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domingo, 16 de novembro de 2008 NBA | 10:42

VAREJÃO CUMPRE BEM O SEU PAPEL

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Escrevi ontem aqui: Nenê é o melhor brasileiro na NBA. Atingiu um nível dentro do Denver que Anderson Varejão (foto AP) e Leandrinho não têm no Cleveland e Phoenix respectivamente.

Isso ficou claro mais uma vez na vitória do Cavs diante do Utah (105-93). Varejão fez em quadra o que dele esperam o técnico Mike Brown e seus companheiros – embora sua participação no primeiro tempo tenha sido bem apagada, quando conseguiu apenas um toco e um rebote; melhorou, e muito, no segundo, quando anotou todos os seus cinco pontos, apanhou mais quatro rebotes e fez seu único desarme no embate.

Pouco, não é mesmo? Mas é o que está reservado para o capixaba.

Mas fico pensando: pouco pra nós, brasileiros, que roemos as unhas à espera de um desempenho a la Dwight Howard. Mas Varejão não é Howard – e jamais será. Ele sabe disso e vive feliz com seus cinco pontos, cinco rebotes, um toco e um desarme.

Fica contente quando abre o jornal local no dia seguinte e lê que ele e Bem Wallace foram importantíssimos no triunfo do time por terem segurado Carlos Boozer “down the stretch”. Ou seja, no momento derradeiro da partida.

É assim que todos avaliam seu desempenho; ele, a comissão técnica, seus companheiros e os 20.562 torcedores que mais uma vez ocuparam todos os assentos da Q Arena.

Nós é que queremos mais. O que é compreensível, pois torcedor é assim mesmo.

Daqui em diante, analisarei Varejão sob este ponto de vista. O que vier será lucro – como, aliás, já ocorreu nesta temporada em algumas partidas.

Minhas unhas agradecem.

SCORE MACHINE

LeBron James voltou a barbarizar a defesa adversária. Foram 38 pontos diante do Utah, 16 deles no último quarto, batendo a porta definitivamente na cara do visitante. O bom nessa história é que suas bolas de três estão caindo com maior freqüência. Ontem foram 3-7; ou seja, 42.8%, dentro da média. E LBJ estava bem abaixo no início da temporada.

Além disso, os 13-21 nas bolas duplas significam 62% de acerto, o que é muito bom em se tratando desse tipo de arremesso. E seu desempenho nos lances livres se aprumou: 9-11 (81.8%), uma performance também muito boa.

Com números assim, é difícil o Cleveland perder. Se alguém quiser dobrar o time de Ohio terá de subtrair um pouco da pontuação de King James, cestinha da NBA neste início de competição com exatos 29.8 pontos de média.

E segurar também Mo Williams. Este merece um capítulo à parte.

BAIXINHO BOM DE BOLA

Mo Williams veio do Milwaukee para o Cleveland em negociação feita durante o verão norte-americano. Foi uma das melhores contratações feitas por uma franquia para esta temporada.

O negócio foi concretizado exatamente no dia 13 de agosto passado.

Mo é um legítimo armador, mas daqueles bons de bola, que ainda pontuam. Na temporada passada teve médias de 17.2 pontos e 6.3 assistências. Nesta, ainda em busca do entrosamento ideal, está com 15.4 pontos e exatas cinco assistências.

CONTA DE MENTIROSO

Com a vitória por 105-93 diante do Utah, o Cleveland conquistou seu sétimo triunfo consecutivo nesta temporada. E confirma os prognósticos: é favoritíssimo para chegar à final da Conferência Leste.

Está atualmente na segunda colocação do lado do Atlântico, com oito vitórias e duas derrotas, atrás apenas do Boston, que tem um triunfo a mais.

Suas duas derrotas foram “on the road”, onde venceu também outro par de jogos. Time campeão tem que ter desempenho forte como turista, especialmente para ficar na frente da concorrência e ter conforto no momento dos playoffs.

O Boston que o diga.

AUSÊNCIAS

O Utah não pôde contar com três de seus principais jogadores: o armador Deron Williams, contundido no tornozelo, o ala russo Andrei Kirilenko (que não é parente da Maria, como vimos), machucado no dedo, e o pivô turco Mehmet Okur, que permanece em seu país ao lado do pai, doente, num drama bem parecido com o de Leandrinho. Além disso, outra peça importante no esquema do técnico Jerry Sloan, o ala Matt Harpring, também lesionado, não jogou.

O Jazz perdeu seus três últimos jogos, todos “on the road”. Mesmo assim, mantém a segunda posição no Oeste, com uma campanha de 6-4 (60%).

Alguém duvida ainda que os times do lado do Pacífico são a grande decepção neste começo de disputa? Eu não duvido.

Com um desempenho de 60%, o Utah seria o sétimo colocado na Conferência Leste. Os dez primeiros na classificação geral são: 1º. Lakers, 2º. Boston, 3º. Cleveland, 4º. Atlanta 5º. Detroit, 6º. Orlando, 7º. New York, 8º. Utah, 9º. Houston, 10º. Phoenix.

Passando a régua: entre os top 10, seis vêm do Leste e apenas quatro do Oeste.

NOVO REVÉS

E não é que o Atlanta voltou a perder? Agora em casa – e novamente diante do New Jersey: 119-107. É o terceiro revés consecutivo

Depois de um início avassalador, quando venceu seus seis primeiros embates, o Hawks perdeu força e faz um vôo de Ícaro neste momento. Seria possível conter a queda?

Vai depender do que de fato está ocorrendo e como o técnico Mike Woodson vai lidar com isso. É certo que a ausência de Josh Smith é importante, mas sem ele o time fez boas vitórias e grandes jogos, como contra o Boston, por exemplo.

O fato é que seus jogadores passaram a ser marcados. E caíram na armadilha defensiva dos oponentes.

É nesse instante que você vê quem é quem; é agora que a gente vai descobrir se o Atlanta é força no Leste ou entrará no playoff na bacia das almas, como aconteceu na temporada passada.

OUTRA DECEPÇÃO

Quem também decepciona neste início de temporada é o New Orleans. Tido por muitos – inclusive por mim – como uma das forças do Oeste, é apenas o sexto colocado na classificação com uma campanha medíocre de 5-4 (55.6%).

Tudo bem que ontem a derrota foi em Houston por 91-82, mas no campeonato anterior, nestas circunstâncias, o Hornets passava por cima de seu concorrente.

Time campeão é assim: curva-se apenas diante dos grandes. E não me parece que o Houston tenha esse status – pelo menos até este momento, apesar do frisson dos 18.303 torcedores que ocuparam todos os lugares do Toyota Center.

O centro da questão são os arremessos, que não estão calibrados. O Hornets tem uma média de 93.6 pontos de média por jogo, o 24º. na classificação geral. Isso apesar da contratação de James Posey, um dos melhores arremessadores de três da NBA na atualidade.

Se a bola não cai, fica difícil vencer.

NORMALIDADE

O Boston venceu mais uma (Milwaukee, 102-97, fora de casa), normal. O Clippers perdeu mais uma (Golden State, 121-103 em casa), normal.

RODADA

O Denver recebe o Minnesota esta noite no Colorado. Mais uma vitória – e com grande atuação de Nenê. Esta é a minha previsão.

O Phoenix hospeda o Detroit, mas Leandrinho não jogará. Não se sabe ainda quando o brazuca voltará a vestir a camisa 10 do Suns.

Os dois jogos começam às 23h de Brasília. Pela internet, apenas.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
  2. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  3. NENÊ E VAREJÃO, DUELO OPACO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 14 de novembro de 2008 NBA | 12:08

NENÊ E VAREJÃO, DUELO OPACO

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Quem ganhou o duelo entre Anderson Varejão e Nenê? Varejão; mas apenas porque o seu Cleveland saiu vencedor de quadra por 110-99. Quanto ao desempenho, ambos estiveram aquém do que podem produzir.

Nenê (foto AP) pareceu-me ontem um jogador contido. Dava impressão de estar jogando com uma febre de 40 graus. Limitado nos movimentos, sem atitude e, conseqüentemente, sem brilho.

Jogou 34:42 minutos. Não foi pouco. Mesmo assim, seus números foram modestos se comparados com outros jogos: 12 pontos (3-7) e três rebotes. Compensou nos tocos: dois.

Embora tenha feito 12 pontos – não é bom, mas também não é tão ruim –, sua performance nos arremessos não foi nada legal: 42.8% de acerto. Nenê, se você não sabe, é o líder neste fundamento na atual temporada da NBA com uma média de acerto de 64.8%. Antes do jogo de ontem, seu aproveitamento era de 66.2%.

Foi seu segundo desempenho mais embaraçoso no atual torneio. O pior de todos continua sendo na derrota para o Lakers quando arremessou apenas cinco bolas e acertou só duas (40.0%).

Nos lances livres, teve comportamento impecável: 6-6. Foi a segunda vez nesta temporada que Nenê não desperdiçou arremesso livre; a outra foi na derrota diante do Golden State, quando ele marcou 7-7.

Nos rebotes também deixou a desejar – e muito. A trinca apanhada ontem à noite significa seu pior momento nesta temporada. Antes, os quatro apanhados em Salt Lake City diante do Utah, na abertura do campeonato, representavam sua mais baixa produtividade. Sua média de rebotes caiu de 8.8 para 8.1.

Nenê, todavia, foi bem nos tocos, como falei. É o 11º. colocado neste fundamento na atual temporada, com uma média de exatos dois por partida, 2.38 a menos do que Dwight Howard, o líder, que tem escandalosos 4.38 por jogo. Mas ele não conta; Howard merece o apelido de Super-Homem.

Resumo da ópera: Nenê teve uma noite ruim; nada além disso, não se preocupem.

Varejão também esteve apagado. Jogou 11 minutos menos que Nenê. Fez apenas míseros seis pontinhos. Pegou oito rebotes, sendo que nenhum deles no ataque.

O capixaba precisa melhorar seus números nos rebotes. OK, ele está com uma média de 6.2, dois a menos do que Nenê, mas precisa melhorar. Ao contrário do paulista, que contribui muito na pontuação, Varejão não pode se contentar com meia dúzia de rebotes por partida. Ele tem 2m11; é ágil e coloca-se bem em quadra. Tem que passar sua média para cerca de dez por jogo. Varejão pode conseguir isso.

Seu melhor momento no jogo de ontem foi quando cavou uma falta de Kenyon Martin. O ala do Denver reclamou, tomou a segunda técnica e foi expulso.

Varejão é mestre nesse tipo de jogada. Tem que ser mestre também nos rebotes.

MÁQUIA EMPERRADA?

LeBron James tinha marcado 41 pontos em três dos últimos quatro jogos e sua média na competição era de quase 28 por partida. Ontem, marcou 22, mas arremessou dentro de sua média: 50%.

LeBron, no entanto, quase fez um “triple-double”. Deu 11 assistências e apanhou oito rebotes. Dois a mais…

Foi, de todo o modo, um desempenho abaixo do que ele pode produzir. Exigência em demasia de minha parte? A gente só cobra de quem pode dar; LeBron pode fazer muito mais do que fez ontem à noite.

