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sábado, 11 de fevereiro de 2012 Sem categoria | 13:32

JEREMY LIN VOLTA A SACUDIR NOVA YORK. AZAR DO LAKERS

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Já disse e repito: esqueça Kobe Bryant, Derrick Rose ou LeBron James. Nem dê atenção a Dwyane Wade, Kevin Durant ou Dwight Howard. E se alguém sugerir Dirk Nowitzki, Paul Pierce ou Chris Paul, ria na cara.

O nome do momento na NBA é este: Jeremy Lin.

Ontem, este sino-americano arrasou o Lakers e comandou a vitória de seu New York Knicks por 92-85 em um Madison Square Garden abarrotado de torcedores (19.763 pagantes), que foram à loucura com as jogadas de Lin (foto AP), que encerrou a partida com 38 pontos (13-23; 56,5%), sete assistências e quatro rebotes.

Ele fez mais: não aparece na estatística final da partida, mas Lin cavou uma falta de ataque de Matt Barnes a 41,5 segundos do fim, com o placar em 90-82 para o Knicks, mandando o adversário mais cedo para o chuveiro (sexta falta) e evitando que o Lakers diminuísse a diferença e se mantivesse vivo na partida.

A plateia foi ao delírio.

Das confortáveis poltronas do Garden nova-iorquino viam-se torcedores ensandecidos. Muitos portavam cartazes, e neles podia-se ler:

“Madison Square Guard-Lin”
“Lin-Possible is Everything”
“Lin-Sanity”
“Hey Kobe Better Luck Tomorrow – Lin-Sanity”

Mas o melhor dos cartazes dizia: “Yellow Mamba”, uma jocosa brincadeira em cima de Kobe Bryant, que se autodenominou “Black Mamba”.

Tinha também um torcedor com uma camiseta laranja com os dizeres em preto: “All I Do Is Lin, Lin, Lin”.

A febre é tamanha que já há máscaras de Jeremy Lin usadas pelos fanáticos torcedores. O careta da turma continua sendo o diretor de cinema Spike Lee, que insiste em usar a camisa número 2 de Landry Fields. Deveria trocá-la pela 17 de Jeremy Lin.

Quando o armador do Knicks ia para o lance livre, a rapaziada das poltronas gritava: “MVP, MVP, MVP”.

Nova York respira o Knicks, que não perde há quatro partidas, exatamente desde que o técnico Mike D’Antoni deu a Lin muitos minutos e ele começou sua Lin-sanity. Para ser exato, tudo teve início há uma semana, na vitória sobre o vizinho New Jersey Nets.

Diante do NJN, Lin fez 25 pontos e sete assistências. Na segunda-feira, o Knicks recebeu o Utah Jazz e Lin voltou a aprontar: 28 pontos e oito assistências. Na quarta, viagem a Washington para jogar contra o Wizards: 23 pontos e dez assistências de Lin (seu primeiro “double-double” na NBA) e ontem, repito, 38 pontos (recorde na carreira e maior pontuação de um jogador do Knicks nesta temporada) e sete assistências.

Quatro jogos onde Lin acumulou médias de 28,5 pontos e 8,0 assistências. Quatro jogos onde o NYK, insisto, não sabe o que é perder. Quatro jogos sem Amar’e Stoudemire e Carmelo Anthony, registre-se.

A “Big Apple” hoje é deste californiano nascido em Palo Alto, cidade próxima a São Francisco, que foi batizado Jeremy Shu-How Lin, 23 anos e 1,91m.

Nova York é a capital do mundo. Se você for até lá nesses próximos dias, não deixe de ir ao Metropolitan, ao Museu de História Natural, ao MoMa e ao Guggenheim Museum. Veja um musical na Broadway. Vá ao Lincoln Center apreciar Wynton Marsalis tocar com sua orquestra uma mistura da música clássica com o jazz. Mas se você gosta mesmo só de jazz, vá ao Blue Note (foto), ao Birdland ou ao Iridium. Quer passeios kitsch? Empire States Building e a Estátua da Liberdade. Quer ver a história de perto? Vá ao Ground Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas. Passeie pelo SoHo e visite suas galerias e faça compras em suas lojas de grifes e quando a fome bater, escolha um dos transados restaurantes da região, como o Balthazar, The kitchens, o Barolo ou o Mezzogiorno. Se preferir um sanduíche ou um café, entre em um Dean & Deluca.

Faça tudo isso e mais um pouco, pois há muito o que se fazer em Nova York. Faça tudo isso e mais um pouco porque há muitas opções em Nova York.

Faça tudo isso e mais um pouco, mas não deixe de ir a um jogo do Knicks no Madison Square Garden para ver de Jeremy Lin em ação. Se você fizer tudo isso e mais um pouco, mas não ver Jeremy Lin em ação, creia, estará cometendo uma gafe própria dos sacoleiros.

DUELO

Hoje à noite, 23h de Brasília, o confronto mais esperado do momento: Jeremy Lin x Ricky Rubio. O Minnesota recebe em seu Target Center o New York. Imperdível.

Eu aposto em Lin. E você, aposta em quem?

GAFE

Já que falei em gafe, a NBA cometeu uma grande gafe ao não selecionar Jeremy Lin para o “Rising Stars Game”.

Derrota de Lin? Negativo: quem perdeu com isso foi o evento do “All-Star Game”, que simplesmente deixa de contar com a maior estrela em ascensão neste momento na NBA.

RODADA

Surpreendente vitória do Toronto sobre o Boston: 86-74. Leandrinho voltou a pontuar com parcimônia: sete pontos em quase 27 minutos em quadra… Mesmo sem Chauncey Billups, o Clippers se sustenta e fez importante vitória na Filadélfia diante do Sixers por apenas um pontinho: 78-77… Em Cleveland, o Cavs perdeu também por um ponto, mas para o Milwaukee: 113-112. Muito provavelmente porque não pôde contar com Anderson Varejão. O capixaba lesionou-se e jogou apenas 19:45 minutos, tendo feito oito pontos e quatro rebotes, que vão derrubar suas médias… Em Charlotte, mesmo sem Derrick Rose e Rip Hamilton, o Chicago triturou o Cats por 95-64… E em Minnesota, o Dallas marcou sua segunda vitória consecutiva ao bater o Wolves por 104-97 com 33 pontos do sincero Dirk Nowitzki, que afirmou não ser merecedor de uma vaga para o “All-Star Game”, pois não tem jogado o suficiente para merecer tal distinção.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 NBA | 00:36

VAREJÃO É BARRADO NO BAILE DO ‘ALL-STAR GAME’

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Não foi desta vez que um brasileiro vai participar do “All-Star Game”. Os treinadores do Leste optaram por Roy Hibbert e Anderson Varejão ficou de fora.

Justa a escolha? Pra mim, não.

Varejão jogou até o momento mais do que Hibbert. E tem números melhores. Além disso, é mais vibrante, exatamente como pede o evento. Seus cabelos encaracolados, seu jeitão estabanado tem muito mais a ver com o jogo das estrelas do que o basquete pragmático de Hibbert, um jogador apenas correto e que cumpre bem suas funções.

A escolha em favor do americano, a meu ver, se deu por conta da campanha dos times. Enquanto o Indiana de Hibbert é o quarto colocado do Leste com um desempenho de 17-8 (68,0%), o Cleveland está fora do G8, pois ocupa a décima posição na conferência com um recorde de 10-14 (41,7%).

