iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

22/06/2009 - 22:27

PUNIÇÃO PARA OS BONS

Rasheem ThabeetO NBA Draft se aproxima. Será nesta quinta-feira, no WaMu Theater, um dos salões do Madison Square Garden de Nova York.

A expectativa é, como sempre, grande demais. Mas eu fico aqui pensando com meus botões: tenho pena desses moleques bons de bola que arrebentaram no “college” e que agora têm a oportunidade de dar o tão esperado passo rumo ao profissionalismo.

Sim, pois esses caras acabam quase sempre numa franquia de quinta categoria e perdem anos importantes da carreira batendo cabeça em times que não têm qualquer objetivo na liga e eu nem sei por que existem.

Vejam o caso de Hasheem Thabeet (foto à direita). O pivô de Connecticut está cotado para ser a segunda escolha no draft e está na mira do Memphis Grizzlies.

Sabe o que ele fez? Dizem que inventou uma contusão no ombro para não participar dos treinamentos com o time do Tennessee, que está inclinado a selecioná-lo nesta quinta-feira.

Sabe por quê? Porque ele não quer jogar em Memphis – e, cá para nós, com toda a razão do mundo.

A franquia que originou-se em Vancouver, Canadá, foi a que menos investiu na temporada passada. Gastou apenas US$ 55.705.279.

Por isso mesmo, Thabeet não quer jogar no Grizzlies. Sabe que os caras não têm em mente o objetivo de ganhar um campeonato.

Por isso, Thabeet sabe que se for para o Memphis vai perder no mínimo três anos na carreira. É nisso que ele pensa – e, cá para nós, com toda a razão do mundo.

Eu, se fosse ele, também não iria. Mas pode não ter saída, uma vez que o Memphis pode selecioná-lo e depois pagar pra ver o que vai acontecer.

Ou seja: buscar uma troca com algum time que tenha um veterano e que esteja disposto a dar uma arejada em seu elenco. Se isso acontecer, seria ótimo para ele desde que fosse para um Boston da vida, por exemplo.

Blake GriffinPor outro lado, Blake Griffin (foto à esquerda), cotado para ser a primeira escolha, parece que vai mesmo para o Clippers. Desesperador, não é mesmo? Eu acho.

Jogar no primo pobre de Los Angeles tem apenas um atrativo: morar no sul da Califórnia. Quem conhece a região sabe do que estou falando.

De resto, como disse, é desesperador. Tudo o que o Clippers faz não dá certo.

A franquia contratou Baron Davis e Marcus Camby. O que aconteceu? Nada.

Buscou reforço com Zach Randolph. O que aconteceu? Nada.

Vai recrutar agora Griffin, o super-premiado pivô de Oklahoma. Sabe o que vai acontecer? Nada.

Na terceira posição da escolha aparece o Oklahoma City. OK, a franquia parece ter futuro, especialmente por causa de Kevin Durant.

Mas eu pergunto: você colocaria sua mão no fogo por ela? Eu não colocaria.

Não adianta nada ter bons jogadores se não há gente capaz pensando, planejando. Não adianta nada ter bons jogadores se a estrutura não for confiável. Não adianta nada ter bons jogadores se os treinadores não forem do ramo.

E o “João Ninguém” do Scott Brooks é o técnico do Thunder. Com todo o respeito, dá para confiar em uma franquia que tem Scott Brooks como treinador?

Eu não confiaria – e você, confiaria?

Depois do Oklahoma City aparecem Sacramento, Washington, Minnesota, Golden State e aí sim vem o New York, que, cá para nós, também não é nenhuma brastemp. Tem mídia, está em Nova York, mas é uma franquia nas mãos de medíocres.

Medíocres que gastaram quase US$ 95 milhões, tornando o Knicks o time mais perdulário da NBA na última temporada. Sabe qual foi o resultado? Nenhum.

Jogar no New York é meio que parecido com jogar no Clippers: vale pelo lugar onde você vai morar. Quem conhece a Big Apple sabe do que estou falando.

Depois do New York vêm Toronto, Milwaukee, New Jersey e Charlotte.

Angustiante, não é mesmo?

Desses times, o mais atraente é o Bobcats. Sabe por quê? Pelo fato de você poder estar perto de Michael Jordan.

Respirar o mesmo ar que o Pelé do basquete respira. Se bem que, sejamos justos, ser treinado por Larry Brown é um privilégio e tanto.

Mas você apostaria suas fichas no Charlotte como um time que vai disputar um título num curto espaço de tempo? Eu não apostaria.

E por aí vai.

O que eu quero dizer é que é uma merd* despontar no “college”. Você, invariavelmente, nunca vai para um time bom.

Há exceções, é claro, mas, como disse, de uma maneira geral, jogar bem no universitário é garantia de jamais ganhar um anel de campeão.

Dos dez primeiros jogadores recrutados nesta década, ou seja, 80 atletas, apenas quatro ganharam um anel de campeão: Dwyane Wade, com o Miami em 2006, e Pau Gasol, Andrew Bynum e Adam Morrison, com o Lakers neste ano.

Quatro porque três deles foram parar no Lakers e dos três, apenas Bynum foi realmente recrutado pelo time angelino. Gasol foi trocado com o Memphis e Morrison veio do Charlotte.

Como disse, jogar bem no universitário pode ser garantia de jamais ganhar um anel de campeão.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
06/06/2009 - 15:55

MUDANÇA DE TIME — E DE RUMO

O Lakers já avisou: a tática continuará sendo a mesma. Ou seja: minar o jogo de Dwight Howard.

Andrew Bynum e Pau Gasol, ambos com 2m13 de altura, e Lamar Odom, 2m08, continuarão atormentando a vida do Super-Homem, dois centímetros mais baixo que os dois grandalhões do time angelino.

No jogo inicial da série decisiva da NBA, os três conseguiram passar a perna em Dwight. O “big man” do Orlando não encontrou espaços para jogar e arremessou apenas seis bolas contra o aro adversário – acertou apenas uma.

Nas outras 16 tentativas, sofreu falta e foi para a linha do lance livre. Converteu uma dezena daqueles arremessos, desempenho nada mais do que regular.

Além disso, os três pivôs do Lakers, no ataque, atingiram o alvo em 15 oportunidades dos 41 acertos do time de Los Angeles. Ou seja, 14 a mais do que DH (foto AP).

Além disso, como eu falei, na briga pelos rebotes os amarelinhos (que vão jogar de branco amanhã, porque amanhã é domingo e domingo os amarelinhos jogam de branco) confiscaram 55 deles, enquanto que o Orlando ficou com 41.

E tem mais: 56 dos 100 pontos do Lakers foram feitos dentro do garrafão, enquanto que o Magic anotou apenas 22.

O que fazer para resolver esse problema? Deixar Dwight sozinho, à procura de uma saída para esta sinuca de bico ou colocar alguém mais para ajudá-lo?

Se Stan Van Gundy optar pela primeira alternativa, pode pagar um preço alto demais, pois, apesar do apelido, Howard não é nenhum super-homem. Se o treinador cravar na segunda alternativa, vai contrariar todo um sistema de jogo que foi utilizado durante a temporada e que foi o responsável por levar o Orlando à final.

Sim, pois se Van Gundy colocar, por exemplo, Tony Battie na equipe, ele vai ter que tirar um dos alas do quinteto que estiver em quadra. Quem sacar? Rashard Lewis, Hedo Turkoglu ou Courtney Lee/Mickael Pietrus?

Se a gente considerar que as bolas longas do Orlando não funcionaram no primeiro jogo da série decisiva, a alternativa “a” (colocar Battie ou mesmo Marcin Gortat na equipe titular) pode ser a que martela a cabeça do treinador neste momento.

Com isso, deve pensar Van Gundy, o time ganharia no jogo interior e poderia não apenas melhorar seu desempenho ofensivo como evitar a eficiência do ataque adversário dentro do garrafão.

E quem tirar do time então? A lógica manda Rashard para o banco, pois ele vem jogando há duas temporadas como ala de força, embora a ala seja a sua posição de origem.

Mas isso também não importa muito, pois o basquete não é como o futebol. No esporte da bola ao cesto o treinador pode modificar o time quantas vezes quiser.

