Anderson Varejão | Fábio Sormani - Part 3

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sábado, 17 de março de 2012 NBA | 18:45

LEANDRINHO PODE ESTREAR NESTE SÁBADO PELO INDIANA. NENÊ SÓ NA QUARTA-FEIRA

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Leandrinho Barbosa tem mínimas chances de estrear esta noite diante do New York. E se estrear, vai entrar na quadra do Bankers Life Fieldhouse com a camisa número 28. Novo número para LB; nova vida também?

Esperamos que sim.

Mas dizia eu que as chances são mínimas. Se não puder atuar esta noite, de terça-feira, diante do Clippers, no mesmo Fieldhouse, não passa.

Todos estão animados em Indianápolis com a chegada de Leandrinho. “Ele vai nos ajudar tremendamente”, disse o ala Danny Granger, que encrencou com o brasileiro na temporada passada depois de uma partida só porque o nosso conterrâneo tentou uma cesta no “garbage time” (6,8 segundos do final) de uma partida resolvida. Mas isso ficou no passado. “Somos grandes amigos agora”, garantiu Granger na manhã deste sábado, depois do treino de arremessos. “A partir de agora, ele é o meu companheiro favorito. Aliás, sempre nos demos muito bem. Até no Brasil eu estive para participar de um jogo beneficente”.

Ótimo; que assim seja, pois LB (foto AP) vai precisar muito do apoio de Granger para fazer seu basquete fluir em Indiana. Granger sabe disso, tanto que disse o seguinte: “Nosso banco já é forte; ficará mais poderoso com ele. Leandrinho é um cara explosivo”.

E é mesmo; animado, então, sai debaixo. Confesso estar empolgado com a nova casa e a possível expansão na carreira de LB.

E como disse ontem neste botequim, George Hill será deslocado para a função de armador e Leandrinho será o ala-armador. Palavra de Frank Vogel, técnico do time.

Os dois farão parte da chamada “segunda unidade” do Indiana. Isso porque Vogel não pretende mexer no time titular: Darren Collison, Paul George, Danny Granger, David West e Roy Hibbert.

O jogo desta noite em Indianápolis desperta tanta atenção que todos os ingressos foram vendidos.

NENÊ

Se Leandrinho Barbosa pode estrear neste sábado, notícias vindas da capital dos EUA dão conta de que Nenê Hilário só vai debutar no Washington na próxima quarta-feira.  Sua chegada à cidade está sendo esperada para este sábado.

Nenê só vai estrear na quarta porque o técnico Randy Whitman quer que o pivô brasileiro participe de dois treinos antes de entrar em quadra. E vai ser em Nova Jersey, diante do Nets.

Que camisa Nenê vai usar? Não sei, pois ele não aparece ainda no roster do Washington na página do time no site da NBA. Mas não será a 31, número que ele sempre usou desde que aportou na NBA, há nove temporadas. O 31 do Wizards é Chris Singleton. Não será também a 13, número que ele sempre jogou no Brasil, pois o 13 do Washington é Kevin Seraphin.

SPLITTER

Ontem via a partida do San Antonio diante do Oklahoma City. Via por causa de Tiago Splitter, claro. De repente, o barriga-verde entrou em quadra, mal jogou e saiu. Foi para o vestiário e não mais voltou.

Pensei comigo: caramba, será que o Tiago se machucou? Nada disso; Splitter teve uma indisposição estomacal.

Estará à disposição do técnico Gregg Popovich para jogar os habituais 18 minutos esta noite diante do Mavs, em Dallas. Mesmo que esteja acabando com a partida.

VAREJÃO

Não volta antes do final do mês. Má notícia.

SEIS

Este é o número de brasileiros que poderemos ver em quadras da NBA na próxima temporada. Além dos quatro habituais, Fabrício Melo e Scott Machado deverão ser os nossos próximos representantes.

Os dois estarão no “NBA Draft” ao final desta temporada.

Melo, que foi afastado do time de Syracuse por problemas acadêmicos, disse que não volta mais para a escola e que vai entrar no draft. Com seus 2,13m de altura e sua eficiência defensiva — embora seja lento e um tanto verde no ataque —, Fab tem tudo para ser recrutado. Isso porque a obcessão defensiva na NBA hoje em dia chama a atenção.

Scott pode ser beneficiando por um draft carente de bons armadores. O jogo que ele fez diante de BYU (15 pontos e 10 assistências) deixou excelente impressão nos “escauteiros” que foram a Ohio observá-lo de perto.

TERRA BRAZILIS

Como se viu, este texto sabático foi forjado em tintas verde-amarelas. Espero que tenha sido do agrado da maioria.

Notas relacionadas:

  1. PRESIDENTE DA LNB DIZ QUE LEANDRINHO PODE SER O PRIMEIRO DA FILA
  2. ESPECULAÇÕES COMEÇAM NA NBA: NENÊ PODE IR PARA O GOLDEN STATE OU INDIANA
  3. LEANDRINHO VAI PARA O INDIANA E NENÊ DEIXA O DENVER PARA JOGAR NO WASHINGTON
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 8 de março de 2012 NBA | 16:07

LAKERS E BOSTON SEGUEM HUMILHANDO SEUS TORCEDORES

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A rodada de ontem fugiu do roteiro. Será que a NBA foi vítima da tempestade solar que afeta a Terra neste momento? Claro que não; bobagens à parte, alguns jogos chamaram a atenção.

Falo com destaque apenas do Lakers. Afinal, o time californiano preocupa.

Com todo respeito que o Washington merece, que seus torcedores idem, mas perder para o antepenúltimo colocado do campeonato é humilhante. Alguém pode escolher o adjetivo “vergonhoso” para atenuar. Não importa; o fato é que time que quer ganhar o campeonato não pode perder para o Washington, ainda mais vindo de uma derrota para o Detroit, outro nanico do campeonato.

O que acontece com o Lakers?

Ontem, o time chegou a estar na frente por 21 pontos de diferença (76-55) no terceiro quarto. Mas deixou um time fraquíssimo como o Wizards fazer uma corrida de 51-25 e vencer a partida.

A fraca atuação de Kobe Bryant (foto AP) explica boa parte do insucesso angelino. Kobe fez 30 pontos, é verdade, mas teve um aproveitamento muito ruim nos arremessos: 9-31 (29,0%). Se tivesse acertado 43%, que é sua média na temporada, teria adicionado pelo menos mais dez pontos aos seus números e o Lakers venceria a partida por 111-106.

Mike Brown, o treinador angelino, criticou as decisões tomadas por Kobe no segundo tempo. Brown, aliás, já tinha criticado Kobe depois da derrota para o Detroit.

Disse Brown: “Ele (Kobe) fez alguns arremessos precipitados, de longa distância, o que possibilitou rebotes para os adversários e cestas fáceis (contra-ataque)”.

Por falar em rebotes, o Lakers foi um desastre neste fundamento: perdeu o duelo por 51-42. Nos rebotes ofensivos o placar foi 17-9. E nos pontos de contra-ataques o Wizards fez 26-18.

Quer mais? Pois não: o Wizards fez 52-36 nos pontos dentro do garrafão.

Enfim, se procurarmos, vamos encontrar outros defeitos no jogo californiano. Mas o principal, pra mim, é: o time perdeu a vibração e parece não meter mais medo em ninguém.

Algo de errado acontece dentro do grupo. O quê? Não sei.

O que eu sei é que depois da derrota para o Detroit não se imaginava que algo pior poderia vir.

E veio.

