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sábado, 24 de abril de 2010 NBA | 19:27

DORMINDO COM O INIMIGO

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CURITIBA — O Cleveland se preparou durante toda a “off-season” para enfrentar o Orlando nas finais do Leste desta temporada. Para enfrentar o Orlando e seus dois jogadores de interior, Dwight Howard e Rashard Lewis.

Para isso, contratou Shaquille O’Neal e Leon Powe. Deu mais experiência a J.J. Hickson, não deixou escapar Zydrunas Ilgauskas e ainda trouxe Antawn Jamison. Sem falar no crescimento absurdo de Anderson Varejão.

Plano traçado, plano executado. O Cavs está realmente fortíssimo em seu jogo de garrafão. Ajudado também pela flexibilidade de LeBron James, que com seus 2m03 e sua força física auxilia demais nos rebotes e também na marcação dos grandalhões.

Mas quem tem decidido em favor do Magic nestes playoffs é um baixinho que muitos dão tão pouco: Jameer Nelson. Quando se fala em armador na NBA, fala-se em Chris Paul, Deron Williams, Steve Nash e Jason Kidd. Alguns ainda citam Tony Parker e Derrick Rose. Sem falar em Gilbert Arenas, que está de fora neste momento.

Mas ninguém fala em Jameer Nelson.

Na terceira vitória do Orlando na série contra o Charlotte, agora há pouco, na Carolina do Norte, o baixinho só não fez chover. Anotou 32 pontos (5-9 nas bolas de três) e conduziu com maestria o time em quadra.

Fez o que se esperava principalmente de Dwight Howard. O Super-Homem do Orlando, aliás, tem sido um fiasco neste confronto contra o Cats. Nas três pelejas ele pelejou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.

Neste sábado, DH fez apenas 13 pontos, pois trabalhou apenas 26:09 minutos. Foi eliminado com seis faltas. Deixou a partida quando faltavam 3:32 minutos após atropelar Raymond Felton, que fez a bandeja, levou o jogo para uma igualdade em 79 pontos e ainda por cima acertou o lance livre de bonificação e colocou o placar em 80-79 em favor dos anfitriões.

Mas o conjunto da obra de Jameer ajudou o Orlando uma vez mais. E livrou a cara de Howard.

A pergunta que fica é: se chegar até a final e enfrentar o Magic, será que o Cavs terá antídoto para Jameer Nelson? Alguém pensou no baixinho ou ele passou despercebido com seu 1m83 de altura?

LIQUIDADO

Assim está o Charlotte. Como eu tenho dito, nunca, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem de 0-3 para vencer uma série. Portanto, segundo a lógica dos playoffs, Miami e Charlotte estão eliminados.

Ao contrário do Heat, o Cats debuta na fase decisiva. O time de Michael Jordan vive seu momento de lucro. Acho que muitos frutos bons serão colhidos no futuro.

Notas relacionadas:

  1. JAMEER PERTO DA VOLTA
  2. POR QUÊ?
  3. DUELO DE TITÃS
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

quinta-feira, 22 de abril de 2010 NBA | 23:32

BULLS, VITÓRIA QUE NÃO VEIO DO NADA

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O final do jogo foi digno de um cotejo de playoff. A partida esteve aberta até o último chute, feito por Anthony Parker, que acabou não entrando. Com o erro, o Chicago fez 108-106 e venceu sua primeira partida nesta série, que agora mostra 2-1 para o Cleveland.

Mas o Bulls deu um mole legal e pediu para perder. Viu, também, a sorte bafejar o adversário nos segundos finais. Na primeira, Kirk Hinrich, que tem bom aproveitamento de lance livre, perdeu dois e na sequência Derrick Rose acertou apenas um. Este desempenho horrível (1-4) colocou o Cavs no jogo.

O visitante ficou mais vivo ainda depois de duas bolas de três terem sido acertadas por LBJ e Mo Williams, esta, então, tipo “aborto da natureza”. O baixinho armador do Cleveland arremessou diante do altão Luol Deng e mesmo um pouco desequilibrado fez o tiro entrar.

A “sorte” continuou ao lado dos visitantes quando Deng perdeu o segundo lance livre. O rebote caiu nas mãos de Parker, que pouco depois do meio da quadra fez o tiro lotérico. Descrito acima, vocês viram que não entrou. A “sorte” deve ter se cansado dos erros do Cleveland durante o jogo e decidiu separar-se dele naquele momento.

O Chicago jogou muito bem, é bom que se diga. Cinco de seus jogadores terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. Mesmo errando um dos lances livres mencionados acima, D-Rose foi o cestinha do time: 31 tentos. Hinrich, outro vilão, fez 27 pontos. Deng, que também fez feio no tiro fatal derradeiro, anotou 20.

Brad Miller e Joakim Noah, ambos com dez pontos cada um, fecharam a conta dos pontuadores com duplo dígito. Noah, aliás, foi saudado carinhosamente pelos torcedores que superlotaram o United Center. E não era para menos; afinal, ele tem dado a cara pra bater, encarando feito gente grande os grandes do Cavs — entre eles Shaquille O’Neal.

Uma vez mais, o Bulls ficou encalacrado nos lances de três pontos. Tentou apenas uma dúzia (fruto, certamente, da insegurança do time), tendo acertado só cinco. Já o Cavs exagerou: foram 35 em todo o jogo, com 13 acertos.

Isso ajudou o time de Ohio a não deixar o adversário sumir de vista. Os dois finais, que eu também já descrevi anteriormente, foram os mais significativos — não que os outros não tivessem significado, claro que não. Mas estes nasceram no final, quando o time mais precisava.

Se as bolas longas ajudaram o time de Anderson Varejão e LeBron James, as curtas atrapalharam. O Cavs cobrou 31 lances livres, acertou 20. Ruim, aproveitamento de 64.5% — LBJ errou nada menos do que sete de seus 13 arremessados. Além desses erros na linha fatal, o Cleveland também cometeu equívocos em demasia: 13 no total.

Dois deles, diga-se, cometidos por LBJ nos últimos 60 segundos. Uma falta de ataque e um erro de passe.

A falta de ataque merece observação. Sim, pois vamos falar da arbitragem: na NBA, como em qualquer lugar do mundo, não importa o esporte, ela é caseira. Esta falta ofensiva, em Cleveland, jamais seria marcada. Quer mais? Que tal uma andada de Delonte West também no minuto final, que culminou com uma cesta de Antawm Jamison que foi anulada? Em Cleveland, jamais seria marcada. Isso sem falar nas faltas que foram anotadas contra os defensores do Cavs quando D-Rose infiltrava. Em Cleveland, a maioria delas não teria sido marcada.

LeBron terminou a partida com 39 pontos. Mas o que disse sobre Carmelo Anthony vale para ‘Bron: jogador que arremessa 26 bolas por jogo e visita a linha do lance livre em 13 oportunidades tem que ter uma pontuação alta, caso contrário, enterra o time. Por ter feito 39 pontos, LBJ deixou o Cavs vivo no jogo o tempo todo.

Domingo próximo os dois times voltam a se enfrentar. Novamente em Chicago. Não esperava por esta vitória do Bulls, vocês sabem disso, pois previ 4-0 para o Cavs. Mas este triunfo não veio por acaso. Como vimos, a equipe jogou bem. Jogou bem, também, em Cleveland, no segundo jogo da série. O placar (96-83) não relatou o que ocorreu no cotejo, que foi muito disputado.

Portanto, o Chicago tem encarado bem o Cleveland. Uma vitória dominical não seria surpresa, o que empataria a série em 2-2.

Mas com o coração partido digo: LeBron James e companhia não vão deixar isso acontecer.

VAREJÃO

O brasuca teve sérios problemas com as faltas. Deixou a partida com seis, sendo, portanto, desclassificado. Jogou só 20 minutos.

O capixaba, que estava com uma média de exatos dez rebotes por jogo, pegou seis. Dois deles ofensivos, o último nos instantes finais, foi importante para o Cavs não morrer antes da hora.

Cravou apenas três pontos nas redes do Chicago, todos frutos de lances livres, pois a única bola arremessada durante a partida acabou não entrando.

Domingo que vem tem mais, acredito não só na recuperação do Cleveland, mas também na de Anderson Varejão. Feeling, nada mais do que isso.