Por isso mesmo, penso que Van Gundy dará mais minutos a Battie e Gortat no jogo de amanhã. Arrisco mais: acho que ele modificará o quinteto titular.

Sairá com a seguinte equipe: Rafer Alston, Courtney Lee, Hedo Turkoglu, Tony Battie e Dwight Howard.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , ,
03/06/2009 - 20:00

A MATEMÁTICA DO LAKERS

Dwight Howard continua tirando o sono do Lakers. Até a calculadora foi requerida para conter o Super-Homem da Flórida.

Phil Jackson – que tenta mostrar nesta série final que não está ultrapassado – já traçou o plano: vai revezar três jogadores na marcação do João Grandão. Fala-se em Andrew Bynum, Pau Gasol e DJ Mbenga, todos com 2m13 de altura, dois centímetros a mais que Howard.

Ou seja: o time terá à disposição 18 faltas por partida. Nem precisava de calculadora; a conta é simples.

Não acredito, todavia, que P-Jax vá arriscar Gasol na marcação de Howard. Até porque o objetivo é evitar que ele enterre ou jogue a bola na tabela para pontuar.

Se Howard tiver que arremessar a partir de um metro da cesta a chance de ele errar é grande. Assim como Shaquille O’Neal, Dwight não tem muitos recursos; assim como Shaq, vale-se mais de sua força física do que de seu talento.

Dwight é diferente de Yao Ming, David Robinson e Patrick Ewing. E nem se compara com Hakeem Olajuwon. E nem dá para comparar com Kareem Abdul-Jabbar.

Se este é o plano A, Gasol não cabe nele, pois não tem tamanho para isso. Não falo em altura, falo em força física.

E mais: desgastar o espanhol nesta peleja pra quê? Kobe Bryant vai precisar dos pontos dele quando o Lakers tiver a posse de bola (foto AP dos dois após o treino desta quarta).

Ano passado, o Boston anulou Gasol. Ganhou o campeonato.

Você pode ter certeza que Stan Van Gundy não vai arriscar um plano B e correr o risco de errar o caminho. Vai tentar fazer o mesmo que Doc Rivers.

Então, repito: pra quê desgastar Gasol na marcação de DH?

Não acredito.

Acredito, sim, que P-Jax poderá até usar Josh Powell neste rodízio para ter as 18 faltas necessárias para conter o João Grandão do Orlando. E neste caso usaria Lamar Odom e Luke Walton para marcar Rashard Lewis.

A matemática é simples – nem precisa de calculadora.



Esqueci de contar a vocês.

Domingo passado, fui até a Pizzaria Margherita, do meu amigo Esquerdinha. Lá cheguei e o encontro acompanhado de uma caipirinha de lima da Pérsia, ladeado por Bruno Ferro, seu fiel escudeiro, e de Carlos Alberto Riccelli.

Pra quem não sabe, Riccelli é ator e diretor de cinema. E casado com Bruna Lombardi, que, pouco depois de eu ter me sentado à mesa chegou, vinda do toilette – Bruna vai ao toilette, as outras mulheres vão ao banheiro, concordam?

Conversa vai conversa vem, futebol daqui e futebol dali, Ferro, palmeirense fanático, solicitou a opinião de Riccelli, também esmeraldino, sobre o time, que jogava naquele momento contra o Barueri.

Riccelli lascou, sem piedade: “Eu gosto mesmo é da NBA”.

Ferro ficou desconcertado.

O casal divide-se entre São Paulo e Los Angeles há alguns anos. Em terras angelinas Riccelli aprendeu a gostar de basquete.

Sua casa em Los Angeles fica no bairro de Brentwood, entre Santa Monica e Beverly Hills. É bem ao estilo americano, com tabelinha de basquete no frontão da garagem.

“Sempre que posso vou ao Staples ver o Lakers jogar”, disse-me Riccelli, revelando-se torcedor dos amarelinhos. “Só não vou mais vezes porque o ingresso é muito caro”.

E é mesmo.

“Ele senta perto da quadra e eu já falei pra ele tomar cuidado porque a qualquer momento um daqueles gigantes cai em cima dele”, falou Bruna, do alto de sua beleza inefável.

Todos rimos, imaginando a cena: Riccelli esmagado por Andrew Bynum.

“O Lakers não perde de jeito nenhum estas finais”, cravou o maridão orgulhoso. “Tem mais time e é mais experiente”.

É a análise de muitos – menos de Bruno Ferro, que insistia em falar sobre o jogo do Palmeiras.

PREVISÕES

Os votos não param de chegar. Atingimos a casa das 93 opiniões.

O Lakers segue com o favoritismo entre os frequentadores deste botequim: 52 fregueses do blog apostam na vitória do time californiano.

O resultado, de momento, é o seguinte:

– Lakers 4-2 = 29 votos

– Orlando 4-2 = 22 votos

– Lakers 4-3 = 19 votos

– Orlando 4-1 = 11 votos

– Orlando 4-3 = 7 votos

– Lakers 4-1 = 3 votos

– Lakers 4-0 = 1 voto

– Orlando 4-0 = 1 voto

É sempre bom lembrar, se Chico me permite, que vamos computar os votos até amanhã, momentos antes de a bola subir.

Votem, pois.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , ,
17/04/2009 - 11:36

A HORA DO PALPITE

Como sabemos, está tudo definido; no Leste e no Oeste. Então, por que não começarmos a falar sobre os confrontos? E palpitar? Tem exercício mais excitante do que palpitar?

Vamos lá, pois, começando pela conferência que fica do lado do Atlântico.

Penso que é a mais previsível, pois existe grande diferença entre alguns times, especialmente entre os três primeiros colocados: Cleveland, Boston e Orlando.

Atlanta e Miami farão, seguramente, o confronto mais disputado da conferência.

CLEVELAND x DETROIT

O Pistons não é mais aquele time competitivo de temporadas passadas, quando até um título c0nquistou. Enfraqueceu-se com a saída de Chauncey Billups, o que quebrou o núcleo da equipe.

Pra piorar, demitiu – acertadamente, diga-se – o técnico Flip Saunders, mas contratou para o seu lugar o inexperiente Michael Curry. Outra aposta maluca de Joe Dumars, que também trouxe para o lugar de Billups o superado Allen Iverson.

Problemático e fominha, ele acabou interferindo negativamente no grupo e no jogo de Rip Hamilton, que até para o banco foi. Além de Hamilton, Rasheed Wallace e Tayshaun Prince são remanescentes importantes do time de 2004 que ganhou o título.

Mas não há a mesma química de então. E, além disso, para eliminar o Cleveland, um dos favoritos ao título, tem que ganhar um jogo fora – o que somente o Lakers conseguiu diante dos titulares do Cavs – e ainda manter-se invencível em casa.

Impossível.

Em contrapartida, o Cleveland é um time arrumado, ajeitado e azeitado. Muitos o consideram o melhor desta temporada, fruto do excelente trabalho de Mike Brown, ex-assistente de Gregg Popovich.

Conta com LeBron James (foto Reuters), para a grande maioria o MVP desta temporada. O jogo de LBJ cresceu não apenas pela força natural de seu jogo e amadurecimento em quadra. Cresceu também graças à chegada do armador Mo Williams.

Com ele no time, Brown passou Delonte West para a posição dois. Desta forma, os três jogam ao mesmo tempo e formaram um trio afinadíssimo, para desespero dos rivais.

E no garrafão Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas põem a mão no peito de quem se atreve a entrar.

Previsão: Cleveland 4-0.

BOSTON x CHICAGO

Se Kevin Garnett não puder jogar os playoffs, o Celtics terá um pouco mais de trabalho para eliminar o Bulls. Se tudo não passar de um blefe de Doc River, o atual campeão da NBA varre o ex-time de Michael Jordan.

O Boston está um ano mais entrosado e confiante. E maduro – não velho, pois o time não dá sinais de que está com as pernas cansadas.

Pena que KG brigou bastante com as contusões, principalmente depois do ASG. Perdeu 22 dos últimos 26 jogos da equipe.

Mesmo que jogue, a pergunta que fica é: jogará no seu esplendor físico?

Não se esqueça: Garnett é o capitão e o melhor jogador desse time. Tem uma ascendência muito grande em relação ao time.

Paul Pierce pode fazer a diferença junto com Ray Allen. Mas será que ambos conseguirão impor-se sem a presença intimidadora de KG?