RODADA

Não foi apenas o Lakers que machucou seus torcedores. O Boston, o maior rival do time da Califórnia, fez o mesmo. Foi humilhado pelo Philadelphia ao perder por 103-71 e, com isso, envergonhou seus torcedores. Isso mesmo, foram 32 pontos de vantagem para o Sixers… O fato é que o C’s, assim como o Lakers, também não mete medo em mais ninguém… Rajon Rondo voltou a acertar o cravo: cinco pontos apenas e míseros seis arremessos contra o aro adversário. Disse e repito: se o Boston pensa em reconstruir a franquia em torno de Rajon, quebra a cara… Foi no bico do corvo, mas foi: o Miami venceu o Atlanta por 89-86. LeBron James fez 31 pontos, mas seu nome não aparece na estatística do jogo dos 5:07 minutos até o final da partida. Não houve tentativa de arremesso, não houve rebote, não houve falta, não houve desarme, não houve toco, não houve… O confronto estava 87-86 para o Heat e os dois últimos pontos do time do sul da Flórida foram marcados por Dwyane Wade, batendo um par de lance livre… Era para ter sido um confronto de brasileiros, mas não foi. Anderson Varejão continua se recuperando, mas seu Cleveland foi a Denver e venceu o Nuggets por apenas um pontinho: 100-99. Nenê Hilário jogou pelo Denver e anotou 13 pontos, cinco rebotes, dois roubos de bola e uma assistência… O Denver é outro que desaponta. Nenê fez uma má escolha ao renovar com o Nuggets… Os dois outros brasileiros que participaram da rodada foram Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa. No Texas, Splitter jogou míseros 18:08 minutos e mesmo assim marcou dez pontos na vitória do seu San Antonio sobre o New York por 118-105. No Canadá, LB foi um dos destaques da surpreendente vitória do Toronto sobre o Houston por 116-98. Leandrinho anotou 15 pontos em 25:59 minutos em quadra… E novamente apoiado por uma grande torcida, o Chicago foi a Milwaukee e venceu o Bucks por 106-104. Derrick Rose cravou 30 pontos (8-22) e deu 11 assistências. Por dois rebotes não marcou um “triple-double”. O melhor armador da NBA na atualidade.

AGRADECIMENTOS

Aos tontos que seguem mandando mensagens agressivas achando que eu me importo com isso. Além de não me importar, repito: elas aumentam os “cliques” do blog e o tornam um dos mais acessados do iG. Por favor: continuem mandando. Ah, e se o Dallas for campeão novamente, combinem uma vez mais, via Orkut, de entupir a caixa de mensagem do blog como fizeram no ano passado, quando bati o recorde de acessos desde que reabri este botequim, há quase cinco anos. E fui cumprimentado por isso.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ, DENVER, LAKERS E BOSTON
  2. CADA UM COM SEUS PROBLEMAS
  3. KOBE E LEBRON: MAL VISTOS PELOS TORCEDORES AMERICANOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 6 de março de 2012 Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 20:28

UMA LUZ SOBRE OS PRÉ-OLÍMPICOS, AS OLIMPÍADAS E AS CHANCES DO BRASIL

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A NBA está a todo o vapor e o NBB também. É claro que neste botequim o papo versa mais sobre o torneio norte-americano, mas há os que gostam também da competição nacional.

A NBA está a todo o vapor e o NBB também, mas no final de julho próximo começam as Olimpíadas. Alguns parceiros perguntam sobre datas e seleções classificadas. Perguntam também sobre os Pré-Olímpicos, masculinos e femininos.

Vamos, pois, clarear a situação.

O torneio masculino começa no dia 29 de julho e termina em 12 de agosto. No feminino, a bola sobe pela primeira vez um dia antes; ou seja, em 28 de julho, com a decisão da medalha de ouro marcada para 11 de agosto.

Os dois torneios são compostos de 12 seleções cada.

Do lado dos marmanjos, nove selecionados já garantiram vaga em Londres, restando, pois, três vagas. Vamos aos classificados:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Argentina (América)
Brasil (América)
Espanha (Europa)
França (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Tunísia (África)

De 2 a 8 de julho, em Caracas, Venezuela, será disputado o Pré-Olímpico Mundial dos homens. Doze países estarão brigando pelas três últimas vagas. São eles: Grécia, Lituânia, Macedônia, Rússia, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, Coreia do Sul, Jordânia, Angola, Nigéria e Nova Zelândia.

Estes 12 países foram divididos em quatro grupos com três componentes cada. A saber:

Grupo A
Grécia
Jordânia
Porto Rico

Grupo B
Lituânia
Nigéria
Venezuela

Grupo C
República Dominicana
Coreia do Sul
Rússia

Grupo D
Angola
Macedônia
Nova Zelândia

As equipes se enfrentam dentro do grupo e os dois primeiros colocados se classificam para a fase quartas de final. Os quatro vencedores avançam para as semifinais e os vencedores, além de decidirem o título, garantem vaga para as Olimpíadas. Quem ficar com a medalha de bronze (disputa do terceiro lugar) garante-se também em Londres.

Do lado das moças, os selecionados já garantidos em Londres são sete. Vamos a eles:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Brasil (América)
Rússia (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Angola (África)

De 25 de junho a 1º de julho será disputado o Pré-Olímpico Mundial das mulheres. Local: Ankara, Turquia. Doze seleções estarão brigando por cinco vagas. São elas: Croácia, República Tcheca, França, Turquia, Argentina, Canadá, Porto Rico, Japão, Coreia do Sul, Mali, Moçambique e Nova Zelândia.

Esta dúzia de seleções estará dividida em quatro grupos de três:

Grupo A
Japão
Porto Rico
Turquia

Grupo B
Argentina
República Tcheca
Nova Zelândia

Grupo C
Croácia
Coreia do Sul
Moçambique

Grupo D
Canadá
França
Mali

Os selecionados se enfrentam dentro de seus respectivos grupos e os dois primeiros colocados se garantem nas quartas de final. As quatro equipes que passarem para a fase semifinal carimbam passaporte para Londres. Os outros quatro times, derrotados nas quartas, disputarão a última vaga.

BRASIL

Muito se fala das possibilidades brasileiras. Medalha?

Bem, no masculino, se todos os nossos jogadores se dispuserem a jogar (falo principalmente dos quatro que jogam na NBA, Anderson Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa), o Brasil deve disputar do quinto ao oitavo lugar.

Agora, caso o técnico Rubén Magnano consiga extrair o máximo de cada um de nossos atletas e algum dos selecionados favoritos (EUA, Espanha, França e Argentina) der uma patinada, o Brasil pode brigar pela medalha de bronze.

Se eu fosse Magnano escalaria este quinteto titular:

Marcelinho Huertas (foto Reuters)
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Nenê Hilário
Anderson Varejão

Atribuiria a Leandrinho o mesmo papel que lhe cabe desde que chegou à NBA: ser o nosso sexto homem, vindo do banco, bagunçando as defesas adversárias com sua velocidade e seus arremessos de três. E Splitter seria o descanso perfeito para Varejão e Nenê.

No feminino as coisas andam meio complicadas. Enio Vecchi, que fez um ótimo trabalho no Pré-Olímpico das Américas, disputado em Neiva (Colômbia), não teve seu contrato renovado com a CBB. Hortência Marcari, responsável pelos selecionados femininos, optou trocá-lo por Luis Cláudio Tarallo.

A bem da verdade, Hortência nunca escondeu de ninguém que Tarallo era seu técnico favorito. Num primeiro momento, no entanto, o treinador não pôde aceitar o convite, que acabou no colo de Vecchi.

As chances do Brasil são mínimas para não dizer nenhuma. Nosso time pode brigar, na melhor das hipóteses, por um quinto lugar. Medalha, acho muito difícil, pois há seleções muito mais fortes, como os EUA, Rússia, Austrália e China.

Além de ter um treinador novo, o Brasil ainda conta com a indefinição de Iziane Castro (foto Fiba). A ala brasileira deve ir para o Seattle Storm, da WNBA, e se isso acontecer ela só teria condições de se apresentar 15 dias antes do torneio de Londres. O mesmo vale para a nossa pivô Érika de Souza, que deve jogar novamente pelo Atlanta Dream.

