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quinta-feira, 11 de agosto de 2011 basquete brasileiro | 18:54

DISTENSÃO MUSCULAR AMEAÇA TIAGO SPLITTER NO PRÉ-OLÍMPICO

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Tiago Splitter teve uma micro-ruptura num dos músculos da coxa esquerda. Em outras palavras: distensão muscular. Por isso o pivô brasileiro não tem participado dos jogos da seleção brasileira.

Splitter vinha sentindo uma pequena dor no local desde os primeiros treinos da seleção, que começou a trabalhar no dia 5 de julho passado. Por conta desta dor, ficou de fora do Super 4 da Venezuela, semana passada, torneio vencido pelo Brasil.

Na última terça-feira, durante o treino noturno no Paulistano, Splitter sentiu uma fisgada no local. Ou seja: uma dor mais forte.

Imediatamente parou de treinar. Deixou o local de treinamento e foi fazer uma ressonância magnética que constatou a lesão muscular.

Distensão é uma praga. Enquanto não houver cicatrização do músculo rompido o jogador tem que ficar de molho.

No caso de Splitter (foto), como a ressonância mostrou ser uma lesão mínima, o departamento médico da CBB estima que o pivô brasileiro vá ficar cerca de dez dias se tratando.

Neste período, fará tratamento três vezes ao dia: manhã, tarde e noite.

Hoje é dia 11. O tratamento começou na terça-feira à noite, dia 9. Se tudo correr bem, lá pelo dia 20 Tiago vai receber alta e poderá entrar em quadra novamente para treinos físicos e com bola.

O tempo é suficiente para que Splitter esteja apto para participar normalmente do Torneio Pré-Olímpico, que acontecerá em Mar del Plata (Argentina), de 31 de agosto a 11 de setembro.

Sem as presenças de Nenê Hilário, Anderson Varejão e Leandrinho Barbosa, Splitter tornou-se a nossa maior esperança dentro das quadras. Esperança de que nosso selecionado consiga uma vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

Se você não se lembra ou não sabe, eu conto: a última vez que o Brasil participou das Olimpíadas foi em Atlanta-96, ano em que Oscar Schmidt se despediu da seleção brasileira.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Sem categoria | 00:35

REPRESENTANTE DOS JOGADORES DIZ QUE TEMPORADA PODE NÃO ACONTECER

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Billy Hunter, diretor executivo da associação dos jogadores, disse na tarde desta quinta-feira acreditar que toda próxima temporada da NBA será cancelada. Uau, será?

“A situação mudou”, disse Hunter (foto) referindo-se ao fato de que novos proprietários de franquias estão pressionando para que a NBA não ceda de jeito nenhum em sua proposta de renovação do acordo salarial. “Nos últimos seis, sete anos, um novo grupo de proprietários, que pagou um bom dinheiro por suas franquias, agora só faz pressionar”.

E estariam errados?

Segundo Hunter, a diferença entre as propostas segue ainda muito grande. A associação dos jogadores apresentou uma proposta abrindo mão de US$ 100 milhões no acordo salarial. Os patrões começaram pedindo redução de US$ 1 milhão, baixou para US$ 900 milhões e chegou nos atuais US$ 800 milhões.

E os jogadores, pelo menos até o momento, não “melhoraram” sua oferta. Ao contrário: parece não estar nem aí, pois a cada dia que passa um novo jogador assina com uma equipe europeia.

MAIS UM…

Na última quarta-feira foi a vez de Jordan Farmar, ex-armador bicampeão com o Lakers, atualmente no New Jersey Nets. Farmar assinou com o Maccabi Tel Aviv por uma temporada e os valores não foram revelados.

Farmar não estará ocupando vaga de estrangeiro. Isso porque ele é judeu, assim como Jon Scheyer, ex-armador da universidade de Duke, que será seu companheiro de equipe.

O time israelense soltou o seguinte comunicado sobre a contratação de Farmar: “O técnico David Blatt falou com Farmar várias vezes e ficou impressionado com seu intenso desejo de atuar pelo Maccabi Tel Aviv na frente do público israelense e contribuir tanto quanto possível. Graças à sua profunda raiz judaica e sua habilidade com uma bola de basquete, o Maccabi Tel Aviv decidiu aceitá-lo de braços abertos”.

PERGUNTA

Pois é, os jogadores estão se ajeitando. Nem todos, é certo. Mas eu estou curioso: até onde isso irá? Será que realmente esse “cada um por si, Deus por todos” não afetará a unidade entre os jogadores, como disse David Stern, comissário da NBA?

POR AQUI…

Por falar nesse movimento de saída dos jogadores dos EUA, Anderson Varejão esteve no Arena SporTV e declarou que se a temporada na NBA for mesmo pro espaço, ele considera a possibilidade de jogar no Brasil novamente.

Caramba, que bacana!

Aí eu fico me perguntando: por que os demais não fazem o mesmo? Nenê Hilário, Leandrinho Barbosa e Tiago Splitter jogando o NBB?

Seria muito legal; pra nós e pro nosso basquete. Já pensaram o gás que eles dariam para o nosso basquete interno?

A Globo, que detém os direitos de transmissão do torneio nacional, com certeza teria todo o interesse de mostrar partidas no domingo pela manhã do nosso campeonato. Eles estariam nos principais noticiários da nossa mídia e consequentemente nossos times ganhariam muito com isso, pois não seria tão difícil assim arrumar patrocinadores com o bolso mais cheio.