Neste primeiro round, penso que sim, pois o Chicago é um time absolutamente irregular que conta com um treinador novato e de qualidades bem discutíveis.

De qualquer maneira, como já disse aqui, Vinnie Del Negro fez um “upgrade” na campanha do time nesta temporada em relação à anterior. Mas será que foi ele ou Derrick Rose?

Ambos, diria, mas com a balança pendendo mais para o garoto.

Rose deve ser eleito o melhor novato desta temporada. Por se tratar de um “rookie”, oscila demais. Talvez isso explique a campanha irregular da equipe nesta temporada.

É a primeira vez que a maioria do elenco atinge os playoffs. E isso tem um peso muito grande.

Previsão: Boston 4-1 sem Garnett; com KG, 4-0.

ORLANDO x PHILADELPHIA

O Magic caiu muito de produção nos últimos jogos. Dos últimos dez, venceu apenas cinco.

Rafer Alston não foi o substituto ideal para o contundido Jameer Nelson. Falta qualidade na armação do jogo. O veterano Anthony Johnson também não tem estofo suficiente para agregar qualidade criativa ao time em um momento tão delicado com são os playoffs.

É certo também que a queda dos últimos jogos tem a ver com contusões. Especialmente de dois de seus principais jogadores: Dwight Howard e Rashard Lewis. Ambos foram poupados por causa de pequenas lesões.

Com eles em forma, não há como o Sixers conter o Orlando – mesmo sem uma grande armação. O time da Flórida tem uma intensidade de garrafão e um arsenal de bolas triplas que seguramente levarão o adversário a nocaute.

E rapidamente.

Previsão: Orlando 4-1.

ATLANTA x MIAMI

Aqui será o duelo de um time, um conjunto (Hawks), contra uma equipe que direciona todo seu jogo nos ombros de um fora-de-série (Heat).

O técnico Mike Woodson tem o Atlanta nas mãos. Ele forjou essa equipe já na temporada passada com muito cuidado e trabalho de quadra.

Nesta, um ano mais experiente e confiante, o Atlanta é inegavelmente o favorito diante do Miami.

Além do conjunto, há jogadores que podem desequilibrar no momento em que o jogo pedir por isso. Falo de Mike Bibby e Joe Johnson.

Os torcedores do Miami esperam que Dwyane Wade esteja inspirado e carregue o time nas costas nesta série. Mas Wade (foto AFP) não é Michael Jordan.

Será muito difícil que isso ocorra. Sozinho será como uma andorinha.

D-Wade precisa de um suporte, mas o Heat não tem a oferecer. Na próxima temporada, mais experientes, quem sabe Mario Chalmers e Michael Beasley venham a ser esse apoio; não no momento.

Além deste cenário que privilegia o Atlanta, não se esqueça que o time da Georgia tem a vantagem de quadra. A presença de D-Wade dará equilíbrio ao confronto.

Previsão: Atlanta 4-3.

OESTE

Esta conferência vai reservar os melhores jogos destes playoffs. E os mais longos também.

O Utah, em quem eu apostei em determinado momento da competição, caiu dramaticamente no final da temporada regular. É o time mais fraco da conferência do Pacífico.

Em compensação, não vejo fragilidade nos demais contendores. Se Atlanta e Miami vão fazer o confronto mais duro do outro lado do continente, deste lado há dois embates que serão decididos no último jogo: San Antonio x Dallas e Portland x Houston.

Os outros dois serão mais curtos.

LAKERS x UTAH

Ao contrário do que previ, o retorno de Carlos Boozer, após uma cirurgia no joelho, não fez a diferença esperada. Ele não foi o Karl Malone de Deron Williams, que sonhava em ser o novo John Stockton.

E Jerry Sloan, no banco, não pôde, por isso mesmo, dar robustez ao time. Talvez devesse ter previsto essa fragilidade de Boozer.

Entra debilitado para um confronto em que terá pela frente simplesmente um dos melhores times da temporada.

Do lado do Lakers, Andrew Bynum aproveitou os últimos embates da fase regular para recuperar a forma e o entrosamento. E mostrou que está bem, pois afinou-se perfeitamente com Pau Gasol e Lamar Odom.

O que preocupa é a queda de rendimento de Derek Fisher. Neste confronto, suas bolas de três podem não fazer tanta falta, mas nas duas etapas dos playoffs isso pode ser um fator negativo para o Lakers.

E para os que criticam Kobe Bryant (foto Reuters), chegou o momento em que o camisa 24 do Los Angeles mais gosta. Ele sente que está encostado na parede pelos seus desafetos.

Previsão: Lakers 4-0.

DENVER x NEW ORLEANS

O Hornets nem de longe se parece com aquele time da temporada passada. O time desandou neste campeonato, especialmente por causa das contusões de Tyson Chandler (pé) e Peja Stojakovic (costas).

É certo que elas atrapalharam muito. Mas Byron Scott parece que perdeu a receita que fazia desse time uma preocupação para os adversários.

É a equipe do “se”. Se Chris Paul estiver inspirado; se as bolas de três caírem; se James Posey repetir o que fez no Miami e no Boston; se Chandler e Peja estiverem com a saúde em dia…

Muitos “ses” para dobrar um adversário mais forte, mais entrosado e que ainda tem a vantagem de quadra.

O Denver, surpreendentemente para mim, fez uma ótima fase regular. A melhor, diga-se, de sua história, terminando em segundo lugar.

Mas não se esqueça: há momentos em que o quinteto em quadra entra em parafuso e surge o “cada um por si e Deus para todos”. Basquete de rua; basquete competitivo não se joga desta maneira.

George Karl, experiente em playoffs – foi vice-campeão da NBA dirigindo o Seattle na decisão diante do Chicago em 1996 –, não pode perder o controle do grupo – e do time em quadra. Carmelo Anthony tem que se comportar como uma estrela e não como uma prima-dona.

Se isso ocorrer, o time terá dificuldades.

J. R. Smith tem que saber fazer a leitura do jogo em quadra; o mesmo vale para Chauncey Billups, principalmente ele, o armador da equipe, que tem de conjugar o verbo sempre na primeira pessoa do plural.

Será o grande teste de Nenê nesses playoffs. E do jeito que ele mostrou-se maduro na fase regular, deverá adicionar muita qualidade ao time neste momento decisivo.

Previsão: Denver 4-2.

SAN ANTONIO x DALLAS

Como disse anteriormente, este é um confronto para ser decidido na sétima e última partida. O Spurs tem a vantagem de quadra, mas a ausência de Manu Ginobili pesa – e muito.

Roger Mason Jr. fez uma excelente “regular season”, mas sua experiência de playoffs é reduzidíssima: fez apenas dez partidas com a camisa do Washington. Não terá estofo para segurar o rojão e ser o substituto perfeito do argentino.

Além disso, o time está envelhecido. Falo principalmente de Michael Finley e Bruce Bowen. Tim Duncan é veterano, mas é um gigante, que sabe como se dosar em quadra e usar sua presença imponente para conter os adversários.

Mas está mais velho, não há como negar. E mais: terá agilidade para marcar Dirk Nowitzki? Ou será que Gregg Popovich vai dar a Matt Bonner esta espinhosa missão para poupar Timmy?

Já o Dallas cresceu muito no final da competição. Venceu dez de seus últimos 15 jogos.

Para isso contou com a volta de Josh Howard. Com ele o time fica muito mais forte em seu jogo interior e no perímetro também.

Sua presença em quadra acaba por interferir no jogo de Nowitzki. Dos últimos nove jogos da equipe, com Howard jogando, o alemão alcançou 30 pontos ou mais em cinco deles.

Some-se a isso a presença de Jason Kidd. Veterano, é verdade, mas jogador, como Duncan, afeito a esse tipo de situação.

Ainda sabe, muito bem, como conduzir uma equipe em quadra.

Série difícil, como disse, onde houve empate em 2-2 na fase de classificação.

Previsão: Dallas 4-3.

PORTLAND x HOUSTON

O Rockets tem jogadores mais experientes, técnico idem. Tracy McGrady não vai disputar os playoffs – o que é garantia de que o time está na disputa.