Eu abriria este precedente, pois nosso selecionado não pode abrir mão das duas. Com elas será bem difícil; sem elas será impossível brigar por um lugar honroso.

Se eu fosse Tarallo escalaria o seguinte quinteto titular:

Adrianinha Pinto
Palmira Marçal
Iziane Castro
Damiris Amaral
Érika de Souza

Por que Palmira? Sei que muitos devem estar se perguntando. Porque ela defende muito e num torneio como esse você tem que ter uma jogadora com este caráter.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL ARRASA PORTO RICO E ESTÁ A UMA VITÓRIA DOS JOGOS OLÍMPICOS
  2. BRASIL BATE A COLÔMBIA E TEM A OBRIGAÇÃO DE VENCER PORTO RICO E DECIDIR O OURO
  3. A ARGENTINA NAS OLIMPÍADAS E A LUCIDEZ DE OSCAR SCHMIDT
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 12 de fevereiro de 2012 NBA | 12:52

O RECONHECIMENTO A ANDERSON VAREJÃO

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Anderson Varejão fraturou o pulso da mão direita. Deve ficar quatro a seis semanas do lado de fora, voltando apenas no final do mês de março. Perderá algo em torno de 20 a 25 partidas.

Cleveland e o Cavs choram sua ausência. Sem ele o time já foi batido duas vezes, ambas em casa: Milwaukee, jogo em que se contundiu, e ontem diante do Philadelphia (99-84). Com tantos confrontos do lado de fora, a chance de o Cavs se classificar para os playoffs diminui dramaticamente.

Uma pena.

Varejão vinha fazendo uma campanha espetacular nesta temporada, a ponto de muitos acreditarem em sua participação no “All-Star Game” do dia 26 próximo em Orlando. Eu entre eles.

Varejão está machucado e mesmo que fosse selecionado, não participaria da grandiosa festa marcada para Orlando. Mas o que se discute é o fato de que Varejão foi preterido primeiro pelos torcedores (o que é compreensível), depois pelos treinadores do Leste (o que é incompreensível).

Muita gente importante chiou pela ausência do capixaba no ASG. E gente importante.

Não vou mencionar todos os contrariados, jogadores e treinadores entre eles. Quero falar apenas de uma personalidade esportiva norte-americana: Bill Simmons.

Bill Simmons trabalha para a ESPN e edita o site Grantland.com, que pertence à empresa a cabo pioneira em esportes nos EUA. Tem 42 anos e há quase duas décadas trabalha como jornalista esportivo.

Eu não sabia, mas vim a descobrir a partir de um link mandado por um parceiro deste botequim que Simmons foi um dos quatro jornalistas selecionados pela NBA para escolher os 120 jogadores (60 de cada conferência) que compuseram a cédula onde os fãs escolheram os dois quintetos titulares.

Simmons não é um curioso e nem passava em frente ao Olympic Tower da Quinta Avenida, onde fica o escritório da NBA em Nova York, e foi chamado por David Stern para fazer parte deste distinto jurado. Não, a NBA escolhe a dedo seu júri com base em alguns quesitos, entre eles (o mais importante), o conhecimento do jogo e da liga.

Pois bem, Simmons mostrou-se desgostoso e inconformado com a ausência de Varejão no “All-Star Game”. Segundo ele, o brasileiro deveria ser titular (isso mesmo, TITULAR) da seleção do Leste. Seu time, ele escreveu, seria: Derrick Rose, Dwyane Wade, LeBron James, Anderson Varejão e Dwight Howard.

Simmons não é brasileiro, não é Pacheco, não é parcial e não é ufanista. Simmons é americano e apenas analisa o jogo — e com conhecimento. Enxerga o óbvio, que Varejão faz uma temporada espetacular e que merecia estar no ASG.

“Eu adoro o jeito que Varejão está jogando esta temporada”, disse Simmons em seu artigo no site Grantland.com. “Se você curte caras que fazem 11 pontos e pegam 12 rebotes todas as noites, que pega cada baita rebote em um garrafão congestionado, fazendo isso a todo momento, pontuando em cima dos grandalhões, você deveria escolhê-lo”. E prosseguiu: “Além disso, Varejão tem sido mais do que um jogador impactante este ano — ele é o melhor no que ele faz e isso quer dizer muita coisa. Você ganha com o que ele faz”.

Ou seja: Varejão tem o poder, segundo Simmons, de fazer, a partir de seu jogo, equipes ganharem. E o Cavs, mesmo com um time limitado, construiu vitórias importantes na temporada, como diante do Minnesota, Phoenix e Boston, fora de casa; e New York, Dallas e Clippers, em casa.  Vitórias que foram construídas com muita dose de suor e dedicação por parte do capixaba.

Varejão, infelizmente, quebrou a munheca e vai ficar de quatro a seis semanas do lado de fora das quadras. Mesmo que fosse escolhido, não iria ao ASG.

Mas isso não importa. O que importa é que o brasileiro ganha o reconhecimento por parte de gente importante.  Gente que não nasceu no Brasil, não é Pacheco, não é parcial em suas análises e nem é ufanista.

Varejão ganha o reconhecimento de quem consegue analisar o jogo com conhecimento e profundidade. Brasileiro ou não.

LESÃO

Nenê é outro que ficará alguns jogos do lado de fora por conta de contusão. Não tanto tempo como Varejão, mas talvez umas quatro partidas.

Ele lesionou-se na vitória de ontem do Denver em Indiana diante do Pacers por 113-109. Jogou apenas 22 minutos e anotou 11 pontos e cinco rebotes. Mas enquanto esteve em quadra, Roy Hibbert foi completamente dominado pelo paulista.

Perde-se aqui, ganha-se ali. Nenê (foto AP) contundiu-se, mas o Denver voltou a vencer depois de cinco derrotas seguidas.

NÚMERO

Cinco também é o número a ser mencionado. Mas, no caso, o assunto é outro. O assunto é: Jeremy Lin.

O sino-americano voltou a encantar. Na rodada de ontem, o New York foi até Minnesota enfrentar o Wolves e venceu pela quinta vez consecutiva: 100-98.

Lin não repetiu a dose da vitória diante do Lakers, quando anotou 38 pontos. Ontem, foram 20. Mas ele completou o quinto jogo marcando 20 ou mais pontos.

E de quebra ainda saiu vencedor no duelo particular com Ricky Rubio. E, importante, dizer, o espanhol tem uma experiência que Lin não tem. Já participou de Mundial, Olimpíada, Euroleague e tem muito mais minutos em quadra na NBA do que Lin.

Mesmo assim, Jeremy não tomou conhecimento e bateu Rubio no duelo individual e coletivo.

O confronto entre eles mostrou:

Jeremy Lin
20 pontos
6 rebotes
8 assistências
3 desarmes
0 toco
6 erros

Ricky Rubio
12 pontos
2 rebotes
8 assistências
3 desarmes
1 toco
2 erros

Quatro dos seis erros de Lin foram produzidos no segundo tempo, quando deu sinais de cansaço. Afinal, jogou 38:53 minutos; 38:53 minutos depois de ter jogado, na noite anterior, diga-se, 38:34 minutos, anotado 38 pontos e conduzido o Knicks à vitória diante do Lakers.

Mal teve tempo de descansar, pois logo na manhã de ontem, poucas horas depois de ter derrotado Kobe Bryant, pegou o avião rumo a Minneapolis.

O domingo será sem-graça; o New York não participará da rodada. Segunda-feira será modorrenta; o New York não participará também da rodada. Mas terça-feira haverá luz: o NYK volta a jogar.

Vai a Toronto enfrentar o Raptors às 22h de Brasília. E com Jeremy Lin, desta vez descansado.