ESTIAGEM

E o Dallas, hein? Perdeu ontem novamente, desta vez para o Bulls, em Chicago, por 98-91. Nos últimos quatro jogos, quatro derrotas. É seu pior início de temporada desde 1998/99, quando fez 1-8, exatamente quando Dirk Nowitzki debutava com a camisa 41 do Mavericks. Seu recorde na temporada é horrível: 2-6 (25%). É o 12º. time do Oeste, fora, portanto, dos playoffs se o campeonato agora terminasse.

Nem o retorno do ala Josh Howard, depois de dois embates ausentes por causa de uma contusão no pulso, ajudou. Ele bem fez sua parte (21 pontos e 11 rebotes), mas o germânico negou fogo novamente: 12 pontos (5-17, 29.4%), sendo que não acertou nenhuma de suas três bolas triplas.

Fica difícil reagir quando você olha para o firmamento e vê que a principal estrela dá sinais de que pode desaparecer a qualquer momento. É comum, no entanto, por causa de fenômenos atmosféricos, uma estrela parecer sumir. Quando você pensa que ela sumiu, lá está ela novamente, na noite seguinte, brilhando no lugar de sempre. Estrelas não são eternas, todos nós sabemos. Não acredito que o brilho de Nowitzki esteja perto do fim. Se isso ocorrer, o Dallas some, não apenas a sua estrela mais reluzente.

A ÁRVORE E O MONSTRO

Um dia antes da partida contra o Celtics, o Atlanta tinha enfrentado e vencido o Bulls em Chicago. O time viajou para Boston logo depois da partida e chegou a Massachusetts às 2h30 da manhã. O grupo foi dormir perto de 4h30. Às 17h deixou o hotel e meia hora depois chegou ao TD Banknorth Garden. E entrou em quadra às 19h30 e sem seu ala/pivô Josh Smith, machucado.

Mesmo com todas essas adversidades, o Hawks só foi batido pelo Celtics com um arremesso de Paul Pierce a 0.5 segundo do final. Em Boston, todos apontam o dedo para Doc Rivers e seus comandados: vocês criaram esse monstro!

Sim, pois esse time do Atlanta classificou-se na bacia das almas para os playoffs do ano passado na oitava posição, com um recorde de 37-45. Pegou o primeiro classificado, o Celtics, que vinha com a melhor campanha da NBA, com 66 vitórias e apenas 16 derrotas. Ainda por cima, tinha feito 4-0 em cima do Hawks na fase de classificação. Esperava-se, portanto, que o Celtics varresse o frágil adversário.

Mas não foi o que aconteceu: a série só acabou na última partida, em Boston. O Celtics venceu com facilidade por 99-65, mas a semente foi jogada na terra naquele momento. Passou o verão norte-americano germinando e agora é uma árvore frondosa. Ou, como preferem muitos, um monstro a ser derrotado.

Eu escolho a primeira comparação, pois o basquete que o Atlanta tem jogado é tão encantador como uma sequóia (foto ao lado).

O fato é que o Atlanta é hoje uma realidade. “Graças ao Celtics”, disse o técnico Mike Woodson.

NA TV

Para quem tem o cabo, uma noitada e tanto pela frente: a partir das 23h de Brasília, Nenê e o Denver enfrentam o Celtics, em Boston. Chance para o brazuca se recuperar, pois terá que enfrentar Kendrick Perkins, bom jogador, é verdade, mas pesado e lento, que faz de seu corpanzil sua arma para pegar rebotes. Nenê pode – e deve – se dar muito bem diante dele.

Já na madruga, à 1h, mas pela internet, Leandrinho visita a capital da Califórnia para enfrentar o Sacramento. O paulistano jogou bem suas duas últimas partidas. Tem que carimbar a terceira. Todos nós, mas principalmente Terry Porter, esperamos por isso. Poderá ter mais minutos em quadra porque Matt Barnes está suspenso. Embora não sejam da mesma posição, na rotatividade pode sobrar algo para Leandrinho.

Meia hora mais tarde, um baita jogo: Lakers x Pistons. Repetição da final de há dois anos; repetição de um encontro que marcou época na NBA, especialmente no final dos anos 1980, quando o Showtime de Los Angeles duelava contra os Bad Boys de Detroit. Era o enfrentamento de Magic Johnson e Isiah Thomas, que trocavam beijinhos faciais antes e depois dos embates. Para estarrecimento do stabilishment norte-americano.

É o jogo da noite. Pena que seja tão tarde e muitos sucumbirão ao avançado da hora.

FIM DA NOVELA?

Knicks e Stephon Marbury se reuniram ontem pela manhã por 45 minutos em Nova York. O jogador está afastado e quer jogar em outro lugar.

Sem agente, foi representado por Hal Biagas, um dos advogados da NBA Player Association. Marbury tem para receber nesta temporada a exagerada quantia de US$ 21.9 milhões. Disse que não abre mão de nenhum centavo.

A intransigência do jogador tem dificultado o acordo. O Knicks, no entanto, pode não pagar toda esta quantia, pois, segundo as regras da NBA, a franquia tem o direito de descontar do valor total um percentual dependendo do novo contrato do jogador.

Marbury pediu permissão para Donnie Walsh, presidente do Knicks, para conversar com outras equipes. O cartola autorizou, desde que não sejam equipes da Conferência Leste.

A novela pode chegar ao fim neste final de semana.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
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  3. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008 NBA | 13:04

CUIDADO COM O FALCÃO

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O Atlanta perdeu a invencibilidade ontem à noite. Mas deixou claro que seu início nesta temporada (6-0) não aconteceu por acaso.

A equipe quase venceu o Celtics fora de casa. Um arremesso de Paul Pierce (foto AP, no momento do arremesso) a 0.5 segundo do final da partida deu a vitória ao Boston por 103-102 num dos mais lindos jogos desta temporada – senão “o” mais lindo.

O Hawks joga que dá gosto de ver. E olha que ontem atuou novamente sem seu ala/pivô Josh Smith, que continua machucado no tornozelo. A impressão que fica é que se tivesse completinho da silva, poderia ter vencido a partida.

Os tiros de três quase quebraram o Celtics. A defesa alviverde – a melhor da NBA – não soube como controlar a artilharia adversária. Foram 13-22, num ótimo aproveitamento de 59.1%. Em contrapartida, o Boston acertou apenas cinco de suas 24 tentativas, num acanhado desempenho de 20.8%.

O último desses chutes longos do Atlanta, realizado por Marvin Williams, a 7.4 segundos do final, petrificou os 18.624 torcedores que ocuparam todas as cadeiras do TD Banknorth Garden a 7.4 segundos do final.

Mas, como escrevi acima, Paul Pierce, o falastrão, mostrou que é bom não só de garganta, mas jogando também: recebeu a bola de Kevin Garnett e no perímetro realizou o arremesso mortal para o falcão da Georgia.

A VERDADE

Quando tem que ser, tem que ser, não adianta. O lateral bola veio de Ray Allen para Kevin Garnett, que estava sendo marcado por Al Horford. Paul Pierce, que tinha Joe Johnson em seus calcanhares, recebeu e Johnson (2m01 de altura) ficou no corta-luz de KG. Horford sobrou na marcação de Pierce. Perfeito. Com seus 2m08 de altura e agilidade, pensei rapidamente: The Truth, mesmo tamanho de Johnson, não vai conseguir arremessar com conforto e vai errar.

Não errou.

Pierce fez 34 pontos, 23 deles no segundo tempo. Se o Celtics mostrou fraqueza nos lances de três, não foi por causa de seu camisa 34, que acertou três em sete arremessos. Nos lances livres, acertou 15 em 16.

Como disse o técnico Mike Woodson, do Atlanta, “grandes jogadores fazem grandes arremessos”.

SOLITÁRIO

Com a derrota do Atlanta, sobrou apenas um invicto nesta temporada: o Lakers. Os amarelinhos – que ontem jogaram de roxo, como fazem “on the road” – fizeram um jogo muito bom diante do New Orleans.

Mesmo atuando na terra do jazz, o Lakers dominou o adversário – que nunca liderou o jogo –, apesar do apagão do último quarto, quando viu uma diferença favorável de 21 pontos quase escapar por entre os dedos. Ela foi conquistada quando faltavam 11:57 minutos para o final, depois de Sasha Vujacic acertar dois lances livres e decretar: 73-52.

O Hornets, a partir daí, realizou uma corrida alucinada de 28-10 e na cesta de dois de Chris Paul fez a vantagem do oponente despencar para três pontos: 83-80. Faltava 1:32 minuto para o final. Foi então que o Lakers mostrou que é o Lakers: foi ele, desta vez, que fez uma corrida decisiva, marcou 10-6 e fechou a partida em 93-86.

O recorde, agora, é de 7-0, apesar da compreensível irritação de Phil Jackson ao final da partida.

DISCRETO

Kobe Bryant está sossegado neste início de temporada. Não deixou a New Orleans Arena pulando ou fazendo gestos para os 18.239 torcedores que mais uma vez lotaram todas as cadeiras do ginásio, ao melhor estilo de Paul Pierce.

Poderia, afinal dos dez pontos finais, ele fez sete, de seu total de 20. Foi uma bola longa de três e quatro lances livres certeiros, mostrando que tem a frieza dos grandes jogadores.

Mas não quis roubar a cena.

Lamar Odom e Derek Fisher fizeram dois desarmes nos segundos finais que ajudaram barbaramente na vitória do Lakers. O primeiro deles foi de Lamar, que tomou a bola de David West, que logo depois caiu na arapuca armada por Fisher.

Kobe sabe que jogador ganha partidas, time ganha campeonatos.

STRIKE

Shaquille O’Neal parecia uma bola de boliche derrubando as garrafinhas no final do corredor. Tudo por causa da contusão entre Matt Barnes e Rafer Alston. O ala do Suns deu uma ombrada… enfim, vocês já devem ter visto o lance pela internet – ou mesmo ao vivo, ontem à noite. Se não viram, vá ao site da NBA e confira, vale a pena. Ou então, dê uma olhada na foto (AP) abaixo e veja O’Neal derrubando todo mundo.

O fato é que o embate de ontem era para ter sido a batalha entre pivôs (Shaq x Yao Ming), mas acabou como a batalha do pivô. Ninguém ousou chegar perto de O’Neal.

O resultado da confusão foi bem tímido: expulsões de Barnes e Alston e faltas técnicas para Shaq, Steve Nash (que queria pegar Alston de qualquer jeito) e Tracy McGrady (deu um chega-pra-lá no canadense).

E morreu a história. Bola pra frente porque hoje tem outra rodada, amanhã também e assim sucessivamente.

É, mas isso lá nos EUA. Fosse no Brasil e Paulo Schmidt, procurador do STJD, iria requisitar a fita do jogo, ver o lance da briga e mandar punir meio mundo.

Freud explica.

LEANDRINHO

O Phoenix perdeu mais uma. Mesmo jogando em casa, foi derrotado pelo Houston: 94-82. Mas continua bem no campeonato: 6-3 (66.7%). É o terceiro colocado no Oeste.

Leandrinho parece que foi bem. Marcou 18 pontos, ajudou na defesa apanhando três rebotes e ainda roubou uma bola.