Mas…

O Portland é a grande sensação do momento na NBA. Venceu 54 jogos na temporada regular; dos últimos dez embates, ganhou nove – ironicamente, perdeu apenas para o Houston, no Texas.

Conseguiu uma vaga para os playoffs, o que não ocorria desde 2003. Foram seis anos de longa espera para uma torcida que é uma das mais barulhentas da liga e que promete, mais uma vez, fazer a diferença se for necessário.

Creia: ninguém gostaria de enfrentar o Portland neste momento. O time tem se imposto com muita facilidade diante dos oponentes.

Conta com um sistema defensivo dos mais sólidos, fruto do trabalho exaustivo do técnico Nate McMillan, obcecado pela marcação. Aliás, o pouco que LeBron James sabe sobre o assunto ele deve, como disse, a McMillan quando os dois trabalharam juntos no time dos EUA que se preparou para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Brincadeiras à parte, T-Mac fará muita falta numa série como essa, onde o oponente, como vimos, prima pela marcação. Shane Battier é um excelente marcador, mas seu arsenal ofensivo é modesto.

Tem média de apenas 7.3 pontos por partida. E tendo que roubar uma vitória em campo alheio, isso é realmente preocupante.

Haverá duelos sensacionais nesta série. A saber: Luis Scola x LaMarcus Aldridge e o que envolverá Battier e Brandon Roy (foto AP) – isso se a missão não couber a Ron Artest também, o que dará mais emoção ainda ao encontro.

Série que vai chegar a sete partidas, não tenha dúvida. E a vantagem de quadra será muito importante para o Blazers seguir adiante na competição.

Previsão: Portland 4-3.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
08/04/2009 - 14:16

MOTIVAR É PRECISO?

Phil Jackson já começou seu trabalho motivacional junto aos jogadores. Em todos os treinos, o treinador zen aparece usando uma das camisetas alusivas a um dos três títulos que o Lakers conquistou, no começo desta década, sob o seu comando.

Ao tomar conhecimento da notícia, me perguntei: e precisa?

Parece que sim, pois não é apenas P-Jax que usa deste expediente – e nem o basquete é o único esporte a fazer uso desta bengala. O futebol também adota, especialmente o brasileiro.

Luis Felipe Scolari e Wanderley Luxemburgo são dois dos maiores treinadores do futebol mundial a mexer com o psicológico de seus atletas. Na própria NBA, Pat Riley foi outro que nunca deixou de considerar esse importante aliado nos momentos decisivos.

Virou moda, eu diria, de um bom tempo para cá.

Há profissionais que se dedicam à feitura de vídeos motivacionais e há até palestrantes especializados no assunto. Muitos deles, nem técnicos ou ex-jogadores de futebol foram.

Evandro Motta é um deles; precursor. Engenheiro de formação, Motta foi lançado ao mercado brasileiro por Bernardinho Rezende, o maior treinador de vôlei da atualidade. Isso quando Bernardinho dirigia a seleção feminina, no começo da década passada.

E Motta está aí, vivendo desse trabalho, até hoje.

E eu volto a me perguntar: e precisa?

P-Jax precisa usar essas camisetas? Pat Riley precisou mergulhar a cabeça em um cooler com água e gelo, cheio de bebida energética, dentro do vestiário do New York, e lá permanecer por preocupantes segundos, para contaminar positivamente seus jogadores?

Jogadores de futebol precisam ouvir o “Tema da Vitória”, aquela música da Fórmula 1 da Rede Globo, para se motivarem antes de uma partida decisiva? Os atletas precisam ouvir depoimentos de incentivo de familiares antes de entrarem em campo atrás de um título?

Precisa?

Acho que não. Se um atleta não consegue enxergar a importância de um jogo, de um campeonato, de um evento, não é de motivador que ele precisa, é de um divã.

O psicanalista seria um motivador?

Longe disso; quem confundir também precisa deitar-se.

FÁCIL

A sapecada que o Lakers deu no Sacramento ontem à noite na capital da Califórnia lembrou a decisão do “college” do dia anterior. Não teve nem graça tamanha a diferença entre um time e outro.

Apenas o primeiro quarto mostrou equilíbrio. O Kings venceu por 37-31. A partir do segundo, a coisa não teve mais emoção alguma.

Tanto assim que Kobe Bryant ficou do lado de fora todo o último quarto (foto AP), que começou com uma vantagem de apenas dez pontos em favor dos angelinos: 96-86. Phil Jackson tinha detectado com facilidade os contornos definitivos da partida e poupou sabiamente seu melhor jogador.

O resultado final, 122-104, mostrou que P-Jax estava certo.

GASOL

O espanhol, às vezes, passa-me a impressão de ser ingênuo demais quando está no garrafão ofensivo. Tenta jogadas que até o mais pueril dos atletas percebe que não vai dar certo.

Por isso mesmo, acaba tomando uns tocos que humilham. Isso aconteceu ontem diante o Sacramento ao ser bloqueado em duas oportunidades.

De qualquer maneira, Pau Gasol foi o melhor jogador do Lakers na vitória diante do Sacramento. Anotou 26 pontos e apanhou 12 rebotes.

Mas acho que ele precisa melhorar a leitura do jogo ofensivo, como disse, em alguns (poucos) momentos. Se houver esse crescimento, vai ficar mais difícil ainda marcá-lo.

RETORNO

Os torcedores do Lakers estão eufóricos. E não é para menos: Andrew Bynum deve voltar a vestir a camisa 17 amanhã na partida contra o Denver, no Staples Center.

Bynum foi vítima de um acidente com Kobe Bryant, quando o armador despencou, após uma cesta, em sua perna direita, provocando a contusão nos ligamentos. Foi em 31 de janeiro passado.

De lá para cá Bynum já ficou 32 jogos do lado de fora. Mas está recuperado, segundo avaliação do DM do Lakers.

Tem treinado regularmente e antes dos jogos ele bate bola com assistentes técnicos do time, especialmente com Brian Shaw.

IMPORTANTE

O San Antonio fez importante vitória ontem em Oklahoma ao bater o City por 99-89. Foi o primeiro jogo sem Manu Ginobili.

Impacto? Só dentro da quadra, pois o psicológico está mais do que resolvido. “El Narigón” desfalcou demais o time nesta temporada e o grupo está acostumado a jogar sem ele.

Mas, como disse, não resolveu seu problema. O Spurs sem Manu é um time frágil; que dizer, bom para vencer os Thunders da vida, mas insuficiente para encarar os Houstons, Denvers e Lakers.

Sem Manu, a equipe, nesta temporada, tem um recorde positivo: 17-15. Exatamente porque a NBA está cheia de Thunders – assim como os campeonatos de futebol pela Europa.

No embate de ontem, Tim Duncan (foto AP) estabeleceu novo recorde de rebotes da franquia. Com os 15 que ele confiscou, chegou à marca de 10.501, ultrapassando David Robinson.

Mais ainda: o triunfo foi a 50º. Esta é a décima temporada consecutiva que a franquia ultrapassou a marca.

Igualou-se ao Boston, que de 1959 a 68 enfileirou dez campeonatos com 50 ou mais vitórias.

Mas o time que mais torneios seguidos ganhou esta quantidade de jogos ou mais foi o Lakers. De 1980 a 1991 os amarelinhos estabeleceram a marca em 12 temporadas.

FÃS

Desde que foi batido pelo Lakers em 21 de março passado, o Chicago fez mais cinco jogos diante de seus torcedores. Venceu todos.

Mais ainda: dos últimos 13 confrontos em seu United Center, ganhou 12. A vítima de ontem foi o New York: 110-103.

O Bulls não vai ter a vantagem de quadra nos playoffs. Mas, como disse John Salmons, estas vitórias têm aumentado a confiança dos jogadores.

E completou: “Nós queremos, rapidamente, conseguir a vaga para os playoffs”.

Creio que ela virá. Faltam quatro jogos para terminar a fase de classificação, sendo que três deles serão na cidade dos ventos: Philadelphia, Charlotte e Toronto.

Se vencer o Bobcats estará matematicamente classificado.

Bulls nos playoffs!

RETROVISOR

O Charlotte segue no encalço do Chicago e do Detroit. Venceu ontem o Philadelphia, em casa, por 101-98 e mantem-se com 43 derrotas, três a mais que os dois adversários.