Noite para 40 pontos?

Notas relacionadas:

  1. ANDERSON VAREJÃO, O MASCARADO
  2. ANDERSON VAREJÃO CORRE POR FORA PARA IR AO ‘ALL-STAR GAME’
  3. ANDERSON VAREJÃO ANOTA 20 PONTOS, PEGA 20 REBOTES E FAZ HISTÓRIA NA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 11 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 13:32

JEREMY LIN VOLTA A SACUDIR NOVA YORK. AZAR DO LAKERS

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Já disse e repito: esqueça Kobe Bryant, Derrick Rose ou LeBron James. Nem dê atenção a Dwyane Wade, Kevin Durant ou Dwight Howard. E se alguém sugerir Dirk Nowitzki, Paul Pierce ou Chris Paul, ria na cara.

O nome do momento na NBA é este: Jeremy Lin.

Ontem, este sino-americano arrasou o Lakers e comandou a vitória de seu New York Knicks por 92-85 em um Madison Square Garden abarrotado de torcedores (19.763 pagantes), que foram à loucura com as jogadas de Lin (foto AP), que encerrou a partida com 38 pontos (13-23; 56,5%), sete assistências e quatro rebotes.

Ele fez mais: não aparece na estatística final da partida, mas Lin cavou uma falta de ataque de Matt Barnes a 41,5 segundos do fim, com o placar em 90-82 para o Knicks, mandando o adversário mais cedo para o chuveiro (sexta falta) e evitando que o Lakers diminuísse a diferença e se mantivesse vivo na partida.

A plateia foi ao delírio.

Das confortáveis poltronas do Garden nova-iorquino viam-se torcedores ensandecidos. Muitos portavam cartazes, e neles podia-se ler:

“Madison Square Guard-Lin”
“Lin-Possible is Everything”
“Lin-Sanity”
“Hey Kobe Better Luck Tomorrow – Lin-Sanity”

Mas o melhor dos cartazes dizia: “Yellow Mamba”, uma jocosa brincadeira em cima de Kobe Bryant, que se autodenominou “Black Mamba”.

Tinha também um torcedor com uma camiseta laranja com os dizeres em preto: “All I Do Is Lin, Lin, Lin”.

A febre é tamanha que já há máscaras de Jeremy Lin usadas pelos fanáticos torcedores. O careta da turma continua sendo o diretor de cinema Spike Lee, que insiste em usar a camisa número 2 de Landry Fields. Deveria trocá-la pela 17 de Jeremy Lin.

Quando o armador do Knicks ia para o lance livre, a rapaziada das poltronas gritava: “MVP, MVP, MVP”.

Nova York respira o Knicks, que não perde há quatro partidas, exatamente desde que o técnico Mike D’Antoni deu a Lin muitos minutos e ele começou sua Lin-sanity. Para ser exato, tudo teve início há uma semana, na vitória sobre o vizinho New Jersey Nets.

Diante do NJN, Lin fez 25 pontos e sete assistências. Na segunda-feira, o Knicks recebeu o Utah Jazz e Lin voltou a aprontar: 28 pontos e oito assistências. Na quarta, viagem a Washington para jogar contra o Wizards: 23 pontos e dez assistências de Lin (seu primeiro “double-double” na NBA) e ontem, repito, 38 pontos (recorde na carreira e maior pontuação de um jogador do Knicks nesta temporada) e sete assistências.

Quatro jogos onde Lin acumulou médias de 28,5 pontos e 8,0 assistências. Quatro jogos onde o NYK, insisto, não sabe o que é perder. Quatro jogos sem Amar’e Stoudemire e Carmelo Anthony, registre-se.

A “Big Apple” hoje é deste californiano nascido em Palo Alto, cidade próxima a São Francisco, que foi batizado Jeremy Shu-How Lin, 23 anos e 1,91m.

Nova York é a capital do mundo. Se você for até lá nesses próximos dias, não deixe de ir ao Metropolitan, ao Museu de História Natural, ao MoMa e ao Guggenheim Museum. Veja um musical na Broadway. Vá ao Lincoln Center apreciar Wynton Marsalis tocar com sua orquestra uma mistura da música clássica com o jazz. Mas se você gosta mesmo só de jazz, vá ao Blue Note (foto), ao Birdland ou ao Iridium. Quer passeios kitsch? Empire States Building e a Estátua da Liberdade. Quer ver a história de perto? Vá ao Ground Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas. Passeie pelo SoHo e visite suas galerias e faça compras em suas lojas de grifes e quando a fome bater, escolha um dos transados restaurantes da região, como o Balthazar, The kitchens, o Barolo ou o Mezzogiorno. Se preferir um sanduíche ou um café, entre em um Dean & Deluca.

Faça tudo isso e mais um pouco, pois há muito o que se fazer em Nova York. Faça tudo isso e mais um pouco porque há muitas opções em Nova York.

Faça tudo isso e mais um pouco, mas não deixe de ir a um jogo do Knicks no Madison Square Garden para ver de Jeremy Lin em ação. Se você fizer tudo isso e mais um pouco, mas não ver Jeremy Lin em ação, creia, estará cometendo uma gafe própria dos sacoleiros.

DUELO

Hoje à noite, 23h de Brasília, o confronto mais esperado do momento: Jeremy Lin x Ricky Rubio. O Minnesota recebe em seu Target Center o New York. Imperdível.

Eu aposto em Lin. E você, aposta em quem?

GAFE

Já que falei em gafe, a NBA cometeu uma grande gafe ao não selecionar Jeremy Lin para o “Rising Stars Game”.

Derrota de Lin? Negativo: quem perdeu com isso foi o evento do “All-Star Game”, que simplesmente deixa de contar com a maior estrela em ascensão neste momento na NBA.

RODADA

Surpreendente vitória do Toronto sobre o Boston: 86-74. Leandrinho voltou a pontuar com parcimônia: sete pontos em quase 27 minutos em quadra… Mesmo sem Chauncey Billups, o Clippers se sustenta e fez importante vitória na Filadélfia diante do Sixers por apenas um pontinho: 78-77… Em Cleveland, o Cavs perdeu também por um ponto, mas para o Milwaukee: 113-112. Muito provavelmente porque não pôde contar com Anderson Varejão. O capixaba lesionou-se e jogou apenas 19:45 minutos, tendo feito oito pontos e quatro rebotes, que vão derrubar suas médias… Em Charlotte, mesmo sem Derrick Rose e Rip Hamilton, o Chicago triturou o Cats por 95-64… E em Minnesota, o Dallas marcou sua segunda vitória consecutiva ao bater o Wolves por 104-97 com 33 pontos do sincero Dirk Nowitzki, que afirmou não ser merecedor de uma vaga para o “All-Star Game”, pois não tem jogado o suficiente para merecer tal distinção.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS, UM TIME SEM ALMA E SEM CORAÇÃO
  2. VOLTA EM GRANDE ESTILO
  3. A DUPLA DA FLÓRIDA E A NOVA VITÓRIA DO CLIPPERS SOBRE O LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 NBA | 00:36

VAREJÃO É BARRADO NO BAILE DO ‘ALL-STAR GAME’

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Não foi desta vez que um brasileiro vai participar do “All-Star Game”. Os treinadores do Leste optaram por Roy Hibbert e Anderson Varejão ficou de fora.

Justa a escolha? Pra mim, não.

Varejão jogou até o momento mais do que Hibbert. E tem números melhores. Além disso, é mais vibrante, exatamente como pede o evento. Seus cabelos encaracolados, seu jeitão estabanado tem muito mais a ver com o jogo das estrelas do que o basquete pragmático de Hibbert, um jogador apenas correto e que cumpre bem suas funções.