COY

Scott Brooks, treinador do Oklahoma City, foi eleito o “Coach of the Year”. Acho que ninguém vai se opor à escolha. Afinal, de saco de pancadas na temporada passada, Brooks, que assumiu o time no meio do campeonato anterior, transformou o Thunder em uma equipe competitiva, respeitada e temida pelos adversários.

Justo; aliás, justíssimo.

MOP

Em contrapartida, outros Brooks, Aaron, do Houston, foi escolhido o Most Improved Player. Será que ele foi mesmo o jogador que mais progrediu em relação à temporada anterior? Por que não Anderson Varejão?

O capixaba não apareceu nem entre os seis primeiros. Injusto.

Notas relacionadas:

  1. BULLS AFINA E LAKERS VENCE
  2. NADA AINDA; VDN CONTINUA NO BULLS
  3. VITÓRIA NADA DECISIVA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 18 de abril de 2010 NBA, outras | 04:21

A LÓGICA E O XENOFOBISMO

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LOS ANGELES – O Chicago surpreendeu no último quarto. Baixou uma diferença de 21 para cinco pontos, mas quando teve que encostar e ultrapassar faltou estofo técnico e emocional para o time. Com isso, mesmo vacilando no final, o Cleveland fechou o primeiro jogo da série em 96-83.

Anderson Varejão jogou muita bola, como tem acontecido com frequência nesta temporada. Não chegou a um “double-double”, mas pegou 15 ressaltos, quatro deles no ataque. Acabou como reboteiro do jogo e foi quem confiscou mais sobras ofensivas.

Além disso, muita energia em quadra, como sempre. Energia que contagia, que o digam LeBron James e companhia. Não ganhou as manchetes, mas deveria. Elas ficaram com LBJ, merecidamente, e com Shaquille O´Neal, estranhamente.

Por falar em ´Bron, a estrela do Cavs anotou 24 pontos, seis rebotes e cinco assistências. E quatro tocos, dois deles espetaculares, um em cima de Taj Gibson e outro diante de Derrick Rose.

Por falar em D-Rose, o armador do Bulls foi o destaque dos visitantes. Cravou 28 pontos, 10 assistências e sete rebotes. Por pouco não fechou a partida com um “triple-double”.

Mas joga praticamente sozinho. Falta repertório ao Bulls, um time que foi batido dentro e fora do garrafão. Perdeu o duelo dos rebotes por 50-38 e nos tocos por 12-4.

Além disso, o aproveitamento nos arremessos é ruim. Um time da NBA não pode acabar uma partida de playoff com um desempenho de 1-7 nas bolas de três. Já teve peleja nesta temporada que a equipe saiu zerada de quadra nos chutes de longa distância.

Esbarra, como se vê, em suas próprias limitações, especialmente nas bolas longas. Com tanta limitação, fica realmente impossível surpreender diante de um adversário que está tinindo.

Mas não é apenas a diferença técnica entre as equipes que dá o tom neste confronto. As diferenças pessoais também. Após a partida, Joakim Noah, que foi vaiado quase que o tempo todo pelos 20.562 torcedores que lotaram a Q Arena por conta da indignação dele com a dancinha de Lebron num dos cotejos da fase regular, declarou:

— Não tenho amigos naquele vestiário, exceto Danny Green. Eu realmente não conheço ninguém daquele time e isso de fato não me importa. Eu apenas quero vencer.

Noah não gosta de ninguém do Cleveland e seus companheiros seguem na mesma linha. E o oposto também é verdadeiro.

Enfim, esta é a atmosfera de um playoff, atiçada por LBJ que declarou após a partida:

— Nós temos a aparência de campeão.

ENCRENCA

Por falar em atmosfera de playoff, alguém viu o final do jogo do Miami contra o Boston? O pau comeu por conta de Kevin Garnett. Desnecessariamente, ele deu uma cotovelada covarde em Quentin Richardson, diga-se, a metade do tamanho dele.

No final do encontro, KG disse na coletiva à imprensa que não houve nada demais e que Richardson é um amigo pessoal. Concluo: com um amigo desses, Quentin não precisa de inimigos, concordam?

Garnett foi expulso corretamente. Fico agora à espera da suspensão. Se isso não ocorrer, será uma vergonha sem qualquer explicação.

Jogo findado, cada um foi para o seu vestiário com os nervos à flor da pele. Um pouco menos do lado do Celtics, é verdade, que venceu a partida por 85-76 e abriu 1-0 na série.

Mas não foi fácil. O time virou o primeiro tempo atrás em 44-41. Chegou a estar 14 pontos distante no segundo tempo, mas com uma grande defesa na etapa final, o Boston limitou o Miami a apenas 32 pontos.

Contou, para isso com o desempenho extraordinário de Tony Allen, um reserva que entrou em quadra para marcar Dwyane Wade. E deu certo, pois o armador do Heat fez 26 pontos, quando sua média contra o Celtics, na fase de classificação, foi de 33.7 pontos por partida.

O Boston, como disse, fez 1-0 na série, mas o jogo que o Miami mostrou nos dá a entender que este confronto poderá ser longo.

FOMINHAS

Atuação perfeita dos fominhas do Denver. O Denver arremessou 84 bolas na vitória diante do Utah por 126-113. Carmelo Anthony, Chauncey Billups e JR Smith chutaram 51. Ou seja: 60.7%.

Quando faltavam 7:43 minutos para terminar o terceiro quarto, Nenê Hilário anotou seus únicos dois pontos do período. Quando faltavam 2:42, ele deixou a quadra para a entrada de Chris Anderson. Nesses 5:01 minutos o são-carlense não pegou na bola; infame.

Por isso, quando terminou o jogo e Melo deixou a quadra sorrindo e feliz com seus 42 pontos, eu, pessoalmente, não vi mérito algum. Um jogador que arremessa 25 bolas por jogo tem a obrigação de ter uma pontuação alta, caso contrário leva o time para o brejo.

Mesmo sem ver a cor da bola por muito tempo durante a partida, Nenê teve uma grande atuação, repetindo Anderson Varejão. Anotou 19 pontos e pegou seis rebotes, três deles no ataque. Deu ainda três assistências.

MÉDIA

Vamos somar a atuação dos dois brasucas na rodada deste sábado? Vamos lá, então: ambos anotaram 27 pontos e pegaram 21 rebotes. Isso dá uma média de 13.5 pontos e 10.5 rebotes.

Como se vê, um completa o outro. Enquanto Varejão é um especialista nos rebotes, Nenê pontua bem, mesmo jogando ao lado de três fominhas.

Que seja assim também no Mundial da Turquia.

LÓGICA

Não vi o jogo do Atlanta contra o Milwaukee, mas o placar de 102-92 em favor do Hawks mostra que nada de anormal aconteceu na Geórgia.

XENOFOBISMO 

Leio na Internet que o lateral brasileiro Daniel Alves foi vítima de racismo por parte da torcida do Espanyol no clássico catalão. Novidade nenhuma no fato lamentável. O xenofobismo na Europa é antigo e corriqueiro quando o assunto é esporte, especialmente o futebol.

Brasileiros e africanos sofrem pra burro, mas negros europeus também.

Antonio Carlos, hoje técnico do Palmeiras, sofreu em Roma, Júlio César, ex-zagueiro da seleção e do Guarani, também passou por isso na Alemanha. Roque Júnior, Juan e Roberto Carlos foram igualmente humilhados pela intolerância dos torcedores europeus, bem como o camaronês Samuel Eto´o. Thierry Henry, um europeu como eles, foi chamado há alguns anos de “negro de merda” pelo técnico espanhol Luís Aragonés; Balotelli, africano de nascimento, italiano por opção, também já foi vítima desta imbecilidade.

Enfim, exemplos não faltam. Quem se lembrar de mais algum, é só falar.

Aqui nos EUA, onde estou, puxo pela memória e tento me lembrar de manifestações desse tipo em quadras e campos esportivos. Não me recordo de nada, de nenhum caso.

Atletas estrangeiros que vivem ou jogam por aqui felizmente não são vítimas desta violência incabível nos dias de hoje. Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa são tratados com educação por onde passam. O mesmo vale para Luol Deng, DJ Mbenga, Serge Ibaka,Tony Parker e Mickael Petrus, por exemplo.

De todo o modo, como a memória é especialista em pregar peças, especialmente nos mais velhos, pergunto a vocês se alguém se lembra de algum ato de racismo por parte de torcedores americanos. Se a resposta for sim, por favor, se manifestem, pois as portas deste estabelecimento sempre estarão abertas.