Se o show e os números individuais fossem levados em conta, Varejão teria sido o escolhido. Mas não foi.

Hibbert aparece com 13,6 pontos (50,9%) e 9,9 rebotes. Varejão exibe 11,0 tentos (50,7%) e 11,8 ressaltos. Como se vê, um “double-double” de média, o que não ocorre com o pirulão do Indiana.

Além disso, o capixaba é o quarto melhor reboteiro do campeonato num universo, como costumo sempre lembrar, de cerca de 120 jogadores, enquanto que Hibbert é apenas o 14º. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, Varejão é um espetáculo à parte: tem 4,5 de média e lidera a NBA neste quesito; Hibbert nem aparece entre os melhores.

Foi o segundo ano consecutivo que um brasileiro é barrado no baile. Ano passado foi Nenê; agora foi Varejão.

Quem sabe ano que vem essa escrita seja quebrada. Eu, de minha parte, torço muito para que isso aconteça.

SELECIONADOS

Os reservas selecionados são os seguintes:

Leste
Deron Williams (New Jersey Nets)
Joe Johnson (Atlanta Hawks)
Paul Pierce (Boston Celtics)
Andre Iguodala (Philadelphia 76ers)
Luol Deng (Chicago Bulls)
Chris Bosh (Miami Heat)
Roy Hibbert (Indiana Pacers)

Oeste
Steve Nash (Phoenix Suns)
Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder)
Tony Parker (San Antonio Spurs)
Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks)
Kevin Love (Minnesota Timberwolves)
LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers)
Marc Gasol (Memphis Grizzlies)

AUSÊNCIAS

Dois gigantes estarão de fora deste ASG. Kevin Garnett, do Boston Celtics, ficou de fora depois de 14 convocações seguidas. Tim Duncan, do San Antonio Spurs, também se ausentará do evento após ter enfileirado 13 escolhas.

Notas relacionadas:

  1. REVISTA NORTE-AMERICANA COLOCA NENÊ COMO TITULAR NO TIME DO OESTE NO “ALL-STAR GAME”
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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 NBA, basquete universitário norte-americano | 11:46

GUARDEM BEM ESTE NOME: AUSTIN RIVERS

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Austin Rivers; guardem bem este nome.

O garoto de apenas 19 anos foi responsável nesta madrugada por um dos feitos mais espetaculares na centenária rivalidade entre Duke e North Carolina. No estouro do cronômetro, Rivers acertou sua sexta bola de três pontos e levou sua escola, Duke, à vitória por 85-84.

Mas não foi uma vitória qualquer. Ela aconteceu dentro do Dean Dome, ginásio de North Carolina, onde não se encontrava espaço nem para respirar. Havia exatamente 21.750 pessoas dentro do edifício onde Michael Jordan começou a escrever sua incomparável história dentro do basquete.

Entre esses torcedores, um chamava atenção em particular: Doc Rivers, técnico do Boston Celtics. Doc é pai de Austin e sentava duas fileiras atrás do banco de Duke, próximo ao técnico Mike Krzyzewski, o Coach K.

A explosão de alegria de Doc Rivers foi espetacular. Ele abraçava e beijava a todos; era abraçado e beijado por todos. E não era para menos.

Austin terminou a partida com 29 pontos, seu recorde no basquete universitário, onde está apenas debutando. Acertou seis das dez bolas de três e foi um tormento para o time adversário, que não encontrou antídoto para seu veneno.

O filho prodígio de Doc é ótimo. Já tem jogo de NBA. É habilidoso e rápido com a bola nas mãos. Por conta disso, pela facilidade com que se livra dos marcadores, ele quebra a defesa adversária, pois a ajuda sempre aparece, o que acaba por desmoronar a parede defensiva.

Quando não sai o passe que abre caminho em direção à cesta adversária, sai o tiro longo, quase sempre à vontade, pois a marcação, por mais rápida que seja, não tem a mesma rapidez de Rivers e quase sempre chega desequilibrada.

Mas, como num roteiro holiwoodiano, não foi assim no lance derradeiro da partida desta quinta-feira que deu a vitória a Duke.

O pivô Tyler Zeller, depois de ter acertado o primeiro lance livre, errou o segundo e o pivô Mason Plumlee pegou o rebote para Duke. O telão central do Dean Dome mostrava que faltavam apenas 13 segundos para o final da partida e que Carolina estava na frente em 84-82.

Plumlee, rapidamente, passou a bola para Rivers, que recebeu a imediata marcação de Harrison Barnes. Ao cruzar o meio da quadra, num corta-luz, Barnes ficou para trás o que deixou Zeller (2,13m) na frente de Rivers. Era tudo o que Carolina precisava, pois dava a impressão de que aquele corta-luz, na verdade, levou Rivers para um beco sem saída, pois ele acabou na lateral direita de seu ataque.

Zeller estava lá, era como um Golias à frente de Davi, gigantesco. Mas Rivers não se impressionou com o tamanho do inimigo, que com o braço direito levantado, no momento em que ele arremessou, edificou uma parede de quase três metros à sua frente. O arremesso saiu preciso e a bola entrou espetacularmente, calando o Dean Dome e levando à loucura seus companheiros, Coach K e seu staff e a minúscula torcida de Duke que se postava atrás do banco de reservas.

Foi novamente a vitória de Davi contra Golias, num roteiro que Hollywood, quem sabe um dia, pode transformar em filme.

Austin Rivers; guardem bem este nome. Ele será um dos maiores jogadores de sua geração e ajudará a NBA a prosseguir sua saga.

Abaixo, veja o vídeo com o arremesso decisivo:

ANÍMICO

O basquete universitário camufla muitos craques, pois eles ficam à mercê de caprichos de treinadores que se escondem atrás do dogma de que estão ensinando os fundamentos da modalidade para não deixar os meninos jogarem no seu limite.

Austin Rivers mostrou ter personalidade. Mesmo jogando para o Coach K, o técnico mais respeitado do basquete dos EUA no momento, o camisa 0 de Duke impôs sua vontade em quadra.

Seu corpo e sua alma eram o termômetro do que estava acontecendo na partida entre Duke e North Carolina. Coach K, por mais brilhante que seja, não estava em quadra — e nunca estará, como nenhum treinador jamais estará. Coach K via tudo do lado de fora, com seu olhar aguçado e sua inteligência incomparável. Mas ele tem limites, pois está sempre de terno e gravata e não com um fardamento de jogo.

Duke arremessou nada menos do que 36 bolas de três durante a partida desta madrugada. Duvido que esse tenha sido o plano de jogo da escola, ainda mais em se tratando de basquete universitário.

Foram os jogadores quem determinaram isso ao perceberem que a vitória só viria se eles não parassem de arremessar de longe, pois Carolina não tinha resposta para esses chutes quilométricos. O jogo interior não funcionava, uma vez que Carolina dominava completamente o garrafão defensivo e ofensivo.

Coach K, com seu semblante de pedra, teve a maturidade, a sensibilidade e a sabedoria para dar voz a seus comandados. Procurou o lixo que estava próximo a seu banco e lá depositou seu ego.

Deu voz a seus jogadores e por conta disso Duke venceu. Por conta disso, repito, é o treinador de basquete mais respeitado dos EUA no momento e um dos maiores de toda a história norte-americana, o homem que ajudou os norte-americanos a encontrar a redenção no basquete mundial, primeiro reconquistando o ouro olímpico em Pequim-08 e depois reavendo o ouro no Mundial da Turquia, em 2010.