Afinal de contas, somos hoje a sétima economia do planeta, não vivemos a crise que castiga os EUA e a maioria dos países do oeste europeu; enfim, tem dinheiro na praça.

Eu não sei como é que ninguém não fez até agora um projeto e apresentou para o pessoal do NBB, para a Globo, para os times…

Ai, meu Deus!

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 12 de julho de 2011 Seleção Brasileira | 17:11

QUANTO MAIS LEANDRINHO FALA, MAIS ESQUISITO FICA

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Leandrinho Barbosa esteve nesta terça-feira no programa “Arena SporTV”. Concedeu entrevista também ao diário “Lance!” Em ambas as situações, deixou claro que em nenhum momento formalizou pedido de dispensa para a CBB.

Apenas disse que a entidade sabia que ele estava machucado no pulso. “Não, eu não informei a CBB, mas eles sabiam que provavelmente eu não iria para a seleção brasileira”, disse Leandrinho, com todas as letras ao “Lance!”.

Ao SporTV, afirmou outra coisa: “Eu queria me apresentar, mas a CBB disse que eu não precisaria me apresentar, que era preciso apenas eu mandar um e-mail especificando que eu estava com problemas pessoais. Por que eu disse ‘problemas pessoais?’ Por eu estar machucado, não é interessante eu falar pra todo mundo que eu estou machucado, até mesmo para o meu marketing não seria legal. Por isso eu coloquei como ‘problemas pessoais’.”

Esquisito, não é mesmo?

Conversei com Wanderley Mazzuchini, diretor das seleções masculinas da CBB, na tarde desta terça-feira. Ele me disse estar surpreso com as declarações do ala-armador Leandrinho Barbosa. Segundo Wanderley, uma pessoa que eu conheço há muito tempo e que sempre teve conduta irretocável, em nenhum momento o jogador falou pra ele ou para qualquer membro da CBB que estava lesionado.

“Na quarta-feira (dia 29), antes de eu viajar para o Mundial da Letônia, eu liguei para o Leandrinho e ele me disse que não iria se apresentar”, contou-me Wanderley, “mas ele não me disse por quê. Não me falou nada de lesão”.

A afirmação de Wanderley, no entanto, vai ao encontro da declaração de Leandrinho, que afirmou que a CBB já sabia que ele não iria participar do Pré-Olímpico.

“Quando ele me disse isso, eu só pedi que ele formalizasse o pedido de dispensa”, disse-me Wanderley. “Mas volto a dizer: em nenhum momento ele disse que estava lesionado, apenas me disse que não iria se apresentar”.

Depois, Wanderley citou o caso do ala-pivô Anderson Varejão, que quando foi convocado afirmou que estava se recuperando de cirurgia no pé e que por isso não estaria no Pré-Olímpico. A entidade, segundo o dirigente, colocou-se à disposição do capixaba para ajudar no processo de recuperação, mesmo sabendo de sua impossibilidade de jogar a competição.

“Ele (Varejão) está contundido, mas chegou hoje (terça-feira) a São Paulo para fazer tratamento com a gente”, disse Wanderley. “Vai estar integrado ao grupo, isso é muito importante. Se o Leandrinho tivesse dito pra gente que estava lesionado, a gente iria providenciar tratamento fisioterápico pra ele, como fizemos com o Varejão. E ele estaria também com o grupo, o que seria muito legal”.

Segundo Wanderley, a situação causa espanto porque em março passado Leandrinho afirmou ao técnico Rubén Magnano que não jogaria o Pré-Olímpico se fizesse cirurgia na mão e/ou não resolvesse sua questão contratual com o Toronto Raptors.

“Mas ele não fez a cirurgia e estendeu o contrato com o Toronto”, disse Mazzuchini. “Então, não havia motivos para ele não se apresentar, pois tinha resolvido seus problemas”.

Na entrevista ao “Lance!”, Leandrinho afirmou que seu problema na mão é crônico. “Ele (não disse quem é esse ELE) falou pra mim: pegar na bola no mínimo em setembro. Aí eu falei: tem certeza, não tem uma possibilidade de eu voltar antes? Aí ele falou: meu, é pro seu bem. Aí é você que decide. E a minha carreira estava em jogo em termos de contrato”.

Não é bem assim: a carreira de Leandrinho não estava em jogo em relação ao Toronto em termos de contrato. Ele tinha a opção de estender ou não o contrato com o time canadense, pelo qual ele vai ganhar na próxima temporada US$ 7,6 milhões. Jogando ou não o Pré-Olímpico, ele estenderia o contrato com o Toronto e ponto final.

Como tenho dito aqui, ninguém é obrigado a servir a seleção brasileira. Mas não dá para ficar com um pé em duas canoas.

Leandrinho deveria ter deixado claro sua situação. Não deixou. E quanto mais tenta explicar seu pedido de dispensa, mais ele se contradiz.

“O Nenê não tem medo de levar porrada”, disse-me Wanderley. Segundo ele, o pivô do Denver jamais enrolou a CBB. “Ele manda um comunicado pra gente e ponto final. E eu sei que ele tem seus motivos, pois sei como é o mundo da NBA”.

Por fim, Wanderley disse: “Fábio, jogar na seleção tem que ser por prazer. Eu cheguei a pagar passagem do meu bolso pra jogar pela seleção. Se não tem esse prazer, não precisa mesmo se apresentar”.

E eu concordo. Seleção não é serviço militar, algo obrigatório. Se não há prazer, que se fique de fora; se há problemas maiores a serem resolvidos, que se fique de fora.