Notas relacionadas:

  1. PALPITES FINAIS E A GRANDE NOITADA
  2. KOBE E DURANT, DESTAQUES NOVAMENTE
  3. HISTÓRIA DE PESCADOR
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sexta-feira, 16 de abril de 2010 NBA | 06:23

AGORA OS PLAYOFFS

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SAN DIEGO – Aproveitei a folga da NBA e dei uma esticada até o sul da Califórnia. Como diz meu amigo Ricardo Capriotti, coisa linda. É a terceira vez que visito a região, uma das minhas favoritas. A natureza é belíssima e o americano sabe cuidar de suas coisas, o que nós, brasileiros, infelizmente não sabemos.

Aqui tudo é limpo, organizado e preservado. O respeito entre as pessoas empolga; o respeito das pessoas para com o meio ambiente encanta. E a integração entre o homem e a natureza funciona perfeitamente.

No Brasil, lamentavelmente, é o oposto. As pessoas não se respeitam, agridem o meio ambiente e, por isso mesmo, inexiste este elo entre o homem e a natureza. Precisamos crescer como nação não apenas do ponto de vista econômico, mas também do social. Educar nosso povo deveria ser uma das primeiras preocupações dos nossos governantes. Infelizmente, não é.

Mas vamos abrir o nosso botequim e falar do que a gente mais gosta: basquete. E analisar os playoffs, conforme prometido.

CLEVELAND x CHICAGO

Pelo posicionamento dos times na fase de classificação, vê-se que esta será uma série bem desequilibrada. E será mesmo. Esqueça o retrospecto que mostra um empate em 2-2 entre as duas equipes neste campeonato. Ele não reflete a diferença das equipes.

O Cleveland é hoje o melhor time da NBA. É o melhor time porque tem o melhor jogador da liga no momento: LeBron James. Tem jogo sólido no interior, LBJ desequilibra e a armação está tinindo com Mo Williams e Delonte West.

O Chicago terá sérias dificuldades para fazer fluir seu jogo no garrafão. O Cavs tem muita gente de valor lá dentro, começando com Anderson Varejão, passando por Shaquille O´Neal, Zydrunas Ilgauskas, JJ Hickison e Antawn Jamison.

A saída seria o jogo de perímetro, mas o Bulls não tem bons arremessadores. Derrick Rose encontrará barreiras para fazer fluir seu jogo de infiltração. Mesmo que consiga iludir um ou outro, sozinho não resolverá o problema.

Placar: Cleveland 4-0 Chicago

ORLANDO x CHARLOTTE

Esta é uma série intrigante. No papel, o Orlando deve massacrar o Charlotte. Não há ninguém no time da Carolina do Norte capaz de desequilibrar o confronto.

Há jogadores esforçados e inteligentes e que formam um bom time. Tudo isso arquitetado por Larry Brown. Parece-me pouco para conter a força do jogo do Orlando.

Como o Cleveland, o Magic tem intensidade em todos os setores, capitaneado, é claro, por Dwight Howard. Por falar nele, pergunto: quem é que o Cats vai destacar para conter o Super-Homem? Ninguém, pois não há ninguém para isso.

Há, no entanto, gente aqui nos EUA que aposta no conjunto do Charlotte. Eles acreditam que isso possa machucar um pouco o Orlando. Eu não acredito.

Placar: Orlando 4-0 Charlotte

ATLANTA x MILWAUKEE

Sem Andrew Bogut o Milwaukee ficou capenga a ponto de entrar bem desequilibrado nesta série. Com o australiano, o confronto seria no pau.

O Bucks cresceu muito de produção no “segundo turno” do campeonato. Ou seja: após o “All-Star Game”. Scott Skiles conseguiu azeitar a máquina e tudo corria às mil maravilhas até que Bogut se lesionou.

Brandon Jennings é imaturo para segurar o rojão. John Salmons é inconstante e, por isso mesmo, não é confiável. Sobram os tiros de longa distância de Carlos Delfino. Mas é pouco.

Já o Atlanta vem junto há quatro temporadas. O time joga de olhos fechados. Para melhorar, a adição de Jamal Crawford graduou a artilharia do time, que já era muito boa com Joe Johnson.

Placar: Atlanta 4-1 Milwaukee

BOSTON x MIAMI

O Miami contrariou a tudo e a todos nesta temporada. Esperava-se mais do time, especialmente porque esta é a segunda temporada de Michael Beasley e Mario Chalmers. Beasley até que não decepcionou, mas Chalmers não chegou lá.

Por isso mesmo, o Heat oscilou na competição. Começou mal, mas cresceu nesta reta final. Isso dá esperança para seu torcedor. Mas ela seria muito maior se Dwyane Wade estivesse motivado — eu não sinto isso.

O Boston, mesmo cansado e envelhecido, é um time que tem treinador, conjunto e experiência. Rajon Rondo é um dos melhores jogadores da NBA e ao lado de Kendrick Perkins, que cresceu muito nesta temporada, compensa as pernas cansadas do Big Three.

Placar: Boston 4-2 Miami

LAKERS x OKLAHOMA CITY

Chegou o momento de Ron Artest provar que sua contratação foi acertada. Será sua a missão de vigiar e controlar o melhor jogador do time adversário. Kevin Durant vive grande fase e isso tem gerado ciúmes nas pessoas. Kevin Garnett já reclamou e anteontem foi a vez do técnico Phil Jackson fazer coro com o ala do Boston quanto ao que eles chamam de protecionismo da arbitragem ao jogador do Thunder.

Foi multado pela NBA em US$ 35 mil por causa da língua comprida. Mas, pior do que isso, pode ser o fato de que P-Jax deu mais combustível ainda para o ala do OKC. Motivado, Durant pode ser peça fundamental para que a equipe surpreenda nesta série.

Já o Lakers entra nesta fase decisiva para defender o título de campeão. Aposta em Artest, sim, mas aposta principalmente em Kobe Bryant. Black Mamba descansou os últimos jogos do time na fase de classificação. Isso foi bom.

Mas a equipe precisa do jogo de seus pivôs também. E como estará Andrew Bynum? Ele poderá ser problema para o futuro, pois nesta série, mesmo ainda fora de forma, não será problema: o Lakers é muito mais forte.

Placar: Lakers 4-1.

DALLAS x SAN ANTONIO

O San Antonio, quem diria, entra como azarão neste confronto. San Antonio que conta com Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker. Eu não faço parte destes apressadinhos. É prudente não descartar o alvinegro.

É certo que Duncan está mais velho e já não mostra mais o vigor de antigamente. Mas Ginobili voltou a jogar como se tivesse 25 anos. E Tony Parker passou quase que a segunda metade da competição do lado de fora, recuperando-se de uma lesão. Ou seja: está descansado.

Já o Dallas empolgou no “segundo turno”. Sapecou quase todo mundo. Jason Kidd está jogando o fino, embora em alguns jogos ele tenha negado fogo ofensivamente. Como já disse aqui neste botequim, J-Kidd precisa pontuar mais, até porque isso ajudaria a tirar a pressão das costas de Dirk Nowitzki, um jogador que costuma cair de produção nos playoffs.

É uma das séries mais equilibradas. O fator quadra deve decidir o vencedor.

Placar: Dallas 4-3 San Antonio

PHOENIX x PORTLAND

Este confronto seria maravilhoso se Brandon Roy pudesse jogar. Mas uma lesão no joelho obrigou-o a fazer uma pequena cirurgia no local. Pequena, mas o suficiente para deixá-lo de fora.

Disso deve se aproveitar o Phoenix, para mim a grande surpresa deste campeonato até o momento. Nas minhas previsões iniciais, não coloquei o Suns entre os classificados para estes playoffs — quebrei a cara.

E fico feliz, porque temos agora um brasuca a mais nesta fase decisiva: Leandrinho Barbosa. Por falar nele, seu desempenho será muito importante no futuro do time. Vindo do banco ele precisa não deixar o nível cair para que os titulares possam descansar.

Destaque, claro, para dois jogadores: Steve Nash e Amare Stoudemire. Eles estão jogando muita bola neste momento. Quanto a Nash, vamos ver como ele vai se comportar, pois tem histórico de arrebentar na fase de classificação e cair de produção nos playoffs.

Placar: Phoenix 4-1 Portland.