Talvez trabalhar com os profissionais tenha mudado seus conceitos e sua personalidade. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K que embora o basquete seja um jogo estratégico, ele não está e nunca estará engessado por táticas e planilhas.

Estas ajudam, evidente que sim, mas são os jogadores que sentem a partida e podem (e devem) mostrar ao treinador o que está ocorrendo em quadra. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K essa realidade: o basquete, embora extremamente tático, é principalmente um jogo anímico.

Nesta madrugada ele viu que seus meninos não paravam de acertar bolas de três. Não teve chiliques do lado de fora, entendendo que aquilo estava aniquilando com seu plano de jogo. Ao contrário, viu que aquele era o único caminho para a vitória.

E deu voz a seus comandados, como um grande comandante deve fazer.

NBA

O Cleveland conquistou uma vitória espetacular diante do LA Clippers: 99-92. Anderson Varejão fez 15 pontos e apanhou 11 rebotes, três deles ofensivo; foi seu quinto “double-double” seguido e o 14º no campeonato, oito a menos do que Kevin Love, o líder geral.

O capixaba continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato (11,8 por partida) e permanece como líder quando o assunto são os ressaltos ofensivos (4,5).

Do jogo quero dizer mais o seguinte: Blake Griffin desapontou-me profundamente. Há algum tempo tenho notado que trata-se de mais um jogador sujo que o basquete produz. O que ele fez com Varejão mostrou que minha desconfiança procedia.

Daqui para frente o que desejo a ele é que receba sempre em dobro o que fizer para seus adversários. E passo a nutrir por ele um desprezo profundo.

E o Clips, que estava no meu coração, por conta de Griffin já não está mais.

Em Denver, outro brasileiro entrou em quadra, mas não deu a mesma sorte: o Nuggets de Nenê Hilário foi batido pelo Dallas por 105-95. O paulista anotou também um “double-double”: 15 pontos e 10 rebotes.

Este revés do Denver dá-me a certeza de que minha impressão inicial não era descabida: o time do Colorado tem limites e não pode ser encarado como um contendor de peso no Oeste. A derrota de ontem foi a quarta consecutiva e a sexta nos últimos sete jogos.

Com isso, o time, que já foi vice-líder da conferência, amarga agora a sexta colocação.

No Canadá, o Toronto seguiu contando sua história de fracassos nesta temporada. Recebeu o Milwaukee e perdeu por 105-99. Foi a quarta partida sem vitória do Raptors. Dos últimos 20 confrontos, ganhou só cinco.

Leandrinho Barbosa jogou apenas 14 minutos e marcou 11 pontos. Não vi os últimos jogos do time canadense, mas estou encafifado: será que LB perdeu a confiança do treinador?

Não vejo motivos para isso, mas se alguém souber de algo que eu não sei, por favor, conte-nos.

Na Filadélfia, o Sixers recebeu o San Antonio de outro brasileiro, Tiago Splitter, e perdeu: 100-90. Nosso catarinense, uma vez mais, foi bem ofensivamente falando: 15 pontos. Jogou apenas 17 minutos. Por que só isso?

O dono do jogo foi, uma vez mais, Tony Parker (foto AP). O armador anotou 37 pontos e ainda encontrou tempo para dar oito assistências. Nos últimos três prélios o francês tem média de 33,3 pontos por partida.

Bem, nada mais tenho a declarar sobre os jogos de ontem na NBA. Se alguém tiver alguma informação relevante ou um comentário a fazer, por favor, levante-se e fale.

Notas relacionadas:

  1. ZEBRA COM NOME EM DALLAS
  2. DOC RIVERS FICA NO BOSTON
  3. DOC RIVERS, O MELHOR TÉCNICO DA NBA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 NBA | 18:21

JEREMY LIN E O RECORDE DE KOBE, QUE PODE SE TORNAR O MAIOR ARTILHEIRO DA NBA EM TODOS OS TEMPOS

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Kobe Bryant tornou-se o quinto maior pontuador na história da NBA. Mas o assunto de ontem na NBA foi o armador chino-americano Jeremy Lin. Dele eu falo na sequência; de Kobe, um pouco mais abaixo.

SENSAÇÃO

Jeremy Lin é a grande sensação da NBA no momento. Esqueça Kobe Bryant, LeBron James, Dwayne Wade, Kevin Durant, Dwight Howard ou Derrick Rose. Nos EUA, no momento, quando o assunto é NBA, o nome mais falado é o de Jeremy Lin.

Se você não sabe o que está acontecendo, fique tranquilo, pois eu tenho um tempinho pra te contar a história deste norte-americano, filho de pais chineses, nascido em Palo Alto, sul de São Francisco, norte da Califórnia.

CRÂNIO

Jeremy na verdade é Jeremy Shu-How Lin. Trata-se de um magrelo de 90,7 quilos que tem 1,91m de altura e apenas 23 anos.

Sempre gostou de jogar basquete.

No “high school”, o nosso ensino médio, foi a grande sensação do Palo Alto High School em seu último ano. Capitaneou sua equipe a uma campanha de 32-1 e na decisão do título, bateu a favorita Mater Dei High School por 51-47.

Foi eleito o melhor jogador da Divisão II (a qual sua escola pertence) por quase todas as publicações da Bay Area. Suas médias: 15,1 pontos, 7,1 assistências, 6,2 rebotes e 5,0 desarmes.

Com um currículo desses, sonhava jogar no “college” com a camisa de UCLA. Mandou para a universidade de Los Angeles um DVD com “high lights” de seus jogos junto com seu desempenho escolar, que era muito bom. Pra não ser pego de surpresa, enviou também o mesmo material para a Universidade California Berkeley (a mesma de Jason Kidd), Stanford (onde Tiger Woods se graduou) e para todas as universidades da Ivy League, liga que contém as melhores, mais antigas e mais tradicionais escolas dos EUA, cujos programas acadêmicos são os melhores do país.

As universidades da Pac-12 (UCLA, California e Stanford) não quiseram dar bolsa para Lin, enquanto que as escolas da Ivy League são naturalmente proibidas de cedê-las. Harvard e Brown ofereceram a Lin um lugar no time de basquete e o atual armador do New York Knicks escolheu Harvard por conta do grau de exigência da faculdade.

Lin jogou em Harvard durante quatro anos e formou-se em economia. Deve entender mais do assunto do que muitos desses economistas brasileiros que integram e/ou integraram equipes do governo e que depois de fracassarem por lá ficam ditando (pra não dizer outra coisa) regras em tevês, rádios, jornais e internet.

Em Harvard (que na verdade fica em Cambridge e não em Boston, como muitos pensam), de 2006-7 até 2009-10, Lin acumulou médias de 12,9 pontos, 4,3 rebotes e 3,5 assistências. Seu melhor ano foi o penúltimo, quando marcou 17,8 pontos, 5,5 rebotes e 4,3 assistências por partida.

Estudo findado, resolveu tentar a sorte na NBA.

DE FORA

Lin não foi draftado por nenhum dos 30 times da liga no “NBA Draft” de 2010. Se tivesse sido, iria se tornar o primeiro jogador da Ivy League desde Jerome Allen (1995, University of Pennsylvania) a ser recrutado. Lin, no entanto, acabou sendo o primeiro jogador vindo de Harvard para a NBA depois de 57 anos. Antes dele, Ed Smith foi selecionado em 1954 exatamente pelo NYK.

