JEREMY LIN VOLTA A SACUDIR NOVA YORK. AZAR DO LAKERS
Já disse e repito: esqueça Kobe Bryant, Derrick Rose ou LeBron James. Nem dê atenção a Dwyane Wade, Kevin Durant ou Dwight Howard. E se alguém sugerir Dirk Nowitzki, Paul Pierce ou Chris Paul, ria na cara.
O nome do momento na NBA é este: Jeremy Lin.
Ontem, este sino-americano arrasou o Lakers e comandou a vitória de seu New York Knicks por 92-85 em um Madison Square Garden abarrotado de torcedores (19.763 pagantes), que foram à loucura com as jogadas de Lin (foto AP), que encerrou a partida com 38 pontos (13-23; 56,5%), sete assistências e quatro rebotes.
Ele fez mais: não aparece na estatística final da partida, mas Lin cavou uma falta de ataque de Matt Barnes a 41,5 segundos do fim, com o placar em 90-82 para o Knicks, mandando o adversário mais cedo para o chuveiro (sexta falta) e evitando que o Lakers diminuísse a diferença e se mantivesse vivo na partida.
A plateia foi ao delírio.
Das confortáveis poltronas do Garden nova-iorquino viam-se torcedores ensandecidos. Muitos portavam cartazes, e neles podia-se ler:
“Madison Square Guard-Lin”
“Lin-Possible is Everything”
“Lin-Sanity”
“Hey Kobe Better Luck Tomorrow – Lin-Sanity”
Mas o melhor dos cartazes dizia: “Yellow Mamba”, uma jocosa brincadeira em cima de Kobe Bryant, que se autodenominou “Black Mamba”.
Tinha também um torcedor com uma camiseta laranja com os dizeres em preto: “All I Do Is Lin, Lin, Lin”.
A febre é tamanha que já há máscaras de Jeremy Lin usadas pelos fanáticos torcedores. O careta da turma continua sendo o diretor de cinema Spike Lee, que insiste em usar a camisa número 2 de Landry Fields. Deveria trocá-la pela 17 de Jeremy Lin.
Quando o armador do Knicks ia para o lance livre, a rapaziada das poltronas gritava: “MVP, MVP, MVP”.
Nova York respira o Knicks, que não perde há quatro partidas, exatamente desde que o técnico Mike D’Antoni deu a Lin muitos minutos e ele começou sua Lin-sanity. Para ser exato, tudo teve início há uma semana, na vitória sobre o vizinho New Jersey Nets.
Diante do NJN, Lin fez 25 pontos e sete assistências. Na segunda-feira, o Knicks recebeu o Utah Jazz e Lin voltou a aprontar: 28 pontos e oito assistências. Na quarta, viagem a Washington para jogar contra o Wizards: 23 pontos e dez assistências de Lin (seu primeiro “double-double” na NBA) e ontem, repito, 38 pontos (recorde na carreira e maior pontuação de um jogador do Knicks nesta temporada) e sete assistências.
Quatro jogos onde Lin acumulou médias de 28,5 pontos e 8,0 assistências. Quatro jogos onde o NYK, insisto, não sabe o que é perder. Quatro jogos sem Amar’e Stoudemire e Carmelo Anthony, registre-se.
A “Big Apple” hoje é deste californiano nascido em Palo Alto, cidade próxima a São Francisco, que foi batizado Jeremy Shu-How Lin, 23 anos e 1,91m.
Nova York é a capital do mundo. Se você for até lá nesses próximos dias, não deixe de ir ao Metropolitan, ao Museu de História Natural, ao MoMa e ao Guggenheim Museum. Veja um musical na Broadway. Vá ao Lincoln Center apreciar Wynton Marsalis tocar com sua orquestra uma mistura da música clássica com o jazz. Mas se você gosta mesmo só de jazz, vá ao Blue Note (foto), ao Birdland ou ao Iridium. Quer passeios kitsch? Empire States Building e a Estátua da Liberdade. Quer ver a história de perto? Vá ao Ground Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas. Passeie pelo SoHo e visite suas galerias e faça compras em suas lojas de grifes e quando a fome bater, escolha um dos transados restaurantes da região, como o Balthazar, The kitchens, o Barolo ou o Mezzogiorno. Se preferir um sanduíche ou um café, entre em um Dean & Deluca.
Faça tudo isso e mais um pouco, pois há muito o que se fazer em Nova York. Faça tudo isso e mais um pouco porque há muitas opções em Nova York.
Faça tudo isso e mais um pouco, mas não deixe de ir a um jogo do Knicks no Madison Square Garden para ver de Jeremy Lin em ação. Se você fizer tudo isso e mais um pouco, mas não ver Jeremy Lin em ação, creia, estará cometendo uma gafe própria dos sacoleiros.
DUELO
Hoje à noite, 23h de Brasília, o confronto mais esperado do momento: Jeremy Lin x Ricky Rubio. O Minnesota recebe em seu Target Center o New York. Imperdível.
Eu aposto em Lin. E você, aposta em quem?
GAFE
Já que falei em gafe, a NBA cometeu uma grande gafe ao não selecionar Jeremy Lin para o “Rising Stars Game”.
Derrota de Lin? Negativo: quem perdeu com isso foi o evento do “All-Star Game”, que simplesmente deixa de contar com a maior estrela em ascensão neste momento na NBA.
RODADA
Surpreendente vitória do Toronto sobre o Boston: 86-74. Leandrinho voltou a pontuar com parcimônia: sete pontos em quase 27 minutos em quadra… Mesmo sem Chauncey Billups, o Clippers se sustenta e fez importante vitória na Filadélfia diante do Sixers por apenas um pontinho: 78-77… Em Cleveland, o Cavs perdeu também por um ponto, mas para o Milwaukee: 113-112. Muito provavelmente porque não pôde contar com Anderson Varejão. O capixaba lesionou-se e jogou apenas 19:45 minutos, tendo feito oito pontos e quatro rebotes, que vão derrubar suas médias… Em Charlotte, mesmo sem Derrick Rose e Rip Hamilton, o Chicago triturou o Cats por 95-64… E em Minnesota, o Dallas marcou sua segunda vitória consecutiva ao bater o Wolves por 104-97 com 33 pontos do sincero Dirk Nowitzki, que afirmou não ser merecedor de uma vaga para o “All-Star Game”, pois não tem jogado o suficiente para merecer tal distinção.
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