DENVER x UTAH

Série equilibrada e que poderá ser definida pelo fator quadra. Neste caso, o Denver levará a melhor. Mas o time de Nenê Hilário pode dispensar este handicap se os dois fominhas do time, Chauncey Billups e Carmelo Anthony, jogarem basquete.

E o que isso significa? Que eles precisam olhar mais para os lados e um pouco menos para a cesta. O jogo coletivo é muito importante para qualquer equipe vencedora. Individualidades são sempre bem vindas, mas nos momentos decisivo e não o tempo todo.

A doença de George Karl é outro problema que o Nuggets enfrenta. O treinador está ausente do trabalho por força do tratamento e Adrian Dantley não tem estofo para segurar tamanha pressão. É só olhar para a fisionomia dele durante as partidas.

O Utah, completo, é problema para qualquer equipe. Especialmente porque tem dois grandes jogadores: Deron Williams e Carlos Boozer — principalmente Deron, que para mim é o melhor armador da NBA no momento.

Há que se tomar cuidado com os arremessos longos do time, que são muito bons. Vem de gente pequena e de gente grande, como o pivô Mehmet Okur.

Como disse, creio que o fator quadra deverá definir o vencedor desta série.

Denver 4-3 Utah.

RECADO

Tenho postado todas as mensagens e lido igualmente todas elas. Não tenho respondido porque não me sobra tempo. Mas, como disse, estou atento a todas.

Notas relacionadas:

  1. CLEVELAND SE GARANTE NOS PLAYOFFS
  2. AGORA COMPLICOU
  3. DUO DINÂMICO
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quarta-feira, 7 de abril de 2010 NBA, outras | 18:27

O PODER DA MULHER

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16h52. Meu computador voltou a funcionar! E graças a Ana Luisa, do departamento de informática da Jovem Pan.

Eu, nó cego como ninguém, inadvertidamente, travei o mouse do meu laptop num acesso de raiva, feito Michael Douglas no filme “Um Dia de Fúria” (Joel Schumacher), porque não conseguia conectar a maquininha ao televisor. Comecei a apertar “function” daqui, “function” dali e acabei travando o mouse do laptop.

Pode? Claro que pode. Tanto pode que eu travei o mouse.

Isso foi antes do jogo Utah x Oklahoma City que eu pretendia ver. Nada vi porque, como disse, consegui a façanha de travar o mouse do laptop.

Fui dormir, mais irritado do que estava e esperei pelo dia de hoje. Levantei, tomei café, tomei banho, peguei o carro, enfrentei chuva e congestionamento e cheguei à Jovem Pan por volta da hora do almoço.

Entrei na sala da Aninha (que é como a gente carinhosamente a chama) e lá estava ela. Ajoelhei-me a seus pés e pedi para ela salvar o laptop. Ela sorriu e disse ia ver o que podia fazer.

Como a Aninha é a Pelé da informática, ela descobriu a besteira que eu fiz. Felizmente, tudo voltou a funcionar.

Mas, como já disse, nada vi da rodada de ontem da NBA.

RELATOS

Falo dos jogos pelo que leio e pelos “high lights” que vejo. Dois resultados me chamaram a atenção: New York 104-101 Boston e Utah 140-139 Oklahoma City — exatamente o jogo que eu pretendia ver, que não vi e vi que foi um jogaço.

Comecemos por Nova York.

Antes do jogo, Nate Robinson ganhou um abraço carinhoso de John McEnroe, um dos torcedores símbolos do Knicks. Foi a primeira visita do nanico à Big Apple.

Em quadra, pouco fez. Quem aprontou foi Earl Baron, um obscuro jogador do New York que começou como titular pela primeira vez em dois anos e que passou a maior parte desta temporada na NBDL.

Baron anotou 17 pontos e fisgou 18 rebotes. Nas barbas de Kevin Garnett e Kendrick Perkins.

Disse Baron depois da partida: “Estive na NBDL praticamente o ano todo e sempre aguardando por esta oportunidade. E a oportunidade não bate muitas vezes na sua porta. Então, eu tentei aproveitá-la e acho que consegui”.

Mas não foi apenas Baron. O italiano Danilo Gallinari cravou 31 pontos, sua melhor performance desde que debutou na NBA, e ajudou a liquidar com o Celtics.

“Merecemos perder”, decretou o técnico Doc Rivers. “A gente entrou em quadra sem qualquer concentração. O ‘arremesso do banco’ que o Gallinari fez [o da vitória] os deuses do basquete não costumam perdoar e punem (…) Nós merecemos isso [a derrota]”.

Doc Rivers é um baita treinador. Tenho um grande respeito por seu trabalho. E ele ganha mais pontos ainda comigo por ser um cara claro, transparente, que não empurra a sujeira para debaixo do tapete.

Merecemos perder, disse ele. Simples e direto.

Vamos agora a Salt Lake City.

O placar chama demais a atenção. Tudo bem que ouve uma prorrogação, mas, mesmo assim, 140-139 é um exagero.

Mas esqueçamos o marcador e vamos nos concentrar no que a arbitragem fez. Vocês me conhecem muito bem e sabem que eu não gosto de falar sobre arbitragem. Ela comete equívocos como todos nós — inclusive os jogadores.

Mas a falta de Paul Millsap fez e que não foi marcada em cima de Kevin Durant (Foto AP), num arremesso triplo, a menos de um segundo do final da partida, provoca revolta. O placar já marcava os definitivos 140-139, mas KD sofreu claramente falta e teria a chance de dar a vitória ao Thunder.

Seriam três arremessos livres e até aquele instante o dodói da NBA tinha acertado todos os seus 12 lances livres. Quer dizer: tinha tudo para levar o Oklahoma City à vitória.

Não levou porque o árbitro Tony Brothers, que estava em cima do lance, é: 1) cego; 2) mal intencionado; 3) pipoqueiro.

Revoltante; tão revoltante que eu ia esquecendo de dizer que Deron Williams fez 42 pontos, sua melhor pontuação na temporada. Foi dele a cesta final que deu a vitória ao Jazz. Injusta, friso.

VAREJÃO

O capixaba finalmente voltou a jogar. Foi ontem, na vitória do Cleveland sobre o Toronto por 113-101. Anderson Varejão atuou por consistentes 28 minutos, fez 10 pontos (5-7) e pegou cinco rebotes.

O que mais chamou a atenção é que todos foram defensivos. Digo isso porque a gente sabe que o brasuca é uma máquina de pegar ressaltos ofensivos.

RIVALIDADE

A rivalidade entre Duke e North Carolina é semelhante à de um Fla-Flu, Corinthians-SP, Gre-Nal, Atlético-Cruzeiro etc. Como sabemos, Duke ganhou o título da NCAA ao bater Butler por 61-59.

Antawn Jamison, ala do Cleveland, foi forjado em North Carolina. Convidado a opinar sobre o título do rival, Tawn fez como Doc Rivers. Sem rodeios, declarou: “Hoje [ontem] é um dia triste em Chapel Hill [cidade onde fica North Carolina]. Creio que as pessoas nem sequer saíram de casa”.

EPÍLOGO

18h27. Terminei de escrever o blog; e graças a Ana Luisa.

Notas relacionadas:

  1. NBA TEM TUDO PARA REPETIR FINAL PASSADA
  2. O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT
  3. KOBE E DURANT, DESTAQUES NOVAMENTE
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domingo, 4 de abril de 2010 NBA | 21:38

A HISTÓRIA DA VACA LEITEIRA

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O jogo dava pinta de que iria ser desinteressante. O Boston abriu uma larga dianteira frente ao Cleveland. Chegou a estar na frente em 22 pontos no terceiro quarto. No derradeiro, entrou com uma vantagem de 17 tentos.

Mas de repente o pessoal de Ohio imprimiu uma defesa forte, velocidade nos contra-ataques, LeBron James teve momentos de Michael Jordan e a diferença foi caindo, caindo, caindo e quando faltavam apenas dois segundos para a buzinada final, LBJ tentou um tiro desesperador de três.

A bola não caiu; deu aro. E a buzina soou para nunca mais soar neste domingo. Também de nada adiantaria, pois a diferença era de quatro pontos.

O Celtics venceu a partida por 117-113, partida das mais emocionantes desta fase de classificação, que me fizeram lembrar aquela história da vaca que deu cem litros de leite e no final meteu o pé no balde, derramando toda a sua produção.