Com uma mão na frente e outra atrás, sonhando em jogar na NBA, Lin participou de alguns “summer camps” e acabou assinando com o Golden State, mesmo tendo recebido ofertas do Dallas e do Lakers. Queria ficar em casa.

Jogou 29 partidas pelo Warriors e acumulou miseráveis médias de 2,6 pontos, 1,2 rebote e 1,4 assistência. Dividiu-se entre vestir a camisa do GSW e de sua franquia na NBDL, o Reno Big Horn.

Ao final do primeiro ano de um contrato de duas temporadas, no qual ganhou US$ 473,6 mil, Lin foi dispensado quando o locaute acabou. Tentou a sorte no Houston; não deu certo. Até que o New York, com a contusão de Iman Shumpert, ofereceu a ele um contrato no dia 27 de dezembro passado em troca de US$ 762,1 mil.

Pelos dois últimos jogos, está valendo cada centavo investido.

MVP!

Nas vitórias diante do New Jersey Nets (99-92) e ontem frente ao Utah Jazz (99-88), Lin fez um total de 53 pontos, 15 assistências e sete rebotes, o que deu uma média de 26,5 pontos, 7,5 assistências e 3,5 rebotes.

Diante do Utah, anotou seu recorde de pontos (28) e assistências (8). E o mais legal é que os 19.763 torcedores que lotaram o Madison Square Garden, nas nove oportunidades em que Lin foi para a linha do lance livre e sempre que pegava na bola, já ao final da partida, gritavam “MVP, MVP, MVP”.

“Deus trabalha de um jeito enigmático e milagroso”, disse Lin ao final da partida de ontem, sem disfarçar um contentamento impossível de ser escondido. Nem mesmo Lin esperava que ele pudesse bater neste confronto diante do Jazz seus 25 pontos e sete assistências anotados frente ao New Jersey no último sábado.

Recusando-se a economizar-se em quadra, Lin tornou-se perdulário com sua energia e isso custou-lhe um preço alto. Cansado (havia ficado apenas 3:08 minutos descansando), cometeu seu quinto de um total de oito no começo do último quarto (10:26 minutos para o final), com o placar apertado (78-75) em favor de seu time.

O técnico Mike D’Antoni pensou em tirá-lo do time. Lin encostou no treinador e disse: “Não quero sair”.

D’Antoni atendeu-o e deixou em quadra. Lin cometeu mais três equívocos, mas o treinador continuou apostando nele.

“Isso é incalculável, quando você é um jogador que comete oito erros em uma partida e continua em quadra. Foi inacreditável”, disse Lin.

Foi mesmo. Mas não apenas a atitude de D’Antoni, mas o que Lin mostrou nesses dois últimos jogos do New York Knicks. Não à toa, duas vitórias.

Se você não viu Lin em ação ou quer revê-lo em quadra, anote aí: amanhã, quarta-feira, às 22h de Brasília, ele terá uma dura parada pela frente: John Wall e o Washington Wizards.

Sairá como titular pela segunda vez na carreira.

RECORDE

Como disse, Kobe Bryant tornou-se ontem o quinto maior cestinha da história da NBA. Ultrapassou Shaquille O’Neal, seu ex-companheiro de time.

Kobe tem agora 28.599 pontos na carreira e posiciona-se atrás apenas de Wilt Chamberlain (31.419), Michael Jordan (32.292), Karl Malone (36.928) e Kareem Abdul-Jabbar (38.387).

Kobe tem tudo para ficar entre os três primeiros ou mesmo encerrar a carreira como segundo maior de todos os tempos.

Ele está com média de quase 30 pontos por jogo. Digamos que ela se mantenha até o final: Kobe adicionaria mais 1.230 pontos, totalizando 29.829 tentos.

Continuaria atrás de Wilt Chamberlain.

Na próxima temporada, digamos que KB, aos 34 anos e na mesma forma, tenha uma média um pouco menor: 28 pontos por jogo. Somaria mais 2.296 tentos, chegando à casa dos 32.125 pontos. Ultrapassaria Wilt Chamberlain e encerraria a temporada encostado em Michael Jordan.

Na seguinte, aos 35, digamos que sua média caia um pouco mais. Vamos falar em algo em torno de 25 pontos. Ele chegaria a 2.050 ao final do campeonato e atingiria a marca de 34.175 tentos, deixando Michael Jordan para trás.

Ficariam faltando mais 2.753 pontos para ele igualar Malone e 4.212 pontos para se equiparar a Kareem.

Jordan deixou de jogar aos 39 anos. Kobe estaria com esses números aos 35 anos. MJ, em seus dois últimos anos de carreira (com uma parada de quatro anos), teve médias de 21,2 pontos por jogo.

Digamos que Kobe tenha essa mesma média e jogue até os 39 anos, como Jordan. Ele adicionaria algo em torno de sete mil pontos aos seus números.

E desta forma tornaria-se o maior artilheiro da NBA em todos os tempos.

SHOW

Hoje à noite tem Anderson Varejão em quadra: 22h30 de Brasília. Seu Cleveland vai até Miami enfrentar o Heat.

O capixaba vem de três “doubles-doubles” seguidos. Tem, ao longo deste campeonato, um total de 12 duplo-duplos, dez a menos do que Kevin Love, o líder.

E tem também um “double-double” de média, com 10,8 pontos e 11,9 rebotes por contenda disputada.

Sem dúvida alguma, o confronto que eu estarei vendo esta noite.

Notas relacionadas:

  1. KOBE, O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA?
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  3. PHIL JACKSON ESCREVE SUAS MEMÓRIAS E VAI DIZER QUEM FOI MAIOR: MICHAEL JORDAN OU KOBE BRYANT?
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

domingo, 5 de fevereiro de 2012 NBA | 12:47

NOVAMENTE SOBERBO, VAREJÃO É DESTAQUE DO CAVS NA VITÓRIA DIANTE DO MAVS

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Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas para muitos de nós, brasileiros, que torcemos por nossos representantes, está dando gosto de ver o Cavs jogar. Ontem, hospedando o atual campeão da NBA, o time do brasileiro Anderson Varejão venceu por 91-88 com um final espetacular.

Kyrie Irving (foto AP), draft número 1 desta temporada, foi decisivo nos segundos finais com duas bandejas que nocautearam as pretensões dos texanos. E Jason Terry, que esteve infalível nas finais do ano passado diante do Miami, mostrou-se débil nos momentos decisivos e não conseguiu impulsionar, ao lado de seu companheiro, o alemão Dirk Nowitzki, seu Mavs à vitória.

Anderson Varejão esteve soberbo. Anotou 17 pontos e pegou 17 rebotes. Nos últimos quatro jogos, o capixaba pegou 61 rebotes, o que dá uma média de 15,3 por partida, desempenho este que o colocaria em primeiro lugar entre os reboteiros do campeonato, uma vez que Dwight Howard, o líder neste fundamento, tem 15,1 por partida.

Varejão, no entanto, tem mesmo 11,9 ressaltos de média nesta temporada, posicionando-se em quarto lugar. Mas quando o assunto são os rebotes ofensivos (ontem ele pegou sete), Andy, como é carinhosamente chamado em Cleveland, é o número 1, com média de 4,6.

Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas que eu virei fã de carteirinha do time, isso virei. Quando olho pro “schedule” da NBA e vejo uma peleja do Cavs agendada, é lá que eu deposito meu olhar que torna-se contemplativo quando a bola está nas mãos de Kyrie Irving e Anderson Varejão.

CLASSIFICAÇÃO

O Cleveland ainda está fora do G8 do Leste. É o nono colocado, com uma campanha de 9-13 (40,9%). O oitavo colocado é o Milwaukee Bucks, com 10-13 (43,5%).

Para sorte do Cavs, o Bucks, mesmo jogando em casa, foi triturado pelo Chicago Bulls em seu Bradley Center: 113-90.

INVASÃO

Eu tinha 19 anos quando a fiel torcida corintiana invadiu o Maracanã na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976 e viu o Corinthians eliminar o favorito Fluminense nos pênaltis.

A invasão corintiana ao então maior estádio do mundo foi algo emocionante. Os que lá estiveram contam que 60% do Maracanã estava vestido em preto e branco. Inesquecível.

A Rede Globo, que já dominava o país na preferência dos telespectadores, mostrava flashs a cada 15 minutos exibindo a caravana corintiana que tomou conta da Via Dutra, transformando-a em uma avenida ligando São Paulo ao Rio de Janeiro.

Conto isso porque ontem, em Milwaukee, deu-se o mesmo: creio que a torcida do Bulls era maior que a do Bucks na mesma proporção: 60-40.

Maior e barulhenta.

A cada cesta do Chicago o Bradley Center parecia que iria vir a baixo por conta da vibração dos torcedores tricolores. E quando Derrick Rose pegava a bola, não importa se batendo lance livre ou não, os torcedores gritavam: “MVP, MVP, MVP”.

Chicago fica a 120 quilômetros de Milwaukee. De carro, confortavelmente, apreciando o Lago Michigan a seu lado direito, gasta-se uma hora e meia, no máximo.

Isso facilitou a ida de alguns torcedores da Cidade dos Ventos até o município vizinho. Mas muitos dos torcedores que estiveram no Bradley Center eram mesmo moradores de Wisconsin e que torcem para o Bulls.

Quanto ao jogo, o placar não retrata o que de fato ocorreu. Os 23 pontos poderiam ter batido nos 30, 35 que não seria exagero algum.

D-Rose novamente foi a estrela da contenda: 26 pontos, 13 assistências e sete rebotes. Tudo isso em 35:03 minutos. Ou seja: o atual MVP da NBA ficou um quarto todo no banco de reservas. Se tivesse acrescido mais uns cinco, seis minutos a seu jogo, quem sabe pudesse ter obtido um “triple-double”.

TUNDA

Por falar em massacre, o Denver foi a Portland e foi arrasado pelo Trail Blazers: 117-97. As bolas de três e LaMarcus Aldridge acabaram com o time do Colorado.

Foram nada menos do que 15 bolas certeiras em 33 arremessadas, o que deu um aproveitamento de 45,5%. Nicolas Batum estava com a macaca, como se costuma dizer quando alguém faz algo fora do convencional. O francês acertou cravou 9-15 (60,0%). Inacreditável!

Quanto a LaMarcus, 26 foram seus pontos totais, que se somados aos nove rebotes obtidos e as cinco assistências distribuídas o transformam no melhor jogador em quadra.

O Denver foi uma pálida amostra do time competitivo que vem sendo nesta temporada. Nenê Hilário, infelizmente, jogou mal pra burro: quatro pontos e dois rebotes. Foi completamente engolido por Aldridge. Em palavras populares, o paulista de São Carlos não viu a cor da bola.

SOVA

Ainda no campo das surras, o San Antonio recebeu o líder da NBA, o Oklahoma City e não tomou conhecimento: 107-96. Kevin Durant, um dos expoentes da NBA na atualidade, foi muito bem marcado pela zaga texana: 22 pontos (9-19, 47,4%).

O nome do jogo foi Tony Parker. O armador francês cravou 42 pontos, sua melhor marca na temporada. Fez 16 e seus 29 arremessos, o que deu um excelente aproveitamento de 55,2%. Desempenho, diga-se, de pivô, aqueles pirulões que por jogarem perto da cesta e serem imensos aproveitam-se disso para mais acertar do que errar.

Tiago Splitter? Cinco pontos e cinco rebotes. Um tanto tímido, eu diria.

ASG

Ontem, durante a transmissão da partida entre Cleveland e Dallas, Austin Carr, comentarista da tevê do Cavs, disse acreditar que Roy Hibbert seja o pivô escolhido para ir ao “All-Star Game” do dia 26 próximo, em Orlando.

Seus números (13,7 pontos e 9,7 rebotes) não diferem muito dos números de Anderson Varejão, que também pleiteia uma vaga no jogo das estrelas. O que penderá a favor de Hibbert, segundo Carr, é o desempenho do Indiana no campeonato.

Mesmo com a derrota de ontem diante do Orlando (85-81), em casa, o Pacers coloca-se em quarto lugar no Leste (16-7, 69,6%), mesma posição no geral da NBA.

Enquanto isso, como vimos, o Cavs está em nono lugar na conferência e em 20º no geral.

Notas relacionadas:

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  2. O BRILHO DE VAREJÃO NA VITÓRIA DO CAVS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 4 de fevereiro de 2012 NBA | 15:39

LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO

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O Lakers conseguiu ontem à noite sua terceira vitória fora de casa nesta temporada. Três vitórias em dez jogos disputados; muito pouco para um time como o Lakers, convenhamos.

E conseguiu vencer o Denver no Colorado por 93-89 porque jogou como um time e não como um time de um jogador apenas. Kobe Bryant não precisou fazer 40 ou mais pontos. Ele contribuiu com apenas 20, mas entregou nove passes corretos que se converteram em cestas. Andrew Bynum anotou 22 pontos e capturou dez rebotes. E Pau Gasol fez 13 pontos e coletou 17 ressaltos.

Ou seja: seus três principais jogadores tiveram um comportamento semelhante. Se continuar assim, o Lakers reverte esse marcador, atualmente em desvantagem (3-7) e passará a trabalhar no positivo brevemente.

Mas para que isso ocorra o time precisa continuar jogando como um time e não como um time de um jogador apenas.

DESASTRE

Danilo Gallinari, que tem jogado o fino da bola nesta temporada, negou fogo na derrota diante do Lakers. Anotou apenas seis pontos, acertou só um de seus nove arremessos, uma bola de três das seis que disparou contra o aro adversário.

Um desastre.

Em compensação, Al Harrington voltou a jogar bem: 24 pontos vindos do banco, em 36:52 minutos em quadra.

Al não é titular se você levar em consideração que ele não é anunciado pelo locutor do ginásio. Mas se você é daqueles, como eu, que se liga nos minutos jogados e nos momentos em que o jogador está em quadra, você conclui, como eu, que Al Harrington é titular como ala-pivô fazendo par com Nenê Hilário, com o russo Timofey Mozgov sendo um reserva que apenas tem o gostinho de ouvir seu nome anunciado pelo locutor do ginásio.

Nenê? Nada de especial: 12 pontos e seis rebotes, nenhum ofensivo. O jogo de sempre.

OPOSTO

Seguimos falando de basquete; não se engane com o título e vá pensar que o assunto agora é voleibol. É basquetebol mesmo.