Não vi o embate, confesso; guio-me pelo “boxscore” – o que é perigoso, todos nós sabemos. Mas tomara que não ele não nos engane, pois, se verdadeiro, significou o segundo jogo consecutivo bem realizado pelo brazuca.

MILESTONE

Shaquille O’Neal entrou mais uma vez para a história da NBA. Não por causa da briga, mas porque anotou 18 pontos e ultrapassou John Havlicek, ex-jogador do Boston, na pontuação total da história da liga. Shaq tem agora 26.402 pontos na carreira, 10º. colocado na lista dos artilheiros.

NA MESMA

O San Antonio continua trilhando seu amargo caminho de derrotas – apesar da vitória diante do New York na rodada passada. Ontem, em visita ao Milwaukee, comportou-se como um bom visitante e perdeu a partida por 82-78.

Compreensível; o time joga sem dois vértices de seu triângulo mágico. Manu Ginobili e Tony Parker, contundidos, vêem tudo de fora, sem nada poder fazer.

Tim Duncan, coitado, solitário em meio a um bando de esforçados jogadores, continua pontuando. Ontem fez 24, mas dá sinais de cansaço quando o assunto é apanhar rebotes: fisgou só cinco.

Pior: foi humilhado pelo australiano Andrew Bogut, que a pouco mais de cinco minutos do final da partida deu uma cravada na cara de Timmy após pegar um rebote.

Resultado desta falta de disposição: o Bucks bateu o Spurs nos “boards” por 47-37 e isso foi decisivo para que o San Antonio perdesse novamente. E para um time regular e que não pôde contar com seu artilheiro, Michael Reed, que continua contundido.

Foi o quinto revés do alvinegro texano, que agora tem uma campanha de 2-5 (28.6%) o que lhe vale a 12ª. posição na Conferência Oeste. Ou seja: fora dos playoffs se o campeonato terminasse hoje.

MANU

O argentino fez ontem sua primeira viagem com a equipe. Efeito moral. Não adiantou, pois o time perdeu.

Manu Ginobili continua se recuperando da cirurgia que fez no tornozelo, contusão que se agravou quando ele disputou os Jogos Olímpicos de Pequim. Previsão de alta: daqui a quatro semanas. Mas “El Narigón” quer voltar sete dias antes.

Gregg Popovic tem um calendário no bolso de paletó. Todos os dias deixados para trás são riscados. Ele sabe que quando Manu voltar a situação será outra.

No campeonato passado, Ginobili foi o cestinha do time com 19.5 pontos de média. Perguntado se a posição do time na tabela de classificação e a contusão de Tony Parker poderiam acelerar seu retorno, ele respondeu: “Tenho que ser esperto nesse momento. Não posso precipitar nada e ver tudo piorar”.

Enquanto isso, o San Antonio segue perdendo. O próximo revés deverá ser novamente diante de sua torcida, amanhã à noite. Adversário: Houston.

DUELO ENTRE BRAZUCAS

Esta noite, às 23h de Brasília, Anderson Varejão e Nenê vão se enfrentar na Quicken Loans Arena, em Ohio. quando Cleveland e Denver se encontrarem. Os dois vão se tocar várias vezes durante a partida.

Varejão está com 8.8 pontos e exatos seis rebotes de média; Nenê marca 15.6 pontos e apanha 8.9 rebotes por partida.

Os números do são-carlense são melhores, mas ele fica mais tempo em quadra do que o capixaba: 27,7 minutos contra 21,3.

Quem vai levar a melhor?

SCORE MACHINE

Quantos pontos LeBron James vai marcar esta noite? Lembre-se que ele fez 41 em três dos últimos quatro jogos do Cleveland.

LAPSO IMPERDOÁVEL

O internauta Romario, que acaba de chegar ao nosso botequim, alertou-me para uma efeméride que não pode passar em branco de jeito nenhum aqui neste blog. Dwight Howard (foto AP), o melhor pivô da NBA na atualidade, fez seu primeiro “triple double” da carreira ao cravar 30 pontos, apanhar 19 rebotes e dar impressionantes dez tocos na vitória do Orlando sobre o Oklahoma por 109-92.

Foi fora de casa, não teve o calor dos torcedores do Magic. Mas mesmo assim foi muito comemorado.

Foi a primeira vez, desde Hakeem Olajuwon, na temporada 1986/87, que um jogador marca pelo menos 30 pontos, pega ao menos 15 rebotes e dá dez tocos.

Os números do Super-homem do Orlando são impressionantes. Um rebote a mais e eles seriam mágicos: 30-20-10.

Notas relacionadas:

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  2. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 12 de novembro de 2008 NBA | 13:57

O VÔO DO FALCÃO

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O Lakers aparecer com a melhor campanha da NBA – não importa o momento ou o campeonato –, não surpreende ninguém. O time tem história e camisa. E contou sempre com os melhores jogadores em toda a história da liga norte-americana. É o que acontece nesse início de torneio, quando a equipe amarelinha da terra do cinema tem um recorde de seis vitórias e nenhuma derrota.

Agora, o que surpreende é o Atlanta também aparecer com a mesma campanha do Lakers nesta temporada. O Hawks não tem muita história e nem contou com tantos bons jogadores em toda a narrativa da NBA.

Os 6-0 nesse início de competição é um feito que o Atlanta não conseguia desde a temporada 1997/98, quando a franquia conseguiu um recorde de 11-0. Impressiona também o fato de que quatro dessas seis vitórias foram obtidas em quadra estrangeira.

E foi o que aconteceu ontem à noite, quando o time da Georgia visitou o Chicago e sapecou 113-108 nos anfitriões. A equipe não tem os holofotes da mídia e nem dos torcedores de uma maneira geral. Responda rápido: quem é o técnico do Atlanta? Quem mesmo? Não se lembra, certo?

Pois é, o Hawks é assim mesmo. Está comendo pelas beiradas; mas não se sabe até onde o time pode chegar. Hoje à noite tem um teste e tanto pela frente: enfrenta o Celtics, em Boston.

Vai precisar contar com todos os jogadores atuando quase que em seu limite máximo; caso contrário, conquistar o sétimo triunfo consecutivo será difícil; ou melhor, quase impossível.

Ontem, diante do Bulls, o Hawks pôde se dar ao luxo de ver Joe Johnson, seu artilheiro no campeonato, acertar só quatro de seus 16 chutes, fazer apenas 17 pontos – oito a menos do que sua média – e mesmo assim vencer a partida.

Tudo porque Al Horford – filho do Tito, que jogou no Sírio, lembram-se? – fez o jogo de sua vida na NBA. Onipresente, foi uma tormenta na vida dos jogadores oponentes. Horford deixou a quadra do United Center com números que impressionaram os 21.738 torcedores: 27 pontos, 17 rebotes (seis no ataque) e seis tocos! Sua melhor performance nesta temporada em todos estes fundamentos.

Com o triunfo, o Atlanta não apenas manteve sua série invicta, mas também acabou com uma incômoda seqüência de sete jogos sem vencer em Chicago. A última vez que isso tinha acontecido foi em abril de 2004, quando Horford (foto AP) estava no último ano do ensino médio na Grand Ledge High School (Michigan).

As conquistas não estão vindo por acaso. Ano passado, mesmo com um recorde negativo (37-45), o Atlanta chegou aos playoffs e vendeu caro a vitória ao Celtics numa série que precisou ser disputada por completo. O triunfo do Boston por 4-3, muitos disseram, aconteceu porque o time de Massachusetts teve a vantagem do mando de quadra. Fosse o contrário, o Atlanta teria avançado para as semifinais da Conferência Leste.

O time está bem equilibrado. Conta com um armador do ramo, Mike Bibby, produto da Universidade do Arizona, cria de Lute Olson, a quem Leandrinho deveria visitar e pedir conselhos, disse-o ontem. Seu artilheiro, JJ, que ontem não foi bem, é um “All-Star”. E no garrafão, uma dupla quente, formada por Horford e Josh Smith, que não tem jogado há duas partidas por ter se contundido diante do Toronto no dia sete passado. Mas um georgiano de Tbilisi de 2m11 de altura, de nome esquisito, Zaza Pachulia, que se não tem números impressionantes (5.5 pontos e 5.7 rebotes e zero toco), tem feito muito bem o trabalho de bloqueio dentro do garrafão para Horford brilhar.

O jogo desta noite no TD Banknorth Garden é imperdível. Os holofotes que estavam direcionados apenas para o Boston terão de ser repartidos. Afinal, os comandados de Mike Woodson – o técnico que a gente não se lembrou do nome de imediato – merecem.

OUTRA MÁQUINA

Na temporada 2001/02 o Lakers começou o campeonato da mesma maneira que agora: sem perder. Naquela ocasião, o recorde inicial foi de 7-0. Resultado daquele bom princípio: ganhou o campeonato. Último título, aliás, que a franquia conquistou.

Mas ontem não foi fácil vencer a sexta partida consecutiva. O time teve que se desdobrar em quadra e defender muito, especialmente no segundo tempo, pois a defesa, no primeiro, foi uma peneira. Levou 60 pontos de uma equipe que vinha de uma derrota para o Clippers.

Com intensidade defensiva, o Lakers permitiu ao Mavs apenas 39 pontos em todo o tempo derradeiro. O grande destaque do time tem um nome que não soa familiar à maioria: Trevor Ariza. Ele foi o “key factor” para que a equipe do técnico Phil Jackson pudesse reverter um jogo que a muitos parecia perdido.

Ariza – que no “NBA Register” (o livro com o perfil dos jogadores) do ano passado aparecia como “Aziza” – jogou os 12 minutos finais da partida. Neste último quarto, pegou uma bola perdida na ponta-direita do ataque, livrou-se feito uma minhoca de Brandon Bass e Dirk Nowitzki e deu uma enterrada espetacular, colocando o Lakers na frente em 83-81.

Mas seu grande momento foi o toco desconcertante que deu em cima de Jerry Stackhouse quando o placar marcava 99-97 para o Lakers, a 45 segundos do final. Marcou 13 pontos, pegou seis rebotes (a metade no ataque), roubou três bolas e deu o toco mencionado. Tudo em 29 minutos.

O Lakers é assim: quando todos esperam mais um show de Kobe Bryant – como LeBron James tem feito com a camisa 23 do Cleveland –, aparece um sujeito não se sabe de onde e ele rouba a cena.

Coisas de um time campeão, diria o outro. Tem jeito mesmo, eu completo.

NA DESCENDENTE?

O Dallas perdeu quatro de seus últimos cinco jogos. Está com recorde de 0-3 em casa, o que não acontecia desde a temporada 1993/94. Na época, encerrou o campeonato com uma campanha medíocre: 13-69.

A torcida já pega no pé de Dirk Nowitzki, que feito o goleiro Marcos, do Palmeiras, saiu criticando seus companheiros depois da derrota para o Clippers. Ontem marcou apenas 14 pontos, com um aproveitamento amorfo de seus arremessos: 5-17. Pior: no último quarto, errou todos os seus cinco chutes.