Mas o calendário será perverso com o Cats nesta reta final: o time de Michael Jordan (proprietário, não jogador, infelizmente) fará seus últimos quatro jogos fora de casa. Enfrentará Oklahoma City, Chicago, New Jersey e Orlando.

Larry Brown e companhia têm mais é que começar a pensar no NBA Draft e na próxima temporada. Esta passou raspando.

O time mostrou progressos em relação à passada. E isso é um combustível e tanto para o campeonato que vem.

FUTURO

A desculpa é sempre a mesma; lá e cá. Pensando no futuro seu e da família, o pivô Blake Griffin (foto AP) anunciou ontem que vai abandonar os estudos (faltam dois anos para se formar em Oklahoma) e entrar no NBA Draft deste ano.

Por que subtrair dois anos de faturamento para ficar jogando no “college”? O raciocínio é lógico e cabível.

Não há motivo.

Tem gente na NBA que nem à faculdade foi. Exemplos não faltam: Kobe Bryant, LeBron James, Dwight Howard e Kevin Garnett.

Ou seja: os maiores jogadores da liga na atualidade não passaram pelo basquete universitário.

É preciso estar lá para aprender os fundamentos do jogo? Seria interessante, mas a prática mostra que não é indispensável.

Esses jogadores, no entanto, terão um vazio em suas carreiras que jamais será preenchido.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , ,
02/04/2009 - 15:12

ERRO GROTESCO

Eu me pergunto: do que adiantou tudo o que o Charlotte fez em um tempo normal e em uma prorrogação? Nos segundos finais do segundo tempo extra, a defesa do Bobcats ficou completamente perdida no contra-ataque armado pelo Boston depois de Raymond Felton ter errado um arremesso a 11 segundos do fim.

O erro pior foi do ala Gerald Wallace, que tentou tomar a bola de Paul Pierce e deixou Ray Allen livre. Sabe o que aconteceu? Claro que vocês sabem, é público: Allen derrubou a bola tripla e colocou o Celtics na frente em 111-109 (placar final) e disse não ao adversário, que pretendia – e podia – ganhar a partida.

Eu me pergunto: como alguém pode deixar, segundos que sejam, um jogador como Ray Allen livre no momento decisivo (foto AP)? Ele já havia empatado a partida nos segundos finais da primeira prorrogação (101-101) e – o mundo está careca de saber –, é a principal opção ofensiva do Boston “down the strecht”.

Wallace deveria ter deixado Pierce no mano a mano com Boris Diaw, que contava ainda com uma provável ajuda do pivô Emeka Okafor. Diaw estava bem posicionado na marcação a Pierce e a chance de ele errar não era desprezível.

Mas Wallace optou pela ação do desarme e deu no que deu. A decisão do ala do Cats surpreendeu até mesmo Allen, que, após a partida, se disse surpreso ao se ver livre para o arremesso que destruiu o adversário.

“Eu realmente não esperava que Wallace me deixasse livre”, admitiu Allen depois do embate.

Inconformado, o técnico Larry Brown, do Charlotte, não conseguia entender por que não foi feita a falta em Pierce. “Tínhamos mais uma falta para fazer”, disse Brown.

E com três segundos para o final, depois de um pedido de tempo do Boston, o Cats voltaria com uma defesa mais bem posicionada, o que dificultaria o arremesso final.

A derrota representou um ponto final na sequência de vitórias do Charlotte. O time havia batido Philadelphia, fora, e Knicks e Lakers, em casa.

Estava empatado com o Chicago em número de derrotas. Agora tem 41, uma a mais que Bulls, que agradece Gerald Wallace.

PATINADA

Outro time que pisou na bola foi o Houston. Tudo bem que o jogo contra o Phoenix foi no Arizona; mas o Suns hoje é um time desfalcado no garrafão com a ausência de Amaré Stoudemire.

E os texanos têm um jogo interior forte com Yao Ming e Luis Scola. Por isso, não consigo entender a derrota por 114-109.

A partida foi muito igual; os números mostram isso. Shaquille O’Neal e Ming se anularam.

O problema é que Scola não conseguiu levar vantagem diante de Matt Barnes, seu marcador, na verdade um ala improvisado de ala de força, que mede apenas 2m01 de altura e não está acostumado à posição.

Baixo, como se vê, para a posição, cinco centímetros a menos que Scola, ala/pivô de ofício, acostumado às intempéries do garrafão.

A derrota do Rockets se deu exatamente aí.

DUELO

Dwight Howard e Chris Bosh, os dois pivôs do time dos EUA nos Jogos de Pequim, se encontraram ontem à noite em Orlando. Howard comportou-se como um ótimo anfitrião e estendeu um tapete vermelho para Bosh.

Esperto, o pivô do time canadense aproveitou-se das boas vindas e anotou 24 pontos e apanhou 12 rebotes. O ponto alto da gentileza de Dwight aconteceu quando faltavam 23 segundos para o final da partida.

Com uma marcação bem meia boca para quem é considerado o melhor pivô do mundo, Dwight possibilitou um arremesso para Bosh levar a vantagem do Raptors para três pontos: 98-95.

E o Magic não teve forças – e principalmente tempo – para reverter o marcador e ganhar uma partida que todos na franquia davam como favas contadas.

O prejuízo foi enorme, pois, com a vitória do Celtics diante do Bobcats, o Orlando perdeu a segunda posição no Leste para o Boston, que tem um melhor aproveitamento.

E é aquilo que a gente tem dito: a chance do Orlando num possível embate nas semifinais do Leste é ter a vantagem de quadra. Caso contrário, o Boston decidirá o título da conferência com o Cleveland.

ROTINA

O Lakers fez as pazes com a vitória ao bater o Milwaukee (foto AP) por 104-98. Mas não foi sossegado.

O time californiano esteve atrás no marcador no terceiro quarto, iniciou o último também em desvantagem, para tomar a dianteira quando faltavam 7:52 minutos para a buzinada final.

Dali para frente, não perdeu mais o controle do jogo. Mas voltou a mostrar aquela mesma indolência que tem marcado seus últimos jogos.

O primeiro tempo do Lakers foi preocupante do ponto de vista defensivo. Possibilitou ao adversário um aproveitamento de 56.8% de seus arremessos.

Mas esqueçamos os problemas do jogo de ontem. Vamos nos concentrar na notícia que vem de Los Angeles: Andrew Bynum está se recuperando mais rápido do que esperava de sua contusão no joelho.

E garantiu: volta nos últimos jogos da fase de classificação. Ou seja: daqui a uns dez dias no máximo.

Ele falou em duas semanas ao responder uma pergunta de uma fã que o encontrou na rua, ontem, após posar para uma fotografia.

Perguntou ela: “Quando você volta?”; respondeu Bynum: “Duas semanas”, para acrescentar, em seguida: “Tomara”.

E sorriu; para a fã e para sua boa situação.

APOSENTADORIA

Allen Iverson disse ontem que cogita se aposentar ao final desta temporada. Iverson já não é mais o mesmo, todo mundo sabe disso.

Mas ele ainda pode jogar em alto nível na NBA. Claro que não a ponto de levar nas costas – como fez no Philadelphia – uma equipe para disputar o título.

A decisão se deve ao fato de ele não querer se tornar gerente de banco. Ego inflado, quer ser titular.

Até aí tudo bem. O problema é que ele quer ser titular de um time de ponta.

Não dá mais.

Iverson pode ser “starter” de times que vão, no máximo, brigar pela oitava posição em sua conferência. Mesmo assim, se divertiria em quadra e ganharia mais dinheiro para uma velhice sossegadíssima – não dele, mas da quarta geração a partir dele, óbvio.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
13/03/2009 - 13:12

MARES TRANQUILOS

Enquanto o San Antonio pena sem Manu Ginobili e o Boston sofre sem Kevin Garnett, o Lakers leva a vida numa boa sem Andrew Bynum.

Ontem à noite, no Texas, o time angelino deu nova demonstração de sua força. Encarou seu (provável) principal rival do Oeste e venceu com relativa tranquilidade por 102-95, apesar do final emocionante.

Kobe Bryant

O Spurs, mais uma vez sem o ala/armador argentino, novamente não foi páreo para o Lakers.