Falei em oposto porque Anderson Varejão teve um desempenho bem diferente de Nenê.

Assim como Nenê, Varejão saiu derrotado de quadra. Seu Cleveland, jogando em Orlando, perdeu para o Magic por 102-94. Mas o capixaba foi um gigante diante de outro gigante, Dwight Howard.

Não é fácil enfrentar D12 — Nenê que o diga. Varejão encarou a fera, fora de casa e saiu-se muito bem: 12 pontos e 15 rebotes, sendo três deles ofensivos.

Ok, eu vi, já escutei você, que não gosta do Varejão e diz que não é Pacheco, eu vi que o Varejão tomou toco de D12, isso e aquilo. Mas eu não estou comparando o brasileiro com o norte-americano. Não sou louco, sei que Dwight é mais jogador que Anderson.

O que quero dizer é que Varejão não afinou. Fez novamente seu papel com dignidade e categoria.

Com isso, continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato, em um universo com algo em torno de 120 jogadores. Tem 11,6 ressaltos por partida. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, tem média de 4,6 por partida e posiciona-se espetacularmente no primeiro lugar.

PALMAS

Por falar em espetacular, Leandrinho Barbosa, depois de dois jogos apagados, voltou a jogar bem. Foram 19 pontos na vitória do seu Toronto diante do Washington por 106-89.

Esses 19 pontos garantiram-lhe o privilégio de ser o cestinha do time. Mesmo tendo errado seus três arremessos triplos, coisa que ele não costuma fazer.

PUXA!

O Indiana foi a Dallas e venceu o Mavs por 98-87. Eu não vi o jogo, mas, mesmo na pindaíba em que se encontra o atual campeão da NBA, vencer o campeão e na casa dele é algo para se tirar o chapéu.

Olho o “box score” e vejo que Paul George fez 30 pontos e foi o cestinha do jogo ao lado de Dirk Nowitzki.

Alguém tem algo pra contar sobre a contenda? Ricardo Camilo está por aí?

ARTILHEIRO

Por falar em pontuação alta, Kevin Durant marcou 36 na vitória de seu Oklahoma City diante do Memphis por 101-94.

KD foi o cestinha da NBA nos dois últimos campeonatos. Atualmente está em terceiro lugar, com média de 27,0 pontos, atrás de Kobe Bryant (29,5), o líder, e LeBron James (29,2), o vice-líder.

Querem apostar que Durant acabará como cestinha desta temporada também?

Notas relacionadas:

  1. DENVER VENCE E FRUSTA SAN ANTONIO
  2. LAVADA NO COLORADO
  3. JOGADOR DA NBA É COMO A CINDERELA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 NBA | 01:05

ANDERSON VAREJÃO ANOTA 20 PONTOS, PEGA 20 REBOTES E FAZ HISTÓRIA NA NBA

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Anderson Varejão acabou de fazer história na NBA. Tornou-se o primeiro jogador brasileiro a estabelecer um 20-20 na liga. Na derrota de seu Cleveland Cavaliers por apenas três pontinhos diante do Boston Celtics (93-90), Varejão anotou 20 pontos e pegou 20 rebotes.

Foi a primeira vez, desde Carlos Boozer (atualmente jogando no Chicago Bulls), em 30 de março de 2004, que um jogador do Cavs faz um 20-20 em uma partida. Na ocasião, Boozer anotou 23 pontos e pegou 20 rebotes em uma partida contra o Dallas Mavericks. Foi a 19ª vez nos 42 anos de história da franquia que um jogador atinge tal marca.

E mais: o blog Bola Presa informa que na temporada passada inteira, considerando-se os jogos da fase de classificação e os playoffs, em apenas 11 jogadores fizeram o mesmo.

Foi também seu décimo “double-double” (dois dígitos em dois fundamentos) no campeonato em 20 partidas disputadas até o momento. Com isso, Varejão atingiu pela primeira vez na temporada um “double-double” de média: 10,4 pontos e 11,5 rebotes.

Seus 11,5 rebotes por partida, o tornam o quarto melhor reboteiro do campeonato. Como cada um dos 30 times tem dois ou mais pivôs, o brasileiro é o quarto melhor reboteiro em um universo de no mínimo 60 jogadores da posição. Se considerarmos os alas-pivôs também, ele é o quarto melhor reboteiro em um universo de no mínimo 120 jogadores.

E mais: desses 20 rebotes diante do Boston, dez deles foram no ataque, o que impressiona ainda mais, pois Varejão enfrentou um time com dois experientes pirulões no pivô: Kevin Garnett e Jermaine O’Neal.

Desmembrando a façanha de Varejão, com os dez rebotes ofensivos, Varejão totalizou 93 no campeonato. Isso dá uma média de 4,65 por jogo, que o coloca em primeiro lugar neste fundamento, repito, em um universo de no mínimo 120 jogadores que atuam na melhor liga de basquete do planeta.

Durante a partida, o comentarista da NBA TV, o ex-jogador Austin Carr, disse ter conversado com Byron Scott, o treinador do Cavs, sobre Varejão. Scott, que fez parte do “Showtime” do Lakers da época de Magic Johnson, disse estar encantado com o desempenho do capixaba.

“Varejão é um jogador que você coloca em qualquer equipe da NBA e ele causa impacto imediato”, disse Scott a Carr. “Não é preciso fazê-lo entender o sistema de jogo, seus companheiros e nem rodeá-lo de jogadores para fazerem seu jogo melhorar. Ele não precisa de nada disso”.

Varejão corre por fora na briga por uma vaga no time da Conferência Leste que vai participar do “All-Star Game”, em 26 de fevereiro próximo na cidade de Orlando, na Flórida. Se isso ocorrer, Andy, como ele é chamado nos EUA, estará estabelecendo outro recorde, pois jamais um brasileiro participou do jogo das estrelas.

REPERCUSSÃO

“Na minha opinião, Varejão é mesmo um ‘all-star’. Acho que deveriam reservar um lugar (na seleção do Leste do ‘All-Star Game’) para um curinga, porque ele faz o seu papel perfeitamente. Teve 20 pontos e eu garanto que nenhuma jogada foi feita pra ele. Ele teve 20 rebotes, mas também manteve uns 20 a mais vivos” — Doc Rivers, técnico do Boston Celtics.

“Varejão é um pé-no-saco com seus rebotes ofensivos, pela maneira com que ele pontua e como ele mantém viva a bola (nos rebotes). Ele é provavelmente um dos jogadores mais subestimados da liga” — Paul Pierce, ala do Boston Celtics.

“Algumas pessoas não percebem o quão talentoso Varejão é. Ele é um grande pivô para nós e um dos melhores da NBA. Lidera a liga nos rebotes ofensivos e isso mostra quanta energia ele traz (para o jogo). Ele traz uma atitude diferente. Quando estamos para baixo, ele é o primeiro a bater palmas; quando estamos pra cima, ele nos alerta para mantermos a concentração. Eu sinto que ele é um pouco subestimado em nosso campeonato” — Kyrie Irving, armador e companheiro de Varejão no Cleveland.

“Foi muito bom ter um desempenho desses, mas o fato é que a gente não conseguiu vencer em casa. Nós temos que vencer mais jogos em casa. Esta foi uma dura derrota” — Varejão, minimizando seu feito individual, colocando a equipe em primeiro lugar.