Jason Kidd, que fez um “triple-double” ao anotar 16 pontos, 11 rebotes e 10 assistências, também não tem sido poupado.

O técnico Rick Carlisle saiu em defesa dos dois ao final da partida. Disse Rick: “Dirk Nowitzki e Jason Kidd são jogadores especiais e se tornaram grandes porque eles pedem a bola quando o jogo está sendo decidido. Dirk teve algumas oportunidades no final da partida, mas não foi feliz. Mas num todo, ele foi bem”. Foi nada, a gente viu os números.

Mark Cuban, dono da franquia, está sendo acusado de estar com as atenções divididas no momento, pois fala-se que ele está para comprar o time de beisebol do Chicago Cubs. Ele desmente categoricamente.

Mesmo fora de época, Dallas parece estar sendo varrida por um furacão.

BRAZUCAS

Os dois brazucas que entraram em quadra ontem foram bem; especialmente Anderson Varejão. Nenê até que não foi mal, mas produziu menos do que vinha produzindo.

Mas é sempre bom dizer: home sweet home. Ou seja: em casa tudo fica mais fácil, no aconchego do lar, com o calor e o carinho dos torcedores, com tudo familiar.

Talvez isso explique o desempenho melhor de um do que de outro.

Varejão jogou 23 minutos na vitória do Cavs sobre o Milwaukee por 99-93 (19.842 pagantes) e fez seu primeiro “double-double” da temporada, ao anotar 13 pontos e apanhar 10 rebotes (três deles no ataque). Melhor do que isso é ver que nos últimos três jogos Varejão soma 14.7 pontos e 7.3 rebotes de média por embate disputado.

Mas o mais legal é ver a química que existe entre o capixaba e o resto do grupo. Todos gostam dele. LeBron James também? Tenha certeza que sim. King James, aliás, parece ser o melhor amigo de Varejão – e vice-versa.

Trabalhar assim, sendo amado pelo “dono” do time, fica fácil, muito fácil. Mas isso não veio de graça, é importante ressaltar. É fruto do trabalho árduo do brasileiro.

Nenê jogou num ritmo mais lento do que nas últimas partidas. Teve a marcá-lo, é certo, um jogador diferenciado: Emeka Okafor. Foi, talvez por isso, menos eficiente no ataque, tendo terminado o embate com 12 pontos, sete a menos do que sua média nos três jogos anteriores. Nos rebotes, foram oito (um no ataque). Em compensação, deu quatro tocos, sua melhor marca nesta temporada.

De um modo geral, Nenê, que ontem completou 300 jogos na NBA (Leandrinho tem 360 e Varejão 239), foi bem e importante na não menos importante vitória do Denver diante do Charlotte (88-80, 10.753 pagantes), a terceira consecutiva da equipe, que agora tem um aproveitamento de 57.1% de seus jogos (4-3) e a sétima posição na Conferência Oeste.

UNSTOPPABLE

O que dizer de LeBron James (foto AP)? Ele parece incontrolável em quadra. Ontem marcou 41 pontos pela terceira vez nos últimos quatro jogos. É o cestinha da NBA com média de 29.8 pontos por partida.

Disparado, o melhor atacante da competição.

Mas não é só isso. Sua média nos rebotes, 8.4, é de irritar muitos pivôs e as 6.9 assistências por partida inveja muitos armadores.

Faz um início de temporada quase que impecável. O time vem de cinco vitórias consecutivas (duas delas fora de casa) e cresce a cada rodada.

Como crescem as chances de LeBron ser o MVP da temporada, embora seja muito cedo para a gente cravar nisso, reconheço.

ALL-STAR GAME

Começa amanhã a votação para o “All-Star Game” que será jogado em fevereiro do ano que vem em Phoenix. Qualquer um pode votar pela internet, através do site da NBA. A data limite é 19 de janeiro do ano que vem.

Um total de 120 jogadores (60 de cada conferência) foram selecionados para a cédula de votação. Brasileiros? Brasileiro, digo, pois apenas Leandrinho aparece. Uma injustiça com Nenê e Anderson Varejão.

Mas você pode corrigi-la votando em outro jogador que não aparece na cédula. É o que eu vou fazer: no Leste, um de meus pivôs será o Varejão; no Oeste, Nenê. E Leandrinho também receberá o meu voto.

Afinal, é uma festa.

Notas relacionadas:

  1. AH, OS BRASILEIROS…
  2. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  3. O DESPERTAR DE UM GRANDE JOGADOR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 11 de novembro de 2008 NBA | 13:19

O DESPERTAR DE UM GRANDE JOGADOR

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Ah, agora sim; este é o Leandrinho que a gente se acostumou a ver em quadra. Não só na NBA, mas também aqui no Brasil, quando ele vestia a camisa do Bauru/Tilibra.

Sem Leandrinho, ontem, o Phoenix não teria batido o Memphis por 107-102. Ele fez de tudo no momento crucial da partida, num duelo sensacional com o “rookie” O.J. Mayo. Saiu vencedor e mostrou que não goza de prestígio na NBA à toa.

O paulistano deixou o campo de jogo com 27 pontos – seu melhor desempenho nesta temporada. Seus últimos seis pontos foram o ápice de seu show particular no US Airways Center, para frenesi dos 18.422 torcedores que lá estiveram.

O Memphis vencia a partida por 98-97, a 2:58 minutos do final, quando ele mandou um torpedo triplo contra as redes adversárias, colocando o Suns na frente em 100-98. Mayo fez uma bandeja a 2:12 e empatou em 100 pontos.

Aí, não sei o que deu na cabeça de Boris Diaw em querer arremessar uma bola de três, que não entrou, é certo. Mayo pegou o rebote, armou o ataque com Rudy Gay, que perdeu a bandeja, mas ele próprio pegou o rebote e cravou para colocar o Grizzlies na frente em 102-100; isso a 1:30 minuto do final.

Steve Nash foi o vilão do ataque seguinte do Phoenix ao errar uma bola de três. Quinton Ross fez o mesmo no ataque visitante. Diaw pegou o rebote, jogou a bola para Nash, que desta vez esperou Leandrinho abrir na ponta-esquerda do ataque do Suns. Fez o passe. Leandrinho recebeu e arremessou de três. Bingo! 103-102.

Na seqüência foram erros de Marc Gasol (passe) e Mayo (arremessos triplos) e quatro lances livres certos de Nash que levaram o Suns à vitória.

Como se vê, Leandrinho (acima em foto da AP) foi o cara, como gosta de dizer Romário. A gente estava com saudades de momentos assim.

Que não sejam exceção e por isso mesmo fugazes. Que voltem a ser duradouros, como sempre foram.

DEFESA

Leandrinho voltou a fazer o seu jogo ofensivo que todos conhecem. É impressionante a facilidade com que ele se desloca pela quadra. Com isso, cria espaços para os companheiros e para si mesmo.

Com a bola nas mãos, dificilmente comete besteiras. Erra, claro, pois não é perfeito; mas, como disse, é ocasional. Seus passes são certeiros, sendo que o picado é o que mais me chama a atenção, especialmente quando ele infiltra e a marcação dobra para evitar a bandeja.

São qualidades que a gente conhece aos baldes.

Agora, insisto, ele precisa melhorar a defesa. Ontem, ficou em quadra 22 minutos. Só vai aumentar seu tempo de jogo se crescer defensivamente.

Leandrinho, quando está marcando, limita-se a fazer sombra para o seu marcador. Não interfere jamais na ação do oponente. É preciso fazê-lo. Ele tem agilidade e braços longos; tem que tirar proveito disso.

Eu, se fosse ele, pegava o carro nos momentos de folga e ia até Tucson, que fica a 190 quilômetros ou duas horas e meia de Phoenix. Não é tão perto, mas nem tão longe assim. Além disso, as estradas norte-americanas são perfeitas. Por isso não cansam.

Fazer o que lá?,pode você me perguntar. Conversar com Lute Olson. Aos 74 anos, Olson anunciou sua aposentadoria em outubro passado. Teve, ano passado, um AVC isquêmico transitório, que pela definição médica não chega a constituir uma lesão cerebral. Mas foi aconselhado a se aposentar. Obedeceu a orientação média.

Olson está em casa, curtindo a vida e gastando o muito que ganhou em seus 34 anos como técnico do basquete universitário nos EUA. Foi campeão nacional em 1997, ganhando o título numa decisão inesquecível diante de Kentucky (84-79), então dirigido por Rick Pitino. Eu estava lá, vi tudo de perto. RCA Dome de Indianapolis lotado, dividido ao meio entre os fãs das duas escolas.

Nas mãos de Olson, Arizona teve um programa formidável para armadores. De lá saíram Steve Kerr, Damon Stoudamire, Mike Bibby, Jason Terry entre outros.

Uma vez por semana, duas quando puder, Leandrinho deveria ir conversar com Olson. Ele tem ainda muito que ensinar. Mesmo sentado na varanda de sua casa. Com palavras. Como disse Machado de Assis, “palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies”.

ROOKIE OF THE YEAR

Falei em Greg Oden (que não consegue jogar por causa das contusões), outros mencionaram Michael Beasley e/ou Derrick Rose. Mas o novato que vem causando furor neste início de temporada é O.J. Mayo.

Ele foi o cestinha da partida de ontem em Phoenix com 33 pontos. No jogo anterior, em Denver, marcou outros 31. Está com exatos 21 pontos de média depois de oito partidas com a camisa 32 do Memphis.

Tem números muito bons nos arremessos: 45.5% nas bolas duplas (pode melhorar), 43.9% nas triplas e 88% nos lances livres.

É rápido e ainda posiciona-se bem em quadra. Por isso pega rebotes. Nos últimos três embates do Grizzlies, teve uma média de 6.6.

O que mais me chama a atenção é a personalidade dele. Mesmo novato, já tomou conta do pedaço. Esse time é meu, já deixou bem claro a todos.

MVP

Paul Pierce mostrou a todos, ontem, que quer ser reconhecido como o melhor do planeta não apenas pelo barulho de sua garganta, mas por todos. Marcou 22 pontos no último quarto do jogo contra o Toronto e deu um bico na derrota que se edificava em pleno TD Banknorth Garden, para espanto 18.624 fanáticos torcedores do Celtics.

No total, foram 36 pontos de Pierce, importantíssimos para a virada alviverde, que significou o sétimo triunfo nesta competição: 94-87. O Boston chegou a ficar 16 pontos atrás no marcador. Mas no final, PP colocou a camisa para fora do calção e acabou com o sonho do Raptors em bater, fora de casa, o atual campeão da NBA.

Foi difícil tirar os olhos do computador, mesmo com Leandrinho jogando contra o Memphis. Como disse a manchete da edição eletrônica do “Boston Globe”, o grande jornal de Massachusetts, “The Truth Hurts”.

O Toronto que o diga.

DIFERENÇA

Para todos nós que acompanhamos o basquete, fica muito claro que a diferença entre treinadores brasileiros e norte-americanos está no conceito. Os nossos se derretem pelo ataque; os deles, pela defesa.

Basta ouvir as instruções dos nossos treinadores nos pedidos de tempo. Dão ênfase, basicamente, à parte ofensiva. Nos EUA é diferente.