LeBron (Foto AP) fez 42 pontos, 20 deles no quarto final, mas errou todos os seus nove arremessos de três durante os 45 minutos em que ficou em quadra. Se tivesse acertado apenas dois deles (um deles a dez segundos do final, que daria a liderança ao seu time) o Cavs teria vencido a partida.

Mas não acertou.

Quer mais? LBJ errou dois lances livres nos últimos 16 segundos que poderiam ter empatado a peleja em 115 pontos. Mas, como disse, errou.

Ou seja: ‘Bron produziu, produziu, produziu, mas no final meteu o pé no balde.

Moral da história: LeBron vai ter que comer muito feijão para um dia alguém cogitar compará-lo a MJ. Não me lembro de atuações desse tipo do Pelé do basquete.

MOEDA

Como a gente sabe, uma moeda tem dois lados. O outro lado dela no jogo de ontem tinha a face de Ray Allen. O armador do Boston, ao contrário de LeBron James, acertou seis de seus nove tiros triplos.

Terminou a partida com 33 pontos, sua maior pontuação nesta temporada. Terminou a partida ouvindo os 18.624 torcedores gritarem seu nome.

Justa homenagem, pois Allen foi realmente o melhor jogador a desfilar no parquete do TD Garden.

VAREJÃO

O capixaba pode voltar a qualquer momento. Está sendo avaliado dia-a-dia. Mike Brown talvez não queira precipitar a volta de seu energético grandalhão.

O mais importante são os playoffs. O Cleveland tem 17 derrotas; se perder todos os seus cinco confrontos restantes, chega a 22 revezes, o mesmo número do Lakers neste momento.

Isso dificilmente vai ocorrer. O Cavs já se garantiu como o time de melhor campanha nesta fase regular. Por isso, pra que correr algum risco na recuperação do brasuca?

SOVA

O couro que o San Antonio deu no Lakers em pleno Staples Center chama a atenção. Quem olha o resultado e vê 100-81 em favor do Spurs vai achar que o jogo ocorreu no Texas.

Não foi; foi, isto sim, como eu já disse, em plena Califórnia — que foi sacudida neste domingo por um terremoto em sua região sul.

Com o resultado, o San Antonio garantiu matematicamente sua classificação para os playoffs. Foi, diga-se, a 13ª. vez consecutiva que isso ocorreu.

E ocorreu porque Manu Ginobili (Foto AP), novamente, esteve impossível em quadra. Anotou 32 pontos. Kobe Bryant procura-o até agora.

Por falar em Kobe, o armador do Lakers disse que o time perdeu porque deixou o adversário controlar o ritmo do jogo. Verdade.

Mas perdeu, também, porque KB foi novamente um fiasco em seus arremessos: 8-24. Kobe cai de produção de maneira preocupante em seus chutes. Terá de ser mais efetivo quando os playoffs chegarem. Com um aproveitamento desses, o time para no meio do caminho.

Claro, pois o Lakers depende de Kobe. Uma prova disso é que nem os 32 tentos de Pau Gasol (sua maior pontuação na temporada) foram suficientes para que os branquinhos vencessem.

Como disse, Kobe tem que jogar mais bola.

DECLARAÇÃO

Bem interessante o que Tim Duncan (24 pontos e 11 rebotes) disse após a partida. Perguntado sobre a importância da vitória, o pivô texano disse que ela foi comemorada não apenas porque o time se garantiu matematicamente nos playoffs, mas também porque, com ela, o alvinegro continua evitando um confronto com o Lakers na primeira rodada decisiva.

“Eles [Lakers] são um time vacinado em playoffs”, disse Timmy. “Então, nós queremos ficar o mais longe possível deles”.

Isso é que é respeito!

PROBLEMA

Além de Tony Parker (dedo da mão quebrado), o San Antonio perde George Hill, seu substituto imediato. O jogador torceu o tornozelo direito no segundo quarto e não voltou mais para a partida.

Sabe qual vai ser a saída? Manu Ginobili armando o jogo. Palavras de Gregg Popovic.

Eu acho um grande equívoco.

SÁBADO

Não falei ainda da rodada de ontem. Quero destacar, mais uma vez, a atuação de Nenê Hilário. O brasuca marcou 18 pontos e pegou sete rebotes na vitória diante do Clippers por 98-90.

Mas sem dúvida que o melhor da história deste sábado foi o desempenho de Leandrinho Barbosa. Finalmente o paulistano teve uma de suas grandes atuações.

O Phoenix perdeu, é verdade, para o Milwaukee por 107-98, mas o brasuca deixou 21 pontos no aro do pessoal de Wisconsin. Isso em apenas 23 minutos em quadra.

Acertou sete de seus 13 arremessos e nas bolas de três Barbosa encestou duas da trinca arremessada. Muito bom.

Que assim seja a partir de agora. Sim, pois nos playoffs Leandrinho poderá ser de grande valia para o time vindo do banco. Como ele sempre fez, desafiando a inteligência defensiva dos oponentes, que penam para encontrar antídoto para seus arremessos ou suas infiltrações certeiros.

Ainda no sábado o Dallas voltou a perder jogando em casa. Desta vez diante do Oklahoma (121-116). Foi a segunda derrota consecutiva.

O time descansa até quarta, quando, novamente em seu American Airlines Center, jogará diante do desclassificado Memphis de Zach Randolph. Depois fará três partidas fora de casa: Portland, Sacramento e Clippers. Fecha a fase de classificação em casa, quando recebe o San Antonio, no clássico texano.

O Denver esfrega as mãos quando olha o calendário do Mavs e o desempenho atual do time do alemão Dirk Nowitzki. Não só o Nuggets, mas também Utah, Phoenix, Oklahoma City, San Antonio e Portland.

Como eu disse, do jeito que o Dallas joga no momento, não seria surpresa alguma o time despencar da segunda para a oitava colocação.

Mas que conferência danada essa, não acham?

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  2. O CASO DO ESLOVENO E DO SAS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de abril de 2010 NBA | 11:56

LAKERS DESPENCA NA COMPETIÇÃO

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O Lakers perdeu novamente. Ontem para o Atlanta. E não foi na última bola. O jogo foi mole, mole para o Hawks. O resultado final mostra isso: 109-92.

O Los Angeles perdeu três de seus últimos quatro jogos. Todos fora de casa. Aliás, para sermos justos, dos cinco cotejos em terra estranha, venceu dois e perdeu três.

É, a vida longe de casa é complicada. Por isso, a gente não pode se iludir com os amarelinhos no começo de uma competição olhando apenas a tabela de classificação.

Como a maioria de seus jogos no início de uma temporada é em casa, o Lakers abre uma grande vantagem em relação aos demais. Tenho criticado isso, dizendo que o time acumula gordura e ganha confiança ao longo da competição.

Mas estou sendo desmentido nesta temporada. Fora de casa o Lakers não tem mostrado a eficiência que eu dele esperava.

Ao longo do torneio o time angelino tem um recorde de 54 vitórias e 21 derrotas; aproveitamento de exatos 72%. Fora de casa, seu desempenho é este: 22-16; ou 57.9%.

Vejam a diferença…

Em seu Staples Center — que também é do Clippers, diga-se —, o aproveitamento é o maior de todos: 86.5% (32-5). Só não é melhor do que o Cleveland, que tem 32-4 em sua Q Arena.

Dos últimos sete jogos desta fase de classificação, o Lakers fará quatro diante de seus torcedores. Por isso, não acredito que vá perder a liderança no Oeste.

Tem 21 derrotas contra 25 do Dallas e 26 de Utah e Phoenix. Desta forma, entrará com a vantagem de decidir em casa todas as séries dos playoffs.

Por isso, não acredito em surpresas e aposto no Lakers na final da NBA.

O problema vem depois: se der Cavs na decisão, o Lakers jogará em desvantagem, pois a campanha do time de LeBron James e Anderson Varejão é superior à do time de Kobe Bryant e Pau Gasol.

O Cavs tem apenas 16 derrotas. O Lakers precisa vencer todos os seus últimos sete jogos e torcer para o Cleveland perder seis de seus últimos sete confrontos.

Traduzindo em números: o Cavs, que tem um aproveitamento de 78.7% ao longo desta temporada, teria que despencar para 12.5%.

Impossível.

Assim, o Cleveland termina a fase de classificação como melhor time da NBA. Entrará com vantagem sempre que estiver disputando uma série no Leste e a final, se chegar até lá.