A escolha em favor do americano, a meu ver, se deu por conta da campanha dos times. Enquanto o Indiana de Hibbert é o quarto colocado do Leste com um desempenho de 17-8 (68,0%), o Cleveland está fora do G8, pois ocupa a décima posição na conferência com um recorde de 10-14 (41,7%).

Se o show e os números individuais fossem levados em conta, Varejão teria sido o escolhido. Mas não foi.

Hibbert aparece com 13,6 pontos (50,9%) e 9,9 rebotes. Varejão exibe 11,0 tentos (50,7%) e 11,8 ressaltos. Como se vê, um “double-double” de média, o que não ocorre com o pirulão do Indiana.

Além disso, o capixaba é o quarto melhor reboteiro do campeonato num universo, como costumo sempre lembrar, de cerca de 120 jogadores, enquanto que Hibbert é apenas o 14º. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, Varejão é um espetáculo à parte: tem 4,5 de média e lidera a NBA neste quesito; Hibbert nem aparece entre os melhores.

Foi o segundo ano consecutivo que um brasileiro é barrado no baile. Ano passado foi Nenê; agora foi Varejão.

Quem sabe ano que vem essa escrita seja quebrada. Eu, de minha parte, torço muito para que isso aconteça.

SELECIONADOS

Os reservas selecionados são os seguintes:

Leste
Deron Williams (New Jersey Nets)
Joe Johnson (Atlanta Hawks)
Paul Pierce (Boston Celtics)
Andre Iguodala (Philadelphia 76ers)
Luol Deng (Chicago Bulls)
Chris Bosh (Miami Heat)
Roy Hibbert (Indiana Pacers)

Oeste
Steve Nash (Phoenix Suns)
Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder)
Tony Parker (San Antonio Spurs)
Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks)
Kevin Love (Minnesota Timberwolves)
LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers)
Marc Gasol (Memphis Grizzlies)

AUSÊNCIAS

Dois gigantes estarão de fora deste ASG. Kevin Garnett, do Boston Celtics, ficou de fora depois de 14 convocações seguidas. Tim Duncan, do San Antonio Spurs, também se ausentará do evento após ter enfileirado 13 escolhas.

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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 NBA, basquete universitário norte-americano | 11:46

GUARDEM BEM ESTE NOME: AUSTIN RIVERS

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Austin Rivers; guardem bem este nome.

O garoto de apenas 19 anos foi responsável nesta madrugada por um dos feitos mais espetaculares na centenária rivalidade entre Duke e North Carolina. No estouro do cronômetro, Rivers acertou sua sexta bola de três pontos e levou sua escola, Duke, à vitória por 85-84.

Mas não foi uma vitória qualquer. Ela aconteceu dentro do Dean Dome, ginásio de North Carolina, onde não se encontrava espaço nem para respirar. Havia exatamente 21.750 pessoas dentro do edifício onde Michael Jordan começou a escrever sua incomparável história dentro do basquete.

Entre esses torcedores, um chamava atenção em particular: Doc Rivers, técnico do Boston Celtics. Doc é pai de Austin e sentava duas fileiras atrás do banco de Duke, próximo ao técnico Mike Krzyzewski, o Coach K.

A explosão de alegria de Doc Rivers foi espetacular. Ele abraçava e beijava a todos; era abraçado e beijado por todos. E não era para menos.

Austin terminou a partida com 29 pontos, seu recorde no basquete universitário, onde está apenas debutando. Acertou seis das dez bolas de três e foi um tormento para o time adversário, que não encontrou antídoto para seu veneno.

O filho prodígio de Doc é ótimo. Já tem jogo de NBA. É habilidoso e rápido com a bola nas mãos. Por conta disso, pela facilidade com que se livra dos marcadores, ele quebra a defesa adversária, pois a ajuda sempre aparece, o que acaba por desmoronar a parede defensiva.

Quando não sai o passe que abre caminho em direção à cesta adversária, sai o tiro longo, quase sempre à vontade, pois a marcação, por mais rápida que seja, não tem a mesma rapidez de Rivers e quase sempre chega desequilibrada.

Mas, como num roteiro holiwoodiano, não foi assim no lance derradeiro da partida desta quinta-feira que deu a vitória a Duke.

O pivô Tyler Zeller, depois de ter acertado o primeiro lance livre, errou o segundo e o pivô Mason Plumlee pegou o rebote para Duke. O telão central do Dean Dome mostrava que faltavam apenas 13 segundos para o final da partida e que Carolina estava na frente em 84-82.

Plumlee, rapidamente, passou a bola para Rivers, que recebeu a imediata marcação de Harrison Barnes. Ao cruzar o meio da quadra, num corta-luz, Barnes ficou para trás o que deixou Zeller (2,13m) na frente de Rivers. Era tudo o que Carolina precisava, pois dava a impressão de que aquele corta-luz, na verdade, levou Rivers para um beco sem saída, pois ele acabou na lateral direita de seu ataque.

Zeller estava lá, era como um Golias à frente de Davi, gigantesco. Mas Rivers não se impressionou com o tamanho do inimigo, que com o braço direito levantado, no momento em que ele arremessou, edificou uma parede de quase três metros à sua frente. O arremesso saiu preciso e a bola entrou espetacularmente, calando o Dean Dome e levando à loucura seus companheiros, Coach K e seu staff e a minúscula torcida de Duke que se postava atrás do banco de reservas.

Foi novamente a vitória de Davi contra Golias, num roteiro que Hollywood, quem sabe um dia, pode transformar em filme.

Austin Rivers; guardem bem este nome. Ele será um dos maiores jogadores de sua geração e ajudará a NBA a prosseguir sua saga.

Abaixo, veja o vídeo com o arremesso decisivo:

ANÍMICO

O basquete universitário camufla muitos craques, pois eles ficam à mercê de caprichos de treinadores que se escondem atrás do dogma de que estão ensinando os fundamentos da modalidade para não deixar os meninos jogarem no seu limite.

Austin Rivers mostrou ter personalidade. Mesmo jogando para o Coach K, o técnico mais respeitado do basquete dos EUA no momento, o camisa 0 de Duke impôs sua vontade em quadra.

Seu corpo e sua alma eram o termômetro do que estava acontecendo na partida entre Duke e North Carolina. Coach K, por mais brilhante que seja, não estava em quadra — e nunca estará, como nenhum treinador jamais estará. Coach K via tudo do lado de fora, com seu olhar aguçado e sua inteligência incomparável. Mas ele tem limites, pois está sempre de terno e gravata e não com um fardamento de jogo.

Duke arremessou nada menos do que 36 bolas de três durante a partida desta madrugada. Duvido que esse tenha sido o plano de jogo da escola, ainda mais em se tratando de basquete universitário.

Foram os jogadores quem determinaram isso ao perceberem que a vitória só viria se eles não parassem de arremessar de longe, pois Carolina não tinha resposta para esses chutes quilométricos. O jogo interior não funcionava, uma vez que Carolina dominava completamente o garrafão defensivo e ofensivo.

Coach K, com seu semblante de pedra, teve a maturidade, a sensibilidade e a sabedoria para dar voz a seus comandados. Procurou o lixo que estava próximo a seu banco e lá depositou seu ego.

Deu voz a seus jogadores e por conta disso Duke venceu. Por conta disso, repito, é o treinador de basquete mais respeitado dos EUA no momento e um dos maiores de toda a história norte-americana, o homem que ajudou os norte-americanos a encontrar a redenção no basquete mundial, primeiro reconquistando o ouro olímpico em Pequim-08 e depois reavendo o ouro no Mundial da Turquia, em 2010.

Talvez trabalhar com os profissionais tenha mudado seus conceitos e sua personalidade. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K que embora o basquete seja um jogo estratégico, ele não está e nunca estará engessado por táticas e planilhas.

Estas ajudam, evidente que sim, mas são os jogadores que sentem a partida e podem (e devem) mostrar ao treinador o que está ocorrendo em quadra. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K essa realidade: o basquete, embora extremamente tático, é principalmente um jogo anímico.