Ontem aconteceu um episódio emblemático na partida Boston x Toronto. A 2:38 minutos do final do primeiro tempo, Sam Mitchell, técnico do Raptors, pediu um tempo, com o placar mostrando 46-32 para os canadenses – aqueles pedidos de tempo que você tem que chamar porque a regra manda.

Doc Rivers reuniu os jogadores do Boston e disse que o importante naquele momento era fazer com que o Toronto não pontuasse mais até o final do primeiro período. Um treinador brasileiro, com certeza, iria pedir mais agressividade ofensiva de seus jogadores: vamos diminuir essa diferença neste final, diria qualquer um dos nossos.

Não foi o que fez o norte-americano. O Boston só não tirou nota dez porque o armador espanhol José Calderón acertou dois lances livres a 13 segundos do final. Mas nesses 2:38 minutos, o Toronto arremessou apenas duas bolas contra a cesta do Celtics, com Chris Bosh, e cometeu quatro erros, fruto da ação defensiva do Boston.

O Celtics fez quatro pontos e descontou em dois a diferença do Raptors, que fechou o primeiro tempo na frente em 48-36. Mas naquele momento, pontuar não era o principal, mas sim defender, pois Rivers sabia que a defesa iria robustecer seus jogadores mental e emocionalmente. Desta forma, os anfitriões pavimentaram a estrada para a vitória.

No ano passado, ela levou-os ao título.

RODADA

Oito jogos compõem a rodada desta noite da NBA. Anderson Varejão e Nenê estarão em ação – e no mesmo horário!

Às 22h de Brasília o Cleveland recebe em sua Quicken Loans Arena o Milwaukee. Jogo sem graça, pois o Bucks é fraco e ainda por cima estará desfalcado de Michael Reed, machucado. LeBron James e companhia vão atropelar o pessoal de Wisconsin.

Chance para Varejão melhorar seus números nesta temporada.

Nenê também terá uma tetinha pela frente: o Charlotte, na Carolina do Norte. Vale para o são-carlense o que eu falei para o capixaba: chance para melhorar seus números nesta temporada.

Os dois invictos do campeonato estarão em ação. O Atlanta (5-0) vai a Chicago enfrentar o Bulls, enquanto que o Lakers – com a mesma campanha – viaja até Dallas para jogar contra o Mavericks.

Dá para continuarem invictos. Ambos jogam no mesmo horário: 23h30 de Brasília.

PERFORMANCE

Muito se diz que os melhores times estão no Oeste. Mas a classificação até agora do campeonato mostra que todos os oito melhores time Leste têm 50% ou mais de aproveitamento, enquanto que no lado do Pacífico o Sacramento está na rabeira dos classificados com uma campanha de 3-4, ou 42.9%.

Afinal, o Oeste é mesmo melhor do que o Leste?

Nos confrontos entre as duas conferências, não é o que se vê: foram 16 vitórias do Leste contra oito do Oeste. Ou seja: o dobro.

E então?

PODE?

A atriz Ashely Judd é mulher do piloto de Formula Indy Dario Franchitti. Ms Judd graduou-se pela Universidade de Kentucky.

Mesmo tendo se formado em 1990, sempre que podia voltava à escola para rever amigos e professores. Dizem as más línguas que, lá, teve um “affair” com o melhor jogador do Wildcats à época. Seu nome? Tony Delk.

O armador foi campeão da NCAA em 1996, quando acabou como o melhor jogador do Final Four e ganhou o prêmio de Most Outstanding Player (MOP). Foi recrutado no mesmo ano pelo Hornets (então em Charlotte) e andou feito um cigano pela NBA, jogando também pelo Golden State, Sacramento, Phoenix, Boston, Dallas, Atlanta e Detroit. Na temporada 2006/07 jogou pelo Panathinaikos da Grécia. Hoje, não sei onde anda (alguém sabe?)

Abaixo, foto dos dois. Comparem e digam-me: seria verdade esse “affair” amoroso?

Eu não acredito.

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domingo, 9 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 11:13

MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO

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A edição de ontem do jornal “O Estado de S.Paulo” trouxe uma matéria falando da distribuição dos recursos da Lei Agnelo Piva para o ano que vem. Sabe qual a confederação que perdeu mais dinheiro nesta divisão? A de basquete.

A perda foi substancial. No ano passado, a CBB recebeu R$ 2,278 milhões; ano que vem, cairá para R$ 1,5 milhão. Deixará de embolsar R$ 778 mil. Como escrevi, teve o maior desfalque entre todas as 28 confederações brasileiras.

O basquete brasileiro vai receber menos do que confederações como as de vela e motor (R$ 2,5 milhões), handebol (R$ 2,3 milhões) e tênis de mesa (R$ 1,6 milhão). Receberá o mesmo que as confederações de canoagem, ciclismo, hipismo e remo. E, obviamente, muito menos do que confederações importantes, como as de atletismo, desportes aquáticos, judô (R$ 2,5 milhões) e vôlei (cada uma vai ganhar R$ 2,5 milhões) e ginástica (R$ 2,3 milhões).

Mais uma demonstração da incompetência de Gerasime Bozikis (foto), o presidente da CBB. O basquete definha sob a administração do referido cartola. O masculino não disputa uma Olimpíada há três edições e o feminino despenca a cada edição do Mundial e dos Jogos Olímpicos.

Mesmo assim, presidentes de federações, responsáveis pela eleição do presidente da confederação, continuam sufragando nas urnas seu apoio em favor da administração de Grego, como é conhecido o presidente da CBB.

Em maio do ano que vem haverá nova eleição, que vai determinar o presidente para os próximos quatro anos. O Brasil estará de olho no comportamento dos presidentes das federações. Claro, porque se eles reelegerem Grego para a presidência da entidade, alguma coisa de errado deve existir neste processo eleitoral.

Vamos ficar por aqui. Mais pra frente a gente volta a tocar no assunto.

DE NOVO; SEM BRILHO

Desta vez o Phoenix ganhou, mas Leandrinho voltou a ter uma atuação bem discreta para os seus padrões. Jogou apenas 19 minutos e quando o jogo estava para ser fechado, voltou para o banco de reservas.

Foi substituído por Raja Bell quando faltavam 5:26 minutos para o final da partida, porque ela estava aberta, com o Phoenix vencendo por apenas seis pontos (88-82). Naquele momento o time precisava de defesa. E todos nós sabemos que, além de o brazuca ser frágil na marcação, Bell é o cara que sempre marca o principal jogador do “backcourt” adversário. Leandrinho não voltou mais.

O jogo foi fechado em 104-96 para o Suns e o brasileiro limitou-se a sete pontos, tendo acertado apenas um de seus cinco arremessos triplos tentados, e uma bandeja bonita num “reverse” vindo de Amaré Stoudemire. Apanhou três rebotes defensivos e deu igual número de assistência.

Mesmo com toda a sua agilidade de braços e rapidez com as pernas, não roubou nenhuma bola do adversário. Mostrou, mais uma vez, toda a sua fragilidade defensiva. Por isso foi para o banco no momento crucial da partida.

DIESEL

Shaquille O’Neal estava com média de exatos 12 pontos por partida nesta temporada antes do jogo de ontem. Arrebentou: marcou 29 pontos. Foi sua melhor performance ofensiva nesta temporada. E ainda adicionou 11 rebotes ao seu desempenho final.

Shaq Diesel, se você não sabe, é o maior cestinha entre os jogadores que disputam a atual temporada da NBA. Contando os pontos desta temporada, o grandalhão tem exatos 26.375 pontos, bem abaixo dos 38.387 marcados por Kareem Abdul-Jabbar, o maior artilheiro da história da NBA.

MJ

Alguém perguntou por Michael Jordan? Ele é o líder em toda a história da NBA em média de pontos, com 30.1 por partida. Foram 32.292 ao longo da carreira, mas em 1.072 partidas.

Kareem disputou 1.560 jogos, 488 a mais do que MJ. Encerrou a profissão com média de 24.6 pontos.

Se Jordan tivesse jogado o mesmo número de partidas de Kareem, levando-se em conta sua média de pontos, poderia ter adicionado mais 14.640 ao seu desempenho. E teria encerrado a carreira como o maior pontuador de toda a história da NBA, com 46.932 pontos.

Mas isso fica por conta da imaginação; a gente nunca vai saber se de fato iria acontecer. Até porque em seu último ano de NBA, sua média caiu para exatos 20 pontos por partida.

DE NOVO; COM BRILHO

Anderson Varejão (foto AP) voltou à quadra ontem à noite. E mais uma vez deixou-a vitorioso. Foi peça importante no triunfo do Cleveland sobre o Chicago – que havia batido o Phoenix na sexta à noite, lembram-se? – por 106-97. O jogo foi na Cidade dos Ventos e 21.965 torcedores estiveram no United Center.

O capixaba fechou a partida com 13 pontos, três tocos, mas apanhou poucos rebotes: quatro (um deles ofensivo). No entanto, Varejão tem sido importante no trabalho de bloqueio dos adversários dentro do garrafão defensivo, o que possibilita a sobra das bolas podres para jogadores como LeBron James, que ontem fisgou 13 no total, nove deles na defesa.

Na noite de sexta-feira, ficou em quadra meia hora; ontem, esteve um minuto a menos. É jogador chave no esquema do técnico Mike Brown – o meu favorito para ganhar o troféu “Coach of the Year”.

King James foi novamente o grande nome do Cavs. Marcou 41 pontos. Foi o maior pontuador da rodada deste sábado. É o cestinha da atual temporada com média de 28.1 por partida.

NORMALIDADE

Parece que tudo voltou à normalidade em New Orleans. Ontem o time bateu o Miami, em casa, por 100-89, recuperando-se da surpreendente derrota para o Charlotte, na noite de sexta.

A arena de New Orleans não esteve completamente cheia, mas os 17.701 torcedores que lá estiveram gostaram do que viram, principalmente dos 21 pontos e 13 assistências do armador Chris Paul.

NÚMEROS

Se LeBron James é o cestinha da atual temporada, o melhor passador de bola é Chris Paul com 11.7. É o único que tem dois dígitos de média. CP3 é também o mão leve da NBA, com 3.33 desarmes por partida, o grande ladrão da liga. Nos rebotes, sem surpresa também: Dwight Howard, o super-homem do Orlando, tem 13.7 de média e é o mais forte de todos. Como Paul, Dwight quer mais. É o líder também nos tocos, com exatos quatro por jogo.

Esta estatística é de corar: sabe quem é o jogador que mais erros comete por partida? Stephen Jackson, do Golden State, com 4.2 equívocos por embate disputado.

OS LÍDERES

Se o campeonato terminasse hoje, os 16 classificados para os playoffs seriam os seguintes:

LESTE – 1) Atlanta [4-0] 2) Boston [5-1] 3) Detroit [4-1] 4) Cleveland [5-2] 5) Orlando [4-2] 6) Toronto [3-2] 7) New York [3-2] e 8) Miami [3-3].

OESTE – 1) Lakers [4-0] 2) Utah [5-0] 3) Houston [4-2] 4) Phoenix [5-2] 5) New Orleans [4-2] 6) Memphis [3-3] 7) Portland [3-3] e 8) Denver [2-3].