Por isso, se chegar, a meu ver, será campeão.

O Lakers, na reta final do campeonato, dá sinais de cansaço e submissão quando joga fora de casa.

MARÇO NEGRO

Nunca um mês foi tão obscuro para o Lakers como este mês de março. O time perdeu seis partidas; venceu nove. Em percentual: 60% de aproveitamento.

Outubro não conta porque foram apenas dois jogos (1-1). Seguindo em frente temos ao longo da competição o seguinte:

Novembro: 12-2 (85.7%)
Dezembro: 12-3 (80.0%)
Janeiro: 12-5 (70.6%)
Fevereiro: 8-4 (66.7%)
Março: 9-6 (60.0%)

Como se vê, é nítida a queda de rendimento do Lakers. Não apenas em março, mas à medida que o campeonato passa.

ANÁLISE

Kobe Bryant, depois do jogo, declarou: “Não estamos jogando bem defensivamente”. Bidu!

Claro que não, basta ver o resultado final não só deste, mas dos últimos jogos da equipe. No prélio de ontem na Philips Arena de Atlanta, o Los Angeles permitiu ao Hawks acertar 54.2% de seus chutes.

Mais ainda: quatro dos cinco jogadores do Atlanta tiveram aproveitamento superior a 50% de seus arremessos. A saber: Josh Smith, Joe Johnson, Mike Bibby e Al Horford.

Mas não foi só isso: o pessoal que veio do banco definiu o jogo em favor dos anfitriões. E foi uma goleada: 48-22.

E não é que apenas um jogador arrebentou e fez mais de 30 pontos. Nada disso. Moe Evans anotou 18, Jamal Crawford (ao lado de Joe Johnson o melhor jogador “down the strecht” do Atlanta) cravou 14 e Zaza Pachulia (!) fez 10.

Pachulia, aliás, anotou seu segundo “double-double” desde o dia 29 de março do ano passado. Sabem contra quem foi o “double-double” referido? Lakers.

RODADA

Não vi os demais jogos da rodada de ontem. Mas chama a atenção a vitória do Oklahoma City sobre o Celtics, em Boston, por 109-104. Chama também a atenção a pontuação de Kevin Durant: 37 tentos.

Vocês que me conhecem sabem muito bem que eu não acredito nesse negócio de pé-frio, mas eu começo a ficar com a pulga atrás da orelha. Quando eu me arrumo no sofá para ver o Thunder jogar, o time invariavelmente perde e KD não joga nada; quando eu me dedico a outro confronto, o OKC detona e Durant arrebenta.

Como disse, começo a ficar com a pulga atrás da orelha.

Mudando de jogo, pergunto: alguém viu o jogo do Phoenix em Nova Jérsei? Pergunto porque é escandalizante olhar para o “box score” e ver que Leandrinho Barbosa fez apenas dois pontos em 16 minutos em quadra.

Alguém tem mais detalhes?

(Vitória do Phoenix por 116-105.)

Por falar em brasuca, Anderson Varejão segue de fora do time do Cleveland por causa de uma lesão. Deve voltar diante do Atlanta, amanhã à noite.

E é bom que volte, pois o time tem sentido falta de sua energia em quadra. Ontem, suou, pelo que vejo nos relatos, para vencer o Milwaukee (fiquem de olho no Bucks, já disse) em sua Q Arena por 101-98.

O “high light” da contenda mostrou um final emocionante. E quase o Cavs foi para o beleléu.

É bom frisar: se o Cleveland jogou sem Varejão, o Milwaukee não pôde contar com Carlos Delfino. “Down the strecht” o argentino é poderoso.

Fez falta ontem.

Os outros resultados da quarta-feira foram:

Toronto 114-92 Clippers
Charlotte 103-84 Philadelphia
Detroit 81-98 Miami
New Orleans 91-96 Washington
Minnesota 108-99 Sacramento
Memphis 102-106 Dallas (OT)
San Antonio 119-102 Houston
Portland 118-90 New York
Utah 128-104 Golden State

DESFALQUE

O primeiro já surgiu: LeBron James não irá participar do Mundial da Turquia entre agosto e setembro próximos. ‘Bron disse que estará “muito, muito, muito, muito, muito ocupado”.

Com o quê?

Provavelmente decidindo seu futuro: Cleveland ou outra equipe.

Essa é a justificativa. Mas, creiam: Mundial de basquete é como a Copa do Brasil; Olimpíada é como o Campeonato Brasileiro.

Compreenderam?

A importância de um é muito pequena perto de outro. Então, deve ter pensando LBJ, por que me desgastar e perder tempo disputando uma competição menor se eu tenho um monte de coisas pra fazer?

Outras dispensas deverão surgir. Acredito que o próximo a pular fora do barco é Dwyane Wade. Depois Chris Bosh — jogadores que como ‘Bron também estarão tratando do futuro.

MVP

A NBA anunciou ontem que os torcedores vão votar para o MVP da temporada. A escolha dos fãs, no entanto, significará apenas um voto. Os outros 124 virão de jornalistas especializados.

Sábia decisão da NBA, pois, com isso, evita-se criar equívocos. Sim, pois os torcedores, em sua esmagadora maioria, votam com o coração e não com a razão.

Yao Ming, por exemplo, poderia ser eleito o MVP de uma temporada. Já pensou?

De maneira burra, a Fifa, há uma década, não me lembro ao certo, abriu para os torcedores escolherem o melhor jogador do século passado. Maradona deu de goleada em cima de Pelé.

Por quê? Simples: esmagadora maioria de quem usou a internet para votar era de jovens que não tinham visto Pelé em ação. Escandalizada com o resultado, a Fifa criou uma nova categoria para não perpetuar um dos maiores equívocos da história: Maradona ser considerado melhor do que Pelé.

O que fez a entidade? Escolheu uma comissão de notáveis (ex-técnicos e ex-jogadores) e pediu para eles votarem. Como esses especialistas tinham visto os dois em ação, é claro que deu Pelé — e sempre dará quando a eleição envolver especialistas que viram os dois em campo.

Isso teria sido evitado se a Fifa tivesse feito como a NBA. Não fez porque o futebol é comandado por pessoas de intelecto menor; infelizmente.

Não adianta, podem falar o que quiserem, os americanos dão de 10 a 0 no resto do planeta; queiram ou não.

Não à toa eles são a nação mais poderosa e influente do mundo há um século.

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sábado, 27 de março de 2010 NBA | 14:40

NOITE DE SURPRESAS E EXCLAMAÇÕES

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São tantos os assuntos que hoje eu vou fazer um texto apenas. Será melhor, pois assim dá para eu contemplar quase tudo.

Bem, vamos começar pela vitória do Denver sobre o Toronto por 97-96. Definitivamente, o time canadense não tem mesmo camisa. Já cansou de perder jogos como o de ontem para o Denver: na última bola.

O chute de Carmelo Anthony foi preciso, no momento exato, com a buzina soando com a bola no ar (Foto Reuters). Melo foi grande no arremesso e no jogo como um todo com seus 25 pontos e oito rebotes.

Mas a gente não pode deixar de destacar o trabalho de Anthony Carter. O armador reserva do Nuggets fez um quarto final espetacular, com três assistências e duas roubadas de bola importantíssimas.

Nenê Hilário, depois de colocar a boca no trombone, recebeu mais bolas dos companheiros e por isso pôde terminar a partida com 20 pontos. Arremessou 12 bolas, quase o dobro da média nos últimos três jogos.

Além das duas dezenas de pontos, o são-carlense pegou nove rebotes, o mais importante deles nos segundos finais, após Melo errar um arremesso, o que possibilitou ao Denver atacar novamente e chegar à vitória.

Some-se a isso seis assistências. Nenê foi o jogador do time colorado a dar mais assistências na partida, mais do que os armadores!

A derrota do Toronto machucou Andrea Bargnani. O italiano é muito bom jogador. Terminou a partida com 14 pontos e 15 rebotes. Tem fundamentos, sabe jogar dentro e fora do garrafão. Novamente se destacou com a camisa 7 do Raptors.

Outro jogo envolvendo um brasuca aconteceu no Texas. O San Antonio, que havia perdido para o Lakers em casa, recuperou-se batendo o Cleveland (102-97), o time de melhor campanha até o momento na NBA.

Perdeu não só o jogo, mas também uma invencibilidade de oito jogos. Pior do que isso foi a contusão de Anderson Varejão, ao final do primeiro tempo. Isso reduziu a participação do capixaba em quadra: apenas 13 minutos, com quatro pontos e três rebotes.