“Eu tenho que confessar uma coisa: depois de passar cinco anos cobrindo jogos da NHL (liga de hóquei), de Vancouver a Estocolmo, eu me esqueci o quanto Varejão é bom e o quanto ele é valoroso para o Cavaliers” — Tom Reed, repórter do jornal “Plain Dealer”, o principal de Cleveland.

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  3. ANDERSON VAREJÃO CORRE POR FORA PARA IR AO ‘ALL-STAR GAME’
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 NBA | 18:11

ANDERSON VAREJÃO CORRE POR FORA PARA IR AO ‘ALL-STAR GAME’

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Anderson Varejão pode se transformar no primeiro jogador brasileiro a participar do “All-Star Game”. Alguns sites norte-americanos têm destacado isso e o técnico do Cleveland Cavaliers, seu time na NBA, tem feito campanha para que o capixaba seja convocado entre os reservas.

Segundo Byron Scott, treinador de Varejão (foto AP), o pivô Dwight Howard, do Orlando Magic, será selecionado pelos torcedores (eles escolhem os dois quintetos titulares). “Isso é óbvio”, disse Scott sobre a presença de D12 no quinteto titular.

Mas os olhos de Scott se enchem de brilho quando ele fala de Varejão, o pivô titular de seu time. “Ele tem sido de um valor inestimável”, disse o treinador, que tem ainda mais um ano de contrato com o Cleveland. “Depois (de Howard), eu não sei quem esteja jogando melhor nesta posição”.

Varejão tem médias de 9,9 pontos e 11,0 rebotes por partida. Seu grande adversário é o franco-americano Joakim Noah. O pivô do Chicago Bulls está em segundo lugar na votação dos torcedores, mas apresenta jogo e números inferiores ao de Varejão: 8,3 pontos e 9,1 rebotes.

Por merecimento, Varejão deve ser convocado; por lobby, talvez o escolhido seja Noah.

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  2. VAREJÃO E LEANDRINHO DE FORA: QUAL SERIA A SOLUÇÃO PARA O SELECIONADO BRASILEIRO?
  3. NBA DIVULGA PRIMEIRA PARCIAL DO ‘ALL-STAR GAME’ E DWIGHT HOWARD É O JOGADOR MAIS VOTADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

NBA | 17:56

UMA RODADA CHEIA DE EQUÍVOCOS, MAS COM DESTAQUES TAMBÉM

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Foi uma rodada de equívocos. E equívocos que custaram ou poderiam ter custado vitórias.

Em Miami, Derrick Rose perdeu dois lances livres a 22 segundos do final da partida (anteriormente havia acertado 12 seguidos), que teriam dado ao Chicago a primeira liderança na partida em 95-94 e quem sabe a vitória.

Depois foi a vez de LeBron James (foto “Chicago Tribune”) falhar como D-Rose falhou: errou dois lances livres a 17 segundos do soar definitivo da estridente buzina da American Airlines Arena. O placar continuou inalterado: Miami na frente em 94-93.

D-Rose voltou a falhar quando o marcador estampava 95-93 para o Heat. A três segundos do final, perdeu o controle da bola e fez um tiro curto que deu bico.

Esses equívocos deram a vitória ao Miami por 97-93.

Em Dallas, foi Matt Bonner quem bobeou. Com o San Antonio atrás em um ponto apenas (101-100), deu um bloqueio mental em Bonner, que deve ter se esquecido o que Gregg Popovich traçou no pedido de tempo. Ele se embananou com a bola e ficou impossível Daniel Green acertar o arremesso, já que ele estava desequilibrado e o cronômetro ia zerar.

Essa bobeira de Bonner fez com que o Mavs ganhasse uma partida que dava pinta de que ele perderia.

Já em Denver, diante de seus fanáticos torcedores, o Nuggets perdeu ótima oportunidade para somar outra vitória. A 47 segundos do final, Nenê deu uma enterrada na fuça de DeAndre Jordan e levou o marcador a 105-104 para seu time.

O ginásio veio abaixo, mas o Denver não conseguiu capitalizar essa emoção. Não pontuou mais até o final do jogo, somando erros de arremessos e um de Nenê, que fez uma falta tola em Chauncey Billups.

Mas o mais incrível aconteceu em Boston. O Celtics tinha 11 pontos de vantagem (87-76) a 4:24 minutos da última buzinada e sabem o que aconteceu? Mesmo com o “Big Three” em quadra, o Celts não pontuou mais.

Consequentemente, assistiu o Cavs fazer uma corrida de 12-0 e ganhar a peleja. Foram seis pontos de Kyrie Irving, quatro de Anderson Varejão e mais dois de Alonzo Gee.

Paul Pierce cometeu um erro e falhou em dois arremessos nesse período. Dois também foram os chutes tortos de Ray Allen. E Kevin Garnett andou e cometeu seu erro também e nem sequer conseguiu fazer um arremesso.

Incrível, esse confronto em Boston foi o mais emocionante da noite pela corrida incrível que o Cavs fez. Mas se alguém eleger a partida de Dallas onde os reservas do San Antonio (entre eles Tiago Splitter) tiraram e quase venceram a partida, que teve até prorrogação, eu entendo perfeitamente.

Foi, de qualquer maneira, um domingo marcante, daqueles que a gente fica pensando: já pensou se o locaute não tivesse acabado? O que seria de nós agora?

RODADA

Em que pese os erros finais de Derrick Rose e LeBron James, os dois foram os melhores em quadra no jogo de ontem em Miami. D-Rose acabou o duelo com 34 pontos; LBJ, com 35.

Em Boston, Varejão deixou escapar um “double-double”. Anotou 18 pontos e coletou nove rebotes. Mas fez novamente um partidaço. O lance final, com ele pegando um ressalto, Antawn Jamison errando o arremesso, depois ele (Varejão) roubando a bola de Brandon Bass, o que acabou por propiciar a cesta da vitória, foi algo de nos encher de orgulho.

Em Dallas, Tim Duncan, Tony Parker e Richard Jefferson não estavam sendo páreo para os titulares do Mavs. Ficaram atrás 18 pontos no terceiro quarto. Foi então que Gregg Popovich fez entrar a chamada segunda unidade e ela quase levou o SAS à vitória.

Popovich manteve os reservas até o final da partida e em toda a prorrogação. Foi leal aos seus jogadores e lealdade é objeto raro de se encontrar hoje em dia. Por isso, Pop, como é chamado, cresceu demais no meu conceito.

Tiago Splitter acabou o jogo com oito pontos e sete rebotes, mas foi um guerreiro em quadra. Mas o destaque do jogo foi Jason Terry e seus 34 pontos, com uma bola certeira que empatou o jogo no tempo regulamentar e o levou à prorrogação.

Nenê anotou 18 e pegou nove rebotes na derrota do seu Nuggets, mas o herói (ou seria vilão?) da noite foi Chauncey Billups, nascido em Denver e homenageado antes de começar o jogo. Mr. Big Shot foi anunciado como se estivesse com a camisa do Denver e não do Clippers. E sabem como ele agradeceu: anotando 32 pontos!

O Lakers venceu sua segunda partida fora de casa, diminuindo um pouco o prejuízo, uma vez que perdeu sete vezes. A vitória de ontem diante do Minnesota por 106-101 era para ter sido mais tranquila. Não foi porque o time anda capengando, como sabemos.

Kobe Bryant fez 35 pontos e pegou 14 rebotes! Inquestionavelmente, o melhor em quadra.