Como se vê, apenas um time com desempenho inferior a 50%: o Denver.

Como se vê, os três brasileiros estariam nos playoffs.

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sábado, 8 de novembro de 2008 NBA | 11:43

LEANDRINHO VIVE MOMENTO DIFÍCIL NA NBA

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É preciso ter calma neste momento. A prudência avisa. O campeonato mal começou e o treinador é novo. Mas a situação de Leandrinho (foto, perdento o controle da bola, algo corriqueiro nesta temporada) é preocupante. A gente espera que seja apenas uma nuvem passageira e que ela saia de cima da cabeça do armador do Phoenix o mais rápido possível.

Mas que o momento incomoda, isso ninguém duvida. Leandrinho não é nem de longe aquele jogador que a gente se orgulhava de ver em quadra e estufava o peito para dizer: é brasileiro! O paulistano passa por um período difícil da carreira.

Algumas coisas o atrapalham neste momento. Perdeu metade da pré-temporada em São Paulo ao lado da mãe, que estava doente. Por isso, ficou para trás na preparação. Há um novo treinador no time e novas exigências também.

Leandrinho jogou todos os seus cinco anos na NBA para Mike D’Antoni, um técnico que jamais privilegiou a defesa, indo ao encontro da formação do brasileiro, que sempre manteve os braços abertos para o ataque. Agora, com Terry Porter, defender é preciso.

Leandrinho pouco sabe sobre esta matéria. Não foi um aluno dos mais aplicados no começo da carreira, até porque nunca teve bons professores a exigir determinação do menino. Hoje, sem estofo defensivo, está pagando um preço mais alto do que ele imaginava que um dia pudesse pagar.

Para piorar, seu jogo ofensivo está irregular. Ontem, deu pena vê-lo em quadra. Completamente perdido e sem confiança, entregue à marcação, sem respostas para as armadilhas defensivas que os jogadores do Chicago prepararam para ele.

Marcou apenas dois pontos. Seu aproveitamento foi paupérrimo. Errou todos os arremessos de três pontos e acertou apenas um dos cinco chutes de dois pontos. Não bateu nenhum lance livre sequer. Ficou apenas 17 minutos em quadra. Se lá ficasse mais, o desmoronamento seria maior.

Fosse eu o técnico Porter, estaria preocupado neste momento menos com a derrota para o Bulls (100-83) e mais com o que se passa com Leandrinho. Se nenhum ajuste for feito, rapidamente, ele perde uma importante arma de seu arsenal, arma esta que já se mostrou eficiente no passado.

Há dois caminhos possíveis a se tomar: 1) tentar corrigir os defeitos de Leandrinho dedicando um bom tempo para isso; 2) trocá-lo por outro jogador e deixar que ele reencontre seu jogo em novo lar.

Mas, já disse, que não seja em Nova York.

LUZES QUE BRILHAM

Em compensação, os dois outros brasileiros mataram a pau na rodada de ontem da NBA. Anderson Varejão ganhou mais uma ao lado de LeBron James; Nenê fez o mesmo, tendo agora como parceiro o armador Chancey Billups, que debutou com a camisa 7 do Denver, trocado que foi com Allen Iverson.

ROUBANDO A CENA

Em Cleveland, LeBron James fez sua primeira cesta de três nesta temporada, deu um toco sensacional em cima de T.J. Ford a 39 segundos do final da partida, deixou a quadra com 27 pontos, nove rebotes, oito assistências e quatro tocos, mas o nome do jogo foi Anderson Varejão.

Claro, porque números assim, extraordinários, para King James são quase que corriqueiros. Mas falava eu sobre o capixaba, que jogou meia hora e terminou a partida com 18 pontos (a maior pontuação desde que jogou pela primeira vez na NBA) e oito rebotes, sendo que três deles foram no ataque. E ainda desarmou o adversário em três oportunidades. Nenhum dos 20.562 pagantes que estiveram na Quicken Loans Arena duvidou disso.

Varejão foi peça importante na vitória do Cavs sobre o Indiana por 111-107, que coloca agora o Cleveland na quarta posição da Conferência do Leste com uma campanha de 4-2.

Mas há o que se corrigir no jogo de Varejão, principalmente seu arremesso de curta distância. Ele pontua em bandejas e sobras de rebotes, mas quando tem que arremessar do perímetro, da zona morta, a bola dificilmente cai.

Esse não é o Varejão que a gente conhece. Ele tinha um bom arremesso. Arriscava até mesmo bolas de três – e com sucesso em muitas situações. O brazuca precisa se atrever neste momento a mudar este cenário. Há que se conversar com o técnico Mike Brown e treinar.

ROUBANDO A CENA 2 – A MISSÃO

Em Denver, os holofotes estavam todos direcionados para Chauncey Billups, que estreava no Nuggets. Mas os spots tiveram que ser deslocados para Nenê.

O paulista de São Carlos fez seu melhor jogo nesta temporada com a camisa 31 do Denver. Foram 19 pontos e sete rebotes (quatro deles no ataque) na vitória sobre o Dallas por apertados 108-105.

Seu grande momento foi a 12 segundos do final da partida, quando o Nuggets vencia por apenas dois pontos (104-102) e o Dallas atacava, pronto para mandar um torpedo triplo contra a cesta colorada e liquidar o embate. A bola caiu nas mãos do pivô Brandon Bass e Nenê tomou-a. E o jogo foi decidido em favor dos anfitriões.

Nenê tem levado grande vantagem sobre seus marcadores por saber usar a mão esquerda. Isso ficou nítido na partida de ontem. Quando é empurrando para este lado, sabe o que fazer, o que dificulta a marcação.

Os pivôs, a gente bem sabe, são limitados tecnicamente. São poucos os que têm brilho (é disso o que eu falo sobre o jogo de Varejão no ataque). Por isso, quando marcados, são previsíveis. Fazem do tamanho e da força sua grande arma. Nenê tem mais do que isso; sabe jogar.

Todos os 19.175 pagantes que estiveram no Pepsi Center constataram, mais uma vez, isso que vos falo.

E se Nenê pontua mais hoje em dia é porque, antes do jogo contra o Clippers, em Los Angeles, reuniu os companheiros no vestiário do Staples Center e disse a todos: “Passem-me a bola!”.

Foi atendido. Marcou 22 pontos. Justificou, assim, a reivindicação. Sua média no campeonato é de quase 16 pontos por partida.

E tende a crescer.

UMA ZONA

Dei uma olhada no jogo de estréia de Allen Iverson com a camisa 1 do Detroit. A correria, a zona de sempre. Resultado final: 103-96 para o New Jersey, apesar dos 24 pontos e seis assistências de AI.

Já falei aqui em nosso botequim: o Detroit jogou no lixo, prematuramente, esta temporada. Posso quebrar a cara, mas acho que não vou.

BELEZA

Se o jogo entre New Jersey e Detroit foi opaco, novamente as atenções voltaram-se para a repórter da tevê a cabo do Nets, a YES Network. Seu nome: Michele Beadle (foto).

Esbanja beleza, simpatia e capacidade profissional. É um dos destaques em Nova Jersey, mais do que o Nets, um time que eu não daria um tostão furado por seu desempenho nesta temporada.

Fico com pena do armador Devin Harris, que veio do Dallas na troca por Jason Kidd. Deixou a quadra ontem com 38 pontos e apenas duas assistências. Duas, claro, porque não há para quem passar a bola; o time é fraco.

Vince Carter deveria pegar o telefone e ligar para Dean Smith e pedir conselhos. Ainda é tempo.

Ainda bem que em Nova Jersey há Michele Beadle.

CARTAS À REDAÇÃO

Alguém consegue explicar a derrota do New Orleans para o Charlote?

FIM DA LINHA?

Parece que a temporada está escapando pelos dedos do San Antonio. Ontem foi mais uma derrota – e novamente em casa –, agora para o Miami por 99-83.

O motivo principal de novo revés foi a contusão logo no primeiro quarto do armador Tony Parker. Torceu o tornozelo. Pior de tudo: vai ficar duas semanas de fora, em tratamento.

Os adversários nestes 14 dias esfregam as mãos. Ganhar do Spurs virou obrigação neste momento.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008 NBA | 12:07

SÓ NO BASQUETE; SÓ NA NBA

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Cinco pontos em 1.9 segundo. E sem lance livre na jogada. É possível isso para um jogador? Sim; em basquete, tudo é possível, especialmente quando se trata de NBA.

O final da prorrogação do jogo de ontem em Portland com certeza jamais sairá da memória dos 20.611 torcedores que estiveram no Rose Garden.

A partida estava empatada em 96 pontos, quando o armador Brandon Roy fez uma cesta a 1.9 segundo do final, colocando o Portland na frente em dois pontos. Yao Ming igualou a 0,8 segundo do fim e ainda teve um lance livre de bonificação. Acertou e deixou o placar em 99-98 para o Houston. Após o pedido de tempo, Roy recebeu o lateral do armador Steve Blake e arremessou imediatamente, atrás da linha dos três. Bingo! O cronômetro zerou com a bola no ar e o Portland venceu a partida por 101-99.

Só no basquete; só na NBA.

ATRÁS DA CORTINA

Brandon Roy (na foto acima celebrando) vinha fazendo uma partida discreta até aquele 1.9 segundo final da prorrogação. A 10.1 segundos para o encerramento do tempo normal, com o embate igualado em 90 pontos, ele foi desarmado infantilmente por Ron Artest e não conseguiu arremessar, levando o jogo para a prorrogação.

Até o histórico momento, seu desempenho era pífio: 4-16 nos arremessos de quadra e tinha acertado seus insignificantes quatro lances livres; pouco para a agressividade e qualidade de seu jogo. Encerrou o tempo normal com apenas 12 pontos.

Continuava apagado até aquele 1.9 segundo. Aí entrou em cena. Importante: poderia ter saído como vilão, porque foi dele a falta que se transformou no lance livre de bonificação para Yao colocar o Houston na frente em 99-98.

Mas a noite era de Brandon Roy. “Eu estava desapontadíssimo comigo mesmo depois de ter feito aquela falta”, disse ele, na entrevista coletiva. “Aí eu disse para Steve me dar a bola para eu compensar [a bobagem feita]”.

E compensou.

Só no basquete; só na NBA.

OITO E NÃO CINCO

Se formos considerar os três pontos do chinês Yao Ming, foram oito, e não cinco, os pontos marcados naquele 1.9 segundo derradeiro da prorrogação.

Só no basquete; só na NBA.

MOLECADA DA PESADA

O Portland é o segundo time mais jovem da NBA. Só fica atrás do Golden State. Tem um futuro imenso pela frente. E olha que Greg Oden ainda não começou a jogar pra valer.

Às voltas com seguidas contusões, ontem Oden ficou do lado de fora, atrás do banco de reservas, vendo o jogo. Deve ter tido comichões com o final da partida.

Embora os holofotes finais tenham se deitado pra cima de Roy, a atuação do ala/pivô LaMarcus Aldridge não pode passar batida. O moleque, 23, fez 27 pontos, apanhou nove rebotes e deu três tocos. Mas precisa melhorar o aproveitamento dos lances livres: 3-7.