Mas, por favor, que isso seja dito com todas as letras e que não se embrome ninguém.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

domingo, 10 de julho de 2011 NBA, basquete brasileiro | 13:09

POR QUE NÃO O BRASIL COMO ALTERNATIVA?

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Parece mesmo que a próxima temporada da NBA está indo para o espaço. Segundo Deron Williams, boa parte dos jogadores da NBA está arrumando as malas para jogar na Europa. Ele mesmo acabou de assinar um contrato com o Besiktas para ganhar US$ 5 milhões por uma temporada.

D-Will afirmou que Kobe Bryant possa ser seu companheiro na equipe turca. Ou então, se isso não for possível, Black Mamba pode ir para a China. “Lá ele é o cara”, disse D-Will, que jogou ao lado de Kobe nos Jogos de Pequim, em 2008.

Eu estive em Pequim e vi o que Kobe fez. Era um popstar de primeira grandeza.

Deron disse que não conversou com Kobe, mas, sem mencionar, afirmou que manteve contato com dez, talvez 15 jogadores que se mostraram dispostos a jogar fora dos EUA na próxima temporada.

Destino? Europa. Segunda opção? Ásia. Terceira? Quem sabe Oceania. Quarta? Não tem.

Digo isso porque, infelizmente, ninguém cogita a possibilidade de jogar no Brasil. Nem mesmo os brasileiros. Um pena.

Completamente desestruturado na modalidade, o Brasil não tem como atrair nenhum jogador da NBA. Nem mesmo aqueles mixurucas, que ganham o salário mínimo, que participam do “garbage time” de uma partida.

Nossos ginásios são uma porcaria, nosso campeonato é capenga e o basquete não interessa pra ninguém. Uma pena.

Vivemos uma época da ditadura dos institutos de pesquisa. Eles saem à rua e perguntam: que esporte você mais gosta?

Não preciso responder que é o futebol, mas se você não sabe eu respondo: futebol.

Por conta disso, a mídia investe no futebol. Dedica 90% de seu espaço esportivo para o futebol. Os 10% restantes são repartidos entre os outros esportes.

E como o dinheiro é o que conta, a mídia, de uma maneira geral, não está preocupada em fazer jornalismo e investir seu espaço em todas as modalidades, educar o povo.

Investe no futebol porque o futebol é o que interessa, porque o futebol carrega consigo um baú de dinheiro, dinheiro esse que as empresas de comunicação estão de olho, pois vivemos em um mundo capitalista e o capitalismo vê a questão dessa maneira.

Mas se houvesse um mínimo de estrutura, poderia se pensar em um plano mirabolante, desses que o LAOR, presidente do Santos, consegue arquitetar a ponto de endurecer a saída de Neymar para o futebol europeu.

Se houvesse uns dez ginásios no Brasil semelhante à Arena HSBC no Rio, o Pedrocão, em Franca, e o ginásio do Minas Tênis, em BH, a gente poderia até pensar em um plano mirabolante, como disse, para criar uma liga e atrair alguns dos jogadores americanos.

É certo que a Europa é o foco deles. O Velho Continente está mais próximo, é um mundo fascinante em se tratando de cultura e lazer e a segurança lá não se compara com a daqui. Sem contar que os europeus têm mais dinheiro do que a gente para investir no esporte.

Mas se o Brasil tivesse arenas, boa estrutura, poderia ser uma alternativa de trabalho para os jogadores da NBA que enfrentam o locaute neste momento.

Mas como pensar em um projeto para arrecadar milhões de reais da iniciativa privada se não temos ginásios disponíveis para o jogo? Ginásios com piso adequado, tabelas descentes, vestiários dignos e sala de imprensa apropriada? E mais: com estrutura para que uma rede de televisão instalasse suas câmeras para transmitir o jogo.

Mas que tal sonhar? Vamos pensar em algumas reformas e, quem sabe, poderíamos usar também o Maracanãzinho, o Ibirapuera, a arena de Barueri, o Nilson Nelson em Brasília e o Mineirinho em BH. Eles se juntariam à Arena HSBC, ao ginásio do Minas e ao Pedrocão.

Poderíamos ter um campeonato assim:

Flamengo – Arena HSBC
Outro time grande do Rio – Maracanãzinho
Franca – Pedrocão
Corinthians – Ibirapuera
Palmeiras – Barueri
Brasília – Nilson Nelson
Um time grande de BH – Mineirinho
Minas – Minas Tênis

Consegui arrumar oito equipes.

Mas não posso me esquecer de Uberlândia, Joinville, Bauru e Pinheiros. São equipes fortes, que investem na modalidade. Mas que, infelizmente, não têm ginásios para comportar um jogo que venha receber atletas da NBA.

Mas, de repente, um LAOR da vida aparece no basquete e consegue dar uma “arrumada na casa”. Às pressas, melhora as instalações dos ginásios dessas quatro equipes.

Assim, teríamos 12 times. Já pensaram? Um campeonato com 12 equipes, turno e returno, onde quatro se classificariam para os playoffs. Mas se alguém tiver uma ideia melhor, que diga.

A gente conseguiria repatriar Nenê Hilário, Anderson Varejão, Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa. Quem sabe trazer para o Brasil dois jogadores da NBA por equipe.

Teríamos mais 24 atletas da liga norte-americana, num total de 28 contando os quatro brasileiros mencionados.

Quais jogadores poderiam atuar no Brasil? Deixo para vocês sugerirem.

Usem a imaginação e me digam quem vocês trariam para disputar a quarta edição do NBB.