Nesta madrugada ele viu que seus meninos não paravam de acertar bolas de três. Não teve chiliques do lado de fora, entendendo que aquilo estava aniquilando com seu plano de jogo. Ao contrário, viu que aquele era o único caminho para a vitória.

E deu voz a seus comandados, como um grande comandante deve fazer.

NBA

O Cleveland conquistou uma vitória espetacular diante do LA Clippers: 99-92. Anderson Varejão fez 15 pontos e apanhou 11 rebotes, três deles ofensivo; foi seu quinto “double-double” seguido e o 14º no campeonato, oito a menos do que Kevin Love, o líder geral.

O capixaba continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato (11,8 por partida) e permanece como líder quando o assunto são os ressaltos ofensivos (4,5).

Do jogo quero dizer mais o seguinte: Blake Griffin desapontou-me profundamente. Há algum tempo tenho notado que trata-se de mais um jogador sujo que o basquete produz. O que ele fez com Varejão mostrou que minha desconfiança procedia.

Daqui para frente o que desejo a ele é que receba sempre em dobro o que fizer para seus adversários. E passo a nutrir por ele um desprezo profundo.

E o Clips, que estava no meu coração, por conta de Griffin já não está mais.

Em Denver, outro brasileiro entrou em quadra, mas não deu a mesma sorte: o Nuggets de Nenê Hilário foi batido pelo Dallas por 105-95. O paulista anotou também um “double-double”: 15 pontos e 10 rebotes.

Este revés do Denver dá-me a certeza de que minha impressão inicial não era descabida: o time do Colorado tem limites e não pode ser encarado como um contendor de peso no Oeste. A derrota de ontem foi a quarta consecutiva e a sexta nos últimos sete jogos.

Com isso, o time, que já foi vice-líder da conferência, amarga agora a sexta colocação.

No Canadá, o Toronto seguiu contando sua história de fracassos nesta temporada. Recebeu o Milwaukee e perdeu por 105-99. Foi a quarta partida sem vitória do Raptors. Dos últimos 20 confrontos, ganhou só cinco.

Leandrinho Barbosa jogou apenas 14 minutos e marcou 11 pontos. Não vi os últimos jogos do time canadense, mas estou encafifado: será que LB perdeu a confiança do treinador?

Não vejo motivos para isso, mas se alguém souber de algo que eu não sei, por favor, conte-nos.

Na Filadélfia, o Sixers recebeu o San Antonio de outro brasileiro, Tiago Splitter, e perdeu: 100-90. Nosso catarinense, uma vez mais, foi bem ofensivamente falando: 15 pontos. Jogou apenas 17 minutos. Por que só isso?

O dono do jogo foi, uma vez mais, Tony Parker (foto AP). O armador anotou 37 pontos e ainda encontrou tempo para dar oito assistências. Nos últimos três prélios o francês tem média de 33,3 pontos por partida.

Bem, nada mais tenho a declarar sobre os jogos de ontem na NBA. Se alguém tiver alguma informação relevante ou um comentário a fazer, por favor, levante-se e fale.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 NBA | 18:21

JEREMY LIN E O RECORDE DE KOBE, QUE PODE SE TORNAR O MAIOR ARTILHEIRO DA NBA EM TODOS OS TEMPOS

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Kobe Bryant tornou-se o quinto maior pontuador na história da NBA. Mas o assunto de ontem na NBA foi o armador chino-americano Jeremy Lin. Dele eu falo na sequência; de Kobe, um pouco mais abaixo.

SENSAÇÃO

Jeremy Lin é a grande sensação da NBA no momento. Esqueça Kobe Bryant, LeBron James, Dwayne Wade, Kevin Durant, Dwight Howard ou Derrick Rose. Nos EUA, no momento, quando o assunto é NBA, o nome mais falado é o de Jeremy Lin.

Se você não sabe o que está acontecendo, fique tranquilo, pois eu tenho um tempinho pra te contar a história deste norte-americano, filho de pais chineses, nascido em Palo Alto, sul de São Francisco, norte da Califórnia.

CRÂNIO

Jeremy na verdade é Jeremy Shu-How Lin. Trata-se de um magrelo de 90,7 quilos que tem 1,91m de altura e apenas 23 anos.

Sempre gostou de jogar basquete.

No “high school”, o nosso ensino médio, foi a grande sensação do Palo Alto High School em seu último ano. Capitaneou sua equipe a uma campanha de 32-1 e na decisão do título, bateu a favorita Mater Dei High School por 51-47.

Foi eleito o melhor jogador da Divisão II (a qual sua escola pertence) por quase todas as publicações da Bay Area. Suas médias: 15,1 pontos, 7,1 assistências, 6,2 rebotes e 5,0 desarmes.

Com um currículo desses, sonhava jogar no “college” com a camisa de UCLA. Mandou para a universidade de Los Angeles um DVD com “high lights” de seus jogos junto com seu desempenho escolar, que era muito bom. Pra não ser pego de surpresa, enviou também o mesmo material para a Universidade California Berkeley (a mesma de Jason Kidd), Stanford (onde Tiger Woods se graduou) e para todas as universidades da Ivy League, liga que contém as melhores, mais antigas e mais tradicionais escolas dos EUA, cujos programas acadêmicos são os melhores do país.

As universidades da Pac-12 (UCLA, California e Stanford) não quiseram dar bolsa para Lin, enquanto que as escolas da Ivy League são naturalmente proibidas de cedê-las. Harvard e Brown ofereceram a Lin um lugar no time de basquete e o atual armador do New York Knicks escolheu Harvard por conta do grau de exigência da faculdade.

Lin jogou em Harvard durante quatro anos e formou-se em economia. Deve entender mais do assunto do que muitos desses economistas brasileiros que integram e/ou integraram equipes do governo e que depois de fracassarem por lá ficam ditando (pra não dizer outra coisa) regras em tevês, rádios, jornais e internet.

Em Harvard (que na verdade fica em Cambridge e não em Boston, como muitos pensam), de 2006-7 até 2009-10, Lin acumulou médias de 12,9 pontos, 4,3 rebotes e 3,5 assistências. Seu melhor ano foi o penúltimo, quando marcou 17,8 pontos, 5,5 rebotes e 4,3 assistências por partida.

Estudo findado, resolveu tentar a sorte na NBA.

DE FORA

Lin não foi draftado por nenhum dos 30 times da liga no “NBA Draft” de 2010. Se tivesse sido, iria se tornar o primeiro jogador da Ivy League desde Jerome Allen (1995, University of Pennsylvania) a ser recrutado. Lin, no entanto, acabou sendo o primeiro jogador vindo de Harvard para a NBA depois de 57 anos. Antes dele, Ed Smith foi selecionado em 1954 exatamente pelo NYK.

Com uma mão na frente e outra atrás, sonhando em jogar na NBA, Lin participou de alguns “summer camps” e acabou assinando com o Golden State, mesmo tendo recebido ofertas do Dallas e do Lakers. Queria ficar em casa.

Jogou 29 partidas pelo Warriors e acumulou miseráveis médias de 2,6 pontos, 1,2 rebote e 1,4 assistência. Dividiu-se entre vestir a camisa do GSW e de sua franquia na NBDL, o Reno Big Horn.

Ao final do primeiro ano de um contrato de duas temporadas, no qual ganhou US$ 473,6 mil, Lin foi dispensado quando o locaute acabou. Tentou a sorte no Houston; não deu certo. Até que o New York, com a contusão de Iman Shumpert, ofereceu a ele um contrato no dia 27 de dezembro passado em troca de US$ 762,1 mil.

Pelos dois últimos jogos, está valendo cada centavo investido.

MVP!