Dezenove são os jogos do Lakers sem Bynum; 15 foram as vitórias e apenas quatro as derrotas. Isso dá um aproveitamento de 78.9% (contra exatos 80% do momento), o que garantiria a segunda posição na classificação geral, uma vez que o Cleveland, o segundo colocado atualmente, tem 79.7%.

Já o San Antonio sofre com a ausência de Ginobili. Ontem completou seu 13º. embate sem seu camisa 20.

Mas esta não é a primeira vez no campeonato que o alvinegro texano se vê privado do jogador. No começo da competição, Gregg Popovich não pôde escalá-lo por 12 partidas.

No total, são 25 os enfrentamentos feitos sem Manu.

Na primeira parte, da dúzia de embates sem Ginobili, o aproveitamento foi de 50%; agora, já são 13 as pelejas, sendo que a derrota de ontem para o Lakers representou a quinta (contra oito vitórias) e desempenho de 61.5%.

Somando-se as duas inatividades, “El Narigón” deixou o San Antonio na mão em 25 jogos. Quatorze foram as vitórias e 11 as derrotas; aproveitamento de 56%.

Com um desempenho desses, estaria hoje fora da zona de classificação do Oeste, pois o Dallas, oitavo colocado, tem um desempenho de 61.5%.

O Boston sofre menos do que Lakers e San Antonio. Garnett ausenta-se do time há apenas nove partidas.

Sorte do Celtics, porque sem ele o time ganhou apenas cinco jogos. Sua performance foi de preocupantes 55.5%.

Se o comportamento fosse este desde o início do torneio, o time de Massachusetts estaria hoje apenas na quinta posição do Leste.

DETALHES

Neste período sem Andrew Bynum, o Lakers somou vitórias importantes. Todas fora de casa.

Num primeiro momento, logo depois de Bynum ter se contundido – portanto, ainda sob o impacto da perda de seu importante pivô –, o Lakers foi a Cleveland e impôs a primeira e única derrota ao Cavs dentro de sua Quicken Loans Arena.

Na sequência, viajou a Boston, onde foi massacrado pelo Celtics na final do ano passado, e bateu os anfitriões também.

Em Salt Lake City já esteve – e ganhou do Utah.

Agora, em sua turnê pelo Texas, passou pelo Houston e San Antonio, duas das principais forças do Oeste.

Já o Spurs, sem Manu Ginobili, sucumbiu diante de adversários como Milwaukee, Toronto e New York…

… enquanto que o Boston conseguiu a façanha de ser derrotado pelo Clippers!!!

DÚVIDA?

Com base nesses números, eu pergunto: alguém ainda duvida do poderio do Lakers? Alguém ainda acredita que o time não é a principal força da competição?

Se duvida, eu respondo: só pode ser preconceito e/ou fanatismo.

DIFERENÇA

É claro que não se pode comparar a temporada regular com os playoffs. Como Michael Jordan dizia, na fase decisiva é que você separa os homens dos meninos.

Mas o Lakers não é nenhum debutante em playoffs, como foi o New Orleans na temporada passada. O Los Angeles é a segunda franquia com mais títulos conquistados (só perde para o Boston) e a que mais vezes chegou à final da NBA.

Portanto, se atingir os playoffs com a melhor campanha da liga e jogando do jeito que está, entra, repito como o maior favorito ao título.

Por mais que o Boston tenha um sistema defensivo de encher os olhos; por mais que o San Antonio seja um time acostumado a decisões.

E por mais que LeBron James esteja jogando o fino da bola.

PLAYOFF

Com a vitória de ontem no Texas, o Lakers garantiu-se matematicamente na fase decisiva do campeonato. Juntou-se a Cleveland, Boston e Orlando, que já haviam atingido o objetivo.

Kobe Bryant voltou a ser o fiel da balança. O que dizer da bola de três que ele meteu logo depois de Tony Parker ter acertado uma tripla que deixou a diferença em dois pontos (95-93) a 2:19 minutos do final?

Foi o chamado “balde de água fria” nas pretensões dos texanos em virar o marcador.

George Hill, que marcava Kobe naquele momento, resignado após a partida, declarou: “Acho que fiz uma boa marcação [em cima de KB]. Mas é o Kobe, e ele faz grandes jogadas… Ele é mortal”.

Anteontem Ron Artest caiu na besteira de provocar verbalmente o camisa 24 do Lakers; ontem, Parker caiu na besteira de provocar esportivamente o camisa 24 do Lakers.

Os dois foram punidos por suas audácias.

O que fazer diante de Kobe Bryant?

PROVAÇÃO

Ano passado, Kobe Bryant foi anulado por Ray Allen na decisão do título. Na época, deixou claro que pode ser marcado. Mas, é bom lembrar, na ocasião o Lakers não tinha a sintonia que tem hoje.

E este conjunto harmônico de hoje, obviamente, facilita os passos de Bryant dentro de uma quadra de basquete.

Ele vai tirar proveito disso nos momentos decisivos.

Outro combustível é a desconfiança das pessoas em cima de seu poder de decisão deve martelar todos os dias a cabeça do melhor jogador de basquete da atualidade.

Sem Shaquille O’Neal você nunca ganhou nada – costumam dizer seus detratores.

Está chegando o momento de convencer os céticos.

CAVS

O Cleveland também teve seus problemas neste campeonato. Delonte West, um de seus principais jogadores, se contundiu e ficou 16 partidas do lado de fora.

Venceu 12 delas e perdeu apenas quatro. Aproveitamento de 75%.

Mostrou força.

Ganhou de gente como Portland e Utah, fora de casa.

Delonte já voltou. Ontem, infelizmente, numa jogada muito parecida quando se lesionou numa partida contra o Chicago, levou um tombaço do segundo andar e não entrou mais na partida.

É dúvida para o embate de hoje contra o Sacramento, na capital californiana.

Vencer é importante para seguir na briga, contra o Lakers, pelo primeiro lugar na classificação geral do campeonato, que daria, como sabemos, a vantagem de jogar mais vezes em casa quando os playoffs chegarem.

TRIPLE-DOUBLE

LeBron James voltou a fazer um triplo-duplo. Foi o terceiro seguido: 34 pontos, 13 assistências e 10 rebotes.

Outra alegria: LBJ venceu pela primeira vez em Phoenix. O time fez 119-111 e só resolveu a parada no último quarto.

Até então, o Suns tinha o controle do jogo.

Leandrinho Barbosa não jogou como de costume nesta nova fase sob o comando de Alvin Gentry. Errou demais.

Acertou apenas quatro de seus 16 arremessos e não encestou nenhuma de suas três tentativas triplas.

Terminou o jogo com 12 pontos.

Acontece.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
02/02/2009 - 20:17

BYNUM PODE FICAR DE FORA ATÉ OS PLAYOFFS

A maioria de vocês já sabe, mas falo para quem ainda não tomou conhecimento dos fatos: Andrew Bynum não vai ter que entrar na faca, mas o tempo de repouso é maior do que todos esperavam.

Terá de ficar de molho talvez por até três meses.

Muita coisa.

Traduzindo para jogos perdidos, o staff do Lakers calcula que ele vai perder provavelmente 27 dos 36 jogos restantes do time nesta fase de classificação. Esta é uma previsão otimista; a pessimista fala que ele pode voltar apenas nos playoffs.

Uma pena, pois havia muito tempo que um campeonato da NBA não era tão disputado como este.

Quem ficará em primeiro na classificação geral? Lakers, Boston, Cleveland ou Orlando?

Esta é a grande pergunta que todos fazem.

Agora sem Bynum, coloco o time de Los Angeles num patamar abaixo. Somente com muita superação os amarelinhos poderão fechar a temporada regular na frente dos três outros oponentes.

E o que isso pode significar?

Acho que no Oeste isso não será problema, pois mesmo que venha ficar em desvantagem em relação ao San Antonio, acho que o time passa do mesmo jeito, desde que Bynum esteja de volta, é claro.

O problema são as finais.

Sem poder realizar o maior número de jogos em casa, acho muito pouco provável que o Lakers dobre qualquer um dos três adversários do Leste.

Portanto, infelizmente para os seus torcedores, acho que esse campeonato está comprometido.

Não com o Lakers, mas com quem vencer a final da Conferência Leste.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: ,
02/02/2009 - 00:14

MO E GIBSON EMPOLGAM LEBRON

LeBron James disse que foi emblemático. Não sei se foi para tanto, mas que foi significativo, isso foi.