No quarto derradeiro, o brasuca fez muita falta. O Cavs sentiu a ausência da energia e dos rebotes que Varejão costuma pegar “down the strecht”, que é quando ele mais joga.

Mas é claro que a gente não pode esquecer o que Manu Ginobili fez quando o jogo tinha que ser decidido. Sabem o que ele fez? Colocou no bolso LeBron James.

O argentino terminou a partida com 30 pontos! Tem jogado muito. Jogou, aliás, um balde de água fria nas pretensões do Real Madrid (não o Clippers, mas o europeu) que pretendia contratá-lo para a próxima temporada.

O agente do jogador, Herb Rudoy, afirmou que Manu fica na NBA, apesar da oferta de US$ 13 milhões do time espanhol. “Manu vai encerrar sua carreira na NBA”, disse Rudoy.

No San Antonio? Espero que sim, pois não consigo vê-lo com outra camisa. Portanto, o Spurs não pode e nem deve economizar com “El Narigón”. E com todo respeito ao basquete europeu, o nível de excelência de Manu não é para a Europa, é para os EUA.

Isso vale para o nosso Tiago Splitter, que tem que pegar os US$ 5 milhões anuais da “mid-level exception” e assinar com o San Antonio ao final desta temporada e jogar bola entre os grandes.

Vamos continuar falando dos brasucas.

Finalmente, Leandrinho Barbosa pôde jogar bastante ontem à noite. Afinal de contas, a pelada foi contra outro time peladeiro da NBA: New York Knicks.

O Suns bateu a equipe nova-iorquina por 132-96.

Sabe qual é a ironia dessa vitória do Phoenix? Foi diante de Mike D’Antoni, que ensinou esse estilo peladeiro ao Suns e tenta fazer o mesmo com o NYK. Ou seja: provou do próprio veneno.

Com uma vantagem tão elástica, Leandrinho (Foto AP) jogou quase 22 minutos. Sem defesa forte pela frente, arremessou 12 bolas contra o aro inimigo, três delas de três. Terminou a partida com 18 pontos e foi, ao lado de Amaré Stoudemire, o cestinha do Suns.

Isso foi bom para dar confiança ao jogador, que ficou do lado de fora por quase dois meses recuperando-se de uma cirurgia para extirpar um cisto da mão direita.

Que Alvin Gentry, genérico de treinador, olhe com carinho o teipe do jogo de ontem, preste mais atenção no paulistano e reserve mais minutos para ele nos próximos jogos.

E o Lakers, hein? Que tunda!

Perdeu para o Oklahoma City por 91-75. Mas não pense que a diferença máxima foi essa, de 16 pontos. Ela chegou em 33!

Kobe Bryant fez apenas 11 pontos e cometeu nove erros!

Foi o jogo das exclamações, pois tem mais: Ron Artest fez dois pontos! Pau Gasol, nove! Ninguém do time angelino terminou a contenda com um “double-double”.

Sabem o que Phil Jackson disse ao final da partida? Que o espanhol foi “soft” demais. Ou seja: afinou. Gasol mudou de comportamento e apagou essa fama de ser molenga. Se não tomar cuidado, ela volta com tudo.

Já o Thunder fez um jogo espetacular e colocou um ponto final nesse tabu de não vencer o Lakers. Havia 12 jogos que os roxinhos não perdiam para a garotada de Oklahoma.

Kevin Durant, como sempre, foi o cestinha dos anfitriões. Fez 26 pontos e quando ia para a linha do lance livre os torcedores do Ford Center, exageradamente, gritavam: “MVP, MVP, MVP”.

Não deixe de olhar também para os 23 pontos do armador Russell Westbrook. Nem aos dez rebotes pegos pelo pivô sérvio Nenad Kristic.

E o Milwaukee, hein? Foi só eu encher a bola da rapaziada de Wisconsin e o time desandou. Será que eu sou mesmo um baita d’um pé-frio?

Nada disso: o Bucks entrou em quadra sem dois de seus principais jogadores, pois o australiano Andrew Bogut e turco Ersan Ilyasova estavam lesionados. Pra piorar, Carlitos Delfino colidiu contra Udonis Haslem, caiu, bateu a cara na quadra e saiu do jogo, ao final do primeiro tempo, e não voltou mais.

O argentino foi direto para o St. Luke’s Hospital, fez radiografias da cabeça, do pescoço e da face e nada de grave foi constatado, felizmente. Mas continua internado sob observação dos médicos que disseram que “El Lancha” tem todos os movimentos do corpo intactos. Ótimo.

Bem, com um cenário desses, o Miami se aproveitou e venceu a partida por 87-74, com 30 pontos do armador Dwayne Wade, que eu espero ver com a camisa do Chicago na próxima temporada (coisa de torcedor, perdoem-me).

Finalmente, destaco também a vitória do New Jersey diante do Detroit por 118-110. Com os “três pontos” conquistados, o Nets igualou o número de vitórias do Philadelphia na temporada 1972-73, que fez uma campanha de 9-73, até hoje o pior recorde da história da liga.

Mais um triunfo, é tudo o que o New Jersey precisa para não ficar de mãos dadas com o Sixers nesse capítulo humilhante.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Indiana 122-106 Utah (ops!)
Orlando 106-97 Minnesota
Charlotte 107-96 Washington
Boston 94-86 Sacramento

Notas relacionadas:

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  2. A NOITE DAS VASSOURAS E DOS GRITOS
  3. A NOITE DO CAVS E DO DENVER
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segunda-feira, 22 de março de 2010 NBA | 11:45

RODADA, OS BRASUCAS E UMA APOSTA

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Foi o melhor jogo da noite de ontem. O Atlanta deu mole no tempo regulamentar e quase perdeu a partida.

Poderia ter liquidado tudo nos quatro quartos de jogo. Teve três chances de matar a bola final e não conseguiu.

O placar do tempo normal ficou mesmo nos 105-105.

Na prorrogação, o jogo foi no pau e um erro de ataque do San Antonio, quando Matt Bonner tentou uma bola de três, a um minuto do final, possibilitou ao Atlanta abrir quatro pontos de vantagem e não mais perder o controle do jogo, que acabou com a vitória do Hawks sobre o Spurs por 119-114.

O triunfo significou a vaga para os playoffs. Mas os jogadores do time da casa não estavam felizes.

Disse Joe Johnson: “[Classificar] era um dos nossos objetivos, mas não o principal”.

Qual seria? Ganhar a conferência?

Ora, faça-me o favor. Pelo que vem jogando, não creio que o time da Geórgia (Foto AP) tenha objetivos maiores do que esse.

MATA-MATA

No momento, o Atlanta teria o Milwaukee pela frente nos playoffs. Não creio que passe pelo Bucks por tudo o que o time de Wisconsin vem fazendo neste instante da competição.

A menos que a falta de experiência do Milwaukee venha pesar na hora H. Brandon Jennings é “rookie”, Luc Richard Mbah a Moute nunca esteve em um playoff e a experiência na fase decisiva de Andrew Bogut limita-se a cinco partidas.

Enquanto isso, esse time do Atlanta, montado por Mike Woodson, nos playoffs passados chegou às semifinais (foi derrotado pelo Cleveland) e no anterior vendeu caro a classificação ao Boston na primeira rodada.

Só se isso pesar, porque, hoje, o Milwaukee joga mais do que o Atlanta.

Aliás, joga mais do que o Oklahoma City, o dodói de toda a nação — pelo menos nos jogos que eu vi das duas equipes. Não me lembro qual foi o parceiro que propôs uma série melhor de sete entre Bucks e Thunder.

Eu topei a aposta; coloquei uma caixa de breja na jogada. Pena que isso não vá ocorrer, pois não acredito em uma decisão entre Thunder e Bucks nesta temporada.

Mas se isso acontecesse, além de ser legal pelo ineditismo, eu apostaria todas as minhas fichas no Milwaukee, como disse.

Só pra registrar: Bucks e Thunder se enfrentaram duas vezes nesta temporada — e não vão mais se debater. Uma vitória para cada lado.

Cada time venceu em seus domínios. Em Oklahoma, o Thunder venceu fácil por 108-90; em Wisconsin o Bucks deu o troco, mas precisou de uma prorrogação: 103-97.