Nas vitórias diante do New Jersey Nets (99-92) e ontem frente ao Utah Jazz (99-88), Lin fez um total de 53 pontos, 15 assistências e sete rebotes, o que deu uma média de 26,5 pontos, 7,5 assistências e 3,5 rebotes.

Diante do Utah, anotou seu recorde de pontos (28) e assistências (8). E o mais legal é que os 19.763 torcedores que lotaram o Madison Square Garden, nas nove oportunidades em que Lin foi para a linha do lance livre e sempre que pegava na bola, já ao final da partida, gritavam “MVP, MVP, MVP”.

“Deus trabalha de um jeito enigmático e milagroso”, disse Lin ao final da partida de ontem, sem disfarçar um contentamento impossível de ser escondido. Nem mesmo Lin esperava que ele pudesse bater neste confronto diante do Jazz seus 25 pontos e sete assistências anotados frente ao New Jersey no último sábado.

Recusando-se a economizar-se em quadra, Lin tornou-se perdulário com sua energia e isso custou-lhe um preço alto. Cansado (havia ficado apenas 3:08 minutos descansando), cometeu seu quinto de um total de oito no começo do último quarto (10:26 minutos para o final), com o placar apertado (78-75) em favor de seu time.

O técnico Mike D’Antoni pensou em tirá-lo do time. Lin encostou no treinador e disse: “Não quero sair”.

D’Antoni atendeu-o e deixou em quadra. Lin cometeu mais três equívocos, mas o treinador continuou apostando nele.

“Isso é incalculável, quando você é um jogador que comete oito erros em uma partida e continua em quadra. Foi inacreditável”, disse Lin.

Foi mesmo. Mas não apenas a atitude de D’Antoni, mas o que Lin mostrou nesses dois últimos jogos do New York Knicks. Não à toa, duas vitórias.

Se você não viu Lin em ação ou quer revê-lo em quadra, anote aí: amanhã, quarta-feira, às 22h de Brasília, ele terá uma dura parada pela frente: John Wall e o Washington Wizards.

Sairá como titular pela segunda vez na carreira.

RECORDE

Como disse, Kobe Bryant tornou-se ontem o quinto maior cestinha da história da NBA. Ultrapassou Shaquille O’Neal, seu ex-companheiro de time.

Kobe tem agora 28.599 pontos na carreira e posiciona-se atrás apenas de Wilt Chamberlain (31.419), Michael Jordan (32.292), Karl Malone (36.928) e Kareem Abdul-Jabbar (38.387).

Kobe tem tudo para ficar entre os três primeiros ou mesmo encerrar a carreira como segundo maior de todos os tempos.

Ele está com média de quase 30 pontos por jogo. Digamos que ela se mantenha até o final: Kobe adicionaria mais 1.230 pontos, totalizando 29.829 tentos.

Continuaria atrás de Wilt Chamberlain.

Na próxima temporada, digamos que KB, aos 34 anos e na mesma forma, tenha uma média um pouco menor: 28 pontos por jogo. Somaria mais 2.296 tentos, chegando à casa dos 32.125 pontos. Ultrapassaria Wilt Chamberlain e encerraria a temporada encostado em Michael Jordan.

Na seguinte, aos 35, digamos que sua média caia um pouco mais. Vamos falar em algo em torno de 25 pontos. Ele chegaria a 2.050 ao final do campeonato e atingiria a marca de 34.175 tentos, deixando Michael Jordan para trás.

Ficariam faltando mais 2.753 pontos para ele igualar Malone e 4.212 pontos para se equiparar a Kareem.

Jordan deixou de jogar aos 39 anos. Kobe estaria com esses números aos 35 anos. MJ, em seus dois últimos anos de carreira (com uma parada de quatro anos), teve médias de 21,2 pontos por jogo.

Digamos que Kobe tenha essa mesma média e jogue até os 39 anos, como Jordan. Ele adicionaria algo em torno de sete mil pontos aos seus números.

E desta forma tornaria-se o maior artilheiro da NBA em todos os tempos.

SHOW

Hoje à noite tem Anderson Varejão em quadra: 22h30 de Brasília. Seu Cleveland vai até Miami enfrentar o Heat.

O capixaba vem de três “doubles-doubles” seguidos. Tem, ao longo deste campeonato, um total de 12 duplo-duplos, dez a menos do que Kevin Love, o líder.

E tem também um “double-double” de média, com 10,8 pontos e 11,9 rebotes por contenda disputada.

Sem dúvida alguma, o confronto que eu estarei vendo esta noite.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012 NBA | 12:47

NOVAMENTE SOBERBO, VAREJÃO É DESTAQUE DO CAVS NA VITÓRIA DIANTE DO MAVS

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Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas para muitos de nós, brasileiros, que torcemos por nossos representantes, está dando gosto de ver o Cavs jogar. Ontem, hospedando o atual campeão da NBA, o time do brasileiro Anderson Varejão venceu por 91-88 com um final espetacular.

Kyrie Irving (foto AP), draft número 1 desta temporada, foi decisivo nos segundos finais com duas bandejas que nocautearam as pretensões dos texanos. E Jason Terry, que esteve infalível nas finais do ano passado diante do Miami, mostrou-se débil nos momentos decisivos e não conseguiu impulsionar, ao lado de seu companheiro, o alemão Dirk Nowitzki, seu Mavs à vitória.

Anderson Varejão esteve soberbo. Anotou 17 pontos e pegou 17 rebotes. Nos últimos quatro jogos, o capixaba pegou 61 rebotes, o que dá uma média de 15,3 por partida, desempenho este que o colocaria em primeiro lugar entre os reboteiros do campeonato, uma vez que Dwight Howard, o líder neste fundamento, tem 15,1 por partida.

Varejão, no entanto, tem mesmo 11,9 ressaltos de média nesta temporada, posicionando-se em quarto lugar. Mas quando o assunto são os rebotes ofensivos (ontem ele pegou sete), Andy, como é carinhosamente chamado em Cleveland, é o número 1, com média de 4,6.

Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas que eu virei fã de carteirinha do time, isso virei. Quando olho pro “schedule” da NBA e vejo uma peleja do Cavs agendada, é lá que eu deposito meu olhar que torna-se contemplativo quando a bola está nas mãos de Kyrie Irving e Anderson Varejão.

CLASSIFICAÇÃO

O Cleveland ainda está fora do G8 do Leste. É o nono colocado, com uma campanha de 9-13 (40,9%). O oitavo colocado é o Milwaukee Bucks, com 10-13 (43,5%).

Para sorte do Cavs, o Bucks, mesmo jogando em casa, foi triturado pelo Chicago Bulls em seu Bradley Center: 113-90.

INVASÃO

Eu tinha 19 anos quando a fiel torcida corintiana invadiu o Maracanã na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976 e viu o Corinthians eliminar o favorito Fluminense nos pênaltis.

A invasão corintiana ao então maior estádio do mundo foi algo emocionante. Os que lá estiveram contam que 60% do Maracanã estava vestido em preto e branco. Inesquecível.

A Rede Globo, que já dominava o país na preferência dos telespectadores, mostrava flashs a cada 15 minutos exibindo a caravana corintiana que tomou conta da Via Dutra, transformando-a em uma avenida ligando São Paulo ao Rio de Janeiro.

Conto isso porque ontem, em Milwaukee, deu-se o mesmo: creio que a torcida do Bulls era maior que a do Bucks na mesma proporção: 60-40.

Maior e barulhenta.

A cada cesta do Chicago o Bradley Center parecia que iria vir a baixo por conta da vibração dos torcedores tricolores. E quando Derrick Rose pegava a bola, não importa se batendo lance livre ou não, os torcedores gritavam: “MVP, MVP, MVP”.

Chicago fica a 120 quilômetros de Milwaukee. De carro, confortavelmente, apreciando o Lago Michigan a seu lado direito, gasta-se uma hora e meia, no máximo.