Conto melhor a história, se é que você não sabe.

O terceiro quarto terminou com Allen Iverson fazendo uma bandeja e aumentando para oito pontos a vantagem do Detroit sobre o Cleveland.

King James precisava de um repouso, mas o placar do Palace of Auburn Hills exibia, para orgulho dos 22.076 torcedores do Pistons, Detroit 66-58 Cleveland.

Tudo corria bem para os anfitriões. Embora faltasse um tempo ainda pela frente, tudo indicava que o time conseguiria uma importante vitória diante do Cavs.

A confiança vinha do bom basquete da equipe e do retrospecto recente do Cleveland, que dos últimos nove jogos fora de casa havia perdido cinco deles.

E King James precisava de um repouso no início do último quarto. A diferença, que era de oito pontos, como vimos, poderia chegar a uma dúzia – quem sabe até mais.

O técnico Mike Brown sabia que King James precisava de um repouso naquele momento. Não foi cruel com seu melhor jogador; deixou-o no banco, que na verdade é uma cadeira toda estofada.

Para surpresa geral dos 22.076 torcedores que estiveram em Auburn Hills, o Cleveland, com King James repousando, fez uma corrida de 15-2 e assumiu definitivamente o controle do jogo.

Wally Szczerbiak começou o quarto derradeiro no lugar de LeBron, mas foram Daniel Gibson (foto AP) e Mo Williams  que destruíram o Detroit. Williams fez oito pontos e Gibson anotou sete.

Os dois necessitaram de apenas 4:36 minutos para colocar um ponto final nas pretensões do Detroit, que neste período curto de tempo marcou apenas dois pontos, fruto de um arremesso de Rip Hamilton.

“Esta temporada está sendo diferente, porque temos jogadores que podem assumir o controle do jogo defensiva e ofensivamente”, garantiu LBJ. “Em nenhum momento neste campeonato eu senti pressão por estar do lado de fora da quadra”.

Será que é para tudo isso mesmo?

Não sei se o time está pronto para ser forte também fora de casa. O retrospecto recente, como vimos, não indica isso.

Mas a vitória diante do Detroit, por 90-80, foi importante – não sei se emblemática.

O Pistons não é mais aquele time difícil de ser dobrado quando joga diante dos fãs. Auburn Hills não causa mais tanto temor nos visitantes por causa da balbúrdia de seus torcedores, que têm estado bem mais comportado, fruto da pouca inspirada temporada do Detroit.

Nesta temporada a equipe venceu 13 e perdeu 11 partidas no não mais assustador Auburn Hills.

Portanto, eu diria: menos, LeBron, menos.

CRÉDITO

Ao mesmo tempo, não há como não reconhecer o valor da contratação de Mo Williams.

O baixinho (1m85) que veio do Milwaukee no começo deste campeonato deu um novo tempero ao time de Ohio.

Ele exibe uma média de 17.2 pontos por partida, praticamente a mesma das duas últimas temporadas em Wisconsin.

Mas ele desempenha outro papel em quadra, tão importante quanto pontuar, que não aparece nas estatísticas: com ele jogando, a marcação pensa duas vezes se vai dobrar em cima de LeBron.

Se o fizer, Mo Williams terá liberdade em quadra. E com liberdade, o armador do Cavs torna-se um tormento para qualquer zaga.

Ao flutuar na marcação, sobra espaço para LeBron jogar do jeito que ele mais gosta: no um contra um, onde ele pode exibir todo o seu talento e dar vazão à sua descomunal força física.

LBJ fechou a partida com 33 pontos; Mo, com 22.

Foram os dois cestinhas do time na vitória de ontem.

PSICOLÓGICO

A euforia de LeBron James talvez tenha origem no fato de que o Cleveland tinha perdido os últimos quatro embates diante do Detroit em Auburn Hills.

Tabu é um negócio que machuca. Enfurece e deprime ao mesmo tempo.

Talvez por isso, ganhar ontem em Michigan tenha sido tão significativo para LeBron, a ponto de ele ter dito o que disse: “Esta temporada está sendo diferente, porque temos jogadores que podem assumir o controle do jogo defensiva e ofensivamente. Em nenhum momento neste campeonato eu senti pressão por estar do lado de fora da quadra”.

Mas eu volto a dizer: menos, LeBron, menos.

BANCO

Zydrunas Ilgauskas voltou ao time do Cleveland no jogo passado, na vitória do Cavs sobre o Clippers por 112-95. Atuou 29 minutos.

Deixou na estatística do jogo diante dos californianos números como 20 pontos e 11 rebotes.

Ontem, jogou cinco minutos a mais e anotou 13 pontos e seis rebotes.

Onde quero chegar?

Em Anderson Varejão (foto AP), é claro, que ontem marcou dois pontos e pegou seis rebotes.

O capixaba, que chegou a ficar em quadra até 40 minutos em duas partidas com a ausência do lituano, viu seu tempo se reduzir dramaticamente.

Com a contusão de Ilgauskas, Varejão teve uma média de atuação de 34:20 minutos por jogo. Nos dois últimos embates do Cleveland, já com Z em quadra, Andie atuou exatos 24 minutos.

Dez minutos e vinte segundos a menos.

Mas não é para ficar enfurecido e nem deprimido. É assim que o técnico Mike Brown quer; foi isso que ele planejou antes de a temporada começar.

O brazuca sabe muito bem que tem lugar cativo nos planos do técnico Brown.

Ao contrário do que ocorre com Leandrinho, lá do outro lado do território norte-americano.

DOENTE

Kevin Garnett amanheceu gripado no dia de ontem. Febre alta, dores pelo corpo, mal estar, indisposição, dor de cabeça, enfim, sintomas que todo ser humano conhece quando o influenza pega-nos de surpresa.

Doc Rivers, coach do Celtics, decidiu deixar KG em casa, repousando. Nada de ir para o jogo.

O adversário era o Minnesota, que em janeiro fez uma campanha de dez vitórias e apenas quatro derrotas. Inferior apenas ao recorde do San Antonio, que marcou 12-3 no primogênito mês do ano.

E a ausência de KG quase custou a vitória do Boston. Não fosse Paul Pierce (foto Reuters), que cravou 36 pontos no aro do Wolves, e o Celtics poderia ter amargado uma derrota inesperada.

Os anfitriões chegaram a abrir uma diferença de 21 pontos no terceiro quarto, quando marcou 71-50. Os visitantes, no entanto, foram baixando a diferença, mas faltaram forças para igualar e passar à frente.

Resultado final: Celtics 109-101 Wolves.

Tivesse o Minnesota dois Al Jefferson em quadra e a vitória teria vindo. O ex-pivô do Boston, que entrou na troca com Garnett, anotou 34 pontos e 11 rebotes.

Um gigante; mas não na proporção de KG.

A troca, insisto, valeu a pena.

Post scriptum: Garnett está realmente bem debilitado; deve se ausentar também da partida de amanhã contra o Sixers, na Filadélfia.

RESSONÂNCIA

O resultado dos exames que o pivô Andrew Bynum fez ontem em Nova York será conhecido hoje. Todos esperavam pelo resultado ontem.

Bynum fez a ressonância às 11h da manhã na Big Apple. Mas o médico David Altchek, que fez a cirurgia no joelho esquerdo do jogador na temporada passada, estava na Flórida e só iria chegar em Nova York no final da noite.

Portanto, como disse John Black, assessor de imprensa do Lakers, resultado, só hoje, para agonia geral da nação amarelinha.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , ,
01/02/2009 - 13:07

NOVO DRAMA PARA O LAKERS

Agora foi o joelho direito; menos mal. O duro se fosse no esquerdo, que abortou a temporada passada de Andrew Bynum e que tantos problemas causaram ao pivô durante a sua recuperação e que custaram a ele 67 partidas.

E ao Lakers também, que acabou perdendo a decisão do título da NBA para o Boston. Tivesse com Bynum em quadra, o Los Angeles poderia ter ficado com o título.

Mas o fato é que a gente não sabe.

O jogador deixou a partida de ontem em Memphis, ainda no primeiro quarto, após ser atropelado por Kobe Bryant, que tentou uma bandeja e ao cair colidiu com o joelho do pivô (foto AP).