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sábado, 2 de julho de 2011 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 17:39

O SEGURO E O TORNEIO PRÉ-OLÍMPICO

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Conversei há pouco com Marcelo Maffia, responsável pela carreira de Tiago Splitter e Paulão Prestes, entre outros jogadores. Conversamos sobre pontos importantes, como o locaute na NBA e o Pré-Olímpico. E, claro, sobre Paulão.

Sobre o locaute na NBA, Maffia disse-me que os seguros que os jogadores terão de fazer para jogar o Pré não são tão altos como eu imaginava. “Deve ser algo em torno de US$ 50 mil”, disse Maffia.

Ou seja, quando Dirk Nowitzki pagou do próprio bolso um seguro para participar do Pré-Olímpico que definiu seleções para os Jogos de Pequim, deve ter gasto algo em torno de US$ 5 mil. Na época, o alemão tinha acabado de amealhar US$ 16,3 milhões do Dallas.

Mesmo esses US$ 50 mil de seguro para participar do Pré-Olímpico não é muito se cotejado com os salários astronômicos que as estrelas ganham na NBA.

Não é o caso, é bom que se diga, de Splitter, que apenas terminou seu primeiro ano na liga norte-americana e faturou apenas US$ 3,4 milhões. “Apenas”, claro, se comparado por exemplo com os US$ 17,2 milhões que Nowitzki faturou em sua bem-sucedida temporada, quando conquistou seu primeiro título de campeão.

Se quiserem, disse eu a Maffia, as estrelas milionárias da NBA podem pagar do próprio bolso esse seguro. “Duvido que isso aconteça”, respondeu ele.

Maffia acredita, isto sim, que as confederações paguem os seguros de suas estrelas. No caso da CBB, o investimento seria apenas em Leandrinho Barbosa e Tiago Splitter. Anderson Varejão está lesionado e não tem condições de jogar, enquanto que Nenê Hilário pediu dispensa.

Não seria um absurdo tal “investimento”, pois se o Brasil conseguir uma das duas vagas para Londres-12, ficará mais fácil, por exemplo, renovar o patrocínio com a Eletrobrás e o Bradesco, seus dois únicos parceiros onde o relacionamento envolve dinheiro. E ficará mais fácil também encontrar outros parceiros.

Vale, portanto, o investimento.

PREOCUPAÇÃO

Patrick Baumann, secretário da Fiba, disse neste sábado estar preocupado. Isso porque ele teme que as confederações não banquem esses seguros.

“Temo que os atletas resolvam não participar dos torneios (Pré-Olímpico) e que as federações não consigam bancar os custos adicionais”, disse Baumann. “Espero que esta situação não tenha efeito negativo em nossos torneios. Faremos tudo o que for possível para ajudar os jogadores e as federações em seu desejo de classificação para Londres”.

PAULÃO

Voltando ao papo com Maffia, ele me contou que Paulão Prestes acabou de participar de treinamentos com o Minnesota treinando. Houve até treinos especiais para o pivô brasileiro, que deverá estar em Mar del Plata.

Esses treinos foram para Paulão para ganhar mais corpo, melhorar agilidade; enfim, os treinadores do Wolves investiram em Paulão.

Mas não será agora que este paulista de Monte Aprazível estará jogando na NBA. “Com a questão do locaute, Paulão vai ficar mais uma temporada na Espanha”, disse Maffia.

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quarta-feira, 29 de junho de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 14:21

CRÍTICAS MERECIDAS?

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O assunto me cansa, mas vejo que não cansa a maioria. Cansa-me porque a situação pra mim é muito clara — aliás, já comentei isso aqui.

Essa história do patriotismo argentino conflitando com o “pouco caso” dos brasileiros em relação ao selecionado nacional precisa ser analisado com mais profundidade. Analisar a situação superficialmente corre-se o risco de se ser superficial e, consequentemente, não atacar o âmago da questão.

Vamos olhar em retrospecto. Ano: 2007. Competição: Pré-Olímpico de Las Vegas (EUA).

O torneio garantia vaga para os Jogos de Pequim. Apenas Luis Scola e Carlos Delfino, jogadores da NBA, apareceram para a competição. Manu Ginobili, Fabrício Oberto e Andres Nocioni não deram as caras.

Nosso selecionado foi completo. Até com Nenê, o que acabou por marcar sua última participação com a camisa do selecionado brasileiro.

Repito: Ginobili, Nocioni e Oberto não foram participar da competição qualificatória no Estado de Nevada. E não me lembro de ter lido qualquer manifestação de repúdio aos jogadores argentinos em seu país. Nem aqui no Brasil.

Os torcedores de lá entenderam a situação, respeitaram a decisão dos jogadores da NBA. E sabiam que se a vaga não viesse (mas veio) haveria a possibilidade do Pré-Olímpico Mundial, que foi disputado na Grécia.

Fosse aqui, logo depois de ter conquistado uma medalha de ouro olímpica (os argentinos eram os campeões olímpicos, lembram-se?), a maioria dos torcedores brasileiros iria dizer: “Bando de mascarados, só porque conquistaram a medalha de ouro fica se achando. Quem esses caras pensam que são?”

Infelizmente, somos assim. Não respeitamos decisões particulares que conflitem com nossas expectativas. Não sabemos nos frustrar. Quando somos frustrados, partimos para a violência física e/ou verbal.

E quando acionamos nossa metralhadora giratória, atingimos a tudo e a todos sem pensar em consequências. E elas existem.