Mas não dá para não mencionar Kevin Love. O ala-pivô do amor, mesmo tendo pela frente Pau Gasol e Andrew Bynum, conseguiu pegar 13 rebotes. Além disso, anotou 33 pontos.

Pergunto: esse cara tem limite?

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sábado, 28 de janeiro de 2012 NBA | 14:11

SÓ NENÊ VENCEU, MAS INDIVIDUALMENTE OS BRASILEIROS FORAM BEM NA RODADA DE ONTEM DA NBA

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Só Nenê Hilário saiu de quadra vencedor na rodada de ontem da NBA. Leandrinho Barbosa, Anderson Varejão e Tiago Splitter foram para o banho derrotados.

Individualmente, no entanto, os quatro foram vencedores uma vez mais. Aliás, como estamos constatando, o momento dos brasileiros na NBA é muito bom. Nenhum deles está rateando.

E isso é bom, pois estamos em ano olímpico.

DESTAQUE

O melhor jogo da noite envolvendo brasileiros aconteceu no Pepsi Center de Denver. Lá, o Nuggets de Nenê recebeu o Toronto de Leandrinho. Os anfitriões venceram por 96-81.

(Antes de falarmos sobre o duelo de brasileiros, uma informação: o Denver é o terceiro colocado na classificação geral da NBA, atrás apenas de Oklahoma City e Chicago.)

No site da NBA, quando termina o vídeo com os highlights da partida, os nomes de Nenê e Leandrinho aparecem como destaques do jogo. E foram mesmo.

Nenê (foto) cravou um “double-double”, com 20 pontos e dez rebotes. Foi o quarto duplo-duplo do são-carlense no torneio, ele que ainda encontrou tempo ainda para roubar três bolas.

A agressividade de seu jogo pôde ser medida pelo número de vezes que visitou a linha do lance livre: 14. Acertou o alvo em dez oportunidades, o que deu um percentual de acerto de 71,4%.

Leandrinho é o sexto homem do Toronto. Aliás, este é mesmo o papel que cabe a LB na NBA: sexto homem. E o paulistano sabe aproveitar esta função e não tem negado fogo. Por isso mesmo tem sido importante para um time que não tem importância nenhuma, infelizmente para ele, que merecia coisa muito melhor.

Leandrinho anotou 19 pontos, transformando-se no cestinha do time. Com seus braços ágeis e longos, roubou ainda duas bolas. E deu três assistências. Sem dúvida alguma, o destaque dos canadenses na partida.

Aliás, desde que a gente “puxou a orelha” de LB há umas duas semanas, o ala-armador reagiu rapidamente, como todo jogador competitivo faz.

Havíamos destacado que LB vivia um mau momento no Raptors. Nos dias 4, 6 e 7 de janeiro, contra Cleveland, New Jersey e Philadelphia, Barbosa havia anotado apenas oito pontos.

Dissemos também que se ele continuasse jogando daquela maneira, não iria conseguir um bom time na próxima temporada e nem um salário digno de seu basquetebol.

Não acredito que ele tenha passado por este humilde botequim; prefiro dizer que foi uma grande coincidência. Mas o fato é que desde aquele dia, Leandrinho se transformou e fez ressurgir o “The Blur” que tanto sucesso fez em Phoenix.

De lá pra cá foram 12 pelejas. Em apenas uma delas LB (foto) não teve um duplo dígito. Foi na derrota para o Boston por 96-73, quando ele anotou seis pontos. Nos outros embates, ele totalizou 193 pontos.

No total, foram 199 tentos, o que dá uma média no período de 16,6 pontos por partida. Isso vindo do banco de reservas, não se esqueçam.

Nas cidades gêmeas, Minneapolis/Saint Paul, o Minnesota recebeu o San Antonio de Tiago Splitter e venceu por 87-79. Tiago nada teve a ver com a derrota do San Antonio.

A derrota do San Antonio tem que ser creditada a Tim Duncan. Mas Timmy tem uma gorda poupança no Texas e ninguém ousou reclamar de seus míseros nove pontos, frutos de um desastroso aproveitamento de 2-12 (16,7%) nos arremessos.

No jogo passado (vitória sobre o Atlanta por 105-83), Timmy fez meia dúzia de pontos (três arremessos encestados de apenas sete tentados). Ou seja: nos dois últimos confrontos disputados, Duncan anotou 15 pontos, o que dá uma média de 7,5 (5-19, 26,3%).

Como disse, a contribuição de Timmy para o SAS é enorme e não se ouvirá nem um pio sequer de gente reclamando das suas duas últimas performances.

Mas vamos falar de Tiago Splitter (foto). O barriga-verde anotou 12 pontos e pegou sete rebotes. Ficou em quadra 27:13 minutos, enquanto que DeJuan Blair, seu rival na posição, jogou 15:22 e zerou na partida.

Embora não saia jogando, Splitter é o titular, compondo o garrafão ao lado de Tim Duncan. Ele tem mais minutos que o baleinha texano e sempre está em quadra nos momentos importantes das partidas ou quando elas estão para ser fechadas.

Há seis jogos Splitter tem um duplo dígito na pontuação. Totalizou nestas pelejas uma média de 14,2 pontos e 7,3 rebotes.

Tem sido aprovado com louvor e os críticos têm dito isso com todas as letras.

Finalmente, o jogo em Cleveland. Que decepção! O Cavs perdeu para o New Jersey (99-96), uma equipe que vem capengando na competição, muito embora (justiça seja feita), o Nets tenha vencido três dos últimos quatro jogos ou (se você preferir) quatro dos últimos seis, dando mostras de que está reagindo.

Mas como o Leste é menos competitivo que o Oeste, o Cavs, mesmo com uma campanha de 7-11 (38,9%), posiciona-se na oitava posição, dentro da zona de classificação para os playoffs.

Quanto a Anderson Varejão, o capixaba teve muitos problemas com Chris Humphries, um jogador que eu acho extremamente subestimado. Humphries, aquele que ficou casado apenas 72 dias com Kim Kardashian (foto), tem médias de 13,4 pontos e 10,8 rebotes por jogo.

Levou a melhor diante de Varejão no prélio de ontem em Ohio: marcou 18 pontos e pegou 11 rebotes, enquanto que o nosso brasuca ficou nos quatro pontos e nove rebotes, apenas dois no ataque.

De todo o modo, como temos dito aqui no botequim, Varejão faz um grande campeonato e ouve-se um zumzumzum sobre ele estar no “All-Star Game” de Orlando.

O que eu acho? Difícil; praticamente impossível.

Dos brasileiros, o único que deve estar no ASG é Tiago Splitter. Deve participar do “Rising Stars Challenge”, o novo nome do jogo entre os “rookies” e os “sophomores”.

E mais: Splitter é forte candidato para ficar com o troféu “Most Improved Player” pelo que ele vem apresentando até o momento.

E se Leandrinho continuar nesta toada, corre por fora para ser eleito pela segunda vez como o melhor reserva da temporada.

Já pensaram? Varejão no “All-Star Game”; Splitter no “Rising Stars” e MIP da temporada; Leandrinho eleito melhor reserva; e Nenê jogando com a camisa da seleção brasileira em Londres.

Pronto: o ano seria perfeito.

RODADA

Não, nenhuma linha sobre os demais jogos. Quem quiser comentar, fique à vontade, pois, como sabemos, o botequim não é meu nem seu: é nosso.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

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