LUSCO-FUSCO

Alguém, ao olhar o “boxscore”, pode dizer que à exceção da bola roubada de Brandon Roy nos segundos finais do tempo normal Ron Artest fez uma partida opaca. Afinal, está lá: nove pontos, três rebotes, quatro assistências e dois desarmes.

Certo ou errado?

Analisar a atuação de Artest é um tanto complicado; mas é possível. Ele teve uma difícil missão pela frente, que foi a de marcar Roy, o principal jogador do Portland. Conseguiu durante o tempo normal. Os números do camisa 7 do Blazers já foram destacados acima. Mas no momento agudo da partida, Artest perdeu Roy de vista.

E deu no que deu.

Reprovado, pois.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard teve dificuldades no jogo de ontem do Orlando contra o Philadelphia. Sam Dalembert deu trabalho, especialmente nos rebotes. Howard estava com média de 14.5 rebotes por partida e ontem fisgou apenas oito. Pouco para alguém como ele.

Foi também a primeira vez no campeonato que Dwight pegou menos de dez rebotes. Sua média caiu para 13.2, para desapontamento dos 16.407 torcedores que foram à Amway Arena de Orlando, mas que vibraram com a vitória do time por 98-88.

Dalembert apanhou 14 rebotes, oito deles ofensivos. Interessante, bem interessante.

Diria que foi apenas um acidente de percurso; nada além disso.

A BELA E A FERA

O relógio pouco passava das 13h30 quando cheguei à arena do complexo do Olympic Green Tennis Centre. Os termômetros marcavam desanimadores 30 graus. Em meia hora, Elena Dementieva e Dinara Safina iriam decidir a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Lá estava eu. Cheguei relativamente cedo ao complexo tenístico. Por isso, peguei um bom lugar. Coloquei minha mochila na cadeira ao meu lado direito. À medida que o tempo foi passando, os lugares reservados para a imprensa foram sendo tomados. Até que sobrou apenas a cadeira onde minha mochila descansava.

Cerca de 15 minutos antes de a decisão começar, uma jornalista, procurando por um lugar, perguntou se o assento estava ocupado. Disse que não; e tirei a mochila, colocando-a perto dos meus pés.

Descobri, minutos depois, que ela era de Moscou. Mas não fazia jus à beleza singular das meninas da terra de Dostoiévski. Era feinha, coitadinha. Mas bom papo. Falava um inglês limpo, bem compreensível, ao contrário da maioria dos camaradas, que não consegue dobrar a língua do jeito certo para falar o idioma de Shakespeare.

Conversa vai, conversa vem, perguntei a ela se Andrei Kirilenko, ala do Utah Jazz, tinha algum parentesco com Maria Kirilenko.

– Não, nenhum parentesco – ela respondeu.

Maria, se você não sabe, é uma das beldades russas do circuito profissional da WTA, a associação feminina da categoria. Nunca foi top 10; este ano, em julho passado, chegou ao 18º posto, sua melhor posição no ranking. Atualmente, está na 29ª colocação.

– Kirilenko é um sobrenome um tanto comum em meu país – completou a jornalista.

Eu não sabia, por isso perguntei. Sei lá, na minha cabeça, Andrei poderia ser irmão, primo, tio, qualquer coisa da Maria. Mas não é nada.

Algum tempo depois, comparando fotos dos dois, senti-me um tolo por ter feito a pergunta à jornalista russa. Não há como confrontá-los. As fotos abaixo comprovam isso. Seria como cotejar a bela com a fera; isso pra ser bonzinho com Andrei.

Maria e Andrei

RODADA CHEIA

Nada menos do que 13 partidas movimentam a rodada desta noite pela NBA. E quem tem o NBA League Pass escolhe o jogo. Quem não tem, vai assistir pela ESPN o encontro entre San Antonio e Miami, no Texas, a partir das 23h de Brasília. E quem não tem nem uma coisa e nem outra, eu recomendo acessar o site da StoogeTV para tentar linkar alguma partida. Este é de graça.

Como tenho a possibilidade de escolher o prélio, vou primeiro assistir a Cleveland x Indiana, pois quero ver Varejão em ação – desculpem a rima –, e em seguida vou atrás de outro brazuca, Nenê, que estará em quadra com o seu Denver. A partida do Colorado marcará também a estréia de Chancey Billups com a camisa do Nuggets no embate contra o Dallas.

Haja café!

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008 NBA, Sem categoria | 13:25

A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ

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NenêHá um belíssimo tema do cancioneiro popular norte-americano chamado “What a Diff’rence a Day Makes” (Adams/Grever). Ficou imortalizado na voz de Dinah Washington e eu recomendo para quem gosta de música de qualidade. A tradução do título da canção para o português seria algo como: um dia faz uma baita diferença.

QUE DIFERENÇA…

Nenê (foto AP) fez um partidaço ontem com a camisa 31 do Denver. Marcou 19 pontos e apanhou 15 rebotes (sete deles no ataque) e deu ainda três tocos. Suas médias nestes fundamentos no atual campeonato subiram para exatos 15 pontos, 8.8 rebotes e 1.5 toco. Muito boas.

Com números expressivos, Nenê deixou a Arena Oracle de Oakland (18.194 pagantes) como o nome do jogo; mas derrotado. O Nuggets sucumbiu ao fraco Golden State por 111-101 e viu seu recorde no campeonato passar agora para três derrotas e uma vitória. É o 12º colocado na Conferência do Oeste, fora da zona de classificação para os playoffs.

… UM TIME FAZ

Em contrapartida, Anderson Varejão teve uma exibição morna diante do Chicago, também na noite de ontem. Anotou nove pontos, dois rebotes e um toco. Mas deixou a Quicken Loans Arena (20.562 pagantes) vencedor e viu o recorde de seu time subir na co

mpetição para três vitórias e duas derrotas. É o quinto colocado do Leste – dentro da zona para os playoffs.

Sabe por que Varejão deixou a quadra em triunfo? Porque a seu lado joga LeBron James. O 23 do Cavs marcou 41 pontos (15-16 nos lances livres, 13-23 nos lances duplos), fisgou nove rebotes e deu quatro assistências. Foi o nome do encontro.

MORAL DA HISTÓRIA

Se Nenê jogasse ao lado de LeBron, deixaria a quadra quase sempre vencedor e veria seu time sempre na zona de classificação para os playoffs. Além disso, seu jogo seria mais vistoso e seus números também. E não me venham com essa de que King James não deixaria espaços para o são-carlense brilhar, pois no embate de ontem Zydrunas Ilgauskas marcou 10 pontos e apanhou 15 rebotes. Veterano e com a saúde cambaleante.

CONCEITO DO CRAQUE

Carmelo Anthony é tão bom quanto LeBron? Claro que não.

Os dois entraram para a NBA em 2003. King James foi o primeiro “draft”, enquanto Carmelo foi o terceiro. LeBron foi direto do “high school” para a NBA, enquanto que Carmelo passou pela universidade de Syracuse, onde foi campeão da NCAA em 2003. Na NBA, King James foi eleito o “Rookie of the Year” e já disputou uma final. Carmelo… bem, Carmelo…

Quem é o craque? Os dois? Discordo; craque tem que ser eficiente. Se não for, não é craque. Aguardo pela reação de Carmelo; enquanto isso não ocorrer, ele continua vários degraus abaixo de LeBron.

Isso vale para o futebol também – ou melhor, para todos os esportes.

LEANDRINHO

Não vi o jogo do Phoenix. No mesmo horário, comentava pela Rádio Record de São Paulo o jogo do Palmeiras pela Sul-Americana contra o Argentinos Jrs. Este compromisso profissional privou-me, portanto, de ver o Phoenix vencer o Indiana por 113-103, fora de casa.

Olhando os números do brasileiro pelo “boxscore” – isso é perigoso, eu já alertei –, vejo que ele marcou 11 pontos, pegou quatro rebotes, deu o mesmo número de assistências e fez dois desarmes.

Mas vamos dar uma olhada no “play by play” para não ficarmos com dúvidas.

Leandrinho entrou no jogo quando faltavam 2:05 minutos para o final do primeiro quarto e o time perdia por 25-18. Jogou 8:50 minutos, pois deixou a partida quando o cronômetro assinalava 3:15 minutos para o fim do primeiro tempo, dando lugar a Grant Hill.

Neste período, marcou cinco pontos, pegou um rebote, deu quatro assistências e roubou uma bola. Não conseguiu inverter o resultado, pois qu

ando voltou ao banco o Suns perdia por 59-51.

Voltou logo ao prélio. Ou seja: com apenas 4:49 de bola pingando no terceiro quarto, Terry Porter colocou-o novamente em quadra, desta vez no lugar de Hill. O time perdia por 75-71. Neste novo período, Leandrinho marcou seis pontos, apanhou três rebotes, recuperou uma bola, mas cometeu três erros.

Deixou a partida quando faltavam 7:18 para o final, agora com o time na frente em 98-90. Não voltou mais; mas nem precisava, pois cumpriu – e bem – o seu papel. Todos os 11.660 torcedores que estiveram no Conseco Fieldhouse constataram isso.

Pelo que deduzo, Leandrinho será importante nestes momentos, quando o Phoenix estiver atrás. Neste cenário, Porter chama-o, coloca-o em quadra e o paulistano põe em ação seu arsenal ofensivo.

Às vezes vai dar certo, às vezes não. Se Porter for tolerante a isso, Leandrinho terá vida longa no Phoenix.

Mesmo não sabendo defender.

SURPRISE!

Alguém esperava pela derrota do New Orleans, no berço do jazz, para o Atlanta? Eu não.

Vi parte do jogo, o suficiente para testemunhar um toco humilhante que Chris Paul levou de Al Horford, para espanto das 16.030 pessoas que lotaram a New Orleans Arena e não entenderam a derrota por 87-79.

Horford, para quem não sabe, é filho de Tito, que jogou no Sírio, em São Paulo, e foi recrutado pelo Milwaukee (39ª escolha) em 1988. Na NBA, jogou no Bucks duas temporadas e depois foi para o Washington. O pai, o primeiro dominicano a jogar na liga norte-americana, era bom jogador, mas o filho é muito melhor.

Bicampeão do “college” pela Florida Gators, Al foi a terceira escolha no recrutamento do ano passado. Além do toco em CP3, marcou dez pontos e apanhou oito rebotes.

Para quem não sabe, o Atlanta é um dos invictos do campeonato, com três vitórias. É o segundo colocado da Conferência do Leste, com u

m triunfo a menos do que o líder Detroit.

Baita surpresa.

CRISE

Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, mas o mercado financeiro continua em turbulência. As bolsas nesta quinta-feira despencam no mundo inteiro e a incerteza é a palavra da moda.

Com a crise econômica, o New Jersey pode ver naufragar seu plano de construir uma arena no bairro do Brooklyn, em Nova York, para onde pretende se mudar em 2010.

Há quatro meses, o banco Goldman Sachs tinha garantido aos donos do Nets – entre eles o “rapper” Jay-Z – um empréstimo de US$ 950 milhões para a construção do ginásio.