Ou vocês, como disse, acham que os caras não ficam sabendo o que nós dizemos sobre eles? E quando digo nós, refiro-me a TODOS nós: torcedores, jornalistas e cartolas. E quando falo em torcedores, coloco nesse balaio ex-jogadores.

Os que me conhecem sabem o quanto admiro e respeito Oscar Schmidt por tudo o que ele fez para o nosso basquete. Mas eu acho que ele comete um equívoco muito grande quando ele ataca os jogadores brasileiros que atuam na NBA.

E volto a dizer o que o Oscar me disse certa vez: “Se a NBA pagasse mais do que eu ganhava na Itália eu ia para a NBA”. Ele me disse isso! Infelizmente, não tenho a gravação desta fala, para postar aqui nesse blog para que vocês ouvissem.

Ou seja: se a NBA pagasse a ele o que ele queria, ele iria para a NBA e nunca mais teria vestido a camisa da seleção brasileira, pois naquela época os profissionais não podiam jogar nas Olimpíadas e Mundiais.

Oscar estaria cometendo um erro? Estaria traindo a pátria? Claro que não: ele tinha mesmo que cuidar de sua vida.

Eu até entendo quando se critica Nenê. De fato, ele não tem jogado em nossa seleção. Isso provoca frustração em todos nós e quando nos frustramos a gente sabe muito bem o que acontece.

Os motivos dele, para mim, são justificáveis, mas entendo também quem pensa o contrário por entender que ele deveria se esforçar um pouco mais para vestir a nossa camisa.

Leandrinho Barbosa: ele de fato “pisou na bola” uma vez ao não se “proteger” dos torcedores e da mídia ao participar de um jogo de futebol em Nova York logo depois de ter pedido dispensa da seleção que iria disputar o Pré-Olímpico de Atenas por causa de uma contusão no joelho direito. Mas depois disso, que eu me lembro, ele esteve em todas as convocações.

Aí eu leio manifestações de torcedores criticando Anderson Varejão. Varejão??? Caramba, não me lembro de ele ter recusado convocação para torneio importante.

Já vi até críticas a Tiago Splitter. Pode? Tanto pode que criticaram também.

Então, volto a perguntar: vocês acham que os caras não ficam sabendo dessas críticas, a maioria delas, a meu ver, gratuitas? Claro que ficam.

E os caras, a meu ver também, têm todo o direito de se indignar com ataques pra mim muitas vezes gratuitos, digo uma vez mais. E devem pensar: “Pra que vestir a camisa da seleção? Pra correr o risco de perder e ser chamado de mercenário e ‘americano’? Vale a pena?”

Volto a dizer: os argentinos idolatram e reverenciam seus ídolos. Nós, ao contrário, adoramos atacar. Como costumo dizer, o exercício favorito do brasileiro é acordar de criticar o Pelé.

O argentino faz isso com Maradona? Não; ao contrário, tratam o ex-jogador com deus. Aliás, é o apelido dele.

Ah, o Pelé fala muita bobagem, alguém pode dizer. Mais do que o Maradona?

Não estou dizendo que eles estão fazendo isso, mas se um desses atletas der um pé na bunda da seleção, a gente tem que entender. Nós não merecemos que eles vistam nossa camisa.

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sábado, 25 de junho de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 13:17

AINDA O CASO NENÊ – ÚLTIMA PARTE

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Mister M postou uma opinião interessante neste botequim. Disse ele:

“O cara (Nenê) chega no Brasil e fica sabendo que na entrega de premiações desceram o pau nele (Kouros Monadjemi, presidente da LNB) para toda imprensa presente… Quer que o cara reaja como? Baixe a cabeça e (enfie) o rabo entre as pernas e faça conforme esse ditadorzinho manda? Negativo meu chapa… Tem que ser bem tratado… É estrela? É! É o nosso melhor jogador? É!… Então cativa senão perde… É simples papai! Não joga pra quem não te valoriza… Essa banca dele tem seus motivos e todos nós sabemos… Chega de ser sacaneado por essa federação bagunçada que desce a ripa no jogador e depois quer passar a mão? Ele mostrou que não é moleque e merece respeito… Se continuar essa avacalhação sou a favor até mesmo de nunca mais ele jogar e ponto final…”

Taí, concordo com a opinião de Mister M.

Do nada, Monadjemi jogou um tijolo no peito de Nenê. A troco? A convocação nem havia sido feita. Nenê nem tinha se manifestado se ia ou não ia. De repente, numa festa de entrega de prêmio do NBB, o presidente da liga vem e manda essa tijolada no peito do Nenê.

E mais: vocês acham que os jogadores não leem jornais, revistas, os blogs? Vocês acham que os caras não leem os comentários dos internautas? Claro que leem!

O que se desce a lenha nos brasileiros aqui e em outros botequins não é brincadeira. Eu chamei Tyson Chandler de horroroso e fui esculhambado por um monte de gente. Se eu falasse o mesmo do Anderson Varejão, duvido que haveria uma histeria como houve no caso do Chandler.

Noticiamos aqui no iG que Varejão está na mira do Lakers e veio muitas manifestações do tipo: pelo amor de Deus esse cara não, é horroroso. Se fosse o Chandler na mira do Lakers, talvez as manifestações fossem assim: “Que ótimo, defende muito”. Mais do que Varejão? Nem se o Varejão jogar com uma mão amarrada Chandler defende mais do que o capixaba.

Falei aqui que o Nenê era melhor que o Zach Randolph e só faltaram me apedrejar — e naquela época era melhor mesmo mais eficiente. Disse que Nenê engoliu Kendrick Perkins no confronto do Denver contra o OKC e muitos ficaram indignados; xingaram-me a valer.

