar gerente de banco. Ego inflado, quer ser titular.

Até aí tudo bem. O problema é que ele quer ser titular de um time de ponta.

Não dá mais.

Iverson pode ser “starter” de times que vão, no máximo, brigar pela oitava posição em sua conferência. Mesmo assim, se divertiria em quadra e ganharia mais dinheiro para uma velhice sossegadíssima – não dele, mas da quarta geração a partir dele, óbvio.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. NÚMEROS QUE ENGANAM
  3. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 6
  3. 7
  4. 8
  5. 9
  6. 10
  7. Última