Mas, é bom registrar, isso ocorreu na primeira metade da competição, antes do “All-Star Game”, quando o Milwaukee não tinha entrado nos trilhos.

Hoje a história, creio eu, seria diferente. Como afirmei, daria Milwaukee nas duas pelejas.

Vale uma caixa de cerveja?

LÓGICA 1

Não teve a menor graça, pois o resultado era previsível. O Cleveland bateu o Detroit por 104-79 e não houve emoção em momento algum da contenda.

Como disse, foi muito fácil. Foi tão fácil que o técnico Mike Brown tirou LeBron James do jogo e deixou-o descansando.

‘Bron atuou apenas 31 minutos, pois ficou todo o quarto final no banco. Deixou 15 pontos, sete assistências e três rebotes na súmula.

Anderson Varejão, então, trabalhou muito menos: 19 minutos. Tempo para fisgar nove rebotes, três deles no ataque. Cravou também seis pontos.

As atenções dos torcedores do Cavs, na verdade, estão mais voltadas para o que vai ocorrer nesta segunda-feira. Hoje o time de Ohio terá permissão da NBA para recontratar Zydrunas Ilgauskas.

E é o que deve ocorrer. Caso contrário o lituano já teria assinado com outra equipe — o que já era permitido pela liga.

LÓGICA 2

O Real Madrid da NBA voltou a perder. Jogando em seu Staples Center, o Clippers apanhou do Sacramento por 102-89.

E o Kings, é bom que se diga, jogou sem seu melhor jogador: Tyreke Evans. Se o futuro R.O.Y. desta temporada estivesse em quadra, a diferença que foi de 13 pontos em favor do time da capital da Califórnia talvez dobrasse.

RODADA

Os dois outros jogos de ontem foram:

Lakers 99-92 Washington
Phoenix 93-87 Portland (Leandrinho jogou só quatro minutos…)

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sábado, 20 de março de 2010 NBA | 13:20

LBJ PASSA A PERNA EM KOBE

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LeBron James bateu ontem um recorde que pertencia a Kobe Bryant. Tornou-se o jogador mais jovem em toda a história da NBA a atingir 15 mil pontos na carreira; e com dois anos de antecedência em relação ao antigo recordista.

‘Bron chegou à marca com 25 anos e 79 dias. O fato se deu ontem, na vitória do Cleveland sobre o Chicago por 92-85. Kobe, quando entrou para a história, tinha 27 anos e 136 dias.

Além disso, LBJ precisou de 540 jogos para conseguir tal façanha. Black Mamba jogou 657.

Os números mostram o quê? Que LeBron é melhor do que Kobe?

Há que se registrar alguns pontos importantes.

Primeiro, os dois pularam uma etapa importante de suas vidas ao abrirem mão de jogar no basquete universitário e irem direto para a NBA.

Segundo, Kobe chegou ao profissional como um manezinho. Foi recrutado pelo Charlotte Hornets (atual New Orleans) na 13ª. posição e na mesma noite do NBA Draft de 1996 foi trocado com o Lakers, que mandou ao Hornets seu pivô Vlade Divac.

Terceiro, ‘Bron (Foto AP) desembarcou na liga profissional como primeira seleção do NBA Draft de 2003. E o Cleveland o selecionou sem pestanejar e nem sequer ouviu propostas de trocas.

Quarto, o aproveitamento de um e de outro no início de suas carreiras foi completamente distinto. Enquanto Kobe amargava reserva e pouco jogava, pois fazia parte de um time com algumas estrelas, LeBron era titularíssimo de uma equipe mediana, onde não tinha que disputar espaços com ninguém.

Em seu primeiro campeonato na NBA, KB jogou em média 15:53 minutos. LBJ atuou 39:51 minutos. Ou seja: dois quartos a mais por partida.

Também por isso, Kobe teve média de 7.9 pontos por jogo em sua primeira temporada, contra 20.9 de ‘Bron.

Na segunda temporada, Kobe, mais maduro, ficou mais tempo jogando: 26:02 minutos. Já LeBron atingiu a marca de 42:35; mais de um quarto e meio de diferença.

Por ter angariado junto ao treinador Del Harris mais tempo de permanência em quadra, KB melhorou sua média: 15.4 pontos por jogo. LBJ, também mais experiente, pulou para 27.2.

Na terceira temporada de ambos, Kobe se contundiu e participou de 50 das 82 partidas disponíveis. Ficou em quadra 38:32 minutos.

LBJ, felizmente, não teve problemas de saúde em seu “junior year”. Jogou 79 partidas e trabalhou em média 42:54 minutos.

Kobe obteve médias de 19.9 pontos como terceiroanista, enquanto que LeBron chegou à sua melhor marca como artilheiro da NBA até hoje: 31.4 tentos por partida disputada.

Penso que esses pontos explicam em parte esta quebra de recorde, como explicam a vantagem de LeBron sobre Kobe na média de pontos em suas carreiras na NBA: Kobe tem 25.3, enquanto que LBJ mostra 27.8.

O assunto é palpitante, já foi tema de discussão algumas vezes em nosso botequim e provocou muita polêmica.

Na minha opinião, LeBron James é neste momento o melhor jogador do planeta, mas no conjunto da obra Kobe (Foto AP) segue sendo melhor que LBJ.

BRASUCAS

Dois dos três brasileiros estiveram em ação na rodada de ontem. Anderson Varejão testemunhou em quadra o recorde batido por LeBron James.

Na vitória diante do Bulls, o capixaba voltou a se destacar nos rebotes: foram dez fisgados durante os 34 minutos em que trabalhou. Mas deixou a desejar na pontuação: apenas três.

Três porque chutou apenas um trio de bolas contra a cesta do Bulls. Tamanha timidez custou-lhe caro em termos de pontuação.

Por outro lado, deu três tocos e fez um desarme.

No conjunto da obra, a pontuação, como disse, impediu-lhe de ficar com uma das estatuetas distribuídas na rodada de ontem.

Bem longe de Chicago, lá no Deserto do Arizona, o Phoenix recebeu o Utah e aplicou um corretivo de 110-100. Leandrinho Barbosa fez sua segunda partida depois da cirurgia na mão direita que extirpou um danado de um cisto que incomodava o paulistano e o impedia de arremessar direito.

Como ficou parado quase dois meses, aos poucos volta a trabalhar. Ontem Leandrinho jogou 11 minutinhos.

Fez quatro pontos, frutos de uma bola de três que desmoronou no aro do Jazz e de um lance livre cobrado com precisão.

Teve mais? Claro que teve: dois rebotes e uma assistência.

Barbosa volta aos poucos, como disse; vamos aguardar pelo futuro.

CARRANCA

A cara que Michael Jordan fez ao final da prorrogação, quando Joe Johnson meteu uma bola de dois e levou o Atlanta à vitória sobre o Charlotte deve ter sido a senha do que ocorreu no vestiário do Cats depois da partida.

Partida que o time da Carolina do Norte teve nas mãos, mas que não conseguiu fechar. Chegou a estar dez pontos na frente do Hawks no último quarto, mas no finalzinho quase que nem à prorrogação foi, pois o ala Josh Smith errou um chute triplo que se caído teria evitado que o prélio tivesse ficado no empate de 84 pontos no tempo normal.

Bem, mas veio o tempo extra.

A segundos do final, Raymond Felton partiu da direita em diagonal, chegou na meia esquerda e fez uma infiltração. Com a mão canhota derrubou a bola colocando o Cats na frente em 92-91. O cronômetro avisava que faltavam apenas 3.8 segundos para o final da partida.

O Atlanta armou sua jogada e estava mais que na cara que ela seria definida por Joe Johnson. Quem caiu na marcação do armador do Hawks foi o baixinho Felton.

J.J. não teve dificuldades para arremessar por cima da marcação de Raymond. E a bola caiu, finalizando a contenda em 93-92 para o Atlanta.

A câmera buscou MJ. Ele balançava a cabeça negativamente, com uma cara de enfezado. Como disse acima, ele deve ter entrado no vestiário do time chutando a porta e quem mais aparecesse em sua frente.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Indiana 106-102 Detroit
Toronto 89-115 Oklahoma City
New York 92-88 Philadelphia
Houston 87-94 Boston
San Antonio 147(!)-116 Golden State (a pior defesa do campeonato)
Portland 76-74 Washington
Sacramento 108-114 Milwaukee
Lakers 104-96 Minnesota

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

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