Muito se fala que os argentinos não se negam a jogar pela seleção de seu país, que têm orgulho de vestir a camisa alviceleste. Verdade; mas veja como eles são tratados por lá. Os argentinos têm igualmente orgulho de sua gente.

Maradona é tratado como deus, maior do que Pelé. Se bobear, eles devem achar Manu Ginobili melhor do que Michael Jordan. Você não vê o torcedor argentino falando mal de um atleta argentino.

Eles adoram sua gente. Diga para um argentino que Dwyane Wade é melhor que Ginobili. É comprar briga na certa.

Aqui, a maioria acha Perkins melhor que Nenê. Se fosse comparar Dwight Howard com Nenê, tudo bem, vamos deixar o orgulho de lado para não perder o senso crítico, pois DH é mesmo muito melhor que Nenê. Mas Perkins!

Então, é presidente do NBB que desce a lenha, torcedor que esculhamba (nem todos, é bom que se diga), tudo isso, o jogador lê e deve pensar: o que eu vou fazer lá? Os caras não gostam de mim. Na primeira derrota o mundo desaba na minha cabeça.

Depois que vê tudo isso, o cara, que tem que resolver o futuro dele na NBA e que está com um filho quase nascendo, pega um pedaço de papel e uma caneta e pede dispensa da seleção.

Simples.

Vamos refletir isso.

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quinta-feira, 23 de junho de 2011 NBA | 11:47

VAREJÃO NO LAKERS? É DIFÍCIL

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A notícia não poderia ser melhor: o Lakers está de olho em Anderson Varejão. Não que o capixaba esteja arrancando suspiros de Mitch Kupchak ou mesmo de Kobe Bryant, o dono do time em quadra.

Quem quer levar Varejão para o Lakers é o técnico Mike Brown.

E por que ele sugere o brasileiro para o “front court” angelino? Provavelmente porque a saída de Pau Gasol ou Andrew Bynum seja inevitável para que o Lakers comece a mudar sua cara.

Ou então, porque ele quer ver a energia de Varejão contagiando o Lakers, um time apático, sem vida, amorfo nos playoffs da última temporada, que, vocês bem se lembram, foi varrido pelo Dallas nas semifinais do Oeste.

Varejão tem garantindo para a próxima temporada US$ 7,7 milhões. Para contratá-lo o time da Califórnia tem que abrir mão de um jogador que custe algo assim.

Lamar Odom vai receber US$ 8,9 milhões em 2011/12. A conta não fecha; o Cavs teria que compensar com dinheiro ou outro jogador de pequeno porte, que o Lakers pegaria, pagaria a multa e o dispensaria se não houvesse interesse.

Bynum? Ele ganhará US$ 15,1 milhões no próximo torneio. Gasol? US$ 18,7 milhões. Quase impossível envolver qualquer um dos dois no negócio.

Ou seja, não será fácil o Lakers levar Varejão para Los Angeles. Isso sem contar que Byron Scott, treinador do Cavs, já disse várias vezes que o brasileiro é um jogador-chave para a montagem de sua equipe para os próximos anos.

Seria muito legal a gente ver um jogador brasileiro no Lakers. Mas se ele for mesmo pra LA, ficará muito claro que a franquia está apoiando incondicionalmente Mike Brown.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 NBA | 19:48

TREINADORES: HUMILDES, GENIAIS E DEMITIDOS (SLOAN)

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O Cleveland segue partindo nossos corações. Até onde vai isso? Quando vai acabar esta agonia? Com a derrota de ontem, em casa, diante do Detroit Pistons, 103 a 94, o time de Ohio chegou ao seu 26º revés consecutivo.

Além de ser o maior na história da NBA, O Cavs iguala-se ao Tampa Bay Buccanners, time da NFL (liga de futebol americano), que perdeu 26 partidas seguidas na temporada 1976/77.

Amanhã, sexta-feira, o time recebe o Clippers em sua Q Arena. Deverá estar lotada, como na derrota para o Detroit. O compadecimento dos fãs do Cavs com o time é comovedor. Não há vaias estrepitosas, ninguém arreda pé do ginásio até a buzinada final. Todos estão apoiando o time.

Se o Cavs não bateu o Detroit, quem garante que ele vai vencer o Clippers? Ninguém. Eu mesmo não tenho esperança de que isso vá ocorrer. Pra mim, o time californiano vai afundar ainda mais o Cavs.

Amanhã veremos a 27ª derrota seguida da franquia. Entrará para a história pela porta dos fundos. Recorde vexatório. A franquia com mais derrota em toda a história do esporte americano.

Os jogadores têm que pensar nisso. Eles não podem aceitar este tópico em seus currículos. É humilhante demais.

Ter igualado o pior recorde já foi dolorido, ultrapassá-lo seria o fim da linha.

CULPADO

Quem é o culpado disso tudo?

É certo que o time perdeu LeBron James. Muitos, inclusive eu, não conseguiram dimensionar o tamanho do jogo de LBJ e sua importância na equipe. Foi King James picar a mula e o Cleveland definhar.

É certo também que contusões também atrapalharam. O time está jogando sem Anderson Varejao, Mo Williams e Leon Powe. Muita coisa para um time ruim.

Mas o grande culpado disso tudo atende pelo nome de Dan Gilbert. Já disse aqui algumas vezes que ele não soube escolher gente certa para o lugar certo.