Hoje, perguntado sobre o assunto, o banco, através de sua assessoria de imprensa, informa: “Sem comentários”. Ou seja: do jeito que está, a chance de o Nets ir para o Brooklyn diminui dramaticamente.

Se isso realmente se confirmar, outro plano que vai naufragar é o de contratar LeBron James. King James, amigo pessoal de Jay-Z – que casou-se em maio passado com a estonteante Beyoncé Knowles –, quer ir para Nova York. É claro que jogando em New Jersey ele pode morar na “Big Apple”, pois é só atravessar um dos túneis Lincoln ou Holland que faz-se a passagem.

Mas o problema é jogar pelo Nets…

Só se a Beyoncé (foto AP) convencer LeBron. Cacife para isso ela tem.

PRIMO POBRE E PRIMO RICO

No clássico de Los Angeles, deu a lógica. Com mando de quadra, o Lakers colocou 18.997 torcedores no Staples Center e passou por cima do Clippers por 106-88. Foi a sexta vitória seguida dos amarelinhos sobre seu rival municipal – o que não quer dizer absolutamente nada.

Afinal, o Clippers ainda não venceu nesta temporada (0-5). Agradece a companhia do Washington (0-3), a outra franquia que cambaleia. Somados os jogos do campeonato passado, o Clippers não vence uma partida na NBA há 12 rodadas.

Com a mão descalibrada (8-21 nos arremessos), Kobe Bryant, mesmo assim, foi o cestinha do time com 27 pontos. Também pudera, com a quantidade de arremessos feitos!

O nome do jogo, no entanto, foi o pivô Andrew Bynum que apanhou 17 rebotes. Pau Gasol amealhou outros 11. Os dois juntos pegaram 28, mais da metade do desempenho do Clippers (44).

Bynum fez ainda nove pontos e deu quatro tocos. O moleque está jogando muito. Se Kobe deixar de ser fominha e distribuir mais o jogo, Bynum pode ter dois dígitos na pontuação também.

FINALMENTE!

O San Antonio precisou de duas prorrogações para vencer sua primeira partida nesta temporada. Foi a Minneapolis e bateu o Minnesota por 129-125.

Apenas 11.112 torcedores viram o armador Tony Parker fazer 55 pontos – a maior pontuação em sua carreira na NBA –, dar dez assistências e pegar sete rebotes. Destruiu o adversário.

Sim, porque foi sua a cesta que empatou o jogo na prorrogação em 116 pontos, a menos de dois segundos para o cronômetro zerar, levando-o para a segunda prorrogação. Neste novo período veio a primeira vitória do time texano na competição.

Quer dizer: o Spurs não perdeu por pouco. Há muito que se fazer ainda para o time melhorar, em que pese a ausência de Manu Ginobili.

A PRIMEIRA

Outra equipe que conseguiu vencer pela primeira vez na temporada foi o Sacramento. Na capital da Califórnia, o Kings bateu o Memphis por 100-95.

Foi do Grizzlies, mas pouco importa. O que conta é que o time venceu, para delírio dos 13.685 torcedores que foram ao Arco Arena.

Quantos jogos mais o Sacramento vai precisar para voltar a vencer?

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008 NBA, outras | 12:32

NÚMEROS QUE ENGANAM

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Olhar apenas os números de um jogador no “boxscore” é muito perigoso. Ao destacar a atuação de Anderson Varejão na vitória do Cleveland sobre o Dallas, ontem, eu mostrei isso.

O exemplo hoje vale para o Leandrinho (foto).

Quem pegar a estatística da partida de ontem na vitória do Phoenix sobre o New Jersey por 114-86, vai ver que o brasileiro marcou 12 pontos, apanhou seis rebotes, deu quatro assistências e roubou duas bolas. Bons números, sem dúvida alguma.

Mas sabe como ele os conseguiu? Praticamente no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já estava definida.

Vejamos…

Leandrinho entrou em quadra quando faltava 1:58 minuto para acabar o primeiro quarto. Substituiu Raja Bell, o titular de sua posição. Jogou exatos 8:05 minutos, pois voltou para o banco quando o cronômetro mostrava que faltavam 5:53 minutos para o final do segundo quarto.

Quando entrou, o placar do Izod Center mostrava 30-23 para o Phoenix. O jogo estava disputado. Ao sair, a vantagem subiu em dois pontos: 47-38. A partida continuava disputada.

Nesses 8:05 minutos, Leandrinho teve o seguinte desempenho: três pontos, um rebote, duas assistências e dois erros.

Voltou ao embate no início do último quarto. O placar mostrava 92-77. O jogo ainda não estava definido, afinal, havia um quarto pela frente. Mas estava bem encaminhado, ainda mais sendo o Nets o adversário. Nesse último quarto, com as favas praticamente contadas, Leandrinho teve a seguinte performance: nove pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois desarmes.

Pergunto: os números de Leandrinho enganam ou não?

PERDENDO ESPAÇO

O que fica claro para mim é que, neste início de temporada, Leandrinho está perdendo espaço no time. O novo treinador, Terry Porter, valoriza a defesa.

Ainda não conseguiu acertá-la, é verdade, pois o Suns continua sofrendo muitos pontos de times fracos. Ontem, por exemplo, foram 55 no primeiro tempo.

Leandrinho nunca foi um bom marcador. É o protótipo do jogador brasileiro, não importa a modalidade: preocupa-se apenas em pontuar.

Seu negócio é arremessar bolas de três pontos. Poderia usar sua principal arma, a velocidade, para interferir na linha de passe do adversário e roubar bolas, muitas bolas, e – por que não? – ser o líder em “steals” da NBA.

Porter já conhece Leandrinho. Agora mais íntimo, deve ter visto muito mais de seu defeito defensivo. Poderia ajudá-lo a corrigir essa deformidade em seu jogo. Mas não sei se esta é uma meta estabelecida pelo treinador.

Portanto, não seria surpresa para mim se Leandrinho, logo mais, for trocado por alguém. E se isso realmente acontecer, tomara que não vá para o New York, pois Mike D’Antoni, seu antigo treinador no Arizona, gosta de esconder e não corrigir defeitos.

A FORÇA DO BOSTON

Acho que ninguém duvida da força do Boston. A derrota para o Indiana surpreendeu, mas isso acontece. O time mostrou novamente sua força ontem em Houston. Visitou um dos favoritos do Oeste e venceu por 103-99.

A partida foi de Ray Allen, não apenas pelos seus 29 pontos, sua maior pontuação nesta temporada. Allen foi grande na marcação também. Deixou a quadra quando faltavam apenas 33:9 segundos para o final e o placar mostrava 101-95 para o Celtics.

Fez uma falta para impedir Tracy McGrady pontuar. Foi a derradeira.

A defesa de Allen é subestimada por quase todo mundo na NBA. Vêem nele uma máquina de pontuar, mas não enxergam seu hercúleo esforço para diminuir os espaços dos adversários.

Ontem teve de controlar McGrady. Não dá para dizer que ele obteve sucesso pleno, pois T-Mac deixou o Toyota Center com 26 pontos e 50% de aproveitamento de seus tiros de quadra (9-18). Mas o armador do Rockets teve que suar mais do que o habitual para conseguir pontuar.

ENGAJADO

Ao tomar conhecimento que Barack Obama tinha praticamente garantido a vitória na eleição presidencial nos EUA, Ray Allen, ao final da partida, já no vestiário verde e branco, declarou: “Este é um momento histórico, mais do que a gente pode perceber. Nosso país será muito melhor. [Barack Obama] mostrou que não importa de onde você venha, quem são seus parentes, se você der duro; Obama tornou-se presidente e isso é o que ela [a vitória] significa”.

QUEDA LIVRE?

Não, não acredito que o San Antonio esteja em queda. O time está desfalcado de Manu Ginobili, ainda contundido, e por isso não está jogando o que pode.

A campanha é ridícula neste começo de temporada: três jogos e três derrotas. Só não é pior do que Clippers e Sacramento.

Mas mesmo sem Manu, o basquete do Spurs tem sido pobre. Tudo porque se resume a apenas dois jogadores: Tim Duncan e Tony Parker.

Isso ficou claro na derrota de ontem (98-81) para o Dallas, dentro de seu AT&T Center. Timmy fez 19 pontos e pegou 15 rebotes, enquanto que o marido de Eva Longoria (maravilhosa na foto acima com a camisa do Spurs) desespera-se em quadra para que seus companheiros – à exceção de Duncan – consigam pontuar. Não conseguiu; tanto assim que o francês terminou a partida com envergonhadas três assistências.

Também pudera, olha só o desempenho de alguns jogadores nas bolas de dois: Michael Finley, 1-6; Matt Bonner, 0-5; Ime Udoka, 0-4; Bruce Bowen, só três arremessos durante o jogo, dois certeiros. Bonner conseguiu ainda a proeza de errar também seus três arremessos triplos, enquanto que Finley, um especialista, acertou apenas um em três tentados.

Assim não dá. Com o econômico desempenho dos companheiros, Parker foi ao ataque e deixou 22 pontos na cesta do Dallas.

Se os outros jogadores não melhorarem e Manu ficar de fora, o Spurs pode continuar nesta estiagem de vitória.

Estou curioso para ver a partida desta noite contra o Minnesota, em San Antonio. Ganha ou não?

ALEMÃO

Se alguém imaginou que Dirk Nowitzki foi dominado por Anderson Varejão porque está em decadência, mostro seus números no triunfo do Dallas diante do San Antonio, no clássico texano: 30 pontos, sendo que arremessou 24 bolas, contra apenas 11 na partida contra o Cleveland.

Gente, vamos dar crédito ao Varejão. Ele merece.

E Nowitzki não está, de jeito nenhum, dobrando o fio. Ele ainda é o núcleo desse do Mavericks. Nele todo o jogo está concentrado.

CASO IVERSON/BILLUPS

Alguns internautas têm me chamado a atenção para o fato de que o Detroit, ao trocar Chauncey Billups por Allen Iverson, limpou seu “cap” para investir em LeBron James ao final da próxima temporada, quando o ala do Cleveland terá a opção de escolher o seu caminho.

Verdade; dei uma olhada no “payroll” do Pistons no começo da temporada 2010/2011 e o único jogador com contrato garantido era Tayshaun Prince, com US$ 11,1 milhões. Chauncey Billups estaria lá com vencimentos de US$ 13,1 milhões.

Escrevi acima “era” porque ontem a franquia renovou por mais três anos o contrato do ala/armador Rip Hamilton, que vai receber, anualmente, o que Billups iria ganhar se ficasse na “Motor Town” – daí Motown, corruptela do apelido da cidade.

Quer dizer: foi uma escolha do presidente Joe Dumars; preferiu Hamilton a Billups. Na comparação entre idades, Billups tem 32 anos; Hamilton, 30. Diferença pouca.

Eu teria optado por Billups, pois em caso de contratação de LeBron, o jogo dos dois se encaixaria. Tudo o que King James não precisa é de um companheiro a rivalizar com ele na pontuação. Tudo o que LeBron precisa é de um armador que entenda o jogo e de um pivô para protegê-lo.

Realmente, não consigo entender esse negócio.

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