Isso facilitou a ida de alguns torcedores da Cidade dos Ventos até o município vizinho. Mas muitos dos torcedores que estiveram no Bradley Center eram mesmo moradores de Wisconsin e que torcem para o Bulls.

Quanto ao jogo, o placar não retrata o que de fato ocorreu. Os 23 pontos poderiam ter batido nos 30, 35 que não seria exagero algum.

D-Rose novamente foi a estrela da contenda: 26 pontos, 13 assistências e sete rebotes. Tudo isso em 35:03 minutos. Ou seja: o atual MVP da NBA ficou um quarto todo no banco de reservas. Se tivesse acrescido mais uns cinco, seis minutos a seu jogo, quem sabe pudesse ter obtido um “triple-double”.

TUNDA

Por falar em massacre, o Denver foi a Portland e foi arrasado pelo Trail Blazers: 117-97. As bolas de três e LaMarcus Aldridge acabaram com o time do Colorado.

Foram nada menos do que 15 bolas certeiras em 33 arremessadas, o que deu um aproveitamento de 45,5%. Nicolas Batum estava com a macaca, como se costuma dizer quando alguém faz algo fora do convencional. O francês acertou cravou 9-15 (60,0%). Inacreditável!

Quanto a LaMarcus, 26 foram seus pontos totais, que se somados aos nove rebotes obtidos e as cinco assistências distribuídas o transformam no melhor jogador em quadra.

O Denver foi uma pálida amostra do time competitivo que vem sendo nesta temporada. Nenê Hilário, infelizmente, jogou mal pra burro: quatro pontos e dois rebotes. Foi completamente engolido por Aldridge. Em palavras populares, o paulista de São Carlos não viu a cor da bola.

SOVA

Ainda no campo das surras, o San Antonio recebeu o líder da NBA, o Oklahoma City e não tomou conhecimento: 107-96. Kevin Durant, um dos expoentes da NBA na atualidade, foi muito bem marcado pela zaga texana: 22 pontos (9-19, 47,4%).

O nome do jogo foi Tony Parker. O armador francês cravou 42 pontos, sua melhor marca na temporada. Fez 16 e seus 29 arremessos, o que deu um excelente aproveitamento de 55,2%. Desempenho, diga-se, de pivô, aqueles pirulões que por jogarem perto da cesta e serem imensos aproveitam-se disso para mais acertar do que errar.

Tiago Splitter? Cinco pontos e cinco rebotes. Um tanto tímido, eu diria.

ASG

Ontem, durante a transmissão da partida entre Cleveland e Dallas, Austin Carr, comentarista da tevê do Cavs, disse acreditar que Roy Hibbert seja o pivô escolhido para ir ao “All-Star Game” do dia 26 próximo, em Orlando.

Seus números (13,7 pontos e 9,7 rebotes) não diferem muito dos números de Anderson Varejão, que também pleiteia uma vaga no jogo das estrelas. O que penderá a favor de Hibbert, segundo Carr, é o desempenho do Indiana no campeonato.

Mesmo com a derrota de ontem diante do Orlando (85-81), em casa, o Pacers coloca-se em quarto lugar no Leste (16-7, 69,6%), mesma posição no geral da NBA.

Enquanto isso, como vimos, o Cavs está em nono lugar na conferência e em 20º no geral.

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sábado, 4 de fevereiro de 2012 NBA | 15:39

LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO

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O Lakers conseguiu ontem à noite sua terceira vitória fora de casa nesta temporada. Três vitórias em dez jogos disputados; muito pouco para um time como o Lakers, convenhamos.

E conseguiu vencer o Denver no Colorado por 93-89 porque jogou como um time e não como um time de um jogador apenas. Kobe Bryant não precisou fazer 40 ou mais pontos. Ele contribuiu com apenas 20, mas entregou nove passes corretos que se converteram em cestas. Andrew Bynum anotou 22 pontos e capturou dez rebotes. E Pau Gasol fez 13 pontos e coletou 17 ressaltos.

Ou seja: seus três principais jogadores tiveram um comportamento semelhante. Se continuar assim, o Lakers reverte esse marcador, atualmente em desvantagem (3-7) e passará a trabalhar no positivo brevemente.

Mas para que isso ocorra o time precisa continuar jogando como um time e não como um time de um jogador apenas.

DESASTRE

Danilo Gallinari, que tem jogado o fino da bola nesta temporada, negou fogo na derrota diante do Lakers. Anotou apenas seis pontos, acertou só um de seus nove arremessos, uma bola de três das seis que disparou contra o aro adversário.

Um desastre.

Em compensação, Al Harrington voltou a jogar bem: 24 pontos vindos do banco, em 36:52 minutos em quadra.

Al não é titular se você levar em consideração que ele não é anunciado pelo locutor do ginásio. Mas se você é daqueles, como eu, que se liga nos minutos jogados e nos momentos em que o jogador está em quadra, você conclui, como eu, que Al Harrington é titular como ala-pivô fazendo par com Nenê Hilário, com o russo Timofey Mozgov sendo um reserva que apenas tem o gostinho de ouvir seu nome anunciado pelo locutor do ginásio.

Nenê? Nada de especial: 12 pontos e seis rebotes, nenhum ofensivo. O jogo de sempre.

OPOSTO

Seguimos falando de basquete; não se engane com o título e vá pensar que o assunto agora é voleibol. É basquetebol mesmo.

Falei em oposto porque Anderson Varejão teve um desempenho bem diferente de Nenê.

Assim como Nenê, Varejão saiu derrotado de quadra. Seu Cleveland, jogando em Orlando, perdeu para o Magic por 102-94. Mas o capixaba foi um gigante diante de outro gigante, Dwight Howard.

Não é fácil enfrentar D12 — Nenê que o diga. Varejão encarou a fera, fora de casa e saiu-se muito bem: 12 pontos e 15 rebotes, sendo três deles ofensivos.

Ok, eu vi, já escutei você, que não gosta do Varejão e diz que não é Pacheco, eu vi que o Varejão tomou toco de D12, isso e aquilo. Mas eu não estou comparando o brasileiro com o norte-americano. Não sou louco, sei que Dwight é mais jogador que Anderson.

O que quero dizer é que Varejão não afinou. Fez novamente seu papel com dignidade e categoria.

Com isso, continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato, em um universo com algo em torno de 120 jogadores. Tem 11,6 ressaltos por partida. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, tem média de 4,6 por partida e posiciona-se espetacularmente no primeiro lugar.

PALMAS

Por falar em espetacular, Leandrinho Barbosa, depois de dois jogos apagados, voltou a jogar bem. Foram 19 pontos na vitória do seu Toronto diante do Washington por 106-89.

Esses 19 pontos garantiram-lhe o privilégio de ser o cestinha do time. Mesmo tendo errado seus três arremessos triplos, coisa que ele não costuma fazer.

PUXA!

O Indiana foi a Dallas e venceu o Mavs por 98-87. Eu não vi o jogo, mas, mesmo na pindaíba em que se encontra o atual campeão da NBA, vencer o campeão e na casa dele é algo para se tirar o chapéu.

Olho o “box score” e vejo que Paul George fez 30 pontos e foi o cestinha do jogo ao lado de Dirk Nowitzki.

Alguém tem algo pra contar sobre a contenda? Ricardo Camilo está por aí?

ARTILHEIRO

Por falar em pontuação alta, Kevin Durant marcou 36 na vitória de seu Oklahoma City diante do Memphis por 101-94.

KD foi o cestinha da NBA nos dois últimos campeonatos. Atualmente está em terceiro lugar, com média de 27,0 pontos, atrás de Kobe Bryant (29,5), o líder, e LeBron James (29,2), o vice-líder.

Querem apostar que Durant acabará como cestinha desta temporada também?

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  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última