Danny Ferry como GM do time foi um fiasco. A escolha de Mike Brown para treinador também. Atletas contratados para tornar o Cavs uma franquia competitiva se revelaram desastrosos.

Tudo isso fez LeBron James ir embora. E a partida de LeBron colocou o Cavs neste buraco onde hoje ele se encontra.

TRANQUILO

Byron Scott, técnico do Cleveland, se diz tranquilo em relação ao cargo. “Tenho muita confiança no que estou fazendo”, disse Scott. “Sei que sou o cara certo para este emprego. Obviamente que precisamos melhorar como time, mas eu sei que sou o cara certo para este trabalho”.

E prosseguiu o treinador: “Ficamos tristes quando sentimos que podemos ganhar e aí acabamos perdendo. Estamos descontentes com a maneira como as coisas estão indo. Mas não há nenhuma indicação que eu corra qualquer risco (de perder o emprego)”.

Byron Scott (foto AP) decepciona. Eu esperava mais dele. Mas, analisando com cuidado, a gente vê que não há muito o que ele pode fazer. LeBron é passado; Varejão, Mo e Powe estão lesionados. E o elenco é fraquíssimo.

Eu, se fosse Dan Gilbert, não colocaria em risco jamais o cargo de Scott. Ele já mostrou que é capaz. Eu se fosse Gilbert venderia a franquia.

RODADA

O San Antonio venceu mais uma. Desta vez foi contra o Raptors, em Toronto: 111 a 100. O time texano segue sendo a melhor equipe do campeonato, muito bem dirigida por Gregg Popovich.

Popovich segue seu criterioso projeto de desenvolvimento de Tiago Splitter, o que nos deixa muito animados, pois o futuro do catarinense está garantido. Vejam, por exemplo, o que o treinador preparou para o nosso Tiago nos dois últimos jogos: num deles, contra o Detroit, Tiago jogou 45 segundos; noutro, contra o Toronto, 15 minutos.

Popovich revoluciona. Seu plano para Splitter é vanguardista. Nunca ninguém fez nada igual. E não é para mentes vulgares; é para mentes brilhantes. Não tente entender se fosse não tiver intelecto capaz.

Eu, por exemplo, jornalista de QI baixíssimo, não consigo entender o que isso significa. Nem me atrevo. Mas deve significar algo muito bom — e  bom para Splitter.

Fico olhando para o “box score” dos dois jogos e fico apatetado com o que vejo: no dia em que Tiago jogou 45 segundos, pegou um rebote e mais nada; no dia que ele jogou 15 minutos fez seis pontos e oito rebotes.

Dá pra entender? Se você tiver QI avançado, como o de Popovich, vai entender. Caso contrário, faça como eu: nem tente.

E pra não fazer feio na frente dos outros, diga que Popovich é genial, que ele elaborou um plano coerente e contundente para Tiago Splitter e que o nosso barriga-verde será um dos maiores de todos os tempos porque segue à risca o que este gênio do basquete, talvez comparado a Leonardo da Vinci (se é que dá para comparar), elaborou para ele.

APOSENTADORIA?

A notícia acabou de ser dada: Jerry Sloan pediu demissão do Utah Jazz. O motivo principal é que ele perdeu o controle do time. Brigou com Deron Williams e foi nocauteado.

Dentro da franquia havia a certeza de que D-Will, que será “free agent” ao final da próxima temporada, se mandaria de Salt Lake City caso Sloan fosse mantido no cargo.

Típico caso de jogador que derruba treinador. D-Will é genial, já disse isso aqui. É para mim o melhor armador da NBA na atualidade. Mas não é a primeira que ele apronta nesta temporada.

Ainda na “pré-season”, humilhou o novato Gordon Hayward por causa de um mau posicionamento dele num ataque do Utah. Gritou com o garoto de Butler e o ginásio inteiro ouviu.

Agora, o que se comenta é que ele deu esta rasteira em Jerry Sloan (foto Getty Images). Se verdade, lamentável.

Sloan fez muito pela franquia. Não podia ser tratado desta maneira pelos proprietários. Se D-Will derrubou hoje Sloan, amanhã ele derruba outro.

Repito: se verdade (se verdade), o Utah Jazz escolheu o caminho errado. Ser humano que tem esse tipo de comportamento só merece desprezo.

Mas vamos aguardar os fatos para ver o que de fato ocorreu.

Notas relacionadas:

  1. A SITUAÇÃO DE LEBRON
  2. LONGE DOS HOLOFOTES, MAS EFICIENTES
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 NBA, Seleção Brasileira | 21:29

VAREJÃO E LEANDRINHO DE FORA: QUAL SERIA A SOLUÇÃO PARA O SELECIONADO BRASILEIRO?

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E começa a acontecer o que a gente temia: a seleção brasileira parece mesmo que terá desfalques para o Pré-Olímpico de Mar del Plata. O torneio argentino será disputado de 30 de agosto a 11 de setembro e será classificatório para os Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem.

Anderson Varejão fará uma cirurgia no tornozelo direito neste próximo sábado. Será em Charlotte, Carolina do Norte. Tempo de recuperação: três a quatro meses. Leandrinho Barbosa declarou em Toronto que está cansado. Precisa descansar. Por isso, não deverá comparecer ao Pré-Olímpico.

Bem, sobre Varejão (foto Fiba) não há mesmo o que fazer. Vai ter que entrar na faca. Não tem jeito. Mas eu, se fosse ele, faria a cirurgia no Brasil. Nossa medicina esportiva é avançadíssima. Nossos cirurgiões manejam o bisturi como poucos e nossos fisioterapeutas sabem a dose correta do remédio pós-operatório.