O tom de preocupação que tomou conta de todos após o incidente foi substituído por um sentimento de alívio depois que o raio-X feito revelou que nenhum osso foi quebrado.

Neste domingo, em Nova York – o Lakers pega o Knicks amanhã à noite –, Bynum vai procurar David Altchek, o especialista que fez a cirurgia e acompanhou sua recuperação no ano passado. Fará uma ressonância no local para ver a extensão da contusão e se ligamentos foram afetados.

Mas tomara que tudo não tenha passado de um grande susto.

O próprio jogador tratou de tranquilizar a todos depois da partida. “Não ouviu nenhum estalo, ao contrário do que aconteceu na contusão passada, quando não conseguia fazer pressão na perna e nem mesmo andar”, disse o jogador.

Mas até que a palavra final do especialista nova-iorquino seja dada, os torcedores do Lakers estarão com os dedos cruzados.

De qualquer maneira, é provável que Bynum fique de fora seis semanas, pois houve uma entorse no joelho. E se isso realmente ocorrer, o sonho do Lakers de ganhar a competição poderá se tornar um pesadelo.

ANÁLISE

O Lakers tem nove derrotas; o San Antonio, 14.

A diferença é grande, já disse isso aqui, e praticamente impossível de ser descontada.

Mas desde que o Lakers jogue completo.

Sem Bynum em algumas partidas – ele poderá ficar de fora até meados de abril segundo estima o staff médico da franquia –, o time texano poderá descontá-la e, quem sabe, acabar na frente após a fase de classificação.

Isso complicaria demais a vida do Lakers em uma provável final de conferência com o Spurs, como tudo indica. Com a vantagem de quadra, o San Antonio ficará mais robusto neste enfrentamento.

Mas mesmo que passe – como aconteceu na temporada passada, quando jogou sem Bynum –, sem a vantagem de quadra contra Boston, Cleveland ou Orlando, o Lakers dificilmente terá chance de dobrar qualquer um dos três oponentes do Leste americano em uma final.

Vamos, pois, esperar pelo desenrolar dessa nova novela californiana; de hoje não passa.

Até a noite a gente saberá por quanto tempo Andrew Bynum ficará de molho.

VITÓRIA

Mesmo sem Andrew Bynum, que deixou a partida quando ainda faltavam 6:55 minutos para o final do primeiro quarto, o Lakers derrotou o Memphis.

Com 25 pontos de Kobe Bryant e 24 de Pau Gasol, os amarelinhos de Los Angeles venceram por 115-98.

Mas teve que correr atrás da vitória.

Virou o primeiro tempo atrás no marcador em seis pontos: 61-55.

Ficou bem claro que os jogadores estavam abatidos com o incidente envolvendo Bynum.

IMPORTANTE

O San Antonio fez sua parte mais uma vez. Ontem à noite, bateu o New Orleans em seu AT&T Center por 106-93, a terceira vitória seguida.

O Spurs, atentem a isso, foi o time com melhor desempenho neste janeiro que acabou de findar-se: 12 vitórias e apenas três derrotas.

Além disso, o triunfo foi importante porque os dois times brigam pelo segundo lugar no Oeste. O Spurs tem 14 derrotas; mandou o Hornets para 16.

Com o tropeço, o New Orleans foi suplantado pelo Denver, que é o líder da Divisão Northwest.

Nada menos do que seis jogadores do time texano terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação: Tony Parker (25), Manu Ginobili (22), Michael Finley (20), Matt Bonner (13), Tim Duncan (12) e Roger Mason (10).

REAÇÃO

O Chicago fez sua terceira vitória seguida. Bateu o Phoenix, fora de casa, por 122-111. Resultado justo.

O time da cidade dos ventos parece ter reagido à chacoalhada que o dono da franquia, Jerry Reinsdorf, deu. O patrão afirmou, semana passada, que o atual elenco do Bulls é um “desastre” e que causa “constrangimento” a todos.

E mais: disse que se estivesse sentado em qualquer uma das confortáveis poltronas do United Center, levantaria-se e vaiaria o time impiedosamente.

O recado parece que foi bem entendido.

Depois de ter perdido para o Minnesota, em sua primeira partida de uma excursão de sete jogos longe de casa, o Chicago enfileirou, como disse, três vitórias diante de Clippers, Sacramento e ontem em Phoenix.

COMPETÊNCIA

O “backcourt” titular do Bulls funcionou com a mesma precisão de um relógio suíço. Derrick Rose (foto AP) e Ben Gordon marcaram, cada um, 26 pontos. No total, 52 pontos.

O time não ficou atrás em momento algum da partida.

Na última sexta-feira, o Bulls venceu o Sacramento pela primeira vez na capital californiana desde que Michael Jordan deixou a franquia no final da década de 1990.

Quase dez anos sem vencer o Kings fora de casa.

A chance de o Chicago se classificar para os playoffs é boa. Afinal de contas apenas duas derrotas a mais ele tem em relação ao Milwaukee, o oitavo colocado no Leste.

E, cá para nós, o Bucks não é nada disso.

TRISTEZA

O que falar do Suns?

A sorte do time do Arizona é que o Utah vem mal das pernas, principalmente por causa da contusão de Carlos Boozer, o que enfraqueceu demais o Jazz.

Tivesse completo, e o Phoenix estaria hoje fora do G-8 do Oeste.

Como vimos acima, os armadores do Bulls totalizaram 52 pontos. Sabe quantos tentos Steve Nash e Jason Richardson, juntos, marcaram para o Phoenix? 27.

Mesmo assim, Richardson, um jogador limitado e que vive às custas de seu malabarismo improdutivo, ficou um minuto a mais que Leandrinho em quadra: 33 a 32.

Sabe quantos pontos Leandrinho fez? 32, a sua maior pontuação na temporada.

Dá para entender a teimosia do técnico Terry Porter com Richardson em relação a Leandrinho?

Difícil.

Mas, analisando a questão, o que me ocorre é o seguinte: Steve Kerr, GM do Suns, deve estar obrigando Porter a deixar Richardson em quadra o máximo que for suportável.

Claro, porque se ele for para o banco e de lá sair em alguns (poucos) momentos de uma partida, ou mesmo se atuar apenas no “garbage time” – que, aliás, é o que ele merece pelo que vem produzindo –, como é que Kerr vai justificar a troca feita com o Charlotte e que mandou para a Carolina do Norte Boris Diaw e Raja Bell?!?!?!

Não tem explicação.

E, com isso, quem sofre é o time e seus torcedores.

E Leandrinho também.

NBB

Tenho recebido solicitações de alguns parceiros deste botequim para que o blog venha falar também sobre o campeonato brasileiro de basquete.

Quero dizer a vocês todos que é impossível, para mim, acompanhar todas as competições. Não vejo nem mesmo torneios europeus.

Com esta impossibilidade, resolvi eleger apenas um campeonato para acompanhar bem de pertinho: o da NBA.

E é sobre a liga norte-americana que este blog vai tratar – como vem acontecendo desde que suas portas foram abertas.

Agora, é claro que em momentos importantes de outros campeonatos, a gente pode desviar o olhar para eles também.

Principalmente quando a nossa seleção estiver em quadra.

De qualquer maneira, o espaço de vocês está aberto. Fiquem à vontade para comentar, pois, como já disse, não há qualquer censura neste botequim.

IDÉIA MALUCA

Seguinte, vou revelar o que me passa pela cabeça: estou tentando encontrar um local aqui em São Paulo, onde moro, para que a gente possa fazer uma reunião dos frequentadores deste botequim.

Data: 15 de fevereiro, dia do “All-Star Game”.

Acontece que o número de internautas que acessa o blog é muito grande e isso tem inviabilizado parcerias. Estou, obviamente, fazendo uma estimativa, pois sei que quem mora fora de Sampa não poderá estar presente a esta possível reunião.

Estou batendo em várias portas e a resposta tem sido negativa, sempre.

É muita gente, não temos espaço – é o que tenho mais ouvido. Ou então: não podemos reservar uma área desse tamanho (estou computando cerca de 70 pessoas para o nosso encontro) para vocês.

De qualquer maneira, não desisti ainda de idéia. Tenho ainda mais alguns dias.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , ,
Voltar ao topo