Por isso, creio que se ele optasse por fazer a cirurgia aqui, retornaria antes do tempo. Além disso, estaria em casa, ao lado da família.

Por que não aqui? Sei lá, isso me cheira a imposição do Cleveland.

Varejão poderia fazer sua recuperação no São Paulo ou no Santos. Ou mesmo no Cruzeiro ou no Atlético Paranaense. Isso sem falar no Internacional e no Grêmio.

Enfim, aqui seria muito melhor.

De todo o modo, o tempo previsto parece, matematicamente falando, suficiente para ele jogar o Pré-Olímpico. Entra na faca no dia 12 de fevereiro e se o tempo estimado for de quatro meses (o máximo), no dia 12 de junho ele estará tinindo. Teria um mês e meio para recuperar a forma e participar do Pré.

Mas aí entra o Cleveland novamente. E eu pergunto: será que os caras vão liberar Varejão para o torneio? Sei não. O capixaba vai receber no próximo campeonato US$ 7,7 milhões. É um dos principais jogadores da franquia. Quando o time entra em quadra, ele é o último a ser apresentado, numa clara demonstração de seu prestígio.

Por tudo isso, sinceramente, acho que o Cavs vai vetar a participação de Anderson no Pré da Argentina.

Quanto a Leandrinho, ele tem todo o direito de descansar. Jamais recusou uma convocação. Sempre esteve presente, dando o melhor de si. Não tem férias regulares há um bocado de tempo.

Vejam só: ano passado participou do Mundial da Turquia; este ano terá o Pré-Olímpico; e o ano que vem, tomara, os Jogos Olímpicos. Ou seja: três anos sem poder dar descanso ao corpo.

E não se esqueçam de uma coisa: assim como Nenê Hilário, Barbosa tem a opção de exercer ou não seu contrato na próxima temporada com o Raptors. Tem garantido US$ 7,6 milhões. Mas pode colocar seu agente pra trabalhar e tentar arrumar algo melhor. Um contrato mais longo e um time melhor.

Portanto, este verão norte-americano é um verão importante para Leandrinho.

O mesmo vale para o Nenê. Fala-se que o New York o quer. O Denver não se manifestou até o momento. Há indecisão, portanto.

CONVERSA

Falei esta manhã com Rubén Magnano. Por telefone a gente não consegue precisar o estado emocional da pessoa. Mas pelo tom de voz eu senti uma ponta de decepção da parte dele quanto a situação dos nossos principais jogadores.

“Da situação do Varejão eu sei, mas nada ouvi do Leandrinho”, disse-me Magnano. “Viajo nesse dia 28 (de fevereiro) para os EUA. Vou conversar com os três, como fiz no ano passado. Vou mostrar a eles o que tenho em mente, para eles e para a seleção. Enfim, nosso projeto”.

E ao mesmo tempo, contou-me Magnano, vai tentar persuadir Leandrinho da ideia de não jogar o Pré-Olímpico. “Quero ouvir isso (pedido de dispensa) da boca dele”, falou Magnano. “Se eu me disser que quer mesmo descansar, vou dizer a ele que eu tenho planos para ele e que ele é muito importante para a seleção”.

Magnano disse-me também que não perde nem uma rodada sequer do campeonato espanhol, a ACB. Por isso, tem cartas no bolso do colete caso nossos pivôs não possam jogar. “Estou vendo o Paulão (Prestes)”, falou Magnano. “Ele o Rafael Hettsheimeir e o Caio Torres”.

SOLUÇÃO

O trio europeu seria uma boa opção, mas não é o que temos de melhor. Esses três jogadores tiveram passagens relâmpago pelo nosso selecionado. Não têm experiência com a camisa da seleção. Ainda por cima em um Pré-Olímpico.

Por isso mesmo, Tiago Splitter ficaria sobrecarregadíssimo no torneio. Magnano não daria folga ao nosso pivô que joga (?) no San Antonio. Nem pode.

E quanto a Leandrinho? Quem o substituiria? Se temos gente grande para as vagas de Varejão e Nenê, não temos para a vaga de Leandrinho.

Marcelinho Machado e Alex Garcia teriam que se revezar. Mas Marcelinho tem sido importante ultimamente vindo do banco. Como titular eu acho que ele não rende tão bem.

Quem seria esse reserva de Leandrinho? Não temos. A menos que a naturalização de Shamell Stallworth saia. Aí ficaria perfeito, pois Shamell (foto divulgação) joga como ala-armador.

Marcelinho Huertas
Shamell Stallworth
Alex Garcia
Guilherme Giovannoni
Tiago Splitter

Este seria o nosso quinteto titular.

No banco teríamos:

Vitor Benite (a surpresa da convocação)
Raulzinho Neto
Marcelinho Machado
Marquinhos Vieira
Murilo Becker
Paulão Pretes
A definir

Essa a definir poderia ser:

1) Guilherme Giovannoni caso Nenê apresente-se para o Pré-Olímpico (o que eu acho que não vai acontecer);
2) Rafael Hettsheimeir;
3) Caio Torres.

É, não seria tão ruim assim. E com Rubén Magnano no comando, começo a achar que continuamos com grandes chances de conseguir a vaga olímpica.

VIVA!

Comecei o texto deprimido; termino o texto eufórico.

Ainda bem.

Notas relacionadas:

  1. LEANDRINHO, VAREJÃO E O SHOW DE CHRIS PAUL
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  3. COMO SERIA BOM SE NENÊ VOLTASSE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

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